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SÉRIE ESPADA DO ESPÍRITO A

AUTOR DA SÉRIE

COLIN DYE é pastor sênior do Kensington Temple e líder da The London City Church e um conjunto de igrejas,
ministérios e células, que alcança toda a cidade. É autor abençoador com mais de 40 livros escritos - cobrindo
aspectos importantes da vida da Igreja, profundamente interessado em ver a Igreja atuante na sociedade de
maneira que seja tanto relevante quanto poderosa. É membro ativo da equipe de liderança nacional do
ministério Elim das Igrejas Pentecostais na Inglaterra. Elim Pentecostal Churches National Leadership Team.
Mora em Londres com sua esposa Amanda e tem uma filha, Elizabeth.

LIVROS:

1. Oração Eficaz 7. Conhecendo o Pai


2. Conhecendo o Espírito 8. Alcançando o Perdido
3. Governo de Deus 9. Ouvindo a Deus
4. Fé Viva 10. Conhecendo o Filho
5. Glória na Igreja 11. Salvação pela Graça
6. Ministério no Espírito 12. Adoração em Espírito e em Verdade

VISÃO
Aperfeiçoamento dos Santos para a obra do ministério, na edificação do corpo de Cristo,
através da Entidade Educacional de Ensino Bíblico

1
ÍNDICE A
1. ORAÇÃO EFICAZ -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------03
1.2. AULA 02 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------09
1.3. AULA 03 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------12
1.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------16
2. CONHECENCO O ESPÍRITO ------------------------------------------------------------------------------------------------------------19
2.2. AULA 02 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------24
2.3. AULA 03 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------27
2.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------30
3. GOVERNO DE DEUS ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------35
3.2. AULA 02 -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------40
3.3. AULA 03 ------------------------- ----------------------------------------------------------------------------------------------------42
3.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------44
4. FÉ VIVA -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------47
4.2. AULA 02 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------51
4.3. AULA 03 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------54
4.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------- ----------------------57
5. GLÓRIA NA IGREJA ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------59
5.2. AULA 02 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------64
5.3. AULA 03 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------68
5.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------72
6. MINISTÉRIO NO ESPÍRITO -------------------------------------------------------------------------------------------------------------77
6.2. AULA 02 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------80
6.3. AULA 03 ----------------------------------------------------------------------------------------------- ------------------------------84
6.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------86
7. CONHECENDO O PAI ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 91
7.2. AULA 02 ---------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------------------- 97
7.3. AULA 03 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 100
7.4. AULA 04 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 103
8. ALCANÇANDO O PERDIDO ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- 107
8.2. AULA 02 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 112
8.3. AULA 03 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 115
8.4. AULA 04 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 118
9. OUVINDO A DEUS --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 121
9.2. AULA 02 --------------------------------------------------------------------------------------------------- ------------------------ 126
9.3. AULA 03 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 130
9.4. AULA 04 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 135
10. CONHECENDO O FILHO -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 139
10.2. AULA 02 --------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------- 145
10.3. AULA 03 ---------------------------------------------------------------------------- ------------------------------------------- 149
10.4. AULA 04 ---------------------------------------------------------------------------------------- ------------------------------- 152
11. SALVAÇÃO PELA GRAÇA ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 157
11.2. AULA 02 -------------------------------------------------------------------------------------- ----------------------------------161
11.3. AULA 03 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 163
11.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------167
12. ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E EM VERDADE -------------------------------------------------------------------------------------- 171
12.2. AULA 02 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 174
12.3. AULA 03 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 177
12.4. AULA 04 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------181

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AULA 01
A Oração no Antigo Testamento
A Oração no Novo Testamento
O Espírito e a Oração

1. A Oração no Novo Testamento


1.1. Termos para oração no Antigo Testamento: Seis verbos hebraicos para descrever a maneira s diferentes de
homens e mulheres orarem a Deus. A palavra ‘oração’ é usada para descrever todo tipo de comunicação do
homem e da mulher com Deus.

 Quara – chamar por  Shaal – pedir, pedir para, inquirir


 Palal – orar  Chalah – rogar
 Paga – aproximar-se a fim de suplicar  Zaaq - chorar, clamar, chamar

GN:4-26, “Sete foi pai e deu a seu filho o nome de Enos, que foi o primeiro a proclamar o Nome do Senhor. ” os profetas
eram as únicas pessoas que intercediam a Deus no Antigo Testamento, visto que só eles tinham a unção necessária do
Espírito, que os habilitava a aproximarem-se da presença de Deus.

1.2. Posições para orar usadas no Antigo Testamento:


 Em pé: I SM:1-9b e 10, “Ana se levantou e, com alma sofrida, chorou muito e orou ao Senhor. ”
 De joelhos: SL:95-6, “Vinde! Adoremos prostrados e nos ajoelhemos perante o Senhor, o nosso Criador. ”
 Prostrado: I RS:18-42, “Enquanto Acabe caminhava para seu desjejum, Elias subiu ao cume do monte Carmelo,
prostrou-se inclinou-se até o chão e colocou o rosto entre os joelhos. ”
 Sentado: II SM:7-18, “Então o rei Davi entrou na tenda da Arca, sentou-se diante do Senhor e orou assim...”
 Mãos levantadas: SL:63-4, “Sim, por toda a minha vida eu Te bendirei e erguerei meus braços invocando o teu
Nome. ”

1.3. A oração no Pentateuco:


 Conversa com Deus: GN:15-2 a 8, “Contudo Abrão, declarou: ‘Ó Todo-Poderoso Senhor, meu Deus...”
 Intercessões importantes: GN:17-18, “Então Abraão sugeriu a Deus: ‘Concede, pois ó Senhor, que Ismael seja
abençoado e se torne meu herdeiro. ”
 Pedidos pessoais: GN:24-12, “Então orou: Senhor, Deus de meu senhor Abraão, sê-me hoje propício e mostra tua
benevolência para com meu senhor Abraão! ”
 Bênçãos familiares: GN:49-28, “ Todos esses filhos de Jacó formam as tribos de Israel, em número de doze, e
foram essas as palavras profetizadas por seu pai quando os reuniu. Ele os abençoou a todos, todavia a cada um
deu uma palavra particular. ”
 Juramentos e votos: DT:32-40, “ Levanto a minha mão para os céus e proclamo: Juro pelo meu próprio
Nome. ” Pelo próprio Deus
 A oração sacrifical: Ligada ao sacrifico, GN:13-4, “ Abraão voltou ao altar que ele mesmo havia edificado e adorou
a Deus, invocando o Nome do Senhor. ”

1.4. A oração nos livros do reino: Orações feitas por grandes homens da época:
 Samuel: I SM:15-11, “Arrependo-me de haver promovido do Saul à realeza, porquanto ele se afastou de mim e
não seguiu as minhas orientações! Então Samuel ficou muito magoado e clamou ao Senhor a noite toda. ”

-3-
 Davi: II SM:2-1, “Passados esses acontecimentos Davi consultoua Deus, o Senhor: ...”
 Elias: I RS:17-20, “Em seguida, clamou ao Senhor dizendo: ‘O meu Deus...”
 Esdras: ED:8-21, “Então, ali perto do riacho Aava, dei ordem para que houvesse um dia dedicado ao jejum. Todos
nós deveríamos nos ajoelhar em sinal de humilhação e orarmos, suplicando a Deus que nos dirigisse nossa
viagem, nos protegesse juntamente com nossos filhos e os bens que levávamos. ”
 Neemias: NE:2-4, “Então, o rei me perguntou; ‘O que estás desejando me pedir? E, neste instante fiz uma rápida
oração ao Deus dos céus. ”

A palavra relata em algumas passagens lugares especiais como ‘lugares altos’ onde algumas orações eram feitas, assim
também como o jejum sendo acompanhado por oração.

1.5. A oração nos Salmos:


 Orações que pedem a Deus por benção e proteção – SL: 86 e 102
 Orações de louvor e agradecimento – SL:47, 68, 104 e 150
 Orações por livramento – SL:38 e 88
 Orações que confessam fé em Deus como Criador, Senhor, Rei, Juiz etc. - SL: 33, 94, 97, 136, 145
 Orações de arrependimento súplica e perdão – SL: 6, 32, 38, 51, 102, 130 e 143
 Orações que imploram por vingança – SL: 35, 59, 109
 Orações de sabedoria ou instrução – SL: 37, 45, 49, 50, 78, 104 e 107
 Orações que fazem perguntas – SL: 16, 17, 49, 73 e 94
 Orações que louvam a Palavra de Deus – SL: 1, 19 e 119
 Orações derramando o coração – SL: 42, 62, 102 e 142
 Orações que passam de louvor a queixa, de confissão à depressão, de devoção a vingança – SL: 57, 69 e 139
 Orações coletivas – SL: 60, 79 e 80
 Orações de extrema urgência – SL: 13, 28, 44 e 70

1.6. A oração nos livros proféticos: ‘Os profetas’: Isaías: IS: 64-12, “E então Senhor? Depois de ver tanto sofrimento
ainda conseguirá te conter? Poderás permanecer em silêncio e seguiras nos castigando além do que podemos
suportar? ” Daniel: DN:9-3, “Então voltei meu rosto ao Eterno Deus, a fim de busca-lo mediante orações e suplicas,
em jejum, vestido de luto em panos de saco, e coberto de cinza. ”

2. A Oração no Novo Testamento


2.1. A vida de oração de Jesus na terra:

 De manhã cedo (madrugada) – MC:1-35, “De madrugada, em meio a escuridão, Jesus levantou-se, saiu da casa
e retirou-se para um lugar deserto, onde ficou orando. ”
 Tarde da noite – LC:6-12, ”E ocorreu naquela ocasião que Jesus se retirou para um monte a fim de orar, e
atravessou a noite em oração a Deus. ”
 No Seu batismo – LC:3-21, “E ocorreu que quando todos o povo estava sendo batizado, da mesma maneira Jesus
o foi; e no momento em que Ele estava orando, o céu se abriu. ”
 Após muita ministração – MC:6-46, “Tendo-o despedido, subiu a um monte para orar. ”
 Por uma noite antes de escolher os doze discípulos – LC:6-12, “E ocorreu naquela ocasião que Jesus se retirou
para um monte a fim de orar, e atravessou toda a noite em oração a Deus. ”
 Sozinho na presença de seus discípulos – LC:9-18, “Certa ocasião, estava Jesus orando em particular, e com Ele
estavam seus discípulos; então lhes indagou: ‘Quem as multidões afirmam que sou Eu? ”
 Em Sua transfiguração – LC:9-28, “Passados quase oito dias após o pronunciamento destas palavras, Jesus tomou
consigo a Pedro, João e Tiago e subiu a um monte para orar. ”
 Após a última ceia – JO:17-20, “Não oro somente por estes discípulos, mas igualmente por aqueles que vierem a
crer em mim, por intermédio da mensagem deles. ”
 No Getsêmani – MC:14-32, “Então caminharam para um lugar chamado Getsêmani e, tendo chegado, solicitou
Jesus aos seus discípulos: ‘Assentai-vos aqui, enquanto Eu vou orar. ”
 Por Pedro: LC:22-32, “Eu, entretanto, roguei por ti, para que a tua fé não se esgote; tu pois, quando te
converteres, fortalece os teus irmãos. ”

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 Por criancinhas – MT:19-13, “Então, trouxeram-lhe algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse
por elas. Os discípulos, contudo, os repreendiam. ”
 Em sua crucificação – LC:23-34, “Apesar de tudo, Jesus dizia: ‘Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que estão
fazendo! ’ A seguir, dividiram entre si as vestes de Jesus, tirando sortes. ”
 Após sua ressurreição – LC:23-34, “E aconteceu que, quando estavam reclinados ao redor da mesa, tomando Ele
o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles; ”
 Em sua ascensão – JO:14-16, “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Advogado, a fim de que esteja para sempre
convosco, ”
 Pediu a outros que orassem – LC:22-40, “Chegando ao lugar, Jesus lhes instruiu: ‘Orai para que não venhais a
cair em tentação. ”
 Recomendou ás multidões que orassem – LC:21-36, “Vigiai, portanto, em todo tempo, orando, para que possais
escapar de todos estes eventos que estão para acontecer, e apresentar-vos em pé diante do Filho do homem. ”
 Ensinou o povo a orar – MT:6-7, “E quando orardes, não useis de vãs repetições, como fazem os pagãos; pois
imaginam que devido ao seu muito falar serão ouvidos. ”
 Ensinou sobre oração: MT:21-22, “E tudo o que pedirdes em oração se credes recebereis. ”
 Ficou irado quando o povo negociava mais do que orava no templo – LC:19-46, “repreendendo-os ‘Está escrito!
A minha Casa será Casa de oração. Porém vós a transformastes num covil de estelionatários! ”

2.2. A vida de oração de Jesus no céu: Ele continua sendo um homem de oração no céu, intercedendo e orando pelos
santos: RM:8-34, “Que os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, Ele ressuscitou dentre os mortos e está
à direita de Deus e também intercede a nosso favor. ” HB:7-25, “Concluindo, Ele é poderoso para salvar
definitivamente aqueles que, por intermédio dele achegam-se a Deus, pois vive sempre para interceder por eles.

Deveríamos tentar descobrir:


2.2.1. Por quem estão nos pedindo para orar
2.2.2. Porque estão nos pedindo para orar por eles
2.2.3. O que estão nos pedindo para orar por eles

2.3. Os ensinamentos de Jesus sobre a oração:


 A orar em particular – MT:6-6, “Tu, porém, quando orares, vai para teu quarto e, após ter fechado a porta orarás
a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará plenamente. ”
 A concordar com outra pessoa em oração – MT:18-19, “Uma vez mais vos asseguro que, se dois dentre vós
concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem isso lhes será feito por meu Pai que está nos
céus. ”
 A manter a oração pública clara e curta – MT:6-7, “E, quando orares, não useis de vãs repetições, como fazem os
pagãos; pois imaginam que devido ao seu muito falar serão ouvidos. ”
 A fazer pedidos específicos que estavam relacionados com as suas necessidades imediatas – MT:6-11, “Dá-nos
hoje o nosso pão diário. ”
 Que a oração eficaz estava relacionada com a maneira de eles perdoarem os outros – MT:6-12, “Perdoa-nos as
nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. ”
 Que a oração eficaz estava relacionada ao seu grau de obediência as instruções Dele e à Palavra de Deus – MT:7-
21, “Nem todos aquele que diz a mim: ‘Senhor, Senhor! ’ Entrará no Reino dos céus, mas somente o que faz a
vontade do me Pai, que está nos céus. ”
 A orar sem cessar, a persistir nos seus pedidos, a perseverar – LC:11-9, “Então Jesus propôs uma parábola aos
seus discípulos, com a intenção de adverti-los quanto ao dever de orar continuamente e jamais desanimar ”
 A orar em atitude penitente e não com confiança arrogante – LC:18-14, “Eu vos asseguro que este homem, e não
o outro, foi para sua casa justificado diante de Deus. Porquanto todo aquele que se vangloriar será desprezado,
mas o que se humilhar será exaltado! ”
 A orar em nome. Dele – JO:14-14, “Se vós pedirdes algo em meu Nome: Eu o farei. ”
 A orar com fé – MT:21-22, “E tudo que pedirdes em oração, se credes recebereis. ”

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2.4. A Parábola de Jesus sobre a oração: Em LC:11-1 a 13 Jesus ensina mais claramente sobre oração. A parábola do
amigo insistente, nos versículos 5 a 8, ensina muito sobre oração. Nessa história, Jesus, que vive para sempre
para interceder por Seus amigos, revela os elementos necessários da oração perfeita.

Pontos importantes:
 Uma necessidade imediata
 Um relacionamento necessário
 O amor evidente
 A situação de desamparo
 A oração da fé
 A ousadia vital
 A persistência indispensável
 O resultado seguro

2.5. A intercessão-modelo de Jesus: Jesus orou a ‘principal oração sacerdotal’ que está registrada em JO:17.
 Vs. 1 a 8, registram Jesus orando por Si mesmo
 Vs. 9 a 19, mostram Jesus orando por onze discípulos
 Vs. 20 a 26, são a intercessão dele por nós
 Cada oração começa com uma declaração minuciosa mostrando por quem Jesus está orando – vs.1,9 a 20
 Cada oração tem a glória como tema principal – Vs. 1, 5, 10 e 22
 Cada oração é dirigida ao Pai – Vs. 5, 11 e 21
 Cada oração menciona as pessoas dadas a Jesus pelo Pai Vs. 2, 9, e 24
 Cada oração contém o tema da proclamação de Jesus sobre o Pai – Vs. 6, 14 e 26

2.6. A oração modelo de Jesus: MT:6-9 a 13 e LC:11-2 a 4


 Pai nosso: oração é tanto pessoal quanto coletiva, do começo ao fim ela usa ‘nós’ e ‘nosso’
 No céu: Tornarmos mais conscientes de sua grandeza e de sua presença
 Santificado seja o teu nome: A glória e a santidade de seu nome sejam reconhecidas e experimentadas de
maneira específicas.
 Venha o teu reino: Pedir que o seu reino venha, significa pedir a Deus para reinar, da maneira dele, nas situações
e nas vidas pelas quais estamos orando
 Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu: Podemos agradecer a ele pelo fato dele quere que a sua
vontade se cumpra na terra, e podemos crer que isso acontecerá a medida que oramos
 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje: É a intenção de Deus que todos os seus filhos recebam o que precisam,
mas devemos praticar qualquer ação necessária à nossa provisão
 E perdoa-nos as nossas dívidas: Precisamos de purificação diária para manter nossa comunhão pessoal com
Deus
 Assim como nós temos perdoados nossos devedores: Ele fala a respeito do perdão paterno de Deus sendo
retido enquanto não aprendemos a perdoar aos outros
 E não nos deixe cair em tentação: Pedir a Deus para nos guardar de cair em pecado e ajudar-nos a vencer as
provações de nossas vidas
 Mas livra-nos do mal: Estamos envolvidos em uma batalha espiritual, e todos necessitamos orar para que Deus
nos salve dos ataques do inimigo
 Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amem: Sendo assim, podemos terminar nossa oração
agradecendo a Deus pelo seu poder, e por sua vitória em situações específicas pelas quais oramos.

2.7. Palavras do Novo Testamento para oração: ITM:2-1, “ Antes de tudo, recomendo que ser façam, pedidos,
orações, intercessões e ações de graças, em favor de todas as pessoas. “

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Esse versículo pode ser divido em quatro partes:
 Deesis (Pedidos). Sensação de necessidade
 Proseuche (Orações). O Espírito Santo mostra a habilidade de atender àquela necessidade
 Enteuxis (Intercessão). Intercede para aquela necessidade particular seja atendida
 Eucharistia (Ação de Graças). Sentimento que a resposta foi dada

3. O Espírito e a Oração
3.1. O espírito e a oração, Ele nos ajuda a orar, Ele ora por nós: O Espírito é chamado para estar conosco e
interceder ao nosso lado. Entretanto, agora, algumas versões modernas proveitosamente traduzem
parakletoscomo Advogado, e isso transmite a ideia de que o Espírito é enviado por Deus tanto para nos ajudar
como para falar por nós. RM:8-15-26 e 27, “Do mesmo modo, o Espírito nos auxilia em nossa fraqueza; porque
não sabemos como orar, no entanto, o próprio Espírito intercede por nós com gemidos impossíveis de serem
expressos por meio de palavras. E aquele que sonda os corações conhece perfeitamente qual é a intenção do
Espírito; porquanto, o Espírito suplica pelos santos em conformidade com a vontade de Deus. ”

3.2. Ele nos faz clamar “Abba Pai”: Paulo sugere que o Espírito entra em nossas vidas como o dom de adoção da
parte de Deus, e que ele nos ajuda a chamar Deus pelo nome familiar íntimo que Jesus usava. GL:4-5, “para
resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. ‘Aba Pai’. ”

3.3. Ele vem por intermédio da oração: O Espírito é dom de Deus para nós, e ele vem a nós para que possamos
conhecer a presença de Jesus e possamos revelar a presença de Jesus para o mundo. LC:11-13, “Ora, se vós,
apesar de serdes maus, sabeis dar o que é bom aos vossos filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o
Espírito Santo àqueles que lho pedirem! ”

3.4. Ele fala conosco: Jesus prometeu que o Espírito Santo nos ensinaria e nos lembraria de tudo que ele nos
ensinou. Jesus declara que o Espírito nos guiará à toda a verdade e nos dirá sobre as coisas que estão por vir.
Jesus deixa claro que o Espírito falará a nós. Enquanto oramos, ele, tranquilamente se comunica conosco. JO:14-
26, “Mas o Conselheiro o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu Nome, esse vos ensinará todas as
verdades e vos fara lembrar tudo o que Eu vos disse. ”.

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AULA 02
Intercessão
Ação de Graças
As Orações de Paulo

1. Intercessão: É orar a Deus por alguém que não nós mesmos. O princípio da intercessão é o de que nos colocamos
entre Deus e a outra pessoa, representando-a e suplicando por sua causa. É similar ao papel de um advogado ou
mediador.

1.1. A intercessão no Antigo Testamento:


 GN:20-7, a primeira referência a um profeta, revela essa ligação.
 JR:27-18, intercessão como parte do serviço verdadeiro do profeta
 EX:18-19, a sugestão de Jetro para que Moises fizesse da intercessão sua prioridade
 NN:27-5, Moises acatou o conselho de Jetro
 IS:59-16, revela a tristeza de Deus pela ausência de profetas que intercedessem junto a Ele
 JL:2-28 a 29, promete que um dia todo o povo de Deus profetizará, e assim, todos serão aptos a interceder

1.2. A intercessão no Novo Testamento:


 HB:7-25, e RM:8-34, descrevem a obra de Cristo como eterno Intercessor
 RM:8-26 a 27, Espírito Santo como Intercessor
 AT:25-24, Festo declarou que toda a comunidade judia intercedeu com ele ‘protestando em alta voz’
 ITM:4-5, reforça a ligação entre a Palavra de Deus e intercessão no Antigo Testamento. A comida era santificada
pela Palavra de Deus e pela oração.
 RM:11-2, se refere a intercessão de Elias em IRS:19-10 a 18

A intercessão atualmente: Intercessão e amor são inseparáveis, este é o modo melhor e mais eficaz de expressar esse
amor. Há um limite natural no número de pessoas que podemos ajudar de maneira prática, mas não há limite no número
de pessoas às quais podemos ajudar em oração, JO:13-34, “Um novo mandamento vos dou: que ameis uns aos outros
assim como Eu vos amei; que dessa mesma maneira tenhais amor uns para com os outros. ”

1.3. Estágios da intercessão:


 Identifique-se com a necessidade
 Identifique-se com a pessoa em necessidade
 Seja sensível ao peso de intercessão
 Persevere
 A oração intercessória envolve persistência
 Quando trazemos a oração para este nível, há sempre resistência por parte do inimigo
 Devemos entrar nas regiões celestiais
 Sabemos que Jesus vive agora nos céus intercedendo por nós

1.4. Características comum na intercessão:


 A oração em voz alta AT:4-24
 A oração silenciosa NE:2-4 a 5
 O louvor, a adoração e a ação de graças EF:1-16
 As dores de parto RM:8-22 a 25

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1.5. Intercedendo com os outros: A oração de concordância em MT:18-18 a 20, é uma unidade da mente e do
coração concorrente à vontade de Deus em uma situação, isso significa que podemos orar somente para que
se cumpra na terra o que já foi proposto e aceito por Deus no céu. É um ministério de ajuda e apoio que sustenta
inclusive as mãos dos líderes, assim como Arão e Hur ajudaram a Moises em EX:17-12. Líderes precisam saber
que não podem delegar oração, tem de estabelecer um exemplo de oração. Se somos parte do corpo de Cristo,
somos chamados para sermos intercessores, a intercessão não é um chamado ou um dom para poucos, mas
um requisito básico para todo o corpo.

2. Ação de Graças
2.1. A ação de graças e louvor: FP:4-6, “Não andeis ansiosos por motivo algum; pelo contrário, sejam todas as vossas
solicitações declaradas na presença de Deus por meio de oração e suplicas com ações de graça. ” Declara que
pedidos pessoais deveriam ser feitos com ações de graças. Ação de graças é, em primeiro lugar, uma oração
dirigida a Deus, que agradece a Ele pelo que Ele fez. Louvor é, essencialmente, um elogio ou exaltação a Deus
que dirigimos a outras pessoas ou, ainda, que conta com a participação de outras pessoas quando dirigido a
Deus.

 Orações de agradecimento por alimento, MT:15-36, “Tomou os sete pães e os pequenos peixes e deu graças...”
 Oração de agradecimento na última ceia, MT:26-26, “Enquanto comiam pegou um pão, deu graças, quebrou-o,
e o deu aos seus discípulos, recomendando: ‘Tomai comei; este é o meu corpo. ”
 Ações de graças em geral, JO:11-41, “E Jesus levantando seus olhos aos céus, agradeceu: ‘Pai dou-te graças
porque me ouviste’. ”

2.2. A ação de graças, sacrifício e oferta: A ligação entre ação de graças e sacrifício é vital. Quando o povo de Deus
queria agradecer ao Seu Criador e Redentor, não o fazia simplesmente com os lábios, mas oferecendo também
o que tinha de melhor. Por isso, as Escrituras ensinam mais sobre ação de graças do que agradecer só com
palavras. I CR:29-13 a 14, “Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome. Porque
quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas cousas? Porque tudo vem
de ti, e das tuas mãos to damos. ”

Algumas pessoas podem perguntar que conexão pode existir entre a coleta e oração. Mas os exemplos bíblicos de ofertas
de agradecimento mostram que elas eram coletadas para locais de oração, e o motivo por trás de todas elas eram
gratidão a Deus por tudo que Ele fez, pelo individuo, família e nação.

2.3. A ação de graças e o apóstolo Paulo:


 Pelos companheiros crentes, RM:1-8, “Em primeiro lugar, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo por todos
vós, porquanto em todo mundo é proclamada a fé que demonstrais. ”
 Por alimento, ICOR:10-30, “Se participo da refeição com ação de graças, por que sou condenado por algo pelo
qual posso dar graças a Deus? ”
 Por Jesus, RM:7-25, “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso SENHOR! De modo que, eu mesmo com a razão sirvo
à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado. ”
 Pelo seu ministério, I COR:1-14, “Dou graças a Deus por não ter batizado a nenhum de vós, com exceção de
Crispo e de Gaio. ”
 Pela vitória, I COR:15-57, “Contudo, graças a Deus, que nos dá vitória por intermédio de nosso SENHOR Jesus
Cristo. ”
 Pelos dons espirituais, I COR:14-18, “Dou graças a Deus, por falar em línguas mais do que todos vós. ”

3. As Orações de Paulo
3.1. O ensino de Paulo:

 A oração pelas autoridades e pela paz, ITM:2-2, “pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que
tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. ”

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 A oração para que Deus ‘salve’, RM:10-1, “Caros irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus em
favor dos filhos dos israelitas é que eles sejam salvos. ”
 A oração com perseverança e prioridade, EF:6-18, “Orai no Espírito em todas as circunstâncias, com toda petição
e humildade insistência. Tendo isso em mente, vigiai com toda a perseverança na oração por todos os santos. ”

3.2. Os pedidos de oração de Paulo:


 Por sua equipe, ITS:5-25, “Irmãos orai por nós. ”
 Por livramentos de homens perversos, dos ímpios, perigos de morte, se conservar salvo e liberto da prisão e
para que uma porta se abrisse, RM:15-31, IICOR:1-9 a 11, FP:1-19 a 20, FL:22, CL:4-3
 Aceitação, IITS:3-1, “Concluindo irmãos, orai por nós, para que a Palavra do Senhor seja divulgada rapidamente
e receba a devida honra, como aconteceu entre vós. ”
 Intrepidez, CL:4-4, “Orai para que eu consiga manifestá-lo francamente, como me cumpre fazê-lo. ”

3.3. As orações de Paulo: Ele orou para que eles conhecessem:


 Melhor a Jesus ao receberem o Espírito de sabedoria e revelação, EF:1-7, “para que o Deus de nosso Senhor Jesus
Cristo, o Pai da glória, vos dê o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele. ”
 A esperança para a qual foram chamados ao receberem esclarecimento e riquezas da herança de Cristo, EF:1-
18, “Oro ainda para que os olhos do vosso coração sejam iluminados, para que saibais qual é a real esperança
do chamado do que Ele vos fez, quais são as riquezas da glória da sua herança nos santos. ”
 A imensidão do amor de Cristo, EF:3-18, “vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a
largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade e, assim, entender o amor de Cristo. ”
 A vontade de Deus ao receberem sabedoria e entendimento, CL:1-9, “Por esse motivo, também nós, desde o
momento em que soubemos desse fato, igualmente, não deixamos de orar por vós e de suplicar que sejais cheios
do pleno conhecimento da vontade de Deus com toda a sabedoria e entendimento espiritual. ”
 Crescimento no conhecimento de Deus, CL:1-10, “E tudo isso, com o propósito de que possais viver de modo
digno do Senhor, agradando-lhe plenamente, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de
Deus. ”
 A justiça que vem de Deus e fossem capazes de distingui-la de sua justiça própria, RM:10-3, “Pois não
reconhecendo a justiça que vem de Deus e buscando estabelecer a sua própria, não se submeteram à justiça de
Deus. ”
 Toda coisa boa que está disponível para eles em Cristo, FM:6, “Oro para que o compartilhar da tua fé seja eficaz,
pelo pleno conhecimento de que todo o bem de que dispomos está em Cristo. ”
 Força, EF:3-16, “Oro para que, juntamente com suas gloriosas riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser,
com todo o poder por meio do Espírito Santo. ”
 Amor, EF:3-17, “ E que Cristo habite por meio da fé em vosso coração, a fim de que arraigados e fundamentados
em amor. ”
 Puros e sem mácula, FP:1-10 “a fim de que possais discernir o que é melhor, para que vos torneis puros e
irrepreensíveis até o dia de Cristo. ”
 Santos e isentos de culpa, ITS:3-13, “Que Ele fortaleça o vosso coração para serem irrepreensíveis em santidade
diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos. ”
 Perfeição, IICOR:13-9, “Pois nos alegramos quando somos enfraquecidos, e vos sois fortalecidos; rogamos por
vosso aperfeiçoamento contínuo. ”
 Dignos e glória a Jesus, CL:1-10, “E tudo isso, com o propósito de que possais viver de modo digno do Senhor,
agradando-lhe plenamente, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus. ”
 Justiça, FP:1-11, “plenos do fruto de justiça, fruto este que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de
Deus. ”

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AULA 03
Guerra Espiritual
O Jejum

1. Guerra Espiritual: A guerra espiritual inclui viver uma vida santa, pregar o evangelho e orar, toda forma de oração é
um ato de guerra espiritual. Toda vez que oramos e buscamos a vontade de Deus na terra, nós nos encontramos em
oposição ao inimigo. EF:6-1- a 18 é a passagem fundamental para a guerra espiritual, ela descreve a Igreja na guerra,
em I JO:3-8, “Aquele que vive habitualmente no pecado é do Diabo, pois o Diabo peca desde p princípio. Para isto, o
filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. ”

1.1. A realidade da guerra espiritual: DN:10-12 a 13 nos mostra:

 Seres demoníacos (aqui chamados príncipes) existem, e tentam se opor à obra de Deus
 Esses príncipes demoníacos estão associados à determinadas áreas territoriais
 Há um elo entre a atividade celeste e a terrena. O que aconteceu nos céus afetou a situação na terra, e Daniel,
por intermédio se suas orações, exerceu influência no que estava acontecendo nos céus
 Por intermédio de suas orações persistentes, Daniel alcançou rompimento espiritual, ainda que, pessoalmente,
ele não tenha visto nada da batalha

1.2. A guerra espiritual pessoal: No antigo testamento temos quatro registros de pessoas com confronto com
Satanás.

 Eva GN:3, leva ela a questionar a palavra de Deus


 Jó JO:1, veio com disfarce de destruidor
 Davi OCR:21, incitou a fazer o censo dos israelitas sem qualquer palavra de Deus
 Josué ZC:3, atacou a consciência com autocondenação a fim de leva-lo a um sentimento errado de culpa ao não
satisfazer a vontade de Deus

1.3. A guerra espiritual no Antigo Testamento: EX:17-9. “Então Moisés ordenou a Josué: Escolhe homens, e amanhã
sai para combater contra Amaleque; eu me posicionarei no alto da colina, com cajado de Deus em minhas mãos.
” Mostra que Deus tem direções específicas para cada batalha. Precisamos nos assegurar de que recebemos
nossas instruções de Deus para as guerras espirituais, e não nos movermos até que Ele nos direcione.

1.4. A armadura espiritual: EF:6-11-17, a armadura de Deus representa as verdades sobre nosso estilo de vida.

 Cinturão da verdade: o cinto conservava a túnica romana justa e deixava o soldado livre para se movimentar,
capacitando-o dessa foram, a enfrentar o inimigo “estou pronto para lutar” O inimigo costuma tentar e consegue
nos enganar, ao nos levar a acreditar em mentiras.
 A couraça da justiça: era confeccionada com metal moldado ao formato do pescoço e tronco do soldado, ou com
linho coberto com tiras protetoras de chifre de animal, ela dava proteção aos órgãos vitais, pescoço e tronco.
Precisamos verificar nosso coração para assegurarmos de que ele está correto. Precisamos saber que em Jesus
Cristo temos uma justiça perfeita diante de Deus
 As sandálias do evangelho da paz: botas com solas de pregos, presas com correias até os joelhos, elas lhe davam
estabilidade e proteção no terreno acidentado, nossa força, estabilidade, proteção e passos seguros estão no
evangelho da paz
 Escudo da fé: os soldados romanos usavam duas espécies de escudo, uma era pequeno e redondo para refletir
os golpes enquanto lutavam com uma espada ou lança, o outro era pesado, uma prancha grossa de madeira

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coberta com couro tratado com óleo, para apagar o breu flamejante das extremidades das flechas. Nós
precisamos de proteção contra as flechas violentas das tentações sedutoras de Satanás. A fé é que fornece essa
proteção completa.
 O capacete da salvação: eram feitos de couro grosso coberto com metal, fortes e suficiente para suportar
ataques de espadas que penetrariam no crânio desprotegido. A espada de Satanás é a dúvida e
desencorajamento. Deus nos dá a proteção da esperança, encorajamento e perseverança
 A espada do Espírito: os soldados romanos carregavam dois tipos de espada, a primeira era grande e de lâmina
curta e plana, que requeria ambas as mãos para a manejar, e a segunda era uma espada curta ou punhal, para
combate corpo a corpo. Nós temos uma espada espiritualmente eficaz dada pelo Espírito Santo conforme está
escrito em HB:4-12, “Porquanto a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que qualquer espada de dois
gumes; capaz de penetrar até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é sensível para perceber
os pensamentos e intenções do coração. ”

A oração é o combate, a oração não é apenas outro pedaço da armadura, senão a analogia seria prejudicada. A oração
também não é um desenvolvimento da espada do Espírito. A oração nos habilita a usar a armadura, a oração é o campo
de batalha.

1.5. A oração de guerra: MC:11-22, “Observou-lhes Jesus, ‘Tende fé em Deus, e com toda certeza eu vos asseguro,
que se qualquer pessoa ordenar e este monte: ‘Levanta-te e lança-te no mar, e não houver dúvida em seu
coração, mas crer que se realizará o que pede assim lhe será feito. ” A fé de Deus é absoluta, Ele é totalmente
autoconfiante, sabe que pode atingir o que quer que queria fazer. Mover montanhas não é um problema para
o Criador do Céu e da terra. Quando temos uma centelha de fé de Deus em nós, ou quando cremos em sua fé,
a oração de guerra se torna simples. Jesus nos prometeu que podemos aprender a confiar na fé de Deus. Essa
é a maneira que podemos ter a mesma confiança que Deus tem em Sua palavra

Cinco estágios na oração de guerra:

 Conhecendo a vontade de Deus


 A ordem com autoridade
 Recebendo a fé de Deus
 Continuar falando
 O resultado visível

1.6. O campo de batalha da mente: II COR: 10-4 a 5, “Pois as armas da nossa guerra não são terrenas, mas poderosas
em Deus para destruir fortalezas! Destruindo vãs filosofias e a arrogância que tentam levar as pessoas para
longe do conhecimento de Deus, e dominamos todo o pensamento carnal, para torná-lo obediente a Cristo. ”
Toda batalha espiritual com o diabo tem a ver com nosso pensamento porque nossos pensamentos influenciam
nossa escolha, que em última instância afeta nossas ações e nossos sentimentos. Então Satanás sempre ataca
nossas mentes. Ele desova ideias falsas na área de ciência, filosofia, política ou religião.

2. O Jejum

2.2. O jejum no Antigo Testamento: Jejum adicionado a oração:

 Expressava pesar – ISM: 31-13, “ Depois recolheram os seus ossos e os enterraram debaixo da Tamargueira de
Jabes, e jejuaram durante sete dias. ”
 Expressava arrependimento – ISM:7-6, “Reuniram-se em Mispá, tiraram água e derramaram diante do Senhor,
jejuaram naquele dia e confessaram: Pecamos contra o Senhor! E foi em Mispá que Samuel passou a julgar e
governar todo o povo de Israel. ”
 Expressava humildade – SL:69-10, “Com jejum e muitas lágrimas afligi minha própria alma, e isso ainda mais os
enfureceu. ”
 Suplicava por socorro e orientação – EX:34-28, “Moisés ficou ali com o Senhor quarenta dia e quarenta noite,
sem comer pão e sem beber água. E escreveu sobre as Tábuas de pedra as palavras da aliança: Os Dez
mandamentos. ”
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 Podia ser em favor de outros – ED:10-6, “Esdras retirou-se de diante da Casa de Deus e dirigiu-se ao aposento
de Joanã, filho de Eliasibe. Enquanto permaneceu ali, não comeu pão, nem mesmos bebeu água, porque chorava
amargamente por causa da infidelidade dos exilados. ”

Em IS:58-3 a 4, mostra que com o passar do tempo, alguns judeus começaram a pensar que o jejum, automaticamente,
fazia que Deus os ouvisse, o profeta declarava que era inútil sem um estilo de vida espiritual. Jejum não é um tipo de
greve de fome para obtermos o que queremos.

2.3. O jejum no Novo Testamento: A morte e ressurreição de Cristo cumpriram totalmente o Dia da Expiação do
Antigo Testamento. Isso significa que agora não há razão legal para o jejum. Jesus não condena o jejum em
MT:5-7, mas, ao contrário condena o jejum por motivos errados.

Jejum na Igreja primitiva:

 Quando escolheram missionários – AT:13-2 e 3


 Quando indicaram líderes – AT:14-23
 Como parte do seu ministério – IICOR:6-5, 11-27

2.4. O que o jejum não é:

 Não é ascetismo ou autonegação rigorosa e anormal, não é uma prática bíblica. Ela causa dano ao corpo e desonra
o Senhor que criou o corpo para ser templo do Espírito Santo.
 Não é auto mortificação, não tem valor como um meio de lidar com a inclinação para o pecado em nossas vidas, na
carne. Ele não nos faz santos. Podemos lidar com a carne somente no poder do Espírito à medida que matamos
aquelas obras da carne que estão associadas com a velha maneira de viver não cristã.
 Não é uma forma de mérito pessoas, é tolice pensar que pelo jejum, ou por outra ação, obtemos o favor de Deus,
recebemos Sua graça, ou O forçamos a nos abençoar ou a responder as nossas orações. A graça de Deus é livremente
dada. Ele responde nossas orações somente através de Jesus Cristo e porque Ele cumpriu a obra na cruz.
 Não é um meio de auto engrandecimento, os fariseus chamavam a atenção, de maneira muito forçada para seu
jejum, eram exibicionistas espirituais, mas jesus condenou isso em MT:6-1 a 18.

2.5. O que é jejuar:

 Por motivos de saúde, especialmente no ocidente, onde as pessoas consomem demasiada comida
 Também poderia beneficiar outros poupando o dinheiro ficando sem refeição e revertendo este recurso para
missões mundiais
 Jejum tem tudo com buscar a Deus. É principalmente um ministério dirigido ao Senhor

Duas razoes para jejuar:

 Uma expressão de pesar pelo pecado.


 Uma expressão de seriedade para com Deus

Quando jejuamos, dizemos para Deus; “Senhor, está situação que me traz de joelhos diante de ti, me preocupa mais do
que meu corpo necessita de comida e nutrição”

O jejum é poderoso porque vimos s Deus num nível mais profundo de seriedade, Essa determinação é aquela que Deus
honra, e no jejum ela toma uma nova dimensão, IS:58, fala de cadeias espirituais, não somente físicas e sociais, sendo
quebradas por intermédio do jejum pelo poder do Espírito Santo.

Essa manifestação de poder pode ser vista quando tiramos tempo para orar e jejuar por nossos ministérios.

Uma benção, Jesus prometeu que o Pai recompensaria quem O buscasse de maneira sincera e exclusiva, MT:6-18 mostra
que isso inclui o jejuar a maneira de Deus.

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Há algo poderoso sobre jejum que, se feito com o coração puro e por motivos corretos, nos leva para mais perto de Deus
TG:4-10, “Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará. ”

2.6. Quando jejuar: De certa maneira, nós não decidimos quando jejuar, Deus decide. O chamado para o jejum vem
com um desejo profundo, dado por Deus, de buscar ao Senhor em oração e jejum. Quando o Espírito no
impulsiona, sabemos que o tempo para jejuar é chegado.

2.7. Como jejuar: Pontos práticos


 Comece com jejum curtos de um a três dias de duração, lembre-se que a questão principal é buscar a Deus e
não apenas ficar sem comida
 Nunca fique sem água em um jejum, o corpo humano pode sobreviver várias semanas sem comida, mas somente
poucos dias sem água.
 Dores de cabeça podem ocorrer nos primeiros estágios de um jejum, e são causadas pela falta de cafeína e de
proteína
 Jejum parcial, ficar sem certas refeições ou tipos de comida, pode ser tão efetivo quanto um jejum total
 Lembre-se, a comida é dom de Deus, Tempos de festejar podem ser espirituais quanto tempos de jejuar.
Devemos nos assegurar de que nosso jejum não nos leve a um desequilíbrio nutricional.

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AULA 04

Línguas
Rumo a Oração Eficaz

1. Línguas
1.1. O que é o dom de línguas? Um milagre, as línguas ocorrem quando oramos a Deus em uma língua que nunca
aprendemos, e isso deve ser um milagre! Línguas são um fenômeno sobrenatural, é o Espírito Santo nos
fornecendo palavras que não podemos entender, a fim que possamos falar com Pai com mais eficácia. Passagens
a serem examinadas e lidas cuidadosamente: MC:16-15 a 20, AT:2-1 a 13, AT:10-44 a 48, AT:19-1 a 7, ICOR:11-
2, 14-40

1.1.1.Uma linguagem: dada pelo Espírito Santo, o qual então, capacita o crente a pronunciar palavras. Não
apenas sons. Sons podem preceder as palavras, como acontece no desenvolvimento de todas as línguas;
mas a linguagem, com a sintaxe apropriada, vem rapidamente depois
1.1.2.Um sinal: em MC:16-17, Jesus disse que as línguas seriam um dos cinco sinais que acompanhariam os que
pregassem o evangelho, isso significa que as línguas exercem o papel de trazer não cristãos para a fé em
Cristo. Paulo enfatizou isso em I COR:14-22, e também foi visto no Pentecostes, quando o louvor e o
mistério das línguas fizeram parte do desafio da multidão.
1.1.3.Uma evidência: em AT:10-4 a 48, as línguas são aceitas com uma evidência que a casa de Cornélio havia
recebido o Espírito Santo.
1.1.4.Um dom de Deus: em ICOR:14-5, ensina que as línguas são um dom disponível para todos os crentes para
aumentar suas orações e adoração. Novas e outras: novas e como outras MC:16-17, sentido de nuca haver
sido ouvida antes, mas nova para nós, diferente da linguagem que estamos acostumados a usar
1.1.5.Angélico: uma determinada língua não precisa ser necessariamente uma linguagem conhecida. I COR:13-
1 sugere a possibilidade de que ela possa ser uma linguagem angélica
1.1.6.Fogo: AT:2-3 “línguas de fogo” No antigo testamento caiu fogo sobre o altar do templo recentemente
construído, para queimar a oferta, demonstrando sua aceitação por Deus. As línguas são dadas aos cristãos
de hoje para equipá-los para o ministério e acendê-los para a ação.
1.1.7.Orar sem cessar: Em JO:4-14, Jesus quis dizer que a água viva que Ele daria, a qual entendemos ser o
Espírito Santo, jorraria continuamente dentro dos crentes SL:36-9, “Pois em ti está a fonte da vida; graças
a tua luz somos iluminados. ” Seria muito sugerir que o dom de línguas é uma faceta dessa fonte interior
borbulhante, oferecendo luz e louvor a Jesus? Orar audivelmente em línguas seria, então, o ajuste do
volume para permitir o borbulhar interior e duradouro seja ouvido.

1.2. Mal-entendidos comuns:


1.2.1.Não é uma mensagem de Deus: Línguas é uma maneira de orar, não é um meio de comunicação. Quando
usamos o dom, dirigimo-nos a Deus, seremos nós falando com Deus. ICOR:14-2, “Porquanto quem se
expressa em uma língua estranha, não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o compreende, pois
em espírito fala mistérios. ” Isso não quer dizer que a interpretação de línguas não possa ser usada por
Deus para comunicar uma mensagem.

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1.2.2.Não é uma habilidade linguística: Não é um atalho para comunicação no trabalho missionário, as línguas
não eram necessariamente a linguagem do povo para quem os discípulos estavam pregando. As multidões
do dia de Pentecoste ouviram os discípulos louvando a Deus em suas próprias línguas, mas quando Pedro
pregou, ele usou sua própria língua nativa.
1.2.3.Não é uma anormalidade psicológica: Não são resultado de sugestão, nem estão ligadas à esquizofrenia,
catalepsia ou histeria. De fato, a falta de entusiasmo em línguas significa que pode haver um
desapontamento para aqueles que estão procurando uma emoção espiritual ou entendimento dela em
vez de uma ajuda para oração mais profunda ICOR:14-14, “Pois se oro em uma língua meu espírito também
ora, mas meu intelecto fica improdutivo. ”
1.2.4.Não é um milagre de audição: Alguns sugerem que o milagre de línguas não acontece na boca da pessoa
que fala, mas no ouvido daquela que ouve. Isso seria um milagre notável, mas a Bíblia nunca sugere isso.
Na verdade, o oposto é verdadeiro, porque tal milagre faria o dom de interpretação desnecessário.
1.2.5.Não é um dom limitado: Alguns que corretamente julgam que Todos? Perguntas de ICOR:12-29 a 30
pressupõem a resposta ‘não’, continuam supondo incorretamente que isso significa que o dom de línguas
não é para todos, mas somente para poucos. Mas refere-se à estrutura do ministério na igreja. Enfatiza a
pluralidade do ministério ao ouvir nove categorias diferentes de ministério. Paulo quis dizer que ‘não’ é
uma resposta a essas duas perguntas; ‘Deveriam todos os crentes fazer orações em línguas publicamente
durante a adoração coletiva da igreja? E ‘Deveriam todos os apóstolos, profetas e mestres, e assim por
diante, ter um ministério publico de milagres, cura, línguas etc.? O ‘não’ de Paulo não sugere que somente
um número limitado de crentes estarão aptos a orar particularmente em línguas. Parece-me que ICOR:14-
5 mostra que é possível que todos orem em línguas. Isso é confirmado em MC:16-17, “E estes sinais
acompanharão aos que crerem: em meu Nome expulsarão demônios; em línguas novas falarão. ”
1.2.6.Não é um ato involuntário: Alguns ainda entendem que o dom de línguas é ‘estático’, que não podemos
controla-lo, que só oramos em línguas quando Deus nos faz orar em línguas. Mas temos o controle total
sobre o fenômeno. Por isso é que as línguas podem ser suprimidas. Podemos ajustar o volume e variar a
velocidade. Muitas pessoas podem orar em línguas sem fazer barulho. As palavras são formadas de
maneira usual, com a língua se movendo rapidamente, mas os lábios não se abrem, impedindo assim, que
o som seja ouvido. Infelizmente, algumas pessoas ‘murmuram em línguas’ e isso é que dá a impressão de
que o dom e involuntário.

1.3. A edificação da Igreja: I COR:14


 A pessoa que faz uma oração em línguas publicamente durante uma reunião é edificada
 É desejável e possível que todos usem esse dom em público
 Juntas, a oração em línguas seguida de interpretação é a essência da língua comunicada pelo Espírito
 Nós não devemos ser desequilibrados e orar somente com a mente, ou só em línguas. Na adoração pública deve
haver o equilíbrio da oração com a mente e da oração em línguas, cantar louvores com a mente e cantar louvores
em línguas ou em nossa língua natural
 A oração em línguas pode ser uma expressão de ação de graças, e também um sinal para não crentes.

1.3.1.Línguas no evangelismo: O uso no evangelismo é especialmente usado como um sinal. Elas demonstram
que um Deus sobrenatural apareceu; elas repelem o maligno; elas permitem que a orientação vital seja
recebida. Em benefício do mundo, o uso de línguas deve ser redescoberto.
1.3.2.O uso de línguas: O dom de línguas pode ser usado em qualquer área da oração: Ação de graças, confissão,
petição, adoração, suplica, intercessão, louvor etc.
1.3.3.Línguas coletivas: Quando as pessoas cantam ou oram em línguas, há uma unidade dada por Deus para
louvor e a oração, quando a congregação ora conjuntamente em línguas, há somente uma oração sendo
proferida em uma variedade de maneiras e linguagens.
1.3.4.Começando a orar em línguas: A oração em línguas é somente para aqueles que foram cheios com o
Espírito Santo, aqueles que desejam receber esse dom, devem crer com certeza que existe algo como
orarem línguas. Também precisamos crer que o dom de línguas é para nós.

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2. Rumo a Oração Eficaz
2.2. O que é oração eficaz? É o poder de Deus em ação, Nós só podemos experimentar seu poder por meio da
oração quando oramos. Se nós não oramos Seu poder não será liberado, mesmo sendo Deus tão poderoso
como é. Oração efetiva tanto é o resultado quanto os resultados da ação de Deus. A oração verdadeira é sempre
‘no Espírito’, ela vem da operação de Deus. Não quer dizer apenas que Deus está pronto ou esperando para
operar quando oramos, mas, na verdade, que Ele está nos incentivando a orar, que está em ação em nossas
orações, e em ação em nós por intermédio de nossas orações.

2.3. A oração não respondida: Algumas pessoas estão preocupadas com que elas chamam de ‘orações não
respondidas’. Elas acreditam que Deus ouve seus pedidos e não dá resposta. No entanto, parece-me que
conquanto pareça haver orações que Deus não responde, todas as orações que Ele ouve são respondidas, ainda
que não da maneira como desejamos. IJO:5-14 e 15, “E está é a segurança que temos para com Ele: que se lhe
fizermos qualquer pedido, de acordo com a verdade de Deus, temos a certeza de que Ele nos dá atenção. E se
estamos certos de que Ele dá atenção a tudo quanto lhe rogamos, estamos convictos de que receberemos os
pedidos que lhe temos feito”.

Seis passos para a oração eficaz:

 Deus que que peçamos - JO:16-24, “Até agora nada pedistes em meu Nome. Pedi e recebereis, para que a vossa
felicidade seja completa”.
 Peça com intrepidez – HB:4-16, “Portanto, acheguemo-nos com toda confiança ao trono da graça, para que
recebamos misericórdia e encontremos o poder que nos socorre no momento da necessidade”.
 Peça de acordo com a vontade de Deus, ou seja em linha com o que está escrito na palavra – IJO:5-14, “E está é a
segurança que temos para com Ele; que se lhe fizermos qualquer pedido, de acordo com a vontade de Deus, temos
a certeza de que Ele nos dá atenção. ”
 Peça com fé não duvidando – MC:11-24, “Portanto vos afirmo: Tudo quanto em oração pedirdes, tende fé que já o
recebestes, e assim vos sucederá”.
 Peça com persistência – LC:11-9, “Portanto vos asseguro; pedi, e vos será concedido, buscai e encontrareis, batei e
a porta será aberta para vós”.
 Peça com criatividade – É muito fácil ficarmos imobilizados numa rotina de oração, usando sempre as mesmas
palavras e estilo. Necessitamos ampliar nossas orações e nos tornarmos mais criativos em nossas vidas de oração.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
O Espírito no Antigo Testamento
O Espírito no Novo Testamento
O Espírito e Jesus

1. O Espírito no Antigo Testamento


a. Sopro de Deus: Como a maioria das palavras bíblicas que se referem a Deus ruach (hebraico), é uma figura de
linguagem com significado claro e preciso “o Espírito de Deus”. Refere-se a fôlego sendo soprado, mover o ar
vigorosamente, liberação de energia, força que invade, exercício do poder, atividade dinâmica evidenciando
vida.

EX:14-21, “Então Moisés estendeu a mão sobre o mar. E Yahweh, por meio de um forte vento oriental que
soprou toda aquela noite, fez o mar se afastar. Este tornou-se em terra seca, e as águas foram divididas. ”

1.2. Figuras de Linguagem que evidencia o Espírito: O Espírito é descrito no Antigo Testamento por muitas imagens
que descrevem o seu Caráter e Suas atividades.
1.2.1. Água: A água que é usada para limpar, é essencial para a vida e simboliza limpeza e purificação. A água
representa a benção de Deus e o refrigério espiritual. SL:46-4, “Há um rio cujos canais alegram a cidade de
Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo. ”
1.2.2. Fogo: O fogo refina e purifica. GN:15-17, “Com a chegada da noite veio a escuridão. De repente, surgiu
um braseiro que soltava fumaça, e uma tocha de fogo. E o braseiro e a tocha passavam pelo meio dos
animais divididos. ”
1.2.3. Óleo: O óleo é usado na culinária, na escuridão para gerar luz, na medicina para auxiliar na cura. Ungir
com óleo simboliza a preparação de um sacerdote ou rei para o serviço com o recurso do Espírito Santo.
ISM:16-13, “Samuel apanhou o chifre que estava repleto do melhor azeite e ungi-o na presença dos seus
irmãos, e a partir daquele dia, o Espírito de Yahweh assenhorou-se de Davi. E Samuel retornou para Ramá.”
1.2.4. Pomba: A pompa representa alimento, foi usada pelos pobres como animal de sacrifício a Deus também
usada para levar mensagens. GN:8-11, “Ao entardecer, quando a pomba retornou para ele, trouxe em seu
bico uma folha nova de oliveira! Assim Noé ficou sabendo que as águas tinham escoado da superfície da
terra. ”

1.3. As Obras do Espírito: Sempre que é usada a frase ‘O Espírito de Deus’, revela Deus em ação. Deus é revelado e
mostra sua capacidade através Dele.
 Ele dá forma a todas as coisas: GN1-2, “A terra, entretanto, era sem forma e vazia. A escuridão cobria o
mar que envolvia toda a terra, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. ”
 Ele controla a História: IS:40-7, “Seca-se a erva e murcha-se a flor, quando o vento de Deus sopra sobre
elas; o povo não passa de relva frágil. ”
 Ele revela a Verdade e a Vontade: NN:11-29, “Contudo, quanto a minha pessoa, graças ao poder do Espírito
do Deus, o Senhor, estou cheio de força e de amor pelo que é direito e justo, e assim posso confrontar Jacó
com sua transgressão, e Israel com seu pecado. ”
 Ele ensina o caminho da fidelidade: NE:9-20, “Também lhes concedeste o teu bom e grandioso Espírito
para instruí-los. Não retiraste da boca do povo o teu Maná, pão, e quanto tiveram sede lhes proveste a boa
água. ”
 Ele desperta para Deus: EZ:39-29, “Não mais esconderei deles o meu rosto, pois derramarei o meu Espírito
sobre toda a casa de Israel! Palavra de Deus, o Soberano e Eterno Senhor. ”
 Ele prepara para liderança: JZ:6-34, “Então o Espírito de Deus tomou pleno controle de Gideão e o fez
tocar o Shofar, a trombeta de convocação, conclamando assim todos os abiezritas para segui-ló.

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 Ele equipa com habilidade e força: EX:31-3, “Eu fiz que ficasse pleno do Espírito de Deus em sabedoria,
entendimento e capacidade artística. ”

1.4. Pressagio: Muitas verdades bíblicas são reveladas apenas parcialmente no Antigo Testamento. A isso se chama
‘pressagio’. Significa que enxergamos a sombra, o esboço, com pouco detalhe. ‘O Novo está oculto no Antigo;
o Antigo está revelado no Novo’

1.5. Testamento nas passagens SL:51-11, Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo
Espírito. IS:63-10 e 11, Eles, porém, se rebelaram, e contristaram o seu santo Espírito; pelo que se lhes tornou
em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles. Todavia se lembrou dos dias da antiguidade, de Moisés, e do seu
povo, dizendo: Onde está aquele que os fez subir do mar com os pastores do seu rebanho? Onde está o que
pôs no meio deles o seu santo Espírito?

2. O Espírito no Novo Testamento

a. O Deus que sopra: Pneuma ‘vento’ vem do verbo grego pneo que significa ‘soprar’ ‘fôlego’ e ‘espírito’.

b. A Natureza Pessoal do Espírito: A ênfase do Novo Testamento na personalidade do Espírito agrega detalhes às
figuras do Espírito no Antigo Testamento. Jesus e os apóstolos reconheciam claramente a pessoa do Espírito no
Antigo Testamento.
 Davi falou por meio do Espírito Santo MC:12-36
 Jesus, cheio do poder do Espírito Santo, declara que Sua pregação cumpre o testemunho de Isaias, no que
se refere a sua unção. LC:4-18 a 21
 Jesus exorta Nicodemos por não perceber que Seu ensinamento a respeito do novo nascimento da água e
do Espírito, remete a Ezequiel 36. JO:3-5 a 10
 O ensinamento do Antigo Testamento com aplicação do Novo Testamento é atribuído ao Espírito. AT:28-
25, HB:3-7, 10-15 a 17.
 Pedro identifica o derramamento do Espírito como aquele previsto em Joel 2-28 e 29. AT:2-16 a 18.

2.3. O Batismo do Espírito: O Espírito Santo é, portanto, o elemento no qual Jesus batiza os crentes, do mesmo
modo que João batizava seus seguidores no elemento da água. Jesus batiza de duas maneiras, ‘por meio do’ ou
‘com’ o Espírito Santo. MT:3-11, “Eu, em verdade, vos batizo com água, para arrependimento; mas depois de
mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de lavar as suas sandálias. Ele vos
batizará com Espírito Santo e com fogo. ”

2.4. A ação do Espírito em Encher: Assim como ocorreu com Bezaleel no antigo testamento, ocorre com Zacarias
no novo, ambos cheios do Espírito LC:1-67, “Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou,
dizendo: ”

2.5. O Ministério de Jesus: O batismo de Jesus por João foi o momento de Seu comissionamento e preparação para
o ministério. Jesus foi ‘cheio ou pleno do Espírito Santo’, quando entrou no deserto e deixou o deserto pleno do
‘poder do Espírito’. LC:4-1, “Pleno do Espírito Santo, retornou Jesus ao do Jordão e foi conduzido pelo Espírito
ao deserto. ” LC:4-12, “Então, Jesus retornou para a Galileia, no poder do Espírito, e por toda aquela região se
espalhou sua fama. ”

2.6. O Espírito O Parakletos: o mesmo quer Conselheiro, Advogado, Ajudador, Consolador ou Encorajador. JO:16-
7, “Todavia, eu vos asseguro que é para o vosso bem que Eu parta. Se Eu não for, o ‘Parakletos’ não poderá vir
para vós; mais se Eu for, eu o enviarei. ”

2.7. A ação do Espírito no começo da Igreja: A unção liberada por Jesus para o início da igreja, depois de sua
ressurreição, aos discípulos quando passou através das portas fechadas, foi. JO:20-21 a 22, “E Jesus lhes disse
mais uma vez; A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E tendo dito isso,
soprou sobre eles o Espírito Santo. ” O sopro de Jesus sobre eles foi uma ação profética cumprida em

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Pentecostes, momento em que o Espírito veio como um vento impetuoso. Do mesmo modo que Jesus teve de
esperar pelo Espírito de Deus até o batismo, assim também a Igreja agora tinha que esperar pelo Espírito até o
Pentecostes.

2.8. Pentecostes: Nos dias do novo testamento, a festa do Pentecostes celebrava o fim da primeira fase da colheita.
Os primeiros frutos eram colhidos. A última chuva havia caído. Os judeus aguardavam ansiosamente os três
meses de verão, secos, quentes e de trabalho árduo, quando então fariam a colheita. Deus escolheu esse
tempo, justamente por ser tempo de colheita, eles precisavam da ajuda do Espírito Santo para realiza-la. AT:2-
1 a 41 revela o Pentecostes. Jesus havia ordenado aos discípulos para permanecerem em Jerusalém até que
recebessem o poder prometido. Eles obedeceram e receberam.
 A sala era o batistério
 Os discípulos eram os candidatos
 Jesus era o que batizava
 O Espírito Santo era o elemento
 E o resultado foi: ‘Todos ficaram cheios do Espírito Santo’

2.8.1. O Fogo: O Espírito veio como fogo santo sobre a Igreja, o novo templo de Deus, foi purificado, consagrado,
cingido pela glória e cheio do poder e presença de Deus.
2.8.2. O vento: O furacão do Espírito de Deus soprou na Igreja. Ele se aproximou para soprar energia e poder,
para trazer uma nova ordem e transformar recrutas inexperientes em um exército.
2.8.3. O derramamento do Espírito Encheu a igreja: Pedro então parou em frente a multidão de judeus e
explicou que o que acontecia era o que fora profetizado por Joel. Deus havia derramado o seu Espírito
sobre eles. A colheita do Espírito de Deus havia começado, mas estava longe de acabar. AT:2-4, “cheios do
Espírito Santo passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”.
2.8.4. Encarnação do Espírito prevista por Jesus: O Pentecostes foi a encarnação do Espírito na Igreja. Através
da vinda do Espírito, a Igreja poderia se tornar tudo que Cristo queria que seu corpo se tornasse na terra;
um proclamador do poder do evangelho.
2.8.5. A Era do Espírito: Deus manteve a promessa no Pentecostes ao derramar o Espírito sem restrição sobre a
Igreja. No Pentecostes não houve limitação na doação do Espírito para homens e mulheres.
2.8.6. Testemunho Contínuo: O testemunho do Espírito acerca de Jesus, dos seus feitos o glorifica, foca a
atenção do mundo ao único Filho de Deus.
2.8.7. Estilo de Vida Santo: Em Gl:5-16 a 26, Paulo contrasta as ‘obras da carne’ e o ‘fruto do Espírito’. Ele mostra
que o estilo de vida daqueles que são conduzidos pelo Espírito é absurdamente diferente da compreensão
do homem, é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio
próprio. As obras da carne são totalmente opostas a o Espírito.
2.8.8. O conhecimento da Verdade pelo Espírito: As escrituras foram sopradas para os homens. O Espírito nos
faz entender e lembrar o que está escrito por Jesus e que deve ser a nossa verdade. JO:14-26, “Mas o
conselheiro, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as verdades e
vos fará lembrar tudo o que Eu vos disse”.
2.8.9. Dons Espirituais: São dados para ajudar todo o povo de Deus a testemunhar, adorar e trabalhar para Seu
Reino. Esses dons não estão reservados para alguns. Eles são ferramentas para ajudar a todos os crentes a
fazer o trabalho.
2.8.10. O Espírito revela a Cristo: O Espírito revela Jesus a nós. Ele nos atrai à presença de Cristo e nos ajuda a
viver em comunhão com Ele. O ministério básico do Espírito é glorificar ou despertar a atenção para Jesus
para aqueles que obedecem a palavra. JO:14-21 a 23.

3. O Espírito e Jesus
3.1. O Ungido: Quer dizer ‘o Cristo’, ‘o Messias’. A unção consagra o crente a Deus, o dedica ao serviço, e muito
mais além. A unção com o Espírito Santo equipa o crente com poder para realizar a tarefa dada por Deus.

3.2. A Unção de Jesus: JO:1-32 a 34, quando Jesus saiu do rio, o Espírito desceu como uma pomba e pousou Nele.
Naquele momento, Jesus se tornou o portador do Espírito para que pudesse se tornar o batizador no Espírito.
Após Jesus acender ao céu e receber o Espírito Santo, o Espírito não veio para si mesmo, para o próprio Jesus,
mas para todos os crentes, como o Pai havia prometido em AT:2-33, “Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu
do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vós agora vedes ou ouvis. ”

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3.3. Os Efeitos da Unção de Jesus: Por meio da unção, Ele pode fazer aquilo que, como um simples homem, fora
anteriormente incapaz de fazer. AT:10-38, “e se refere a Jesus de Nazaré, de como Deus o ungiu com o Espírito
Santo e poder, e como ele caminhou por toda a parte realizando o bem, e salvando todos os oprimidos pelo
Diabo, porquanto Deus era com Ele. ”

3.4. O Ministério de Jesus: Jesus veio quebrar o poder do diabo e da morte, pelo poder do Espírito. RM:8-11, “E, se
o Espírito daquele que ressuscitou dos mortos a Jesus habita em vós, aquele que ressuscitou dos mortos a Cristo
Jesus igualmente vos dará vida a seus corpos mortais, por intermédio do seu Espírito que habita em vós. ”
 Estabeleceu o reino do céu
 Desmantelou os poderes malignos das trevas
 Pregou o evangelho do arrependimento
 Ensinou os seus seguidores acerca do juízo
 Deu-lhes orientações claras de comportamento

3.4.1. Jesus veio para buscar e salvar o perdido: Com o Espírito, Jesus veio para realizar a vontade de Deus,
buscar e salvar o pecador. FP:2-5 a 8.
 Para salvar as pessoas perdidas, necessitadas, que não tinham poder para salvar a si mesmas
 Para fazer expiação (redenção, perdão) pelos pecados de toda a humanidade
 Para agir como substituto para cada homem, mulher e criança
 Para levar sobre si a ira de Deus contra o pecado

3.4.2. O homem Jesus cheio do Espírito: Em seu ministério o homem Jesus esteve cheio do Espírito, capacitando-
o a suportar tudo e permanecer sem pecado.
 Foi testado de todas as formas possíveis
 Foi submetido a conflitos e emoções comuns
 Foi amigo solidário de pecadores
 Um exemplo de homem a ser seguido
 Estava ao lado das pessoas mais simples da sociedade
 Advertia constantemente acerca dos perigos da riqueza
 Exigia generosidade de seus seguidores
 Enfatizava o perdão, exortando a perdoar e praticou isso na cruz.

3.4.3. Ele veio mostrar como Deus é: Jesus veio como a Palavra de Deus, uma revelação e completa do Deus
invisível. Pai, Filho e Espírito, para reproduzir a natureza e o caráter divinos em homens e mulheres
comuns.

3.4.4. Ele foi O Discipulador: Jesus passou cerca de três anos no ministério terreno. Ele usou o tempo para
treinar homens no ministério para dar continuidade à sua obra depois que tivesse que retornar ao Pai e o
Parakletos viesse em Seu lugar.

3.5. O Ministério Terreno de Jesus: Foram três anos pregando, ensinando, curando doenças e males entre o povo.
MT:4-23, “E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando
todas as enfermidades e males entre o povo. ”

3.5.1. Jesus ministrava em oração: Jesus ministrava pela oração. Ele levantava cedo para orar e ficava acordado
até tarde para fazer o mesmo, a oração foi um segredo do ministério poderoso de Jesus. LC:6-12, “E
ocorreu naquela ocasião que Jesus se retirou para um monte a fim de orar, e atravessou toda a noite em
oração a Deus. ”

3.5.2. Jesus ministrava com obediência: Jesus se limitou a dizer e fazer apenas o que o Pai lhe dizia por
intermédio do Espírito. JO:6-38, “Pois eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a
vontade daquele que me enviou. ”

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3.5.3. Jesus ministrava com compaixão: Jesus ministrava não para atrair a atenção para Si, mas porque amava
os necessitados e se preocupava com suas necessidades. MC:1-41, “Movido de grande compaixão, Jesus
estendeu a mão e, tocando nele, exclamou: ‘Eu quero. Sê purificado’. ”

3.5.4. Jesus ministrava com a ajuda do Espírito: Ele fazia apenas o que o Pai estava mandando, e o Espírito o
ajudava a executar. Jesus tinha uma tremenda habilidade em ministrar conforme os dons do Espírito,
exceto línguas e interpretação.
 Dom da fé – MC:11-20 a 25
 Dom de milagres – MC:6-30 a 52
 Dom de cura – MT:4-23 a 25
 Palavra de sabedoria – MT:22-15 a 22
 Discernimento de espíritos – MT:16-17 a 23
 Dom de profecia – JO:2-19
 Palavra de conhecimento – JO:1-47 a 50

3.6. O Ministério de Jesus Atualmente: Todos os tipos de sinais, maravilhas e curas foram realizados por intermédio
dos apóstolos. Líderes foram guiados pelo Espírito para se dirigirem a lugares específicos para pregar as boas-
novas, confirmado por muitos milagres.

3.6.1. Jesus ora por seus irmãos: A oração é um dos segredos do ministério poderoso de Jesus. RM:8-34, “Quem
os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, Ele ressuscitou dentre os mortos e está à direita de
Deus, também intercede a nosso favor. ”

3.6.2. Jesus proveu os recursos: Ele não nos deixou de mãos vazias diante de um inimigo tremendamente forte.
Ele desarmou e derrotou as forças das trevas, e nos deu a mesma unção que Ele tinha para executar as
Suas obras.

3.6.3. Jesus trabalha conosco: Jamais deveríamos deixar de nos lembrar uns aos outros da verdade de que nunca
estamos sós. Jesus está conosco pelo Espírito. MT:28-20, “ensinando-os a obedecer s tudo quanto vos
tenho ordenado. E assim, Eu estarei permanentemente, convosco, até o fim dos tempos. ”

3.6.4. Jesus trabalha por intermédio da sua Igreja: Percebemos que a vida de Jesus era entrelaçada com o
Espírito. Ele nasceu do Espírito, viveu no Espírito, e ministrou em completa dependência do Espírito.
Depois, Ele batizou a Igreja no mesmo Espírito Santo, de forma que podemos continuar vivendo com sua
pureza, servindo com seu poder e revelando a presença maravilhosa de Deus.

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AULA 02
Recebendo o Espírito
O Poder do Espírito

1. Recebendo o Espírito
1.1. Jesus batiza no Espírito Santo: João declara que Jesus ‘vos batizará com o Espírito Santo e com fogo’. Esse é um
dos primeiros fatos a respeito de Jesus. Jesus é o batizador no Espírito Santo. O Espírito Santo e o fogo são os
elementos do batismo da mesma maneira que a água do rio Jordão. Do mesmo modo que os candidatos de
João eram imersos na água e encharcados nela, os candidatos de Jesus seriam imersos, encharcados,
submersos, mergulhados no Espírito Santo e no fogo. Jesus batiza com fogo por ser Ele ‘purificador’ dos crentes
que se submetem à obra do Espírito em suas vidas. MT:3-11, “Eu, em verdade, vos batizo com água, para
arrependimento; mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de
lavar suas sandálias. Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo. ” Jesus prometeu que se os discípulos
esperassem em Jerusalém, seriam batizados no Espírito Santo. Além disso, Jesus prometeu que eles receberiam
poder quando o Espírito Santo viesse sobre eles, e que daí então seriam suas testemunhas. Isso significa que
quando Jesus batizou os discípulos no Espírito Santo, no Pentecostes, foi o momento ímpar de iniciação na nova
era do Espírito Santo. Vimos também que o Pentecostes foi também o dia dos primeiros frutos. AT:2-41, “Assim,
todos quantos aceitaram a sua palavra foram batizados; e naquele mesmo dia juntaram-se a eles cerca de três
mil pessoas. ”

1.2. Cheio do Espírito: O verbo grego pletho usado por Lucas para ‘encher’ indica que somos ‘taças’ que contêm o
Espírito, mas ‘espojas’ encharcadas pelo mergulhar no Espírito. Os filhos de Deus devem continuamente pedir
a Deus para os limpar a fim de que possam acolher mais o Espírito. Devem implorar a Deus que Ele trate suas
áreas duras e secas de forma que mais de nós seja encharcado pelo Espírito. EF:5-18, “E não vos embriagueis
com vinho que leva à devassidão, mas deixai-vos encher pelo Espírito. ” AT:4-31, “E assim que terminaram de
orar tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com toda a coragem
saíram anunciando a Palavra de Deus. ” Diferente do batismo ‘ser cheio’ é uma experiência que pode se repetir.
Os mesmos discípulos ficaram cheios do Espírito Santo, uma vez em AT:2 e depois de novo.

1.3. Ungido com o Espírito: Assim como o batismo, a ‘unção’, também tem a ver com um novo início. A experiência
com o Espírito lança para a algo novo, para um novo nível de profundidade de culto e dimensão de vida ainda
não conhecido. Quando somos ungidos com Espírito por Jesus, o Espírito vem para nós e sobre nós. IJO:2-20 e
27, “Entretanto, vos tendes uma unção que procede da parte do Santo, e todos tendes pleno conhecimento.
Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém
mais vos ensine sobre isso. No entanto, a unção que dele procede é verdadeira, não construída sobre a mentira,
e vos ensina sobre tudo o que precisais saber. Permanecei, pois, nele assim como Ele vos ensinou. ”

1.4. Selado com o Espírito: O que recebeu o selo do Espírito está carimbado por Deus, essa é uma garantia de algo
que já existe. O significado legal de um selo é simples, só pode ser aplicado depois da assinatura, como garantia
de autenticidade. Quando nos tornamos cristãos, a documentação legal da vida eterna é concedida pelo
Espírito. IICOR:2-22, “nos selou como propriedade e fez habitar o seu Espírito em nossos corações como
garantia de tudo o que está por vir. ”

1.5. Recebendo Batismo no Espírito: De acordo com as escrituras, o Espírito Santo não é recebido no momento da
conversão. Como exemplo temos os samaritanos e os efésios, que já haviam entregado suas vidas para Jesus,
eram claramente identificados como ‘crentes’, contudo, só receberam o Espírito Santo após a visita de Pedro e
João que foram orar por eles. Eles já eram cristãos, porém não haviam recebido o Espírito. Importa é que O

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recebamos, e que continuemos a viver ‘Nele’ e ajudemos e ensinemos aos outros a fazer o mesmo. AT:8-14 a
17, “ Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra
de Deus, enviaram-lhes Pedro e João; os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito
Santo. Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do
Senhor Jesus. Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo. ” AT:19-2 a 7, “perguntou-
lhes: Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer ouvimos que
haja Espírito Santo. Tornou-lhes ele: Em que fostes batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas
Paulo respondeu: João administrou o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que
após ele havia de vir, isto é, em Jesus. Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus.
Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em línguas e profetizavam. E
eram ao todo uns doze homens. ”

1.6. Uma nova experiência de vida: O batismo no Espírito leva a uma nova dimensão de viver, viver no Espírito. Isso
significa que devemos continuar a beber do Espírito Santo, e se banhar ou ‘mergulhar’ em sua presença
recebendo mais dele diariamente. Quando recebemos o Espírito, começamos a viver no Espírito e podemos
começar a servir a Deus mais poderosamente e revelar a Sua presença mais claramente.

2. O Poder do Espírito
2.1. Dunamis o Poder do Espírito: O poder dunamis do Espírito sobre os cristãos é amplo e tem muitas finalidades.
Tem o poder para capacitar os crentes em muitas áreas e finalidades.
 Ser testemunha de Jesus: AT:1-8, “Contudo, recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós, e
sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da
terra. ”
 Ser testemunhas da ressurreição: AT:4-33, “Com grande poder os apóstolos continuavam a pregar,
testemunhando da ressurreição do Senhor, e maravilhosa graça estava sobre todos eles. ”
 Fazer grandes maravilhas e sinais: AT:6-8, “Estevão, homem cheio de graça e do poder de Deus realizava
prodígios e sinais milagrosos entre as multidões. ”
 Fazer o bem e curar: AT:10-38, “e se refere a Jesus de Nazaré, de como Deus o ungiu com o Espírito Santo
e poder, e como ele caminhou por toda a parte realizando o bem e salvando todos os oprimidos pelo Diabo,
porquanto Deus era com Ele. ”
 Ser cheio de esperança: RM:15-13, “Porquanto, que o Deus da esperança vos abençoe plenamente com
toda a alegria e paz, à medida da vossa fé nele, para que transbordeis de esperança, pelo poder do Espírito
Santo. ”
 Realizar poderosos sinais e maravilhas: RM:15-19, “pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder
do Espírito Santo; de modo que desde Jerusalém e arredores até Ilírico, tenho proclamado plenamente o
Evangelho de Cristo. ”
 Falar e pregar: ICOR:2-4, “Minha mensagem e minha proclamação não se formaram de palavras persuasivas
de conhecimento, mas constituíram-se em demonstração do poder do Espírito. ”
 Suportar dificuldades: IICOR:6-6 a 10, “em pureza, conhecimento, paciência e bondade; no Espírito Santo e
no amor sincero...... ”
 Se regozijar na fraqueza: IICOR:12-9, “Entretanto, ele me declarou: ‘A minha graça te é suficiente, pois o
meu poder se aperfeiçoa na franqueza’. Sendo assim, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, a
fim de que o poder de Cristo repouse sobre mim. ”
 Ser fortalecido para conhecer o amor de Deus: EF:3-16, “Oro para que, juntamente com suas gloriosas
riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder por meio do Espírito Santo. ”
 A se posicionar contra o inimigo na oração: EF:6-10, “Concluindo, fortalecei-vos no Senhor e na força do
seu poder. ”
 Anunciar o Evangelho: FP:4-13, “Tudo posso naquele que me fortalece. ”
 Ser paciente e ter poder para perseverar: CL:1-11, “sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a
maravilhosa força da sua glória, para que, com alegria tenhais absoluta constância e firmeza de ânimo. ”
 Participar dos sofrimentos de Cristo: II TM:1-8, “Assim sendo, não te envergonhes do testemunho de nosso
Senhor nem de mim, prisioneiro dele; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos pela causa do
Evangelho conforme o poder de Deus. ”

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 Poder para Igreja: EF:1-22, “Também sujeitou tudo o que existe debaixo dos seus pés e o designou cabeça
sobre absolutamente tudo o que há, e o concedeu à Igreja. ”

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AULA 03
A Pureza do Espírito
O Desempenho do Espírito

1. A Pureza do Espírito
1.1. Ser Santo: A palavra ‘santo’ no grego é hagios. Para muitas pessoas, a palavra ‘santo’ tem elos morais. Elas
acham que ser santo significa ser muito bom, perfeitamente bem-comportado, até mesmo sem pecado.
Entretanto, hagios é basicamente uma palavra funcional que significa ‘totalmente separado, dedicado,
consagrado’.
 O Santo Pai: LC:1-49, “porque o Poderoso realizou maravilhas a meu favor; Santo é seu Nome! ”
 O Santo Filho: AT:3-14, “Todavia, vós negastes publicamente o Santo e Justo, e pedistes que um assassino
fosse liberado. ”
 O Santo Espírito: IJO:2-20, “Entretanto, vós tendes uma unção que procede do Santo, e todos tendes pleno
conhecimento. ”

1.2. Santificação: A palavra grega para ‘santificação’ é hagiasmos, significa principalmente separação para Deus.
IITS:2-13, “Todavia, irmãos amados do Senhor, devemos sempre dar graças a Deus por vós, pois Ele vos escolheu
desde o princípio para a salvação pela santificação feita pelo Espírito e pela fé na verdade. ”

1.3. Purificação do Pecado: Deus odeia o pecado que pecado torna os homens sujos a Seus olhos. De acordo com
as Escrituras, pecado é culpa que precisa ser perdoada ou removida, uma sujeira que precisa ser lavada ou
purificada, e também um poder que precisa ser quebrado. RM:3-9, “Qual a conclusão? Estamos nós em posição
de vantagem? Não! Já demonstramos que tanto judeus quanto gentios estão todos subjugados pelo pecado. ”

1.4. A Luta Interior do Crente: A vida cristã deve ser um progresso constante, e não uma derrota. A realidade da
vida do cristão, é de uma luta contra o pecado, uma busca diária para andar e viver no Espírito olhando para o
caminho à frente proposto pelo Espírito, buscando resistir aos desejos naturais da humanidade caída que
continuamente ataca os crentes. Ao andar na santidade do Espírito, é assegurado ao crente a contínua
descoberta de que nada nessa vida é tão bom quanto deveria ser, que não lutamos contra os desejos naturais
tão intensamente quanto poderíamos ter feito, que apenas um elemento de vontade própria contamina até
mesmo as melhores coisas que fazemos para Deus, e que um pouco de sujeira pecaminosa mancha nossa vida
diária. GL:5-16, 17, “Portanto vos afirmo: Vivei pelo Espírito, e de forma alguma satisfareis a vontade da carne.
Portanto a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne. Eles se opõem um ao outro, de modo que
não conseguis fazer o que quereis. ”

1.5. Aperfeiçoamento da Santidade no Temor de Deus: O ‘Espírito da Verdade’, conscientiza dos erros e falhas, e
chama a atenção para as distintas formas que decepcionam a Deus. Ele realça os maus hábitos e recomenda a
tomar posicionamento no temor de Deus. Limpar-se da sujeira da carne e do espírito. Alguns pensam que se
torna mais fácil a medida em que crescem e se tornam mais maduras na fé. Entretanto, até o fim de nossas
vidas, estaremos sempre precisando clamar ao Espírito Santo para que fortaleça nossa decisão de permanecer
no caminho da santidade. IICOR:7-1, “Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o
que possa contaminar o corpo e, por conseguinte a alma, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. ”

1.6. Transformação por meio da Purificação: Enquanto o cristão buscar andar no Espírito, ele experimentará uma
mudança que irá se refletindo a glória do Senhor progressivamente e lentamente será transformado em Sua
imagem. Não se trata de uma transformação instantânea. É uma mudança lenta, porém persistente, que Deus
traz às vias daqueles que permanecem no Espírito. Deus realiza isso tanto por meio da contínua obra reveladora

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do Espírito quanto nas eventuais experiências de crises nas quais encontramos o Espírito e experimentamos
sua liberdade. IICOR:3-18, “Mas todos nós, que com a face descoberta comtemplamos, como por meio de um
material espelhado, a glória do Senhor, conforme a sua imagem estamos sendo transformados com glória
crescente, na mesma imagem que vem do Senhor, que é o Espírito. ”

1.7. Pureza para testemunhar: A pureza, bem como o poder, é para testemunho. O Espírito não desenvolve a pureza
nos seus para o seu próprio benefício, mas em benefício de Cristo, e em benefício do mundo. Convence o mundo
sobre a verdade acerca do pecado e da justiça, o é fundamental para o ministério do Espírito. Ele nos chama a
somar nosso testemunho ao dele a fim de que o mundo creia em Jesus. PV:4-23, “Acima de tudo o que se deve
preservar, guarda o íntimo da sua razão, pois é da disposição do coração que depende toda a tua vida. ”

2. O Desempenho do Espírito Yhaweh: O Espírito é divino. Todos os atributos do Espírito são aspectos da natureza
divina. A medida que o cristão vive no Espírito, tudo que recebe vem do Senhor.

a. O Espírito de sabedoria ou habilidade – chokmah: Essa é a sabedoria que vem de Deus. Sabedoria não
é o conhecimento de fatos, é a habilidade de aplicar esses fatos da melhor maneira possível. PV:2-6,
“Porquanto é o Senhor quem concede sabedoria, e da sua boca procedem a inteligência e o
discernimento. ”

b. O Espírito de entendimento ou Inteligência – de biynah: É um Espírito inteligente, cabe ao crente


confiar em Seu entendimento em vez de confiar no seu próprio. DT:4-6, “Sendo assim, cuidai de
obedecer a eles e praticá-los, pois, dessa maneira todos os demais povos observarão a sabedoria e o
correto juízo que tendes. Ao ouvir todos esses decretos, os povos dirão: ‘Em verdade está grande nação
é constituída de um povo sábio e inteligente. ”

c. O Espírito de conselho ou instrução – de ‘etsah: Esse é a orientação ou direção. Atualmente é chamado


de inspiração. SL:73-24, “Tu me diriges de acordo com os teus desígnios, e no fim me acolherás em
glória. ”

d. O Espírito de poder ou autoridade – de gebuwrah: Essa é a autoridade de Deus que está por trás de
todas as palavras e obras do Espírito. Ao falar Sua palavra do Seu jeito, elas terão sua autoridade. SL:71-
16, “Proclamarei os teus feitos poderosos, ó Soberano Senhor; divulgarei diante de todos a tua justiça.

e. O Espírito de conhecimento de fatos – de da’ath: O Espírito é o Deus que sabe tudo de quem nada pode
ser ocultado. Ele conhece todos os fatos. Nada, absolutamente nada, lhe está oculto.

f. O Espírito do temor ou reverência do Senhor – de yirah de Yahweh: Tudo que Ele faz é idealizado para
trazer reverência ao Senhor. Cada expressão de Seus atributos vem de Deus e tem o objetivo de
aumentar a reverência a Deus.

2.1. O Desempenho dos dons Espirituais: Em ICOR:12-8 a 10 são identificados nove charismata (dons). Não se trata
de algo exterior ao Espírito que Ele concede. São manifestações Dele, são facetas de Seu caráter, são parte da
Sua natureza, e, portanto, eles guiam a Igreja em direção a Cristo. A manifestação deles é sempre para o que
for útil, ou seja, glorificar a Jesus. Certamente que o Espírito quer que se faça bom uso de Seus dons, por isso
que Ele aos crentes. Entretanto, Ele quer que sejam manifestados do Seu jeito, ao Seu mover, onde o foco deve
estar sempre em glorificar a Cristo e seguir o mover do Espírito. Esses dons são:
1) Palavra de sabedoria – Habilidade sobrenatural de aplicar uma revelação, ou de entender como solucionar
ou auxiliar em uma situação. Não é dada ao crente mediante uma experiência pessoal ou treinamento, mas
pelo entendimento da sabedoria do Espírito.
2) Palavra de conhecimento – Revelação sobrenatural de fatos a respeito de uma pessoa ou situação. Não é
dado aos crentes por intermédio da mente, mas é visto pelo fragmento do conhecimento do Espírito.

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3) Dons de cura – Conhecimento sobrenatural de saber quem, como e quando Deus quer curar uma pessoa
para a glória de Dele. Não se trata de uma capacidade adquirida permanentemente, é algo em que ocorre
pelo envolvimento ao andar em parceria com Ele.
4) Fé – uma onda sobrenatural de confiança, proveniente do Espírito pela capacidade de Deus em fazer algo
aparentemente impossível da sua própria maneira.
5) Milagres – Operação sobrenatural de poderes miraculosos por intermédio de uma pessoa, pelo Espírito,
quando Deus escolhe intervir na ordem natural.
6) Profecia – Recebimento sobrenatural a partir do Espírito de uma mensagem proveniente de Deus para um
indivíduo ou grupo de pessoas ‘igreja’.
7) Discernimento de espíritos – Intuição natural proveniente do Espírito que identifica a atitude motivadora
por trás de uma palavra, uma ação, uma circunstância ou uma pessoa, e permite que a essência da
mensagem profética de Deus seja separada da impureza humana que rodeia e acompanha.
8) Diferentes tipos de línguas – As palavras dadas pelo Espírito para orar a Deus em uma língua que não foi
aprendida. Liberada para orar com o Espírito e não com a mente.
9) Interpretação ou explicação das línguas – Revelação sobrenatural, proveniente do Espírito, quanto à
essência do que foi orado em línguas.

2.2. Desempenho dos ministérios do Corpo: Há pessoas que foram chamadas de forma especial para obra, de
pregar e ensinar, contudo não se deve ignorar a verdade que os líderes e pregadores devem estar motivados,
treinando e liberando os santos para o ministério do corpo de Cristo. EF:4-11 a 12, “E ele deu uns como
apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em
vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;”

2.3. Desempenho das atividades Cristãs: O Espírito ajuda aos crentes a entender que Cristo não apenas quer
mobilizar os membros de Seu corpo para fazer a ‘obra da igreja’, mas também, pôr a Igreja para trabalhar no
mundo por intermédio da força do Espírito Santo.

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AULA 04
A Presença do Espírito
Parceria com o Espírito

1. A Presença do Espírito: Ao andar no Espírito Santo, e experimentar a presença de Jesus, que o Espírito traz, têm-se
o poder de ressuscitar, a pureza santa de Jesus, a natureza divina e os dons de Jesus. Jesus ensina acerca do Espírito
Santo, dizendo que o Espírito trará a presença tanto do Pai, quanto do Filho aos crentes. No Espírito toda a Trindade
fará Sua morada, Sua residência terrena permanente está em seus discípulos. Ao se viver no Espírito e com o Espírito
se vive na presença do Pai e do Filho. JO:14-23, “Jesus respondeu-lhe: Se alguém me ama obedecerá à minha palavra;
e meu Pai o amará, e nós viremos até ele e faremos nele nosso lar. ”

2. A Presença de Jesus: A presença do Espírito é a presença de Cristo, e vice-versa. É dever do crente desenvolver e
manter uma relação com o Espírito Santo e buscar a conhecer a Jesus. RM:8-9, “Vós, contudo, não estais debaixo do
domínio da carne, mas do Espírito, se é que de fato o Espírito de Deus habita em vós. Todavia, se alguém não tem o
Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. ”

3. A comunhão pessoal de Sua presença: JO:16-12 a 14, O Espírito traz aos crentes o conhecimento sobre Jesus. Ele é
o que guia pelo caminho de Jesus e ensina as suas verdades. O Espírito fala de várias formas:
 Por intermédio das Escrituras
 Por intermédio de outros crentes
 Por intermédio da criação de Deus
 Por intermédio dos dons espirituais
 Por intermédio do espírito interior

4. A transformação pessoal por sua presença: De certa forma, as pessoas são influenciadas uma pelas outras, com as
quais desempenha uma boa parceria. O mesmo ocorre com Jesus. Quanto mais tempo passamos em Sua presença,
no Espírito, mais nos tornamos como Ele. Quanto mais tempo ouvimos suas palavras, mais elas controlam nossos
pensamentos, e assim por diante. IICOR:3-18, “Mas todos nós, que com a face descoberta contemplamos, como por
meio de um material espelhado, a glória do Senhor, conforme a sua imagem estamos sendo transformados com
glória crescente, na mesma imagem que vem do Senhor, que é o Espírito. ”

5. A garantia pessoal de Sua presença: É o Espírito Santo que faz saber ao crente, no seu íntimo, se ele é filho de Deus,
se é herdeiro de Deus, e co-herdeiros com Cristo. A presença de Jesus em nós e conosco pelo Espírito é toda a prova
necessária de que somos amados e aceitos por Deus. A presença do Espírito é o ‘selo’ que garante que fomos
perdoados, redimidos, reconciliados e aceitos na família de Deus. RM:8-16, “O próprio Espírito testemunha ao nosso
espírito que somos filhos de Deus. ”

6. A presença de Deus:
 O Espírito é apresentado como Espírito de Jesus Cristo, o Filho de Deus – AT:16-7, “Quando se avizinharam da
região da Mísia, procuraram subir até Bitínia, mas também o Espírito de Jesus não lhes permitiu. ”
 O Espírito que recebemos é o mesmo que estava com, e sobre Jesus – LC:3-22, “e o Espírito Santo desceu sobre
Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu surgiu uma voz: ‘Tu és o meu filho amado; e em ti me agrado
sobre maneira. ”
 Jesus, O Ungido, é o Doador do Espírito – AT:2-33, “Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo
prometido e derramou o que vós agora vedes e ouvis. ”
 A vinda do Espírito aos discípulos após Jesus ter sido levado deles foi, no sentido real, o retorno de Jesus a eles –
JO:14-16, “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro advogado, a fim de que esteja para sempre convosco. ”

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 A habitação do Espírito de Deus, que é o Espírito de Cristo, é descrita como a habitação do próprio Cristo – RM:8-
9, “Vós, contudo, não estai debaixo do domínio da carne, mas do Espírito, se é que de fato o Espírito de Deus
habita em vós. Todavia, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. ”
 O Espírito é o Senhor e Ele transforma os crentes na imagem do Senhor – IICOR:3-18, “Mas todos nós, que com
a face descoberta contemplamos, como por meio de um material espelhado, a glória do Senhor, conforme a sua
imagem estamos sendo transformados com glória crescente, na mesma imagem que vem do Senhor, que é o
Espírito. ”

7. A presença para a Glória: É certo que podemos glorificar a Deus apenas estando cheios de Sua presença, e essa é a
obra do Espírito. Ao orarmos para a glória de Deus ser vista, pedimos que o mundo veja Sua santidade, graça e poder,
e que seja vista em nós por meio da obra do Espírito. Visto que o Espírito traz a presença de Deus, Deus é glorificado
no mundo por nosso intermédio.

8. Sua Presença para Testemunho: O Espírito nos faz conhecer tudo sobre Cristo trazendo a glória para Jesus. Ele
realiza isso por intermédio de um relacionamento pessoal, vivo e vital, o qual Ele busca continuamente estabelecer
conosco. Cristo será glorificado em nós quando desenvolvermos e mantivermos esse relacionamento com o Espírito.
Conheceremos Jesus, conheceremos o Pai, andaremos nos caminhos de Deus, e o mais importante, seremos
testemunhas glorificadoras perfeita e eficazes do Senhor Jesus vivo no mundo.

2. Parceria com o Espírito


2.2. Desenvolvendo o Ministério de Jesus: É de responsabilidade dos crentes desenvolver esse relacionamento com
o Espírito, para que o ministério de Jesus possa se tornar mais eficaz onde quer que estejamos.

2.3. Discipulado: Para viver em parceria ‘com’ o Espírito depende de discipulado. Os primeiros parceiros de Jesus
no ministério foram chamados de ‘discípulos’, ou seja, homens compromissados com o discipulado, isso quer
dizer que quanto maior for o compromisso com o discipulado, maior será o grau de profundidade do ministério
que Jesus se desenvolverá em nós. MT:28-19, “Portanto, ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem
discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. ”

2.4. Direção: Se estivermos vivendo com o Espírito, em Sua presença, Ele nos guia e direciona com Sua voz gentil,
mansa. Entretanto, Ele não nos obriga a obedecê-lo. Ele encoraja, Ele aconselha, Ele persiste, porém, Ele não
insiste! É fundamental aprender a reconhecer a Sua voz e ser capaz de distingui-la de nossas ideias e das
sugestões do diabo.

2.5. Dependendo do Espírito: Fomos criados para um relacionamento com Deus, o qual experimentaremos na terra
em comunhão com o Espírito. Somente dependendo totalmente do Espírito é que podemos começar a ministrar
no Espírito.

2.6. A unção do Espírito: Depender do Espírito é contar com sua unção Nele, por Jesus. É nesse lugar que se unem
o desenvolver o ministério de Cristo e a dependência do Espírito, a unção é essencial para o ministério.

2.7. Discernindo o Plano do Espírito: É um princípio básico do ministério, o fato de que Deus não dá poder para o
que Ele não está fazendo, mas sempre provê para quilo que Ele realiza. Jesus era plenamente Deus, e
plenamente homem, recebeu o Espírito sem medida, parece não ter curado a todos. Em vez disso, os
Evangelhos sugerem que Jesus curou a todos os que foram trazidos a Ele, e aos que Ele levou cura, indivíduos
específicos, ignorando multidões doentes a sua volta. Certamente, Ele fez apenas o que o Pai estava fazendo,
Ele permaneceu rigorosamente leal à pauta do Espírito.
2.7.1. Esperar: É necessário esperar pacientemente em Deus, criar um oásis de paz em nossas vidas pela
meditação de Sua palavra, antes de começar a ouvir a instrução do Espírito.

2.7.2. Ouvir: É preciso passar mais tempo atentos à oração do que de fato se passa. Gasta-se muito tempo
pedindo a Deus para fazer coisas, em vez de perguntar o que se deve fazer e ouvir a resposta. Deus está
interessado em cada aspecto das nossas vidas. Muitos crentes pensam que ‘ministério’ significa nada mais

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que milagres, então ignoram os pensamentos ‘diários’ que o Espírito coloca em nossas mentes. Viver em
comunhão com o Espírito significa estar pronto para ser envolvido em qualquer coisa com Seu plano.

2.7.3. Pedir: É preciso depender do Espírito e ouvir suas instruções. Muitas vezes os crentes dizem e fazem as
mesmas coisas, sua dependência está em sua própria experiência e não, no Espírito! Depois de se fazer
todas as perguntas relevantes, não está num livro a solução ou ação adequada, convém voltar-se ao
parceiro, O Espírito Santo, para receber as instruções.

2.8. Demonstração do Espírito: Deus se deleita em ministrar nos acostamentos, no curso da vida cotidiana, em
ajudar os marginalizados da sociedade que nunca frequentaram uma igreja. Devemos nos lembrar disso se
quisermos participar das ‘coisas maiores’ prometidas por Jesus.
2.8.1. Oração: É parte essencial do ministério.

2.8.2. Dons: Jesus usou todos os dons do Espírito no ministério devemos desejar fazer o mesmo. Não é
necessário se preocupar em definir os dons. Em vez disso, encorajar-se a usá-los.

2.8.3. Fé: Muitos acham que precisam de uma grande quantidade de fé para ministrar, enquanto Jesus declarou
que precisamos apenas de uma pequena quantidade, do tamanho de uma semente de mostarda. LC:17-5
e 6, “Diante disso, pediram os apóstolos ao Senhor: ‘Aumenta a nossa fé’. Ao que os encorajou o Senhor:
Se tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, podereis dizer a esta amoreira: Arranca-te e
transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá. ”

2.8.4. Ação: Princípios básicos:


 Mostrar o amor de Cristo
 Pedir direção ao Espírito Santo
 Manter os olhos abertos
 Ouvir atentamente a Deus e falar o que ele colocar em nossa mente
 Perguntar a Deus se é correto tocar na pessoa ou não
 Perguntar a pessoa se ela está sentindo alguma coisa
 Ficar alerta quanto as reações corporais, a pessoa pode ter reações
 Ajudar a pessoa a ficar o mais confortável possível
 Podemos usar o dom de línguas

2.8.5. Humildade: Nenhum homem ou mulher pode operar um milagre. O máximo que podemos almejar é ser
um servo inútil a quem Deus dá algum aviso minutos antes do milagre.

2.9. Discipulado com o Espírito: Geralmente as pessoas não recebem tudo de Deus ao serem ministradas pela
primeira vez. Pode ser necessário voltar à pessoa e mencionar que sua cura já se manifestou e que é necessário
se manter firme na fé. JO:5-14, “Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Veja que já estás curado;
não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior. ”

2.10. Após a ministração: O Espírito se aproximou de nós para nos encorajar, consolar, ensinar e direcionar. Ao
vivermos nele, seremos naturalmente conduzidos para perto das pessoas para ajudá-las e encorajá-las de forma
semelhante. Quando tivermos orado por cura e a pessoa estiver recebendo tratamento médico ou usando
remédios prescritos, devemos encorajá-la a visitar o médico. MT:8-4, “Em seguida, disse-lhe Jesus: Veja que
não digas isto a ninguém, mas segue, mostra seu corpo ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para
que sirva de testemunho. ”

2.11. Ministério coletivo: O princípio da parceria é bíblico:


 Um indivíduo solitário não pode refletir a imagem do Deus trino; é necessário um relacionamento.
 As promessas de MT:18-19 a 20, foram feitas para dois ou três e não a um.
 MT:10-1 a 16, Jesus enviou os doze a ministrar em parceria, e em LC:10-1 a 20 descreve com outros 72 foram
enviados da mesma maneira.
 A proteção contra as forças inimigas é garantida à Igreja, não a indivíduos isolados.

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2.12. Vida em comunidade: Ás vezes, parece ser mais fácil fazer a obra de Deus sozinho. Contudo, Jesus se sujeitou
e dependeu de pessoas de uma forma muito impactante. Se quisermos viver e ministrar com sua autoridade,
precisamos viver como Ele viveu. Ele se sujeitou humildemente:
 A Seus pais
 Ao batismo de João
 Às autoridades da sinagoga
 Aos líderes políticos
 Aos sacerdotes judeus
 A Pilatos

2.13. Um desafio: A essas alturas, deveríamos ter sido completamente apresentados ao Espírito. Você sabe.
 Que Ele traz poder de Deus, para que você possa conhecer melhor a Jesus e torná-lo mais conhecido ao mundo
necessitado da sua vida.
 Que Ele traz a pureza de Deus para transformar você na imagem de Jesus, de maneira que as pessoas a sua volta
possam ver Jesus e ser atraídas a Ele.
 Que o Espírito traz a presença de Jesus a você, a fim de que possa revelar a Sua presença ao mundo falando Suas
palavras e realizando Suas obras.
 No Espírito, Jesus está se aproximando de você, Ele quer transformar você em Sua semelhança, e equipar e
motivar você a ajudar ao mundo com Seu amor e misericórdia. Não resista ao Espírito, ao invés disso, reaja a Ele
com sujeição amorosa e torne-se seu parceiro dedicado.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
O Reino
O Chamado do Reino / As atitudes do Reino

1. O Reino: O reino dos Céus é originado da palavra grega, Basileia, derivada de Basileus, que significa ‘REI, SOBERANIA,
PODER, DOMÍNIO, AUTORIDADE REAL’ a atividade de governar. Não se refere ao país, ou as pessoas governadas por
um rei. Todas as vezes que as pessoas tentam construir o Reino de Deus na terra por intermédio de regras religiosas
e leis, ou estruturas políticas, elas se afastam do propósito divino. Não tem nada a ver com sistemas terrenos
nacionais, geográficos, políticos ou socioeconômico. O ‘reino’ é um governo espiritual no coração do Seu povo. MT:6-
10, “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”.

1.1. Contexto Judeu: Deus é retratado com frequência como rei de Israel. A Aliança dada no monte Sinai, por
intermédio de Moisés, afirma a autoridade, a realeza e o governo de Deus sobre o Seu povo. Deus é soberano
e Ele reina. IS:24-23, “A lua pois, ficará humilhada, e o sol, confuso e envergonhado, porquanto o Senhor dos
Exércitos reina no monte Sião e em Jerusalém: absoluto e glorioso diante dos seus líderes e anciãos! ”

1.2. Como João Batista anuncia o Reino: MT:3-2, “Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.
 Separação e Purificação para toda a humanidade;
 Mudança moral que não pode ser ignorada;
 Conexão com a atividade de Jesus;
 Ordenança as pessoas ao arrependimento e ao batismo.

1.3. O reino presente: MT:12-28, “Mas, se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso demônios, então,
verdadeiramente, é chegado o Reino de Deus sobre vós! ”. Jesus repete sua afirmação de que o reino havia
chegado e evidencia isso pela expulsão de demônios. Essa autoridade sobre os espíritos malignos mostra tanto
que, o reino dos céus havia irrompido no governo do maligno, quanto que o verdadeiro rei governa mais
efetivamente. Quando Jesus envia os 72 discípulos para pregar, em LC:10-1 a 20, eles anunciam a chegada do
reino, como resultado ‘Satanás sentiu que um relâmpago do céu’. Toda a atividade miraculosa de jesus prova
que o reino chegou.

1.4. O reino futuro: Jesus ensinou tanto que o reino havia chegado, quanto não ‘havia chegado’ MT:5-1 a 10, alguns
benefícios são firmados no futuro. Ainda que o ‘bem-aventurado’ já possua o reino, há algo ainda por vir, como
o conforto, a herança, a misericórdia e muito mais. Uma boa compreensão e aplicação do reino engloba tanto
o presente quanto o futuro, como Cristo o fez.

1.5. Aspectos do reino: Há cinco aspectos principais para uma melhor compreensão do reino.
 Ele pertence a Deus – SL:22-28, “Pois ao Senhor pertence o reino; Deus governa as nações”
 É dinâmico e poderoso – LC:11-20, “Todavia, se é pelo dedo de Deus que Eu expulso os demônios, então,
com toda certeza, é chegado o Reino de Deus sobre vós”
 Ele vem com sinais e maravilhas – MT:11-5 e 12, “Os cegos enxergam, os mancos caminham, os leprosos
são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as Boas Novas estão sendo pregadas aos
pobres. Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de
violência se apoderam dele”
 É estabelecido por Jesus – MT:16-28, “Com toda certeza vos afirmo que alguns dos que aqui se encontram
não experimentarão a morte até que vejam o Filho do homem vindo em seu Reino”
 É para salvação e para ajudar – LC:5-20, “Observando a fé que aqueles homens demonstravam, Jesus
declarou: ‘ Homem! Os teus pecados estão perdoados”

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1.6. Os mistérios do reino:
1.6.1.Crescimento assegurado – MT:13-31 e 32, “Outra parábola ainda lhes propôs Jesus dizendo: ‘O Reino dos
céus é como um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou em seu campo, embora seja a menor
dentre todas as sementes, quando crescer chega a ser a maior das plantas, e se torna uma árvore, de
maneira que as aves do céu vem aninhar-se em seus ramos”
1.6.2.Grande oposição e uma mistura confusa – MT:13-24 e 25, “Jesus lhes contou outra parábola: ‘O Reino dos
céus é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo. Entretanto, quando todos
dormiam, chegou o inimigo dele, lançou o joio no meio do trigo, e seguiu o seu caminho”.
1.6.3.Natureza oculta – MT:13-33, “E contou-lhes mais outra parábola: ‘O Reino dos céus é semelhante ao
fermento que uma mulher pegou e misturou em três medidas de farinha, até que toda massa ficou
levedada”.
1.6.4.Grande valor – MT:13-44, “O Reino dos céus assemelha-se a um tesouro escondido no campo. Certo
homem, tendo-o encontrado, escondeu-o novamente. Então transbordando de alegria, vai, vende tudo o
que tem, e compra aquele terreno”
1.6.5.Natureza internacional, para todos os povos – MT:13-47, “O Reino dos céus é ainda semelhante a uma
rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie”
1.6.6.Arrependimento e obediência – MT:21-31, “Qual dos dois fez a vontade do Pai? Ao que eles responderam:
O primeiro, então Jesus lhes revelou: ‘Com toda a certeza vos afirmo que os publicanos e as prostitutas
estão ingressando antes de vós no Reino de Deus”
1.6.7.Alerta veemente ao reino, não é para os negligentes – MT:25-1, “Portanto, o Reino dos céus será
semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. ”

1.7. O reino no Novo Testamento: Objetivava o experimento e a compreensão por parte dos discípulos, do governo
de Deus sobre pessoas com os ensinamentos de jesus. Contudo, apesar da experiência dos discípulos, havia
uma interrogação, de como seria o reino, o governo de Deus, sem a presença de Jesus. Jesus os instruiu como
pregar e como viver sem a sua presença. AT:1-3, “Depois do seu martírio, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes
muitas provas incontestáveis da sua ressurreição. Aparecendo-lhes por um período de quarenta dias seguidos e
ensinando-lhes acerca do Reino de Deus”. Em AT:17-7 “E Jasom os hospedou em sua casa. Todos eles estão
agindo contra os decretos de César, proclamando que existe um outro rei, Chamado Jesus! ”. Os discípulos
permaneceram proclamando a Jesus como rei.

1.8. O reino e a Igreja: A Igreja é a assembleia das pessoas que pertencem a Cristo, das vivas na terra, e daquelas
que estão com Ele no céu. O reino é a atividade plena de Deus em Cristo no mundo, ou seja, a Igreja não é o
reino. A igreja é chamada a pregar o reino ao mundo. O reino já chegou, Cristo é o Rei do reino. Os membros
da igreja devem viver no reino e ser governados somente por Deus e por Cristo.

1.9. O reino e o Estado: A principal separação entre a Igreja e o estado está em que o Reino de Deus não vem por
meios terrenos políticos, econômicos, sociais ou militares. MT:22-21, “Responderam-lhe; Então, lhes afirmou:
Portanto dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus!”.

2. O Chamado do Reino: João Batista e Jesus deixaram bem claro que o principal Chamado do reino é ao
arrependimento.

2.1. Arrependimento no Antigo Testamento (aramaico):

 Nacham: parar de fazer obras más, mudar a mente – EX:32-14, “E sucedeu que o Senhor se arrependeu do
castigo que ameaçara fazer àquele povo” JN:3-10, “Deus observou tudo quanto fizeram: como se
converteram do seu mau caminho e abandonaram a violência”
 Shuwb: mudar de direção, voltar-se para Deus ML:3-7, “Desde a época de vossos antepassados vos
desviastes das minhas leis e não as obedecestes. Agora, pois, voltai para mim, e eu me tonarei para vós
outros. Afirma o Senhor dos Exércitos. Toda via me indagais: Mas de que devemos nos arrepender? ”

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2.2. Arrependimento no Novo Testamento (grego):
 Metanoia: transformação completa dos pensamentos, de atitudes, de perspectiva e de direção, uma
revolução mental, passar a pensar do modo de Deus – MC:6-12, “Eles partiram e pregavam que todos
se arrependessem”
 Metamelomai: lastimar-se, ou sentir remorso não resulta em arrependimento genuíno, como ocorreu
com Judas MT:27-3, “E sucedeu que Judas, seu traidor, ao ver que Jesus havia sido condenado, sentiu
terrível remorso e procurou devolver aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de
prata”.
 Epistrepho: mudar, converter AT:3-19, “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para que assim
sejam apagados os vossos pecados, ”

2.3. O Chamado para crer: Ao entendemos que o primeiro Chamado do reino é ‘arrependimento’, e significa
transformação da mente, fica claro porque ‘crer’ é o segundo Chamado. Qualquer coisa que Deus espere de
seu povo é impossível por intermédio do esforço humano, só é possível quando a fé é liga ao modo especial
de Deus em fazer as coisas. É em Cristo que Deus faz o impossível. É através de Cristo que Deus governa as
Pessoa, RM:10-17, “Como consequência, a fé vem pelo ouvir as boas novas, e as boas novas vêm pela Palavra
de Cristo”

2.4. O Chamado ao discipulado:


 O Chamado pessoal: Jesus chama cada um pessoalmente a aprender Dele MT:11-28, “Vinde a mim
todos os que estais cansados de carregar suas pesadas cargas, e Eu vos darei descanso”
 O Chamado coletivo: Jesus chama a todos para segui-lo juntos. MT-29-19, “Portanto, ide e fazei com
que todos os povos da terra se tornem discípulos batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo. ”
 O Chamado é urgente: Imediatamente Mateus começou a seguir Jesus, MT:9-9, “Saindo, viu Jesus um
homem Chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu. ”
 O Chamado tem preço: Apesar de ter sido uma bem-sucedida pescaria, eles deixaram os peixes na
praia para os amigos e família, e seguiram a Jesus. LC-5-11, “Então, eles arrastaram seus barcos para a
praia, renunciaram a todas as coisas e seguiram a Jesus. ”

2.5. O Chamado para ser como Cristo:


 Amar – JO:13-34, “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos
amei; que dessa mesma maneira tenhais amor uns para com os outros”
 Doar-se – JO:15-13, “Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos
seus amigos. ”
 Servir – MC:10-45, “Porquanto nem mesmo o filho do homem veio para ser servido, mas para servir e
dar sua vida em resgate de muitos”
 Trabalhar – JO:14-12, “Em verdade, em verdade vos asseguro que aquele que crê em mim fará também
as obras que Eu faço e outras maiores fará, pois eu vou para meu Pai”
 Ir – JO:20-21, “E Jesus lhe disse mais uma vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu
também vos envio”

2.6. O Chamado para herdar o reino:


 A terra – MT:5-5
 O reino dos céus – MT:5-10
 O tesouro nos céus – MT:6-19 a 21
 A recompensa do homem reto – MT:10-40 a 42
 A herança multiplicada – MT:19-27 a 30
 O reino preparado – MT:25-31 a 40
 A grande recompensa – LC:6-30 a 38
 O reino, o tesouro celestial – LC:12-32
 Retribuições de bênçãos – LC:14-12 a 14
 Habitação eterna – LC:16-9
 Herança – AT:20-31
 Glória, Honra e Paz – RM:2-6 a 10

37
 Compartilhar da glória de Cristo – RM:8-10
 Colheita abundante – IICOR:9-6 a 14
 As riquezas da glória da sua herança – EF:1-17 a 19
 As abundantes riquezas da sua graça – EF:2-4 a 8
 A recompensa da herança – CL:3-23
 Reinado com Cristo – IITM:2-12
 As promessas - HB: 6-12
 Assentar-se com Cristo em seu trono – AP:3-21
 Todas as coisas – AP:21-7

2.7. As Bem-aventuranças do Reino: O Sermão do Monte em MT:5, Jesus ensina aos seus discípulos que para
cada atitude cristã há um retorno de benção. Cada ‘bem-aventurança’ começa com a palavra grega
makarios (abençoado ou feliz).

2.7.1.Pobres de espírito: MT:5-3, “Bem-aventurados os pobres em espirito, pois deles é o Reino dos
céus”. Quando Jesus usa esse termo pobre de espírito, Ele quer dizer:
 Completa ausência de orgulho
 Não ter ambição egoísta
 Total dependência do Espírito Santo, não estar seguro por si mesmo
 Não ter autoconfiança alguma, a capacidade vem de Deus

2.7.2.Lamento, choro: MT:5-4, “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. ”


 Lamento pela poluição do planeta que Deus criou;
 Lamento por não haver uma correta justiça humana;
 Lamento pela falta de conforto social;
 Lamento por não sentir vontade de amar os inimigos;
 Lamento por não desejar dar a quem nos pede;
 Lamento por não querer e não oferecer a outra face.

2.7.3.Mansidão: MT:5-5, “Bem-aventurados os mansos porque herdarão a terra. ”


 Ser Grato, Dedicado, Alegre e Submisso ao Senhor;
 Ser Gentil, aprende com facilidade, perdoador;
 Ser paciente, não se importa de ser ignorada; permite que outros tenham prioridade.

2.7.4.Fome de justiça: MT:5-6, “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão
fartos”. Justiça é se encontrar correto diante de Deus, pleno de boas obras, de uma conduta justa,
ética. Esse termo Justiça, aqui mencionado, não deve ser confundido com entendimento de Paulo
sobre justiça, como um dom da graça, pelo qual o homem pode estar em relação Deus. Somos
justificados pela fé como um dom gratuito de Deus e somos Chamados a ser justos em nossas
atitudes.

2.7.5.Sede de Justiça: Estar com fome e sede de justiça, é estar com fome de Deus e sedento para tomar
a forma da Sua vontade, é querer agradar a Deus vivendo sob Seu governo e fazendo as Suas boas
obras.

2.7.6.Misericórdia: MT:5-7, “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. ”


Misericórdia é exatamente a mesma coisa que graça. É o modo pelo qual, Deus dá tudo as pessoas
indignas sem qualquer cláusula, ou condição visando algum tipo de retorno. Graça está ligada as
pessoas e ao seu pecado, enquanto que misericórdia está associada ao seu sofrimento, ou seja,
misericórdia é a piedade prática pelo sofrimento de uma pessoa, uma intenção com a ação de
aliviar aquele sofrimento.

2.7.7.Limpos de coração: MT:5-8, “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. ” Limpo
de coração Jesus está se referindo a ter pensamentos limpos, as emoções e os desejos puro, são
aqueles limpos no centro do seu ser, diretamente ligado na fonte de suas emoções.

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 Ser lavado, esfregado e completamente limpo e purificado
 Não ter nada escondido, ou a esconder. Ter sido trabalhado e transformado num ser honesto, franco,
mantenedor de sua palavra.
 Exige pureza absoluta
 Provisão de pureza interior

2.7.8.Pacificadores: MT:5-9, “Bem-aventurados os pacificadores porque serão Chamados filhos de


Deus”. Pacificador não é briguento nem argumentativo. Não sai de seu caminho para causar
problemas, não está preocupado consigo mesmo, ao contrário, ele sai de seu caminho, com grande
custo, para buscar manter as pessoas unidas em um relacionamento cheio de paz que é baseado
na justiça de Deus.
 Ele faz da reconciliação uma prioridade;
 Ele caminha a segunda milha;
 Ele vira a outra face;
 Ele ama seus inimigos, com atitudes do bem, jamais prejudica seu inimigo.
 Ele ajuda a todos que pedem;
 Ele mantém sua generosidade e retidão consigo mesmo;
 Ele serve a Deus e não ao dinheiro;
 Ele coloca seu coração no Reino de Deus;
 Ele não julga os outros
 Ele não se preocupa

2.7.9.Perseguidos: MT:5-10, “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque
deles é o Reino de Deus. ” Os verdadeiros seguidores de Jesus sempre serão perseguidos, porque
existe algo extraordinariamente diferente nele que reflete Jesus. Qualquer um, que
verdadeiramente vive as sete bem-aventuranças experimentará a oitava. O mundo perseguirá os
discípulos que são como Jesus, esses seguidores são aqueles que Deus prontamente usará para
despertar o mundo de seu pecado e de sua necessidade do reino.

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AULA 02
O mundo e o Reino
Justiça no Reino

1. O mundo e o Reino
1.1. O mundo: No Novo Testamento a palavras komos é usada para falar do mundo, definindo-o de três maneiras.
 O mundo criado por Deus – Jo:1-10, “Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito através
dele, mas o mundo não o reconheceu. ”
 A da vida humana, os seres humanos, onde as pessoas nascem – JO:3-16, “Porque Deus amou o mundo de
tal maneira que deu o seu filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mais tenha a vida
eterna. ”
 O mundo pecador que está em conflito com Deus – IJO:2-15, “Não ameis o mundo nem o que nele existe,
Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. ”

1.2. A oposição do mundo:


 O mundo não conheceu a Jesus que veio ao mundo – JO:1-10
 O mundo está em escuridão espiritual, longe de Jesus, – JO:8-12; 9-5
 O mundo é antagônico a Jesus – JO:7-7
 O mundo é governado pelo inimigo de Jesus, o qual veio para julgá-lo e lança-lo fora – JO:12-31
 Os discípulos não são do mundo – JO:17-9 a 14
 Os discípulos são enviados ao mundo para levar a fé e o conhecimento – JO:17-18 a 23
 Os discípulos não devem amar o mundo – IJO:2-15
 O mundo é passageiro – IJO:2-17
 O mundo não conhece a Deus – IJO:3-1
 O mundo odeia os cristãos – IJO:3-13
 O mundo recebe falsos profetas – IJO:4-1
 O mundo abriga o espírito do anticristo – IJO:4-3
 O mundo escuta seu próprio povo – IJO:4-5
 O mundo está no poder do mal – IJO:5-19
 Jesus é o salvador do mundo – IJO:4-14
 A fé em Jesus vence o mundo – IJO:5-4 a 5
 O mundo está debaixo do julgamento de Deus – RM: 3-16
 O espírito do mundo permanece contra o Espírito de Deus – ICOR:2-12
 O mundo não tem esperança e nem a Deus – EF:2-12
 Os cristãos são a luz do mundo em meio a uma geração perversa – FP:2-15
 Cristo reconciliou o mundo – IICOR:5-19
 Os cristãos vivem no mundo, mas não pertencem a ele – CL:2-20

1.3. A resposta do reino ao mundo: No Sermão do Monte, em MT:5-43 a 48, Jesus explica quais são suas
expectativas em relação aos seus discípulos, quanto ao que responder aos seus inimigos. Ao ser cheios das suas
bem-aventuranças, seus discípulos darão frutos de justiça.
 Amar os inimigos
 Abençoar aos que amaldiçoam
 Fazer o bem aos que nos odeiam
 Orar por aqueles que nos perseguem

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1.4. Vivendo o reino no mundo: JO:17-15 a 18 passagem vital para compreender o relacionamento do cristão com
o mundo. Em MT:5-13 a 16, Jesus usa duas figuras para demonstrar a maneira dos cristãos se envolver no
mundo que os odeia e os persegue.

1.5. Sal da Terra:


 Adicionado à comida para torná-la saborosa;
 Usado na carne como conservante, para diminuir a deterioração;
 Jogado nos resíduos humanos como desinfetante para destruir bactérias;
 Diluído e usado como antisséptico para curar;
 Lançado na terra como fertilizante para aumentar a colheita.

1.6. Luz do mundo: Direção certa, milagres e compaixão. A Bíblia associa a luz de Deus a:
 Glória da habitação de Deus – ITM:6-16, “o único que é imortal e habita em luz inacessível a quem ninguém
viu nem pode ver.…"
 Natureza de Deus – TG:1-17, “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes,
em quem não há oscilação como se vê nas nuvens inconstantes. ”
 Favor de Deus – SL:4-6, “Numerosos são os que dizem: ‘Quem nos fará ver a felicidade? ’ Faze ó Senhor,
resplandecer sobre nós a luz da sua face! ”
 Palavra de Deus – SL:119-105, “Tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu
caminho. ”
 Direção de Deus – SL:112-4, “Desponta nas trevas como luz para os homens retos. ”
 Salvação – IPE:2-9, “Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua
maravilhosa luz. ”
 Testemunho para Deus – JO:5-35, “Ele era uma candeia que queimava e iluminava, e vós quisestes, por um
momento, rejubilar-vos na sua luz. ”

2. Justiça no Reino
2.1. A justiça e a lei: MT:5-17 a 20, Entendimento do relacionamento entre os discípulos e a lei. Jesus menciona:
 Não penseis: 17, É fácil confundir a missão de jesus com a amizade aos pecadores;
 A lei e os profetas: 17, refere-se a todo Antigo Testamento;
 Jesus não veio para revogar, mas para cumprir a Lei: 17, todo o requisito da lei aponta para Ele, e Ele os
cumpriu perfeitamente;
 Até que tudo se cumpra: 18, aponta para sua vida e morte;
 A justiça deve exceder em muito a dos escribas e fariseus: 20, Ele não veio para baixar os padrões da lei;
 Jesus não preocupava em guardar, desenvolver ou entender a lei, sua evidência era a misericórdia
 Tornar-se um discípulo, tem a ver com mudança de reino, passar a ser centrado em Jesus e não na lei;
 A Justiça cristã não é legalista é um relacionamento vivo com Jesus.

2.2. Pureza sexual: MT:5-27 a 30, Jesus afirma a proibição legal, ‘Não adulterarás’ e anuncia o padrão do reino.
“Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura no coração, já adulterou com ela. ” A revelação de
Jesus vai além, e é radical, elimina qualquer tipo de pecado sexual, seja nos pensamentos ou nas ações. Para
vencer esse tipo de pecado é preciso manter a mente em Jesus e as atitudes iguais a Dele.
ICOR:6-13 a 20; IICOR:6-14 a 7-1; IITM:2-22, esse princípio do reino foi desenvolvido na Igreja Primitiva. Mais
uma vez mais, observa-se que Jesus não negou ou revogou a Lei. Não há permissão dada por Ele para cometer
adultério. O padrão do Reino é muito mais alto do que o padrão legal antigo, excede o dos escribas e fariseus.

2.3. Direitos: MT:3-38 a 42, os discípulos não devem egoisticamente insistir em manter seus direitos, ao invés disso,
devem ser generosos e misericordiosos em todos os seus procedimentos.

2.4. Amor: MT:5-43 a 48, de acordo com Jesus, o tipo de amor universal perfeito é o apogeu de todas as Suas
exigências do reino, e está em concordância plena com a essência da Lei. Podemos perceber isso muito
claramente em LC:10-27 a 28, MT:7-12, e 22-34 a 40. A partir desse ponto do Sermão do monte, todo ensino
de Jesus ilustra o amor universal perfeito, que caracteriza aqueles que são governados por Ele e que cabalmente
agem como Ele.

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AULA 03
A vida espiritual no Reino
Vida física no Reino

1. A vida espiritual no Reino


1.1. Doando ao modo de Deus: Dar é o primeiro exemplo de Jesus da espiritualidade do reino. Em MT:6-2 a 4, Ele
revela aos discípulos como deveriam ser autênticos em suas doações, Jesus não está apenas falando sobre dar
dinheiro, Ele está falando também, sobre ajudar as pessoas nas mais diferentes maneiras possíveis. Isto envolve
dar dinheiro, tempo, atenção, uma ação amável.

1.2. Orando como Deus: MT:6-5 a 15, este é o segundo exemplo de espiritualidade revelado aos discípulos sobre
como deveriam ser verdadeiros em suas orações. Esta oração detalha a maneira da Oração Eficaz.
 Não se exibir ao orar
 Não ter uma fórmula estabelecida para a oração
 A oração é comunhão com Deus
 Focar na abordagem de Deus
 Seguir o modelo de Jesus

1.3. Jejuando da maneira de Deus: Ao estar debaixo do governo de Deus, não é necessário regras para dizer quando
jejuar, o que vestir, como orar e assim por diante. Deus mesmo falará diretamente e guiará. A Oração Eficaz de
MT:6-16 a 18, revela a maneira correta de jejuar.
 Não jejuar para auto mortificação
 Não jejuar por mérito próprio
 Não jejuar para autoafirmação
 Jejum expressa amargura pelo pecado
 Jejum expressa seriedade com Deus
 Jejum leva a estar mais próximo de Deus

2. Vida física no Reino


2.1. Deus ou Mâmon: MT:6-24, “Ninguém pode servir a dois senhores, pois odiará um e amará o outro, ou será leal
a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mâmon. ” Jesus sugere que a riqueza é rival de Deus
por causa do apego a ela. Mâmon é um poder que tenta dominar e escravizar, o discípulo deve ser governado
somente por Deus. A força de Mâmon é sinistra, promete poder, posição, prestígio, privilégio e proteção, agarra
a vida das pessoas, Jesus adverte aos seus discípulos para não se deixarem influenciar por ela. O desejo de Deus
é que seus discípulos encontrem segurança, liberdade, poder, e satisfação somente em Cristo. MT:6-33, “buscai
seu reino...e todas estas coisas vos serão acrescentadas. ” Ele declara que os tesouros terrenos deterioram e
podem ser roubados, enquanto que o tesouro celestial é permanente. Os que se submetem ao governo de Deus
foram libertos da escravidão de Mâmon. Jesus declarou em MT:6-21, que onde estiver o nosso tesouro, aí
estará também nosso coração. Ele revela que nossas mentes também são afetadas pelo tesouro oferecido por
Mâmon.

ITM:6-10, “Porquanto, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e por causa desta cobiça, alguns se
desviaram da fé e se atormentaram em meio a muitos sofrimentos. ” Ao ser governados por Deus o nosso amor
está Nele acima de tudo, ele sabe que nossas necessidades precisam de ser supridas. O dinheiro deve nos servir,
e não servimos ao dinheiro.

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2.2. Preocupação ou fé: MT:6-19 a 24, Jesus destaca o perigo de acumular tesouros na terra. Nos versículos 25 a 34
Ele continua a enfatizar a inutilidade de se preocupar sobre esses tipos de coisas terrenas. O inimigo não se
importa se acumulamos riqueza ou se nos preocupamos com ela. Tudo que ele está interessado é que nossas
mentes estejam na riqueza em lugar de estar em Deus. Destaques de MT: 6-25 a 34:
 Há mais para a vida
 Deus é nosso pai celestial
 A preocupação é fútil
 A preocupação revela a pequena fé
 Ser diferente dos pagãos
 Saber o que Deus sabe
 Concentrar-se no reino
 Fé é para o futuro, certeza que o dia de amanhã cuidará de si mesmo, ao nos preocuparmos com o futuro,
prejudicamos a nós mesmos, estragando o dia de hoje. É necessário resistir e recusar os pensamentos que
invadem a mente trazendo preocupação sobre o futuro. Ao contrário disso, é dever do cristão buscar o
Reino de Deus e o modo correto de ser para hoje, convictos de que Deus é confiável para hoje e da mesma
maneira será amanhã.

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AULA 04

Juízo no Reino
A realidade do reino

1. Juízo no Reino
1.1. Não julgueis: MT:7-1 a 6. Podemos dizer que julgar é errado quando:
 É feito de modo negativo e crítico
 É feito em espírito de farisaísmo
 Não é suavizado pela misericórdia
 É feita de maneira parcial ou preconceituosa
 É apresentado sem todos os fatos
 Ocorre por trás das pessoas
 É feito de acordo com os padrões humanos
 É feito por razoes pessoais
 É feito sem qualquer deferência para com Deus como Juiz

1.1.1.Três razões constrangedoras pelas quais os discípulos não deveriam julgar:


1. Para que não sejais julgados
2. Para que não estabeleçamos o padrão de nosso julgamento
3. Porque somos incapazes de julgar

1.1.2.Cinco princípios que podemos aprender com este versículo:


1. Precisamos aprender a distinguir as pessoas
2. Devemos aprender como tratar cada pessoa
3. Precisamos aprender a ser cuidadosos com o modo que tratamos as pessoas
4. Precisamos aprender a manusear as ‘pérolas’ apropriadamente
5. Devemos aprender a admitir que algumas pessoas são chamadas de porcos ou cães como Jesus se refere em
alguns versículos, atualmente isso significa o mundo incrédulo antagonista ao governo de Deus

1.2. O dom de discernimento: Este dom é um entendimento espiritual que é dado por Deus e opera da mesma
maneira que outros dons espirituais. Isso revela que precisamos recorrer a Deus se quisermos distinguir
corretamente. Não devemos julgar as pessoas baseados em nosso entendimento, experiência e percepção
intuitiva; devemos avalia-las na dependência da percepção intuitiva que nos é dada por Deus por intermédio
do Espírito Santo. ICOR:12-10, “a outro poder de operar milagres a outro, profecia; a outro, discernimento de
espíritos… ”

1.3. Perdão: Quando as pessoas nos machucam por suas palavras ou atos nós devemos perdoá-las. Princípios do
Reino que já observamos também se aplicam aqui
 Deus é o juiz – somente Ele conhece a verdade real do que aconteceu
 Nós mesmos fizemos pior – somente aqueles sem pecado podem arremessar pedras
 Eles podem não saber o que estão fazendo - eles podem ser escravos do pecado
 Nós ferimos a nós mesmos – perdemos nossas recompensas e aumentamos nosso julgamento por não
perdoar aos outros
 Estamos agradando o inimigo – ele quer manter as pessoas separadas.

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2. A realidade do reino
Chegamos ao final do Sermão do Monte, em MT:7-7 a 29, Jesus especifica as realidades do Reino e oferece aos seus
discípulos uma serie de princípios conclusivos que deveriam ajuda-los a viver o Reino em todas as épocas.

2.2. Continue a buscar a Deus:


 Será dado a você
 Você encontrará
 Será aberto a você
 Todo aquele que pede recebe
 Aquele que busca encontra
 Será aberto

2.3. Lembre-se do governo real: Quando continuamos a buscar a Deus – finalmente descobrimos que Ele é um bom
pai que nos trata com misericórdia e graça – somos obrigados a nos motivar a tratar o próximo com misericórdia
e graciosidade semelhante. Nós começamos a vê-lo como Deus nos vê, e então começamos a amá-lo como
amamos a nós mesmos. Isso nos leva a uma maior motivação para viver a vida do Reino.

2.4. Entre pela porta estreita: Lembre-se:


 Não podemos levar nada conosco
 Devemos atravessar sozinhos
 Seremos diferentes
 Devemos olhar para o futuro

2.5. Cuidado com os falsos profetas: No Antigo testamento DT:13-1 a 5, 18:21 a 22 oferecem testes para falsos
profetas:
 A falha de suas profecias preditivas
 Eles convocam as pessoas a seguir outros deuses
 Seus estilos de vida são imorais
 Eles não verificam a imoralidades nos outros
 Eles exigem paz sem qualquer consideração pelas condições morais e espirituais necessárias à paz

2.6. O teste verdadeiro: O governo de Deus significa submeter-se ao Rei em todas as áreas e detalhes de vida.
Recompensas celestiais são recebidas pela obediência as palavras de Jesus. O julgamento vem do ousar fazer
nossa vontade ou se recusar a fazer a vontade de Deus. Não há outro teste de fé.

2.7. Colocando tudo em prática: Como Jesus deixou claro, nada mais faz sentido aos discípulos. O caminho de Deus
pode ser difícil, mas leva de fato à vida pela qual ansiamos. Somente os discípulos tolos não viajam pelo caminho
estreito do Reino. Discípulos sábios certificam-se de que são governados por Deus e que dependem
inteiramente de sua Palavra e de Seu Espírito.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
Conceito de Fé
Fé Bíblica
A operação da Fé

1. Conceito de Fé: Pistis: “FÉ”, significa persuasão firme, convicção que é baseada no OUVIR e está intimamente
vinculada a Pheito que quer dizer persuadir (persuadidos por algo que ouvimos) RM:10-17 “Como consequência a
Fé vem pelo ouvir as boas novas, e as boas novas vem pela Palavra de Cristo”.
a. Fé Salvadora: é a atitude por meio da qual abandonamos todos os nossos esforços para obter a SALVAÇÃO,
e começamos a confiar plenamente em Cristo. AT: 16-30 e 31 “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”.
b. Fé e ação: crê se refere a um crê que nos leva para fora de nós mesmos e nos coloca em Cristo.
c. Fé e Fundamento: tem uma base sólida, onde a ideia está visível em RM: 4-24 “mas igualmente para todos
nós a quem Deus concederá justificação, a nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus nosso
Senhor”

Resumo:
 ‘Crer que” – confiar na verdade – fé factual ou proposicional
 ‘Crença em” – confiar em uma pessoa – fé pessoal ou relacional
 ‘Crença sobre’ – confiar num fundamento – fé substancial ou fundamental

d. Autor da Fé: a fé tem fundador, um autor. “Olhando fixamente para o Autor e Consumador da fé: Jesus o
qual por causa do júbilo que lhe fora proposto, suportou a cruz desprezando a vergonha e assentou-se à
direita do trono de Deus”.
e. Dom da Fé: A fé é um dom da graça de Deus. EF: 2-8 e 9 “Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé,
e isto não vem de vós, e um dom de Deus; não por intermédio das obras, a fim de que ninguém venha a se
orgulhar por esse motivo”.
f. Obra do Espírito Santo: A fé é a obra do Espírito Santo. O Espírito de fé faz o crer conduzir ao falar
inteiramente coerente com o ensino mais amplo sobre a obra do Espírito. 2COR: 4-13 “Assim está escrito:
Cri, por isso declarei com esse mesmo espírito de fé nós igualmente cremos e, por este motivo falamos”
g. Responsabilidade da Fé: A fé de nossa responsabilidade. O exercício ou atividade da fé, que é crer, confessar
e agir do que recebemos, não temos de criar a força de vontade humana e trazer a fé à existência do nada.
RM: 4-17 “Como está escrito Eu o constitui pai de muitas nações, Ele é o nosso pai aos olhos de Deus, em
quem Abraão depositou sua fé, o Deus que dá vida aos mortos e convoca á existência elementos inexistentes
como se existissem”.

Resumo:
 Fé ouvi – a palavra de Deus
 Fé fala – a palavra de Deus
 Fé age – de acordo com a palavra de Deus

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h. Objetivo da Fé: podemos dizer que a fé é como a embreagem de um carro, ela simplesmente impulsiona a
potência do motor (Deus), como a embreagem, a fé nos prende ao Deus vivo e Sua Palavra e poder podem
assim ser visto. Não é pelo tamanho da fé e sim pela declaração da palavra de Deus. Como Jesus falou em
MT: 17-20 “Por causa da pequenez da vossa fé, Pois com toda a certeza vos afirmo que se tiverdes fé do
tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acola e ele passará. E nada vos
será impossível! ”.
i. Conteúdo da Fé: Fé bíblica é crer em algo específico que ouvimos de Deus e depois confessá-lo e agirmos
conforme esse algo. Temos fé em Deus e sobre Deus, e cremos, e confessamos e agimos sobre suas Palavras
e promessas porque elas são Suas Palavras. MT: 12-34b “A boca fala do que o coração está cheio”.
j. Ações da Fé: a fé tem ações, a fé age. Fé viva sempre inclui uma confissão – uma declaração pública – da
palavra de Deus. RM: 10-9 e 10 “Se com tua boca confessares que Jesus é o SENHOR, e creres em teu coração
que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo! ”. A fé vem acompanhada de obras. TG: 2-26, “Portanto,
assim como o corpo sem espírito está morto, da mesma forma a fé sem obras está morta”
k. Cegueira da Fé: A fé lida com o que não se ver, ela não precisa ver para crer. O que ela vê ainda não está
manifesto, ela vê o que ainda não existe. A Fé lida com verdades invisíveis, ela nos capacita e enxergar a
substância do que é prometida, fé percebe plenamente as realidades não vistas, pela fé as coisas que
ouvimos Deus prometer e que esperamos confessando e agindo em conformidade com elas, se tornam uma
realidade vivida, revela que desde Cristo nós que cremos entramos de fato nas promessas de Deus. HB: 11-
1 “Ora, a fé é a certeza de que haveremos de receber o que esperamos, e a prova daquilo que não podemos
ver”.
l. Convicção da Fé: Fé tem certeza absoluta, plena convicção, segurança total com propósito, pois Deus
sempre faz o que diz e sempre diz o que faz.

2. Fé Bíblica
a. Fé no Antigo Testamento: ABRAÃO
i. Ouviu: GN: 12 – 1 a 7
ii. Confessou como ETERNO: GN: 21-33,
iii. Confessou como ALTISSIMO: GN: 14-22,
iv. Confessou ao Deus do Céu e da Terra GN: 14-22 e 24-3,
v. Confessou como Senhor: GN:15-2,
vi. Confessou como Juiz de toda humanidade: GN: 18-25,
vii. Confessou com Justo: GN: 18-25,
viii. Confessou como Provedor: GN:22-8 e 14
ix. Confiou: GN: 15-6
x. Agiu: saída de Abraão de Ur: GN 11:31 e 15-7,
xi. Agiu: levou Isaque para sacrificar GN: 22-2 a 18

b. Fé no Novo Testamento: JESUS


i. Ouvir: JO:2-22
ii. Confessar e crer: MC:11-23
iii. Ações: JO: 10-37
iv. Resultado: salvação: JO: 3-16

c. Atributos da Fé: Cartas de Paulo


i. Fidelidade: RM: 3-3
ii. Aceitação: ICOR: 1-21
iii. Justificação: RM:1-17
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iv. Continuidade: ITS: 1-3
v. Compromisso: IICOR: 10-15 e 16
vi. Dom e fruto: ICOR:12-9, GL: 5-22
vii. Atividade: EF: 1-15 a 19

3. A Operação da Fé
a. O Espírito da fé: a fé humana é um tipo de fé, mas não é a fé viva, a fé humana é um tipo de fé em si
mesmo totalmente desprovido de poder ou apenas um benefício psicológico (na alma). Em
contrapartida o Deus vivo vem a nós, fala conosco e nos dá a fé necessária (no espírito) para
respondermos ás Suas Palavras e ações. Fé não pode estar em emoções e sim no espírito.

b. Palavra de fé: RM:10-8, “Mas o que ela diz? A palavra está bem próxima de ti, na tua boca e no teu
coração, ou seja, a palavra da fé que estamos pregando”
RM:10-17, “Como consequência, a fé vem pelo ouvir as boas novas, e as boas novas vêm pela
palavra de Deus” podemos ter certeza de que cada promessa de Deus carrega em si o poder de
Deus que é necessário para o próprio cumprimento HB:4-12 “Porquanto a Palavra de Deus é
viva e eficaz, mais cortante que qualquer espada de dois gumes; capaz de penetrar até ao ponto
de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e´ sensível para perceber os pensamentos e
intenções do coração” JR:1-12 “E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha
palavra para cumprir” 2COR: 1-18 a 22 descreve a fidelidade de Deus – Sua fidelidade plena – e
ilustra a confiabilidade intrínseca da Palavra de Deus ao declarar todas as promessas de Deus
são ‘Sim e Amem’ porque estão em Cristo.

c. Logos e rhema:
i. Logos - como palavra geral.
ii. Rhema - como Sua palavra específica, particular ou revelada.
d. Ação dupla: parábola do semeador MT:13-1 a 23 a semente, a Palavra de Deus, tem de ser recebida
pelo solo, o coração, antes que possa experimentar seus benefícios, sua multiplicação. Isso corresponde
à fé.

e. Confissão de fé: fé e confissão são inseparáveis RM:10-8 a 10, a confissão verdadeira não é apenas
declarar-se a favor da verdade e não agir na prática, a confissão verdadeira é falar dos nossos ‘corações’
MT:15-8, “Entretanto as coisas que saem da boca vêm do coração e são essas que tornam uma pessoa
impura “
A confissão de fé da palavra está baseada no ensinamento bíblico sobre o coração de homens
e mulheres. Nas escrituras. Nas escrituras, a frase ‘o coração’ não se refere ao órgão que bomba
sangue pelo corpo humano; em vez disso, é uma referência poética à essência de uma pessoa,
à pessoa interior PV:4-23 “Acima de tudo o que se deve preservar, guarda o íntimo da razão,
pois é da disposição do coração que depende toda a tua vida” PV:23-7 “Porque, como imaginou
na sua alma, assim é; ele te dirá: Come e bebe; mas o seu coração não estará contigo” PV: 27-9
“Perfume e incenso promovem alegria no coração; o conselho sincero de um amigo da
encorajamento para viver” Este princípio de confissão de fé do coração é tão importante que
em MT:12-37 “Porque pelas suas palavras serás absolvido e pelas tuas palavras serás
condenado” Jesus está dizendo que seremos julgados pelas nossas palavras, pois elas refletem
precisamente a condição de nossas vidas interiores, de nosso coração. MT-12-34b “pois a boca
fala do que o coração está cheio”

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f. Confissão vazia: a fé não pode operar sem confissão. RM:10-9 a 10, se a fé realmente existe em nossas
vidas, ela deve ser falada – pois a fé não pode operar sem confissão conforme o princípio na prática em
MT:4-4 “Está escrito; nem só de pão viverá o homem, mais de toda palavra que sai da boca de Deus”
Devemos evitar a ideia equivocada de que a simples repetição de versículos bíblicos é igual a
operar em fé. Em 2COR:4-13 “Assim está escrito: Cri, por isso declarei! Com esse mesmo espírito
de fé, nós igualmente cremos e por esse motivo falamos”
g. Ações de fé: fé viva produz resultado, fé e ação estão intimamente relacionadas TG:2-17 a 20 tipo de
ações que acompanham a fé viva, autentica, e está enfatizando o elo vital entre fé e ações. Fé e ações
operam juntas, a fé é concluída pela ação, a ação deve ser adequada à fé. TG: 2-14 a 26.

h. A prova da fé: a prova e parte integral do modo que a fé opera, pois, a fé deve ser provada se quiser
triunfar, temos como exemplo Abraão RM:4-16 a 21
Fé e fatos: a fé viva não ignora fatos ou verdades; ela reconhece que são realidades, mas sabe
que eles não são o final da história.

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AULA 02
O fundamento da fé
A fé ouvinte
A fé semente

1. O fundamento da fé
1.1. Auto revelação: a palavra de Deus e a Sabedoria de Deus são quase sinônimos, pois ambas são auto revelações
e se cumpre em Jesus, que é a suprema revelação de Deus. Podemos dizer que a palavra de Deus revela a
sabedoria de Deus – assim como Jesus aparece no evangelho de João como o Verbo JO:1-1 “No princípio era a
Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus “
A Palavra de Deus está sempre revestida com a Sua autoridade e deve ser obedecida SL:103-20
“Bendizei ao Senhor vós, seus anjos, forças poderosas de elite que amais a sua palavra e obedeceis a
todas as suas ordens. ”
A Palavra de Deus não pode voltar vazia uma vez que seja proferida IS:55-11 “assim também acontece
com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas realizará toda a obra que
desejo e atingirá o propósito para qual a enviei”
A Palavra de Deus revela sua natureza viva IPE:1-23 a 25 “ Fostes regenerados não a partir de uma
semente perecível, mas imperecível, por meio da Palavra de Deus, a qual e viva e operosa por toda a
eternidade”
1.2. O Evangelho: descreve as ‘boas novas’ ela é usada na totalidade. Porém é usada também descritivamente, por
exemplo:
 Palavra de Deus: AT:4-31 e 13-5
 Palavra de Cristo: CL:3-16
 Palavra da Cruz: ICOR:1-18
 Palavra da vida: FP:2-16
 Palavra da reconciliação: 2COR:5-19
 Palavra da salvação: AT:13-26
 Palavra da verdade: 2COR: 6-7 EF: 1-13
 Palavra da justificação: HB:5-13

1.3. A Integridade da Palavra de Deus: 2TM:3-16 e 17 “Toda a escritura é inspirada por Deus e proveitosa para
ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver” Essa
palavra nos mostra que as Escrituras são de alguma forma especial, expiradas exclusivamente pelo sopro de
Deus, pelo Espírito. SL:33-6 “Os céus foram criados mediante a palavra do Senhor, e todos os corpos celestes,
pelo sopro de sua boca. ” Salienta a verdade que a Palavra de Deus sempre vem pelo Espírito, pelo sopro de
Deus. GN:1-1 a 3.

1.4. O poder da palavra: HB:4-12 “Porquanto a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que qualquer espada
de dois gumes; capaz de penetrar até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é sensível para
perceber os pensamentos e intenções do coração. ” Este versículo descreve a palavra de Deus como viva, ativa

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e mais afiada que qualquer espada. Isso ensina que a Palavra é tão poderosa que opera uma obra interior e
espiritual em nossas vidas.
1.5. Expõe pensamentos: A Palavra expõe nossos pensamentos e atitudes; penetra a aparência de nosso
comportamento exterior para expor a realidade do nosso coração.
1.6. Penetra e divide: desnuda nossa alma e espírito, ITS:5-23 “Que o próprio Deus da paz vos santifique
integralmente. Que todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam mantidos irrepreensíveis na vinda de
nosso Senhor Jesus Cristo. ”

Alma: nossas áreas de intelecto, vontade, motivação, raciocínio, entendimento, emoção, sentimento e a experiência de
nossos cinco sentidos naturais.

Espírito: refere-se à área da personalidade humana que, uma vez despertada por Deus, comunica-se com Ele, pois Deus
é Espírito JO:4-24, a fé esta correlacionada ao espírito do homem como falamos anteriormente

Corpo: parte física do homem também chamada de carne

As promessas da Palavra:

 Fé - RM:10-17
 Novo nascimento e nova vida - TG 1-18 e IPE:1-23
 Alimento espiritual - IPE:2-1 e 2 e MT:4-4
 Revelação e direção - SL:119-105 e 130
 Purificação e santidade - SL:119-9 EF:5-25 a 27 2PE:1-1 a 4
 Recompensa e bênção - SL:1-1 a 3 e 19-11
 Cura - SL:107-20
 Vitória sobre o pecado – SL:17-4 e 119-11
 Vitória sobre Satanás - LC:4-4, 8,12 EF:6-17, IJO:2-14
 Libertação do juízo - JO:5-24 e 12-47

2. A fé ouvinte:
2.1. A fé é processada
 Ouvir a Palavra RM:10-17
 Crer na Palavra RM:10-10
 Confessar a Palavra RM:10-9
 Realizar a Palavra TG:2-17 a 22
 Permanecer firme na Palavra TG:1-3 a 4
 Regozijar-se na Palavra IPE:1-8; SL:50-14, 15 e 23
 Perseverar na Palavra HB:6-11 a 12, 15

 O ouvir hoje: Podemos dizer que conseguimos ‘ouvir’ a Palavra de Deus enquanto estamos adorando,
ouvindo a pregação, lendo a Bíblia, meditando e orando segundo a Palavra. LC:8-4 a 15, Jesus compara
a Palavra de Deus a uma semente e o coração humano ao solo.
 A fé de Jesus: GL:2-20 “Fui crucificado juntamente com Cristo. E desse modo, já não sou eu quem vive,
mas Cristo vive em mim. E essa nova vida que agora vivo no corpo, vivo-a exclusivamente pela fé no
Filho de Deus, que me amou e se sacrificou por mim”. Essa passagem aponta claramente para sua morte,
Sua vida, Seu amor e sua doação, logo, faz mais sentido admitir que também está se referindo à sua fé.

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3. A fé semente
A semente da fé: MT:17-20 “E Ele respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois com toda a certeza vos afirmo
que, se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. E
nada vos será impossível. ” Crença, confissão, e ações são elementos paralelos ao processo de fé que juntos vão
evoluindo – a partir da fé – semente que recebemos pelo ouvir e ver a Palavra de Deus até a fé completa que Deus
almeja de nós.
Crendo na palavra: 2PE:1-1 a 5, ilustra isso ensinando que Deus tem nos dado muitas promessas preciosas, e que todas
vieram a nós pela retidão do próprio Cristo. Isso salienta o princípio de que as promessas bíblicas são disponibilizadas
por meio da fé de Jesus.

3.1. Níveis de fé:


 MT: 8-26, “Mas Jesus disse a eles: Porque estais com tanto medo, homens de pequena fé” Fé pequena e
grande, Jesus não se refere ao tamanho da fé, mas à semente pouco desenvolvida da fé, a qual por não
ser desenvolvida os que ouvir a voz do medo e não as palavras de Jesus.
 IS:40-8, “A relva murcha e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente”.
Devemos nos lembrar que a nossa fé não está alicerçada em circunstâncias, mas na Palavra de Deus que
vive e permanece para sempre.
 MT: 8-10, “Ao ouvir isto, Jesus maravilhou-se e disse aos que o seguiam: Com toda certeza vos afirmo que
nem mesmo em Israel encontrei alguém com grande fé”.
 MT:15-28, “Então Jesus exclamou: Ó mulher grande é sua fé, seja feito a ti conforme queres e naquele
exato momento sua filha ficou sã”.
 MC:11-22, “Observou-lhes Jesus: Tendes fé em Deus”. Esse é o tipo de move montanhas, supera
obstáculos, é triunfante nas provas e fica firme, não enfraquece pelas circunstâncias, mas aguenta o
tempo que for necessário para receber a resposta de Deus, ou seja, a perfeita fé em ação.
 MT:17-20, “E Ele respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois com toda certeza vos afirmo que,
se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá e ele
passará. E nada vos será impossível”.

3.2. Crendo nas promessas e obtendo as promessas:


 Encontre as promessas
 Acredite nas promessas
 Cumpra as condições
 Receber as promessas

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AULA 03
A fé confessante
A fé atuante

1. A fé confessante
O poder da língua: A Bíblia enfatiza repetidas vezes o poder da língua tanto para o bem quanto para o mal. Podemos
observar isso, por exemplo em passagens como TG: 3-1 a 2, PV: 18-20 a 21, MT:12-37, PV: 13-2 a 3, PV:15-1 a 4, PV: 17-
27.
Palavra de Deus: A Palavra Deus tem imenso poder. Ele fala e acontece 2CR:6-15, “Cumpriste a tua promessa a teu servo
Davi, meu pai; com tua boca a fizeste e com teu braço forte a estabeleceste, conforme se pode observar aqui e agora”.
IS:55-10 a 11, podemos observar que a Palavra não volta vazia mais vai se cumprir para aquilo que foi enviada.
1.1. Parceria: RM:10-8 a 10
 É a palavra de Deus em nossas bocas e corações
 Nós cremos e confessamos, Deus salva
 Nós pregamos, mas é a palavra de fé de Deus que proclamamos

Nossa confissão, nossa pregação é a nossa expressão de concordância verbal com a Palavra de Deus, porém
devemos perceber que é baseada em nosso relacionamento, nossa parceria e comunhão com Deus.
1.2. Confissão e convicção: a fé confessante não é uma declaração vazia, religiosa da Palavra de Deus, pois deve partir
da convicção. Deus não se impressiona quando falamos Sua Palavra mecanicamente, pois Ele olha nosso coração a
fim de garantir que nossa confissão esteja ligada à nossa fé. MT:15-8, “Este povo me honra com os lábios, mas seu
coração está longe de mim”. Isso significa que a fé confessante implica em concordância dupla, devemos continuar
confessando, crendo e agindo.
1.2.1. A convicção do coração: PV:4-23, “Acima de tudo o que se deve preservar, guarda o intimo da razão, pois
é da disposição do coração que depende toda a tua vida”. PV:27-19, “Assim como a água reflete o rosto, o
coração revela quem somos nós”. A importância da convicção do coração. Ela nos impele a tomar cuidado
com o nosso coração porque tudo que dizemos e fazemos flui do nosso interior, se o nosso coração estiver
correto, nossa confissão e ações também estarão corretas – e é nosso coração que importa para Deus. MT:
12-33 a 37 monstra que a boca fala do que o coração está cheio.
1.2.2. Nova vida: O cristianismo trabalha de dentro para fora, outras religiões ensinam que podemos ganhar uma
nova vida espiritual executando certa ações e práticas e acreditando em ideias específicas. O cristianismo
não denigre essas ações ou ideias, simplesmente insiste que elas são incapazes de prover uma nova vida
2COR:5-17, “Portanto, se alguém está em Cristo é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo
se fez novo”
1.2.3. Árvore e fruto: Isso é nada mais que o princípio da arvore e do fruto de Jesus. Boas arvores dão bons frutos,
e árvores más dão frutos maus ou não os dão. MT:12-33 a 35, não importa o quanto possamos parecer
impressionantes na superfície, somos diferentes por baixo dela. JR:17-9 “Ora não há nada mais enganoso e
irremediável do que o nosso coração humano e sua doença incurável. Quem é capaz de compreende-lo? ”.
Deus não está preocupado com as nossas ações externas e sim com a necessidade de nossa natureza
interior má a ser desraizada.

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1.2.4. Falando a Bíblia com fé: temos visto que a fé viva opera a partir do coração; e se a fé de Deus está realmente
em nossos corações por Sua Palavra, ela deve ser falada francamente. A obra eficaz da fé sempre nos leva
a confessar a Palavra. Em MT:17-19 e 20, MC:11-22 e 23 e LC: 17-5 e 6, Jesus ensinou aos seus discípulos a
falar com fé para mover montanhas.

2. A fé atuante
2.1. Fé e obediência: o fruto que uma árvore produz é determinado pelo tipo de árvore que é. Do mesmo modo,
nosso estilo de vida e nossas ações são moldados por nossa natureza interior. Se, em, e por, Cristo, temos
recebido o nome e a natureza de Deus, a fé que recebemos se converterá em ‘ações de fé’ proféticas, bem
como em discurso de fé profético. Sem essa operação de fé teremos fé morta e religião vazia. TG:2-17 “Desse
modo em relação a fé: por si só, se não for acompanhada de obras, está morta”. Fé sem obediência não é fé
onde quer que apareçam e obediência sem fé não pode ser obediência verdadeira, poder ser apenas uma obra
vazia. HB:11-6 “Em verdade sem fé é impossível agradar a Deus; portanto para qualquer pessoa de Dele se
aproxima é indispensável crer que Ele é real e que recompensa todos quantos se consagram a Ele”.

2.2. Hebreus 11, ações de Fé


 Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício
 Enoque foi trasladado desta vida
 Noé construiu uma arca
 Abraão deixou a terra de Ur
 Abraão viajou sem saber onde estava indo
 Abraão viveu em tendas
 Abraão esperou pela cidade de Deus
 Sara concebeu e deu à luz uma criança quando já havia passado da idade de procriar
 Abraão ofereceu seu filho como sacrifício quando Deus o provou
 Isaque abençoou Jacó e Esaú
 Jacó abençoou os filhos de José e adorou
 José falou sobre o Êxodo futuro e deu instruções para que seus ossos fossem levados do Egito para a
terra prometida
 Os pais de Moisés o esconderam
 Moisés recusou ser identificado com os egípcios
 Moisés escolheu sofrer com o povo de Deus
 Moisés manteve a Páscoa e deixou o Egito
 Os Israelitas atravessaram o Mar Vermelho
 Os muros de Jericó ruíram
 Raabe foi preservada por ter recebido os espiões
 Reinos foram conquistados
 Promessas foram obtidas
 Bocas de leões foram fechadas
 Chamas foram extintas
 Pessoas escaparam da morte pela espada
 Fraqueza foi transformada em força
 Pessoas se tornaram corajosas e eficazes na batalha
 Exércitos fugiram apavorados
 O morto reviveu
 Torturas foram suportadas
 Pessoas aceitaram deboches, surras e prisões

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 Elas foram apedrejadas, serradas ao meio assassinadas
 Foram desamparadas, afligidas e atormentadas
 Vagaram em desertos e pelas montanhas, e viveram em cavernas

2.3. Fé e ações: as ações expressam a fé, em TG:2-17 e 2-26 mostram que nossa fé é morta, e totalmente inútil, se
não estiver sendo demostrada por ações. TG:2-21 e 22, observamos que a fé que Abrão tinha foi trazida à
maturidade por suas ações. GN:22 descreve o processo de fé de Abraão.
 Abraão ouviu a palavra Rhema de Deus a ele GN:22-1 e 2
 Ele respondeu com fé GN:22-1
 Ele confessou sua fé no Deus que ‘tudo prove ‘para torna-lo pai de nações GN:22-5 e 22-8
 Durante muitos dias ele realizou uma série de ações obedientes que correspondiam a palavra de Deus a
ele – GN:22-3, 6, 9 e 10

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AULA 04
A garantia da fé
Desenvolvendo a fé viva

1. A garantia da fé
1.1. O poder do sangue: O que é o Sangue? Podemos dizer que Jesus morreu como sacrifício voluntário pelos
pecadores, e que Seu sangue representa a totalidade se Sua morte sacrificial: o sangue é o sinal ou prova de sua
morte, que nos trouxe vida, LV:17-11, “Porque a vida da carne está no sangue...” IJO:1 -7, “Se, no entanto,
andarmos na luz, como Ele está na luz temos plena comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho
nos purifica de todo o pecado. ” Podemos dizer, no geral que sua morte:
 Aplacou a ira de Deus
 Satisfez o senso de justiça de Deus
 Produziu o nosso perdão
 Comprou a nossa liberdade
 Declarou a nossa retidão, a nossa justificação
 Limpou-nos do pecado
 Forjou os nossos novos relacionamentos com Deus e com outras pessoas
 Alcançou a eterna perfeição de todos que Ele está santificando
 Expiou completamente todos os pecados de forma que agora não necessidade alguma de ofertas por
culpa e pecado.

1.2. Deus de sacrifício: Por causa da cruz podemos dizer que ‘o sangue’ é a revelação e garantia suprema da:
 Bondade
 Misericórdia
 Graça
 Verdade
 Paciência
 Perdão
 Retidão
 Paz
 Autocontrole
 Bondade
 Confiabilidade
 Fé
 Justiça
 Amor de Deus

2. Desenvolvendo a fé viva

2.1. Fé e oração: as plantas necessitam mais do que clima frio e ventos fortes para passarem de sementes à
maturidade produtiva, e nossa fé imatura necessita de alimento e cuidado para que possa desenvolver

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corretamente, sabemos que a fé é relacionamento, ela é um fazer parte no Deus vivo e se a pegar a Ele. É um
relacionamento vivo com a Palavra e o Espírito Santo. Para tanto precisamos desenvolver alguns pontos.
 Persistência
 Intercessão para triunfar
 Batalha espiritual
 Ações de graça
 Oração da fé

2.2. A oração de fé: significa ‘orar com conhecimento de que temos o que pedimos antes de o possuirmos’.
Constatamos isso em I JO:5-14 e 15 e MC:11-24, “Portanto vos afirmo: Tudo quanto em oração pedirdes, tende
fé que já o recebestes, e assim vos sucederá”.
 Uma convicção interior – HB:11-1
 O testemunho do Espírito – Romanos 8-16
 A paz que vem pela fé – HB:4-3 e 10

2.3. Fé e louvor: ao desenvolver a fé viva em nossas vidas, devemos garantir a manutenção de uma atitude de louvor
e adoração pelo que Deus tem se revelado ser na palavra e pelo sangue, e que nós damos graças antes da
manifestação ou cumprimento da promessa em nossas vidas. Essa atitude é vista em SL:106-12, “Então creram
em suas promessas e a Ele entoaram cânticos de louvor”.

2.4. Deus habita nos louvores: SL:22-1 a 3, mostra que Deus habita, ou está entronizado nos louvores do Seu povo,
o louvor honra a Deus, deveríamos entender que fortalecemos nossa fé – e a fé de outros – quando
agradecemos a Deus pelo que Ele tem feito. Embora essas ações de graça não sejam declarações de fé, elas
desenvolvem de fato a fé. SL:50-14,15,23.

2.5. Desenvolvendo a fé: percebemos que a história de Abrão é a nossa história, Deus nos fala, Ele nos dá Sua santa
Palavra, e nós respondemos a Ele com imaturidade, hesitação, e fé fraca. Mas nós avançamos, lentamente
desenvolvendo uma fé viva mais forte, e um relacionamento autêntico com Deus. Vemos isso nos capítulos de
GN: 12, 15, 17 e 22, ou seja:
 Fé ouvi
 Fé retém
 Fé fala
 Fé age
 Fé testemunha

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01 A

A Glória de Deus
A Igreja de Cristo
O Ajuntamento
A Comunhão

1. A Glória de Deus
1.1. O propósito de Deus: EF:3, verificamos o apogeu da revelação de Paulo sobre os eternos propósito de Deus
para humanidade é sua oração pela ‘glória na Igreja’, deveríamos ser capazes de compreender que – em todas
as gerações, para todo o sempre – o resplendor de Sua glória, tanto na terra quanto nos céus, é sem dúvidas
essencial para a vontade de Deus. Também vemos que é ‘gloria na Igreja por Jesus Cristo’
1.1.1. Glória: Palavra hebraica para glória é ‘kabod’, o que significa literalmente ‘carga’ ou ‘peso’. É usada por
exemplo: EX:16-7; NM:14-10 a 21; DT:5-24; I RS:8-11; II CR:7-1 a 3; SL:19-1, 113-4; IS:35-2, 60-1 a 2 e
EZ:10-4 e 43-2.

1.2. O Destino da Glória: A glória de Deus é o destino da Igreja. Fomos feitos para ser a revelação do caráter e
presença de Deus; ficamos aquém disso, mas a morte de Cristo tornou isso possível novamente. A glória é o
direito inato da Igreja – HB:2-6 a 10.

1.3. O Anseio por Glória: O objetivo central do grande plano eterno de Deus sempre foi o de sua Igreja encher o
mundo com Sua glória. Ele anela para que juntos revelamos seu caráter e presença, irradiemos sua santidade
e amor, mostremos sua autoridade, perfeição e poder.

1.4. Glória no e por meio do Sacrifício: O sacrifício começou com Deus. Ele fez o primeiro sacrifício. Ele derramou
o primeiro sangue. Ele sofreu a primeira perda. Em GN:3-16 a 21.

1.5. O Segredo da Frutificação: O sacrifício é fundamental para o ensinamento de Jesus. Tão logo os discípulos
perceberam que Ele era o Cristo, Jesus lhes explicou o que isso significava – MT:16-21; MC:8-31 a 32 e LC:9-22.
A regra abrangente é simples: crescimento e glória resultam de serviço e sacrifício. Todo nosso pensamento
sobre a Igreja deve ser norteado por esse princípio básico.

2. A Igreja de Cristo

2.2. A oração de Cristo por Sua Igreja: Em JO:17, torna claro que essa é a intercessão de Jesus por sua Igreja. Na
oração Jesus roga para que a Igreja seja marcada por cinco características principais:
 A glória de Deus
 A Palavra de Deus
 A alegria de Deus
 A unidade do amor de Deus
 Enviada ao mundo por Deus

2.3. Revelando a Glória de Deus: Não deveríamos nos surpreender o fato de que a glória é a responsabilidade
principal da oração de Cristo, e Ele diz ‘glória’ ou ‘glorifica’ em JO:17-1,4,5,10,22 e 24. Atualmente, a glória de
Deus deve estar ‘na Igreja’. RM:8-21, é interpretado repetidamente como ‘a gloriosa liberdade dos filhos de
Deus’.
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2.4. Guiado pela palavra de Deus: Em JO:17, Jesus pregou a Palavra e as palavras de Deus, referindo-se a elas nos
versículos 6, 8, 14, 17 e 20. Jesus apresenta coisas a respeito da Palavra e da Igreja:
 A Igreja guarda a Palavra de Deus – Vs: 6
 A Igreja ouve a todas as palavras de Deus – Vs:14
 A Igreja é santificada pela palavra de Deus – Vs:17
 A Palavra é toda a verdade – Vs:17 a 19
 A Palavra é fundamental para a missão da Igreja – Vs: 20

2.5. Cheio com a Alegria de Deus: No versículo 13 a sua oração, Jesus pediu que sua alegria fosse completa em seus
discípulos. Ele não orou para que eles fossem alegres, ou que sua alegria aumentasse; em vez disso, Ele orou
para que eles fossem totalmente cheios – ou completos – com sua alegria. Jesus tinha dito isso várias vezes
antes – como em JO:15-11 e 16-24; e João o Batista havia testificado, em JO:3-29, ‘que essa alegria estava
completa porque ele havia ouvido a voz ‘do noivo’.

2.6. Unidos no Amor de Deus: Jo:17-11, 21 e 23, Jesus orou quatro vezes para que seus discípulos pudessem ser
perfeitamente unidos no amor de Deus.

2.7. Enviada ao Mundo por Deus: Jesus menciona ‘o mundo’ 19 vezes na oração e mostra quatro coisas sobre a
Igreja.
 A Igreja é enviada ao mundo – na mesma forma física que Jesus foi enviado ao mundo pelo Pai. A Igreja foi
comissionada para ir ao mundo como Jesus, para viver no mundo como Jesus e para desafiar o mundo como
Jesus.
 A Igreja está no mundo, mas não é do mundo. A Igreja é chamada a estar profundamente envolvida no mundo
e a estar integrada com o mundo, entretanto, ela é chamada a ser muito distinta do mundo e não influenciada
por ele.
 A Igreja é odiada pelo mundo. A Igreja não será amada e aplaudida pelo mundo quando ela amar com o amor
de Deus; ela será odiada e amargamente perseguida.
 A Igreja é guardada do maligno por Deus. A mesma palavra grega ‘para guardar’, tereo é usada nos versículos 6,
11, 12 e 15. Isso significa que a Igreja é guardada por Deus; nós somos protegidos quando o maligno nos ataca;
não temos imunidade de todos os seus ataques.

Em MT:16-18, mostra que a Igreja será fundamentalmente ofensiva, e que as portas do Hades (inferno) não poderão
suportar o ataque da Igreja. Como essa promessa de proteção de JO:17-15 é colocada no contexto de ir ao mundo com
a Palavra e o amor de Deus.

3. O Ajuntamento

Ekklesia: Palavra grega identificada como ‘Igreja’.

3.1. O Panorama Grego: A palavra grega Ekklesia significa literalmente ‘chamados para fora’ e isso se refere ao
chamado dos cidadãos pelo arauto. Naquela época tinha o significado de ‘o ajuntamento’, ‘a assembleia’.

3.2. Panorama do Antigo Testamento: Podemos aprender quatro verdades sobre a Igreja de Deus a partir da ‘igreja’
do AT:
 Recolhidos do mundo – OS:11-1 a 12 descreve notoriamente Israel como amado e chamado do Egito. Deus
chamou o povo de Israel e recolheu do Egito, trazendo-o para Terra Prometida.
 Reunidos – Israel foi chamado por Deus para ser uma comunidade, uma nação. Os filhos e filhas de Abraão foram
reunidos e sua experiência de Deus foi essencialmente coletiva.
 Reunidos para um relacionamento – O povo de Israel não foi reunido sem objetivo. Ele foi reunido para que
pudesse desfrutar em relacionamento com Deus. Ele foi chamado para ser seu filho, seu povo, sua nação.

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 Reunidos para um destino – O chamado de Abraão em GN:17-1 a 8 incluiu uma promessa, um propósito, uma
herança e um destino. Isso é demonstrado em HB:11-8. O povo de Deus foi chamado para fazer uma viagem a
um destino claramente definido – a terra prometida de Canaã.

3.3. Expressões de Ekklesia: Pelo termo, somos introduzidos aos conceitos:


 A Igreja universal
 Igrejas locais
 Igrejas nas casas
 Igrejas Denominacionais

3.3.1. A Igreja Universal: É formada por todos os cristãos autênticos em todo lugar – na terra e no céu. É todo o
grupo de crentes, tanto vivos quanto mortos, quase sempre citado respectivamente como ‘igreja militante’
e a ‘igreja triunfante’. É mencionada: EF:1-22, 3-10,21, 5-23 a 27,32; I COR:10-32, 12-28; FP:3-6; CL:1-18,24
e ITM:3-15.
3.3.2. Igrejas Locais: Os crentes eram identificados em uma área ou cidade específica – Corinto, Éfeso etc.
Algumas dessas ‘igrejas metropolitanas’ eram enormes e provavelmente formadas por muitas igrejas
diferentes da ‘comunidade’ ou ‘da casa’ – AT:13-1; RM:16-1; ICOR:1-2, 16-19; GL:1-2; ITS:1-1; CL:4-16 e
AP:2-1, 3-22.
3.3.3. Igrejas nas Casas: As residências eram maiores na época do NT e eram vistas como comunidades por
direito nato, então as igrejas naturalmente se desenvolveram dentro dessas estruturas sociais.
3.3.4. Igrejas Denominacionais: É de conhecimento comum que nos tempos do NT não havia igrejas
Denominacionais como as que conhecemos atualmente. Essas igrejas foram um desdobramento da
história posterior da Igreja. Isso não significa que não há espaço para denominações, mas significa que
deveríamos cuidar para que essas estruturas estejam em conformidade com os princípios de Ekklesia no
NT e que elas enfatizem e não depreciem a manifestação de Ekklesia do NT no mundo atual.

3.4. Princípios de Ekklesia (Igreja): Quatro princípios básicos que devem funcionar antes que um grupo de crentes
possa ser considerado uma igreja:

 Liderança: As assembleias metropolitanas gregas nomeavam pessoas diferentes para serem magistrados e
generais, sem ter a intenção de que um fosse mais importante que outro, eles tinham funções diferentes, porém
status e valor iguais. Deve ser o mesmo na Igreja.
 Diaconia: Para ser uma manifestação autêntica de Ekklesia, o grupo deve aceitar todo o encargo que Cristo, o
cabeça, deu à Igreja, seu corpo. Grupos que se reúnem por um ou dois propósitos – como evangelismo, cura ou
comunhão.
 Filiação: Não pode haver igreja identificável sem membros identificados. As assembleias gregas tinham listas
completas dos homens livres da cidade, e todos tinham direitos específicos, responsabilidades e tarefas. Para a
ideia de igreja é totalmente fundamental que cada um saiba quem é quem não é um membro do ajuntamento.
Os líderes são chamados a treinar membros para o ministério; isso é impossível sem alguma forma de filiação
visível r ativa.
 Parceria: Nenhuma manifestação da Igreja é um grupo isolado cortado do restante do corpo. Há apenas ‘Uma
Igreja’ e cada manifestação de igreja deve estar em parceria com todas as outras partes. Unidade e cooperação
são vitais para todo o processo.

3.4.1. Edifícios: A Igreja de Cristo não é um edifício, e sim pessoas que formam o corpo, é obvio que precisamos
de estruturas em nossa clima e cultura, mas eles são ferramentas que não se deveria permitir venerar nem
substituir a identidade real da Igreja. Não devemos esquecer jamais que a Igreja primitiva não tinha
quaisquer edifícios construídos com propósito, e muitas das igrejas de crescimento rápido na África,
América Latina e Ásia não possuem edifícios imponentes e extravagantes.
3.4.2. Reuniões: Igreja não pode se limitar a reuniões, sendo assim a igreja deixa de existir quando a reunião
acaba. É assim exatamente que muitos crentes se comportam quando deixam a reunião (ou edifício),
sentem que deixaram a Igreja até a próxima reunião. Igreja é tanto um relacionamento eterno quanto uma
série de responsabilidades terrenas, e a maioria das igrejas parece perder poder e vitalidade quando sua

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vida e missão são formalizadas principalmente em reuniões.
3.4.3. Organização: A Igreja é um organismo vivo que deve a sua vida a Deus e não à organização humana.
Organização excessiva leva métodos inúteis, uma confusão de objetivos e estruturas enfadonhas.
Objetivos institucionais não podem substituir os alvos espirituais. Motivos comerciais e práticas seculares
se infiltram. A ambição substitui o serviço. Estruturas hierárquicas de liderança são emprestadas da vida
empresarial. A disciplina da igreja é confundida com disciplina organizacional.

4. A Comunhão
Koinos – palavra grega que significa ‘comum’
Koinonia – significa ‘participar junto tento um propósito comum claro’; e é traduzida em vários lugares como ‘comunhão,
companheirismo, comunicação, contribuição e distribuição: FL:1-6; IICOR:6-14; RM:15-26; IICOR:9-13 e AT:2-42.

4.1. O Que É Comunhão? A foram simples de entender comunhão bíblica é compartilhar com alguém de alguma
coisa. Isso significa alguns requisitos básicos para a comunhão de acordo com a Bíblia:
 O sentido de ‘estar juntos’
 Deve haver um propósito comum na origem, é impossível haver comunhão sem propósito
 Participar de algo
 Dar uma parte de algo
 Compartilhar de algo com alguém

Compartilhar no NT se refere ao seguinte:

 Sócios em uma empresa ou negócio comum – II COR:8-4 a 23 e LC:5-10


 Compartilhar de uma experiência em comum – (perseguição) HB:10-33; AP:1-9, (sofrimento) II COR:1-7, (adoração)
ICOR:10-18
 Compartilhar um privilégio em comum – RM:11-17 e I COR:9-23
 Compartilhar de uma realidade espiritual em comum – FP:1-7; I PE:5-1 e II PE:1-4
 Compartilhar do pecado – EF:5-11; I TM:5-22; II JO:1-11 e AP:18-4
 Compartilhar de uma atividade espiritual em comum – I COR:10-16

4.2. Dar uma parte: Observamos isso em – RM:15-26; II COR:8-4 e 9-13. E provavelmente seja esse o significado por
trás de FP:1-5; e FL:1-6. Essas duas últimas passagens são mais compreensíveis quando as interpretamos como
Paulo agradecendo a Deus pelo generoso apoio financeiro de Filemom e também dos filipenses ao ministro do
evangelho, em vez de agradecer a Deus por estar de fato pregando o evangelho. O contexto presente em AT:2-
44 e 4-32 também sugere que a comunhão tinha mais a ver com ‘dar’ do que ‘ter’.

4.3. Compartilhando: Em GL:2-9, entendemos ‘comunhão’ por ter sido um símbolo de boa vontade e benção, ou
um gesto simbólico de unidade e parceria, ou até mesmo uma doação financeira. De se referir a uma verdadeira
participação por parte dos líderes de Jerusalém no ministério de Paulo aos gentios, e por Paulo em seu
ministério aos judeus.

4.4. A Base da Comunhão: Comunhão não é algo que os crentes fazem ou criam por suas ações e atitudes.
Comunhão é algo que recebemos de Deus. I COR:1-9, revela a iniciativa divina na comunhão, declarando que
fomos chamados por Deus para a comunhão de seu Filho. I JO:1-3 a 7, deixa claro que a comunhão autêntica é
alicerçada em Cristo. Tudo que participamos juntos como cristãos, participamos em Jesus e por meio de Jesus.
Ele é aquele em quem estamos, e é aquele que temos em comum.

4.5. Por meio da Palavra: I JO:1-2 a 3, comunhão começa com a revelação de Deus por meio do seu Filho, a Palavra
de Vida. Os Apóstolos transmitiram as boas-novas de que Jesus veio para revelar o Pai e possibilitar que
tivéssemos comunhão com Ele. Participamos dessa revelação quando recebemos a mensagem dos apóstolos. I

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JO:5-20, mostra que essa comunhão não é baseada em acordo intelectual, mas em um conhecimento – uma
experiência – da verdade que é a Palavra viva ‘Jesus’.

4.6. Por meio da Cruz: EF:2-13 a 18; I JO:1-7 e 4-10, mostra que a cruz estabelece a base para a comunhão entre
Deus e a humanidade, e entre o povo na Igreja.

4.7. Por meio do Espírito: As bem conhecidas palavras ‘a graça’ em II COR:13-13, lembram que o Espírito Santo
também produz e sustenta nossa comunhão. Ele é o Espírito de comunhão e Ele nos traz um entendimento da
verdade e uma profunda garantia de nosso relacionamento com Deus.

4.8. A Expressão de Comunhão: AT:2-42, descreve a forma que os primeiros convertidos se dedicaram à comunhão.
Isso se refere aos aspectos informais da vida da igreja – as experiências típicas que ocorrem antes e depois das
reuniões. A comunhão pode ser manifesta de maneiras óbvias como oração, adoração, atividades sociais e
trabalho prático.

4.9. A Ceia do Senhor: A Ceia do Senhor é uma manifestação tão vital de nossa comunhão que veio a ser conhecida
em muitas partes da Igreja como ‘comunhão santa’.

4.10. Dando ao necessitado: Passagens como: AT:2-40 a 47; RM:15-26; I TM:6-18; HB:13-1 e I JO:3-17,
demonstram que essa generosidade é exatamente o que Deus exige e espera. Qualquer coisa menos que
generosidade aos cristãos necessitados é negação da comunhão.

4.11. Apoiando Ministérios Cristãos: Apoiar ministérios é uma manifestação importante de comunhão. Pela
nossa oferta nos tornamos ‘parceiros’ ou ‘compartes’ no evangelho com aqueles que pregam, IICOR:9-1 a 15,
mostra o quanto Deus nos abençoa em troca!

4.12. Suportando o sofrimento: Vemos isso em: II COR:1-7; FP:3-10, 4-14; FL:1-7; HB:10-33 e AP:1-9

4.13. Difundindo o Evangelho: O propósito comum de nossa participação não é receber benção pessoal, é
compartilhar as boas novas com as nações de maneira que a glória de Deus seja vista em todo mundo: I COR:9-
23; GL:2-9; FP:1-5 a 7 e FL:1-6.

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AULA 02
Retratos da Igreja
A Igreja, o Reino, Israel e o Estado
Pertencer à Igreja

1. Retratos da Igreja

1.1. O Povo de Deus: I PE:2-9, descreve a Igreja como ‘um povo escolhido’

1.2. O Povo de Deus de Israel: RM:9-6 a 8; GL:3-6 a 8, 6-16, percebemos como o Espírito conduziu os primeiros
cristãos à verdade de que o evangelho não estava limitado a ele. Este o tema das passagens acima.

1.3. Ser o Povo de Deus: IPE:2-11, 4-19, flui do ‘ser povo de Deus’ em IPE:2-9, isso mostra que nosso comportamento
pessoal ou coletivo deve ‘proclamar os louvores daquele que nos chamou’, deve resultar em glória. Colocando
em palavras práticas bem simples, sempre foi da vontade e propósito de Deus que Seu povo O glorificasse no
mundo – MT:5-14 a 16; II COR:6-16 a 18 e TT:2-11 a 14.

1.4. O Corpo de Cristo: EF:1-23, descreve a Igreja como ‘seu corpo’. Embora muitos crentes não estejam
familiarizados com a ideia da Igreja como povo de Deus, muitos estão acostumados a pensar sobre a Igreja como
corpo de Cristo. Nem todos, porém, encaramos essa ideia e vivemos sob autoridade de Cristo.

1.5. Unidade: EF:2-15 a 16, Paulo nunca se refere ao corpo de cristãos ou corpo de crentes, mas sempre ao corpo de
Cristo. Isso deve significar que ele se refreia a uma forma de unidade orgânica a qual ele menciona nesta
passagem, que ordenava à Igreja ser governada por Cristo como cabeça.

1.6. Universal e Local: EF:1-23, 2-16, 4-4,12,16, 5-23,30; CL:1-18, 2-17 a 23 e 2-15, ‘o corpo’ se refere claramente à
Igreja universal

1.7. Ser o corpo: Em especial, o ensinamento bíblico sobre ‘corpo’ mostra que todos nós devemos:
 Estar envolvidos na obra do ministério – EF:4-12
 Crescer no nosso conhecimento de Cristo – EF:4-13 a 14
 Falar a verdade em amor uns aos outros – EF:4-15 e 25
 Sermos totalmente comprometidos uns com os outros – EF:4-15, 16
 Valorizar os dons espirituais, visto que eles glorificam a Deus e edificam o corpo – I COR:12-3 a 7
 Perceber que cada dom é importante – I COR:12-21 a 26
 Usar os dons – RM:12-6
 Reconhecer a variedade de dons – I COR:12-8 a 10
 Desejar ansiosa e sinceramente os dons, especialmente de profecia – I COR:12-31
 Testar os dons – I TS:5-21
 Assegurar que Cristo seja a cabeça suprema de toda manifestação da Igreja – CL:1-17 a 22 e 2-18,19.

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1.8. O Edifício de Deus: A Igreja é identificada como:
 Edifício de Deus – I COR:3-9]
 O templo de Deus – I COR:3-16 e II COR:6-16
 A casa de Cristo – HB:3-6 e II PE:2-5
 Um templo santo – EF:2-21
 Uma habitação de Deus no Espírito – EF:2-22

1.9. Edifício Espiritual: O tabernáculo e o Templo eram fundamentais para adoração de Israel, mais Jesus ensinou
em JO:4-19 a 24 que um tipo melhor de adoração estava por chegar e seria espiritual em lugar de físico.
Infelizmente, muitos crentes ainda parecem pensar que o edifício de suas igrejas é um tipo de lugar especial, um
novo templo. Porém atualmente é o povo de Deus, a Igreja, que é o templo, o edifício onde Deus habita.

Alicerçado em Cristo: O NT utiliza diversas figuras para mostrar que Cristo está envolvido em cada parte do edifício. Ele
é:

 Projetista e construtor – MT:16-18


 O fundamento – I COR:3-11; CL:2-6 a 7
 A pedra angular – I PE:2-4 a 8 e EF:2-20 a 22

1.10. Criado pelo Espírito: EF-> 2-22 revela que o edifício é no, e por meio do, e pelo Espírito. Sem a obra do
Espírito, a Igreja não pode se tornar a habitação de Deus, o lugar onde Deus está. Tudo que está ligado à Igreja
depende do Espírito Santo. É sua presença, poder e pureza que traz vida e vitalidade à Igreja. A adoração, oração,
pregação, serviço, entendimento – tudo deve ser ‘no Espírito’.
1.11. Construído de Pedras Vivas: I COR:3-19 a 17 deixa claro que devemos ser cuidadosos com o que
colocamos no edifício, já que será testado no fogo de Deus. IIPE:2-4 a 5, mostra que somos pedra vivas que
devem ser construídas em conjunto, sobre e em Cristo, formando uma casa espiritual.
1.12. Ainda em Construção: II COR: 5-1 a 5 deve ser nossa atitude e experiência, enquanto aguardamos com
esperança a ‘habitação do céu’ que está diante de nós. Até lá, porém, temos o Espírito como garantia da glória
diante de nós, e deveremos orar e trabalhar com Deus a fim de que a Igreja se torne a casa que Ele quer: uma
habitação cheia de sua presença, seu caráter, sua beleza, sua autoridade, sua natureza, seu amor, seu louvor –
resumindo, sua glória.
1.13. A Noiva de Cristo: AP:22-17, se refere ‘à noiva’; IICOR:11-2 indica que a Igreja vai se tornar a noiva de
Cristo; EF:5-22 a 33, significa que a relação entre Cristo e a igreja e semelhante ao relacionamento entre marido
e mulher.
1.14. Israel como Noiva: Como a noiva de Deus, Israel foi chamado para um relacionamento dedicado,
comprometido e exclusivo com o Senhor. A desobediência ou indiferença era considerada adultério – JR:3; EZ:16.
Contudo, OS:2-14 a 20 revela que Deus ainda está apaixonado por sua parceria infiel.

Outras Figuras:

 Lavoura de Deus – I COR:3-9


 A Família de Deus – EF:3-15
 O Rebanho de Cristo – I PE:5-2
 A Cidade de Deus – ao longo de todo Apocalipse
 A Videira de Cristo – JO:15-1 a 5
 O Exército de Deus – MT:16-18 a 19; EF:6-10 a 20 e I PE:5-8
 Um Sacerdócio Real, Uma Nação Santa – IPE:2-9

2. A Igreja, o Reino, Israel e o Estado


2.2. O Que É o Reino? Quando pensamos em ‘reino’, atualmente quase sempre nos referimos a um país ou nação.
Entretanto, Basileia, significa ‘reino de Deus’ em vez de ‘domínio de Deus’. Essa palavra descreve uma atividade
de Deus, em vez de uma nação, um lugar ou um povo. ‘A ideia de reino’ tira nossa atenção de nós mesmos, da
Igreja e a direciona ao Reio dos reis. SL:22-18, 103-19, 145-8 a 13 e DN:4-25.

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2.2.1.O Reino presente: O reino veio em e com Jesus, e era o tema principal do ministério. Como Messias, Jesus
é vital para tudo que os Evangelhos anunciam a respeito do reino, e o reino é vital para tudo que Jesus
ensina. MC:1-14 a 15, MT:12-28 e LC:11-20.

2.2.2.O Reino Futuro: Para entendermos o reino – o governo pessoal de Deus – devemos perceber princípios
básicos:
 Ele pertence a Deus – é o Reino de Deus – Ele comanda
 É dinâmico e poderoso, governa seu povo e derrota seus inimigos
 É estabelecido por Jesus – LC:1-32 a 33, MT:16-28 e MC:9-1
 É para salvação – a vinda do reino mostra a atividade majestosa de Deus em se aproximar para salvar e
abençoar pessoas de todas as nações. A expulsão de demônios comprova o poder do Rei; as curas sua
compaixão; mas o perdão de pecados é o milagre mais importante no reino – LC:5-20 a 21

2.3. O Reino no Novo Testamento: O reino inclui:


 Ver e entrar no reino estão ligados com nascer de novo – JO:3-1 a 21
 O evangelho é do reino em que a presença do reino é anunciada – MT:4-32, 9-35, 24-14 e MC:1-14 a 15
 Os reinados espiritual e físico são distintos – JO:18-33 a 38
 O reino é conteúdo de pregação e testemunho – AT:19-8, 20-25 e 28-23 (Atos usa normalmente ‘a Palavra do
Senhor’
 O reino é comparado ao ‘evangelho da graça’ e ao ensinamento a respeito de Jesus – AT:20-24, 25, 28-23 e 28-
31
 O reino não consiste em regras e regulamentos – RM:14-17
 O reino não é uma questão de palavras – ICOR:4-20
 Espera-se que os membros vivam vidas dignas de Deus – ITS:2-12
 A herança futura do reino é base para o comportamento moral – ICOR:6-9 a 10, GL:5-21 e EF:5-5
 O reino não é herdado pelo esforço humano – ICOR:15-50
 O reino é o objetivo da obra missionária – CL:4-11
 O reino é ligado a salvação e perdão, e a uma derrota dinâmica dos poderes malignos – CL:1-13 a 14
 O reino é presente e futuro – ICOR:15-24 a 28
 O reino sofre oposição, mas será totalmente estabelecido – AP:1-9, 11-15, 12-10

2.4. O Reino e a Igreja: O reino chegou. Cristo é o Rei. E Ele é Rei tanto onde a igreja é fraca e insignificante quanto
onde ela é forte e próspera. O reino de Deus não depende da condição da Igreja ou da condição do mundo; o
reino é Dele por direito. Ao invés disso, a Igreja conta com o reino e é chamada a ser uma testemunha do reino
ao mundo. Isso significa que, na Igreja, somos chamados a proclamar o reino ao mundo.

2.5. Um povo: GL:3-13, vemos todas as bênçãos de Deus a Abraão, e todas as bênçãos a Israel por sua obediência,
se aplicam a todos os cristãos que creem – tanto judeus quanto gentios. Cristo removeu a maldição da Lei tanto
para judeus quanto para os gentios que creem. Realmente o evangelho é ‘boas novas’.

3. Pertencer à Igreja

3.3. Iniciação Cristã: Devemos encorajar as pessoas a ter um início bíblico para suas vidas cristãs e eclesiásticas,
dando os passos básicos de iniciação cristã.
 Arrependimento: LC:3-8, 13-3; AT:17-31 e 26-20
 Fé / relacionamento: RM:10-17, JO:6-35, 20-30 a 31, RM:8-32 e EF:1-3
 Batismo: MT:28-19, AT:8-16, 19-5; RM:6-1 a 11; ICOR:12-13 e GL:3-27
 Recebendo o Espírito: JO:14-16 a 23; LC:24-49; AT:1-8, 10-44 a 45 e 19-2 a 6

3.4. Compromisso com a Igreja: O ensinamento sobre ‘corpo’ em EF:4-15 a 16 e CL:2-18 a 19, mostra que o
compromisso cristão é idêntico ao compromisso da Igreja. Pertencer a Cristo significa estar em união com –
estar unido a – um único corpo. Reter a cabeça significa estar empenhado em um relacionamento funcional,
interdependente com todos os outros membros do corpo da igreja local.

66
3.5. Companheiro: Exemplos:
 JO:19-26 e 21-20 – discípulo amado
 MT:18-20 – dois ou três
 MT:10-1 a 5 – em pares
 LC:10-1 – grupo em pares
 AP:11 – duas testemunhas
 GN:1-26 a 27 – natureza coletiva básica da humanidade

3.6. Congregação: Grupos que tem tamanho suficiente para ser uma presença visível na comunidade local, porém
são pequenos para que os indivíduos contribuam na adoração semelhante a ICOR:14-26.

3.7. Celebração: As ‘celebrações’ eram importantes porque encorajavam os crentes a se sentirem parte de um todo
maior e manifestar sua fé. Elas eram também testemunho para toda a cidade de que a Igreja estavam por ali e
de que a Igreja estava viva. Todo crente atualmente deve ter a oportunidade de se reunir nesses ajuntamentos
do ‘tipo celebração’ mas devemos nos lembrar que ‘igreja’ é muito mais que celebração. AT:2-41 e AT:4-4.

3.8. Convocação: HB:4-24 a 25, confirma que temos princípios que se aplicam a nós. Ao contrário dos ajuntamentos
e células comum, congregação ou celebração, as convocações são ajuntamentos onde podemos expressar
plenamente nossa herança espiritual como nação de Deus, conforme IPE:29 a 10. A convocação anuncia a igreja
como a ‘nação de Deus’ a afirma nosso propósito nacional, identidade e a plenitude de Jesus conforme EF:4-13
a 16.

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AULA 03
Liderança na Igreja
Os Sacramentos da Igreja

1. Liderança na Igreja: Precisamos lembrar destes princípios:


 Cada membro do corpo de Cristo é ordenado por Deus – ICOR:12-18
 Cada membro do corpo é mutuamente conectado, dependente, ligado e bem ajustado – EF:4-16
 Cada membro do corpo compartilhas a vida comum de Cristo, a cabeça – JO:15-1 a 8

1.1. Estrutura da Igreja: Nenhuma manifestação da Igreja pode operar sem uma estrutura. Se começássemos uma
Igreja comunitária hoje, precisaríamos marcar reuniões e tomar decisões. Teríamos de aprender nas Escrituras
e pelo Espírito como manifestar nossa vida de igreja. O NT não nos fornece um projeto para uma estrutura
perfeita de igreja e uma organização ideal. Contudo oferece diversos princípios importantes. Esses princípios
precisam ser aplicados em qualquer igreja que tenha realmente o desejo de caminhar em direção a um padrão
mais bíblico.
1.1.1. Unida ainda que diferente: A metáfora do ‘corpo’ enfatiza que há muitos membros diferentes dentro da
Igreja e cada um tem uma função bem distinta. Cada e toda estrutura de igreja deve buscar manifestar
tanto a unidade de propósito do corpo quanto sua diversidade de função.
1.1.2.Igual ainda que distinta: Deve haver distinção de função dentro da igualdade. Em EF:4-11 a 13 e ICOR:12-
4 a 11 mostra que há um Espírito, porém, muitos dons – que Ele distribuiu quando e dá formar que quer.
Porém o dom incomum a todos e soberano está relatado em ICOR:13-13
1.1.3. Envolvendo Total dos Membros: EF:4-11, explica que líderes devem equipar os santos para obra do
ministério: Eles não devem fazer tudo por eles. O crescimento e saúde do corpo dependem do
funcionamento de cada parte para alcançar a capacidade. As igrejas precisam de estrutura que encorajem
essa verdade vital porque somente um corpo totalmente mobilizado pode fazer a obra de Cristo completar
o mandato que Ele tem no dado.
1.1.4. Totalmente flexível: Por si só fica evidente que corpos mortos não crescem e mudam. Organismo vivos
sempre ativos. LC:5-37 a 39, Jesus ensinou que vinho novo necessita de odres novos. O vinho que era usado
na pele velhas não podia ser reutilizada porque pedia sua maleabilidade, logo temos que estar flexíveis ao
Espírito sem perder os princípios da Palavra de Deus.
1.1.5. Apostólico: Esse é o governo por um apóstolo que chama as pessoas a segui-lo e fazer a fazer a obra. Esse
governo funciona bem quando o líder for inspirado e ungido por Deus. Seu ponto forte é que sempre há
uma visão clara a seguir.
1.1.6. Liderança da Igreja: Quando nos sujeitamos a Cristo, estamos nos sujeitando uns aos outros, visto que
todos estão igualmente unidos a Cristo. EF:5-21
1.2. Liderança Local: A igreja do NT parece que teve um duplo padrão de liderança que envolvia presbíteros
(pastores e bispos) e diáconos.
1.2.1.Presbíteros e Bispos:Presbuteros significa ‘presbíteros’, ‘supervisor’ ou ‘bispo’ AT:20-17 a 28

Atividades, qualidades: ITM:3-1 a 7; TT:1-5 a 9; AT:11-30, 15:4 a 6, 23, 16-4; ITM:4-14, 5-17; TG:5-14 e IPE:5-2.
 Visitar e curar enfermos
 Ensinar a Palavra de Deus e a doutrina cristã
 Receber dons a favor da comunidade
 Reconhecer e impor as mãos sobre membros com dons
 Governar e supervisionar a congregação local
 Participar de conselhos gerais da igreja

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1.2.2. Diáconos: Eram chamados e equipados para auxiliar os presbíteros em todos os detalhes práticos e de
serviço, de forma que os presbíteros podiam se dedicar totalmente à obra de supervisão espiritual. Palavra
grega diakonos significa ‘servo’ e é usada no NT para servir as mesas – MC:1-31 e LC:10-40. Usado em
relação geral ao ministério prático – RM:15-25 e IICOR:8-4 e em relação àqueles que ajudam Paulo na
prática em AT:19-22; FL:13; CL:4-7 e EF:6-21. ‘Servir’ – RM:12-7 e IPE:4-11.

São homens cheios do Espírito de AT:6 que foram os primeiros, eles tinham a responsabilidade de administrar o recurso
das viúvas e liberar os apóstolos para o ministério da Palavra. I TM:3-8 a 11, descreve o caráter dos diáconos e ITM:3-11
parece mencionar diáconos do sexo feminino (ou diaconisas). Febe é chamada de diaconisa em RM:16-1. Devemos nos
lembrar que títulos não são importantes, o que importa é que as funções bíblicas de liderança sejam cumpridas.

1.3. Liderança Translocal: Dentro da Igreja aqueles que possuem os dons apresentados em EF:4-11 podem
manifestar seu ministério tanto por meio de sua igreja local quanto além dela – em outras igrejas locais onde
sejam bem-vindos pela igreja e, como Paulo em AT:21-17 a 25, se submetam a seus respectivos presbíteros.

1.3.1. Apóstolos: Palavra grega, ‘apóstolo’. Significa literalmente ‘o que é enviado adiante’. Quem comissiona
apóstolos na Igreja é o próprio Cristo. Abaixo características inconfundíveis de apostolado:
 Paternidade – ICOR:4-15 e ICOR:3-10
 Autoridade – ICOR:10-8
 Sinais e Maravilhas – IICOR:12-12 e ICOR:9-2
 Formar Líderes e Liberar Dons – IITM:2-2 e RM:1-11 a 12
 Estruturar e Fortalecer a Vida da Igreja – AT:14-23 e 15-41
 Chamado Específico – IICOR:10-13

1.3.2. Profetas: Palavra grega ‘prophetes’. Significa literalmente ‘o que fala adiante’ e descreve alguém que fala
as palavras de Deus e revela seus pensamentos. São chamados a viver em comunhão íntima com Deus,
entrar em sua presença para ouvir seus pensamentos, para pregar, encorajar e explica o que Deus está
fazendo, ou para desafiar os padrões e comportamento da Igreja e do mundo. Transmitem o que Deus está
pensando e fazendo sem contaminar a mensagem com suas opiniões, valores culturais ou pessoais.

Tipo de profetas:

 Aqueles que operavam apenas dentro de uma igreja local – onde todas as pessoas eram sempre encorajadas a buscar
a Deus por profecia – ICOR:12-10 a 28, 13-1,8,9, 14-1 a 6 e 29-39
 Aqueles que eram mais amplamente reconhecidos e operavam translocalmente – AT:11-27 a 30 e 21-10 a 11, esses
são os profetas mencionados em EF:4-11

Princípios:

 Era reconhecido oficialmente. Homens ou mulheres que a igreja local reconhecia por período. Eles não eram
indicados para um cargo; eram reconhecidos quando provavam que tinham participação no ministério profético de
Cristo
 Seu ministério envolvia revelação factual – AT:11-27 a 30 e 13-1 a 3
 Falavam pela inspiração do Espírito Santo – AT:11-27
 Não eram infláveis em cada detalhe de seu modo de falar, tinham precisão – AT:21-10 a 11, Paulo não agiu baseado
na mensagem; ao invés disso, ele usou a profecia para se preparar para a tribulação que se aproximava. Isso prova
que temos que ‘julgar’ a profecia ICOR:14-29 a 32
 Eles previam o futuro – AT:11-27 a 30
 Eles davam direção para o ministério que confirmava o que as pessoas já sabiam – AT:13-11 a 13; ITM:1-18, 4-14 e
IITM:1-6
 Falavam o que Deus estava fazendo – AT:11-27 a 30

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 Também são chamados a falar em situações pessoais, como a prisão de Paulo em Roma, e em situações nacionais e
internacionais com voz profética de Deus ao mundo

1.3.3. Evangelista: Palavra grega ‘euangelistes’ evangelista. Significa literalmente ‘o que traz boas novas’
 Timóteo é conclamado a fazer a obra de um evangelista – IITM:4-5
 Filipe é descrito como ‘o evangelista’ – AT:21-8
 O ofício é relacionado como um dom especial para a Igreja – EF:4-11

Embora todos os cristãos sejam chamados ‘a anunciar as boas novas’, há aqueles com um dom especial para
evangelismo. Os únicos evangelistas mencionados no NT, Filipe e Timóteo, tiveram ministérios translocais. O livro de
Atos descreve as viagens de Filipe em Samaria antes de se fixar em Cesaréia. E Timóteo viajou com Paulo antes de se
fixar em Éfeso.

1.3.4. Pastores: Palavra grega ‘poimen’ pastor. Significa literalmente ‘o que cuida de animais e os alimenta’. É
usada metaforicamente para identificar aqueles que cuidam do rebanho de Deus. Jesus é o bom pastor, e
Ele continua a cuidar de suas ovelhas por intermédio de ‘subpastores’ – por intermédio dos pastores que
deu à Sua Igreja. Por todas as escrituras, a liderança ‘pastoral’ é revelada constantemente: GN:48-15, 49-
24; SL:23-1, 28-9, 78-70 a 72; IS:40-11; EZ:34-23 a 24; MT:2-6, 9-36; JO:10-11, 21-16 a 17; AT;20-28 a 31 e
IPE:5-1 a 4.

Responsabilidades por seu rebanho:

 Ajuntamento – eles conhecem as ovelhas, as reúnem e as mantêm juntas como um rebanho


 Proteção – eles continuam protegendo o rebanho de Deus dando o direcionamento as suas vidas – eles conduzem
as ovelhas do perigo para os bons pastos
 Pastoreio – certificam-se de que a ovelha esteja bem alimentada
 Oração – ficam alertas e em oração por todos os santos
 Atenção – dão atenção individual à ovelha; levam a sério TG:1-19, e aprendem a ouvir e compreender os outros
 Admoestação – eles corrigem e admoestam, falando a verdade em amor, de forma que cada pessoa possa ser
apresentada perfeita em Cristo
 Cuidado – aplicam IJO:3-16 a 18 e TG:2-15 a 18 e cuidam de forma prática de cada ovelha necessitada
 Aconselhamento – carregam as cargas de suas ovelhas dando-lhes as palavras de Deus de maneira sensível, criativa
e amorosa
 Apoio – aceitam a responsabilidade espiritual pela ovelha e buscam apoiá-la, encorajá-la e fortalece-la

1.3.5. Mestres: Palavra grega ‘didaskalos’ mestre. Significa literalmente ‘dar instrução ou instruir’. Deus
presenteia determinadas pessoas com a capacidade de entender verdades bíblicas e comunicar esse
entendimento – forma prática, regular e sistemática – a todos os santos. IITM:3-16 a 17 declara:

 Ensinar-nos o que Deus requer


 Admoestar-nos quando não correspondermos
 Corrigir-nos e nos mostrar como acertar novamente
 Treinar-nos para permanecermos no caminho certo

São os mestres que edificam os crentes instruindo-os nos caminhos e atitudes de Deus. E são os mestres que são usados
pelo Espírito para moldar as vidas de cristãos à imagem de Cristo. Observamos o importante papel do ensino na Igreja –
MT:28-20; AT:2-42; ITM:5-17; AT:20-28 e RM:12-7.

Pastores e mestres realizam uma função indispensável. Usam como base os fundamentos estabelecidos pelos apóstolos,
profetas e evangelistas. Muitos deles permanecem em um mesmo lugar, geralmente por muitos anos cuidando da igreja.
Eles a estabelecem sobre fundamentos bíblicos, e enfatizam sua unidade essencial com todos os crentes dos séculos
passados, por intermédio de tradições e por todo o mundo.

70
Pastores e mestres também possuem uma função Translocal. Aqueles com um dom especial em ensino sempre são
chamados a viajar muito – especialmente para ensinar outros mestres. E aqueles com um dom pastoral especial podem
oferecer ajuda pastoral e líderes que não estão sendo pastoreados por causa da estrutura de governo de suas igrejas.
EF:4-12, mostra que esses ministérios foram dados por Jesus para preparar toda a Igreja para o serviço.

2. Os Sacramentos da Igreja
2.2. Sinais de Graça: É essencial que entendamos que o batismo e a Ceia do Senhor, são sinais da graça de Deus e
não simplesmente sinais de atividade humana. Primeiramente eles são sinais da boa vontade de Deus em
relação a nós. Apenas secundariamente, no reino da fé, é que são sinais de nossa crença.

2.2.1.Focado na Cruz: Os dois sacramentos ‘batismo e ceia’ apontam diretamente para o sacrifício de Jesus.

2.3. Batismo: Verbo grego ‘baptizo’ – ‘batizar’, significa: mergulhar, afundar, submergir, ensopar, afogar, imergir.

Batismo no Novo Testamento:

 Perdão de pecados – AT:2-38


 Purificação de pecados – AT:22-16 e ICOR:6-1
 União com Cristo – GL:3-27
 União com Cristo em sua morte e ressurreição – RM:6-3,4 e CL:2-11,12
 Participação na filiação de Cristo – GL:3-25,27
 Consagração a Deus – ICOR:6-11
 Participação do Corpo de Cristo – AT:2-41 a 47 e GL:3-27 a 29
 Possessão do Espírito – AT:2-38; ICOR:6-11 e 12-13
 Nova vida no Espírito – TT:3-5 a 6 e JO:3-5
 Graça para viver a vida de Deus de acordo com sua vontade – RM:6-1 a 14 e CL:2-12, 3-17
 A herança do reino de Deus – JO:3-5

2.4. A Ceia do Senhor: Palavra grega ‘koinonia’ a ceia ou refeição da comunhão, é a característica principal da vida
da igreja. Como um sacramento, a ceia não é um simples culto memorial; é um encontro vivo com o Senhor
ressuscitado. Tudo que Cristo fez por nós na cruz, e tudo que recebemos Dele pela fé, é poderosamente
confirmado e continuamente selado quando participamos fielmente na ceia. A ceia do Senhor é baseada na
última refeição que Jesus fez com seus apóstolos: MC:14-17 a 26 e LC:22-14 a 20 antes da cruz; e logo se tornou
o ponto central da comunhão e adoração na Igreja primitiva, onde era chamada ‘partir do pão’: AT:2-42 a 46,
20-7 e ICOR:11-17 a 34. A refeição da Páscoa teve suas raízes na libertação de Israel do Egito: EX:11-1, 13-16.

2.4.1.A Ceia Olha para Trás: Em memória de mim, LC:22-19.


2.4.2.A Ceia Olha para Dentro: Importância de nos examinarmos a nós mesmos e nos prepararmos antes da
ceia, ICOR:11-17 a 34
2.4.3.A Ceia Olha em Redor: Não é uma questão particular, e a expressão as Igreja como toda família de Deus
– homens mulheres e crianças da ‘casa ‘e quaisquer convidados e visitantes – se reúnem para celebrar
sua comunhão uns com os outros e com Deus. Sabemos que a Igreja é uma família e essa é a refeição da
família de Deus.
2.4.4.A Ceia Olha para a Frente: I COR:11-26 declara que a ceia é ‘até que Ele venha’.
2.4.5.Alimento Espiritual: É uma nutrição e comunhão em Seu corpo e sangue; e por meio dela Jesus nos
confirma a Sua vida, Sua presença habitando em nós e Sua provisão de alimento espiritual. Isso é
confirmado em ICOR:10, onde Paulo compara a ceia ao alimento espiritual e à bebida espiritual que foi
dado a Israel no deserto.
2.4.6.Refeição da Aliança: MT:26-28; MC:14-24 e ICOR:11-25, declaram que o vinho representa o sangue da
nova aliança
2.4.7.Unidade Espiritual: Paulo expressa isso em uma linguagem tremendamente forte quando diz em ICOR:10-
17 que nós somos ‘um só corpo’, porque todos participamos do único pão, isto é, o pão da ceia.
2.4.8.Ações de Graças: Quando entendemos a verdadeira natureza sacerdotal da ceia – quando percebemos tudo
que Deus promete e confirma na ceia, e percebemos tudo que podemos receber por fé na ceia – ela se torna
naturalmente uma ocasião grande de ação de graças na Igreja.
71
AULA 04
Igreja em Células
Igrejas Interligadas
A Igreja do Final dos Tempos

1. Igreja em Células
1.1. A Grande Comissão
1.1.1.A Descrição do Trabalho da Igreja: Jesus não deixou dúvida acerca do que Ele nos chamou a fazer em
MT:28-18 a 20 “fazei discípulos de todas as nações” Fazemos isso vivendo e pregando o evangelho,
chamando as pessoas à fé em Cristo, batizando aqueles que creem, e ensinando-os ou disciplinando-os em
disciplinando-os em cada aspecto do ensinamento de Cristo. Isso tem uma série de implicações
importantes para a Igreja.
1.1.2.Equipando os Santos para a Obra do Ministério: EF:4-11 a 16 contém alguns dos ensinamentos mais
importantes no NT referente ao ministério de Cristo por intermédio de Seu corpo, a Igreja.

 Toda a gama de dons do ministério de Cristo estava ativa nas igrejas: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e
mestres.
 O propósito dos ministérios era ‘equipar (treinar, preparar e mobilizar) os santos (cada crente) para fazer toda obra
de Cristo, o ministério nesta passagem é para todo o crente.
 O corpo de Cristo somente é desenvolvido com sucesso quando cada membro faz seu trabalho. Isso significa
mobilização total do corpo.
 A cada membro tem um lugar exclusivo e uma função exclusiva no corpo, mas a obra é a mesma – fazer, preparar e
mobilizar discípulos.
 O objetivo geral do ministério é que nós tragamos o corpo de Cristo à maturidade, a experimentar sua plenitude e a
completar a obra que Ele tem nos dado a realizar.

1.2. Os Diferentes Níveis nos quais a Ekklesia Opera:


 Companheirismo
 Célula
 Congregação
 Celebração
 Convocação

1.3. A Igreja no Novo Testamento:


 Na época da Igreja primitiva não havia igrejas na forma de edifícios, então as casas eram os lugares naturais para
a reunião dos cristãos – AT:2-46 a 47
 Cada crente era discipulado e os pequenos grupos, ou células, nas casas, eram o ambiente natural para se fazer
discípulos
 As casas eram lugares de cuidado pastoral e de provisão para as necessidades dos discípulos

1.4. O Modelo de Jesus:


 Jesus designou os doze para que estivessem com Ele para que Ele os enviasse a pregar, como vimos em MC:3-
14

72
 Os doze acompanharam a Jesus durante toda sua missão
 Os doze O auxiliaram em Sua obra e foram enviados em viagens missionárias de treinamento – MT:10-5 a 15
 Jesus também treinou outros discípulos da mesma forma e os enviou. Ele enviou 72 em LC:10-1
 Jesus treinou seus discípulos a adotares Seu modelo de fazer, preparar e mobilizar discípulos

1.5. Os Doze após o Pentecostes: AT:1-8, A única forma que os doze (os onze originais e Matias) poderiam ter
controlado eficazmente essa tarefa de ‘consolidar’ três mil novos crentes seria desmembrando a igreja de
Jerusalém – formada por 120 pessoas – em grupos e discipulando os novos crentes em algo como a estrutura
em células.

1.6. Os ‘Uns aos Outros’ das Escrituras: O método de Jesus treinar, ensinar e discipular em pequenos grupos se
estendeu a todos os crentes. No NT, há muitas referências a esse processo de discipulado mútuo de edificação
e uns aos outros.

 Membros uns dos outros – RM:12-5


 O amor é a responsabilidade mais importante – IIJO:5, IJO:3-11, RM:12-10
 Servir uns aos outros – GL:5-13
 Suportar uns aos outros – EF:4-1 a 2
 Cuidar uns dos outros – ICOR:12-25
 Unidade e consideração aos outros – RM12-16, 15:5 e 7
 Aconselhar uns aos outros – RM:15-14
 Perdoar uns aos outros – EF:4-32 e CL:3-13
 Falar bem uns dos outros – HB:3-13, 10-24 a 25
 Ter compaixão uns dos outros – IPE:3-8
 Ser hospitaleiros uns para com os outros – IPE:4-9
 Ministrar uns aos outros, satisfazer as necessidades – IPE:4-10

1.7. Modelos de Igreja em Células: Precisamos de um modelo de igreja voltada ao propósito e com foco no
discipulado. A estrutura de igrejas em células capacita todos os crentes tanto a serem discipulados por outros
quanto a se tornarem fazedores de discípulos (discipuladores). Os principais modelos de igreja em células focam
os seguintes princípios:

 Discipulado planejado
 Ministério para cada membro
 Foco nas pessoas e não nos programas
 Prática de fortalecimento das exortações ‘uns aos outros’ do NT
 Prática de fortalecimento do ensinamento de Cristo por meio das células
 O foco central das células como lugar onde o ministério da igreja acontece
 Treinamento de liderança
 Evangelismo e testemunho como um estilo de vida
 Consolidação eficaz e a preparação dos novos crentes por meio das células
 Mobilização de todo o corpo
 Multiplicação de discípulos

2. Igrejas Interligadas
2.2. ‘Igreja’ no Novo Testamento: A palavra igreja em três maneiras principais:
 Para descrever todos os cristãos tanto na Terra quanto no céu – a Igreja universal
 Para descrever a igreja nas casas – a igreja da comunidade – RM:16-5; ICOR:16-19 e FL:2
 Para se referir aos cristãos de uma cidade específica ou localidade – a igreja metropolitana

2.3. O Mito de Independência: As igrejas locais do NT como as igrejas de Jerusalém, Éfeso, Corinto e Antioquia,

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eram expressões do corpo de Cristo em uma cidade ou área. Elas não eram congregações únicas,
independentes, mas eram mais semelhantes a uma rede de congregações funcionando independentemente
como uma igreja. Esse é o princípio subjacente ao conceito de igrejas interligadas. A escolha no NT, nunca está
entre congregações locais ou grandes igrejas metropolitanas, entre pequenas ou grandes – mas todas estas
coisas deviam estar trabalhando com cada elemento em seu lugar apropriado. Essa é a única maneira que nós
podemos produzir em choque espiritual real em nossas vilas, cidades e nações.

2.4. A Força da Rede de Igrejas: Os cristãos são seguramente mais fortes quando permanecem e trabalham juntos.
Isso significa ser tolerante às diferentes ênfases doutrinárias encontradas fora de seu grupo particular como
também provendo uma defesa amorosa das doutrinas fundamentais essenciais da fé encontradas na Bíblia.
Não pode haver nenhuma unidade real baseada em comprometer essas verdades fundamentais. SL:133

3. A Igreja do Final dos Tempos


3.1. O Espírito Santo e a Igreja: O Espírito Santo é a vida da Igreja e o grande dom de Cristo para ela. A Igreja deve
ser cheia pelo Espírito, mas nenhuma igreja O possui ou controla. Ao invés disso, Ele quer encher a Igreja, nos
possuir, nos ensinar, nos guiar, nos capacitar, nos transformar e trabalhar em parceria conosco.

3.2. Não Podemos Confiná-lo: A igreja não pode controlar nem confinar o Espírito. Não podemos insistir que Ele
trabalhe de determinada maneira ou por meio de cerimônias, palavras ou trabalhos específicos. As Escrituras
oferecem, de fato, promessas claras, condições e princípios sobre o Espírito – mas elas também deixam claro
que ‘o vento ou sopro de Deus’ sopra onde Ele quer.

3.3. Nós não O Monopolizamos: Nenhuma manifestação da Igreja alega ter um relacionamento especial com o
Espírito. Todo crente tem o Espírito dentro de si, logo nenhum grupo pode ter um monopólio sobre Ele. Alguns
crentes podem ser cheios com o Espírito, mas esse enchimento está disponível a todos os que creem.

3.4. O Ajudador: JO:14-16 a 18, aquele que anda ao lado, encorajador, ajudador, consolador, conselheiro ou
advogado. Ele é o ajudador da Igreja. É de extrema importância dependermos de sua ajuda. Sem sua ajuda não
podemos:

 Adorar – JO:4-24
 Testemunhar – AT:1-8
 Ministrar – ICOR:12-4 a 11
 Orar – EF:6-18 e RM:8-26
 Ser guiados – RM:8-14
 Derrotar o inimigo – MT:12-28 e EF:3-6
 Aprender – JO:14-26 e 16-13

3.5. O Mestre: Em JO:14-17 e 16-13, Jesus prometeu que o Espírito da verdade nos guiará a toda a verdade – e que
Ele glorificaria a Jesus – pegando as coisas que ouviria de Jesus e anunciando-as a nós. Ele é o mestre da Igreja

3.6. A Testemunha: Em JO:15-26, Jesus ensinou que o Espírito daria testemunho de Jesus. Ele é ‘a testemunha’. Na
realidade tudo que Ele faz é realizado com um único propósito de glorificar a Jesus – JO:16-14.

3.7. O Doador: ICOR:12 ensina que o Espírito é um grande doador de dons para a Igreja, e os versículos 7 a 11
relacionam alguns dons que Ele continua a conceder. ICOR:14 mostra que esses dons são dados para edificar a
Igreja e ajudá-la a operar com mais eficácia. Se formos sérios quanto à Igreja, seremos realmente zelosos pelos
dons.

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3.8. A Plenitude de Cristo: Jesus concedeu os ministérios em EF:4-11 a sua Igreja para unir o povo de Deus na
realização do serviço, devemos continuar com sua obra, edificando a Igreja, até que quatro coisas aconteçam:
 Unidade
 Conhecimento Pleno – FP:3-8 a 16, 2-5 a 11
 Estatura Plena
 A Plenitude de Cristo – EF:4-13, EF:1-22 a 23

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
O Ministério no Espírito
Ministros no Espírito
Ministrando no Espírito

1. O Ministério no Espírito: Há três grupos de palavras gregas no Novo Testamento, que dão o significado bíblico de
‘ministério’.
i. Diakonos, Diakoneo, Diakonia: atendente, servir, que serve;
ii. Leitourgos: serviço público, ministrar;
iii. Huperetes: servo, ministro.

2. Padrão do Ministério: MT:20-28, “Assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a
sua vida como único resgate por muitos. ” Jesus veio para oferecer serviço e não para receber, para ministrar e ser
ministrado. O serviço ‘doméstico’ privado e comum é a base, padrão e estilo do ministério de Jesus e, portanto, de
todo ministério cristão. AT:6-2, “Então os Doze reuniram todos os discípulos e propuseram: Não é sensato
negligenciarmos o ministério da Palavra de Deus a fim de servir as mesas. ” A ênfase aqui é que não há diferença
entre o chamado ministério ‘prático’ e ministério ‘espiritual’. Servir ás mesas é parte do ministério de diakonia
semelhante ao de Cristo tanto quanto ensinar a Palavra de Deus.

3. Dom Espiritual: RM:12-3 a 8, nos ajuda a entender que o ministério é mais um dom do que uma tarefa, e que vem
de Deus e não de nós. EF:4-7 a 16, Todo o povo de Deus deve ser equipado para a obra do ministério, para a
construção do corpo de Cristo. Não importa se o nosso serviço é espiritual ou prático, se envolve a distribuição de
alimentos ou a expulsão de demônios, ele deve ser motivado e direcionado pelo Espírito, se almeja ser eficaz.
ICOR:12-1 a 11, Também sugere que os ‘ministérios’ que vem do Senhor são intimamente ligados aos ‘dons’
provenientes do Espírito e ás ‘atividades’ provenientes de Deus. Há quatro princípios para o dom espiritual, são eles:

a. Obra dos Santos: Está mais relacionado a obra de santos comuns do que dos apóstolos, pastores, profetas e
mestres. Os líderes devem preparar os santos para ministrar e não fazer isso no lugar deles.
b. Propósito dos Santos: É propósito dos santos, da mesma forma que Jesus veio para servir, assim os santos
são equipados pelos líderes primeiramente para ministrar.
c. Diferente de Ensino: Dom é diferente de ensino, profecia, pastoreio e treinamento realizado por líderes.
d. Expressão Generalizada: É uma expressão generalizada, um termo genérico para obra integral de serviço
cristão. Assim como se pode pedir a um servo doméstico que realize qualquer tarefa da casa e essa será
chamada de serviço, assim também todos os atos do serviço cristão podem ser considerados como ministério.

4. Ministério Geral e Específico: A palavra ministério quer dizer ‘toda a maneira que servimos’, também como
‘atividades de serviço pessoais e específicos’. De modo geral ‘ministério’ se refere a toda atividade do serviço
executada no Espírito – logo, tanto a pregação dos apóstolos como a distribuição de alimento pelos diáconos são
ministério. Em EF:4-12, “com propósito de aperfeiçoar os santos para obra do ministério, para que o Corpo de Cristo
seja edificado, ” mostra que todos os santos devem ser equipados pelos líderes para a obra de ministério. De modo
específico, no sentido estrito e pessoal da palavra, o ministério envolve curar uma pessoa doente, expulsar demônio,
aconselhar, lavar os pés, guardar as compras, fazer uma comida ou orar. Porém, seja qual for a forma, o ministério
deve ser essencialmente pessoal e individual, como o de um servo doméstico e sempre deve ser guiado e capacitado
pelo Espírito Santo,

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1. Ministros no Espírito no Antigo Testamento: Os ministros do Antigo Testamento, os profetas eram chamados de
‘homem de Deus’, DT:33-1 - ‘servo de Deus’ IICR:24-9. Eles eram porta-vozes de Deus e tinham ordens para transmitir
Sua mensagem e jamais a alterar de modo algum. Podemos chamá-los de ‘ministros de Deus’.
a. Em que implicava o ministério dos Profetas do Antigo Testamento:
 Falar a palavra de Deus - SF:1-14, “Eis que o grande Dia do Senhor, breve virá! Está bem próximo e vem
depressa! Contudo ouvi com atenção! O Dia do Senhor será muito amargo; até os homens mais poderosos
da terra tremerão e clamarão. ”
 Pleitear com Deus - GN:20-7, “Agora, pois devolve a mulher desse homem: ele é profeta e intercederá por
ti, para que vivas. Mas se não a devolveres, sabe que certamente morrerás, com todos os teus. ”
 Realizar os feitos de Deus - NN:16-28, “Foi quando Moisés exclamou: ‘Nisto conhecereis que foi o próprio
Senhor que me enviou para realizar todos esses feitos e que não os fiz por mim mesmo. ”

b. Inspirados para ministrar:


 Palavra de Deus - AM:3-8, “Ora, o leão rugiu, quem não temerá? Senhor Adonai, Deus soberano, falou, quem
não profetizará as suas palavras? ”
 Fardo de Deus - IS:13-1, “Advertência contra a Babilônia, que Isaías bem Amóts, filho de Amós, recebeu em
visão. ”
 Espírito de Deus - NM:11-29, “Contudo, ponderou Moisés: Estás ciumento por minha causa? Que bom seria
se todo o povo do Eterno fosse constituído de profetas, e que o Senhor depositasse seu Espírito sobre eles. ”
 Sonhos, Visões e Anjos - NM:12-6, “Então disse o Senhor: Ouvi, pois, as minhas palavras: Quando há entre
vós profetas, eu, o Eterno, me faço conhecer a eles por meio de visões, e falo com eles em sonhos. ” - DN:9-
21, “Enquanto eu ainda falava com Deus em oração, Gabriel, o homem que eu tinha observado durante a
minha visão anterior, veio voando rapidamente para onde eu estava, bem na hora do sacrifício vespertino.

2. Ministros no Espírito no Novo Testamento: AT:2-18 – “Sobre meus servos e as minhas servas derramarei do meu
Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. ” Em Pentecostes não houve limitação ao oferecer o Espírito e não houve
restrição ao recebê-lo. Isso significa que todas as pessoas na Igreja – homens e mulheres, velhos e jovens, estudados
e analfabetos – podem ministrar no Espírito.

3. Ministério no Mercado de Trabalho: Isso nos ajuda a entender o verdadeiro ministério da Igreja. Somos chamados a
ministrar como Jesus ministrou. Isso significa que nós O representamos fazendo suas obras não apenas no local de
reunião, a igreja, mas também no mercado de trabalho, o mundo. O ministério de Cristo é a sua obra, a qual Ele nos
chama a fazer, como Seu corpo, Seu agente na terra. JO:20-21, “E Jesus lhes disse mais uma vez: ‘A paz seja convosco’
Assim como o Pai me enviou, Eu também vos envio. ”

1. Ministrando no Espírito
1.1. Desenvolvendo o ministério de Jesus: Somos chamados a servir a Deus e uns aos outros com o cuidado e
humildade de um servo doméstico do primeiro século, com poder, unção e autoridade de um profeta do Antigo
Testamento. Cada aspecto da atividade e ministério profético tem o objetivo de apontar para Jesus, o único
propósito do Espírito é glorificar a Jesus.
 Discipulado (grego=mathetes): O significado de discipulado é aprendiz. Assim, como os primeiros discípulos
de Jesus, devemos aprender a seguir Seu exemplo em tudo – no pensar, no falar, no viver, no orar, no
compadecer, no servir, no ministrar e na moralidade.
 Ética de Jesus: Para desenvolver o Ministério de Jesus, é necessário saber diferenciar entre o encorajamento
do Espírito, nossos pensamentos e confusão diabólica.

b. Dependência do Espírito: O nosso progresso espiritual só acontece, quando entendemos, que de fato, não
podemos fazer absolutamente nada, por nossa conta. Apenas pela dependência completa do Espírito é que

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Podemos ministrar Nele. Esse princípio é claro no ministério de Jesus em – JO:5-30, “Por mim mesmo, nada
posso fazer; conforme ouço, assim julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco agradar a meu próprio
desejo, mas satisfazer a vontade do Pai que me enviou. ” A dependência verdadeira e completa do Espírito, é
caracterizada pelo discurso franco, e desnecessário de uso de métodos mundanos para aumentar os fatos, a
atenção está focada em Jesus.

c. Unção do Espírito: Depender do Espírito significa confiar em nossa unção com Ele. Há uma tentação terrível no
ministério de confiar mais em nossa experiência pessoal e na experiência de outros do que no mover e direção
do Espírito. Jesus recorria a Oração, a Palavra, a Unção e aos Dons do Espírito tanto quanto nós recorremos. Se
Jesus precisou da unção do Espírito para seu ministério na terra, quanto mais nós devemos precisar da mesma
unção para fazer tudo que Deus nos chamou a fazer.

d. Discernindo os planos do Espírito: Qualquer ministério será improdutivo se for direcionado pela própria
iniciativa e inclinação. Devemos esperar pelo Espírito Santo e receber a direção específica e a revelação Dele
antes de realizarmos qualquer forma de ministério ativo no Espírito. São três os pontos fundamentais do
ministério no Espírito: Perguntar, Esperar, Ouvir.

e. Demonstrações do Espírito: Quando o Espírito nos inclina a falar e agir, devemos nos lembrar de que estamos
simplesmente transmitindo as palavras de Deus e realizando Seus feitos. Somos chamados a falar com
autoridade, mas nós não curamos o doente ou expulsamos demônios. Nós ministramos em parceria com o
Espírito Santo. Deus é o responsável pelos milagres; nós entramos simplesmente com a fé, as mãos e a boca.

f. Habilidade de Jesus nos Dons: Jesus tinha uma habilidade tremenda de ministrar de acordo com os dons do
Espírito. De fato, vemos exemplos dos dons em todo o Novo Testamento no Ministério de Jesus, exceto o de
línguas e interpretação. ICOR:12- 8 a 10.
 Dom da Fé: um derramar sobrenatural da confiança no Espírito, na capacidade de Deus fazer o impossível –
MC:11-20 a 25 e JO:11-41 a 42.
 Dom de Milagres: o poder miraculoso do Espírito intervindo na ordem natural por meio de um ministro –
MC:6-30 a 52 e JO:2-1 a 11.
 Dom de Cura: o discernimento e a capacitação eficaz do Espírito de ministrar a cura de Deus a uma
determinada pessoa – MT:4-23 a 25 e MC:5-21 a 43.
 Dom da Palavra de Sabedoria: a capacidade do Espírito de aplicar uma revelação ou entender como resolver
ou assistir a uma situação – MT:22-18, LC:13-10 a 17 e JO:13-10 a 17.
 Dom de Discernimento de espíritos: a revelação do Espírito para identificar o espírito motivador por trás de
uma palavra ou de pessoa e a ajuda capaz de separar o humano do divino e do demoníaco – MT:16-17 a 23
e LC:13-10 a 17.
 Dom de Profecia: a mensagem do Espírito para uma pessoa, para um grupo de pessoas ou uma situação –
JO:2-19.
 Dom da Palavra de conhecimento: a revelação do Espírito de fatos a respeito da pessoa ou de uma situação
– JO:1-47 a 50 e JO:4-16 a 20.
 Dom de Variedade de línguas: as palavras do Espírito para pregar em uma língua não aprendida.
 Dom de Interpretação de línguas: a revelação do Espírito quanto à essência de uma oração em línguas.

g. Discipulado com o Espírito: As pessoas nem sempre recebem tudo de Deus quando ministradas pela primeira
vez. Geralmente é necessário voltar muitas vezes e ajudar as pessoas a receber o que Deus tem para elas. O Espírito
está conosco para encorajar, ensinar, consolar e direcionar. Ao estar ministrando Nele, naturalmente somos
conduzidos às pessoas para servi-las e encorajá-las de uma maneira comprometida e positiva.
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AULA 02
As bases do ministério de cura
A cura no Antigo Testamento
A cura no Novo Testamento
O ministério de cura hoje

1. As bases do ministério de cura


1.1. A Cura no Antigo Testamento: Normalmente pensamos que o ministério de cura está ligado apenas ao Novo
Testamento, porém o Antigo testamento nos faz compreender que a cura é parte integrante da natureza e
propósito de Deus. Em LC:4-6 a 20, Jesus se apresenta a Israel como aquele que foi enviado para curar.
a. Promessas de Cura:
 A saúde como uma benção seguida da obediência pessoal ou nacional
 A cura por meio dos processos naturais que Deus inseriu na humanidade por meio da criação
 Intervenção de cura soberana sobrenatural
 Intervenção de cura sobrenatural em resposta ao arrependimento
 Intervenção de cura sobrenatural em resposta à intercessão
EX:15-26 – “declarando: ‘Se ouvires atentos a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus
mandamentos e guardares todas as suas leis, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os
egípcios’. Pois eu sou o Senhor, aquele que te restaura! ”
SL:41-3 – “Na enfermidade o Senhor lhe dará pleno amparo, e da doença o restaurará. ”
b. Exemplos de Cura:
 Cura de Abimeleque – GN:20-1 a 18
 Cura da lepra de Miriam – NN:12-1 a 16
 Cura do Filho da viúva – IRS:17-8 a 24
 Cura de Naamã – IIRS:5-1 a 27

c. Princípios básicos:
 Exclusividade dos Profetas: O ministério de cura era exclusivo aos servos de Deus, os profetas – Deus
trabalhava em parceria somente com, e por meio daqueles a quem havia ungido, com seu Espírito,
como profeta;
 Pecado pessoal: A enfermidade curada era devida eventualmente ao pecado pessoal;
 Ação compartilhada com o Profeta: Em alguns casos, tanto o ministro como o doente precisavam
realizar uma ação como parte do ministério de cura;
 A profecia da Cura: O ministro intercedia a Deus pela cura ou anunciava sua chegada, com uma
antecedência de até um ano de distância;
 Resposta aos necessitados: Os profetas não saiam oferecendo cura indiscriminadamente. Ao invés
disso, eles respondiam às necessidades humanas e ao mover de Deus por meio do Espírito;
 A cura é para todos: As pessoas a quem eles ministravam não eram necessariamente judeus, mais da
metade das pessoas que foram curadas, eram pagãos e não faziam parte da aliança;
 A presença da fé: Algum elemento de fé ou expectativa normalmente estava presente;
 A manifestação da Cura: Grande parte das curas não era instantânea, demorava até que ficasse
evidente que a cura havia ocorrido.
 O alerta da Cura: A maior parte das curas chamava a atenção dos enfermos para algo mais significativo,
geralmente para o perdão.
 A Soberania e o Mistério de Deus: Algumas vezes, nenhum desses princípios estava presente, contudo
Deus intervinha de um modo soberano e misterioso.

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1.2. A cura no Novo Testamento
a. O ministério de cura de Jesus: Na sinagoga em LC:4-16 a 30, Jesus se apresentou como um profeta
vinculando-se ao ministério de cura dos profetas do Antigo Testamento.
 O filho do homem nobre em Cafarnaum – JO:4-43 a 54
 A filha de Jairo – MT: 9-18 a 26
 A mulher do fluxo de Sangue – MC:5-25 a 34
 Os dois cegos – MT:9-27 a 31
 A mulher curvada – LC:13-10 a 17

a. Quem Jesus cura: As pessoas comuns da sociedade que sofrem de terríveis aflições.

b. O que Jesus cura: Todos os tipos de enfermidade.

c. Onde Jesus cura: Em todo tipo de lugar guiado pelo Espírito Santo.

d. Como Jesus iniciou o ministério de cura: Pela necessidade humana e pela instrução divina.
 Ele tinha convicção da vontade do Pai de curar
 Ele curava a todos que vinham lhe pedir cura
 Ele curava aqueles que se identificavam com Ele pelo Espírito

e. Como Jesus ministra cura: As curas eram realizadas sem toque de trombeta, sem alarde, com
simplicidade.
 Toque ou imposição de mãos
 Uma ordem verbal de cura através da palavra
 Uma declaração de cura

b. O ministério de cura dos discípulos:


 O homem coxo na porta do templo – AT:3-1 a 10
 Saulo cego – AT:9-8 a 19
 Enéias paralisado – AT:9-32 a 35
 Tabita morta – AT:9-36 a 43
 O aleijado de Listra – AT:14-8 a 10
 Paulo perseguido – AT:14-19 a 20
 Êutico – AT:20-7 a 12
 O pai de Públio – AT:28-7 a 8

a. A Quem os discípulos servem: Aos mendigos, aos rejeitados pela sociedade, aos oponentes do
Evangelho, aos amigos e aos parentes.

b. Quais enfermidades eles curam: A maioria das pessoas que eles ministravam padecia de doenças de
longa duração, doenças sérias que perturbavam no âmbito social e desabilitavam no âmbito econômico
– por exemplo, disenteria, morte, paralisia e cegueira.

c. Como eles iniciaram o ministério de cura: Assim como Jesus, os discípulos ministravam a todos os que
vinham lhes pedir cura.

d. Como os discípulos ministram cura?


 Pedro ordenou: AT:3-6, “Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levanta e anda”.
 Ananias anunciou: AT:9-17, “O Senhor Jesus me enviou para que você torne a ver”.
 Pedro declarou: AT:9-34, “Enéias, Jesus Cristo te dá saúde, levanta e faze a tua cama”.
 Pedro ordenou: AT:9-40, “Levanta”.
 Paulo disse em alta voz: AT:14-10, “Levanta-te direito sobre teus pés”.

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 Paulo impôs as mãos: AT:28-8, “Todavia, seu pai estava muito enfermo, acamado e sofrendo com
febre e disenteria. Paulo, então, foi-lhe fazer uma visita e, logo depois de orar, impôs-lhe as mãos
e o curou”.
e. O ministério de cura e o crescimento da Igreja: O livro de Atos dos apóstolos relata que o ministério de
cura dos discípulos teve um papel significativo no crescimento da igreja primitiva.

f. Os contextos do ministério de cura:


a. Foco no sofrimento das pessoas: A unção do ministério de cura estar em ajudar as pessoas
aflitas, sofridas, de coração partido, cegas, aprisionadas e qualquer tipo de sofrimento.
b. Foco no reino: A mensagem do reino e os milagres do reino são manifestações do reino. O
ministério de cura de Jesus está, portanto, vinculado à vinda do reino. Curas são sinais da
presença do reino, porque são exemplos da atividade do reino. Essa é a descrição que Pedro
faz do ministério de Jesus em AT:10-38, “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo
e poder, e Ele saiu fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo diabo, pois
Deus era com Ele”.
c. Foco no evangelismo: Os primeiros cristãos mantiveram unidos estes chamados, eles pregavam,
curavam e expeliam demônios. Quando alguém era curado ou liberto, a explicação deles
apontava para Jesus. Essa foi uma das razões principais para o crescimento fenomenal da igreja.
d. Foco num estilo de vida relevante: Jesus se mudou para o meio dos aflitos a fim de pregar o
evangelho e ministrar a cura de Deus. Ele não veio do céu com todo esplendor e aclamação
pública, embora tivesse todo direito, por ser igual a Deus. Em vez disso, demonstrou sua
identificação com a humanidade vivendo como um homem comum e se sujeitando às mesmas
pressões como qualquer outra pessoa.

g. A cura dos crentes: TG:5-13 a 16, esta passagem encoraja os crentes a pedir a Deus a própria cura, a
crer nas promessas de Deus e a receber do Senhor a cura que precisam, além de se apresentarem para
a cura pastoral. Há uma resposta correta ao sofrimento. Os crentes devem orar e não se queixar da
situação. Os crentes devem usufruir dos recursos próprios em Deus, não depender da experiência ou
testemunho de outras pessoas.
TG:5-13 – “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Há alguém encorajado entre vós? Cante
louvores”.
TG:5-14 – “Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da igreja, a fim de que estes orem sobre a
pessoa enferma, ungindo-a com óleo em o Nome do Senhor”
Os crentes não estão abandonados se a enfermidade persistir, é seu dever chamar os líderes pastorais
para ministrar a cura.
TG:5-15 – “e a oração feita com fé, curará o doente, e o Senhor o levantará. E se houver cometido
pecados, será perdoado. ”
A oração da fé salva o doente. A palavra para ‘cura’, é sozo, usada em o todo Novo Testamento
específica para curar e salvar. A cura é um aspecto da obra mais ampla da salvação de Deus. Não é o
óleo que cura, nem as orações do líder – é o Senhor que muda a situação. Retorna ao princípio do Antigo
Testamento de que o pecado pode ser a causa da enfermidade. O aconselhamento pastoral é a solução
e os líderes devem assegurar que haja confissão mútua.
2. O ministério de cura hoje: É necessário à igreja de Cristo, particularmente, ganhar experiência e conhecimento nos
dons espirituais que são importantes para ministrar a cura cristã com Deus. Saber que o Pai é o Deus que cura, e que
o Filho cura, e que o Espírito está em nós e conosco para curar, é necessário ainda, o entendimento de como ministrar
cura.

2.1. O mover de Deus para ministrar Cura: Todo ministério no Espírito depende do reconhecimento dos estímulos
e direcionamento do Espírito. Podemos conhecer todos os princípios e promessas bíblicas, mas não seremos
capazes de ministrar com eficácia até que reconheçamos como Deus se comunica conosco por intermédio do
Espírito. Ás vezes, ao ministrar cura, a pessoa recebe uma impressão visual da pessoa que está sendo curada,

82
ou, em outras ocasiões, pode sentir uma dor, um calor, ou outra sensação na respectiva parte do próprio corpo.
Essas são algumas maneiras do Espírito indicar que Deus está curando uma doença.

2.2. Começando a ministrar a cura de Deus:


 Falta de Oração Preparatória: A falta de oração preparatória suficiente é uma das principais razões para a
ineficácia.
 Parceria: Sugere que deveríamos normalmente ministrar cura em pares. Juntar-se a outro crente mais
experiente é uma boa sugestão para os iniciantes.
 Paciência: II COR:6-3 e 4, deixa claro a necessidade de muita paciência, uma vez que rapidamente nos
cansamos devido aos atrasos, imprevistos e pessoas difíceis.
 Humildade: A compaixão e a obediência motivaram a Cristo, cabe aos seus seguidores o anonimato, a
humildade e a modéstia do Espírito Santo, objetivando focar toda atenção em Deus, sem disfrutar de
qualquer glória relativa.

2.3. As Perguntas Óbvias de Jesus: Ele não operava somente no nível sobrenatural, também operava no natural
fazendo perguntas obvias – MC:5-9, 8-22 a 26, LC:18-40 a 43, JO:5-6.
 Qual é o seu nome?
 O que você quer que eu faça?
 Você quer ficar bem?
 Há quanto tempo isso vem acontecendo?
 Você consegue ver?

2.4. Ações Usadas por Jesus: houveram diferentes ações usadas por Jesus e os discípulos
 Imposição de mãos
 A oração antes da manifestação
 Deus pode nos incitar a sugerir uma ação para a pessoa realizar

2.5. Ministério aos que ainda não foram curados: Todos os crentes que se engajam no ministério de cura
enfrentarão decepções. Haverá pessoas que mesmo depois da oração não serão curadas, outras que a cura
inicial expira, outras serão curadas, mas, a cura não progride. Embora devamos exortar as pessoas às promessas
de cura de Deus, não devemos deixar de lembra-las de estarem mais famintas por aquele que cura do que pela
cura. A cura, afinal de contas não é a grande esperança da humanidade. Jesus é.
IS:53-5 – “Mas de fato, ele foi transpassado por causa das nossas próprias culpas e transgressões, foi esmagado
por conta das nossas iniquidades; o castigo que nos proporcionou a paz caiu sobre ele, e mediante suas feridas
fomos sarados. ”

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AULA 03
As bases do ministério de libertação
A Libertação no Novo Testamento
O ministério de libertação hoje

1. As bases do ministério de libertação


1.1. Libertação do pecado: O ministério do perdão de Deus é o aspecto mais importante de Seu ministério de
libertação, o perdão é a libertação do pecado e das garras de Satanás. Embora muitas pessoas precisem de fato,
de ser libertas da opressão demoníaca, a presença continua do pecado em alguém que já foi liberto do poder
do pecado o expõe a influência demoníaca. Podemos estar certos de que os demônios estão sempre tentando
nos fazer voltar ao pecado, e nos fazer sentir convencidos de que não estamos livres do pecado.
1.1.1. Aspectos de como o perdão é recebido:
 Pelo Dom gratuito – AT:5-31, “Deus, no entanto, o exaltou elevando-o a sua direita, como Príncipe
e Salvador, a fim de dar a Israel arrependimento e perdão de pecados”
 Pelo sangue de Cristo – HB:9-10, “E por essa determinação, fomos santificados por meio da oferta
do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez por todas”.
 Pela fé – AT:26-18, “para lhes abrir os olhos e os converteres das trevas para luz, e do poder de
Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são
santificados pela fé em mim”.
 Pela Confirmação no batismo – AT:2-38, “Orientou-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos e cada um de vós
seja batizado em o nome de Jesus Cristo para o perdão de vossos pecados; e recebereis o dom do
Espírito Santo”.
 Pelo perdão da confissão constante – IJO:1-8 a 9, “Se declararmos que não temos pecado algum
enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele
é fiel e justo para nos perdoar todos os pecados e nos purificar de qualquer injustiça”.
 Pelo Perdão às outras pessoas – MC:11-25, “Mas quando estiverdes orando, se tiverdes algum
ressentimento contra alguma pessoa, perdoai-a, para que, igualmente, vosso Pai celestial vos perdoe
as vossas ofensas”.

1.1. Libertação da tentação: Os crentes sabem das atividades das forças malignas, mas poucos buscam garantir
que a medicina espiritual preventiva seja mais proeminente do que a cirurgia espiritual corretiva. A libertação
da estratégia satânica é exercida pela graça de Deus fortalecendo nossa resistência e paciência humana.
Satanás tenta destruir os crentes por meio do sofrimento. IPE:5-8 a 11, “Sede sóbrios, vigiai. O vosso
adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar; ao qual resisti
firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo. E o
Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco,
ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer. A ele seja o domínio para todo o sempre. Amém”.
Deus não promete nos livrar do sofrimento de imediato, mas Ele promete estar conosco, nos fortalecer, nos
livrar das armadilhas e voltar as costas a ele. Todos os crentes vivem na tensão entre a consciência de as suas
falhas e a compensação de que fomos justificados por Deus. Se o senso de que fomos justificados por Deus
for mortificado, Satanás tenta ampliar as falhas na consciência, acusando com lembranças constantes e
paralisando com a autocondenação. Para resistir a essa estratégia satânica é preciso enfatizar
constantemente a Palavra de Deus, a Graça de Deus, o Espírito de Deus e o Sacrifício de Deus. Essa é a única
base segura para servir com Cristo em Seu ministério de libertação.

2. A Libertação no Novo Testamento: IJO:3-8, “Aquele que vive habitualmente no pecado é do Diabo, pois o Diabo peca
desde o princípio. Para isso, o filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo”.
JO:8-32, “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

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2.1. Jesus expulsa demônios: Há no ministério de Jesus princípios básicos para expulsar demônios.
 Jesus libertava as pessoas endemoniadas – MC:5-2 a 8
 Jesus fazia perguntas – MC: 9-21
 Jesus falava diretamente ao demônio
o Fica quieto e sai dele MC:1-25
o Seja repreendido – MC:17-18
o Sai – MC:5-8
o Não volte – MC:9-25
 Jesus não fazia distinção entre os aflitos
 Jesus distinguia exorcismos de cura – MT:8-16
 Jesus tinha ‘O Espírito de Deus’ como fonte de autoridade – MT:12-28
 Jesus aterrorizava os demônios – MC:5-6 a 7

2.2. O ministério evangelístico e expulsão de demônios: Os discípulos se alegraram em LC: 10-17 a 20, “Senhor,
pelo teu nome, até os demônios se nos submetem”. O verbo grego hupotasso – ‘submeter’ ou ‘estar sujeito’ é
um termo militar que significa ‘classificar-se sob’ ou perder ou abrir mão dos próprios direitos ou vontade. Os
discípulos confrontaram os demônios não com autoridade pessoal ou própria, mas, com autoridade de Jesus.
Este é um princípio básico de todo ministério de libertação. LC:10-9, “Atentai! Eu vos dei autoridade para
pisardes serpentes e escorpiões, assim como sobre todo o poder do inimigo, e nada nem ninguém vos fará
qualquer mal. ” Na igreja primitiva o ministério de expulsão de demônios era realizado normalmente, num
contexto evangelístico, uma vez que o corpo de Cristo na terra buscava confrontar e incluir os que estavam
presos nas garras forte do maligno, fora do reino de Deus.

3. O ministério de libertação hoje


3.1. Ministério de ‘expulsão de demônio’: Instruções simples para ajudar os crentes que estão diante de um
demônio que precisa ser expulso. São sugestões a serem consideradas, não regras a serem obedecidas.
 Não seja controlado por circunstâncias ou pessoas
 Não seja temeroso
 Esteja preparado
 Prepare o aflito
 Confissão e renuncia
 Palavras de comando
 Cuidado posterior

Embora o ministério de libertação possa eventualmente ser necessário para ajudar algumas práticas pecaminosas, o
ministério de ‘expulsão de demônios’ não é a solução para hábitos pecaminosos comuns e autoindulgências carnais.
RM:8-12 a 13, “Portanto irmãos, estamos em dívida, não com a natureza carnal, para andarmos submissos a ela.
Porque se viverdes de acordo com a carne, certamente morrereis, no entanto, se pelo Espírito fizerdes morrer os atos
do corpo, vivereis”.
Finalmente, devemos entender que o ministério de libertação não depende do que sabemos sobre demônios, e se
Cristo nos conhece. Depende de crentes fracos, falíveis que sabem que seu Cristo lutou e venceu a batalha decisiva
contra Satanás; que sabem que, em união com Cristo, eles podem compartilhar essa vitória e que estão prontos
sempre para ministrar, no poder do Espírito Santo, às pessoas que sofrem a sua volta.

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AULA 04
Falando com Autoridade profética
O ministério de aconselhamento

1. Falando com Autoridade profética


1.1. A benção de Deus para a humanidade: Deus abençoou a humanidade dessa forma: GN:1-28, “Deus os
abençoou e lhes ordenou: ‘Sede férteis e multiplicai-vos! Povoai e sujeitai toda a terra; dominai sobre os peixes
do mar, sobre as aves do céu e sobre todos animal que rasteja sobre a terra! ” A essência da benção de Deus é
a frutificação e multiplicação, a reprodução física com muitos filhos, e a reprodução espiritual para encher a
terra com filhos espirituais.

1.2. Bênçãos materiais: Em Cristo, a porta foi aberta para que seus filhos experimentem um nível infinito de benção.
Porém Deus é especifico ao escolher quais bênçãos físicas Ele dará a cada pessoa ou família. O nível da benção
de cada um, é determinado pelo grau de obediência, mas o tipo da benção física é determinado somente pela
vontade de Deus.

1.3. Bênçãos espirituais: Quanto as benções espirituais elas estão disponíveis livremente em Cristo, EF:1-3 a 14,
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais
nas regiões celestes em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos
santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo,
para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu
gratuitamente no Amado; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a redenção dos nossos delitos,
segundo as riquezas da sua graça, que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência,
fazendo-nos conhecer o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que nele propôs para a
dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos
céus como as que estão na terra, nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido
predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade, com
o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo; no qual também
vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes
selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão
de Deus, para o louvor da sua glória”. Vemos que as bênçãos espirituais são ativadas pelo Espírito Santo, as
quais são: eleição, santidade, viver na presença de Deus, adoção, dom da graça, liberdade por meio do perdão,
revelação e salvação. Nos versículos 13 e 14, o próprio Espírito Santo é dado como garantia, um presente da
herança eterna da benção divina.

1.4. Condições da benção divina:


 Devemos estar no lugar que Deus escolheu abençoar: IISM:6-9 a 11, Obede-Edon foi abençoado por Deus
simplesmente porque ele morava onde a arca do Senhor foi deixada.
 Obediência inspirada por fé tem sua raiz no amor: JO:14-16 “E Eu rogarei ao pai, e Ele vos dará outro
Advogado, a fim de que esteja para sempre convosco”. Isso tem haver com amor, obediência e benção,
todos culminado na benção espiritual da promessa do dom do Espírito Santo.
 Tratamento correto ao pobre: LC: 12-33, “Vendei os vossos bens e ajudai os que não tem recursos; fazei
para vós outros bolsos que não se gaste com o passar do tempo, tesouro acumulado nos céus que jamais se
acaba, onde o ladrão algum se aproxima, e nenhuma traça o poderá corroer”. Ser apático em relação ao
pobre, ao desprezado, as viúvas, aos órfãos e estrangeiros não somente é errado, mas totalmente
imprudente. Está escrito: SL:41-1 a 2, PV:11-24 a 26, PV:22-9, IS:58-6 a 12, ITM:6-18 e 19, MT:25-31 a 46,
AT:2-45 a 47 e AT:6-1 a 7.
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1.5. O julgamento de Deus: GL:2-11 a 21, e GL:3-1 a 29, esclarece que os crentes gentios não são chamados à
viver pela Lei. A verdade redentora de GL:3-13, “Foi Cristo quem nos redimiu da maldição da lei quando, a si
próprio se tornou maldição em nosso lugar, pois como está escrito: ‘Maldito todo aquele que for pendurado no
madeiro’”. As bênçãos de Abraão alcançaram os gentios. Isso significa que nenhuma das pragas de
Deuteronômio se aplica a nós, contudo todas as bênçãos nos estão escancaradas. Isso não quer dizer que Deus
não julga quando pecamos. Em ICOR:11-28 a 32, declara que muitos que estão em Cristo estão fracos e doentes,
alguns até que já dormem, como punição do Senhor, o mesmo aconteceu com o julgamento de Ananias em
AT:5, é muito grave. Pelo contrário, significa que em Sua graça, Deus não nos amaldiçoa quando transgredimos
a lei. Em vez disso, Ele nos corrige quando caímos em pecado habitual, essa é a maneira santa de nos encorajar
gentilmente a retornar a Ele. Embora Deus nos julgue por causa de nosso pecado, nós ainda iremos para o céu
quando morremos. Como Ananias, alguns chegam no céu mais cedo, perdendo algumas recompensas celestiais,
e muitas vezes tendo um tempo miserável na terra, mas, o relacionamento da aliança permanece perpétuo.
Sendo eternos filhos de Deus.

1.6. O ministério de anunciar as bênçãos Deus: Anunciar a benção de Deus deve ser uma constante na vida da
igreja. Dando oportunidade serem abençoados todos aqueles que estão necessitando de paz, de plenitude, de
prosperidade, de fertilidade e assim por diante. Esse ministério de benção não deve ser restrito às reuniões cristãs.
Praticamente todo o material bíblico dedica-se à benção na conservação particular do ministério pessoal, se faz
necessário aos da fé, aumentar a experiência e conhecimento nessa área. Orar por sabedoria e direção de Deus
antes de ministrar bênçãos. Buscar ser específico na benção, conferir-lhe fé, impor as mãos, invocar o nome de
Deus, e o mais importante de tudo, falar somente as palavras que o Espírito mandar.

1.7. Maldição demoníaca: O Antigo Testamento deixa claro que maldição é uma prática maligna aplicada por
Satanás. Amaldiçoar é oposto de abençoar, a maldição é proferida por ‘palavras cruéis, negativas e destrutivas’
ditas contra pessoas, ou contra a si mesmo, objetivando causar mal ou dor. Palavras fúteis de fofoca levam a
consequências imprevisíveis e ferem as pessoas, elas são capazes de destruir vidas. Há um destruidor maligno que
se deleita em fazer valer estas palavras e causar resultados muito sérios e abrangentes. PV:18-20 a 21, “Do fruto
da boca o coração se farta; a língua faz todo o corpo responsável pelas consequências de suas palavras! A língua
tem o poder sobre a vida e sobre a morte; os que a usam habilmente serão recompensados”.

Os maridos podem amaldiçoar suas esposas e vice-versa, os pais podem amaldiçoar seus filhos e vice e versa, os
patrões seus empregados e assim sucessivamente. Palavras como: Você é inútil, mal, nunca será, incompetente,
egoísta, não ser para nada…, nunca, jamais, poderia sair da boca de um filho de Deus.

1.8. Deus nos deu autoridade na sua palavra contra qualquer palavra contrária, mas para isso é necessário
vivenciar alguns estágios:

 Conhecer a vontade de Deus


 Verbalizar a ordem de Deus, falar o que Deus fala
 Receber a fé que provem da sua palavra, pelo ouvir
 Declarar e continuar a ordenar a palavra
 Perseverar no resultado visível

1.9. Ministrando as pessoas que foram amaldiçoadas: Estágios para ajudar as pessoas e serem livres da maldição:

 Arrependimento: Deve haver arrependimento pessoal e verdadeiro. PV:26-2


 Confissão de Fé: Confessar a fé em Cristo como Senhor e Salvador. RM:10-8 a 10
 Respaldo Bíblico: Estabelecer base bíblica e clara para libertação
 Renúncia e cancelamento do pacto: Qualquer pacto deve ser renunciado e cancelado pelo poder da
palavra
 Liberação de Perdão: Liberar perdão para pessoas e para si mesmo

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 Declaração da autoridade espiritual: Ser declarado pela pessoa que esteja em posição de autoridade
espiritual em relação a pessoas aflita, por exemplo: o pai, marido, líder ou ministro
 Imposição de Mãos: Impor as mãos sobre a pessoa aflita e declarar a benção. Se a pessoa não tiver sido
cheia com o Espírito Santo, buscar essa benção.

2. O ministério de aconselhamento
2.1. Fundamentos importantes e relevantes para o aconselhamento.
 Consolar e exortar: Parakaleo – chamar para perto para ajudar, encorajar, consolar, exortar: RM:12-1,
IICOR:1-4 a 6, EF:6-22, FP:4-2 e ITS:4-18.
Paramutheomai – encorajar, consolar com palavras – JO:11-19, 31, ITS:2-11 e 5-14.
 Admoestar e fazer conhecer: Noutheteo – pôr em mente, avisar, estimular, encorajar positivamente –
AT:20-31, RM:15-14, ICOR:4-14, CL:1-28, CL:3-16, ITS:5-12.
 Corrigir e restaurar: Elegcho – reprovar, repreender – JO:16-8, IITM:4-2, TT:2-15, AP:3-19, repreender o
que traz condenação.
 Equipar e tornar apto: Katartizo – adaptar, emendar, reparar, restaurar – GL:6-1, termo usado para
consertar redes em MT:4-21 e MC:1-19
 Instruir e ensinar: Didasko – ensinar, dar instrução: MT:4-21 e MC:1-19.

2.2. Orientações para o aconselhamento: Se respaldar sempre na Palavra.


 Perguntar a Deus
 Encorajar tanto quanto corrigir
 Não obscurecer a vontade de Deus
 O conselho de Deus pode ser rejeitado, LC:7-29 a 30, os Fariseus rejeitaram o conselho de arrependimento
de João Batista;
 Se for rejeitado, não se deprimir;
 Seguir a palavra, não acrescentar ideias pessoais, nunca;
 Não recuar, encorajar a perseverança;
 Esclarecer as dúvidas com respaldo na Palavra, jamais em respaldo pessoal;
 Haverá consequência diversas;
 Haverá resultados precisos.

2.3. O Divino Conselheiro: Os conselhos virão da Inspiração do Espírito, a sua unção em nós, nos faz confiar e
discernir que as ideias e pensamentos que vem em nossa mente são Dele no momento do aconselhamento.
Podem parecer tolas, mas, pode ser a sabedoria de Deus. O aconselhamento eficaz, como todo o ministério no
Espírito, depende de nossa capacidade de reconhecer a palavra de sabedoria de Deus.

2.4. Bases do aconselhamento:


 O amor obedece – JO:14
 O amor dá – JO:3-16
 O amor ora – RM:8-34 e 35
 O amor fala a verdade – MC:10-21

2.5. Equipamento básico para o aconselhamento: A Bíblia é o manual do conselheiro. O aconselhamento no Espírito
deve ter a intenção de ajudar as pessoas a colocar suas vidas em harmonia com a Palavra de Deus, logo, o conselheiro
deve conhecer muito bem as Escrituras.

2.6. Objetivo do aconselhamento: Trazer um realinhamento de longo prazo com a vontade de Deus. Ao se preparar
para um aconselhamento, é fácil pensar: Como eu vou resolver esse problema? Esse pensamento sempre leva a
respostas simplistas. É melhor perguntar: ‘De que modo Deus quer usar essa situação para preparar essa pessoa para
um serviço mais eficaz’.

2.7. Começando a ministrar o conselho de Deus: Sugestões para aqueles que são inexperientes no aconselhamento
e querem começar:
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 Confiabilidade: o que vai ser falado é sigiloso e deve ser conservado em sigilo;
 Anotações: Anotar quando for grande número de pessoas envolvidas;
 Duração: Os conselhos curtos são mais proveitosos;
 Dependência: Ensinar a pessoa depender de Deus e não do conselheiro;
 Oração: Nos casos de cura, libertação e bênçãos, a oração prévia é fundamental;
 Parceira: A parceria é um princípio geral para o ministério bíblico, contudo no caso de aconselhamento
geralmente acontece a sós, porém não convém aconselhar a sós, membros do sexo oposto.

2.8. Ministério no Espírito: É importante que todos os líderes da Igreja devam preparar os santos para esse ministério.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado !!!!!!!

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AULA 01
Quem é Deus
O nome de Deus
A paternidade de Deus

1. Quem é Deus: SL:41-1 – “Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Todas as suas atitudes são corruptas e
abomináveis: não há um que faça o bem. ”
A Prova da Existência de Deus: Deus não pode ser provado ou refutado por argumento filosófico ou
questionamento científico. Ele pode ser conhecido somente por uma revelação espiritual que é recebida por fé.
Em todos os séculos, pensadores cristãos propuseram quatro argumentos filosóficos principais para a existência
de Deus.
1.1. Argumento cosmológico: Declara que a própria existência do mundo, o cosmos, aponta para uma “primeira
causa”, ou para um criador, o qual o trouxe à existência.
1.2. Argumento teológico: Sugere que a complexidade de um relógio requer a existência de um relojoeiro –
talvez seja a versão mais famosa do argumento teológico.
1.3. Argumento moral: Defende que o senso humano de moralidade indica um governador moral do universo
que nos responsabiliza por nossas ações.
1.4. Argumento ontológico: Um ser do qual nada maior pode ser concebido e inclui que o conceito humano
geral do próprio Deus sugere que Ele realmente existe.

2. Conhecendo Deus: A Bíblia explica constantemente quem Deus é por meio da revelação de Sua natureza e caráter,
O apresenta como criador vivo e amoroso que deseja um relacionamento real e pessoal com a humanidade perdida.
A Bíblia contém, de fato, algumas afirmações propositivas acerca de Deus.
Por exemplo: ela afirma acerca de Deus, que Deus é amor, Deus é luz.
SL:139, nos versículos:
1-6 – Deus é onisciente – Ele sabe tudo
7-12 – Deus é onipresente – Ele está em todo lugar
13-16 – Deus é onipotente – Ele tem poder e capacidade
17-24 – Deus é santo – Ele é Puro e Santo

3. Atributos da Natureza de Deus: Com a finalidade de tornar mais claro, o material foi dividido em categorias distintas,
porém, Deus é todas essas coisas todo o tempo. Cada aspecto de sua natureza está interligado com todos os outros
aspectos, e é igualmente importante. Quando algum aspecto da existência de Deus é enfatizado demais ou ignorado,
começam a surgir os erros.
3.1. Deus é ETERNO: IS:40-28, “Não sabes, não ouviste que o Eterno, o Senhor, o Criador de toda a terra, não
se cansa nem fica exausto? Sua sabedoria é insondável, seu conhecimento incomparável. ”
3.2. Deus é INFINITO – ETERNO: SL:147-5, “Nosso Senhor é Soberano e tremendo o seu poder; é infinita sua
sabedoria. ”
DT: 33-27 “O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os braços eternos; ele lançou o inimigo de
diante de ti e disse: Destrói-o.
3.3. Deus é IMORTAL: ITM:1-17, “Portanto, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, sejam honra e glória
pelos séculos dos séculos. Amem! ”
3.4. Deus é TRANSCENDENTE – ALTÍSSIMO: SL:7-17, “Eu, porém, darei graças ao Senhor por sua justiça,
salmodiarei e cantarei louvores ao Nome do Senhor, o Altíssimo. ”
3.5. Deus é ESPÍRITO: JO:4-24, “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e
verdade. “
3.6. Deus é o ÚNICO Deus: DT:6-4, “Ouve, ó Israel: O nosso Senhor, é o único Deus! ”

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3.7. Deus é IMANENTE – PRESENTE: AT:17-27, “Deus assim procedeu para que a humanidade o buscasse e
provavelmente, como que tateando, o pudesse encontrar, ainda que, de fato não esteja distante de cada
um de nós. ”
3.8. Deus é PESSOA: A Bíblia também apresenta Deus como uma pessoa – nunca como uma coisa, princípio,
poder ou uma força. Ela revela claramente que Deus tem todos os atributos de personalidade.
 Ele pensa – IS:40-13 e 14
 Ele tem vontade – EF:1-11
 Ele sente amor – OS:11-1
 Ele sente raiva – NN:25-3
 Ele sente compaixão – SL:103-13
 Ele sente alegria – SF:3-17

3.9. Deus é TRINO: MT:28-19, “Portanto ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ”
3.10. Deus é CRIADOR: SL:8-3, “Quando admiro os teus céus, obras dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali
estabelece.
3.11. Deus é MANTENEDOR – SUPRIDOR: NE:9-6, “Só tu és o Senhor! Criaste os céus e o universo, como todos
os seus elementos, a terra e tudo quanto nela existe, os mares e tudo quanto neles há, e tu concedes o dom
da vida a todos os seres, e os exércitos dos céus te adoram continuamente! ”
3.12. Deus é SOBERANO: SL:10-16, “O Senhor reina todos os dias e eternamente; da sua terra desapareceram
os outros povos. ”
3.13. Deus é SANTO: AP:4-8, “Cada um desses seres tinha seis asas e eram repletos de olhos, tanto ao redor
como por baixo das asas. Dia e noite proclamam sem cessar: Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-
Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir! ”
3.14. Deus é ONIPOTENTE E ONISCIENTE: HB:4-13, “E não há criatura alguma incógnita aos seus olhos de Deus.
Absolutamente tudo está descoberto e ás claras diante daquele a quem deveremos prestar contas. ”
3.15. Deus é amor: IJO:4-8, “Aquele que não ama não conhece a Deus, portanto Deus é amor. ”

4. Significado dos Nomes


4.1. Nomes Bíblicos: Os nomes bíblicos geralmente são significativos. Parece que alguns pais procuravam
expressar as características de seus filhos nos nomes que lhes davam. Os nomes de algumas pessoas foram
substituídos ou alterados numa época em que estavam mais velhas, a fim de combinar com seu caráter. No
Antigo Testamento, por exemplo: Abrão, Sarai e Jacó tornaram-se Abraão, Sara e Israel. E no Novo
Testamento: Simão, José e Saulo foram chamados de Pedro, Barnabé e Paulo. Alguns nomes bíblicos
refletem circunstâncias do nascimento, como em GN:10-25, 19-22 e 25-30.
4.2. O nome de Deus: Embora haja muitos nomes diferentes de Deus, cada um revela um aspecto distinto de
Seu caráter e graça, no Antigo Testamento usa-se a frase “o nome de Deus”
 EX:34-5 a 6 – O nome do Senhor
 GN:21-33 e 26-25 – Clamar o nome do Senhor
 JR:23-27 – Esquecer o Seu nome
 EX:20-7 – Tomar o nome do Senhor em vão

4.3. O Nome representa a pessoa: Na bíblia, um nome nunca é um rotulo; ele é sempre a pessoa. O novo
homem Abraão, é o novo nome, Abraão. O novo homem Israel, é o novo nome, e assim por diante. O nome
demonstra a presença de Deus. Essa associação entre o nome e a pessoa é vista de modo mais claro em
Deus, que é chamado repetidamente “o Nome”.
4.4. O nome de Jesus: Vê-se esta clareza especialmente no Novo Testamento, na pessoa do Nome de Jesus. O
nome que está acima de todo nome.
 Onipresença de Jesus: Jesus prometeu estar onde dois ou mais se reunirem “em Seu nome” – MT:18-
20, “Porquanto, onde se reunirem dois ou três em meu Nome, ali Eu estarei no meio deles. ”
 Oração no Nome de Jesus: Ele ensinou a seus discípulos orarem “em o nome” – JO:14-14, “Se vós
pedirdes algo em meu Nome, eu o farei. ”
 Oração Atendida no Nome de Jesus: Ele garantiu que o pai daria “em o nome” – JO:15-16, “Não fostes
vós que me escolhestes; ao contrário, eu vos escolhi a vós e vos designei para irdes e dardes fruto, e

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fruto que permaneça. Sendo assim, seja o que for que pedirdes ao Pai “em meu Nome” Ele o concederá
a vós. ”
 O nome de Jesus gera ódio: Ele advertiu que seus discípulos seriam odiados por causa de “o nome” –
MT:10-22, “E, por causa do “meu Nome” sereis odiados de todos. Contudo aquele que permanecer firme
até o fim será salvo. ”
 Recompensa pelo nome de Jesus: Ele garantiu uma recompensa abundante aos seus discípulos por
qualquer coisa eles abandonassem pelo bem de “o nome” – MT:19-29, “Também todos aqueles que
tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terra, por causa do “meu Nome”, receberão
cem vezes mais e herdarão a vida eterna. ”
 Pedro e João foram proibidos de pregar e ensinar em “o nome” – AT:4-18, “Então, convocando-os
novamente ordenaram-lhe que não falassem, tampouco ensinassem em “o Nome” de Jesus. ”
 Os sofrimentos pelo Nome de Jesus: Pedro e João regozijaram-se pelo fato de que foram dignos de
sofrer “pelo nome” – AT:5-41, “Os apóstolos se retiraram do Sinédrio, contentes por haverem sido
considerados dignos de serem humilhados por causa do Nome. ”
 O nome de Jesus gera Perdão: Eles pregaram perdão por meio do “o nome” – AT:10-43, “Todos os
profetas testemunham sobre Ele, afirmando que qualquer pessoa que nele crê recebe o perdão de todos
os pecados, mediante o seu Nome. ”
 O nome de Jesus constitui a Igreja: A Igreja constituía-se de todos os que clamavam “o nome” – AT:9-
14, “e ele chegou aqui com toda a autoridade dos chefes dos sacerdotes para prender todos que
invocavam o teu Nome. ”
 O nome de Jesus expulsa Demônios: Paulo expulsou um demônio em “o nome” – AT:16-18, “Ordeno a
ti em Nome de Jesus Cristo, retira-te dela! E ele, naquele mesmo instante, saiu. ”
 O nome de Jesus é milagroso: Por meio de milagres, “o nome” foi glorificado – AT:19-17, “toda
população foi tomada de grande temor, e o Nome do Senhor Jesus era engrandecido. ”
 O nome de Jesus salva: Todo aquele que invocar “o nome” será salvo – RM:10-13, “Porque aquele que
invocar o Nome do Senhor será salvo. ”
 O nome de Jesus opera sinais e maravilhas: Autoridade para os discípulos de sinais que acompanharam
aos que crerem no nome – MC:16-17, “E estes sinais acompanharão aos que crerem; em meu Nome
expulsarão demônios; em línguas novas falarão. Pegarão em serpentes com as mãos; e se algo mortífero
beberem, de modo nenhum lhes fará mal, sobre os enfermos imporão as mãos e eles serão curados. ”

5. O nome revela a natureza de Deus: No Antigo Testamento enfatiza que o Nome de Deus revela sua natureza. A
natureza de Deus não muda, não vacila, ela é.
 Justiça – SL:89-15 e 16
 Fidelidade – SL:89-24
 Salvação – SL:96-2
 Santidade – SL:99-3
 Bondade – SL:100-4 e 5
 Misericórdia – SL:109-21
 Amor – SL:138-2
 Verdade – SL:138-2
 Glória – SL:148-13
5.1. Blasfêmia contra o Nome de Deus: O nome de Deus pode ser blasfemado, contaminado e profanado.
 Blasfemado – IS:52-5
 Contaminado – JR:34-16
 Profanado – PV:30-9
5.2. Deveres do Povo de Deus: O povo de Deus deve amar, louvar, andar, pensar, esperar agradecer, temer,
clamar, proclamar e bendizer o nome de Deus.
 Amar o nome – SL:5-11
 Louvar o nome – JL:2-26
 Andar no nome – MQ:4-5
 Pensar no nome – ML:3-16
 Esperar no nome – SL:52-9

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 Agradecer no nome – SL:54-6
 Temer o nome – ML:4-2
 Clamar pelo nome – SL:99-6
 Proclamar o nome – IS:12-4
 Bendizer o nome – SL:113-1 e 2

6. Compartilhamento dos nomes: Por toda a história, o fato de uma pessoa dar um nome a outra demonstra a união
dessas pessoas. Mostra que uma esposa recebia o nome de seu marido.
IS:4-1, “E naquele dia, sete mulheres agarrarão um homem e lhe rogarão: ‘Eis que comeremos do nosso próprio
pão e nos vestiremos às nossas custas; apenas tomai-nos por tuas esposas para que sejamos chamadas pelo teu
nome... ” e em DT:28-9 e 10, revela que Israel tornou-se o povo santo do Deus santo porque fora chamado por
seu santo nome. Quando herdamos o nome herdamos os direitos e deveres.

6.1. Deus tem três nomes que são “raiz”: Três nomes de Deus que são básicos.
a. Elohim - Podemos dizer que Elohim geralmente aponta para o poder transcendente de Deus.
 Elohim Qodesh – o santo – JS:24-19
 Elohim Tsur Yesha – a rocha da salvação – IISM:22-47
 Elohim Tsur Israel – a rocha de Israel – IISM:23-3
 Elohim Maoz – a força – SL:43-2
 Elohim Melek – o rei – SL:44-4
 Elohim Olam – o eterno – IS:40-28
 Elohim Erets – o Deus de toda a terra – IS:54-5
 Elohim Magen – o escudo – SL:84-9
 Elohim Machceh – o refúgio e fortaleza – SL:91-2
 Elohim Emeth – a verdade – JR:10-10
 El Elyon – o Deus Altíssimo – GN:14-19
 El Roi – o Deus que tudo vê – GN:16-13
 El Shaddai – o provedor Todo Poderoso – GN:17-1
 El Qanna – o Deus zeloso – EX:20-5
 El Channun – o Deus clemente e misericordioso – NN:9-31
 El Gibbur – o poderoso – NE:9-32
 El Aman – o Deus fiel – DT:7-9
 El Emunah – o que se pode confiar – DT:32-4
 El Chay – o Deus vivo – JS:3-10
 El Deah – o Deus de conhecimento – ISM:2-3
 El Yeshua – nossa salvação – SL:68-19
 El Moshaoth – o libertador – SL:68-20
 El Asah Pele – o Deus que opera maravilhas – SL:77-14
 El Shamayim – o Deus dos céus – SL:136-26
 El Tsaddiq – o Deus justo – IS:45-21
 Elah Elahim – o Deus dos deuses – DN:2-47

b. Javé ou Jeová - Javé ou Jeová geralmente sugere sua imanência, presença pessoal e vontade.
 Jeová-Jireh – provê – GN:22-14
 Jeová-Rafah – cura – EX:15-26
 Jeová-Nissi – nossa bandeira – EX:17-15
 Jeová-Makaddesh – santifica – EX:31-13
 Jeová-Shalom – traz paz – JZ:6-24
 Jeová-Tsavaot – possui exércitos – ISM:1-3
 Jeová-Rohi – é um pastor – SL:23-1
 Jeová-Tsidkenu – é justiça – JR:23-6
 Jeová-Shamá – está ali – EZ:48-35

c. Adonai - Adonai normalmente se refere a sua autoridade exclusiva sobre homens e mulheres.
 Senhor Deus – GN:15-2
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7. A Paternidade de Deus
7.1. Antigo Testamento – DEUS PAI: Deus se apresenta claramente como o pai celestial e o pai dos israelitas.
 O Pai de Israel – DT:32-6
 O Pai dos indivíduos israelitas – IS:63-16
 Israel como filho de Deus – EX:4-22 e 23
 Os indivíduos judeus são seus filhos – DT:14-1

7.2. Novo Testamento – DEUS CRIADOR, REI, JUIZ, SALVADOR, PAI


 O criador – MT:19-4
 O Rei – MT:4-7 a 10
 O Juiz – MT:3-7 a 12
 O Salvador – LC:1-47
 O Pai – MT:5-6, JO:14-8. AT:2-33, RM:1-7

7.3. Aspectos da paternidade de Deus: Cristo, por meio de seu ensino apresenta três aspectos da paternidade
de Deus.
 Pai da Criação: Somos chamados a conhecer o Pai, em geral, como membros da humanidade e ao confiarmos
em sua provisão, bem como cuidar de sua criação. Pai universal da humanidade – MT:5-45 e LC:6-35
 Pai Pessoal: Somos chamados também a conhecê-lo de maneira pessoal e íntima, como o que é adotado em
sua família Santa, e a confiar em sua Redenção, Graça e Esperança. Pai redentor dos que creem – MT:6-9,
32; RM:8-28 e HB:12-5 a 7
 Pai de Jesus: Contudo não podemos conhecer a Deus exatamente como Jesus o conhece, pois há um aspecto
da paternidade de Deus que é exclusivamente para Jesus. Pai de Jesus – MC:1-11, MC:9-7

7.4. Aspectos Primários da Paternidade de Deus: Ele é o Nosso Pai. Os aspectos primários da natureza de Deus
são tratados na oração do “Pai Nosso” em MT:6-9 a 13
 Proteção do Pai: “Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal”;
 Poder do Pai: “Venha o teu reino, faça-se a tua vontade e Teu é o reino o poder”;
 Perfeição do Pai: “Santificado seja seu nome e Tua seja a glória”;
 Provisão do Pai: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, e perdoa-nos as nossas dívidas”;

7.5. Intimidade com Deus – Aba: Em MC:14-36 Aba (pai, paizinho) não é utilizado para abordar Deus. O uso
desse termo por Jesus ilustra sua visão de Deus como Pai, bem como seu relacionamento com ele era
desprovido de formalidade – RM:8-15, GL:4-6

7.6. Um Pai que tudo sabe: Em MT:6-32 a 34, deixa claro através de Jesus que nosso Pai conhece todas as nossas
necessidades, dia a dia, os pequenos detalhes e as preocupações mais graves.

7.7. Atributos do Pai:


 O Pai – Senhor do céu e da terra – MT:11-25
 O Pai – Santo – JO:17-11
 O Pai – Justo – JO:17-25
 O Pai – De Jesus Cristo – IICOR:1-3
 O Pai – De misericórdia – IICOR:1-3
 O Pai – Da glória – EF:1-17
 O Pai – Dos espíritos – HB:12-9
 O Pai – Das luzes – TG:1-17
 O Pai – Glorioso e Glorificado – MT:5-16 e MC:8-38
 O Pai – Perfeito – MT:5-48
 O Pai – De recompensas – MT:6-1
 O Pai – Que Tudo vê – MT:6-4
 O Pai – Que Conhece tudo – MT:6-8 e IPE:1-2
 O Pai – Perdoador – MT:6-14

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 O Pai – Provedor – MT:6-26 e TG:1-17
 O Pai – Que Possui vontade – MT:7-21 e 18-14
 O Pai – Que Responde às orações – MT:26-53
 O Pai – Que Trabalha por meio do batismo – MT:28-19
 O Pai – Que é Misericordioso – LC:6-36
 O Pai – Que Ama – JO:3-35, 14-23 e IJO:3-1
 O Pai – Que Merece adoração – JO:4-21 a 23
 O Pai – Que Trabalha – JO:5-17
 O Pai – Que Ressuscita Mortos – JO:5-21
 O Pai – Que é a Fonte da vida – JO:5-26
 O Pai – Dadivoso – JO:6-32
 O Pai – Que Ensina – JO:8-28
 O Pai – Que é Um com Jesus – JO:10-30
 O Pai – Que Concede graça e paz – RM:1-7
 O Pai – Merecedor de graças – CL:1-12
 O Pai – Que Disciplina – HB:12-5 a 11

7.8. Deus, o Pai: É impossível compreender a encarnação da pessoa de Cristo, se tivermos a ideia errada de
Deus. As pessoas que pensam que Deus é um ser distante e zangado que precisa ser aplacado estão fadadas
a compreender erroneamente a missão e o ministério de Jesus. Somente um Pai que ama seus filhos age
para redimi-los.

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AULA 02
O Pai e o Filho
O Pai e o Espírito

1. O Pai e o Filho: O Pai trino. Há quatro grupos de passagens no Novo Testamento que sugerem que a natureza de
Deus é essencialmente “trina” ou “três em um”.
1.1. Formula trinitariana
 MT:28-19 – cita o Pai, o Filho e o Espírito juntos em uma fórmula batismal ‘trina’.
 IICOR:13-14 – oferece uma benção que envolve Deus, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito. Nenhuma
distinção é feita entre eles, pois são apresentados claramente como ‘coiguais’.
 AP:1-4 a 8 – refere-se, a Deus como aquele ‘que é que era e que há de vir’, ao Espírito como os ‘sete
espíritos’ e ao Filho como ‘Jesus Cristo’. Todo o capítulo de Apocalipse mostra que podemos
distinguir entre o Pai, o Filho e o Espírito, porém que todos são o Todo-Poderoso eterno, majestoso
e soberano.

1.2. Estrutura Tripla


 Um só Espírito... um só Senhor... um só Deus – EF: 4-4 a 6
 O Espírito é o mesmo... o Senhor é o mesmo... o mesmo Deus – ICOR: 12-3 a 6.
 Estrutura triádica para enfatizar diferentes funções do Pai, do Filho, do Espírito e de Jesus, um tipo
de relação sequencial – IPE: 1-2.
 Estrutura tripla sequencial para indicar diferentes funções divinas – EF:1-3 a 14.

1.3. Três pessoas juntas


 MC: 1-9 a 11 – LC: 10-21 – RM: 8 – GL: 4-4 a 6 – IITS: 2-13 e 14 – TT: 3-4 a 6 – JD: 1-20,21, conectam
as três pessoas de uma forma que não parece acidental.

1.4. Relacionamentos Trinitarianos


 JO: 14-16,17,25,26; 15-26 e 16-13 a 15; revelam tanto o relacionamento quanto a singularidade das
três pessoas divinas. Também podem ser vistos em passagens como JO: 1-3 – CL:1-15 a 17 e HB: 1-
2, as quais imputam a Jesus ações normalmente atribuídas a Deus.

1.5. Unidade tripla: É de vital importância compreender esse ponto. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três
autodistinções em um ser, e não três indivíduos distintos. Deus é um, não dividido em três. Contudo Ele
revela a sua natureza e unidade em uma diversidade tripla de unipessoas, características e funções.

1.6. A primeira pessoa: A partir do contexto do Novo Testamento normalmente é fácil identificar se uma
referência a Deus significa o Deus trino ou a primeira pessoa da Trindade. Em uma leitura casual, porém, é
possível interpretar erroneamente uma passagem e assim, negligenciar a suprema importância de conhecer
o Pai.

1.7. Paradoxos: Paternidade e filiação, liderança e servidão, vontade e obediência, glória e humildade,
autossuficiência e dependência – também devem coexistir em um ser eterno e infinito. É esse grupo de
aspectos paradoxos que está mais visível no relacionamento que existe em Deus entre o Pai e o Filho.

1.8. O Pai e o Filho: MT: 25 a 30 e LC: 10-21 a 22, registram algumas palavras mais reveladores de Jesus acerca
do Pai e de seu relacionamento com Ele “oração e louvor inspirado pelo Espírito Santo. Hoje em dia não é

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diferente. Em EF: 5-19 a 20, amplia essa ideia mostrando que estar cheio do Espírito Santo é dar louvores e
graças ao Pai.

1.9. Dependência mútua do Pai com o Filho: MT:11-25 a 30 e LC:10-21 a 22, enfatizam a dependência do Filho
com respeito ao Pai. O Filho não é a fonte primeira ou o detentor do que Ele revela aos seus discípulos.
Primeiramente, essa revelação precisa ser-lhe concedida pelo Pai.

1.10. Relacionamento singular do Pai com o Filho: A relação entre o Pai e o Filho está no âmago do evangelho,
pois paternidade e filiação sugerem dependência mútua e vida compartilhada. MT:11-25 a 30 e LC:10-21 a
22, revelam que a primeira e a segunda pessoas de Deus compartilham um conhecimento mútuo que Lhes
é exclusivo, mas que está aberto a homens e mulheres somente pela vontade e escolha do Pai e do Filho.

1.11. A identidade do Pai com o Filho: JO: 1-18, revela duas verdades.
 O Pai é conhecido através do filho Jesus: O Pai expressa a sua identidade no Filho porque Ele é quem
torna o Pai conhecido.
 O Pai é igual ao Filho Jesus: Eles são idênticos no ser e na natureza.

1.12. A parceria do Pai com o Filho: É importante lembrar de que tudo o que Deus faz envolve, de alguma forma,
a atividade de toda a Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo.
 Na criação: GN:1-2, 1-26, JO:1-3, CL:1-15 a 17 e HB:1-2
 Na redenção: JO:3-16, IICOR:5-18 a 19

2. O Pai e o Espírito
2.1. Aba: O brado de louvor, ‘Aba Pai’, não descreve Deus em primeiro lugar (embora o faça) na essência, mostra
o caminho mediante o qual nos acheguemos a Deus como Pai, no acesso que o Espírito propicia.

2.2. Getsêmani: MT:14-35 a 36, o Getsêmani demostra que o relacionamento singular entre o Pai e o Filho não
exime o Filho da obediência, ao contrário, essa relação singular do Filho demanda a obediência singular da
cruz.

2.3. O Pai Revelado pelo Espírito: O Pai é conhecido por meio do Filho e revelado pelo Espírito.
 Obediência na Cruz: Deus é ‘Aba’, porque Ele deseja a obediência da cruz para alcançar seu propósito
redentor em benefício de Seus filhos.
 Aba por Jesus: Deus é primeiramente conhecido como ‘Aba’ por Jesus e o torna conhecido às
pessoas, como “Aba”, por meio do Espírito.
 Deus não foi sempre Aba: Deus não era Aba de todos; Jesus anuncia a boa-nova que Deus é seu Pai
e que também deseja ser Pai de todos. A humanidade é atraída à comunhão, a fé e obediência pelo
que Jesus demonstra no Getsêmani através do Espírito.
 Oração dos discípulos: O “Pai Nosso” não é a oração para todas as pessoas em todos os lugares, é a
oração dos discípulos de Jesus que seguem aquele que clamou ‘Aba’, no Getsêmani.

2.4. A atividade do Espírito: Há poucos cristãos que não acreditam na paternidade de Deus, porém nem todos
os que creem desfrutam de um relacionamento íntimo e pessoal com o Pai que lhes é acessível. Esse
relacionamento íntimo e pessoal só poderá ser vivido pelo Espírito Santo, no momento em que Deus enviou
Seu Filho às nossas vidas clamando ‘Aba, Pai’.

2.5. Filhos e Filhas: Descobrimos quem somos pela comunhão com Deus. Em Cristo, Deus fez-se nosso Pai e nos
tornou seus filhos, essa é a verdade mais significativa e terapêutica que podemos aprender. RM:8-15, “Pois
vós não recebestes um espírito que vos escravize para andardes, uma vez mais atemorizados, mais
recebestes o Espírito que os adota como filhos, por intermédio do qual podemos clamar: ‘Abba, Pai’.”

2.6. Herdeiros: RM:8 e GL:4, ‘filiação’ e ‘herança’, todos os filhos são herdeiros de seus pais.

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2.7. Santificação: À medida que ouvimos o Espírito Santo clamar ‘Aba’ em nossos espíritos pela fé, à medida
que compartilharmos voluntária e zelosamente com o Espírito o clamor de ‘Aba Pai’ em nossas vidas, nossa
santificação cresce rumo à gloriosa plenitude no Pai.

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AULA 03
O Pai e a Cruz
A vontade do Pai

1. O Pai e a Cruz: Por que a cruz? A humanidade é caracterizada pela rebelião e desobediência, em resumo pela
palavra, ‘Não’. Todos os homens e mulheres disseram ‘Não’ à vontade e a graça de Deus, escolhendo governar
suas próprias vidas. Deus respondeu a esse ‘Não’ humano da única e santa maneira possível, com o julgamento
justo.

2. Punição Divina: RM:1-18 a 32. A humanidade sofre o abandono de Deus por sua própria escolha. Deus revelou
sua ira contra a impiedade humana, ativamente expressa em um abandono santo.
 Abandonados aos desejos pecaminosos de seus corações;
 Abandonados às suas paixões vergonhosas;
 Abandonados às suas mentes depravadas.

3. Aceitação: Na cruz, Jesus colocou-se voluntariamente entre o pecado humano e a ira divina, recebendo o pecado
humano totalmente sobre Si. O pecado atingiu o ápice em seu ataque contra o filho de Deus, porém foi contido
por toda eternidade por sua voluntária aceitação a vontade divina da graça perdoadora. O abandono punitivo
do Pai, entregando o Filho à morte, levou à plena execução e término da ira de Deus contra o pecado do homem.
IICOR:5-21 e JO:12-31.

4. A iniciativa do Pai: JO:3-16, a redenção tem sua origem no Pai: “foi o Pai quem amou o mundo de tal maneira
que enviou o Filho”. O amor e a graça do Pai não são o resultado da redenção, mas constituem a sua origem, sua
motivação, até mesmo a sua precondição. A obediência do Filho é apenas uma resposta à vontade repleta do
amor do Pai.

a. A atividade do Pai: Em IICOR:5-18 e 19, A redenção da humanidade não foi alcançada apenas por Cristo, ou
somente pelo Pai, mas pela ação do Pai, por meio do Filho com sua total concordância. Eles agiram em
harmonia; suas vontades eram idênticas; Eles não podiam ser separados. Há três razões pelas quais a
redenção é uma ação do Pai
 Incapacidade humana
 Graça divina
 Consequências eternas

5. Ao Pai pertence resultado da redenção da Cruz: JO:16-7, “Todavia, eu vos asseguro que é para o vosso bem que
Eu parta. Se eu não for o Advogado não poderá vir pra vós; mas se eu for, eu o enviarei. ” O Filho deveria ir para
o Pai antes que o Espírito viesse para operar a nova condição nos seus filhos. O Pai é o foco da cruz e o resultado
da redenção pertence inteiramente a Ele.

6. Segurança: A cruz não resultou no aumento do amor do Pai por nós (pois Ele sempre nos amou com um amor
infinito); e tampouco transformou Deus em Pai (pois Ele sempre foi o Pai por toda a eternidade). A consequência
do evento da cruz é que, por meio dela, o Pai tornou-se o meu Pai. Por esta razão é que não devemos cessar de
louvar e dar graças a Deus.

7. O sofrimento do Pai: RM:8-32, “Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como
não nos concederá juntamente com Ele, gratuitamente, todas as demais coisas? ” Para entender corretamente
esse aspecto da cruz, é preciso pensar na natureza trina de Deus. O Filho sofre morrendo e o Pai sofre a morte

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do Filho; a ‘orfandade’ do Filho equipara-se à ‘desfiliação’ do Pai. Na morte do Filho na cruz, ocorre a morte da
própria paternidade do Pai. Os sofrimentos do Pai e do Filho são funcionalmente diferentes, somente o
sofrimento de Cristo expia o pecado. No entanto, não devamos ignorar o pesar infinito do Pai.

8.1. A entrega de Abrão e a entrega do Pai: Ao ler RM:8-32 é fácil lembrar do episódio de Abraão relatado em
GN:22. A dor experimentada por Abraão durante a preparação para o sacrifício do seu Filho Isaque.

8.2. O filho pródigo: A parábola registrada em LC:15-11 a 32 tem mais a ver com o pai do que com o filho, é o
pai quem está no canário central. O relato evidencia que o arrependimento do filho não é prerrogativa para
o amor do pai. Apenas o meio que o capacita a receber o amor do pai. O pai ansiava e aguardava pelo retorno
do filho muito antes deste decidir voltar para casa. E, tão logo o pai vê sua aproximação, corre para recebê-
lo com uma alegria ímpar, sem questionar os motivos da volta.

9. Graça superabundante: Ser cristão é saber que foi Pai quem definiu a sua identidade por intermédio da cruz e que
Ele agora lhe chama de Seu filho e filha. Ele nos conclama a receber a nossa herança, o manto da filiação, o anel da
autoridade e as sandálias da liberdade. É a graça do Pai que envia o seu único Filho e prepara a redenção, de modo
que, quando o preço é pago, o Pai abri os Seus braços para acolher as multidões de filhos que são trazidos para glória
por meio do Filho do Espírito.

A vontade do Pai
1. Obediência proveniente do evangelho: É Preciso reconhecer que a ‘obediência proveniente do evangelho’
possui três distinções principais:
 É Resposta: É uma resposta à graça de Deus e jamais uma condição para graça. Se fosse uma condição,
jamais poderia ser graça.
 É Capacitada por Deus: É capacitada por Deus, uma obediência proveniente do evangelho e do amor do Pai
pela criação. Ele concedeu o Filho e o Espírito, que capacitam a obedecê-lo.
 É Relacionamento: É um relacionamento pessoal com Deus, é uma obediência viva pessoal ao ‘Aba’, não
uma obediência mortal e impessoal a um código de princípios gerais e regras detalhadas.

2. A vontade específica de Deus: Em AT:16-6 a 10, Paulo foi impedido pelo Espírito Santo, primeiramente de ir a
uma província para pregar e, depois de ir à outra região e como ele foi direcionado a cumprir a vontade específica
de Deus. O apóstolo sabia qual era a vontade de Deus para a sua vida, pregar o evangelho aos gentios, porém
ele necessitou do auxílio do Espírito Santo a fim de discernir a vontade específica de Deus naquele momento.

2.1. Obediência “Aba”: MC:8-31, “Pois estava dedicado ao ensino dos seus discípulos e lhes revelava: ‘O Filho do
homem está prestes a ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas três dias depois ressuscitará.
” Jesus conhecia a vontade geral de Deus, mas precisava da reafirmação pessoal do Pai com respeito àquela
vontade específica para aquela noite e para os dias seguintes, contudo Ele tinha a certeza do terceiro dia ‘A
ressurreição’.

2.2. Obediência ao Pai: Jesus diz: Venha a mim e eu vos enviarei para onde eu escolher e não, venha a mim e eu
lhe darei tudo o que quiseres LC:5-1 a 11.
 Jesus satisfez as necessidades de pescadores frustrados
 Pedro passou de um sentimento de satisfação com a fartura para um sentimento de pecado e iniquidade
diante do poder de Jesus
 Jesus convoca Pedro ao discipulado
 Jesus envia Pedro para ser pescador de pessoas.

2.3. Obediência capacitada pelo Espírito: É a obra do Espírito que santifica, conduz à semelhança de Cristo e
capacita a revelar o nome do Pai. A obediência à vontade do Pai é crucial para que o Espírito desenvolva a
natureza do Pai. As experiências e dons espirituais somente são significativos nos cristãos se expressarem a
obediência do Getsêmani ao Aba Pai. A verdadeira obediência proveniente do evangelho é a disposição de
seguir a Jesus do jardim até a cruz. A prática do evangelho é:
 Seguir na ausência de sinais e respostas

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 Perseverar mesmo em circunstâncias dolorosas e difíceis
 Ceder à vontade de Deus para dar fruto em abundância
 Desafiar o medo e ser testemunha de Cristo por meio das palavras, estilo de vida e da resposta profética
face à justiça;
 Livrar-se das algemas das necessidades pessoais pelo benefício do serviço ao outro
 Ser humilde diante da legítima autoridade do outro

3. A prioridade da vontade do Pai: A ordem é clara, O Pai inicia, você responde. Antes de dar um único passo em
direção a Deus, até mesmo quando lhe dizemos ‘não’, o Pai vem até nós em Seu Filho, com livre e abundante
graça.
3.1. A vontade humana pode ter prioridade sobre a vontade do Pai: cada cristão deve decidir se crê que a ordem
divina é ‘graça seguida de obediência’ ou ‘obediência seguida de graça’. Seja qual for à escolha, devemos
aplica-la com rigor em cada aspecto da fé.

3.2. Graça infinita: Se cremos que a vontade do Pai tem prioridade em todas as coisas, que Sua graça é infinita e
absoluta, nós nos voltaremos para Ele quando estivermos espiritualmente famintos. Contudo se
acreditamos que a nossa vontade é prioritária, que ‘obediência seguida de graça’ é a condição divina, então,
nos voltaremos para os métodos mais modernos que nos asseguram a bênção se seguirmos
cuidadosamente.

 Que tipo de Pai temos?Todo poderoso, protetor, perfeito e provedor; cuja grande paixão é a nossa redenção;
que sofreu a dor infinita do amor; que revelou o seu eterno amor ao entregar seu filho unigênito por nós;
que constantemente vem a nós por meio do Filho e do Espírito e que tem prazer em conceder boas dádivas.

4. Como as promessas de Deus são cumpridas: Pelo Pai em sua graça, guiando-nos, passo a passo, em direção a
elas, ao Seu modo e tempo.

5. Fonte Geradora de Bençãos: A graciosa vontade do Pai é única fonte geradora de benções e tudo em nossa fé
provém de sua graça. Entretanto não podemos esquecer que sua graça livre e infinita nos conclama a responder
ao Pai, em gratidão, com obediência. “Graça seguida de obediência” é certamente a única rota em direção à
gloriosa liberdade dos filhos e filhas do Pai.

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AULA 04
O Pai e a Oração
Nosso Pai

O Pai e a Oração
1. Oração Trinitariana: A oração registrada em LC:11, principia com uma oração endereçada ao Pai e finaliza com um
convite para orar ao Espírito Santo, a quem o Pai está disposto a conceder aos que assim pedirem. Demonstra que
a oração cristã é totalmente trina, pois é endereçada ao Pai, por meio do Filho, no Espírito.

1.1. Necessidade do Espírito: EF:2-18, “pois por meio dele tanto nós como vós temos pleno acesso ao Pai por um
só Espírito”. Ao orar, compartilhamos do relacionamento do Pai, do Espírito e do Filho. Em RM:8-27 e 27, descreve
como o Espírito nos auxilia.

1.2. Liturgia Judaica: LC:11-2 a 4; Jesus ao construir a sua oração sobre esta raiz litúrgica amplamente aceita,
ele mostra que Ele não rejeita a adoração das pessoas ao seu redor, ao contrário, Ele aceita, recebe, usa e renova.

1.3. Linguagem contemporânea: Naquela época, as pessoas acreditavam que Deus era muito especial para ser
interpelado na ‘língua comum’. As orações de Jesus, porém, demonstram que o Pai está próximo demais para ser
abordado em linguagem arcaica. Ele é o Deus vivo de nossos dias, e deve ser abordado na linguagem atual, mesmo
se for utilizada uma estrutura litúrgica.

1.4. A oração dos discípulos: O Pai nosso é uma oração específica aos seguidores de Jesus. Naquela época,
diferentes grupos religiosos eram identificados mediante forma distinta de oração.
 Santificado seja o teu nome: A palavra grega hagiazo é traduzida como “santificar”, porém, se origina de
hagios – santo – e literalmente significa “santificar ou separar”. Esse pedido meramente reafirma o que já
conhecemos no Antigo Testamento, ou seja, que o nome de Deus é santo – e deve ser tratado como tal.
Essa santificação implica guardar o nome de Deus do abuso e da falsa impressão. Lidar com blasfêmia e
linguagem imprópria. No geral, não utilizar o seu nome para fazer falsas reinvindicações.
 Venha o teu reino, seja feita a tua vontade: O reino de Deus já veio em Cristo, e continua sendo visto
através sinais e maravilhas como uma manifestação do rei, mas ainda está por vir em toda plenitude.
Nossa experiência de que o reino – o governo pessoal de Deus – continua vindo, significa que podemos
orar com a mesma confiança. A consciência de que o reino virá em plenitude (quando e como Deus quiser)
assegura que podemos orar com absoluta esperança.
 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje: O Pai provê o que seus filhos precisam para satisfazer suas
necessidades, dos corpos e do espírito; sua provisão atual sempre é a ‘primeira parcela’, um prenuncio do
que Ele proverá no último dia.

 O alimento físico absolutamente necessário para aquele dia


 O alimento espiritual absolutamente necessário para aquele dia
 O Alimento físico para o amanhã
 O Alimento espiritual para o amanhã
 O alimento espiritual que necessitamos para o Grande Amanhã

 Perdoa as nossas dividas assim como temos perdoado aos nossos devedores: Graça seguida de
obediência. Devemos perdoar aos outros como uma resposta de gratidão ao gracioso perdão de Deus, não
como uma precondição para recebermos seu perdão. Jesus ensina aos discípulos que não devem viver

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obcecados por seus pecados e iniquidade, porém, antes, devem ter consciência deles e pedir ao Pai que lide
com eles – sabendo que sua graça nos garante que Ele o fará.
 Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal: A oração de Jesus termina com um pedido por
santificação. Essa frase é para ser orada por aqueles que estão perseguindo o caminho rumo à santidade –
à semelhança da família – mas estão descobrindo que o caminho está repleto de armadilhas e distrações.
Ele é o Pai gracioso de LC:11-13, “Ora, se vós, apesar de serdes maus, sabeis dar o que é bom aos vossos
filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo aqueles que lho pedirem! ” Aquele que é
onisciente de todas as petições nas orações, o bem supremo, o ser, a presença e a pessoa do próprio Pai –
a todos os que, com gratidão, pedem a Ele em oração.

Nosso Pai
1. O Pai, O criador: Aspectos da paternidade de Deus. Deus é o Pai de todos os crentes e todos os discípulos. Esse
aspecto da paternidade de Deus é o resultado de Sua atividade redentora.
 O Pai redentor de todos os que creem
 O único Pai de Jesus
 O Pai universal de toda humanidade

2. O Pai, E criador: Deus é Pai de seus filhos e é o criador de todo o universo, contudo só é possível e reconhecê-lo
genuinamente como “Nosso Pai” ao relacionar sua paternidade à sua autoria.

3. O mundo do Pai: Jesus não salvou o mundo destruindo-o. Antes, o recriou tornando possível ao mundo um
relacionamento correto com o Pai. A ressurreição do corpo de Jesus não aboliu o reino físico. O Pai ressuscitou
Jesus fisicamente, mas seu novo corpo cumpriu perfeitamente o propósito de Deus para toda humanidade e
passou para uma nova qualidade de vida e liberdade. Isso mostra que o propósito de Deus na redenção, por
meio de Cristo, defende o mundo, mas também fundamentalmente o realinha. EF:1-10, “isto é, de fazer
convergir em Cristo tudo quanto existe, todos os elementos que estão no céu como os que estão na terra, na
dispensação da plenitude dos tempos”.

4. As primícias da nova criação: ICOR:15-45, “Da mesma forma, está escrito: ‘Adão, o primeiro homem, foi feito
alma vivente’; o último Adão, no entanto, é espírito vivificante.” Cristo ressurreto, o humano supremo é o destino
desejado pelo Pai para toda criação. Ele alcançou o propósito original e supremo de Deus para o qual todas as
pessoas foram criadas. Existe em um perfeito relacionamento com seu Pai, com os seus irmãos e irmãs, bem
como com todas as escrituras e recursos existente no mundo.

5. A revelação profética da sabedoria de Deus: EF:3-10 a 11, A intenção atual de Deus é que a igreja tome sua
sabedoria conhecida entre os principados e potestades, em conformidade com seu propósito eterno que foi
efetuado em Cristo.

6. Principados e Potestades – Exousia: A palavra grega exousia é, por vezes, traduzida como ‘potestades’ e, em
outras, como ‘autoridade’. Quando o apostolo Paulo se refere a ‘principados e potestades’ faz referência a
autoridades demoníacas que influenciam, dominam e controlam todas as estruturas do mundo. Contudo, nem
todo o termo exousia no Novo Testamento refere-se a autoridades demoníacas. Em RM:13-1, por exemplo, fala
de autoridades humanas em vez de quaisquer ‘poderes’ por trás delas.A Bíblia ensina que exousia:
 Foram criadas por Deus – CL:1-16
 Governa sobre homens e mulheres que jazem na desobediência – EF:2-2
 Mantêm as pessoas em servidão demoníaca – CL:2-10, GL:4-3
 Busca separar do amor de Deus – RM:8-38
 Crucifica o Senhor da Glória – ICOR:2-6 a 8
 Foram vencidas na cruz – CL:2-15

7. O Pai do mundo: EF:3-14 a 15 revela o Pai como o Senhor de toda criação. A humanidade é chamada a dobrar
seus joelhos diante do Pai, de quem toda a família nos céus e na terra recebe o nome. O relacionamento da
humanidade com o Pai deve-se a uma oração por renovação e reavivamento espiritual. O apostolo Paulo trás a
lembrança de sermos fortalecidos com o poder do Espírito no contexto do mundo, de modo a compreendermos

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cada dimensão do amor de Deus pela nossa sociedade. A vontade do Pai é que as igrejas, com suas diferentes
‘estruturas e formas’ de se relacionar com Ele, reflitam o seu amor, no Espírito, e sejam o sinal profético que
confronte e desafie mundo ao Pai e atraia as pessoas ao “Nosso Pai” ao “Aba Pai”, ao seio de Sua gloriosa família.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
Evangelismo
O perdido

Motivos para o evangelismo


1. Evangelismo: Evangelismo pode ser resumido no seguinte:
 Declaração de uma mensagem específica
 Dependência do Espírito
 Apresentação de Jesus como o Cristo
 Exigência de Discipulado
 Essência de produzir conversões
 Proclamar a mensagem da Salvação

1.1. Boas-novas: Qualquer coisa que esteja relacionada a evangelho deve estar relacionada a evangelismo e que
qualquer coisa que não esteja relacionada a evangelho não está relacionada a evangelismo. Boas novas baseia-
se no substantivo grego:
1.1.1. Euangelion: Boas novas, as novas de alegria, a mensagem nobre, boa fala.
1.1.2. Euangelizo: Evangelizar as boas novas
1.1.3. Euangelistes: Um evangelista, anunciador de boas novas, mensageiro do evangelho

1.2. Evangelizar: Jesus resume o propósito de Sua unção no sentido de proclamar, pregar, portar, trazer, ensinar,
espalhar as boas novas. LC:4-18 a 19, “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para pregar o
Evangelho aos pobres, Ele me enviou para proclamar a libertação dos aprisionados e a recuperação da vista aos
cegos; para restituir a liberdade aos oprimidos, e promulgar a época da graça do Senhor. ”
 Curar os quebrantados de coração
 Libertar os cativos
 Restaurar a vista aos cegos
 Libertar o oprimido
 Proclamar a mensagem divina de liberdade e favor

1.3. Declaração geral do evangelho: LC:8-1, “Havendo passado esses acontecimentos, caminhava Jesus por todos
os povoados e cidades proclamando as boas novas do Reino de Deus, e os doze estavam com Ele. ”
 Pregou e respondeu perguntas – 8-4 a 18
 Trouxe paz ao aterrorizado – 22 a 25
 Libertou os cativos – 26 a 39
 Curou o enfermo – 43 a 48
 Ressuscitou o morto – 49 a 56

1.4. Proclamação verbal e demonstração visual das boas novas: O verdadeiro evangelismo inclui a proclamação
verbal das boas novas, assim como também a sua demonstração visual através de sinais, maravilhas, paz e boas
obras. Objetiva alcançar o perdido, não apenas pregar para o perdido.

1.5. O evangelho: A mensagem do evangelho tem conteúdo e propósito.


1.5.1. Evangelho do Reino – MT:4-23, ‘E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o
evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e males entre o povo. ”

1.5.2. Evangelho de Deus – MC:1-14, “E depois que João foi levado à prisão, Jesus partiu para Galileia,
pregando a todos as boas novas de Deus. ”
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1.5.3. Evangelho de Seu filho – RM:1-9, “Deus, a quem sirvo de todo o coração pregando o Evangelho de seu
Filho, é minha testemunha de como sempre me recordo de vós. ”
1.5.4. Evangelho de Jesus Cristo – MC:1-1, “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus. ”

1.5.5. Evangelho de nosso Senhor Jesus – IITS:1-8, “Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não são
submissos ao Evangelho de nosso Senhor Jesus. ”

1.5.6. Evangelho de Cristo – RM:15-19, “pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder do Espírito
Santo; de modo que desde Jerusalém e arredores, até Ilírico, tenho proclamado plenamente o Evangelho
de Cristo. ”

1.5.7. Evangelho da glória de Cristo – IICOR:4-4, “O deus, deste presente era perversa, cegou o entendimento
dos descrentes, a fim de que não vejam a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. ”

1.5.8. Evangelho da graça de Deus – AT:20-24, “Contudo, nem por um momento considero a minha vida como
valioso tesouro para mim mesmo, contanto que possa completar a missão e o ministério que recebi do
Senhor, Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus. ”

1.5.9. Evangelho da glória do Deus abençoado – ITM:1-11, “Esta sã doutrina encontra-se no glorioso
Evangelho que me foi outorgado, a saber, o Evangelho do Deus bendito. ”

1.5.10. Evangelho da sua salvação – EF:1-13, “Nele, igualmente vós, tenho ouvido a Palavra da Verdade, o
Evangelho da vossa salvação, e nele também crido, foste selado com o Espírito Santo da Promessa. ”

1.5.11. Evangelho da paz – EF:6-15, “calçando os vossos pés com a proteção do Evangelho da paz. ”

1.5.12. Evangelho eterno – AP:14-6 “Observei outro anjo, que voava pelo meio do céu e portava nas mãos o
Evangelho eterno para anunciar aos que habitavam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo. ”

1.5.13. Meu evangelho – RM:2-16, “Todos esses fatos serão observados na humanidade, no dia em que Deus
julgar os segredos dos homens, por intermédio de Jesus Cristo, de acordo com as declarações do meu
Evangelho. ”

1.5.14. Nosso evangelho – IICOR:4-3, “Contudo, se o nosso evangelho está encoberto, para os que estão
perecendo é que está encoberto. ”

1.6. O evangelista: O ministério evangelístico é funcionalmente distinto dentro da igreja, cujo principal propósito
de um evangelista é equipar os santos para a obra do ministério para edificação do corpo de Cristo (vr:12). EF:4-
11, “Assim Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros pastores
e mestres. ”

1.7. Evangelismo:
 Proclamação: pregar, testificar, falar, proclamar, debater, anunciar, responder ...
 Demonstração: curar enfermo e o desolado, libertar o cativo, expulsar demônios, sinais, maravilhas, milagres
...
 Encarnação: viver a vida de Deus entre os aflitos e os que sofrem, sentir compaixão de Deus, sofrer adversidade,
estar pronto para perder as nossas vidas na visão do mundo.

1.8. Pregador - Arauto: Arauto traduzido como pregador. Aquele que vai de um lugar para outro anunciando a
mensagem que lhe foi dada, por seu rei, e anunciando-a publicamente a quem quer que encontre. ITM:2-7,
“Afirmo-vos a verdade, e não minto ao declarar que para isso fui designado pregador a apóstolo, mestre dos
gentios na fé e na verdade. ”
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1.9. Anunciar: É um comissionamento pessoal como o de um arauto para um grupo específico de pessoas. MC:3-
14, “E escolheu doze, qualificando-os como apóstolo, para que convivessem com Ele e os pudesse enviar a
proclamar. ”

2. O perdido
2.1. O mundo: O mundo está dominado pelo maligno, mas Deus deseja para resgatá-lo para si, seu desejo é que
ninguém se perca. JO:3-16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho Unigênito, para
que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ”

2.2. O mundo segundo os Evangelhos:


 O mundo material, a própria terra – MT:24-21
 O mundo a ordem geral criada – JO:1-10
 O mundo ordem da existência na qual homens e mulheres nascem – MT:4-8
 O lugar designado para divulgar o evangelho – MT:13-38
 O mundo feito por Deus – JO:1-10
 O mundo que Deus ama – JO:3-16
 O mundo desejo da ação de Deus para salvar e não para condenar – JO:3-17
 O mundo salvo por Jesus – JO:4-42
 O mundo que é iluminado por Jesus, a sua luz – JO:9-5
 O mundo que recebeu o Filho de Deus – JO:11-27

2.3. O mundo descrito nas epístolas de Paulo: Paulo se refere aos atributos mundo físico criado por Deus para
declarar a existência do próprio Deus. O princípio elementar de que Jesus é ‘o objetivo e o propósito do mundo’,
transforma o modo de pensar acerca do mundo, e faz entender por que deve haver uma dimensão ambiental
ou de ‘nova criação’ para o evangelismo. RM:1-20, “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e
divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de
modo que eles são inescusáveis; ” – ITM:6-7, ICOR:14-10, ITM:1-15, IICOR:1-12, RM:3-6, 19, ICOR:1-20.

2.4. Humanidade: Há vários aspectos diferentes acerca do ser humano, são eles:
 Espírito, Alma e Corpo – ITS:5-23, “Que o próprio Deus da Paz vos santifique integralmente. Que todo o
vosso espírito, alma e corpo sejam mantidos irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. ”
 Carne – RM:8-4, “para que a justa exigência da Lei se cumprisse em nós, que não andássemos segundo a
natureza carnal, mas segundo o Espírito. ”
 Coração – PV:4-23, “Acima de tudo o que se deve preservar, guarda o íntimo da razão, pois é da disposição
do coração que depende toda sua vida. ”
 Mente – RM:12-2, “E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação
das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. ”
 Consciência – RM:2-15, “pois demonstram claramente que os mandamentos da Lei estão gravados em seu
coração. E disso dão testemunho a sua própria consciência e seus pensamentos, algumas vezes os acusando,
em outros momentos lhe servindo de defesa. ”

2.5. A humanidade e o pecado: A Bíblia deixa claro que ninguém é como deveria ser, exceto Jesus. Toda a
humanidade está ‘perdida’ ou ‘perecendo’. Em Adão todos pecaram e em Cristo todos podem nascer para uma
nova vida. RM:3-23, “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que pratique o bem,
não existe uma só pessoa. ”

2.6. Conhecendo o perdido: As pessoas da sociedade moderna, estão afligidas, por tantas coisas, elas estão
completamente perdidas.
 Pelo medo da violência e do crime
 Pela saúde e preocupação com o emprego
 Pela ruptura familiar
 Pelo materialismo
 Pela dívida

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 Pelo isolamento social e insignificância
 Pela solidão e superstições
 Pelo auto piedade e ódio de si mesmas
 Pela culpa e ideias imorais e amorais

3. Motivos para o evangelismo


3.1. Desencorajamento para evangelizar: Um dos grandes obstáculos para o evangelismo tem sido o desânimo e a
desistência de muitos crentes para realizar a obra, lhes falta motivação ao propósito de Deus. O apóstolo Paulo
relata pressões que enfrentou para parar de evangelizar, mas ele optou pela perseverança, por manter-se firme
no propósito para o qual foi chamado. IICOR:4-16, “Portanto, não desanimamos! Ainda que o nosso exterior
esteja se desgastando, o nosso interior está em plena renovação dia após dia.”

3.2. Cegueira: Satanás não quer que a luz do evangelho resplandeça, IICOR:4-4, “O deus, deste presente era
perversa, cegou o entendimento dos descrentes, a fim de que não vejam a luz do Evangelho da glória de Cristo,
que é a imagem de Deus. ”

3.3. Fadiga: IICOR:4-8 a 9, “Sofremos pressões de todos os lados, contudo, não estamos arrasados; ficamos
perplexos com os acontecimentos, mas não perdemos a esperança; somos perseguidos, mas jamais
desamparados; abatidos mais não destruídos. ”

3.4. O julgamento de Cristo: IICOR:5-10, “Portanto, todos nós deveremos comparecer diante do tribunal de Cristo,
a fim de que cada um receba o que merece em retribuição pelas obras praticadas por meio do corpo, quer seja
o bem, quer seja o mal. ”

3.5. O julgamento do homem: Todo homem prestará contas dos dons e oportunidades que Deus lhes deu. Todos
terão que se explicar a Cristo como usou o seu tempo, seu dinheiro, os dons e energia no serviço do evangelho.
ICORT:3-15, “Se a obra de alguém se queimar, este sofrerá prejuízos; ainda assim, será salvo como alguém que
escapa por entre as chamas de fogo. ”

3.6. O julgamento dos perdidos: Os perdidos serão julgados por Cristo naquele grande e terrível dia. Seus olhos
cegos serão abertos e eles verão a si mesmos como são de fato. MT:25-46, “Sendo assim, estes irão para o
sofrimento eterno, porém os justos, para a vida eterna. ”

3.7. O amor de Cristo: Pelo amor de Cristo, um motivo poderoso, que Paulo foi constrangido a continuar
evangelizando, mesmo tendo que enfrentar frustrações e desânimo, apatia e exaustão, ele não desistiu. II
COR:5-14, “Portanto o amor de Cristo nos constrange, porque estamos plenamente convencidos de que Um
morre por todos; logo, todos morreram. ”

3.8. O poder de Cristo: O conceito da nova criação é parte muito importante da mensagem evangelística, pois
aponta para o grande poder de Cristo, e maior milagre que possa acontecer, o nascer de novo, o poder morrer
para o pecado e nascer para a santidade. O evangelismo não consiste em convencer as pessoas do que venha
a ser certo, mas, em apresentar a Jesus. II COR:5-17, “Portanto, se alguém está em Cristo é nova criação; as
coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo! ”

3.9. O ministério de Cristo: Os crentes não possuem ministério próprio, são participantes do ministério de Cristo
como cooperadores. II COR:6-1, “E nós, como cooperadores de Deus, vos exortamos a não acolher a graça de
Deus de forma inútil. ”

3.10. Reconciliação: Aos crentes foi dado o ministério de reconciliação de Cristo. Os crentes anunciam, demonstram
e vivem as boas novas de modo que homens e mulheres serão reconciliados com Deus por meio de Cristo. O
evangelismo sem vida, sem amor, e legalista não leva o perdido a Deus. II COR:5-18, “Tudo isso provém de Deus,
que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio de Cristo e nos outorgou o ministério da reconciliação. ”

110
3.11. A morte de Cristo: Paulo escreve a respeito de reconciliação e enfatiza que Deus fez as pazes conosco por
meio do sangue na cruz. Isso prova que o evangelismo não foi fácil para Jesus, pois o ministério da
reconciliação custou-lhe literalmente a vida. A fim de reconciliar o mundo, Jesus teve de apropriar-se do
pecado humano e experimentar sozinho a ‘perdição’ humana. CL:1-19 a 22, “porque aprouve a Deus que nele
habitasse toda a plenitude, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele
reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. A vós
também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos
reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e
irrepreensíveis”.

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AULA 02
A mensagem do evangelismo
Evangelismo pessoal

1. A mensagem de evangelismo
1.1. A mensagem de Deus: Não é pela sabedoria humana que a mensagem do evangelho deve ser pregada, mas
unicamente pelo poder de Deus. A mensagem que proclamada é de pessoas de Deus ao perdido e deve ser
transmitida como tal. O apóstolo Paulo enfatiza esse aspecto em ICOR:2-1, “Eu mesmo, irmãos, quando me
dirigi até vós, não o fui apenas com um discurso eloquente, nem ostentando sabedoria para vos anunciar o
testemunho de Deus. ”

1.2. Deus como criador: Ao aceitar que Deus é Criador e, portanto, Senhor, cada aspecto da vida dos seus filhos
passa a ser importante e importa apenas a Ele. Se Ele é o criador, é inevitável que esteja preocupado e focado
com o todo de sua criação, inclusive com os problemas enfrentados por seus filhos. Ele atuou com salvação
para todos e para reconciliar a todos desse mundo com Ele mesmo.
 Problemas pessoais
 Problemas familiares
 Problemas com a comunidade
 Problemas nacionais
 Problemas mundiais

1.3. Deus como redentor: O termo ‘redenção’ refere-se ao preço que era pago para libertar um escravo e para
resgatar um prisioneiro de guerra, foi empregado na igreja primitiva como uma figura da obra de Cristo na
libertação de crentes do cativeiro do pecado e da escravidão da Lei. LC:1-68, “Bendito seja o Senhor, Deus de
Israel, pois que visitou e redimiu o seu povo. ”

1.4. Mensagem da Cruz: Em todas as épocas, em todos os continentes, em todas as tradições, a cruz tem sido
continuamente reconhecida como o símbolo universal da fé cristã. A cruz é fundamental para toda a Bíblia e
para toda mensagem do evangelho. ICOR 1:18, ”Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão sendo
destruídos, porém para nós, que estamos sendo salvos, é poder de Deus. ”

1.5. O caminho da Cruz é apontado no antigo testamento: O antigo testamento prepara o caminho para a cruz.
História após história, salmo após salmos, profecia após profecia, apontam em direção à cruz. Abraão e Isaque
no monte Moriá. GN:22

1.6. O caminho da cruz no Novo testamento: A cruz é o caminho para nos conduzir a Deus, através de Jesus. IPE:3-
18, “Pois Cristo também foi sacrificado uma única vez por nossos pecados, os justos pelos injustos, com o
propósito de conduzir-nos a Deus; morto, de fato na carne, mais vivificado no Espírito. ”

1.7. A mensagem do evangelho histórica, documentária, arqueológica e independente: O evangelho não é apenas
uma mensagem subjetiva acerca de amor, alegria e paz, é também uma mensagem objetiva que está alicerçada
em eventos históricos verdadeiros e bem documentados. Aos crentes cabe apenas entender o quanto os fatos
do evangelho são fortes e incríveis e passar a mensagem adiante. A evidencia textual do palavreado do Novo
Testamento moderno é incomparavelmente melhor e maior do que qualquer obra antiga. Não pode haver
argumentação lógica acerca disso. A arqueologia moderna verificou a maior parte dos detalhes secundários no
Novo Testamento. Comprovando que os autores eram observadores precisos definindo o tempo que os livros
foram escritos.

112
1.8. A ressurreição: A ressurreição foi um acontecimento miraculoso que não pode ser explicado ‘cientificamente’
em AT:17-22 a 32, os atenienses que ouviram zombaram de Paulo. O mesmo ocorre ainda hoje. Os relatos dos
evangelhos fazem duas afirmações simples.
 O corpo físico de Jesus desapareceu da tumba – MT:28-6, “Mas aqui Ele não está. Foi ressuscitado, como
havia dito. Vinde e vede vós onde Ele jazia. ”
 O Cristo ressurreto apareceu aos seus seguidores – JO:20-19, “Então, ao entardecer daquele dia, o primeiro
da semana, os discípulos estavam reunidos as portas trancadas, por medo das autoridades judaicas. Jesus
apareceu, pôs-se no meio deles e disse: ‘A Paz seja convosco! ”

1.9. O dano do pecado: Jesus veio ao mundo para reverter as consequências da queda da humanidade no Éden;
Ele veio para remediar a rebelião do homem contra o Criador, conforme relata GN:3, e trazer reconciliação
total.

1.10. O dano desfeito: Na cruz, Jesus tratou de tudo isso. Ele morreu para resgatar a humanidade das garras
de Satanás, e definitivamente o derrotou por sua submissão perfeita ao Pai e Sua perfeição moral absoluta.
Jesus morreu ressuscitou como vencedor que destrói a última arma de Satanás, a morte. E por meio de sua
morte, Ele estabeleceu o governo justo de Deus e libertou o mundo. RM:5-19, “Sendo assim, como por meio
da desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também, por intermédio da
obediência de um único homem, muitos serão feitos justos. ”

1.11. A palavra de Deus uma mensagem relevante e lógica: Geralmente somos confrontados com perguntas
e questionamentos quando estamos levando a mensagem adiante.
1.11.1. Sofrimento: Porque Deus nos deixa sofrer? O sofrimento é o preço inevitável da liberdade e o abuso
da liberdade por parte dos seres humanos que tem levado o mal e ainda leva à maior parte do sofrimento
do mundo. Deus respeita a liberdade da humanidade, pela possibilidade do amor que Ele preza acima de
tudo.
1.11.2. Deus é Criador: Quem fez Deus? O questionamento da existência desse tal Deus, invisível mais real
oriundo das mudanças que ocorrem nas vidas das pessoas, corroborada pela descoberta de alguns
cientistas influentes, que afirmam haver no universo sinais que provam a existência de um design
inteligente, provando não ser produto de um processo natural não direcionado.
1.11.3. Outras religiões: Muitas pessoas insistem que todas as religiões levam a Deus e que os cristãos são
insuportáveis arrogantes em sugerir o contrário. Porém, todas as estradas não levam à Escócia, todos os
trens não levam a Londres e todos os aviões não voam para o Brasil. Só há um caminho pela mensagem
do evangelho que nos leva a Deus. JO:14-6, “Assegurou-lhes Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vem ao Pai senão por mim. ”
1.11.4. A Bíblia: O Deus da Bíblia é uma pessoa viva que lida com os seres humanos conforme as diferentes
situações da vida através de ênfases distintas. De Gênesis a Apocalipse Deus é imutável em sua atitude de
graça e amor para com a humanidade.
 não é Um livro de falas mágicas.
 é Um manual que trata de regras absolutas
 não é Um livro com frases fora de contexto que podem ser mal-entendidas
 não é Um manual acidental de histórias ou ciência
é A plena revelação de Deus em cada parte, através de uma construção gradual da figura de Deus, uma
revelação progressiva que leva a Jesus.
1.11.5. Respostas sensatas: A resposta dos crentes deve ser lógica e razoável. A fé cristã está baseada num
relacionamento de confiança e não apenas num conjunto de crenças lógicas, embora Jesus e os apóstolos
não rejeitavam conhecimento, lógica e razão.
 Argumento lógico sobre a doutrina e ensinamentos que fazem sentido MT:6-30, “Então, se Deus veste
assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais a vós outros, homens
de pequena fé? ”
 A importância das testemunhas ocular JO:15-27, “E vós, também, dareis testemunho, pois estais
comigo desde o princípio. ”
 Discussão e disputa com os incrédulos, a partir de pressuposições daqueles que ouviram a palavra AT:
9-22 a 29.

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 Estar preparado para responder a qualquer um, IPE:3-15, “Antes, reverenciai a Cristo como Senhor em
vosso coração, estando sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos questionar
quanto a esperança que há em vós. ”

1.12. A palavra de Deus uma mensagem pessoal: Deus não enviou seus filhos como seus mensageiros por estar
interessado em ideias intelectuais; ao invés disso, Ele os enviou para levar a sua mensagem com o único
interesse de alcançar o perdido, salvar o mundo, transformar as vidas humanas e curar os relacionamentos
quebrados.

1.13. Autoridade do crente como mensageiro da Palavra: A autoridade do crente como mensageiro não está na
forma como ele passa a mensagem, a entende e tem a resposta conveniente. A autoridade do crente está em
conhecer o rei, ser transformado por Seu poder e capacitado pelo Espírito. ICOR:15-3 a 58, IIPE:1-16 a 18, IJO:1-
1 a 3.

1.14. Pronto para responder: A pergunta é: O que devo fazer agora que o reino de Deus está aqui? A resposta de
ser: Fé em Cristo é suficiente para receber a salvação. AT:16-31, “Eles, prontamente lhe afirmaram: ‘Crê no
Senhor Jesus, e assim serás salvo, tu e tua casa. ”

1.15. Uma única mensagem: Há somente um caminho para Deus, é por meio de Jesus. O crente deve ser totalmente
fiel à essência do evangelho do Cristo bíblico, à sua morte e ressurreição, as suas conquistas na cruz.

2. Evangelismo pessoal
2.1. Jesus e os homens: Lucas fala muito acerca de como Jesus lidava com a grande quantidade de discípulos além
dos doze apóstolos, relata que setenta discípulos foram enviados por Jesus para evangelizar e como voltaram
regozijando-se.

2.2. Jesus e as mulheres:


 Foram mencionadas em Suas parábolas – LC:15-8 a 10
 Foram cruciais para o seu nascimento – LC: 1-26, 2-51
 Foram curadas por Ele – LC:8-40 a 56
 Foram aceitas e perdoadas por Ele – LC:7-36 a 38
 Foram suas supridoras – LC:8-1 a 3, 10-38 a 42
 Foram ouvidas por Ele – LC:11-27 a 28
 Foram elogiadas por Ele – LC:21-1 a 4
 Foram cheias do Espírito – LC:1-41
 Foram presentes em Sua morte – LC:23-49
 Foram cuidadosas com o Seu corpo – LC:23-55
 Foram as primeiras testemunhas da Sua ressurreição – LC:24-6

2.3. O relato do evangelho de João: O relato do evangelho de João é diferente dos outros três. Ele se concentra em
adoração; relaciona a vida de Jesus ao ano religioso judaico; fala mais do Seu ensinamento no Templo do que
de Suas parábolas. Faz observação a partir dos festivais sagrados, ao invés de relatar a história da jornada de
Jesus.

2.4. Fome espiritual: Muitas pessoas são atraídas a Cristo ao perceber a Sua realidade na vida de um crente. Elas
observam a mudança dramática num amigo que acabou de se tornar cristão, e se impressionam com a vida se
serviço altruísta de alguém, ou ficam maravilhadas com um milagre ou simplesmente sentem a presença de
Cristo em alguém que elas encontram. Não importa o que desperta a curiosidade das pessoas, o que importa é
o que elas querem saber, se é real, e não falso, ou forçado, elas querem é ter certeza se a vida interior da pessoa
condiz com a sua aparência. A exemplo de Zaqueu em Lucas 19.

114
AULA 03
Evangelismo na Igreja
Evangelismo e discipulado

1. Evangelismo na Igreja: As igrejas que não arde com paixão pelo testemunho perde o objetivo de seu chamado, ir e
fazer discípulos de Jesus em todas as nações, MT:28-18 a 20 e AT:1-8
1.1. Revelação:
 Proclamação: pregação pública e testemunho pessoal
 Demonstração: curas, expulsão de demônios, milagres
 Encarnação: uma vida semelhante à de Cristo

1.2. Preocupações práticas: Se uma igreja local quiser ser caracterizada pelo evangelismo bíblico eficaz, deverá ter
a direção do Espírito quanto à melhor ação nas situações.

1.3. Mobilização: No evangelismo, como em todo aspecto da vida da igreja, os líderes têm a função divinamente
indicada de liberar e equipar todos os membros para fazer a obra de Jesus Cristo. Toda a Igreja é o corpo de
Cristo na terra, a Sua vontade e ministério deve ser cumprido por todo o Seu corpo. EF:4-11 a 12.

1.4. Edifícios: A maioria dos não cristãos na Europa Ocidental associa ‘igreja’ com um tipo específico de edifício,
contudo, as novas igrejas têm se reunido em escolas, casas, salões da comunidade, salas de hotéis e assim por
diante. É preciso evitar que esses lugares pareçam com uma seita que suas placas e publicidade as identifique
com clareza como um grupo genuíno de cristãos.

1.5. Reuniões evangelísticas: É devido as igrejas atentar para todos os detalhes em suas reuniões, especialmente
aqueles que focam no perdido. É necessário preparar cada aspecto de modo integral, confiando que o Espírito
nos inspira antecipadamente. É Preciso orar pela direção e benção de Deus. A presença de Deus é a coisa mais
importante em uma reunião. Um incrédulo pode entrar em uma sala equipada de maneira fria, ruim e pobre e
ser tocado pela presença de Deus. Não que essas coisas, não importem, pode-se ter carpetes maravilhosos,
equipamentos fantásticos e não ter o poder de Deus.

1.6. Relacionamentos evangelísticos: A vida coletiva de uma igreja é a revelação do evangelho, tanto quanto ao
sermão emocionante quanto a uma grande cura. As igrejas devem buscar formar relacionamentos
evangelisticamente atrativos pela variedade de atividades que possam ajudar as pessoas a ter contato umas
com as outras, principalmente com incrédulos e fora dos cultos principais. Seja qual for o tamanho da
congregação, a igreja deve oferecer uma mescla de oportunidades que ajudem as pessoas a desenvolver
relacionamentos.

1.7. Encorajamento: Não convém conduzir as pessoas com muita dureza ou, com muita pressa, a fim de que não se
tornem ressentidas. Em vez disso, deixar que elas caminhem no seu ritmo, ser paciente e trabalhar devagar,
porém persistentemente. É Preciso reconhecer a paciência de Deus com os crentes, quanto tempo Ele tem
suportado o jeito e as ideias dos seus filhos. Ele tem tolerado seus erros e maus hábitos. Não é certo cobrar das
pessoas mudanças que nem nós mesmos fomos capazes de viver. É importante lembrar da oração de Jesus em
JO:17-21, “para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós,
para que o mundo creia que tu me enviaste. ”

115
2. Evangelismos e discipulado
2.1. Primeiros passos: Um novo relacionamento começa no momento em que uma pessoa começa a confiar em
Jesus. O desejo mais sincero do cristão, assim como do novo nascido deve ser tornar Jesus o juiz de cada parte
da sua vida. Ao ser anunciado a notícia de que Jesus é o Rei ideal que todos precisam, deveria se instalar o
desejo e a iniciativa de buscar a Sua Palavra regulamente para entender os princípios sob os quais suas vidas
será dirigida. Infelizmente, muitos cristãos ‘bebês’ não são ajudados como deveriam, e ouvem um evangelho
‘menos completo’. Deus ama essas pessoas empobrecidas, e busca leva-las à totalidade das boas novas, do
pleno conhecimento da verdade.

2.2. Obediência ao evangelho: As escrituras apresentam Deus e oferece as diretrizes básicas para a vida. Os
discípulos precisam estudar a Bíblia inteira, para entender o autor e a revelação de Deus, e para entender como
Ele (Jesus) quer que seus filhos vivam, segundo a sua palavra.

2.3. Auto justificação: A vida espiritual requer total obediência a Deus, sem auto justificação. Os novos discípulos
devem ser encorajados a admitir, para Deus, para os outros e para si mesmos que eles são sérios pecadores
cuja única esperança é arrepender-se e confiar totalmente em Jesus como o seu Salvador pessoal.

2.4. Andar no Espírito: Os novos discípulos devem ser ensinados a permitir que o Espírito viva por meio deles; que
devem deixar o Espírito torná-los como Jesus; e aprender com Ele como aplicar os princípios da Palavra de Deus
nas situações que tiverem que enfrentar. Devem ser ensinados a andar não por suas próprias forças, em vez
disso, dependerem conscientemente do Espírito para que Este faça o que é bom por meio deles. Permitir que
o Espírito desenvolva o seu fruto na vida deles. GL:5-22 e 23, “Entretanto, o fruto do Espírito é: amor, alegria,
paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas virtudes não há Lei.”

2.5. Adoração: Primeiro passo, um passo básico, aprender a adorar. Os novos discípulos devem ser ensinados a
expressar o seu amor a Deus. Ensinados que adoração não é apenas cantar louvores, mas também
desenvolvimento de seus talentos e realização de todas as tarefas diárias com a máxima habilidade,
oferecendo-as como uma oferta de perfume agradável a Deus.

2.6. Submissão a Deus: Os apóstolos seguiram o mesmo padrão, Jesus soprou sobre eles o Espírito, mas eles tiveram
de esperar pelo dia em Jerusalém para que fossem cheios com poder do alto. Da mesma maneira, seus novos
discípulos que desejam compartilhar a vida de Deus e irradiar a sua glória, devem se submeter ao padrão divino
de receber o seu Espírito e pacientemente esperar o tempo certo de Deus para ministrar em poder.

2.7. Submissão as pessoas: Como um humano, Jesus se colocou sob autoridade humanas, foi dessa forma que Jesus
ganhou o seu direito de exercer autoridade. Aqueles que buscam viver e ministrar com a autoridade de Jesus,
devem viver como Ele viveu, voluntariamente sob a autoridade de outras pessoas. MT:20-28, “Assim como o
filho do homem, que não veio para ser servido, mas sim para servir e dar sua vida como único resgate por
muitos. ”

2.8. Dependência: Jesus dependia de outras pessoas. Dependeu de seus pais, seu primo João, e das mulheres que
o mantinham financeiramente. Ele aceitou o serviço daqueles que o acompanhavam em suas viagens. Ele
permaneceu com pessoas que desejavam cuidar dele. Ele valorizou a amizade e companheirismo dos discípulos,
especialmente os três mais próximos ‘Pedro, Tiago e João’. Ele precisou de Simão de Cirene para carregar a cruz
para ele.

2.9. Ungido com o Espírito: Jesus não se submeteu por se submeter. Ele se submeteu para que pudesse exercer
autoridade “O princípio da autoridade é a submissão” servir de modo sacrificial liderar com perfeição e revelar
a glória de Deus. Porém, somente a submissão não é suficiente: Jesus também teve que ser ungido com o

116
Espírito. Hoje não é diferente, a unção com Espírito é dada a fim de possibilitar que os discípulos vivam com a
eficácia de Jesus. AT:10-38, “e se refere a Jesus de Nazaré, de como Deus o ungiu com o Espírito Santo e poder,
e como caminhou por toda a parte realizando o bem e salvando todos os oprimidos pelo Diabo, porquanto Deus
era com Ele. ”

2.10. Vida cheia do Espírito: Os discípulos não devem ser tímidos, quando Jesus foi preso, os seus discípulos o
abandonaram e fugiram, mais houve uma grande mudança depois do Pentecostes. Não importava o quanto
eram açoitados e encarcerados, eles jamais paravam de proclamar as boas novas acerca de Jesus, por terem
uma vida cheia com Espírito. IITM:1-7, “Portanto, Deus não nos concedeu espírito de covardia, mas de poder,
de amor e de equilíbrio. ”

2.11. Discipulado sacrificial: O chamado ao discipulado não é algo que Deus faz somente no início da vida cristã, Ele
está sempre chamando seus discípulos a um discipulado mais objetivo, e isso sempre envolve sacrifício. LC:9-
23, “Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz dia após dia, e caminhe após mim. ”

2.12. Unidos na Igreja: Os discípulos formam uma nação santa. Os crentes foram separados para uma vida coletiva
de dedicação e consagração. São pessoas que pertence a Deus: São a Sua Igreja, cidadãos do céu e filhos do
Reino. Sujeitos às leis de Deus e direcionados pelo Espírito. São do Senhor. CL:3-20, “No entanto, a nossa
cidadania é dos céus, de onde aguardamos com grande expectativa o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ”

2.13. Preparados para o serviço: Em EF:4-12, “com propósito de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério
para que o corpo de Cristo seja edificado. ” Todos os líderes são chamados primeiramente para preparar a
Igreja. O propósito principal do discipulado é desenvolver conjuntamente os discípulos na Igreja e equipá-los
para servir juntos no mundo.
 Demonstrar que Jesus é o Rei dos reis, obedecer a sua palavra, agir com sua autoridade e depender de seu
nome;
 Mostrar que Jesus é o Salvador do mundo por sua morte, servir com eficácia e depender de seu sangue;
 Deixar claro que Jesus é o humano ideal, seguir suas pisadas, liderar com sua perfeição e imitar o seu
exemplo;
 Revelar que Jesus é o verdadeiro Deus, compartilhar sua vida, brilhar com a sua luz, falar com sua verdade
e mostrar seu amor.
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AULA 04
Evangelismo e o Espírito
Evangelismo e oração

1. Evangelismo e o Espírito
1.1. O Espírito é a testemunha: O grande poder de Deus pode ser visto em cada página de Atos, na medida em que
as pessoas são curadas, libertas, convertidas, capacitadas e transformadas em testemunhas confiáveis do Cristo
ressurreto. O poder do Espírito Santo é sempre a razão principal para a eficácia dos discípulos. Em JO:15-26 a
27 e 16-8 a 11 declara o grande propósito do Espírito Santo.
 Testificar de Jesus
 Testemunha de Jesus
 Convencer o mundo do pecado
 Convencer o mundo da justiça
 Convencer o mundo do juízo

1.2. O Espírito é o poder: O Espírito é quem realiza em seus discípulos o poder


 Para proclamar
 Para milagres
 Para batalha
 Para perseverar
 Para testemunhar

1.3. O poder dunamis (grego dinamite), do Espírito tem uma variedade de aplicações.
1. Testemunhar Jesus – AT:1-8, “Contudo recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós, e sereis
minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”
2. Testemunhar a ressurreição de Jesus – AT:4-33, “Com grande poder os apóstolos continuavam a pregar,
testemunhando da ressurreição do Senhor, e maravilhosa graça estava sobre todos eles. ”
3. Fazer grandes sinais e maravilhas – AT:6-8, “ Estevam, homem cheio de graça e do poder de Deus, realizava
prodígios e sinais milagrosos entre as multidões ”
4. Fazer o bem e curar – AT:10-38, “ e se refere a Jesus de Nazaré, de como Deus o ungiu com o Espírito Santo
e poder, e como ele caminhou por toda a parte realizando o bem e salvando todos os oprimidos pelo Diabo,
porquanto Deus era com Ele. ”
5. Abundar em esperança – RM:15-13, “Portanto, que o Deus da esperança vos abençoe plenamente com toda
a alegria e paz, à medida da vossa fé nele, para que transbordeis de esperança, pelo poder do Espírito Santo.

6. Falar e pregar – ICOR:2-4, “Minha mensagem e minha proclamação não se formaram de palavras
persuasivas de conhecimento, mas de poder do Espírito. ”
7. Suportar dificuldades – IICOR:6- 10, “ entristecidos, mas sempre felizes, pobres, mas enriquecidos a muitas
pessoas; nada tendo mais possuindo tudo. ”
8. Regozijar na fraqueza – IICOR:12-9, “Entretanto, Ele me declarou: ‘A minha graça te é suficiente, pois o meu
poder se aperfeiçoa na fraqueza’. Sendo assim, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de
que o poder de Cristo repouse sobre mim. ”
9. Ser fortalecido para conhecer o poder de Deus – EF:3-16, “Oro para que, juntamente com suas gloriosas
riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder, por meio do Espírito Santo. ”
10. Permanecer firme contra o inimigo em oração – EF:6-11, “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para
poderdes ficar firmes contra as ciladas do Diabo. ”

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11. Anunciar o evangelho – ITS:1-5, “porque o nosso evangelho não chegou a vós somente por meio de palavras,
mas igualmente com poder, no Espírito Santo, e em plena certeza de fé. Sabeis muito bem como procedemos
em vosso benefício quando estávamos conosco. ”
12. Ser paciente – CL:1-11, “Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a maravilhosa força da sua glória,
para que com alegria tenhais absoluta constância e firmeza de ânimo. ”
13. Compartilhar os sofrimentos de Cristo – IITM:1-8, “Assim sendo, não te envergonhes do testemunho de
nosso Senhor nem de mim, prisioneiro dele; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos pela causa do
Evangelho conforme o poder de Deus. ”

1.4. O Espírito da verdade: Jesus ensina sobre ‘o Espírito da verdade’. O Espírito Santo está mais interessado na
verdade espiritual do que na experiência espiritual, na verdade da Palavra de Deus, mais do que com a emoção
dos atos de Deus. JO:15-26, “Quando, porém, vier, o Advogado que Eu enviarei para vós da parte do Pai, o
Espírito da verdade que provém do Pai, Ele testemunhará a meu respeito. ”

1.5. O Espírito da conversão: Nascer de novo, é obra inteiramente do Espírito Santo. Ele é o regenerador que está
ativamente envolvido com o mundo e com os incrédulos. O Espírito Santo é quem convence o mundo acerca
do pecado, da justiça, e do juízo, é impossível tornar-se um cristão separadamente da obra do Espírito Santo.
JO:16-8, “Quando, então, Ele vier, convencerá o mundo do seu pecado, da justiça e do juízo.”

1.6. O Espírito da direção: A obra do Espírito Santo é revelar a vontade específica de Deus para os homens de modo
maravilhoso. É Ele quem equipa com tudo que é necessário para executá-la. AT:13-2, “Enquanto serviam,
adoravam e jejuavam ao Senhor, o Espírito Santo lhes ordenou: ‘Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para
missão que os tenho chamado. ”

2. Evangelismo e oração
2.1. Oração evangelística: RM:10-1, “Caros irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus em favor dos
filhos dos Israelitas é que eles sejam salvos. ” As epístolas de Paulo sugerem que a oração evangelística eficaz
tem com frequência, dois elementos distintos:
 Oração para os pregadores serem motivados, capacitados e equipados
 Oração para que os obstáculos que impendem a salvação sejam removidos

2.2. Orações para capacitar e equipar


 Para ser livre de homens maus – II TS:3-1 a 2
 Para ser livre dos incrédulos – RM:15-31
 Para ser livre do perigo de morte – II COR:1-9 a 11
 Para ser mantido seguro – FP:1-19 a 20
 Para ser liberto da prisão – FL:22
 Para que a porta fechada seja aberta – CL:4-3

2.3. Orações acerca dos obstáculos:


 Conhecer a vontade de Deus
 Receber a fé de Deus
 Perseverar em oração
 Continuar orando até haver um resultado visível

2.4. Papel dos discípulos na oração: Orar como crente que é o próprio fruto da obra de Jesus, pelas pessoas que
receberam a Sua vida, e como filhos que nasceram de novo e foram adotados na família cristã. Confiante que
Deus pode fazer exatamente a mesma obra antes feita em nós.

2.5. Interesses da oração: O serviço do cristão deve ser, o outro como interesse. Orar para Deus atenda ás
necessidades do pecador, do doente, do sem teto, do ferido, do desagradável e assim por diante. As pessoas
que o crente deseja alcançar estão nas garras do maligno, presas ao álcool, presa nas drogas ou, no
materialismo. Ao orar por elas, é possível que seja necessário adicionar o jejum a oração.

119
2.6. Orando pelo Espírito: Para alcançar o pedido; para proclamar, para demonstrar, e para encarnar as boas novas;
para restaurar a paixão e padrão bíblico do evangelismo para Igreja, é fundamental se encher do Espírito e
ativar Sua unção que já está dentro de nós.

2.7. Arrependimento: É necessário ao discípulo, arrepender-se de cada pecado conhecido. Para ser cheio com
Espírito significa pedir para Ele controlar e direcionar cada área de nossas vidas.

2.8. Obediência: Estar disposto a obedecer a Deus seja onde for que Ele mandar e, dessa maneira Ele escolhe nos
usar.

2.9. Faminto e sedento: Estar famintos e sedentos por Deus e por uma vida de retidão em Sua presença, podemos
nos sentir fracos e insuficientes, mas Jesus vem a nós com sua graça e oferece a Si mesmo. Ao ir a Ele e bebemos
rios que dão vida, água viva que traz saúde e começa a fluir por nosso intermédio. JO:7-37, “Aquele que crê em
mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva! ”

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

120
AULA 01
O ouvir profético
O ouvir profético
A Palavra de Deus

1. O ouvir profético

1.1. O processo de ouvir: Ouvir Deus é:


 Ativo e não passivo – não ouvimos Deus como ouvimos uma música – para se distrair. Em vez disso, nós O
ouvimos como um piloto em treinamento ouve o seu instrutor – para ser direcionado.
 Relacional e não funcional – não ouvimos Deus como ouvimos o operador de um programa de ajuda por
telefone, o qual é útil, porém, anônimo; nós O ouvimos como os filhos ouvem seus pais.
 Continuamente e não eventualmente – não ouvimos Deus como ouvimos rádio, do jeito e na hora que
quisermos, ao contrário, nós O ouvimos continuamente: nós ouvimos Deus. Nós não tentamos ouvi-Lo.
 Fundamentado no profético – ouvimos Deus como os profetas do passado, num relacionamento íntimo, ungido,
de servo, pronto para agir conforme Suas palavras.

1.2. O ouvir profético: Ouvir profético não é um ouvir para silenciar, nem um esperar em silêncio para Deus falar.
Ao contrário, é um ouvir – de modo espiritual e ativo – o Deus que está sempre se comunicando. As palavras
profeta, profecia, profetizar e profético derivam das palavras gregas pro, “adiante”, e phemi, “falar”. Elas
significam o “falar adiante” da mente e do conselho de Deus.

1.3. Valorizando o processo de ouvir: Princípios ‘gerais’ básicos que deveríamos nos lembrar a cada ponto no
processo.
 Reconheça que o Deus vivo está falando:
 Perceba que o nosso ouvir ministra a Deus:
 Lembre-se do propósito principal da revelação:
 Responda com obediência:
 Entenda o processo pelo qual Deus fala:
 Desenvolva um coração que ouve:

Em JO:14-13, Jesus fala conosco de forma muito semelhante à que Deus falou com Salomão, prometendo-nos qualquer
coisa que pedimos em Seu nome. Certamente, nenhum pedido está mais alinhado às palavras de Jesus em JO:14-16 do
que a súplica por um ‘coração ouvinte’

1.4. O Deus comunicador: Senão O conhecemos, não saberemos como ouvi-Lo. Por exemplo, algumas pessoas
acham que Deus é um objeto material como um ídolo – por isso elas se aproximam desse objeto na tentativa
de ouvi-lo. Outras pensam que Deus está ligado a recursos naturais que Ele mesmo criou como o sol, a lua,
árvores e rochas, rios e riachos – por isso elas se aproximam desses recursos para tentar ouvir a voz de Deus.
SL:115-2 a 7

1.5. Deus não é visível: A verdade de que Deus é invisível permeia o Antigo Testamento. EX:20-4 a 5; DT:5-8 a 9 e
IS:44-9 a 20, demonstram justamente como era errado criar qualquer estátua ou ídolo para adorar. Deus não
se comunica conosco por meio de nenhum objeto inanimado, feito por mãos de humanas e não podemos achar
que badulaques ou estátuas religiosas poderão jamais ser usado para nos ajudar a ouvi-Lo com mais clareza, ou
nos trazer para mais perto Dele. Deus se opõe firmemente a qualquer forma de ídolo.

121
1.6. Deus não é uma força natural: O Deus vivo de Israel, está além da natureza e não constitui parte dela. Ele é o
criador e mantenedor de todas as coisas, e não é para ser identificado pessoalmente com qualquer aspecto de
sua criação. Embora o Antigo Testamento algumas vezes use o imaginário poético para descrever Deus em
termos de forças naturais distintas – como luz e fogo – o próprio Deus não pode ser identificado com nenhum
recurso do mundo natural. EX:19-18; DT:4-32 a 36; IRS:19-11 a 13; SL:104-1 a 7 e EZ:1-24 a 28.

1.7. Deus não é abstrato: Por estar muito além da descrição humana, e ser muito maior do que a soma de toda a
inteligência dos homens, a Bíblia nunca tenta definir Iavéem palavras humanas. Nenhuma fórmula física ou
filosófica pode ser a chave para se entender Deus, para se obter acesso ao profundo de Seu ser, ou se ouvir a
Sua mente e conselho.

1.8. Como Deus é: Há temas divinos principais que dominam o Antigo Testamento; eles são fundamentais para o
relacionamento de Israel com Iavé. Deus é ativo, Deus é pessoal,

 Deus é ativo: Deus se encontra por toda a vida nacional de Israel. De fato, a história somente tem algum
significado porque Deus é ativo. A vida não é um ciclo sem sentido de eventos desordenados. Ela tem um
propósito e projeto firmados no caráter de Deus, e Ele se comunica por meio de eventos históricos. Tudo que
acontece – bom e ruim – é parte do propósito de Deus para seu povo. Essa é a convicção básica que molda a
maneira de o Antigo Testamento entender e interpretar os acontecimentos.
 Deus ativamente escolhe o Seu povo: GN:12-3; “Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei aquele que te
amaldiçoar, Por teu intermédio abençoarei todos os povos da terra! ” Isto mostra que Deus queria usar Abraão
para compartilhar seu amor divino com o mundo. Essa crença domina a história do desenvolvimento de Israel e
é o cerne da fé bíblica.
 Deus ativamente ama Seu povo: DT:26-8, “E o Senhor nos fez sair do Egito com mão poderosa e braço forte, em
meio a grande espanto e pavor, com sinais maravilhosos e prodígios. ” Mostra que gerações posteriores de
judeus olharam para um Deus de amor, um Deus que ouve, como a única explicação possível para o êxodo. Para
eles, o êxodo não foi apenas uma demonstração clara do poder de Deus, foi também uma experiência de
comunicação – uma revelação – de Seu amor.

1.8.1. A atividade de Deus é infinitamente poderosa: O poder divino controla todas as ações e comunicações
de Deus nas Escrituras. Deus não age poderosamente apenas para salvar o Seu povo da escravidão, Ele
também controla todos os poderes das nações e da natureza. Quando ouvimos Deus, sempre devemos
nos lembrar de que é o Deus Todo-amoroso, Todo-poderoso que está falando. Esse conhecimento deveria
transformar o nosso desejo de ouvir Deus a nossa persistência e paciência em ouvi-Lo, e a nossa confiança
na eficácia de Suas palavras.
1.8.2. A atividade de Deus é sempre perfeitamente justa: Devemos encarar as demandas da justiça de Deus
quando Ele fala conosco – quer seja no templo, Histórias, natureza ou experiência cotidiana. Quando
ouvirmos Deus, devemos ter a expectativa de que Ele trate o nosso pecado e as nossas falhas toda vez que
nos der instruções.
1.8.3. A atividade de Deus: MT:28-20, “...ensinando-os a obedecer a tudo quanto vos tenho ordenado. E assim,
eu estarei permanentemente convosco, até o fim dos tempos”. Não importa se nossas circunstâncias
pessoais sejam alegres, terríveis ou simplesmente sem graça, Deus sempre está conosco. Ele está falando
conosco. Ele está revelando o seu amor a nós. Está comunicando seus propósitos. Está sussurrando
palavras que nos dão vida e trazem esperança.

1.9. Deus é pessoal: Vemos isso, por exemplo, em SL:13; 17; 23; 35; 51; 69; 86 e 139. E muitos profetas enfatizam a
importância do compromisso individual com o Deus pessoas.

1.10. Imagens pessoais: Ele é Rei, o Senhor, o Pastor, o Mestre, o Líder na batalha. Claro que cada figura de
Deus é uma tentativa de descrever uma pessoa divina que está além da descrição humana. Cada nome ou
imagem de Deus sugere um aspecto particular de seu caráter; mas cada nome deve ser entendido no contexto
da totalidade de todos os seus nomes.

122
1.11. Deus está oculto: Alguns crentes acham difícil ouvir a Deus e entender a sua vontade quando estão
vivenciando acontecimentos miraculosos e bênçãos concretas – quando é patentemente claro que Deus está
mais próximo do que qualquer amigo humano. Porém nossas vidas nem sempre são repletas de milagres
espetaculares e experiências sobrenaturais. Há tempos em que Deus realmente parece escondido e é difícil
ouvir sua voz. Neste caso temos que aplica o princípio da fé viva. IICOR:5-7, “Pois vivemos por fé e não pelo que
nos é possível ver”.

1.12. Alienação pessoal: Jó apelou para que Deus falasse com ele – e no final Deus falou, mas não da maneira
que Jó esperava. Não é da nossa forma e sim da de Deus. Não importa o quanto seja difícil entender as
experiências mais amargas da vida, ou quanto seja difícil perceber Deus em ação – Ele está sempre lá, de
verdade. Os crentes que resistem a respostas fáceis, que persistem em buscar Deus e em ouvi-Lo, o encontrarão
e ouvirão suas palavras.

1.13. Princípios da revelação: Descobrimos os aspectos do caráter de Deus vendo como Ele se comunica com
as pessoas numa variedade de situações desafiadoras. Pela fé, nós então aplicamos essas verdades em nossas
vidas.

1.14. Deus age em graça: Nós só podemos desfrutar da comunhão com Deus por causa da iniciativa repleta
da graça do Seu amor – não porque temos direito ou algum tipo de reivindicação, simplesmente Ele nos amou
primeiro independente dos nossos pecados. Ninguém pode criar um senso da presença ou voz de Deus. RM:3-
12, “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que pratique o bem, não existe uma
só pessoa”.

1.15. Deus fala: Deus, não é um ser remoto e estático, que é relevante para a vida de pessoas comuns. Ele é
o Deus de ‘todo amor’, ‘todo poder’ e ‘toda graça’ que fala e age de modo que todas as famílias da terra possam
ter um relacionamento abundante e significativo com Ele, além de umas com as outras. IS:1-19, “Se quiserdes
e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”.

2. A Palavra de Deus: O Deus da Bíblia é o Deus que fala, ele não é um ídolo mudo, SL:115-2 a 7

2.2. Deus se comunica conosco por meio: Dabar, ‘Palavra de Deus’ em hebraico, significa uma comunicação escrita,
‘ aquela que está por tráz’. No antigo testamento frequentemente é expressada ‘a Palavra do Senhor veio a
mim.
 Por meio da Criação – SL:19-1 a 6 e RM:1-18 a 21
 De acontecimentos históricos – IICOR:36-22 a 23, SL:103-7
 De sinais e maravilhas – DT:6-22, AT:2-22
 De eventos naturais – IISM:21-1, IS:29-6, MT:27-54
 Da consciência humana – RM:2-14 a 15, 9-1
 Da razão e da lógica – IS:1-18, MT:22-37 e RM:12-2
 De sonhos e visões – GN:28-12 a 15, EZ:37-1 a 14 e AT:2-17
 De servos proféticos – ICOR:12-3, 10 e ITS:5-20
 De seres angelicais – ZC:3, LC:1-12 a 20 e 26 a 28
 Das Escrituras Sagradas – SL:19-7 a 11, IITM:3-16 e 17 e IIPE:1-19 a 21
 De Jesus Cristo – JO:1-18 e HB:1-1 a 3

2.3. Autor revelação: A ideia correta da Palavra toda – que é alicerçada na revelação essencial de Deus. Exemplo:
 Começamos a compreender por que Jesus e as Escrituras são ambas chamadas de ‘a Palavra’
 Percebemos porque a Bíblia confere à Palavra a autoridade divina e as circunstâncias de Deus – DT:12-32; SL:103-
20; IS:40-8, 55-11; IPE:1-23 a 25

123
 Nós lidamos com o ouvir Deus – e proclamarmos a Sua Palavra – de uma maneira muito bíblica ‘centrada Nele’

2.4. Logos e rhema:


 Logo: a palavra geral, escrita.
 Rhema: Sua palavra específica, particular ou revelada.

2.5. Jesus: É a palavra de Deus, JO:1-1, “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era
Deus”.
 Uma revelação direta de Jesus – ITS:4-15, “Afirmamos a todos vós, pela Palavra do Senhor, que nós, os que
estivermos vivos quando se der o retorno do Senhor, certamente não precedemos os que dormem nele”.
 A soma de todos os discursos de Deus – MC:7-13 e JO:10-35, “Se Ele chamou ‘deuses’ àquele a quem veio a
Palavras de Deus (e a escritura não pode ser quebrada) ... ”.
 As boas novas ou ‘evangelho’ acerca de Jesus – dadas com a Sua autoridade e validadas por Seu poder – AT:8-
25, “E, havendo testemunhado e proclamado a Palavra do Senhor, Pedro e João regressaram a Jerusalém,
pregando o Evangelho em muitos povoados samaritanos”.

2.6. A palavra de Deus: Por Deus se comunicar conosco em Sua Palavra, é importante que tentemos entender como
essa Palavra opera. II TM:3-16 a 17, revela que toda a Bíblia nos vem do sopro de Deus, inspiração de Deus.
2.7. O poder da Palavra: Toda vez que Deus ‘dá a Sua Palavra por inspiração1 pelo Espírito, ela sempre expressa a
Sua natureza santa e sempre está revestida de Seu poder divino e autoridade. A Palavra, portanto, deve atingir
seu propósito. O que Deus ‘fala’ vai acontecer: GN:1-3, 6-7, 9, 11, 14, 15, 20 a 22, 24, 26 a 27; IICR:6-14 a 15;
IS:55-10 a 11 e RM:4-18 a 21

A Bíblia revela a ampla e variedade de formas que a Palavra de Deus ministra a homens e mulheres. Vemos, por exemplo,
que o Deus ‘que fala para agir’ traz pela Palavra:

 Fé – RM:10-17
 Novo nascimento e nova vida – TG:1-18, IPE:1-23
 Alimento espiritual – IPE:2-1 a 2 e MT:4-4
 Revelação e direção – SL:119-105 e 130
 Limpeza e santidade – SL:119-9, EF:5-25, IIPE:1-1 a 4 e JO:15-3
 Recompensa e benção – SL:1-1 a 3 e 19-11
 Cura – SL:107-20
 Vitória sobre o pecado – SL:17-4 e 119-11
 Vitória sobre Satanás – LC:4-4, 8, 12, EF:6-17, IJO:2-14, e AP:12-11
 Libertação do Juízo – JO:5-24 e 12-47

2.8. A Palavra escrita: Ao nos aproximarmos da ‘Palavra escrita’ para ouvir Deus, devemos nos lembrar de que seu
propósito é pessoal e relacional: Deus dá Sua Palavra por inspiração para que possamos conhece-Lo. IIPE:1-20
a 22, contém duas características importantes: Assim como ‘a Palavra pessoal’ é tanto plenamente Deus como
plenamente homem, assim também ‘a Palavra escrita’ é a Palavra de Deus e a Palavra por meio dos homens.

2.9. A suficiência das Escrituras: IITM:3-15 a 17; ITM:4-8 a 9, revela que a palavra escrita é ‘útil’, no grego
‘ophelimos’, lucrativo, vantajoso, benéfico.

É benéfico para:

 Ensinar – Deus provê o padrão pelo qual se medem todas as coisas


 Redarguir – Deus mostra onde erramos
 Corrigir – Deus nos coloca de volta no caminho certo
 Instruir em justiça – Deus nos ensina como permanecer em Seu caminho certo

124
2.10. A Palavra viva: A Bíblia não é um livro de regras externas, HB:4-12, “Portanto a Palavra de Deus é viva e
eficaz, mais cortante que qualquer espada de dois gumes; capaz de penetrar até ao ponto de dividir alma e
espírito, juntas e medulas, e é sensível para perceber os pensamentos e intenções do coração”. Deixa claro que
a Palavra está viva e ativa. O mais importante, mostra que a palavra de Deus opera profundamente em nosso
inferior – em nosso ‘coração’, em nosso espírito.

2.11. Superstições: Como crentes cristãos, não devemos buscar orientação fora da Palavra; devemos nos
aproximar de Deus para ouvi-Lo – por meio de sua Palavra pessoal e escrita – a fim de O conhecermos melhor
e podermos compartilhar de Suas atividades santas.

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125
AULA 02
A vontade de Deus
O ouvir profético no Antigo Testamento

1. A vontade de Deus

1.1. Obediência ao evangelho: Em AT:6 a 10, registra como Paulo foi impedido pelo Espírito de ir a uma região
pregar, e mais tarde a outra, até que foi direcionado a ir ao local que Deus queria. Paulo sabia que era a vontade
de Deus que ele pregasse o evangelho aos gentios, mas precisava entender a vontade específica de Deus para
o seu ministério naquele momento. É exatamente essa obediência específica, pessoalmente dirigida à vontade
de Deus que precisamos seguir em nossas vidas.
1.2. A prioridade da vontade de Deus: Princípios importantes:

 A vontade de Deus sempre tem prioridade.


 A graça tem de estar acima de tudo, ou deixa de ser graça.
 A fé em Deus, a unção do Espírito, os dons e ministérios do Espírito, são todos dados no contexto da graça
abundante de Deus.
 Quaisquer condições divinas – como a obediência ao evangelho – são uma grata resposta humana à graça e não
requisitos para tal graça.

Crentes que enfatizam ‘primeiro a obediência’ se concentram em pedir a Deus que revele a sua vontade – na hora da
escolha, quando querem saber a vontade de Dele. Ao passo que aqueles que enfatizam ‘primeiro a graça’ se concentram
em ouvir Deus o tempo todo, a fim de não perderem aqueles momentos em que Ele lhes revela a sua vontade.

1.3. Entendendo a vontade de Deus: O propósito principal de ouvir a Deus é conhece-Lo melhor. Deus nos revela
Sua Palavra essencialmente para se revelar a nós. Ele fala conosco para nos aproximar dele e nos aprofundar
nele. O verdadeiro ouvir bíblico sempre tem uma intenção e base relacionais – a direção e doutrina são
secundárias.

Na realidade, podemos dizer que a melhor forma de entender a vontade de Deus é conhecendo-O mais intimamente.
Também devemos perceber que, por ser espiritual, Deus raramente revela sua Palavra com uma voz audível, a qual
ouvimos com nossos ouvidos humanos. Em vez disso, Ele ‘fala’ pelo Espírito numa variedade de maneiras que devemos
‘ouvir’ ou ‘discernir’ em nossos espíritos, pela fé. Deus é Espirito e se comunica conosco em nosso espírito. JO:4-24;
ITS:5-23

Circunstâncias: Vimos em AT:16-6 a 10. As circunstâncias podem ser interpretadas de diferentes maneiras:

 Deus pode usá-las para provar a nossa fé e perseverança.


 O diabo pode usá-las para se opor a nós, e nós podemos ter de ordená-las a sair do caminho.

1.4. Pensamento Santo: RM:12-2; “E não vos amoldeis ao sistema ao sistema deste mundo, mas sede
transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus”. Esta passagem enfatiza a importância de uma mente espiritual renovada, e mostra a sua
relevância para a nossa compreensão da vontade de Deus. MT:22-37; “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o
teu coração, de todas a tua alma e com toda a tua inteligência”. Ao criar a humanidade à sua imagem, Deus nos
deu mentes racionais, as quais desejou que usássemos; e Jesus revela nesta passagem que devemos usar de
todo nosso entendimento para amar a Deus com toda intensidade possível. FP:2-5; “Tende em vós o mesmo
sentimento que houve também em Cristo Jesus”. Ensina que os crentes também podem ser habitados pela
própria mente de Jesus.
126
1.5. A testemunha do Espírito: Podemos dizer, contudo, que o Espírito Santo oferece seu testemunho em uma
dentre três formas gerais:
 Por meio de uma impressão mental ou visual, podemos ‘ver’ ou ‘sentir’ ou ‘ouvir’ ou ‘perceber’ um dos
pensamentos do Espírito em nosso espírito.
 Por meio de um refreado interior, nós ‘sentimos’ ou ‘percebemos’ uma advertência interior, proveniente do
Espírito, nos alertando de que algo não está muito correto.
 Por meio de uma ‘liberação’ interior, temos um sentimento interior de paz e encorajamento quando encaramos
uma escolha ou decisão.

1.6. A palavra rhema: Vimos que há duas palavras gregas para ‘Palavra’. Logos indica a Palavra geral de Deus a todas
as pessoas, e Rhema indica a Sua Palavra específica para uma pessoa ou grupo. Quando o Espírito ‘fala’ a Palavra
Rhema de Deus em nossos espíritos, é como se Ele usasse um holofote divino. Por meio de uma palavra Rhema,
Deus pontua um aspecto de Sua Palavra geral nas Escrituras e revela a Palavra ‘agora’ que é supremamente
relevante para a nossa situação. O Espírito toma essa Palavra Rhema e a comunica a nós de modo pessoal e
distinto.
1.7. Desejos santos: SL:37-4; “Deleita-te no Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração”. Ensina um princípio
espiritual profundo e libertador, que sugere que Deus sempre revela a Sua vontade a nós por meio de nossos
desejos. Se nosso desejo mais profundo for santo, ele pode ser de fato a vontade de Deus. Algumas coisas já
sabemos que é da vontade de Deus pois esta explicito em sua palavra, porém temos que nos submeter aquilo
que está alinhado ao direcionamento Dele.
1.8. Direção especial: A Bíblia registra diversas circunstâncias em que Deus guia os Seus servos por meios
impressionantes e incomuns, como visões e visitações de anjos. NN:12-6; II RS:1-3 a 15; I CR:21-18; IS:6; EZ:12-
8; DN:7-1, 9-21 e ZC:1-8 a 9. Em sua variedade criativa, Deus às vezes, ‘fala’ mesmo por meio de encontros
sobrenaturais maravilhosos como em AT:9-4 a 6 e 10-9 a 16.
1.9. Os dons do Espírito Santo: O dom de profecia tem especial relevância para ouvir a Deus. Toda profecia – tanto
pessoal como congregacional – deve ser ‘ponderada’, ‘julgada’, ‘filtrada’ e ‘provada’. A profecia jamais deve
tomar o lugar da Palavra ou mesmo contradizê-La. I COR:14-3; “Entretanto, quem profetiza o faz claramente
para edificação, encorajamento e consolação de todas as pessoas”. Em ITS:5-19 a 21, estabelece o equilíbrio
bíblico. Não devemos jamais tratar qualquer profecia com desprezo; mas também não devemos aceita-la sem
questionar. Devemos provar todas as coisas, e manter somente o que testifica em nosso espírito, lembrando
que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável. A mesma deve testificar em nosso espírito. No geral, a
profecia pessoal e congregacional deve:

 Confirmar o que percebemos que Deus já está ‘dizendo’


 Não ser uma tentativa de manipular ou controlar um crente
 Estar em conformidade com as Escrituras e o bom senso renovado

1.10. O fruto do Espírito: A medida que respondemos com ‘obediência ao evangelho’ a qualquer aspecto do
ministério do Espírito Santo, ele produz o ‘fruto’ distintivo em nossas vidas, descrito em GL:5-22; “Entretanto,
o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, e domínio
próprio...”.

Isso significa que, quando ouvimos o Espírito, sus direção tem o efeito resultante de desenvolver aqueles traços de
caráter que indicam que Ele está trabalhando em nossas vidas. Sabemos que a percepção de ‘paz interior’ é parte do
testemunho do Espírito para nos ajudar a identificar a vontade de Deus.

1.11. Conselho Santo: Passagens como PV:12-15 e 15-22; “Onde não existe conselhos fracassam os bons
planos, mas com a cooperação de muitos conselhos há grande êxito”. Mostram que deveríamos buscar cristãs
piedosos e maduros – e ouvir os seus conselhos. Assim como fazemos com os muitos meios de orientação,
deveríamos ouvir os seus conselhos, mas não os aceitar cegamente. E assim como fazemos com a profecia,
devemos prova-lo. Como discípulos, devemos estar prontos a submeter as nossas vontades seja ao que for que
Deus nos disser por meio de conselheiros e orientadores. Porém devemos lembrar-nos do SL:1-1 a 2, e cuidar
para que o conselho que recebemos seja bíblico e plenamente alinhado com a Palavra de Deus.

127
1.12. O princípio do acordo: Deus não ‘fala’ conosco apenas de uma maneira; Ele sempre confirma a Sua
palavra revelando-a de várias maneiras. II COR:13-1; “Está será a terceira vez que vou visitar-vos. Sendo assim,
‘toda questão precisa ser confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas”. Isso significa que não
devemos ter expectativa de que Deus envie duas ou três palavras proféticas semelhantes para nos guiar e
dirigir. Em vez disso devemos esperar que Ele envie a Sua palavra a nós de duas ou três maneiras diferentes.

2. O ouvir profético no Antigo Testamento

2.2. O chamado profético: Moises é um profeta a ser identificado dessa maneira como profeta. DT:33-1; I SM:2-27,
9-6; I RS:13-20 a 28, 25-7 a 9; II RS:4-7; II CR:25-7 a 9 e NE:12-24

2.3. O propósito do chamado profético: Na Bíblia, Abraão é a primeira pessoa a ser identificada como profeta, e
podemos delinear o desenvolvimento do relacionamento pessoal íntimo do ‘conhecer’ que levou ao seu
ministério profético.
 AT:7-1 a 2, relata como Deus apareceu a primeira vez a Abraão e falou com ele.
 IS:41-8, mostra que Abraão então se tornou amigo de Deus.
 GN:18-17 a 21, descreve como Deus continuou a revelar as suas intenções ao amigo.

Em I SM:3-7; IS:50-4 a 5; AM:307; DN:9-23, 10-11 e JO:13-21 a 26, sugere que o nosso chamado profético é
primeiramente um apelo a um relacionamento íntimo com Deus. Também revela os segredos de seu coração – seus
fardos, alegrias, desejos, intenções e instruções – para aquelas pessoas que obedeceram ao Seu apelo e estão ouvindo
com especial atenção.

2.4. O chamado: Como sempre, a iniciativa é claramente de Deus, somente Dele. Todos os diferentes relatos bíblicos
de chamado profético revelam o poder inerente do chamado de Deus. As pessoas convocadas por Deus tinham
de deixar de lado o que estavam fazendo e começar a ouvir a Deus ou tinham de desobedecer à Palavra e à
vontade de Deus.

EX:3-1 a 10; I SM:3-1 a 21; I RS:19-16 a 21; II RS:2-9 a 15; IS:6-1 a 9; JR:1- 4 a 10; EZ:1;2 e 3; OS:1-2; AM:7-14 a 15 e JN:1-1.

2.5. A função profética: Após ouvir, a principal função dos profetas do Antigo Testamento era falar a Palavra de
Deus. Eles tinham que agir conforme haviam ouvido. Vemos isto em: EX:3-14; 4-13 a 17, 6-28, 7-2; JR:1-9 e IS:6-
6 a 7.
 Falar as Palavras de Deus
 Revelar a compaixão de Deus
 Oferecer a visão de Deus
 Anunciar os atos de Deus
 Interceder com Deus

2.6. Inspiração profética: O Antigo Testamento registra que os profetas eram dirigidos ou inspirados principalmente
pela ‘Palavra de Deus’ ou pelo ‘Espírito de Deus’. Podemos dizer que alguns profetas, por exemplo, Moisés,
eram ‘inspirados’ principalmente ‘pela Palavra’ e que outros, como Elias, eram ‘inspirados’ principalmente ‘pelo
Espírito’.

2.7. A Palavra do Senhor: O Antigo Testamento sugere que a Palavra do Senhor tinha um impacto dinâmico nos
profetas: Isto está bem claro em AM:3-8; “Ora, o leão rugiu, quem não temerá? Deus o Soberano, falou, quem
não profetizará as suas palavras”? As Escrituras usam muitas vezes a frase ‘a Palavra do Senhor veio a’; e isso
enfatiza tanto a natureza viva da Palavra como a iniciativa divina.
2.8. O fardo do Senhor: Sugere a ideia de Deus permitir que o profeta sinta o peso ou intensidade de Seus
sentimentos em relação a um assunto específico. Isaias sentiu muitas vezes o fado do Senhor com relação às
outras nações – IS:13-23; JR:23-33 a 40 identifica falsos profetas como um fardo particular do Senhor.

128
2.9. O Espírito do Senhor: O Antigo Testamento apresenta um elo muito forte entre o Espírito e profecia. Vemos
isso em: NN:11-29; I SM:10, 19, e 18-24; MQ:3-8 e JL:2-28. Também está claro que a unção do Espírito
normalmente resultava na atividade de profetização divina.

2.10. Sonhos, visões e anjos: Os profetas do Antigo Testamento muitas vezes eram inspirados por visões de
dia e sonhos à noite: NN:12-6; IS:6; EZ:12-8; DN:7-1 e ZC:1-8.

2.11. Ministério profético: Embora todos os profetas do Antigo Testamento fossem inspirados pelo mesmo
Deus, cada um tinha um estilo diferente e distinto de ministrar. Como exemplo Isaias e Ezequiel. As Palavras
eram de Deus, mas eles também eram humanos: O ministério profético é uma parceria autêntica entre um
mestre e um servo – que por acaso são amigos íntimos.
2.11.1. Palavras proféticas: Os profetas sempre recebiam a ‘essência’ rhema diretamente de Deus, mas eles
coloriam e amortizavam aquela ‘essência’ com a próprias personalidades, contexto e cultura. Em seguida,
eles falavam a ‘Palavra’ em uma ampla variedade de estilos humanos. Nenhum meio de comunicação
estava sempre certo, eles usavam o estilo mais apropriado, fosse qual fosse, para o povo específico que
estavam abordando.
2.11.2. Vidas proféticas: Como observamos, o chamado do profeta não é essencialmente para funcionar como
um porta-voz divino; ao contrário, é principalmente viver em um relacionamento íntimo de ‘ser conhecido
e conhecer’ com o Deus santo. Isso significa que as vidas dos profetas eram tão importantes quanto as
suas palavras em temos de revelar a Deus. O modo que os profetas viviam proclamava uma mensagem da
justiça e reconciliação de Deus que era tão poderosa quanto suas palavras: IS:8-18; JR:16; EZ:4-3, 12-6, 24-
24 e OS:1-3.
2.11.3. Ações proféticas: Muitas ações proféticas eram sinais e maravilhas sobrenaturais. De fato, o Antigo
Testamento somente descreve profetas ungido como parceiros de Deus em milagres e curas. As vidas de
Moisés, Elias e Eliseu contêm muitos exemplos famosos, mas I RS:13-1 a 10 mostra que Deus também uso
outros profetas.

2.12. Falsa profecia: Moisés oferece dois testes em DT:13-1 a 5 e DT:18-21 a 22. Ele ensina que falsos profetas
podem ser identificados:
 Pelo fracasso se suas profecias preditas
 Pelo jeito que nomeiam pessoas com nomes de deuses que não são o único Deus verdadeiro JR:23-9 a 40; EZ:12-
21 e 14-11
 Seus estilos de vidas são imorais
 Eles não verificam a imoralidade nos outros
 Eles invocam paz sem considerar as condições morais e espirituais necessárias para a paz.

2.13. Oposição ao profético: Palavras e atos proféticos ungidos são uma ameaça séria ás forças do diabo, e elas
sempre responde com fúria. A atividade de Elias levantou a ira do que podemos chamar de ‘o espírito de
Jezabel’ e ele teve que enfrentar a força total de sua ira.

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AULA 03

O ouvir profético no Novo Testamento


O ouvir profético hoje

1. O ouvir profético no Novo Testamento

1.1. Jesus ‘o’ profeta:


 Cléopas percebeu que Jesus era um profeta por causa das coisas que Ele dizia e fazia – LC:24-19
 A mulher samaritana no poço de Jacó entendeu que Jesus era um profeta quando o Espírito lhe falou dos maridos
dela – JO:4-18
 As multidões receberam Jesus como um profeta quando Ele alimentou os cinco mil – JO:6-14
 Também o receberam como profeta quando Ele entrou em Jerusalém montado em um jumento – MT:21-11
 Os inimigos de Cristo se referiram a Ele como um profeta na discussão com Nicodemos – JO:7-52
 Jesus parecia se considerar um profeta = MT:13-57

Jesus foi tanto ‘o’ grande Profeta de NN:12-6 a 8 e DT:18-14 a 17, como ‘o’ profético servo sofredor de Deus que cumpriu
perfeitamente os quatro cânticos proféticos de IS:42-1 a 9, 49-1 a 7, 50:4 a 11, 52-13 e 53-12. Podemos afirmar que
durante seu ministério Jesus manifestou todos os sinais de um profeta extraordinário.

1.1.1. Ele conhecia Deus: JO:1-18; “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, é
quem o revelou”. Nesta passagem vemos, que Jesus, entre todos os outros, era o mais próximo do coração
do Pai. Os profetas compartilhavam dos segredos de Deus, contudo, MT:11-27; “Todas as coisas me foram
entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai; e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho,
e aquele a quem o Filho o desejar revelar”. Indica o nível de intimidade que era ainda maior que o de
Moisés. Os profetas conheciam Deus e O revelavam por meio das suas vidas, palavras e atos; mas somente
Jesus conheceu e revelou o Pai perfeitamente.
1.1.2. Ele ouvia e obedecia: Jesus nunca vai a lugar nenhum, faz coisa alguma, fala ou age, exceto em resposta
obediente a uma iniciativa proveniente do Pai. JO:4-34; 5-19, 30; 6-38; 7-28 a 29; 8-28 a 29. 10-18 e 12-
49 a 50. JO:4-34; “Explicou-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou
e consumar a sua obra”.
1.1.3. Ele falava as palavras de Deus: Os profetas são porta-vozes de Deus; eles anunciam os pensamentos e
ideias de Deus, não deles mesmos. JO:14-10; “Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As
palavras que Eu vos digo em minha própria autoridade; mas o Pai, que habita em mim, realiza as suas
obras”. Confissão de fé, é dizer o que Deus diz.
1.1.4. Ele realizava os atos de Deus: Jesus não era só de falar mais de fazer. Ele era ‘poderoso em palavras e
atos’. O elo entre o Espírito e a profecia no Antigo Testamento é trazido a um clímax na vida de Jesus. A
unção do Espírito que estava Nele fazia a diferença para que as obras fossem realizadas. AT:10-38; “e se
refere a Jesus de Nazaré, de como Deus o ungiu com o Espírito Santo e poder, e como ele caminhou por
toda a parte realizando o bem e salvando todos os oprimidos pelo Diabo, porquanto Deus era com Ele”.
1.1.5. Ele ungia outros: Jesus é aquele que batizaria com o Espírito Santo, liberando a unção para fazer as obras
que Ele fez; MT:3-1 a 12; MC:1-1 a 8; LC:3-1 a 18; JO:1-19 a 34 e AT:1-1 a 5.

1.1.6. Ele intercedia junto a Deus: Os evangelhos registram que Jesus orou:
 Cedo de manhã – MC:1-35
 Tarde da noite – LC:6-12
 Em Seu batismo – LC:3-21
 Após muito ministrar – MC:1-35, 6-46 e LC:5-16
130
 Por uma noite antes de escolher os doze discípulos – LC:6-12
 Sozinho na presença de seus discípulos – LC:9-18
 Na transfiguração – LC:9-28 a 29
 Após a última ceia – JO:17
 No Getsêmani – MC:14-32 e LC:22-41
 Por Pedro – LC:22-32
 Pelas criancinhas – MT:19-13 a 15
 Em Sua crucificação – LC:23-34
 Após sua ressurreição – LC:24-30
 Em Sua ascensão – LC:24-50
 Após sua ascensão – JO:14-16

1.1.7. Ele oferecia um lampejo divino: Jesus foi um profeta verdadeiro até mesmo na maneira que oferecia
ideias claras de Deus nas situações locais e nas vidas dos indivíduos: MT:11-20 a 24 e JO:21-15 a 19

1.2. Mais que um profeta: A maior parte das falsas religiões reconhece Jesus como profeta e não como filho de Deus.
AT:10-43; “Todos os profetas testemunharam sobre Ele, afirmando que qualquer pessoa que nele crê recebe o perdão
de todos os pecados, mediante do seu Nome”. Um profeta pode fazer mais do que falar ou demonstrar a Palavra de
Deus, mas Jesus era a Palavra encarnada; JO:1-1 a 10. Vemos em AP:19-10 que toda profecia deve ser operada pelo
Espírito de Jesus, e deve testemunhar Dele. Isso mostra que Jesus é tanto o profeta supremo, como que todos os
demais que profetizam devem apontar para Ele.

Podemos dizer:

 Nosso exemplo em profetizar


 A fonte do nosso profetizar
 O objetivo do nosso profetizar

1.3. A profecia na Igreja Primitiva: A atividade de unção ou batismo de Jesus no Pentecostes inaugurou uma nova era
profética. Temos alguns exemplos no livro de Atos:
 AT:5-1 a 11 – Pedro expôs profeticamente a fraude de Ananias e Safira anunciando o julgamento de Deus
 AT:8-20 a 24 – Pedro revelou profeticamente os pensamentos e motivações interiores de Simão
 AT:13-1 a 4 – Paulo e Barnabé foram enviados em uma jornada missionária por meio de uma confirmação
profética e revelação da vontade de Deus
 AT:15-13 a 19 – Tiago falou uma palavra de sabedoria na reunião em Jerusalém referente à questão dos
crentes
 AT:15-32 – Judas e Silas exerceram um ministério profético de fortalecimento e encorajamento em Antioquia
 AT:21-9 – Filipe tinha quatro filhas que profetizavam
 AT:21- 10 a 11 – Ágabo previu profeticamente o que aconteceria com Paulo
 AT:27-23 a 26 – Paulo recebeu revelação profética acerca do naufrágio

1.4. Um povo profético: Todos os crentes redimidos e ungidos, podem, por exemplo agora:
 Entrar na presença de Deus
 Ouvir os segredos de Deus
 Transmitir os pensamentos de Deus acerca da reconciliação, justiça e acontecimentos
 Predizer e proclamar
 Interceder
 Ser inspirado pela ‘Palavra’ e ‘Espírito’
 Receber sonhos e visões
 Ouvir, falar, viver e compartilhar o miraculoso

131
1.5. Testemunho profético: AP:19-10; “Diante disso, lancei-me aos seus pés num gesto de adoração, mas ele,
imediatamente, me orientou: Olha, não faças isso; sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de
Jesus. Adora a Deus, portanto o testemunho de Jesus é a essência da profecia”. Esta passagem amplia esse tema.
Não declara que toda profecia deveria ser uma testemunha, mas que toda profecia deveria ter a mesma testemunha
que Jesus deu, isso significa que nosso ouvir profético deveria ouvir Deus como Jesus O ouviu, e que nossas palavras
e atos proféticos deveriam apontar as pessoas para Deus como Jesus as apontava.

1.6. Profecia e Bíblia: O princípio e simples: Nenhuma profecia deve acrescentar algo às Escrituras ou deferir delas: O
contrário, toda profecia verdadeira é uma aplicação essencial e imediata das Escrituras.

1.7. Profecia e oposição: AP:12-17; revela a oposição extrema do ‘dragão’ àqueles que obedecem a Deus e testemunham
– o que inclui o ouvir e viver profético – para Jesus.

1.8. Os profetas na Igreja Primitiva: EF:4-7 a 16, mostra que os profetas foram um dos dons especiais que Cristo deu à
Igreja após a Sua ascensão. Ele os deu para ajudar a edificar a Igreja.

1.9. O dom de profecia: O principal verbo grego de ICOR:14, é oikodomeo. Ele geralmente é traduzido como ‘edificar’,
mas literalmente significa ‘construir junto para crescer’ ou ‘construir junto para se desenvolver, expandir’.

1.10. Tenha zelo pela profecia: Os versículos de I COR:14-1,12 e 39, instruem crentes ativamente a zeloo pela profecia.
Zeloo é um verbo grego forte que significa ‘ter grande zelo’, ou ‘ansiar’.

1.10.1. A profecia é voltada a pessoas: Vemos isso em I COR:14-3


1.10.2. A profecia edifica outras pessoas: I COR:14-4 declara que aqueles que profetizam não almejam edificar a
si mesmo, em vez disso, eles edificam juntamente e fazem crescer os membros da igreja. (É claro que,
sendo parte da igreja, eles próprios são edificados por sua profecia – mas não é a intenção deles.)

1.11. A profecia é importante: I COR:14-5, mostra que a profecia é importante e que não devemos trata-la com
indiferença. Somos chamados a respeitar aqueles homens e mulheres a quem Deus confiou uma mensagem
específica para aquela ocasião.

1.12. A profecia não é necessariamente espontânea: ICOR:14-26, indica que os membros da igreja deveriam passar
tempo se preparando cuidadosamente para os cultos, ouvindo a Deus, para captar qualquer contribuição que Ele
deseja que tragam para a adoração.

1.13. A profecia é reveladora: É claro, nenhuma profecia jamais é nova para Deus, é sempre condizente com a Sua
natureza e Palavra expressas nas Escrituras e alinhadas com o testemunho de Jesus. Entretanto, às vezes uma
revelação profética será nova para nós.

1.14. A profecia deve ser julgada: I COR:14-29 a 32 deixa claro que a profecia deve ser julgada ou provada

1.15. A profecia é para todo crente: I COR:14-31, testificamos este tema

1.16. Com decência e ordem: I COR:14-40, ensina todas as coisas – inclusive o dom de profecia

1.17. Outros dons de revelação: I COR:12-14, se refere a três outros dons que Deus concede para nos equipas com
revelação profética ou visão espiritual.
 A Palavra de conhecimento: Por meio de dom o Espírito nos revela fatos acerca de uma pessoa ou situação. Não
se trata de ideias iluminadas que vêm pela mente natural, razão, experiência ou instinto; em vez disso, é um

132
fragmento do próprio conhecimento de Deus dado gratuitamente. EX: MT:9-1 a 7, 17-27; JO:4-7 a 25, 4-45 a 54;
AT:5-1 a 6 e 9-11
 A Palavra de sabedoria: Este dom é a ideia dada pelo Espírito quanto a melhor forma de aplicação de uma
revelação em uma situação específica, ou como uma pessoa ou situação específica poderiam ser ajudadas da
melhor forma. EX: MT:21-23 a 27. 22-15 a 22; LC:21-15 e JO:8-7
 O discernimento de espíritos: Essa é a percepção dada por Deus que permite ao crente identificar o espírito
motivador por trás de uma palavra ou atos específicos. Que nos ajuda a compreender o envolvimento do espírito
humano, um espírito demoníaco e o Espírito Santo. EX: MT:16-21 a 23; LC:13-10 a 17; AT:5-1 a 11, 8-14 a 24, 13-
4 a 12 e 16-16 a 18

1.18. Deixe os dons proféticos acontecerem: ICOR:14-40, Nós não adoramos a um Deus mudo, não precisamos
implorar para Ele falar, devemos começar a ouvi-Lo com mais cuidado e intensidade.

2. O ouvir profético hoje

Princípios básicos:

 Ouvir
 Revelação
 Interpretação
 Aplicação
 Motivação
 Prova
 Comunicação
 Ação

2.2. Um fundamento bíblico: Podemos dizer que o Espírito:


 Ilumina
 Confirma
 Ilustra
 Aplica

2.3. Uma visão equilibrada: ITS:5-19 a 21 resume com precisão a atitude bíblica:
 Não extingais o Espírito
 Não desprezeis as profecias
 Examinai tudo
 Retende o bem

2.2. Sal: A frase ‘o sal da Terra’ sugere que toda a Igreja tem uma função profética na purificação social. Dar sabor,
proteger contra deterioração, purificar daquilo que havia deteriorado. LV:2-13; IIRS:2-10 e EZ:16-4

2.3. Luz: A expressão ‘a luz do mundo’ indica que a Igreja deveria ser um meio de iluminação e revelação profética
no mundo, nós deveríamos viver em obediência à Palavra de Deus e trazer essa luz para brilhar na sociedade –
e assim revelar a natureza verdadeira de seus problemas.

2.4. Cordeiros: A figura que Jesus traz de ‘cordeiros entre lobos’ indica a necessidade de o povo profético de Deus
viver a sua natureza de servo. A maior parte das pessoas no mundo quer ser ‘lobo’; poucas querem se baixar a
ser ‘cordeiro’.

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2.5. Reconciliação: A Igreja somente será profética quando a reconciliação for um aspecto visível de sua vida e
mensagem. Essa reconciliação além que levarmos as pessoas a se reconciliarem com Deus é importante
também – na família, entre maridos e esposas, pais e filhos, no trabalho, entre patrão e funcionário, na
sociedade, entre diferenças raciais, ricos e pobres, empregados e desempregados, donos de imóveis e inquilinos
e assim por diante.

2.6. Justiça e compaixão: Uma igreja profética deve articular as ideias de Deus, não as suas, acerca da justiça e
questões sociais.

2.7. O verdadeiro inimigo: Satanás.

2.8. Servos: A Igreja cumprirá um papel profético somente quando a condição de servir se tornar essencial para seu
modo de vive.

2.9. A manifestação do dom: Toda manifestação do dom é iniciada pelo Espírito Santo, contudo, também está
sujeita à vontade da pessoa.

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AULA 04
Revelação que julga
Desenvolvendo o ouvir profético

1. Revelação que julga

1.1. Níveis de inspiração:


 Parece que o Espírito Santo concedia a essência de uma revelação que então era exprimida de forma falível, por
meio da personalidade das pessoas que profetizavam. A profecia de Ágabo em AT:21-10 a 11, também é um
exemplo disso. A profecia aconteceu de fato, embora não tenha sido conforme cada detalhe específico. Ágabo
certamente recebeu uma base da revelação profética verdadeira – ou seja, de que Paulo seria encarcerado em
Jerusalém mais os detalhes específicos não eram importantes nesta profecia.
 As profecias descritas em I COR:14 poderiam conter erro, e tiveram que ser submetida ao julgamento.
 Como não há sugestão de que as profecias em Coríntios deviam ser registradas para a posteridade, ou
transmitidas a outras congregações, elas certamente não foram de importância universal. Eram simplesmente
mensagens para aquelas pessoas naquela época.
 I COR:14-30 indica que algumas profecias não deveriam ser dadas, e que outras deveriam ser dadas apenas em
parte. Isso prova que essas profecias por ‘dons’ são menos importantes do que as Escrituras e as declarações
proféticas ‘funcionais’.
 As palavras de Paulo em I COR:14-37 a 38, indicam que ele, como um apóstolo pessoal de Jesus, tinha uma
autoridade que era maior do que a daqueles crentes que profetizavam em Corinto, e ainda maior do que aqueles
reconhecidos ali como profetas.

O propósito da revelação: ‘Conhecer a Deus’, ‘Edificar a Igreja’ e ‘Liberar Poder’

1.1. A revelação que julga: Na Igreja de hoje existe um temor real de falsos profetas e falsa profecia. Devemos filtrá-
la conforme ITS:5-19 a 22, examinar tudo e reter o bem e ICOR:14-3.

1.1.1. Testes funcionais: Conforme EF:1-17; ICOR:14-5, 6, 12 e DT:18-21 a 22, podemos dizer que há três
perguntas que precisamos fazer de qualquer revelação:
 Ela revela a natureza de Deus?
 Ela desenvolve o ouvir das pessoas?
 Ela é comprovadamente exata?

1.1.2.Testes teológicos: Conforme DT:13-1 a 5; JO:16-14; AT:10-43; RM:10-9 a 10; ICOR:12-3; IJO:2-20 a 27, 4-1
a 6; IIJO:1-10 e AP:19-10, a revelação de passar:
 Ela concorda com as Escrituras?
 Ela concorda com o caráter de Jesus?
 Ela testemunha de Jesus – de Seu senhorio, divindade, humanidade, morte expiatória e assim por diante?

1.1.3. Testes morais: Conforme, MT:7-15 a 16 e IJO:1-6 a 7 – indicam três testes morais que ajudam a identificar
falsos profetas.
 Eles estão produzindo o que Jesus considera ser fruto bom?
 Eles estão andando com o Senhor?
 Eles estão em boa comunhão com outros crentes?
135
1.1.4.Testes espirituais: Na realidade, o julgamento – como a profecia – é um processo que deveria envolver:
 Testemunho congregacional – o Espírito está em e com as pessoas, e Ele proporciona um sentido geral de acordo
entre elas acerca da Palavra específica de Deus.
 Chamado profético – aqueles que ministram com mais regularidade no dom profético deveriam direcionar a
Igreja para a Palavra específica de Deus, por meio do dom de discernir espíritos.
 O direcionamento dos líderes – os líderes têm a autoridade governamental e responsabilidade de assegurar que
a Palavra de Deus seja reconhecida e aplicada.

1.1.5.Testando a profecia pessoal: Precisamos saber se ouvimos Deus de fato ou se fomos simplesmente levados
pelos próprios sentimentos naturais ou pela pressão espiritual ou emocional da outra pessoa.

1.2. Prove o mensageiro: Avaliar questões acerca do homem ou mulher que está profetizando:
 Sua prestação de contas – deveríamos definir se a pessoa está atuando de forma adequada sob o cuidado e
disciplina da Igreja – ou se é um ‘cavaleiro solitário’ ou ‘uma linguaruda’ e se são submissos a correção.
 Seu estilo de vida – deveríamos o fruto dela. Isso inclui o caráter, doutrina e os resultados de seu ministério.
 Os falsos profetas foram rejeitados por Jesus, muito embora eles aparentemente profetizassem com a mesma
eficácia que expulsavam demônios – MT:7-15 a 23
 Caifás profetizou com precisão, muito embora não fosse um seguidor de Cristo – JO:11-45
 Balaão usou meios pagãos de divinação, bem como o profetizar em nome do Senhor, por isso Deus desfez os
seus pronunciamentos e tornou a maldição em benção – NN:22-24

1.2.2.Prove a mensagem: Se alguém estiver falando pelo Espírito, suas palavras serão precisas: Os sinais que
elas anunciam se realizarão, suas previsões acontecerão.
1.2.3. É bíblica? Toda profecia deve acabar se submetendo completamente às Escrituras.
1.2.4.Ela é confirmada e confirma? Se Deus estiver falando, podemos esperar que Ele confirme a Sua Palavra
por muitos, meios e fontes – MT:18-19 a 20; AT:13-2; ICOR:13-1
1.2.5.Ela não tenta desviar nossa responsabilidade de tomar decisões? A profecia legítima aponta para o que
Deus está fazendo e nos chama a andar em conformidade com Ele.
1.2.6.Ela evita áreas que são excessivamente pessoais? Devemos ser muito cautelosos com mensagens de
pessoas que insistem que Deus lhes falou que nós deveríamos ou não deveríamos casar, pintar a casa e
assim por diante.

2. Desenvolvendo o ouvir profético


2.2. Os líderes: Crentes cristãos precisam estar confiantes de que os seus líderes tratem as suas profecias com
seriedade e não as considerem uma excentricidade inofensiva.

2.3. Resposta pública: Os líderes devem dar uma resposta pública à profecia. De fato, eles não devem admitir a
profecia sem também admitir um meio de lidar com ela.

2.4. Direcionamento público: Os líderes devem tentar assegurar que haja ordem e disciplina – para os cultos, e
devem dar espaço para ‘todas as coisas’, sem permitir que cada um faça o que quiser de modo anárquico e
caótico.

2.5. Encorajamento público: EF:4-11 a 12, ensina que os pastores têm responsabilidade básica de equipar os crentes
para as tarefas de ministérios e edificação da Igreja. Como a profecia é parte fundamental da edificação da
Igreja, os pastores e mestres devem ajudar ativamente os ‘santos’ a profetizar.

2.6. O povo: Se ansiarmos por ouvir a Deus ‘falar’, devemos nos encher de Sua Palavra escrita e sermos íntimos de
Sua Palavra.
136
2.7. Devore a Bíblia: A inspiração vem de nossa exposição à Palavra e de nossa abertura ao Espírito. Por este motivo
devemos continuamente devorar a Bíblia para ouvir o máximo os pensamentos de Deus.

2.8. Zele pela profecia: I COR:14, devemos ser zelosos pelo dom de profecia a ser estabelecido em nossa igreja.

2.9. Tenha a expectativa de que Deus fale: Devemos esperar que Deus fale a nós, que nos chame à Sua presença,
que sussurre os Seus pensamentos em nossos ouvidos.

2.10. Identifique temores: A maioria dos crentes demonstra, de fato, muita apreensão quanto a falar a Palavra
de Deus a outra pessoa. Quando for esse o caso, é bom identificar a causa do temor, a fim de podermos pedir
a Deus para trata-la.

2.11. A vida de ouvir: Quando tivermos aprendido a ouvir a Deus em oração, precisaremos avançar para
reconhecer a Sua ‘voz’ de muitas outras formas – bem como continuar a ouvi-lo em oração.

2.12. A Bíblia: ICOR:10-11; IITM:3-16 a 17; e HB:4-12 a 13, nos lembram do poder vivo e do valor da Palavra
escrita.

Primeiros passos no ouvir e viver proféticos:

 Prepare seu coração para ouvir a Deus


 Lembre-se que o maior desejo de Deus é si revelar
 Resista ao inimigo para impedi-lo de colocar vozes e pensamentos que distraem sua mente
 Bloquei todos os seus pensamentos
 Leia uma passagem das Escrituras para ajudá-lo a focar Deus
 Ore em línguas – isso fortalece seu espírito e o prepara para receber a revelação
 Esteja aberto e receptivo a Deus e ouça os Seus pensamentos, Seu mover
 Observe tudo que vier ao seu espírito
 Verifique e prove esses pensamentos
 Peça clareza e confirmação a Deus
 Seja paciente, dê tempo
 Certifique –se da interpretação correta da revelação profética
 Compartilhe a revelação com um pessoa mais experiente e peça que a prove
 Esteja disposto a receber correção e confirmação
 Aja conforme a revelação – sob o direcionamento claro do Espírito.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
O Filho plenamente humano
O Filho plenamente divino
Um ser singular

1. O Filho plenamente humano: Todas as tradições cristãs, apesar de quaisquer desacordos em relação a outras
questões, são unânimes na compreensão de que Jesus é um ser singular, o qual é, ao mesmo tempo, plenamente
humano e plenamente divino.

2. A humanidade de Jesus: Em Lucas 2 do 39 a 52, é o único relato bíblico da infância de Jesus, e revela algo da
humanidade essencial de sua família terrena. Os comentários sugerem que Jesus desenvolveu-se até a idade adulta
segundo as leis normais do crescimento humano.
LC:2-39 a 52, Assim que cumpriram tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galileia, para sua cidade de Nazaré. E
o menino ia crescendo e fortalecendo-se, ficando cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, seus
pais iam todos os anos a Jerusalém, à festa da páscoa. Quando Jesus completou doze anos, subiram eles segundo o
costume da festa; e, terminados aqueles dias, ao regressarem, ficou o menino Jesus em Jerusalém sem o saberem
seus pais; julgando, porém, que estivesse entre os companheiros de viagem, andaram caminho de um dia, e o
procuravam entre os parentes e conhecidos; e não o achando, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu
que, passados três dias, o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos
os que o ouviam se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Quando o viram, ficaram maravilhados, e
disse-lhe sua mãe: Filho, por que procedeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos.
Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai? Eles, porém, não
entenderam as palavras que lhes dissera. Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe
guardava todas estas coisas em seu coração. E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus
e dos homens.

1.1. Atitudes Humanas de Jesus: No Evangelho de João, embora enfatize bastante a natureza divina de Jesus,
sempre chama a atenção para realidade de Seu ‘tabernáculo’ plenamente humano.
 Rabi – Mestre: muitos o consideravam como um rabi, que significa mestre – JO:1-38, 3-2, 9-2, 11-8
 Cansaço Humano: Ele está exausto por causa de uma viagem – JO:4-6
 Com Sede: Ele sente sede – JO:4-7, 19-28
 Desperta Ódio: Ele desperta nas pessoas desejo de mata-lo, de feri-lo – JO:7-44, 10-31 a 39, 11-57
 Chorou: Ele chora a morte do amigo Lázaro – JO:11-33 a 35
 Lava pés: Ele lava os pés dos discípulos – JO:13-1 a 5
 Prepara refeição: Ele prepara uma refeição – JO:21-9

1.2. A Humanidade de Jesus na Igreja primitiva: As cartas de Paulo contêm muitos detalhes que enfatizam a
humanidade histórica de Jesus.
 Descendente de Davi – RM:1-3
 Pertencia a Israel segundo a carne – RM:9-5
 Fora enviado por Deus em um tempo específico para nascer de mulher e viver embaixo da lei – GL:4-4
 Foi crucificado, sepultado e ressurreto – ICOR:15-4
 Instruiu a Ceia do Senhor – ICOR:11-23 a 26
139
 Era simples e gentil – IICOR:10-1
 Era reto e sem pecado – RM:5-18 e IICOR:5-21
 Era humilde e firme – FP:2-6 a 8 e IITS:3-5
 Era homem do mesmo modo que Adão – RM:5-12 e ICOR:15-21 a 22

1.3. A humanidade sem pecado de Jesus: Na verdade, Ele é a única pessoa totalmente sem pecado que já existiu
desde de Adão e Eva antes da queda. IPE:2-22 e IJO:3-5.
HB:4-15, “Pois não temos um sumo sacerdote que não seja capaz de compadecer-se das nossas fraquezas, mas
temos o Sacerdote Supremo que, à nossa semelhança, foi tentado de todas as formas, porém sem pecado
algum”
 Nunca fez qualquer confissão de pecado
 Convoca o povo ao arrependimento sem revelar qualquer necessidade de Ele mesmo se arrepender
 Sujeita-se ao batismo de João ‘para cumprir toda justiça’ não para demonstrar arrependimento – MT:3-14
a 15
 Mostra uma resistência precisamente sensível ao mal – MT:6-23
 Resiste plenamente à tentação – MT:4-1 a 11
 Condena a hipocrisia sem ninguém reagir condenando a sua – MT:23-1 a 36
 Exorta que outras pessoas sejam perfeitas como Deus é perfeito, sem envolver a Si próprio na exortação ou
lançar quaisquer ideias de que Ele seja menos perfeito – MT:5-20
 Diferencia-se de seus ouvintes “maus” – MT:7-11
 Nunca é acusado de não viver o que ensina...

1.4. Aspectos plenamente humanos e divino do Filho: Jesus O Cristo, palavra grega Christos que significa “o Ungido”
equivalente ao termo hebraico “o Messias”.
 O Cristo Jesus, Filho de Davi, Filho de Abraão – MT:1-1
 O Rei dos Judeus – MT:2-2
 O Nazareno – MT:2-23
 O Senhor – MT:3-3
 O Filho amado – MT:3-17
 O Filho de Deus – MT:4-3
 O Senhor Seu Deus – MT:4-7
 O Mestre – MT:8-19
 O Noivo – MT:9-15
 O Senhor do Sábado – MT:12-8
 O Filho do Deus Vivo – MT:16-16
 O Profeta – MT:21-11
 O Rei – MT:25-34
 O Rabi – MT:26-25
 O Galileu – MT:26-69
 O Santo de Deus – MC:1-24
 O Filho do Deus Altíssimo – MC:5-7
 O Carpinteiro, o Filho de Maria – MC:6-3
 O Irmão de Tiago, José, Judas e Simão e de suas irmãs – MC:6-3
 O Filho do Deus Bendito – MC:14-61
 O Escolhido de Deus – LC:23-35
 O Cordeiro de Deus – JO:1-29
 O Salvador do mundo – JO:4-42
 O Pão da Vida – JO:6-35

140
 A Luz do Mundo – JO:8-32
 O Eu Sou – JO:8-24
 A Porta das ovelhas – JO:10-7
 O Bom Pastor – JO:10-11
 A Ressurreição e a Vida – JO:14-6
 O Caminho, A Verdade e a Vida – JO:14-6
 A Videira Verdadeira – JO:15-1
 O Nosso Senhor e Deus – JO:20-28
 O Santo e o Justo – AT:3-14
 O Príncipe da Vida – AT:3-15
 O Príncipe e Salvador – AT:5-31
 O Senhor Jesus Cristo – AT:28-31
 A Nossa Páscoa – ICOR:5-7
 O Cabeça da Igreja – EF:5-23
 O Rei dos reis e Senhor dos senhores – ITM:6-15
 O Autor Capitão da Salvação – HB:2-10
 O Apóstolo e Sumo Sacerdote – HB:3-1
 O Mediador da Nova Aliança – HB:12-24
 A Testemunha Fiel, O Primogênito dentre os mortos – AP:1-5
 O Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último – AP:1-17
 O Amém – AP:3-14
 O Leão da Tribo de Judá, A Raiz de Davi – AP:5-5
 O Fiel e Verdadeiro – AP:19-11
 A Resplandecente Estrela da Manhã – AP:22-16

1.5. Contexto do Cristo, o Messias no Antigo Testamento:


 Especialmente escolhido por Deus – IS:41-25
 Indicado para realizar um propósito de redenção para o povo de Deus – IS:45-11 a 13
 Indicado para executar o julgamento de Deus – IS:47
 Recebeu o domínio sobre as nações – IS:45-1 a 3
 Agente real, em todas as atividades, do próprio Deus – IS:45-1 a 7.

1.6. Grupos de pessoas ungidas no Antigo Testamento: havia três grupos distintos de pessoas que eram ungidas
para ofícios e serviços específicos. Esses três prepararam o caminho para o “Ungido” que seria “o profeta, o
sacerdote e o rei”, escolhido e ungido por Deus para dar início à era messiânica prometida.
AT:10-38 – “concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou
por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele”.
 Sacerdotes – LV:4-3
 Reis – IRS:19-15 a 16
 Profetas – IRS:19-16

1.7. Jesus, O Messias, O Cristo: A Igreja primitiva se referia a Jesus constantemente como o Cristo, e esse era o
conteúdo central de sua pregação AT:3-16 a 18, 9-20 a 22. Para entendermos o significado desse título O
Messias, vale a pena substituir mentalmente a palavra “Cristo” por “O Cristo” ou “O Ungido”; toda vez que nos
deparamos com ela. MT:16-16, MC:8-29, LC:9-20, JO:4-29, AT:2-36.
1.8. Filho de Davi: O título ‘o Filho de Davi’ está intimamente ligado com “o Cristo” porque o Antigo Testamento
revela que o Messias será um rei que descende fisicamente de Davi. IISM:7-16, JR:30-9, 33-15.... Também
observamos a genealogia de Jesus que contata este fato LC:1-32, e 69.

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1.9. O Servo: Jesus como “o Cristo” deve englobar tanto a autoridade real do Filho de Davi como o servir sacrificial
do “Servo de Deus” AT:3-13, 26 e 4-27 a 30.

1.10. O Filho do homem:


1) Para refletir à obra do Filho do Homem na terra
 Sua autoridade – MC:2-10, 28 e JO:9-35
 Seu Jeito de viver- MT:8-20 e 11-19
 Sua significação – MT:12-32
 Seu ministério – MT:13-37; LC:19-10, 22-48 e JO:6-27

2) Para se referi aos sofrimentos do Filho do Homem


 Para prever sua morte – MC:8-31, 9-9, 12, 31;10-33; LC:11-30; JO:8-28 e 12:23 a 24
 Para mostrar a significação de sua morte – MC:10-45; JO:3-13,14 e 6-53
 Para prever sua traição – MC: 14-21 e 41
 Para se referir à obra futura e glorificação do Filho do Homem
 Para descrever o seu retorno – MT:24-37 a 39, 44; MC:8-38; 13-26; 14-62; LC:17:22 a 30 e 18-8
 Para revelar sua obra – MT:13-41; LC:12-8; JO:1-51 e 5-27 a 30
 Para mostrar a sua glória – MT:19-28; 25-31 e LC:21-36

1.11. O Jesus humano: Na medida em que avançamos para analisar a divindade plena do Filho e para saber como
podemos conhecê-lo pessoalmente (bem como de modo proposicional), não devemos esquecer de que Ele é
plenamente humano, e que Ele – em princípio – enfrentou todo problema e tentação que nós temos de enfrentar.
Quando respondemos ao seu chamado ‘siga-me’, podemos ter certeza de que Ele não nos chamou para segui-lo a
nenhum lugar em que Ele não tenha estado, ou, a dizer nada que Ele não tenha dito e ainda, a suportar nada que
Ele não tenha suportado, encarar nada que Ele não tenha encarado.

O Filho plenamente divino


1. Logos: Se refere a revelação completa de Deus, significa palavras faladas.

2. Sua relação com o Pai: JO:1-1 e 2, é um eco de GN:1-1 e declara a preexistência do Filho. João declara
simplesmente que o logos estava com Deus e era Deus.

3. Sua relação com o mundo: JO:1-3 e CL:1-15, aponta para relação do Filho com o mundo. Devemos reconhecer
que João não faz distinção entre o poder criativo do Filho e o poder criativo de Deus, mas ele faz distinção entre
o Filho e a criação. Isso significa que a Palavra não foi criada, mas sempre existiu com Deus.

4. Sua relação com a humanidade: JO:1-14 explica que logos divino se fez carne humana e habitou entre os
homens.

5. ‘Eu sou’: ‘ego eimi’ “Eu sou” quem Ele é:


 Pão da vida – JO:6-35
 Luz do mundo – JO:8-12
 Porta das ovelhas – JO:10-7
 Bom pastor que dá a sua vida – JO:10-11
 Ressurreição e a vida – JO:14-6
 O caminho a verdade e a vida – JO:14-6
 Videira verdadeira – JO:15-1
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6. O Senhor: ‘Kurios’ palavra grega para Senhor, com um significado para os Judeus especial, visto que era o
equivalente da palavra em hebraico Adonai – que era um dos nomes de origem de Deus, e usado comumente
em vez de Jeová.

7. O Senhor ressurreto: AT:9-4 a 17 e 10-36, deixam claro que o senhorio de Jesus significa total autoridade e
soberania divina – ou Ele é ‘Senhor de tudo’ ou ‘não é Senhor’.

8. A Ressurreição de Jesus Senhor: muitas passagens na Igreja primitiva apontam para o senhorio de Jesus e
essencialmente para sua ressurreição: RM:10-9 a 12, I COR:12-3, FP:2-11, RM:4-24, I COR:6-14, II COR:1-14, GL:6-
14, EF:6-23 a 24, FP:2-11, CL:2-6, ITS:5-9…

9. Jesus é Deus: Nua linguagem simples, passagens declaram que Jesus é Deus. JO:1-1, 18 e 20-28.
a. Um ser singular: Os quatros primeiros evangelho do Novo Testamento corroboram um com o outro, são
mais do que testemunhos repetitivos. Isso tudo aconteceu sob a direção cuidadosa e a inspiração do
Espírito Santo. II TM:3-16
b. Mateus: Confirma as credenciais da realeza de Jesus colocando uma genealogia no início do evangelho;
ele esboça a descendência abraâmica de Jesus passando por Davi e a linhagem de reis de Israel até José,
o pai oficial de Jesus. Fala de milagres para ilustrar a autoridade física e espiritual do Reino de Deus.
c. Marcos: Apresenta Jesus como um servo sofredor que veio para servir e se oferecer como sacrifício por
toda a humanidade. Marcos conclui o seu evangelho de um modo bem diferente dos outros autores,
mostrando que o Filho ressurreto ainda é servo.
d. Lucas: O Evangelho de Lucas não apresenta o Filho predominantemente como um rei ou como um servo,
mas como o ser humano ideal – como o exemplo perfeito da humanidade, como o modelo de vida para
toda a humanidade.
e. João: É o Evangelho mais característico, pois apresenta Jesus tanto como o Filho de Davi, pertencente à
sua família real, como o servo sofredor de Deus, como o exemplo perfeito de humanidade e como o
glorioso Filho de Deus.
f. Quatro evangelhos, Um Filho: Os quatro evangelhos oferecem retratos característicos do Filho. Cada
evangelho contém palavras especiais, temas característicos e lampejos singulares, e cada um começa e
termina de um modo que reflete suas ênfases específicas. Contudo, há somente um Jesus, somente um
Filho, somente um Deus, somente uma cruz, e somente um ‘evangelho’

10. A Preexistência de Jesus: A carta de Paulo aos Filipenses, é incrivelmente rica em afirmações acerca de Cristo
Jesus o Filho, e ensina muito sobre sua preexistência sua encarnação e sua exaltação. Filipenses 2:5 a 11 -
Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus,
não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma
de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo,
tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe
deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e
na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

11. Quem é o Filho: o filho é muito maior do que a criação, esteve ativo desde o princípio e é a plenitude perfeita
de Deus. Col 1:15-20 - O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram
criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam
principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem
todas as coisas; também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para

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que em tudo tenha a preeminência, porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude, e que, havendo
por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto
as que estão na terra como as que estão nos céus.

 Superior a criação
 Continuamente ativo na criação
 A plenitude completa de Deus

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144
AULA 02
Uma vida singular
Uma missão singular

1. Uma vida singular


a. O nascimento virginal de Jesus: Mateus e Lucas descrevem um nascimento totalmente incomum. Lucas dedica
um espaço considerável ás histórias da natividade. Suas histórias cuidadosamente pesquisadas são
fundamentais para a nossa compreensão desse evento singular na vida do Filho.
Lucas: 1-27 a 38, descreve Maria como uma virgem e relata o anúncio do anjo, que ela conceberia e daria à luz a um
filho, cujo nome deveria ser Jesus, também seria chamado de ‘o Filho do Altíssimo’ e seria um rei permanente em Israel.
Mais uma vez, essa introdução simples do Filho mescla o humano com o divino.

Mateus: Descreve a natividade de Jesus da perspectiva de José e basicamente ignora Maria, ele realmente agrega ao
nosso conhecimento o nascimento virginal.

Marcos e João: Não relata o nascimento do Filho, vai direto ao serviço. João descreve suas origens celestiais

b. O propósito do nascimento virginal: Podemos afirmar, com certeza, que o nascimento virginal de Jesus enfatiza
fortemente sua singularidade, é inteiramente apropriado à natureza daquele que se torna carne, ainda que seja
igual a Deus.

c. A ressurreição: Depois da crucificação de Jesus, os discípulos se tornaram um bando de pessoas devastadas,


prontas para retornar às suas antigas casas e ao antigo modo de vida. Porém, aconteceu algo que os convenceu de
que Jesus estava vivo, e que eles possuíam uma mensagem que poderia transformar o mundo. A ressurreição foi
tão importante para igreja primitiva que, em At:1-22, somente os que testemunharam a ressurreição foram
considerados como candidatos para substituir Judas. Em todo o livro de Atos, a ressurreição foi o tópico mais
importante da pregação e ensino da igreja.

AT:3-15 - e matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.
At:4-2 - doendo-se muito de que eles ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos

At:4-10 - seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele
a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós

At:4-33; 5-30; 10-40; 13-37; 17-31 e 25-19

d. A ressurreição realizada: os relatos do que foi visto.

 Túmulo vazio – MT:28-1 a 15; MC:16-4 a 11; LC:24-2 a 4, 12 e JO:20-1 a 10


 O Senhor ressurreto apareceu aos discípulos e até mesmo a uma multidão de quinhentos – MT:28-9, 16-
20; MC:16-9, 12, 14; LC:24-13 a 53; JO:20-14 a 29; 21-1 a 23; AT:1-3, 4-8 e ICOR:15-6.

e. A ressurreição proclamada: O apóstolo Paulo descreve o que ele recebeu em ICOR:15-3 a 11 - Porque
primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos

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doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já
dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim,
como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque
persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei
muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo. Então, ou seja, eu ou sejam
eles, assim pregamos e assim crestes.
 O fato da morte de Cristo
 A interpretação espiritual e a aplicação se sua morte
 O sepultamento e ressurreição
 As aparições da ressurreição
 O testemunho bíblico da ressurreição

f. A Ascensão: Terceiro evento singular na vida terrena do Filho foi a sua ascensão ao céu. Ela concluiu a sua
ressurreição e deu início à sua exaltação. MC:16-19; LC:24-50 a 51; JO: 3-13, 6-62, 20-17 e AT:1-1 a 11.

2. Uma missão singular


a. O relato dos evangelhos: Se quisermos conhecer o Filho, devemos mergulhar nos quatro evangelhos; devemos
lê-los e relê-los, estuda-los e meditar sobre eles, e deixar que o Espírito Santo de Deus revele a Palavra Pessoal
de Deus por meio da Palavra Escrita de Deus.
b. Batismo e Tentação: o batismo expressa a consagração, uma identificação completa com a condição humana
e total dedicação à vontade de divina. A missão audaciosa do Filho de resgatar e redimir a humanidade caída
começou com seu batismo e tentação. MT:3-13, 4-11; MC:1-9 a 13; LC:3-21 a 22, 4-1 a 14 e JO:1-29 a 36.
c. As fases proféticas do Batismo:
 Ele desce às águas
 Ele levanta das águas
 Ele se põe de pé orando
 O céu se abre e o Espírito desce sobre Ele
d. O simbolismo do batismo do Filho:
 Juízo e arrependimento
 Leva sobre si os pecados do mundo e dedicar tudo a Deus
 Um grão de trigo indo ao solo para reproduzir
 A autoridade de sua ressurreição
 Sua pureza
 Seu ministério público
 Um novo broto que se reproduzirá muitas vezes mais
 Sua mente, corpo e espírito estarem totalmente sob a autoridade de Deus
 Para o seu sacrifício ser eficaz na vida de seus seguidores
 Para que ele vivesse uma vida sem pecado e cumprisse tudo que Deus lhe havia traçado como objetivo
 Para Deus glorificar e tornar o Filho produtivo pela vinda do Espírito sobre sua vida
 Uma capacitação com autoridade para o Filho confrontar os espíritos malignos e a doença
 Uma preparação para o sacrifício – como o de uma pomba – e para o serviço
 Um dom de garantia vital
 O recurso indispensável para irradiar a glória de Deus

e. Uma missão multifacetada: Podemos dizer também que o Pai enviou o Filho para mostrar ao mundo como
Deus é. Então, era a missão do Filho revelar o Pai glorioso em toda a sua majestade, para ser a Palavra viva de
Deus, uma revelação pública, singular e completa do Deus invisível.

146
f. A declaração da missão do Filho: LC:4-18 e 19, explica que o propósito de sua unção com o Espírito Santo no
batismo no Jordão é pregar e anunciar as boas novas ao pobre e ao quebrantado de coração.

Sua missão singular inclui:


 Curar o quebrantado de coração
 Libertar os cativos
 Restaurar a vista aos cegos
 Libertar o oprimido
 Proclamar a mensagem de Deus sobre liberdade e favor
 Trazer paz
 Ressuscitar o morto
 Expulsar demônios

g. O Filho cessa o poder do diabo: Em IJO:3-8, enfatiza que o Filho veio desfazer o que o Satanás havia feito ao
corromper a criação de Deus, especialmente por meio do pecado. Era sua missão trazer libertação à humanidade.
MT:12-28, mostra que cessar o poder do diabo estava no centro da mensagem do reino de Jesus. HB:2-14 a 15,
descreve como Jesus derrotou Satanás e o poder da morte, e como Ele libertou os que eram mantidos cativos.
Características do confronto com demônios e como ele agia
 Ele fazia poucas perguntas
 Ele falava diretamente ao demônio
 Ele não fazia distinção entre os que sofriam
 Ele fazia distinção entre expulsar demônios e cura
 Ele dependia do Espírito
 Ele aterrorizava os demônios
 Ele impressionava as pessoas
 Ele curava o doente

h. A missão de cura:
 O filho nobre em Cafarnaum – JO:4-43 a 54
 A filha de Jairo – MT:9-18 a 26; MC:5-21 a 43 e LC:8-40 a 56
 A mulher do fluxo de sangue – MT:9-20 a 22; MC:5-25 a 34 e LC:8-43 a 48
 Os dois cegos – MT:9-27 a 31
 O paralítico descido do telhado – MT:9-1 a 8, MC:2-2 a 12 e LC:5-17 a 26
 Um leproso – MT:8-1 a 4; MC:1-40 a 45 e LC:5-12 a 14
 O servo do centurião – MT:8-5 a 13 e LC:7-1 a 10
 A sogra de Pedro – MT:8-14 a 15; MC:1-29 a 31 e LC:4-38 a 39
 O filho da viúva de Naim – LC:7-11 a 17
 O coxo no poço de Betesda – JO:5-1 a 18
 O cego de nascença – JO:9-1 a 41
 O homem com a mão ressequida – MT:12-9 a 14; MC:3-1 a 6 e LC:6-6 a 11
 A mulher que andava curvada – LC:13-10 a 17
 O homem hidrópico – LC:14-1 a 6
 Os dez leprosos – LC:17-11 a 19
 O surdo e mudo – MC:7-31 a 37
 O cego de Betsaida – MC:8-22 a 26
 A ressurreição de Lázaro – JO:11-1 a 4
 O cego de Jericó – MT:20-29 a 34 e LC:18-35 a 43
 O servo do sumo sacerdote – LC:22-47 a 51

147
i. Princípios práticos sobre a missão do Filho de curar o enfermo e o ferido:
MT:4-23 a 25, 8-16 a 17, 9-35, 11-4 e 5, 12-15 e 16, 14-14, 34 a 36, 15-30 e 31, 19-2, 21-14; MC:1-32 a 34, 3-10
a 12, 6-55 e 56; LC:4-40, 5-15 e 16, 6-17 a 19, 7-21 e 22, 8-2, 9-11 e JO:6-2
 Ele curou pessoas comuns
 Ele curou problemas sérios
 Ele curava nas ruas
 Ele respondia às pessoas e ao Espírito
 Ele ministrava com palavra de ordem e com toque
 Ele impressionava as pessoas
 Ele envolveu outras pessoas em Sua missão
 Ele proclama o reino
 O reino vai continuar a crescer
 O reino é escondido
 O reino é precioso
 O reino é um mistério
 O reino é internacional
 O reino exige arrependimento e obediência
 O reino é importante
 O reino terá oposição
 A mensagem do reino do Filho
 O discipulado do reino pessoal
 O discipulado do reino é imperativo
 O discipulado do reino é total
 O discipulado do reino é claro
 O discipulado do reino será recompensado

j. O propósito de sua missão singular: Os evangelhos enfatizam maneiras importantes nas quais o Filho quer que
os seus discípulos se tornem como Ele.
 Ame como Ele – JO:13-34 a 35
 Dê como Ele – JO:15-13 a 14
 Sirva como Ele – MC:10-42 a 45
 Trabalhe como Ele – JO:14-12
 Seja como Ele – JO:20-19 a 22

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148
AULA 03
O Filho e o Espírito
O Filho e o Pai

1. O Filho e o Espírito
a. A exclusividade do Espírito para o Filho: Marcos se esforça para mostrar que o Filho possui exclusivamente do
Espírito, mas em MC:13-11 - “porque não sois vós que os falais, mas sim, o Espírito Santo! ” Revela que é o Espírito
quem equipará e capacitará outras pessoas além de Jesus.
b. A exclusividade do batismo com o Espírito é do Filho: O filho é o único que batiza com o Espírito. MT:3-1 a 12;
MC:1-1 a 8; LC:3-1 a 18, JO:1-19 a 34 e AT:1-1 a 5.
c. O Filho revela o Espírito: A vida, a morte, a ressurreição e a ascensão possibilitou a vinda do Espírito que não é
limitado por qualquer barreira de espaço e de tempo. FP:1-19 – “Pois estou certo de que o que se passou comigo
resultará em libertação para mim graças às vossas súplicas e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo”.
d. O Parakletos – Chamado para estar ao lado: Isso significa literalmente ‘chamado para estar ao lado’ e pode ser
traduzido como advogado, conselheiro, consolador, ajudador, intercessor, suporte ou guia, vemos isso em JO:14-
15 a 18, 25 a 27; 15-26 a 27 e 16:7-15.
e. A filiação Espírito de: Cada aspecto do ministério do Filho continha o Espírito – Ele era a fonte da vida de Jesus,
seu poder e suas emoções.
Exemplo:
 Ele era cheio de alegria pelo Espírito – LC:10-21
 Ele expulsava demônios pelo Espírito – MT:12-28
 Ele ensinava pelo Espírito – AT:1-2
 Ele sacrificou a si mesmo pelo Espírito – HB:9-14
 Ele fez o bem e curou a todos que caíram no poder do diabo pelo Espírito – AT:10-38
f. O Espírito de serviço: Quando o Espírito desceu como uma pomba sobre o Filho, Ele estava revelando o chamado
do Filho a ser servo.
g. O Espírito de testemunha: O Espírito é quem capacita os discípulos.
 Ser testemunha de Jesus – AT:1-8
 Ser testemunha da ressurreição de Jesus- AT:4-33
 Fazer grandes maravilhas e sinais – AT:6-8
 Abundar em esperança – RM:15-13
 Realizar sinais e maravilhas poderosos – RM:15-18 a 19
 Falar e pregar – ICOR:2-4 a 5
 Suportar dificuldades – IICOR:6-6 a 10
 Alegrar-se na fraqueza – IICOR:12-9
 Ser fortalecido para conhecer o amor de Deus – EF:3-16
 Permanecer firme contra o inimigo em oração – EF:6-10 a 18
 Anunciar o evangelho – ITS:1-5

2. O Filho e o Pai
a. O Filho recebe a identidade do Pai: O Pai é identificado em Seu relacionamento com o Filho, assim o Filho recebe
a sua identidade em seu relacionamento com o Pai. Jesus sabia que suas raízes históricas eram o melhor e o mais
profundo, pois descendia do rei Davi e era parte da linhagem real da promessa de Israel. Contudo, Jesus não se
prendia às suas tradições familiares e do passado, pois sua dependência suprema era sempre de Seu Pai celestial
e não da linhagem terrena.
149
b. A percepção de Jesus quanto ao seu chamado: Em LC:2-41 a 50, Jesus precocemente percebe que Deus era seu
Pai, o que O fez pôr em segundo plano o relacionamento com seus pais terreno. De repente ele entendeu que o
Pai era prioridade e que lhe devia fidelidade e obediência. O Filho deve dar importância aos negócios do Pai.
c. Jesus é consagrado no Jordão: Quando o Filho se levanta da água e consagra-se à missão, o Pai fala e o Espírito
desce. Como o apóstolo Paulo ensina, em RM:8-15 a 17, a nova consciência de filiação e a nova liberação do
Espírito estão intimamente ligadas.
d. O ataque a nova consciência de Jesus: LC:4-1 a 13, o ataque do diabo à nova consciência de filiação veio em Seu
batismo. A primeira e a terceira tentação começam com “Se você é o filho...” um desafio a validade e autoridade
da voz que falou no Jordão. Seguro, Confiante e Obediência, Jesus entra em sua cidade natal certo de quem Ele
era e que o favor do Espírito do Pai repousava sobre Ele; Ele pôde avançar contra toda oposição, sabendo que o
Pai estava com Ele e honraria o que havia dito.
e. A transfiguração: LC:9-35, o filho se prepara para glorificar o Pai em sua morte, assim o Pai se prepara para
glorificar o Filho com uma nova identidade e nova validação de Sua missão. Filiação significa ser escolhido por
obediência custosa e trazido a uma posição de autoridade.
f. Jesus no jardim: LC:22-43, mostra que não houve apenas oração e súplica do Filho no Getsêmani, mas também
revelação e fortalecimento do Pai. Apenas na força dessa comunhão com o Pai que o Filho pôde enfrentar a Sua
paixão.
g. Jesus na cruz: LC:23-24 e 23-46, nos mostra que o perdão à humanidade é mediado por meio da oração do Filho
ao Pai na cruz, e que ecoa as palavras do Jesus ainda menino no templo, mostra que o Filho morre em paz e em
confiança porque Ele sabe que Deus ainda é Seu Pai.
h. O Filho é dependente do Pai: porque é o Pai que revela o Filho e O torna conhecido – assim como é o Filho que
revela o Pai e O torna conhecido. JO:6-22 a 66, Jesus reconhece quando as pessoas ‘vêm a Ele’ por diversas vezes,
sua dependência do Pai.
 O Filho se submete ao Pai
 O Pai é a fonte para a missão do Filho
 O Pai controla a missão do Filho
 O Pai é o futuro da missão do Filho
 O Filho ouve o Pai i.
i. O Filho obedece as Escrituras: O Pai também falava ao Filho por meio das antigas tradições do povo judeu, pois
elas foram o local de sua ação e auto revelação, o que o Pai queria fazer por meio do Filho era simplesmente a
continuação e realização do que Ele estivera fazendo há muito tempo em Israel, e do que estava claramente
registrado no Antigo Testamento.
j. O Filho ouve o Pai pela oração: meio pelo qual o Filho na terra se comunicava com o Pai no céu.
 Cedo de manhã – MC:1-35
 Tarde da noite – LC:6-12
 No Seu batismo – LC:3-21
 Após muitas ministrações – MC:1-35, 6-46 e LC:5-16
 Uma noite inteira antes de escolher os doze discípulos – LC:6-12
 Orando em separado na presença de seus discípulos – LC:9-18
 Na sua transfiguração – LC:9-28 a 29
 Após a última ceia – JO: 17
 No Getsêmani – MC:14-32 e LC:22-41
 Em oração por Pedro – LC:22-32
 Pelos pequeninos – MT:19-13 a 15
 Na sua crucificação – LC:23-34
 Após a sua ressurreição – LC:24-30
 Na sua ascensão – LC:24-50
 Após a sua ascensão – JO:14-16

k. O Filho obedece ao que Ele ouve: Por meio de sua vida no mundo, por meio do Antigo Testamento, por meio
da oração que ouve, o Filho entendeu repetidamente a ‘vontade específica’ do Pai para situações específicas.

150
l. O Filho age com o Pai: Nos evangelhos, o Filho sempre afirma que suas palavras são as palavras do Pai, e que os
Seus atos são os atos do Pai – porque o Seu ser é idêntico ao do Pai, JO:5-17 e 14-10 a 11.
m. Agem juntos na criação: JO:1-3; CL:1-15 a 17 e HB:1-2, mostra que o Pai age com o Filho e por meio do Filho na
criação.
n. Agem juntos na redenção: O mesmo ocorre na salvação, o nosso relacionamento restaurado com o Pai depende
inteiramente da vida, morte e ressurreição do Filho. JO:3-16 e IICOR:5-18 a 19.
o. Agem juntos no juízo: Será assim também no último dia. O Pai é a fonte do juízo, mas é o filho que executa o
Seu juízo – vemos isso em todo o Apocalipse e em JO:3-18 a 21, 5-22 e AT:17-31.
p. Agem juntos na revelação: MT:11-27, reconhece que o Pai entregou todas as coisas ao Filho e que ninguém
conhece o Pai exceto o Filho – e aqueles a quem o Filho escolhe revela-o.

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151
AULA 04
O Filho e a Cruz
A volta do Filho

1. O Filho e a Cruz

a. A última Ceia: Sua última noite na terra comendo a refeição de Páscoa com Seus apóstolos no grande cenáculo
da casa de um amigo. Não havia ninguém para lavar os pés deles antes de iniciar a refeição – e nenhum dos
apóstolos foi humilde o bastante para realizar essa tarefa chata. Por isso, Jesus vestiu um avental, colocou água
em uma bacia e fez o que nenhum deles se propôs a fazer. Então Ele explicou aos apóstolos que o amor de Deus
sempre se expressa em serviço humilde e que o mundo somente os reconheceria como seus discípulos se eles
amassem uns aos outros de modo semelhante. Em seguida, advertiu que um deles o trairia, ensinou sobre a
futura obra do Espírito Santo no mundo e em suas vidas. MT:26-17 a 30; MC:14-22 a 24 e LC:22-17 a 19.

b. A morte do Filho é crucial: As palavras de Jesus mostram que, ao contrário dos serviços fúnebres modernos, o
Dele não deveria comemorar o Seu nascimento e vida, nem as Suas palavras e obras, mas somente a sua morte
assombrosa. Se a cruz não for crucial para a nossa fé e a nossa adoração, então não é a fé e a adoração que Ele
procura.

c. A morte do Filho tem propósito: As palavras de Jesus se referem a uma “nova aliança” HB:9-6, “Contudo agora,
Jesus recebeu um ministério ainda mais excelente que o dos sacerdotes, assim como também a aliança da qual
Ele é mediador; aliança muito superior à antiga, pois que é fundamentada em promessas excelsas. ” Deus assinou
uma aliança – um acordo vinculado - com Abraão que lhe prometia uma terra, uma grande bênção, GL:3-14,
“Isso aconteceu para que a benção de Abraão chegasse aos gentios em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos
a promessa do Espírito Santo pela fé. ”

d. Devemos nos apropriar pessoalmente da morte do Filho: Não bastou o pão ser partido e o vinho ser derramado,
assim não seria suficiente Ele morrer – os apóstolos tiveram que se apropriar pessoalmente de sua morte. JO:6-
53 a 55. Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não
beberdes o seu sangue, não tereis vida em vôs mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a
vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue
verdadeiramente é bebida.

e. Getsêmani: Jesus sabia que fora chamado tanto para ser identificado com os pecadores como para suportar o
julgamento deles. Jesus tirou força dos anjos à medida que aceitou as implicações de Sua futura morte. Ele sabia
que o cálice lhe seria dado pelo Pai, e Ele estava disposto a bebê-lo. Ele esperou silenciosamente no jardim pelo
beijo de Judas e pelo início dos julgamentos por parte dos judeus e romanos; Ele disse as palavras registradas
em JO:18-11, Disse, pois, Jesus a Pedro: Mete a tua espada na bainha; não hei de beber o cálice que o Pai me
deu?

f. Os julgamentos:
 Judas traiu o Filho com os sacerdotes judeu e O entregou com um beijo;
 Caifás e os sacerdotes prenderam o Filho, julgaram-No por blasfêmia e entregaram-No ao procurador
Romano;
 Pilatos julgou Jesus e o passou ao governador galileu;

152
 Herodes interrogou Jesus e o mandou de volta a Pilatos;
 Pilatos então envolveu as multidões na sentença de morte O entregou aos soldados romanos que O
crucificou.

g. O traidor: Jesus considera Judas responsável por suas ações, lhe fez um apelo final, em JO:13-25 a 30. Porém,
Judas rejeitou o apelo de Jesus e assim cumpriu o SL:41-9. Em AT:1-16 a 20, relata que Judas condenou a si
mesmo com suas próprias mãos. LC:16-13, “Nenhum servo pode devotar-se a dois senhores; pois odiará um e
amará outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará ao outro. Jamais podereis servir a Deus e ao Dinheiro. ” Judas
traiu a Jesus por trinta peças de prata, é impossível servir a Deus e a dinheiro. Ao chegou o momento decisivo,
Judas escolheu o dinheiro (muitos discípulos ainda fazem assim hoje) e O entregou para morrer na cruz.

h. A motivação dos Líderes Judeus – Os sacerdotes: Quando os sacerdotes julgaram o Filho e O fizeram
testemunhar sob juramento, fizeram alegações blasfemas para Si. Para eles, estava claro que Jesus merecia
morrer. Apesar disso, MT:27-18, registra que Pilatos sabia que a motivação dos líderes judeus era ‘inveja’. Eles
queriam Jesus morto porque Ele os desafiava com autoridade e era autor de uma autoridade que eles próprios
não tinha. MT:28-18, “Então, Jesus aproximando-se deles lhes assegurou: Toda a autoridade me foi dada no céu
e na terra”. Hoje, esta autoridade está com a igreja de Cristo.

i. A justiça do Homem - O procurador: Pilatos sabia que o Filho era inocente; ele sabia que a justiça demandava a
sua libertação; em JO:19-12 mostra que ele também sabia que sua carreira iria por água abaixo se a justiça
falhasse. Então Pilatos calou a consciência, fez concessões às suas crenças e enviou o Filho para à cruz.

j. O impacto da Cruz - Os soldados: Os evangelhos não sugerem que os soldados tiveram prazer na tarefa ou foram
especialmente cruéis. Eles simplesmente obedeceram às ordens e executaram três criminosos. De acordo com
LC:23-34 a 36, Jesus orou em voz alta durante sua aflição e impactou os participantes, LC:23-42 a 43, relata que
um dos criminosos crucificados creu, em LC:23-47 registra que o centurião responsável pelos soldados também
creu.

k. A cruz: Ao meio dia a escuridão veio sobre o Gólgota por três horas. Os evangelhos não relatam o que aconteceu
com o Filho durante essas horas; contudo, nas Escrituras revela o que ocorreu – vemos isso, por exemplo:
 Levou nossas culpas, transgressões, iniquidades, trouxe paz, e nos curou - IS:53-5 a 6
 Nos resgatou - MC:10-45
 Nos fez sua justiça - IICOR:5-21
 Levou nossas maldiçoes e nos deu alcance as benções de Abraão - GL:3-13
 Nos deu acesso ao Pai como mediador para servirmos de testemunho - ITM:2-5 a 6
 Se entregou em nosso lugar, para tirar nossos pecados e nos deu salvação - HB:9-28
 Levou nossos pecados e nos curou - IPE:2-24
 Nos vivificou através do seu Espírito - IPE:3-18
l. A dor do pecado - O grito do abandono: Na cruz houve uma separação real entre o Pai e o Filho. Ambos a
aceitaram por causa de nosso pecado. Jesus expressou esse abandono por parte do Pai citando o único versículo
nas Escrituras que descreve com precisão e que Ele cumpriu com perfeição, o nosso pecado o separou de Deus.
MT:27-46

m. Os gritos de sede, vitória e compromisso: Sua missão de resgate redentor; realizara o que viera para fazer no
mundo; Ele assumiria os pecados do mundo, suportara a ira de Deus, alcançaria salvação para o mundo inteiro;
Ele dera à luz a uma nova vida; estabelecera uma nova aliança entre Deus e a humanidade e disponibilizara a
bênção do perdão.
 Tenho sede
 Está consumado
 Pai, em tuas mãos entrego meu espírito
n. A verdade da cruz: Quando entendemos plenamente a grandeza do plano de salvação eterno de Deus e suas
prefigurações no Antigo Testamento, bem como a consumação no último dia, podemos começar a entender a
agonia da expectativa do Filho.
153
o. A seriedade do Nosso pecado: Se de fato não houve maneira justa do Deus santo poder perdoar pecado, exceto
Ele mesmo suportando-o, através do Filho, na cruz, então o nosso pecado deve ser extremamente sério. Ao
entender essa verdade, as pessoas estão prontas a confiar no Filho como o Salvador do qual precisam tão
desesperadamente.

p. A seriedade do Seu amor: A cruz revela que o amor de Deus deve ser tão grande a ponto de ir além da
compreensão humana. O Pai poderia ter abandonado a humanidade a seu próprio destino, ter deixado colher o
fruto do seu pecado e perecer em sua perversidade. Porém, Deus não agiu assim, porque nos ama, Ele veio nos
buscar em Cristo. Ele nos buscou até a angustia da cruz. Ao entender esta verdade, ansiamos por amar o Filho,
como o Senhor, de que tanto precisamos.

q. Graça irrestrita: A cruz declara que a salvação deve ser um dom gratuito. Já que o Filho a comprou inteiramente
com seu sangue, não sobrou nada para pagarmos. Ele alegou que sua tarefa foi ‘finalizada’ na cruz, ‘foi
consumado’, não sobrou nada para contribuirmos. É tudo de Deus! É tudo graça! Nenhum homem fez alguma
coisa, nenhum homem faria alguma coisa, nenhum homem fará alguma coisa, Jesus fez tudo, Ele É.

2. A volta do Filho

a. A esperança do Antigo Testamento: Os filhos de Abraão sabiam que Jeová era um Deus de promessa, e esse
conhecimento lhes ajudou a reconhecer que a situação presente nunca representava o último ato de Deus.
Aprenderam a colocar suas esperanças no futuro, no cumprimento total da promessa que Deus fez a Abraão.

b. A esperança dos profetas: Eles prometiam que, embora fizesse coisas novas, o propósito de Deus para o mundo
seria coerente com seus atos do passado, que embora fosse se revelar no futuro, na salvação suprema da
humanidade, Ele já estava se revelando dentro da história de Israel. A esperança profética pode ser resumida
em três expressões comuns:
 Deus virá – IS:2-10 a 21, 26-21; 35-4; ...
 Deus estará com seu povo – IS:12-6; EZ:37-27 a 28; 43-1 a 9; ...
 Deus governará com justiça e integridade – IS:1-2 a5; MQ:4-3 a 4; IS:9-7;
c. A esperança do Filho: Em IICOR:1-20, Paulo faz afirmação de que Jesus é o “Sim” de Deus para todas as suas
promessas, que Ele é aquele em quem todas as esperanças proféticas e promessas de aliança do Antigo
Testamento são cumpridas. Jesus enfatizou que o reino de Deus era principalmente para o ferido, e revelou que:
 REI - O Rei do reino é o Pai – MT:6-9 a 10; LC:12-32
 PERDÃO - O caráter do reino é Perdão – MT:18-23 a 35; MC:2-10, 15-17; MC:10-14; LC:1-51 a 53; 6-20 a 25;
13-10 e 16-19 a 31.
 ETERNIDADE - O propósito do reino é uma nova ordem – MT:11-25 a 26; 18-3; 22-1 a 10; MC:10-14; LC: 1-
51 a 53, 6-20 a 25, 13-30 e 16-19 a 31.
 ARREPENDIMENTO - As exigências do reino são arrependimento e confiança – MT:5-25 a 26, 6-24 a 34, 23-
5 a 12; MC:1-15, 8-34 a 35, 10-17 a 31; LC:6-27 a 36, 13-2 a 3, 14-26 e 15-11 a 32.

d. O Reino do Agora e do Futuro: Quando Jesus falou do reino vindouro, da esperança de seu reino para o futuro,
Jesus enfatizou três pontos:
 O reino crescerá progressivamente – MT:13-33 e MC:4-26 a 32
 O reino virá por meio da graça – LC:12-32
 O reino virá por meio de seu sofrimento e morte – MC:8-31, 9-31, 10-33 a 34, 10-38 e LC:12-50.
e. A justificação do Filho: Jesus sempre fala de sua ressurreição em termos de justificação pessoal – em vez de a
justificação final de todos os propósitos de Deus. Isso mostra que o Filho tinha a expectativa de morrer, ser
justificado pelo Pai por meio da ressurreição da morte e no final vir de novo para cumprir cabalmente os
propósitos de Deus para o mundo.

154
f. A esperança do Filho: Jesus ensina muito sobre o que Deus fará e pouco sobre o que Ele fará. Os evangelhos
relatam que a esperança profética de Jesus dá continuidade a vários elementos característicos.
 Ele previu catástrofes para a nação judaica – MC:13-2 e LC:19-42 a 44
 Ele previu um dia em que pessoas de outras nações seriam parte do reino; e tinha a expectativa de que os
seus seguidores, a igreja, cumprisse o papel do povo de Deus – MT:8-11 a 12 e 16-18
 Ele anteviu um conflito entre seus seguidores e as forças que lhes eram opostas – MC:13
 Ele declarou que os seus seguidores seriam justificados. Eles descobririam que Deus os aceitaria e mostraria
que a decisão deles de seguir a Jesus fora correta – MT:10-32, MC:8-35, LC:6-22 a 23 e 12-32
 Ele anunciou que voltaria em triunfo para finalizar os propósitos de Deus – MC:13-24 a 27

g. O propósito da volta do filho:


 Levar seu povo para a nova vida do reino e reuni-los em sua presença – MC:12-18 a 27 e 13-26 a 27
 Julgar as vidas e isso dividirá os que entram e os que ficarão de fora – MT:24-40 a 41, MC:12-18 a 27 e 13-
26 a 27
 Destruir completamente Satanás e suas obras – MT:25-41
 Restaurar o mundo e o povo de Deus entrar em seu reino final e perfeito – MC:13-31
 Experimentar a alegria em sua presença – MT:25-10 e 21-23
 Rir e dançar em sua presença, saciar o faminto – LC:6-21 a 23
 Ver a Deus através de uma vida pura – MT:5-8
 Unir e Adorar - o Seu povo estará unido em adoração – MT:8-11 e 25-34

h. Os resultados da volta do Filho: O Novo Testamento enfatiza o julgamento que Deus fará dos homens e
mulheres individualmente, uma das principais razões da volta do Filho, I COR:4-5 e 15-45. A volta do Filho
também resultará na derrota total de tudo que é mal, sua vinda significará a remoção do sofrimento, o fim de
todo pensamento e ação maligna, a justificação daqueles que sofreram por amor da justiça, e o
desmascaramento de todo opressor. Satanás e suas hostes serão finalmente aniquilados – por toda eternidade
– I COR:15-24 a 25; AP:20-7 a 15.

i. Nossa esperança certa: Em MT:6-33; MC:10-16 a 31 e LC:11-2, mostra que o Filho nos desafia a colocar o seu
reino em primeiro lugar em nossas vidas, de desistir de tudo pelo reino, e de orar continuamente por sua vinda.
Podemos fazer tudo isso com total confiança, porque sabemos que é o Pai quem guarda a promessa e vai manter
a Sua palavra, que finalizará o que iniciou em nossas vidas, fará sua morada entre nós, e garantiu que o Filho
reinará sobre todos para sempre.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
Santidade, Pecado e Perdão
Auto coerência
Substituição sacrifício

1. Ideia básica da salvação: Deus encontra o perdido, dá vida nova ao morto, limpa o sujo, perdoa o culpado,
transforma o derrotado em vitorioso, liberta o encarcerado, e assim por diante.

1.1. O pecado humano: A Bíblia deixa claro que nenhum homem ou mulher, com exceção de Jesus – é do jeito que
deveria ser, ninguém corresponde ao padrão ideal de Deus, RM:3-12, “Todos se desviaram, tornaram-se
juntamente inúteis; não há ninguém que pratique o bem, não existe uma só pessoa”.
No Novo Testamento há algumas palavras gregas principais que definem pecado.
 HAMARTIA – errar o alvo. JO:8-21, ”Uma vez mais, disse-lhes Jesus: Estou partindo, e vós procurai por mim,
mas morrereis em vossos pecados para onde Eu vou não podereis ir”.
 PARAPTOMA – transgressão ou ofensa. RM:4-25, “Ele foi entregue à morte para pagar todos os nossos
pecados e ressurreição para nossa completa redenção”.
 PARABASIS – ultrapassar, fazer algo rude ou mal, cometer erros, transgressão. RM:4-15, “Porque a Lei
produz a ira; mas onde não há Lei também não pode haver transgressão”.
 AMONIA – sem lei, perversidade, ou iniquidade, o oposto de qualquer coisa correta. MT:7-23, “Então lhes
declarei; nunca os conheci. Afastai-vos da minha presença, vós que praticais o mal”.

1.2. Responsabilidade: A queda, natureza humana distorcida conta a história do primeiro pecado humano e como
Adão e Eva tentaram se evadir da responsabilidade pessoal pelo pecado que cometera: Adão culpou Eva e Eva
culpou a serpente, a Bíblia ensina que herdamos a natureza caída de Adão e que somos escravos dessa natureza
caída, somos responsáveis e devemos a prestação de contas a Deus por nossas escolhas e ações. GN:3-1 a 13 Ora,
a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É
assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores
do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem
nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que
no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então,
vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar
entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Então foram abertos os olhos
de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E, ouvindo
a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do
Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?
Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me. Deus perguntou-
lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Ao que
respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi. Perguntou o Senhor Deus
à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.

1.3. Santidade divina: O pai, O Filho e o Espírito Santo. As Palavras que definem ‘santo‘ na origem hebraica e grega.
 Qadosh e hagio: totalmente separados para um propósito único e devotado ou consagrado a uma causa divina.
O Deus trino é ‘santo’ no sentido de que Ele é totalmente separado de toda a criação por Sua natureza exaltada,

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eterna, infinita, imaculada, moralmente e espiritualmente perfeita, o pecado é incompatível com a natureza de
Deus.

1.4. Perdão de Deus: O perdão divino é um dom inexplicável de puro amor por pecadores indignos, e contém a
solução para os problemas mais profundos da humanidade.
 Liberdade da penalidade do pecado: Paga a punição resultante da presença do pecado e remove a barreira que
existe entre Ele próprio e cada membro da humanidade.
 Liberdade da culpa do pecado: Remove a ofensa e apaga a sua memória. Ele cobre os atos cometidos, de modo
que não podem ser vistos ou lembrados.
 Liberdade do poder do pecado: Ele destrói a força do pecado pela operação espiritual que vence a compulsão
moral à cometer erro.
 Liberdade da presença do pecado: Ele destrói o efeito do pecado moralmente, espiritualmente, socialmente e
fisicamente.
CL:1-14 - “em quem temos a plena redenção por meio do seu do seu sangue, isto é, o perdão de todos os pecados”.
CL:2-13 - “E a vós outros, que estáveis mortos pelas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne; vos deu vida
juntamente com Ele, perdoando todos os nossos pecados“.
HB:10-17 - “conclui: Dos seus pecados e iniquidades nunca mais me permitirei recordar“.
1.5. Perdão Humano: O perdão humano verdadeiro, é muito mais do que não se vingar de alguém que nos feriu,
mais do que simplesmente ignorar uma mágoa, e mais do que simplesmente não punir uma pessoa por seu erro. O
perdão humano verdadeiro envolve uma mudança que começa em nossos pensamentos, em seguida se expressa
em nossas ações, e por fim, remodela os nossos sentimentos. Nós varremos dos nossos pensamentos a culpa e
colocamos um fim em sua influência negativa sobre nossas ações e emoções.
1.6. A graça do Pai: LC: 15-11 a 32 - O filho perdido, pródigo. Muitos crentes ouvem mais a respeito do preço do
perdão e do custo da salvação do que da graça misericordiosa e transbordante do Pai, em Seu desejo apaixonado
pela volta dos pecadores ao lar, abriu mão de seu filho unigênito. De fato, a única condição de perdão é que
respondamos a graça do Pai com braços estendidos, humildes e um coração agradecido e alegre.
Esse pode ter sido o jeito que o filho pródigo se sentiu enquanto estava caminhando para casa. Seu discurso ensaiado
sugere que ele não estava verdadeiramente arrependido enquanto caminhava – ele ainda não acreditava na bondade
de seu pai e, portanto, ainda estava perdido, alienado dele. Ser um crente é saber que o Pai definiu a nossa identidade
por meio da cruz e que agora Ele nos chama de filhos e filhas. Ele sinaliza para virmos a frente e recebermos a herança
da nossa salvação – o manto de adoção, o anel de autoridade, as sandálias da liberdade etc.
2. Auto coerência
2.1. Satanás satisfeito: Alguns crentes ignoram Satanás ou subestimam o seu poder. Embora o diabo de fato manteve a
humanidade cativa do Éden até a cruz, e foi senhor do pecado e da morte, e Jesus de fato veio para nos libertar dele, ao
mesmo tempo devemos nos lembrar de que Jesus triunfou definitivamente, e nos libertou da servidão de Satanás. CL:2-
15 - “e despojando as autoridades e poderes malignos, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre todos eles na
cruz“.
2.2. A lei satisfeita: A lei não é um código absoluto, externo a Deus, o qual Ele é obrigado a satisfazer. É a natureza de
Deus, não sua Lei, em última análise, que deve ser satisfeita. Há alguma verdade nessa ênfase na Lei, pois ensina
claramente que Cristo nos redimiu da maldição da Lei tornando-se Ele mesmo maldição por nós, logo não somos
malditos e recebemos uma nova hereditariedade em Deus. A penalidade da Lei precisava ser cumprida, mas não é o
mesmo que ensinar que a própria Lei precisava ser satisfeita. Logo, não precisamos mais quebrar maldição em nossas
vidas e sim tomar posse do sacrifico na cruz.
GL:3-10 a 13 - Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo
aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. É evidente que pela lei
ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas,
por elas viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito
todo aquele que for pendurado no madeiro;

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2.3. A honra e a justiça de Deus satisfeitas, o próprio Deus: O pecado é principalmente e, acima de tudo, uma ofensa
contra Deus é essa ofensa que precisa ser tratada – satisfeita. Muitas vezes, a Bíblia descreve a salvação em termos
forenses ou legais, porque não se pode satisfazer Deus sem satisfazer a Sua justiça. Porém devemos ter em mente,
constantemente, que a cruz aconteceu para satisfazer a natureza e caráter de Deus em todos os aspectos.
2.4. Auto coerência: As escrituras enfatizam que Deus não pode rejeitar a Si mesmo, não pode se contradizer, não
pode mentir. Ele nunca é arbitrário, imprevisível ou instável. Ele sempre será leal a Si mesmo, sempre coerente com a
Sua natureza. 2 TM:2-13 - “mas se somos infiéis, Ele, entretanto, permanece fiel, pois não pode negar a si mesmo“.
 A provocação de Deus: Deus nunca é provocado sem uma boa razão. Somente o pecado O provoca – se Deus
não fosse provocado pelo oposto à sua natureza, Ele não seria Deus.
 A ira ardente de Deus: Comprova que há algo na santidade de Deus que é provocado, despertado e inflamado
pelo mal – a isso chamamos de ‘Sua ira’; então arde até que o mal seja consumido e a ira satisfeita.
 A satisfação completa de Deus: o pecado totalmente consumido; e que essa ira flui inevitavelmente do Seu
caráter e é uma manifestação ou revelação de Sua santidade.
 O Nome de Deus: Quando age por amor do Seu Nome, Deus não está protegendo a Si mesmo contra falsa
declaração, Ele está simplesmente sendo auto coerente. Deus não está preocupado com Sua reputação, mas Ele
é constrangido por Seu caráter a ser continuamente coerente – a satisfazer a Si mesmo.

2.5. O amor justo de Deus: Ele deve perdoar os pecadores e reconciliá-los consigo mesmo, de modo que seja plenamente
coerente com seu caráter. 2COR:5-18 - “Tudo isso provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio
de Cristo e nos outorgou o ministério da reconciliação“.
2.6. Atributos paralelos e inter-relacionados:
 Misericórdia e graça: Ele é misericordioso e cheio de graça, mas não deixa a culpa sem punição. EX:34-6 e 7 - “E
como prometera, passou diante de Moisés proclamando, Senhor Deus compassivo e misericordioso, longânimo,
cheio de amor paciente e fiel“.
 Amor e Justiça: O Amor e a fidelidade se encontram Nele, e a justiça e a paz se beijam. SL:85-10 - “Então, o amor
e a fidelidade se encontrarão; a justiça e a paz se beijarão“.
 Justiça e Salvação: Ele é um Deus justo e Salvador. IS:45-21b - “Porventura, não o fiz Eu Senhor? Pois não há
outro Deus, senão Eu; Deus justo e Salvador não existe outro além de mim“.
 Prazer em demonstrar Amor: Há misericórdia em sua ira. MQ:7-18b - “Eis que tu não permaneces irado para
sempre, pelo contrário, teu prazer eterno é demonstrar o teu amor“.
 Cheio de graça e Verdade: JO:1-14 - “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória como
a do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade“.
 Justo e justificador: RM:3-26 - “mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificado
daquele que deposita toda a sua fé em Jesus“.
 Bom e Severo: RM:11-22 - “Considera, portanto, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles
que caíram, mas bondade para contigo, desde que permaneças firme na bondade dele; do contrário, também tu
serás excluído“.
 Rico em misericórdia: EF:2-3 e 4 - “Anteriormente, todos nós também caminhávamos entre eles, buscando
satisfazer as vontades da carne, seguindo os seus desejos e pensamentos; e éramos por natureza destinados à
ira. No entanto, Deus, que é rico em misericórdia, por meio do grande amor com que nos amou. “
 Justo e Leal: IJO:1-9 - “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar todos os pecados e
nos purificar de qualquer injustiça“.

3. Substituição sacrifício: Deus sempre expressa a plenitude de Seu caráter. Como pode expressar simultaneamente a
ira santa na condenação e julgamento e também amor misericordioso na compaixão e perdão? Oferecendo um
substituto para o pecador. Desse modo, o substituto suporta a condenação e juízo enquanto o pecador desfruta a
compaixão e o perdão. Em Sua infinita misericórdia, Deus desejou nos perdoar e em Sua eterna justiça, Ele desejou nos
perdoar com justiça – sem ignorar e consentir nosso pecado. Isso se chama ‘satisfação com substituição penal’.
3.1. Sacrifícios do Antigo Testamento: É impossível ler o Novo Testamento sem perceber que os autores reconheciam a
morte de Cristo como um sacrifício. MT: 20-28 - “Assim como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para
servir e dar sua vida como único resgate por muitos“.

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3.2. O primeiro sacrifício: Deus fez o primeiro sacrifício. Ele derramou o primeiro sangue. Ele suportou a primeira tristeza
da perda. GN:3-21 - “Fez Deus túnicas de pele e com ela vestiu Adão e Eva sua mulher“. Está implícito que alguns animais
devem ter morrido para prover as túnicas da graça.
 Os que se beneficiaram eram totalmente desmerecedores
 Os que sofreram eram totalmente inculpáveis
 O sacrifício foi permanente
 Sangue foi derramado
 O sacrifício foi em condição perfeita – somente o melhor serviria
 O custo foi considerável para ambos, o “sacrificador” e o “sacrifício”, o “doador” e a “oferta”
 Graça, amor e misericórdia foram as emoções que motivaram
 Os beneficiários tinham a liberdade de aceitar ou rejeitar o que foi oferecido
 O sacrifício deve ter sido intrigante, pois havia muitas folhas de figueira no entorno – embora fossem inúteis em
dias frios

3.3. Os primeiros sacrifícios feitos por humanos: Caim e Abel apresentaram ofertas a Deus. GN:4-3 a 5 – “Ao cabo de
dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da
sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo
que se irou Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. ”

3.4. A Páscoa: Os egípcios suportaram dez pragas porque Faraó não permitiu aos israelitas visitar o deserto para adorar
a Deus com sacrifícios EX:10-24 a 26 – “Então mandou Faraó chamar Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente
fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; mas vão juntamente convosco os vossos pequeninos. Moisés, porém, disse:
Tu também nos tens de dar nas mãos sacrifícios e holocaustos, para que possamos oferecer sacrifícios ao Senhor nosso
Deus. E também o nosso gado há de ir conosco; nem uma unha ficará; porque dele havemos de tomar para servir ao
Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá. ”

3.5. Sacrifícios rituais: Deus deu a Moises instruções claras acerca do sacrifício. EX:20-24 a 26 - 24 “um altar de terra
me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em
todo lugar em que eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei. E se me fizeres um altar de pedras, não o
construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás. Também não subirás ao meu
altar por degraus, para que não seja ali exposta a tua nudez. ”
EX:22-29 a 30 – “Não tardarás em trazer ofertas da tua ceifa e dos teus lagares. O primogênito de teus filhos me darás.
Assim farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com a mãe; ao oitavo dia me darás”.

3.6. Jesus levou os pecados sobre si: Jesus foi o substituto inocente provido por Deus, e tomou o lugar da humanidade
culpada, pelo pecado dela suportou a penalidade. IPE:2-24 - “Ele levou pessoalmente todos os nossos pecados em seu
próprio corpo sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e então, pudéssemos viver para a justiça; por
intermédio das suas feridas fostes sarados“.
Isaías 53:4 a 6; 8,11,12. – Declara o que o sacrifício pago por Jesus eliminou da humanidade, assim como também
os benefícios deixados para o povo.
 Enfermidades: Tomou sobre si nossas enfermidades – v.4
 Dores: Carregou as nossas dores – v.4
 Transgressões: Foi ferido por causa das nossas transgressões – v.5
 Castigo: Levou sobre si o castigo que nos traz a paz – v.5
 Cura: Foi açoitado pela nossa cura – v.5
 Pecado: Fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós – v.6
 Transgressões: Foi ferido por causa das nossas transgressões – v.8
 Iniquidade: Levou sobre si as nossas iniquidades – v.11
 Pecado: Levou sobre si nosso pecado – v.12

3.7. Sacrifício Perfeito: Jesus morreu por nós, tornando-se substituto, independente, o próprio Deus em Cristo na cruz.
ITM:2-6 - “Ele se entregou em resgate por todos, para servir de testemunho a seu próprio tempo“.

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AULA 02
Aliança de graça
Salvação e expiação

Aliança de graça
1. Aliança: Acordo ou contrato entre duas partes, significa “afivelar ou vincular” acordo vinculativo entre duas partes.
Existe dois tipos de aliança, a incondicional e a condicional ou unilateral e bilateral. Uma aliança unilateral é a que
tem um único lado, em que Deus se obriga a si mesmo, e não a outra parte. É diferente de uma aliança de dois lados
ou bilateral, que seria nula e sem efeito se uma das partes contratadas fracassasse em satisfazer as condições
específicas.

1.1. Alianças firmadas por Deus: Deus se move com o homem através de aliança.
 Aliança com Noé: GN:6-18 - “Mas estabelecerei minha aliança contigo e entrarás na arca, tu e teus filhos,
tua esposa e as mulheres de teus filhos“.
 Aliança com Abrão: GN:15-18 - “Naquele mesmo momento fez o Senhor a seguinte aliança com Abraão Aos
teus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro do Egito até o grande rio, o Eufrates“.
 Aliança com Israel: EX:19-5 - “Agora, se ouvirdes a minha voz e obedecerdes à minha aliança, sereis como
meu tesouro pessoal dentre todas as nações, ainda que toda terra seja minha propriedade“.
 Aliança messiânica de Deus com Davi: 2SM:23-5 - “Sim, a minha dinastia está em perfeita harmonia com
Deus, Ele estabelece uma aliança eterna comigo, firmada e garantida em todos os ângulos. Sem dúvida me
conduzirá ao sucesso em tudo e me proporcionará todos os desejos do meu coração“.
 Nova aliança: GL:3-6 - “Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do
Espírito; porquanto a letra mata, mas o Espírito vivifica“.
 Aliança de Sangue: O sangue de Cristo representa a totalidade da morte de Cristo, e é o penhor de Deus à
nova aliança. HB:8-6 - “Contudo, agora, Jesus recebeu um ministério ainda mais excelente que o dos
sacerdotes, assim como também a aliança da qual Ele é o mediador; aliança muito superior à antiga, pois
é fundamentada em promessas excelsas“.

1.2. Garantia do Sangue de Jesus: Podemos dizer com confiança que o sangue nos garante.
 Perdão – EF:1-7, “Nele, temos a redenção, o perdão doa nossos pecados pelo seu sangue, segundo as
riquezas da graça de Deus“.
 Purificação – IJO:1-7, “Se, no entanto, andarmos na luz como Ele está na luz, temos plena comunhão uns
com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado“.
 Justiça – RM:5-9, “Agora, como fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda, por intermédio dele,
seremos salvos da ira de Deus! “.
 Redenção – EF:1-7, “Nele, temos a redenção, o perdão dos nossos pecados pelo seu sangue, segundo as
riquezas da graça de Deus“.
 Santificação – HB:10-10, “E por essa determinação, fomos santificados por meio da oferta do corpo de Jesus
Cristo, feita de uma vez por todas“.
 Comprados – ICOR:6-20, “Pois fostes comprados por alto preço; portanto, glorificai a Deus no vosso próprio
corpo“.
 Livramento da maldição da lei – GL:3-13, “Foi Cristo quem nos redimiu da maldição da lei quando, a si
próprio se tornou maldição em nosso lugar, pois como está escrito ‘Maldito todo aquele que for pendurado
no madeiro’“.
 Herança prometida – HB:9-15, “Exatamente por esse motivo, Cristo é Mediador de uma Nova Aliança para
que todos aqueles que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que Ele morreu como

161
resgate por todas as transgressões cometidas durante o período em que vigorava a primeira aliança“.
 Libertos das escravidões herdadas – IPE:1-19, “Mas fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como
de Cordeiro, sem mácula ou defeito algum“.
 Vitória sobre Satanás – HB: 2-14, “Portanto, visto que os filhos compartilham de carne e sangue, Ele também
participou dessa mesma condição humana, para que pela morte destruísse aquele que tem poder da morte,
a saber, o Diabo; “.

1.3. Uma prova de amor: Na cruz, Deus entregou tudo, por causa de Seu amor pela humanidade que nada merece,
exceto a justa condenação. JO:3-16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho Unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna“.

1.4. Um símbolo de garantia: RM:8-32, “Aquele que não poupou seu próprio filho, mais o entregou por todos nós,
como não nos concederá juntamente com Ele, gratuitamente, todas as demais coisas“.

2. Salvação e expiação: Em toda a palavra de Deus a salvação revela.


 Graça de Deus: É iniciada e realizada somente pela graça de Deus
 Fé: É recebida pela fé
 Humanidade: Opera objetivamente dentro da história e das vidas humanas
 Preço altíssimo: Tem preço alto para Deus
 Resgate: Envolve o resgate dos inimigos
 Plenitude: Traz plenitude ao corpo e ao Espírito
 Vitória: Produz triunfo espiritual
 Amor Perfeito: Revela o amor de Deus
 Vindica a fé humana

2.1. Razões do sacrifício de Jesus: Quando damos uma olhada geral no Novo Testamento, vemos que Jesus morreu
por diversas razões paralelas que cumpriam os propósitos complementares de Sua encarnação e missão messiânica.
Nosso entendimento da ‘salvação’ precisa englobar todos aspectos a seguir:
 Vitória sobre o poder da morte – AP:1-18, “Eu sou o que vive; estive morto; mais eis que estou vivo por toda a
eternidade! E possuo as chaves da morte e do inferno“.
 Expiação, cobrir, reconciliar, pacificar – HB:9-28, “E assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única
vez, para tirar os pecados de muitas pessoas; e aparecerá segunda vez, não mais para eximir o pecado, mas para
brindar a salvação a todos que o aguardam. ”
 Revelação – I PE:1-3 – “Seu divino poder nos concedeu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade,
por intermédio do pleno conhecimento daquele que nos convocou para sua própria glória e virtude”.
 Nova vida – 2 COR:5-17, “Portanto se alguém está em Cristo, e nova criação; as coisas antigas já passaram, eis
que tudo se fez novo”.
 Salvação plena – TT:2-11, “Porque pela graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”.
 Propiciação – RM:3-25, “Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação por meio da fé, pelo seu sangue,
proclamando a evidência da sua justiça. Por sua misericórdia, havia deixado impunes os pecados anteriormente
cometidos”.
 Redenção – GL:4-5, “para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de
filhos”.
 Justificação – RM:5-18, “Portanto, assim como uma só transgressão determinou na condenação de todos os
seres humanos, assim igualmente um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens”.
 Reconciliação – II COR:5-18, “Tudo isso provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio de
Cristo e nos outorgou o ministério da reconciliação”.

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AULA 03
Salvação e revelação
Salvação e vitória

Salvação e revelação
1. A Glória na Igreja: A glória de Deus foi revelada aos homens:
 Na criação – Relata que a terra e o céu estão cheios da glória de Deus. SL:29-9, SL:19-1, “Os céus revelam a glória
de Deus, o firmamento proclama a obra das suas mãos”
 Para o povo redimido de Deus – NN:14-22, “Todos esses homens que presenciaram a minha glória e
comtemplaram os sinais miraculosos que fiz no Egito e no deserto, todas essas pessoas que já me puseram à
prova e me desobedeceram, deixando de ouvir a minha voz dez vezes”
 No momento do sacrifício – HB:1-3, “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser,
sustentando tudo o que há pela palavrado seu poder. Depois de haver realizado a purificação dos pecados, Ele
se assentou à direita da Majestade nas alturas”

1.2. Glória de Deus em Cristo Jesus: A ideia da ‘glória de Deus vista em Cristo Jesus’ (Sua presença localizada e natureza
pessoal revelada por meio de Jesus), é especialmente forte no Evangelho de João. Demonstra que a presença e a
natureza de Deus são manifestas nos milagres de Jesus, que são chamadas de ‘sinais’; mais também enfatiza que a glória
de Deus é vista na fraqueza voluntária de Jesus, no auto sacrifício voluntário de Sua encarnação. JO:1-14, “E a Palavra
se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade”.
1.3. Justiça e amor Divino: RM:5-8, “Porém, Deus comprova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido em
nosso benefício quando ainda andávamos no pecado”
1.4. Aspectos do Amor e Justiça de Deus: A revelação do amor e justiça de Deus na cruz tinha três aspectos distintos:

 DAR: Ele deu seu o Seu filho – JO:3-16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça, mais tenha a vida eterna”.
 OFERECER: Ele ofereceu o Seu Filho para morrer – FP:2-8, “Assim, na forma de homem, humilhou-se a si mesmo,
entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz”.
 MORRER: Ele ofereceu o Seu Filho para morrer por todos nós – RM:5-6, “Em verdade, no devido tempo, quando
ainda éramos fracos, Cristo morreu por todos os ímpios”

1.5. Poder e sabedoria divina: o oposto da sabedoria humana:


I COR:1-22, “Porque tanto os judeus pedem sinais, como gregos procuram sabedoria; ” Os dois grupos de pessoas
queriam que a mensagem do evangelho lhes provasse sua autenticidade pelo poder e sabedoria nela contidos.
I COR:1-23, “nós, entretanto, proclamamos a Cristo crucificado, que é motivo de escândalo para os judeus e loucura para
os gentios” A cruz ofendeu aos dois igualmente; para eles; era ‘escândalo’ e ‘loucura’. Mas para Paulo, a cruz era
exatamente o oposto.
I COR:1-24, “Todavia, para os que foram convocado, tanto judeus como grego, Cristo é o poder de Deus e sabedoria de
Deus” Paulo revela que Cristo crucificado em fraqueza é na realidade o poder de Deus, e que o Cristo aparentemente
‘louco’ é a própria sabedoria de Deus.
I COR:1-25, “Portanto a insensatez de Deus é mais sabia que a sabedoria de dos seres humanos, e a fraqueza de Deus é
mais forte que todo o poder dos homens” Paulo deixa claro que a loucura de Deus é maior do que qualquer sabedoria

163
humana, e que a Sua fraqueza é mais forte do que qualquer força humana.
1.6. A sabedoria pessoal de Deus: A sugestão de Paulo de que Jesus é a sabedoria de Deus pessoalmente é coerente.
PV:1-7, “O temor do Senhor é p princípio da sabedoria...” Jesus viveu em temor ao pai em todo tempo entre nós.
RM:1-16, “Portanto não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que
nele crê; primeiro judeu, assim como do grego” A cruz revela a grande sabedoria de Deus em conseguir salvar os
pecadores e satisfazer o Seu amor e justiça; Declara que a cruz também é a revelação do poder de Deus para a salvação
de todos os que creem.
1.7. Bondade humana perfeita: A cruz não foi apenas a revelação suprema da glória de Deus, mas foi também o exemplo
perfeito da bondade humana. O pai enviou o Filho como sendo ‘totalmente Deus, totalmente ser humano’ para não
somente revelar o Seu eu divino, mas também mostrar à raça humana a maneira ideal de viver e morrer. FP:2-8, “Assim
na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz”
1.8. Abnegação e auto sacrifício voluntário: À medida que o sacrifício máximo de Jesus se aproximava, Ele ensinou mais
claramente aos discípulos sobre o auto sacrifício humano. Por exemplo:
 Ele os ensinou o segredo da grandeza humana de servir. MT:20-26, “Não será assim entre vós. Ao contrário,
quem desejar ser importante entre vós será esse o que deva servir aos demais”
 Ele demonstrou a natureza pacífica e despretensiosa do Seu governo entrando em Jerusalém montado em um
jumento. MC:11-4, “Eles partiram e logo encontraram um jumentinho na rua, amarrado a um portão, e o
desprenderam”
 Ele elogiou o sacrifício discreto da viúva. MC:12-43, “E chamando para perto de si os seus discípulos, Jesus lhes
declarou: ‘Com certeza vos afirmo que está viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os
demais ofertantes”
 Ele aplaudiu a doação exagerada de Maria. MT:26-13, “Com toda a certeza vos afirmo; em todos os lugares do
mundo, onde este evangelho for pregado, igualmente será contado o que essa mulher realizou como um
memorial a ela”.
 Ele revelou a perfeição do Seu amor e instruiu os discípulos a seguirem seu exemplo. JO:13-8, “Disse-lhe Pedro:
‘Senhor, jamais me lavarás os pés! ’ Ao que Jesus lhe advertiu: ‘Se Eu não lavar os teus pés, tu não terás parte
comigo”.

1.9. O Homem na Cruz: A morte de Jesus na cruz é o exemplo máximo da perfeita bondade humana. Esse é o Cristo que
chama os discípulos a segui-Lo, viver de acordo com Seu exemplo, tomarem as suas cruzes (todo dia) e compartilhar essa
forma ideal de viver e morrer. MC:8-34, “Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e venha
após mim”

2. Salvação e Vitória – Dada Gratuitamente ao Homem: Os primeiros cristãos sentiam-se vencedores e vitoriosos,
triunfantes e gloriosos. Eles sabiam que deviam a sua vitória totalmente ao Jesus vitorioso. Cristo venceu e triunfou –
Ele fez isso na cruz. Precisamos não apenas entender e celebrar os diferentes aspectos da salvação, mas devemos
também nos apropriar de todos eles pela fé e abraça-los plenamente.

RM:8-37, “Contudo, em todas as coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”.
AP:3-21, “Ao vencedor, Eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono”

2.1. Previsões de vitória Prevista por Deus: Essa primeira previsão do triunfo identificava a semente da mulher, ou o
seu rebento, como aquele que seria completamente vitorioso. GN:3-15, “Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e o descendente dela: porquanto, este te ferirá a cabeça, e tu lhe picarás o calcanhar”
2.2. Prenúncios da vitória – Prenunciadas pela Vida de Jesus: Se a vitória decisiva de Cristo sobre Satanás foi alcançada
por Sua morte na cruz, as primeiras batalhas foram ganhas por Sua perfeita ‘submissão a Deus durante a Sua vida na
terra’ e por meio das grandes obras que demonstram a Sua unção e autoridade. O que precedeu a vitória foram as
perseguições.

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 Massacre das Crianças, MT:2-1 a 18
 Tentações no deserto, MT:4-1 a 11
 Atentados na congregação de Nazaré contra a Sua vida, LC:4-28 a 29
 Desejo da multidão de torná-lo um líder político, JO:6-15
 Oposição de Pedro ao caminho da cruz, MT:16-21 a 23
 Traição de Judas, LC:22-1 a 6

2.3. O momento da vitória – A Salvação Conquista na Cruz: CL:2-14, “e cancelou a escrita de dívida, que consistia em
ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu completamente, pregando-a na cruz”
 Ato divino de perdão na cruz, de maneira que nossas dividas foram canceladas, destruiu todos os registros de nossas
dividas.
 Retirou as armas dos Seus oponentes, expondo-os como inimigos, imponentes, e derrotados, nos dando total
autoridade sobre eles.
 Venceu o diabo durante o Seu ministério resistindo a todas as suas tentações e por sua perfeita submissão e
obediência ao Pai.

RM:5-19, “Sendo assim, como por meio da desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim
também, por intermédio da obediência de um único homem, muitos serão feitos justos”

2.4. Confirmação da vitória – Confirmada na Ressurreição de Jesus: A cruz foi a vitória, e a ressurreição foi meramente
a prova visível e confirmação pública dessa vitória na cruz. A cruz não deve ser proclamada separada da ressurreição ou
a ressurreição sem a cruz, pois Jesus é ao mesmo tempo o Senhor vivo e o Salvador.

AT:2-24, “Contudo, Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o
retivesse”

2.5. A aplicação da Vitória – Disponível para a Igreja de Cristo: Devemos aplicar a vitória de Cristo em nossas vidas ao
vencermos os ataques do inimigo, devemos também aplicar a Sua vitória libertando os cativos do inimigo. A igreja tem
a missão de estender o governo triunfante de Deus, no poder do Espírito, por meio da proclamação da mensagem, pela
demonstração e encarnação das boas-novas de Jesus Cristo.

RM:10-14, “No entanto, como invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram
falar? E como ouvirão, se não há quem pregue? ”

2.6. A plenitude da Vitória – Na volta de Jesus: Devemos sempre aguardar ansiosamente a plenitude e consumação da
vitória de Cristo na Sua volta.

ICOR:15-24, “Então virá o fim, quando Ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, potestade
e poder”

2.7. Vivendo em vitória – Pela Fé: Viver em vitória, significa viver sabendo que Satanás ainda existe, mas que o seu poder
foi essencialmente desfeito; que a carne nos sugere todo tipo de maldade, mas essas são ameaças vazias; que a morte
ainda levanta a sua cabeça horrorosa, mas não temos nada mais a temer.

I JO:3-8, “Aquele que vive habitualmente no pecado é do Diabo, pois o Diabo peca desde o princípio. Para isto, o filho de
Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo”

RESULTADOS ADQUIRIDOS DA SALVAÇÃO E VITÓRIA


2.8. Livres da Lei: Não somos condenados se estamos em Cristo, pois Deus condenou os nossos pecados no próprio
Cristo. A cruz nos libertou da condenação da Lei para que pudéssemos ser livres para viver andando em obediência ao
Espírito Santo.

RM:8-1, “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”

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2.9. Livres para Andar no Espírito - Livres da carne: A nossa experiência contínua da vitória de Cristo é demonstrada
pela nossa caminhada no Espírito e com o Espírito. A nossa parceria com Espírito é a nossa experiência de vitória.

GL:5-22,23, “Entretanto o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão
e domínio próprio. Contra essas virtudes não há Lei”

2.10. Livres do mundo: Andar na carne, fazer a vontade do nosso instinto humano, é o que permite que o diabo encontre
espaço em nós. O mundo é a forma que ele pressiona externamente, o mundo significa uma sociedade sem Deus, que
age contra a Igreja. Ao afirmar que havia vencido o mundo, Jesus quis dizer que havia rejeitado os seus valores distorcidos
e mantido Sua perspectiva santa sobre as pessoas.

JO:16-33, “Eu já vos preveni sobre esses acontecimentos para que em mim tenhais paz. Neste mundo sofrereis
tribulações, mas tende fé e coragem! Eu venci o mundo”

2.11. Livres da morte: Jesus nos libertou do medo da morte, Cristo, porém, morreu pelos nossos pecados e os retirou
de nós. Sua vitória sobre o pecado significa que somos libertos de temos do pecado e do julgamento, e
consequentemente, do temos da morte.

ICOR:15-54b, “Devorada, pois, foi a morte pela vitória!”

2.12. Cristo vitorioso – Vitoriosos pelo Sangue de Jesus: A vitória definitiva foi ganha na cruz.

AP:12-11, “Eles, portanto, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por intermédio da palavra do testemunho que
anunciaram; posto, que face a face com a morte, não amaram mais a própria vida”

LIVRES PARA RSISTIR AS TENTAÇÕES E PERSEGUIÇÕES


2.13. Os três monstros: AP:3, 13, 14, 16 e 17, descreve três aliados que ajudam o dragão ferido.
 Autoridades que perseguem a Igreja
 Falsos deuses, realiza sinais falsos e prepara para enganar
 Sedução em vez de perseguição ou engano, seu objetivo é intrigar as pessoas por meio da imoralidade e
materialismo

2.14. Ser um vitorioso: Não é fugir dos monstros da perseguição, enganos e sedução do diabo; devemos resistir-lhe em
nome de Jesus, de modo que o diabo fuja de nós como foge de Jesus. O vitorioso sujeita-se a palavra de Deus, fazendo
a vontade do Pai, da mesma forma que Cristo se sujeitou fazendo a vontade de Deus.

TG:4-7, “Portanto, sujeitai-vos a Deus, resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós! ”

2.15. A natureza cósmica da salvação: Significa que devemos ter uma ‘dimensão mundial’ legítima para nosso
evangelismo, e perceber que a mensagem da cruz também é relevante para as questões ambientais chave, como
aquecimento global, conservação de energia e produção de alimentos. Este escopo cósmico da salvação bíblica é a razão
dos cristãos deverem se engajar com o mundo em todas as frentes – político, social, econômico, ambiental etc., não
somente o espiritual.

RM:8-22, “Sabemos que até hoje toda a criação geme e padece, como em dores de parto”

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AULA 04
Salvação e nova vida
Pela graça mediante a fé

Salvação e nova vida


1. Novo nascimento: A medida que morreu ‘fazendo esforço’, Jesus bradou ‘Está consumado!’ Ele vislumbrava
profeticamente a Sua semente, Sua posteridade, o fruto de Seu sacrifício – uma nova criação, humanidade redimida,
nascida de novo na natureza de Deus. Sua morte revelaria a glória de Deus; que essa morte faria que o líder maligno
do mundo fosse expulso e que ela reproduzisse de modo maravilhoso a Sua vida e natureza em nós.
IS:53-10, “Contudo foi do propósito de Deus, tortura-lo e fazê-lo passar por toda dor. E embora o Senhor o tenha
feito como oferta pelo pecado da humanidade, ele verá a sua posteridade, prolongará os seus dias para sempre, e
a vontade de Deus prosperará em suas mãos”

2. Contexto do Antigo Testamento: Como vimos, cada aspecto da salvação está ligado com a aliança de Deus e a
promessa de nova vida e reprodução está no centro de todas as alianças bíblicas.

3. Jesus e o novo Nascimento: O ensinamento básico de Jesus nesta passagem é simples. As pessoas assumem a carne
humana e entram no reino do mundo quando seu pai as gera e sua mãe as dá à luz. Do mesmo modo, as pessoas
entram no reino de Deus somente quando são geradas e nascidas por Ele.
JO:3-3, “Jesus respondeu-lhe, declarando: ‘Em verdade, em verdade te asseguro que, se alguém não nascer de novo,
não pode ver o reino de Deus”

4. Nascido do Espírito: Jesus comparou a carne e o Espírito do mesmo modo que acabara de comparar o nascimento
terreno e celestial. Essa comparação não tem nada a ver com supostas divisões dentro dos seres humanos, nem é
um contraste entre o material e espiritual, pois ‘carne’ aqui se refere à humanidade em termos de seu nascimento
no mundo – e, como tal, possui algo tanto do material como do espiritual. Em vez disso, a comparação de Jesus é
entre pessoas ‘do modo que são’ e pessoas ‘do modo que podem ser’ – quando recebem nova vida e nascem do
Espírito.
JO:3-6, “O que é nascido da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito ”

5. O levantar do Filho: Jesus explicou que a nova vida só pode vir a existir por meio de Seu levantar na cruz. Isso
significa que ‘nova vida’, ‘novo nascimento’, ‘ser nascido de novo’, ‘ser nascido do Espírito‘ etc., somente é possível
pela morte do Filho na cruz.
JO:3-14 e 15, “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, desse mesmo modo é necessário que o Filho do
homem seja levantado. Para todo o que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna”

6. Confiança no Filho: A vida eterna que Jesus promete àqueles que creem é vida somente pela fé naquele que foi
levantado como o mastro levantado por Moisés no deserto. Isso significa que a nossa fé não levará a nova vida, a
menos que se baseie firmemente na cruz. Jesus mostra que o dom da nova vida dada por Deus é para o mundo
inteiro.
JO:3-16 e 17, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para todo aquele que nele
crê não pereça, mas tenha vida eterna. Portanto Deus enviou o seu Filho ao mundo não para condenar o mundo,
mas para que o mundo fosse salvo”

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7. Nova vida em Cristo: Jesus deixa claro em João que o dom da vida de Deus tem o propósito de produzir o caráter e
qualidade da vida do próprio Deus em nós. O dom da nova vida não é simplesmente a entrada garantida no céu
(embora seja isso), é também o dom do sopro de Deus que tem o propósito de nos transformar em semelhança de
Deus, a fim de que exibamos a natureza de Deus.
JO:15-7, “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que desejardes, e vos
será concedido”

Nova vida dos crentes na terra, exprimem:

 União com Cristo


 Em Cristo
 No Espírito
 Cristo em nós
 Revestindo-se de Cristo

8. União com a morte e vida de Cristo: Quando Cristo morreu na cruz, todos os que eram unidos a Ele também
morreram. Isso quer dizer que somos imediatamente unidos a uma morte que ocorreu quando colocamos nossa fé
em Cristo na cruz, e vivos para Deus.
RM:6-11, “Assim, desta mesma maneira, considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo
Jesus”

9. Em Deus: A ideia de que o que aconteceu com Cristo oferta cada um que crê Nele. A nova criação aconteceu para
um crente porque aconteceu para Cristo como consequência da cruz: Acontece a nós porque somos unidos com Ele
por um milagre da graça.
II COR:5-17, “Portanto se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez
novo! “

10. O Deus que habita: O ‘Espírito que habita’ implica uma maneira completamente nova de viver. Isso sugere que, em
certo sentido, o Espírito realmente toma posse de um crente, o qual se torna então um novo templo do Espírito.
I COR:3-16, “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o seu Espírito habita em vós? ”

11. Despir-se e vestir-se: Podemos somente nos despir do velho homem uma vez que tivemos abraçado o novo. É o
dom da vida de Deus que nos capacita a começar nos despir das velhas maneiras de viver e passar a viver o modo
de vida de ressurreição que Ele oferece.
EF:4-23 e 24, “a serdes renovados no vosso modo de raciocinar e a vos revestirdes do novo homem, criado para ser
semelhante a Deus em justiça e em santidade proveniente da Verdade”

Pela graça mediante a fé


1. A graça é um dom de Deus
EF:2-8, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”.

2. Pela fé alcançamos Graça


RM:5-2, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”.

ATOS SALVÍFICOS DE DEUS NO AT POR CAUSA DA FÉ

HB:11-27, MOISÉS pela fé deixou o Egito por causa de um posicionamento de fé, a consequência foi a libertação

HB:11-30, RAABE, A meretriz não pereceu com os desobedientes

ABRAÃO, Construiu um arca salvando sua família.

ABRAÃO, Saiu da sua terra, e foi próspero.

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3. Um entendimento integrado: A vinda de Jesus trouxe para a experiência presente todas as esperanças, desejos,
expectativas, promessas e profecias do Antigo Testamente.

4. No passado estávamos separados de Deus pelo pecado


5. No presente, comprados pelo sangue de jesus

6. No presente, comprados pelo sangue de jesus : Somos ‘separados’ como ‘santos’ como ‘santificados’ – não
como uma recompensa por ser bons em si mesmos, mas porque Deus os separou para servir somente a Ele e aos
Seus propósitos. Os crentes são chamados a serem templos e sacerdotes;
IPE:2-9, “Porém, vos sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo
propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz”

7. No futuro, resgatados pelo próprio Jesus na sua vinda

AP:3-11-12, “Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o
farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da
cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome”

 Dia do Senhor: AT:2-20, “O sol se tornará em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia
do Senhor”
 O dia do Senhor Jesus: ICOR:5-5, “ entreguem esse homem a Satanás para que a carne dessa pessoa seja
destruída, mas o seu espírito seja salvo no Dia do Senhor”
 O dia de nosso Senhor: ICOR:1-8, “Ele os conservará firmes até o fim, de modo que sereis irrepreensíveis no Dia
de nosso Senhor Jesus Cristo”
 Aquele dia: MT:7-22, “Muitos dirão a mim naquele dia: Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em seu
nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não realizamos muitos milagres? ”
 Último dia: JO:11-24, “E Marta lhe disse: ‘Eu seu que ele vai ressuscitar no ultimo dia’”
 A segunda vinda: HB:9-28, “Assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma vez, para tirar os pecados de
muitas pessoas; e aparecerá segunda vez, não mais para eximir o pecado, mas para brindar salvação a todos
que o aguardam”

Quando Jesus estava para partir pediu que celebrássemos em sua memória a ceia, nessa futura àqueles que
permanecerem nele, ceiará com ele, este é o dia das bodas, aonde o noivo é Jesus e a noiva a igreja triunfante,
celebremos com alegria este grande dia que está por vir!!!!!!!

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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AULA 01
A prioridade do Pai
Louvor e adoração
A adoração no Antigo Testamento

1. A prioridade do Pai: “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.
1.1. Adoração: A verdadeira adoração, em primeira e última instância, é sempre uma resposta humana a uma
iniciativa divina, e nunca simplesmente uma ação humana para atrair a atenção divina.

1.1.1.Adoração – em espírito: Surge dentro das pessoas somente quando o Espírito Santo toca os seus espíritos
humanos. Podemos ter canções excelentes e músicos talentosos, técnicas proveitosas e estilos
culturalmente relevantes, uma ordem de culto bem planejada e líderes sábios, porém, não adoraremos a
Deus em espírito até que o Pai nos atraia a Ele próprio e o Espírito Santo toque os nossos espíritos
humanos.
1.1.2.Adoração – em verdade: MT:4-10; “Ordenou-lhe então Jesus> “Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao
Senhor teu Deus adorarás e só a Ele servirás”. Jesus deixa claro a quem deveríamos adorar e a quem
deveríamos servir. É o único Deus verdadeiro da Bíblia, o Deus de Abraão e Isaque, o Deus vivo que Jesus
revelou perfeitamente.
1.1.3.Adoração – nossa primeira prioridade: Em MC:12-28 a 34, Jesus sintetiza todos os mandamentos de Deus
em dois e explica que amar ao Senhor, o único Deus, com todo nosso ser é o mandamento divino mais
importante, sendo assim a adoração deve ser a prioridade número um em nossas vidas.
1.1.4.Adoração – com confissão: É evidente que não adoramos Deus somente por quem Ele é, mas também por
causa do que Ele fez e está fazendo. Ele é o Deus vivo que fala e salva, que cura e liberta, que julga, vence
e perdoa. Ele é o Deus que age e o Deus que é, e Sua bondade, fidelidade, justiça, amor, sabedoria,
paciência e misericórdia inerentes estão gravadas em obras poderosas por toda a Bíblia – e em nossas
vidas.
1.1.5.Adoração com sinceridade: Passagens como SL:24-4, 50-8 a 23, 51-16 a 19; PV:15-8, 21-27; IS:1-11 a 20,
29-13, 58-1 a 14, 66-1 a 4; JR:6-20, 7-21 a 28; OS:8-11 a 13; AM:5-21 a 24; MQ:6-6 a 8 e MT:15-7 a 8,
espelham que a verdadeira adoração pode vir somente de um coração sincero.
1.1.6.Adoração com expectativa: A adoração verdadeira é sempre uma resposta humana à iniciativa
misericordiosa de Deus, podemos nos dirigir à adoração com a expectativa de experimentarmos a
realidade de Deus quando O adoramos em espírito e em verdade.
1.1.7.Adoração – nosso relacionamento: Significa que o objetivo de nossa adoração é sempre a presença do
Deus trino, que nosso chamado à adoração é sempre um chamado a um relacionamento mais profundo
com Ele, e que a adoração é a expressão exata de nosso relacionamento redimido com Ele.

1.2. O líder da adoração: A adoração autêntica é essencialmente uma resposta humana a uma iniciativa divina,
deveria estar claro que a adoração em espírito e em verdade deve sempre ser conduzida e dirigida pelo próprio
Deus.

1.3. Deus decide: O princípio bíblico de que ‘o povo de Deus deve permitir que Ele direcione a adoração se quiser
agradá-lo com ela’ quer dizer que somente Deus decide quais homens e quais mulheres, e também quais dons
naturais e espirituais, devem ser usados na adoração.

1.4. Nossa resposta: Sugere que na verdadeira adoração sempre há uma progressão espiritual natural em ação.
 Deus nos chama, pelo Espírito, a adorá-Lo
 Nós respondemos à convocação de Deus
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 Nós ficamos face a face com o Senhor na adoração
 Seguimos sua liderança e direção quanto ao modo de adorar
 Somos transformados por sua presença durante a adoração
 Recebemos as suas ordens para servir e também a capacitação enquanto adoramos
 Vamos do adorar ao amar a Deus, servir ao próximo e aplicar a vitória de Cristo

1.5. Focar Deus: Ao ‘ouvirmos’ ou ‘sentirmos’ o chamado de Deus para adorar devemos voltar toda a nossa atenção
a Ele. Isso inclui aquietar todas as nossas atividades humanamente iniciadas e concentrarmo-nos firmemente
nele.
1.6. Louvar a Deus: HB-13-15 e IPE:2-5 a 9, instruem o povo da nova aliança de Deus a oferecer-Lhe sacrifício de
louvor e declara os Seus feitos maravilhosos.

2. Louvor e Adoração

2.2. Serviço: A Bíblia não faz tal distinção no que diz respeito às Escrituras, nossa adoração a Deus é nosso serviço a
Ele e também atividades espirituais como cantar e orar, ou seja adoramos a Deus através de diversas formas.
2.3. Louvor Bíblico: A Bíblia deixa claro que Deus se deleita em sua criação, e que toda criação deve expressar a sua
alegria em louvor – GN:1; SL:90-14 a 16, 104-31; PV:8-30 a 31; JÓ:38-4 a 7 e AP:4-6 a 11. A Bíblia também mostra
que a vinda do reino de Deus é marcada pela restauração da alegria profunda e louvor genuíno do povo de
Deus e de toda criação – IS:9-2; SL:96-11 a 13; LC:2-13 a 14 e AP:5-9 a 14

3. Adoração no Antigo Testamento

3.2. Lugares de adoração: A adoração era oferecida somente em um local específico, onde Deus tinha se revelado
previamente de algum modo tangível. As pessoas supunham que a santidade de Deus poderia seguramente
interagir com o mundo pecaminoso naquele lugar específico. Moises quando viu a sarça ardente, em EX:3-5 a
6, reconheceu imediatamente que era um lugar santo onde Deus poderia e deveria ser adorado.

3.3. O tabernáculo e a arca: EX:33-7 e 40-38, registra o modo que os judeus que escaparam do Egito adoravam a
Deus em uma tenda especial que armaram no meio do arraial. Eles chamavam de ‘a tenda da presença do
Senhor’ ou ‘o Tabernáculo’. A parte mais santa do tabernáculo, o ‘santo dos santos’, continha ‘a arca da aliança’.

Era uma caixa de madeira revestida de ouro, que guardava as tábuas da Lei entregue a Moisés, um pote de maná e a
vara de Aarão – EX:25-16, 21, 40-20; DT:10-1 a 5 e HB:9-4 a 5. A arca era o lugar no tabernáculo onde Deus revelava sua
vontade – EX:25-22, 30-36; LV:16-2 e JS:7-6, também era identificada de modo muito intimo com a presença pessoal de
Deus – NN:10-35, 36; JS:4-5 e 13

3.4. O templo de Jerusalém: IRS:6-1, 7-51 e IICR:2-17, 5-1 descrevem a construção do templo. Seu layout geral era
semelhante ao tabernáculo. A maior parte da adoração ocorria nesses recintos – IIRS:16-10 a 18, 18-1 a 7 e 21-
1 a 18

3.5. Sinagogas locais: Locais onde se reunião para adorar a Deus fora do Templo, a adoração na sinagoga era
diferente da adoração no templo:
 Baseava-se nas comunidades locais e ocorria em menor escala
 Não incluía quaisquer sacrifícios rituais
 Seus aspectos principais eram a oração e a leitura e interpretação da ‘lei dos profetas’

3.5.1.Sacrifício: Passagens como LV:1-1 a 7, 38; NN:15-1 a 31 e 29-1, 29-40 registram as instruções específicas
para a oferta de sacrifícios.

172
3.5.2.Cântico e música: Passagens como SL:22-3 e 63-5, mostram que é natural que respondamos ao caráter
santo de Deus com esse tipo de adoração, e a consciência de Sua boa presença sempre leva as pessoas a
adorá-lo em canções alegres de louvor.
3.5.3.Dança e teatro: Alguns dos Salmos expressão a dança, enquanto outros encorajam vigorosamente – SL:26-
6, 149-3 e 150-4. Em IISM:6-1 a 22 relata como o rei Davi participou da dança pública e foi arguido por sua
esposa por parecer tolo
3.5.4.Oração: Por todo o AT seve claramente que as pessoas comuns como Ana podiam trazer os seus problemas
a Deus – bem como profetas e reis – ISM:1-1 a 18; IRS:8-22 a 61 e 18-37 a 37

3.6. O sábado: A palavra hebraica sabbat que significa ‘cessação’ ou ‘descanso’ e GN:2-2; EX:20-11 e 31-17, afirmam
que Deus ‘descansou’ de sua criação e foi ‘renovado’. O princípio sabático no AT refere-se à interrupção do
trabalho um dia por semana se baseia no exemplo pessoal do descanso. A adoração era parte desse processo
sabático de renovação – LV:19-30; NN:28-9 a 10; IIRS:11-5 a 8; IS:1-13, 2-11; JR:17-21 a 22 e AM:8-5.

3.7. A páscoa: O povo de Deus se recordava continuamente do livramento da escravidão no Egito. Eles marcavam
esse dia com uma comemoração anual que realizavam em suas casas, onde celebravam o modo que o
relacionamento de pacto ou aliança de Deus com eles fora evidenciado nos episódios do êxodo.

3.8. Adoração variada: A adoração no AT era uma experiência muito variada, mas não incluía a pregação – NE:8-7
a 9 mostra que depois do retorno do exílio, a Lei era explicada durante a adoração, mas a ênfase principal
naqueles dias era sempre o louvor e celebração.

3.9. Profetas, sacerdotes e reis: Eram as figuras chaves na adoração em Israel.

3.9.1. Reis:
 Fundaram centros de adoração – IISM:6-17; 24-25; IRS:5-1, 6-14, 12-26 a 33 e AM:7-13
 Assumiram a responsabilidade pela criação de política religiosa – IRS:15-11 a 15; IIRS:1-1 a 18, 16-1 a 18, 18-1 a
7, 21-1 a 9, 22-3 e 23-23
 Dirigiam a adoração – ISM:13-8 a 10, 14-35; IISM:6-1 a 19, 24-25; IRS:3-3 a 4, 8-14 a 66, 12-32, 13-1; IIRS:16-1 a
16 e 19-14 a 19

3.9.2. Sacerdotes:
 Cuidavam dos santuários em toda a terra – JZ:17-1 a 13, ISM:1, 3-21 e AM:7-10 a 13
 Davam conselho quando consultados – ISM:9-3 a 16
 Davam instruções acerca da adoração – LV:10-8 a 11, 13-1 a 8; EZ:22-26, 44-23 e AG:2-11 a 14
 Celebravam os sacrifícios e aspergiam o sangue sacrificial no altar – LV:1-1 a 7, 38; NN:15-1 a 31 e 28-1, 29-40
 Eram os guardiões da arca e da lei – JS:3-6 a 17, 4-9 a 11
 Meditavam entre Deus e as pessoas – NN:6-22 a 26 e ISM:1-17

3.9.3. Profetas:
 Sacerdotes e profetas trabalhavam lado a lado – JR:5-31, 23-11, 26-7, 16, 29-26; LM:2-20 e ZC:7-1 a 3
 Alguns profetas tinham uma sala no templo – JR:35-3 a 4
 Os profetas geralmente entregavam as suas mensagens no contexto da adoração organizada e as relacionavam
muitas vezes às festas principais
 Alguns profetas eram membros de famílias sacerdotais – JR:1-1 e EZ:1-1
 Alguns Salmos inferem que alguém falava o nome de Deus durante a liturgia de adoração e outros contêm
mensagens que vieram diretamente de Deus – SL:12-5, 81-5 a 16, 85-9 a 13 e 91-14 a 16

3.10. As pessoas: A maioria era trabalhador e trabalhadora simples nas pequenas cidades e vilarejos de Israel.
A maior parte do AT nos diz pouco acerca dos detalhes precisos da adoração; um livro, porém se sobressai e é
fundamental para a nossa compreensão da adoração de pessoas comuns – e para a nossa adoração hoje. O
livro de Salmos parece um relato detalhado das atividades de adoração no templo de Jerusalém no período de
reis, antes do exílio na Babilônia.
173
AULA 02
A adoração nos Salmos
A adoração no Novo Testamento
Culto e adoração

1. A adoração nos Salmos: O livro dos Salmos no AT – literalmente ‘canções de louvor’, tehillim – contem 150 peças
de poesia espiritual organizadas em cinco coleções de ‘minilivros’ – 1-41; 42-72; 73-89; 90-106 e 107-150. O fim de
cada uma dessas cinco coleções – por exemplo, 41:13 – é marcado por uma ‘doxologia’ por uma frase formal de
louvor a Deus. As cinco coleções devem ter sido escolhidas a partir de coleções mais antigas e separadas – talvez de
‘hinários’ do Asafe (50 e 73-83), Corá (42,49,84-85 e 87-88) e Davi (3-41 e 51-72), e a partir de ‘letras de músicas’
para ocasiões especiais como a peregrinação anual a Jerusalém (120-134) e a refeição pascal em família (105-107,
111-118, 135-136 e 146-150). O fato de que alguns Salmos são réplicas uns dos outros parece provar que deve ter
havido diversas coleções paralelas no início, por exemplo, os de número 14 e 53; 40:13-17 e 70; 108, 57:7-11 e 60:5-
12.

1.1. Salmos de Davi: Não sabemos o que significa alguns dos títulos tradicionais. Por exemplo, a frase ‘um Salmo de
Davi’ (que aparece no título de 73 Salmos) poderia, ás vezes, significar que foi escrito para Davi, outros, que
foram escritos por Davi e eventualmente, que fazia parte de uma coleção publicada pelo palácio.

1.2. Tipos de Salmos:


 Poemas hebraicos – 119, 34, 111, 112 e 145
 Hinos de louvor – 8, 19, 29, 33, 46-48, 76, 84, 87, 93, 96-100, 103-106, 113-114, 117, 122, 135-136 e 145-150
 Lamentos sobre sofrimento, apelo, desespero, – 7, 12, 26, 9, 10, 22, 44, 3, 5, 42, 43, 55, 57, 63, 130, 4, 11, 16,
23, 62, 121, 131, 6, 22, 69, 140, 12, 44, 60, 74, 79, 80, 83, 85, 106, 123, 129, 137, 3, 5-7, 13, 17, 22, 25, 26, 28,
31, 35, 38, 42, 43, 51, 54-57, 59, 63-64, 69-71, 77, 86, 102, 120, 130, 140-143
 Canções de ação de graças – 18, 21, 30, 33, 34, 40, 65-68, 92, 116, 118, 124, 129 e 138-144
 Salmos proféticos – 50, 75, 81-82, 85, 95 e 110
 Áreas com problemas - 139
 Auto justificação – 6, 32, 38, 51, 102, 130 e 143
 A adoração e os Salmos – 20, 26, 27, 66, 81, 107, 116, 134 e 135

1.3. O valor dos Salmos: Os Salmos eram a ‘ferramenta’ básica de adoração do povo de Deus no AT. Deus inspirava
as pessoas a escrever palavras que ajudassem os Seus filhos a se aproximarem Dele, independente de qual fosse
a sua situação.

2. A Adoração no Novo Testamento

2.2. A adoração na Igreja primitiva: Embora AT:2-46, mencione cultos diários, AT:20-7, sugere que o Dia do Senhor
(domingo, o primeiro dia da semana, o dia da ressurreição) havia começado a substituir o Sabat (Sábado, o
último dia da semana, o dia de descanso após a criação) como um dia especial de adoração.

2.3. Salmos, hinos e cânticos: EF:5-19, “Falando entre vós com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e
louvando de coração ao Senhor”.

174
2.4. O ministério da Palavra: ITM:4-13, “Enquanto aguardas a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação e ao
ensino”. Paulo instrui a Timóteo a participar da leitura pública das Escrituras, bem como ensino e pregação.

2.5. Orações: ICOR:1-2, Paulo mostra que ‘invocar o nome do Senhor’ em oração é um dos símbolos-chave de
crentes cristãos verdadeiros, e ele encoraja as pessoas a continuar persistindo em oração em, CL:4-2 e ITS:5-
25.

2.6. Liberdade na adoração: Argumentos básicos de Paulo em relação a liberdade na adoração:


 Em Cristo não há distinção entre classe, raça ou gênero – GL:3-28
 Cristo deu aos crentes uma nova liberdade – GL:5-1

2.7. Princípios morais: I COR:10-21, Paulo deixa claro que é moralmente impossível compartilhar duas coisas: A Ceia
do Senhor e qualquer forma de adoração a ídolo. As divisões na Igreja onde Paulo se expôs, e às quais se opôs
também estavam se manifestando durante a adoração pública. I COR:1-11.

2.8. Dons espirituais: Os membros podem manifestar tantos dons espirituais quantos receberem; entretanto se
amarem de fato a igreja com amor de Deus, não agiram de modo a confundir outros membros, mas somente
de modo a desenvolvê-los e edifica-los em Cristo.

2.9. Adoração sacrificial: RM:12-1, Nos dias de Paulo, todos estavam acostumados à ideia de ‘sacrifícios mortos’ –
que representavam a entrega total e sem reservas de algo a Deus ou a um deus. Então, um ‘sacrifício vivo’ deve
envolver a entrega contínua de uma vida a Deus, em culto. RM:12 deixa claro:
 Constantemente transformado em semelhança de Cristo
 Totalmente comprometido com o corpo de Cristo
 Oferecendo todo dom dado por Deus para benefício de toda a igreja

2.10. O sacrífico do nosso louvor: HB:13-6, também nos encoraja a oferecer um sacrifício de louvor a Deus
com nossos lábios.

3. Serviço e Adoração
3.1. Serviço em espírito e em verdade: A adoração e o serviço estão ligados intimamente, e a Bíblia usa a mesma
palavra para os dois, podemos dizer que a nossa adoração é incompleta se não ‘transbordar’ em serviço; e que
nosso serviço é inaceitável a Deus se não resultar de nossa adoração a Ele.

3.2. O maior e o menor: JO:13-1 a 17, os apóstolos sabiam que um deles teria de lavar os pés dos outros. O problema
é que a lavação dos pés era um serviço para o servo mais inferior, e nenhum dos apóstolos queria ser tão inferior
assim. Jesus tomou uma toalha, redefiniu a grandeza, o serviço importante, e ainda revelou outra faceta crucial
da natureza divina, ‘o servir’.

3.3. Liderança e autoridade: Ao pegar a toalha e lavar os pés de seus discípulos, Jesus não estava abolindo a
liderança e autoridade, Ele as estava redefinindo. Mostrou que o serviço é para os mestres tanto quanto é para
os servos. Jesus sempre ensinou e revelou uma autoridade e liderança que servia as pessoas ao invés de
manipulá-las e controla-las. MT:20-25 a 28.

3.4. Serviço farisaico: Se quisermos entender e praticar o ‘serviço em espírito e em verdade’, temos de distingui-lo
do ‘serviço farisaico’
 Esforço humano: sempre vem por meio de esforço humano, em contrapartida, o serviço verdadeiro fui da
adoração, das sugestões de Deus, que são ouvidas quando nos inclinamos em sua presença.

175
 Busca ser notado: espera ser notado e se impressiona com grandes atos, o verdadeiro serviço não faz
distinção de serviços grandes ou pequenos, ele aceita indiscretamente todas as oportunidades de servir.
 Seletivo e Temporário: se preocupa com resultados e é seletivo quanto a quem é servido, ao passo que o
serviço verdadeiro se regozija em servir e serve aos inimigos com a mesma disposição que os amigos.
 Autogratificação: manipula e controla as pessoas e traz dano à comunidade, o verdadeiro cuida das
necessidades dos outros com paixão que temos por nós mesmos.
 Expressões de Serviço: nossa adoração é mais do que nosso cantar, orar e ouvir, assim o nosso serviço é
mais do que nosso limpar, cuidar e cozinhar, a adoração em espírito e em verdade é uma maneira contínua
de viver perante Deus, que é uma atitude interior permanente de adoração amorosa e admiração santa, agir
como servo.
 Tarefas simples: as cartas de Paulo mudaram milhões de vidas, este serviço era feito por mensageiros como
Tíquico, que viajava centenas de milhas a pé para entrega-las: EF:6-21, CL:4-7, IITM:4-12 e TT:3-12
 Prestatividade rigorosa: a maioria dos serviços não tem consequências tão grandes assim, AT:9-39 por
exemplo registra como Dorcas serviu de maneira tão modesta que impactou apenas algumas pessoas
necessitadas que moravam perto da sua casa.
 Aceitar o serviço: quando permitimos que os outros nos sirvam, estamos reconhecendo a autoridade deles
sobre nós, e a recebemos sem sentir necessidade de retribuir, os apóstolos tiveram que aceitar a lavagem
dos pés por Jesus.
 Prover hospitalidade: a hospitalidade é praticamente a única expressão de serviço à qual somos
expressamente conclamados nas Escrituras, IPE:4-9, RM:12-13, ITM:3-2 e TT:1-8.
 Adoração, serviço e humildade: adoração/serviço é uma atividade essencialmente humilde.
 Desenvolver humildade: podemos parecer praticamente ‘não humildes’ se buscarmos humidade
conscientemente. Contudo, quando entramos num curso de ação que enfatize a ocultação e foque o bem
dos outros, poderemos ter expectativa de que o Espírito Santo opere sua humildade em nossas vidas.

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AULA 03
Oferta e adoração
Regozijo e Adoração

1. Oferta e adoração

1.1. Oferta no Antigo Testamento: O povo de Deus respondia à sua generosidade afável com três, maneiras de
ofertar:
 Sacrifícios a Deus
 Dízimos aos pobres e aos líderes religiosos
 Ofertas voluntárias para projetos especiais

1.2. Sacrifícios: Eram doações que eram dadas diariamente a Deus, toda vez que se se voltava para Deus, o povo de
Israel O adorava oferecendo-Lhe sacrifícios.

1.3. Dízimos: Era um valor de 10% da renda familiar que era dado para prover uma receita ao pobre e aos líderes
religiosos. LV:27-30 a 32, deixa claro que o dízimo era dado de todas as colheitas e animais. Em ML:3-6 a 12
mostra que o dízimo pertencia a Deus e era dado a Ele. Diferente dos sacrifícios, entretanto os dízimos eram a
provisão especial de Deus a grupos específicos de pessoas. É importante observar que os dízimos do AT não
eram usados para pagar prédios ou projetos especiais – estes eram financiados por ofertas voluntárias. Em vez
disso, os dízimos eram usados inteiramente para oferecer uma renda para pessoas envolvidas no ministério e
para os que estavam desesperadamente necessitados. NM:18-21 a 32 e DT:14-29.

1.4. Ofertas voluntárias: Eram normalmente dadas para projetos especiais – especialmente para levantar e manter
prédios especiais.
 A oferta aos tabernáculos – EX: 25-1 a 4; 35-1 a 29 e 36-2 a 7
 A primeira oferta do templo – I CR:28-29
 A segunda oferta do templo – ED:1-2 a 6, 2-68 e 69, 3-5, 7-16 e NE:7-70 72

Estas ofertas não eram dízimos, pois as pessoas não tinham de dar porcentagens fixas de suas rendas, eram ‘voluntárias’.
O povo também tinha a obrigação de prover generosamente ao pobre por meio de ofertas voluntárias regularmente
vemos isso: DT:10-17 a 19, 15-7 a 11, 24-10 a 22; IS:58-6 a 11.

1.5. A oferta e Jesus: Jesus usou grande parte do tempo tratando do assunto dinheiro, e MC:12-41 relata que Ele
observava o que as pessoas davam quando vinham adorar, que Ele discernia o espírito em que elas davam, e
que comentava sobre o nível de suas ofertas. MT:6-24 é a base de todo ensinamento de Jesus acerca do
dinheiro: Ele insiste que é um poder – um Deus falso – que busca dominar e escravizar as pessoas. Isso explica
porque temos dificuldade de doar dinheiro, e por que grande parte do ensinamento de Jesus se dá em um
cenário evangelístico.

1.5.1.O ensinamento de Jesus acerca do ofertar:


 LC: 3-8 a 11, João Batista ensinava que ofertar deveria ser o primeiro fruto de nosso arrependimento
 MT:19-23 a 26; LC:5-1 a 11, 12-33 a 34 e 18-18 a 23, Jesus enfatiza repetidas vezes que ofertar é parte de nosso
compromisso com Ele
 MT:25-31 a 46, dar generosamente aos necessitados

177
 LC:11-42, 10-29 a 37, enfatiza que dar o dízimo não é o bastante, devemos dar ofertas voluntárias aos necessitados
 LC:16, contém o ensinamento mais completo de Jesus acerca do uso do dinheiro, ilustra a história do homem rico
e Lázaro
 MT:5-42; LC:6-30, jamais devemos esquecer das recompensas do versículo 38 referem-se ao dar exigido no versículo
30
 MT:6-1 a 3, prossegue o ensinamento em dar e explica a recompensa celestial, nos versículos 19 a 21 fala dos
tesouros terrenos que desaparecem
 LC:14-12 a 14, registra a instruções acerca da hospitalidade
 MT:17-24 a 27, 22-15 a 22; MC:12-13 a 17 e LC:20-20 a 26, Jesus ensinava as pessoas a pagarem seus impostos
 MT:23-23, Jesus não anula o ato de dar o dízimo – ao contrário, o confirma, embora o vincule rapidamente à atitude
correta do coração e ás questões ‘de maior peso da lei’

1.5.2.Os encontros de oferta a Jesus:


 Os homens sábios adoravam a Jesus ofertando-lhe doações – MT:2-9 a 12
 As mulheres adoravam a Jesus ungindo-o com óleo – MT:26-6 a 13, MC:14-3 a 9, LC:7-36 a 50 e JO:12-1 a 11
 As mulheres ofertavam de maneira prática para sustentar o ministério de Jesus – LC:8-1 a 3, 10-38 a 42, JO:11-1 a
45 e 12-1 a 12
 José deu seu túmulo a Jesus – MT:27-57 a 60; MC:15-42 a 47; LC:23-50 a 54
 Cleopas e seu companheiro deram uma refeição a Jesus – LC:24-13 a 35
 Um jovem rico recusou ofertar como Jesus o instruíra – MC:19-16 a 22; MC:10-17 a 22 e LC:18-18 a 23
 Zaqueu deu mais do que Jesus instruiu – LC:19-1 a 10
 Um menino deu seu almoço a Jesus – JO:6-9
 Uma viúva deu tudo o que tinha em adoração – MC:12-41 a 44 e LC:21-1 a 4
 Um leproso obedeceu a Jesus e ofertou em ação de graças - MT:8-1 a 4; MC:1-40 a 44 e LC:5-12 a 14

1.6. A oferta e a igreja primitiva: AT:2- 1 a 4, descreve o modo como Deus deu a Si mesmo, Seu Espírito, Seu poder,
e assim por diante. Ele deu voluntariamente, sem quaisquer pré-condição, ao mesmo povo que abandonara e
negara o Seu filho algumas semanas antes.

1.7. A comunidade que oferta: AT:3-1 a 9, mostra que a comunidade doadora tinha líderes generosos, pois relata
como Pedro e João deram a um mendigo coxo. Eles não ignoraram os homens necessitados, e nem lhes deram
suas moedinhas; em vez disso, prometeram dar-lhe tudo que tinham. Não devemos nos empolgar demais com
o milagre, a ponto de não perceber seu espírito doador.

AT: 4-32, descreve a generosidade dos crentes. A doação do crente era parte do testemunho da ressurreição de Jesus.
Em vez de não só ofertar diretamente ao pobre, os crentes também ofertavam para um fundo comum, que direcionava
as doações para os mais necessitados.

1.8. Ananias e Safira: AT:4-36 a 5: 4 -11, Pedro deixa claro que Ananias e Safira não tinham obrigação de vender as
suas posses, e que seria para eles darem apenas parte dos rendimentos. Porém eles mentiram – porque não
podiam admitir que não dariam tudo. A morte deles são um lembrete terrível acerca de ofertar. Do mesmo
modo que a história de Israel começa com Deus rejeitando a oferta de Caim, também a história da Igreja começa
com Deus rejeitando um casal cuja oferta Lhe era inaceitável.

1.9. Os problemas da oferta: AT:6-1 a 7. Descreve os primeiros problemas que a Igreja cresceu tão rápido que um
grupo de viúvas estava sendo ignorado na distribuição diária de comida. Eles resolvem o problema delegando
as tarefas a homens cheios do Espírito Santo.

1.10. Crentes doadores: Lucas caracteriza sempre a generosidade dos cristãos: LC:7-5 a 6, o centurião de
Cafarnaum, LC:8-1 a 3, Joana e Susana, LC:19-8 a 10, Zaqueu, a viúva em LC:21-1 a 4, e José em LC: 23-50 a 54,
Barnabé em AT:4-36 a 37, Dorcas em AT:9-36 a 39 e Cornélio, em AT:10-1 a 2.
1.10.1. Doas a pessoas distantes: AT: 11-27 a 30, registra um desdobramento importante no ofertar. Barnabé
e Paulo estavam ensinando crentes gentios em Antioquia da Síria – quase 400 milhas ao norte de
Jerusalém.
178
1.11. Paulo se despede com o assunto ‘ofertar’: AT:20-17 a 37, registra o sermão de despedida de Paulo aos
crentes de Éfeso, aos quais ele servia por dois anos. Ele poderia ter pregado a respeito de qualquer coisa, mas
escolheu pregar sobre ofertar, mas escolheu algumas palavras de Jesus acerca do ofertar. Passagens como RM:
12-8, 13, 20 e 15:27 a 29 refletem a preocupação de Paulo pelos crentes ofertarem generosamente.

1.12. Dízimos e sacrifícios: Muito embora o NT não este em um sistema legalista de dízimo, a igreja primitiva
ainda reconhecia que as pessoas que ministravam deveriam receber uma renda apropriada. Paulo deixa isso
claro em: ITM:5-17. E quando parou de oferecer sacrifícios a Deus no templo, a igreja passou a ofertar-lhe outras
formas de sacrifício: RM:12-1, EF:5 1 a 2, FP:4-15 a 20 e HB:13-16.

Alguns mestres rejeitam o dízimo com um princípio no NT. Claramente não se trata de uma lei, contudo, ofertar é uma
parte importante de nossa adoração e dar o dízimo, especialmente, é uma resposta adequada ao reconhecimento do
ministério sumo sacerdotal de Jesus.

No capítulo 7, o autor de Hebreus oferece uma comparação entre dar o dízimo sob a lei e dar o dízimo sob a graça. Ele
faz distinção entre as duas alianças (a antiga e a nova), os dois sacerdócios (o de Levi e o de Melquisedeque) e os dois
dízimos (o de Abraão e o da lei). É interessante que o autor honra o dízimo de Abraão a Melquisedeque e também
enfatiza – por exemplo em HB:6-20 – que Jesus é um sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. A inferência
aqui é que assim como o dízimo de Abraão trouxe glória e honra a Melquisedeque, dar o dízimo hoje é uma reação óbvia
ao ministério sumo sacerdotal de Jesus. Entretanto, dar o dízimo não é mais uma lei e os líderes não podem e não devem
focar ou manipular os seus membros a dar se eles não estiverem dispostos.

Na lei o dízimo era imposto. Na graça, é um ato voluntário de ação de graças, honra e reconhecimento do ministério de
Jesus. É valido mencionar que há uma multiplicidade de bênçãos Bíblicas associadas a dar o dízimo e ofertar: ML:3-10,
IICOR:9-6 a 7 e ICOR:16-2

1.13. Oferta generosa: II COR:8-9 descreve:


 Para provar que o seu amor é legítimo
 Para seguir o exemplo de Cristo
 Para trazer igualdade entre os santos

2. Regozijo e Adoração

2.2. A alegria do Senhor: Exemplo de cenários de regozijo:


 O anjo diz a Zacarias que muitos se regozijariam no nascimento de seu filho – LC:1-14
 As primeiras palavras do anjo a Maria foram ‘Salve agraciada (alegre-se) ’ LC:1-28
 Isabel e a criança regozijam quando viram Maria – LC:1-44
 Maria se alegra – LC:1-47
 Os vizinhos se alegram – LC:1-58
 Zacarias se alegra – LC:1-64
 O anjo traz aos pastores novas de grande alegria – LC:2-10
 Os exércitos celestiais se alegram – LC:2-13
 Os pastores se alegraram – LC:2-10
 Ana se alegra – LC:2-38

2.3. A alegria bíblica: Nas Escrituras, a alegria é sempre uma qualidade em vez de simplesmente uma emoção.
Baseia-se em Deus, é derivada dele, é característica definidora do seu povo, e é uma amostra da alegria de estar
com Deus para sempre no reino celeste: SL:16-11, RM:15-13, FP:4-4, IPE:1-8 e AP:19-7

2.4. A alegria no Novo Testamento: Os crentes cristãos são apresentados como quem se regozija:
 No senhor – FP:3-1 e 4-4
 Em sua encarnação – LC:1-14
179
 Em seu poder – LC:13-17
 Em sua presença com o Pai – JO:14-28
 Em sua presença com ele – JO:16-22 e 20-20
 Em seu trunfo final – JO:8-56
 Em ouvir o Evangelho – AT:13-48
 Em sua salvação – AT:8-39
 Em receber o Senhor – LC:19-6
 Em ter o nome escritos no céu - LC:10-20
 Em sua liberdade em Cristo – AT:15-31
 Em sua esperança – RM:12-2
 Em sua recompensa – MT:5-12
 Na obediência de outros crentes – RM:16-19
 Na proclamação de Cristo – FP:1-18
 Na colheita do Evangelho – JO:4-36
 No sofrimento de Cristo – AT:5-41
 No sofrimento pela causa do Evangelho – II COR:13-9
 Pelo sofrimento na perseguição – IICOR:6-10
 Pela manifestação da graça – AT:11-23
 Na reunião dos crentes – I COR:16-17
 Em receber sinais de comunhão – FP:4-10
 No regozijo dos outros – RM:12-15
 Em saber do bem-estar de outros – ITS:3-6

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AULA 04
Adoração e criatividade
O Espírito Santo e a adoração

1. Adoração e criatividade
1.1. O dom da criatividade: A humanidade foi criada à imagem e semelhança de Deus o criador GN:1-26, os seres
humanos são inerentemente criativos, e essa criatividade é um dom de Deus.

 Deus cria do nada: GN:1-1, JO:1-1 a 3 e HB:11-3

1.2. Dois testamentos, uma Bíblia: O AT é a base de cada ensinamento do NT. Vale afirmar que Cristo tem sua raiz
na revelação do AT. Hoje não precisamos de sacerdotes, templo, roupas especiais, ritos religiosos, cerimônias,
sacrifícios, festas santas, alimento especial, ou cultos preparados para podermos adorar a Deus. Nós adoramos
pelo espírito, e não confiamos na carne, conforme Paulo diz em FP:3-3, “Porquanto, nós é que somos a própria
circuncisão, todos nós que adoramos pelo Espírito de Deus, que nos gloriamos em Cristo Jesus e não depositamos
confiança alguma na carne”.

1.3. A arte na vida da Igreja: A criatividade de Deus trouxe a antiga criação à existência, mas Ele também usa o Seu
poder criativo para recriar-nos em Cristo. Somos a obra de arte de Deus em Cristo. EF:2-10, mostra essa obra
criativa de Deus na nova criação. Paulo diz que somos ‘feitura’ Sua, Sua expressão criativa em Cristo. A adoração
deve envolver toda expressão de criatividade que seja possível, em submissão ao Espírito Santo.

1.4. Usando a arte na adoração:


 Musica
 Canção
 Pintura
 Dança
 Teatro
 Poesia
 Arquitetura
 Filme
 Decoração
 Púlpito

1.5. Evitando os perigos: A arte pode ser perigosa. Pode transtornar tanto quanto encorajar. Pode advertir, bem
como informar. Essas coisas são boas. Entretanto, a arte também pode seduzir e enganar. Não é de surpreender
que o inimigo de nossas almas tenha se infiltrado nesse aspecto da cultura humana. Ele sabe que por meio da
arte dá para convencer o coração, cegar os olhos e persuadir a vontade das pessoas. A igreja deve estar
consciente dos perigos que parecem intrínsecos à adoção da arte no serviço de Deus.

1.5.1. Idolatria: A popularidade das formas de arte, em si e de si mesmas, e a imensa popularidade dada a artistas
de sucesso no mundo, às vezes beira à idolatria. A arte na igreja não está imune a esse perigo. Devemos
nos guardar disso, não deixando jamais que os artistas tomem o lugar do Espírito Santo de Deus em nossas
vidas ou no serviço a Ele. Uma área particularmente difícil é a representação da divindade. Deus é Espírito
e não se pode fazer a imagem do Espírito sem desvirtuar sua essência. A facilidade com que a idolatria se
apega ao coração humano pode ser vista: JZ:8-27, 17-5 e IIRS:18-4.

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JR: 7-15 mostra que até mesmo o tempo se tornou um tipo de ídolo, já que as pessoas se agarravam a ele
superficialmente, crendo que podiam confiar nele como um tipo de ‘talismã’ de proteção contra a
destruição de exércitos invasores.
1.5.2. Sensualidade: Por geralmente o uso dos sentidos físicos, a arte pode ser usada para promover um tipo
equivocado de sensualidade. A sensualidade é um atributo da humanidade dado por Deus, Ele nos deu
nossos cinco sentidos e, com isso, a capacidade de reconhecer a beleza e apreciar a estética. Entretanto, a
atração pode ser tão forte que desperte uma resposta errada no coração das pessoas. O corpo humano na
dança, por exemplo, é uma criação esteticamente bela de Deus. Porém a sensualidade no coração dos
dançarinos e no coração da plateia deve ser freada, a ponto de crucificar a carne e dar plena liberdade ao
Espírito Santo. A arte verdadeiramente inspirada pelo Espírito não terá os efeitos sensuais que arte carnal
produzirá. A submissão total a Deus é o único caminho à frente.
1.5.3. Encenação: Tem a ver com a motivação do coração. As ‘artes cênicas’ sempre terão um elemento de
atuação. Porém, se o motivo for somente representar, então a arte se trona simplesmente um show, um
espetáculo. Isso incentiva uma resposta errada e interfere na experiência da adoração. A forma de arte –
quer seja canto, dança, música ou teatro – sempre deve ser submetida ao Espírito Santo, e oferecida como
um ato de adoração a Deus.
1.5.4. Entretenimento: Ligado intimamente ao risco da encenação está o risco da arte da adoração se tornar um
simples entretenimento. Mais uma vez, o motivo é tudo. Se estiverem atrás de atenção ou reconhecimento
para si, os artistas encenarão para multidões e estas responderão, tratando a arte como entretenimento.
Há lugar para isso, mas não na adoração. A adoração em espírito em verdade sempre é para o Pai.
Queremos glorificar ao Pai e não a nós mesmos.
1.5.5. Distração: Este realmente é um resumo de todos os perigos da arte na adoração. Se a arte for
superestimada na adoração criativa, ela nos desvia de Deus. A arte tem de complementar a pregação e o
ensino da Palavra e não a substituir

1.6. Um presente ao mundo: À medida que submetermos a nossa forma de arte ao Senhor, não apenas
conseguimos aprimorar a adoração na igreja, mas também oferecer nossa arte como presente ao mundo. Por
meio de nossa arte, podemos comunicar a paixão de Deus pelo perdido.

3. O Espírito Santo e a Adoração


2.2. O Espírito cria unidade: O SL:133 é um Salmo profético maravilhoso acerca do povo de Deus e da unidade do
Espírito. Ele descreve a retidão moral e o prazer emocional da unidade, vincula-a ao óleo de unção e ao orvalho
celestial do Espírito, e mostra que essa unidade do Espírito é abençoada por Deus com vida eterna.

O apóstolo Paulo não se refere ao SL:133 em EF:4-1 a 6, mas ensina a mesma verdade. Ele explica que o Espírito cria
‘unidade na diversidade’ e que cabe aos crentes manter essa unidade e não destruí-la. Muito semelhantemente à vida
cristã, a unidade, em sua totalidade, é um dom da graça de Deus, porém, temos de nos esforçar para usá-la e desenvolvê-
la.
 Não há espaço no corpo único para distinção de raça, gênero, classe ou educação – CL:3-11 e TG:2-1 a 4
 Os abismos e hostilidades naturais entre raças, classes e culturas devem ser rompidos – EF:2-15
 Não há espaço para jactância ou orgulho pessoal, já que tudo é um dom de Deus – I COR:4-7
 Todo esforço deve ser feito para manter a unidade e a comunicação entre grupos diferentes de crentes –
AT:8; 15; 18-21; 20-16; RM:15-26; I COR:16-1 e II COR:8-9
 Os crentes devem permanecer juntos e servir juntos – FP:1-27, 2-1 a 2 e 4-1 a 3
 Nenhum crente ou grupo de crentes tem conhecimento especial – CL:1-26 a 28; I JO:2-20 e 27

2.3. Unidade em Antioquia: A Igreja em Antioquia é um exemplo brilhante da unidade criada pelo Espírito. AT:13-1
e 2 mostra que a liderança era coletiva, que incluía profetas e mestres, e que era composta de uma mescla
notáveis de homens como: Barnabé, Simeão, Lúcio, Manaém e Paulo. Este grupo de líderes demonstra o tipo
de unidade que o Espírito cria. A vontade de Cristo para sua Igreja, em JO:17-21, estava sendo cumprida e
desenvolvida de modo evidente.

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2.4. Desunião em Corinto: Os três primeiros capítulos da primeira carta de Paulo à Igreja de Corinto estão repletos
do problema prático de unidade. Parece que os crentes em Corinto estavam considerando a fé principalmente
de maneira intelectual, e que se viam como juízes entre as várias ênfases dos líderes da Igreja. Nestes capítulos,
Paulo defende ideias importantes que fatizam o relacionamento entre a unidade que o Espírito cria e a igreja
essencialmente como uma comunidade de adoração: Somos a Igreja onde o Espírito habita, dentro de nós.
 A Igreja não pode permitir mais divisão do que Cristo – I COR:1-13
 Deus tornou a Igreja num templo para o Espírito habitar – I COR:3-16
 Qualquer um que destruir o templo de Deus encorajando a desunião, será destruído por Ele – I COR:3-17

2.5. Ele traz comunhão: O Espírito não cria apenas unidade, Ele cria também comunhão – que é expressão prática
da unidade. Em II COR: 13-14 e FP:2-1 mencionam a comunhão do Espírito. Isso poderia significar ‘o
compartilhamento que o Espírito oferece. AT:2-42 a 47 e 4-32 a 37, são as melhores ilustrações bíblicas desse
compartilhamento criado pelo Espírito.

2.6. O Espírito torna a adoração possível: AT:2-47 e 3-8 a 9, mostram que o louvor e adoração eram resultados
especial e imediato da obra do Espírito em suas vidas. Em AT:13-1 a 3, antes da primeira viagem missionária, a
igreja da Antioquia estava unida em adoração e demostrando sua seriedade por meio do jejum. Foi nesse
contexto que o Espírito revelou a Sua liderança e chamou Barnabé e Paulo para servir.

2.7. Ele inspira as Escrituras: A inspiração das escrituras pelo Espírito está intimamente ligada a capacitação que Ele
dá para a adoração. Em MC:12-36, Jesus confirmou que o Espírito inspirou o SL:110, e AT:1-16, 4-25 e IITM:3-
16 atribuem claramente o AT à obra do Espírito. Em I PE:1-10 a 12 e II PE:1-20 a 21, são explicações bíblicas
mais claras do processo de inspiração.

2.8. O corpo: Em I COR:12-12 ao fim do capítulo, Paulo usa a metáfora da igreja como ‘Corpo de Cristo’ para elaborar
o propósito dos dons do Espírito. É Deus, o Pai que nos aponta para o nosso lugar no corpo de Cristo, nos dá os
dons que precisamos para executar a função a nós designada – versículos 18, 24 e 28. E é o Espírito Santo que
nos torna de fato membros do corpo – versículo 13. Paulo insiste que todos os crentes foram batizados em um
Espírito único dentro de um corpo único: Alguns podem ter dons mais importantes que outros, mas todos foram
submergidos no Espírito Santo e todos receberam o Seu derramar em suas vidas.

2.9. Amor: Em ICOR:13, Paulo contrasta o amor de Jesus com as deficiências da igreja em Corinto. Ele mostra que o
amor de Jesus é o oposto daquele demonstrado pelos coríntios:
 Orgulho da experiência espiritual que nos envaideceu – versículo 4
 Ênfase nos dons específicos que os fez sentirem-se orgulhosos ou ciumentos – versículo 4
 Exercício egoísta dos dons especiais para gratificação pessoal que Paulo chama de ‘buscar o próprio
interesse’ – versículo 5

2.10. Adoração celestial: As Escrituras incluem diversas revelações que também parecem mostrar que o céu
se caracteriza pela adoração verdadeira e grande regozijo:
 IS:6-1 a 3 – descreve o regozijo angelical que acontece no céu
 EZ:40-7 – sugere que a adoração celestial é o destino do povo de Deus
 LC:2-13 a 14 – revela o grande louvor da multidão dos exércitos celestiais
 LC:15-7 a 10 – mostra que há regozijo no céu

2.11. Pessoal e coletivo: O grande objetivo da adoração eterna e celestial na presença íntima de Deus está
sempre diante de nós. Sempre foi o maior desejo de Deus que O desfrutemos do mesmo modo e com a mesma
intensidade que lemos que o povo de Deus se regozijava em si mesmo em PV:8. O Deus que é pessoal, porém
coletivo, um, porém mais que um, está nos atraindo exatamente ao mesmo deleite eterno do regozijo pessoal,
porém coletivo. Em Sua grande graça e misericórdia, o Pai está buscando homens e mulheres ainda mais
pecadores, que O adorarão em espírito e em verdade e desfrutarão a Sua presença gloriosa para sempre.

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Para todo o sempre Deus Seja Louvado!

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