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O EMPRESÁRIO DO

TERCEIRO MILÊNIO

A EMPRESA DO
TERCEIRO MILÊNIO
1

A EMPRESA DO
TERCEIRO MILÊNIO
A EMPRESA DO
TERCEIRO MILÊNIO
Prefácio
Desde a sua criação, em 2004, o Conselho Paranaense de Cidadania
Empresarial - CPCE tem dedicado sua atenção e competências para contribuir
com a solução, no plano das organizações empresariais, dos graves problemas
que afetam a sustentabilidade do planeta.
O consenso é que os empresários devem participar ativamente dessa
temática, visto que sustentabilidade é o novo nome para desenvolvimento.
Por isso, o mundo está exigindo de nós um esforço extra em favor não só da
sustentabilidade ambiental, como também da sustentabilidade das relações
humanas e das organizações humanas.
O certo é que, como agente responsável pela cadeia de produção, o
empresariado pode e deve enfatizar a questão do exercício da responsabilidade
social. Por óbvio, não está ao nosso alcance construir o paraíso. Podemos, no
entanto, nos empenhar para melhorar nosso mundo e estilo de vida.
Estamos vivendo um dos mais importantes momentos de mudança
na história e ele gira em torno da sustentabilidade. Não devemos esperar
que apenas os governos e as organizações não-governamentais liderem as
transformações que precisam acontecer. Todos devemos nos inserir neste
processo.
Nos fóruns do Conselho, as reflexões sempre aconteceram com o intuito
de pesquisar, analisar e propor medidas que pudessem ser praticadas pelos 3
empresários no exercício dessa responsabilidade. O guia “O EMPRESÁRIO DO
TERCEIRO MILÊNIO”, formulado de modo objetivo e pragmático, é mais um
importante passo nessa direção.
Exemplos deste tipo são muito importantes nesta nova era e espero
sinceramente que esta publicação nos ajude na tarefa de integrar as
necessidades empresariais com os imperativos do desenvolvimento
sustentável da nossa sociedade.

Rodrigo da Rocha Loures


Presidente
Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná
Apresentação Sumário
Este é um Guia de distribuição gratuita, focado nos empresários das micro,
OBJETIVO 6
pequenas e médias empresas, que oferece uma visão macro de gerenciamento CONSELHO PARANAENSE DE CIDADANIA EMPRESARIAL 6
para a sustentabilidade da empresa. PRINCÍPIOS DO PACTO GLOBAL – UM COMPROMETIMENTO MUNDIAL 7
As micro e pequenas empresas correspondem a 95% do total de OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO – ODM 9
O EMPRESÁRIO DO TERCEIRO MILÊNIO 13
organizações no Paraná, participando de forma expressiva na economia do
Ame o seu Trabalho 3
Estado. São responsáveis por mais de 50% dos empregos com carteira assinada Valorize o Ser Humano 3
e participam de 24% do PIB. No entanto, uma série de dificuldades, inclusive Promova a Capacitação Profissional 3
de capacitação, faz com que muitas delas fechem as portas nos primeiros Desenvolva Liderança 3
Saiba Gerenciar o Tempo 3
anos de atividade, sendo que a média de mortalidade é em torno de 25%, ou
Invista na Qualidade de Vida do Colaborador 3
seja, a cada quatro empresas abertas, uma não prospera. Invista na Qualidade de Vida do Empresário 3
Para ajudar as empresas paranaenses a prosperarem e tornarem-se A Empresa do Terceiro Milênio 3
autossustentáveis, o Núcleo de Competência Comércio, Serviços e de apoio Ambiente Físico da Empresa 3
Informatize a Empresa 3
ao Desenvolvimento do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial Cultura de Inovação 3
(CPCE) desenvolveu este Guia por meio da geração coletiva de idéias. Comunicação na Empresa 3
O Guia promove orientação e qualificação para empresários sobre Conheça o Cliente e o Mercado 3
Qualidade no atendimento ao Cliente 3
questões econômicas e socioambientais que motivam os gestores à mudança
Invista no Marketing da Empresa 3
de postura, fundamentada nos Princípios do Pacto Global e nos Objetivos de Responsabilidade Social e Ambiental 3
Desenvolvimento do Milênio (ODM). Comércio Justo 3
Este material é utilizado no Programa “Empresa do Terceiro Milênio”, Controle seus Custos, Despesas e Compras 3
4 Controle as Vendas 3
desenvolvido pelo CPCE em parceria com o Movimento Nacional para
Gerenciamento Financeiro 3
Reestruturação das Empresas Brasileiras (MNREB), que auxilia empresas a se Desenvolva Parcerias 3
adequarem, através de consultorias em diversas áreas, como capacitação, Faça do Banco seu Parceiro 3
gestão, balanço socioambiental, planejamento tributário e societário, acesso A Importância das Entidades de Classe 3
O Contrato Social e o Processo Sucessório 3
a crédito, voluntariado, inovação e marketing, visando a sustentabilidade
Encerrar uma Empresa que não dá Lucro é um Bom Negócio 3
empresarial. Lei Geral da Micro e Pequena Empresa 3
Nas próximas páginas você vai conhecer quais os pré-requisitos e o que METAS E INDICADORES DOS OBJETIVOS DO MILÊNIO 3
fazer para que sua organização atue como “Empresa do Terceiro Milênio”. BIBLIOGRAFIA E FONTES DE PESQUISA 3
SITES DE INFORMAÇÃO E SUPORTE 3
Boa leitura.

Bem-vindo, Empresário do Terceiro Milênio!


OBJETIVO PRINCÍPIOS DO PACTO GLOBAL
O objetivo deste Guia é motivar os empresários para reflexão e inspirá- UM COMPROMETIMENTO MUNDIAL
los para uma nova cultura empreendedora que gere empresas voltadas O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pela Organização das
não somente ao lucro, mas que priorize o ser humano na empresa e esta na Nações Unidas (ONU), com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial
comunidade em que se insere, fundamentada nos Princípios do Pacto Global internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores
e nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos,
relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, refletidos em
CONSELHO PARANAENSE 10 princípios. Essa iniciativa conta com a participação de agências das Nações
Unidas, empresas, sindicatos, organizações não-governamentais e demais
DE CIDADANIA EMPRESARIAL
parceiros necessários para a construção de um mercado global mais inclusivo
O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE do Sistema FIEP foi
e igualitário. Hoje já são mais de 5.200 organizações signatárias articuladas por
instalado em dezembro de 2004, com a missão de congregar as potencialidades
150 redes ao redor do mundo.
e competências empresariais para promover o desenvolvimento sustentável
As empresas participantes do Pacto Global são diversificadas e representam
do Paraná.
diferentes setores da economia, regiões geográficas e buscam gerenciar seu
A realização de parcerias é fundamental para melhoria e ampliação das
crescimento de uma maneira responsável, que contemple os interesses
ações de responsabilidade social.
e preocupações de suas partes interessadas - incluindo funcionários,
O CPCE estabelece mecanismos de apoio às empresas que têm
investidores, consumidores, organizações militantes, associações empresariais
interesse em investir na área socioambiental, bem como orienta sobre o
e comunidade.
investimento social privado e apóia a formação de empresários paranaenses
O Pacto Global não é um instrumento regulatório, um código de conduta
comprometidos com os Princípios do Pacto Global e dos ODM para a prática
obrigatório ou um fórum para policiar as políticas e práticas gerenciais. É
66 da responsabilidade social e ambiental. 7
uma iniciativa voluntária que procura fornecer diretrizes para a promoção do
O Conselho Superior, formado pelos Presidentes das 180 Instituições que
crescimento sustentável e da cidadania, através de lideranças corporativas
compõe o CPCE, reúnem-se duas vezes ao ano para deliberarem sobre as ações
comprometidas e inovadoras.
propostas pelos Núcleos de Competências, integrados pelos representantes
Esses princípios se relacionam com os Objetivos do Desenvolvimento do
indicados por estes Presidentes que reúnem-se em Fóruns mensais de acordo
Milênio (ODM). Ao incorporá-los à gestão empresarial, as organizações estão
com o setor de atividade da instituição. Os Núcleos de Competências -
colocando em prática ações de Responsabilidade Social e Ambiental.
Indústrias e Sindicatos; Comércio, Serviços e de apoio ao Desenvolvimento;
Instituições de Ensino Superior e Organizações do Terceiro Setor - permitem
a transferência de competências empresariais entre os agentes envolvidos,
tem como desafio adicionar valor às instituições, influenciar políticas públicas
que promovem o desenvolvimento sustentável do Paraná, elaborar e articular
projetos sociais, culturais, ambientais e de voluntariado para o alcance dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio no Estado do Paraná. O Fórum dos
Coordenadores dos Núcleos ocorre todos os meses e a cada quatro meses
todos os Núcleos reúnem-se no Fórum de Desenvolvimento para apresentação
dos projetos do CPCE para construção de uma rede de conhecimento.
Os 10 princípios do Pacto Global O que a empresa pode fazer?
1. Emitir uma clara declaração de apoio ao Pacto Global e seus dez princípios,
Princípios de Direitos Humanos, Respeitar e proteger os direitos humanos e publicamente advogar o Pacto Global. Isso significa:
1
baseados na Declaração Univer- a) Informar os funcionários, acionistas, consumidores e fornecedores da
sal dos Direitos Humanos - 1948 2 Impedir violações de direitos humanos
sua adesão ao Pacto Global;
Princípios do Trabalho Decente, 3 Apoiar a liberdade de associação no trabalho b) Acessar a página web do Pacto Global (www.unglobalcompact.org)
baseados nas Convenções da OIT 4 Abolir o trabalho forçado para conhecer as formas de integrar o Pacto Global e os dez princípios nos
5 Abolir o trabalho infantil programas de desenvolvimento corporativo e treinamento;
6 Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho c) Incorporar os princípios do Pacto Global na declaração da missão da
Princípios de Proteção Ambiental, Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios am- empresa;
7
baseados na Declaração da Rio bientais d) Incluir o compromisso com o Pacto Global no Relatório Anual e em
92 sobre Meio Ambiente e De- outros documentos publicados pela empresa;
8 Promover a responsabilidade ambiental
senvolvimento
Encorajar tecnologias que não agridem o meio am- e) Emitir comunicados para a imprensa (press-releases) para tornar o
9
biente compromisso público.
Princípio Anticorrupção, baseado Combater a corrupção em todas as suas formas, in-
na Convenção da ONU Contra a 10 clusive extorsão e propina
Corrupção OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO MILÊNIO - ODM
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram inspirados na
reunião da Cúpula do Milênio, na ONU, no ano 2000. Na ocasião, os líderes
Objetivos mundiais discutiram sobre população, meio ambiente, direitos humanos
O objetivo do Pacto Global é encorajar o alinhamento das políticas e práticas e desenvolvimento social para a construção de um mundo mais pacífico,
empresariais com os valores e os objetivos aplicáveis internacionalmente e próspero e justo, através de ações e resultados concretos a serem atingidos
88 9
universalmente acordados. Estes valores principais foram separados em dez até 2015.
princípios chave, nas áreas de direitos humanos, direitos do trabalho, proteção O trabalho desenvolvido pelo Movimento Nós Podemos Paraná é
ambiental e combate à corrupção. reconhecido nacional e internacionalmente. Em setembro 2008, o Movimento
foi a única experiência da América Latina a ser apresentada no encontro
Como aderir? promovido pela ONU, em Nova York. Outro reconhecimento foi a indicação do
Uma organização que queira assinar e se engajar no Pacto Global pode presidente do Sistema FIEP, Rodrigo da Rocha Loures, para assumir a Secretaria
fazê-lo da seguinte forma: Executiva do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade - Nós
1. Preencher no papel oficial da empresa a carta modelo de adesão e a Podemos. O destaque paranaense incentivou ainda outros estados a criarem
ficha organizacional. movimentos regionais em prol dos ODM. Os primeiros a se estruturarem foram
2. Repassar a carta preenchida ao principal executivo da organização que
o Nós Podemos Paraíba, Nós Podemos Brasília e Nós Podemos Minas Gerais.
deverá assinar.
São oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, desdobrados em 18
3. Preencher o Formulário de Adesão no site www.pactoglobal.org.br/
metas e 48 indicadores que descrevem o que é necessário fazer para reduzir
pactoglobal.aspx e anexar a carta de signação ao Pacto Global.
a pobreza e atingir o desenvolvimento sustentável em 25 anos, no período
A carta de boas vindas, assim como todas as comunicações do Pacto de 1990 a 2015. O Brasil, em conjunto com outros 190 países membros da
Global, será enviada para os e-mails cadastrados na ficha organizacional ONU, assinou a Declaração de compromisso. No final deste Guia, há uma
enviada junto à carta de signação. compilação das metas e indicadores dos ODM. A seguir, uma breve descrição
de cada um dos oitos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio:
Objetivo 1: Acabar com a fome e a miséria Objetivo 4: Reduzir a mortalidade infantil
“No Brasil, há alimentos suficientes para alimentar toda a “No Brasil, a cada 1.000 crianças que nascem, 28 morrem antes do
população. Apesar disso, 29% das pessoas estão abaixo da linha primeiro ano de vida.”
da pobreza e apresentam deficiência alimentar.”

Cerca de 1,2 bilhão de pessoas sobrevivem com menos do equivalente a No mundo, 11 milhões de bebês morrem de causas diversas todos os
um dólar por dia. Tal situação já começou a mudar em pelo menos 43 países, anos. Esse ainda é um número escandaloso, mesmo tendo diminuído desde
entre eles o Brasil, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses 1980, quando as mortes somavam 15 milhões de crianças. O caminho
lugares, houve avanços em relação à meta de reduzir pela metade o número para reduzir esse número, depende de muitos e variados meios, recursos,
de pessoas que ganham quase nada e, por falta de emprego e de renda, são políticas e programas dirigidos não só às crianças, mas também às famílias e
vulneráveis à fome. comunidades.
Um desafio fundamental é o acesso à água potável pelas populações
carentes. Os esforços podem ser decisivos para a redução da incidência de
Objetivo 2: Educação básica de qualidade para doenças causadas por infecções transmitidas pela água contaminada.
todos
“O Brasil é o sétimo país do mundo em número de analfabetos.
Dezoito milhões de brasileiros nunca passaram pela escola.” Objetivo 5: Melhorar a saúde das gestantes
“No Brasil, morrem mais de duas mães a cada 1.000 nascimentos.”
Estão fora da escola 113 milhões de crianças no mundo. Entretanto,
há exemplos concretos de que é possível diminuir o problema. Depois da
matrícula, levará algum tempo para aumentar o número dos que completam o
10 ciclo básico, mas o resultado será um número maior de adultos alfabetizados e O objetivo da redução da mortalidade materna só será alcançado com a
10 11
capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais. O Brasil promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. A presença
praticamente já atingiu a meta de incluir todas as crianças na escola. Assim, o de pessoal qualificado na hora do parto será o reflexo do desenvolvimento
esforço é pela melhoria da qualidade do ensino e pela ampliação do número de sistemas integrados de saúde pública.
de anos de estudo.

Objetivo 3: Igualdade entre os sexos e valorização Objetivo 6: Combater o HIV/Aids, a malária e


da mulher outras doenças
“No Brasil, as mulheres chegam a ganhar até 40% menos que os “O Brasil tem o maior número de casos de malária das Américas,
homens para exercer o mesmo trabalho.” sendo o terceiro lugar do mundo em incidência dessa doença.”

Dois terços dos analfabetos do mundo são Em grandes regiões do mundo, epidemias vêm destruindo gerações e
mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. No Brasil, o nível de cerceando qualquer possibilidade de desenvolvimento. Parar a expansão das
escolaridade das mulheres já é maior que o dos homens e elas são quase doenças e depois reduzir sua incidência dependerá, fundamentalmente, do
a metade da população economicamente ativa. O objetivo é combater o acesso da população à informação, aos meios de prevenção e aos meios de
preconceito, ampliando as chances das mulheres no mercado de trabalho, tratamento, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas
com melhores empregos, equivalência ao salário dos homens para iguais que estanquem os ciclos de reprodução das doenças.
funções e acesso a cargos de direção.
Objetivo 7: Qualidade de vida e respeito ao meio
ambiente O EMPRESÁRIO DO
“Apesar de o Brasil ter aproximadamente 12% de toda a água TERCEIRO MILÊNIO
doce do planeta, 22 milhões de pessoas não têm acesso à água de
boa qualidade.” “Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer
alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco
Um bilhão de pessoas no planeta ainda não tem acesso à água
que posso... o que eu faço, é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela, o
potável. A água e o saneamento são dois fatores ambientais básicos para a
oceano será menor...”
qualidade da vida humana. Junto com as florestas, as fontes energéticas, o
Madre Teresa de Calcutá
ar e a biodiversidade, compõem o amplo leque de recursos naturais de que
dispomos e de cuja existência e manutenção adequada dependemos nós
e todas as demais formas de vida do planeta. Sem a adoção de políticas e
programas ambientais, nada se conserva em grande escala, assim como sem
a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista
S
de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno. U
S
T
Objetivo 8: Todo mundo trabalhando pelo E Stakeholders
desenvolvimento N
“Muitas vezes, a solução de um problema pode servir de resposta T
A
para outros, principalmente quando pessoas, escolas, governos, B
sociedade civil, empresas e organizações sociais trabalham juntos.” I
L - Comitê de Auditoria
12
12 I 13
Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para D
superar seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a A
D
redução desta dívida externa. Os objetivos levantados para atingir esta meta E
levam em conta uma série de fatores estruturais, que limitam o potencial para
o desenvolvimento da imensa maioria dos países do Sul do planeta. Entre os
indicadores escolhidos, está a ajuda oficial para a capacitação dos profissionais
que pensarão e negociarão as novas formas de organização da economia e de
distribuição de riqueza. Atualmente, muitos brasileiros trabalham de maneira Sustentabilidade: condução dos negócios e uso de recursos naturais considerando o direito
individual, são autônomos. à vida das gerações futuras. Criação de Susie Pontarolli e Allan Krelling
A falta de registro do negócio impede o trabalhador informal ter acesso
ao crédito bancário, a emissão de notas fiscais, a assessoria contábil gratuita, A árvore foi escolhida justamente para representar as empresas e
a contratação de um ajudante, a obtenção de alvará de funcionamento, além organizações porque ela é um ser vivo. Tal como a árvore, as empresas nascem,
da cobertura previdenciária. crescem, respiram evoluem e sobrevivem ou morrem, de acordo com uma
A Lei complementar 128/2008, facilitou para o trabalhador informal, que série de fatores que influenciam o seu desenvolvimento.
fatura até 36 mil reais por ano, a se tornar um Empreendedor Individual e O “Empresário do Terceiro Milênio” deverá ser comprometido com a
contar com a ajuda do Governo Federal, da Previdência Social e do SEBRAE sustentabilidade do planeta. A sua empresa precisará ser economicamente
para fazer o seu empreendimento crescer e prosperar. viável, ambientalmente correta e socialmente justa.
Para que isso ocorra é necessário que a empresa aplique as informações
contidas na Árvore da Sustentabilidade Empresarial. Um dos valores que deve estar inserido no pensamento do “Empresário
O texto a seguir poderá auxiliá-lo na busca deste propósito: do Terceiro Milênio” é a Transparência em suas atividades. Para que isso
aconteça, o empresário poderá utilizar ferramentas de fácil acesso a todos,
O Empresário do Terceiro Milênio caminha de mãos dadas com o progresso como elaboração do Balanço Social - modelo IBASE ou ETHOS e relatórios de
no desenvolvimento sustentável. Assim, neste pano de fundo ideológico sustentabilidade como o GRI (Global Reporting Initiative). O GRI é a principal
global, figuram duas plataformas éticas básicas: O Pacto Global e os Objetivos ferramenta de comunicação do desempenho social, ambiental e econômico
de Desenvolvimento do Milênio, ambas das Nações Unidas. das organizações. É atualmente o mais completo e mundialmente difundido.
Conhecer e aplicar os Princípios do Pacto Global e os Objetivos de Seu processo de elaboração contribui para o engajamento das partes
Desenvolvimento do Milênio são fundamentais no cotidiano de qualquer interessadas da organização, a reflexão dos principais impactos, a definição
empresa moderna e inovadora. dos indicadores e a comunicação com os públicos de interesse.
Em 1987, o Relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente Nas raizes da Árvore da Sustentabilidade Empresarial, muitas vezes não
e Desenvolvimento, definiu que a Sustentabilidade está em suprir as claramente percebidos e/ou verbalizados encontram-se quesitos relevantes
necessidades da geração presente, sem afetar a habilidade das gerações para que a Empresa do Terceiro Milênio se desenvolva de forma sólida e
futuras de suprir suas necessidades. equilibrada. Tais itens, que funcionam como uma série de referenciais éticos
A Árvore da Sustentabilidade Empresarial apresenta, em sua copa, três próprios, que guiam sua conduta e alimentam o seu desenvolvimento, são
dimensões que sempre deverão caminhar juntas: A dimensão econômica, manifestados por meio dos valores subjacentes ao negócio, sua missão, sua
social e ambiental. visão, além da aplicação de um código de conduta e políticas específicas de
os principais tópicos atrelados aos três vértices da sustentabilidade: Social , relacionamento com os diversos públicos ligados à empresa. O Código de
Ambiental e Econômico. Conduta, além de elaborado, deverá ser discutido constante e abertamente
Não há como gerir uma organização sem que estas três dimensões estejam com todas as partes interessadas. Os Valores, Missão e Visão da empresa,
14
14 perfeitamente integradas e agindo sinergicamente no nível estratégico da também devem ser dialogados principalmente com o público interno, de 15
organização. A gestão equilibrada da organização nestas três dimensões forma aberta, transparente e objetiva. Para a eficácia de uma melhor definição
permitirá que ela se desenvolva e dê frutos à sociedade onde ela está nesses itens, questões como “Como estou”, “Para onde eu vou” e “Como eu
inserida. Tais frutos se manifestarão como lucro responsável, que garantirá sua vou” são de suma importância.
sobrevivência e longevidade. No jardim, fornecendo nutrientes para o desenvolvimento e evolução
Na ala da Responsabilidade Social, o empresário deve ficar atento aos da árvore, estão as pessoas. De maneira mais incisiva, a força de trabalho
itens que tratam da Interação com a Comunidade, como a prática de ações direta que comtempla empregados, estagiários, terceirizados e contratados
e desenvolvimento de projetos sociais, além do apoio a Políticas Públicas, que prestam serviços nas dependências da organização, enfim, todos
Voluntariado Corporativo e Filantropia. responsáveis pelo seu dia a dia. No limite extremo, do ponto de vista de uma
Na ala da Responsabilidade Ambiental, a preocupação do empresário organização verdadeiramente sustentável e socialmente responsável, devem
moderno está justamente na preservação dos recursos naturais, relacionando estar incluídas todas as pessoas que atuam na sua cadeia produtiva.
os processos e produtos da empresa nos conceitos da Eco-Eficiência. E por fim, a prática da Governança e as Políticas Corporativas em prol
Outra ação importante é o mapeamento de todas as partes interessadas, da Sustentabilidade: do exercício da Cidadania, das práticas da Diversidade
prestigiando o diálogo com os fornecedores, clientes e público interno. e de Relacionamento com Fornecedores, além de serem fundamentais na
Uma ação extremamente relevante é empresa focada em seus fornecedores estratégia de negócios da empresa moderna, acarretam na consciência das
críticos, ou seja, ter o conhecimento e informação das empresas fornecedoras pessoas com responsabilidade individual e na melhor qualidade de vida.
que podem colocar em risco o seu próprio negócio. As orientações a seguir poderão auxiliá-lo na busca deste propósito.
Ame o seu trabalho hábito de criticar particularmente e elogiar publicamente.
São fatores fundamentais para a automotivação e autonomia do
nde o
lugar ao colaborador, o conhecimento da Missão e Valores da organização e o acesso
“O único do Não trabalhe apenas por dinheiro. O dinheiro é conseqüência
vem antes às informações necessárias ao desenvolvimento de sua função. Quando o
sucesso nário.” de um trabalho feito com dedicação e paixão. Saiba
é no dicio colaborador entende o processo como um todo e o objetivo de determinada
trabalho tein exatamente o que você gosta de fazer e qual a sua vocação,
Albert Eins tarefa, obtém-se o comprometimento.
pois as maiores probabilidades de sucesso estão ligadas
às áreas nas quais você possui afinidades. Dedique-se de
cérebro, coração e alma ao seu empreendimento. Tenha prazer em trabalhar
e não tenha medo de trabalhar muito. Estabeleça metas ousadas e se esforce
Promova a Capacitação Profissional
para alcançá-las. é mais
“A imaginação O empresário deve investir na própria
Lembre-se: Seja empresário somente quando dispuser de tempo para o importante qu
eo
formação profissional para aprimoramento
negócio e/ou pessoas de confiança para gerenciar a empresa. conhecimen to .”
contínuo da gestão do empreendimento.
Albert Einstein A empresa é a junção do intelecto de
“A melhor pessoa do mundo no negócio ou no cargo errado ainda tem alguma
todas as pessoas que a compõem, direcionadas
chance. O melhor negócio ou cargo do mundo com a pessoa errada não tem
pela Visão e Missão da empresa. Em todos os
chance nenhuma.”
níveis, a organização deve se cercar de profissionais capacitados, investindo
Jack Welch o
ealizaçã na qualificação de todos os colaboradores. Em contrapartida, a empresa terá
d e m o s buscar r
o
“Não p do um maior comprometimento do grupo, alcançando excelência nos produtos
esquecer
ó s m esmos e
Valorize o Ser Humano para n
s o e p r osperida
de para e serviços disponibilizados.
16
16 progres .”
A maioria das empresas começa com o sonho de um empreendedor. 17
munidade ez
Segundo Humberto Maturana, o amar é
nossa co
Cesar Chav Conforme a empresa vai crescendo e ganhando corpo, o empreendedor
percebe que seu conhecimento, muitas vezes focado somente no negócio,
a única emoção que abre o escutar, o ouvir. O
não é suficiente para manter o empreendimento. Este é o momento da
amar é honesto, respeita a si mesmo e está
contratação de mão-de-obra qualificada. Lembre-se de que “não existe um
inteiro onde estiver. O fundamento de conduta ética do amar é não fazer nada
exército de uma pessoa só.”
que prejudique o outro e estar em busca da sustentabilidade.
O próprio empreendedor deve continuamente qualificar-se, buscando
Crie condições para que os colaboradores se realizem no campo profissional
conhecimentos nas mais diversas áreas, pois, caso contrário, devido à
e pessoal, assim o desempenho e o comprometimento são maximizados
velocidade do mundo moderno, poderá ficar desatualizado e, como
gerando desenvolvimento de competências e espaço para intra-empreender.
conseqüência, levar a organização a ficar fora do mercado. Os empresários
Não é possível desvincular estas duas condições de ser humano sem prejuízo,
e colaboradores devem se atualizar através de feiras e congressos, tanto
tanto para a empresa quanto para o colaborador. Crie na organização um
nacionais quanto internacionais, da leitura de revistas especializadas, de
ambiente propício à inovação e incentive a troca de informações entre os
gerenciamento, de economia e utilizar a internet como ferramenta de estudo
mais diversos níveis da empresa.
e pesquisa.
Valorizar as pessoas significa assegurar seu desenvolvimento, bem estar
e satisfação, criando práticas produtivas para atrair e reter talentos dentro

de um clima organizacional participativo e agradável, com consequente
comprometimento do colaborador com a organização. Tenha sempre o bom
Desenvolva Liderança “Comanda
r é servir, de início e término, e procure cumpri-los. Faça um acompanhamento
os.”
e nada men
nada mais contínuo da agenda, verifique a ocorrência das falhas e qual o motivo que
Identifique e forme talentos transformando- André Malraux inviabilizou o cumprimento dos horários. Se tiver algum impedimento para
os em líderes na sua empresa. Os líderes devem cumprir um compromisso agendado, comunique sua ausência ou seu atraso
ser exemplos para a organização, oferecendo o mais rápido possível, em respeito às outras pessoas.
uma postura ética, transparente, baseada no respeito e na confiança mútua, Para os eventos não agendados, avalie a possibilidade de encaixá-los
atendendo as necessidades de todos da empresa, dos colaboradores, dos
em sua agenda sem detrimento dos seus compromissos já formalizados. Na
clientes e fornecedores
impossibilidade, agende uma data conveniente com os envolvidos.
As lideranças inovadoras buscam potencializar a capacidade de inovação
Mesmo que somente por educação, tente atender a todas as pessoas e
dos colaboradores, por meio de um modelo e rotina organizacional adotados
na gestão de seus recursos intelectuais, financeiros, tecnológicos e humanos, solicitações, se possível de uma forma polida e padrão para todos. Se não
implantando a prática da cultura de inovação e têm papel chave no processo lhe for conveniente atender um compromisso não agendado, retorne
de inovação dentro das empresas. Para isto são desenvolvidas habilidades nos posteriormente uma ligação a esta pessoa e agende a visita em outro horário,
profissionais para: porém, seja objetivo, imponha limites e mantenha os horários.
• criar ambientes organizacionais propícios à inovação; As reuniões são extremamente importantes para o desenvolvimento da
• assumir e aceitar o risco; empresa, oferecem a troca de informações, posicionamento dos projetos,
• provocar mudanças; soluções e direcionamentos da organização, porém elas devem ser rápidas,
• enxergar as mudanças como oportunidade de criar novos negócios, de com pauta e horários definidos e formalização dos resultados através das
INOVAR; atas. Encontre um ponto de equilíbrio, pois o excesso de reuniões e a falta
• conduzir as organizações de forma receptiva à inovação; de objetividade são extremamente prejudiciais para a empresa. Um grande
• promover a inovação, o crescimento e o sucesso das organizações. fator de desmotivação da participação em reuniões é decorrente da falta de
18
18 resultados obtidos com as mesmas. É imperativo acompanhar e cobrar os 19
A ação da liderança propiciar a manutenção dos objetivos da organização, resultados compromissados.
levando em conta as relações com todas as partes interessadas, de forma a
obter seu comprometimento para concretizar a Visão e Missão da organização.
Cabe ainda ao líder a responsabilidade de manter o moral da equipe elevada,
Invista na Qualidade de
udar
utilizando mecanismos justos e éticos para este fim. Vida do Colaborador “Cada um
pensa em m
uém
de, mas ning
Esses princípios éticos devem ser base de um sistema de gestão eficaz que a humanida esmo.”
udar a si m
se aplica a todos: clientes, fornecedores, acionistas, proprietários, órgãos do pensa em m
governo, sindicatos ou outras partes interessadas.
A qualidade de vida do colaborador é, em grande parte,
responsabilidade dele próprio. O colaborador deve preferir Leon Tolstoi
uma alimentação saudável, afastar-se dos vícios, praticar
esportes e dormir o necessário para estar preparado e com
Saiba Gerenciar o Tempo energia necessária para enfrentar mais um dia de trabalho. Deve tirar férias
, mas
mais valioso regulares e investir constantemente em seu progresso profissional.
“O seu bem . Seja
é o seu tempo O empresário, por sua vez, deve incentivar e promover programas que
O tempo é um componente que nunca pode deteriorável de verdade
recuperado. A otimização do tempo é um ual. Líderes melhorem a qualidade de vida de todos. Citamos, entre muitos, os programas
ser sempre pont perando.”
os outros es de ginástica laboral, anti-tabagismo, prevenção do alcoolismo e gravidez
exercício que deve ser constantemente praticado não deixam eather
e almejado. Registre previamente em uma agenda Walter Merryw precoce, primeiros socorros e prevenção de acidentes domésticos. São
programas simples e de baixo custo que podem ser implementados por
todos os compromissos, determinando os horários
todas as empresas. o quanto é suficiente. O empresário deve ainda ter a coragem de responder
A qualidade de vida dos colaboradores muitas vezes está ligada à forma a si mesmo o por quê e para que de tanta dedicação, definindo limites que
como ele administra as suas finanças. Um colaborador endividado, de forma busquem o equilíbrio entre as atividades empresariais e sua vida pessoal. Em
geral, apresenta dificuldades em permanecer focado em seu trabalho. Assim, momento algum estamos desestimulando o crescimento das empresas, apenas
é uma boa prática promover orientações no âmbito do gerenciamento lembrando que tudo é proporcional. Maiores empresas normalmente geram
maiores lucros e maiores “dores de cabeça.”
É importante encontrar o ponto de equilíbrio no tamanho da empresa
e, na medida em que ela vai crescendo, o caminho mais indicado é o da
profissionalização, com o domínio dos processos administrativos, financeiros e
contábeis, promovendo uma descentralização de poder de forma a garantir
financeiro do colaborador, aconselhando-o, por exemplo, a não ser avalista
alguma qualidade de vida do empreendedor. O bem mais precioso do ser
ou fornecer seu nome para compras de terceiros. A empresa poderá ainda
criar uma política de auxílio financeiro para atender os casos emergenciais. humano é a sua saúde e, muitas vezes, as pessoas só descobrem esta verdade
É desnecessário dizer que a mão-de-obra formal, salários justos e pontuais, tardiamente. l
de socia
r e s p o n sabilida
valorização das pessoas, treinamento contínuo, transparência e ética do gestor, “A maio
r
rar, gera
r
a s é prospe
tanto interna quanto externamente, refletem diretamente na qualidade de
A Empresa das em p r e s
, trabal
har de f
orma
a
vida dos colaboradores. p r e g o s da com
do Terceiro Milênio em
e c o m promissa
O salário deve estar em conformidade com a atividade exercida pelo ca
justa, éti insere.”
colaborador, com o custo de vida local, com risco e complexidade da profissão comunid
a d
e s
e
Nen
t a
to e Clóvis
qual se
t a
e com a capacidade financeira da empresa. Em circunstâncias normais, um A vantagem competitiva das empresas é representada Heitor Côr Mainardi Ferreir
salário justo é a quantia necessária para que o empregado possa ter uma vida cada vez mais pela qualidade na gestão, baseada em
20
20 com dignidade. critérios como planejamento estratégico, inovação, 21
Todas estas ações e atitudes resultam em uma equipe motivada e com liderança, inserção de mestres e doutores, informação e conhecimento do
orgulho da empresa. Adicione um produto ou serviço de qualidade e terá negócio, excelência no atendimento e fidelização de clientes, inteligência
uma empresa de sucesso. emocional no trato com as pessoas, sistematização e domínio dos processos
administrativos e produtivos, instalações modernas e gestão dos resultados.
No cenário atual e nos cenários futuros que se desenham, cada vez mais a
Invista na Qualidade de inovação passa a ser aliada a competitividade e sustentabilidade das empresas.
a que
om a vid
Vida do Empresário “O que
você vai
f a z e r c
? Com c
erteza
O salto do conhecimento científico para a inovação, no âmbito das empresas,
presente depende de um diálogo sinérgico e efetivo entre academia e empresas.
ada de no
lhe foi d portante
u m a q uestão im uestão
Para se sentir completo, o ser humano esta será c o m q u e esta q
a
ntão faç presente.”
necessita se manter equilibrado, tanto no futuro. E mbém no Ambiente Físico da Empresa
iente Médio
o rt a n te ta
seja imp d o O r tilo visual,
âmbito material, quanto no emocional e n ç ã o “Crie seu próprio es
espiritual. Velha Be deixe-o ser único pa
ra você e,
O ambiente físico da organização é muito importante el para os
A profissão de empresário, muitas vezes, contudo, identificáv
impõe excesso de trabalho, ausência do para o bem estar do ser humano, influenciando
outros.”
diretamente no desempenho dos colaboradores e com
convívio familiar e de férias regulares. Isto leva a uma significativa perda de Orson Welles
qualidade de vida e gera grande estresse, decorrente muitas vezes de não saber grandes reflexos na visibilidade da empresa junto aos seus
as; elas
clientes e fornecedores. Portanto, programe-se para manter a empresa sempre Cultura de Inovação re s is ta a mudanç
“Não oragem de
bem instalada e aparelhada. Faça um fundo de reservas para reformas e invista o et er na s. Tenha c
s ã
encial.”
permanentemente nas instalações e infraestrutura. É motivo de satisfação isto é ess
arriscar,
para os clientes acompanhar o crescimento e as melhorias da empresa com
Tenha como pilar gerencial da empresa a Cultura de
Karl Johnson
Inovação. E não se iluda, porque o primeiro que tem de
as quais eles se relacionam. acreditar na Cultura da Inovação é o próprio administrador
do negócio. Se o empresário não tem esta característica, nada irá mudar.
mputadores. Reforçamos que “a empresa tem a cara do dono”. Marc Giget, um dos mais
“Eu não temo os co
Informatize a Empresa Eu temo a ausência
deles.” conhecidos especialistas em inovação da Europa, defende que a inovação é um
Isaac Asimov lugar de encontro entre cultura técnica, sociológica, filosófica, histórica, humanista
Na decisão do processo de informatização criativa, estética e que todo inovador deve ter consciência para engajar-se na
deve ser considerada a possibilidade de que uma concepção e na implementação de inovações com forte valor agregado.
escolha incorreta do sistema, do processo de implantação, Os grandes filósofos têm um pensamento simples, claro, genérico,
possa causar um transtorno operacional, prejuízos financeiros e da imagem atemporal, “operacional” e foram em sua maioria, grandes inventores, inclusive
na vida cotidiana. Do parafuso à linguagem numérica, devemos a eles
da organização. Realize um levantamento junto ao seu Sindicato, ou seu
numerosas inovações muito concretas e que estão a serviço da sociedade.
concorrente, por exemplo, para verificar qual a solução de informatização mais
A inovação também é a arte de implementar. O inovador é um
adequada para o seu caso, evitando gastos desnecessários. Lembre-se que, na
mestre de obras da realização, organização, da repartição do trabalho, do
maioria dos casos, não é preciso adquirir equipamentos de última geração para planejamento.
a execução de atividades rotineiras. Esta é uma maneira de obter os grandes Incentive a troca de informações, tenha uma gestão democrática e
benefícios da informatização a baixo custo. propicie que os colaboradores participem do direcionamento estratégico da
Utilize um bom sistema de gestão e controle, cuja aquisição/implantação organização. É muito importante que os gestores aceitem e promovam esta
22
22 pode aparentemente ter um custo elevado, mas com eliminação das perdas cultura de inovação. 23
e com os ganhos na gestão e melhoria dos controles da empresa, serão O empresário nunca deve perder o contato com o “chão de fábrica”, deve
rapidamente recuperados, caso as informações e estatísticas disponibilizadas cooperar para inovar, incentivar a busca pela excelência, sempre ter o desejo
sejam consistentes. de fazer as coisas de uma maneira nova e diferente, ter coragem de arriscar e
Um erro comum, porém óbvio, é realizar investimentos em sistemas e não ser tolerante ao erro bem intencionado.
tirar proveito das informações e consultas disponíveis. Os sistemas, relatórios,
consultas e controles, por si só não têm razão de existir. É necessário um A EMPRESA DO
TERCEIRO MILÊNIO
Empresa

constante e contínuo trabalho dos gestores, analisando e acompanhando as Empresário

informações, que servirão de base para as tomadas de decisão.


Cultura da Inovação
Sempre que possível, opte pelos processos e procedimentos mais simples
e que normalmente têm a maior chance de serem implantados. Analise INOVAÇÃO

por exemplo, os itens mais importantes, utilizando o princípio de Pareto, Mercado

que nos sugere despender apenas 20% dos recursos para resolver 80% dos Ter o respeito humano como espinha dorsal da sua empresa fará com que
problemas. erre menos na formação de uma equipe compromissada com a organização.
Para instaurar a prática sistemática da cultura de inovação, e mantê-la competitiva
ao longo do tempo, é importante desenvolver competências como intra-
empreendedorismo, criatividade e estimular os colaboradores na criação de
ambientes inovativos que contribuam com o processo de inovação na empresa.

omeço,
e é um c
Comunicação na Empresa “R e u n ir -s
s é um
incrementar as características e atributos do seu produto
cer junto
O QUE

permane O MERCADO ou serviço, que o diferenciarão da concorrência. Sempre


balhar
Existem inúmeros programas de comunicação p r o g r e s s o, e tra
EU ?
S
?
PRECISA
é época de inovar, pesquisar e aprender, e não somente
.”
sucesso O M ES OQ
quando ocorrem crises.
juntos é d
Henry For
SÃ ENT OM UE
entre os mais diversos níveis da empresa que podem E M RR ERCA

? O foco no mercado mantém a organização atenta às


QU NCO QUE
DO
CO R
e devem ser implantados. A grande maioria destes
mudanças, principalmente, em relação aos concorrentes
programas, para não dizer a sua totalidade, apresenta
e à postura dos clientes, antecipando suas demandas e
resultados positivos. Como exemplo, citamos:
necessidades, atingindo novos segmentos e preferências
• Café da Manhã com o Presidente: em datas regulares, os gestores
com consequente fidelização à marca, ao produto
convidam certo número de colaboradores de uma mesma área, ou de
ou à organização. É essencial para o sucesso de uma
diversas áreas da empresa, para uma conversa informal e descontraída no
organização ter agilidade e pró-atividade, adaptando-se às novas tendências
café da manhã.
do ambiente externo, aos desenvolvimentos tecnológicos, aos requisitos
• Visita dos Familiares: com freqüência determinada, são sorteados
legais e estar atento às mudanças estratégicas dos concorrentes.
alguns funcionários para mostrar a empresa aos seus familiares. Desta
maneira, a empresa passa a ser vista como uma extensão da casa e da
família.
• Palavra do Presidente: reunião informal, na qual os gestores fazem uma
Qualidade no atendimento “O sorri
so é o c
aminho m
curto en ais
exposição simples e objetiva da empresa para todos os colaboradores. ao Cliente tre duas
pessoas
.”
• Informativos e Murais: através dos murais, a empresa deve manter os Victor Bor
A política empresarial, baseada em parceria, visa ge
funcionários permanentemente informados, através de comunicados que atender o cliente com qualidade e satisfazê-lo, o que não se resume a tratá-lo
podem ser afixados junto ao relógio de ponto, refeitório e banheiros.
bem, com cortesia, é muito mais do que isso. Significa manter seu foco no
24
24 foco do cliente, acrescentar benefícios aos produtos e serviços objetivando 25
Uma importante ferramenta é a Pesquisa de Clima Organizacional que superar as expectativas, pois, para a maioria dos clientes, a qualidade do
dever ser realizada anualmente. Ela é um termômetro das relações internas produto e/ou serviço é mais importante do que seu preço.
da empresa e fornece subsídios e direcionamentos aos Programas de A implantação de um serviço orientado ao cliente requer um absoluto
Treinamento. comprometimento da organização inteira, começando pela diretoria e
finalizando na portaria. Este modelo de gestão requer uma maior autonomia
e apoio ao pessoal de linha de frente, assegurando a perfeita coordenação
Conheça o Cliente e o Mercado e interação entre todos os departamentos. É fundamental o treinamento e
Se você
o rm a ç ã o é tudo. a padronização do atendimento de todos aqueles que têm um contato com os
“A inf sou mais
Amplie sua visão de quem realmente é seu q u e to dos, pen clientes.
sabe mais ente
que realm
concorrente. Muitas vezes, o seu concorrente não
o e a s s imilou o Atualmente os vendedores devem ser consultores de negócios,
respeit cê terá
é aquele que está no mesmo segmento em que ócio, vo
p o rt a n o seu neg estabelecendo um canal de comunicação direto entre o cliente e a empresa.
sua empresa atua. Tenha o hábito de planejar e im
ein As críticas e sugestões devem ser transformadas em melhorias de produtos e
pesquisar o mercado e não encare estes recursos sucesso.”
Jeffrey Kl serviços, resultando, assim, na fidelização do cliente.
e tempo despendido como inúteis ou como Em outras palavras, tem que se estabelecer uma parceria não só com o
burocracia. O entendimento, tanto do cliente, quanto cliente, mas também com seu funcionário, já que sua cooperação e fundamental
do mercado, permite conhecer as necessidades atuais para o sucesso de qualquer plano de atendimento. Se uma empresa não
e futuras, perpetuando a organização e estabelecendo relações duradouras, o procurar conhecer seu cliente para atender suas necessidades e expectativas,
que normalmente se traduzirão em lucro. Estes conhecimentos vão ajudá-lo a certamente haverá um concorrente que o fará.

lo sempre atualizado, oferecendo respostas rápidas e consistentes. Nunca
Invista no Marketing deixe o cliente sem resposta, atendendo prioritariamente às reclamações de
da Empresa er com q
ue forma profissional e atenciosa.
a rk e ti ng é faz s
“M e com o

a e m p resa olh
toda clientes.

A empresa deve desenvolver o marketing olhando os seus
cker Responsabilidade Social e Ambiental
Peter Dru
o l h o s d
seus produtos e/ou serviços como se fossem os clientes
e, ao mesmo tempo, realizar ações inteligentes que
sociais é
tornem os clientes menos sensíveis ao preço. rt ic ip a r de ações
“P a
evolver à Lembre-se que habitamos um Planeta emprestado
Marca é uma promessa que se faz ao coração e à mente do cliente. orma de d
a única f e ela nos
deu
das próximas gerações
Conquiste as pessoas para que se tornem leais defensoras do seu produto ie d a d e aquilo qu
s o c Por isso, a responsabilidade de cada um de nós
ercado.”
e sejam seus clientes. Atue de forma honesta, verdadeira e ética, senão ação no m
como p a rt ic ip
A m a ro e de nossas empresas, vai muito além do que
promoverá o efeito contrário ao desejado. Adolfo Rolim estamos habituados a nos preocupar.
As empresas devem estabelecer uma comunicação efetiva com seu As organizações devem apresentar uma
público-alvo, escutando e antecipando os anseios e necessidades dos relação ética e transparente com todos os públicos com
clientes. O uso eficiente das ferramentas de comunicação pode despertar a os quais ela se relaciona. Devem estar voltadas para o desenvolvimento
consciência do cliente sobre os benefícios do produto ou serviço. Uma caixa sustentável da sociedade, com ações que resultem na valorização do ser
de sugestão é uma forma simples e econômica de conhecer as opiniões dos humano e na preservação dos recursos ambientais e culturais para as futuras
clientes e as possibilidades de melhoria. gerações.
Respeitar a diversidade e promover a redução das desigualdades sociais
Outras possibilidades de comunicação efetiva são: deve ser parte integrante da estratégia das organizações, atendendo aos
• Pesquisa de satisfação; Princípios do Pacto Global e aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A
26
26 • SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente; 27
A EMPRESA DO
TERCEIRO MILÊNIO
empresa deve buscar o desenvolvimento sustentável identificando os impactos
• Mala direta, física ou por e-mail; socioambientais que possam ser de responsabilidade das suas instalações, dos
• Propaganda; seus processos produtivos e dos seus produtos e serviços. Com base neste
• Assessoria de imprensa;
A EMPRESA DO
TERCEIRO MILÊNIO

estudo, a empresa deve executar ações preventivas ou corretivas visando


• Promoção no ponto de venda. eliminar ou minimizar esses impactos em todo o ciclo de vida das instalações,
produtos e serviços.
Ao investir em comunicação, uma das ferramentas do Marketing, a empresa Adicionalmente, as empresas, independente do seu porte, devem buscar
precisa estar atenta à relação custo benefício que a mesma trará. Alguns a preservação dos ecossistemas, a conservação dos recursos não renováveis e
cuidados básicos devem ser considerados: o uso racional dos recursos renováveis, além do atendimento e superação dos
• Quando e quanto deve ser gasto em comunicação? requisitos legais e regulamentares a ela associados.
• Quais os objetivos da comunicação? A Responsabilidade Social e Ambiental reconhece a comunidade como
• Que tipo de mensagem e estratégia criativa será usada? parte integrante da organização, com necessidades e expectativas que precisam
• Como avaliar o retorno do investimento em comunicação? ser identificadas, compreendidas e atendidas. Trata-se de um constante
• Quem é o público-alvo? exercício da consciência moral e cívica da organização, resultante da ampla
compreensão do papel da empresa no desenvolvimento social. Citamos, por
Invista em todas as ferramentas viáveis para construir uma relação exemplo, o cumprimento do Estatuto do Idoso “Art. 41. É assegurada a reserva,
duradoura com os clientes. Hoje em dia, por exemplo, ter um site bem para os idosos, nos termos da lei local, de 5% (cinco por cento) das vagas nos
elaborado na Internet é quase imprescindível, mas tenha o cuidado de mantê- estacionamentos públicos e privados, as quais deverão ser posicionadas de
forma a garantir a melhor comodidade ao idoso.” E o cumprimento do Decreto influência em outras organizações públicas ou privadas a se tornarem parceiras
5.296 – dezembro/2004 Art. 25. “Nos estacionamentos externos ou internos nestes propósitos. Cabe a ela também estimular as pessoas a se engajarem em
das edificações de uso público ou de uso coletivo, ou naqueles localizados nas atividades sociais e trabalhos voluntários.
vias públicas, serão reservados, pelo menos, 2% (dois por cento) do total de O respeito à individualidade, ao sentimento coletivo e à liberdade de
vagas para veículos que transportem Pessoa com Deficiência física ou visual associação, assim como a adoção de políticas não-discriminatórias e de
definidas neste Decreto, sendo assegurada, no mínimo, uma vaga, em locais proteção das minorias, são regras básicas nas relações da organização com
próximos à entrada principal ou ao elevador, de fácil acesso à circulação de as pessoas e intimamente ligadas aos ODM.
pedestres, com especificações técnicas de desenho e traçado conforme o
estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade da NBR 9050”.
Citamos também a Lei de Cotas Nº 8.213, de 24 de julho de 1991, no Art.
93. que diz “a empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a
preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com
beneficiários reabilitados ou Pessoas com Deficiência, habilitadas, na seguinte
proporção: destina até 5% (cinco por cento) das vagas para trabalhadores com
deficiência em empresas com mais de cem funcionários. Assim, empresas
com até 200 empregados deverão reservar 2% (dois por cento) das vagas para
atender à Lei. De 201 a 500 trabalhadores, a cota é de 3% (três por cento), de 501 a A responsabilidade social também passa por uma visão municipalista,
mil funcionários, 4% (quatro por cento) das vagas para pessoas com deficiência com a utilização, sempre que possível, de produtos e serviços disponibilizados
e de 1.001 empregados em diante, 5% (cinco por cento)”; e a Lei do Menor pela comunidade na qual a organização está inserida. Desta maneira, há
Aprendiz n° 10.097 no Art. 429 “os estabelecimentos de qualquer natureza um aumento de arrecadação no município, geração de novos empregos e
são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de desenvolvimento regional.
Aprendizagem, número de aprendizes equivalente a 5% (cinco por cento), no
28
28 29
mínimo, e 15% (quinze por cento), no máximo, dos trabalhadores existentes
em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional”.
INCENTIVOS FISCAIS PARA O INVESTIMENTO SOCIAL
O empresário, os colaboradores e a própria empresa podem utilizar a Lei PRIVADO
Federal nº 8.069 de 13/07/90, que regulamenta a renúncia fiscal de parte Pessoa Jurídica:
dos recursos destinados ao Imposto de Renda para o Fundo dos Direitos da É possível utilizar até 6% do IR devido para dedução fiscal, somando 1%
Criança e do Adolescente - FIA. A lei possibilita o redirecionamento de até 6% do IR -FIA, 1% do IR - Lei de Incentivo ao Esporte e 4% do IR - Lei Rouanet .
do IR devido para Pessoas Físicas que declaram em modelo completo e para No caso dos incentivos voltados às OSCIP, EUPF e EEP, a dedução não pode
as Pessoas Jurídicas que operam em regime de lucro real, até 1% do IR devido, exceder a 2% do lucro operacional.
limitado à alíquota de 15%. Com o objetivo de facilitar o recolhimento do É possível também utilizar a dedução de 20% do ISS e 20% do IPTU.
valor a ser destinado ao FIA, o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial,
por meio do site www.fundoproinfancia.org.br disponibiliza informações e
Pessoa Física:
permite a emissão do boleto bancário em favor do Conselho dos Direitos da
A dedução total permitida é de 6% do IR Devido, somando aquela
Criança e Adolescente para aplicação em projetos cadastrados e aprovados
direcionada à Lei de Incentivo ao FIA, Lei Rouanet e a Lei de Incentivo ao
pelos Conselhos.
As empresas devem encontrar a sua vocação e meios para promover o Esporte.
desenvolvimento social da comunidade na qual se inserem. Lembre-se: o que É possível também utilizar a dedução de 20% do ISS e 20% do IPTU para
é pouco para alguns, pode ser muito para outros. Portanto, participe! projetos Socioculturais, não possível para Projetos Esportivos.
A empresa socialmente responsável se torna um exemplo e motivo de
Quem pode utilizar o Limite do incentivo fiscal % do incentivo fis- Procedimento
incentivo fiscal cal em relação ao
valor investido

Imposto Para onde você pode Pessoa jurídica Pessoa física Pessoa jurídica Pessoa física A
A destinar parte do seu
imposto devido Até 1% do IR devido Até 6% do IR 100% Pagar o Boleto Bancário em nome do Conselho Fe-
devido deral, Estadual ou Municipal da Criança e do Ado-
lescente, identificando o Projeto aprovado. B
www.fundoproinfancia.org.br
Projetos aprovados pelos Com recolhimento do im- Com declaração de ajuste
Conselhos Federal, Estadu- posto com base no lucro real anual por meio do formulá-
B Até 1% do IR devido Até 6% do IR 100% Depósito na conta específica do Projeto Esportivo
al ou Municipal dos Direitos rio completo
da Criança e do Adolescen- devido aprovado pelo Ministério do Esporte ou compra de
te - FIA ingressos para distribuição gratuita. C
www.sesipr.org.br/sesiesporte
Com recolhimento do im- Com declaração de ajuste
Projetos Desportivos e Pa-
posto com base no lucro real anual por meio do formulá-
C radesportivos previamente Até 4% do IR devido Até 6% do IR Variável confor- Depósito na conta específica do Projeto Cultural
rio completo
aprovados pelo Ministério devido me a natureza aprovado D
do Esporte do projeto. www.sesipr.org.br/sesicultural

Com recolhimento do im- Com declaração de ajuste 2% do lucro opera- Incentivo não Doação: 74% até Depósito na conta da entidade beneficiada
Projetos Socioculturais apro-
posto com base no lucro real anual por meio do formulá- cional (antes de com- previsto para pes- 100%
D vados pelo Ministério da
putada a dedução) soas físicas E
IR - Imposto de Renda rio completo
Cultura: Lei Rouanet e Lei do
Audiovisual
1,5% do lucro opera- Incentivo não Patrocínio: 64% Depósito na conta da entidade beneficiada
Com recolhimento do im- Incentivo não previsto para cional (antes de com- previsto para pes- até 100% F
Entidades OSCIP ou Enti- posto com base no lucro real pessoas físicas putada a dedução) soas físicas
E
dades de Utilidade Pública
Federal-EUPF 20% do ISS devido 20% do ISS de- 100% Com orientações da Secretaria Municipal da Fazen-
100% do valor do vido da preencher a carta de intenção de dedução fiscal
projeto com limite para obter a “certidão de incentivo” que autoriza o
30
30 Com recolhimento do im- Incentivo não previsto para aproximado de 80 100% do valor do depósito na conta do projeto. G 31
Entidades de Ensino e Pes- posto com base no lucro real pessoas físicas mil reais por projeto, projeto com limi-
F
quisa –EEP - criadas nos ter- podendo ser pago te aproximado de
nos da Lei n.º 9.249/95 em até 24 meses. 80 mil reais por
projeto
Projetos Socioculturais apro- Contribuinte do ISS em Contribuinte do ISS em 20% do IPTU devido 20% do IPTU 100% Com orientações da Secretaria Municipal da Fazen-
ISS – Imposto sobre vados pela Comissão de Me- Curitiba Curitiba 100% do valor do devido da para preencher a carta de intenção de dedução
G
Serviço de qualquer cenato de Curitiba projeto com limite 100% do valor do fiscal para obter a “certidão de incentivo” que auto- H
natureza aproximado de 80 projeto com lim- riza o depósito na conta do projeto.
mil reais por projeto, ite aproximado
Projetos Socioculturais apro- Contribuinte do IPTU em Contribuinte do IPTU em podendo ser pago de 80 mil reais
vados pela Comissão de Me- Curitiba Curitiba em até 24 meses. por projeto
H cenato de Curitiba 100% do IPTU devido Incentivo não 100% Até 10/02, data do vencimento do IPTU à vista, ob-
33,33% pago em até previsto para pes- ter orientações na Secretaria de Esporte e Lazer-
IPTU - Imposto sobre 6 vezes dependendo soas físicas SMEL. Nas“ Ruas da Cidadania” ou na Prefeitura
Projetos Esportivos aprova- Sindicatos e Entidades Ci- Incentivo não previsto para do valor do projeto e Municipal -Departamento de Rendas Imobiliárias
I
Propriedade Predial e
dos pela Comissão de Incen- vis sem fins econômicos de pessoas físicas 66,66% ficará isento preencher o requerimento e anexar o carnê do
I Territorial Urbana de pagamento. IPTU/ Estatuto /atas de eleição da diretoria/balan-
tivo ao Esporte de Curitiba – qualquer natureza, que utili-
lei complementar 40/2001 zam o imóvel próprio e não cete do mês anterior. Após aprovada a “solicitação
são proponentes dos proje- de depósito” a SMEL encaminhará o nº da c/c do
tos aprovados, contribuintes projeto para depósito.
do IPTU em Curitiba www.sesipr.org.br/sesiesporte

5 6 7 8
1 2 3 4
Colaboração: FERNANDO MÂNICA, Doutor em Direito pela USP, Coordenador de Ensino do Instituto ADVCOM.
sociedade (projetos sociais) e de promoção da responsabilidade social em
Balanço Social nível local, nacional e global, entre outros indicadores de desempenho da
Resolução do Conselho Federal de gestão como geração de riqueza, produtividade e investimentos. (ETHOS,
Contabilidade - CFC nº. 1003 de
19.08.2004 (DOU de 06.09.2004) 2009).
O Balanço Social é um mecanismo utilizado aprovou a Norma Brasileira de
pelas empresas para tornarem públicas as Contabilidade – NBC T 15 que dispõe os
omete err
e nunca c
suas intenções e compromissos, visando à
sobre as informações de Natureza
Social e Ambiental. “O único
h o m e m q u
a z coisa a
lgum .
a Comércio Justo
u n c a f
transparência de suas ações no exercício da que n pois voc
ê
é aquele e errar,
e d o d
responsabilidade social empresarial (RSE), trazendo
Não tenh
a m s vezes o
n ã o c o meter dua
informações qualitativas e quantitativas. Sua publicação oferece uma a
aprenderá Comércio Justo ou “Fair Trade”
proposta de diálogo com os diferentes públicos envolvidos no negócio da mesmo err
o .”
Roosevelt
é uma parceria comercial baseada em
empresa que o adota: público interno, fornecedores, consumidores/clientes, diálogo, transparência e respeito, que
comunidade, meio ambiente, governo e sociedade. busca maior equidade no comércio internacional.
Relatório de Sustentabilidade Empresarial, Balanço Social Corporativo, Ele contribui para o desenvolvimento sustentável através de
Relatório Social e Relatório Socioambiental são outros nomes utilizados pelas melhores condições de troca e a garantia dos direitos para produtores e
organizações, especialistas e acadêmicos para designar o material informativo trabalhadores marginalizados, principalmente do Hemisfério Sul. O principal
sobre a situação da organização em relação a questões sociais e ambientais. objetivo é estabelecer um contato direto entre o produtor e o comprador e
tirá-los da dependência de atravessadores e das instabilidades do mercado
(OLIVEIRA, 2008).
global de commodities, evidenciando que a relação comercial entre eles
O Balanço Social (ZARPELON, 2006) tem como foco demonstrar
precisa obedecer a princípios precisos para que possa ser considerada
publicamente que a intenção da organização não é somente a geração de
justa. Esta é a definição de Fair Trade, usada pela International Federation of
32
32 lucros com um fim em si mesmo, mas o desempenho social. Este é obtido Alternative Trade – IFAT -, cujos princípios mais relevantes são: 33
através do compromisso e da responsabilidade para com a sociedade, por • Transparência, ética e co-responsabilidade na gestão da cadeia produtiva
meio da prestação de contas do seu desempenho sobre o uso e a apropriação e comercial;
de recursos que originalmente não lhe pertenciam. Também do ponto de vista • Relação de longo prazo que ofereça treinamento, apoio aos produtores e
da melhoria da imagem da organização, o Balanço Social é um mecanismo acesso às informações do mercado, proporcionando suporte e qualidade
bastante utilizado. de vida do produtor;
O Instituto Ethos (2009) afirma que o Balanço Social é um meio de dar • Pagamento de preço justo no recebimento do produto, além de
transparência às atividades corporativas, de modo a ampliar o diálogo da um bônus, que deve beneficiar toda a comunidade. Existência de
organização com a sociedade. É também uma ferramenta de gestão da financiamentos, quando necessário;
responsabilidade social, pela qual a empresa entende de que forma sua gestão • Produtores organizados democraticamente (em cooperativas, por
atende à sua visão e a seus compromissos estabelecidos em relação ao tema exemplo);
da Responsabilidade Social Empresarial (RSE), e em direção à sustentabilidade. • Respeito à legislação e normas nacionais e internacionais em
A proposta é de que o relatório contenha informações sobre o perfil do conformidade os Princípios do Pacto Global e com os ODM;
empreendimento, histórico da empresa, seus princípios e valores, governança • Respeito e proteção ao meio ambiente, aos direitos humanos, às
corporativa, diálogo com partes interessadas e indicadores de desempenho mulheres, às crianças e aos povos indígenas, mesmo em detrimento do
econômico, social e ambiental. (ETHOS, 2009). O relatório deve apresentar lucro.
também um demonstrativo do Balanço Social desenvolvido pelo Instituto
Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), iniciativas de interesse da
risco, lembrando do dito popular: “Nunca coloque todos os ovos em uma única
Controle seus Custos, ela
ão é aqu cesta e nem todas as cestas em uma única mesa.”
negociaç
Despesas e Compras “A boa tod s
a
é v a n ta josa para
que
as parte
s.”
An ônimo Gerenciamento Financeiro er as ond
as
Controle dos custos e despesas deve ser realizado o c ê nã o pode faz
“V você pode
não somente em épocas de crise, mas a qualquer erem, mas
Lucro é o objetivo de qualquer empresa comercial, é ele desaparec sá-las.”
tempo na vida da empresa. Quando ocorrem sobras de c o mo atraves
recursos, há uma tendência para despesas que, em tempos de crise, dificilmente que a mantém viva, que financia as ampliações, que gera ap re nd er
Anônimo
seriam realizadas. Sendo assim, sempre questione se tal gasto é realmente investimentos e progresso social.
necessário. Em relação às compras, o importante é comprar bem. Comprar bem O lucro abusivo, ou o foco única e exclusivamente nele,
significa ter preço, prazo e forma de pagamentos diferenciados de tal forma que é uma política desastrosa se considerarmos a necessidade
o estoque gire o mais rapidamente possível e que seja despendido o mínimo de uma sociedade mais justa. Se um segmento tem lucros exorbitantes,
possível de capital próprio para a manutenção dos estoques. Vale lembrar a frase conseqüentemente, alguém está pagando a conta. Um rígido controle
de Peter Drucker: “A compra é tão importante quanto a venda, e as melhores gerencial e contábil da empresa pode promover melhor rentabilidade
vendas podem não compensar ou cobrir uma compra medíocre.” e sustentabilidade da organização. Mesmo nos períodos de bonança, é
Perceba que, para a administração de uma empresa de qualquer tamanho, aconselhável manter uma estrutura enxuta, com o menor custo fixo possível,
o gestor precisa ter o máximo de informações que suporte um rígido controle em concordância com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio na
dos custos, preços e despesas da empresa. questão da manutenção de uma vida digna dos trabalhadores.
Normalmente, as micro e pequenas empresas não conseguem boas É comum as micro e pequenas empresas não terem um controle rigoroso
negociações pelo baixo volume de suas compras. Uma solução neste caso é e confundir as contas da empresa com as contas do empresário , o que leva
a compra conjunta ou cotizada entre empresas – Arranjos Produtivos Locais ao descontrole no Capital de Giro da empresa. É sempre bom lembrar que a
34
34 (APLs)- muitas vezes concorrentes, porém visando unir forças para gerar Pessoa Jurídica deve ser sempre forte financeiramente. Empresas com Capital 35
de Giro saudável têm maiores oportunidades de crescimento e de realizar bons
ganhos a todos.
negócios. Assim, capitalizadas, elas estão menos suscetíveis às crises externas
que ocorrem, naturalmente, de tempos em tempos. Mantenha controle rígido
Controle as Vendas sobre os pagamentos realizados e nunca delegue o pagamento de tributos,
os impostos, INSS, FGTS, etc a terceiros.
entes men
“Seus cli maior Para um melhor controle de sua empresa, solicite anualmente ao seu
f e it o s s ão a sua
É relevante lembrar que, tanto na venda, quanto satis ado.” contador as certidões negativas dos órgãos estadual, federal, municipal e
aprendiz
na compra, a negociação deve ser boa para todos fonte de
B ill Gates cartorial, averiguando a existência de débitos não conhecidos.
os envolvidos.
A boa venda é decorrência de uma boa compra,
da qualidade do produto, do preço justo, do atendimento diferenciado, e,
Desenvolva Parcerias
humanidad
das instalações adequadas, da pontualidade na entrega, da seriedade e u nc a p er ca a fé na
“N ó
ceano. S
transparência nas relações. Todos estes elementos colaboram para tornar como um o
pois ela é as go ta s de
Negócios são redes de relacionamentos.
os clientes fiéis à marca, ao produto e à organização. Quem agir de forma e ex is tem algum
po rq u dizer que Cultive parcerias de longo prazo com
diferente será excluído pelo próprio mercado. s u ja ne le , não quer
água ompleto.” fornecedores e estabeleça estratégias que
sujo por c
Como uma medida importante, evite concentrar suas vendas em um
único cliente ou produto, principalmente se for para o Governo. Limite o seu
el e es te ja
Ghandi conquistem a fidelidade dos clientes. Crie
o hábito de desenvolver atividades em
conjunto com outras organizações, otimizando a utilização dos recursos, É muito importante conhecer as linhas de crédito governamentais
aproveitando o melhor das competências de cada uma delas e trazendo disponíveis ao seu ramo de atividade, pois normalmente elas apresentam
benefícios para todos. Essas parcerias podem ser com clientes, fornecedores, taxas mais atraentes. Estas linhas são intermediadas pelos bancos comerciais
organizações de cunho social, ou mesmo com competidores, e são públicos ou privados.
baseadas em benefícios mútuos claramente identificados. As organizações Com relação aos bancos comerciais, avalie qual a instituição lhe oferece
modernas reconhecem que o sucesso pode depender das parcerias que elas maiores vantagens. Preferencialmente, recorra aos financiamentos bancários
desenvolvem.
quando forem destinados a projetos que resultem em aumento de
É importante saber quem são nossos concorrentes. No mundo
faturamento. Ir ao banco para cobrir rombos de caixa pode ser perigoso, pois
globalizado, por exemplo, uma atividade que hoje possui uma participação
o mínimo descontrole é a morte anunciada da empresa. Em caso de extrema
sólida no mercado, pode repentinamente, devida a concorrência de produtos
importados, ficar rapidamente fora do mercado. necessidade, procure soluções alternativas, como por exemplo, a venda de
As parcerias são usualmente estabelecidas para atingir um objetivo ativos ou capitalização através da inclusão de novos sócios.
estratégico, para a entrega de um produto ou serviço ou para a otimização Regra de ouro: quanto maior a urgência na obtenção dos recursos, maiores
de recursos e competências. Desta forma, as parcerias ocorrem por um serão as taxas praticadas. Assim, programe-se com antecedência e faça uma
determinado período que envolve a negociação, com o claro entendimento avaliação comparativa das linhas de crédito oferecidas pelos bancos.
das funções de cada parte, assim como os benefícios resultantes para elas.
Os relacionamentos baseados em confiança mútua, respeito, diálogo e
predisposição às mudanças, geram comprometimento e facilitam o alcance A Importância das
viver
“Devemos aprender a
dos objetivos.
Outra maneira de desenvolver a sua empresa é fazer parcerias com juntos como irmãos, ou
perecer Entidades de Classe
universidades locais utilizando mão-de-obra de estagiários que precisam juntos como tolos.”
As entidades de classe podem fornecer
praticar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, permitindo ainda, Martin Luther King informações importantes para o gerenciamento 37
“oxigenar” a empresa com idéias acadêmicas atualizadas e também participar
da empresa. Você ficará surpreso em perceber que
do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – Sistema FIEP para realizar
projetos socioambientais em parcerias com outras 180 instituições. muitos dos problemas e incertezas que possui são
semelhantes ao de outros empresários. A troca de informações é importante
para o fortalecimento das organizações. Não se filie apenas à associação da
Faça do Banco seu Parceiro qual sua empresa faz parte, una-se a várias Associações de Classe, Sindicatos,
eço pode
“Um trop Câmaras de Comércio. Esta participação é muito importante como instrumento
a.”
O banco pode ser um parceiro importante para alavancar evitar uma qued de relacionamento, podendo agregar valor ao seu negócio.
ler
o crescimento da empresa. A palavra endividamento Thomas Ful As Federações das Indústrias e do Comércio, o SESI, o SENAI, o IEL, o SENAC,
normalmente transmite uma conotação pejorativa. Essa o SESC, e o SEBRAE são entidades altamente capacitadas e profissionalizadas,
idéia, até justificável, foi formada por longos anos de juros que prestam relevantes serviços aos empresários, à comunidade e ao país e
abusivos que inviabilizavam a captação de recursos no sistema financeiro. Os são grandes fomentadoras de conhecimento em diversas áreas.
bancos, inclusive o BNDES, priorizavam as grandes empresas, sendo muito
escassos os recursos financeiros destinados às micro e pequenas empresas.
Isto contribuiu para uma estagnação no país. Desde a implantação do Plano
Real, esta situação vem se revertendo e direcionando o Brasil ao processo de
crescimento.
O Contrato Social e o Processo dá lucro, seja rápido em cessar as perdas não deixando aumentar o prejuízo
o que nos lembra a frase de Peter Druker: “Às vezes, o progresso mais significativo
conhece
Sucessório “Sáb io é o pai que
consiste em encerrar uma atividade, muito embora tenha sido iniciada
o.”
rio filh
seu próp ak espeare recentemente. A atividade poderá ser do tamanho errado ou poderá estar situada
Formalize adequadamente o Contrato Social, William Sh em local errado, ou também pode, no final das contas, tornar-se evidente que ela
que deve conter claramente as regras, direitos, não é a mais apropriada.”
deveres e atribuições que deverão ser seguidas
pelos sócios, seja no caso de dissolução, inclusão, exclusão ou alteração da
sociedade. A falta das regras claras só será percebida quando da eventual Lei Geral da Micro e Pequena Empresa
mar
dissolução da sociedade que, muitas vezes, ocorre de forma litigiosa. Uma s, recla
o s jo g ar pedra as, ou
sugestão importante é ter descrito no Contrato Social, o impedimento da A Lei Geral é o novo Estatuto Nacional das Microempresas e “Pode m
s , escalá-l
n e l a
opeçar
empresa e dos sócios para serem avalistas em outros negócios, evitando a dasEmpresasdePequenoPorte.InstituídapelaLeiComplementar delas, tr ”.
com elas
nº 123, de 14 de dezembro de 2006, vem estabelecer normas
construir thur Ward
William Ar
possibilidade de por em risco sua própria empresa.
gerais relativas ao tratamento a ser dispensado às Microempresas
Em caso de sucessão, é importantíssimo ter regras claras que irão nortear o
(ME) e às Empresas de Pequeno Porte (EPP), nos termos dos artigos
processo, definindo, por exemplo, se vai ser seguida a linha da profissionalização
146, 170 e 179 da Constituição Federal. Mais informações, acesse
da empresa ou quais serão as regras para a entrada de familiares na condução
www.leigeral.com.br
do negócio. Estatisticamente, 30% das empresas sobrevivem à segunda
geração, 15% à terceira e apenas 4% à quarta geração. Vários fatores podem Os principais benefícios previstos na Lei Geral são:
causar problemas que levam a esses índices. Por exemplo: a empresa foi • Unificação de apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União,
fundada com o objetivo de gerar recursos para atender às necessidades dos estados e dos municípios, inclusive com simplificação das obrigações fiscais
familiares de dois sócios. Com a vinda dos filhos e netos, muitas vezes, a acessórias;
38
38 39
empresa não gera lucro para atender tantas famílias. Uma alternativa para • Desburocratização;
evitar os problemas sucessórios é a Governança Corporativa e profissionalizar • Desoneração tributária das receitas de exportação e substituição tributária;
a empresa, nesse caso, os herdeiros irão receber dividendos proporcionais aos • Dispensa do cumprimento de certas obrigações trabalhistas e previdenciárias;
lucros da empresa das cotas que possuem. • Simplificação do processo de abertura, alteração e encerramento das MPEs;
• Facilitação do acesso ao crédito e ao mercado;
• Preferência nas compras públicas;
Encerrar uma Empresa que não • Estímulo à inovação tecnológica;
• Incentivo ao associativismo na formação de consórcios para fomentação de
dá Lucro é um Bom Negócio a é mais d
ifícil e, negócios;
“Nad so, do
tão precio • Incentivo à formação de consórcios para acesso a serviços de segurança e medicina
portanto, idir.”
Quando a empresa não se apresenta rentável paz de dec do trabalho;
que ser ca
aparte
Napoleão Bon
e foram tomadas todas as atitudes e cuidados • Regulamentação da figura do pequeno empresário, criando condições para sua
necessários para recuperá-la, deve-se tomar a decisão formalização;
de encerrar as atividades. Encare esta difícil atitude como • Parcelamento de dívidas tributárias para adesão ao Simples Nacional.
uma alternativa para o começo de um novo negócio.
Gerencie a empresa com uma visão profissional focada no negócio e não Protesto de títulos
de forma sentimental. No caso do encerramento de uma empresa que não • Direito de pagar apenas os emolumentos do tabelião, nada de acréscimos a título
de taxas, custas e contribuições para o Estado, carteira de previdência, fundo de
custeio, fundo do TJ, de associação de classe, etc;
• Não poderá ser exigido cheque de emissão bancária;
• Cancelamento do registro do processo não precisa da anuência do credor, salvo no
METAS E INDICADORES
caso de impossibilidade de apresentação do documento original. DOS OBJETIVOS DO MILÊNIO

Regime Tributário Único Objetivo 1 Metas Indicadores


• Regime único tributário (SIMPLES NACIONAL);
1. Proporção da população que ganha menos de um
• Desenvolvimento; 1. Reduzir pela metade, até dólar por dia.
• Sociedade de Propósito Específico (LC 128/2008, Art. 56). 2015, a proporção da popula- 2. Índice de hiato de pobreza (incidência x grau de
ção com renda inferior a um pobreza).
dólar por dia. 3. Participação dos 20% mais pobres da população
Resultados Acabar com a
na renda ou no consumo nacional.
• Redução da taxa de mortalidade das MPEs: em 2007, de cada 100 novas MPEs fome e a
miséria
abertas, 27 não completaram 1 ano. Há dez anos, 35 não completavam;
• Formalização: aumento das MPEs formais e, pela primeira vez, empregos formais 4. Prevalência de crianças (com menos de 5 anos)
2. Reduzir pela metade, até
abaixo do peso
no Brasil são maiores que empregos sem carteira de trabalho. Em 2007, 2,4 milhões 2015, a proporção da popula-
5. Proporção da população que não atinge o nível
ção que sofre de fome.
de pessoas ingressaram no mercado formal de trabalho; mínimo de crescimento dietético de calorias.
• As micro e pequenas empresas geram ocupações;
• As micro e pequenas empresas distribuem renda; Objetivo 2 Meta Indicadores

• Contribuem para a geração de impostos (15% da arrecadação ISS provém de MPEs 6. Taxa líquida de matrícula no ensino primário.
Educação 3. Garantir que, até 2015, todas
optantes Simples); 7. Proporção de alunos que iniciam o 1º e atingem
básica de as crianças, de ambos os se-
• Estão mais próximas e dependem mais das condições dadas no município. o 5º ano.
qualidade xos, terminem o ciclo comple-
8. Taxa de alfabetização na faixa etária de 15 a 24
• Autêntica reforma tributária; para todos to de ensino básico.
anos.
• Concretiza as diretrizes políticas da constituição;
40
40 Objetivo 3 Meta Indicadores 41
• Coloca as MPE como protagonista do desenvolvimento;
• Transforma o ambiente hostil ao desenvolvimento de empresas;
9. Razão meninos/meninas no ensino básico, médio
• Instrumento poderoso na geração do desenvolvimento - criação de emprego e e superior.
Igualdade
renda utilizando a força da MPE. 10. Razão entre mulheres e homens alfabetizados na
entre os 4. Eliminar a disparidade entre
faixa etária de 15 a 24 anos.
sexos e os sexos no ensino fundamen-
11. Percentagem de mulheres assalariadas no setor
valorização tal e médio até 2015.
não-agrícola.
da mulher
12. Proporção de mulheres exercendo mandatos no
parlamento nacional.

Objetivo 4 Meta Indicadores

13. Taxa de mortalidade de crianças menores de 5


Reduzir a 5. Reduzir em dois terços, até anos.
mortalidade 2015, a mortalidade de crian- 14. Taxa de mortalidade infantil.
infantil ças menores de 5 anos. 15. Proporção de crianças de 1 ano vacinadas contra
o sarampo.
Objetivo 5 Meta Indicadores Objetivo 8 Meta Indicador

12. Avançar no desenvolvi-


Melhorar a 6. Reduzir em três quartos, até 16. Taxa de mortalidade materna. mento de um sistema comer- Ajuda Pública para o Desenvolvimento - [ODA] Offi-
saúde das 2015, a taxa de mortalidade 17. Proporção de partos assistidos por profissionais cial e financeiro aberto, ba- cial Development Assistance
gestantes materna. da saúde qualificados. seado em regras, previsível e 32. Ajuda Pública para o Desenvolvimento (APD)
não-discriminatório. como porcentagem da renda nacional bruta dos pa-
(Inclui um compromisso com íses doadores membros da OCDE/Comitê de Ajuda
Objetivo 6 Metas Indicadores a boa governança, o desen- ao Desenvolvimento - CAD (meta de 0,7% no total e
volvimento e a redução da 0,15% para os PMA).
pobreza).
18. Taxa de prevalência de HIV/AIDS entre mulheres
grávidas na faixa etária de 15 a 24 anos.
19. Utilização de anticoncepcionais.
20. Número de crianças órfãs devido à AIDS. 33. Proporção de APD para serviços sociais básicos
7. Até 2015, ter detido e come- 13. Atender às necessidades
21. Taxas de prevalência e mortalidade ligadas à ma- (educação básica, cuidados de saúde primária, nutri-
Combater çado a reverter a propagação especiais dos países menos
lária. ção, água salubre e saneamento).
o HIV/Aids, do HIV/Aids. desenvolvidos.
22. Proporção da população das zonas de risco que 34. Proporção da APD sem vínculo.
a malária 8. Até 2015, ter detido e co- (Inclui: regime isento de direi-
utilizam meios de proteção e tratamento eficazes 35. Proporção da APD para o meio ambiente nos paí-
e outras meçado a reverter à propa- tos e não sujeito a quotas para
contra a malária. ses insulares em desenvolvimento.
doenças gação da malária e de outras as exportações dos países me-
23. Taxas de prevalência e de mortalidade ligadas à 36. Proporção da APD para o setor de transporte em
doenças. nos desenvolvidos; um progra-
tuberculose. países insulares.
24. Proporção de casos de tuberculose detectados e ma reforçado de redução da
Acesso a Mercados
curados no âmbito de tratamentos de curta duração dívida dos países pobres mui-
37. Proporção das exportações (por valores e excluin-
sob vigilância direta. to endividados (PPME) e anu-
do armas) livres de taxas ou quotas.
Todo mundo lação da dívida bilateral oficial;
38. Tarifas médias e quotas para produtos agrícolas,
trabalhando e uma ajuda pública para o
têxteis e vestuários.
Objetivo 7 Metas Indicadores pelo desen- desenvolvimento mais gene-
39. Subsídios agrícolas domésticos e para exporta-
42
42 volvimento roso aos países empenhados 43
ções nos países da OCDE.
na luta contra a pobreza).
40. Proporção da APD para promover o comércio.

25. Proporção da área de terras cobertas por florestas.


26. Área de terras protegidas para manter a diversida-
9. Integrar os princípios do de- de biológica.
senvolvimento sustentável nas 27. PIB por unidade de dispêndio de energia (como
políticas e programas nacio- padrão para a eficiência energética).
14. Atender às necessidades
nais e reverter à perda de re- 28. Emissões de Dióxido de Carbono (per capita)
especiais dos países sem aces-
cursos ambientais até 2015. (Duas outras formas de medir a poluição atmosférica:
Qualidade so ao mar e dos pequenos Es-
10. Reduzir à metade, até destruição da Camada de Ozônio e a acumulação de
de vida e tados insulares em desenvol-
2015, a proporção da popula- gases causadores do aquecimento global).
respeito vimento
ção sem acesso sustentável à 29. Proporção da população com acesso sustentável
ao meio (Por meio do Programa de 35. Proporção da APD para o meio ambiente nos paí-
água potável segura. a uma fonte de água tratada.
ambiente Ação para o Desenvolvi- ses insulares em desenvolvimento.
11. Até 2020, ter alcançado 30. Proporção de pessoas com acesso a saneamento
mento Sustentável dos Pe- 36. Proporção da APD para o setor de transporte em
uma melhora significativa nas público de qualidade.
quenos Estados Insulares países insulares.
vidas de pelo menos 100 mi- 31. Proporção de pessoas com acesso ao direito de
em Desenvolvimento e as
lhões de habitantes de bairros propriedade. (A separação entre urbano e rural de vá-
conclusões da vigésima se-
degradados. rios dos indicadores acima talvez seja relevante para
gunda sessão extraordiná-
monitorar o progresso na qualidade de vida dos ha-
ria da Assembléia Geral).
bitantes das favelas).

BIBLIOGRAFIA E FONTES DE PESQUISA
Sustentabilidade de Dívidas
15. Tratar de forma ampla o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná - www.fiepr.org.br
41. Proporção de cancelamento de débitos bilaterais
problema da dívida dos países
dos PPME – países pobres muito endividados. Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial - www.cpce.org.br
em desenvolvimento, fazendo
42. Percentual de Serviço de dívida por exportação
uso de medidas nacionais e Conf. Nacional das Entidades de Micro Pequena Empresas Industriais – www.conampi.com.br
de produtos e serviços.
internacionais, tornando suas
43. Proporção da APD concedida para aliviar dívidas. Dept. Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - www.dieese.org.br
dívidas sustentáveis a longo
44. Número de países que alcançam os pontos deci-
prazo. EmpresaBrasil! – Empreendedorismo - www.empresabrasil.com.br
sivos e conclusivos dos PPME.
Fairtrade Labelling Organizations International – www.fairtrade.net
Federação do Comércio do Estado do Paraná - www.fecomerciopr.com.br
Fundação Nacional de Qualidade – www.fnq.org.br
IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - www.ibge.gov.br
16. Em cooperação com os Instituto Empreender Endeavor Brasil – www.iee.org.br
países em desenvolvimento,
45. Taxa de desemprego entre os jovens com idade Lei Federal nº 8.069 de 13/07/90 – Funcriança - www.fundoproinfancia.org.br
formular e executar estratégias
de 15 a 24 anos. Lei Geral da Micro e Pequena Empresa – www.leigeral.com.br
que permitam trabalho digno
e produtivo aos jovens. Marxists Internet Archive – www.marxists.org
Ministério da Saúde – www.saude.gov.br
Nós Podemos Paraná – www.nospodemosparana.org.br
Núcleo de Manufatura Avançada - www.numa.org.br
Portal do Marketing – www.portaldomarketing.com.br
Portal do Voluntário – www.portaldovoluntario.org.br
17. Em cooperação com as
44
44 Portal Sebrae Paraná – www.sebraepr.com.br 45
empresas farmacêuticas, pro-
46. Proporção da população com acesso a medica-
porcionar o acesso a medica- Portal Sebrae São Paulo – www.sebraesp.com.br
mentos essenciais de forma sustentável.
mentos essenciais nos países
em vias de desenvolvimento. Prefeitura da Cidade de Maringá – www.maringa.pr.gov.br
Princípios do Pacto Global – www.pactoglobal.org.br
Sebrae – www.sebrae.com.br
Universia Brasil - www.universia.com.br
Universidade de Brasília - www.unb.br
Universidade de Campinas – www.unicamp.br
Universidade de São Paulo – www.usp.br
Livro Gestão Estratégica do Movimento Nacional Para Reestruturação das Empresas Brasileiras -
18. Em cooperação com o se-
tor privado, tornar acessíveis MNREB, com supervisão de José Tiago Rodrigues
os benefícios das novas tec- 47. Linhas telefônicas por 1.000 habitantes. Livro Vida com Qualidade – Prof. Gretz
nologias, especialmente nos 48. Computadores pessoais por 1.000 habitantes.
setores de informação e co- Publicação Conceitos Fundamentais da Excelência em Gestão – FNQ
municações. Revista Seu Sucesso – Editora Europa, edições de nov/06 e abr/07
Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, edição abr/07
Revista Exame PME – edição especial out/05
Cultura da Inovação e sua Implementação Empresarial - Marc Giget
Biologia Cultural - Humberto Maturana e Ximena D´Avila
SITES DE INFORMAÇÃO E SUPORTE CONSELHO PARANAENSE DE CIDADANIA EMPRESARIAL
Presidente de Honra Mario De Mari
Conselho Superior
www.abong.org.br www.leigeral.com.br Presidente Rodrigo Costa da Rocha Loures
www.acaovoluntaria.org.br www.marxists.org
Fórum de Desenvolvimento Coordenador Ramón Andrés Dória
www.bcb.gov.br/?CIDADAO www.mnreb.org.br
www.bndes.gov.br www.nospodemosparana.org.br Núcleo Executivo Coordenadora Carla Mocellin
www.conampi.com.br www.numa.org.br Fórum de Coordenação Coordenador Eduardo Damião da Silva
www.copel.com www.orbis.org.br/ Coordenador Sérgio Luiz Cequinel Filho
Núcleo Comércio, Serviço e
www.cpce.org.br www.pactoglobal.org.br
de apoio ao Desenvolvimento Vice-coordenadora Regina C. R. A. Zanchi
www.dieese.org.br www.periodicos.capes.gov.br
www.empresabrasil.com.br www.pmisp.org.br
www.ethos.org.br www.portaldomarketing.com.br Este guia é trabalho voluntário, redigido e elaborado por:
www.fairtrade.net www.portaldovoluntario.org.br
Heitor Côrtes Netto Saint Germain Panificadora e Confeitaria
www.fapesp.br www.portalodm.org.br
Clóvis Mainardi Ferreira Infinity Consultoria Empresarial
www.fcc.org.br www.rits.org.br
www.fecomerciopr.com.br www.saude.gov.br
www.fiepr.org.br www.sebrae.com.br Equipe de Projeto:
www.fiepr.org.br/fundoproinfancia www.ufpr.br Valdemir A. Martins CEF Caixa Econômica Federal
www.fiesp.org.br www.unb.br
Sérgio Luiz Cequinel Filho e
www.fnq.org.br www.unicamp.br COPEL Companhia Paranaense de Energia
Silvana Oliveira Geara
www.gife.org.br www.universia.com.br
www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/ www.unilehu.org.br/legislacao/ Carla Mocellin e
CPCE Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial
Elaine Cristina de Andrade
lei10097_2000.htm www.usp.br
www.ibge.gov.br www.utp.br Patrícia Pinheiro Comunicação e Relatórios Sociais

46
46 www.iee.org.br www.wikipedia.org Fabricio Fontolan Fonfisa Engenharia 47
www.ielpr.org.br revistapesquisa.fapesp.br Fabrizio Paiva HSBC Bank Brasil S.A.
Estefano Ulandowski Instituto Eko
Ligia Neves da Silva Itaipu Binacional
Izabela Lima Kraft Foods Brasil S.A.
Regina C. R. A. Zanchi e MNREB - Movimento Nacional para Reestruturação das
José Luis S. Karam Empresas Brasileiras
João Carlos Regis Régis Advocacia e Consultoria
Carlos Ogliari Volvo do Brasil Veículos Ltda.
Realização

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48
48