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A Conjuração Baiana

A Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates ocorreu em Salvador, em 1798. O movimento teve
um caráter popular e dele participaram artesãos, alfaiates, soldados, trabalhadores negros e
mulatos, além de alguns escravos.
Os fatores que provocaram o movimento foram a influência das idéias iluministas, a retração da
economia baiana, provocada pela perda da condição de capital do Brasil, e o aumento dos preços
dos produtos.
Os principais participantes foram Cipriano Barata (médico), João de Deus e Manuel Faustino
dos Santos (alfaiates), Lucas Dantas e Luis Gonzaga das Virgens (soldados). O movimento
defendia a instituição da República, o fim dos privilégios, a igualdade de raça e cor e a abolição
da escravatura.
A metrópole conseguiu dominar o movimento, foi decretada a devassa, os líderes foram
presos e os quatro líderes mulatos e pobres foram enforcados.
01. Entre os motivos da Conjuração Baiana ou _________________ podemos citar:
influência das idéias
____________, retração da __________ e aumento dos _______ dos produtos.
02. Cite 3 participantes da Conjuração Baiana.
03. O que a Conjuração Baiana defendia?
Texto 1: Brasil, sede da Monarquia Portuguesa
Em 1806, Napoleão Bonaparte, imperador da França, decretou o Bloqueio Continental contra
a Inglaterra, ou seja, proibiu que os países europeus comercializassem com os ingleses. Portugal,
tradicional aliado da Inglaterra, foi pressionado pelo governo francês a cortar relações com os
britânicos. Portugal se recusou. Em 1807, a Espanha permitiu a Napoleão atravessar suas terras.
No mesmo ano, os exércitos franceses, comandados pelo general
Junot, invadiram Portugal.
O príncipe-regente D. João, a família real, a Corte e funcionários do governo deixaram
Portugal e vieram para o Brasil. O Rio de Janeiro transformou-se em sede da Monarquia
portuguesa.
Em 28 de janeiro de 1808, D. João assinou a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Isso
significou que o Brasil podia comercializar com todos os países do mundo que não estivessem
em guerra com Portugal. Era o fim do monopólio português sobre a colônia. Pelo ato de 10 de
abril de 1808, foi revogado o alvará que proibia a existência de indústrias no Brasil.
Com a Inglaterra foram assinados tratados muito vantajosos para os ingleses: Tratado de
Comércio e Navegação, de 1810, no qual a Inglaterra conseguiu tarifas alfandegárias
privilegiadas, e Tratado de Paz, Aliança e Amizade, também em 1810, no qual Portugal se
obrigou a limitar o tráfico de escravos negros.
No governo de D. João destacam-se as realizações: curso de medicina em Salvador, Arquivo
Real, Arsenal da Marinha, Banco do Brasil, Casa da Moeda, Fábrica de Pólvora, Museu e
Biblioteca Real e o 1º jornal brasileiro: A Gazeta do Rio de Janeiro. Em 1815, o Brasil foi elevado
à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves, conseguindo autonomia administrativa.
01. Por que o Brasil foi transformado, em 1808, em sede da monarquia portuguesa?
02. O que foi o Bloqueio Continental? Que país o decretou?
03. Por que Portugal não aderiu ao Bloqueio Continental?
04. Em 28 de janeiro de 1808, D. João assinou a Abertura dos Portos às Nações Amigas.
Isso significou que o Brasil ______. Era o fim do __________ sobre a colônia.
05. Em 1810, Portugal assinou com a Inglaterra dois tratados muito vantajosos para os
ingleses, que foram: __________ e __________.
06. Cite algumas realizações da administração de D. João.
07. A elevação do Brasil à condição de Reino Unido a ________ e ________ significou que
ganhávamos _________.
Texto 2: Brasil, sede da Monarquia Portuguesa
No governo de D. João ocorreu em 1817, a Revolução Pernambucana, uma manifestação de
descontentamento contra o seu governo. Seus motivos foram o declínio econômico da capitania,
o alto custo de vida e o aumento dos impostos. Os principais participantes foram Domingos José
Martins, Antonio Gonçalves Cruz, padre João Ribeiro, padre Miguelinho, Capitão Teotônio Jorge,
entre outros.
Os revolucionários proclamaram a República e organizaram um governo com representantes
de várias camadas sociais. Aboliram os monopólios, os títulos de nobreza e os impostos mais
recentes. Houve adesões do Ceará, do Rio
Grande do Norte, da Paraíba e de Alagoas. O governo português dominou o movimento e os
principais líderes foram condenados à morte.
01. A Revolução Pernambucana de 1817 foi uma manifestação de descontentamento contra
o governo de ______. Os revolucionários proclamaram a ______________ e organizaram
um governo com representantes de várias ________.Aboliram os ____________, os
_______________ e os ________________ .
02. Cite algumas regiões que aderiram à Revolução Pernambucana.
03. O que aconteceu com a Revolução Pernambucana? Ela foi vitoriosa?
Em 1815, Napoleão Bonaparte, derrotado, foi exilado na ilha de Santa Helena. Em 1818, com
a morte da rainha D. Maria I, D. João é coroado rei como D. João VI. Em 1820, começa em
Portugal a Revolução Liberal do Porto. Era
um movimento de caráter liberal que desejava que D. João VI assinasse e jurasse fidelidade à
constituição portuguesa. Os liberais portugueses defendiam a recolonizarão do Brasil. A família
real volta para Portugal, em 25 de abril de 1821. No Reino Unido do Brasil permanece D. Pedro,
como príncipe regente.
A permanência da Corte portuguesa de 1808 a 1821 e as realizações de D. João
transformaram a vida no Brasil. O país adquiriu liberdade de comércio e foi aparelhado para se
tornar autônomo. Além disso, a elevação a categoria
de Reino Unido a Portugal e Algarves deu-lhe uma condição política semelhante à da antiga
metrópole. Ao contrario, Portugal perdeu o controle do comércio para a Inglaterra e, com a
criação de pesados impostos, fez renascer a
animosidade dos colonos. O Brasil estava preparado para o seu desligamento definitivo de
Portugal.
04. O que aconteceu com Napoleão Bonaparte?
05. O que foi a Revolução Liberal do Porto?
06. A família real portuguesa retornou a Portugal em _______, mas D. João VI deixou no
Brasil, como _________, seu filho, __________.
Texto 6 Brasil, sede da Monarquia Portuguesa
D. Pedro governou o Brasil como príncipe regente de 1821 a 1822. A aristocracia rural
brasileira aproximou-se do príncipe para não perder os privilégios que possuía. As Cortes de
Lisboa (governo de Portugal) tomaram varias
medidas em relação ao Brasil. Exigiram obediência dos governos provinciais as suas ordens
diretas, sem passar por D. Pedro, e retorno imediato de D. Pedro para Portugal.
Começou então no Brasil a reação que levaria à independência: foram criados clubes de
resistência, e D. Pedro nomeou José Bonifácio para o cargo de ministro da Justiça. Como
ministro, José Bonifácio decretou o Cumpra-se
(toda ordem de Portugal só poderia ser cumprida no Brasil com a autorização de D. Pedro, o seu
"cumpra-se"), concedeu a D. Pedro o título de Defensor Perpétuo do Brasil, convocou a primeira
Assembléia Constituinte, e
proibiu a entrada de tropas portuguesas no Brasil.
As pressões das Cortes sobre D. Pedro aumentaram. Em 7 de setembro de 1822, D. Pedro
proclamou a Independência do Brasil.
Nessa mesma noite, em São Paulo, D. Pedro foi aclamado o soberano do Brasil. Ele partiu
para o Rio de Janeiro e, no dia 12 de outubro, numa cerimônia, foi aclamado Imperador
Constitucional e Perpétuo Defensor do Brasil, D. Pedro I. No dia 1º de dezembro de 1823, em
uma cerimônia solene e privada, sem a participação popular, D. Pedro I foi coroado.
01. O que eram as Cortes?
02. Que decisões as Cortes de Lisboa tomaram em relação ao Brasil?