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Habilidades em Língua

Inglesa III
Denise Voltolini

2019
Copyright © UNIASSELVI 2019

Elaboração:
Denise Voltolini

Revisão, Diagramação e Produção:


Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri


UNIASSELVI – Indaial.

V938h

Voltolini, Denise

Habilidades em língua inglesa III. / Denise Voltolini. – Indaial:


UNIASSELVI, 2019.

148 p.; il.

ISBN 978-85-515-0262-4

1.Língua inglesa - Brasil. II. Centro Universitário Leonardo Da Vinci.

CDD 428.24

Impresso por:
Apresentação
Dear students! É verdade que o aprendizado vai muito além da sala
de aula, entretanto, é lá que o professor pode despertar o interesse do aluno
e permitir que ele vá além. Para aprendermos com eficácia é necessário
estímulo, interesse e determinação. Neste material procuramos mostrar
técnicas e atividades que vão deixar as suas aulas mais interessantes e
atrativas para que você possa fazer os seus alunos gostarem tanto de inglês
quanto você!

O enfoque da Unidade 1 é o uso de técnicas para estimular o aluno a


utilizar a língua inglesa em sala de aula. Você entenderá diversos procedimentos
que podem ser adotados para promover momentos e atividades que sejam
adequadas para que o aluno possa atingir os objetivos propostos.

Nesta unidade você também compreenderá alguns mitos sobre a


prática de listening e speaking em sala de aula e a melhor maneira para que
os desafios e dificuldades de professores e alunos sejam superados.

Na Unidade 2 entraremos no mundo da fonética. Você entenderá as


diferenças entre fonética e fonologia, fonema e letra, os conceitos da fala e da
escrita e as diferenças entre o inglês formal e informal.

Também veremos as diferenças entre os sons de consoantes e vogais,


stress words e stress sentences e também a alfabetização na Língua Inglesa.

Por fim, na Unidade 3, focaremos no desenvolvimento de atividades


eficazes para a prática de listening, speaking, reading e writing durante o
processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa. Veremos atividades
que podem ser utilizadas com o ensino fundamental, médio e a educação de
jovens e adultos.

Explore tudo o que oferecemos a você a partir da ferramenta UNI,


das dicas de vídeos, sugestões de leituras e acesse também a trilha de
aprendizagem da disciplina no seu ambiente virtual de aprendizagem (ava),
que é recheada de informações para que você cresça sempre mais como
profissional da educação.

Esperamos que a partir deste material você possa ampliar o seu


conhecimento acerca de novas didáticas no processo de ensino e aprendizagem
da Língua Inglesa. Estaremos à sua disposição para auxiliar, sanar dúvidas,
discutir e trocar ideias sobre os temas abordados.

I hope you have a great learning experience!


Ms. Denise
III
NOTA

Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto


para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há
novidades em nosso material.

Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é


o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura.

O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.

Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente,


apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador.
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto
em questão.

Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa
continuar seus estudos com um material de qualidade.

Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de


Desempenho de Estudantes – ENADE.
 
Bons estudos!

IV
V
VI
Sumário
UNIDADE 1 – O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E
DESAFIOS....................................................................................................................... 1

TÓPICO 1 – O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E


DESAFIOS........................................................................................................................... 3
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 3
2 O USO DO INGLÊS EM SALA DE AULA....................................................................................... 3
2.1 COMO PROPORCIONAR A IMERSÃO AOS APRENDIZES DE INGLÊS............................. 3
2.2 O USO PRUDENTE DA LÍNGUA PORTUGUESA..................................................................... 7
2.3 COMO ESTIMULAR O ALUNO A USAR A LÍNGUA ESTRANGEIRA EM SALA DE
AULA.................................................................................................................................................. 9
3 CURRÍCULO E CARGA HORÁRIA PARA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA................... 11
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 15
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 18
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 19

TÓPICO 2 – ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E


LISTENING EM SALA DE AULA................................................................................... 21
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 21
2 LISTENING............................................................................................................................................. 21
2.1 METODOLOGIA E MATERIAIS DE ENSINO............................................................................ 21
2.2 O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES PARA ALUNOS DO ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO........................................................................................................... 25
3 SPEAKING.............................................................................................................................................. 30
3.1 ATIVIDADES POSSÍVEIS EM SALA DE AULA.......................................................................... 31
3.2 COMO TRABALHAR COM GRANDES GRUPOS..................................................................... 32
3.3 DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
E MÉDIO............................................................................................................................................ 32
4 A AVALIAÇÃO POR MEIO DE ATIVIDADES DE LISTENING E SPEAKING........................ 34
4.1 OBJETIVOS DA ATIVIDADE......................................................................................................... 34
4.2 COMO AVALIAR O ALUNO.......................................................................................................... 35
4.3 A AUTOAVALIAÇÃO..................................................................................................................... 35
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 36
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 37

TÓPICO 3 – O MEDO DE FALAR INGLÊS........................................................................................ 39


1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 39
2 POR QUE EXISTEM TANTOS MITOS DA FLUÊNCIA EM INGLÊS?..................................... 39
2.1 O QUE É SER FLUENTE................................................................................................................. 40
3 O MEDO DE FALAR E ERRAR.......................................................................................................... 40
3.1 A FALA E O MEDO.......................................................................................................................... 41
3.2 COMETER ERROS FAZ PARTE DO PROCESSO........................................................................ 41
3.3 PARA APRENDER É PRECISO FALAR!...................................................................................... 42

VII
4 O READING E WRITING NA AQUISIÇÃO DA FALA E COMPREENSÃO AUDITIVA...... 43
4.1 A LEITURA NA FLUÊNCIA DA LÍNGUA INGLESA............................................................... 43
4.2 A ESCRITA COMO AJUDA NA ORALIDADE........................................................................... 44
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 45
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 46

UNIDADE 2 – PHONICS........................................................................................................................ 47

TÓPICO 1 – FALA E ESCRITA............................................................................................................... 49


1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 49
2 DIFERENÇA ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA, FONEMA E LETRA................................. 49
2.1 FONÉTICA E FONOLOGIA........................................................................................................... 49
2.2 FONEMA E LETRA.......................................................................................................................... 52
3 OS CONCEITOS DA FALA E DA ESCRITA................................................................................... 52
3.1 AS DIFERENÇAS ENTRE A FALA E A ESCRITA....................................................................... 53
3.2 AS DIFERENÇAS LINGUÍSTICAS ENTRE O INGLÊS FORMAL E O INGLÊS
INFORMAL........................................................................................................................................ 54
4 O ALUNO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM....................................................................... 57
4.1 O ALUNO COMO SUJEITO ATIVO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM....... 57
4.2 O PROFESSOR MEDIADOR........................................................................................................... 58
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 59
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 60

TÓPICO 2 – A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA


LÍNGUA INGLESA........................................................................................................... 63
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 63
2 FONÉTICA.............................................................................................................................................. 63
2.1 SPEECH ORGANS............................................................................................................................ 63
2.2 CONSONANTS SOUNDS............................................................................................................... 65
2.3 VOWEL SOUNDS............................................................................................................................. 66
2.4 INTERNATIONAL PHONETIC ALPHABET (IPA)....................................................................... 68
3 WORD FAMILY...................................................................................................................................... 69
3.1 PALAVRAS COM O MESMO SOM............................................................................................... 70
3.2 CVC (CONSOANTE, VOGAL, CONSOANTE)........................................................................... 71
3.3 OS DESAFIOS DE ALFABETIZAÇÃO EM INGLÊS................................................................... 72
4 FONOLOGIA.......................................................................................................................................... 73
4.1 CONNECTED SPEECH (DISCURSO CONECTADO)................................................................. 73
4.2 WORD STRESS................................................................................................................................. 74
4.3 SENTENCE STRESS......................................................................................................................... 75
4.4 ENTONAÇÃO.................................................................................................................................. 76
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 77
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 80
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 81

TÓPICO 3 – COMO UTILIZAR A FONÉTICA NA SALA DE AULA........................................... 83


1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 83
2 O CONCEITO E O VALOR DA PRONÚNCIA............................................................................... 83
2.1 O MITO DO INGLÊS CORRETO................................................................................................... 84
2.2 A INFLUÊNCIA DA NACIONALIDADE NA PRONÚNCIA.................................................. 84
2.3 EXPECTATIVAS DOS ALUNOS EM RELAÇÃO À PRONÚNCIA DA LÍNGUA
INGLESA............................................................................................................................................ 85
3 A PRÁTICA DO SPEAKING POR MEIO DE ATIVIDADES FONÉTICAS.............................. 86

VIII
3.1 AUXILIANDO OS ALUNOS NO RECONHECIMENTO DE SONS E ESTRUTURAS
FONÉTICAS....................................................................................................................................... 88
3.2 O USO DE DICIONÁRIO NA PRONÚNCIA DE PALAVRAS.................................................. 92
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 95
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 96

UNIDADE 3 – MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE


CLASSROOM................................................................................................................ 97

TÓPICO 1 – O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO


FUNDAMENTAL I............................................................................................................ 99
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 99
2 PLANEJAMENTO................................................................................................................................. 99
2.1 O QUE É UM PLANEJAMENTO?................................................................................................. 100
2.2 A IMPORTÂNCIA E AS CARACTERÍSTICAS DO BOM PLANEJAMENTO........................ 101
3 O ALUNO DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO FUNDAMENTAL I.......................... 104
3.1 O APRENDIZ DA EDUCAÇÃO INFANTIL................................................................................ 104
3.2 O APRENDIZ DO ENSINO FUNDAMENTAL I......................................................................... 105
4 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS AOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO
INFANTIL E DO ENSINO FUNDAMENTAL I............................................................................... 106
4.1 SPEAKING......................................................................................................................................... 107
4.2 LISTENING........................................................................................................................................ 109
4.3 READING........................................................................................................................................... 110
4.4 WRITING............................................................................................................................................ 111
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................ 113
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 114

TÓPICO 2 – O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO................. 115


1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 115
2 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO....................................................................................................... 115
2.1 O QUE É O CONTEÚDO?............................................................................................................... 116
2.2 O QUE DEVO ENSINAR................................................................................................................. 116
3 O ALUNO DO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO.............................................................. 117
3.1 CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS ADOLESCENTES............................................................ 118
4 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS AOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO
FUNDAMENTAL II E ENSINO MÉDIO.......................................................................................... 118
4.1 SPEAKING......................................................................................................................................... 119
4.2 LISTENING........................................................................................................................................ 120
4.3 READING........................................................................................................................................... 121
4.4 WRITING............................................................................................................................................ 123
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................ 125
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 126

TÓPICO 3 – O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS.................. 127


1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 127
2 O ENSINO DE INGLÊS NA REALIDADE DO ALUNO............................................................... 128
2.1 QUAIS CONTEÚDOS DEVEREMOS ABORDAR?..................................................................... 129
2.2 COMO TORNAR O ENSINO INTERESSANTE PARA ALUNOS COM DIFICULDADES?.129
3 O ALUNO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS............................................................... 131
3.1 A HETEROGENEIDADE DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS....... 131
4 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS AOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO
DE JOVENS E ADULTOS.................................................................................................................... 132

IX
4.1 SPEAKING......................................................................................................................................... 133
4.2 LISTENING........................................................................................................................................ 135
4.3 READING........................................................................................................................................... 136
4.4 WRITING............................................................................................................................................ 136
LEITURA COMPLEMENTAR................................................................................................................ 140
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................ 143
AUTOATIVIDADE.................................................................................................................................. 144
REFERÊNCIAS.......................................................................................................................................... 145

X
UNIDADE 1

O USO DA LÍNGUA
INGLESA EM SALA DE AULA:
DIFICULDADES E DESAFIOS

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• proporcionar momentos de imersão durante as aulas de inglês;

• usar de forma prudente a língua materna;

• estimular o aluno a usar a língua inglesa em sala de aula por meio de di-
versas maneiras;

• conhecer as propostas pedagógicas de escolas diferentes;

• desenvolver atividades de listening e speaking;

• avaliar o aluno de maneira contínua.

PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você
encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA:


DIFICULDADES E DESAFIOS

TÓPICO 2 – ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O


SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

TÓPICO 3 – O MEDO DE FALAR INGLÊS

1
2
UNIDADE 1
TÓPICO 1

O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA:


DIFICULDADES E DESAFIOS

1 INTRODUÇÃO
Ensinar é uma arte. O professor enfrenta vários desafios dentro e fora da
sala de aula. Ensinar uma língua estrangeira é um desses desafios. Isso porque a
língua é viva e ela não é composta apenas de regras.

Imagine você, agora professor de Inglês. O que todos esperam do professor
de Inglês? Que ele utilize a língua inglesa em sala de aula. Schimitz (2009, p. 17)
afirma:

Se o profissional de língua estrangeira não fizer uso do idioma na sala


de aula, ele estará abrindo mão da qualificação que mais o caracteriza
e distingue de professores de outras matérias: a sua condição de
ser bilíngue, de poder transitar entre duas culturas, a materna e a
estrangeira.

Nesta unidade trabalharemos técnicas que podem ajudar você, futuro


professor, no ensino e aprendizagem da língua inglesa.

2 O USO DO INGLÊS EM SALA DE AULA


É certo dizer que quanto maior o contato com a língua estrangeira, melhor
será o aprendizado do estudante. Quando o professor de Inglês se habitua a usar,
na maior parte do tempo, o inglês com os seus alunos, eles se acostumarão a ouvi-
lo e isso facilitará a compreensão da língua estrangeira.

2.1 COMO PROPORCIONAR A IMERSÃO AOS APRENDIZES


DE INGLÊS
Durante uma aula de Inglês em que uma professora estava trabalhando as
quatro estações do ano, ela enfrentou um problema.

Tanto nas figuras do livro quanto nos pôsteres de sala de aula, o Winter
era sempre representado por neve e um boneco de neve. Quando viam a figura,
os alunos imediatamente diziam, “mas aqui não neva” ou “aqui não é frio”.

3
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

A professora queria que os alunos vivessem aquela estação, mesmo que


na cidade em que eles moravam, o inverno não fosse tão rigoroso.

Um dia de manhã, a professora chegou mais cedo e preparou a sala de aula.
Ligou o ar-condicionado em uma temperatura baixa. Colocou várias bolinhas de
isopor no chão e, com a ajuda de outras professoras, soprou bolinhas de sabão
quando os alunos entraram em sala de aula. No momento em que entraram na
sala de aula, os alunos falaram frases como “It’s winter” ou “It’s cold”. Ela então
explicou que, com a ‘neve’, eles criariam um snowman. E assim, os alunos usaram
as bolinhas de isopor para criarem os seus snowmen.

A professora criara um ambiente de imersão aos alunos. Eles estavam
vivendo o que estavam aprendendo. Diante do exposto, pode-se concluir que
o professor pode criar vários momentos de imersão durante a aula de Inglês.
Vamos a mais um exemplo. Que tal uma aula deliciosa de culinária para praticar
e viver o idioma?

As aulas de culinária são um instrumento sensacional para a aprendizagem
de inglês. Os alunos ficam ansiosos quando sabem que terão uma cooking class. É
uma aula diferente, descontraída e os alunos aprendem inglês de maneira natural.

Há várias maneiras de fazer uma cooking class. Algumas escolas possuem
cozinha experimental para esse tipo de atividade e algumas não possuem. Isso
significa que você vai deixar de fazer essa atividade com os alunos? Claro que
não! Apenas selecione uma receita mais simplificada, em que os alunos possam
trabalhar com os ingredientes sem a necessidade de fogão, por exemplo.

Mas antes de colocar a mão na massa é importante que a aula de culinária
esteja relacionada a algo que estivesse sendo trabalhado com os alunos. Não faça
uma cooking class sem contextualizar ou relacionar a culinária a algo que está
sendo trabalhado em sala de aula. Os alunos devem estar cientes de qual é o
objetivo daquela atividade.

Você já reparou quantos vocabulários podem ser trabalhados durante uma


aula de culinária? Veja algumas possibilidades (relacionados apenas a culinária).

4
TÓPICO 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Nouns

Apron Avental
Baking powder Fermento em pó
Blender Liquidificador
Bowl Tigela
Cup Xícara
Dough Massa
Mixer Batedeira
Flour / wheat flour Farinha de trigo
Glass Copo
Pan / oven pan Assadeira
Teaspoon Colher de chá
Tablespoon Colher de sopa
White / egg White Clara de ovo
Yolk (egg yolk) Gema de ovo

Verbs

To beat Bater
To knead Amassar
To press Esmagar
To prick Furar com o garfo
To bake Assar
To roll Enrolar
To sift Peneirar
To spread Espalhar

Além dos verbos e substantivos mostrados anteriormente, há muito mais


possibilidades para você trabalhar em sala de aula. Tudo depende do seu objetivo
e a qual assunto a aula de culinária estará relacionada.

E
IMPORTANT

Por meio de uma cooking class você pode aproximar os seus alunos de
uma cultura de determinado país. Criando um prato especial de determinada região, você
consegue mostrar ao aluno um pouco daquela cultura, fazendo aqui novamente uma aula
de imersão, em que o aluno pode viver o que está aprendendo.

5
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Anteriormente vimos que, mesmo que a escola não tenha uma cozinha
experimental, há receitas que você pode fazer com os seus alunos sem precisar
de muito material. Você também pode explorar a criatividade dos seus alunos
usando alimentos. Veja alguns exemplos:

FIGURA 1 - PEIXINHOS

FONTE: <https://www.simplemost.com/7-adorable-creatures-can-make-fruits-veggies/>.
Acesso em: 25 out. 2018.

FIGURA 2 - ANIMAIS

FONTE: <https://pt.pngtree.com/freepng/creative-food_805868.html>. Acesso em: 05/11/2018.

ATENCAO

Antes de fazer qualquer receita com os seus alunos, teste-a antes. Aqui há
alguns sites com receitas simples e fáceis para trabalhar com os seus alunos. Acesse os links:
Good Food - <https://www.bbcgoodfood.com/recipes/collection/kids-cooking>
Kidspot - <https://www.kidspot.com.au/kitchen/occasions/cooking-with-kids>

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TÓPICO 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

DICAS

Já pensou em acompanhar um programa de culinária em inglês com os seus


alunos e seguir o passo a passo? Aqui vão algumas sugestões de sites:
Kids cooking recipe: <https://www.youtube.com/watch?v=-yw6k4H8PRw>.
Easy snack recipes for kids: <https://www.youtube.com/watch?v=2d-eY6YLFBw>.

A imersão dos alunos pode acontecer por meio de diversas maneiras.


Quando falamos em momentos de imersão, falamos em situações que chegam
próximas da realidade para trabalhar determinado assunto na língua estrangeira.

Há alunos que às vezes questionam ‘Quando eu vou usar isso?’ ou


‘Para que eu vou aprender isso?’, então, quanto melhor você exemplificar esses
momentos em que o uso da língua estrangeira se faz necessário, mais fácil ficará
o ensino do inglês.

2.2 O USO PRUDENTE DA LÍNGUA PORTUGUESA


Como vimos anteriormente, espera-se que o professor de Inglês use a
língua inglesa em sala de aula. O professor precisa proporcionar momentos em
que os alunos tenham contato com a língua estrangeira.

Dependendo da realidade dos estudantes, para alguns, o único momento


em que terão contato com o idioma será durante as aulas de Inglês.

Segundo uma reportagem do Estadão, "Português é a língua que se fala


na aula de inglês", a língua estrangeira é dificilmente usando nas aulas de língua
inglesa. A matéria se baseou em uma pesquisa de mestrado da Unesp, que,
durante observações realizadas em escolas de São Paulo, constatou que a língua
falada em sala de aula, durante as aulas de Inglês, era o português.

É possível que no início do ano letivo os alunos possam ficar um pouco


resistentes com o uso do inglês em sala de aula, mas logo eles estarão ambientados
e acostumados com o idioma em sala.

Mas usar ou não a língua materna em sala de aula sempre foi uma grande
discussão entre vários estudiosos. Para Richards e Rogers (2001, p. 156), “o uso da
língua materna do aprendiz é proibido”. Entretanto, há autores que não são tão
radicais assim. Segundo Finocchiaro e Brumfit (1983, p. 92), “o uso prudente da
língua materna é aceito quando necessário”.

7
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

O que podemos afirmar com certeza é que, em uma aula de Inglês, é


necessário ouvir e/ou falar mais inglês do que português. Você vai perceber,
durante as suas aulas, que cada turma que você leciona é diferente da outra. Com
determinado grupo de alunos você conseguirá realizar peças de teatro, paródias,
poemas, enquanto que com a outra você terá sorte se conseguir um pequeno
diálogo com os alunos.

É neste momento que você precisa ser o diferencial. É muito importante


que, durante as aulas de Inglês, o professor nunca exponha os alunos. Por que
pedir que um aluno faça uma leitura em voz alta se você sabe que, além de cometer
erros de pronúncia, isso será uma tortura para ele? Não é de um momento para
o outro que os alunos saberão aceitar o erro e/ou saber que todos estão ali para
aprender.

ATENCAO

Você precisa praticar a leitura deles? Ótimo. Que tal uma leitura em conjunto?
Assim, uma pronúncia incorreta não se sobressairá. A pessoa que cometeu o erro não irá se
expor. E aos poucos, os alunos se sentirão mais confiantes em fazer leituras sozinhos em sala
de aula.

Agora, separamos para você um artigo da Nova Escola que fala justamente
sobre o uso da língua materna em sala de aula. Vamos entender isso melhor?

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TÓPICO 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Falar português na aula de Língua Estrangeira


Assim não dá!
Rita Trevisan

É fundamental proporcionar aos alunos, em classe, o maior tempo possível


de contato com a língua estrangeira para ajudar o aprendizado. Isso implica ouvi-
la repetidamente, perceber os contextos em que ela se situa, tentando, em muitos
casos, descobrir o significado das palavras. O primeiro obstáculo a vencer é o
estranhamento inicial. É esperado que os estudantes não compreendam algumas
expressões de imediato. Serão capazes, contudo, de lidar com isso à medida
que aprimoram a competência de inferir o significado das palavras e seus usos. 

O uso controlado da língua materna não é completamente


contraindicado. Ela pode ajudar o professor, em explicações mais complexas
para alunos de níveis muito básicos, por exemplo. Porém deve ser utilizada
com cautela: a cada nova aula e de acordo com os objetivos propostos, caberá
ao educador fazer uma avaliação criteriosa de seu papel. 

Usar a língua estrangeira permite um trabalho mais rico, mas também


exige empenho dos professores. É preciso planejar bem as aulas e empregar
recursos visuais ou de demonstração para facilitar as explicações. Também é
interessante acompanhar o nível de compreensão dos alunos e avaliar se as
condutas adotadas em sala são apropriadas. Uma boa maneira de fazer isso
é observar se eles são capazes de usar palavras recentemente aprendidas em
outros contextos ou se conseguem se expressar com sentido.

FONTE:<https://novaescola.org.br/conteudo/2465/falar-portugues-na-aula-de-lingua-
estrangeira>. Acesso em: 25 out. 2018.

Sempre busque novas estratégias para fazer com que o inglês seja usado
com mais frequência em sala de aula. E não se preocupe, durante esta disciplina
nós veremos várias estratégias e atividades que irão lhe auxiliar em sala de aula.

2.3 COMO ESTIMULAR O ALUNO A USAR A LÍNGUA


ESTRANGEIRA EM SALA DE AULA
Tenha algo em mente: quanto mais novo é o seu aluno, menos ele terá
vergonha de fazer tentativas e se expressar usando a língua inglesa em frente
aos colegas, portanto, faça um teste simples. Ao ensinar inglês para crianças, se
você fizer qualquer atividade que precise que um aluno vá para a frente da sala,
várias crianças se candidatarão. Agora, faça a mesma pergunta em frente a uma
turma de adolescentes ou adultos e você verá que poucos se voluntariarão para
participar da atividade.

9
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Vamos começar com as crianças, então. Sempre utilize várias músicas para
trabalhar com alunos da Educação Infantil e Fundamental I. Comece e termine
a aula com músicas. Há várias músicas que trabalham diversos temas, como
greetings, weather, feelings, numbers, opposites e assim por diante.

DICAS

O canal do Youtube Super Simple Songs tem ótimas músicas para crianças que
estão aprendendo inglês. E como o nome mesmo já diz, as músicas são superssimples, fáceis
para qualquer criança aprender.
FONTE: <https://supersimpleonline.com/super-simple-songs/all-songs/>. Acesso em: 25 out.
2018.

Outras atividades para estimular o speaking em sala de aula com crianças


é o faz de conta. Como assim? Crianças vivem brincando e inventando histórias.
Que tal transformar essas histórias em inglês? Uma ótima alternativa é pedir que
elas tragam algum bicho de pelúcia e montem um teatro. Comece com pequenos
vocabulários e pequenas falas e depois vá ampliando. Sempre trabalhe com
atividades contextualizadas.

Quando falamos do Ensino Fundamental II e Médio, as coisas mudam
um pouco, mas ainda sugerimos o uso de músicas. Entretanto, é necessário
equilíbrio, isso porque nesta idade os gêneros e gostos musicais se diferem muito
e talvez alguns alunos não se sintam empolgados em realizar a atividade porque
não gostam muito do estilo musical. Mas no geral, músicas são sempre muito
bem aceitas pelos estudantes de inglês. O desafio de completar uma letra ou
compreender o que está sendo dito por determinado cantor motiva o aluno a
querer realizar a atividade.

E
IMPORTANT

Nunca use músicas que explorem a sexualidade ou use vocabulário inadequado


com os alunos. Cuidado ao exibir alguns videoclipes também. Há letras de músicas que são
apropriadas para a faixa etária dos estudantes, entretanto, dependendo da idade dos seus
alunos, o clipe da música pode ser inadequado. Lembre-se de que você está trabalhando
com crianças e adolescentes.

10
TÓPICO 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Além de músicas, você pode fazer o uso de séries, filmes e youtubers


para incentivar o uso do inglês por parte dos alunos fora da escola. Desde que
adequado para a idade deles, há vários programas para que o aluno também seja
estimulado pela língua estrangeira fora da sala de aula.

Você já percebeu quantos aplicativos e canais no Youtube existem que


ajudam o aprendiz de inglês a melhorar o seu desempenho?

DICAS

Você sabia que Harvard já aceita o Duolingo como teste de proficiência? Você
ainda não conhece esse aplicativo? Baixe e incentive os seus alunos a usarem. É gratuito e
por meio dele é possível praticar o speaking, writing e listening.
FONTE: Disponível em: <https://pt.duolingo.com/>. Acesso em: 5 nov. 2018.

3 CURRÍCULO E CARGA HORÁRIA PARA O ENSINO DE


LÍNGUA INGLESA
Há inúmeras áreas em que o profissional de Letras pode trabalhar.
Para aqueles que querem atuar como professores de Língua Inglesa o cenário
melhorou muito. Isso porque o número de escolas bilíngues e internacionais
aumentou bastante no Brasil nos últimos anos. E nessas escolas, o número de
aulas lecionadas pelo professor de Inglês é muito maior.

Para facilitar a sua compreensão dos modelos de escolas no Brasil e


em quais os professores de Língua Inglesa estão aptos a trabalhar, listamos as
principais para você:

• Escola regular.
• Escola bilíngue.
• Escola internacional.
• Escola de idiomas.

Estas são os quatro principais modelos de escola que o professor de Inglês


pode lecionar. Você sabe as diferenças entre elas? Vamos começar com a escola
de ensino regular.

• Educação Infantil.
• Ensino Fundamental.
• Ensino Médio.
• Meio período (Matutino ou Vespertino).
• 1 a 3 aulas de inglês semanais.

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UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

As escolas com ensino regular podem ser públicas ou privadas. As escolas


podem oferecer Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. O ensino de
inglês pode ser inserido desde a Educação Infantil, isso depende da instituição
e/ou de projetos adotados pela escola, por exemplo, há escolas que adotam o
ensino de inglês na Educação Infantil. Outras iniciam o ensino no início do Ensino
Fundamental I, enquanto outras passam a ensinar inglês a partir do quinto ano.

O número de aulas semanais de Inglês também depende de cada


instituição. Algumas oferecem o ensino de uma segunda língua estrangeira e por
isso dividem a carga horária entre o ensino de Inglês, de Espanhol ou Alemão,
por exemplo. Outras optam por uma aula semanal de Inglês para as crianças da
Educação Infantil e Ensino Fundamental. Tudo pode mudar de escola para escola.

Como o número de aulas de Inglês na escola regular não é tão significativo,


algumas pessoas procuram um curso de idiomas como complementação para
ampliar a prática da língua inglesa. Talvez você se pergunte: é possível que o meu
aluno adquira fluência apenas com as aulas semanais da escola regular? A resposta
é sim! Tudo depende das estratégias usadas pelo professor e o desempenho e
práticas do aluno fora de sala de aula. Vamos à Escola Bilíngue:

• Educação Infantil.
• Ensino Fundamental.
• Ensino Médio.
• Período Integral (Matutino e Vespertino).
• Maior carga horária em língua inglesa.

As escolas bilíngues cresceram muito no Brasil nos últimos anos. O ensino


de língua inglesa passa a ter uma carga horária muito maior e, dependendo da
escola, pode chegar a 50% da carga horária.

O ensino bilíngue pode iniciar na Educação Infantil e/ou Ensino
Fundamental. Há algumas escolas que oferecem o ensino bilíngue até a terceira
série do Ensino Médio.

Neste modelo de escola, o professor de Inglês geralmente também passa a
ser o professor regente da turma, já que a sua carga horária passa a ser em torno
de dez horas semanais. Tudo depende da grade curricular adotada pela escola.

Neste modelo de escola, outros profissionais também precisam ter fluência
em inglês, como o professor de Educação Física, o de Música, o de Arte etc.

O ensino bilíngue busca promover o ensino por meio de imersão,
aproximando o estudante de situações reais em que o uso da língua estrangeira
precisa ser praticado. Com um número significativo de aulas semanais, espera-se
que o aluno adquira fluência após alguns anos inserido no programa. Partamos
agora para a Escola Internacional:

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TÓPICO 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

• Educação Infantil.
• Ensino Fundamental.
• Ensino Médio.
• Período Integral (Matutino e Vespertino).
• Maior carga horária em língua inglesa.

A escola internacional é muito similar à escola bilíngue. A maior diferença


entre elas são as certificações oferecidas pela escola internacional. Além do currículo
internacional, a escola precisa ser conveniada a uma entidade certificadora de
reconhecimento internacional e oferecer, ao final do Ensino Médio, pelo menos
dupla certificação aos alunos.

O profissional de língua inglesa também precisa ter certificação


internacional. A maioria das escolas internacionais capacita os seus professores
por meio dos seus parceiros internacionais. Outros profissionais da instituição
também precisam ter fluência na língua estrangeira.

Na escola internacional o professor de Inglês tem um número de aulas


similar ao número de aulas do professor de Língua Portuguesa. Aqui também
depende da grade curricular com que a escola trabalha.

Escola Bilíngue x Escola Internacional: por serem escolas similares, há


muitas dúvidas referentes a como classificar uma escola bilíngue e uma escola
internacional. Pensando nisso, o Conselho Estadual de Educação de Santa
Catarina criou a Resolução CEE/SC N° 087, que regulariza e diferencia a escola
bilíngue e a escola internacional. Veja o que diz a resolução:

DICAS

Consulte a resolução do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina e


entenda melhor a diferença entre uma escola bilíngue e uma escola internacional.
FONTE:<http://www.cee.sc.gov.br/index.php/downloads/comissoes/educacao-basica/
ensino-medio/resolucoes-14/1356-resolucao-2016-087-cee-sc-2>. Acesso em: 5 nov. 2018.

Outra escola muito procurada pelos professores de língua inglesa são as


escolas de idiomas, que podem ter:

• Ensino de inglês por nível de conhecimento.


• Um professor que não precisa ter licenciatura para ministrar as aulas.
• Carga horária que depende do número de aulas contratadas.

13
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

A escola de idiomas oferece vários tipos de programas, dependendo da


escolha e necessidade do aluno. Diferentemente das outras escolas, na escola de
idiomas o professor (que passa a ser um instrutor de línguas) não precisa ter
licenciatura para lecionar inglês. Muitas escolas procuram uma pessoa com
fluência no idioma e com disposição para ensinar.

Talvez você esteja se perguntando: "Qual a melhor escola de ensino de


inglês?", mas essa não é uma pergunta fácil de responder. As escolas têm práticas
pedagógicas diferentes. Você precisa decidir qual escola combina mais com você.
Há pessoas que preferem ensinar inglês para crianças, outras pessoas preferem
adolescentes, e outras, adultos. Durante a sua vida docente, você irá se aproximar
e buscar o que gosta mais. O importante é se dedicar.

Indiferentemente da escola em que você estiver trabalhando, você precisa


criar estratégias para que o ensino de inglês seja eficaz e prazeroso para você e
para o seu aluno. O importante é estar feliz no seu ambiente de trabalho e fazer
o que gosta.

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TÓPICO 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

LEITURA COMPLEMENTAR

Usar o Português na aula de Inglês: sim ou não?

Denilso de Lima

O que você pensa sobre o uso da língua portuguesa nas aulas de inglês?
Você é daqueles ou daquelas que o simples fato de soltar uma palavra em português
durante a aula é algo abominável? Neste artigo apresento os argumentos a favor
do uso prudente da língua materna no ensino de inglês dentro de nosso país,
onde nossos alunos falam português.

Para começar, você sabia que esse mito de que a língua materna (LM)
mais atrapalha do que ajuda vem das teorias e princípios dos métodos oriundos
do  Direct Method  (DM)? “Jamais traduza: demonstre”, dizia uma das regras
desse método.

Nos EUA, na década de 1950, o Audiolingual Method (ALM) tornou-se o


método mais usado. Foi também o método que logo ganhou o mundo. Portanto
foi esse método que fez com que a regra do não uso da LM dos aprendizes em
aulas de línguas estrangeiras ganhasse força. Uma das orientações do ALM afirma
claramente que “o uso da língua materna do aprendiz é proibido” (Richards e
Rogers, 2001:156).

Essas propostas do DM e ALM começaram a ser questionadas lá pelo


final da década de 1960. Foi com o advento das ideias da  Communicative
Approach (CA), nas décadas de 1970 e 1980, que a proibição do uso da LM dos
alunos começou a ser debatida com mais intensidade.

Finocchiaro  e  Brumfit, dois grandes teóricos da CA, escreveram que


uma das diferenças fundamentais entre o ALM e a CA estava no uso da LM dos
aprendizes na aula de língua estrangeira. Na percepção deles, “o uso prudente da
língua materna é aceito quando necessário” (Finochiaro e Brumfit, 1983:92).

H. Douglas Brown, outro grande nome na área de metodologia, também


defende a ideia de que a LM é um fator que facilita o aprendizado da segunda
língua e não algo que interfere ou mesmo atrapalha (Brown, 2000:68).  Jim
Scrivener, mais um renomado autor da área, nos diz que “a língua materna
dos aprendizes pode ser um recurso muito útil na sala de aula” (Scrivener,
2005:100). Scrivener acrescenta ainda que “há muitas maneiras úteis de usar a
língua materna dos alunos” (2005:308). Scrivener chega até mesmo ao ponto de
aconselhar os professores de inglês a fazer o seguinte, “se você perceber que a
melhor e mais eficiente maneira de explicar algo é usando a LM dos alunos, então
faça isso” (2005:309).

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UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

O também autor Jeremy Harmer, em seu The Practice of English Language


Teaching, declara que “há muitas ocasiões nas quais o uso da LM dos aprendizes
na sala de aula tem vantagens óbvias”. De acordo com ele, “ganha-se muito
ao fazer comparações entre a LM e a língua-alvo. Os estudantes farão essas
comparações de qualquer forma; logo, nós, professores, podemos ajudá-los a
fazer de modo mais eficiente” (2007:133).

Luke Prodomou, outro especialista na área, sugere que temos de “romper


com essa tradição de percepções negativas da língua materna na sala de aula
[…]  em termos educacionais, é uma contradição absurda ensinar uma língua
estrangeira, seja qual for, sem fazer referência ou uso criativo da língua materna
dos alunos” (Deller e Rinvolucri, 2002:05).

Dito tudo isso, é necessário esclarecer a diferença entre o uso prudente da


língua portuguesa na aula de inglês e o falar português o tempo todo na aula de
inglês. Nenhum teórico da área defenderá a ideia estapafúrdia e sem fundamento
de que o professor deve falar português o tempo todo na sala de aula. O que se
defende é a ideia do uso prudente.

Para exemplificar isso, imagine que ao ser questionado por um aluno


sobre o significado da expressão “so to speak”, você responda da seguinte forma
“so to speak in Portuguese is por assim dizer. Let me give you some examples!”. Você
então se dirige ao quadro e escreve:

• That’s a common problem, so to speak.


• He’s a little bit crazy, so to speak.
• This is not, so to speak, the right thing to do.

Ao escrever cada exemplo no quadro, você poderá traduzir a sentença e


ressaltar a expressão “por assim dizer”. Isso faz com que os alunos criem uma
conexão com o conhecimento linguístico que eles já têm (a LM), internalizem e
passem a utilizar a expressão da língua-alvo (inglês) quando tiverem a chance de
usá-la.

16
TÓPICO 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Esse uso prudente da língua portuguesa também pode ser feito em


explicações gramaticais. Nesse caso, o professor pode comparar as estruturas das
duas línguas e pedir aos alunos para observarem as diferenças. Em uma aula na
qual o professor tenha de ensinar o uso do Present Perfect em “I’ve always wanted
to…”, pode-se dizer aos alunos que em inglês é assim que dizemos “eu sempre
quis…”.

O professor escreve “I’ve always wanted to…” no quadro e diz aos alunos
a equivalência em português. O professor então começa a ampliar os exemplos:
“I’ve always wanted to travel around the world”, “I’ve always wanted to do that”, “I’ve
always wanted to go there”, “I’ve always wanted to meet her” etc. Conforme o nível
de conhecimento da turma, o professor pode também pedir para que os alunos
deem exemplos.

Dessa forma, usar a língua portuguesa de modo prudente em sala de aula


não afetará negativamente o aprendizado dos alunos. Usar a língua portuguesa
de modo prudente não é o mesmo que falar português em sala de aula o tempo
todo.
Romper certos paradigmas não é fácil. Principalmente quando eles estão
fortemente arraigados em nossa cultura de ensino de línguas. Para complicar, as
escolas aproveitam para usar em suas propagandas frases como “nossas aulas são
todas em inglês”. Os alunos veem isso como um grande diferencial e como algo
extremamente necessário. Por conta desse marketing e falta de conhecimento das
pessoas em geral, o ciclo continua.

FONTE: <http://www.richmondshare.com.br/usar-o-portugues-na-aula-de-ingles/>. Acesso em:


7 nov. 2018.

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RESUMO DO TÓPICO 1

Neste tópico, você aprendeu que:

• É necessário promover momentos de imersão durante as aulas de Inglês, para


que assim o aluno perceba a necessidade de usar o idioma em sala de aula.

• O professor de Língua Inglesa precisa falar inglês em sala de aula. Entretanto,


o uso da língua materna pode ser eficaz em determinadas situações.

• Os adolescentes e adultos, em muitos casos, têm vergonha de falar o idioma,


por medo de cometer erros. É necessário cautela e estratégia do professor para
que eles se sintam confortáveis em praticar o idioma.

• É preciso estimular o aluno a usar o inglês fora de sala de aula também. Há


muitas maneiras de fazer isso, seja por meio de música, filmes, seriados, canais
do Youtube ou aplicativos.

• Há vários tipos de escolas em que o professor de Inglês possa trabalhar.


As principais são as escolas de Ensino Regular, Ensino Bilíngue, Escola
Internacional e Escola de Idiomas.

18
AUTOATIVIDADE

1 A partir das suas leituras, o que podemos afirmar sobre imersão:

a) ( ) Momentos de imersão só podem existir quando os alunos estão em outro


país.
b) ( ) A imersão acontece apenas quando o aluno é nativo.
c) ( ) O professor não consegue criar a imersão dentro da sala de aula.
d) ( ) É possível criar momentos de imersão na sala de aula.
e) ( ) Momentos de imersão podem acontecer apenas em uma escola
internacional.

2 Você viu que as aulas de culinária podem proporcionar momentos de


aprendizado significativo ao aprendiz de inglês. Diante disso, escolha V
para as afirmações verdadeiras e F para as falsas sobre cooking classes:

( ) Nas cooking classes o professor não precisa falar inglês. Ele precisa apenas
ensinar o aluno a cozinhar.
( ) É possível fazer uma cooking class mesmo quando não há uma cozinha
experimental na escola.
( ) O professor deve testar a sua receita antes de fazê-la com o aluno para que
não ocorram surpresas durante a sua aula.
( ) Não é necessário contextualizar o cooking class com o que está sendo
ensinado ao aluno.

Assinale a alternativa que possui a sequência CORRETA:


a) ( ) F - V - V - F .
b) ( ) V - V - F - F.
c) ( ) F - F - V - V.
d) ( ) V- F - V - F.
e) ( ) V - F - F - V.

3 Sobre o uso da língua portuguesa pelo professor de inglês, assinale a


alternativa INCORRETA:

a) ( ) Na maior parte da aula o professor de língua inglesa deve usar o inglês


para se comunicar com os alunos.
b) ( ) O professor pode usar a língua portuguesa de forma prudente em sala de
aula.
c) ( ) O professor jamais pode falar português em sala de aula.
d) ( ) O professor deve incentivar os seus alunos a usarem o inglês em sala de
aula.

19
20
UNIDADE 1
TÓPICO 2

ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O


SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

1 INTRODUÇÃO
Hi, how is it going so far? Neste tópico, veremos atividades e recursos
para desenvolver a fala e a compreensão auditiva dos alunos em sala de aula.

Quando a turma para a qual você leciona é composta por muitos alunos,
realizar algumas atividades requer um pouco mais de preparação para que a
atividade funcione e o ensino seja eficaz.

Nós veremos atividades que funcionam em sala de aula e muitos recursos


que estão disponíveis para enriquecer a nossa aula.

Nesta unidade, além das atividades de listening e speaking, conversaremos


sobre avaliação. Como avaliar o aluno durante todo o processo e também a
autoavaliação do aluno.

2 LISTENING
Crianças e adolescentes vivem em um mundo musical e, como já
conversamos aqui, durante a aula de Inglês, uma das maneiras mais naturais de
inserir este aprendiz no universo da língua inglesa é por meio de músicas e rimas.

Além disso, você verá que as músicas permitem uma integração de


habilidades e por meio delas é possível trabalhar listening, speaking, writing e reading.

2.1 METODOLOGIA E MATERIAIS DE ENSINO


Embora tenhamos falado bastante sobre o uso de música como prática de
listening, há outros materiais que podem ser usados para essa prática.

Vamos começar com diálogos e conversações. O professor é também um


criador. Isso porque durante a sua preparação de aula ele acaba criando exercícios,
atividades adaptadas, produz textos, peças de teatro, músicas etc. Mas com o
avanço da tecnologia, há também muito material pronto que pode ser usado em
sala de aula. Vamos conhecer alguns desses materiais?

21
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Você conhece o site Esl Lab? Nele você encontra uma lista de Everyday
Conversations sobre diversos temas, divididos em Easy, Medium e Difficult.

QUADRO 1 - QUIZZES

FONTE: <https://www.esl-lab.com/>. Acesso em: 25 out. 2018.

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TÓPICO 2 | ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

Por meio deste site você consegue selecionar diversos tipos de conversas e
realizar atividades de listening com os seus alunos. Vamos a um exemplo:

Toda atividade de listening que você realizar precisa estar inserida em um
contexto e também é necessário fazer uma atividade de pré-listening, para que os
alunos estejam preparados sobre o que será discutido no áudio.

Este site, por exemplo, já dispõe de uma atividade pré-listening.


Selecionamos o tema A Day at School, eis o exemplo de pré-listening:

1.Share This Activity


Describe a normal school day in the life of a student in your country
including hours, class subjects, meals, rules, dress, and extra-curricular
activities. What opions are there in tour country to lake online classes
throught distance learning, even for children? (ESL-LAB, 2018, [s.p.])

Aqui pede-se que o aluno descreva como é um dia escolar no seu país.
Como falamos anteriormente, uma atividade de listening não precisa ser apenas
de listening. O aluno provavelmente usará a escrita para organizar as suas ideias.
Ele pode então escrever para depois, oralmente, descrever o cotidiano escolar.

Após esta atividade, o aluno já saberá qual tema será discutido no áudio e
a compreensão será mais fácil. Embora há pessoas que digam que um áudio, seja
de música ou conversação, deva ser passado três vezes. Mas, na verdade, não há
um número específico.

Se a turma em que você está lecionando não estava acostumada a realizar


atividades de listening, essa adaptação pode ser um pouco mais devagar e talvez
você precise passar o áudio mais de três vezes para que o aluno compreenda o
que está sendo dito.

Nesta atividade, especificamente, você pode fazer de duas maneiras: se


a escola dispõe de fones de ouvido e computadores para todos os alunos, você
pode deixar que cada um ouça a conversa e responda o questionamento. Mas essa
atividade também pode ser feita em sala de aula, sem nenhum problema. Você
precisa apenas imprimir as questões e tocar o áudio para que os alunos consigam
completar a atividade.

23
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

FIGURA 3 – LISTENING EXERCISES

FONTE: <https://www.esl-lab.com/>. Acesso em: 25 out. 2018.

Antes de entregar a atividade ao aluno, toque o áudio para verificar a


compreensão do contexto em geral. Ao entregar a atividade, faça a leitura
dos questionamentos com os alunos para que não haja dúvidas referentes ao
vocabulário.

Outra ferramenta que você pode usar em sala de aula é o celular. Já
pensou em gravar um áudio com os alunos sobre determinado assunto e pedir
que o outro colega faça a transcrição do que está sendo dito?

Por isso que anteriormente dissemos que o professor também é um criador.


Durante as aulas, você vai criar muito. E além de criar, também é necessário
recriar. Nem sempre uma atividade que você desenvolveu vai ser exatamente
como você queria. Tudo é um aprendizado e reformular e refazer uma atividade
não é um problema. É a solução.
24
TÓPICO 2 | ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

2.2 O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES PARA ALUNOS


DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Durante a sua atuação como professor de Inglês, você verá que vai
desenvolver mais habilidades (ou preferências) por lecionar para adolescentes,
adultos ou crianças. Embora haja professores que optam por lecionar tanto no
Ensino Fundamental I quanto no Ensino Médio.

Na verdade, indiferentemente da turma em que você lecionar, é necessário


que desenvolva a oralidade e a compreensão auditiva com os seus alunos. A única
preocupação que deve ter é adequar a atividade para determinado ano.

Para que as quatro habilidades sejam trabalhadas é necessário fazer uso de


diversas ferramentas, preparar a aula com antecedência e diversificar atividades
para atingir o objetivo da aula.

Nós vamos explorar algumas atividades de listening que podem ser


realizadas tanto com a Educação Infantil quanto com o Ensino Fundamental I.

No site Captain English Songs, além de músicas, você encontra outras


atividades de listening para crianças.

FIGURA 4 – CAPTAIN ENGLISH

FONTE: <https://www.captainenglishsongs.com/listening/listening-activities/>. Acesso em: 25


out. 2018.

25
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Vamos a um exemplo dessa atividade!

FIGURA 5 – CAPTAIN ENGLISH ACTIVITIES

CAPTAIN ENGLISH ACTIVITIES


NAME: ___________________________________________________________

DATE: ____/_____/_____

Captain English is at the vet and there are many pets there. Listen and color the
correct animal.

1 – What’s this?

2 – What’s this?

3 – What’s this?

4 – What’s this?

5 – What’s this?

6 – What’s this?

Copyright © Captain English Songs. All rights reserved 2017


www.captainenglishsongs.com

FONTE: <https://www.captainenglishsongs.com/listening/listening-activities/>. Acesso em: 25


out. 2018.

26
TÓPICO 2 | ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

O aluno ouvirá sobre qual animal o personagem está falando e terá que
fazer a pintura dele. Este tipo de atividade em que as crianças ouvem você ou
algum áudio, precisando pintar, marcar x ou circular são ótimas para verificar a
compreensão do aluno.

Você está trabalhando, por exemplo, os membros da família. Numa figura


você tem uma família e pede, em inglês, para que a criança circule de verde o
pai, amarelo a mãe, roxo a filha e assim por diante. Desta maneira, esse tipo de
comando permitirá que você verifique a compreensão do aluno sobre aquele
assunto.

Você pode usar a tecnologia a seu favor. Para que os alunos não ouçam
sempre a sua voz, combine com outros professores de inglês para gravarem
diálogos, histórias ou comandos. Dessa maneira, os alunos poderão ouvir
diferentes vozes e sotaques.

Use também músicas com algumas estruturas que, além do listening,


podem ser usadas para a prática de speaking também.

FIGURA 6 – DO YOU LIKE?

FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=ddDN30evKPc>. Acesso em: 25 out. 2018.

Esta música, por exemplo, do Super Simple Songs, trabalha as estruturas


‘Do you like...?’, ‘Yes, I do’ e ‘No, I don’t’.

Após a música, passe a inserir outros alimentos ou atividades usando a
mesma estrutura para que os alunos respondam sobre as suas preferências. Peça
também a eles para questionarem os colegas.

Usando músicas, as crianças facilmente reproduzem o que está sendo


falado.

27
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Quando você estiver trabalhando música com as crianças, por exemplo, tente
fazer algum tipo de registro para fixar o que foi trabalhado com aquela música. Use
fantoches, desenhos e outros tipos de materiais enquanto a música é trabalhada.

Você conhece o famoso Nursery Rhymes Itsy Bitsy Spider?

The itsy bitsy spider


Went up the water spout
Down came the rain
And washed the spider out
Out came the sun and
Dried up all the rain
And the itsy bitsy spider
Went up the spout again!

Que tal usar a criatividade das crianças e criar uma spider com eles? Além
disso, outros temas podem ser trabalhados, como o número de patas, aracnídeos
x insetos e assim por diante.

FIGURA 7 - SPIDER

FONTE: O autor

E
IMPORTANT

Você sabe o que são Nursery Rhymes? São atividades que trabalham rimas
infantis. Por meio da repetição, as crianças interiorizam o significado de tais rimas e aprendem
com facilidade a música. Use a palavra Nursery Rhymes nas suas buscas por músicas para
os seus alunos.

28
TÓPICO 2 | ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

Os alunos do Ensino Fundamental II e Médio também adoram trabalhar


com músicas. Entretanto, como conversamos anteriormente, é necessário cuidado
com a escolha da música. Na escola, use apenas músicas que não incitem à
violência, que não sejam sensuais ou usem palavras de baixo calão. Há muitas
músicas de qualidade que são ótimas para trabalhar com adolescentes.

Além do site esl lab que vimos anteriormente, outro site rico em atividades
gratuitas para trabalhar atividades de listening com os alunos é o busy teacher.
Além de atividades baseadas em músicas, neste site você também encontrará
áudios sobre temas diferentes que são destinados a adolescentes.

FIGURA 8 – LISTENING BAD HABITS

Match the words to their meaning.

(1) Smoker ( ) to make a noisy sucking sound while drinking


(2) To slurp ( ) slightly angry
(3) Noodles ( ) drivers
(4) To quit ( ) someone who smokes cigars or cigarettes
(5) To leave sth around ( ) to tell someone something they don’t know
(6) Annoyed ( ) to stop doing something
(7) Motorists ( ) food cooked in boiling water
(8) Perhaps ( ) lo leave something somewhere carelessly
(9) To point out ( ) maybe

Now listen to the text and fill in the blanks.

What ______________________ habits? I think everyone has bad habits.


Not everyone ______________________ what bad habits are. Some smokers
don’t think smoking is a bad habit. Young people don’t think listening
______________________ on the train is a bad habit. In Japan, slurping your
noodles ______________________ that you enjoy your food, but making a noise
while eating in England ______________________. Have you ever tried to break
your bad habits? I ______________________ smoking and have stopped leaving
things laying ______________________ house. I wish other people would stop
their bad habits. I get annoyed when people ______________________ meetings or
talk loudly on their phones in public. I also think ______________________ need
to think about their driving habits. Perhaps I should ______________________ 
their bad habits.

After you listen…


Look at these bad habits. Do you have any of them?
( ) always arriving late ( ) sleeping too much ( ) fast eating
( ) watching too much TV ( ) becoming an “owl” at night ( ) nail biting
( ) skipping breakfast ( ) always carrying a heavy bag ( ) drinking alcohol
( ) being “superconnected” ( ) being in love with junk food ( ) smoking
( ) drinking too much coffee ( ) wearing headphones for hours ( ) cursing

29
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Answer the questions with a partner.


A. Which bad habit do you think is the most difficult to get rid of?
B. Are we born with our bad habits? Or do we acquire them?
C. Do other people’s bad habits get on your nerves?
D. What bad habits do you observe in your family members?
E. Have you been successful in getting rid of a bad habit?
FONTE: <https://busyteacher.org/16742-bad-habits.html>. Acesso em: 19/07/2018.

O site também está recheado de atividades baseadas em séries de TV.


Lembre-se, claro, de verificar a classificação indicativa de cada série antes de
exibi-la à turma.

Há outras maneiras de trabalhar o listening em sala de aula. Que tal ouvir
uma palestra em inglês? Vale a pena conferir o TED talks e criar uma atividade
de compreensão auditiva em cima da palestra. Você também pode fazer o uso de
Podcast e audiobooks.

DICAS

Listamos aqui alguns sites onde você pode encontrar materiais variados para
a prática de listening:

• <www.ted.com>;
• <www.esl-lab.com>;
• <esl-bits.net>;
• <http://www.bbc.co.uk/learningenglish/english/features/6-minute-english>;
• <www.englishlistening.com.br>;
• <www.eslpod.com>.

3 SPEAKING

As atividades de speaking também são necessárias para o desenvolvimento
de todas as habilidades do aprendiz da língua inglesa.

As atividades podem ser feitas em grupos ou até mesmo individuais. Mas
lembre-se de que muitos alunos não gostam de se expor perante o grande grupo,
por isso, seja cuidadoso no momento de planejar a sua aula.

De acordo com os PCNs (1998), usar a língua estrangeira como forma de
comunicação apresenta o aprendiz como um cidadão global.

30
TÓPICO 2 | ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

Vivenciar uma experiência de comunicação humana, pelo uso de uma


língua estrangeira, no que se refere a novas maneiras de se expressar
e de ver o mundo, refletindo sobre os costumes ou maneiras de agir
e interagir e as visões de seu próprio mundo, possibilitando maior
entendimento de um mundo plural e de seu próprio papel como
cidadão de seu país e do mundo (BRASIL, 1998, p. 43).

Quando se aprende uma língua, é preciso praticá-la. Por isso, o professor


de Inglês precisa oportunizar momentos aos seus alunos em que eles possam
dialogar usando a língua estrangeira.

3.1 ATIVIDADES POSSÍVEIS EM SALA DE AULA


Várias atividades podem ser realizadas em sala de aula,
independentemente do número de alunos que ela tenha. É claro que, com mais
alunos, cada um terá menos tempo de fala. Quanto menor a sala de aula, mais
os alunos terão oportunidade de falar.

Quando falamos em Educação Infantil e Ensino Fundamental I, é muito
mais fácil conseguir a participação dos alunos.

Incentive a conversação em vários momentos da aula. O aluno pode
falar do que desenhou, as cores que usou e, neste momento, não há problemas
em misturar o inglês e o português. O importante são as palavras-chave, o seu
objetivo com determinada atividade.

O uso de teatro com as crianças também é sempre uma ótima maneira de
incentivar o speaking em sala de aula. Deixe que cada um deles traga um bichinho
de pelúcia ou um action figure, e ajude-os a criar pequenas falas para montarem
uma história ou até mesmo apresentarem o seu brinquedo favorito para a turma.
Uma atividade muito interessante para fazer com os pequenos é um SHOW and
TELL.

O aluno leva uma caixa, pode ser uma caixa de sapato (sugiro decorá-la)
e traz algo relacionado ao tema que está sendo trabalhado, por exemplo, se você
estava trabalhando alimentos, saudáveis e/ou não saudáveis. Um aluno ficará
responsável por trazer um alimento (pode ser uma figura ou de plástico, por
exemplo) e então falará um pouco sobre o que ele trouxe.

Alguns alunos talvez precisem de mais ajuda do que os outros, mas cabe
a você, professor, questioná-los e ajudá-los a descrever o que foi trazido para a
sala de aula.

No Ensino Fundamental II e no Ensino Médio a situação muda um pouco.
Os alunos, na fase da adolescência, têm receio de passar vergonha na frente dos
amigos, e por isso tendem a se expor menos.

31
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

Uma atividade inicial com os alunos, por meio de vídeo ou áudio


gravado, é uma ótima opção para alunos que têm vergonha de se expor. Delegue
responsabilidades e deixe-os criarem. Numa era de Youtubers, muitos alunos
gostam de trabalhar com vídeos e edições.

3.2 COMO TRABALHAR COM GRANDES GRUPOS


O professor, ao entrar em sala de aula, já age guiado por concepções sobre
como se deve ensinar a língua. Para Almeida Filho (1993, p. 17) a abordagem de
ensinar do professor:

[...] equivale a um conjunto de disposições, conhecimentos, crenças,


pressupostos e, eventualmente, princípios sobre o que é linguagem
humana, LE e o que é aprender e ensinar uma língua alvo. Como
se trata de educação em língua estrangeira propiciada em contextos
formais escolares, frequentemente tais disposições e conhecimentos
precisam abranger também as concepções de homem ou pessoa
humana, de sala de aula e dos papéis representados de professor e de
aluno de uma nova língua.

Um dos pressupostos estabelecidos pelo professor é justamente que em


salas de aulas cheias não é possível ensinar inglês.

Neste cenário talvez fique um pouco mais desafiador criar e organizar


as aulas para que todos os alunos possam participar de atividades, mas é neste
momento que você deve delegar as atividades e deixar que os alunos se organizem
em grupos para a construção de diálogos, peças teatrais, paródias ou até um canal
de Youtube.

Outra atividade que funciona muito bem com grandes grupos é dividi-los
em pequenos grupos, e por meio de comandos, o professor criar situações em que
eles precisem usar a língua estrangeira.

3.3 DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES PARA ALUNOS DO


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
O speaking e o listening geralmente estão interligados, pois quando alguém
está falando, outra pessoa está ouvindo, ou vice-versa. Trabalhar a fala e a
compreensão oral em sala de aula sempre será mais desafiador para o professor.
Para Miccoli (2007, p. 56):

A dificuldade de se trabalhar com as quatro habilidades é


uma experiência comum aos professores, que não conseguem
principalmente implementar atividades para o desenvolvimento das
habilidades de escuta e fala adequadas ao número de alunos em sala
de aula.

32
TÓPICO 2 | ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

Embora um pouco mais difícil de ser desenvolvida, é possível sim


trabalhar com o listening e speaking em sala de aula. Na era globalizada em que
vivemos, a escola não pode ficar atrás da tecnologia e não a usar em sala de aula.
Que tal usar vídeos para também trabalhar o speaking? Let’s do it.

Vamos supor que você esteja trabalhando clima, estações do ano e outros
vocabulários referentes ao tema. Selecione todas as palavras-chave que você
gostaria de trabalhar. Construa com os alunos frases e deixe cada um responsável
por uma frase. Depois, exiba trechos do filme “A Era do Gelo” relacionadas ao
vocabulário que foi previamente selecionado. Enquanto a imagem é exibida, o
aluno deve dizer a frase que está relacionada ao trecho do filme.

Os filmes animados são ótimos para serem trabalhados com os alunos.


Eles têm uma linguagem devagar e fácil de ser compreendida.

Se você estiver trabalhando rotinas e atividades diárias, pode fazer a


mesma atividade com o início do filme “Shrek”. Exiba o filme e questione os
alunos: What did Shrek do first? And then?

Quando os aprendizes são crianças, lembre-se de que a ludicidade é


extremamente importante neste momento. É possível ensiná-los por meio de
brincadeiras. Além de possível, é superdivertido.

Por exemplo, você já pensou em usar Chinese Whispers ou Telefone sem fio
na sala de aula para fazer com que os alunos falem em inglês? Nesta atividade,
se a turma for numerosa, você pode dividi-los em grupos. Coloque os alunos em
filas ou círculos. Mostre um objeto ou uma imagem dele ao primeiro aluno e ele
repete a palavra ao colega do lado. A última criança conta ao grupo o que ouviu
e se a palavra estiver de acordo com a figura, o grupo vence. Esse é o tipo de
atividade que não precisa ser feito apenas com crianças. Adolescentes e adultos
também gostam de brincadeiras.

Outra atividade lúdica que funciona tanto para crianças quanto para
adolescentes é o Dictated Drawing (Ditado de Desenho). Um aluno descreve a
figura enquanto o outro deve desenhá-la. Desse modo, você está fazendo o seu
aluno falar inglês de uma maneira descontraída.

Antes de qualquer atividade ser desenvolvida em sala de aula, sempre


explique muito bem as regras para que o aluno compreenda o que deve e pode
fazer.

33
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

DICAS

Outra atividade sensacional para motivar a fala nos seus alunos: sair um
pouco da sala de aula e aprender brincando, isto pode ser desenvolvido por meio de Active
Playground. Veja mais em:
<http://www.rosshighsport.co.uk/clubs/1892/docs/Sports%20Leaders/Active%20
Playgrounds%20-%20Game%20Cards.pdf>.

4 A AVALIAÇÃO POR MEIO DE ATIVIDADES DE LISTENING E


SPEAKING
Muitas escolas dividem as suas avaliações com notas de writing, reading,
speaking e listening. Essas avaliações são mais fáceis de obter um controle, já que a
produção do aluno está registrada. Entretanto, as atividades de speaking requerem
mais preparação e clareza do professor com os alunos, para que ninguém se sinta
injustiçado ao receber uma nota.

4.1 OBJETIVOS DA ATIVIDADE


É necessário avaliar toda a atividade com nota? Não! Mas é necessário
que o aluno sempre receba um feedback das suas produções para que ambos,
professor e aluno, acompanhem a sua evolução.

Deixe sempre claro quais são os objetivos com determinada atividade ou


assunto, por exemplo: o tema da próxima avaliação são as estações do ano, então
especifique o que o aluno precisa saber por meio de objetivos:

• Reconhecer as estações do ano.


• Identificar as roupas adequadas a determinada estação do ano.
• Identificar o clima de acordo com a estação do ano.

Dessa maneira fica muito mais fácil avaliar o aluno. Ele consegue
identificar as estações do ano? Consegue perceber que usará shorts em um dia
quente e casaco em um dia frio? Então, dessa maneira, fica mais fácil a avaliação.

Por isso, seja sempre claro com os seus objetivos. Seja o objetivo com
determinado trabalho, prova ou qualquer outra atividade. Deixe que o aluno
também compreenda o objetivo de determinada atividade e se ele consegue
atingir esse objetivo.

34
TÓPICO 2 | ATIVIDADES E RECURSOS PARA DESENVOLVER O SPEAKING E LISTENING EM SALA DE AULA

4.2 COMO AVALIAR O ALUNO


Não há uma receita para a elaboração de uma avaliação. O que é certo é
que para uma boa avaliação é necessária observação atenta e constante.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), aprovada em


1996, determina que a avaliação seja contínua e cumulativa e que os aspectos
qualitativos prevaleçam sobre os quantitativos. Desta maneira, o professor não
pode levar em conta apenas a nota final de uma avaliação e sim todo o processo
pelo qual o aluno passou e participou da construção do seu conhecimento.

Evite usar sempre o mesmo instrumento de avaliação. Diversifique as


suas atividades e também a sua maneira de avaliar e sempre deixe o aluno a par
do objetivo de cada atividade. Só dessa maneira ele conseguirá saber se atingiu
ou não o seu objetivo.

4.3 A AUTOAVALIAÇÃO
Além de você avaliar o aluno, permita que ele se autoavalie também. É
necessário que o professor converse com os alunos e que eles mesmos possam
avaliar o seu rendimento em sala.

É a partir da reflexão que eles podem compreender melhor quais são os


seus pontos fortes e onde podem ainda melhorar. E claro, você, professor, também
deve fazer uma autoavaliação do seu trabalho. É importante parar e refletir sobre
o seu trabalho como professor, pois a avaliação docente é:

[...] um processo contínuo de aprendizagem que inclui, por um lado, a


aquisição de novas competências, resultantes de práticas de inovação
escolar e, por outro, a consolidação de competências adquiridas e
mantidas ao longo da carreira (PACHECO; FLORES, 1999, p. 168).

A reflexão e a revisão do seu desempenho como professor fazem você


aprimorar ainda mais o seu trabalho como educador.

DICAS

Vamos saber um pouco mais sobre o processo de avaliação na escola?


Acesse <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/idiomas/avaliacao-de-
aprendizagem-principios-e-tipos/58800>.
Veja as melhores maneiras de avaliar o seu aluno.

35
RESUMO DO TÓPICO 2

Neste tópico, você aprendeu que:

• Há metodologias e atividades diferenciadas para trabalhar o listening e o


speaking.

• Mesmo em grandes grupos é possível trabalhar atividades de speaking.

• Além das avaliações escritas, as avaliações orais e de compreensão oral também


podem ser avaliadas.

• Os objetivos de cada atividade devem estar claros para que o aluno


compreenda onde ele precisa chegar.

• A autoavaliação ajuda tanto a evolução do aluno quanto a evolução do


professor.

36
AUTOATIVIDADE

1 Você já está habituado a preparar as suas aulas? Hoje você deverá criar
dois planejamentos: um planejamento com uma atividade de listening para
a Educação Infantil ou Ensino Fundamental I e outro planejamento com
uma atividade de listening para o Ensino Fundamental II ou Ensino Médio.
Segue um modelo de plano de aula:

FONTE: <https://www.soescola.com/2017/01/modelos-de-planos-de-aula-e-planejamento-
anual-ensino-fundamenta.html>. Acesso em: 25 out. 2018.

Você não precisará seguir exatamente o plano de aula apresentado,


ele é apenas um exemplo. Cada professor encontrará a melhor maneira de se
organizar.

Apenas lembre-se de que o seu planejamento precisa ter objetivos e a


atividade precisa ser avaliada. Quando falamos em avaliação, não quer dizer
que seja nota. Como vimos anteriormente, a avaliação é um instrumento que
permite que tanto o professor quanto o aluno verifiquem a sua avaliação em
relação ao seu aprendizado.

37
38
UNIDADE 1
TÓPICO 3

O MEDO DE FALAR INGLÊS

1 INTRODUÇÃO
Quando se aprende uma língua, todas as habilidades são trabalhadas,
mas a fala pode ser a mais difícil de ser praticada. Não se trata apenas do desafio
de falar uma nova língua, mas, em muitos casos, o medo de errar se sobressai e o
aprendiz demonstra dificuldade ao falar a língua que está sendo aprendida.

Veremos neste tópico uma abordagem sobre a fluência na Língua Inglesa


e as questões que a comprometem, desmistificando afirmações a respeito da
aquisição de uma nova língua.

Encontraremos informações sobre este processo de aquisição, em torno
do erro que causa o medo de praticar a fala, criando impedimentos que não
contribuem para o sucesso do aprendiz.

2 POR QUE EXISTEM TANTOS MITOS DA FLUÊNCIA EM


INGLÊS?

Se tornar fluente em inglês ou em qualquer outra língua não é algo que
acontece do dia para a noite. Assim como um atleta precisa praticar muito para
ficar bom e atingir os seus objetivos ou um músico precisa ter horas de práticas e
repetições para tocar bem um instrumento, o aprendiz de inglês também precisa
de prática e dedicação. Isso não quer dizer que não seja possível ser fluente em
pouco tempo, mas todo aprimoramento requer estudo e dedicação.

Algumas pessoas dizem que para ser fluente em inglês é necessário
morar fora do país. Morar no país cuja língua nativa seja o inglês pode ajudar o
indivíduo a aprender a língua estrangeira, mas veremos que isso não é o ponto
principal no processo de aquisição do novo idioma.

39
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

2.1 O QUE É SER FLUENTE



Ser fluente em qualquer língua significa se comunicar de forma natural.
Uma pessoa fluente em uma língua se comunica de forma clara, sem gerar
dúvidas. Faz pausas naturalmente no momento de conversar. Segundo Hedge
(1978, apud FINN; INGHAM, 1991, p. 92), “fluência é melhor definida como uma
unidade de resposta destituída de disfluências, prolongamentos e pausas”.

Quando o indivíduo passa a se comunicar naturalmente, sem longas
pausas ou apresenta dificuldade ao se comunicar, ele é considerado uma pessoa
fluente.

O aprendiz de inglês passa por várias etapas até chegar à fluência da
língua. Essas etapas requerem dedicação e prática. Por isso não é necessário morar
em um país cuja língua nativa seja o inglês para ser fluente. Aliás, há pessoas
que moram em países estrangeiros e não falam o idioma local. É claro que estar
rodeado de falantes de inglês ajuda bastante na fluência, entretanto, é possível ser
fluente na língua inglesa morando no Brasil.

3 O MEDO DE FALAR E ERRAR


Você, futuro professor, precisa ajudar os seus alunos a perder o medo de
falar. Já vimos que as crianças geralmente não demonstram vergonha e medo de
errar, mas os adolescentes e adultos muitas vezes não gostam tanto de se expor,
e então, usar o idioma aprendido em sala de aula passa a ser um grande desafio.

Muitos professores, quando iniciam o ano letivo, dizem a famosa frase
estamos aqui para aprender e não há problemas em errar’. Realmente, não há
problema nenhum em errar, entretanto, isso não pode ser apenas uma fala inicial.
É importante que o professor crie estratégias para que o aluno se arrisque e tente
usar o idioma em sala de aula. Como fazer isso?

Evite parar o aluno no momento em que ele está falando para corrigi-lo.
Quando você faz isso, a única resposta que ele ganhará é de que não está fazendo
o suficiente para alcançar os objetivos da atividade.

O professor precisa se antecipar. Quando se está trabalhando algum
tópico, o professor que já conhece a sua turma consegue prever o ponto fraco dos
alunos e, assim, prever alguns erros que provavelmente serão cometidos.

Desta maneira, o professor pode ajudar os seus alunos. Seja com uma
explicação mais específica sobre o assunto ou colocar o vocabulário no quadro
para ajudar o falante na construção das suas sentenças.

40
TÓPICO 3 | O MEDO DE FALAR INGLÊS

Fornecer todas as formas corretas para as frases imperfeitas dos alunos


é tarefa que demanda tempo e que também pode ser frustrante para os
professores, especialmente quando eles percebem que tipos idênticos
de erros ocorrem repetidamente […] (HENDRICKSON, 1980, p. 216).

Utilize também bastante pair work. Os alunos se sentem mais confiantes ao


conversar apenas com um membro da sala do que em frente a uma turma inteira.
Circule pela sala e ouça a produção dos alunos. Dessa maneira também é possível
verificar onde os alunos estão errando. Ao passar pelos pares, o professor pode
ouvi-los e, ao final, fazer a correção dos erros com todos os alunos, sem citar
quem cometeu o erro.

Use a técnica de Echoing, por exemplo, o aluno estava conversando com
você sobre o final de semana dele e disse ‘teacher, I play soccer last weekend’.
E você responde: “How nice! You playED soccer last weekend". Dessa maneira
você está corrigindo repetindo o que o aprendiz disse, mas da maneira correta.
Assim, o aluno consegue perceber o erro sem ser constrangido.

3.1 A FALA E O MEDO


Errar sempre fará parte de qualquer aprendizado e isso precisa estar claro
para você, professor, e para os seus alunos. Elogie os aprendizes, mesmo quando
erram, mas pela sua participação e tentativa. Encoraje-os a serem risk-takers. O
mais importante: não faça o erro se sobressair; não faça o autor do erro ser o
centro das atenções na sua sala de aula. O cuidado no momento da correção é
importante porque você pode inibir uma turma inteira de participar da sua aula.

Conversação é um processo natural e não um livro gramatical, por isso,
foque na troca de informações, relatos de experiências e produções orais que
contribuam com o processo de ensino e aprendizagem da língua.

3.2 COMETER ERROS FAZ PARTE DO PROCESSO


Como já vimos até aqui, errar faz parte do aprendizado de qualquer língua
estrangeira. Além disso, cada aprendiz tem uma maneira diferente de pensar e
por isso é tão importante ter cuidado em relação à correção dos erros cometidos
pelos alunos em sala de aula.

Na aprendizagem de línguas estrangeiras, o que acreditamos


constituir-se ou não um erro está, muitas vezes, relacionado com o
nosso próprio modo de agir diante das situações que vivenciamos no
nosso cotidiano. Nesse sentido, é importante considerar o fato de que
aprendizes e professores são indivíduos que possuem suas formas
particulares de pensar e de agir em relação ao que seja erro dentro do
processo de ensino e aprendizagem, bem como em relação a porque,
como e quando corrigi-lo (SILVA; FIGUEIREDO, 2006, p. 114).

41
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

A sua técnica de correção não precisa ser a mesma do seu colega professor.
Sabemos que corrigir faz parte do processo de ensino e aprendizagem. Cabe a
cada professor avaliar qual a melhor estratégia para trabalhar com os seus alunos.

3.3 PARA APRENDER É PRECISO FALAR!


Isso é um ponto fundamental no momento do ensino e aprendizagem da
língua. Como você consegue avaliar o seu aluno sem a prática do speaking em sala
de aula?

A avaliação por meio de provas escritas é comum na escola, mas avaliar a


fala é mais desafiador. Quando você trabalhar com grandes grupos, tente dividi-
los em pequenos grupos durante as atividades de speaking.

Você já conseguiu se imaginar em uma turma de 40 alunos, durante uma
aula de 45 minutos? Digamos que cada um fale um minuto e você cinco. É pouco
tempo, certo? Por isso você precisa proporcionar momentos de conversação em
sala de aula. E não apenas você falar e o seu aluno ouvir.

Você sabe qual o país mais fluente na língua inglesa? Veja a seguir uma
pesquisa recente realizada para saber a fluência de países que ensinam a língua
inglesa como idioma estrangeiro. O Brasil aparece em 41º em ranking mundial de
fluência no inglês.

A EF ( Education First) publicou recentemente a sétima edição da maior


pesquisa sobre proficiência em inglês do mundo, listando os países com a melhor
fluência no idioma tanto globalmente quanto por continente/região. O Brasil,
infelizmente, não conseguiu um dos três primeiros lugares nem na América
Latina. O vencedor mundial foi a Holanda, seguida pela Suécia e Dinamarca.

DICAS

Quer saber quais são os dez países mais fluentes no inglês? Acesse <https://
www.ef.com.br/epi/>. Você também encontra dados completos da pesquisa realizada pela
Education First.

Por meio da pesquisa é possível perceber que os professores têm muito


trabalho pela frente. Para mudarmos a posição do Brasil é necessário que a língua
inglesa esteja mais presente na vida do aprendiz, seja dentro ou fora da sala de
aula.

42
TÓPICO 3 | O MEDO DE FALAR INGLÊS

4 O READING E WRITING NA AQUISIÇÃO DA FALA E


COMPREENSÃO AUDITIVA
Você já percebeu que quanto mais um brasileiro lê, melhor ele se expressa?
A mesma situação acontece quando ele aprende uma língua estrangeira. Ler e
escrever também ajudam o aluno no aperfeiçoamento do listening e speaking em
sala de aula.

Por isso, ao ensinar uma língua, as habilidades (listening, speaking, reading,
writing) não podem ser trabalhadas individualmente. Elas estão interligadas.

Uma atividade de listening pode se transformar em uma atividade de
speaking, quando o aprendiz fala sobre o que ouviu. Pode também ser uma
atividade de reading, quando ele lê os questionamentos que estão sendo feitos
sobre o que foi ouvido. E, claro, pode ser uma atividade de writing, já que ele
pode responder a questionários para verificar a sua compreensão sobre o tema.

4.1 A LEITURA NA FLUÊNCIA DA LÍNGUA INGLESA



Durante as aulas de Inglês, além de textos de livros didáticos, trabalhe
também livros paradidáticos em sala de aula. Se a escola em que você trabalha
não adotar um livro, você pode fazer uma sugestão e apresentar um projeto sobre
o que será trabalhado sobre o tema.

Há inúmeros clássicos on-line disponíveis para download, como “Emma”,
de Jane Austen; “Dracula”, de Bram Stroker, ou a “Tale of two cities”, de Charles
Dickens. Verifique a faixa etária dos seus alunos e encontre um título para
trabalhar com eles. A aquisição de novos vocábulos irá enriquecer ainda mais
a aquisição da fala na língua estrangeira. Há também audiobooks que facilitam
a leitura do livro. Leve algumas sugestões para a sala de aula e deixe os alunos
opinarem.

Quando o assunto são crianças, inicie trazendo clássicos como “Ugly
Duckling” para a sala de aula. É muito mais fácil para que eles compreendam a
história.

DICAS

Você acha difícil conseguir livros infantis em inglês? Use então os livros de
literatura que contenham imagens grandes em português, mas conte a história em inglês.

43
UNIDADE 1 | O USO DA LÍNGUA INGLESA EM SALA DE AULA: DIFICULDADES E DESAFIOS

4.2 A ESCRITA COMO AJUDA NA ORALIDADE


Não é apenas a leitura que ajuda o aluno na prática de listening e speaking.
A escrita ajuda bastante, principalmente na construção da oralidade.

Quando você solicita que o aluno participe da aula colaborando com a sua
opinião, deixe que ele prepare a sua resposta com antecedência. Isso o ajudará na
construção do seu pensamento.

Ao mesmo tempo, quando o aluno escreve, é muito mais fácil que ele
construa sentenças mais completas. Também é muito mais simples que o aprendiz
perceba os seus erros e faça a correção da sua produção.

Como vimos anteriormente, as quatro habilidades estão interligadas e
devem ser trabalhadas juntas para que o aprendiz da língua estrangeira encontre
estratégias diferentes para melhorar o aprendizado e a fluência na língua inglesa.

DICAS

Você sabe quais são os principais erros cometidos pelo professor de inglês?
Leia a matéria da revista Exame sobre ‘Os sete pecados do péssimo professor de inglês’
<https://exame.abril.com.br/carreira/os-7-pecados-do-pessimo-professor-de-ingles/>.

44
RESUMO DO TÓPICO 3

Neste tópico, você aprendeu que:

• Há mitos sobre a fluência em inglês. Para ser fluente não é necessário morar
fora do país. É possível adquirir fluência sem viajar e você, professor, precisa
passar essa segurança aos seus alunos.

• O speaking é uma das habilidades mais difíceis de ser trabalhada. Isso porque
muitas pessoas têm vergonha de falar por medo de errar. O professor precisa
criar um bom environment para que os alunos se sintam confortáveis para se
comunicarem.

• Cometer erros faz parte do processo, e para aprender, é necessário falar. Quanto
mais o aprendiz praticar, mais fácil ele conseguirá ser fluente na língua.

• O reading também ajuda na fluência e no speaking. Bons leitores são bons


falantes. Crie projetos de leitura com os alunos para incentivá-los a ler.

• Assim como o reading, o writing também ajuda na aquisição da fala. Muitas


vezes, para o aprendiz, é mais fácil escrever primeiro para organizar as suas
ideias e, então, falar.

45
AUTOATIVIDADE

1 De acordo com o que você leu até aqui, o que é ser fluente em uma língua?

a) ( ) Ser fluente é não gaguejar enquanto fala.


b) ( ) Ser fluente é falar de maneira natural.
c) ( ) Ser fluente é estudar várias horas por semana a língua estrangeira.
d) ( ) Ser fluente é falar rápido.

2 Sobre a aquisição da fala é CORRETO afirmar que:

a) ( ) A habilidade do Reading e Writing em nada ajuda na habilidade do


speaking.
b) ( ) Para que o aluno consiga falar bem inglês ele precisa apenas repetir.
c) ( ) As quatro habilidades da língua inglesa estão interligadas e precisam ser
trabalhadas para a aquisição da fala.
d) ( ) O aluno passa a ser fluente apenas quando vai morar em outro país.

3 O hábito da leitura é importante em qualquer idioma que se é aprendido.


Na língua inglesa não é diferente. Sobre a prática da leitura é INCORRETO
afirmar que:

a) ( ) Os livros paradidáticos devem fazer parte das aulas de inglês.


b) ( ) Se a escola não adotar um livro paradidático, o professor pode encontrar
vários títulos gratuitos on-line.
c) ( ) Ler livros em inglês ajuda o aluno na aquisição do idioma.
d) ( ) Não há diferença no aprendizado de inglês se o aluno ler livros na língua
estrangeira.

46
UNIDADE 2

PHONICS

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• diferenciar fonética e fonologia e fonema e letra;

• compreender os conceitos de fala e escrita;

• reconhecer as diferenças entre o inglês formal e o inglês informal;

• compreender o papel do professor como mediador e o aluno como sujeito


ativo no processo de ensino-aprendizagem;

• diferenciar os sons de consoantes e os sons de vogais;

• conhecer o IPA (International Phonetic Alphabet);

• usar atividades relacionadas à fonética em sala de aula.

PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você en-
contrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – FALA E ESCRITA

TÓPICO 2 – A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E


APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

TÓPICO 3 – COMO UTILIZAR A FONÉTICA EM SALA DE AULA

47
48
UNIDADE 2
TÓPICO 1

FALA E ESCRITA

1 INTRODUÇÃO
Assim como na língua portuguesa, na língua inglesa a fala e a escrita se
diferem. Isso porque gírias e dialetos também fazem parte da língua estrangeira.
A fala é espontânea e cheia de alusões. Já a escrita, por mais que se aproxime da
fala, é carregada de regras e é muito próxima da forma culta. Segundo Marcuschi
(2001 p. 42):

(...) o contínuo dos gêneros textuais distingue e correlaciona os


textos de cada modalidade (fala e escrita) quanto às estratégias
de formulação que determinam o contínuo das características que
produzem as variações das estruturas textuais discursivas, seleções
lexicais, estilo, grau de formalidade etc., que se dão num contínuo
de variações, surgindo daí semelhanças e diferenças ao longo de
contínuos sobrepostos.

Então, a relação entre fala e escrita também depende da formalidade e/ou


informalidade do discurso, tanto do locutor quanto do interlocutor.

2 DIFERENÇA ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA, FONEMA E


LETRA
São tantas nomenclaturas e semelhanças que não é difícil você se confundir
no momento de explicar o que é fonética, fonologia, fonema ou letra. Você já sabe
a diferença e significado dessas terminologias?

O assunto que você verá agora já é semelhante ao que você trabalhou
na língua portuguesa. Estamos falando de língua, então, mesmo com diferenças
entre a língua materna e a língua estrangeira, há também muitas semelhanças.
Vamos aprender e/ou revisitar algumas delas?

2.1 FONÉTICA E FONOLOGIA


Acadêmico, nesta unidade, relembraremos alguns dos tópicos estudados
na disciplina de Fonética e Fonologia da Língua Inglesa.

49
UNIDADE 2 | PHONICS

Para simplificar o significado dos termos fonética e fonologia, vamos logo


à distinção deles. Fonética estuda o som da fala, enquanto a fonologia estuda os
fonemas. Mas como isso pode nos ajudar? Como a fonética e a fonologia podem
ajudar o aprendiz de língua inglesa, bem como o professor?

• A fonética estuda os sons reais da fala, isto é, analisa a produção, articulação e
variação da língua. A fonética se preocupa com a produção da fala.
• A fonética é muito importante na língua inglesa. Há muitas palavras com sons
semelhantes e iguais, que são possíveis de distinguir e de identificar usando a
fonética.
• Para termos uma ideia melhor do que estamos falando, começaremos pelas
front vowels, que causam bastantes dificuldades e confusões entre os aprendizes
de inglês.

Há um site que trabalha justamente a fonética e mostra exatamente como


deve ser a posição da língua para conseguir reproduzir o som da maneira correta.

FIGURA 1 – FRONT VOWELS /I/

FONTE: <http://soundsofspeech.uiowa.edu/index.html#english>. Acesso em: 26 out. 2018.

Usando a Front Vowel /i/ conseguimos ver exatamente o posicionamento


do falante ao reproduzir esse som encontrado em palavras como eat, week e tree. A
diferença entre o som das vogais /i/ e /I/ sempre causou um pouco de dificuldade
entre os brasileiros. Observe a figura a seguir:

50
TÓPICO 1 | FALA E ESCRITA

FIGURA 2 – FRONT VOWELS /I/

FONTE: <http://soundsofspeech.uiowa.edu/index.html#english>. Acesso em: 26 out. 2018.

Aqui vemos o som da vogal /I/ nas palavras invite e pin. Esse é o som com
que muitos brasileiros não estão acostumados. É comum pessoas pronunciarem
as palavras com som /I/ usando nelas justamente o som /i/, que se assemelha
muito mais à Língua Portuguesa.

Em alguns momentos isso pode até causar um mal-entendido. Muitos
brasileiros, ao falarem a palavra beach, quando se referem a praia, acabam
pronunciando ela incorretamente. Ao invés de usarem o som /i/ em beach, usam
/I/. E quando fazem isso, o que estão dizendo? Sim, bitch /I/, uma bad word.

A mesma coisa acontece com a palavra sheet /i/ que muitas vezes é
pronunciada usando o som /I/ e ao invés de pedirem uma sheet de papel,
acabam pedindo shit /I/ (que é um palavrão, uma palavra de baixo calão). Por
isso é necessário não apenas ensinar a pronúncia das palavras, mas ensinar a
fonética ao seu aluno. Dessa maneira, quando ele consultar um dicionário, saberá
exatamente diferenciar o som de uma palavra para outra.

Vale pontuar que em alguns casos a fonética não conseguirá ajudar quando
temos palavras homófonas. Sabe o que é isso? Homófonas são palavras que têm
a mesma pronúncia, mas a grafia é diferente, por exemplo:

• I’m going to the mall.


• I have two dogs.
• I love you, too.

51
UNIDADE 2 | PHONICS

Nas frases anteriores temos to, two e too. Todas as três palavras têm o
mesmo som, entretanto, o significado de cada uma delas é diferente. O mesmo
acontece com:

• They’re friends.
• I live there.
• Their house is big.

Nesses casos é importante compreender o contexto em que as palavras


estão inseridas para saber o significado da palavra, o que está sendo dito. Enquanto
a fonética se preocupa em como uma vogal e consoante são pronunciadas, a
fonologia se preocupa com os fonemas.

2.2 FONEMA E LETRA


Os fonemas nada mais são do que os sons diferentes que usamos para
exprimir nossas emoções e ideias. O fonema é o som que se ouve e a letra é aquilo
que se vê.

A classificação dos fonemas se divide em vogais, consoantes e semivogais.


Existe, em muitos casos, uma confusão em dizer que uma letra é vogal ou
consoante. Na verdade, o fonema pode ser uma vogal ou uma consoante, pois a
letra apenas representa a escrita. O som das vogais pode ser: oral, quando o som
sai pela boca: /a/, /e/, /i/, /o/, /u/ e pode ser nasal, quando o ar sai tanto pela boca
quanto pelo nariz, como em fã /ã/ e nunca /ũ/.

Em alguns momentos, as vogais /i/ e /u/ não são vogais. Veja a palavra
saudade. A letra a é uma vogal, a letra u não tem o som tão forte, pois é uma
semivogal. A mesma situação acontece na palavra papai. Enquanto a letra a é
uma vogal, a letra i, que também tem um som fraco, é uma semivogal.

Já as consoantes ‘soam com’ as vogais. Esses fonemas só podem ser


produzidos quando há alguma interferência dos dentes, da língua ou lábios. E ao
serem produzidos, se juntam a outros fonemas /a/, /e/, como em beleza.

3 OS CONCEITOS DA FALA E DA ESCRITA



Como já vimos anteriormente, assim como na Língua Portuguesa, na
Língua Inglesa também há diferenças entre a fala e a escrita. Observe a frase a
seguir:

• I want to go the movies.

52
TÓPICO 1 | FALA E ESCRITA

Durante a fala, dificilmente uma pessoa diz cada palavra separadamente.


A reprodução oral dessa frase geralmente será: I wanna go to the movies. Embora
a junção de want e to aconteça e se transforme em wanna, no momento da escrita
a abreviação é evitada. Halliday (1985 apud KOCH, 2005, p. 80) difere a fala da
escrita com uma ótima metáfora:

Para o leitor, o texto se apresenta de forma sinóptica: ele existe,


estampado numa página – por trás dele vê-se um quadro. Já no caso
do ouvinte, o texto o atinge de forma dinâmica, coreográfica: ele
acontece, viajando através do ar – por trás dele é como se não existisse
um quadro, mas um filme.

Então podemos definir dessa maneira. A escrita é um quadro que não se


move e que foi construído e não há mudanças. Já a fala é como se fosse um filme.
Há movimento, por isso a fala é viva.

3.1 AS DIFERENÇAS ENTRE A FALA E A ESCRITA


Como no Brasil geralmente aprende-se inglês como segunda língua,
os alunos geralmente aprendem primeiro a ler e escrever do que falar. Isso é o
inverso do que acontece na aquisição da língua materna, quando geralmente se
aprende a falar antes de escrever. Você consegue imaginar uma aula de Inglês
sem palavras? Sem uma folha escrita? Sem livros? Você já parou para refletir
por que é tão difícil para o aprendiz de inglês se comunicar usando o idioma
enquanto ele consegue fazer a compreensão de textos?

Com a ampliação do ensino de idiomas para os anos iniciais, o inglês
passou a ser lecionado de maneira diferente para as crianças. Na verdade, não
há outra opção. As crianças de cinco e seis anos ainda estão sendo alfabetizadas
na Língua Portuguesa, iniciando no processo de aquisição da leitura e da escrita.

Embora a leitura e a escrita em Língua Inglesa podem ser inseridas
também a esses alunos, é possível observar que as aulas de Inglês para crianças
são geralmente baseadas na ludicidade. Os alunos são inseridos em brincadeiras,
apresentados a nursery rhymes e, desta forma, a oralidade e a compreensão
auditiva são inseridas antes da leitura e da escrita nos alunos, como acontece na
aquisição da sua língua materna. A ludicidade se mostra como uma alternativa
mais prazerosa para o ensino e aprendizagem de Língua Inglesa.

O processo lúdico potencializa as diversas linguagens e afirma


sua eficiência desenvolvendo formas sutis de pensar, diferenciar,
comparar, generalizar, interpretar, conceber possibilidades, construir,
formular problemas e decifrar metáforas. Dessa forma, na escola, estes
recursos aplicados no processo ensino-aprendizagem podem colaborar
para um processo educativo mais crítico e criativo [...] (CAMPOS et al.,
2014, p. 243).

53
UNIDADE 2 | PHONICS

Mas a ludicidade pode, sim, ser relacionada e usada com a leitura e a escrita.
Ela não precisa estar presente somente nas atividades de fala e compreensão
auditiva. O mais importante é ensinar a Língua Inglesa da maneira mais natural
possível. É por isso que os momentos de imersão precisam acontecer durante o
ensino de inglês, para que o aluno veja sentido.

3.2 AS DIFERENÇAS LINGUÍSTICAS ENTRE O INGLÊS


FORMAL E O INGLÊS INFORMAL
Com o avanço da tecnologia, o acesso a informações ficou muito mais
fácil. Hoje é possível encontrar músicos de diversos países, bem como programas
e séries de TV. Na era de streaming, quando conseguimos ver filmes e séries de
TV, na sua maioria, com o idioma original em inglês, estamos cada vez mais em
contato com a Língua Inglesa.

Durante esses programas e ao ouvir as músicas que integram as paradas


de sucesso mundiais, é possível observar o uso de gírias, abreviações e dialetos.
A língua é viva e está em movimento, por isso não esperamos que as letras de
músicas e roteiros de séries de TV estejam preocupados com as regras gramaticais
da Língua Inglesa.

Diante disso, em alguns casos é comum um aluno dizer ‘mas eu ouvi


assim em uma música’, ou ‘mas aquele ator disse isso no filme’. E por serem
nativos, é comum os alunos acharem que essas referências estejam corretas.

Primeiramente é importante conversar com os alunos sobre preconceitos
linguísticos. Que aspectos históricos, sociais e culturais, regionalismo e dialetos
fazem parte da língua e que diferenças linguísticas existem dentro de um mesmo
idioma.

É claro que o professor procura ensinar o inglês padrão, mas também é
o responsável por mostrar variações, gírias e/ou abreviaturas da língua para os
seus alunos.

Todas as variedades da língua são valores positivos. Não, não será


negando-as, perseguindo-as, humilhando quem usa, que se fará um
trabalho produtivo no ensino. Nem se mudarão em nada esses usos
de níveis culturais inferiores, como alguns equivocadamente pensam.
Cada falante fala como sabe e consegue falar, como eles ou outros
desejariam que falasse (LUTF, 2002, p. 69).

Dessa maneira, é importante mostrar ao aluno a diferença entre o inglês


formal e o inglês informal. A linguagem formal é geralmente utilizada no meio
profissional e acadêmico. Sendo assim, numa entrevista de emprego ou ao
escrever um artigo, o aluno precisa utilizar a forma padrão. Também usamos a
língua culta para conversar com quem não temos intimidade.

54
TÓPICO 1 | FALA E ESCRITA

Já a linguagem informal é aquela usada nas rodas de conversas de família


e amigos. Também encontramos esse tipo de linguagem em letras de músicas e
filmes. Ao escrever um e-mail de negócios, espera-se que a escrita seja formal.
Entretanto, para o aprendiz de inglês, a formalidade depende do seu nível de
inglês. Veja um exemplo de frases informais e formais:

FIGURA 3 – LINGUAGEM INFORMAL E FORMAL

FONTE: <http://www.mailxmail.com/curso-mailing-business-english/basics-normas-basicas-
enviar-mail-ingles>. Acesso em: 26 out. 2018.

Durante a escrita de um e-mail, usar I need to não é incorreto. Entretanto,


ao usar I can assure you that (Eu posso assegurar isso) torna o tom da conversa
mais formal. São essas diferenças que o professor de inglês precisa mostrar ao
seu aluno.

Outro ponto importante que os alunos devem perceber é que o uso de
gírias como wanna, ain’t e gonna é comum numa conversa entre amigos ou em
letras de músicas, mas deve ser evitado quando o diálogo passa a ser profissional.

55
UNIDADE 2 | PHONICS

FIGURA 4 – GÍRIAS

FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/844354630109233773/?lp=true>. Acesso em: 26 out.


2018.

Outro uso comum em redes sociais, conversas por aplicativos ou twitters


são abreviaturas. Em inglês elas são muito usadas na escrita do dia a dia, mas
também fazem parte de uma linguagem informal.

QUADRO 1 – ABREVIATURAS

FONTE: <http://agenciataboo.com.br/blog/2016/09/22/1542/>. Acesso em: 26 out. 2018.

56
TÓPICO 1 | FALA E ESCRITA

4 O ALUNO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM


Você já sabe as diferenças entre o inglês formal e o inglês informal, certo? O
seu aluno também quer saber. Com o uso constante da tecnologia, possivelmente
será mais comum o seu aluno estar habituado com gonna, wanna do que going to e
want to. Por isso você, professor, também precisa levar esse tipo de conhecimento
ao seu aluno. Trabalhar a linguagem informal também faz parte do processo de
ensino e aprendizagem da Língua Inglesa.

4.1 O ALUNO COMO SUJEITO ATIVO NO PROCESSO DE


ENSINO-APRENDIZAGEM
Para que o aluno tenha um aprendizado eficaz, ele precisa estar inteirado
com o mundo ao seu redor. Essa ligação é importante para que o aluno compreenda
melhor o que está sendo ensinado.

Segundo Piaget, o desenvolvimento se dá por meio da relação do aluno


com o meio em que ele está inserido. A construção do conhecimento se dá a partir
da ação do sujeito sobre o objeto.

O professor tem um papel fundamental na construção do conhecimento


do aluno. Como mediador, o professor deve procurar atividades que estimulem
o aluno a descobrir mais. O professor deve mediar a busca por novos caminhos e
pela construção do conhecimento.

Piaget nunca propôs nenhum método de ensino. Quando falamos de


ensinar inglês, muitos já questionam qual o melhor método para ensinar a língua
estrangeira. Como já dissemos anteriormente, as salas de aulas não são iguais.
O professor perceberá que atividade funciona com determinada turma e qual
atividade não funciona.

FIGURA 5 - TIRINHA

FONTE: <https://www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/384871>. Acesso em: 26 out.


2018.

57
UNIDADE 2 | PHONICS

Diante da tirinha vê-se o quanto é importante gostar da escola, gostar da


disciplina, gostar dos colegas de classe. A escola pode ser desafiadora para uma
criança. Também é desafiador para o professor descobrir qual a melhor maneira
de trabalhar em sala de aula. Assim como cada turma é diferente, cada professor
também encontrará sua maneira de ensinar.

4.2 O PROFESSOR MEDIADOR


Paulo Freire sempre colocou o professor como mediador. Mas o que
seria mediar? Durante as relações dialógicas de ensino e aprendizagem que são
estabelecidas pelo professor, ao ensinar, o professor mediador também aprende.
O professor precisa mediar pesquisas, descobertas e fazer com que o aluno
consiga ampliar a sua autonomia durante o processo de ensino e aprendizagem.

Mas o professor não ensina? Claro que sim! Entretanto, ele não pode
trazer tudo pronto para os alunos. É preciso fazer os alunos pensarem, indagarem
e, principalmente, instigar os alunos a buscarem mais informações. Como é
possível fazer isso? Veremos a seguir um exemplo de uma aula de Língua Inglesa
para crianças.

A professora, na disciplina de Science, teria que trabalhar as estações do


ano com os alunos. Entretanto, a professora de Ciências já tinha trabalhado esse
conteúdo com os alunos, usando a Língua Portuguesa.

O primeiro passo da teacher foi justamente partir do conhecimento prévio


dos alunos e verificar o que eles já sabiam. Ao dizerem as características de cada
estação do ano, os alunos usaram o adjetivo snowy para o inverno. A professora
então questionou: “Snowy?”. E então vários questionamentos e uma discussão
sobre a possibilidade de neve na cidade se iniciou. Os alunos questionaram a
professora imediatamente, esperando uma resposta. O que ela disse? Let’s research!

Ao dizer para os alunos que eles iriam fazer uma pesquisa para conseguir
a resposta, a professora está fazendo o papel de mediador, que é justamente não
dar uma resposta pronta ao aluno e, sim, incentivar a pesquisa.

DICAS

Acesse: <http://www.udemo.org.br/RevistaPP_02_05Professor.htm> e leia O


Profesor como Mediador no Processo Ensino-Aprendizagem, de Elenir Souza Santos.

58
RESUMO DO TÓPICO 1

Neste tópico, você aprendeu que:

• Há diferenças entre fonética, fonologia, fonema e letra.

• A fonética estuda o som da fala, enquanto a fonologia estuda os fonemas.

• Os fonemas nada mais são do que os sons diferentes que usamos para
exprimir nossas emoções e ideias. O fonema é o som que se ouve e a letra é
aquilo que se vê.

• Assim como na Língua Portuguesa, na Língua Inglesa também há diferença


entre a fala e a escrita. Muitas vezes fala-se de um jeito, mas escreve-se de
outro.

• É necessário mostrar ao aprendiz de inglês as diferenças entre o inglês formal


e o inglês informal.

• Durante o processo de ensino e aprendizagem, o professor deve ser o mediador.


Quando o aluno aprende, o professor também aprende.

59
AUTOATIVIDADE

1 Sobre as diferenças entre fonética e fonologia e fonema e letra, marque


a alternativa que esclarece quais são os aspectos da Língua Portuguesa
analisados na Fonologia:

a) ( ) A Fonologia trata do estudo das palavras formadas apenas por vogais.


b) ( ) A Fonologia estuda as vogais e as consoantes das línguas latinas.
c) ( ) A Fonologia é a parte da Gramática destinada ao estudo da organização
e classificação dos Fonemas.
d) ( ) Na Fonologia, estudamos apenas os fonemas (sons) e as letras das línguas.
É a Fonética que trata do estudo das sílabas e acentuação das palavras.

2 Marque a alternativa cORRETA a respeito dos fonemas:

a) ( ) Na palavra 'exercícios', há 10 letras e 11 fonemas, já que, para pronunciá-


la, necessitamos formar o fonema /xz/: /e/ /x/ /z/ /e/ /r/ /c/ /i/ /c/ /i/ /o/.
b) ( ) Na palavra 'holofote', o número de letras corresponde ao número de
fonemas.
c) ( ) As consoantes produzem som se estiverem obrigatoriamente ao lado de
uma vogal.
d) ( ) Fonemas são os sons produzidos pela corrente de ar que passa pelos
pulmões para nossa boca e/ou nariz e que faz vibrar ou não as pregas vocais.

3 Com relação aos estudos dos fonemas, identifique a alternativa


INCORRETA:

a) ( ) As semivogais são os fonemas /i/ e /u/ quando aparecem com outras


vogais em uma mesma sílaba.
b) ( ) Na palavra 'nexo', há quatro letras e cinco fonemas.
c) ( ) Fonemas orais são aqueles cuja corrente de ar é liberada apenas pela
boca.
d) ( ) Com o Novo Acordo Ortográfico, a Língua Portuguesa possui 18
consoantes e uma semiconsoante, a letra H.

4 A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a


compõem é:

a) ( ) importância;
b) ( ) milhares;
c) ( ) sequer;
d) ( ) técnica.

60
5 Em qual das palavras a seguir a letra x apresenta não um, mas dois fonemas?

a) ( ) exemplo;
b) ( ) complexo;
c) ( ) próximos;
d) ( ) executivo.

61
62
UNIDADE 2 TÓPICO 2
A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E
APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

1 INTRODUÇÃO
No tópico anterior vimos que a fonética estuda o som das letras. Mas é
possível ensinar fonética para os aprendizes de inglês? Sim! Além de ser possível,
você vai ver que quando o aluno consegue identificar o som das letras e palavras,
o aprendizado fica muito mais significativo. A alfabetização em Língua Inglesa é
muito mais eficaz quando se trabalha fonética com as crianças.

Você não vai dizer ao aluno que ele está aprendendo fonética. Não, mas
com atividades que envolvam a fonética, você perceberá que o processo de ensino
e aprendizagem ficará muito mais fácil.

2 FONÉTICA
Podemos dizer que fonética é um método de ensinar os estudantes a
relacionar os sons com letras e/ou grupo de letras em um sistema alfabético. Por
meio da fonética, o aluno é capaz de ouvir e identificar fonemas e, dessa maneira,
a relacionar o som à escrita correspondente. “[...] fonética é o estudo dos sons da
fala humana” (ANTUNES; ROCHA, 2009, p. 126).

Quando um aluno consegue associar o som correto com as letras corretas, ele
consegue pronunciar a maioria das palavras em inglês. Portanto, ao compreender
a fonética, o aluno poderá ler e decifrar palavras com as quais ele não teve contato
anteriormente. “A importância de se aprender a fonética ao se estudar uma língua
deve-se ao fato de, geralmente, pensarmos na palavra como ela é escrita e não como
ela é dita ou percebida por um ouvinte.” (SOUZA, 2009, p. 37).

2.1 SPEECH ORGANS


Há vários órgãos que envolvem a produção dos sons da linguagem, que
também podem ser chamados de órgãos vocais. Ao estudar Speech Organs é
possível determinar o papel de cada órgão na produção dos sons da fala. Lábios,
dentes, crista alveolar, palato duro, velum, úvula, glote e várias partes da língua
fazem parte da produção da linguagem. Além disso, os pulmões também têm um
papel fundamental na produção de sons.

63
UNIDADE 2 | PHONICS

O fluxo de ar é peça fundamental na produção de sons, pois todos os sons


do discurso são realizados com o movimento do ar. É por isso que os pulmões
têm papel fundamental neste processo. Eles são a fonte de energia para o fluxo
de ar. Os pulmões contraem e expandem quando inspiramos e expiramos o ar.
É a quantidade de ar acumulado em nossos pulmões que controla a pressão do
fluxo de ar.

FIGURA 6 – LUNGS

FONTE: <https://www.breatheology.com/lungs/>. Acesso em: 26 out. 2018.

Os articuladores são responsáveis por transformar o som em fala


inteligível. Eles podem ser passivos ou ativos. Os articulares são: faringe, dentes,
crista alveolar, palato duro, velum, lábios, a língua, o nariz e sua cavidade.

FIGURA 7 – ARTICULATORS OF SPEECH

nose upper teeth soft palate (velum)


alveolar ridge hard
palate

upper lip

lower lip tongue


pharynx

lower teeth

larynx
FONTE: <http://www.personal.rdg.ac.uk/~llsroach/phon2/artic-basics.htm>. Acesso em: 26 out.
2018.

64
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

2.2 CONSONANTS SOUNDS


No alfabeto em inglês há 21 consoantes: B, C, D, F, G, H, J, K, L, M, N,
P, Q, R, S, T, V, X, Z e geralmente o W e Y também fazem parte deste grupo.
A consoante geralmente representa o som da sua letra/consoante. Entretanto,
algumas consoantes, como C, G e S podem representar diferentes sons de
consoantes.

QUADRO 2 – CONSOANTES
Letters Sounds Examples
baby, best, buy, bring, blind, absent, about, number, labor, robber,
b [b]
tub.
[s] center, cellar, cigarette, cinema, agency, notice;
c
[k] cake, come, cucumber, clean, cry, scratch, act, panic.
d [d] day, dear, die, door, duty, admire, hidden, lady, kind, ride, ended.
f [f] fast, female, five, forest, fund, fry, flight, often, deaf, cuff.
[g] game, gap, get, go, gun, great, global, giggle, ago; begin, dog, egg.
g [j] general, gin, giant, agent, suggest, Egypt, energy, huge, manage,
[zh] mirage, garage, beige, rouge.
[h] hair, help, history, home, hotel, hunt, behind, inherit;
h
[-] hour, honor, honest, heir, vehicle, Sarah.
j [j] jam, Jane, jet, jelly, Jim, jingle, joke, John, June, just.
k [k] Kate, kind, kill, kilogram, sky, blanket, break, take, look.
l [l] late, let, live, alone, close, slim, please, old, nicely, table, file, all.
make, men, mind, mother, must, my, common, summer, name,
m [m]
form, team.
n [n] napkin, never, night, no, nuclear, funny, student, kindness, ton, sun.
p [p] paper, person, pick, pour, public, repair, apple, keep, top, crisp
[kw] quality, question, quite, quote, equal, require;
q (qu)
[k] unique, technique, antique, grotesque.
rain, red, rise, brief, grow, scream, truck, arrive, hurry, turn, more,
r [r]
car.
[s] send, simple, song, system, street, lost, kiss, release;
s
[z] cause, present, reason, realism, advise, always, is, was.
t [t] task, tell, time, tone, tune, hotel, attentive, student, boat, rest.
v [v] vast, vein, vivid, voice, even, review, invest, give, move, active.
wall, war, way, west, wind, word, would, swear, swim, twenty,
w [w]
twist.
[ks] exercise, exchange, expect, ex-wife, axis, fix, relax;
x [gz] exam, exact, executive, exert, exist, exit, exult;
[z] Xenon, Xerox, xenophobia, xylophone.
[z] zero, zoo, horizon, puzzle, crazy, organize, quiz, jazz;
z
[ts] pizza, Mozart, Nazi, waltz.
FONTE: <http://usefulenglish.ru/phonetics/english-consonant-sounds>. Acesso em: 26 out.
2018.

65
UNIDADE 2 | PHONICS

E
IMPORTANT

A letra Y pode ser tanto uma consoante quanto uma vogal. Como uma vogal,
a letra Y tem o som de vogal [i] como na palavra baby e [ai] na palavra type. Já como
consoante, o Y tem o som de [y] como na palavra yatch. A letra W representa o som da vogal
[u:] como na palavra now. Nos ditongos representa os sons [au] e [ou] como em brown.

2.3 VOWEL SOUNDS


Todas as palavras em inglês têm vogais. As vogais em inglês são: A, E, I,
O, U e às vezes Y também é uma vogal. Mas quando falamos em som de vogais,
na Língua Inglesa, há mais de 14 combinações de vogais.

QUADRO 3 - VOGAIS
Sounds Letters Examples Notes
been [i];
e, ee be, eve, see, meet, sleep,
bread, deaf [e];
[i:] ea meal, read, leave, sea, team,
great, break [ei];
ie, ei field, believe, receive.
friend [e].
i it, kiss, tip, pick, dinner; machine, ski,
[i]
y system, busy, pity, sunny. liter, pizza [i:].
e let, tell, press, send, end, meter [i:]
[e]
ea bread, dead, weather, leather sea, mean [i:]
a late, make, race, able, stable;
 
ai, ay aim, wait, play, say, day;
[ei] said, says [e];
ei, ey eight, weight, they, hey;
height, eye [ai].
ea break, great, steak.
cat, apple, land, travel, mad;
[æ] a  
AmE: last, class, dance, castle, half.
army, car, party, garden, park, war, warm [o:]
ar
[a:] father, calm, palm, drama;  
a
BrE: last, class, dance, castle, half.  
i, ie ice, find, smile, tie, lie, die;
[ai]  
y, uy my, style, apply, buy, guy.
ou out, about, house, mouse, group, soup [u:]
[au]
ow now, brown, cow, owl, powder. know, own [ou].
[o] o not, rock, model, bottle, copy.  
or more, order, cord, port;
work, word [ər].
o long, gone, cost, coffee;
 
[o:] aw, au law, saw, pause, because;
 
ought bought, thought, caught;
 
al, wa- hall, always, water, war, want;
[oi] oi, oy oil, voice, noise, boy, toy.  

66
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

o go, note, open, old, most; do, move [u:].


[ou]
oa, ow road, boat, low, own, bowl. how, owl [au].
u use, duty, music, cute, huge, tune;
ew few, dew, mew, new;
[yu:]  
eu euphemism, feud, neutral,
ue, ui hue, cue, due, sue, suit.
u rude, Lucy, June,
o, oo do, move, room, tool,  
ew crew, chew, flew, jewel,  
[u:]
ue, ui blue, true, fruit, juice, guide, quite [ai];
ou group, through, route; build [i].
  AmE: duty, new, sue, student.
oo look, book, foot, good;
[u] u put, push, pull, full, sugar;  
ou would, could, should.
u, o gun, cut, son, money, love;
Also:
neutral ou tough, enough, rough;
stressed, [ʌ];
sound [ə] a, e about, brutal, taken, violent;
unstressed, [ə].
o, i memory, reason, Family.
er, ur, ir serve, herb, burn, hurt, girl, sir;
 
[ər] or, ar work, word, doctor, dollar;
heart, hearth [a:].
ear heard, earn, earnest, earth;
FONTE: <http://usefulenglish.ru/phonetics/english-vowel-sounds>. Acesso em: 26 out. 2018.

E
IMPORTANT

Você já viu anteriormente que a letra Y é uma consoante, porém, ela também
pode ser uma vogal. A letra Y tem os sons de vogais [i] e [ai] como nas palavras any e city e
também my e cry.

67
UNIDADE 2 | PHONICS

2.4 INTERNATIONAL PHONETIC ALPHABET (IPA)


A Associação Fonética Internacional é a maior e mais antiga organização
representativa dos foneticistas. O IPA foi criado em 1886 em Paris. O seu objetivo
é promover o estudo científico da fonética e as várias aplicações práticas dessa
ciência.

A Associação mantém o Alfabeto Fonético Internacional Oficial. A última


versão do IPA foi publicada em 2015. O alfabeto fonético internacional é baseado
no alfabeto latino e foi criado como uma maneira de representação padronizada
dos sons do idioma falado.

QUADRO 4 - IPA CONSONANTS

FONTE: <http://www.yorku.ca/earmstro/ipa/consonants.html>. Acesso em: 26 out. 2018.

DICAS

Para ouvir o som de cada símbolo fonético, vá ao site <http://www.yorku.ca/


earmstro/ipa/consonants.html> e clique em cada figura.

68
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

GRÁFICO 1 – IPA VOWELS

FONTE: <http://www.yorku.ca/earmstro/ipa/vowels.html>. Acesso em: 26 out. 2018.

DICAS

Para ouvir os sons vocálicos basta entrar no site <http://www.yorku.ca/


earmstro/ipa/vowels.html> e clicar nas imagens.

3 WORD FAMILY
Muitas escolas bilíngues no Brasil usam Word Families na alfabetização de
seus alunos. Mas você sabe o que são as Word Families?

Word Families ou Famílias de Palavras são grupos de palavras que possuem


um padrão comum, pois elas possuem as mesmas combinações de letras e um
som semelhante, por exemplo: at, cat, hat, fat são uma família de palavras, pois
têm a combinação de som e letra em comum.

Há várias famílias de palavras e as mais comuns fazem parte de um grupo


de 37 word families: ack, ain, ake, ale, all, ame, an, ank, ap, ash, at, ate, aw ay, eat, ell,
est, ice, ick, ide, ight, ill, in, ine, ing, ink, ip, it, ock, oke, op, ore, ot, uck ,ug, ump, unk.

69
UNIDADE 2 | PHONICS

DICAS

Você pode consultar a lista de Word Families em: <https://www.


enchantedlearning.com/rhymes/wordfamilies/>

3.1 PALAVRAS COM O MESMO SOM


Agora que você já sabe o que são Word Families, já é possível compreender
o uso dessas famílias de palavras na alfabetização. A partir do momento em que o
aluno já sabe, por exemplo, o som e a pronúncia de AT, fica muito mais fácil para
que ele faça a leitura de palavras relacionadas a este som.

Imagine você, professor, em uma sala de primeiro ano do Ensino


Fundamental. Você acabou de apresentar um grupo de palavras que pertencem à
Family at aos seus alunos: cat, bat, hat e assim por diante. E então você apresenta
um livro para que os seus alunos, com o seu auxílio, façam a leitura.

FIGURA 8 – THE CAT IN THE HAT

70
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

FONTE: <https://www.dltk-teach.com/minibooks/cat/index.htm>. Acesso em: 26 out. 2018.

Embora há algumas palavras que podem ser mais desafiadoras para o


aluno, como chases, scared ou how cute, após reconhecer a família AT, um aluno do
primeiro ano é capaz de fazer a leitura do livro apresentado aqui anteriormente,
como outros livros que trabalham esse tipo de combinação.

3.2 CVC (CONSOANTE, VOGAL, CONSOANTE)


Como primeiro passo, as crianças se concentram na decodificação
(leitura) de palavras de três letras dispostas consoante, vogal, consoante (ou som
de consoante). Elas aprenderão outros sons de letras também, mas geralmente
tudo começa com palavras compostas por consoante, vogal e consoante, como
algumas que já foram citadas: bat, cat, rat, sat, hat e assim por diante.

Há também outras combinações, como CCVC (consoante, consoante,


vogal e consoante) que encontramos nas palavras trap, stun e shop. E CVCC
(consoante, vogal, consoante e consoante), como nas palavras fast e milk.

Quando temos a combinação CVC, quase sempre o som da vogal é curto


ou a palavra tem uma short vowel. Veja alguns exemplos:

71
UNIDADE 2 | PHONICS

• C-V-C Words with A

bad, bag, cad, cam, can, cap, cat, dad, dam, dap, fab, fad, fan, fat, fax, gap, gas, gat, had,
hag, ham, jam, lab, lad, lag, lap, mad, mat, nap, pad, rat, sad, sag, sap, sat, zap

• C-V-C Words with E

bed, cel, den, fed, fen, fez, gel, hen, hex, jet, leg, let, med, men, met, net, peg, pen, pep, pet,
red, rep, rex, set, sex, ten, veg, vet, vex, wed, wet, yen, yet, zed, zen

• C-V-C Words with I

big, bin, bit, did, dig, dim, din, dip, fib, dig, fit, fix, gig, gin, hid, him, hip, his, hit, jig, kid,
mix, nib, nil, nip, nix, pig, pin, pit, rib, rid, rig, rim, rip, sib, sim, sin, sip, sis, sit, six, zig

• C-V-C Words with O

box, cob, cod, dog, dom, don, dot, fob, fog, fox, god, got, hog, hop, hot, job, log, lop, lot,
mob, mom, mop, nor, not, pod, pom, pop, pot, pox, rob, rod, son, sop, won

• C-V-C Words with U

bud, bug, bus, but, cub, cup, cut, fun, hug, hum, hun, hut, jug, jut, lug, mud, mug, mum,
nut, pub, pug, pun, pup, pus, put, rub, rug, rum, run, sun, sup, tub, tug, tut, tux, yum,
yup

3.3 OS DESAFIOS DE ALFABETIZAÇÃO EM INGLÊS


Como vimos anteriormente, o mundo está cada vez mais bilíngue. O
número de escolas que oferecem esse tipo de serviço vem crescendo diariamente
no Brasil. Muitos pais não querem colocar seus filhos em um curso de idiomas
ou esperar que eles cheguem ao Ensino Fundamental para aprender a língua
estrangeira. Outros não querem que os filhos passem pelas mesmas dificuldades
que eles próprios passaram para aprender um segundo idioma.

Sabe-se que crianças aprendem o idioma com mais facilidade e, então,


inseri-las num mundo bilíngue neste momento é o mais adequado. Segundo Briggs
(2013) “Jonathan O'Muircheartaigh, da Kings College, que liderou o estudo, disse
à BBC: ‘Uma vez que o nosso trabalho parece indicar que os circuitos do cérebro
associados com a linguagem são mais flexíveis antes dos quatro anos de idade, a
intervenção em crianças com atraso na execução da linguagem deve ser iniciada
antes dessa idade crítica.’” Logo, inserir a criança à língua estrangeira, seja por
meio da fala, vídeos e músicas, ajudará ela no aprendizado de qualquer outro
idioma.

72
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

Mas alfabetizar uma criança não é uma tarefa simples. Quando estamos
falando de um segundo idioma, principalmente, são necessários alguns passos
para que o ensino seja mais eficaz. Primeiramente, a criança precisa ter contato
com a Língua Inglesa. Isso é, como já vimos antes, o professor de Inglês precisa
usar o idioma em sala de aula. Quanto mais contato o aluno tiver com o idioma,
melhor será sua fixação.

A ludicidade é muito importante nessa faixa etária. Jogos, músicas,


teatros e outras atividades lúdicas são de extrema importância para promover o
interesse da criança no idioma. E como mencionado, o uso de Word Families torna
a alfabetização muito mais simples. A maioria dos Nursery Rhymes, por exemplo,
é composta por Word Families.

4 FONOLOGIA
A fonologia é o ramo da linguística que estuda o sistema de som das
línguas. O sistema de som envolve a pronúncia real das palavras, que pode ser
dividida nas menores unidades de pronúncia, conhecidas como segmento ou
fonema. Por exemplo, as palavras pat, chat e fat têm diferentes fonemas no início,
e assim os fonemas se contrastam para produzir palavras diferentes.

4.1 CONNECTED SPEECH (DISCURSO CONECTADO)


Como o título mesmo já diz, connected speech é ligação ou conexão das
palavras ao serem pronunciadas. Connected Speech significa que quando falamos
uma língua, as palavras exercem algum efeito umas sobre as outras. Nem sempre
pronunciamos as palavras completamente separadamente, com uma pausa
perfeita entre elas. De fato, muitas palavras afetam umas às outras quando você
as coloca em frases e sentenças. O som final de uma palavra geralmente afeta o
começo da próxima palavra.

Existem muitas maneiras diferentes pelas quais a fala conectada acontece.


Às vezes, sons são adicionados, omitidos ou alterados de diferentes maneiras.
Você aprenderá um pouco sobre cinco tipos diferentes de fala conectada: catenation
or linking, intrustion, elision, assimilation e geminates.

Catenation, or Linking é provavelmente o que pensa a maioria das pessoas


quando se referem a connected speech. A ligação acontece quando o final de uma
palavra se mistura a outra. Quando o último som de uma palavra é uma consoante
e o primeiro som da próxima palavra é uma vogal, você começa a vincular.

Exemplo: I will work this afternoon - thisafternoon

73
UNIDADE 2 | PHONICS

Intrustion significa que um som adicional “se intromete” ou se insere entre


os outros. Geralmente é um som / j / ou / w / ou / r / entre dois outros sons de
vogais.

Exemplo: Go out, please – Gowout

Elision é quando um som desaparece. Basicamente, um som é comido por


outros sons mais fortes ou similares próximos a ele. Isso geralmente acontece com
um som / t / ou / d /.

Exemplo: I live next door - nexdoor

Assimilation significa que dois sons se misturam, formando um novo som.


Isto acontece frequentemente com / t / e / j / que fazem / ʧ / e com / d / e / j / que
fazem /ʤ/.

Exemplo: Don’t you love me? — donʧu

Finalmente, geminates são como gêmeos, pois eles têm os mesmos sons
consecutivos. Muitas vezes, quando uma palavra termina com a mesma letra do
início da próxima palavra, você deve conectar as duas palavras em seu discurso.

Exemplo: I don’t have a social life – socialife

4.2 WORD STRESS



Você sabe o que é uma word stress? Em inglês, cada sílaba não é dita com a
mesma força. Em uma palavra, acentuamos uma sílaba. Dizemos uma sílaba mais
alta ou forte e todas as outras sílabas mais silenciosamente.

Veremos o exemplo de três palavras que parecem similares: photograph,


photographer e photographic. Pronuncie essas três palavras. Elas têm a mesma
pronúncia? Não. Porque o stress de cada palavra está em uma sílaba diferente.

• PHO-to-graph.
• pho-TO-graph-er.
• pho-to-GRAPH-ic.

O stress na sílaba acontece em todas as palavras com duas ou mais sílabas.


Veja mais algumas palavras: TEACHer, importante, converSAtion. Cada palavra
pode ter apenas um stress. Se você está ouvindo dois stress, isso significa que
são duas palavras. O stress sempre acontece na vogal. Stress Word pode ajudar o
aprendiz de inglês a melhorar a sua pronúncia.

74
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

FIGURA 9 – STRESS SYLLABLE

FONTE: <https://www.slideshare.net/HotRat/word-stress-54774174>. Acesso em: 05 nov. 2018.

Você pode perceber que em todas as palavras terminadas em -ity e -ety, a


sílaba que é a mais forte, ou a stress word, é a sílaba que antecede as terminações
-ity e -ety.

4.3 SENTENCE STRESS


Podemos dizer que Sentence Stress é a música do inglês falado, ou seja,
Sentence Stress é o que dá ritmo ao inglês falado. Você já viu que Stress Word é o
stress ou a força de uma sílaba na palavra. Já na Sentence Stress o stress da frase
é a força em certas palavras dentro de uma frase. A maioria das frases tem dois
tipos básicos de palavras:

• Content Words: Content Words ou Palavras de Conteúdo são as palavras-chave de


uma frase. São as palavras importantes que carregam o sentido ou significado
da frase.
• Structure Words: Structure Words ou Palavras de Estrutura não são palavras
muito importantes. São palavras pequenas e simples que fazem a sentença
correta gramaticalmente. Elas dão à sentença sua forma correta – sua estrutura.

A diferença entre as duas é muito simples. Se você remover as Structure


Words de uma frase, ainda conseguirá entender o significado dela, porém, se você
remover as Content Words, não conseguirá compreender a frase.

Veja o exemplo a seguir:

75
UNIDADE 2 | PHONICS

FIGURA 10 – STRESS SENTENCE

FONTE: <https://slideplayer.com/slide/1683113/>. Acesso em: 26 out. 2018.

Dependendo em que parte da palavra está o stress, o significado pode


mudar. Por isso que o stress sentence pode mudar completamente o sentido de
uma frase. Tudo depende do que o falante está querendo dizer.

4.4 ENTONAÇÃO
A entonação descreve como a voz aumenta e diminui na fala. Os três
principais padrões de entonação em inglês são: falling intonation, rising intonation e
fall-rise intonation.Falling intonation descreve como a voz cai na sílaba final de uma
frase ou de um grupo de palavras. A falling intonation é muito comum em questões
de WH. What do you need? Where do you go? Rising intonation descreve como a voz
aumenta no final de uma frase. A rising intonation é comum em perguntas sim-
não: Are you hungry?

Por fim, temos o fall-rise intonation, que descreve como a voz cai e depois
aumenta. Usamos o fall-rise intonation ao final das declarações quando queremos
dizer que não temos certeza ou quando não temos mais nada a acrescentar.

• I don´t like to talk about politics at the moment. (talvez no futuro).

DICAS

Que tal trabalhar Stress Word com os seus alunos? Você encontra várias
atividades no ESL Worksheets Disponível em: https://www.englishclub.com/esl-worksheets/
pronunciation/stress.htm Acesso em: 5 nov. 2018.

76
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

LEITURA COMPLEMENTAR

Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender mais de uma
língua

Hellen Briggs

Cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro


anos de idade existe uma janela crítica de formação no cérebro - período em que
este está aberto a um determinado tipo de experiência - para o aperfeiçoamento
da linguagem.

Através do escaneamento do cérebro, pesquisadores perceberam que


influências exteriores têm o seu maior impacto antes dos quatro anos de idade,
quando as ligações entre os neurônios se desenvolvem para processar novas
palavras.

A pesquisa, divulgada na publicação científica The Journal of Neuroscience,


sugere que distúrbios que causam atraso na linguagem, como o autismo, devem
ser abordados mais cedo.

O estudo também explica por que as crianças têm facilidade em aprender


mais de um idioma.

A pesquisa

Os cientistas, do Kings College em Londres, e da Brown University em


Rhode Island, estudaram 108 crianças com desenvolvimento cerebral normal, e
com idades entre um e seis anos.

Eles usaram exames cerebrais para estudar a mielina – substância


responsável por proteger o circuito neural, que se desenvolve desde o nascimento.
Para surpresa dos especialistas, os testes indicaram que a distribuição da mielina
é fixada a partir dos quatro anos, o que sugere que o cérebro é mais plástico nos
primeiros anos de vida.

Eles preveem que qualquer influência ambiental sobre o desenvolvimento


do cérebro será mais forte na infância.

Isso explica por que a imersão de crianças em um ambiente bilíngue antes


dos quatro anos de idade oferece uma melhor chance de elas se tornarem fluentes
em ambas as línguas, a pesquisa sugere.

Segundo os pesquisadores, existe um momento crítico durante o


desenvolvimento em que a influência exterior sobre as habilidades cognitivas
pode ser maior.

77
UNIDADE 2 | PHONICS

Jonathan O'Muircheartaigh, da Kings College, que liderou o estudo, disse


à BBC: "Uma vez que o nosso trabalho parece indicar que os circuitos do cérebro
associados com a linguagem são mais flexíveis antes dos quatro anos de idade, a
intervenção em crianças com atraso na execução da linguagem deve ser iniciada
antes dessa idade crítica."

"Isso pode ser relevante para muitos distúrbios de desenvolvimento,


como o autismo, em que o atraso na fala é um traço comum no início."

Habilidade linguística

A primeira infância é uma época em que as habilidades linguísticas se


desenvolvem muito rapidamente.

Aos 12 meses de idade, os bebês têm um vocabulário de até 50 palavras,


mas aos seis anos este pode chegar a cerca de cinco mil palavras.

Competências linguísticas estão localizadas nas áreas frontais do lado


esquerdo do cérebro.

Por isso, os pesquisadores esperavam que uma quantidade maior de


mielina fosse produzida no lado esquerdo do cérebro enquanto as crianças
desenvolvem a linguagem.

No entanto, eles descobriram que a quantidade de mielina se manteve


constante, mas teve uma influência mais forte sobre a capacidade linguística antes
dos quatro anos de idade, sugerindo que há uma janela crucial para intervenções
em transtornos do desenvolvimento.

"Este trabalho é importante, pois é o primeiro a investigar a relação


entre a estrutura do cérebro e a linguagem na primeira infância, e a demonstrar
como essa relação muda com a idade", disse Sean Deoni da Brown University,
copesquisadora do estudo.

"Isto é importante, já que a linguagem é geralmente alterada, ou retardada,


em muitos casos de crianças com problemas durante a fase de desenvolvimento,
tais como o autismo."

Estudo a longo prazo

Comentando o estudo, Dorothy Bishop, do Departamento de


Desenvolvimento Neuropsicológico da Universidade de Oxford, disse que a
pesquisa acrescentou novas informações importantes sobre o desenvolvimento
inicial das ligações em regiões do cérebro importantes para funções cognitivas.

78
TÓPICO 2 | A IMPORTÂNCIA DA FONÉTICA NO ENSINO E APRENDIZADO DA LÍNGUA INGLESA

"Há evidências sugestivas sobre a relação entre ligações no cérebro e


o desenvolvimento da linguagem, mas é muito cedo para ter certeza sobre as
implicações funcionais dos resultados", disse ela.

"Idealmente, seria necessário um estudo de longo prazo seguindo as


crianças por um determinado tempo para acompanhar como as mudanças
estruturais do cérebro são relacionadas à função da linguagem."

O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental nos


Estados Unidos e pelo Wellcome Trust na Grã-Bretanha.

FONTE: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/10/131009_linguagem_infancia_an>.
Acesso em: 26 out. 2018.

79
RESUMO DO TÓPICO 2

Neste tópico, você aprendeu que:

• A fonética é um método de ensinar os estudantes a relacionar os sons com


letras e/ou grupos de letras em um sistema alfabético.

• Há vários órgãos que envolvem a produção de sons da linguagem.

• O IPA é um alfabeto fonético internacional e é uma representação padronizada


dos sons do idioma falado.

• Word Families são grupos de palavras que possuem um padrão comum, pois
elas possuem as mesmas combinações de letras e um som semelhante.

• Cada sílaba não é dita com a mesma força. Em uma palavra, acentuamos uma
sílaba. Essa sílaba se chama stress word.

80
AUTOATIVIDADE

1 Há vários órgãos que envolvem a produção de linguagem. Quais são eles?


Assinale-os:

a) ( ) Lábios
b) ( ) Cabeça
c) ( ) Dentes
d) ( ) Estômago
e) ( ) Coração
f) ( ) Velum
g) ( ) Úvula

2 Qual é o alfabeto fonético internacional que é uma representação


padronizada dos sons do idioma?

a) ( ) IPA – International Phonics Alphabet.


b ( ) IPA – Internacional Phonetic Alphabet.
c) ( ) IPA – Internet Phonics Alphabet.
d) ( ) IPA – International Phone Alphabet.

3 A entonação descreve como a voz aumenta e diminui na fala. Os três


principais padrões de entonação em inglês são: falling intonation, rising
intonation e fall-rise intonation. Relacione-os com o seu significado:

a) (I) Falling intonation ( ) Descreve como a voz cai e depois


aumenta.

b) (II) Rising Intonation ( ) Descreve como a voz aumenta no final



de uma frase.

c) (III) Fall-rise intonation ( ) Descreve como a voz cai na sílaba de
uma frase.

81
82
UNIDADE 2 TÓPICO 3

COMO UTILIZAR A FONÉTICA NA SALA DE AULA

1 INTRODUÇÃO
Já vimos que a fonética pode auxiliar o aluno no processo de ensino e
aprendizagem da Língua Inglesa. Mas para que essa etapa ocorra de maneira
adequada, precisamos que o professor esteja preparado para trabalhar fonética
com os alunos.

Há muito material pronto e gratuito que pode ser usado com os alunos
caso a escola não utilize nenhum material que trabalhe fonética. Há também
diversas atividades lúdicas que podem facilitar o trabalho do professor em sala
de aula.

Neste tópico veremos como utilizar a fonética em sala de aula e como


trabalhar da melhor forma, com os alunos, atividades que os ajudem na aquisição
da língua estrangeira.

2 O CONCEITO E O VALOR DA PRONÚNCIA


Para melhorar a pronúncia dos seus alunos em inglês, é importante
entender vários termos e conceitos. Já vimos fonema, stress words e sentence words.
Cada grupo apresenta os componentes mais importantes, desde o menor - uma
unidade de som - até o estresse e entonação do nível de maior sentença.

É importante sempre trabalhar com os alunos que o sotaque e a região em


que a língua é falada também influencia na pronúncia das palavras.

Sabemos que ensinar a pronúncia do inglês é uma tarefa desafiadora,


independentemente do nível de cada aluno. Mas a melhor maneira de ajudar os
alunos a melhorar suas habilidades de pronúncia é incentivá-los a falar o inglês
o máximo que puderem.

Uma boa ideia é que, mesmo ao fazer o dever de casa, os alunos devem
ler em voz alta. Aprender a pronunciar bem o inglês exige coordenação muscular
e isso significa prática - não apenas atividade mental, ou seja, ler mentalmente.

83
UNIDADE 2 | PHONICS

2.1 O MITO DO INGLÊS CORRETO


Como está sendo o seu aprendizado até o momento? Qual é o nível do
seu inglês na fala ou na compreensão? Como foi chegar até aqui? Foi fácil? Para
muitos aprendizes, aprender uma língua estrangeira é uma tarefa árdua e, em
alguns casos, até traumatizante.

O professor de Inglês não pode querer ou pensar que desde o início o


aluno conseguirá produzir o inglês padrão, sem cometer erros de pronúncia.
A regionalização também é um fator que faz a diferença no momento da
comunicação. E quando falamos em regionalização, pode ser tanto do aprendiz,
quanto a do seu professor.

2.2 A INFLUÊNCIA DA NACIONALIDADE NA PRONÚNCIA


Para o aprendizado da língua e se sentir fluente nela, o falante muitas
vezes acredita que precisa falar como um nativo, ou aproximar o máximo possível
sua fala desse modelo. Segundo Rajagopalan, no ensino de língua estrangeira, a
concepção do nativo é “marcada por um grau de veneração desmedida” (2004, p.
68). Essa veneração acaba fazendo com que aprendizes do idioma busquem falar
o mais parecido possível com o nativo, acreditando que assim estarão falando de
maneira “correta”.

A supervalorização da fluência da língua e a glorificação do nativo fazem


com que muitos estudantes acreditem que a fala precisa ser similar à de um
falante nativo da língua-alvo. Moita Lopes (2008) afirma que a Língua Inglesa já
não pode ser apreciada como patrimônio de um país, já que atualmente há mais
falantes de inglês não nativo do que nativos, e assim o local passa a adaptar o
inglês estudado do seu modo.

Durante o aprendizado de uma língua, algumas pessoas ainda se


preocupam em saber se a escola ensina o inglês americano ou britânico. Embora
as diferenças entre regras gramaticais e vocabulários sejam poucas, sendo a
maior diferença o sotaque, isto é, a maneira diferente de pronunciar uma língua,
muitos talvez não percebem que com a globalização do inglês, a língua passou a
incorporar a diversidade. Para Leffa (2003), a incorporação dessa diversidade não
foi apenas no léxico.

Ao se globalizar, o inglês perdeu sua uniformidade e teve que


incorporar a diversidade, não só no seu léxico, com as inúmeras
palavras estrangeiras que emigraram para o seu sistema, mas também
a diversidade fonológica e mesmo sintática. A diversidade linguística
com a existência não apenas do inglês canadense, australiano, nigeriano
ou indiano – mas também do inglês coreano, japonês ou brasileiro –
reflete a diversidade cultural. O inglês deixa de transmitir uma única
cultura para transmitir várias culturas, produzindo o fenômeno
estranho de uma língua multilíngue e multicultural (LEFFA, 2003, p.
239).

84
TÓPICO 3 | COMO UTILIZAR A FONÉTICA NA SALA DE AULA

Por meio dessa língua multilíngue e multicultural, fica difícil caracterizar


o inglês do falante. É possível tentar falar como um americano, mas, em muitos
casos, o sotaque pertencente ao falante irá prevalecer. Na diversidade cultural em
que vivemos não se pode pensar que exista apenas o inglês britânico, americano
ou canadense.

É preciso refletir que com a globalização da língua, temos também o inglês


brasileiro, aprendido no Brasil. Inglês francês, aprendido na França e assim por
diante, conforme Leffa (2003). É compreensível a preocupação de Ross sobre a
sua pronúncia. Ele não é o único estudante com essa preocupação.

Com o fácil acesso ao áudio de músicas ou filmes nos quais falantes nativos
usam o inglês, a comparação com as pronúncias se torna algo comum. Porém, é
válido lembrar que num mesmo país, como Estados Unidos ou Inglaterra, também
há pronúncias variadas, de acordo com a região em que se está. Para Rajagopalan
(2003), o mundo está ficando cada vez mais multilíngue, sendo assim, quando se
pensa no aprendizado de uma língua, não se deve buscar um modelo único.

2.3 EXPECTATIVAS DOS ALUNOS EM RELAÇÃO À


PRONÚNCIA DA LÍNGUA INGLESA
Não importa o motivo pelo qual o aluno escolheu estudar inglês. Pode ter
sido para conseguir um emprego melhor, um diploma universitário ou um novo
capítulo na vida. Há vários motivos, entretanto, uma coisa que todos eles têm em
comum - expectativas.

Os aprendizes de inglês esperam aprender rápido e ter um conhecimento


quase nativo de inglês depois de um curto período. Inevitavelmente, eles estão
indo para o desapontamento. Embora seja necessário estabelecer metas, é
igualmente importante avaliar quão realistas elas são.

É necessário conscientizar os alunos de que não é possível dominar outro


idioma em seis meses. Até porque ele levou anos para aprender o seu próprio
idioma. Em alguns casos, o próprio aluno exerce muita pressão sobre si mesmo
e suas expectativas irrealistas fazem com que ele se sinta inadequado ou culpe a
todos pela falta de progresso.

Aprender uma nova língua não é fácil e o tempo que demora depende de
muitos fatores - condições de vida, capacidade de aprender, esforço e também
atitude. No entanto, isso não significa que não possa ser agradável e satisfatório!

Prepare o seu aluno para que ele não fique desapontado ou crie muitas
expectativas. As pessoas têm pontos fortes e pontos fracos diferentes. Alguns
aprendem mais rápido, mas isso não quer dizer que os demais também não irão
aprender. Cada aluno aprende no seu tempo.

85
UNIDADE 2 | PHONICS

3 A PRÁTICA DO SPEAKING POR MEIO DE ATIVIDADES


FONÉTICAS
Já vimos anteriormente que a fonética é um método de ensinar aos jovens
aprendizes como ler. Ela se concentra em como as letras produzem sons e como
esses sons fazem as palavras. Mas como a fonética pode ajudar na prática do
speaking? Os jovens aprendizes de inglês precisam de instruções explícitas sobre
a ligação entre as letras em inglês e os sons que elas emitem.

Os alunos precisam ser ensinados que há uma ligação direta entre os


fonemas (sons) e grafemas (letras), a fim de ser capaz de soar palavras simples,
por exemplo, uma consoante vocálica, seguida de consoante vogal consoante.

O ponto principal dos seres humanos que inventam símbolos é passar


informações uns para os outros. Isso já aconteceu de várias maneiras diferentes,
como textos romanos, árabes, hieróglifos egípcios ou pictogramas chineses.
Símbolos fazem parte da nossa existência e, por isso, inserir símbolos fonéticos
na vida dos aprendizes de inglês não deveria ser algo extraordinário. Sabemos
que os materiais utilizados em sala de aula, muitas vezes, não trabalham fonética
e sim muito mais gramática.

[...] têm como característica a apresentação de uma regra gramatical


em uma página e atividades para exercitar o seu uso na outra página.
Embora a competência gramatical seja uma dimensão importante
no aprendizado de línguas, claramente não abrange tudo o que o
aprendizado de uma língua envolve, pois é possível dominar as regras
de formação de sentenças em uma língua e ainda não conseguir utilizar
a linguagem para uma comunicação significativa (RICHARDS, 2006,
p. 3).

Entretanto, não é difícil fazer o aluno perceber que a leitura e/ou pronúncia
de uma palavra em inglês não é igual à sua escrita, por isso “a importância de se
aprender a fonética ao se estudar uma língua deve-se ao fato de, geralmente,
pensarmos na palavra como ela é escrita e não como ela é dita ou percebida por
um ouvinte” (SOUZA, 2009, p. 37).

O alfabeto fonético foi criado para descrever o sistema sonoro da língua.


Já vimos anteriormente que o IPA (International Phonetic Alphabet) representa
a fala por meio da escrita e ajuda os alunos, uma vez sabendo compreender os
símbolos fonéticos, na pronúncia e escrita de diversos vocabulários.

86
TÓPICO 3 | COMO UTILIZAR A FONÉTICA NA SALA DE AULA

FIGURA 11 – IPA – GRÁFICO, QUADRO E TABELA


THE INTERNATIONAL PHONETIC ALPHABET (revised to 2015)
CONSONANTS (PULMONIC) © 2015 IPA

Bilabial Labiodental Dental Alveolar Postalveolar Retroflex Palatal Velar Uvular Pharyngeal Glottal

Plosive

Nasal

Trill

Tap or Flap

Fricative
Lateral
fricative
Approximant
Lateral
approximant
Symbols to the right in a cell are voiced, to the left are voiceless. Shaded areas denote articulations judged impossible.

CONSONANTS (NON-PULMONIC) VOWELS

Clicks Voiced implosives Ejectives Front Central Back


Close
Bilabial Bilabial Examples:

Dental Dental/alveolar Bilabial


Close-mid
(Post)alveolar Palatal Dental/alveolar

Palatoalveolar Velar Velar


Open-mid
Alveolar lateral Uvular Alveolar fricative

OTHER SYMBOLS
Open
Voiceless labial-velar fricative Alveolo-palatal fricatives Where symbols appear in pairs, the one
to the right represents a rounded vowel.
Voiced labial-velar approximant Voiced alveolar lateral flap

Voiced labial-palatal approximant Simultaneous and SUPRASEGMENTALS

Voiceless epiglottal fricative Primary stress


Affricates and double articulations
Voiced epiglottal fricative can be represented by two symbols Secondary stress
joined by a tie bar if necessary.
Epiglottal plosive Long
Half-long
DIACRITICS Some diacritics may be placed above a symbol with a descender, e.g.
Extra-short
Voiceless Breathy voiced Dental
Minor (foot) group
Voiced Creaky voiced Apical
Major (intonation) group
Aspirated Linguolabial Laminal
Syllable break
More rounded Labialized Nasalized
Linking (absence of a break)
Less rounded Palatalized Nasal release
TONES AND WORD ACCENTS
Advanced Velarized Lateral release LEVEL CONTOUR
Extra
Retracted Pharyngealized No audible release or high or Rising

Centralized Velarized or pharyngealized High Falling


High
Mid rising
Mid-centralized Raised ( = voiced alveolar fricative)
Low
Low rising
Syllabic Lowered ( = voiced bilabial approximant) Extra Rising-
low falling
Non-syllabic Advanced Tongue Root
Downstep Global rise
Rhoticity Retracted Tongue Root Upstep Global fall

Typefaces: Doulos SIL (metatext); Doulos SIL, IPA Kiel, IPA LS Uni (symbols)

FONTE: <https://www.internationalphoneticassociation.org/content/full-ipa-chart>. Acesso em:


5 nov. 2018.
87
UNIDADE 2 | PHONICS

3.1 AUXILIANDO OS ALUNOS NO RECONHECIMENTO DE


SONS E ESTRUTURAS FONÉTICAS
Para inserir atividades de fonética em sala de aula, comece com atividades
simples, mesmo que você esteja trabalhando com adolescentes ou adultos.
Relacionar palavras que têm o mesmo som é uma ótima maneira de fazer isso
acontecer. Veja o exemplo da atividade a seguir:

FIGURA 12 – PRACTICE TEST

FONTE: <https://br.pinterest.com/pin/239887117634345825/>. Acesso em: 26 out. 2018

Nesta atividade, o professor pode fazer a pronúncia do vocabulário e


esperar que os alunos sinalizem qual a outra palavra que tem o mesmo som da
vogal que a figura que aparece ao lado das palavras.

Você pode estar se perguntando se é realmente possível trabalhar algo


similar a este exemplo com adolescentes e adultos. Pode ter certeza de que é
possível, sim. Os professores estão tão habituados a trabalhar regras gramaticais
que, provavelmente, se você levar esta atividade para a sala de aula, verá que
para muitos alunos, este tipo de atividade é novidade.

88
TÓPICO 3 | COMO UTILIZAR A FONÉTICA NA SALA DE AULA

Com atividades de fonética, além dos alunos associarem sons, eles


também trabalham as habilidades de leitura, escrita, fala e compreensão auditiva.
Alunos adoram jogos de tabuleiro. Há várias opções para que você trabalhe jogos
utilizando fonética.

FIGURA 13 – JOGO DE TABULEIRO

FONTE: <https://www.spelling-words-well.com/phonics-activities.html>. Acesso em: 26 out.


2018.

Você pode utilizar uma atividade para públicos e idades diferentes, por
exemplo, no jogo de tabuleiro. Com crianças você pode apenas solicitar que
identifiquem a primeira consoante de cada figura, mas com o público adolescente
ou adulto, você pode pedir que eles, por exemplo, criem frases com palavras que
tenham o mesmo som fonético, como The fox is in the box ou The broom is far away
from the mushroom.

A música também é um ponto muito importante para trabalhar fonética


com os alunos. Você já deve ter percebido que a maioria das crianças já sabe
cantar ou falar o ABC em inglês. Isso já não é mais novidade. Nos dias atuais, com
acesso à informação e tecnologia, as crianças já chegam com muita informação na
escola. É preciso ir muito além disso.

89
UNIDADE 2 | PHONICS

FIGURA 14 – ABC PHONICS SONG

FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=BELlZKpi1Zs>. Acesso em: 7 nov. 2018.

A imagem da Figura 14 refere-se ao vídeo em que a letra do alfabeto


apresentada está relacionada a algum vocabulário e o som que a letra tem neste
vocabulário.

FIGURA 15 – VÍDEO PHONICS

FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=3s57HonYXDQ>. Acesso em: 7 nov. 2018.

90
TÓPICO 3 | COMO UTILIZAR A FONÉTICA NA SALA DE AULA

Por meio desta imagem, é retratado um vídeo em que é possível


desenvolver diversas atividades. Os alunos podem descrever o que estão vendo e
associar as letras do alfabeto aos seus correspondentes. Por exemplo, pare o vídeo
após as primeiras seis letras apresentadas. Questione os alunos: A is for...

Provavelmente algum aluno dirá Apple e/ou Ant. And B. What is B for? Bat,
bag. Faça os alunos repetirem o vocabulário. Enfatize o som que A faz em Apple
e Ant e também o som que faz em Bag e Bat.

DICAS

Quando você fizer uma busca on-line, sejam vídeos ou demais materiais,
procure por Phonics for kids e você verá que há muito material pronto para ser utilizado em
sala de aula.

Também é possível trabalhar fonética usando músicas com adultos. Veja


o planejamento a seguir. Use com os alunos a música ‘An English Man in New
York’, do Sting. Substitua algumas das rimas da música por lacunas. Ao ouvir a
música, o aluno deve completá-las.

Após, entregue alguns quadros com algumas transcrições fonéticas e peça


para que os alunos procurem o vocabulário na música que contenha determinada
transcrição fonética. Veja um exemplo:

QUADRO 5 – PHONICS SONG

FONTE: <https://www.teachingenglish.org.uk/article/developing-pronunciation-through-songs>.
Acesso em: 26 out. 2018.

Depois de pedir que os alunos separem alguns vocabulários relacionados


a algumas transcrições fonéticas, separe os alunos em grupos fonéticos, ou seja,
cada um é responsável por um símbolo fonético (som). Toque novamente a
música. Quando ouvirem o som da palavra pela qual o grupo é responsável, eles
devem se levantar e sentar-se rapidamente. It will be fun!

91
UNIDADE 2 | PHONICS

Outro exemplo é usando a música Imagine, de John Lennon. Dessa música


separe alguns pares que podem ser criados devido ao som da palavra. Exemplo:

• Heaven – even
• Hunger – anger
• Man – mad

Escreva os pares em cartões separados e deixe uma equipe responsável


por cada cartão. Ao tocar a música, as equipes devem encontrar o outro grupo
que tem o vocabulário com o mesmo som.

3.2 O USO DE DICIONÁRIO NA PRONÚNCIA DE PALAVRAS


Talvez muitas pessoas considerem o uso do dicionário em papel um pouco
arcaico. Afinal, na era de tradutores on-line, quem ainda usa dicionários on-line?
O uso de dicionário não deve ser abandonado pelos alunos ou professores.

O dicionário é uma ferramenta muito importante para quem está


aprendendo um novo idioma. Com um bom dicionário, o aluno consegue procurar
o significado de uma palavra ou verificar ortografias. Verificar o tempo passado
de um verbo, encontrar o antônimo ou sinônimo de diversos vocabulários.

Há vários usos para um dicionário e um dos mais importantes e pouco


utilizados é, por meio do uso do dicionário, descobrir como dizer uma palavra.
Muitos alunos não fazem ideia do que aquele símbolo fonético, ao lado da palavra,
significa.

FIGURA 16 – DICIONÁRIO DE INGLÊS

FONTE: <https://grammarteaching.wordpress.com/2012/08/05/and-the-best-dictionary-for-our-
students-is/>. Acesso em: 26 out. 2018.

92
TÓPICO 3 | COMO UTILIZAR A FONÉTICA NA SALA DE AULA

Por isso, a melhor opção para o aluno é usar o dicionário inglês-inglês,


sem trabalhar a tradução. Neste modelo de dicionário, logo após a palavra está a
fonética dele e uma explicação do seu significado.

Sabemos que, em alguns casos, utilizar o dicionário inglês-inglês pode ser


um pouco difícil para trabalhar com os alunos. Uma dica é ter um exemplar na
sala de aula, dessa maneira os alunos podem, ao menos, consultar o dicionário
para saber como pronunciar determinada palavra.

Comece com exercícios simples. Peça que os alunos procurem palavras


similares e vejam qual símbolo fonético é igual. Exemplos:

FIGURA 17 - BAT

FONTE: <https://bit.ly/2Oyvdrz>. Acesso em: 7 nov. 2018.

FIGURA 18 - CAT

FONTE: <https://bit.ly/2OOsDm2>. Acesso em: 26 out. 2018.

93
UNIDADE 2 | PHONICS

Perceba que ao procurar os dois vocabulários, BAT e CAT, o seu aluno


talvez não compreenda todo o significado da explicação, entretanto, o símbolo
fonético é muito fácil de ser identificado. /bat/ e /cat/ possuem um símbolo
fonético fácil de ser reconhecido. Dessa maneira, é muito mais fácil reconhecer
o som /at/. Você pode incentivar os seus alunos a procurarem outras palavras
que tenham o mesmo símbolo fonético. E essa busca não precisa ser apenas no
dicionário. Ao digitar a palavra no site <www.google.com.br>, tanto a transcrição
fonética quanto a explicação do seu significado aparecem logo no topo da página.

Não importa se o dicionário seja de papel ou eletrônico, ele não deve ser
abandonado. Mas o aluno precisa aprender a usá-lo e cabe ao professor ensiná-lo
a ter esse hábito saudável.

DICAS

Você quer saber mais sobre como a fonética pode auxiliar na alfabetização
dos seus alunos? Leia o artigo How Phonics is Taught Can Affect How Well a Child Learns To
Read de Dian Schaffhauser em <https://thejournal.com/articles/2015/07/02/how-phonics-is-
taught-can-affect-how-well-a-child-learns-to-read.aspx>. Acesso em: 7 nov. 2018.

94
RESUMO DO TÓPICO 3

Neste tópico, você aprendeu que:

• A fonética é um grande auxiliar ao aluno no processo de ensino e aprendizagem


da Língua Inglesa.

• Aprender a pronunciar bem o inglês exige coordenação muscular e isso


significa prática - não apenas atividade mental, ou seja, ler mentalmente.

• A supervalorização da fluência da língua e a glorificação do nativo fazem com


que muitos estudantes acreditem que a fala precisa ser similar à de um falante
nativo, entretanto, isso não é verdade.

• O alfabeto fonético foi criado para descrever o sistema sonoro da língua. O IPA
(International Phonetic Alphabet) representa a fala por meio da escrita e ajuda os
alunos, uma vez sabendo compreender os símbolos fonéticos, na pronúncia e
na escrita de diversos vocabulários.

• Para inserir atividades de fonética em sala de aula, comece com atividades


simples, mesmo que você esteja trabalhando com adolescentes ou adultos.

• Usar dicionário é fundamental não apenas para descobrir o significado de


algum vocabulário, mas também para descobrir como é a pronúncia de
determinada palavra por meio do símbolo fonético.

95
AUTOATIVIDADE

1 De acordo com o que você aprendeu até o momento, escolha V para as frases
verdadeiras e F para as falsas em relação ao uso do dicionário em sala de
aula:

a) ( ) Com a evolução da tecnologia, não há mais necessidade de usar o


dicionário de papel em sala de aula.
b) ( ) Não é trabalho do professor ensinar o aluno como usar o dicionário.
c) ( ) É possível encontrar a descrição fonética das palavras no dicionário.
d) ( ) O dicionário pode ajudar o aluno na pronúncia correta de alguma
palavra.

2 Você pode perceber que a fonética auxilia na pronúncia correta de diversos


vocabulários e que atividades que mostram palavras com o mesmo som
auxiliam os alunos na construção do seu conhecimento. Diante disso,
encontre a palavra que tem o mesmo som que a letra ou as letras sublinhadas
na primeira palavra.

1 - SHY a) ( ) SKATE.
b) ( ) DAY.
c) ( ) EYE.
d) ( ) SHIP.

2 - SINK a) ( ) FINE.
b) ( ) THINK.
c) ( ) TIME.
d) ( ) PICK.

3 - BAG a) ( ) CAKE.
b) ( ) BAKE.
c) ( ) HAT.
d) ( ) TEA.

4 - YOU a) ( ) LAUGH.
b) ( ) BOX.
c) ( ) BOUGHT.
d) ( ) SHOE.

5 - CLOCK a) ( ) MOVE.
b) ( ) ROCK.
c) ( ) HOPE.
d) ( ) SHOW.

96
UNIDADE 3

MAKING SPEAKING AND LISTENING


ACTIVITIES HAPPEN IN THE
CLASSROOM

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• criar planejamentos para ensinar inglês para a Educação Infantil e Ensino


Fundamental I;

• criar atividades de listening e speaking para trabalhar com os alunos;

• usar o writing the de maneira segura e eficaz no ensino de crianças;

• usar o guided Reading como forma de alfabetização;

• desenvolver atividades de listening e speaking para adolescentes e adultos;

• trabalhar a leitura e a escrita de maneira que contribuam para o desenvol-


vimento oral e auditivo dos aprendizes.

PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade você en-
contrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO


ENSINO FUNDAMENTAL I

TÓPICO 2 – O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E


MÉDIO

TÓPICO 3 – O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E


ADULTOS

97
98
UNIDADE 3
TÓPICO 1

O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL


E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

1 INTRODUÇÃO
Sabemos que ensinar um segundo idioma para uma criança não é
uma tarefa simples. As crianças têm menos tempo de concentração e, muitas
vezes, dependendo da área em que o professor atua, a criança ainda não estará
alfabetizada na sua língua materna.

As crianças são muito curiosas e para explorar toda essa curiosidade e


energia é necessário também brincar. Talvez você se pergunte: ‘mas a criança não
vai para a escola para estudar?’ Sim, mas desde quando o estudo se baseia apenas
em cadernos e livros?

Há diversas brincadeiras que podem ser realizadas com as crianças para


que elas se divirtam e aprendam ao mesmo tempo. Você poderá usar várias
atividades para estimular a motricidade, a parte cognitiva e afetiva dos seus
alunos e, dessa maneira, ele passará a ser um sujeito ativo e passivo no processo
de ensino e aprendizagem da língua inglesa.

Entretanto, para ser uma aula produtiva e rica, deverá ser planejada com
antecedência. Para isso, veremos todas as etapas do planejamento como forma de
prepará-lo para entrar em sala de aula.

2 PLANEJAMENTO
O ideal seria que muito do planejamento de um professor fosse realizado
antes mesmo dele se sentar para fazer o plano de aula de amanhã.

Considerar os objetivos gerais do bimestre ou trimestre o ajudarão a


determinar quais atividades serão necessárias. Mas, por que fazer o planejamento?
Para que você não precise começar do zero todos os dias e pensar: o que eu farei
amanhã? Para construir alguma variedade nas aulas do dia a dia e não ficarem
excessivamente monótonas, é necessário planejar.

O planejamento ajuda os professores a adquirirem confiança e estrutura


para enfrentar os dias em que os alunos não estão muito receptivos ou quando
uma atividade não funciona como esperado.

99
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

Para os professores iniciantes, o planejamento é ainda mais importante, já


que não têm a noção do tempo necessário para realizar cada atividade.

Planejar é elaborar o plano de intervenção na realidade, aliando às


exigências de intencionalidade de colocação em ação, é um processo
mental, de reflexão, de decisão, por sua vez, não uma reflexão
qualquer, mas grávida de intenções na realidade (VASCONCELLOS,
2000, p. 43).

O planejamento de aulas pode maximizar as chances de um bom dia na


aula. Para um bom planejamento é necessário tempo.

2.1 O QUE É UM PLANEJAMENTO?


Um plano de aula é um guia detalhado passo a passo que descreve os
objetivos do professor, o que os alunos realizarão durante a aula e como eles
aprenderão.

Criar um plano de aula envolve definir metas, desenvolver atividades e


determinar quais materiais serão usados. Independentemente do nível em que
você ensina, planejar precisa fazer parte do seu dia a dia.

Ela [a aula] é feita de prévias e planejadas escolhas de caminhos, que


são diversos do ponto de vista dos métodos e técnicas de ensino; [...]
também se constrói, em sua operacionalização, por percalços, que
implicam correções de rota na ordem didática, bem como mudanças
de rumo; [...] está sujeita a improvisos, porque não foram previstos,
mas não pode constituir-se por improvisações (ARAÚJO, 2008, p. 60-
62).

É possível que nem tudo aconteça exatamente como programado ou


talvez até não aconteça. Por isso, é importante ter o seu planejamento impresso,
possibilitando fazer pequenas considerações. Anote o que foi trabalhado, o que
faltou trabalhar, assim como observações de como ‘essa atividade não funcionou’
ou ‘fazer atividades similares a esta’. Desta maneira, você estará mais preparado
para o próximo planejamento e saberá por onde começar.

O professor também deverá se antecipar ou prever alguns acontecimentos


na sua aula. Por exemplo, você está trabalhando com o tema frutas e decidiu
fazer uma salada de frutas com a turma. Pediu, antecipadamente, a cada aluno
que trouxesse uma fruta. Você deverá considerar que, provavelmente, nem todos
trarão a fruta solicitada e você precisará trazer algumas para concluir a atividade.

Os alunos estarão sentados enquanto você corta as frutas? Estarão ao seu


redor? Auxiliarão você em alguma tarefa? Poderão se sujar? Como será feita a
limpeza? Todas essas ações e muitas outras devem ser antecipadas pelo professor
para que no momento da aula não ocorram surpresas.

100
TÓPICO 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

O planejamento também serve para responder questionamentos que


devem ser levantados pelo professor no momento de ensino:

O que eu pretendo que meus alunos sejam capazes de fazer depois


do que eu ensinei e que não podiam fazer antes? Em que nível eles
são capazes de fazer? Como faço para promover atividades que irão
ajudá-los a alcançar os resultados pretendidos da aprendizagem?
Como posso avaliá-los para ver se eles alcançaram tais resultados?
(BIGGS; TANG, 2010, apud MENDONÇA, 2014, p. 2).

Por meio do planejamento, o professor consegue medir o nível de


aprendizado dos seus alunos. Como saber se atingiram o objetivo? Você precisará
de registros. Como saber se a atividade está adequada com o que se quer ensinar?
Um planejamento poderá auxiliá-lo a encontrar a resposta.

É necessário ter certeza de que os alunos entendem o que você ensina.


Certifique-se de orientar o aprendizado. Caso você perceba que não entenderam
os conceitos que acabou de ensinar, pare e analise.

2.2 A IMPORTÂNCIA E AS CARACTERÍSTICAS DO BOM


PLANEJAMENTO
Agora que você já sabe o que é um planejamento, consegue perceber por
que ele é importante? Planejar é antecipar, prever e mostra que o professor é
responsável e organizado, que sabe o que precisa trabalhar em sala e como isso
será feito.

O planejamento envolve bastante dedicação e organização. Infelizmente,


não é possível fazer o planejamento durante as suas aulas, pois, obviamente,
você estará ensinando. Mas é neste momento que você perceberá o que pode ser
melhorado e as deficiências do seu planejamento. Por isso, sempre faça anotações.
As anotações irão orientá-lo na elaboração do próximo planejamento.

Antes de iniciar a aula você deverá deixar todos os materiais que usará
prontos e organizados. Usará o livro didático? Papel? Revistas? Enfim, você
precisará estar com os materiais prontos. Afinal, você não poderá sair da sala e
deixar os alunos sozinhos para providenciar o que precisará para ensinar. Sempre
verifique se você tem tudo de que precisa. Certa vez, uma professora de uma
escola bilíngue, durante a aula de Social Studies, resolveu conduzir uma aula de
experimento científico. Entretanto, ela não se certificou de ter todos os ingredientes
necessários para que todos os alunos pudessem concluir o experimento. Depois
de concluírem a confecção de um vulcão, os alunos se reuniram para observar a
parte mais esperada: a erupção. Mas, a professora havia esquecido o ingrediente
principal: o bicarbonato de sódio. A aula, que deveria ser uma das melhores
que os alunos já tiveram, tornou-se frustrante devido à falta de organização do
professor.

101
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

Para facilitar seu trabalho na criação de um plano de aula, use um


modelo. O formato básico do plano de aula existe há décadas, portanto não há
necessidade de começar do zero. Depois de descobrir que tipo de plano de aula
descreverá, você descobrirá a melhor maneira de usar o formato para atender às
suas necessidades. Veja alguns exemplos:

FIGURA 1 – PLANO DE AULA 1

FONTE: <https://www.youtube.com/watch?v=49knln773Ws>. Acesso em: 15 set. 2018.

102
TÓPICO 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

FIGURA 2 – PLANO DE AULA 2

FONTE: <https://pt.scribd.com/doc/132113277/Modelo-de-plano-de-aula-Word-doc>. Acesso


em: 15 set. 2018.

Se procurar on-line, você encontrará inúmeros modelos de planejamento.


Na verdade, o modelo que usará não importa, desde que seja fácil para sua
organização e contenha tudo o que você precisa para a aula.

103
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

DICAS

Ao realizarem o processo seletivo para a contratação de professores, muitas


escolas fazem uma banca, que nada mais é do que uma aula. Lembre-se sempre de levar o
seu planejamento neste momento, pois ele conta pontos no momento da contratação.

3 O ALUNO DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO


FUNDAMENTAL I
Muitas escolas públicas ainda não têm língua inglesa na grade curricular
da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental I. Entretanto, é difícil você
encontrar alguma instituição de ensino particular que não ofereça, pelo menos,
uma aula de inglês semanal aos seus alunos.

Para muitas crianças, a educação infantil é a sua primeira experiência


em sala de aula formal. Os alunos geralmente têm períodos curtos de atenção
e precisam se movimentar regularmente. Uma experiência fortalecedora na
Educação Infantil ajudará os alunos a se sentirem positivos em relação à escola e
serem social e intelectualmente confiantes. Segundo Machado:

A criança é um ser-no-mundo permeado de limitações, dadas pela


imaturidade de seu corpo e pela moldura oferecida na convivência
com a cultura ao seu redor, sobre o que é permitido ou não para uma
criança por ali, mas é uma pessoa desde a mais tenra idade apta a
dizer algo sobre tudo isso: diz algo em seu corpo, gestualidade, gritos,
choro, expressões de alegria e consternação, espanto e submissão.
Esses dizeres em ação, essas atuações no corpo, mostram-se repletas
de teatralidade: pequenas, médias e grandes performances, ações
de suas vidas cotidianas que encarnam formas culturais no ser total
da criança; ações visíveis e também invisíveis aos olhos do adulto
(MACHADO, 2010, p. 126).

No Ensino Fundamental I nos concentramos no desenvolvimento dos


sentidos de observação e recordação da criança, disposição para experimentar,
sensibilidade, habilidades motoras e imaginação criativa, bem como a atenção e a
capacidade de internalizar o que se aprendeu.

3.1 O APRENDIZ DA EDUCAÇÃO INFANTIL


Após o nascimento de um bebê, seus neurônios já estão formados e
localizados na posição correta do seu cérebro. O estágio inicial da aquisição de
linguagem é geralmente dividido em duas fases: A fase pré-linguística e a fase
linguística.

104
TÓPICO 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Na fase pré-linguística o bebê usa os sons para se comunicar, como o


choro. Não há palavras ou gramática. Já a fase linguística é o momento onde a
criança passa a se comunicar por meio de palavras. Já se sabe que é mais fácil
aprender uma língua estrangeira na infância. Segundo Pinker (2002, p. 374),
“existem diferenças individuais que dependem do esforço, qualidade de ensino
e simples talento, mas, ainda assim e mesmo nas melhores circunstâncias, parece
haver uma barreira intransponível para qualquer adulto”.

Devido a essa facilidade em aprender, quanto antes a criança for inserida


em um contexto de aprendizado de língua inglesa, mais fácil será para ela ser
bem-sucedida na aquisição da língua estrangeira.

O aluno da Educação Infantil é muito ativo. Pula, corre, gosta de subir e


escalar. Até os seus dois anos de idade tem um potencial linguístico de até 600
palavras. Até os seus três anos, a criança ainda precisa de 12 horas de sono. Dos
quatro aos cinco anos, já aprecia a companhia de outras crianças para brincar.

No período em que a criança está na Educação Infantil você precisará


incentivá-la a falar. Use repetições, rimas e abuse das nursery rhymes. As crianças
adoram histórias. Leia muitas histórias para elas, sempre as relacionando ao que
estão aprendendo.

DICAS

Se você está com dificuldades em encontrar livros infantis em inglês, utilize


um livro em português mesmo e conte a história em inglês.

Até os três anos de idade, a capacidade de concentração de uma criança


ainda é muito pequena e não ultrapassa dez minutos. Por isso, proporcione
atividades de curta duração. Dessa maneira, a criança conseguirá desenvolver a
atividade sem perder o foco no que está fazendo.

3.2 O APRENDIZ DO ENSINO FUNDAMENTAL I


Os alunos do Ensino Fundamental I concentram-se na aquisição e domínio
das habilidades básicas nas áreas principais. Os professores conduzem seus
alunos por meio de explorações e estudos em matemática, artes da linguagem,
ciências e estudos sociais. É neste momento que muitas escolas inserem os alunos
no processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa. A fluência na linguagem
segue durante os estudos nos anos posteriores.

105
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

A partir do primeiro ano do Ensino Fundamental você já poderá promover


debates e rodas de conversa para abordar diversos temas que deseja trabalhar. A
partir dos seis anos, a criança apresenta um comportamento desafiador. Aproveite
este momento para trabalhar jogos e competições a fim de fortalecer o que está
sendo aprendido.

É também nos primeiros anos do Ensino Fundamental I que a criança


anseia por elogios. Não esqueça de elogiar o seu aluno quando ele acertar ou
tentar acertar.

No Ensino Fundamental I é importante pedir uma atividade por vez,


pois você terá alunos que terminarão as atividades muito rápido e outros que
demorarão para concluir qualquer exercício. Há professores que optam por
deixarem atividades prontas, chamadas de fast finishers ou early finishers. Fast ou
early finishers são alunos que estão muito adiantados e terminam rapidamente
uma atividade que a maioria demora mais tempo para concluir. Você pode deixar
diversas atividades separadas em um local da sala para fast finishers.

E
IMPORTANT

Se uma criança está com muita dificuldade para finalizar uma atividade, você
pode pedir para um fast finisher ser o helper e ajudar o colega que tem mais dificuldade. Mas,
lembre-se de que ajudar não significa dar as respostas e os alunos do Ensino Fundamental I
já conseguem diferenciar isso.

No Ensino Fundamental I você também poderá abusar de músicas.


Usar a música para enfatizar os pontos de aprendizado deixará as crianças
mais conectadas a uma lição. A música pode reforçar o conteúdo e incentivar
a interação. Por exemplo, usar uma música para ensinar letras e sons é uma
maneira divertida de ajudar os alunos a assimilarem novas informações. Cantar
uma música poderá ajudá-los a entender o vocabulário e a gramática. Canções
de história com frases repetidas e ajustadas a um ritmo interessante ajudarão as
crianças a abraçar novos conceitos sem pressão.

4 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS


AOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E DO ENSINO
FUNDAMENTAL I
Como vimos anteriormente, ao ensinar crianças da Educação Infantil
e do Ensino Fundamental I, são necessárias atividades que estimulem a parte
cognitiva e motora. Faça com que as crianças se mexam, tire-as da sala de aula e
brinque com elas de modo que o aprendizado seja natural e divertido.
106
TÓPICO 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Quando você desenvolver o seu planejamento, crie e faça atividades


diversas. Essa é a maneira mais fácil de trabalhar. Quando você trabalha o mesmo
tema de formas diferentes, o aprendizado fica muito mais significativo. Enquanto
a criança está se divertindo, suas emoções positivas aumentam e os centros de
aprendizado em seu cérebro são ativados. Além disso, quando o nosso aluno
se diverte, passa a ser mais criativo e inovador, o que significa que poderá se
envolver com o que estiver aprendendo ao mesmo tempo em que cria ideias.

Jogar proporciona também uma atividade em equipe. O aluno consegue


desenvolver as suas habilidades sociais, aprende a falar consigo mesmo de
maneira mais positiva e inovadora, além de se comunicar com mais eficiência
com os outros. Apenas estar com os outros ao jogar e observar como os outros se
aproximam do mesmo jogo é uma experiência de aprendizagem em si.

Quando o aluno é exposto a aprender algo de uma perspectiva


completamente diferente, o aprendizado atinge um novo nível. Ele observa o que
provavelmente não teria observado em uma aula tradicional, usando apenas o
caderno, por exemplo. A longo prazo, atividades diferenciadas o ajudarão a se
destacar.

4.1 SPEAKING
Atividades de speaking podem ser as mais desafiadoras para um professor
de inglês. Isso porque envolvem não apenas conhecimento e habilidade da fala,
mas podem expor o aluno, e nem todos gostam deste tipo de situação. Mas quando
lecionamos inglês para alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I
é muito mais fácil ter a participação dos alunos, pois geralmente eles não têm
vergonha de se expor.

As atividades de speaking podem ser usadas com alunos que tenham


diferentes níveis de inglês, porque você poderá direcioná-los para falarem e
participarem de acordo com o que eles sabem até o momento.

Vamos supor que você está trabalhando o projeto Floresta e vários


animais fazem parte deste tema. Trabalhe com os alunos os nomes dos animais,
as características, onde vivem etc. Distribua figuras desses animais e peça para
que conversem entre si sobre eles. Após essa conversa, deverão apresentar o seu
animal para a turma. Por isso, não importa o nível do inglês do seu aluno, pois
ele pode simplesmente dizer ‘snake, long’ ao se referir à cobra, mas também pode
dizer ‘it’s a snake, It’s long and it’s green. It lives in the forest’. Apenas o fato de
participar da atividade falando alguns vocabulários em inglês já é um grande
progresso.

Ainda utilizando o tema floresta como exemplo, sugerimos uma atividade


que os alunos adoram, chamada unfinished drawing. Isso porque eles gostam
muito de escrever no quadro. Escreva os nomes de vários animais que moram na

107
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

floresta em pequenos papéis. Chame um aluno para ler o nome do animal que ele
sorteou e desenhá-lo no quadro. Os alunos tentarão adivinhar o que está sendo
desenhado e a prática do speaking acontecerá brincando!

Há uma famosa brincadeira chamada duck, duck, goose, em que as crianças


sentam em círculo e uma delas anda ao seu redor, tocando na cabeça de cada
aluno dizendo “duck”. Mas se esse aluno disser “goose”, o aluno que foi chamado
de “goose” precisa correr ao redor do círculo para tentar pegar o aluno que o
chamou de “goose”. Essa atividade pode ser facilmente trocada por “bug, bug,
spider” (ainda relacionando ao tema floresta).

Inúmeras atividades poderão ser adaptadas. Tudo dependerá do nível e


idade da turma em que determinada matéria será trabalhada. Por exemplo, há
uma atividade chamada spin the bottle ou gire a garrafa. Você pode colocar várias
figuras de animais em um círculo e questionar os alunos ‘what’s your favorite
animal?’ O aluno responde e gira a garrafa. Se a garrafa cair na figura do animal
que ele escolheu, ganhará alguma pontuação.

As atividades de speaking são muito importantes para a formação do aluno.


Elas poderão ser realizadas em duplas, grupos ou até entre professor e aluno.
Simples atividades com pequenos questionários já os estimularão bastante. Você
poderá abordar o mesmo tema de diferentes maneiras. Veja alguns exemplos:

FIGURA 3 – FOREST ANIMALS


Name:

FONTE: <https://webstockreview.net/explore/spider-clipart-drawn/ >. Acesso em: 28 jan. 2019.

Em uma atividade como a anterior, é possível fazer questionários simples,


como: Do you like snakes? Você poderá dificultar um pouco mais e estimular os
alunos a fazerem questionamentos como: Is the snake you favorite forest animal?
Ou ainda: Does the snake live in the forest? As perguntas podem ser desde Yes ou
No questions, bem como questões que levem a outras respostas e/ou conversação.
Para crianças que ainda não escrevem, uma opção é pintar happy ou sad faces. Veja
o exemplo a seguir:

108
TÓPICO 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

FIGURA 4 – FOREST ANIMALS WITH FACES

Name:

  
  
  
FONTE: <https://webstockreview.net/explore/spider-clipart-drawn/ >. Acesso em: 28 jan. 2019.

Da maneira demonstrada na figura anterior, os alunos que ainda não


são alfabetizados conseguirão fazer a atividade de speaking e sinalizarão de uma
maneira fácil para a sua compreensão.

As atividades de speaking deverão fazer parte do dia a dia do aluno.


Alguns professores, às vezes, esperam por grandes apresentações de trabalhos
para avaliarem o speaking do aluno quando, na verdade, a avaliação deveria ser
diária.

DICAS

Teatro ou música também são excelentes atividades de speaking. Monte uma


peça ou ensaie uma música com os alunos e chame a família para assistir.

4.2 LISTENING
Atividades de listening são essenciais para verificar a compreensão auditiva
do seu aluno. São muito simples quando trabalhamos com crianças, pois neste
momento o TPR (Total Physical Response) é muito utilizado durante as atividades.

As atividades de listening são as que talvez proporcionem mais movimento


e diversão entre os alunos. Atividades como ‘change your place if you are wearing
blue, ou t-shirt podem ser ótimas para quebrar o gelo e movimentar os alunos pela
sala.

Dictated drawing ou color the drawing accordingly também exercitarão a


compreensão auditiva do aluno. No dictated drawing você poderá pedir a eles que
desenhem de acordo com o tema. Por exemplo: you are in a forest. There is a snake
behind the tree. An alligator is in the lake. A monkey is on the tree. Ou você poderá
fazer um ditado mais simples, como: a red snake. A green crocodile. E então os

109
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

alunos desenharão os animais. O color accordingly também é uma atividade fácil


de ser realizada. Você distribuirá as figuras dos animais e pedirá que os alunos as
pintem de acordo com o que você fala.

Além da compreensão auditiva realizada pela sua voz, você poderá


explorar outros materiais, como vídeos, músicas e até gravações realizadas por
colegas de trabalho. É sempre importante proporcionar ao aluno o contato com
outras vozes e sotaques além da sua.

As músicas poderão ser trabalhadas como atividades de listening desde a


Educação Infantil. Uma música que as crianças adoram é Baby Shark. Você pedirá
aos alunos que imitem os membros da família ao ouvirem: baby, mommy, daddy
etc. Poderá, ainda, pedir que eles desenhem ou até mesmo circulem a figura do
membro da família que foi dito. Lembre-se de que as crianças são muito visuais e
trabalhar com figuras ajudará bastante na compreensão delas.

DICAS

O ESL Lab conta com vários diálogos e atividades prontas. O nível de


conversação também é variado, desde conversas simples até níveis mais avançados. Acesse:
https://www.esl-lab.com

4.3 READING
As atividades de leitura podem até parecer mais simples, mas não são. Os
alunos fazem bastante leitura quando usam livro didático, lendo enunciados de
livros e atividades escritas. Mas, quando falamos em práticas de leitura, falamos
da importância das práticas de letramento também na língua inglesa.

Essas práticas deverão acontecer durante o período de aula e ser


incentivadas a acontecer fora do ambiente escolar. Em algumas escolas, as
opções de livros paradidáticos em língua inglesa são escassas. Mas hoje em dia
você encontra muitas opções on-line. Comece com pequenos livros para que a
atividade de leitura seja muito mais rica do que enunciados e pequenos textos do
livro didático. Vamos supor que você tenha um pequeno texto no livro didático.
Poderá colocar os alunos em pequenos grupos para fazer a leitura, pois nem
todas as leituras precisam ser individuais. Juntos, a compreensão será mais fácil.

Que tal fazer um book report com os alunos ao final de uma leitura? Não
importa se o livro lido foi individual, em conjunto ou até mesmo se a leitura
foi feita pelo professor; você poderá elaborar um book report com os seus alunos.

110
TÓPICO 1 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO ENSINO FUNDAMENTAL I

Informações como title, author, publisher e number of pages são facilmente encontradas
pelos alunos. Se eles ainda não aprenderam a localizar essas informações, esse é
um bom momento para explicar a estrutura de um livro a eles.

Caso a criança ainda não consiga escrever, deixe você mesmo essas
informações preenchidas no book report. Você poderá realizar questionamentos
como: kind of story, characters, is it a real story? Most interesting part? Create a different
ending for your story. Todos eles poderão ser respondidos por meio de desenhos
e você conseguirá realizar um book report em diferentes níveis de conhecimento
com alunos de anos distintos. Caça ao tesouro, textos cortados em tiras e até um
bingo com palavras retiradas de um texto também são atividades adequadas para
trabalhar o reading em sala de aula.

4.4 WRITING
Para muitos, a produção de textos não é fácil nem na língua materna. Na
língua estrangeira, então, tudo fica mais difícil ainda.

A produção de writing poderá ser por meio de pequenos ditados, por


exemplo, quando se trabalha com uma family word. Como você já trabalhou a
family word AT em diversas atividades, será interessante propor um ditado para
praticá-las. Ou você ainda poderá solicitar que o aluno escreva apenas o nome
de uma figura consultando o banco de palavras. Novamente, tudo dependerá da
turma e do seu objetivo.

Antes de iniciar a produção de textos com os seus alunos, ajude-os a


estruturar o que irão escrever. Observe a atividade a seguir:

111
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

FIGURA 5 – WRITING STRUCTURE

FONTE: Disponível em: <http://brightkidsinc.com/product/bright-kids-book-report-activities-


thomas-jefferson-prickles-the-porcupine-play-hide-and-seek/>. Acesso em: 28 set. 2018.

Por meio de atividades como a anterior, o aluno conseguirá estruturar


melhor as suas ideias para então construir um texto. Dependendo do nível de
conhecimento deles, essas atividades serão o essencial. A produção de texto ficará
para os próximos anos.

Trazer quadrinhos ou histórias sem falas também poderá ser usado para
a prática de writing. Muitas vezes, quando o aluno vê as imagens e já tem ideia do
que acontece na história, fica mais fácil para ele escrever.

Pequenas frases descrevendo uma imagem ou uma disputa de quantas


palavras o aluno consegue escrever em determinado tempo também descontrairão
suas aulas. Assim como levar areia para a sala (dentro de uma bandeja) e deixar com
que os seus alunos escrevam nela. Ou também fazer a escrita em um documento
do WORD. As crianças estão tão habituadas com smartphones e tabletes, que
usar o teclado de um computador, com certeza, será diferente para eles.

112
RESUMO DO TÓPICO 1

Neste tópico, você aprendeu que:

• O planejamento é essencial na vida do professor. Toda aula lecionada deverá


ser planejada anteriormente.

• O planejamento deve ser baseado na grade curricular do curso e os objetivos a


ser atingidos precisam estar claros.

• É importante fazer anotações no planejamento, tanto de atividades que


funcionaram quanto das atividades que não deram certo.

• O inglês pode e deve ser inserido nas escolas a partir da Educação Infantil. As
crianças aprendem o idioma mais fácil e isso torna o aprendizado muito mais
eficaz e significativo.

• O professor deve brincar com os alunos. As crianças se concentram por menos


tempo e por isso precisam de atividades lúdicas para aprender.

• As quatros habilidades: listening, speaking, reading e writing devem ser


trabalhadas em sala de aula, independentemente da série. Basta prestar atenção
no grau de dificuldade da atividade.

• As atividades podem ser adaptadas. Crianças são muito visuais e por isso o
uso de figuras e flashcards é valioso nessa etapa da vida da criança.

113
AUTOATIVIDADE

1 De acordo com o que você aprendeu sobre planejamento, é CORRETO


afirmar que:

a) ( ) O planejamento não é necessário para todas as aulas.


b) ( ) Você não poderá fazer nada fora do planejado. A aula precisará ser
exatamente como você escreveu no seu planejamento.
c) ( ) Você poderá anotar no seu planejamento as atividades que deram ou
não certo em sala de aula.
d) ( ) O planejamento deverá estar com o professor em sala de aula.
e) ( ) O planejamento servirá como um guia para o professor em sala de aula.

Diante das afirmações acima, é CORRETO dizer que:


a) ( ) Apenas as letras C e E estão corretas.
b) ( ) Apenas as letras A e E estão corretas.
c) ( ) As letras B e C estão corretas.
d) ( ) As letras C e D estão corretas.
e) ( ) Apenas a letra D está correta.

2 Sobre o sistema de ensino da língua inglesa, podemos afirmar que:

a) ( ) O ensino de inglês pode ser inserido apenas a partir do Ensino


Fundamental I. Os alunos são muito novos para aprenderem inglês na
Educação Infantil.
b) ( ) Cada escola decide o ano que quer ensinar inglês.
c) ( ) O ensino de inglês é obrigatório a partir do sexto ano, entretanto, o inglês
pode ser inserido a partir da Educação Infantil.
d) ( ) Os alunos podem aprender inglês apenas no Ensino Fundamental II.
e) ( ) Desde que o professor seja estrangeiro, o ensino de inglês pode acontecer
em qualquer idade.

3 Vimos que o professor de inglês deve trabalhar as quatro habilidades em


sala de aula. Relacione cada atividade à sua habilidade:

a) Reading. ( ) Atividades de TPR são excelentes para esta prática.


b) Writing. ( ) Um book report pode auxiliar na prática dessa habilidade.
c) Speaking. ( ) Quadrinhos ou histórias sem fala podem ser usados para
esta prática.
d) Listening. ( ) Questionários sobre preferências podem ser usados para
esta prática.

114
UNIDADE 3
TÓPICO 2

O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO


FUNDAMENTAL II E MÉDIO

1 INTRODUÇÃO
Como já vimos no Tópico 1, o ensino de inglês pode ser inserido a partir
da Educação Infantil, mas muitas escolas ainda iniciam o ensino da língua a partir
do sexto ano, devido à obrigatoriedade do ensino.

Anteriormente à reforma da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de


2017, na parte diversificada do currículo, a partir da quinta série era obrigatório
o ensino de pelo menos uma língua estrangeira e a escolha dessa língua ficava a
critério da escola. Com a reforma, a língua inglesa passou a ser ofertada a partir
do sexto ano do Ensino Fundamental.

É possível, no Ensino Fundamental II e, principalmente, no Ensino Médio,


perceber que o nível de conhecimento e fluência dos alunos é muito diferente.
Você encontrará alunos fluentes no idioma e alunos que dificilmente conseguirão
dizer ‘my name’s’.

Enquanto desenvolvíamos diversas atividades lúdicas para entreter


crianças, trabalhar com os alunos a partir dos 12 anos também pode ser difícil, já
que ensinar inglês para uma turma que é muito desnivelada pode ser um grande
desafio.

2 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Toda disciplina que está inserida na grade curricular do aluno precisará
ter um conteúdo programático. O conteúdo programático nada mais é do que a
descrição dos conteúdos que serão trabalhados com os alunos. Esses conteúdos
poderão ser divididos entre bimestrais, trimestrais, semestrais ou anuais. Tudo
dependerá do que a escola adotar.

Os conteúdos programáticos estão nos documentos oficiais das escolas.


Às vezes, são baseados em livros didáticos ou discutidos entre professores.
Indiferentemente de como é feita essa construção, o conteúdo precisa ser
apresentado de forma contextualizada.

115
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

2.1 O QUE É O CONTEÚDO?


Como já mencionamos, o conteúdo programático refere-se à descrição
dos conteúdos que serão trabalhados em sala de aula. Você, professor de inglês,
poderá e deverá fazer parte da construção dele, afinal, será você quem ensinará
todo esse conteúdo.

Quando a escola usa algum livro didático em sala de aula, esse conteúdo
ficará mais fácil de ser criado, já que você seguirá uma linha de estudos. Entretanto,
você poderá adicionar os conteúdos que considerar adequados, desde que essa
escolha seja coerente.

O ensino de inglês como primeira e/ou segunda língua é, em muitos


aspectos, sobre a construção de um relacionamento e, para isso, você deverá
conhecer os conteúdos que serão trabalhados, bem como os interesses e histórico
de seus alunos.

O aspecto mais importante do ensino de inglês é manter tanto o material


quanto o assunto trabalhado relevantes para os seus alunos. Se eles puderem
se relacionar com o que você está apresentando em sua lição, então eles
permanecerão interessados ​​no que você compartilha com eles. Planos de aula
relevantes são essenciais no ensino de inglês e você só poderá desenvolver uma
aula interessante se tiver tempo para conhecer seus alunos.

Outro aspecto fundamental no ensino de inglês é decidir o que ensinar e


por quê. Se você tiver um grupo de estudantes iniciantes que buscam desenvolver
um novo vocabulário que possam usar em situações cotidianas, então é isso que
você deverá entregar.

2.2 O QUE DEVO ENSINAR


As habilidades em inglês são áreas essenciais nas quais você se concentrará
ao elaborar o plano de aula e, muitas vezes, ditarão as metas e objetivos que você
definirá para cada aula.

Assim como acontece na Educação Infantil e no Ensino Médio, leitura,


discussão, escrita e pronúncia são as quatro habilidades do ensino de inglês a
ser focadas. Acadêmico, você poderá construir todas as quatro habilidades na
mesma lição ou dedicar uma lição inteira para cada. Escolher habilidades para
trabalhar é importante, pois define suas metas e objetivos.

As habilidades de leitura são extremamente importantes. Os alunos que


têm confiança e capacidade de ler e compreender o material de leitura começarão
a construir uma perspectiva diferente do inglês. A partir do Ensino Fundamental
II, artigos e contos são ótimos exemplos de exercícios de leitura, pareando a leitura
com questões práticas e de produção que estimularão a discussão com os colegas.
116
TÓPICO 2 | O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

Por sua vez, as habilidades de discussão desenvolvem a melhor


conversação. Seus alunos começarão a processar informações em inglês ao ouvir e
falar. Eles serão obrigados a responder em inglês ao que ouvem. Para videoclipes,
você poderá fazer com que seus alunos discutam o resumo do que viram e
ouviram. Em um exercício de diálogo ou em um exercício de grupo colaborativo,
os alunos praticarão a arte de conversar com um parceiro.

Tão importantes quanto qualquer outra habilidade no ensino de inglês


são as habilidades de escrita. Elas permitem aos alunos saltarem para a descrição,
colocando em prática sua gramática e seu novo vocabulário.

Por fim, são as habilidades de pronúncia que permitirão aos alunos


desenvolverem os sons em seu discurso para serem compreendidos quando
falam inglês no exterior ou durante uma conversa informal.

Basicamente, as estratégias são muito similares aos alunos do Ensino


Fundamental I. Apenas o assunto e o grau de dificuldade precisarão estar
relacionados à idade dos estudantes.

3 O ALUNO DO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO


Os alunos do Ensino Fundamental II necessitam expandir muito além
das suas casas e salas de aula. Os outros estudantes ao seu redor tornam-se
extremamente importantes para os alunos nesta idade e eles estão constantemente
construindo relacionamentos. Este é o momento em que a preocupação dos alunos
vai muito além de tirar uma boa nota na prova.

O aluno do Ensino Fundamental II quer ser como seus amigos, as modas


vêm à tona e ser aceito pelo grupo é algo extremamente importante. Do ponto de
vista dele, a rejeição por parte de seus pares é uma das piores coisas que podem
acontecer.

Na sala de aula, materiais e conceitos são frequentemente introduzidos


em apresentações em grupo. Há um foco cooperativo e colaborativo em oposição
a um competitivo. Isso também faz parte de como as crianças estão aprendendo
a construir a comunidade, aprendendo a se relacionar com os diversos tipos de
personalidades e todos que estão ao seu redor. No Ensino Médio os alunos já
estão inseridos em grupos com os quais se identificam.

Sendo assim, qual é o melhor grupo para se trabalhar? Não há uma


resposta para isso. Você construirá a sua opinião aos poucos, por meio das
próprias experiências em sala de aula. Há professores que preferem os alunos
mais novos, outros não largam o Ensino Médio. É realmente uma questão de
identificação com o grupo e faixa etária que você passará a ensinar.

117
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

3.1 CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS ADOLESCENTES


Devido à sua singularidade em termos de desenvolvimento social,
emocional e físico, os alunos adolescentes precisarão de programas educacionais
projetados especificamente para sua faixa etária. As atividades apresentadas
realmente deverão estar de acordo com a idade e no mundo deles.

A formação de valores e a tomada de decisões que os afetarão para o resto


da vida acontecem neste momento, por isso, os adolescentes podem apresentar
desafios únicos para os educadores.

Exceto na infância, é na adolescência que os jovens experimentam mais


crescimento do que em qualquer outra fase da vida. Familiares e educadores
veem as mudanças físicas e ouvem muito sobre os dilemas emocionais e sociais
da puberdade.

Muitos alunos nesta idade não gostam de se expor, por isso, cuidado ao
solicitar que leiam em voz alta ou que vão até à frente da sala apresentar algo.
O aluno poderá se negar e isso não será porque não quer fazer, e sim porque
tem muita vergonha de se expor. Não quer dizer que você nunca poderá fazer
atividades neste modelo. Entretanto, espere para criar um vínculo com a turma,
conhecer melhor os alunos e deixar que eles também lhe conheçam melhor.

No geral, os alunos menores criam um vínculo com o professor


rapidamente. No final do primeiro dia de aula já enviam cartinha para o professor
dizendo que o ama! Mas à medida que crescem, tudo muda. Será necessário mais
tempo para que o vínculo com o aluno se torne mais forte.

4 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS AOS


ALUNOS DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL II E ENSINO MÉDIO
Já comentamos, acadêmico, que os alunos gostam de ser desafiados e isso
vale para todas as idades. Como há muito acesso à informação, você precisará ir
muito além de um vocabulário ou regra gramatical para conquistar o interesse
dos alunos em sala de aula.

Vamos a um exemplo? Uma professora estava revisando o simple past


no nono ano do Ensino Fundamental. Para iniciar o tema, ela trouxe um texto
que falava sobre Susan B. Anthony, uma das líderes do movimento do direito da
mulher e o seu direito a voto nos Estados Unidos. Após a exploração do texto, os
alunos foram separados em grupos e a eles coube a tarefa de criar uma propaganda
chamando as mulheres a participarem da votação. Eles também realizaram um
júri simulado para que o direito a voto da mulher fosse julgado. Criaram poemas
valorizando a igualdade entre homens e mulheres, bem como uma produção

118
TÓPICO 2 | O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

de texto. Fizeram atividades de listening, onde ouviam um discurso a favor e


outro contra o direito a voto. Realizaram, ainda, atividades relacionadas ao
ponto gramatical simple past. Além disso, aprenderam um pouco sobre geografia
e história americana.

Por meio de diversas atividades, a professora chegou ao seu objetivo, que


era fazer com que os alunos compreendessem e utilizassem o tempo verbal no
passado. Mas ela não usou apenas uma explicação da gramática para ensinar
o conteúdo. Ela fez uma contextualização propondo atividades diversificadas e
apropriadas para a idade dos seus alunos. Dessa maneira, o envolvimento deles
foi mais do que o esperado.

4.1 SPEAKING
Como vimos anteriormente, os alunos mais velhos ficam mais receosos ao
se exporem para a sala de aula. Mas não é por isso que você não deverá realizar
ou avaliar o listening deles.

Quando você pensar em apresentações, inicie por atividades que deixem


os alunos trabalharem em grupos. Auxilie-os a decorarem suas falas e trabalharem
na sua entonação ao apresentarem.

Mesmo que eles já estejam no Ensino Médio, não fuja das atividades que
trabalhem diálogo. Questionários são muito valiosos para a atividade de speaking,
entretanto, não podem ser mais perguntas simples, como ‘what’s your name?’ ou
‘how old are you?’. Eles precisam ir muito além, como, ‘what’s your favorite Netflix
series?’ Para esse grupo de alunos, estar atualizado com o mundo ao seu redor é
muito importante.

Você conhece a atividade de speaking: I mustache you a question? Começou


com um meme de internet e é ótima para iniciar diálogos em pequenos grupos.
Recorte um bigode e cole-o em um bastão. O aluno que estiver com o bastão deve
posicionar o bigode embaixo do nariz e fazer uma pergunta para outro aluno
responder. O nível das perguntas dependerá do nível dos seus alunos.

FIGURA 6 – MUSTACHE IN STICK

FONTE: Disponível em: <https://www.shapeways.com/product/XBQ6FZ7F2/mustache-disguise-


on-a-stick>. Acesso em: 09 set. 2018.

119
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

Outra atividade ideal para incentivar os seus alunos a falarem é Person,


Place, Action. Os alunos receberão nove pedaços de papel. Em três deles
escreverão uma pessoa, em outros três escreverão um lugar e nos três últimos
deverão escrever algum tipo de ação. As respostas poderão variar de curtas a
longas. Alunos intermediários mais baixos talvez escreverão “pular corda” para
uma de suas ações, enquanto um estudante mais avançado conseguirá elaborar
“pular corda contando até mil embaixo de um Sol escaldante”. Esses pedaços
de papel estarão dobrados e classificados em suas categorias e, em seguida, o
aluno escolherá um pedaço de cada categoria. O aluno então desdobrará seu
pedaço e escreverá uma história com as informações fornecidas. Feito isso, deverá
compartilhar o que escreveu com a turma.

Tudo começa pela elaboração do seu planejamento, então lembre-se de


diversificar as atividades. Pesquise com os seus alunos o que eles gostam de jogar,
o que gostam de ouvir, o que assistem... Dessa maneira será mais fácil decidir as
atividades que serão realizadas em sala de aula.

DICAS

Quer mais atividades de speaking para adolescentes? Você encontrará várias


no: <https://freeenglishlessonplans.com/tag/speaking-activities-for-teenagers/>.

4.2 LISTENING
Embora seja uma prática muito antiga, é impossível deixar atividades de
listening baseadas em músicas fora das aulas de inglês. Mas não as use apenas para
completar lacunas em branco. Você poderá desafiar os seus alunos a escreverem
uma frase ou até mesmo um parágrafo inteiro de uma música, por exemplo.

As músicas sempre despertam o interesse dos alunos. Verifique o gosto


deles, mas sempre deixe bem claro que músicas com palavras de baixo calão
não serão aceitas e cuide também ao exibir vídeos aos alunos. Algumas músicas
podem ser tranquilas, entretanto, podem ter um videoclipe muito sensual e não
adequado a determinada faixa etária.

Atividades que você usou com o Ensino Fundamental I também poderão ser
usadas com os alunos maiores, desde que sejam adaptadas. A atividade telephone
é uma delas: os alunos formam uma fila e cada um sussurra uma mensagem para
a pessoa ao lado. Ao chegar à última pessoa da fila, essa dirá a mensagem em voz
alta. Basta ajustar a mensagem para o grupo de alunos, fazendo-as mais simples
ou mais desafiadoras. O grupo que acertar mais é o vencedor.

120
TÓPICO 2 | O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

Outra atividade de listening é follow the directions. Ela poderá ser realizada
em pares ou com um grupo maior. Uma pessoa passa as instruções (que podem
ser pequenas e simples ou longas e habilidosas) e os demais devem desenhar de
acordo com o que ouviram.

DICAS

Não esqueça que o ESL Lab tem diversas atividades de listening prontas que
vão do nível básico ao avançado. <https://www.esl-lab.com/ >.

4.3 READING
As atividades de reading geralmente fazem parte do dia a dia dos alunos
do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. A maioria das escolas, sejam privadas
ou públicas, adota o livro didático nesta fase escolar.

Nos livros didáticos a leitura é praticamente obrigatória, pois eles estão


recheados de pequenos textos, atividades de escrita que precisam ser lidas e
outros exercícios de fixação.

Não basta apenas trabalhar com o livro didático, até porque a maioria
dos textos que estão no livro didático não são atuais devido ao fato de o livro ter
sido escrito há algum tempo e não acompanhar o que está acontecendo naquela
semana de aula. Há vários jornais interessantes que podem ser trabalhados em
sala, bem como notícias sobre filmes ou até os atores do momento.

Novamente, você, professor, precisará conhecer um pouco do universo


do seu aluno. Precisará estar atualizado sobre o que eles ouvem e assistem para
justamente trazer atividades do interesse deles.

DICAS

Um site que traz informações atuais sobre acontecimentos ao redor do


mundo é o da BBC: <http://www.bbc.com>. Você encontrará notícias importantes e dados
atualizados para apresentar aos alunos que sempre se interessam por informações novas.
Mas lembre-se, leia com antecedência tudo o que você passará para os alunos e certifique-se
de que o conteúdo está adequado a eles.

121
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

Imagens também fazem parte do processo de leitura. Use desenhos ou


imagens para apresentar o tópico ou use textos com imagens que possam auxiliar
a compreensão do aluno.

Não se esqueça de que a ficha de leitura que vimos anteriormente serve


para qualquer idade. Mas, que tal mudar um pouco e, ao invés de fazer uma
leitura de um livro, pesquisar sobre um autor de livros?

FIGURA 7 – DR. SEUSS

FONTE: Disponível em: <http://www.teachinginroom6.com/2014/02/theme-and-inference-in-


dr-seuss.html>. Acesso em: 30 set. 2018.

Na imagem anterior é possível ver uma pesquisa realizada sobre o autor


da série de livros Dr. Seuss. Os alunos leram os livros e buscaram conhecer melhor
o autor dessa série, o tipo de linguagem usada e demais fatores que compõem o
livro.

DICAS

Quer mais dicas de atividades de reading que podem ser usadas em sala
de aula? Acesse o teaching room 6: <http://www.teachinginroom6.com/search/label/
Reading?&max-results=20>.

122
TÓPICO 2 | O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

4.4 WRITING
As atividades de escrita precisarão fazer parte da vida do aluno, não
importa em que ano ele esteja.

As produções textuais deverão ser exploradas, assim como acontece na


língua materna. Escrever textos não se refere apenas ao domínio de um idioma,
mas, também, à construção de ideias e estruturas. Por isso é extremamente
importante que o professor de inglês trabalhe os gêneros textuais com os alunos,
bem como a sua estrutura.

Você deverá ensinar estilos de escrita diferentes, como ensaios, anúncios


de jornal, ficção, artigos, cartas ou até mesmo notas em sua página na rede social.

Na língua inglesa existem apenas quatro tipos principais de escrita:


expositiva, descritiva, persuasiva e narrativa.

A escrita expositiva, como a palavra já diz, expõe ou estabelece fatos. É


provavelmente o gênero de escrita mais comum que você encontra. Um tópico
será introduzido e apresentado em uma ordem lógica, sem referência às opiniões
pessoais do autor. Esse tipo de escrita é muito encontrado em matérias jornalísticas.

Já na escrita descritiva, o objetivo é ajudar o leitor a visualizar, em detalhes,


um personagem, um evento, um lugar ou todas essas coisas ao mesmo tempo.
A escrita descritiva permite ao escritor muito mais liberdade artística do que a
expositiva. Esse tipo de escrita pode ser encontrado em poemas e até mesmo nas
redes sociais.

O objetivo da escrita persuasiva, ou argumentação, é o de influenciar o


leitor a assumir o ponto de vista do autor. O autor expressará opiniões pessoais
e apresentará evidências para que o leitor concorde com ele. Esse tipo de estilo é
frequentemente encontrado em textos publicitários.

Por fim, na escrita narrativa, o propósito é contar uma história real ou


imaginária. Os textos em um estilo narrativo terão personagens e, por meio da
narrativa, o leitor aprenderá o que acontece com eles. A escrita narrativa também
pode incluir o diálogo. Você encontrará esse tipo de estilo em livros de ficção,
romances ou biografias.

É importante trabalhar gêneros e estilos de escrita com os seus alunos.


Crie uma pasta de writing para que a produção dos alunos seja colocada. Dessa
maneira, ao longo do ano, o aluno perceberá sua evolução na escrita.

123
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

DICAS

Quer mais ideias para trabalhar os gêneros textuais em sala de aula? Confira
algumas no portal do professor: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.
html?aula=51076>.

124
RESUMO DO TÓPICO 2

Neste tópico, você aprendeu que:

• A partir do Ensino Fundamental II e, principalmente, do Ensino Médio será


possível perceber que o nível de conhecimento e fluência dos alunos é muito
diferente e você irá se deparar com alunos de níveis distintos.

• Toda disciplina que está inserida na grade curricular do aluno precisará ter
um conteúdo programático. O conteúdo programático nada mais é do que a
descrição dos conteúdos que serão trabalhados com os alunos.

• O aspecto mais importante do ensino de inglês é manter tanto o material quanto


o assunto trabalhado relevantes para os seus alunos.

• Você poderá construir todas as quatro habilidades na mesma lição ou dedicar


uma lição inteira a apenas uma habilidade. Escolher habilidades para trabalhar
é importante, pois define suas metas e objetivos.

• A partir do Ensino Fundamental II, artigos e contos são ótimos exemplos de


exercícios de leitura, pareando a leitura com questões práticas e de produção
que estimularão a discussão com os colegas.

• As habilidades de discussão desenvolverão melhor a conversação. Seus alunos


começarão a processar informações em inglês ao ouvir e falar.

• As habilidades de escrita são tão importantes quanto qualquer outra habilidade


no ensino de inglês. A escrita permitirá aos alunos avançarem para a descrição,
colocando em prática sua gramática e seu novo vocabulário.

• As habilidades de pronúncia permitirão que seus alunos desenvolvam os


sons em seu discurso para que sejam compreendidos quando falam inglês no
exterior ou durante uma conversa informal.

125
AUTOATIVIDADE

1 A partir das suas leituras, quanto ao ensino de inglês para o Ensino


Fundamental II e Ensino Médio, é CORRETO afirmar que:

a) ( ) O ensino de línguas nesta faixa etária é muito mais fácil, pois os alunos
já estudam inglês há alguns anos e por isso são fluentes.
b) ( ) Neste momento é importante focar mais na habilidade de reading
por causa do vestibular, trabalhando as outras habilidades com menos
frequência.
c) ( ) O professor encontrará alunos com níveis diferentes de inglês. Quando
os alunos chegam ao Ensino Médio, alguns são fluentes, enquanto outros
têm conhecimento básico sobre o idioma.
d) ( ) A repetição é a forma mais eficaz de ensinar inglês neste estágio de
aprendizado.
e) ( ) O professor não deve usar livros didáticos no Ensino Médio.

2 Quanto aos estilos de escritas que podem ser trabalhados em sala de aula,
relacione-os:

a) Escrita expositiva.
b) Escrita descritiva.
c) Escrita persuasiva.
d) Escrita narrativa.

( ) Neste estilo de escrita um fato pode ser exposto como uma notícia em uma
matéria jornalística.
( ) Este tipo de escrita é facilmente encontrado em romances.
( ) O autor descreve fatos e opiniões e tem mais liberdade ao fazer isso.
( ) O autor tenta lhe convencer e fazer com que você concorde com ele. Este
tipo de escrita é facilmente encontrado em textos publicitários.

3 De acordo com o que vimos sobre o conteúdo programático, é CORRETO


dizer que:

a) ( ) O conteúdo programático está pronto e o professor não deve fazer


sugestões ou alterações nele.
b) ( ) O conteúdo programático é escolhido pela direção da escola.
c) ( ) O conteúdo programático não é obrigatório. O professor pode decidir ao
longo das semanas o que ele ensinará.
d) ( ) Nem todas as disciplinas possuem conteúdo programático.
e) ( ) O conteúdo programático descreve os conteúdos que serão trabalhados
com os alunos.

126
UNIDADE 3
TÓPICO 3
O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS

1 INTRODUÇÃO
Não é novidade que crianças e adolescentes têm mais facilidade em
aprender um segundo ou terceiro idioma. Entretanto, é possível, sim, se tornar
fluente na língua inglesa mesmo quando o aprendizado dela aconteceu na vida
adulta.

Ao ser questionada sobre a melhor idade para começar a aprender uma


língua estrangeira, a linguista Spada (2004, p. 4) respondeu:

Praticamente qualquer um diria “quanto mais novo, melhor”, quando


se trata de aprender uma língua estrangeira através da educação
formal, em escolas. Contudo, tanto a experiência como a pesquisa
têm mostrado que estudantes mais velhos podem obter um nível de
proficiência alto, se não nativo, em uma língua estrangeira. Então a
resposta para a pergunta “qual é a melhor idade para que as pessoas
comecem a aprender uma língua estrangeira” depende de diversos
fatores, sendo os dois mais importantes: 1) os objetivos e as expectativas
do programa instrucional e, 2) o contexto em que o ensino acontece.
Se o objetivo de aprender/ensinar uma língua estrangeira é obter o
mais alto nível de habilidade na segunda língua, ou seja, o nível em
que um falante de segunda língua se torne igual ao falante nativo, há
sustentação para o argumento de “quanto mais cedo, melhor”. Esse
apoio, encontrado na literatura sobre a hipótese do período crítico,
é baseado no princípio de que fatores biológicos e maturacionais
limitam a capacidade de aprendizagem de línguas depois de uma
determinada idade.

Logo, muito do que se aprende na idade adulta está associado aos


objetivos desse aprendiz. Então, você, professor, precisará conhecer o seu aluno e
os objetivos dele relacionados ao aprendizado da língua estrangeira.

Os desafios de ensinar a jovens e adultos podem ser similares ao ensino


de inglês para crianças e adolescentes. Alguns fatores são responsáveis por esses
desafios, desde a motivação do aluno em aprender e até mesmo a relação entre
professor e aluno. Mas é inegável que há, sim, muitas dificuldades no processo de
ensino e aprendizagem de língua inglesa para jovens e adultos, e Oliveira (2008,
p. 147) apresenta algumas teorias sobre essas dificuldades:

Para Meisel (1993), a aquisição de LE, depois da adolescência, não é


mais função da gramática universal, mas é um processo cognitivo, de

127
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

aprendizagem de habilidades. É que daí se explicam as fossilizações e


julgamentos limitados à gramaticalidade. Outra hipótese atestando a
dificuldade de adultos em aprender uma LE partiu de Selinker (1972).
Nessa hipótese, conhecida como fossilização, o aprendiz de LE tende a
buscar parâmetros sintáticos, semânticos e fonológicos entre a língua-
alvo e a língua materna. Com isso, impropriedades e erros podem ser
internalizados e tornam-se permanentes na produção dos aprendizes
de LE, mesmo no caso de alunos que se encontram em níveis mais
avançados de aprendizagem. [...] Seliger (1978) acrescenta que a
perda da plasticidade do cérebro implica uma aprendizagem mais
enciclopédica após a puberdade.
[...] Lenneberg (1967) busca bases biológicas em favor do “período
crítico” para a aquisição da linguagem e afirma que, depois da
puberdade, a capacidade de auto-organização e ajuste às demandas
psicológicas do comportamento verbal declina rapidamente. O
cérebro comporta-se como se tivesse se fixado daquela maneira e as
habilidades primárias e básicas não adquiridas até então, geralmente
permanecem deficientes até o fim da vida.
Os autores citados no excerto estão na obra de Oliveira (op.cit).

O aluno adulto faz muitas associações ao que está aprendendo com a


sua língua materna. Por exemplo, ao aprender estruturas como It’s a big car (é
um carro grande), é comum ouvir o aluno dizer, em inglês, o adjetivo antes do
substantivo. Em português o adjetivo vem depois. E é quase impossível o aluno
não fazer esse tipo de associação.

2 O ENSINO DE INGLÊS NA REALIDADE DO ALUNO


Na fase adulta, o aluno já tem muitas opiniões formadas e sabe dizer o
que gosta ou não. Geralmente já trabalha e tem os seus objetivos de vida melhor
alinhados. Para que o aluno nessa idade se sinta mais motivado a aprender a
língua estrangeira, é importante que muito do que ele aprenda esteja conectado à
realidade em que ele vive.

Embora os alunos adultos tenham muito em comum, há diferenças


nas experiências e expectativas, tornando a idade um fator significativo a ser
considerado ao se projetar um plano de estudos.

Os adultos trazem consigo uma extensa experiência de vida. Isso pode ser
uma vantagem e uma desvantagem e acabará criando um filtro através do qual eles
visualizam um novo idioma. As crianças, por outro lado, estão menos preparadas e
podem mais facilmente aceitar uma língua estrangeira pelo que ela é.

Podemos dizer que existem algumas diferenças centrais no funcionamento


desses dois grupos de aprendizes. Os adultos têm uma relação mais forte com a
sua língua materna. Isso significa que eles não apenas precisam aprender um
novo idioma, mas também precisam substituir outros hábitos de idioma. Já os
jovens aprendizes são mais flexíveis, têm menos dificuldade em adotar estruturas
de linguagem desconhecidas e aprendem identificando padrões abrangentes.

128
TÓPICO 3 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Geralmente, os adultos querem entender por que certas lições estão


sendo ensinadas. Eles também têm menos tempo livre fora de sala de aula, mas
apreciam o aprendizado orientado por tarefas. Os jovens e adultos também estão
aprendendo a língua devido à necessidade e têm mais foco na vida ou na tarefa.

2.1 QUAIS CONTEÚDOS DEVEREMOS ABORDAR?


Os adultos são como as crianças: precisam de incentivos, jogos e diversão.
A diversão e o prazer são tão importantes para a capacidade de um adulto em
aprender e absorver informações quanto as de uma criança.

Embora os adultos apreciem claramente o ponto ou o objetivo de uma


atividade antes de começar, isso não significa que ela não possa ser divertida.
Como tendem a tirar proveito da experiência e estão aprendendo a nova língua
para um objetivo específico, preferem jogos realistas. Lembre-se de que a maioria
dos alunos nesta idade já está inserida no mundo do trabalho, então, aborde esse
mundo também na sala de aula.

Outros temas importantes de serem abordados nesta etapa da vida são


lugares e culturas. Muitos buscam viajar para países diferentes a fim de conhecer
novos lugares e culturas, por isso, explore viagens, vocabulários associados a
isso, bem como costumes de pessoas que moram no local estudado.

Os conteúdos deverão ser mais específicos. Por exemplo, se o seu aluno


estiver inserido no mundo da tecnologia da informação, tente vincular o que você
está ensinando a essa realidade. Ou, digamos que a intenção do seu aluno seja
trabalhar com administração de empresas, então, trabalhe temas relacionados a
essa área.

O importante é saber que, ao ensinar jovens e adultos, você não poderá


começar com vocabulários simples como animals farm, pets ou algo simplório
que não despertará o interesse do aluno. A realidade do aluno é fundamental no
sucesso do seu aprendizado.

2.2 COMO TORNAR O ENSINO INTERESSANTE PARA


ALUNOS COM DIFICULDADES?
Como vimos até aqui, os alunos jovens e adultos apresentam dificuldades
em aprender uma segunda língua porque ainda fazem muitas associações com
a sua língua materna. O que fazer quando o aluno já tem uma idade avançada e
apresenta uma grande dificuldade em aprender inglês?

129
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

Esse é um dos grandes desafios para o professor de inglês. Primeiramente,


você precisará fazer com que o seu aluno seja comprometido. Ele precisará
entender que estudar apenas na sala de aula não será o suficiente para que evolua.
Incentive-o a assistir filmes e séries em inglês, preferencialmente com legendas
na língua estrangeira. Peça que ele procure bandas ou cantores com quem se
identifique e passe a ouvir músicas também em inglês. Estimule-o, também, a
procurar alguma literatura ou revista em inglês que seja do seu interesse. Você
deverá fazê-lo compreender que no início será difícil entender todas as palavras
e o contexto do livro, mas que essas práticas serão essenciais na aquisição de uma
língua estrangeira.

Estipular metas também é um importante motivador para o seu aluno.


Quando feita da maneira certa, a definição de metas lhe dará poder sobre o próprio
aprendizado, assim como oportunidades para analisar seu comportamento
identificando maneiras de melhorar. Estabelecer metas o ajudará a identificar o
que precisa fazer, mostrará como está progredindo e o motivará a agir de forma
produtiva.

As metas que os alunos estabelecerão para si deverão ser específicas e


desafiadoras, mas não muito difíceis. Eles deverão ser capazes de atingir seus
objetivos rapidamente para que possam se sentir bem e, assim, passar para novos
objetivos. Como cada aluno é diferente, todos os objetivos dos alunos serão
diferentes. Um aluno poderá identificar que não realizou o dever de casa porque
não está administrando bem o seu tempo, então poderá decidir interromper uma
atividade recreativa para atingir o objetivo de fazer o dever de casa antes da hora
do jantar, por exemplo.

Atividades que envolvam recompensas também poderão auxiliar no


aprendizado do aluno. O aluno escolherá algo motivador para se recompensar ao
atingir o seu objetivo. A recompensa poderá ser de curto ou longo prazo e poderá
se relacionar com os objetivos que foram definidos. O estudante que identificou
o gerenciamento do tempo como uma questão poderá decidir, por exemplo: “eu
posso ir ao shopping no domingo porque terminei toda a lição de casa antes do
jantar todas as noites dessa semana”.

A recompensa também pode funcionar bem na sala de aula. Professores


e alunos podem selecionar recompensas juntos e os professores podem deixar os
alunos saber como ganhá-las. Uma vez que o aluno tenha atendido aos critérios
para uma recompensa, ele pode concedê-la a si mesmo - digamos, selecionando
um adesivo para o diário depois de concluir a atribuição de escrita do dia e obter
a aprovação do professor.

130
TÓPICO 3 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

3 O ALUNO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS


O aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresenta um perfil
diferenciado. Há uma série de razões que podem tê-lo levado a se inserir neste
modelo de ensino. Muitas vezes, são trabalhadores que tiveram que abandonar
a escola por diferentes motivos. Muitos não acompanhavam o ritmo da escola
porque estavam inseridos no ambiente de trabalho muito cedo na sua vida.
Outros apresentam diferenças culturais, étnicas e diferentes crenças.

Podemos dizer que o aluno do EJA é um aluno valente simplesmente


porque ele teve coragem de voltar para a sala de aula disposto a terminar os seus
estudos.

Decidir retornar à escola é uma escolha importante que muitos adultos


devem fazer em sua vida, por várias razões. No entanto, embora mais e mais
adultos estejam fazendo essa escolha a cada dia, voltar para a escola pode ser
uma tarefa difícil, uma vez que a pessoa já esteja na idade adulta. É importante
encorajar esse aluno que está tentando seguir o caminho educacional mais tarde
para que ele não desista de continuar seus estudos.

Promova discussões em sala de aula para proporcionar momentos de


diálogo que façam com que os alunos interajam e troquem experiências de vida e
sintam-se motivados a aprender e estar em sala de aula.

3.1 A HETEROGENEIDADE DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO


DE JOVENS E ADULTOS
Como vimos acima, as razões de um aluno voltar para a sala de aula são
várias. Alguns foram obrigados a abandonar os estudos para trabalhar. Outros
não se sentiam motivados para ir à escola. Alguns sofreram bullying. Outros não
acompanhavam a turma e, após repetições, decidiram abandonar a escola.

Como não há um limite de idade para voltar aos estudos, você encontrará
muita heterogeneidade em sala de aula. Alunos adultos e idosos, com crenças
diferentes e culturas diversificadas.

Vóvio (2010) apresenta a seguinte característica dos alunos da Educação


de Jovens e Adultos:

O que se pode afirmar é que formam um grupo bastante heterogêneo,


tanto no que diz respeito aos ciclos de vida em que estão, às suas
biografias e identidades, às suas disposições para aprender, às suas
necessidades formativas, como em relação às representações sobre o
ler e escrever, os conhecimentos e as habilidades construídos em suas
experiências de vida (VÓVIO, 2010, p. 68).

131
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

Segundo o autor, não é apenas a idade que se difere neste grupo de alunos,
mas também a sua capacidade linguística. Os alunos apresentam conhecimentos
e habilidades que foram construídos durante a sua vida e por isso o professor se
deparará com uma turma com conhecimentos variados e níveis diferentes.

A dificuldade de trabalhar com alunos que têm conhecimentos diferentes


não é restrita a alunos do EJA, o professor já deve estar habituado a trabalhar
com alunos que não tenham o mesmo nível de conhecimento sobre determinado
assunto.

Permita aos alunos compararem as respostas da tarefa com um parceiro


antes de apresentá-las com a turma. Ao realizar esse tipo de atividade, peça que
expliquem suas decisões como forma de garantir que não estejam apenas dando
respostas uns aos outros. Deixe que trabalhem em duplas ou três e dedique um
tempo para esclarecer qualquer dúvida que tenham sobre o que foi aprendido até
o momento. As chances são de que entre três pessoas, uma delas sempre terá a
resposta e será capaz de explicá-la de uma forma que seu colega possa entender.
Isso cria um ambiente seguro para fazer perguntas.

Trabalhos em grupos também são essenciais na Educação de Jovens e


Adultos. Escolha um tema controverso, como o aquecimento global, por exemplo,
separe a turma em dois grupos. Peça-lhes que elaborem um plano para ajudar a
resolver este problema que será apresentado à turma. Os alunos não só reterão
melhor as informações, pois terão de explicá-las, como isso também contribuirá
para uma atmosfera de sala de aula positiva.

O tempo livre fora da aula pode ser escasso para alunos adultos. Eles,
muitas vezes, precisam escolher entre fazer uma lição de casa e dormir mais ou
ficar mais tempo com a família. Alunos mais velhos são frequentemente ocupados
em empregos de tempo integral. O professor precisará compreender isso sem ser
tolerante demais. Incentive-os a fazer o dever de casa reforçando que é para o
benefício deles.

4 SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA ENSINAR INGLÊS AOS


ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Talvez muitos alunos que se encontram na educação de jovens e adultos
estejam mais preocupados em aprender matemática ou a ler e escrever. Mas você
já se deu conta de que para alguns esse pode ser o primeiro contato com a língua
estrangeira?

Você precisará fazer com que seus alunos compreendam a importância


de aprender um segundo idioma. Como muitos voltam a estudar almejando
colocação melhor no mercado de trabalho, use esse fator para conquistá-los.
Afinal, uma pessoa com conhecimento de inglês terá melhores oportunidades no
âmbito profissional.
132
TÓPICO 3 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Também proporcione momentos de reflexões ou verificações de progresso


das aulas. Assim, você poderá analisar os avanços e determinar as metas futuras
da turma. Os alunos mais velhos apreciam particularmente os lembretes do que
aprenderam, pois isso reafirma que estão indo na direção certa.

Muitos alunos do EJA não têm tempo para estudar em casa e podem
rapidamente ficar para trás no vocabulário. Experimente alguns jogos de
memorização de vocabulário para mantê-los atualizados. Os mais velhos gostam
de jogar, embora muitos deles nunca tiveram a experiência de aprender brincando.

4.1 SPEAKING
Fazer atividades de speaking com os adultos será um pouco mais desafiador
do que com as crianças. Isso porque o fator exposição faz uma grande diferença.
Crianças dificilmente têm vergonha em se expor, porém, quanto mais velho o
aprendiz é, maior será a sua timidez ao se expor ao grande grupo.

Comece com atividades-modelo. Vamos supor que vocês trabalharam em


sala um pequeno diálogo, como o exemplo a seguir:

- Hello, my name’s Diana.


- Hi. Nice to meet you Diana, my name’s John.
- Hi John. I’m glad to meet you.
- Where are you from?
- I’m from India, and you?
- I’m from the U.S.A.
- Oh. Do you like playing basketball?
- Ye, I do.
- I like playing soccer.
- What’s your favorite food?
- My favorite food is chicken, and you?
- My favorite food is hamburger.
- I have to go. Bye.

Depois de fazer a leitura do diálogo e fazer com que os alunos o


compreendam, pratique a pronúncia das palavras para que eles a dominem.

Peça aos alunos que sentem em duplas e substituam as palavras


sublinhadas por informações reais suas. Dessa maneira será mais fácil para
que eles consigam reproduzir o diálogo oralmente, uma vez que já conhecem a
estrutura.

Atividades como siga o modelo podem ser eficazes com alunos do EJA.
Eles conseguem aprender seguindo o modelo, pois assim se sentem mais seguros
para realizar a atividade.

133
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

Como já falamos anteriormente, as aulas de inglês como segunda língua


para adultos são voltadas para o aprendizado com propósito específico. Buscar
um emprego melhor é geralmente o motivo mais comum pelo qual os alunos
adultos de inglês como segunda língua preenchem os assentos de sua sala de
aula. O elemento de viagem também pode ser um motivo. Você poderá despertar
a vontade de viajar em muitos alunos por conta do inglês.

Portanto, combinar os tópicos de negócios com tópicos de interesse geral


dará aos alunos adultos habilidades essenciais de que precisam para se comunicar
de maneira eficaz com amigos, familiares, colegas e clientes estrangeiros.

Ao ensinar alunos adultos é importante se concentrar no vocabulário


prático de inglês. Você quer que seus alunos adultos sejam capazes de se
comunicar com eficiência, sejam compreendidos e tenham a compreensão do
vocabulário para absorver frases que possam usar fora da sala de aula.

É vital se concentrar em conversas práticas em suas aulas de inglês


para adultos. Pense em suas próprias conversas com colegas, clientes, amigos
e familiares. Sobre o que você fala? Que tipo de linguagem ou tom você usa em
diferentes configurações de conversação? Gravar algumas de suas conversas
diárias poderá fazer uma grande diferença para você e seus alunos adultos ao
analisar conversas nativas de inglês durante a aula.

Um ótimo jogo que você poderá fazer em sala de aula para incentivar os
seus alunos a praticarem o speaking é o jogo Taboo. Dê a um aluno um cartão com
uma palavra do vocabulário que você está trabalhando. O aluno precisará fazer
com que a turma adivinhe a palavra descrevendo-a para eles. Haverá uma lista
de palavras relacionadas abaixo que o aluno não poderá usar na descrição. Por
exemplo: caso a palavra seja “leite”, as palavras proibidas poderão ser “branca”,
“beber” ou “vaca”. O aluno terá 30 segundos para passar o maior número possível
de cartões. Eles não poderão passar para a próxima carta até que os alunos
adivinhem corretamente a palavra. Se os alunos estiverem com dificuldades,
incentive-os a usar os opostos em vez das palavras proibidas.

Use jogos nas suas aulas. Você verá que os alunos adultos aprendem
bastante por meio deles e se divertem também. Além disso, o grau de desafio que
você implementará nas aulas de conversação de adultos dependerá, com certeza,
dos níveis dos alunos.

As diferenças no vocabulário poderão não ser tão evidentes, mas a


construção da frase e o foco na gramática poderão. Por exemplo: você está
trabalhando a diferenças entre job e work. Você poderá trabalhar o mesmo tema com
alunos de nível básico até o nível avançado. Basta mudar a estrutura gramatical.
Para estudantes adultos iniciantes você poderá usar: what’s your job? Para
estudantes intermediários: do you like your job? Para os mais avançados: what’s the
greatest joy of your current job? Dessa maneira, você poderá criar uma conversação
sobre o mesmo tópico com alunos em diferentes níveis de conhecimento.

134
TÓPICO 3 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

4.2 LISTENING
Já vimos que é importante inserir atividades que façam parte da realidade
deles. Peça aos alunos que escolham qualquer podcast, rádio ou audiolivro em
língua inglesa. Uma ótima ideia são os TED Talks, que sempre abordam temas
atuais. Peça-lhes para ouvir pelo menos 30 minutos. Eles poderão fazer isso
durante o trajeto para a aula, por exemplo. Você poderá pedir que escrevam um
pequeno resumo do que ouviram e compartilhem com a turma.

Fazer com que os alunos escrevam sobre o que ouviram é uma ótima
maneira de avaliar a sua compreensão e você saberá exatamente quais são suas
dificuldades e se estão aprendendo o que está sendo ensinado.

Por meio de atividades como as de listening os alunos sentem-se encorajados


quando ouvem palavras que entendem. Deverão ser capazes de entender muitas
das palavras, assim como o conceito geral do material que estão ouvindo, porém
é importante que tenham palavras novas para eles no áudio. Por isso, saber o
nível dos seus alunos antes de preparar uma atividade de listening é primordial.
O aluno realmente não precisa aprender tudo o que está ouvindo, mas se ele não
entender nenhuma palavra, poderá ficar desmotivado.

Todos geralmente adoram um bom filme ou série de TV. Eles poderão ser
usados ​​para muitas atividades diferentes na sala de aula. Você sempre poderá
escrever algumas perguntas de compreensão para os alunos responderem
após assistirem a um trecho de um filme, por exemplo. Uma ótima maneira de
incorporar esse tipo de mídia em sala de aula é escolher clipes curtos de filmes
que se encaixem na lição que você está ensinando naquele dia. Assistir a esses
clipes no início da aula é ótimo não apenas para reforçar o ponto gramatical que
estão aprendendo, mas também os ajudará a ter ideia da cultura americana e da
linguagem conversacional do dia a dia. Há sitcoms dos anos 90 que funcionam
muito bem para o ensino de inglês para alunos adultos.

Vamos supor que você tenha escolhido um episódio do sitcom Friends para
trabalhar com os seus alunos. Pegue a lista de personagens principais que estarão
no episódio. Peça aos alunos que escolham um personagem. Ao final do vídeo,
eles deverão responder a um questionário sobre o personagem ou descrevê-lo.
As perguntas poderão incluir: Qual é o nome dele / dela? Qual é o seu trabalho?
Descreva sua aparência. Como era a personalidade dele / dela?

Músicas também deverão fazer parte das atividades de listening de alunos


adultos. Dependendo da sua idade, talvez você não esteja interessado nas mesmas
bandas ou cantores dos seus alunos, mas faça uma pesquisa com a turma para
inserir na aula as músicas que despertarão o interesse deles em aprender. Em
muitos momentos você deverá deixar o seu gosto pessoal de lado.

135
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

4.3 READING
A leitura deverá fazer parte do cotidiano do aprendiz de qualquer aluno.
Quanto mais o aluno lê, melhor e maior se tornará o seu vocabulário, tanto na
escrita quanto na fala.

Para que o aluno tenha mais facilidade em ler textos, use figuras para
ajudá-lo na compreensão. Após a leitura de determinado texto, selecione imagens
relacionadas a ele, assim como algumas que não tenham relação com o texto. Peça
que se organizem em pequenos grupos e dê a cada grupo uma cópia das fotos. Os
alunos deverão trabalhar juntos para decidir quais imagens se associam melhor
à leitura. Incentive-os a fornecer razões para uma foto ser associada ou não. Ao
terminarem, poderão se revezar apresentando suas ideias.

Outra ideia para trabalhar com alunos adultos é preparar três ou quatro
perguntas simples relacionadas ao conteúdo da leitura. Peça que a turma faça
duas filas, uma de frente a outra. Em seguida, incentive-os a fazer perguntas uns
aos outros e avise-os de que terão apenas 60 segundos para isso. Ao término dos
60 segundos, uma das filas deverá girar de maneira que cada aluno tenha um
novo parceiro. Repita o processo várias vezes.

Há várias atividades que poderão ser combinadas com atividades de


leitura. Depois que os alunos terminarem de ler o texto, coloque-os em pequenos
grupos. Peça a cada grupo que desenvolva duas ou três declarações sobre o texto.
Dê-lhes exemplos dos tipos de declarações que poderão fazer (isso dependerá do
nível deles). Depois que cada grupo fizer as suas, passe-as para os outros e assim
todos poderão ler as declarações feitas nessa atividade.

Trabalhar em grupos é uma ótima alternativa para que alunos com


dificuldades se ajudem. Primeiro, peça que trabalhem juntos para identificar os
principais pontos da leitura. Depois, estimule-os a trabalhar individualmente
para colocá-los em frases. Dependendo do nível da turma, poderá ser necessário
ensiná-los a parafrasear ou escrever com suas próprias palavras.

Atividades de leitura estão muito associadas a atividades de escrita. Sendo


assim, a seguir, veremos algumas sugestões de atividades que podem auxiliar o
seu aluno na escrita.

4.4 WRITING
É correto afirmar que todas as habilidades estão interligadas, mas talvez
o writing pode estar mais associado às demais habilidades do que qualquer
outra. Por exemplo: quando um aluno tem dificuldade para falar a respeito de
determinado assunto, ele deverá fazer algumas anotações prévias como forma

136
TÓPICO 3 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

de auxiliá-lo na fala. Ao ouvir algo, deverá anotar para se lembrar de trechos


importantes do áudio. Anotações também fazem parte da leitura. Muitas vezes,
ao praticar as outras habilidades, a prática do writing também está acontecendo.

Veremos mais algumas atividades de escrita que poderão auxiliar seu


aluno a enriquecer o aprendizado:

• Free writing: você já usou uma escrita livre nas suas aulas? Dê um tema ou
uma palavra aos alunos e determine um tempo para realizarem a atividade. Os
alunos deverão escrever palavras ou frases relacionadas a esse tema no tempo
determinado. Ao final, deixe que compartilhem com a turma o que escreveram.
Alguns alunos escreverão mais, outros menos. Você ainda poderá sugerir que
trabalhem em duplas.
• Modelling: outra ótima estratégia para melhorar o desenvolvimento da escrita.
Os modelos poderão auxiliar os alunos a ampliar seus conhecimentos. Mostre
exemplos de bons parágrafos e ajude-os a melhorar o que escreveram.

137
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

FIGURA 8 – THE WRITING PROCESS

FONTE: Disponível em:< https://depaul.digication.com/the_writing_process/What_is_the_


writing_process>.Acesso em: 30 set. 2018

Lembre-se de ensinar os processos de escrita para que a produção textual


seja mais fácil. Mostre, primeiramente, a importância do prewriting, que é o
momento em que o aluno deverá pensar sobre o que ele irá escrever: o que dizer?
Quem será o leitor? Estes questionamentos fazem parte desta etapa.

O drafting é o momento em que ele colocará no papel os pensamentos e


ideias e produzirá o texto. Explique ao aluno que a primeira versão do que ele
escrever não será a definitiva.

138
TÓPICO 3 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Lembre o aluno de que tudo pode ser melhorado. Por isso, a etapa do
revising é importante para a construção final do texto. Revisar faz parte do
processo de escrita.

Editing é quando a correção acontece. Incentive os alunos a mostrarem o


que escreveram para alguém. Ter outras pessoas lendo fará surgir sugestões ou
ideias novas.

Por último temos o publishing, a versão final da sua produção. Para chegar
até aqui os alunos precisaram passar por todas as etapas, fazendo o texto chegar
à sua melhor versão.

Todas as habilidades são importantes na aquisição da língua inglesa, mas


é a variedade que fará com que suas aulas sejam eficazes. Diversifique as aulas ao
máximo e ouça os alunos. Eles têm muito a dizer e a ensinar também. O processo
de ensino e aprendizagem é uma via de mão dupla. Não são apenas os alunos que
aprendem, mas o professor também.

139
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

LEITURA COMPLEMENTAR

Por que oferecer inglês para crianças na Educação Infantil?

Com as fronteiras linguísticas desaparecendo a cada dia pela facilidade


de se conectar a outras culturas, o domínio do  inglês  se torna mais e mais
fundamental. Por isso, investir para que seus filhos aprendam outro idioma
significa garantir a possibilidade de que expandam seu universo, proporcionando
um upgrade significativo no currículo, facilitando sua formação em programas
educacionais no exterior, além do relacionamento com pessoas de todo o mundo.

Tudo bem já ser consenso que o aprendizado de inglês é regra e não mais
uma opção, mas aí vêm as dúvidas: quando e como? Os questionamentos sobre
quais são as melhores escolhas pipocam a todo momento. Nesse cenário, ao
mesmo tempo em que vários profissionais recomendam o contato com a língua
estrangeira já na infância, há quem insista em colocar aquela pulga atrás da orelha
dos pais. Afinal, vale a pena expor os filhos à língua inglesa desde a Educação
Infantil? Já adiantamos que a resposta é um alto e sonoro sim. Mas quer saber por
quê? Pois ao longo deste texto vamos explicar os motivos que tornam essa uma
boa estratégia, além de aliviar possíveis angústias sobre o ensino de inglês para
crianças. Confira:

O que a ciência diz sobre o assunto? Em primeiro lugar, é importante


pontuar que, mesmo que estudos científicos não tenham chegado a um consenso
sobre qual exatamente é a melhor  idade  para iniciar o ensino de um outro
idioma, os benefícios trazidos pela prática ao desenvolvimento cognitivo de
bebês e crianças já são mais que certos. E ainda tem mais: quanto mais cedo,
melhor. Um  estudo  realizado na Universidade da Colúmbia Britânica buscou
verificar como os bebês percebem a linguagem e como essa percepção molda
seu aprendizado, notando que nenéns nascidos de mães bilíngues são capazes
de registrar as diferenças entre os dois idiomas ao ouvirem suas expressões.
Outro estudo, realizado pela Universidade de Nova York em Toronto, mostrou
que  crianças bilíngues desenvolvem habilidades que vão muito além de
vocabulários dobrados, incluindo o aprendizado de diferentes maneiras de
solucionar problemas lógicos ou mesmo de lidar com tarefas múltiplas (parte da
chamada função executiva do cérebro). Em outras palavras, crianças bilíngues
desde cedo mostram um desenvolvimento precoce da função executiva, tornando-
se cognitivamente mais flexíveis que as monolíngues.

Viu só como o aprendizado do inglês já na Educação Infantil, com a


abordagem correta e respeito às especificidades de cada criança, só traz benefícios?
E a ciência desmitificou até o medo de muitos pais de que as crianças podem
confundir as duas línguas. Muito pelo contrário, elas entendem bem em quais
situações comunicativas devem utilizar cada idioma, sem atropelos.

140
TÓPICO 3 | O ENSINO DE INGLÊS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Quais são os benefícios para bebês e crianças? Pense assim: quando


nascemos, somos praticamente folhas em branco, certo? Em nosso contato com
o mundo, com a experiência cotidiana com outras pessoas e com a escola, é que
aprendemos regras sociais, códigos compartilhados e até mesmo o funcionamento
do nosso idioma, de modo empírico. Olhando para trás, verá que o processo de
aprendizado até finalmente dominar a língua materna se deu por meio de sua
vivência desde o primeiro instante de vida. Aos poucos, aquela folha em branco
foi ganhando termos, frases e associações com o mundo.

Agora pense no contato com duas línguas quando ainda se é bebê ou


criança. A estaca zero (ou quase zero) facilita o aprendizado a partir do momento
em que não será preciso construir todo um mundo simbólico em português
para depois traduzi-lo, mas sim construir um mundo simbólico em que a língua
estrangeira faz tanto sentido quanto o português, sendo por isso naturalizada.
Assim, crianças educadas em duas línguas serão adultos mais confiantes, porque
terão aprendido a se comunicar de forma gradativa, lúdica e pela experiência.

Ainda não se convenceu? Então vale ressaltarmos que uma pesquisa feita


em conjunto pelas instituições Concordia University, York University e Université
de Provence afirma que crianças bilíngues tendem a focar mais em tarefas e a
desenvolver uma atenção mais direcionada que seus colegas monolíngues. Ou
seja: ter contato com a língua inglesa desde bebê não só fará com que seus filhos
adquiram fluência no idioma, mas também que desenvolvam outras capacidades,
como criatividade e facilidade para lidar com novidades.

Como é a abordagem desse ensino? Cada criança tem seu próprio processo
de aprendizado, com um ritmo diferente, necessitando, portanto, de estímulos
específicos que a impulsionem. Por esse motivo, além da faixa etária, é claro, é
preciso ter uma dose extra de sensibilidade para ensinar a língua inglesa a bebês
e crianças desde cedo, pensando no bilinguismo como um processo gradativo e
constante.

Na Educação Infantil, deve-se ter o cuidado de não explorar a leitura ou a


escrita de palavras em inglês, uma vez que o período de alfabetização da criança
precisa ser respeitado. Devido à idade, a melhor abordagem consiste no ensino
de inglês a partir da sonoridade da língua, da mesma forma como fazemos com
nossa língua materna: primeiramente aprendemos a falar e a entender o que
ouvimos para, depois, aprendermos a ler e a escrever.

O ensino ideal se dá por meio de atividades lúdicas que guardam relação


com o cotidiano da criança. Por isso, contar histórias, promover jogos e brincadeiras,
dramatizar situações (com bonecos e fantoches) e recorrer às músicas são sempre
ótimas opções. Expressões cordiais são introduzidas aos poucos e todo o processo
deve levar em consideração tanto o tempo da criança como o desenvolvimento
de seu potencial criativo. Assim, aprender inglês será tão divertido e natural que
a criança sequer perceberá que está, de fato, aprendendo! A experiência deve ser

141
UNIDADE 3 | MAKING SPEAKING AND LISTENING ACTIVITIES HAPPEN IN THE CLASSROOM

prazerosa e as técnicas, adequadas à idade. Não faz sentido, por exemplo, ensinar
regras gramaticais a uma criança muito pequena. Mas não se preocupe, porque,
no tempo certo, ela desenvolverá esse tipo de habilidade.

E como os pais podem ajudar no processo? Primeiramente, é preciso que


os pais tenham cuidado ao escolher a escola onde os filhos terão sua educação
bilíngue ou multilingual. Os valores e a filosofia da instituição devem estar em
plena concordância com os critérios da família. E se essa cautela já é fundamental
para escolher a escola de ensino monolíngue, deve ser redobrada para o caso de
contato com mais de um idioma, pois o processo envolve atenção à maturidade
emocional e cognitiva das crianças, além de flexibilidade. Além do mais, é essencial
que os pais se envolvam na vida escolar dos filhos, incentivando o aprendizado do
inglês sem os sufocar com cobranças ou demonstrações excessivas de expectativas.
Reagir positivamente às manifestações da criança em língua inglesa é bom para
que ela se sinta mais segura e desinibida. Já cobrar a tradução de textos ou testar
o conhecimento dos filhos, especialmente na frente de outras pessoas, pode ser
prejudicial. É preciso que as crianças vivenciem o inglês de forma natural, com
incentivos e sem pressão. Vale a pena estimular a prática da língua estrangeira em
casa, com livros, filmes, seriados, desenhos e outros recursos adequados à idade.

Que tal pensar com carinho em proporcionar a suas crianças, desde


novinhas, a incrível experiência de aprender outra língua, especialmente o inglês?
O futuro delas certamente agradecerá!

FONTE: Disponível em: <http://novosalunos.com.br/por-que-oferecer-ingles-para-criancas-na-


educacao-infantil/>. Acesso em: 20 set. 2019.

142
RESUMO DO TÓPICO 3

Neste tópico, você aprendeu que:

• O aluno adulto faz muitas associações ao que está aprendendo com a sua
língua materna. Por isso, talvez, ele apresente mais dificuldades em aprender
o idioma.

• A diversão e o prazer são tão importantes para a capacidade de aprender e


absorver informações de adultos quanto de crianças. Use jogos e atividades
diferenciadas também no ensino de adultos.

• Estipular metas e objetivos aos adultos facilitará seus estudos e possibilitará


que consigam acompanhar seu progresso no aprendizado da língua.

• O tempo livre fora da aula poderá ser mais escasso para alunos adultos. Eles,
muitas vezes, precisam escolher entre fazer uma lição de casa, dormir mais ou
ficar mais tempo com a família.

• O aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentará um perfil


diferenciado. Há diversas razões pelas quais eles não concluíram o Ensino
Médio na escola regular e decidiram voltar para a sala de aula depois de
adultos.

• Alunos mais velhos são frequentemente ocupados em empregos de tempo


integral. O professor precisará compreender isso, sem ser tolerante demais. O
professor deverá incentivar os alunos a fazerem o dever de casa.

• As quatro habilidades também deverão ser trabalhadas com os alunos jovens


e adultos, bem como as atividades adequadas ao seu nível linguístico e sua
realidade de mundo.

143
AUTOATIVIDADE

1 Sobre o ensino de jovens e adultos é INCORRETO afirmar que:

a) ( ) Assim como no ensino de inglês para crianças, também há desafios ao


ensinar a língua estrangeira para jovens e adultos.
b) ( ) Adultos não conseguem ser fluentes em inglês.
c) ( ) As quatro habilidades podem e devem também ser trabalhadas no
ensino de jovens e adultos.
d) ( ) Ao aprender inglês, o aluno adulto, muitas vezes, faz associações à sua
língua materna.
e) ( ) O aluno adulto tem menos tempo para se dedicar às tarefas, mesmo
assim, deve ser cobrado pelo professor.

2 Durante o processo de escrita, o aluno deve seguir alguns passos para


concluir sua atividade. Coloque na ordem correta o processo de escrita pelo
qual ele deve passar:

Editing – Drafting – Publishing – Prewriting - Revising





3 Ainda sobre o ensino de inglês para adultos, é possível afirmar que:

a) ( ) A fluência dependerá apenas do número de aulas semanais que o aluno


tiver.
b) ( ) O professor poderá exemplificar as atividades de speaking por meio de
diálogo para auxiliar os alunos na prática da fala.
c) ( ) Os alunos não precisarão fazer tarefas, pois trabalham o dia inteiro e não
terão tempo.
d) ( ) O professor não deverá utilizar filmes nas aulas, pois alunos adultos não
gostam desta prática.
e) ( ) O professor deverá trabalhar apenas com as músicas que ele gosta, já que
é ele quem prepara as aulas.

144
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