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br/single-post/2017/08/17/Tetragrama-Sagrado---Minha-Primeira-
Tatuagem

Enquanto os traços eram desenhados na pele das minhas costas eu experimentei uma espécie de êxtase
em estado meditativo, a dor me pareceu mínima, apontaria nível 3, numa escala até 10, baseada nas
dores físicas que eu já senti. O movimento do desenho me lembrava das inúmeras vezes nas quais eu
rascunhava intuitivamente as 4 letras por entre as folhas dos meus cadernos de anotações. Em dezembro
de 2007 eu fiz uma versão em henna no mesmo local das costas quando já pretendia encabeçar o projeto
de gravar uma versão de vídeo clipe para a música “I wish I knew how it would feel to be free” da banda
Lighthouse Family, fazia todo o sentido a presença deste símbolo no vídeo, assim se concretizou o
projeto do vídeo no mês de maio de 2008, o projeto tinha mais de um ano de planejamento e dentre os
takes surgia o Tetragrama Sagrado. Cada vez que eu assistia ao vídeo me recordava dos motivos de não
ter feito a tatuagem permanente naquela época. "Era uma redundância", eu não precisava tatuar algo que
já fazia parte de mim, no caso, a minha noção de Deus e a estima que me despertava o seu amor já me
acompanhavam desde criança, mas nem por isso passei imune aos conflitos existenciais e etc... No
entanto, a noção ou sentimento de Deus, ainda que misteriosos, sempre foram como uma âncora para
mim. O Tetragrama é o nome sagrado, seria eu digno de “ostentá-lo”? Me parecia algo como banalizar o
sagrado... Na época em que cogitei fazer a tatuagem no passado, eu já fazia teatro como amador e,
tatuagem é considerada uma coisa que limita muito as nossas chances de conseguir trabalhos, pois quem
nos contrata, nos quer o mais neutros possíveis para compor os personagens. Eu também tinha questões
sobre a prática de se tatuar, para mim também parecia ser algo muito banalizado e muito associado com
hipocrisia e autoafirmação, deixa eu explicar, por exemplo, pessoas que tatuam o nome da mãe para
homenagear, mas na prática as maltratam, sugam suas energias, outros que tatuam o nome de Cristo,
mas nunca sequer leram a bíblia ou conhecem os seus ensinamentos... Eram posturas que eu
visualizava constantemente e me faziam ter certo receio com a prática. Pois eu não queria ser desleal
comigo mesmo. Por incrível que pareça a dor ou o fato de ser algo "pra sempre" era o que menos me
apreendia... Decidi esperar com a certeza de que um dia eu a faria e saberia reconhecer quando fosse a
hora certa, era assim que eu sempre respondia quando algum amigo que me via tatuado nas fotos e
vídeos ou conhecia o projeto tocava no assunto. Quando eu mesmo revia o vídeo clipe ou as minhas
fotos na praia com a primeira tatuagem de henna também repassava tudo isso na mente...

E este ano voltei a pensar no assunto. O fato é que nunca deixei de fazer um trabalho artístico pela
questão da tatuagem e nunca vi isto acontecer com ninguém, existe a possibilidade de maquiar a
tatuagem sendo ela pequena e simples. Mais do que tudo, tenho tido um sentimento forte de que ela já
está mesmo em mim. Comecei a me perguntar, por quê? Comecei a pedir/buscar compreensão... Imprimi
o tetragrama e deixei impresso na parede do meu quarto durante alguns dias. Tentei carimbá-lo nas
costas com tinta fresca da impressora para experimentá-lo de novo, mas borrava... Deixei colada na capa
do caderno, lado de dentro. Em um dos dias nos quais acordei com uma imagem na mente: uma silhueta,
visualizei o nome acima e fiz uma representação em desenho. Comecei a ligar com vários outros
momentos de vida nos quais me senti muito conectado ao divino. Continuei sentindo dúvidas e
aguardando instruções! Em um dos processos terapêuticos recentes vivenciei a minha experiência mais
plena do contato com Deus e com o Amor que são a mesma coisa e permeiam toda a criação! Após um
tempo acolhendo a experiência, comecei a me perguntar novamente e perceber se eu sentia medos,
receios... Por fim, em uma meditação enxerguei a minha glândula pineal e ouvi: “Eu sou Jeová!”.
Finalmente senti uma certeza plena! Mas em seguida tive uma intuição de ler um livro recém adquirido do
Osho, comprei devido a capa com uma borboleta, símbolo e ser que me acompanham como podem ver
nas outras postagens. Abri em uma página ao acaso e falava sobre o som “AUM”, Osho desestimula o
seu uso como técnica, por carimbar na gente uma experiência incompleta que poderia nos atrapalhar de
reconhecer a real experiência espiritual deste som que é irrepresentável. Depois ele discorria sobre o
encontro físico do feminino com o masculino que gera vida: filho e o encontro interno destas duas forças
que gera o encontro com Deus! Outros temas que também estão presentes na minhas pesquisa artística.

O texto me deixou com dúvidas novamente, até que um dia buscando músicas para ouvir no Youtube, de
repente, veio ao meu encontro uma reportagem na rede Record explicando que cientistas descobriram
um algoritmo em todas as moléculas de DNA que correspondem as 4 letras hebraicas assim como a
segmentação áurea que está em tudo (eu como Designer Gráfico e Fotógrafo me considero um íntimo da
Segmentação Áurea é algo que a gente aprende logo de cara quando começa a estudar estética e
arte).... Não só me veio a certeza como também insights de várias outras vivências minhas relacionadas à
conexão com o espiral. (Veja o link no fim do post)

Comecei a me planejar sem ansiedades no início, atento aos sinais, determinado a observar o todo desta
experiência de me tatuar: lugar, pessoa (tatuador)... Os espiritualistas geralmente não recomendam
tatuagem, A escritora e terapeuta Cristina Cairo, por exemplo, explica que a prática representa uma
violência contra a pele, a pele toda respira e o processo de se tatuar tem uma comunicação muito clara, é
agulha, metal, marte, guerra... Outro texto explicava como os desenhos alteram o campo energético do
corpo... Alguns dias após reunir estas informações, entendi, no final das contas que era uma escolha
minha, um tipo de afirmação, de sacrifício, assumir, enfrentar o medo e a dor, a perda da anterior
“neutralidade” e que o símbolo (experiência) teria também o significado pessoal que eu a ele atribuíssem.
Que lembrete seria ele para mim?

Resumidamente o nome significa “Eu sou”, em algumas pesquisas, indicações de que o verbo está no
futuro, “vir a ser/ tornar-se”. Após as visualizações que vivenciei, agora eu entendo "mais" o mistério do
nome, como uma matriz no centro de toda espécie de vida ou matéria, corpo ou energia, e pasmem, não
só naquelas que julgamos como “boas”, “belas” e “iluminadas”... Pude sentir Deus em tudo como aquele
amor incondicional e magnético que une dois corpos apaixonados e perpetuam a dança por entre a qual a
vida é e corre como um rio... A minha pesquisa artística está absolutamente relacionada o corpo, suas
potências e o que transita através dele...

A primeira tatuadora que eu achei, tinha trabalhos incríveis, mas era longe e o orçamento me pareceu um
pouco acima do normal. Então decidi consultar uma grande amiga com quem eu sou muito ligado
espiritualmente e que fez suas tatuagens recentemente, não deu outra! O estúdio no qual ela se tatuou
era perto, mas a agenda estava apertada e talvez eu não conseguisse fazer hoje. Eu tinha certa urgência,
mas também me observava percebendo a ansiedade e seus efeitos. Decidi aceitar como tivesse que ser,
fosse hoje ou outro dia. Meu ensaio foi cancelado em cima da hora e cheguei bem antes do horário, meu
celular estava quase ficando sem bateria e eu estava sem cabo carregador, não consegui ligar, pensei
que em último caso eu esperaria lá durante umas duas horas ou entenderia que não era o momento. De
fato, comecei a sentir uma baita ansiedade repentina, um desejo de desistir, medo, muito medo...
Huashuashuas Observei tudo isso atento enquanto respirava, entendi que não fazer o que eu queria e
sentia que era meu, não iria "prejudicar" ninguém, mas também funcionava como um “recado”, uma
“afirmação” poderosa, e talvez esse caminho eu já sabia como era, o outro ainda não sabia... Mesmo
acolhendo os motivos que me fizeram adiar isso e compreendendo o poder de decidir de forma mais
madura hoje e mais consciente, eu reconheço que senti sim a vontade plena de fazer isso no passado e
abdiquei, foi uma escolha. Em fim, ao chegar ao estúdio, uma surpresa! O mantra AUM bem na porta de
entrada, uma energia incrível e muita afinidade com o tatuador! Em seguida a foto da minha amiga
aparece no telão... Expliquei alguns detalhes estéticos do alinhamento do tetragrama junto a minha
coluna e às minhas pintas e as escápulas: “Eu quero que a tatuagem não cubra as pintas das minhas
costas, mas dialogue com elas”, super tranquilo, o tatuador me passou muita calma e confiança. Primeira
marcação, ficou muito em cima, próxima da nuca, na segunda ele me disse que cobriu uma pinta, na
terceira, por conta própria ele colocou bem abaixo de onde eu tinha sugerido inicialmente, mas na hora
que eu vi a foto, compreendi que era o lugar certo pois aconteceu aquele diálogo e minhas constas
pareciam emitir um daqueles poemas que eu já ouvi apreciando um céu estrelado!

Avisei ao tatuador, meio sem jeito, que eu estava nervoso e com medo, huashuashuas! Era a primeira
tatuagem minha ué?! Ele me tranquilizou de novo. Me sentei em um pufe, debruçado sobre a maca,
observo-o tirar as agulhas novas das embalagens, não me assusto com a agulha! Dei risada contando a
ele sobre as orientações das enfermeiras antes de aplicar injeção para "não contrair a musculatura". O
que é quase impossível né!? A sessão se inicia, eu relaxo desde o primeiro toque da agulha na pele e me
conecto com a minha respiração. É preciso deixar a pele das costas bem esticadas. Eu me concentro em
receber aquele símbolo sagrado. Me conecto com toda a história que me trouxe até aqui, peço
autorização internamente, de olhos fechados, o sol está literalmente se pondo acima da minha testa,
exatamente na mesma posição que o percebo quando estou meditando no meu quarto em casa o que me
traz uma enorme tranquilidade. Entro em estado meditativo instantaneamente, por incrível que pareça,
sinto uma espécie de prazer indescritível com a experiência da agulha sobre a pele, inevitavelmente,
mapeio o desenho que está sendo feito em mim, a experiência tem um efeito de uma massagem
daquelas que fazemos durante as aulas de dança e teatro, nas quais vamos fazendo um scanner do
corpo, neste caso o scanner é dos poros e dos músculos das costas. Reconheço o desenho da letra Yud
que se parece com uma vírgula, foi a região que doeu um pouco mais, voltada para a direção direita das
minhas costas e também doeu um tiquinho mais a região do meio, mais próximo da linha central da
coluna vertebral. Para mim a experiência de fazer esta tatuagem foi sublime! Quando terminamos e o
tatuador me perguntou como foi, eu respondi que “ascendi”, rsrs Ao ver a tatuagem no espelho, me
emocionei! Me senti tão grato a ele e a mim! Ele me parabenizou e eu o parabenizei de volta! “Bem-vindo
a tribo dos tatuados!” "Fiquei feliz também por sua sugestão de fazê-la um pouco mais abaixo do meu
lugar planejado". Observo como o desenho dialoga com a musculatura, com as pintas e com as molduras
das escápulas! Tem movimento, tem vida! Saí de lá meio abobado e tão feliz! Não era uma alegria de
conquistar algo ou de cumprir objetivo, de enfrentar um medo ou algo assim, era uma alegria de plenitude
e de presença, enquanto eu caminhava até o ponto de ônibus, apreciei as últimas “frames” do sol se
pondo por detrás de galhos secos de árvores e silhuetas de prédios na avenida João Dias...

Breve pesquisa sobre o mistério do nome de Deus.


Passei a época toda da adolescência estudando a bíblia dedicadamente, depois passei a estudar e viver
mais a VIDA, mas é claro que nunca me esqueci do conhecimento bíblico, afinal a essência do que está
escrito lá também está escrito na vida, na criação e em nossos olhos. Não tenho todas as referências que
eu costumava ter, algumas outras traduções da bíblia que comparam as substituições que as versões
atuais modernas foram fazendo, nas quais simplesmente excluíram o nome, substituindo por Senhor ou
Deus que são palavras diferentes nos escritos originais. No entanto, fiquei surpreso com a qualidade do
conteúdo disponível na Wikipedia, inclusive com excelentes fontes que batem com tudo o que eu aprendi.
Segue um resumão:

Então afirmou Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. E deveis dizer aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou
a vós outros!” Disse Deus ainda mais a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘Yahweh', o Deus de
vossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó me enviou até vós. Esse,
pois, é o meu Nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração! Êxodo 3:15

O tetragrama ‫ יהוה‬aparece 6.828 vezes — sozinho ou em conjunção com outro "nome" — no texto
hebraico do Antigo Testamento da Bíblia, a indicar, pois, tratar-se de nome muito conhecido e que
dispensava a presença de sinais vocálicos auxiliares (as vogais intercalares e semivogais).
... O nome hebraico ‫יהוה‬, comumente transliterado em letras latinas como YHWH. É o nome do Deus
nacional dos Israelitas, usado na Bíblia Hebraica e também na Cabala... Apesar de Yahewh ser a
pronúncia favorecido pela maioria dos estudiosos hebreus e ser amplamente aceito como a antiga
pronúncia do tetragrama, Jehovah ainda é usado em muitas traduções da bíblia. Os samaritanos
entendem que a pronúncia seja iabe. Algumas fontes patrísticas evidenciam para a pronúncia grega iaō.
O nome "JESUS", na forma grega é uma tradução do aramaico ‫( ישוע‬Yeshua), o qual deriva do hebraico
‫( יהושע‬Yehoshua). Aparentemente, o nome Yeshua foi usado na Judeia na época do nascimento de
Jesus. Os textos do historiador Flávio Josefo, escritos durante o século I em grego helenístico, a mesma
língua do Novo Testamento, referem pelo menos vinte pessoas diferentes com o nome Jesus (i.e.
Ἰησοῦς).A etimologia do nome de Jesus no contexto do Novo Testamento é geralmente indicada como
"Javé é a salvação".
JAH é a forma abreviada de Yahuah ou Yahwah, Yahweh, Jeová, o nome do Deus Altíssimo. Esta forma
abreviada é representada pela primeira metade do Tetragrama ‫( יהוה‬YHWH [IHUH, [JHUH]), isto é, as
letras Yodh (‫ )י‬e he’ (‫)ה‬, respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico. Yah ocorre 50
vezes nas Escrituras Hebraicas, 26 vezes sozinho, e 24 vezes na expressão “Aleluia”, a qual é
literalmente uma ordem a um grupo de pessoas: “Louvai a Yah.”
ALELUIA. Salientam que a forma abreviada do nome é Yah (ou Jah, na forma latinizada), como no Salmo
89:8 e na expressão HaleluYah (que significa "Louvai a Jah!"). Também as formas Yehóh, Yoh, Yah e
Yahu, encontradas na grafia hebraica dos nomes Jeosafá, Josafá, Sefatias e outros, podem todas ser
derivadas de Yahwéh.

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