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Curso Apocalipse – prof. Cláudio Fonseca / Ir.

Peter Wilson – Aula 5 1


AULA 5

INTRODUÇÃO

Texto: Apocalipse 2:1-7


Apocalipse 2.5 diz: "Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;
quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres"

1 Temática: Carta as sete Igrejas.

2 Os nomes das Igrejas.


Os significados dos nomes, característica e época no tempo.
1. ÉFESO Igreja autêntica, apostólica 31 a 100 d.C (A Igreja Apostólica)
2. ESMIRNA Mirra (latim) Igreja perseguida, atribulada 100 a 313 d.C (A Igreja Perseguida)
3. PÉRGAMO Cidadela (grego) Igreja mundana, estatal 313 a 538 d.C (A Igreja sob favor imperial)
4. TIATIRA Igreja papal, corrupta 538 a 1517 d.C (A Igreja da Idade das Trevas)
5. SARDES Igreja da Reforma, morta 1517 a 1798 d.C (A Igreja da Reforma e da Renascença)
6. FILADÉLFIA Amor fraternal (grego) Igreja missionária, evangelística, fiel 1798 d.C. até o
arrebatamento. (A Igreja das Missões)
7. LAODICÉIA Que pertence a Laodice, mulher de Antíoco II Igreja morna, apóstata, 1844 d.C. até a
Segunda volta de Cristo (A Igreja do tempo do fim)

3 Quadro geral: As sete igrejas citadas são:


 Éfeso (Apocalipse 2:1-7)
 Esmirna (Apocalipse 2:8-11)
 Pérgamo (Apocalipse 2:12-17)
 Tiatira (Apocalipse 2:18-29)
 Sárdis (Apocalipse 3:1-6)
 Filadélfia (Apocalipse 3:7-13)
 Laodiceia (Apocalipse 3:14-22)

4 A perspectiva de Deus.
O registro no livro é para as sete igrejas localizada na Ásia (Ap.2 e 3). Sabemos que existiam mais igrejas
Colossos (Colossenses 1:2) e Mileto (Atos 20:15). Todavia Deus, na sua onisciência, escolheu estas igrejas
para indicar os momentos históricos da igreja com suas características e fatos que podem ocorrer na Igreja em
qualquer época até a vinda de Cristo para arrebatar sua Noiva.

5 Estrutura do Texto: Apocalipse 2:1-7. Primeira igreja: Éfeso - Uma igreja vitoriosa.
1) Apresentação: 2.1.
2) Elogio: 2.2,3.
3) Reprovação: 2,4
4) Conselho: 2,5
5) Promessa: 2,7

6 Geografia: A cidade de Éfeso.


A cidade de Éfeso: A maior cidade da Ásia (300 a 400 mil habitantes) estava situada na costa ocidental da
Ásia Menor. Possuía um grande porto que funcionava como uma porta de entrada da província romana da Ásia
e ponto de partida para rota comercial. Sua localização era privilegiada, talvez por isso tenha recebido o nome
“Éfeso” que significa “desejável”. Era uma cidade adornada com formosos templos e sede do culto à deusa
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Diana (Atos 19:27), culto este altamente imoral com ritos orgíacos de fertilidade. A deusa Diana: Ártemis era
seu nome romano e Diana o nome grego. Deusa da caça, da vida selvagem, da abundância e da fertilidade.

Ruínas de Éfeso. (Retirado do site Ephesus Breeze)

7 A grandeza do templo:
• Maior templo do mundo antigo (127 colunas com 19 metros de altura).
• Local de idolatria e prostituição cultual.
O apóstolo Paulo visitou várias vezes esta igreja (Atos 19:1-20) e Timóteo, discípulo de Paulo, provavelmente
era o pastor dela nos dias de João. A presença destes líderes ajudou na manutenção de uma doutrina pura e zelo
missionário. Foi um período de grande crescimento para o evangelho (Atos 2:41; 4:4; 16:5).

8 Período profético (31-100 a. D.)


A igreja cristã foi fundada pelo próprio Jesus Cristo (Mateus 16:18; 1 Coríntios 3:11; Efésios 2:20). Sua igreja
passaria por sete períodos representados pelas sete igrejas. A igreja de Éfeso representa o período da igreja
cristã que vai do ano 31 a. D, ano da morte de Cristo, até 100 a. D., data aproximada da morte de João, último
dos apóstolos a falecer. Foi uma época de pureza doutrinária e grandes avanços evangelísticos. Contudo, a
profecia já falava de um “abandono do primeiro amor” e da necessidade de arrependimento (Apocalipse 2:4,
5). Vale ressaltar que o enquadramento histórico não inválido aplicabilidade na igreja atual.

9 O significado espiritual.
As sete igrejas existentes no primeiro século d.c tem um profundo significado espiritual para a igreja
contemporânea, sendo na realidade um “diagnóstico” feito por Cristo para o alerta das sete igrejas ou dos
tipos de crentes que povoam estas igrejas, assim a mensagem de apocalipse está plenamente atual.

10 A chegada da palavra de Deus.


No ano 52, a palavra de Deus chega a Éfeso por meio de Paulo em sua viagem missionaria onde prego na
sua sinagoga (At18,19,20), nesta cidade Áquila e Priscila ficam na cidade evangelizando. Na terceira
viajem missionaria de Paulo volta a Éfeso encontra 12 féis os quais os batizou. O Espírito Santo se fez
presente os batizando (at.19.1-9). Era um início de uma igreja gloriosa cheia de sinais e prodígios
(At.19,11). Depois de 39 anos, veio a carta de Jesus a esta igreja com a temática principal a “falta de
amor”

11 Sete fatores do amor na vida cristã.


O amor é base de uma vida espiritual genuína da verdadeira igreja de cristo.
Primeiro: O amor é essencial a vida cristã porque é nele que a vida espiritual se manifesta (Gl.220; Cl
1.27;3.4; Jo 5.11.12). Jesus é a caridade ou amor quando o cristão vive nele viver no amor.
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Segundo: O amor na igreja é elo que liga a noiva de Cristo ao noivo(Ap.2.4;1 Jo 4.19) , por isto o cristão
é comprometido em amar a Jesus e ser-lhe fiel ( 2 Co. 11.2,3) até o fim (Ap.2.10). Quando pelo
arrebatamento passamos a estar para sempre com o Senhor (Fp. 1.23;1 Ts 4.17).
Terceiro: o Amor é fator indispensável na pratica da fé (Gl5.6) na manifestação destas obras (1 Ts. 1.3; 1
Jo 3.18). São estas obras que resplandecer diante dos homens (Mt 5.19).
Quarto: O amor é o segredo de uma de uma intima comunhão com Deus é atribuição aquele que nos
amou primeiro (1 Jo 4:11,19) e por este amor somos alegres (1 Pe 1.18) e nos conduz a uma vida de
oração (Cl 1.4) e obedecemos a sua palavra (Jo 14.15,21,23).
Quinto: O amor é elo que unir os santos (cl 3.16) é nos torna apenas um (At 4.33; Jo 17.21), o amor é
evidencia que o cristão está luz (1 Jo 2.20) é a marca do novo nascimento (1 Jo 5.1).
Sexto: O amor é fonte expiradora para o trabalho sagrado na Igreja do Senhor ( 2 Co.5.14) ´serviço dos
santos (Hb 6.10).
Sétimo: O amor é a virtude que nos conservar preparados apara a vinda de Cristo (2 Tm 16.22).

12 Os elogios do Senhor (Ap 2.2-3,6)


1. …as tuas obras – testemunharam com a vida
2. ...o teu trabalho – empenharam-se na pregação do Evangelho
3. …a tua perseverança – seguiram a Cristo em tempo de conflito cultural e perseguição religiosa
4. ...a tua repulsa aos homens maus – não aceitaram misticismo e filosofias pagãs
5. ...a tua reprovação dos falsos apóstolos – rejeitaram os ensinos dos falsos mestres
6. …a tua fidelidade persistente – perseveraram fieis a Cristo em meio às provações
7. ...a tua rejeição aos nicolaítas – rejeitaram uma heresia que usava a graça como desculpa para
encobrir o pecado

13 Estudo de Apocalipse 2:1

13.1 Apocalipse 2:1 “Escreve ao anjo da igreja de Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete
estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:”

13.2 “Escreve” (Ap: 2.1)


A mensagem central a Éfeso: deixaste o primeiro amor, “arrepende-te.”
 A revelação de Cristo: para a igreja ortodoxa e sempre esforçada em Éfeso, Cristo é
aquele que tem as igrejas na sua mão direita, isto é, que lhe sustenta a obra.
 O registo: O primeiro registro das mensagens de Cristo as Igreja.
 A Igreja de Éfeso recebeu duas cartas:
- A primeira do Apóstolo Paulo: Epístola aos efésios. (Ano de 62 d.c).
- A segunda do Apóstolo João: Apocalipse (Ano de 96 dc.).

13.3 “Escreve ao anjo da igreja” (Ap: 2.1)


Um ser que recebeu a missão da parte de Deus para guardar esta Igreja, especificamente, ou desta
natureza, não podemos esquecer: vivemos em uma guerra espiritual (Hb 1.14; Dn 10.13).
Por aplicação, este anjo também pode indicar o próprio pastor da Igreja local em referência as palavras de
Paulo, em (At 20.17, 18, 28; At 20.4; Ef 6.21; 2Tm 4.12), referindo-se ao pastor Timóteo que era anjo da
Igreja (1 Tm 1.3).

13.4 “de Éfeso” (Ap: 2.1)


A cidade de Éfeso (cujo o nome significa: “desejado”) era o pólo central da região da Ásia Menor (uma
província romana), por ocasião ao registro do livro de Apocalipse, era um pólo religioso por ter o templo à
deusa Diana, ou "Diana dos efésios". Que era a deusa da fertilidade (cf. At 19.20), sendo um centro
importante da religião pagã, era também um centro comercial pela presença de seu importante porto.
O culto à deusa Ártemis ou "Diana dos efésios" era realizado em um templo que foi considerando uma das
setes maravilhas do mundo com uma estrutura muito grande:
1) Largura de 120m x 70m;
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2) 120 colunas de 12 m;
3) Colunas esculpidas e revestidas com ouro e joias;
4) Coberto com madeira de cipreste (material nobre);
5) Uma grande imagem da deusa no centro de templo;

O templo foi construído para a


deusa grega da caça e protetora dos
animais selvagens, sendo
considerado o maior templo do
mundo antigo. Localizado em Éfeso
(atual Turquia), o templo foi
construído por volta de 550 a.C.
Visitantes de diversos lugares iam
ao templo levando oferendas, e este
foi destruído em 356 a.C. por
Heróstrato que achava que
destruindo o templo de Ártemis ele
teria seu nome conhecido pelo
mundo.

13.4.1 A importância da cidade.


A cidade de Éfeso, Antioquia da Síria e Alexandria no Egito formavam as três cidades mais impor tantes
do litoral do Mar Mediterrâneo. Por esta razão, a cidade buscava o título de Maior cidade da Ásia, mesmo
a cidade de Pérgamo sendo a sede administrativa a cidade de Éfeso – recebia o nome de “Luz da Ásia”.
O apóstolo Paulo vendo a importância estratégica da cidade dedicou três pastores no estabelecimento da
Igreja nesta cidade (At 19.10; 20,31).

13.4.2 O centro das superstições.


A cidade de Éfeso era o centro das superstições por isto na cidade vendia-se todo tipo de amuletos para a
cura de várias enfermidades até para engravidar mulheres, sendo também considerado o centro da mágica
da Ásia.

13.4.3 O centro de Refúgio.


Em Éfeso, havia uma área de refúgio que se localizava em torno do templo de Diana. Nessa área, qualquer
criminoso estava seguro e não poderia ser preso.

13.4.4 A Prostituição.
As prostitutas sagradas eram as sacerdotisas de Diana que ficavam no templo se prostituindo com os
frequentadores, portanto a imoralidade dominava a cidade de forma geral, a ponto dos historiadores, da
época, a chamarem de “a cidade de imoralidade”.

13.5 “Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas,” (Ap: 2.1)
O número sete ou “sete estrelas” novamente é indicado nas cartas para as sete igrejas onde ocorrem em
sete fatos comuns às igrejas. Desta forma, a mensagem para um pode ser aplicada a outra como
tratamento preventivo, vejamos:
(a) As setes cartas são dirigidas aos anjos das igrejas: ( Ap. 2.1, 8, 12, 18; 3.1, 7, 14;);
(b) Ocorrem sete descrições de Cristo glorificado;
(c) A onisciência de Cristo é afirmada sete vezes na expressão eu “sei” (Ap. 2:2,9,13,19; 3:1,8,15);
(d) Todas as sete mensagens tem sete louvores e sete censuras (Ap. 2:4,9,14,20; 3:2,8-10,16);
(e) Existem sete lembretes sobre a vinda de Cristo e destino de cada vida;
(f) O Espirito Santo assina as sete mensagem com a expressão “o Espírito diz às igrejas”. (Ap. 2:7,
11,17,29; 3:6,13,22);
(g) Sete promessas para os que vencerem (Ap. 2:7,11,17,26; 3:5,12, 21).
13.6 “ tem na sua destra as sete estrelas,” (Ap: 2.1)
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As Igrejas “sete estrelas” estão sustentadas na mão direita de Cristo o termo “tem” em grego “κρατέω”/
krateó /s2902 /Definição: Eu sou forte, poderoso, portanto: eu governo, sou mestre, venço; Eu obtenho,
me apego; Eu seguro, aguente firme.
Portanto Jesus exercer todo o controle das Igrejas e que todas devem se submeter ao controle de Cristo
deste fato vem nossa vitória (João 10.28), logo estando sob a proteção de Cristo por meio de sua doutrina
estamos seguros.
Quando analisamos o verbo grego “krateó” que traz a ideia de “sustentar” por esta em caso genitivo indica
que objeto (ou igreja) e pequeno diante da mão que o sustenta. Portanto Cristo não somente sustenta as
sete igrejas mais o faz com tamanha facilidade as igrejas são como grau de poeira em sua mão.

13.7 “que anda no meio dos sete castiçais de ouro:” (Ap: 2.1)
O verbo “ando” em grego περιπατέω / peripatoó /s4043/ Definição: Eu ando, conduzo minha vida. Indica
um movimento circular ou alguém que anda em local observando as características do local.
Portanto Jesus anda no meio dos sete candelabros ou no meio da sua igreja de forma continua observando
simultaneamente todas as igrejas independe de sua posição geográfica ou situação, o verbo grego
“peripató” nos lembra que todas as vezes que nos reunimos na Igreja, o senhor Jesus estará andando no
meio de nós atentos a nossa adoração e qualidade de nosso culto. Qual maravilho é saber Cristo anda e
estar atento a sua igreja ou a nossas vidas.

13.8 “sete castiçais de ouro” (Ap: 2.1)


Os sete castiças são símbolos autênticos da figura da igreja (Ap. 1:13,20), quando voltamos nosso olhar
para o Tabernáculo (Êx. 25.31-36 ) que era o local reservado para os israelitas cultuarem a Deus e onde
Deus se manifestava (Êx. 25.8,9,22 ), portanto um alegoria das coisas presentes que aponta para o futuro,
logo o castiçal do tabernáculo era símbolo da Igreja de Cristo (Ap.1.20), a luz de Deus em um mundo de
trevas. Três características do castiçal:
1) A Estrutura: O castiçal era uma coluna com pedestal e uma lâmpada em cima. Dele saíam canas de
ambos os lados, com uma lâmpada cada, decoradas por copos, maças e flores. O ouro foi usando como
material. A lâmpada simboliza Jesus a luz do mundo (Jo 8:12) as “canas” simbolizam os santos ligados a
Cristo e portadores da luz no mundo. (Jo 15:1-5; 1 Co 3:11)
2) A finalidade: O castiçal tinha por finalidade aluminar o tabernáculo, onde não havia janelas, suas
lâmpadas acessam produziam uma luz agradável e eficiente (Êx. 25:37). A igreja brilha neste mundo por
meio de seus membros nos quais Cristo resplandecer sua glória (Gl. 2:20). A luz do mundo é a Igreja de
Cristo (Mt 5:14).
3) O Azeite: O castiça precisava de azeite. Deus ordenou que produzisse azeite para fazer as lâmpadas
arderem continuamente (Êx. 27:20,21). A comunhão com Cristo é o azeite do Espírito Santo que nos faz
brilhar, assim devemos manter incendiados nossos amor por Cristo em plena comunhão para que nossa
luz não apague (Pv 24:20).

13.9 “de ouro” (Ap: 2.1)


O “ouro” na simbologia das Sagradas Escrituras simboliza Deus e sua glória (Jo. 37.22). No céu o ouro é
o cristal são base da sua formação ( Ap.21.18,20 ). O “ouro” também é símbolo da palavra de Deus ( Sl
19.10;119.72,127) e por ultimo o “ouro” representa nossa fé ( 1Pe 1,7). Uma igreja que é formada de ouro
é uma Igreja que brilha a glória de Deus está é marca de Deus na sua igreja a presença de sua glória.

14. Estudo de Apocalipse 2:2

14.1 Apocalipse 2:2 “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer
os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.”

14.2 “conheço” (Ap: 2.2)


O termo grego οἶδα / eidó /s1492/ Definição: Eu sei, lembre-se, aprecie. Traduzido por “conheço” tem um
sentido idiomático que significa propriamente, ver com os olhos físicos (cf. Rm 1,11), como naturalmente
liga ao sentido metafórico : perceber (" ver mentalmente "). Isso é semelhante às expressões: " Eu vejo
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o que você quer dizer"; "Eu vejo o que você está dizendo." Indica uma caraterística do uso da onisciência
de Cristo na Igreja ou seja Ele ver o que queremos que Ele veja; ver o que não queremos que Ele veja; e
Ver aquilo que realmente existe quando nem nos mesmo somos capaz de ver. A expressão também traz o
sentido de olhar fixo, ou seja os olhos do Senhor estão sobre toda a igreja mais também fixo em cada um
de nós.

14.3 “Conheço as tuas obras” (Ap: 2.2)


Primeira qualidade da igreja: A expressão “as tuas obras” é citada a todas às sete igrejas (Ap 2.9,13,19;
3.1,8,15), o termo grego κόπος/ kopos /s2873/definição labuta, envolvendo cansaço e fadiga. Indica que o
justo juiz está observando com precisão o esforço de cada um na obra.

14.4 “e o teu trabalho” (Ap: 2.2)


O termo grego ἔργον,/ergon/s2041/ trabalho, tarefa, emprego; uma ação, aquilo que é feito, árduo trabalho
e constantemente empregada nas escrituras como o trabalham no Senhor (Rm16.12) é conta um árduo
trabalho, logo a vida cristã não é uma vida frívola, devemos dedicar até nossa ultima força no serviço do
mestre. A ação deste trabalho é um ação continua ou seja é como alguém que inicia seu trabalho em local
interno e entende seu trabalho para fora, os estudioso ilustram este tipo de trabalho como alguém faz
vasos no interior da sua casa e depois continua seu trabalho os vendendo no mercado. Em relação ao
serviço sagrado da igreja isto tem uma grande importância, pois devemos iniciar nosso trabalho dentro da
igreja no culto racional e estendemos nosso trabalho no mundo por meio de evangelismo.

14.5 “e a tua paciência” (Ap: 2.2)


Segunda qualidade da igreja: O termo grego πομονή,/hupomoné/s5282/ Definição: resistência,
perseverança, paciente à espera. Tem o sentido de enfrenta os desafios da vida.
A paciência é fruto de uma novação constante no Senhor ( Is 40.29,31) uma grande benção tem aqueles
que pacientemente renovam sua força no senhor pois trabalham cada dia como se fosse o primeiro, sendo
este o segredo para manter o primeiro amor.
O sentido de gr. Hupomoné/ paciência citado duas vezes ao igreja de Éfeso é uma paciência resignada que
consistir em aceitar o que vem não importando o grau da luta vinda é aceitar os sofrimentos, dificuldades,
lutas, derrotas é vitorias em mesmo estando de firmeza olhando para um lavo maior que a cora da vida.

14.6 “e que não podes sofrer os maus;” (Ap: 2.2)


Terceira qualidade da igreja: não aceita “os maus” O termo grego κακός/ kakos/s2556/ ruim, mal, no
sentido mais amplo é usado aqui como raiz de adjetiva (s2549) de gr kakía , "malícia interior”.
Propriamente,interiormente sujo , podre (envenenado ); (figurativamente) malícia interior fluindo de
um caráter moralmente podre (igual a "podridão já está na madeira").
Tal estado indica é classifica certas pessoas que entravam na igreja com objetivos maus. A sociedade de
Éfeso era mistura de vários povos ou tipos de pessoas era muito fácil o acesso deste tipos de pessoas a
igreja com seus objetivos escuros, dentre estes podemos citar:
1. Os judeus que entravam na igreja para tentar levar os santos ao julgo da lei novamente.( muitos
membros atualmente ficam bebendo em varias fontes não confiáveis e depois ficam embriagados por
doutrinas de homens ou de demônios).
2. Os Falsos Profetas com seus discursos pervertidos que iram enganar as ovelhas (Mt 7.15).
3. Os liberalistas que queriam converter a liberdade do cristianismo em libertinagem e tolerância com o
pecado. ( abrir a porta da doutrina com a justificativa de dar mais acesso ao número de pessoas dentro
da igreja é perigoso pois o joio sempre será maior).
4. Os aproveitadores do amor eram pessoas ou profissionais do “pedir” se aproveitavam do amor da
igreja para serem sustentados e viver uma vida de preguiça (a igreja dever estar atentos a estes
exploradores da fé).
5. Os intemperantes, por ser uma cidade portuária muitas pessoas passavam poucos dias na igreja mais
traziam uma carga de sua ideias muitas vezes perigosas.
6. Os comerciantes. Por ser uma cidade de comercio muito olhavam para a igreja como uma
oportunidade de comercio. ( muito atualmente continuam querendo fazer da casa do Senhor centro de
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comercio, vendendo todo tipo de objetos, cobrando para pregar, louvar e ensinar é ainda existe os
mensageiros de satanás que querem roupar os votos dos féis para chegarem ao trono da corrupção).

Sejamos como as igrejas em Éfeso coloquem estes a prova diante do Senhor que no momento oportuno
retirará o joio do meio do trigo.

14.7 “e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.” (Ap: 2.2)
A Quarta qualidade da Igreja de Éfeso: É citado no termo grego πειράζω / peirazó /s3985/ Definição: Eu
tento, provoco, texto no sentido de ver a verdade ou qualidade que esta adiante ou testado.
Estes falso apóstolos possivelmente eram chefes agnósticos que se auto titularam “apóstolos” que na
visão de Paulo era um perigo na Igreja, em 2 Coríntios 11:13 diz: “ Porque tais falsos apóstolos são
obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo” ou lobos cruéis, conforme Atos 20:29
que diz: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não
pouparão ao rebanho”.
As Escrituras nos ensinam a testa tanto homens como espíritos, neste caso especifico foi testados homens
que se auto titulavam “apóstolos” assim também suas mensagens devem ser
testadas (1 Jo. 4:1-3), sua vidas, (1 Tessalonicenses 5:20) seus testemunhos (1 Coríntios 14:29). Onde
deve sempre prevalecer a máxima de: : "Por seus frutos os conhecereis" (Mateus 7:15-20).

14.8 “e o não são” (Ap: 2.2)


O resultado da avaliação ou “e o não são” tem a partícula negativa grego “ouk” que firma o termo “não”
no sentido absoluto ou seja em nada são apóstolos.

14.9 “e tu os achaste” (Ap: 2.2)


A expressão “e tu os achaste” em grego vem do verbo gr εὑρίσκω / heuriskó /s2147/ definição de eu
descubro, aprendo, especialmente depois de pesquisar. Logo antes da igreja determinar que eram falsos
apóstolos efetuaram uma criteriosa avaliação.
O Estado final da avalição criterioso foi que era gr ψευδής,/ pseudés / Definição: falso, enganoso,
mentiroso aquele que pratica o engano intencionalmente.

15 Apocalipse 2:3 “E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.”
Neste texto são novamente citadas virtudes da Igreja de Éfeso que já tenha sido indicado porém por qual
razão citar novamente?
Existo um recurso do grego que quando que dá “ ênfase” a uma temática efetua uma repetição, neste caso
formasse uma tríplice fundamentação: “sofreste”, “paciência”, “trabalhaste”.
Que estava fundamentadas “pelo meu nome” ou seja estavam fundamentada em Cristo e como resultado é
firmado: “não te cansaste” sendo estas as qualidade de um caráter cristão (Rm 6: 3,4) e provas de um
maturidade espiritual (Tg 1:3,4).
Por duas vezes o “trabalho” é citado também na Igreja de Éfeso como um ato aprovado por Cristo, uma
vez que a preguiça é grande mal na igreja por paralisar as obras do corpo de Cristo ao ponto das Escrituras
classificar a preguiça como:
 Um ato de covardia (Pv 21.25; 26.13);
 Negligência (Pv 12.27),;
 Falta nos deveres (Pv 20.4);
 Desperdício da fé (Pv 18.9);
 Gerado de Indolência (Pv 6.6, 9);
 Conduz a alimentação perigosa (Pv 12.27);

15.1 “e tens paciência” (Ap: 2.3)


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Está é paciência que renova a nossa força, conforme Isaías 40:29 que diz: “Dá força ao cansado, e
multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.” Um sentimento de fé que se renova na esperança da
vinda de Cristo. Em Isaías 40:31 diz: “Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com
asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”

15.2 “e trabalhaste pelo meu nome” (Ap: 2.3)


Deus tem uma promessa para quem trabalhar em seu “nome” no Salmos 89:19 é declarado: “ Então
falaste em visão ao teu santo, e disseste: Pus o socorro sobre um que é poderoso; exaltei a um eleito do
povo.” Uma Igreja que trabalha tem o objetivo a glorificação do nome de Cristo será recompensada por
Deus.

15.3 Apocalipse 2:4 “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.”
O primeiro amor era a marca da Igreja de Efésio que existia na forma de zelo e ardor pela salvação é a
vinda de Cristo, portanto, era um reflexo de terem sido amados primeiro por Jesus ( 1 Jo.4.12), sendo este
amor a fonte de uma vida de comunhão com Deus e da compreensão do grande livramento de sue estados
pecaminosos (Ef 2.3-5), o que era o primeiro amor senão uma grande gratidão e zelo por Deus, como
uma noiva que seguir seu noivo pelo deserto (Jeremias 2:2).
A primeira reprovação de Éfeso: É a falta do amor genuíno: A igrejas de Éfeso aplicará um processo tão
forte para retira o joio do meio do trigo que se torno insensível, ( devemos ser zelosos pela verdade mais
nunca deixamos o amor ) perdendo a essência do amor genuíno, cuidadoso e ardente que é o amor prático
e verdadeiro este esfria e dará oportunidade a uma religiosidade ortodoxia fria. (Efésios 4:15).
O grande objetivo da Igreja: Está no texto de João 15:9 diz: “Como o Pai me amou, também eu vos amei
a vós; permanecei no meu amor.”

15.4 “Tenho” (Ap: 2.4)


O termo em grego: ἀλλὰ / ala /s235/ definição: exceto; O texto começa com conjunção adversativa onde
Cristo está falando é afirma que apesar de suas “qualidades” existe um ponto de exceção perigoso dentro
da Igreja. Tal afirma reforça que este ponto de exceção é muito perigoso na vida da Igreja.

15.5 “contra ti” (Ap: 2.4)


Nesta expressão ocorre a união do pronome adversativa gr. ἔχω / eu mesmo / mais κατά / posição
totalmente contraria, tal combinação linguística foi facilmente compreendida pela Igreja de Éfeso, porque
para eles tal sentido era claro e tenha a seguinte ideia: “Eu sou contrario por que tudo eu fez para vocês
agirem diferente?
Desforma forma Cristo estava trazendo a lembrança o seu grade amor e sua postura em amar é por isto
nada justificar eles não amarem genuinamente, parafraseando: “vocês foram criados no amor porque
agora existo na há entre vós?”

15.6 “que deixaste” (Ap: 2.4)


A conjunção ὅτι /s3754 / no sentido propriamente neutro de ὅστις traz a ideia de deixar uma coisa
gradualmente sem perceber que está deixando. Portanto deixarão o primeiro “amor “ de forma gradual.
A igreja de Éfeso deixo o primeiro amor o que foi um preludio de uma tragédia, o descuido gero a perda
do intimo contado com Jesus, quando o amor começa esfriar ocorre gradualmente, por exemplo no
momento que Pedro começo a ficar para “trás” (Hb 4.1) e a seguir a Jesus de “longe” (Lc 22.54) já estava
bem perto da queda e amor esfriava rapidamente. Devemos acompanhar Jesus de perto (Sl 63.8; Is 26.6)
para mantermos o fogo do amor aquecidos, a exemplo de Enoque (Gn 5.24) que andava com Deus.

15.6 “primeiro” (Ap: 2.4)


O termo primeiro gr. πρῶτος / prótos / Definição: primeiro, antes, principal, mais importante, quando
empregado na forma superlativa de (S4253) significa "o que vem primeiro" (é "número um") com esta
mensagem Cristo estava deixando claro que não importa uq e praticamos sem amor não tem valor para
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Deus. O termo “primeiro” também tem os sentido de exclusivo, prioritário uma vez que o amor não pode
ser dividido, pois o amor divido é um desvio da fé (1 Tm 6.10;Gl 5.6 ).

15.7 “o teu primeiro amor.” (Ap: 2.4)


Na união de todos os sentidos tal expressão significa o delicio da genuína fé em Cristo (Mt 24:12) é que
não ocorre rapidamente mais progressivamente o que fato aconteceu com a própria Igreja em Éfeso uma
vez que 30 anos antes existia tanto amor na igreja que o apóstolo Paulo os convidada a desfrutar da
largura e altura do amor de Deus (Ef. 3.18-19), portanto fica o grande alerta para igreja atual não esquecer
que o amor é base da vida cristã (1 Co.13.-3-4)
A base da doutrina é esta: “Amarás o Senhor, teu Deus” (Mt 22.37,38). Deixar o primeiro amor significa
diminuir consideravelmente o amor inicial ou distanciar-se do amor de Deus. A igreja antes deve ter um
amor sincero resultante de uma devolução sincera em plena pureza de vida e de verdade (2 Co 11:3; Mt
22:27,39).

16 Estudo de Apocalipse 2:5

16.1 Apocalipse 2:5 “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;
quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.”
As repreensões baseadas no amor:
(a) “lembra-te, pois, de onde caíste”
(b) “arrepende-te”
(c) “volta à prática das primeiras obras”
(d) “se não, venho a ti e removerei do seu lugar o teu candeeiro”
A virtuosa igreja em Éfeso na avaliação de Cristo tenha perdido o amor fraternal é mesmo sendo capaz de
ter paciência diante de tantas lutas lhe falta a essência de Cristo que é o amor, assim Cristo em um ato de
extremo amor os convidar a uma atitude de restauração.
A falta de conciliação tem feito o amor ser levado à extinção, as raízes de amargura tem tomando o
sentimento de muitas vidas (Mt 18:23-35), um coração fechado silencia a oração (Mc 11.24-26) e amor
esfria.

16.2 “Lembra-te” (Ap. 2:5)


O verbo grego μνημονεύω / Lembro-me / s3421 / indicar fazer lembra de uma coisa esquecida em
determinado ponto da história, tal expressão era utilizar para lembra de um caminho de volta, por tanto
uma referência ao caminhão que é próprio Cristo. O verbo termina em “eu”, ou seja, sou aquele te faço
lembra. A “recordação” do gozo do amor em Cristo nos proporciona ao desejo de volta a este verdadeiro
estado de felicidade e um despertamento para deixamos os atuais caminhos de frieza espiritual e
voltamos para Deus ( (Sl 119.59 Lm 3.40; Lc 15.17.20).

16.3 “de onde caíste” (Ap. 2:5)


Lembra-se onde correu a queda é o primeiro passo: o termo “caíste ” gr.” ποθεν “/ pothen/ adverbio
interrogativo indica olhe o local e condição da queda demostra uma aceitação do estado ou
reconhecimento que sofreu um queda, caso isto não corra não haverá verdadeiro arrependimento. O
sentido direto do termo é um ponto de ruptura. Por que a perda de amor se constitui uma queda?
Porque perdemos a intima comunhão com Deus, afinal tudo na vida se baseai no amor (1 Co 16.14), se
amor entre a esposa acaba o que restará do matrimônio?
1) Se o amor da noiva se esfria o restará de sua felicidade eterna?
2) Se amor esfria o nosso serviço a Deus perde o valor (1 Co 13:1-3).
3) Se amor esfria as vãs contendas se aquecer (1 Tm 1:5,6).
4) A perda do amor é uma grande queda porque a coroa da justiça é dada somente aos que amarem a
sua vinda (2 Tm 4.8). Perdendo a coroa “ que daria o homem pelo resgate da sua alma?” (Mc
8:36,37).

16.4 “e arrepende-te,” (Ap. 2:5)


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O texto alerta que se se lembre do ponto de ruptura é apenas o primeiro passo na restauração do primeiro
amor o segundo e muito importante é arrepende-se que no grego / μετανοέω / verbo / metanoeó /
Definição: Eu me arrependo, mudo de ideia, mudo o homem interior ( particularmente com referência à
aceitação da vontade de Deus ), arrependam-se. (s3340). De nada vale uma consciência pesa sem um
arrependimento verdadeiro.
O arrependimento é aceitar a culpa pelo erro, assim não devemos ficar amargurados, iracundos,
ressentidos é culpamos a todos por nossa situação antes aceitamos que a responsabilidade da queda foi
exclusivamente nossa. Devemos fazer a declaração simples e objetiva do filho prodiga “peguei” Lc 15,18.

16.5 “e prática as primeiras obras;” (Ap. 2:5)


O arrependimento Gr. Metanoeó / produz tristeza não dever ser confundido com desespero por este ultimo
é paralisante, portanto o arrependimento é um ato de confissão “tem misericórdia Senhor de mim” e um
ato de novas atitudes.
O termo gr. πρῶτος / prótos / s4413 / o mais importante/ as primeira ações / a base inicial / que é o amor
entre o corpo de Cristo.
É uma declaração para voltar as “obras” no fundamental da fé. ( Infelizmente ainda hoje muita igreja
fazem grande eventos e obras faraônicas mais negligenciam os rudimentos da fé). Portanto: primeiro
lembra-se da queda (de nome ao pecado ou a queda ). Segundo arrepende-se ou mudar de direção volta-se
para o alvo. Terceiro agir usando a fé de forma prática afinal há um tempo para perdão é tempo para juízo
(Ec.3.1). O praticar as primeiras obras depois de ter recebido o perdão de Deus, é volta ao primeiro amor
e viver novamente dias de comunhão em um recomeço da vida eterna (Os 2:14,15; Jr. 2:2,3) afina as coisa
velhas já passarão é tudo se fez novo (2 Co 5.17).

16.6 “quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.”
(Ap. 2:5) Esta expressão traz um grave juízo de Cristo sobre uma igreja que é a remoção do “castiçal” o
verbo grego κινέω / kineó / s2795 / que significar mover / removo / tira de uma posição para outra dai o
sentido: “tirarei” é utilizado como o ato de retira a essência (Gramática de Winer , 252) destaca de forma
direta que tira o castiçal de seu lugar e retira a vida do meio da igreja, logo passaria a ser um sepulcro
caiado. Conseguintemente a remoção significa colocar em posição longe de Cristo que é vida eterna. Seria
este o juízo sobre uma igreja na forma de “perde da presença de Cristo por afastamento?! Todavia tal
juízo é condicional se Igreja se “arrepender” isto não aconteceria.
Infelizmente estamos vivendo dias onde temos vistos Igreja que já não culpam mais a posição de ser
“castiçal” de Deus na Terra ou “luz” para o mundo, onde impera a relatividade do pecado e libertinagem
doutrinaria dando lugar a doutrina de homens e de demônios.
O que levar a uma igreja a ter muito membros mais está vazia da presença de Cristo torna-se “sinagoga
de Satanás” (Ap. 2.9 e 3.9);
O “castiçal” é Cristo, a luz ou fogo é Espirito Santo, os braços ligado a base é a comunhão dos santos
com Cristo e o material de ouro é símbolo da glória de Deus, logo retira o “castiçal” é perde todo isto.
Somos levados a pergunta o que restaria desta igreja?

17 Estudo de Apocalipse 2:6

17.1 Apocalipse 2:6 “Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.”
Cristo apresenta a quinta qualidade da Igreja em Éfeso que é a intolerância as heresias.

17.2 “odeias” (Ap. 2:6) O termo gr. μισέω /miseó/s34-3/ Definição: Eu odeio, detesto tem o sentido
odiar o erro/ renuncia/ depressa uma coisa errada, o sentido deste sentimento é que se centraliza
na escolha moral, elevando um valor em detrimento de outro que é negativo. O sentimento de amor a
verdade, a santidade, a Cristo é tão forte que existe um sentimento de repudio a heresia, pecado é a tudo
que é contra Cristo. Poderíamos afirma que é o zelo pelas coisas do Senhor. Quando a santidade de Deus
nos envolver temos nojo do pecador é odiamos o mundo de trevas. O elogio de Cristo a Igreja de Éfeso
vem exatamente pelo fato deste não aceitarem as obras dos nicolaítas (Ap.2.6), por certo a igreja como um
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todo não aceito tais praticas heréticas e combateram estes atos malignos, afinal todo pecado é odioso a
Cristo, como devem ser por seus seguidores (cristãos).

17.3 “as obras dos nicolaítas” (Ap. 2:6)

1. Visão histórica:
A origem dos nicolaítas é incerta, alguns estudioso afirmam serem de um seita herética que eram
seguidores de Nícolas (nome que significa: “aquele que conquista pessoas”), muito historiadores afirma
que eles perverteram a graça e substituíram pela liberdade com licenciosidade (2 Pedro 2:15, 19; Judas
1:4) para a prática de pecados principalmente por comerem carne sacrificadas aos ídolos e realização de
imoralidade sexual. Clemente de Alexandria diz: ser um movimento político-religioso.

2. A terminologia.
Os nicolaítas em gr. Νικολαΐτης / Nikolaités / Definição: um nicolaíta, possivelmente um seguidor de
Nicolau (herege em Éfeso ) / S3531 / a base da palavra que dizer “vencedor do povo” ou “eleito pelo
povo” na estrutura da palavra grega Nikolaités encontramos o termo “nico” que é subjugar mais
“laitanes” ou “leigos” que por ação é subjugar os leigos; enganar os leigos ou no sentido mais direto
subjugadores de leigos (atualmente os famosos grupinhos dentro da igreja ).

3. As obras.
Observemos também que a expressão está no plural “as obras dos nicolaítas” que indica trata-se de um
grupo é não de uma pessoa, mais que usa o nome deste líder como referencial de suas ideologias e
praticas. Terrível coisa é quando uma igreja perde sua identidade que é Cristo e passa a ser uma Igreja de
propriedade de uma pessoa é como quatro falso belo mais sem valor.

4. A proposta do clero superior dos nicolaítas.


É quase consenso entre os historiadores que os nicolaítas queria forma um grupo ou clero superior na
igreja sobre os demais membros que era classificados com leigos, tal superioridade era medida pela
posição social, econômica ou politica infelizmente está é uma patologia muito em certas obras religiosas.

5. A expansão da heresia.
Na Igreja de Éfeso estes hereges são apenas nominados, todavia na igreja de Pérgamo (Ap.2.15) os
mesmo são ligados a doutrina herética de Balaão ( Ap.2.14 ) que tem dois pilares heréticos: a alimentação
de coisas sacrificadas a ídolos e fornicação. Tal praga chegar até a igreja de Tiatira sobre a bandeira da
heresia de Jezabel, portanto era um sistema herético que ameaça a igreja dos dias apostólicos. Fica o alerta
toda heresia dever ser imediatamente combatida com a verdade para que não se espalhe por tudo o corpo
de Cristo ou ministério.
O perigo às vezes esta dentro da igreja: Seja Nicolau, Balaaão e Jezebel que não estavam foram da Igreja
mais em suas próprias fileiras, assim muito hereges não estão longe da igreja antes viver dentro dos
templos oferecendo uma versão modernizada, atualizada, melhorada e em sintoma com a cultura
contemporânea de um evangelho sem cruz, sem renuncia, sem santidade, uma religião para frente mais
que nunca será para cima ou seja para os céus onde é o local da noiva santa de Cristo. Fiquemos alertas
contra estes tais mensageiro de satanás pois é este que a noite semeia o joio.

18. Estudo de Apocalipse 2:7

18.1 Apocalipse 2:7 “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei
a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.”

18.2 “Quem tem ouvidos, ouça” (Ap. 2:7)


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Uma expressão idiomática do grego que significa uma mensagem de importância e de fácil compreensão
tão clara que o simples fato de poder ouvir já é prova justificável para sua total compreensão. Portanto é
injustificável pecar é falar que não compreendeu a mensagem de Deus.
O próprio Cristo uso este recurso quando falo a parábola do semeador (Mt 13.9 ). A igreja do Senhor Jesus
Cristo deve estar atenta às heresias é a qualidade no estado de adoração a Deus.
O pecado pode deixar uma pessoa insensível a voz de Deus por isto devemos clamar ao Espírito de Deus
para que sempre nos fale de vontade do senhor e abandonamos o coração de pedra.

18.3 “o que o Espírito diz às igrejas” (Ap. 2:7)


Quando o Espírito Santo é o Espírito de Cristo (Gl 4.6) que nos guia em toda a verdade e que nos falar em
nome do Senhor (Jo 1:6-13).

18.4 “Ao que vencer,” (Ap. 2:7)


O termo vencer em Gr. νικάω / nikaó / s3528 / definição: sou vitorioso, refere-se ao cristão que persevera
na fé em Cristo que é o estado classificador para receber as benção de Deus, logo as promessas são para
os vencedores (1 Co 3.15 ). Portanto são promessas condicionais (Ap. 2.26 ).
Todos os cristãos são vencedores (1 Jo 5. 4,6) é por isto receberão seus galardões mais existir uma benção
especial para os que vencer por amor a Cristo.

18.5 “ Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.” (Ap.
2:7) Duas promessas são determinadas aos que vencer na Igreja em Éfeso, ou seja, voltarem ao primeiro
amor, as quais são:
Primeiro: “a comer da árvore da vida”
A árvore da vida teve seu caminho vedado ao homem por ocasião da queda (Gen. 3.24),agora Cristo
promete restaura este acesso aos santos da Igreja o que demostra uma profunda comunhão com Cristo e
grande acesso ao céus celestial (Ap 22.14; Gn 2.9; 3.22,24; Pv 11.30). Para nós, porém, o comer da árvore
da vida, significa o direito de ser revestido da imortalidade (Ap 22.19).
Segundo: “estar no meio do paraíso de Deus.”
O paraíso é primeira morada celestial dos santos, é por isto Cristo prometeu ao ladrão na cruz (Lc 23: 43),
depois da ressurreição de Cristo o paraíso foi posicionado nos céus (Ef. 4) ou no terceiro céus conforme
nos ensina Paulo (1 Co 12:2,4).

AUTORES: Ir. Cláudio Fonseca e Ir. Peter Wilson

REFERÊNCIAS

PEDRO DA SILVA, Severino, Apocalipse: Versículo por versículo, Rio de Janeiro: Editora CPAD, 2005.
LADD, George, Apocalipse: Introdução e comentário, 1. ed. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão,
1980.
DELÍRIOS COTIDIANOS. Conhecendo o mundo através do Youtube – viaje comigo. Disponível em:
<http://www.delirioscotidianos.com/2015/12/conhecendo-o-mundo-atraves-do-youtube.html> Acesso em:
13 de setembro de 2018.
EPHESUS BREEZE. Antiga cidade de Éfeso. Disponível em: <https://ephesusbreeze.com/pt/efeso>
Acesso em: 13 de setembro de 2018.