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As fronteiras do Império Synesio

1. Causas da unidade brasileira


1.1. Forma monárquica com legítimo herdeiro reinando
1.2. Unidade ideológica das elites
1.2.1. Geralmente formadas em Coimbra
1.3. União das classes proprietárias frente a uma rebelião escrava
1.4. Unidade da Amazônia
1.4.1. Comunicações fluviais, Monções do norte, ligando pelo interior o Centro-
Oeste, que era dependente do Sul “civilizado”
2. Fatos importantes na Amazônia a partir de 1850
2.1. Navegação a vapor, deixou pontos mais acessíveis
2.2. Crescente produção de borracha
2.2.1. Atraiu muitos nordestinos
2.3. Política de fronteiras que consolidou ou mudou para melhor os limites dos
tratados coloniais, onde a posse era discutível
3. O Uti possidettis
3.1. O Tratado de Santo Idelfonso foi colocado como vigente em muitos documentos, e
o uttis possidettis como inapropriado para o Brasil durante muito tempo
3.1.1. Duarte da Pontes Ribeiro foi o primeiro a sugerir usar o uttis possidetis
para resolver as questões das fronteiras
3.1.1.1. Foi em La Paz, que o próprio Presidente da Confederação Peruano-
Boliviana numa discussão com Pontes Ribeiro sugeriu o princípio
3.1.1.1.1. Pontes Ribeiro tinha recebido instruções para defender Santo
Idelfonso, mas argumentou com o RJ que a Confederação não
considerava os tratados entre Portugal e Espanha era mais
conveniente para o Brasil operar pelo uttis possidettis.
3.2. O princípio tornou-se normal geral da diplomacia quando Paulino de José Soares
de Souza, o Visconde do Uruguai, assumiu a pasta de Negócios Estrangeiros e
adotou o uttis possidettis como doutrina, dizendo que o Tratado de 1977 tinha
sido anulado pela Guerra de Badajóz, , e não foi restaurado pela paz. A Espanha
tinha conservado a Praça de Olivença, o uttis possidettis deveiam ser aplicado no
lugar do Tratado de 1777 e onde as estipulações não vão de encontro as de uma e
outra parte contratante. Esse princípio teria por base a razão e a justiça.
3.3. Uttis possidettis juris (ou de derecho) e de facto (ou de hecho)
3.3.1. Juris
3.3.1.1. Derivado dos documentos que cada nação pudesse produzir na época
da sua independência
3.4. Vantagem para o Brasil
3.4.1. O Brasil foi nação mais ativa na ocupação de território, justifica a política
expansionista de fronteiras, autores de nacionalidade neutra concordam
com esse fato
4. Duarte da Pontes Ribeiro
4.1. Médico de formação, sofreu um acidente e entrou na diplomacia aos 31 anos,
trabalhou nela até os 83, quando morreu, embora tenha se aposentado 25 anos
antes, tornou-se barão e consultor do Ministério
4.1.1. Trabalhou na Europa, mas seu principal local de trabalho foi a América
Latina
4.1.2. Tinha vastos conhecimentos de geografia e história da América do Sul
4.1.3. Elaborou 83 memórias sobre limites e elaborou ou orientou um número
maior de mapas
4.2. Diferenças de Duarte e Gusmão
4.2.1. Já havia os tratados coloniais,
4.2.2. As negociações eram com vários países, que tinham uma outra concepção
do princípio
4.2.3. Duarte era um diplomata prático
5. O Tratado de 1851 com o Peru
5.1. Os Tratados de Madri e Santo Ildefonso estabeleciam nesse trecho uma fronteira
fluvial, os rios Javari, Solimões e Japurá.
5.2. No final do século XVIII, o Tratado de Badajoz não determinou limites na América.
Ao ficarem independentes, havia entre o Brasil e as Repúblicas do Pacífico (Peru,
Colômbia e Equador) uma enorme zona florestal, despovoa e com limites incertos.
5.3. Tratado de 23 de outubro de 1851, “Convenção Especial de Comércio, Navegação
Fluvial, Extradição e Limites”
5.3.1. Estabeleceu o padrão pelo qual todos os tratados de limites com as nações
amazônicas seriam assinados, inclusive a prática de trocar vantagens de
navegação pelo rio Amazonas por vantagens territoriais
5.3.2. Estabeleceu pela primeira vez na região o princípio de uttis possidettis, na
versão brasileira
5.3.3. Estabeleceu a prática salutar de negociar com apenas uma nação por vez,
apesar de haver mais de uma disputando a soberania
5.3.4. Incorporou ao Brasil uma área de 76.500 km ²(que equivale aos territórios
de Sergipe e Paraíba)
5.3.5. Tratados anteriores com o Peru
5.3.5.1. Em 1830 houve uma tentativa, mas não deu certo porque o Brasil
julgou que não conhecia a área o suficiente
5.3.5.2. Em 1842, Pontes Ribeiro firmou um Tratado com o Peru com base no
uttis possidettis, que não foi ratificado pelo RJ, mas serviu de base
para o de 1851
5.3.5.3. O de 1854 também foi negociado por Portes Ribeiro, a diferença era
que não se colocava data alguma, ou seja, se reconhecia a posse
efetiva na data da assinatura
5.3.5.3.1. tratado foi recebido mal no Peru, como se fosse uma cessão
de terras ao Brasil. As principais críticas
5.3.5.3.1.1. Incluir num convênio fluvial importantes questões de
limites
5.3.5.3.1.2. Admitir o princípio de uttis possidettis de facto sem data,
favorável ao Brasil
5.3.5.3.1.3. Não fechar completamente a fronteira no trecho a leste
do Javari
6. O tratado de 1959 com a Venezuela; negociações com a Colômbia
6.1. Madri e Santo Ildefonso eram vagos sobre a região
6.1.1. O que ambos tratados pretendiam era deixar a bacia de Orinoco para a
Espanha e do Amazonas para Portugal
6.1.1.1. Instruções para os demarcadores eram muito dilatadas
6.1.2. Logo depois da independência, a Grã-Colômbia e Brasil não firmaram
acordo porque não havia ideia comum como base para as negociações.
6.1.2.1. O Embaixador da Grã-Colômbia queria se guiar pelo Tratado de 1777
6.1.2.2. O Conselho de Estado achava que não tinha informação suficiente
sobre a região para assinar um tratado de limites
6.2. Visconde do Uruguai
6.2.1. Tentou resolver todos os problemas da fronteira
6.2.2. Conseguiu o acordo com o Peru em 1851 por Duarte da Pontes Ribeiro
6.2.3. Consegui finalizar com base no utti possidettis o acordo com a Venezuela
em 1852 e com a Colômbia em 1853, ambos por Miguel Maria Lisboa,
futuro barão de Japurá
6.2.3.1. Não foram ratificados pelas duas repúblicas, por causa dou uttis
possidettis
6.2.4. Acordo de 1859 com a Venezuela
6.2.4.1. Tratado de limites e navegação fluvial
6.2.4.2. Não menciona o uttis possidettis, embora use a mesma linha divisória
do tratado de 1852, os portugueses ficam com o Alto do Rio Negro ,
contudo o Forte de São Carlos com os venezuelanos.
6.2.4.3. Acordo ratificado por ambos os governos, mas as demarcações
levaram mais de 100 anos.
6.2.4.4. Colômbia protestou, porque disse que o tratado dividia terras suas no
rio Negro
6.2.4.4.1. Esse procedimento de uma terceira nação reclamar nas
negociações de fronteira com o Brasil já era de praxe, o Brasil
costumava negociar com elas individualmente depois, dizendo
que reconheceria os eventuais direitos na área, por
negociação ou arbitragem.
6.2.4.4.1.1. Acordo com a Colômbia só foi conseguido na era Rio
Branco
7. O Tratado de 1867 com a Bolívia
7.1. Ressentimentos pela incorporação da província de Chiquitos, proposta pelo
governador, contrário a independência da Bolívia a Mato Grosso em 1825
7.1.1. Tratados anteriores
7.1.2. Em 1837 Duarte da Ponte Ribeiro já tinha tentado negociar acordo com
base no utti possidettis, mas a queda do General Santa Cruz e o fim da
confederação peruano-boliviana impediram que se finalizasse o acordo
7.1.3. Em 1860 o Brasil tentou negociar outro tratado com base no uttis
possidettis, mas a Bolívia queria que Santo Ildefonso fosse a base do
tratado.
7.2. Em 1867 de 1869 o mesmo Tratado foi apresentado e aceito, conhecido como
“Tratado de La Paz de Ayacucho”
7.3. Três Linhas divisórias
7.3.1. Norte:
7.3.1.1. Inabitada, ligando a foz do Beni do rio Madeira às nascentes do Javari
7.3.2. Sul
7.3.2.1. Linhas quebradas que buscavam manter os estabelecimentos
brasileiros e o rio Paraguai para o Brasil; e os estabelecimentos
bolivianos para a Bolívia, como o rio San Matias
7.3.3. Trecho intermediário
7.3.3.1. Confirmava o rio Guaporé, estabelecido pelo Tratado de Madri.
7.3.3.2. Único trecho que não foi muito criticado pela Bolívia e por outros
países hispano falantes.
7.4. Reclamações do Peru
7.4.1. Quanto ao estabelecimento da linha Madeira-Javari, pois para o Peru,
dividia terras na Bolívia que eram suas
7.4.1.1. Além disso ainda dividia mal, pois o ponto de origem do rio Madeira
era levado ao sul, o que significava importantes ganhos territoriais
para o Brasil, a alegação do Brasil é que a povoação era o único marco
notável
7.4.2. Contra o uttis possidettis que guiava o acordo
7.4.2.1. Tinha se arrependido de ter aceitado esse princípio em 1851
7.5. Críticas de Rio Branco
7.5.1. Rio Branco e outros críticos acreditavam que o Brasil poderia ter as
fronteiras bem mais ao sul, com base no princípio de Direito Internacional
que a posse inferior de um rio cria direitos sobre seu trecho superior, caso
não haja a ocupação efetiva de outra nação.
7.5.1.1. Há autores que dizem que o acordo foi feito assim porque estávamos
em Guerra com o Paraguai e havia necessidade de se fazer um acordo
com a Bolívia, mas Ricupero ( em Rio Branco – 100 anos da sua morte)
diz não ter encontrado nada nos arquivos no Itamaraty que justificasse
a medida. Segundo Synésio, se houve intenção de agradar a Bolívia,
não deu certo, porque o acordo sempre foi mau visto lá e ela se
manifestou desfavoravelmente ao Brasil em relação a guerra ainda em
1868.
7.6. Autores de outras nacionalidades em relação aos tratados de limites brasileiros
7.6.1. Posição crítica, mas de admiração
7.6.1.1. Por negociar individualmente os tratados com os países e com base no
uttis possidettis, anulado o Tratado de 1777
7.6.1.2. Pela continuidade política do Brasil, diferente das repúblicas
hispânicas
8. Buenos-Aires: o Vice-Reinado e as Províncias Desunidas
8.1. Buenos Aires não manteve a integridade territorial mais por razões sociológicas do
que militares, além da política do Brasil que era contra a formação de um grande
Império ao Sul
8.1.1. O Uruguai e o Paraguai já tinham mais de 300 anos de vida colonial quase
autônoma, as raízes de uma nacionalidade própria.
9. A Banda Oriental: A Cisplatina, o Uruguai e as fronteiras de 1851
9.1. Artigas fo plenamente derrubado no Uruguai em 1820
9.1.1. A região foi incorporado pouco a pouco ao Brasil, mantendo-se a língua e
os costumes, e as fronteiras tradicionias
9.1.2. Um congresso uruguaio reunido em Montevidéu – com
representatividade suspeita – adota a resolução de incorporar a Banda
Oriental do Uruguai à monarquia portuguesa.
9.2. Uruguai fica independente em 1828, mas era difícil para o Brasil manter-se neutro
nas questões platinas pelas vinculações entre facções do Uruguai e RS.
9.3. Guerra Grande
9.3.1. Relações entre os partidos na Argentina e Uruguai era mais oportunistas
do que ideológicas, mas
9.3.1.1. Os unitários eram geralmente ligados aos blancos argentinos e ambos
partidos ligados a política comercial dos portos
9.3.1.2. Federalistas de Rosas próximos aos colorados de Rivera, as duas
facções ligadas aos proprietários rurais
9.3.2. Rosas queria incorporar antigas partes do Vice-Reinado à Confederação, e
isso era contra a política do Império de manutenção das independências
de Paraguai e Uruguai
9.3.2.1. Em 1843 se chegou a assinar um acordo entre RJ e Buenos Aires
contra Rivera, que estava apoiando os gaúchos revoltosos
9.3.2.2. Brasil não reconheceu o bloqueio argentino de Montevidéu porque
não foi ratificado por Rosas
9.3.2.3. Brasil reconhece a independência do Paraguai em 1844, o que eleva
ainda mais a tensão no Prata com Rosas
9.3.2.4. Em 1949 o primeiro Lopez toma Corrientes, e os argentinos acreditam
que ele tem a concordância tácita brasileira
9.3.2.4.1. Em 1951 tratado de aliança Brasil-Paraguai
9.3.2.5. Como se imaginava que Rosas pretendia invadir Montevidéu, o Brasil
fortaleceu seu apoio a Rivera, agora governante uruguaio, contra
Oribe, um general de Rosas
9.3.2.6. Resistência ao ditador aumenta, e José Justo Urquiza, líder inconteste
da província de Entre Ríos se rebela contra Rosas com apoio de Brasil e
Uruguai
9.3.2.6.1. Rosas é derrubado em 3 de fevereiro de 1853, na Batalha de
Monte Caseros
9.3.2.6.1.1. Alguns autores veem esse momento como de máxima
influência do Brasil na região
9.3.2.6.2. Urquiza vira presidente da Confederação
9.4. Tratado de 1851 com o Uruguai
9.4.1. Conservaram-se os limites da Província Cisplatina, mas a lagoa Mirin seria
de uso exclusivo dos brasileiros, não compartilhada por dois estados
ribeirinhos
9.4.2. Baseado no uttis possidettis
10. Limites e Guerra – Uruguai 1864
10.1. Apesar de os colorados serem os mais ativos na guerra, foram os blancos que
elegeram o presidente Juan Francisco Giró, que durou pouco e foi substituído por
uma junta de 3 caciques políticos, Lavalleja, Rivera e Flores.
10.1.1. Os dois primeiros morreram e Venâncio Flores é eleito presidente, mas é
destituído pelos blancos, que o substituem por Anastacio Aguirre.
10.1.1.1. Situação no Uruguai em 1864 era de virtual guerra civil
10.1.1.1.1. Flores contava com simpatia do Brasil e Argentina
10.1.1.1.2. Situação se refletia no Brasil, com muito roubo e contrabando
na fronteira, com os gaúchos cruzando a fronteira para buscar
o gado roubado, chamado de “califórnias”.
10.1.1.1.2.1. Gaúchos pressionam por intervenção, mas Império
tinha tradição de não intervir
10.1.1.1.3. A Argentina tinha políticos que defendiam abertamente a
intenção de anexar o Uruguai, e Montevidéu estava cheio de
ex-partidários de Rosas
10.2. Missão Saraiva
10.2.1. Em 1864 o general José Antônio Neto foi enviado à corte com a missão de
levar as queixas dos estancieiros
10.2.2. A mensagem atribuída ao deputado Saraiva pedia compensações pelas
perdas, e em caso de desatenção, o recurso a força.
10.2.2.1. A mensagem foi recebida com grosseria, por isso o Brasil
declara guerra.
10.3. Missão Paranhos
10.3.1. Paranhos substituiu Saraiva, e chegou em Buenos Aires em 2 de dezembro
10.3.1.1. Entendimento em 3 pontes:
10.3.1.1.1. Governo provisório presidido por Flores
10.3.1.1.2. Eleições futuras
10.3.1.1.3. Reconhecimento das reclamações brasileiras.
11. Guerra e limites: Paraguai-1864-70
11.1. Mudanças com Lopez a partir de 1862
11.1.1. O Paraguai era muito fechado antes
11.1.2. Rearmamento do exército
11.2. Reivindicações frointeiriças
11.2.1. Brasil
11.2.1.1. Do lado do MT, o Paraguai pretendia que a linha se situasse
mais ao norte, não pelo rio Apa,mas pelo rio Branco
11.2.2. Argentina
11.2.2.1. Maiores reivindicações, região do Pilcomaio e território de
Missiones, considerado para eles como Paraguaio.
11.3. Atos belicosos dos Paraguai
11.3.1. Captura um vapor mercante brasileiro que transportava o novo
governador de Mato Grosso
11.3.2. Divisão de forças: pelo norte invadiu o Mato Grosso, pelo Sul pretendia
chegar ao Montevidéu, então sitiada pelos brasileiros.
11.3.2.1. Apesar da derrota dos blancos no Uruguai, não conseguiu
marchar por Montevidéu
11.3.2.2. Pediu para marchar por Corrientes, mas Urquiza não deixou
11.3.2.2.1. Declaração de guerra da Argentina e Tríplice Aliança
11.3.3. A invasão paraguaia foi contida na Batalha de Yatay, em 1865 e na
rendição de Uruguaiana, em 19 de setembro,
11.3.3.1. A batalha já estava perdida para o Paraguai com menos de um
ano de guerra, mas só estaria terminada com a morte do ditador.
11.4. Marco importante na evolução política do Império
11.4.1. Provoca o crescimento do exército brasileiro e início de sua atuação como
força política interna
11.4.2. Começo da longa decadência de d. Pedro II (Sérgio Buarque de Holanda)
11.4.3. Problema da escravidão evidente
11.5. Origem da questão fronteiriça entre Brasil e Paraguai
11.5.1. O Tratado de Santo Ildefonso fixava a fronteira comum entre os rios
Paraná e Paraguai, entre eles nomeava a divisa como um afluente de cada
rio, mas havia dúvidas onde ficava cada afluente, o Paraguai reivindicava
que seria o rio Branco, um dos mencionados no Tratado de 1777, e o Brasil
pelo uttis possidettis o rio Apa.
11.5.1.1. Quando a guerra terminou, ao contrário do que previa o
Tratado da Tríplice Aliança, o Brasil assinou um Tratado de Paz em
separado com o Paraguai em 1872 e fixou a fronteira com o Paraguai.
A linha de limites começa no Sete Quedas e termina no rio Apa, o que
é mais próximo das reivindicações brasileiras, com o Tratado de Itaipu
ainda havia dúvida sobre a exata posição da fronteira de Sete Quedas,
por isso a represa para eliminar o problema fronteiriço.
11.6. Reivindicação territorial argentina
11.6.1. Argentina queria o território de Missiones (ao leste) e ao sul chegar o
Pilcomaio (Brasil concordava com essas), mas Argentina queria chegar o
Pilcomaio até Rio Verde, essa disputa foi favorável ao Paraguai em
arbitragem pelo presidente Hayes, mem 1879.
11.7. Debates historiográficos
11.7.1. Paraguai
11.7.1.1. Há algumas décadas Lopez era o megalomaníaco que destruiu
o país, agora é visto como herói nacional
11.7.2. Brasil
11.7.2.1. Visões modernas tendem a ser mais humanizadas em relação
aos paraguaios
11.7.2.2. Visão clássica: Joaquim Nabuco em O Estadista do Império,
acredita que a razão está com o Brasil, mas dá valor ao povo paraguaio
11.7.2.3. Movimento republicano de 1870 acreditava que a guerra foi
devido a política imperial do Prata e uma república se relacionaria
melhor com suas coirmãs
11.7.2.4. Visões marxistas a partir dos anos 1970 viam o Paraguai como
uma República que queria proteger seu mercado do imperialismo
inglês, e os ingleses tentaram abrir o mercado paraguaio por meio da
Argentina e do Brasil. Leslie Bethel mostra que não há evidências disso
11.7.2.4.1. A Obra de Doratioto, Maldita Guerra, joga por completo essa
ideia abaixo.
11.7.2.5. A fronteira com o Paraguai (1872) foi a última estabelecida no
Império. O período já havia visto sucessivos diplomatas negociarem bons
acordos com o Uruguai (1851), o Peru (1851), a Venezuela (1859) e a
Bolívia (1867). Quase sempre tínhamos a vantagem da ocupação e, depois,
existia uma doutrina bem articulada: a do uti possidetis, associado à
validade apenas ocasional de Santo Ildefonso. Apesar de bem
encaminhados, persistiam, no entanto, problemas, para dar alguns
exemplos, com a Argentina, a Guiana Francesa e a Colômbia, que
aguardariam a República para serem resolvidos. De uma maneira geral,
pode-se dizer que os Gabinetes imperiais desenvolveram uma política de
limites coerente, persistente e bem-sucedida; elogiada, vimos, até por seus
naturais adversários. ”