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O contracto celebrado entre A e B enquadra-se no âmbito do contracto para pessoa a nomear nos

termos do nº 1 do artigo 452 do CC, nesses termos, o B pode indicar alguém para o substituir e arcar
com tudo relativo ao contracto celebrado desde que não exista nenhum impedimento legal nos termos
do nº 2 do artigo 452 do CC.

Para que essa nomeação se torne eficaz, deve-se observar certos requisitos legais, que seria nesse caso
uma declaração por escrito ao outro contraente dentro do prazo convencionado nos termos do nº 1 do
artigo 453 do CC e a mesma declaração deve ser acompanhada de um instrumento de ratificação do
contracto ou de uma procuração nos termos do nº 2 do artigo 453 do CC.

Cumprindo-se as formalidades, o contraente nomeado adquire os direitos e obrigações proveniente do


contrato nos termos do nº 1 do artigo 455 do CC e naturalmente os efeitos do contracto vão repercutir-
se directamente na sua esfera jurídica.

2.

Sujeitos: Promitentes: Luisa e Manuel.

Prestaçao: vir a celebrar um contracto de contra e venda de um automóvel.

Vinculo: A luisa tem o dever de tirar a carta para celebrar o contracto e tem o direito de celebrar o
contracto caso tire a carta.

Manuel tem o dever de celebrar o contracto definitivo caso a maria tire a carta

Objecto: contracto promessa

Garantia: poder resolver judicialmente

Luísa e Manuel celebraram um contracto promessa de venda de um automóvel nos termos do artigo
410 do CC. Os promitentes acordaram que somente poderia celebrar o contrato definitivo se a Luísa
aprovasse no exame de admissão, porém, para que esse contracto se torne eficaz, uma vez que se trata
da venda de um automóvel existe a necessidade de se seguir a forma estabelecida para esse negocio
para que esse negocio se torne valido nos termos do nº 2 do artigo 410 do cc.

Se as formalidades do negocio não formam compridas o Manuel pode sim celebrar um contracto de
compra e venda da viatura com a Nabila nos termos do artigo 874 do cc, mas se as formalidades foram
cumpridas então o Manuel agiu de má fé em vender a viatura a Nabila nos termos do artigo 227 e
consequentemente viola o principio da eficácia dos contratos que consta do nº 1 do artigo 406 do cc
pelo facto de não ter avisado a Luisa a extinção do contracto.

Uma vez que a Luísa cumpriu com o estabelecido no contracto promessa que era de fazer o exame e o
Manuel não cumpriu com o acordado, a Luisa pode requerer a responsabilidade civil pela falta do
cumprimento da parte de Manuel nos termos do nº 830 do Cc
No caso em concreto, estamos perante a um contracto de compra e venda de um livro nos termos do
artigo 879 CC, celebrado entre J e M no âmbito da autonomia privada segundo o artigo 405 do CC.

No contracto em concreto, o M é o comprador do livro e o M o vendedor do livro que é o objecto do


mesmo contracto que consubstancia-se numa prestação de coisa futura nos termos do artigo 399 do CC.

M na qualidade de comprador tem o dever de pagar pelo livro nos termos da alínea c) do artigo 879 do
cc e o direito de receber o livro por parte do J nos termos do artigo 397 do CC, e o J na qualidade de
vendedor tem o direito de receber o valor do livro por parte do J nos termos do artigo 397 do CC e o
dever de entregar o livro nos termos da alínea b) do artigo 879.

Uma vez que M o comprador nesse caso já pagou na totalidade o valor do livro cumprindo assim a
prestação instantânea a que estava adstrita nos termos do nº 1 do artigo 762 do CC, o J fica obrigado a
entregar o livro. Uma vez que o livro foi banido e como consequência disso impossibilitou o J a cumprir a
prestação que estava adstrito (entregar o livro ao M), o J pode desse modo invocar a resolução do
contracto nos termos do nº 1 do artigo 432 do CC alegando que as circunstâncias em que contrataram
forma alteradas uma vez que o livro não chegou a ser publicado porque foi banido.

nesses termos, uma vez que M pagou o valor na totalidade a titulo de antecipação do cumprimento nos
termos do artigo 440CC o J na qualidade de devedor, deve devolver o valor na totalidade sob pena de
enriquecimento se causa nos termos do artigo 473 do CC.
o negócio Jurídico celebrado entre Luísa e Manuel se enquadra no âmbito da promessa unilateral nos
termos do artigo 411 do CC, uma vez que o Manuel que é o promitente obriga-se a celebrar um contrato
definitivo de compra e venda de uma viatura no valor de 500.000.00MT nos termos do artigo 874 do CC
com a Luísa caso ela lhe comunicasse a aprovação do exame de admissão de condução.

Portanto, uma vez que o vínculo que ligava o Manuel e a Luísa ainda era eficaz, e a mesma cumpriu com
o acordado tirando a carta, Manuel fica obrigado a vender o carro a Luísa nos termos do artigo 397 do
cc.

Luísa ao telefonar ao Manuel descobre que o mesmo agiu de má fé para com ela nos termos do nº 1 do
artigo 227 pelo facto dele não ter cumprido com a prestação a que estava adstrito artigo 397 do cc ,
uma vez que o promitente Manuel vendeu o automóvel que prometeu a ela à Nabila, violando assim o
principio do ´´Pacta sunt servanda´´ plasmado no nº 1 do artigo 406 do CC.