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ADMINISTRAÇÃO DO
ESTRESSE NO
AMBIENTE DE TRABALHO
- A EB
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 2
ESTRESSE.................................................................................................................................... 2
SAÚDE NO TRABALHO ............................................................................................................. 4
PERCEPÇÃO ................................................................................................................................ 4
AUTOCONHECIMENTO ............................................................................................................. 5
CONFLITOS .................................................................................................................................. 6
COMUNICAÇÃO .......................................................................................................................... 6
ESCUTA......................................................................................................................................... 7
FLEXIBILIDADE............................................................................................................................ 8
CRIATIVIDADE ............................................................................................................................. 8
AUTOCONFIANÇA ...................................................................................................................... 9
AUTOESTIMA ............................................................................................................................... 9
MOTIVAÇÃO ................................................................................................................................. 9
QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO ................................................................................... 9

Elaborado de acordo
com a ementa revisão
01.

1
INTRODUÇÃO

O estresse remonta a época das cavernas, onde o homem se expunha a toda


sorte de intempéries e perigos na busca por alimentos. As guerras, invasões,
revoluções e todos os tipos de episódios que provocavam mudanças eram fatores
estressores muito poderosos.
Atualmente não passamos por todas essas situações, mas somos uma
sociedade que tem pressa, obrigações, responsabilidades e compromissos que se
multiplicam a cada dia, e precisamos nos desdobrar para realizá-los. Comemos com
pressa, corremos de um lugar a outro, temos que lidar com a violência urbana, relações
humanas complexas, intolerância, falta de solidariedade, falta de companheirismo,
arbitrariedades, enfim, um número enorme de situações que podem nos levar ao
desequilíbrio.
Vivemos numa cultura que valoriza a rapidez, o imediatismo, a ponto de colocá-
lo no patamar de habilidade desejável. Instituímos um estilo de vida que gera
patologias típicas desse modo de viver, como a hipertensão, problemas gástricos,
intestinais, depressão, distúrbios de ansiedade, baixa imunidade, etc.
Situações que envolvem algum tipo de pressão ou competição são
inerentemente estressoras. Em qualquer um dos casos, o respeito aos seus limites e a
noção de sua disponibilidade para se transformar e crescer é fundamental em
momentos estressantes. Guardadas as devidas proporções de responsabilidade, o
stress não é um privilégio deste ou daquele cargo, mas envolve a maneira como a
pessoa lida com as situações desafiadoras ou críticas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que as empresas brasileiras
gastam bilhões de reais com despesas decorrentes de acidentes e doenças
relacionadas ao trabalho e ao stress. Tais custos evidenciam a necessidade de
programas de prevenção, abrangentes a uma multiplicidade de fatores causais e
relevantes, relacionados ao stress e às doenças ocupacionais.

ESTRESSE

O estresse faz parte da vida e serve para restabelecer o equilíbrio interior


alterado pelas diferentes exigências exteriores. É uma resposta interna de preparação
para enfrentarmos e nos defendermos do inesperado, e é necessário à nossa
sobrevivência. É uma palavra derivada do inglês, stress, que significa o conjunto de
reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa e outras,
capazes de perturbar-lhe a homeostase, que é o conjunto de ajustamentos
compensatórios que tem por missão enfrentar qualquer ameaça à estabilidade da
personalidade.
O estresse pode ser observado pelo menos em duas dimensões: pode ter um
resultado positivo, eustress, ou negativo, distress, em relação ao esforço gerado pela
tensão mobilizada pela pessoa. O eustress é o equilíbrio entre esforço, tempo,
realização e resultados, sendo um aspecto positivo de lidar com as pressões. A pessoa
consegue vencer desafios. Já o distress é o rompimento do equilíbrio biopsicosocial por
excesso ou falta de esforço, incompatível com tempo, realização e resultados. A
pessoa não consegue vencer os desafios e percebe-os como ameaça, gerando um
desequilíbrio patológico e uma debilidade física e psicológica de intensidades variáveis
em todas as esferas da vida.

2
Em 1974, o pesquisador e médico norte americano, Freudenberger, identificou e
nomeou o estresse no ambiente de trabalho como Síndrome de Burnout (Burn =
queima e out = exterior), que é um termo psicológico que descreve o estado de
exaustão prolongada e diminuição de interesse especialmente em relação ao trabalho
da pessoa acometida. Toda pessoa exposta a estímulos e informações reage de uma
maneira particular: o estresse é justamente a reação não específica que acomete a
quem é exposto a estressores. Estressores são os fatores e situações que
desencadeiam uma reação de estresse.
Os estressores podem ser desagradáveis e dolorosos ou desejáveis e
agradáveis. Por exemplo: o divórcio é quase sempre um evento doloroso, já o
casamento é um evento geralmente agradável. Ambos são estressores importantes e
podem provocar o mesmo tipo de excitação, emoção, palpitação, lágrimas, etc.

A reação de estresse se manifesta nos campos:

Fisiológico
Psicológico
Comportamental

Efeitos negativos do estresse:

Irritação;
Distúrbios digestivos;
Dores de cabeça;
Diabetes;
Ulceras;
Distúrbios metabólicos;
Distúrbios psíquicos;
Hipertensão arterial;
Colesterol;
Ansiedade.

Os mais frequentes estressores relacionais da vida profissional:

Pressão hierárquica;
Conflitos com colegas de trabalho de subordinados;
Criticas negativas;
Falta de motivação;
Falta de reconhecimento;
Dificuldade na comunicação;
Mudanças decorrentes de reestruturações;
Tomadas de decisões;
Quantidade de informações e de problemas a serem resolvidos rapidamente;
Descompasso entre o trabalho prescrito e o trabalho realizado;
Descompasso entre as tarefas e os meios disponíveis para a sua realização.

Estressores materiais e pessoais mais frequentes:

Barulho;
Transporte;
3
Falta de dinheiro;
Condições de moradia: obra, vizinhança, valor de aluguel, condomínio, etc.

Estressores ligados a vida pessoal:

Conflitos familiares;
Problemas com vizinhos;
Conflitos com namorados ou cônjuges;
Problemas com sócios e dificuldades comerciais.

Como consequência temos:

Frustração - Expectativas e opiniões criadas sobre acontecimentos, fatos e


pessoas, das quais não temos controle nem confirmação;
Ansiedade - Estado emocionalmente desagradável e apreensivo;
Angústia - Manifestação superlativa da ansiedade;
Depressão - Síndrome psicopatológica caracterizada por abatimento físico ou
moral (tristeza, desolação, perda de interesse, perda de amor próprio, insônia,
fadiga, anorexia, etc.).

SAÚDE NO TRABALHO

Saúde é o estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mentais se


encontram em situação normal. É o estado do que é sadio ou são. A máxima "mente sã
em corpo são" deveria ser um caminho natural a ser seguido, no entanto, não é o que
frequentemente acontece, porque além de todo o bombardeio que nos é imposto pela
atual vida frenética que levamos, nossos processos mentais são desconhecidos para
nós, o que nos impede de reconhecer nossas dificuldades, muitas vezes decorrentes
de nossas crenças, para que possamos identificá-las e resolvê-las.
Passamos grande parte de nossas vidas no ambiente de trabalho e, além dos
fatores externos, um dos motivos de estresse são as relações interpessoais. Surge,
então, a necessidade de atuar de novas formas, buscando uma nova visão, novas
maneiras de pensar e agir sobre nós mesmos, pessoas, acontecimentos e fatos.
A saúde física, mental e emocional é nosso maior patrimônio e é fundamental
para superar os obstáculos naturais de nossa longa caminhada rumo as nossas metas
e objetivos em todas as áreas da vida. A boa alimentação, a prática de atividades
físicas regulares e uma boa noite de sono são quesitos necessários, dentre outros,
para se trilhar o bom caminho da saúde.

PERCEPÇÃO

As informações que chegam ao nosso cérebro, provenientes de fontes externas,


são interpretadas à luz de todos os sinais sensoriais que estão a eles associados pelos
cinco sentidos de percepção.
A aquisição de uma informação ativa mecanismos neurais voltados para avaliar
e conduzir a formação de percepções e conceitos que passam por um sistema de filtros
internos, onde são interpretados com base em nossas crenças, valores, contexto
emocional e experiência prévia armazenada na memória.

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Armazenamos os resultados desta avaliação na memória e criamos uma
representação interna. Reapresentamos as informações para nós mesmos na forma de
imagens, sons e sensações. Evocamos nossas representações internas por meio de
um diálogo contínuo através de estímulos do meio externo e com base em nosso
mundo interior.
Ocorre que esta realidade que percebemos em nossa mente não é
necessariamente o mundo verdadeiro, mas sim um mapa criado por nós. A realidade
não é conhecida e sim percebida neurologicamente através dos cinco sentidos e
subsequentemente representada internamente através de imagens, sons, sensações e
palavras.
Cada indivíduo cria modelos (mapas) do mundo a partir de informações
sensoriais do ambiente, recordações do passado e interpretação do que seja a
realidade. A percepção que criamos é determinada por nossos estados emocionais,
assim como quando experimentamos sensações de alegria, tristeza, excitação,
satisfação, etc. As pessoas interagem com este “mapa” e não diretamente com a
realidade. O mapa determina como se interpreta os acontecimentos da vida e o
significado que damos a eles. Geralmente é o mapa individual que limita, não o mundo
em si.
Não há fracassos. Na verdade, existem somente resultados que podem fornecer
“feedback” do que precisa ser modificado. Nenhum mapa individual do mundo é mais
verdadeiro e real do que o mapa de qualquer pessoa. Enriquecer o mapa pessoal
promove mais escolhas ao lidar com o mundo complexo e conhecer o mapa do outro
possibilita melhorar a comunicação e os relacionamentos.
A fisiologia é o resultado de nossos pensamentos (mapa interno). Mudando a
fisiologia, podemos alterar como nossa mente processa as informações e vice-versa,
formando um ciclo constante de interações. Em suma, dependendo de como
pensamos, podemos aprender a permitir que nossos sentidos nos sirvam melhor,
aumentando significativamente nossa qualidade de vida, que é essencial para lidarmos
com a complexidade e os desafios do mundo contemporâneo. A percepção decide a
ação das pessoas para o sucesso ou insucesso.

AUTOCONHECIMENTO

É muito importante fazermos uma auto avaliação para ver até que ponto somos
responsáveis pelas coisas que ocorrem em nossas vidas, pela qualidade dos
relacionamentos e pela qualidade de vida que temos tido até então. Precisamos
compreender o porquê de nossos comportamentos para que sejamos capazes de
construir bons relacionamentos ou ao menos evitar mal entendidos.
Somos capazes de influenciar comportamentos e utilizar algumas defesas para
rejeitar possíveis ameaças e temos que ser conscientes ao atuarmos desta forma.
Devemos ter o cuidado de não enquadrar os outros no nosso modo de pensar ou
perceber os fatos pois, do contrário, estaremos criando difíceis obstáculos ao bom
relacionamento e estaremos estereotipando pessoas a partir do nosso ponto de vista.
É importante que, ao percebermos as pessoas, tenhamos claro tudo aquilo que
possa influenciar ou interferir em nossa avaliação sobre elas, devemos ficar atentos às
visões pré-concebidas que possamos ter do outro a partir de nossas próprias
limitações.

5
CONFLITOS

Os conflitos são inerentes a vida humana. Cada pessoa é única e singular, com
visões de mundo diferentes, valores e expectativas distintas com relação a temas e à
relação com o outro.
Os conflitos decorrem dos manejos dessas diferenças e têm origem em
divergências a respeito de interesses, ideias e posições. Podem também ser causados
por diferenças de percepções, valores, procedimentos e por problemas de
comunicação.
Poderíamos dizer que conflito é a dificuldade de lidar com diferenças nas
relações e diálogos, associada a um sentimento de impossibilidade de coexistência de
interesses, necessidades e pontos de vista. São três os caminhos do conflito:

Recusa do Conflito – é o caminho que conduz a impossibilidade ou recusa ao


diálogo, gera inquietação, irritabilidade e ansiedade.
Caminho Declarado – é o caminho da guerra, da luta, que resulta com a
intenção declarada das partes em eliminar o outro.
Caminho Assumido – é o caminho da busca da solução do problema, cada uma
das partes aceita, automaticamente, examinar a situação existente e pode levar
esse esforço na colocação prática de uma solução. O conflito é transformado em
um problema a ser resolvido.

Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre um conflito é negativo, ele


pode ser positivo, o que neste caso vai gerar um estímulo à mudança, inovação e
criatividade, transformação de valores, aprofundamento de relacionamentos e
autoconhecimento.
Em suma, o conflito, se abordado de forma apropriada, pode ser um importante
meio de conhecimento, amadurecimento e aproximação de seres humanos.

COMUNICAÇÃO

Comunicação é uma palavra derivada do termo latino "communicare", que


significa "partilhar, participar algo, tornar comum". Através da comunicação, os seres
humanos e os animais partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de
comunicar uma atividade essencial para a vida em sociedade.
Independentemente da intenção, o significado da comunicação é a resposta que
se obtém. Para que a comunicação aconteça são necessários quatro fatores: o
Emissor, que transmite a mensagem; o Receptor, que recebe a mensagem, a
Mensagem, que é o conteúdo a ser transmitido e o Canal, que é a forma como a
mensagem é passada.
Quando a comunicação se realiza por meio de uma linguagem falada ou escrita,
denomina-se comunicação verbal. É uma forma de comunicação exclusiva dos seres
humanos e a mais importante nas sociedades humanas.
As outras formas de comunicação que recorrem a sistemas de sinais não
linguísticos, como gestos, expressões faciais, imagens, etc., são denominadas
comunicação não verbal.
A comunicação realiza-se adequadamente se a mensagem for interpretada da
mesma maneira pelo comunicador e pelo recebedor da comunicação. Eles podem
discordar, mas, se um apreende precisamente os pensamentos do outro, a
comunicação foi satisfatória.
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Quando a comunicação se estabelece de forma inadequada entre pessoas ou
entre grupos, resultam alguns fenômenos psíquicos chamados:

bloqueios - quando a comunicação é completamente interrompida;


filtragens - quando apenas parte da comunicação é recebida;
ruídos - quando a mensagem é assimilada de forma equivocada.

As pessoas se comunicam de muitas maneiras diferentes. Uma delas é por meio


das palavras ou números, figuras e objetos. Outra, ainda, envolve métodos não
verbais, como s variações no tom, força e qualidade da voz, grunhidos, suspiros,
sorrisos, expressões faciais e movimentos corporais. Todos estes meios comunicam
tão bem,ou melhor, que as palavras, especialmente quando informam atitudes,
disposições, emoções e sentimentos.
Existem diferentes canais de comunicação, são eles: o visual, o auditivo e o
cinestésico. As melhores comunicações são as que usam as três linguagens.
Cada um de nós tem um canal mais forte que o outro, é por esse canal que as
“antenas” captam melhor as informações.

Os Cinestésicos se ligam principalmente nos movimentos e nas sensações do


corpo (olfato, gustação, tato, emoções e sentimentos);
Os Auditivos se ligam nos sons, nas variações do tom da voz, baixo, alto, grave,
agudo, suave, etc.
Os Visuais se ligam nas imagens claras e nítidas, para somente depois
utilizarem os outros canais. São mais rápidos e em maior número

Calcula-se que apenas 7% do impacto emocional da mensagem transmitida por


uma pessoa provêm das palavras, o restante é proveniente do tom de voz, da fisiologia
e da linguagem corporal. Por isso a comunicação não verbal é parte muito importante
na transmissão das mensagens.

ESCUTA

Podemos escutar sem ouvir? Podemos ouvir sem escutar? Percebemos bem o
matiz entre ouvir e escutar? Excetuando-se o caso do surdo que escuta sem ouvir, é
possível, lamentavelmente, ouvir sem escutar. Como? Simplesmente escutando
distraidamente, enquanto pensamos em outra coisa.
Escutamos alguém que nos fala de suas férias. Logo, estaremos pensando nas
nossas e não o ouviremos absolutamente, ainda que o estejamos escutando. Exceto
sonhar enquanto dormimos, é muito difícil fazer duas coisas ao mesmo tempo.
Escutar exige uma atenção especial. Ouvimos mais do que escutamos quando
nossa meta é escutar o que ouvimos. Meditaremos sobre este pensamento: “Eu sei
que você acha que compreende o que eu disse, mas não sei se percebe que o que
você ouviu não é o que eu quis dizer”.
Escutar é a primeira habilidade de linguagem que desenvolvemos. Quando
pequenos, escutamos antes de falar, falamos antes de ler e lemos antes de escrever.
Por isso, nossa habilidade de falar, ler e escrever está diretamente relacionada com
nossa habilidade de escutar. Escutar é comprometer-se com três etapas distintas,
porém inter-relacionadas: ouvir, prestar atenção em quem está falando e fazer um
esforço para compreender o que o emissor disse.

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O fator mais importante para uma comunicação eficaz não é somente a
habilidade de usar bem a linguagem ou apresentar o nosso ponto de vista, mas sim a
habilidade de escutar bem o ponto de vista da outra pessoa. Escutar bem pressupõe:

Querer escutar - o receptor deve estar aberto à comunicação.


Prestar atenção às ideias – ater-se aos fatos e não às considerações pessoais.
Ser flexível – não ficar querendo a unanimidade de opiniões, porque ela não
existe.
Deixar os preconceitos de lado – prestar atenção aos argumentos do outro e
evitar julgá-lo antecipadamente.
Não interromper quem fala – quando duas pessoas falam ao mesmo tempo,
nenhuma das duas ouve o que a outra está dizendo.

FLEXIBILIDADE

É a capacidade de enfrentar situações de maneira maleável, aceitando o novo


de forma aberta e confiante, respondendo prontamente a novas ideias, perspectivas,
estratégias e posições. É o desejo de se adaptar, é a sua atitude. A versatilidade é a
sua habilidade para se adaptar, é a sua aptidão.

Características da flexibilidade: confiança, tolerância, empatia, positivismo e


respeito pelos outros.
Características da versatilidade: persistência, visão, atenção e autocorreção.

CRIATIVIDADE

A capacidade de criar, inovar, buscar novas e melhores alternativas é um traço


característico de pessoas que não se contentam em simplesmente passar pela vida,
mas que inegavelmente buscam marcar presença durante sua existência.
A criatividade como fator de qualidade dos homens é uma característica inerente
de cada ser humano, podendo e devendo ser continuamente exercitada. É uma das
mais poderosas armas para o sucesso.
Criatividade implica transformar ideias em soluções, perseguir o que
acreditamos e transformar o ambiente. Quando rompemos com os condicionamentos,
acionamos os processos criativos, adquirimos um julgamento próprio. Utilizar a
criatividade ajuda muito no processo de aprendizagem para que se garanta a não
limitação e se torne ativo na solução de problemas.
Exercícios fundamentais para a prática da criatividade: escute e aproveite as
experiências de outras pessoas, aproveite seus sucessos anteriores na solução de
problemas atuais, procure ampliar seus conhecimentos, avalie suas limitações e suas
potencialidades, experimente novas saídas para os problemas,considere as diferenças
entre as pessoas, não coloque suas verdades como absolutas, analise um problema
sob vários pontos de vista, diante de um problema aparentemente insolúvel, procure
ouvir pessoas.
Essas duas características, flexibilidade e criatividade, estão interligadas.
Usando a flexibilidade e a criatividade, teremos resultados inusitados em nossas
relações interpessoais.

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No ambiente de trabalho, essas duas características são primordiais para que
evitemos o estresse. Respire fundo! Analise! Surgirão ideias novas. Se o que você está
fazendo não está funcionando, faça outra coisa.
Quando você sabe o que quer e sabe o que está conseguindo, quanto mais
estratégias tiver, melhor. Quanto mais escolhas tiver no seu estado emocional, no seu
estilo de comunicação e nas suas perspectivas, mais chances de sucesso você tem.
Um lembrete: evite colocar seu ego no meio desse processo, pois ele não
admitirá que você seja contrariado, seria o uso do orgulho próprio usado
indevidamente.

AUTOCONFIANÇA

Autoconfiança é a convicção que uma pessoa tem de ser capaz de fazer ou


realizar alguma coisa. É ela que nos dá liberdade e autonomia para arriscar, ir até os
limites e fazer as mudanças necessárias. É confiar em si e no poder de realizar aquilo a
que se propõe, é ultrapassar obstáculos, superar problemas imprevistos e vencer
desafios.
Todos nascem com a capacidade de cultivar a autoconfiança, a diferença está
entre aqueles que escolhem treiná-la e mantê-la sempre ativa e os outros que deixam
que a mesma se escape por entre os dedos.
Todos, independente da idade, sexo, religião e profissão, podem ser
autoconfiantes e podem usar esta fantástica dádiva para serem mais e melhores, para
atingirem o sucesso que verdadeiramente desejam.

AUTOESTIMA

É o conhecimento que o indivíduo tem de si, é a percepção interior de sua


autoimagem. A autoestima envolve um pensamento de confiança, é formada na
infância e nos acompanha por toda a vida.

MOTIVAÇÃO

Motivação é a força propulsora (desejo) por trás de todas as ações do ser


humano. É o processo responsável pela intensidade, direção, e persistência dos
esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta. A motivação é
baseada em emoções pela busca de experiências emocionais positivas.
Não é mera coincidência o fato de que as palavras Motivo e Emoção
compartilhem a mesma raiz do latim “motere”, ou seja, mover. As emoções são,
literalmente, o que nos move e nos impulsiona na direção de nossas metas. Elas
alimentam nossas motivações e nossos motivos. Um grande trabalho começa com um
grande sentimento.

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

A qualidade de vida no trabalho hoje pode ser definida como uma forma de
pensamento envolvendo pessoas, trabalho e organização, onde se destacam dois
aspectos importantes: a preocupação com o bem-estar do trabalhador e com a eficácia
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organizacional e a participação dos trabalhadores nas decisões e problemas do
trabalho.
Muito se tem falado sobre a qualidade de vida no trabalho. Mas a satisfação no
trabalho não pode estar isolada da vida do indivíduo como um todo.
A Qualidade de Vida no Trabalho – QVT busca humanizar as relações de
trabalho, no sentido de conciliar os interesses dos trabalhadores e da organização.
Embora as mudanças e quebras de paradigmas sejam difíceis, são
extremamente necessárias para que a produtividade humana em seu ambiente de
trabalho não seja afetada. Nesta era da informação e do conhecimento, torna-se
essencial investir no ser humano e gerar seu bem-estar, pois é ele o maior recurso de
uma empresa. Investir na saúde, na qualidade de vida, e no bem-estar das pessoas
não representa prejuízo para a empresa, ao contrário, o aumento de produtividade
implica em um aumento da satisfação dos funcionários, promovendo baixos índices de
absenteísmos e rotatividade.
É importante ressaltar que a QVT não pode ser confundida com a distribuição de
benefícios. As organizações que proporcionam, aos seus colaboradores, facilidades
tais como horários flexíveis, assistência médica e educacional, além de atividades
culturais e de lazer, extensivas as suas famílias, e realizam atividades que envolvem e
beneficiam a comunidade em que vivem, indicam uma maior sensibilidade em relação
a eles.
No entanto, isto não é o bastante. É preciso ir mais além, muito mais pode ser
feito. Torna-se imprescindível que a QVT não seja planejada e implementada levando
em consideração apenas o ambiente interno da organização, mas que leve em conta,
sobretudo, o ambiente externo, ou seja, o contexto familiar, social, político e econômico
em que o indivíduo, como ser total, está inserido, influenciando e sendo influenciado.
A Organização deve buscar permanentemente uma melhor Qualidade de Vida
no Trabalho promovendo ações para a integração e desenvolvimento pessoal e
profissional de seus servidores, deve divulgar sua missão e objetivos a todos facilitando
o acesso às informações relativas aos resultados que pretende alcançar; treinar e
desenvolver as pessoas contribuindo para as mudanças de comportamento
necessárias; investir em melhorias dos processos contribuindo para reduzir o trabalho
penoso e repetitivo; reestruturar e enriquecer os cargos a fim de aumentar a
responsabilidade e autonomia tornando o trabalho mais gratificante; formar gestores
éticos, competentes, com habilidade para se relacionar adequadamente com os
subordinados; promover melhorias contínuas nas condições de trabalho, segurança,
horários e regras; remunerar de forma justa; incentivar as relações interpessoais
baseadas no respeito e consideração; implantar sistemas de feedback que permitam
aos empregados saberem de que forma são avaliados; patrocinar programas de
conscientização e de ajuda no desenvolvimento de hábitos saudáveis e estimular a
reflexão sobre a importância e responsabilidade pessoal com a Qualidade de Vida no
Trabalho; desenvolver a consciência dos indivíduos sobre os aspectos motivacionais;
identificar ações que possam contribuir para uma vida melhor na organização ; enfim,
deve desenvolver e implantar programas específicos que envolvam o grau de
satisfação da pessoa com o ambiente de trabalho, melhorando as condições
ambientais gerais, promovendo a saúde, a segurança, a integração social, o
desenvolvimento das capacidades humanas, entre outros fatores.
O ser humano traz consigo sentimentos, ambições; cria expectativas, envolve-
se, busca o crescimento dentro daquilo que desenvolve e realiza. Então, é preciso que
deixemos de lado aquela ideia de que o homem trabalha tão somente para a obtenção
do salário, que nega seus sentimentos, que não se frustra com a falta de crescimento,
que não se aborrece com o total descaso dos seus gestores que apenas lhe cobram a

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tarefa e não o orientam para a real situação da empresa, que lhe negam o acesso às
informações, que o tratam apenas como uma peça a mais no processo de produção. É
necessário que saibamos que, cada vez que ele entra na empresa, está entrando um
“ser” integrado e indivisível, com direito a todos os sonhos de autoestima e
autorealização.

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