Você está na página 1de 47

PLANIFICAR DESDE A PERSPECTIVA DE GÊNERO

Cristina Mochales

Introdução

Ao longo deste oficina vamos apresentar, de um modo simples, as pautas para a elaboração e planificação de um projeto desde a perspectiva de

gênero. As habilidades que precisam-se para planificar você já as tem, você as desenvolve diariamente quando planifica seu dia a dia. Principalmente porque eres mulher! De um lado, concilias o trabalho e a família; pelo outro lado, desde que você acorda e pensa no que tem que fazer, identifica as necessidades de seus filhos, do lar, as prioridades que tens no teu trabalho

e já, transcorrido o dia, pela noite, repassas o dia vindo que saio bem, que

novos retos deves afrontar e infinidade de assuntos importantes para tua

estabilidade familiar e profissional. Em tudo momento você está planificando e você é quem melhor sabe face-lo.

Nosso objetivo principal é ensinar-te de forma estruturada a planificar, permitindo que você aumente sua confiança na hora de dar forma ás idéias

e que virem futuros projetos viáveis para sua possível execução.

Os pontos básicos que vamos a trabalhar em esta oficina de planificação de projetos serão:

a eleição da equipe

a identificação de problemas

o desenho e formulação do projecto

a execução e seguimento

a avaliação e reflexão sobre o projecto

Esta oficina te será de suma utilidade já que com ela poderás analisar a realidade de um modo eficaz, enfocado á solução dos problemas. Pela simplicidade com a que o apresentamos, resultará uma ferramenta de rápida assimilação. Pronta para aprender? Bem-vinda.

Metodologia

Que é planificar? Que passos deves dar? Para que serve uma planificação? Juntas iremos analisando a importância de planificar para assegurar o êxito de teus futuros projetos.

Planificar é modificar um problema o uma situação insatisfatória. Planificar é diagnosticar o presente para modifica-lo e obter melhores resultados em um futuro próximo. Planificar ajuda a “ver o futuro” a través da racionalidade. É um meio para, não é um fim em si mesmo.

Para poder realizar uma correta planificação é essencial realiza-la desde a perspectiva de gênero. Deste modo evitaremos futuros graves erros como obviar a realidade das mulheres, população chave no desenvolvimento; ignorar suas necessidades; esquecer os movimentos políticos passados; ignorar a importância dos trabalhos que não estão regularizados que realizam as mulheres na sociedade; não motivar a sua participação e ignorar a contribuição que podem aportar as mulheres á construção do estado de bem-estar e a democracia.

A planificação desde a perspectiva de gênero começa a desenvolver-se, a partir das conclusões obtidas nas diversas pesquisas realizados nas que se prova que o rol que ocupam as mulheres na sociedade, as situa em uma posição de desvantagem, para o acesso á informação, recursos, promoções ou qualquer outro dispositivo que se disponibilizar á população em geral.

A planificação, supostamente neutra, parte do erro de que a população é

homogênea e que pelo tanto, as políticas e planes repercutem da mesma forma em homens e mulheres. Contudo, a posição das mulheres está condicionada pela construção social e cultural de gênero que determina seu papel no espaço tanto público como privado.

Como conseqüência da “não visibilidade” da diferente situação das mulheres

e dos homens, a planificação tradicional ignora tanto as situações de

discriminação como os obstáculos aos que se enfrentam as mulheres, para participar e aceder em igualdade á informação, serviços e recursos.

Pela outra parte, a planificação tradicional, ignora as necessidades, expectativas e propostas das mulheres, já que considera que os parâmetros masculinos são o referente universal sobre os que se identificam as necessidades da população. Por último obstaculiza a participação das mulheres, por causa de não ter em conta a importância de sua incorporação aos espaços de decisão política onde se geram e desenham as propostas e projetos.

O resultado de uma planificação sem a perspectiva de gênero é:

a solução pode chegar a virar em um problema para as mulheres.

a planificação que faz uma exclusão dás mulheres não aporta nada para seu desenvolvimento, não impugna a desigualdade, não fortalece a democracia.

as políticas, planes o projetos que se planificam deste modo reduzem seu impacto social, político e econômico.

Por isso planificar desde uma perspectiva de gênero supõe:

Universalizar a democracia, faze-la real assim como imparcial.

Promover a igualdade entre homens e mulheres, democratizando a sociedade e criando um acesso igualitário aos seus recursos.

Visibilizar os roles das mulheres na sociedade, sobre tudo na economia.

Incluir a visão e propostas das mulheres nas políticas públicas.

Incluir medidas para que aumente sua participação em todos os âmbitos.

Visibilizar as práticas discriminatórias para sua eliminação.

Adoptar medidas para eliminar barreras que discriminam ás mulheres.

Incluir os interesses das mulheres nos âmbitos sociais e econômicos.

Utilizar racionalmente os recursos de homens e mulheres para a sociedade.

(Martínez e Escapa, 2008)

A planificação que se elabora devendo ter em conta a perspectiva de gênero como um eixo transversal de tudo o processo, parte de considerar a realidade das mulheres e dos homens.

Que implica planificar?

A nível teórico existe uma situação inicial, que devemos analisar e definir a

través de um diagnóstico; é preciso estabelecer qual é a situação desejada

e finalmente definir as ações que permitem salvar esta brecha. Estas ações

se estabelecem a través da planificação.

As chaves básicas, por tanto, para uma adequada planificação de projetos com perspectiva de gênero são (Martínez e Escapa, 2008):

! Analisar a realidade das “mulheres” em plural e não da “mulher” em singular. Não podemos esquecer que as mulheres não constituem um grupo homogêneo, pelo que devem ter em conta factores sociais, étnicos, orientação sexual, classe…com atenção ás suas necessidades e demandas.

! Propor programas e projetos realistas e realizáveis, segundo os recursos com os que contamos e o contexto social, político, institucional e humano no que trabalhamos.

! Identificar as necessidades, práticas e interesses das mulheres devendo ter em conta sua heterogeneidade.

! Responder as demandas, necessidades e objetivos que vemos prioritários.

! Contar com a participação das destinatárias respeitando a diversidade de características individuais e grupais.

! Favorecer o contacto entre mulheres criando espaços de encontro e analises para que se coloquem em comum interesses e necessidades e com isso promover o empoderamento.

! Incluir ás mulheres nos âmbitos de decisão, áreas e processos do projeto devendo ter em conta o triple rol que exercem as mulheres (produtivas, reprodutivas e comunitárias), deste modo não se limitam as possibilidades de participação e desenvolvimento das mulheres.

! Prever instrumentos e médios, incluindo a reivindicação econômica essencial, não só para que o projecto seja exitoso senão também para dota-lhe da importância política.

! Estabelecer ritmos e tempos adequados, cordeando-os com os das participantes, com suas resistências e suas capacidades de inovação e organização, assim como com as circunstancias que estão em volta da planificação.

! Lembrar as resistências de amplos grupos e sectores que têm interesses se verão afectados por nossas propostas: É importante ter em conta este fator para estar preparadas a não desmotivar-se e afronta-las do modo mais adequado.

! Ser flexíveis e saber integrar imprevistos, modificando e adaptando o programa segundo o que a experiencia nos aporte.

Este tipo de planificação não só reconhece que entre homens e mulheres se estabelecem relações desiguais de poder, senão também que homens e mulheres ocupam posições distintas na sociedade, do que se derivam outros problemas de caráter social, cultural, econômico e político.

Então, por quê é importante a planificação? Para quê serve?

1.-Uma boa planificação se traduz em melhores projetos e economias direitas. 2.- A falta de um analise adequado dos objetivos, os grupos e os factores externos determina o êxito o o fracasso do projecto. 3.- É imprescindível a planificação para poder conhecer os grupos de interesse e suas necessidades.

Por tanto a planificação é um processo que:

1. Identifica e delimita o problema social que da origem a a ação.

2.

Analisa com profundidade os factores que produzem esse problema social.

3. Identifica aos atores que estão vinculados ao problema.

4. Identifica uma imagem desejada que se quer alcançar com as ações.

5. Identifica os aspectos do problema social que devem ser modificados prioritariamente com as ações.

6. Desenha e identifica as ações que apontem efetivamente a transformar esses aspectos específicos do problema.

7. Para isso elabora objetivos, ações, tarefas e recursos que são necessários para transformar a problemática social identificada e analisada.

8. Registra cada um dos passos anteriores para assim poder contar com um documento escrito sobre o qual realizar as correções ou reajustes necessários da planificação.

A planificação com perspectiva de gênero é uma ferramenta chave para o êxito de nossos projetos de cooperação. A planificação deve contemplar a atenção ás particularidades (necessidades práticas e interesses estratégicos) de homens e de mulheres, e orientar-se, alem disso, para uma transformação mais estrutural do sistema de relações masculino - feminino, cujo fundamento seja a eqüidade na diferencia.

á

realidade

Passos para uma correta planificação desde a perspectiva de gênero

Como

desenhar

um

projecto?

Do

sonho

A Agencia Alemã de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento (GTZ) sinala: “Entende-se por projecto uma tarefa inovadora que tem um objetivo definido, devendo ser efetuada em um certo período, em uma zona geográfica delimitada e para um grupo de beneficiários; solucionando de

a tarefa

principal é capacitar ás pessoas e instituições participantes para que elas possam continuar suas labores de forma independente e resolver por si

mesmas os problemas que surjam depois de concluir a fase de apoio externo”. (Deutsche Gessellschaft für Technische Zusammenarbeit, GTZ Gmbh). Começamos nosso caminho marcando uma trajetória útil seguindo uma lógica circular como mostramos a continuação:

esta modo problemas específicos ou melhorando uma situação

modo problemas espe cíficos ou melhorando uma situação Fonte: Baseado em Gómez Galán, M. e Sainz

Fonte: Baseado em Gómez Galán, M. e Sainz Ollero, H. (1999, página 21)

Sugerencias práticas para a planificação e implantação de um projecto (López, 2008):

! Escutar ativamente os interesses, necessidades, problemas e desejos dos grupos e organizações da comunidade/região ou localidade em aquelas áreas relacionadas com o programa de intervenção. Não pressuponhas que os conheces de antemão. Não deves esquecer ás mulheres, grandes protagonistas.

! Aproveitar as aproximações informais e ás situações cotidianas para falar com as pessoas. Com tudo esto conseguiras informação sobre necessidades, interesses, conflitos, discrepâncias, diferencias de opinião sobre os assuntos relacionados, os recursos materiais e humanos.

! Incorporar ás pessoas desde o processo de diagnóstico dos problemas, necessidades e demandas ate a eleição de alternativas. é importante que elas/os se vejam dentro do problema e por tanto com capacidade para interceder no mesmo.

! Propor idéias novas e planificar ações de cambio a partir das idéias e habilidades com as que a comunidades já conta.

! Ressaltar os puntos fortes e competências, os apoios naturais, emocionais e comportamentos saludáveis, o valor das tradições culturais. Com isso promoverás o sentido de auto-eficacia, auto-confiança e auto-estima.

! Aproveitar todos os recursos humanos possíveis para as ações de mudança.

! Não esquecer que se as pessoas e os grupos aos que dirigimos nosso programa têm participado nas propostas de cambio e têm resultados positivos ao leva-los á prática, é muito provável que se sigam implicados em processos de aprendizagem e desenvolvimento.

! Não esquecer que a desconfiança e desilusão fruto de uma intervenção fracassada, de compromissos rotos, de interrupções arbitrarias do programa, podem ser no futuro muito difíceis de apagar.

Começamos nosso projecto, te animamos a que sigas passo a passo cada

uma das fases.

1.- Eleição de uma equipe de planificação

Para a preparação de uma equipe de trabalho devemos selecionar pessoas implicadas na comunidade, com capacidades organizativas, com habilidades sociais e motivação para melhorar as condiciones preexistentes. Se contarmos com profissionais especializados na intervenção e elaboração de projetos, será ainda melhor. Uma opção fantástica será poder formar um grupo multidisciplinar, variado e representativo. As mulheres vão constituir partes essenciais desta equipe, já que pelo seu papel relevante nos aspectos da comunidade, por suas capacidades organizativas e comunicativas são personagens imprescindíveis.

A inclusão das mulheres desde este momento é essencial, dentro de um marco de formação em liderança e empoderamento, para faze-las partícipes do desenvolvimento de sua comunidade o sociedade. O grau de vinculação de suas beneficiarias mais diretas proporcionará uma viabilidade a longo prazo no projecto, serão elas mesmas quem se ocupem do desenvolvimento, mante-lo, melhora-lo e prolonga-lo no tempo. Deve prestar-se especial atenção ás mulheres jovens para motivar a participação política e o desenvolvimento de políticas públicas.

Esta equipe de planificação primaria fica aberta á incorporação de agentes profissionais ou não profissionais da comunidade na que vamos a fazer nossa intervenção. Estes agentes locais e líderes serão de suma utilidade durante tudo o processo de planificação.

2.- Fase de identificação

Durante esta fase, de grande importância no desenvolvimento e planificação do projecto, vamos

a adentrar-nos no conhecimento dos problemas que devem resolver-se ou, no seu caso, as

oportunidades que podem aproveitar-se. É a etapa na que se pensa uma proposta inicial de projeto.

Em esta fase vamos realizar em detalhe um:

Analise da participação

Analise dos problemas

Analise dos objetivos

Analise das alternativas

É importante que no desenvolvimento da fase de identificação penses em perguntas como:

Que prioridades tem meu país? Que política de desenvolvimento tem? Que está acontecendo e por quê? Que pessoas são afectadas e como? Como se pode resolver? Que necessidades e recursos disponíveis tenho na área de atuação? Que atividades relacionadas com o projecto tem já em curso? Como está sindo organizado o trabalho nas comunidades afectadas

pelo projeto?

Que trabalho fazem as mulheres e as meninas (remunerado o no)?

Quais são as implicações de esta divisão do trabalho para lograr os

objetivos do programa ou projecto?

Reforça ou desafia o projecto a divisão do trabalho existente?

Em esta fase de identificação é de vital importância o analise de gênero.

Com ele estudaremos em profundidade as relações que se dão entre os

homens e as mulheres com os que vamos a trabalhar no projecto. Para

poder realiza-lo precisamos:

! Conhecer a situação de partida de mulheres e homens na área em

que vamos participar. Como temos comentado, homens e mulheres

participam de modo diferente no lar, na economia e na sociedade.

Pela outra parte, o analise que vamos a realizar nos permitirá

identificar as estruturas e processos (legislação, instituições sociais e políticas, práticas de socialização, práticas e políticas de emprego) que podem repercutir na situação de discriminação das mulheres.

Não há duvida, que qualquer ação que realizemos tem como objetivo produzir mudanças para modificar o melhorar da vida das pessoas destinatárias e pelo tanto, repercutirá em seus direitos, obrigações, oportunidades e atividades diárias que em grande medida estão determinadas pela sua identidade masculina e feminina. O analise de gênero nos permitirá tomar consciência da repercussão que têm as sucessivas ações que vamos realizando e ao finalizar o projecto concluir se temos melhorado a situação de igualdade entre homens e mulheres.

O objetivo do analise de gênero é aprender a descifrar a realidade, devendo ter em conta a situação de homens e mulheres, de modo que esta informação esteja presente tanto no inicio, como no processo e no final do projecto.

Este procedimento que nos permite “ler” de forma diferencial a situação dos homens e as mulheres, nos aporta uma informação muito valiosa sobre a realidade que não está baseada em idéias pre-julgadas sobre as necessidades o formas de atuação dos homens e as mulheres. Em concreto o diagnóstico de gênero serve para representar-nos:

! A existência dos desequilíbrios de gênero.

! Os mecanismos a través dos quais se reproduzem as situações de discriminação de gênero.

! Identificar barreiras á participação das mulheres e estrategias para supera-las.

! A visão e a proposta das mulheres sobre tudo aquelo que as afecta nas áreas nas que vamos trabalhar.

Adentramos-nos já na descrição das quatro fases da identificação, que analisaremos em detalhe.

! analise da participação

! analise dos problemas

! analise dos objetivos

! analise das alternativas

1. Analise da participação Com o analise da participação se pretende conseguir uma visão da realidade social sobre a que o projecto pretende incidir e uma imagem global dos grupos de interesse, os indivíduos e as entidades involucradas.

Onde podemos obter a informação? A través de ferramentas quantitativas e qualitativas, como por exemplo:

a consulta de informes e estadísticas sobre a situação de homens e mulheres no contexto onde se vai intervir.

a consulta de pesquisas referentes aos distintos campos nos que vamos a intervir. Podes utilizar o seguente roteiro para orientar-te:

I. Território

Ubicação geográfica, território (km2), marco histórico

Características dos bairros, distritos ou comunidades, tipos de moradias, recursos e equipamento

Plano e cartografia da zona

Censo: número de habitantes, sexo, idade, distribuição por bairros, etc.

Mobilidade e redes de transporte

II: Organigrama municipal

Organização dos diferentes serviços, estrutura, técnicos e trabalhadores municipais (homens e mulheres).

Relações com outras instituições (autonomia, estados, província, região, etc.).

Jerarquia no governo municipal. Áreas e participação de homens e mulheres.

Programas transversais e interdepartamentais.

Organismos consultivos e de participação cidadã: associações e organizações de vizinhos; organizações informais; partidos políticos e sindicatos.

Associações e organizações de mulheres (formais e informais).

III: Demografia social

Piramide de idade

Pessoas imigrantes, etnias e níveis de ingresso

Natalidade, envelhecimento

Tipos de famílias: De uma mãe só, extensas, casais, abandono do lar

Segurança cidadã

Serviços sociais

Exclusão social: mulheres e homens sem lar, índices de pobreza

IV: Educação e formação

Alfabetização e nível de estudos da população; população escolarizada; desglose de dados em mulheres e homens, em todos os níveis educativos e no professorado.

Escolas de pessoas adultas.

Absentismo escolar e fracasso escolar.

Dados de gênero e co-educação.

V: Atividades econômicas e usos do tempo

Tipos de economia, PIB, IPC, explotação de recursos (agrícolas, industriais, comerciais, artísticos e culturais, gastronomia, artesania, etc.).

Porcentagem de população ativa, ocupada e desempregada por

sexos.

Economia submergida, os sectores informais.

Discriminação salarial.

Sectores de atividade e tipo de empresas, tipos de contratação, precariedade, horários.

Características da população inativa o desempregada.

Características da população cuidadora por sexo, idade, bairros e nível de formação, nível de renta, mobilidade e grau de autonomia.

Atividades de lazer, tipo e população que participa.

Tempo de lazer e tempo livre com relação ao trabalho.

Infra-estruturas lúdicas, zonas de uso público, equipamentos, esportivos e culturais: usos por sexo.

Os usos do tempo por homens e mulheres.

Meios de comunicação locais

VI: Saúde da população

Centros de saúde: índices de freqüentação, especialidades,

urgências.

Número de médicos e médicas por habitantes, drogarias, medicina tradicional.

Medicina geral, planificação familiar, saúde sexual e reprodutiva, saúde mental, saúde laboral, motivos das consultas, prevenção, consumo de fármacos por homens e mulheres.

Toxicomanias

Te recomendamos utilizar fichas técnicas na recoleta de informação que sistematizem a perspectiva de gênero.

Te recomendamos utilizar ferramentas participativas que coletem desde um ponto de vista qualitativo os interesses, opiniões, prioridades, problemas específicos das mulheres involuídas na ação. As ferramentas participativas se utilizarão para chegar a um acordo sobre prioridades.

A informação que vamos obter da população deve estar desagregada por sexo. Uma vez obtidos os dados, temos que analisar-os desde a perspectiva de gênero. Deves lembrar:

1. Homens e mulheres ocupam posições distintas na sociedade e vivem de modo diferente os mesmos problemas. 2. As mulheres como grupo social têm menos acesso aos recursos econômicos, sociais e culturais e suas condições materiais repercutem em sua qualidade de vida.

Leva a conta o triple rol que exercem as mulheres (produtivas, reprodutivas e comunitárias), deste modo não se limitarão as possibilidades de participação e desenvolvimento das mulheres.

As mulheres devem participar como grupo de agentes de desenvolvimento presente em todas as sociedades. Alem disso, são elas que acostumam encontrar-se em uma maior situação de desproteção, devido á desigualdade na distribuição de recursos e acesso ao trabalho e oportunidades. A esto devemos adir, no caso de muitas mulheres, a condição de mãe solteira e sua situação econômica precária, o que as faze protagonistas e beneficiarias ainda mais de nossos projetos.

Para analisar como participam as mulheres devemos ter em conta que:

As mulheres têm mais dificuldades para ocupar os postos de liderança o decisão nos espaços políticos o de desenvolvimento comunitário. é mais freqüente que expressem suas opiniões em grupos ou associações que elas mesmas criam.

É possível que os grupos que dizem representar ás mulheres estejam unicamente formados por mulheres pertencentes aos grupos da élite dentro desta comunidade.

O acesso das mulheres aos âmbitos de participação podem estar condicionados pelas relações de gênero dentro do lar.

A idade, a situação socio-econômica, o nível cultural, são factores que devem ser tidos em conta no analise da participação das mulheres.

Falando do modo em que participam as mulheres para cumprir os objetivos desde uma perspectiva de gênero teremos que analisar os seguintes níveis:

São receptoras/passivas das propostas, serviços, atividades…

Realizam atividades organizadas pelos outros.

São consultadas sobre os problemas, necessidades o expectativas.

Se realizam atividades de dinamização para que participem ativamente no projecto como consultoras, assessoras, membros de equipes, etc.

Se trabalha conjuntamente com as participantes com o objetivo de que se formem, auto organizem e promovam ações de desenvolvimento.

A participação das mulheres nos projetos têm entre outros objetivos:

Gerar poder nas participantes.

Gerar habilidades de capacitação.

Melhorar a eficacia dos projetos.

Melhorar a eficiência dos projetos.

Compartir os custos e benefícios do projecto.

Melhorar a qualidade de vida das pessoas a través dos projetos.

Por isso nosso seguente passo na planificação e analise da participação vai ser a identificação de cada grupo com seus interesses e suas expectativas. Deveremos pensar em perguntas como as seguentes:

Quem o que grupo de pessoas se encontram em situação de maior necessidade?

Quem tem maiores possibilidades de aproveitar os benefícios gerados pela intervenção?

Que conflitos pode supor-se que acontecerão ao apoiar a determinados grupos?

Qual é o marco das políticas de gênero e desenvolvimento?

Quais são os obstáculos para a participação das mulheres e qual é a naturaleza e qualidade de participação quando esta chega a dar-se?

A que recursos têm acesso mulheres e homens? Sobre quê recursos têm controle?

Como pode contribuir um projecto para aumentar o acesso e controle dos recursos por parte das mulheres?

Quê benefícios recebem tanto mulheres como homens do trabalho produtivo, reprodutivo e comunitário e do uso dos recursos? Sobre quais benefícios têm controle?

Quais são as implicações para o programa ou projecto?

Como pode aumentar-se o acesso e controle das mulheres aos benefícios?

E tudo isso nos permitirá fazer uma classificação dos grupos afectados

em:

Beneficiários diretos

Beneficiários indiretos

Neutrais excluídos

Prejudicados e oponentes

Alem disso lembra que é importante saber que a informação que obteremos

a partir do analise permitirá:

Identificar que disponibilidade e flexibilidade de tempo têm os homens e as mulheres para realizar as atividades que temos desenhado no

projecto.

Conhecer a relação que se estabelece entre homens e mulheres, planificar o impacto dos projetos sobre a relação de homens e mulheres, assim como os possíveis conflitos que podem aparecer.

Planificar o impacto das ações sobre a carga de trabalho das destinatárias e os destinatários.

Valorar o trabalho “invisível” realizado por as mulheres.

Assegurar a participação das mulheres nos projetos.

Os projetos van dirigidos a pessoas e no a instituições, cujo rol é ser o meio para melhorar a qualidade de vida das pessoas (Camacho, Cámara, Cascante, Sainz, 2001).

Primeiro Exercício prático:

Objetivo: A identificação dos grupos

Caso prático: As doenças da comunidade de Montecito. (Camacho, Cámara, Cascante, Sainz, 2001) Contexto general: descripción

1. O rio Curicó passa pelo o Município dos Naranjos.

2. A atividade econômica principal é a agricultura de exportação. Junto com essa atividade existem estancias ganadeiras dedicadas á cria de bovino: um matadouro e uma fábrica de curtidos.

3. As mulheres têm uma participação muito destacada na produção doméstica e se encarregam alem disso das labores da casa. Os meninos assistem de forma irregular á escola.

4. Existe um aumento significativo da mortalidade infantil.

5. Precisa-se melhorar as condições de vida da população.

6. Se acude a Montecito, pequena comunidade de 400 habitantes.

7. Se constata que os serviços médicos se prestam de modo deficiente. Alem disso o único Centro de Saúde no reúne nenhuma condição, o equipamento é básico e o material sanitário está em mal estado.

8. Existem médicos mas muito caros e curandeiros na zona.

ir a buscar o agua ao rio e ás poças. Não têm conhecimentos sanitários adequados ni efetuam práticas sanitárias recomendáveis.

10. Não existem nas escolas programas de educação para a saúde.

11. Os povoados têm condições muito insalubres, sem letrinas.

12. Os informes constatam que a agua não é apta para o consumo.

13. A agricultura está baseada em mono-cultivo, existe desmatamento em boa parte de bosques o que implica a erosão.

14. A utilização intensiva de produtos químicos, geram contaminação de aqüíferos subterrâneos que afecta á saúde da gente.

15. Existem outros problemas meio-ambientais como: Depósitos de lixo incontrolados, contaminação de reservas subterrâneas, nula gestão de aguas negras e dos vertidos industriais do matadeiro

* Sinala, devendo ter em conta estas características 1) os beneficiários direitos de um projecto de intervenção na zona; 2) os beneficiários indiretos; 3) os neutrais/excluídos; 4) os prejudicados/oponentes.

2. Analise de problemas

No analise de problemas, se complementa a investigação que temos realizado no apartado anterior, agora levando em conta no tanto os participantes, senão os problemas que afetam a esses colectivos priorizados, relacionando-os entre sim. Poderemos criar então uma rede de problemas vinculados por causas e efeitos e influencias entre eles. Os passos serão:

1. Identificar os problemas que nos parecem mais importantes nos colectivos priorizados.

2. Formular o problema central.

3. Encontrar as causas do problema central.

4. Avaluar efeitos provocados pelo problema central.

É importante desenvolver bem cada conceito, tentar precisar as razões, que

invertas tempo em esta fase tão importante no desenvolvimento do projeto.

Te recomendamos descrever as necessidades em profundidade.

Um conselho pratico:

Pode ser de utilidade utilizar o sistema de cartões. Podes ir escrevendo em

cartões os problemas que você vai achando. Determinar qual é, dentro dos problemas identificados, aquele que ocupa um lugar central que permite ordenar em volta dele a maior parte da informação recopilada. Colocar esse cartão no centro de uma cartolina. Determinar as causas que provocam esse problema, perguntando-te o por que se produz essa situação considerada indesejável e ir unindo os problemas com flechas que indiquem “o quê causou esto, o que produz esto outro”, etc.

“o quê causou esto, o que produz esto outro”, etc. Segundo Exercício prático: Objetivo: a identificação

Segundo Exercício prático:

Objetivo: a identificação de problemas

Caso prático: As doenças da comunidade de Montecito. (Camacho, Cámara, Cascante, Sainz, 2001)

Seguindo com nosso exemplo anterior, identifica agora os problemas

presentes na comunidade de Montecito. Faz um listado (ou utiliza, se

quiseres, a técnica dos Cartões), formula o problema central, identifica suas causas, avalia seus efeitos e estabelece as relações entre todos os problemas, as causas e os efeitos.

3. Analise de objetivos Agora que já você tem as/os beneficiarias/os, que você tem os problemas identificados com suas causas e efeitos… Achas que podemos passar aos objetivos? Esta fase é construída sobre a anterior. Aqueles problemas vistos como situações negativas percebidas pelas/os futuras/os beneficiarias/os, serão agora redefinidos em términos de solução.

Quer dizer, agora escreveremos objetivos positivos alcançáveis mediante os diferentes meios possíveis. As relações causa-efeito viram agora em relações meio-fim.

Que passos devemos realizar? 2. Procurar soluções aos problemas achados, transformando-os em objetivos de trabalho. Agora tens que explorar tuas capacidades criativas, lógicas e de reflexão, assim como construtivas, para fazer uma “tempestade cerebral” de possíveis soluções. 3. Ditos objetivos servirão para avaliar o sucesso do projecto. Distingue entre objetivos globais e objetivos específicos. Objetivo global: O quê se espera que o projecto vai contribuir com todas suas ações. Por exemplo, “Melhora da saúde sexual e reprodutiva e redução da mortalidade materna”. Objetivos específicos: São aquelas metas a menor escala, que juntas farão possível conseguir o objetivo geral. Exemplo relacionado com o anterior objetivo global: “Desenvolvimento de programas especializados sobre saúde sexual e reprodutiva”; “Melhora da acessibilidade ás instalações sanitárias para as mulheres”.

Como podemos avaliar a sensibilidade de gênero respeito aos objetivos? Podemos fazer-nos as seguintes perguntas:

Objetivos gerais:

Os objetivos mais amplos, respondem ás necessidades de mulheres e de homens? Afeta a seleção de objetivos na divisão de funções e responsabilidades entre mulheres e homens?

Objetivos específicos:

- Especificam os objetivos: a quem vai dirigido e quem se espera que se beneficie do projecto, estabelecendo uma distinção entre mulheres e homens?

- Quem participa na seleção da variedade de necessidades ás que deve atender-se?

- A que necessidades práticas e estratégicas de mulheres e homens responde o projecto?

Quando terminar a definição de objetivos, é recomendável fazer-se as seguintes perguntas:

16.Têm se levado a cabo no momento oportuno um analise de gênero que tem servido de base para estabelecer o objetivo das atividades? 17.Têm participado as mulheres na definição dos objetivos e as prioridades? 18.Os objetivos generais respondem ás necessidades de homens e mulheres? 19.Quem participa na definição de prioridades e necessidades que devem atender-se? 20.Quais são as melhoras e mudanças para homens e mulheres? Quem se espera que se beneficie com os recursos do projecto?

Um conselho prático:

Se você tem gostado a técnica dos cartões, te recomendamos utiliza-la. 1º Pegar outra cartolina. 2º Situar em ela os cartões com situações que podemos modificar.

3º Partindo dos cartões que marcam problemas sobre os que podemos atuar –modificáveis -, criar novos cartões que sinalem soluções a ditos problemas. 4º Adir depois cartões que falem como levar a cabo estas diferentes soluções. 5º Desenhar as flechas que relacionam os cartões entre sim: “podemos desenvolver esta solução, vamos a proceder com estas estrategias/atuações e a solução vai causar este resultado”.

Terceiro Exercício prático:

Objetivo: a identificação de soluções

Caso prático: As doenças da comunidade de Montecito (Camacho, Cámara, Cascante, Sainz, 2001) Sigamos com nosso caso. Identifica o/os problema/s mais importante/s e responde á pergunta “Por quê é/são causado/s?”, sinalando as causas. A continuação, transforma esses problemas em objetivos de atuação como possíveis soluções aos mesmos.

4. Analise de alternativas:

“O problema não é o problema; o problema é a solução”

Agora que contemplas possibilidades de solução de problemas, podes passar á deliberação sobre quê solução achas a mais adequada. Deverás selecionar das alternativas que tens, a que creas ótima, que virará no objetivo do futuro projecto de desenvolvimento. Mediante a comparação das distintas alternativas, deverás rejeitar aquelas improcedentes que presentem riscos, que sejam incertas ou pouco realistas.

Para isso podemos utilizar os seguintes critérios que nos permitirão decidir:

1.

Que recursos necessita esta alternativa? Com que recursos

contamos já?

2. Que tempo necessitária para realiza-la?

3. É uma alternativa que esteja considerando a perspectiva de

gênero? Em quê medida?

4. Quais necessidades de investimento tem? Achamos que pode ser

viável a longo prazo? Achamos que pode reportar resultados em

um breve período de tempo?

É importante realizar um analise exaustivo de cada alternativa e não atuar com alternativas pensadas a priori, talvez muito longe da realidade na que vamos a atuar.

De modo geral, pode falar-se que a transparência, a negociação e a compreensão da necessidade de alcançar um certo consenso entre todas as pessoas implicadas na planificação, acostumam ser elementos que reforçam a eleição de uma alternativa adequada (Camacho, Cámara, Cascante, Sainz, 2001).

Se podem utilizar diferentes valorações para avaliar as alternativas, por exemplo: bom – regular - mau, alto – meio – baixo, muito – normal - pouco. Estas alternativas têm que avaliar-se em função de seu:

Custo

Tempo

Impacto sobre as/os beneficiarias/os, positivos e negativos

Riscos

Impacto meio-ambiental

Impacto relacionado com a perspectiva de gênero (melhora a situação?)

Viabilidade

Que significa o término viabilidade? Como se pode medir?

É

crucial realizar um analise das possibilidades de permanência do projecto

e

de sus efeitos positivos uma vez concluída a assistência externa, o que

seria a valoração dos chamados fatores viabilidade o sustentabilidade. Algo

que tem que ficar claro é que um projecto, ou é viável ou não é. Esses

factores são (Camacho, Cámara, Cascante, Sainz, 2001):

Mulher e desenvolvimento: Tem que prever os possíveis efeitos

prejudiciais que o projecto possa provocar nas mulheres, para evita-

los; em quanto que se deve atuar para que as necessidades

específicas das mulheres dentro dos grupos beneficiários se levem

muito a conta e se atue em conseqüência.

Capacidade tecnológica: ter em conta as condições do local onde que

se executa o projecto, a capacidade das/os assuarias/os de

administrar e manter em correto funcionamento os aparatos ou

máquinas instaladas a partir da intervenção realizada.

Proteção do meio ambiente: Deve assegurar-se o uso razoável dos

recursos renováveis e não renováveis e olhar para as conseqüências

positivas, indiferentes ou negativas que terá sobre o meio ambiente.

Aspectos socio-culturais: Tentar valorar se as transformações socio-

culturais que implica o projecto são adequadamente desejadas e

assimiladas pelos/as beneficiarias/os. Também deve assegurar-se

que todas as pessoas do grupo objetivo recebem de modo eqüitativo

os recursos e benefícios resultado da execução do projecto.

Capacidade institucional de gestão: Avaliar a capacidade dos/as

parceiros/os locais para assumir a gestão autónoma do resultado do

projecto depois de sua finalização.

Fatores econômicos e financeiros: Analisar exaustivamente se os/as

parceiros/os locais poderão responsabilizar-se do projecto a longo

prazo.

Um conselho prático:

É importante que a lo longo da planificação desenvolvas mecanismos para assegurar-te que as pessoas beneficiarias e as/os participantes do projecto entendam completamente as propostas, participem ativamente e se impliquem em cada uma das fases do desenvolvimento do projecto, identificação, planificação, etc. Involuindo-se em cada passo e sentindo-se úteis e imprescindíveis.

Quarto Exercício prático:

Objetivo: A identificação da alternativa ótima

Caso prático: as doenças da comunidade de Montecito (Camacho, Cámara, Cascante, Sainz, 2001)

Agora que contamos com diferentes alternativas para poder resolver o/os problema/s da comunidade, realiza uma analise para escolher a solução mais viável e apta para o/os problema/s.

3.- DESENHO E FORMULAÇÃO DO PROJECTO

Quando já temos definidos os elementos chave para poder estruturar o projecto, podemos passar a definir passo a passo como vamos a modificar a realidade na que queremos intervir. Faremos um plano detalhado da execução do projecto, dos recursos, das atividades, resultados e elaboraremos um calendário ajustado. Tem chegado o momento de

trabalhar ao máximo no projecto, assim que

mãos á obra!.

Programação de atividades Em esta fase se estabelece um plano de ação no que se definem as

atividades que se vão a realizar para alcançar os objetivos marcados anteriormente. (López, 2008). Por isso deveremos:

1. Precisar quê se vai fazer, quem, como e onde vai se fazer.

2. Planificar o cronograma de atividades.

Quê é uma atividade? Uma atividade é a ação necessária para mudar uma realidade dentro de um tempo concreto. São os trabalhos, pesquisas ou tarefas que têm que levar a cabo as pessoas que trabalham no projecto. As atividades devem de orientar-se para uma meta. Cada objetivo, e por tanto, cada resultado, terão uma o mais atividades.

As atividades são as tarefas concretas que tem que fazer. O suposto é que

a realização das tarefas nos permitirá dar cumprimento ao objetivo que

planteamos.

As tarefas podem ser de distinto tipo. podem passar por:

! Uma reunião ou entrevista com pessoas involucradas no problema que queremos resolver;

! Conseguir informação sobre os temas que interessam;

! Tomar uma fotografia ou realizar uma medição;

! Oficinas de auto-estima para adolescentes;

! Formação em sensibilização ambiental;

! Alfabetização de crianças de uma região;

! Oficina de assertividade para mulheres

! Entre outras.

As atividades não se desenvolvem em qualquer momento, senão que devem ser ordenadas seguindo um ordem lógico de execução. Para ordenar as atividades é preciso elaborar um cronograma onde se estabeleçam as

atividades a desenvolver e o momento idóneo para sua implementação.

Todas as atividades deveram de ter um responsável com as funções de definir, realizar e dar seguimento ás mesmas.

As atividades e resultados do projecto devem especificar-se para as mulheres e os homens por separado. Ao planificar atividades é importante não aumentar a carga de trabalho de homens e mulheres ni utiliza-los como mão de obra não remunerada.

Alem disso, é preciso prever em este plano de atividades mecanismos para

a resolução de possíveis conflitos que possam surgir na comunidade por

causa do projecto.

É recomendável formular as seguintes perguntas chaves para verificar a

sensibilidade de gênero com respeito ás atividades:

! Nas atividades do projecto participam organizações da comunidade? Como é a participação das organizações de mulheres? Como é a participação das mulheres nas outras organizações da comunidade?

! Se existirem comités de participação comunitária vinculados ao projecto, a participação das mulheres e dos homens é eqüitativa em este?

! Como participam as mulheres e como os homens nas atividades do projecto?

Outros aspectos a ter em conta na definição de atividades: (López, 2008):

Em quê medida são as atividades fatíveis e se podem estabelecer, desde um ponto de vista legal, político, organizacional, sociocultural, ético. Recomendamos observar as normativas e leis vigentes na comunidade, na localidade ou no país segundo os âmbitos nos que vamos a implementar o projecto. Por exemplo: se quisermos construir moradias, será preciso estudar as leis de construção; se quisermos construir centros sanitários, as leis respectivas acerca de centros de saúde, seus critérios para poder ser considerado centro de saúde, entre outros aspectos importantes. Ao mesmo tempo se as atividades propostas entrarem dentro do desejável e aceitável por uma comunidade ou pelo contrario, colocam em risco suas tradições, valores ou suas idéias.

Conhecer em quê medida a atividade será eficaz para prevenir ou controlar o problema ou para satisfazer as necessidades identificadas.

Alem disso deveremos assegurar-nos de que:

Estão incluídas todas as atividades necessárias para produzir nossos resultados. As atividades contempladas contribuam á melhora de nossos objetivos de atuação. Estejam planteadas em termos de ações e não em termos de resultados. Exemplo “Construção de três escolas na região X” em lugar de “se conseguirá que as crianças vão para a escola”. Assegurar-nos de que o tempo adjudicado para cada atividade seja realista. Podes perguntar a pessoas que tenham realizado as

atividades previamente, por exemplo, podes perguntar a construtores do local se o tempo que propões para construir é realista ou pelo contrario se escapa de um tempo real de execução. Ao mesmo tempo corroborar que as atividades sejam adequadas para o país nas que se executam, em termos de cultura, instituições, meio-ambientais, níveis tecnológicos, entre outros aspectos importantes.

Dentro das atividades é preciso plantear-se dois fatores importantes:

Recursos necessários Factores externos

Na determinação de recursos nos deveremos de plantear os recursos que tem a comunidade para poder pôr em marcha as atividades desenhadas no projecto. Para isso classificamos os recursos em:

Humanos (integrantes das entidades, referentes comunitários, grupos de vizinhos) Materiais (ferramentas, instrumentos de medição, aparatos) Tecnológicos Financeiros (orçamentários)

Debemos assegurar-nos de que:

Se podem relacionar os recursos direitamente com as atividades especificadas.

Os recursos sejam necessários e suficientes para começar as atividades planteadas.

O modo de descrição dos recursos seja adequado e compreensível. Os recursos estejam definidos de modo concreto e demonstrável (quantidade, qualidade, custos).

Os recursos sejam adequados ao país em termos de organização, gênero, cultura, tecnologia, meio ambiente, etc.

Preguntas para a Reflexão (Örtengren, 2005):

Quê recursos (humanos, financeiros e materiais) tem sido planteados em cada atividade para garantir que o projecto possa ser desenvolvido?

Têm sido claramente definidas a divisão de roles e responsabilidades entre as partes?

Será o grupo de “beneficiarias/os” capacitado para manejar as atividades do projecto?

Quê outros projetos no mesmo sector serão desenvolvidos pelo governo, organizações não-governamentais e outros doadores? Existe algum risco de conflito?

Resultam adequados os meios aportados para a participação de mulheres e homens?

Existe tempo e orçamento para a participação e para o analise de gênero?

Tem em conta a planificação do tempo, as limitações e necessidades dos gêneros?

Vejamos um exemplo de classificação de recursos para um projecto de educação em uma aldeia

ACTIVIDADES

RECURSOS

-Realizar um curso de adaptação pedagógica a professores dos colégios públicos do departamento de X. -Estabelecer um sistema de incentivos econômicos para os professores. -Abonar os incentivos aos professores. -Criar uma Comissão Pedagógica composta pelos pães, professores e educadores. -Desenhar a programação educativa. -Desenhar as obras de remodelação dos docentes. -Realizar as obras de remodelação. -Contratar 10 professores de apoio. -Criar uma comissão pedagógica para a elaboração dos materiais didáticos. -Elaborar os materiais didáticos. -Editar os materiais didáticos. -Adquirir o material escolar. -Seguimento e avaliação.

Docentes + infra-estruturas + materiais

Responsáveis encarregadas/os de organizar a retribuição.

-

-

Gestão + orçamento.

Material + responsáveis -Pedagogos + material.

-

- Arquitetos + permissões legais.

- Materiais + maquinário + mão de obra.

- Pessoal encarregado da seleção + salários

- Pessoal + materiais

- Salários.

- Revisar material + editar 500 exemplares

600 cadernos + 200 mesas + 20 quadros- negros.

-

-

Pessoal

Na determinação dos factores externos, Quê podemos fazer? São fatos, decisões o acontecimentos que são necessários para o sucesso do projecto, mas que se escapam de nosso controle. Estes factores podem

retrasar e impedir a execução do projecto. Por isso é importante identifica- los quanto antes e leva-los a conta na hora de planificar para deste modo:

Determinar probabilidades de sucesso do projecto.

Evitar os riscos sérios, voltando inclusive a desenhar o projecto.

Delimitar a área e os limites de responsabilidade da gestão do projecto.

Indicar áreas nas que se precise mais informação ou pesquisa.

Pode ser útil perguntar-se:

Quê factores o conflitos de interesses –tanto internos como externos- podem impedir, dificultar, ou retrasar a execução do projecto?

Existem riscos externos (conflitos ou outros factores) que possam influir? Com que probabilidade afectariam ao projecto? Quê podemos fazer com eles?

Tem algum fator crucial que nos condicione o sucesso do projecto?

Quê efeitos colaterais negativos pode originar o potenciar nosso projecto?

Temos refletido sobre estrategias alternativas para alcançar o objetivo/ propósito do projecto planeado e poder assim evitar riscos?

Um exemplo de “factores externos” daria-se em locais onde existem “guerrilhas” ou forte controle institucionalizado do Estado. Estes factores podem colocar em perigo o desenvolvimento do projecto. Sem necessidade de olhar só para casos tão extremos, podemos achar interesses confrontados com empresas situadas no entorno no qual vamos a intervir e que podem intentar influir para que o projecto não tenha o apoio institucional ou os recursos necessários para sua implementação. A nível mais local, podem ser inclusive as idéias poco avançadas de pessoas mais velhas as que limitem as necessidades e interesses de, sobre tudo, as mulheres mais jovens e as intimidem para não participar. Tudo esto é importante te-lo em conta para poder preparar a priori á comunidade, ou

acercar as habilidades para poder enfrentar-se construtivamente aos conflitos que surjam dos modos mais positivos e respeitosos ou achar alternativas de atuação com o mesmo objetivo que o elegido.

4.- EXECUÇÃO E SEGUIMENTO

Em quanto o projecto é executado, as atividades programadas em função de critérios temporais e necessidades detectadas, se van a ir desenvolvendo. Este passo não é inamovível e se, em quanto a execução, surgiram outros elementos que fazem variar o desenho prévio, é preciso redefinir os objetivos e as atividades.

Em esta fase te fazemos as seguintes recomendações:

Elaborar um plano de operações para organizar as atividades e distribuir os recursos de forma eqüitativa entre homens e mulheres.

• Executar as atividades involucrando a homens e mulheres.

Fazer um seguimento dos resultados previstos a partir dos indicadores de gênero.

• Actualizar um formulário como o mostrado mais na frente com informação desagregada por sexo.

Realizar um informe sobre os avances dos impactos do projecto, diferenciado por sexo.

• Formular recomendações para o ajuste das atividades.

Lembra:

A

participação

das

“empoderamento”.

mulheres

é

um

fim

em

si

mesmo,

o

A participação das mulheres é um meio para melhorar os resultados dos projetos (meio para lograr a eficacia, efetividade e recuperação dos costos do projecto).

A participação nas atividades estimula sua participação em outras esferas.

A fase de seguimento tem como meta verificar que realmente se estão

conseguindo os resultados esperados segundo se tinha desenhado o projecto. Para isso, se analisarão exaustivamente os frutos das intervenciones específicas, tanto a nível qualitativo, (por exemplo, elaborando um questionário de satisfação e entrega-lo á comunidade

beneficiaria para assim poder ver se as necessidades tem sido satisfeitas) e

a nível quantitativo (verificando o registro de atividades e os resultados

obtidos; por exemplo, em um projecto com um primeiro objetivo que tem sido melhorar o sistema de irrigação nas plantações de arroz, um indicador seria o número de superfícies irrigadas com o material aportado).

É recomendável realizar um acordo assinado o contrato entre as partes

implicadas – entidades externas, entidades que gestionam o projecto e entidades financiadoras - para assegurar que se implicarão no

desenvolvimento das atividades implantadas, asseguraram sua consecução

e verificarão a adequação de todos os aspectos relacionados com seu

sucesso.

Basicamente, o seguimento é a supervisão continua o periódica da execução de um projecto. Estaremos especialmente atentas ao impacto que está causando na comunidade, na localidade e no meio ambiente, e sobre tudo nas mulheres. Em relação a esto último, devemos assegurar-nos de novo que as mulheres seguem participando e empoderando-se com a intervenção, que se beneficiam sem barreiras de todos os meios e fines do projecto.

Um formulário de registros de atividades, resultados, valorações que de

ver os

conta do objetivo específico e global será de utilidade para

problemas, as áreas a modificar, definir novas estrategias, analisar carências e potencias, etc. Constituirão um instrumento chave para a seguinte fase da planificação, a fase de avaliação.

 

Resultados

Valoração

Áreas a

Impacto para

Impacto

Novas

segundo

da

modificar

as mulheres

para os

estrategias

objetivo

atividade

e

número de

homens

propostas

específico

(0-10)

assistentes

e

e global

número de

assistentes

Atividade

           

1

AVALIAÇÃO

A avaliação é a valoração independente do impacto e pertinência do projeto. Baseia-se na informação existente, nas discussões com todas as partes implicadas no projecto e nas pesquisas realizadas sobre ele.

Avaliará pela sua vez de novo o impacto e pertinência do projecto em relação com seus objetivos, grupos beneficiários, sectores afectados e recursos. É recomendável a revisão exaustiva de cada atividade realizada (com participantes, recursos, impacto, conseqüências…) para poder repassar êxitos, recalcar intervenções acertadas, deficientes e erradas, consolidar os objetivos, tomar decisões, prevenir futuros problemas a partir da situação presente e com isso pensar em possíveis alternativas que podamos ir desenvolvendo desde agora.

Desde uma perspectiva de gênero, é preciso medir os resultados do projecto em termos da posição das mulheres, com respeito á dos homens, tem melhorado em assuntos tais como:

Maior ingresso

Bem-estar

Redução da carga de trabalho

Preguntas chave que debemos fazer-nos:

Que mudanças tem produzido o projecto? Que mudanças para os homens? E para as mulheres? Que tipo e nível de participação se tem conseguido? (acesso a:

informação, processos de planificação e execução das atividades, programas formativos, associações fortalecidas pelo projecto ) O projecto, tem favorecido o conhecimento sobre a situação e a problemática do grupo beneficiário? Que opina o grupo beneficiário dos sucessos e atividades do projecto? Que impactos (positivos e/o negativos) se observam? Tem-se produzido um aumento do trabalho nas mulheres ou uma redução em sua carga laboral? Tem conseguido ganhar mais? E aceder mais a recursos? Tem aumentado a qualidade de vida das mulheres o pelo contrario tem piorado? Tem-se conseguido uma maior igualdade na participação de mulheres? Têm-se criado novas oportunidades de trabalho remunerado e outras atividades geradoras de ingressos, sobre tudo quando os recursos com os que obtêm os ingressos existentes das mulheres são destruídos ou reduzidos? Estabelecimento/ fortalecimento de associações e grupos, cooperativas, etc. Melhora o projecto as capacidades e habilidades do grupo beneficiário?

PARABÉNS!!! VOCÊ TEM CHEGADO AO FINAL.

Certeza que agora tudo está claro e você se sente lista para a aventura de realizar um projecto. Os sonhos podem fazer-se realidade, só tem que preparar-se… e começar!

Glossário

Analise de gênero Ferramenta básica das políticas feministas que devendo ter em conta que homens e mulheres participam de distinto modo na sociedade, economia e lar, propõe como objetivo identificar a forma e o processo mediante os cuais se perpetuam as desvantagens das mulheres e deste modo conhecer-las e atuar sobre elas.

Barreiras invisíveis Atitudes resultantes de normas, imaginários, tradições que impedem a plena participação em nosso caso, das mulheres, mas também de outros grupos discriminados, na sociedade. Exemplo: “teto de cristal” que impede que as mulheres ocupem postos importantes em organizações.

Capacitação Processo de acesso a recursos e desenvolvimento das capacidades pessoais para poder participar ativamente e modelar a própria vida e a da comunidade em termos sociais, políticos e econômicos.

Conflito Situação que implica a dois ou mais pessoas, em um campo de atuação comum, com uns objetivos que podem ser os mesmos ou não, e seus modos de alcançar esses objetivos respondem a valores o lógicas diferentes o contrapostas. Exemplo: Pensa em dois políticos que querem resolver “a escassez de postos de trabalho e competência por elos” – esse é seu âmbito de atuação comum -. Deste modo A) Podem ter objetivos diferentes: a) reduzir o número de trabalhadores que procuram trabalho e b) criar postos de trabalho, o que levaria a atuações diferentes ou objetivos iguais, como reduzir o número de trabalhadores em procura de trabalho, MAS B) os modos de resolve-lo podem ser distintos: a) Largar as/os imigrantes, b) dotar de bolsas e formação á população em procura de trabalho.

Estadísticas desagregadas por sexo Recoleta de informação estadística desglosada segundo o sexo para poder levar a cabo um analise comparativo. A estas estadísticas se as chama as vezes “desagregadas por gênero”.

Avaliação em função do gênero Analise das propostas políticas para comprovar si afeitam de modo diferente a mulheres e homens, para depois proceder a neutralizar os possíveis efeitos discriminatórios e impulsar a igualdade e os processos de igualdade.

Exclusão social Supõe limitar o acesso a uma pessoa o grupo de pessoas de seus direitos e oportunidades de trabalho, sociais, políticas, econômicas e culturais. Pode ir acompanhado de diferentes conseqüências, entre outras a precariedade econômica, inseguridade, marginação social, indefensabilidade, alto risco de doença. Por exemplo, mulheres sobre tudo com cargas familiares não compartilhadas, imigrantes, pessoas de idade, etnias…

Fontes de verificação

Faz referencia a onde se acham os dados que “cuantificam” o sucesso de

um

projecto.

Hipóteses Que factores externos ou condições são importantes para o sucesso do projecto. Descrevem as condições necessárias para o sucesso do projecto, mesmo que se encontrem fora do controle do projecto.

Igualdade de gênero Reconhecimento e valoração social igual entre mulheres e homens, sem jerarquização e promovendo a participação igualitária entre ambos grupos. É uma parte consubstancial dos direitos humanos.

Igualdade de oportunidades Ausência de qualquer barreira sexista para a participação econômica, social e política.

Impacto Conseqüências positivas e negativas produzidas direita ou indiretamente depois da realização de um programa ou projecto.

Indicadores Como se cuantifica o sucesso do projecto. É a tradução a números de quantidade e tempo dos objetivos e os resultados.

Indicadores de gênero Têm a finalidade de identificar mudanças nas relações de gênero a través do tempo. A utilidade de estes indicadores radica em sua capacidade para sinalar mudanças no status, as responsabilidades e os roles de homens e mulheres a lo longo do tempo, e por isso para medir o progresso para a igualdade de gênero.

Necessidades práticas de gênero Aquelas que se acham como resultado dos roles predeterminados da sociedade para as mulheres, relacionados basicamente com a carga familiar e a comunidade local.

Objetivo Global Principal objetivo que o projecto tem que promover a longo prazo e que explica a razão pelo que se leva a cabo.

Objetivo Específico Efeitos que se espera que o projecto vai conseguir se se completar com sucesso.

Plano Instrumento teórico-político que expressa uma agrupação de fins, objetivos, metas, meios e recursos com os que conta uma organização para orientar sua atividade. Integra programas e projetos.

Programa Instrumento no que se estabelecem os objetivos específicos a alcançar mediante a execução de atuações integradas, denominadas projetos.

Projecto Grupo de recursos principalmente materiais e humanos, que se combinam para a realização de atividades e tarefas, com um custo e em um tempo específico com o propósito de alcançar uns resultados que mudem uma realidade existente.

Resultado Conseqüência ou fruto que um projecto pode garantir e ter conseguido depois da realização de suas atividades.

Respostas para os Exercícios

Primeiro Exercício:

BENEFICIARIOS DIRECTOS A comunidade de Montecito: Mulheres, crianças e camponeses. BENEFICIARIOS INDIREITOS Associação de moradores de Florista Serviços médico sanitários Escolas NEUTRALES/EXCLUIDOS Curandeiros, Médicos privados. PERJUDICADOS/OPONENTES Matadouro, fábrica de curtidos

Segundo Exercício:

Agua não apta para o consumo humano Inadequadas práticas higiênico-sanitárias Pouca atenção sanitária Mortalidade infantil Baixa assistência das crianças á escola Deficientes serviços médico-sanitários Manejo inadequado da agua na comunidade Poluição dos aqüíferos e dos rios Erosão do solo Inexistência de um programa de educação para a saúde Pouco pessoal nos centros sanitários Altos preços da medicina privada Não tem fornecimento de agua Centros de saúde em más condições…

Terceiro Exercício:

PROBLEMAS O mais importante: Incidência de doenças de transmissão hídrica. ¿E POR QUÉ É CAUSADO?

(a)

Agua não apta para consumo humano

(b)

Deficientes serviços médico-sanitários

(c)

Manejo inadequado do agua na comunidade

(a) Agua não apta para o consumo humano ¿E POR QUÉ É CAUSADO?

- Poluição de aqüíferos

- Utilizar produtos químicos

- Depósitos de lixo incontrolados

- Escassa educação

- Insuficientes serviços municipais

- Contaminação do rio Contaminação industrial Vertidos de aguas sujas Erosão

o

Chuvas torrenciais

o

Desmatamento

! Mono-cultivo

! Extensão de fazendas de gado

(b)

Deficientes serviços sanitários ¿E POR QUÉ É CAUSADO?

- Centro de Saúde em más condições

- Equipe e material sanitário em mal estado

- Altos preços da medicina privada

- Escasso pessoal

(c)

Manejo inadequado da agua na comunidade ¿E POR QUÉ É CAUSADO?

- Não existe rede de esgotos

- Inadequadas práticas higiênicas

! Desconhecimento de práticas higiênicas

1. Não tem programa de educação para a Saúde

- Péssimas condições higiênicas da comunidade

OBJETIVOS

(a)

Melhora da qualidade da agua para o consumo humano

-Reduzir a poluição de aqüíferos

a. Estabelecidas técnicas agrícolas

b. Depósitos de lixo sob controle

i. Comunidade sensibilizada

ii. Melhora de serviços municipais

-Reduzir a poluição dos rios

Controlada a contaminação industrial

Depuradas as aguas negras

Limitada a erosão

Desmatamento

Campanha de reflorestamento

(b)

Melhorar os serviços médico - sanitários

- Reabilitar o Centro de Saúde

- Melhorar a equipe e material sanitário em mal estado

- Incremento do pessoal sanitário

(c)

Manejo adequado da agua na comunidade

- Estabelecida rede de subministro de agua

- Adoptadas práticas higiênicas

- Melhoradas as condições higiênicas da comunidade i. população informada.

Quarto Exercício:

(a) Melhora da qualidade da agua

Custo: muito Tempo: normal Impacto sobre beneficiários: Normal-pouco. Porque se melhoram as condições meio-ambientais mas não o aceso e pautas de subministro e higiene. Riscos: normal-muito Impacto meio-ambiental: muito e positivo Impacto de gênero: pouco Viabilidade: normal-pouca

(b) Melhora dos serviços sanitários

Custo: normal-muito Tempo: normal Impacto sobre beneficiários: pouco porque se atende a muita população ao mesmo tempo Riscos: normal Impacto meio-ambiental: pouco Impacto de gênero: meio Viabilidade: meia

(c) Tratamento adequado da agua

Custo: normal Tempo: normal Impacto sobre beneficiários: muito Riscos: pouco Impacto meio-ambiental: normal e positivo Impacto de gênero: normal-muito, porque se subministra agua, se dota de práticas higiênicas, se melhoram as condições, se informa e assim se transmite a informação mais facilmente e a comunidade é capaz de integra- la melhor. Viabilidade: normal-muita

Parece que a alternativa (c) reúne melhores características, pelo que será a escolhida.

BIBLIOGRAFIA

CAMACHO, H., CAMARA, L., CASCANTE, R., SAINZ, H. (2001) E enfoque de marco lógico. Diez casos práticos. Cuaderno para la identificación y diseño de projectos de desarrollo. CIDEAL, Madrid.

MARTINEZ, L., ESCAPA, R. (2008). Guía de Formación para la participación social y política de las mujeres. Instituto de la mujer de Extremadura.

LOPEZ, E. (2008) Recursos comunitários. Material del Master de Psicología Clínica y de la Salud. Universidad Complutense de Madrid.

ÖRTENGREN, K. (2005). Método de marco lógico. Un resumen de la teoría que sustenta el marco lógico. ASDI, Estocolmo.