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Um Banimento Germânico

by Ravn

6 de fevereiro de 2017 4 Comentários |

Algo comum na magia prática e em certas linhas pagãs porém muitas vezes
negligenciado no paganismo germânico é o ritual de banimento. Com a função de abrir
trabalhos, gerar uma fonte de energias e criar barreiras de proteção, entre os mais
famosos praticados hoje em outras linhas magísticas podemos citar o “Ritual Menor do
Pentagrama” do hermetismo (base para muitos outros) e o “Rubi-Estrela” de Aleister
Crowley. Apresentarei aqui o banimento que eu utilizo em meus rituais dentro da
egrégora, modificado a partir do “Ritual do Martelo” proposto pelo autor Edred
Thorsson.

Existem críticas no meio pagão a rituais de banimento/abertura que sigam princípios de


magia prática e certos autores proponham metodologias que afirmam serem
“reconstruções que buscam um espírito autêntico”. É importante observar que este tipo
de rito tende a ser apenas exotérico, pouquíssimo eficazes em termos magísticos – e
portanto, não são indicados para rituais onde será trabalhado com magia ou
especialmente práticas xamânicas. Como rituais originais estão praticamente perdidos
para sempre, foi necessário usar um conhecimento magístico prático para elaborar um
banimento realmente eficaz para este tipo de trabalho.

Para a realização do ritual aqui proposto, recomenda-se que o praticante esteja


familiarizado com estados de transe (ou “gnosis“) e com visualização. Façam cada
etapa com calma e foco, não tenham medo de demorar para realizar o banimento no
começo; normalmente, quanto mais praticado mais rápido ele se torna.

1. Volta do para o norte, faça respirações profundas e entre em concentração profunda.


Usando uma adaga, bastão, ou o dedo, trace um círculo luminoso azulado na altura de
seu peito em sentido horário, envolvendo todo o espaço da prática. Veja como se ele
“cortasse” a área da realidade comum para criar um contato mais intenso com o
espiritual.

2. Novamente em sentido horário e começando pelo norte, trace um círculo de runas


feitas de luz vermelha externo à barreira azul, usando o alfabeto que preferir (a maioria
usa o elder, embora o younger ou qualquer outro que seja trabalhado na prática possa
ser utilizado). Para facilitar este passo, alguns gostam de entoar o nome da runa
enquanto ela é traçada. Tanto as runas quanto o círculo azul criam as proteções
primárias para o local.

Agora, em cada ponto cardeal (novamente, começando pelo norte e girando em sentido
horário), trace o símbolo do Mjöllnir em luz vermelha na área externa às runas seguindo
a movimentação da imagem ao lado. Enquanto o faz, repita “Mjöllnir ao norte, torne este
local sagrado e o proteja!” – repetindo a cada gesto, com o ponto cardeal
correspondente. Baseado no martelo de Þórr, o símbolo manterá o local energizado
internamente enquanto gera uma proteção externa.

Voltado para baixo, trace uma fylfot (no link) em luz dourada enquanto diz “Fylfot
abaixo, torne este local sagrado e protegido” e então repita visualizando o símbolo
“acima”. Trata-se um símbolo solar e de energia dinâmica, que além de fechar a área irá
garantir a movimentação de energias.

5. Com os pés juntos e os braços erguidos afastados (como uma “árvore”), visualize
uma energia multicolorida (se precisar de uma referência, pode usar a aurora polar) que
vem do alto da Yggdrasill e se afunila até você enquanto diz “acima de mim/nós,
Ásgarðr”. Então, imagine a energia atravessando-o e entrando fundo na terra enquanto
se expande novamente, e diga “abaixo de mim/nós, Helheimr”.

6. Ainda na postura de “árvore”, visualize um pilar de luz dourada se formando


envolvendo toda a área do ritual e diga “à minha volta, Miðgarðr. Pois aqui, o Tronco se
ergue”. Com isto, o banimento está completo e o local apropriadamente embarreirado,
pronto para trabalhos magísticos e xamânicos.

Para encerrar os trabalhos e desfazer o ritual, abra seus braços na direção de cada
símbolo e respire fundo enquanto junta as mãos em seu peito, visualizando o símbolo
“retornando” até você. Comece pelos dois “acima” e “abaixo”, e então os Mjöllnir –
começando pelo oeste e seguindo em sentido anti-horário, terminando no norte. Para as
runas, as reúna girando em sentido anti-horário e ceda-as à Yggdrasill, como uma forma
de retornar a energia puxada.

Pratiquem cuidadosamente o banimento, inclusive como uma forma de exercício


envolvendo visualização e manipulação de energias. É importante que durante todo o
trabalho realizado a estrutura completa resultante do ritual seja visualizada fortemente.

http://platinorum.com/2017/02/06/um-banimento-germanico/

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