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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS- UFAL


CENTRO DE EDUCAÇÃO- CEDU
CURSO DE PEDAGOGIA

A DESVALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO


INFANTIL EM MACEIÓ: CONSEQUÊNCIAS PROVOCADAS NO
TRABALHO DESENVOLVIDO JUNTO A CRIANÇA DE 0 A 6 ANOS.

Maceió
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SUMÁRIO

Justificativa e Problematização do Objeto..................................................................04

Revisão de Literatura e Fundamentação Teórica.....................................................08

Objetivos.....................................................................................................................12

Metodologia................................................................................................................13

Referências................................................................................................................15

Cronograma................................................................................................................16
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JUSTIFICATIVA E PROBLEMATIZAÇÃO DO OBJETO

O interesse pelo tema surgiu no primeiro período do curso de pedagogia da


UFAL, mais especificamente a partir da disciplina Profissão Docente onde tivemos
contato com um texto da revista: Nova Escola o qual discutia acerca da
desvalorização do professor, chamando atenção para uma frase destacada no
centro do texto: Penso, logo desisto. Depois de ler essa matéria passamos a refletir
e fazer uma comparação com comentários de alguns conhecidos e pessoas da
família que não viram muita vantagem no curso que escolhemos estudar.

Mas, apesar de todo caráter negativo atribuído a profissão docente, tanto no


que pudemos observar em estudos e, no contato com profissionais em entrevistas
para trabalhos no curso de pedagogia, não desistimos de concluir nossa formação
na área, pois desde cedo já pensávamos em ser professoras e, também temos
consciência de que toda profissão tem suas vantagens e desvantagens, mas nem
por isso deixam de ser encaradas.

No terceiro período, já havíamos decidido fazer o TCC juntas, pois,


possuíamos interesses semelhantes pelos aspectos a serem pesquisados. Surgiu
também o interesse pela educação infantil ao estudarmos a disciplina Fundamentos
da Educação Infantil e desta forma pensamos em estudar algum aspecto dessa
etapa da educação, ficamos na dúvida, já que as duas disciplinas nos chamavam
atenção. A primeira abordava os pontos negativos, que desanimava e fazia desistir
aqueles que desejavam seguir a carreira docente. Já na disciplina Fundamentos da
Educação Infantil vimos à realidade enfrentada pelos professores, suas dificuldades
de recursos materiais ou de infraestrutura. Mas agora no quinto período finalmente
decidimos o tema, fazendo uma junção do que nos interessou.

As duas disciplinas discutiram a desvalorização, qual seja do trabalho


docente, mas não profundamente e nem retomando um pouco do contexto histórico
e as consequências desta desvalorização na aprendizagem das crianças no âmbito
educacional de Maceió. Buscamos na internet, bem como em livros na biblioteca
algum trabalho que já tivesse discutindo nossa problemática proposta. Vimos que
muito se fala acerca da desvalorização do trabalho docente, porém na
especificidade do nosso objeto não encontramos nenhum trabalho a respeito das
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consequências do processo de desvalorização do professor da educação Infantil


numa escola de Maceió, no trabalho desenvolvido junto á criança. Dessa forma,
decidimos continuar trabalhando com esse tema.

O nosso interesse em pesquisar tal objeto deve-se ao fato de partir de um


interesse próprio, qual seja compreender o lugar que a docência na educação infantil
ocupa em relação às outras profissões, partindo da questão da recente introdução
da educação Infantil na educação formal. Lugar conquistado, segundo Kramer 2006,
após diversas lutas da sociedade para que a educação da criança de 0 a 6 anos
fosse garantida por lei. Essa fase da infância, e os cuidados que requer, sobretudo
nos aspectos físicos, confere ao trabalho com a criança pequena um status menos
elevado diante do trabalho junto à outra faixa etária. Daí a idéia de menor valor e,
menos necessidade de formação adequada para assumir tal função.

A discussão se mostra relevante pelo fato de ser um tema que ainda não
tenha sido trabalhado nos aspectos que pretendemos abordar, e atualmente o que
se nota é cada vez mais o aumento da desvalorização da profissão docente, ficando
as Licenciaturas sempre em última opção de curso para os jovens que pretendem
cursar uma faculdade. Pelo pouco prestígio socioeconômico.

A partir disso, uma questão muito importante é o resultado dessa


desvalorização para o ensino das crianças. Nosso foco principal é promover uma
reflexão acerca das implicações desse processo de desvalorização do professor que
trabalha com os anos iniciais, no trabalho desenvolvido e consequentemente a
qualidade desse ensino.

Com isso, quais as implicações desta desvalorização no trabalho


desenvolvido pelos docentes? É necessário também pensar a atuação destes
profissionais, já que o trabalho a ser desenvolvido é de extrema importância, pois os
mesmos são responsáveis pelo início da formação destas crianças, as quais
utilizaram esta formação para os anos seguintes da educação.
A educação infantil ainda é marcada por uma forte característica da dimensão
do “cuidar”, característica resultante da visão de infância que se tinha no contexto de
criação das primeiras creches, onde o principal objetivo era a criação de um lugar
especifico para deixar as crianças enquanto as mães trabalhavam. O trabalho com a
criança se resumia apenas em cuidados, não havendo uma preocupação com
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ensino nessa faixa etária de 0 a 6 anos. Assim, “educação infantil como direito se
configura a partir de muitas lutas na história da sociedade brasileira.” (KRAMER,
2006, p.118). A autora discute as conquistas alcançadas para a criança a partir da
mudança na concepção de infância, na qual se deu através do início do século XX,
na qual várias teorias, por exemplo, a de Jean Piaget, Vygotsky, entre outros foram
criadas pensando no desenvolvimento e interação desta criança na sociedade,
porém chama atenção também para os impasses que marcam essa etapa da
educação.
A partir dessa discussão observamos a grande problemática que envolve a
educação infantil, se por um lado, passou a haver preocupação em ofertar uma
educação destinada às crianças, por outro, tal educação não conseguiu se
desvincular de uma visão unicamente de cuidado, tendo assim um caráter
processual. Dessa forma, o professor responsável por essa etapa é visto como
alguém que deve apenas cuidar da criança, atendê-las em suas necessidades e por
essa razão não necessitam de muita preparação, tampouco uma boa remuneração,
pois a profissão aparece como vocação, sobretudo feminina. Com isso, a conquista
de uma educação escolar para crianças perante a lei, torna-se maioria das vezes
desvinculada da prática não chegando ao cotidiano das escolas. De acordo com a
autora: “(...) trata-se de uma visão das crianças enquanto cidadãos de direitos,
inclusive o direito à educação infantil. Mas devemos atender as crianças por que é
lei? “Não; trata-se da educação na sua função precípua de formar a geração.”
(KRAMER, 2006, p.118).
O caráter feminino da profissão construído historicamente através do qual a
mulher possui um “dom” e as características maternas contribuiu no reforço da
desvalorização, desse modo: “(...) considera-se que o trabalho do profissional de
educação infantil necessita de pouca qualificação e tem menor valor.” (KRAMER,
2006, p.125). São contratadas pessoas que não possuem formação adequada para
assumir a função aceitando baixos salários e afetando a identidade da profissão. De
acordo com Gusmão (1997, p. 79) apud Kramer, acontece a existência de uma
identidade duplamente frágil: “(...) por um lado, a falta de formação especializada e
por outro, a desvalorização que o trabalho com a criança pequena ainda sofre,
enfraquecida também pelos critérios poucos específicos exigidos para a função.”
Enfim, muito tem a se questionar e analisar acerca do problema proposto,
pois sua discussão é bastante pertinente por tratar de uma etapa da educação que
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merece cuidado, a educação infantil, onde se inicia todo o processo de ensino


posterior.
A partir destes questionamentos uma pergunta é pertinente já que a todo o
momento é abordado sobre a desvalorização do professor de educação infantil, o
contexto pelo qual se iniciou este processo, bem como a formação exigida para a
atuação destes profissionais. Como a desvalorização dos professores da educação
infantil em Maceió, desencadeia consequências no desenvolvimento da
aprendizagem das crianças de 0 a 6 anos?

REVISÃO DE LITERATURA E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


Partindo da problemática que envolve a questão central do nosso projeto de
pesquisa, qual seja: as consequências da desvalorização do professor da Educação
Infantil, no ensino da criança de 0 a 6 anos numa escola de Maceió. Apoiamos-nos
nas ideias de Silva (2003); Kramer (2006) as quais discutem questões fundamentais
para o desenvolvimento deste trabalho.

De acordo com a lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB), a


educação infantil se configura como primeira etapa da educação básica, tendo por
finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus
aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da
família e da comunidade. (lei n°9.394/96, art. 29). Uma educação que enquanto
direito da criança é conquistada após diversas lutas que marcam a sociedade
brasileira.
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A partir daí entra em debate as especificidades dessa fase da educação, bem


como as características da atuação do professor responsável por essa etapa da
escolarização e toda a problemática que envolve essa atuação nas creches e pré-
escolas, partindo da forte relação da dimensão do cuidar/educar e das mudanças
ocorridas em relação à infância e o papel que a criança desempenha na sociedade.
Kramer (2003), em seu trabalho acerca da formação dos profissionais dessa área,
discute a relação entre o trabalho desenvolvido na educação infantil com os
aspectos que caracterizam a formação profissional. A autora reflete acerca dos
impasses presentes na concepção de educação destinada a criança de o a 6 anos
de idade, partindo da análise daquilo que se configura enquanto direito da criança,
no tocante á educação, com aquilo que está sendo, de fato, realizado na prática, ou
seja, faz uma reflexão onde teoria e prática se contrapõem.

São apontadas as conquistas no campo das políticas direcionadas a infância,


constituídas a partir da LDB de 1996, onde se efetiva em lei outra visão acerca da
criança de o a 6 anos, passando estas a serem vistas enquanto cidadãs de direitos,
inclusive o direito a educação infantil. (KRAMER, 2003. P.118).

Tais questões possuem forte relação com nosso projeto de pesquisa por tratar
diretamente das especificidades da Educação Infantil, bem como da formação do
profissional dessa área, questões fundamentais para o desenvolvimento de um
trabalho no qual se pretende analisar como se dá a atuação do professor no trabalho
junto a criança de 0 a 6 anos.

Com isso, se percebe a dimensão da discussão que se instala no âmbito da


educação, em seus diversos aspectos: a maneira como direcionar um ensino para
as crianças, de modo a atender suas necessidades tanto físicas, quanto intelectuais.
Considerando as especificidades da infância, outra questão de fundamental
importância se dá no âmbito da formação desses profissionais, pois essa formação
relaciona-se estritamente com a qualidade do trabalho desenvolvido junto à criança,
partindo do caráter de assistencialismo que envolve e, na maioria das vezes, limita o
atendimento nessa faixa etária. A finalidade do trabalho desse profissional é
bastante questionada, mais uma vez levando em conta a dimensão do cuidar que se
sobressai em detrimento da das finalidades da educação propriamente dita.
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Nessa questão, Kramer (2003) chama atenção para as características da


formação do professor responsável pelo ensino e aprendizagem dessas crianças. O
fato de se tratar do atendimento a criança pequena provoca um efeito que colabora
significavelmente no processo de desvalorização desses professores que atuam nas
creches e pré-escolas trazendo a ideia de que para ensinar crianças não é
necessária uma formação especifica, mas apenas dominar certos cuidados básicos,
principalmente físicos, bem como desperta o pensamento de que para desempenhar
tal função basta ter amor pelo que faz, e isso também se configura como uma
problemática, pois recai na questão dos salários por causa da ideia de que não é
necessária uma boa remuneração para o trabalho com crianças já que também é
visto com extensão dos cuidados do próprio lar. Tal discussão, mesmo já tendo sido
muito problematizada nos ajuda a entender um pouco desse processo de
desvalorização da docência.

Outra autora que trabalha sobre a desvalorização dos professores da


Educação Infantil, mas também os outros profissionais que compõe esta área é Silva
(2003), na qual em seu livro: “Profissionais da Educação Infantil: formação e
construção de identidades” demonstra que a desvalorização se caracteriza tanto
pela forma como estes são intitulados, até as chamadas “capacitações” e a
formação que possuem ou não para desempenhar sua atuação em sala de aula.

O reconhecimento da Educação Infantil como área da Educação e a


importância e qualidade desta área para uma faixa etária que necessita de cuidados,
são relevantes para se pensar o porquê da desvalorização deste profissional.

A visão da creche como um depósito de crianças, para os pais colocarem


seus filhos e assim poderem trabalhar são decisivos para debater a desvalorização,
pois este pensamento está relacionado à criação das creches.

Silva (2003) cita que a partir de 1980 vários debates se instalaram na


educação infantil seja pelo reconhecimento do profissional, na área da educação e o
rompimento da visão assistencialista que se tinha na época. (Silva, p.12, 2003).

A educação infantil é uma área recente da educação, no entanto com alguns


problemas que necessitam ser trabalhados e analisados para se pensar no
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atendimento das crianças de 0 até 6 anos que passaram agora a ser pensadas
como cidadãs com direitos.

Nas duas obras citadas é enfatizada a importância de se pensar e levar em


consideração a trajetória e a formação que este possui, já que ultimamente vários
programas de capacitação e “reciclagem” são feitos como se tudo até então
apreendido e vivido devesse ser esquecido e colocado outros saberes no lugar.

Nota-se que esta formação continuada constrói uma nova percepção da


atuação dos educadores e educadoras nas creches que envolvem desde questões
políticas, conceituais e sociais para pensar esta atuação, já que estes profissionais
são os formadores das bases da educação e da sociedade em geral.

Analisando as obras de Kramer (2006) e Silva (2003), pode-se observar que


ambas situam o contexto histórico do processo de discussão à cerca da
desvalorização dos professores da educação infantil, o caráter assistencialista
assumido pela creche, como também a importância da atuação destes profissionais
e da sua trajetória no âmbito educacional.

Todavia, estas não situaram que a desvalorização sofrida pelos professores


poderia acarretar danos não só na atuação como docente, mas também no
desenvolvimento educacional das crianças dessa faixa etária.

Em linhas gerais, com bases nessas questões, evidencia-se a necessidade


de uma discussão que perpasse o âmbito das mudanças na concepção de infância,
bem como da formação profissional desses professores. Tais questões já foram
bastante explicitadas nas obras de diversos autores, em nosso estudo,
especificamente Kramer (2003); Silva (2003). Assim, se mostra relevante uma
reflexão das implicações que todo esse processo de desvalorização, formação
inadequada e visão de educação infantil enquanto assistência vem provocando no
ensino e aprendizagem da criança pequena, ou seja, quais consequências estão
provocando no trabalho desenvolvido junto a criança de 0 a 6 anos.
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OBJETIVO

Tema: A desvalorização dos professores da Educação Infantil em Maceió:


Consequências provocadas no trabalho desenvolvido junto à criança de 0 a 6 anos.

Objetivo geral:

Identificar as consequências da desvalorização dos professores da Educação Infantil


em Maceió no trabalho desenvolvido junto à criança de 0 a 6 anos.

Objetivos Específicos:

 Caracterizar o trabalho desenvolvido pelo docente da


 creche pesquisada com a turma;
 Analisar o trabalho desenvolvido pelo professor na aprendizagem de
conteúdos propriamente dito;
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 Revelar as consequências para a aprendizagem do aluno acarretadas pela


influência da ideia de “cuidar” na Educação Infantil.

PROCEDIMENTOS TEORICO-METODOLOGICOS

Partindo das especificidades do nosso objeto de estudo, dos objetivos que se


pretende alcançar, bem como os aprofundamentos que desejamos realizar no intuito
de compreender a partir da análise do processo de desvalorização da atividade
docente, especificamente na educação infantil, com base nas ideias de Kramer
(2006); Silva (2003), a seguinte questão: quais as conseqüências da desvalorização
do professor da educação Infantil numa escola de Maceió, no trabalho desenvolvido
junto á criança de 0 a 6 anos, Visto que tal problemática não tem sido discutida nos
aspectos que pretendemos abordar.

Fica evidente a necessidade de adotarmos uma estratégia de estudo que nos


possibilite revelar fatos relevantes acerca do caso estudado, trazendo resultados
significativos e coerentes para a temática proposta. Assim, nossa pesquisa se
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mostra voltada para a estratégia do estudo de caso que, de acordo com Gomes
(2008), tal estratégia de pesquisa se caracteriza pela investigação de um fenômeno
contemporâneo, em seu contexto real que possibilita a explicação de ligações de
causas e possíveis efeitos das situações analisadas.

Diante disso, se percebe que o estudo de caso é a estratégia que mais se


adéqua ao estilo da pesquisa em questão a qual, Primeiramente, será caracterizada
por observações em campo, com o objetivo de nos aproximarmos da dinâmica da
instituição escolhida. Nesse aspecto pretendemos desenvolver nosso estudo
partindo da questão do modo como o professor responsável pelo atendimento das
crianças de 0 a 6 anos enxerga o seu trabalho diante da perspectiva da educação
propriamente dita, no que diz respeito a importância de unir cuidado e educação
como prioridade no trabalho com a criança. Outra questão que para nós constitui
fundamental importância de análise é a formação desse professor que estará
atuando na educação infantil da escola, pois tal questão já pode nos trazer indícios
da importância que é dada ao acompanhamento das atividades, visando o
desenvolvimento da criança em todos os seus aspectos, assim como se encontra
disposto na LDB (lei de diretrizes e bases da educação nacional, Lei nº 9.394/96), no
que se refere à Educação Infantil.

Desejamos promover constantes reflexões e interpretações daquilo que


iremos observar, bem como daquilo que poderá no momento parecer insignificante,
mas que possui grandes chances de trazer significados essenciais para
alcançarmos os objetivos de nossa pesquisa. O foco será o trabalho realizado com
as crianças, como já foi citado anteriormente, pois é a partir da análise das práticas
educativas observadas que poderemos identificar os pontos – chaves da discussão
e tirarmos as nossas conclusões, buscando uma maior proximidade possível com a
realidade vivenciada, tendo clara a impossibilidade de acesso do real, em sua
totalidade, assim como pudemos observar no texto de Gomes e Ghedin; Franco, no
qual ambos os autores discutem a pesquisa nas ciências humanas, e que nos ajuda
a refletir sobre o modo como devemos encaminhar a nossa pesquisa.

Basicamente, a pesquisa proposta será pautada na ideia de apostar na


investigação do sujeito, e suas práticas, considerando elementos da subjetividade
que carregam importantes significados. Em nosso trabalho, se faz necessária a
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reflexão, tanto por nossa parte enquanto pesquisadoras, como desenvolver a


reflexão do próprio sujeito pesquisado.

Logo, a coleta de dados será feita inicialmente por uma observação da


atuação dos professores em sala de aula, posteriormente faremos um questionário
para levantar aspectos do que pretendemos pesquisar, isto é, sua desvalorização.

Para isso, pretendemos utilizar como técnica de pesquisa o Estudo de Caso,


já que o mesmo tem como característica uma preparação prévia para o trabalho de
campo, o limite do que pretende pesquisar, o pesquisador também deve buscar
evidências relevantes para a pesquisa, e ter certo cuidado para a utilização de
recursos e o tempo para desenvolver a pesquisa. O estudo de caso não é só
entrevistas, esta técnica também engloba investigações documentais que sejam
relevantes.

Logo, percebe-se que o estudo de caso possui várias vertentes, na qual


possibilita diversas formas de olhar um mesmo objeto de pesquisa ou fenômeno
desde sua introdução até as considerações finais.

Assim, tais características são de suma importância para nossa pesquisa que
por meio de entrevistas, análises bibliográficas e observações buscará resultados
relevantes para responder nossa pergunta central.

REFERÊNCIAS
GOMES, Alberto Albuquerque. Estudo de Caso- Planejamento e Métodos. Nuances:
Estudos sobre Educação. Presidente Prudente, São Paulo, ano XIV, V.15, n.16,
p.215-221, jan/dez. 2008.
KRAMER, Sonia. Formação de profissionais de educação infantil: questões e
tensões. In: Os profissionais de educação infantil. p.117-132, 2006. Rio de Janeiro:
Saraiva.
SILVA, Isabel de Oliveira. Profissionais da Educação Infantil: formação e
construção de identidades. 2.ed.São Paulo: Cortez. p.8-117, 2003.
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CRONOGRAMA

Anos/Meses
2014 2014/2015
Atividades M A M J J A S O N D J F MA M J J AS
a b a u u g e u o e a e ab a u u g e
r r i n l o t t v z n v rr i n l o t

Elaboração projeto de
x x x x
pesquisa

Aprovação Comitê de Ética x x x

Inicio da elaboração do
x x
TCC/orientações c/orientador

Trabalho de Campo (se o


projeto necessitar)/orientação x x
do orientador

Revisão da
literatura/campo/orientação
x x x
Estrutura da primeira versão
do TCC

Estrutura da redação final do


x x
TCC

Revisão de dados e
x
literatura/orientação

Revisão final do texto com o


x
orientador

Entrega ao orientador x

Defesa do TCC x