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2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILOSOFIA

RECIFE, 12, 13 e 14 de dezembro de 2012

FILOSOFIA: CONSTRUINDO OS CAMINHOS DO ENSINAR E APRENDER

CADERNO DE RESUMOS

Organização
Prof. Dr. Junot Cornélio Matos (UFPE)
Prof. Dr. Marcos Roberto Nunes Costa (UFPE)
Profª. Dra. Rita de Cássia Ribeiro Voss (UFPE)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO


GT FILOSOFAR E ENSINAR A FILOSOFAR - ANPOF
EXPEDIENTE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO


Reitor: Prof. Dr. Anísio Brasileiro de Freitas Dourado
Vice-reitor: Prof. Dr. Sílvio Romero de Barros Marques
Diretor do Centro de Educação: Prof. Dr. Daniel Alvares Rodrigues
Diretora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas: Profª. Drª. Ana Catarina Peregrino Torres Ramos
Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas: Prof. Dr. Jerônymo José Libonati
Chefe do Departamento de Filosofia: Prof. Dr. Jesus Vasquez Torres
Chefe do Departamento de Fundamento Sócio-Filosóficos da Educação: Prof. Dr. Gildemarks Costa e Silva
Coordenador do Mestrado em Filosofia; Prof. Dr. Alfredo de Oliveira Moraes

APOIO/UFPE
Pró-reitoria de Extensão (PROEXT/UFPE)
Pró-reitoria para Assuntos de Pesquisa e Pós-graduação (PROPESQQUFPE)
Pró-reitoria para Assuntos Acadêmicos (PROACAD/UFPE)
Pró-reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (PROPLAN/UFPE)
Pró-reitoria de Gestão Administrativa (PROGEST/UFPE)
Pró-reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida Grife UFPE (PROGEPE/UFPE)
Editora Universitária UFPE
Associação do Docentes da UFPE
PATROCÍNIO
Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior – CAPES
Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – FACEPE
Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco
Secretaria de Educação, Esporte e Lazer do Recife

PARCERIAS/CONVÊNIO
Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia – GT Filosofar e Ensinar a Filosofar
Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP
Faculdade de Filosofia de Caruaru – FAFICA
Faculdade Franssinetti do Recife – FAFIRE
Faculdade Integrada de Pernambuco - FACIPE
Secretaria de Educação de Pernambuco

APOIO
Editora Bagaço – Recife/PE
DIRETÓRIO

COORDENAÇÃO GERAL

Prof. Dr. Junot Cornélio Matos (UFPE/CE/DFSFE)


Prof. Dr. Filipe Ceppas de Carvalho e Faria (UFRJ)

COMISSÃO ORGANIZADORA

Secretaria Executiva:
Profa. Dra. Rita de Cássia Ribeiro Voss (UFPE)
Profa. Dra. Célia Maria Costa Pereira (UFPE)
Profa. Shalimar Michele Gonçalves da Silva (FAFIRE)
Profa. Sônia Sena da Silva (SEDUC)
Profa. Maristela Morais
Prof. Jefferson Góes (FAFICA)
Estudante Aliny Stephane Santos Silva
Estudante Geroliny Ruany Uchôa Dias
Estudante Emiliana Silva

Coordenação Acadêmica:
Prof. Dr. Junot Cornélio Matos (UFPE)
Prof. Dr. Karl Heinz Efken (UNICAP)
Profa. Dra. Maria Betânia Nascimento (UFPE/CAA)
Prof. Dr. Anderson Alencar (UFAL)
5

Coordenação de Comunicação e Publicações:


Prof. Dr. Marcelo Sabbatini (UFPE)
Prof. Dr. Marcos Roberto Nunes Costa (UFPE)

Coordenação de Recepção e Mobilização estudantil:


Prof. Dr. André Gustavo Ferreira da Silva (UFPE)
Prof. Luís Lucas Dantas (IFPE)
Prof. Eugênio Pacelli
Estudante Gilmar Fernandes
Estudantes Felipe Souto Maior Correia
Estudante Guilherme Jordão

Coordenação de apoio Logístico


Profª. Dra Sandra Montenigro
Estudante Patrícia Maria dos Santos
Estudante Flávia Simões

Coordenação de Atividades Culturais:


Prof. Harim Britto
Estudante Camila Gallindo Cornélio
Estudante Cecília Gallindo Cornélio
Estudante Rafael Ferreira Costa
Estudante Nayra da Ribeiro
COMITÊ CIENTÍFICO
____________________________________________________________________________________
Profa. Dra. Adriana María Arpini (Universidad de Cuyo)
Prof. Dr. Anderson Alencar (UFAL)
Prof. Dr. Anastácio Borges de Araújo Júnior (UFPE)
Prof. Dr. Alejandro Cerletti (UBA)
Prof. Dr. André Gustavo Ferreira da Silva (UFPE)
Profa. Dra. Célia Maria Rodrigues da Costa Pereira (UFPE)
Prof. Dr. Celso João Carminati (UDESC)
Prof. Dr. Custódio Almeida (UFCE)
Prof. Dr. Danilo Marcondes de Souza Filho (PUC/RJ)
Prof. Dr. Danilo Vaz Menezes (UNICAP)
Prof. Dr. Dante Augusto Galeffi (UFBA)
Prof. Dr. Deyve Redyson (UFPB)
Profa. Dra. Elisete Medianeira Tomazetti (UFSM)
Prof. Dr. Pe. Everaldo Fernandes da Silva (FAFICA)
Prof. Dr. Filipe Ceppas de Carvalho e Faria (UERJ)
Prof. Dr. Ferdinand Röhr (UFPE)
Prof. Dr. Flávio Albert Brayner (UFPE)
Prof. Dr. Giuseppe Tosi (UFPB)
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Prof. Dr. José Benedito de Almeida Jr. (UFU)
Prof. Dr. Junot Cornélio Matos (UFPE)
Prof. Dr. Karl-Heinz Efken (UNICAP)
Profa. Dra. Leoni Maria Padilha Henning (UEL)
Prof. Dr. Marcelo Perini (PUC/SP)
Prof. Dr. Márcio Danelon (Unimep-UFU)
Prof. Dr. Marcos Roberto Nunes Costa (UFPE)
Prof. Dr. Marcos Antônio Lorieri (UNINOVE)
Profa. Dra. Maria Betânia Santiago (UFPE/CAA)
Prof. Dr. Mário Nogueira (UFOP)
Prof. Dr. Neimar Machado de Souza (UCDB)
Profa. Dra. Olga Grau (Univ. Chile)
Profa. Dra. Paula Ramos (UNESP/Araraquara)
Prof. Dr. Pedro Ergnaldo Gontijo (UNB)
Prof. Dr. Pedro Pagni (UNESP)
Prof. Dr. Roberto Rondon (UFPB)
Profa. Dra. Rosely Giordano (UFPA)
Prof. Dr. Samuel Mendonça (PUC Campinas)
Prof. Dr. Sérgio Ricardo Vieira Ramos (UFPE)
Prof. Dr. Sérgio Sardi (PUC/RS)
Profa. Dra. Sônia Maria Ribeiro de Souza (UNIP)
Prof. Dr. Sílvio Gallo (UNICAMP)
Prof. Dr. Walter Omar kohan (UERJ)
Prof. Dr. Walter Omar
Diagramação: Ezequiel Rodrigues
Capa: Rafael Ferreira Costa
Ficha Catalográfica

____________________________________________________________________________________________
J82R 2º Congresso Brasileiro de Professores de Filosofia - Filosofia: construindo os caminhos do ensinar e aprender.
Recife, 12, 13 e 14 de dezembro de 2012. Caderno de Resumos. Recife: FASA - Fundação Antônio dos Santos
Abranches, 2012.

221 p.

ISSN 2316-5391

1. Filosofia 2. Educação 3. Ensino de Filosofia. 4 Congresso Brasileiro. I. Título.

CDU 5/6
____________________________________________________________________________________________

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem à autorização expressa desta editora.

Fundação Antônio dos Santos Abranches


Rua do Príncipe, 610 – Boa Vista
Recife – PE – CEP 50050-410
Fone: (81) 2119 4160
SUMÁRIO

CONFERÊNCIAS

FILOSOFIA: CONSTRUINDO OS CAMINHOS DO ENSINAR E APRENDER


Sílvio Gallo....................................................................................................................................................................45

APRENDIZAGEM DO PENSAMENTO E POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO


Walter Omar Kohan....................................................................................................................................................45

A FORMAÇÃO FILOSÓFICA NO BRASIL E O ENSINO DE FILOSOFIA


Filipe Ceppas................................................................................................................................................................46

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA


Junot Cornélio Matos..................................................................................................................................................47

CRIANÇA FILÓSOFO? CRIANÇA ARTISTA? CONTRIBUIÇÃO PARA UMA


ABORDAGEM FILOSÍFICA DA CRIANÇA PÓS-MODERNA
Alain Kerlan..................................................................................................................................................................48

MESAS-REDONDAS
01: A DIMENSÃO EDUCATIVA DA FILOSOFIA

Gonzalo Palácios
Maria Betânia Santiago
Roberto Rondon.............................................................................................................................................................................51

MESA 02 – POSSIBILIDADES TEMÁTICAS DO ENSINO DE FILOSOFIA

Custódio Almeida
Ricardo Pinho
Alfredo Moraes.............................................................................................................................................................51

MESA 03: MODALIDADES DE EXPERIÊNCIAS DE ENSINO DE FILOSOFIA

Pedro Gontijo
Samuel Mendonça........................................................................................................................................................52

DUAS POSSÍVEIS QUESTÕES A CONSIDERAR AO LECIONAR FILOSOFIA:


O PENSAMENTO CRÍTICO E A ABORDAGEM DAS CAPACIDADES
Mário Nogueira............................................................................................................................................................53

MESA 04: CONCEPÇÕES DE ENSINO DE FILOSOFIA

Marcio Danelon
Dante Galeffi
Flávio Brayner...............................................................................................................................................................53
MESA 05: POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA
NO ENSINO MÉDIO

POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


Lucrécio Araújo de Sá Júnior.....................................................................................................................................54

“POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO:


UM OLHAR A PARTIR DOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES”
Patrícia Del Nero Velasco (UFABC).........................................................................................................................55

POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


Sílvia Cantaldo..............................................................................................................................................................56

MESA 06: FILOSOFIA E POLÍTICA

Érico Andrade
Tárik Prata
Thiago Aquino.............................................................................................................................................................56
MESA 07: ESPIRITUALIDADE E EDUCAÇÃO

Ferdinand Hohr
Alexandre Simões
Policarpo........................................................................................................................................................................57
MESA 08: EXPERIMENTAR A FILOSOFIA: NOTAS SOBRE A PRESENÇA DA FILOSOFIA
ENTRE CRIANÇAS E ADULTOS A PARTIR DE UM CURSO DE PEDAGOGIA

Conceição Gislane
Marcos Antonio Lorieri
Paula Ramos de Oliveira.............................................................................................................................................57

MESA 09: PERSPECTIVAS PARA UMA EDUCAÇÃO FILOSÓFICA NO ENSINO MÉDIO

Karl-Heinz Efken
José Benedito
Vinicius Figueiredo.........................................................................................................................................................................58

MESA 10: FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA PARA O ENSINO MÉDIO: ENTRE POLÍTICAS E
PRÁTICAS, ENTRE UNIVERSIDADE E ESCOLA

Elisete Tomazetti
Sonia Ribeiro....................................................................................................................................................................................58

“FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA PARA O ENSINO MÉDIO”:


UMA ANÁLISE A PARTIR DE DADOS DA REALIDADE FORNECIDOS POR
PROFESSORES PARANAENSES
Leoni Maria Padilha Henning....................................................................................................................................59

MESA 11: FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DO ENSINO DE FILOSOFIA


O ENSINO DE FILOSOFIA NA PERSPECTIVA DA RAZÃO COMUNICATIVA
Anderson de Alencar Menezes..................................................................................................................................59

FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DO ENSINO DE FILOSOFIA


Junot Cornélio Matos.................................................................................................................................................60

FILOSOFIA COMO MODO DE VIDA E A FACE PSICAGÓGICA DA EDUCAÇÃO FILOSÓFICA:


ALGUNS CONTRAPONTOS À TRADIÇÃO FILOSÓFICA NA QUAL TEM SE FUNDADO O
ENSINO DE FILOSOFIA
Pedro Angelo Pagni.....................................................................................................................................................61

MESA 12: FILOSOFIA, CULTURA E IDENTIDADE JUVENIL

Neimar Machado..........................................................................................................................................................61

PENSAR A JUVENTUDE: UMA REFLEXÃO SOBRE O TEMPO


Rita de Cássia Ribeiro Voss........................................................................................................................................62

Walter Matias................................................................................................................................................................62

MESA 13: DIÁLOGO E ALTERIDADE: A CONTRIBUIÇÃO DE MARTIN BUBBER


E EMMANUEL LEVINAS À EDUCAÇÃO

Maria Betânia do Nascimento (UFPE)


Nélio Vieira de Melo (UFPE)
Sandro Sayão (UFPE)..................................................................................................................................................63
MESA 14 - FILOSOFIA, EDUCAÇÃO E LIBERDADE: UMA PROBLEMÁTICA PARA A
AMÉRICA LATINA

Inés Fernández Mouján


Gildemarks Costa e Silva
Rodriggo Leopoldino
André Ferreira..............................................................................................................................................................64

MINICURSOS

ENSINAR FILOSOFIA UTILIZANDO SOFTWARES ONLINE E


DE AUTORIA: CONSTRUINDO HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
Ana Maria Monteiro do Nascimento........................................................................................................................67

O LIXO TRANSFORMADO EM ARTE: UM ENCONTRO ENTRE A LEITURA


E A ESCRITA FILOSÓFICA JUNTO À IMAGEM ENQUANTO CONCEITO
Átila de Macedo Maia
Luciele da Silva
Sandra Fontoura
Elisete Medianeira Tomazetti.....................................................................................................................................68

ASPECTOS CONTRADITÓRIOS NA EDUCAÇÃO DO BRASIL: PLATÃO E HOJE


Bruno Camilo de Oliveira...........................................................................................................................................69
O USO DO TEXTO FILOSÓFICO NA AULA DE FILOSOFIA
Deyve Redyson Melo dos Santos .............................................................................................................................70

COMO TRABALHAR O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA


MORAL KOHLBERGUIANO COM ESTUDANTES DO PROEJA
Edi Carlos Aparecido Marques..................................................................................................................................71

LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO
Fernando Raul (UFPE)...............................................................................................................................................72

A QUESTÃO ÉTNICO RACIAL ABORDADA EM UMA COMUNIDADE INDÍGENA


Jeovânia Pinheiro do Nascimento.............................................................................................................................72

ATELIER DE APRENDIZAGEM FILOSÓFICA FILOSOFIA EM CENA


Joana Tolentino............................................................................................................................................................73

ETNOGRAFIA UMA POSSIBILIDADE PARA A ABORDAGEM


FILOSÓFICA NA ESCOLA
Lucrécio Araújo de Sá Júnior.....................................................................................................................................74

FILOSOFIA DO DIÁLOGO E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA:


CONTRIBUIÇÃO BUBERIANA
Luís Lucas Dantas da Silva
Willamis Aprígio de Araújo .......................................................................................................................................75
LIVROS DIDÁTICOS NO ENSINO DE FILOSOFIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE
SEU USO E ANÁLISES A RESPEITO DE ALGUNS DELES
Marcos Antônio Lorieri..............................................................................................................................................76

A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM FILOSOFIA: UMA PROPOSTA


PARA A ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS AVALIATIVOS DE
FILOSOFA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Marinês Barbosa de Oliveira......................................................................................................................................77

ARGUMENTAÇÃO LÓGICA: CONTEÚDOS FILOSÓFICOS E PRÁTICAS


PEDAGÓGICAS
Patrícia Del Nero Velasco...........................................................................................................................................78

O CONCEITO DE VERDADE NO ENSINO DE FILOSOFIA


Samuel Mendonça........................................................................................................................................................79

FILOSOFIA PARA CRIANÇA: EDUCAÇÃO PARA O PENSAR


METODOLOGIA E PRÁTICA SEGUNDO LIPMAN
Silvia Regina Macário dos Santos .............................................................................................................................80

“FAÇA VOCÊ MESMO”: EITURA ACERCA DA PROBLEMÁTICA DA


INDÚSTRIA CULTURAL E A OCUPAÇÃO DO TEMPO LIVRE DAS MASSAS
NA OBRA DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO E NO TEXTO TEMPO LIVRE
Tiago Rodrigues Araújo..............................................................................................................................................81
PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS MIDIÁTICOS COMO FERRAMENTAS
AUXILIARES DO PROFESSOR DE FILOSOFIA NO ENSINO BÁSICO
NA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO PARANÁ
Vanderson Ronaldo Teixeira......................................................................................................................................82

A MÚSICA E O ENSINO DE FILOSOFIA PARA JOVENS DO


ENSINO MÉDIO: APLIACAÇÃO NA SALA DE AULA
Yoná Santos .................................................................................................................................................................83

COMUNICAÇÕES

Eixo Temático 01:  


Filosofia e Educação

O PROBLEMA DA HISTÓRIA NO ENSINO DE FILOSOFIA: UM DIÁLOGO COM


FREIRE E HEIDEGGER
Adriano Rodrigues Correia.........................................................................................................................................87

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA E FILOSOFIA: A IMPORTÂNCIA DA REFLEXÃO


CRÍTICA PARA OS ALUNOS DO ENSINO TÉCNICO DOS INSTITUTOS FEDERAIS
Agnaldo Luiz Mezzomo..............................................................................................................................................88

ENSINAR FILOSOFIA OU CIDADANIA?


O QUE É MELHOR PARA O SER HUMANO?
Anderson Alves da Silva.............................................................................................................................................89
A TEORIA DO AGIR COMUNICATIVO E OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM
Anderson de Alencar Menezes..................................................................................................................................90

A DIVISÃO DO TRABALHO FILOSÓFICO E O CONCEITO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA


Carla Vanessa Brito de Oliveira ................................................................................................................................91

A HERMENÊUTICA DA VIDA NO ENSINO DE FILOSOFIA


Carlos André de Lemos..............................................................................................................................................91

PENSANDO A DIMENSÃO ERÓTICA NA EDUCAÇÃO


Cinthia A. Falchi...........................................................................................................................................................92

A FILOSOFIA DO DIREITO E SEU ENSINO ENTRE A ESPECULAÇÃO E A PRÁXIS


Claudio Luis de Alvarenga Barbosa..........................................................................................................................93

NOTAS SOBRE A FILOSOFIA DA DIFERENÇA DE GILLES DELEUZE NA FILOSOFIA DA


EDUCAÇÃO NO BRASIL
Cristiane Maria Marinho.............................................................................................................................................94

O ESPAÇO DO ESTUDANTE NA ORDEM DO DISCURSO ESCOLAR


Daniel Barenco Mello Contage..................................................................................................................................95

FILOSOFIA COMO PRÁXIS E SEU ENSINO: RELEVÂNCIA E PRESCINDIBILIDADE DA


TRADIÇÃO FILOSÓFICA PARA O ENSINO DA MATÉRIA
Daniel Pansarelli...........................................................................................................................................................96
A FILOSOFIA E SEU ENSINO: HABILIDADES E COMPETÊNCIAS EM QUESTÃO
Débora Cristina Martins de Souza
José Antônio Martins .................................................................................................................................................98

IMPLANTAÇÃO DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO E SUA INCLUSÃO


NO VESTIBULAR
Divanete Fernandes de Medeiros
Francisco Pereira de Souza.........................................................................................................................................98

LONGE DEMAIS DE ESPARTA:


REFLEXÕES COMUNICATIVAS SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Edi Carlos Aparecido Marques..................................................................................................................................99

TEORIA EDUCACIONAL E FILOSOFIA Á LUZ DA ABORDAGEM


HERMENÊUTICO-FENOMENOLÓGICA DE OTTO FRIEDRICH BOLLNOW
Ezir George Silva
Ferdinand Röhr..........................................................................................................................................................100

AS CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O ESTUDO DE FILOSOFIA


Felipe Henrique Souza Cirino..................................................................................................................................101

FILOSOFIA DIANTE DE UMA POSTURA IDEOLÓGICO-RACISTA: CIDADANIA E


UMA PERSPECTIVA ÉTNICA NO ENSINO DE FILOSOFIA
Gilmar Lima Fernando..............................................................................................................................................101
O LUGAR DA ATENÇÃO NO DEBATE FILOSÓFICO E E-DUCATIVOCONTEMPORÂNEOS
Genivaldo de Souza Santos
Rodrigo GelamoPelloso
Alonso Bezerra de Carvalho....................................................................................................................................102

FENOMENOLOGIATRANSCENDENTAL: PERSPECTIVA HUSSERLIANA DA


APREENSÃO DO CONHECIMENTO
Gilvanio Moreira Santos...........................................................................................................................................103

O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM EM FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


Herivelt Felix...............................................................................................................................................................104

A POIESIS E A HERMENÊUTICA COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O SABER FILOSÓFICO:


A PRODUÇÃO TEXTUAL COLETIVA, PARTINDO DO PRESSUPOSTO DA FILOSOFIA
ENQUANTO LINGUAGEM
Iris Daniele Marcolino da Silva................................................................................................................................105

A EXPERIMENTAÇÃO DA COMPREENSÃO NA AUTOEDUCAÇÃO FILOSÓFICA


Ivan Maia de Mello....................................................................................................................................................106

O DESPERTAR DO PENSAMENTO ATRAVÉS DA LINGUAGEM FILOSÓFICA


Jaqueline Engelmann.................................................................................................................................................107

ÉTICA, DIREITOS HUMANOS, VIVER BEM


Jeovânia Pinheiro do Nascimento...........................................................................................................................107
EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO NA PERSPECTIVA MARXISTA
Jonece M. Beltrame....................................................................................................................................................108

A EXIGÊNCIA DA FORMAÇÃO ESPECIFICA NO ENSINO DE FILOSOFIA


José Anderson de Oliveira Lima..............................................................................................................................109

DO ENSINO DE FILOSOFIA: REFLEXÕES A PARTIR DE FRIEDRICH NIETZSCHE


José de Assis Moraes Júnior.....................................................................................................................................110
NECESSIDADES METODOLÓGICAS PARA OS CONTEÚDOS DE FILOSOFIA
NO ENSINO MÉDIO
José Francisco das Chagas Souza
Maria Reilta Dantas Cirino.......................................................................................................................................111

FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: LEGISLAÇÃO BRASILEIRA E NUANCES DO PROCESSO


DE IMPLANTAÇÃO
Maria Reilta Dantas Cirino
José Francisco das Chagas Souza............................................................................................................................111

FILOSOFIA, RESPONSABILIDADE E EDUCAÇÃO EM ENRIQUE DUSSEL


José Vicente Medeiros da Silva ...............................................................................................................................112

PARÂMETROS CURRICULARES, CURRÍCULO DA FILOSOFIA E ENSINO MÉDIO


Juliana Amorim...........................................................................................................................................................113
COMUNHÃO E DISCURSO NA OBRA O SOFISTA DE PLATÃO
Júlio César Tavares Dias............................................................................................................................................114

HEIDEGGER E O MÉTODO FENOMENOLÓGICO


Maria Clara Cescato...................................................................................................................................................115

O PANORAMA DO ENSINO DE FILOSOFIA, APÓS SUA INSERÇÃO NO CURRÍCULO


ESCOLAR, NAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS DA CIDADE DE SANTANA
DO IPANEMA/AL
Maria de Lourdes Vieira
Walter Matias Lima....................................................................................................................................................115

A IMPORTANTE RELAÇÃO DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO NA VIDA DE


SANTO AGOSTINHO
Pedro Felipe dos Santos Barros...............................................................................................................................116

UMA CRÍTICA À AUSÊNCIA DE TEXTOS FILOSÓFICOS NOS LIVROS DE FILOSOFIA


DESTINADOS AO ENSINO MÉDIO NO ESTADO DO PARANÁ
Priscila Angélica Ribeiro
José Antônio Martins................................................................................................................................................117

SARTRE E FREIRE: PARA UM EXISTENCIALISMO PEDAGÓGICO


Renato Araújo Leal....................................................................................................................................................118
ENSINAR FILOSOFIA NA GRANDE SOCIEDADE
Roberto Rondon .......................................................................................................................................................119

SOBRE A ESPECIFICIDADE DA FILOSOFIA E DE SEU ENSINO


Rogier Viegas .............................................................................................................................................................120

O ENSINO DE ESTÉTICA NO CURRÍCULO DE FILOSOFIA


Rosa de Lourdes Aguilar Verástegui ......................................................................................................................121
A FORÇA GERMINATIVA DA NARRAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO EM
WALTER BENJAMIN
Rosângela Sousa de Almeida ...................................................................................................................................121

ENSINO DE FILOSOFIA: UMA QUESTÃO DE COMUNICAÇÃO


Ruslane Bião ..............................................................................................................................................................122

ASPECTOS DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DURANTE O PROCESSO DE


INSTITUCIONALIZAÇÃO MODERNA DA ESCOLA
Sérgio Luís Persch......................................................................................................................................................123

HERMENÊUTICA COMO PROCESSO DE EDUCAÇÃO FILOSÓFICA


Sheila da Silva.............................................................................................................................................................124

FILOSOFIA, ÉTICA E FORMAÇÃO DA CIDADANIA:


ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA DO ENSINO DAS VIRTUDES CÍVICAS
Sidney Reinaldo da Silva ..........................................................................................................................................125
ADOLESCÊNCIA E PARADIGMAS DE FELICIDADE: REFLEXÕES SOBRE A EXTENSÃO
UNIVERSITÁRIA E O ENSINO DE FILOSOFIA
Silvano Fidelis de Lira
Auricélia Lopes Pereira
Ana Raquel Lopes Pereira.........................................................................................................................................126

FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


UMA PROPOSTA DE EXERCÍCIO NÔMADE DE ENSINO
Thiago do Nascimento Falcão ................................................................................................................................127

LEITURA DA OBRA DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO E DO TEXTO TEMPO


LIVRE ACERCA DA PROBLEMÁTICA DA INDÚSTRIA CULTURAL E A
OCUPAÇÃO DO TEMPO LIVRE DAS MASSAS
Tiago Rodrigues Araújo............................................................................................................................................128

EDUCAÇÃO E DESIGUALDADE SOCIAL NA PERSPECTIVA DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU


E MILTON SANTOS
Valdezia Izidorio Agripino
Cristiana de Oliveira Marcolino...............................................................................................................................129

ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NO CONTEXTO


DA SUA INCLUSÃO
Valdezia Izidorio Agripino
Ana Maria Monteiro do Nascimento .....................................................................................................................130
O HUMANISMO E AS QUESTÕES DA FORMAÇÃO E DO HUMANO
Waldênia Leão de Carvalho .....................................................................................................................................131

O LUGAR DA IGNORÂNCIA NA RELAÇÃO PEDAGÓGICA


Wilson Correia ...........................................................................................................................................................132

Eixo Temático 02:


Fundamentos Filosóficos do Ensino de Filosofia

REFLEXÕES E CONTRIBUIÇÕES PARA A METODOLOGIA DO ENSINO DE FILOSOFIA NA


PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA DA AUTONOMIA FREIRIANA
Adamo Micael Medeiros ..........................................................................................................................................133

A INCIDÊNCIA DA FILOSOFIA SOBRE O ENSINO DE CIÊNCIA SEGUNDO


THOMAS KUHN
Adan John Gomes da Silva ......................................................................................................................................134

PROGRAMA DE EXTENSÃO “ADOLESCÊNCIA, SUBJETIVIDADE E ÉTICA” CONTORNOS DE


UMA PRÁTICA DE ENSINO DE FILOSOFIA
Ana Raquel Lopes Pereira
Silvano Fidelis de Lira
Auricélia Lopes Pereira ............................................................................................................................................135

OS MODOS DA RAZÃO: HISTÓRIA CULTURAL DO ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL


André Gustavo Ferreira da Silva .............................................................................................................................136
OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE FANZINES: UM ENTRE-LUGAR POSSIBILITADOR DA
CRIAÇÃO DE CONCEITOS NAS AULAS DE FILOSOFIA
André Vinícius Nascimento Araújo
Lucrécio Araújo de Sá Junior ..................................................................................................................................137

O ENSINO DOS CLÁSSICOS DA FILOSOFIA A PARTIR DAS MÍDIAS SOCIAIS


Bárbara Romeika Rodrigues Marques ....................................................................................................................138

OS TEXTOS FILOSÓFICOS NO ENSINO MÉDIO


Camila Souza Izídio ..................................................................................................................................................139

HANNAH ARENDT E A REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO


Fabrícia de Castro Abreu .........................................................................................................................................140

A FILOSOFIA NA HISTÓRIA E NA VIDA COTIDIANA


Felinto Gadêlha Júnior
Felinto Gadêlha Segundo
Lucrécio Araújo de Sá Júnior...................................................................................................................................141

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA COMO RETORNO A FILOSOFIA DE PLATÃO


E ARISTÓTELES
Felipe Guimarães Marques ......................................................................................................................................142

AS TRÊS FIGURAS DA IDEIA DE LIBERDADE EM HEGEL


João de Araújo Ximenes ..........................................................................................................................................142
ALTERIDADE E EDUCAÇÃO EM LEVINAS
José Tadeu Batista de Souza ....................................................................................................................................143

A LIBERDADE NA ÉTICA DE BENEDICTUS DE SPINOZA


Karine Vieira Miranda Maciel
Emanuel Angelo da Rocha Fragoso ......................................................................................................................144

FILOSOFIA SOCIAL E POLÍTICA: PERSPECTIVAS PARA O ENSINO MÉDIO


Klyngher Emídio B. Cabral
Lucrécio Araújo de Sá Júnior...................................................................................................................................145

EDUCAÇÃO E CONHECIMENTO: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DOCENTE


Leandro Fernandes Dantas
Lucrécio Araújo de Sá Júnior ..................................................................................................................................145

O CONCEITO DE EDUCAÇÃO COMO FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO ÉTICO


PARA O CONHECIMENTO E A CIDADANIA
NOS ESCRITOS PEDAGÓGICOS DE HEGEL
Leonardo Gomes da Silva .......................................................................................................................................146

UMA CONTRIBUIÇÃO DE CASTORIADIS À PRATICA DA FORMAÇÃO HUMANA


Leandro Soares da Silva
Lucrécio Araújo de Sá Júnior ..................................................................................................................................147
A LIBERDADE COMO TEMA PARA O ENSINO DE FILOSOFIA
Luan Alves
João Paulo dos Santos
José Maciel
Lucrécio Araújo de Sá Júnior ..................................................................................................................................149

DIDÁTICA: PARA ALÉM DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FILOSOFIA NA


EDUCAÇÃO BÁSICA
Luiz Carlos Sacramento da Luz
Francisco Matheus Guerreiro de Freitas
Everaldo Oliveira Lima
Rafaela de Araújo Ramos .........................................................................................................................................150

FILOSOFIA E EDUCAÇÃO: O DESVELAR DO CONHECIMENTO


Marília Freitas de Araújo
André Clementino de Lima......................................................................................................................................151

ENSINO DA FILOSOFIA E A REFLEXÃO DE UMA DAS PROBLEMÁTICAS QUE


CIRCUNDA SEU ENSINO: POR QUE A FINALIDADE DA FILOSOFIA É DISTINTA
DA FINALIDADE DO QUE O
ESTADO IMPUTA PARA O ENSINO DA MESMA?
Maria Clara Pereira Santos........................................................................................................................................152

O VÍDEO DIGITAL NA AULA DE FILOSOFIA E A CRIAÇÃO DE


CURTAS-METRAGENS FILOSÓFICOS
Marilia Mello Pisani ..................................................................................................................................................153
BASES DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO EM JOHN DEWEY:
POR UMA EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA
Matheus da Trindade Moura
Francisco Diniz de Andrade Meira .......................................................................................................................154

A REFLEXÃO ENQUANTO ATIVIDADE LÚDICA NO ENSINO DE FILOSOFIA:


UM RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DE A NÁUSEA DE SARTRE
Maurilio Gadelha Aires ............................................................................................................................................155

O ENSINO EDUCATIVO DA FILOSOFIA NUMA PERSPECTIVA DISSENSUAL


Pedro Danilo Galdino ..............................................................................................................................................156

EDUCAÇÃO E FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO:


DESAFIOS E PERSPECTIVAS
Pollyanna Lima...........................................................................................................................................................156

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: AQUISIÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE VALORES


A PARTIR DE UMA ABORDAGEM DIALÓGICA AOS DILEMAS DE KOHLBERG
Ricardo Pinho Souto
Cecília Gallindo Cornélio..........................................................................................................................................157

O EDUCANDO NA FILOSOFIA DA DESCONSTRUÇÃO – ENCONTRO


DE SABERES NA AVALIAÇÃO DIFERENCIADA
Ricardo Soares Nogueira .........................................................................................................................................159
NARRATIVA E MEMÓRIA, UM (DES) ENCONTRO COM A FILOSOFIA DELEUZIANA:
CAMINHOS RIZOMÁTICOS
Silvano Fidelis de Lira
Auricélia Lopes Pereira..............................................................................................................................................160

PROGRAMA DE EXTENSÃO “ADOLESCÊNCIA, SUBJETIVIDADE E ÉTICA”


CONTORNOS DE UMA PRÁTICA DE ENSINO DE FILOSOFIA
Silvano Fidelis de Lira
Auricélia Lopes Pereira
Ana Raquel Lopes Pereira .......................................................................................................................................161

QUESTÕES DE MÚLTIPLA-ESCOLHA EM FILOSOFIA: UM ESTUDO DE CASO


Stefan Rotenberg........................................................................................................................................................162

ENSINO DE FILOSOFIA: ENTRE A DISCUSSÃO E A PRÁTICA


Thiago Corrêa Moraes..............................................................................................................................................163

A DESMISTIFICAÇÃO DO MAQUIAVELISMO PARA A POLÍTICA ATUAL


UMA ANÁLISE FILOSÓFICA NO ENSINO MÉDIO
Umberto de Araújo Medeiros .................................................................................................................................164

SARAU FILOSÓFICO: UM RELATO DO PROJETO PEDAGÓGICO


DESENVOLVIDO NA E. E. E. F. M. FRANCISCO APOLINÁRIO DA SILVA NA CIDADE DE
AREIAL-PB PARA AS AULAS DE FILOSOFIA
Valdezia Izidorio Agripino
Ana Maria Monteiro do Nascimento
Paula Camila Aguiar Barbosa de Sales....................................................................................................................165

Eixo Temático 03:


Práticas Pedagógicas em Ensino de Filosofia no Ensino Médio

O CINEMA COMO RECURSO MEIO MEDIADOR DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


Alexandre de Oliveira Ferreira
João Paulo Rodrigues
Débora Virgínia Salviano
Lucrécio Araújo de Sá Junior ..................................................................................................................................166

A FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO E A QUESTÃO DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


Ana Maria de Carvalho Bezerra
Adan John Gomes da Silva.......................................................................................................................................167

AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COMO RECURSO DIDÁTICO


PARA O ENSINO DE FILOSOFIA
Ana Maria Monteiro do Nascimento
Valdezia Izidorio Agripino ......................................................................................................................................168
O DESAFIO DA MOTIVAÇÃO NO PROCESSO DO ENSINO/APRENDIZAGEM
DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO
André Pacheco Ramos
João Antônio Bezerra Filho
Albegino Bezerra Silva..............................................................................................................................................169

O LIVRO DIDÁTICO DE FILOSOFIA: RELATOS DE SUA INTEGRAÇÃO, DISPONIBILIDADE


E UTILIZAÇÃO NO ENSINO MÉDIO
Carlos Artur Costa Rodrigues .................................................................................................................................170

DAS ORIENTAÇÕES CURRICULARES NACIONAIS À PROPOSTA CURRICULAR


DE SANTA CATARINA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA
Elza Wiese Zarling
Celso João Carminati ................................................................................................................................................171

FILOSOFIA E LIQUIDEZ: O OFÍCIO DO FILÓSOFO NA CONTEMPORANEIDADE


Cristiano Bonneau ....................................................................................................................................................172

INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO:
A FORMAÇÃO HUMANÍSTICA DO PROFESSOR DE FILOSOFIA
Dax Moraes ................................................................................................................................................................173

A PRÁTICA DE ENSINO E O ESTÁGIO EM FILOSOFIA


Deyve Redyson ..........................................................................................................................................................174
A FILOSOFIA E O FILOSOFAR: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA
Ellen Maianne Santos Melo Ramalho ....................................................................................................................175

TECNOLOGIA COMO RECURSO PEDAGÓGICO NA AULA DE FILOSOFIA


Emília Cristina
Deyve Redyson ..........................................................................................................................................................176

O CORDEL EM SALA DE AULA


Francisco Pereira de Souza
Rodolfo Rodrigues Medeiros
Ismael Bosco Pereira
Leila Dantas Carmo ..................................................................................................................................................177

DIÁLOGO ENTRE O CONCEITO DE ESTÉTICA E A ESTÉTICA NORDESTINA:


UMA ABORDAGEM PARA O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO
Karla Epiphania Lins de Gois ................................................................................................................................178

FILOSOFIA E CINEMA NA SALA DE AULA


Luiz Carlos Menezes dos Reis ................................................................................................................................179

SOBRE A RECEPTIVIDADE DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


Marcel Alcleante Alexandre de Sousa
Rosemary Marinho da Silva......................................................................................................................................180
ARTICULANDO FILOSOFIA E MÚSICA NA ESCOLA
Marcelo Senna Guimarães .......................................................................................................................................180

O TEXTO FILOSÓFICO E OS SEUS RECURSOS DIDÁTICOS NA SALA DE AULA


Marcia Willians Alves Nogueira ..............................................................................................................................181

VIVÊNCIAS NO COTIDIANO ESCOLAR E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES


FILOSÓFICO-PEDAGÓGICAS DE ROUSSEAU
Pamela Cristina de Gois
Douglas Adônis Martins ..........................................................................................................................................182

ENSINO DE FILOSOFIA NA GRADUAÇÃO DA UFMT RELATO DE EXPERIÊNCIA


Rodrigo Marcos de Jesus
Alécio Donizete da Silva ..........................................................................................................................................182

ÉTICA E O USO DAS TECNOLOGIAS


Sara Lima Pinto
Alexsandra dos Santos Barbosa
Carlos Gleidson Cavalcante Martins
Maria Pastora de Lima ..............................................................................................................................................183

CONSTRUINDO UM ÂMBITO PARA O FILOSOFAR NA ESCOLA


Sérgio Vieira Pereira
Lucrécio Araujo de Sá Junior ..................................................................................................................................184
“TREM FILOSÓFICO: NOS TRILHOS DO CONHECER, ENSINAR, APRENDER”
Sérgio Murilo Rodrigues (PUC Minas)
Camila Soares Dutra Elias
Jonathas Souza Lima
Helrison Silva Costa...................................................................................................................................186

ANÁLISE DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA,


E DO SEU ACOMPANHAMENTO POR PARTE DO NÚCLEO REGIONAL
DE EDUCAÇÃO DE MARINGÁ
Thaís LaselvaHamer
José Antonio Martins ...............................................................................................................................................186

OUTRO OLHAR SOBRE A POLITICA NA SALA DE AULA DENTRO DE UMA


PERSPECTIVA FILOSÓFICA
Wendell Barbosa do Nascimento
Lucrécio Araújo de Sá Júnior...................................................................................................................................187

ADIALÉTICAHEGELIANANORTEANDOOENSINODEFILOSOFIA:
UMAABORDAGEMPOSSÍVEL
Wilker Sabino Ferreira...............................................................................................................................................188

A CONCEPÇÃO DA LINGUAGEM SEGUNDO JEAN-JACQUES ROUSSEAU:


UMA EXPERIÊNCIA EM SALA DE AULA
Yvisson Gomes dos Santos .....................................................................................................................................189
Eixo Temático 04:
Filosofia para/com Crianças

FILOSOFIA PARA CRIANÇAS: UM CAMINHO A SEGUIR


Carmem Maia dos Santos Câmara
Lyzandra Cristina de Araújo Souza
Maria Reilta Dantas Cirino
José Francisco das Chagas........................................................................................................................................190

COMO FAZER FILOSOFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL?


Cristiane Maria Marinho
Silvia Regina Macário dos Santos ..........................................................................................................................191

AS CRIANÇAS PODEM FILOSOFAR?


Cristiane Sousa Santos
Iranildes Oliveira Delfino
Maria José dos Santos Andrade ..............................................................................................................................192

O PENSAR INFANTIL NA PROPOSTA DE LIPMAN


Duó Maria de Souza
Maria de Fátima Dantas
José Francisco das Chagas Souza
Maria Reilta Dantas Cirino.......................................................................................................................................193
FILOSOFAR COM CRIANÇAS: POSSIBILIDADES. CONTRIBUIÇÕES DE
MATTHEW LIPMAN
Marcos Antônio Lorieri ............................................................................................................................................194

O CURRÍCULO PROPOSTO PELO PROGRAMA FILOSOFIA PARA CRIANÇAS


DE LIPMAN
Mariana Frutuoso Araújo
Sarah Regina de Medeiros Dias
José Francisco das Chagas Souza
Maria Reilta Dantas Cirino ......................................................................................................................................195

Eixo Temático 05:  


Formação de Professores de Filosofia

O CASO DO MAIOR ANIMAL DO MUNDO: CONTRIBUIÇÕES DAS


METODOLOGIAS DO ENSINO POR INVESTIGAÇÃO DAS ÁREAS
CIENTÍFICAS PARA AS AULAS DE FILOSOFIA COM CRIANÇAS
Michelle Larissa Gandolfo Pansarelli .....................................................................................................................196

FILOSOFIA, EDUCAÇÃO E PEDAGOGIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A FORMAÇÃO DO


PROFESSOR DE FILOSOFIA
Antonio Carlos de Oliveira Santos .........................................................................................................................197
A PROBLEMÁTICA ENTRE O ENSINO DA FILOSOFIA E O PAPEL DO PROFESSOR
Joana Souto ................................................................................................................................................................198

A AUTONOMIA MORAL NO ENSINO DE FILOSOFIA


José Aparecido de Oliveira Lima ............................................................................................................................199

É POSSÍVEL (DE)FORMAR PROFESSORES DE FILOSOFIA?


Rogério Basali ............................................................................................................................................................200

NECESSIDADES FORMATIVAS DO PROFESSOR DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO:


DESAFIO DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA NO BRASIL
Sueny Nóbrega Soares
José Francisco das Chagas Souza
Marcos de Camargo Von Zuben ............................................................................................................................201

Eixo Temático 06:  


Pesquisa sobre Ensino de Filosofia

VISÃO DISCENTE SOBRE O ENSINO DE FILOSOFIA NO NÍVEL MÉDIO


Allany Vitória Cardoso Cruz
Rodolfo Rodrigues Medeiros...................................................................................................................................202
O PERFIL DO DOCENTE DE FILOSOFIA DO NÍVEL MÉDIO
NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE ARAPIRACA E ADJACÊNCIAS
Anderson de Alencar Menezes
Israel Alexandria Costa ............................................................................................................................................203

O PIBID E O DESFIO DA ORGANIZAÇÃO DO SABER FILOSÓFICO NO ENSINO MÉDIO:


RELATOS DE UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA
Bruno Camilo de Oliveira
Clévio de Carvalho Lourenço .................................................................................................................................204

O ENSINO DE FILOSOFIA NA MODALIDADE DE JOVENS E ADULTOS NA


UNIDADE DE ENSINO DO SESC CAMPINA GRANDE
Fábio Alves de Souza
Rachel Carla da Silva
Valmir Pereira.............................................................................................................................................................206

O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NO ENSINO DA FILOSOFIA


NAS ESCOLAS DE REFERÊNCIA EM ENSINO MÉDIO (EREMs) – RECIFE NORTE,
DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Fábio Marques Bezerra ............................................................................................................................................206

APONTAMENTOS SOBRE O ESTRANHAMENTO DO ESTUDANTE DE


ENSINO MÉDIO FRENTE AOS PROBLEMAS LEVANTADOS PELA FILOSOFIA
Fernando Cirino ........................................................................................................................................................207
UNIVERSIDADE E ESCOLA, ENSINO E PESQUISA E O FOMENTO À
DOCÊNCIA NO PROJETO PIBID-FILOSOFIA-UFRJ, DA CAPES
Fillipe Trizotto ...........................................................................................................................................................208

CONTRIBUIÇÕES EDUCACIONAIS DO PIBID 2


Heitor Godinho Tanus
Larissa Farias Rezino ................................................................................................................................................209

PESQUISA E REFLEXÃO: UMA AÇÃO NECESSÁRIA PARA O ENSINO DE FILOSOFIA


Heitor Reis de Oliveira
Suzane dos Santos Lopes
Vera Lúcia Santos Mutti Malaquias ........................................................................................................................210

A FILOSOFIA PELOAVESSO
UM ESTUDO SOBRE NOVOS PRINCIPIOS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA
EM CONEXÃO COM A PESQUISA E A EXTENSÃO
Iolanda Carvalho de Oliveira
Isabel de J. Santos.......................................................................................................................................................211

O PERFIL DO DOCENTE DE FILOSOFIA DO NÍVEL MÉDIO


NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE ARAPIRACA E ADJACÊNCIAS
Israel Alexandria Costa
Anderson de Alencar Menezes ...............................................................................................................................212
O TRABALHO DOCENTE: PROFISSÃO OU MISSÃO?
Israel Alexandria Costa
Tereza Cristina C. de Albuquerque..........................................................................................................................213

A FILOSOFIA NA ESCOLA E SEUS DESAFIOS


Joaquim Artur de Almeida Feitosa Pereira
Lucrécio Araújo de Sá Júnior ..................................................................................................................................214

AÇÃO E FILOSOFIA DA ANCESTRALIDADE: A ÉTICA COMO UM PROBLEMA PRIMEIRO


Luís Carlos Santos ....................................................................................................................................................215

A PESQUISA-AÇÃO E O ENSINO DE FILOSOFIA


Márcio Antônio Cardoso Lima ...............................................................................................................................215

CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO DOCENTE PIBIDIANO


UM ELO ENTRE A UNIVERSIDADE E AS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA
Mariana Clark
Monalisa Soares
Rafael Leopoldo A S Ferreira ..................................................................................................................................216

OS CONTEÚDOS DE ÉTICA EM LIVROS DIDÁTICOS DE FILOSOFIA NO ENSINO MEDIO


DA PARAIBA
Rosicleide de Araujo Andrade
Tânia Rodrigues Palhano .........................................................................................................................................217
A VAIDADE COMO TEMA NO ENSINO DE FILOSOFIA
Sandra Pereira dos Santos Mizael ...........................................................................................................................218

A CONSTITUIÇÃO DE UM CAMINHO DE PESQUISA SOBRE O


ENSINO DE FILOSOFIA COMO PROBLEMATIZAÇÃO ÉTICA DE SI
Saulo Eduardo Ribeiro .............................................................................................................................................219

A RELAÇÃO ENTRE A PESQUISA E O ENSINO DE FILOSOFIA


Vanessa Kvetik Paes...................................................................................................................................................219

A RELAÇÃO DOS ALUNOS COMA A FILOSOFIA


Wesley Carlos de Abreu ...........................................................................................................................................220
CONFERÊNCIAS
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 45

FILOSOFIA:
CONSTRUINDO OS CAMINHOS DO ENSINAR E APRENDER

Prof. Dr. Sílvio Gallo (UNICAMP)

Resumo
A conferência abordará os desafios para o ensino da Filosofia na educação média no Brasil contemporâneo. Partindo do
contexto da aprovação da obrigatoriedade da disciplina neste nível de ensino, caracterizada como parte de um movimento
apresentado como uma “governamentalidade democrática”, procurará delinear as questões que nos são colocadas por tal
contexto. De modo especial, a conferência enfrentará o problema da articulação entre o ensinar Filosofia (a prática dos
professores) e o aprender Filosofia (o movimento a ser feito pelos estudantes), de forma que o ensino de Filosofia não
se converta em mais uma disciplina que transmite conteúdos a serem assimilados ou mesmo decorados, mas sim em um
espaço de experimentação da modalidade filosófica do pensamento criativo.

O QUE SE APRENDE E O QUE SE ENSINA QUANDO SE APRENDE E SE ENSINA FILOSOFIA?

Prof. Dr. Walter Omar Kohan (UERJ/FAPERJ/CNPQ)

Resumo
A aprendizagem e ensino de filosofia são filosofia, atividades filosóficas, filosofantes. A pergunta pela sua natureza e
sentido exige, portanto, a problematização da própria filosofia, do seu fazer, e de seu sentido educacional. O sabemos
desde Sócrates: não há filosofia sem uma vida filosofante; sem um encontro em que, mesmo negando a posição de mestre,
o filósofo gera aprendizagens em outros. Não há como pensar uma filosofia não educacional. Contemporaneamente,
muitos discutem a presença da filosofia no ensino médio e nas escolas em geral a partir de opções que, habitualmente,
46 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

concentram-se em visões centrados nos temas, problemas ou doutrinas filosóficas. Nessa perspectiva, pensa-se que o
que a filosofia ensina é uma série ou conjunto de temas, ou um elenco de problemas ou doutrinas, geralmente, extraídos
da história da filosofia. Nesta intervenção, inspirados no próprio Sócrates o em O mestre ignorante de Jacques Rancière,
defenderemos que aprende-se ou ensina-se muito pouco em filosofia se não se aprende e se ensina a condição de seu
exercício: a confiança na potência do próprio pensamento.

A FORMAÇÃO FILOSÓFICA NO BRASIL E O ENSINO DE FILOSOFIA

Prof. Dr. Filipe Ceppas

Resumo
O problema da formação filosófica  no Brasil  é o da existência de uma cultura filosófica profissional, universitária, de
excelência, contraposta à ausência de um “habitus” filosófico criativo, isto é, à suposta ausência de um traço de disposições
duráveis em torno das capacidades de criação e problematização conceituais próprias ou originais. Uma obra como a de
Oswald de Andrade, por exemplo, parece estar fadada a ser considerada sempre como ensaística, “pouco filosófica”
ou “pouco rigorosa”, enquanto, por outro lado, temos dificuldade de identificar a propriedade da ruminação “de alto
teor filosófico”, “rigorosa”, produzida em torno de idéias e autores já legitimados na Europa ou nos Estados Unidos,
como sendo capaz de dizer algo sobre a especificidade de nossa condição brasileira, mestiça, de sociedade periférica
ou emergente, no desconcerto das nações. A precariedade do ensino de filosofia na educação básica, em nosso país, é
parte do problema. Mas defendemos que a superação dessa precariedade pode não significar grande coisa, se não é feita
no sentido de superar aquela contraposição e a nossa incapacidade congênita de “ousar pensar”, um “ousar pensar”
necessariamente outro do que aquele que herdamos da Grécia, de Kant e do Iluminsimo.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 47

A FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE FILOSOFIA

Prof. Dr. Junot Cornélio Matos

Resumo
O tema da formação de professores ganhou relevância particular a parir do início dos anos 80, mobilizando pesquisadores
e propiciando debates interdisciplinares. No final dos anos 90 decidi entrar no debate trazendo a filosofia como um dos
interlocutores do diálogo. Não havia pioneirismo em razão de outros trabalhos que se achegavam à época e nem era minha
intenção proclamar a mais nova e definitiva palavra sobre o tema. Procurei, contudo, usar como pretexto o movimento
racional pelo retorno do ensino de filosofia ao, então, 2º grau e investigar as iniciativas que as universidades que lideravam
o movimento tinham e/ou estavam experimentando no que concerne à formação docente. Para tanto, escutar estudantes
e professores cujas falas me parecem de extrema atualidade. Os resultados que alcancei após demorada escuta de docentes
e discentes, farta análise documental, estudos de propostas curriculares, tornaram possível que tomasse de empréstimo
uma frase do Merleau-Ponty para – naquela ocasião - intitular meu trabalho de “Em toda parte e em nenhum lugar:
a formação pedagógica do professor de filosofia”. Assim procedemos, por não situarmos, em lugar qualquer de suas
intensas programações e projetos, uma articulação mais consistente e significativa que materializasse uma concepção e
prática de formação dos profissionais docentes em filosofia em cuja ênfase recaísse a docência como o espaço de diálogo
entre conhecimentos específicos e pedagógicos. A questão das idas e vindas da filosofia com componente que se oferta
ao trabalho pedagógico é uma constante na história da educação brasileira e não poucas são as produções que analisam
essa trajetória. Em 2008, com a aprovação da lei nº 11.684/08 passamos a contar com a obrigatoriedade da oferta, em
todas as séries do ensino médio e em todo território nacional, da filosofia e sociologia como disciplina. Essa decisão
recoloca na pauta questões de grande importância para os cursos de filosofia, seus docentes e corpo discente. Não à toa
testemunhamos o crescimento de iniciativas, de pesquisas nos programas de pós-graduação em educação e em filosofia, da
produção específica no campo da Filosofia da Educação e do Ensino de Filosofia. Nesse contexto, cresce a preocupação
com a formação do professor de filosofia. Na verdade, essa questão esteve sempre presente como argumento contrário
48 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

ao retorno de tal oferta pela alegação da escassez de pessoas qualificadas para tanto. A novidade do momento é que, para
além de nossas especulações acadêmicas, estamos diante de um imperativo legal que determina sua obrigatoriedade num
sistema de ensino que se alargou exponencialmente nos últimos anos. Gallo (2012, p. 123) reflete que é urgente pensar
tal formação “a fim de garantir que a implantação da disciplina nos currículos seja feita de forma séria e competente, por
profissionais bem formados”. Não podemos ignorar que a Filosofia que volta a escola em pleno século XXI, no boje
de um movimento que parece consolidar as reformatações produtivas do capital principiada no século passado não é
qualquer filosofia. Aliada à questão de sua concepção – e falamos em concepção atentando para os demandantes de uma
tal filosofia que em princípio deve corroborar com a “formação do cidadão crítico”, ou seja, encerra um saber a priori - e
ensinabilidade é necessário adicionar aquela que indaga o “para quê”; ou seja, a que projeto histórico ela é chama a servir.
Assim, é possível atentar para a complexidade do fenômeno. Ela não é tão simples quanto parece: não se trata de discutir
exclusivamente se ela, a filosofia, presta-se ou não à disciplinarização e ao ensino.

CRIANÇA FILÓSOFO? CRIANÇA ARTISTA? CONTRIBUIÇÃO PARA UMA ABORDAGEM


FILOSÍFICA DA CRIANÇA PÓS-MODERNA

Prof. Dr. Alain Kerlan (Université Lyon)

Resumo
A conferência discute o ensino de filosofia com o foco na infância buscando oferecer contribuições para o desenvolvimento
do trabalho pedagógico com a criança pós-moderna
MESAS-REDONDAS
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 51

MESA 01 – A DIMENSÃO EDUCATIVA DA FILOSOFIA

Prof. Dr. Gonzalo Palácios (UFG)


Profa. Dra. Maria Betânia Santiago (UFPE)
Prof. Dr. Roberto Rondon

Resumo
As mudanças que o Ministério da Educação quer realizar para o ensino médio, entre as quais se cogita eliminar as
disciplinas, podem abrir uma brecha para uma presença maior da filosofia na escola. Há pelo menos duas razões para isso:
(1) a filosofia, por sua natureza, é inter e trans disciplinar; e, (2) toda pesquisa teórica é essencialmente filosófica. Não é por
acaso que a filosofia está no início da constituição de praticamente todas as grandes ciências. A filosofia, ao ter antecipado
concepções físicas e químicas, introduziu, com os pré-socráticos, os problemas que as ciências da natureza só discutiriam
e estariam em condições de resolver na modernidade. Lida diretamente com as matemáticas, ao estudar procedimentos
lógicos, pensa questões da biologia ao discutir problemas éticos etc. Além disso, é na filosofia das ciências que se reflete
sobre os maiores desafios que as ciências encontraram nos últimos dois séculos. Desse modo, a superação do caráter
disciplinar no ensino médio pode, se bem aproveitado pelos professores da área, ser um estímulo para o desenvolvimento
da Filosofia nas escolas.

MESA 02 – POSSIBILIDADES TEMÁTICAS DO ENSINO DE FILOSOFIA

Prof. Dr. Custódio Almeida (UFCE)


Prof. Dr. Ricardo Pinho (UNICAP)
Prof. Dr. Alfredo Moraes (UFPE)
52 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

MESA 03: MODALIDADES DE EXPERIÊNCIAS DE ENSINO DE FILOSOFIA

MODALIDADES DE EXPERIÊNCIAS DE ENSINO DE FILOSOFIA

Prof. Dr. Pedro Gontijo


Prof. Dr. Samuel Mendonça (PUC Campinas)

Resumo
Os diferentes temas analisados à luz da filosofia, no Ensino Médio, aglutinam estratégias específicas e diferenciadas
pelo professor. Discutiremos estratégias adotadas na rede pública do Estado de São Paulo, neste nível de ensino, nos
anos 90, a partir dos temas: conhecimento e ética. Se o ensino de filosofia deve promover a capacidade de conceituação,
de problematização e de argumentação, os temas elencados podem auxiliar o desenvolvimento dessas capacidades, no
entanto, as estratégias adotadas podem determinar o êxito neste processo. O ensino de filosofia, para este nível de ensino,
não pode ser reproduzido como nos cursos de graduação. É fundamental que se busque a adequação da linguagem, dos
textos e principalmente da forma de diálogo com o jovem dos tempos atuais. Compartilhar experiências de ensino de
filosofia diz respeito à diretriz da mesa redonda e, assim, a eleição dos temas clássicos: conhecimento e ética se justificam
para que se tenha, no horizonte, condições de refletir sobre a natureza e limites do conhecimento humano e também para
que as atrocidades humanas possam ser problematizadas à luz de uma reflexão axiológica.
Palavras-chave: ensino de filosofia, conhecimento, ética, estratégias.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 53

DUAS POSSÍVEIS QUESTÕES A CONSIDERAR AO LECIONAR FILOSOFIA:


O PENSAMENTO CRÍTICO E A ABORDAGEM DAS CAPACIDADES

Prof. Dr. Mário Nogueira


Resumo
Os objetivos do artigo são (1) apresentar algumas razões para considerarmos a disciplina “Pensamento Crítico” existente
em muitas universidades estrangeiras como um dos objetivos a ser buscado nas aulas de Filosofia, tanto aulas de Lógica
como de outras áreas da pesquisa filosófica e, (2) mostrar como a abordagem das capacidades de Amartya Sen e Martha
Nussbaum ensina-nos a reconhecer que uma educação filosófica que leve ao pensamento crítico insere-se em uma questão
maior que implica justiça social e participação democrática.
Palavras chave: Ensino, Filosofia, Pensamento Crítico, Abordagem das Capacidades.

MESA 04: CONCEPÇÕES DE ENSINO DE FILOSOFIA

Prof. Dr. Marcio Danelon (UFU)


Prof. Dr. Dante Galeffi (UFBA)
Prof. Dr. Flávio Brayner (UFPE)

MESA 05 - POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO


54 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

Prof. Dr. Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN/PPGEd)

Resumo
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), o ensino deve buscar desenvolver no
aluno seu potencial crítico, sua capacidade como leitor proficiente dos diversos textos que circulam na sua cultura, através
da competência de produzir e avaliar seus próprios juízos (cf. PEREIRA ; NEVES, 2012). Os princípios metodológicos
que orientam as avaliações oficiais, a exemplo do ENEM, priorizam a formação de competências e habilidades necessárias
à prática de leitura e escrita, valorizam a pesquisa e apontam para um ensino interdisciplinar, que busque promover o diálogo
entre as diferentes disciplinas para o desenvolvimento compreensivo integral do aluno, uma vez que o conhecimento
é profundamente inter-relacionado. Considerando tais orientações, neste trabalho pretendo observar que o objetivo
pedagógico da Filosofia como disciplina do Currículo Escolar no Ensino Médio deve estar centrado não apenas na
exposição de saberes já pensados, mas sobretudo nos usos atuais que o aluno poderá fazer do conhecimento filosófico, ou
seja, como pensamento e linguagem mediadores da interação social, de interpretação do mundo e de compartilhamento
de conceitos, informações e críticas. Saber utilizar as variadas possibilidades de construção conceitual em função dos
objetivos comunicativos é fundamental para o ensino-aprendizagem da Filosofia na Escola e deve contribuir para que o
aluno, ampliando seu domínio conceitual e discursivo, possa participar ativamente do mundo em que vive.
Palavras-chave: Filosofia; Ensino Médio; Práticas discursivas.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 55

“POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: UM


OLHAR A PARTIR DOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES”

Profa. Dra. Patrícia Del Nero Velasco (UFABC)

Resumo
Há, desde 2008, um lugar institucionalizado para a Filosofia no Ensino Médio brasileiro. Não obstante, grande parte
dos filósofos que defenderam a inserção da Filosofia como disciplina na matriz curricular concorda que o ensino desta
tem especificidades que o diferenciam das demais disciplinas. O ensino de Filosofia há de ser um ensino filosófico.
Delineiam-se, pois, os desafios: como transformar a Filosofia em disciplina escolar pensando possibilidades curriculares
e metodológicas que não engessem a problematização filosófica e as práticas docentes? Como propiciar ao estudante a
experiência do exercício de pensamento filosófico de modo significativo? Como formar professores que articulem as
dimensões filosófica e pedagógica do seu próprio ofício de dar aula? As possibilidades e perspectivas para o ensino de
Filosofia no Ensino Médio passam, desta forma, pela necessidade de pensar este ensino sob uma perspectiva filosófica,
de modo que a Filosofia e a didática filosófica sejam indissociáveis. À medida que o Ensino de Filosofia é tomado como
problema e objeto de pesquisa da própria Filosofia, abre-se à possibilidade de compreensão do ensino-aprendizagem
como momento de produção filosófica, como espaço para se experimentar a tradição filosófica com os autores e, por
conseguinte, pensar o tempo presente.
56 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

Prof. Dra. Sílvia Maria de Contaldo (PUCMinas/ Instituto Santo Tomás de Aquino)

Resumo
Desde 2008 as possibilidades e perspectivas para o Ensino de Filosofia no Ensino Médio têm sido debatidas e discutidas
em novas molduras, em razão do Parecer CNE 38/2006 que tornou obrigatória a disciplina Filosofia nas escolas públicas e
privadas no nível médio. Se nos anos anteriores a presença da Filosofia no nível médio era precária, beirando a invisibilidade,
atualmente, ao contrário, temos mais visibilidade. Mas em que grau? Ainda com embaçamentos principalmente de
ordem prática-metodológica. Sabemos o que não deve ser feito, como por exemplo, posturas ‘comenianas’, no estilo
aula/prova/aula/prova como também o seu contraponto, um ‘vale-tudo ‘ em nome da Filosofia. Portanto, pensar em
possibilidades e perspectivas para o ensino de Filosofia implica, em primeiro lugar, ter clareza que trata-se de filosofia
‘não-filósofos’, numa empreitada inteiramente nova – sem perder o rigor da tradição filosófica – que seja capaz de decifrar
as novas linguagens e problematizar o espaço cibernético no qual os jovens do século XXI estão culturalmente inscritos.

MESA 06 – FILOSOFIA E POLÍTICA

Prof. Dr. Érico Andrade (UFPE)


Prof. Dr. Tárik Prata (UFPE)
Prof. Dr. Thiago Aquino (UFPE)

Resumo
A mesa explora a relação entre a filosofia e a política no tocante à natureza do projeto filosófico, ou seja, se pretende
entender como a política pode assumir na filosofia um viés pedagógico e catalizar um potencial emancipatório por meio
da reflexão racional.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 57

MESA 07: ESPIRITUALIDADE E EDUCAÇÃO

Prof. Dr. Ferdinand Hohr (UFPE)


Prof. Dr. Alexandre Simões (UFPE)
Prof. Dr. Policarpo (UFPE)

MESA 08 - EXPERIMENTAR A FILOSOFIA: NOTAS SOBRE A PRESENÇA DA FILOSOFIA ENTRE


CRIANÇAS E ADULTOS A PARTIR DE UM CURSO DE PEDAGOGIA

EXPERIMENTAR A FILOSOFIA:
NOTAS SOBRE A PRESENÇA DA FILOSOFIA ENTRE CRIANÇAS E ADULTOS A PARTIR DE UM
CURSO DE PEDAGOGIA

Profa. Dra. Conceição Gislane


Prof. Dr. Marcos Antonio Lorieri
Profa. Dra. Paula Ramos de Oliveira

Resumo
Em 2002, por ocasião de uma reestruturação curricular, a Filosofia para Crianças começou a integrar, como disciplina
obrigatória, o currículo do Curso de Pedagogia da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara-SP (FCLAr-UNESP).
Nessa apresentação pretendemos discutir essa presença que nesse ano de 2012 está completará dez anos. Por ocasião
de sua introdução, em âmbito nacional a Filosofia para Crianças estava sendo problematizada em seus limites e em suas
potencialidades. Em âmbito local, também tínhamos uma demanda por essa área que começou a nascer juntamente com
o surgimento do Grupo de Estudos e Pesquisas Filosofia para Crianças (GEPFC/CNPq), projetos de extensão, palestras
e oficinas – atividades essas que aconteciam vinculadas ao Curso de Pedagogia dessa faculdade. Foi possível, assim,
58 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

acompanhar por uma década as experiências em filosofia tanto entre crianças quanto entre adultos, experiências essas que
agora pretendemos problematizar, tendo como pano de fundo duas questões que se entrelaçam: o que pode a filosofia e
o que pode uma disciplina.

MESA 09: PERSPECTIVAS PARA UMA EDUCAÇÃO FILOSÓFICA NO ENSINO MÉDIO

Prof. Dr. Karl-Heinz Efken (UNIAP)


Prof. Dr. José Benedito (UFU)
Prof. Dr. Oussama Nouaur (UFE)

MESA 10 – FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA PARA O ENSINO MÉDIO: ENTRE


POLÍTICAS E PRÁTICAS, ENTRE UNIVERSIDADE E ESCOLA

Profa. Dra. Elisete M. Tomazetti (UFSM)


Profa. Dra. Sonia Ribeiro
Resumo
Este trabalho aborda as políticas públicas brasileiras, após a LDB 9394/96, que visam orientar os cursos de Filosofia na
sua tarefa de formar professores para atuarem no Ensino Médio, em tensionamento com as práticas de formação que são
efetivamente realizadas em seu interior. Toma como um elemento de análise a frágil relação entre teoria e prática, saberes
específicos e saberes educacionais, auto-formação, domínio conceitual e desenvolvimento de habilidades filosóficas. A
partir dessa problematização procura destacar os avanços atingidos e os vários desafios que enfrentamos diariamente em
nosso ofício de professor formador de futuros professores de Filosofia. Finaliza com a indagação acerca da função do
PIBID nos cursos de Filosofia e se esta política pública colocado em movimento outras práticas formativas do professor
de Filosofia para o Ensino Médio.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 59

“FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA PARA O ENSINO MÉDIO”


– UMA ANÁLISE A PARTIR DE DADOS DA REALIDADE FORNECIDOS POR PROFESSORES
PARANAENSES

Profa. Dra. Leoni Maria Padilha Henning (UEL)

Resumo
O presente trabalho busca analisar a formação do professor de Filosofia para o ensino médio a partir de dados obtidos
em respostas a questionário oferecidos a um conjunto de professores especialmente atuantes em Londrina e região
(NRL), incluindo alguns outros pertencentes a um outro Núcleo Regional vizinho. O texto é constituído por duas partes
nucleares, sendo a primeira delas pautada em dados fornecidos pelo Censo 2011 do estado do Paraná, nos quais podemos
situar os professores de Filosofia no estado, no município de Londrina e região. A segunda parte apresenta as respostas
fornecidas pelos professores de Filosofia a partir das perguntas constituintes do questionário. O conjunto desses dados é
analisado tendo alguns autores por balizas teóricas importantes nas análises, sugestões e encaminhamentos finais do texto.
Palavras-chave - Ensino de Filosofia, Professores de Filosofia do Ensino Médio Paranaense.

MESA 11 - FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DO ENSINO DE FILOSOFIA

O ENSINO DE FILOSOFIA NA PERSPECTIVA DA RAZÃO COMUNICATIVA

Prof. Dr. Anderson de Alencar Menezes (UFAL)

Resumo
O presente texto trata da relação do Ensino de Filosofia na perspectiva da Razão Comunicativa. Pois, o entendimento da
60 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

Razão Comunicativa em Jurgen Habermas é complexa e multifacetada. Portanto, ela inclui em seu processo: cognição,
eticidade, moralidade, esteticidade e normatividade. Isto nos ajudará a compreender que o fundamento filosófico central
do Ensino de Filosofia é guardar a unidade da razão na pluralidade de suas vozes. Neste âmbito, a Filosofia deixa de ser,
indicadora de lugar, tribunal da razão, para ser guardadora de lugar, ou seja, manter intacta a unicidade da razão. Logo, a
sua função é de se comprometer com uma crítica fundamentada do cientificismo e do fundamentalismo. O seu escopo
principal é formar o sujeito epistêmico e identitário.
Palavras-chave: Habermas, Razão Comunicativa, Ensino de Filosofia.

FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DO ENSINO DE FILOSOFIA

Prof. Dr. Junot Cornélio Matos (DFSFE/CE/UFPE)

Resumo
O autor discute as possibilidades de construção de fundamentos para oi ensino de Filosofia questionando a própria
concepção de Filosofia como amorosidade ao não saber e, consequentemente, a um saber que não se dá, não se configura
em cânones definitivos; mas se constrói no mesmo movimento do constituir-se do ser humano. A seguir, aborda a questão
da ensinabilidade da filosofia, de sua possibilidade de aprendizagem como uma matéria curricular qualquer. Finalmente,
reflete sobre as questões relativas à formação de docentes para o trabalho pedagógico com a Filosofia encaminhando
questões para o debate.
Palavras-chaves: Filosofia, Fundamentos, Ensino/Aprendizagem
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 61

FILOSOFIA COMO MODO DE VIDA E A FACE PSICAGÓGICA DA EDUCAÇÃO FILOSÓFICA:


ALGUNS CONTRAPONTOS À TRADIÇÃO FILOSÓFICA NA QUAL TEM SE FUNDADO O ENSINO
DE FILOSOFIA

Prof. Dr. Pedro Angelo Pagni (UNESP-Marília/CNPq)

Resumo
A presente exposição discute os fundamentos do ensino de Filosofia ao contrapor à sua configuração preponderante
na atualidade, restrita a um meta-discurso filosófico sobre a formação e à sua face pedagógica, a tradição que concebe a
filosofia como um modo de vida e o caráter psicagógico da educação filosófica. Para tal propósito, recorro às interpretações
de Pierre Hadot e de Michel Foucault não somente para indicar uma tradição da filosofia que, se não foi completamente
esquecida, ficou silenciada nos desdobramentos da filosofia e da pedagogia modernas, como também para enunciar alguns
paradoxos ao ensino de Filosofia na atualidade. Um dos paradoxos apresentados é o de que essa educação filosófica
necessita da mobilização da disposição e das atitudes dos sujeitos a que se destinam, antes do que as capacidades e
habilidades almejadas pelo ensino de Filosofia. Outro paradoxo seria o de que o ensino de Filosofia só poderia oferecer
ferramentas para essa educação filosófica, mas raramente formaria a experimentação de si e as virtudes necessárias para
a experiência do pensar, pressuposta para adotar a filosofia como modo de vida. Esses seriam os dois paradoxos que
gostaria de discutir nesta ocasião.
Palavras-chave: filosofia como modo de vida; educação filosófica; filosofia da educação; ensino de filosofia; Pierre
Hadot; Michel Foucault.

MESA 12: FILOSOFIA, CULTURA E IDENTIDADE JUVENIL

Prof. Dr. Neimar Machado (UCDB)


62 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

PENSAR A JUVENTUDE:
UMA REFLEXÃO SOBRE O TEMPO

Profa. Dra. Rita de Cássia Ribeiro Voss (UFPE)

Resumo
Pensar a juventude é refletir sobre o tempo, mote da reflexão que empreendo aqui. Tempo como percepção do fluir da
vida, isto é, sentido pelo sujeito na irreversibilidade de tudo que existe: nascimento, crescimento, maturação e morte. Mas
tomo também tempo como era. Nesse sentido, juventude é um construto social, classificação etária, como artíficio que
atende a necessidades das sociedades modernas. A dialética tempo objetivado-subjetivado na contemporaneidade confere
à juventude as marcas das incertezas e indeterminações configurando identidades multifacetadas, fluídas, flexíveis. A
juventude na contemporaneidade é experiência das possibilidades e também das limitações. Em síntese, o tempo revelado
pela experiência da juventude, evoca o problema que opõe liberdade e determinismo.
Palavras-chave: Juventude. Tempo. Liberdade. Determinismo.

Prof. Dr. Walter Matias (Ufal)


CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 63

MESA 13: DIÁLOGO E ALTERIDADE: A CONTRIBUIÇÃO DE MARTIN BUBBER E EMMANUEL


LEVINAS À EDUCAÇÃO

Profa. Dra. Maria Betânia do Nascimento Santiago – Centro Acadêmico do Agreste/UFPE


Prof. Dr. Nélio Vieira de Melo – Centro Acadêmico do Agreste/UFPE
Prof. Dr. Sandro Sayão – Dep. Fil/UFPE

Resumo
Não é mais cabível pensar a educação para além do diálogo e do auscultar da alteridade, naquilo que se pode entender
como a valorização e respeito da diferença e da diversidade. Sabemos que nas práticas lineares tradicionais, em que o
silêncio impera, aviltam-se as subjetividades e se promulga a opressão, em circunstâncias de violência onde o humano é
negado. Neste sentido, propomos aprofundar o debate entorno do diálogo e da alteridade,com base em dois importantes
pensadores do século XX, Martin Bubber e Emmanuel Levinas. Dessa discussão certamente erguer-se-ão elementos
singulares para pensarmos o agir pedagógico e o sentido maior do que é educação.
Palavras-chave: Diálogo, Alteridade, Martin Bubber, Emmanuel Levinas.
64 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

MESA 14 - FILOSOFIA, EDUCAÇÃO E LIBERDADE: UMA PROBLEMÁTICA PARA A AMÉRICA


LATINA

Profa. Dra. Inés Fernández Mouján – Universidad Nacional de Río Negro - AR


Prof. Dr. Gildemarks Costa e Silva – UFPE
Prof. Dr. Rodriggo Leopoldino - CÁTEDRA JOSÉ MARTÍ”
Prof. Dr. André Gustavo Ferreira da Silva - UFPE

Resumo
Objetiva-se debater o aporte de pensadores latino americanos na reflexão sobre uma educação emancipatória. Pensar a
relação filosofia e educação em fins políticos é fundar o concepto de libertação como articulador da mesma. Destaca-se as
abordagens de José Marti, Frantz Fanon, Enrique Dussel, Ivan Illich, Paulo Freire. Dos sentidos de vida expressados nas
obras destes autores surgem uma dialética do colonizado que, dentro do continente, provoca uma relação incessante. “...a
existência das ideias, que modifica a realidade”. O pensamento destes intelectuais latino-americanos, por sua originalidade,
abrem caminhos críticos e oferecem uma das melhores instancias para refletir sobre o problema, não esgotado, da
libertação em nossas práticas educativas, culturais e políticas. A mesa justifica-se pelo fato de sistematizar as contribuições
de significativos pensadores quanto aos caminhos que apontem os processos educacionais no sentido da efetivação da
liberdade.
Palavras-chaves: Filosofia da Educação - América latina - Libertação - Liberdade
MINICURSOS
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 67

ENSINAR FILOSOFIA UTILIZANDO SOFTWARES ONLINE E DE AUTORIA: CONSTRUINDO


HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Ana Maria Monteiro do Nascimento (UEPB)

Resumo
Este minicurso tem por objetivo apresentar novas ferramentas de ensino colaborativo que usa a tecnologia e em especial
a internet como recurso didático para o ensino de filosofia em nível médio. Utilizando o gênero histórias em quadrinhos
enquanto instrumento para introduzir o pensamento filosófico, possibilitando, o desenvolvimento das competências
discursivas dos educandos, e ampliando a capacidade dos mesmos nas interpretações de textos filosóficos, oportunizando
assim, uma interação dialógica e motivadora. E para tanto, apresentaremos software HagáQuê e a ferramenta online
Toondoo apontando as suas possibilidades de uso e criação para a produção de histórias em quadrinhos (HQs) abordando
os conteúdos filosóficos de maneira dinâmica.Considerando que o grande desafio do ensino de filosofia é o caminhar
em contraposição a um repasse mecânico de teorias desarticuladas da realidade dos educandos, fazendo-se necessário
configurar um ensino que envolvendo os alunos para a aquisição do conhecimento filosófico de forma prazerosa. Neste
contexto, apresentamos a modalidade HQs como estratégia de ensino e estimulo a aprendizagem colaborativa funcionando
como recurso que auxilia no processo de ensino-aprendizagem de filosofia em nível médio, visando subsidiar o estudo
dos conteúdos filosóficos em uma linguagem mais acessível aos alunos.E como, utilizaremos os recursos tecnológicos
e softwares online e de autoria para fins didático-pedagógicos em Filosofia, apresentaremos de forma instrucional e
tutorial o software HagáQuê e a ferramenta online Toondoo analisando o seu uso como auxilio para o ensino, percebendo
as suas potencialidades e limitações. Evidenciaremos, portanto, à adequação dos mecanismos tecnológicos ao processo
de ensino-aprendizagem em filosofia, visando às contribuições que estes podem fomentar, impulsionando os educandos
a participar, discutir, refletir e formular posicionamentos próprios, despertando assim, a curiosidade, a criatividade e a
autonomia dos mesmos no processo de aprendizagem.
Palavras-chave: Ensino de filosofia. Tecnologia. Novos recursos didáticos.
E-mail: annamonteiro23@gmail.com
68 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O LIXO TRANSFORMADO EM ARTE:


UM ENCONTRO ENTRE A LEITURA E A ESCRITA FILOSÓFICA JUNTO À IMAGEM ENQUANTO
CONCEITO

Átila de Macedo Maia (UFSM)


Luciele da Silva (UFSM)
Sandra Fontoura (UFSM)
Elisete Medianeira Tomazetti (UFSM)
Resumo
Este estudo integra o Subprojeto PIBID Filosofia, desenvolvido no Colégio Edna May Cardoso-situado na Cohab
Fernando Ferrari-Santa Maria-RS, cujo objetivo é constituir uma nova abordagem na disciplina de Filosofia no Ensino
Médio, por meio do uso de textos clássicos, imagens e textos não filosóficos; tendo-se como ferramenta metodológica a
escolha de temas geradores, discutidos na forma de oficinas. Elegeu-se como tema gerador: “O Custo Social do Progresso”,
enfocando-se a sustentabilidade ambiental e as questões políticas estabelecidas para garantir as gerações futuras, as fontes
de sobrevivência material e o acesso ao patrimônio histórico-cultural. Igualmente, procura-se proporcionar à comunidade
escolar espaços/tempos de reflexão sobre as relações de trabalho e consumo, no contexto das práticas de manipulação do
homem sobre a natureza. Em sala de aula, trabalhou-se com fragmentos filosóficos retirados Obra de Aristóteles: Ética
a Nicômaco, constituindo-se como eixo temático o conceito de felicidade. Posteriormente, com base no tema gerador
realizou-se a problematização dos conteúdos e imagens na forma de oficina filosófica; os alunos assistiram à projeção
de uma sequência de imagens de obras de arte retirados do documentário “Lixo Extraordinário” de autoria Vick Muniz;
protagonizado junto aos catadores de materiais recicláveis, no Aterro do Jardim Gramacho – RJ. As imagens foram vistas
sob diferentes ângulos e distâncias, proporcionando-se o questionamento sobre a maneira como os alunos descartam o
lixo, em seus lares, ao constatarem as variadas formas de reciclagem, como fontes geradoras de trabalho, arte e renda.
Nas aulas de filosofia discutiu-se a complexidade da escolha dos meios para obtenção dos fins, a razão instrumental e
o consumo excessivo dos produtos que vendem a ideia de felicidade. Por fim, a leitura e filosófica serviram de base à
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 69

compreensão do documentário, e dos conceitos imagéticos, por meio da problematização filosófica dos sentidos da ação
humana sobre a natureza.
Palavras-chave: Escrita filosófica. Lixo. Arte.
E-mail: sandrafon@bol.com.br

ASPECTOS CONTRADITÓRIOS NA EDUCAÇÃO DO BRASIL: PLATÃO E HOJE

Bruno Camilo de Oliveira (UFRN)


Resumo
O objetivo é apresentar e discutir os aspectos relativos à natureza e ensino do saber filosófico, principalmente no que
diz respeito à relação da natureza desse saber com o ensino desse saber. Segundo Aristóteles, em Metafísica, a natureza da
filosofia é tal que a faz a mais “sábia” de todas as disciplinas, unicamente por ser a única que não tem “necessidade” nem
“utilidade”, mas “satisfação” pelo próprio “saber”. Defendemos que enquanto advento da disciplina como componente
da grade curricular no ensino médio, o ensino dessa não deve perder essa função única – não deve perder a sinceridade
com sua própria natureza. Assim, almejamos a discussão sobre os fundamentos do ensino de filosofia em sala de aula,
na medida em que a postura do professor de filosofia deve estar condizente com a própria natureza desse mesmo
saber; única a dar à filosofia a condição de a mais virtuosa (perder isso é como perder o que caracteriza esse próprio
saber). O professor deve propiciar a busca do conhecimento por amor a ele mesmo. É essa abordagem que nos permite
promover a discussão acerca da postura do professor de filosofia – na medida em que deve ensinar e avaliar o aluno
de filosofia – de acordo com a natureza da própria filosofia, diferente, portanto, das maneiras pedagógicas tradicionais,
perfeitamente usadas por outras áreas do saber, as quais acabam direcionando os alunos a buscarem o conhecimento para
atingirem necessidades que não o próprio conhecimento. A postura do professor de filosofia deve banir a “necessidade”
ou “utilidade”, como tirar nota máxima, passar no vestibular, sucesso profissional, etc. Daí a grande importância dessa
discussão. O ensino de filosofia é necessariamente um ensino diferenciado e a postura do professor deve estar condizente
70 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

com os fundamentos dessa disciplina.


Palavras-chave: Filosofia. Ensino de filosofia. Sábio.
E-mail: camilo.bruno@hotmail.com

O USO DO TEXTO FILOSÓFICO NA AULA DE FILOSOFIA

Deyve Redyson (UFPB)

Resumo
Apresentação de usos dos textos clássicos da filosofia, antiga, medieval, moderna e contemporânea, para o ensino de
filosofia no ensino médio. Exemplos práticos de como devem ser manuseados os textos e passagens, forma de aplicação
no conteúdo programático e sua relação com a sociedade contemporânea. Criação de esquemas que possam facilitar a
compreensão de temas, filósofos e obras.
Palavras-Chave: Ensino de filosofia. Didática. Metodologia. Metodologia filosófica.

E-mail: dredyson@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 71

COMO TRABALHAR O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA MORAL KOHLBERGUIANO


COM ESTUDANTES DO PROEJA

Edi Carlos Aparecido Marques (IFMS)

Resumo
Nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia espalhados pelo Brasil é ofertada uma modalidade de ensino
conhecida como Proeja, esta modalidade de ensino visa fornecer de uma só vez as formações no Ensino Médio e no
Ensino Técnico-Profissionalizante para os jovens e adultos brasileiros que não tiveram a oportunidade de concluir o
ensino básico na idade apropriada. As principais características destes estudantes é que são pessoas com vasta experiência
de vida, com pensamentos e hábitos comportamentais fortemente arraigados nas suas personalidades e com pouca
curiosidade de natureza filosófica, o que os tornam um público especialmente complicado para o ensino de Filosofia,
ainda mais, quando o foco do ensino volta-se para a ética e para a necessidade do desenvolvimento da consciência moral.
Sendo necessária a criação de práticas pedagógicas que procure não apenas ensinar pensamentos ou teorias filosóficas
acerca da ética e da moral, mas que, através deles, promovam a reflexão e a mudança de comportamentos. Por isso, neste
minicurso, pretende-se demonstrar como é possível trabalhar o desenvolvimento da consciência moral kohlberguiano
com estudantes do Proeja objetivando, ao mesmo tempo, fazê-los compreender a teoria da consciência moral de Lawrence
Kohlberg, envolvê-los num processo de reflexão sobre os seus próprios atos e o de outros seres humanos e provocá-los
para que possam iniciar um processo de mudanças de hábitos comportamentais.
Palavras-chave: Consciência Moral. Educação de Jovens e Adultos. Práticas Pedagógicas em Filosofia.
E-mail edi.marques@ifms.edu.br
72 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO

Fernando Raul (UFPE)

Resumo
O minicurso objetiva apresentar e desenvolver as seguintes questões: 1) O que é um argumento? Há uma forma única
para qualquer argumento, seja ele um argumento proferido no nosso dia a dia, um argumento das ciencias exatas
ou um argumento da filosofia?; 2) Qual a relação entre lógica e argumento? Qual o sentido da expressão “Lógica da
argumentação”? O que é mesmo “lógica” nesse contexto?; 3) Onde entra a verdade quando argumentamos? O que é
a verdade?; 4) Quando um argumento é bom ou ruim? Há regras para decidir a questão?; 5) Onde entra a retórica na
argumentação? O que é retórica? No tratamento das questões acima o minicurso utiliza, além da literatura secundária
pertinente, basicamente os textos de Aristóteles, Frege e Perelman.
Palavras chaves: Argumento. Lógica. Aristóteles. Frege. Perelman.

A QUESTÃO ÉTNICO RACIAL ABORDADA EM UMA COMUNIDADE INDÍGENA

Jeovânia Pinheiro do Nascimento

Resumo
Neste minicurso tratarei sobre a questão ético racial, balizando-me no projeto: “Eu, Minha Identidade, Ele, a Identidade
Dele, Nós Irmãos” desenvolvido por mim na escola EEEF Matias Freire na Baia da Traição/PB. A problemática é
abordada a partir dos conceitos dos Direitos Humanos: Liberdade, Diversidade e Tolerância e visa conscientizar os educandos
sobre a necessidade de se respeitar a si mesmo, se reconhecer, se auto aceitar e respeitar o outro percebendo que cada
ser humano é o mesmo e o outro/ o diferente em relação ao outro e sendo todos iguais, é preciso que todos tenham
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 73

os mesmos direitos. Portanto, cabe a nós pensarmos a liberdade do homem, o que é a liberdade? Como um homem
pode ser livre? Assim como, a diversidade étnica na qual os homens estão inseridos, respeitando as particularidades
da diversidade; e também, a tolerância como um fator relevante na busca do bem viver do homem. Para tanto, venho
trabalhando com diversos autores que perpassam a questão tanto em uma visão filosófica quanto literária, a saber, José do
Patrocínio, Norberto Bobbio, Etienne-Richard Mbaya, John Locke, Sonia Grubits, Ivan Darrault-Harris, Maíra Pedroso.
Ora, uma grande especificidade da comunidade da Baia da Traição é a existência de 17 aldeias indígenas, logo me foco
tanto nos direitos indígenas quanto no problema do preconceito étnico racial nas escolas. Iremos analisar o resultado
desse trabalho a partir das páginas eletrônicas (http://etnicoracial.blogspot.com.br/, https://sites.google.com/site/
filosofiaetnicorracial/home) criadas para postar o resultados das pesquisas dos educandos e dessa forma poderemos
verificar a eficácia do projeto na escola.

E-mail: jeovaniapinheiro@yahoo.com.br

ATELIER DE APRENDIZAGEM FILOSÓFICA:


FILOSOFIA EM CENA

Joana Tolentino (UFRJ)

Resumo
O ensino-aprendizagem em filosofia e suas estratégias são aqui objeto na discussão sobre a formação de professores e
sua prática pedagógica. A filosofia não entra em ação no espaço escolar sem reflexão, por isso focamos os métodos e
estratégias para o ensino da filosofia. Este minicurso se propõe a experimentar algumas práticas para ensinar filosofar
na interface com a arte. O objetivo é potencializar caminhos para aprendizagens filosóficas que aproximem a vida e a
realidade aos conteúdos presentes na história da filosofia. Queremos ampliar a atuação dos professores de filosofia, indo
74 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

além do suposto consenso que se estabelece sobre o tripé: leitura, análise e reconstrução argumentativa dos clássicos da
história da filosofia. Sem excluir sua importância, pretendemos diversificar as estratégias didáticas, focando o ensino médio.
Com este minicurso apresentaremos possibilidades de lidar com o ensino-aprendizagem em filosofia apropriando-se de
mecanismos criativos, coletivos e dialógicos que se aproximam das artes de performance. Trabalharemos com a linguagem
teatral tanto na criação dramatúrgica - elaboração de cenas, esquetes a partir de citações, temáticas e conceitos filosóficos,
quanto no jogo cênico – com adaptação filosófica de trechos dramatúrgicos. Desse modo pretendemos experienciar a
capacidade de atuação do educando, estabelecendo o jogo dialógico entre pares.
Palavras-chave: Ensino-aprendizagem em filosofia. Técnicas teatrais. Estratégias didáticas.

E-mail: joana.tolentino@gmail.com

ETNOGRAFIA UMA POSSIBILIDADE PARA A ABORDAGEM FILOSÓFICA NA ESCOLA

Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)


Resumo
Para André (1995), na educação, a etnografia está preocupada com o processo educativo. Entretanto, um aspecto peculiar
desta abordagem é que toda pesquisa etnográfica exige do pesquisador um prolongado tempo de permanência no campo
de pesquisa. Porém, o que se tem feito atualmente é uma “adaptação da etnografia à educação”, que visa a efetivação
de um estudo desse tipo e que permite ao pesquisador a “observação participante, a entrevista intensiva e a análise de
documentos” com um tempo reduzido em campo. Neste sentido, o minicurso proposto inscreve-se numa linha de
investigação em inovação pedagógica (cf. Fino, 2007) que visa promover o ensino de filosofia através de: (i) Estudos sobre
invariantes culturais que dificultam ou obstam o filosofar; (ii) Estudos prospectivos sobre o ensino filosófico da filosofia
pautado em problemas do cotidiano dos alunos; (iii) Estudos tendentes à compreensão dos motivos de desadequação dos
conteúdos, da escola ou dos sistemas escolares face às necessidades (atuais) de desenvolvimento cultural, económico e
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 75

social; (iv) Estudos sobre experiências (pedagógicas) destinadas à reconciliação da filosofia dentro dos sistemas curriculares
educativos.
Palavras-chave: Ensino de Filosofia. Etnografia Escola. Pesquisa.

E-mail: lucrécio.sa@gmail.com

FILOSOFIA DO DIÁLOGO E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA: CONTRIBUIÇÃO


BUBERIANA

Luís Lucas Dantas da Silva (Mestrando UFPE)


Willamis Aprígio de Araújo ( Mestrando UFPE)

Resumo
A realização de um minicurso que expõe a importância da filosofia humanística de Martin Buber e que dê conta de sua
compreensão sobre educação justifica-se e ganha ênfase no fato de existir nele uma singular preocupação essencial e
prática com a autenticidade da relação humana já que esta é a maneira pela qual, segundo Buber, se pode acessar a plena
realização do humano. Educar é formar o ser humano para relação autêntica. Como alvo desta reflexão há uma intenção
pedagógica de se pensar o processo de formação de professores uma vez que tal processo, embora esteja configurado
plenamente com a atmosfera acadêmica, perpassa a academia (universidade), interpela-se com o cotidiano da própria
vivência docente e abrange também o processo de formação continuada. Assim, a formação do professor é progressiva,
contínua. O tema sobre a educação foi tratado por Martin Buber. Este ganhou ênfase na medida em que foi entendido
por sua ontologia da relação: “Meu Tu atua sobre mim assim como eu atuo sobre ele nossos alunos nos formam,
nossas obras nos edificam” (Buber, 2004, p. 62). A compreensão buberiana de educação nos parece complexa e pouco
sistemática. Sua proposta educativa é evidenciada de tal maneira que se liquefaz qualquer compreensão feita a respeito
dos princípios educativos. Isto justifica-se porque o seu pensamento está ancorado, eminentemente, sobre o problema do
76 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

homem, cuja a discussão extrapola qualquer tentativa de uma abordagem, objetivante e sistemática. O homem é um ser
de relação, esta, só é possível de forma autêntica na medida em que o homem torna-se presente a si mesmo e ao outro.
A formação humana só poderá acontecer plenamente se o homem tomar conhecimento de sua responsabilidade no
diálogo. Portanto, o legado educativo buberiano pode ser compreendido a partir do fenômeno da relação recíproca, este
se encontra presente em sua obra Eu e Tu: “Presença significa presentificar e ser presentificado” (Buber, 2004,p. 34).Por
sua vez, considerado por ele como categoria existencial por excelência, o diálogo é o meio pelo qual se estabelece o seu
princípio norteador no tocante à formação humana. O seu prisma dialógico propõe a compreensão da realidade humana,
ou seja, do vínculo entre a experiência vivida (ação) e a reflexão (pensamento). É na interdependência essencial entre ação
e reflexão, enquanto momento indissociável que situamos a tarefa da ação educativa, visando ao resgate do humano e do
seu processo de formação.
Palavras-chave: Filosofia. Educação. Diálogo. Formação. Professor.

E-mail:lucas.dantas@yahoo.com.br

LIVROS DIDÁTICOS NO ENSINO DE FILOSOFIA:


CONSIDERAÇÕES SOBRE SEU USO E ANÁLISES A RESPEITO DE ALGUNS DELES

Marcos Antônio Lorieri (UNINOVE)


Resumo
Pretende-se, no espaço de três horas e meia, discutir, num primeiro momento, a respeito do uso de livros didáticos no
ensino de Filosofia e, num segundo momento, oferecer análises a respeito de alguns desses livros didáticos disponíveis,
hoje, no Brasil.
Palavras-chave: Livros didáticos. Ensino de Filosofia. Uso e análises.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 77

A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM FILOSOFIA:


UMA PROPOSTA PARA A ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS AVALIATIVOS DE FILOSOFA NA
EDUCAÇÃO BÁSICA

Marinês Barbosa de Oliveira (UFF)

Resumo
Este minicurso pretende incentivar o desenvolvimento de uma metodologia que auxilie o professor na concepção e
elaboração de instrumentos avaliativos para o trabalho com a Filosofia na Educação Básica tendo como ponto nuclear a
definição de critérios ou descritores avaliativos selecionados a partir dos conceitos fundamentais dos conteúdos a serem
ministrados. Nosso objetivo principal não é a criação de instrumentos de avaliação pré-definidos, a serem aplicados a
posteriori pelos professores, mas sim o desenvolvimento de uma metodologia que os ajude e capacite a criar de forma
autônoma, consciente e responsável, descritores avaliativos a partir dos quais poderão elaborar instrumentos de avaliação
de Filosofia claros, variados, pertinentes e eficazes.
Palavras-chave: Avaliação. Filosofia. Ensino aprendizagem.
E-mail: marinesdias@bol.com.br
78 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

ARGUMENTAÇÃO LÓGICA:
CONTEÚDOS FILOSÓFICOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Patrícia Del Nero Velasco (UFABC)

Resumo
Segundo as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, a capacidade argumentativa é uma das competências e
habilidades a serem desenvolvidas pela disciplina de Filosofia. Cabe a esta propiciar, pois, a partir de seus conteúdos
lógicos, um aprimoramento do discurso argumentativo. A construção de argumentação consistente é, igualmente, um
dos eixos cognitivos comuns a todas as áreas de conhecimento na Matriz de Referência para o ENEM – Exame Nacional do
Ensino Médio. Neste sentido, a capacidade argumentativa é requisitada em todas as disciplinas do Ensino Médio, o que
corrobora sua importância no contexto escolar. O minicurso “Argumentação Lógica: conteúdos filosóficos e práticas
pedagógicas” tem como objetivo proporcionar ao participante a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos e
estudos na área de Ensino de Lógica e, particularmente, na área de Argumentação Lógica. Pretende-se oferecer uma
introdução às noções elementares de Lógica a partir de uma abordagem essencialmente informal desta. Apresentar-se-ão
conteúdos lógicos passíveis de serem ministrados no Ensino Médio, bem como serão expostas práticas pedagógicas para
os referidos conteúdos. Dentre os temas lógicos que embasarão as práticas argumentativas sugeridas no curso, destacam-
se as noções de inferência, argumento, premissa, conclusão, correção e falácia. Conceitos-chave que nortearão as pistas de
acesso para o trabalho com a argumentação lógica em sala de aula proposto neste minicurso.
Palavras-chave: Argumentação. Lógica. Ensino de Filosofia. Práticas Pedagógicas.

E-mail:patricia.velasco@ufabc.edu.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 79

O CONCEITO DE VERDADE NO ENSINO DE FILOSOFIA

Samuel Mendonça (PUC Campinas)

Resumo
A proposta deste minicurso está formulada a partir das seguintes perguntas: é possível ensinar filosofia sem a acepção
ao conceito de verdade ou, em outros termos, que verdade é passível de ser ensinada em filosofia? Qualquer perspectiva
filosófica indica a busca da verdade como meta, mas não a sua posse. Qualquer vertente da filosofia, por assim dizer,
não parte de uma verdade dada e inquestionável, mas, antes, ancora-se na abertura ao conhecimento, abertura ao novo,
abertura à verdade. Mas, em que consiste a verdade? Quais os aportes teóricos que sustentam a verdade neste sentido mais
dinâmico e tipicamente filosófico? O principal objetivo do minicurso consiste em problematizar, junto aos interlocutores
da filosofia do Brasil, que sentido de verdade pode ser ensinado em se tratando de filosofia. Como objetivos secundários,
mas não menos importantes, elencamos: (i) discutir as diversas passagens de Nietzsche, especialmente do terceiro período,
sobre o tema da verdade; (ii) construir, junto aos professores de filosofia, uma base mínima a ser ensinada em se tratando
do tema da verdade e (iii) propor, junto aos professores de filosofia, uma acepção de verdade para o ensino de filosofia
que não interrompa o pensamento filosófico.
Palavras-chave: Verdade. Filosofia. Ensino. Nietzsche.
E-mail: samuelms@gmail.com
80 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

FILOSOFIA PARA CRIANÇA:


EDUCAÇÃO PARA O PENSAR METODOLOGIA E PRÁTICA SEGUNDO LIPMAN

Silvia Regina Macário dos Santos (UECE)

Resumo
Neste trabalho mostraremos como é possível que os professores de Filosofia possam explorar o diálogo filosófico com
as crianças. O programa “Filosofia para Crianças – Educação para o Pensar” é uma metodologia formulada pelo filósofo
Matthew Lipman na década de 60. Consiste em abordar temas filosóficos que tenham algo em comum com a vida dos
homens no dia a dia e na adaptação das ideias filosóficas básicas ao universo das crianças, que lhes permite desenvolver
a habilidade de pensar criticamente e relacionar os sentidos das coisas, ou seja, as suas significações. A finalidade é
desenvolver as habilidades cognitivas dentro de um contexto significativo, através do diálogo. É através de procedimentos
dialógicos que se motiva o aprendizado de um pensar ponderado, inventivo, de uma maneira contextualizada e, também se
elabora a construção do aprendizado da cidadania, através de uma convivência saudável, respeitando as idéias divergentes
e a variedade cultural, onde as salas de aula são transformadas em pequenas comunidades de investigação. A idéia principal
do programa é manter vivas e acesas as questões filosóficas em todas as pessoas.

E-mail: silvia.macario@idibra.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 81

“FAÇA VOCÊ MESMO”


LEITURA ACERCA DA PROBLEMÁTICA DA INDÚSTRIA CULTURAL E A OCUPAÇÃO DO TEMPO
LIVRE DAS MASSAS NA OBRA DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO E NO TEXTO TEMPO LIVRE

Tiago Rodrigues Araújo

Resumo
O que se pretende com esse minicurso é entender de que forma a indústria cultural consegue exercer um domínio sobre
os indivíduos, fazendo com que percam seu caráter emancipatório e, consequentemente, tornando os bens culturais em
mais um de seus instrumentos ideológicos. Isso confere a indústria cultural o poder de transformar os bens culturais em
mercadoria reduzindo-os a mais um de seus bens de consumo. Para o devido entendimento dessa problemática, essa
pesquisa tem como norteador a Dialética do Esclarecimento, escrita por Adorno e Horkheimer e o texto Tempo Livre, escrito
por Adorno. Para atingir tal pretensão, será feito num primeiro momento uma analise detalhada da ascensão do projeto
do Esclarecimento até o seu declínio. Com a não conclusão do projeto emancipatório do Esclarecimento, o homem
passa a regredir a estágios cada vez mais primitivos, tornando-se cotidianamente subordinados aos anseios do consumo.
Isso faz com que os homens mantenham uma relação cada vez mais fetichizante com a mercadoria, pois, não interessa
nome e nem classe dos indivíduos que a consomem importa apenas que consumam. O tempo livre dos indivíduos que
antes era destinado para um “lazer produtivo”, ou seja, leituras diversas, produções e apreciações artísticas ficou reduzido
a uma realidade cada vez mais dominada pela indústria cultural, que impõe seu entretimento mecanicista e asséptico.
Nessa lógica do consumo, apresenta-se a indústria cultural, que pode ser definida enquanto regressão do esclarecimento
à ideologia. Adorno e Horkheimer ao fazerem alusão, na Dialética do Esclarecimento e no Tempo Livre à dominação pela
indústria cultural, deixam a entender que ao se apropriar da cultura, faz com que as obras artísticas passem a reproduzir
a própria indústria cultural. Contudo, surge a seguinte pergunta: Como se dá realmente a apropriação da cultura pela
indústria cultural? Sendo essa a questão principal a ser respondida ao longo desse minicurso.
E-mail: traraujof@gmail.com
82 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS MIDIÁTICOS COMO FERRAMENTAS AUXILIARES DO


PROFESSOR DE FILOSOFIA NO ENSINO BÁSICO NA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO PARANÁ

Vanderson Ronaldo Teixeira (UEL)

Resumo
Propomos como tema de nosso minicurso a utilização dos meios midiáticos que estão ao alcance de nossos estudantes
como mais uma ferramenta que seja tanto um auxílio ao trabalho do professor, como também ao estudante, pois, com
as cores e os sons que podem ser trabalhados nos meios virtuais, conseguimos dinamizar as aulas e possibilitar que
o contato com outras linguagens e conhecimentos sejam pontes para chegarmos ao universo conceitual da disciplina
de filosofia e aí fazermos as discussões peculiares desses conteúdos. Assim, o uso de um blog específico, bem como
da tvpendrive e do slideshow prezi, serão os espaços apresentados aos participantes e a maneira como esses podem ser
trabalhados para que as aulas tenham sua efetividade garantida. Utilizaremos na elaboração das aulas as sugestões de
encaminhamentos metodológicos apresentados nas Diretrizes Curriculares Estaduais (DCE) de filosofia do Estado do
Paraná, especificamente utilizada no município de Londrina (região norte), que pode ser trabalhada indistintamente -
levando em consideração as especificidades regionais, é claro -, por qualquer professor de filosofia regente das aulas no
ensino básico, tanto ensino médio quanto ensino fundamental (se for o caso), pois, as sugestões são de caráter estrutural,
a forma é única, mas o conteúdo pode ser abordado de acordo com os interesses e as intenções dos professores da
educação básica. Concluiremos o minicurso elaborando três modelos de plano de trabalho docente (PTD), a maneira
que este plano pode ser aplicado, as atividades concernentes a cada passo e as formas de avaliar os estudantes em cada
um dos passos. Confeccionaremos como atividade final um plano de trabalho docente (PTD) para cada série do ensino
médio, utilizando-se dos meios supracitados, mostrando neles os limites e as possibilidades concernentes a cada possível
realidade e possíveis estratégias de superar esses limites e tornar o ensino efetivo e significativo.
Palavras-chave: Ensino. Filosofia. Mídias. Didática.
E-mail: osabiomadruga@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 83

A MUSICA E O ENSINO DE FILOSOFIA PARA JOVENS DO ENSINO MÉDIO: APLIACAÇÃO NA


SALA DE AULA

Yoná Santos1

Resumo
O presente minicurso tem como objetivo refletir e levantar algumas hipóteses acerca do trabalho com a música, em
especial com o gênero RAP, na sala de aula, em filosofia, no ensino médio, nas redes pública e privada de ensino de
São Paulo. Esses 6 anos de magistério, nos permitem observar que o trabalho em sala de aula com análises de músicas,
filmes, pinturas e obras de arte, ainda é muito estimulante, tanto para o professor quanto para o aluno. Assim, a música,
dentre as mais variadas artes, permite uma aproximação mais rápida e eficaz do aluno com alguns conceitos filosóficos,
transformando assim a sala de aula no locus primordial da apreensão do movimento que transforma o concreto em
abstrado, fazendo surgir a filosofia. Nesses anos de trabalho docente, podemos concluir que o rap (rhythm and poetry)
faz parte, com algumas exceções, da preferência musical da maioria dos alunos do ensino médio, tanto na rede pública,
quanto na privada. A importância de estar discutindo e refletindo sobre esse aspecto metodológico, fica assegurada
quando consultamos a bibliografia concernente ao ensino de Filosofia no Brasil e sua função na escola. Para alguns
estudiosos a filosofia teria um papel importantíssimo dentro da escola, pois ela pode propiciar ao jovem uma construção,
ou melhor a sua construção acerca da realidade e dos problemas que o cercam.
Palavras-chave: filosofia, ensino de filosofia, música, rap, ensino médio.

Email: yonasantos@usp.br

Formada em Filosofia pela USP; Mestre em Ciencia Política pela USP; Professora da Rede Estadual de São Paulo e do Ensino Privado.
1
COMUNICAÇÕES
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 87

Eixo Temático 1:  


Filosofia e Educação

O PROBLEMA DA HISTÓRIA NO ENSINO DE FILOSOFIA:


UM DIÁLOGO COM FREIRE E HEIDEGGER

Adriano Rodrigues Correia (UFPE)

Resumo
O presente texto pensa o problema da história no ensino de filosofia a partir da experiência oriunda do Programa
Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID/UFPE/CAPES), colocando-se, grosso modo, a seguinte questão:
de que modo é possível estabelecer um diálogo com a tradição filosófica que supere a mera apresentação histórica da
filosofia? É a partir desta problemática que algumas das concepções pedagógicas de Freire em sua Pedagogia da Autonomia
se articulam a conceitos da fenomenologia-hermenêutica de Martin Heidegger, a fim de defendermos a tese de que o
ensino de filosofia não deve confundir-se com o ensino da história da filosofia.
Palavras-chave: História. Ensino de filosofia. Tradição. Destruição. Autonomia.

E-mail: rodriguesapologista@hotmail.com
88 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA E FILOSOFIA:


A IMPORTÂNCIA DA REFLEXÃO CRÍTICA PARA OS ALUNOS DO ENSINO TÉCNICO DOS
INSTITUTOS FEDERAIS

Agnaldo Luiz Mezzomo (IFPA)

Resumo
A Filosofia, mesmo trazendo em seu bojo todo um arcabouço crítico-reflexivo sobre problemas que se relacionam direta
ou indiretamente à contemporaneidade, só se tornou disciplina obrigatória em todas as séries do ensino médio no Brasil a
partir da Lei 11.684/2008, que alterou o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. Assim, a Filosofia
passou a ser, também, detentora de enorme importância nos currículos do ensino médio nas instituições de ensino,
sejam elas de caráter público ou privado. Atualmente, o processo de inclusão da Filosofia do Ensino Médio vivencia um
novo desafio. Em função do desenvolvimento econômico de nosso país, o Governo Federal, visando o aperfeiçoamento
dos trabalhadores brasileiros, está investindo maciçamente no setor educacional através dos Institutos Federais (IFs). A
Educação Profissional Técnica articulada com o Ensino Médio faz parte de uma política educacional pautada na expansão
dessa modalidade de ensino que passa a ter um caráter de formação integral, ou seja, além de nossos alunos receberem
informações referentes às disciplinas da base comum do currículo do ensino médio eles recebem uma formação técnica
específica. Assim sendo, faz-se necessário levantarmos uma série de questionamentos, dentre os quais destacamos:
como a filosofia está sendo inserida na matriz curricular dos cursos de formação técnica dos Institutos Federais? Qual a
importância da filosofia no contexto de uma formação técnica articulada com o Ensino Médio? Em que medida a reflexão
crítica poderá auxiliar na formação de nossa juventude para o mercado de trabalho? O propósito deste trabalho é refletir
sobre a inserção da filosofia na matriz curricular dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, assim como
analisar a importância da mesma no Ensino Técnico. Por fim, refletir sobre o papel que a filosofia desempenhará neste
novo cenário político-econômico e educacional de nosso país.
Palavras-chave: Institutos Federais. Ensino Técnico. Filosofia.

E-mail:almezzomo@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 89

ENSINAR FILOSOFIA OU CIDADANIA?


O QUE É MELHOR PARA O SER HUMANO?

Anderson Alves da Silva (UEPB)

Resumo
A partir do exame de alguns textos sobre a questão do ensinar Filosofia, este trabalho visa descrever como se ensinar
tal disciplina, e se sua aplicação na sala de aula é para formar um bom cidadão ou se é para formar um bom Filósofo.
Esta questão levará a uma discussão didática para a elevação do conhecimento do aluno, e desta forma não o deixará que
sucumba a conhecimentos prontos que não se pode duvidar, e esta dúvida o levará a uma descoberta sendo esta: que em
seus pensamentos ele pode ser criador. Através dos textos aplicados em sala de aula e não só através da aplicação dos
textos, mais através de um diálogo onde ele, o aluno perceberá que as questões cotidianas podem ser vistas e traduzidas
de outra forma, através de outras ideias, levando assim ele mesmo a se auto avaliar. No entanto ensinar Filosofia é questão
que nos lança hipóteses que a partir das quais iremos construir nosso próprio caminho. Conclui-se que para o ser humano
é bem melhor ser conhecedor da Filosofia, pois a mesma cuidará de lhe direcionar a diversos caminhos, aonde este
chegará a apenas um lugar, e este sendo o real conhecimento, onde cairá todo impedimento que até então seus olhos não
enxergaram, tornando-o assim crítico e fazendo com que ele tenha um olhar mais centrado e uma visão mais ampla de ser
realmente um cidadão conhecedor e articulador de suas vontades e pensamentos, que o tornará um sábio, pois o ensinar
Filosofia incitará ele a tomar consciência de que nem tudo é o que parece ser. Levando-o sempre a si fazer um discurso
sobre seu método, fazendo sempre relação com sua vida e com seu mundo.

E-mail:anderson.mogeiro@hotmail.com
90 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

A TEORIA DO AGIR COMUNICATIVO E OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM

Anderson de Alencar Menezes (UFAL)

Resumo
A finalidade deste artigo é apresentar a Teoria do Agir Comunicativo do Filósofo Alemão Jurgen Habermas e suas
implicações nos Processos de Aprendizagem. De fato, o conceito de Aprendizagem adquire em Habermas especial
notoriedade. Vamos perceber este conceito de aprendizagem a partir de duas considerações válidas. A Primeira liga-se a
dois outros pensadores (Bernard Charlot e Rui Canário) que compreendem o processo do Aprender de forma evolutiva,
racional, epistemológica e identitária. A segunda compreende-se a partir da contribuição de dois outros autores (Jean Piaget
e Lawrence Kohlberg) que são referenciais teóricos para a discussão habermasiana em torno da questão da aprendizagem.
De fato, o conceito de Aprendizagem passa a ser entendido como Processo de Aprendizagem Evolutiva no sentido
piagetiano e Aprendizagem Moral no sentido de Kohlberg. Em sentido habermasiano, o conceito de Aprendizagem
inscreve-se no âmbito do Estado Democrático de Direito e na Formação da Vontade Política na Esfera Política Pública.
De fato, Aprendizagem no sentido pedagógico é entendida como Aprendizagem social, ou seja, Aprendizagem: cognitiva,
ética, estética, cidadã, política, cívica e expressiva.
Palavras-chave: Habermas. Aprendizagem. Democracia.
E-mail:alencarsdb@bol.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 91

A DIVISÃO DO TRABALHO FILOSÓFICO E O CONCEITO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA

Carla Vanessa Brito de Oliveira (UFRB)

Resumo
O objetivo da comunicação é problematizar a divisão intelectual do trabalho filosófico que implica na oposição entre
o filosofar e o ensino de filosofia e entende este último como mera exposição da História da Filosofia. Primeiro
discutiremos a concepção antagônica entre o filosofar e o ensino de filosofia e de como ela se justifica na divisão do
trabalho filosófico. Revisaremos, nesta etapa, conforme bibliografia pesquisada, três críticas ao ensino de filosofia, a
saber: de que o ensino de filosofia esteja subordinado à instituição escolar e ao Estado; de que o ensino seja tão somente
um recurso de subsistência para os filósofos e, ainda, de que seja reprodução de conteúdos dissociada do ato filosofante.
Nesse trajeto, nos concentraremos em discutir a crítica simplista de que o ensino de filosofia se resume à reprodução e à
transmissão de conteúdos, sendo apenas uma exposição da História da Filosofia. Compreendendo que tal crítica repousa
em um entendimento parcial do conceito de História da Filosofia, elucidaremos, preferencialmente a partir dos escritos
do filósofo Hegel, este conceito, buscando evidenciar que o ensino de História da Filosofia é, propriamente, filosofar.
Palavras-chave: Filosofia. História da Filosofia. Ensino.
E-mail:carlavanessa.lenteazul@gmail.com

A HERMENÊUTICA DA VIDA NO ENSINO DE FILOSOFIA

Carlos André de Lemos (UFPE)

Resumo
Partindo do desafio do ensino de filosofia no ensino médio atual, cuja educação de destaque é a técnica. O texto procura
examinar e propor a Hermenêutica da vida de Wilheim Dilthey como possibilidade de ensino, procurando mostrar o
92 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

desafio da filosofia e das ciências humanas cujo papel é propedêutico de “preparar” e “qualificar” indivíduos. Assim,
as disciplinas se apresentam numa estrutura desarticulada, sem conexão com vida. Neste panorama é questionável o
espaço da filosofia?Neste entrave a hermenêutica filosófica pode articular um projeto educacional que dê ao individuo
uma organização e compreensão sistemática das ciências, da filosofia com a vida, cultura e coma historia, já que essas
esferas compõem uma unidade de articulação de sentido: vivências (ERLEBENIS), que são particulares, mas agrupadas
e possuem um comum hermenêutico. A apreensão dos conhecimentos e o desenvolvimento da autonomia intelectual
deve reconhecer a unidade de sentido das vivencias “que não pode ser objetivada” (Dilthey). A competência e cidadania são
frutos de uma compreensão assumida; é uma atitude natural que não é restrito, apenas às disciplinas, mas compreendida e
compartilhada com a história e a cultura com a vida. O método hermenêutico procura resgatar a posição do ser humano
na própria constituição da vida histórica e não simplesmente fruto de apreensão teorética, de conhecimento acumulado.
O papel da filosofia não seria como única detentora da verdade, mas ser base de um conhecimento verdadeiro e fazendo
a articulação das ciências com os fenômenos da vida e um esclarecimento de si mesmo.
Palavras-chave: Compreensão. Vivências. Sentido. Unidade.
E-mail: carlosdelemos1@hotmail.com

PENSANDO A DIMENSÃO ERÓTICA NA EDUCAÇÃO

Cinthia A. Falchi (UNESP)


Resumo
A partir dos escritos de Foucault problematizamos as sexualidades na educação do sujeito. Partimos da discussão da
formação dos estereótipos social e cientificamente construídos e adentramos um processo de significação do normal/
anormal a partir do patológico. Este será o trajeto realizado por Foucault e do qual também nos utilizaremos para visualizar
a construção de sujeitos sexuais. Será a partir da discussão de anátomo-política para a biopolítica que engendraremos
nosso caminhar, para enfim entrarmos na discussão de um cuidado de si como postura tanto ética como política na
educação. Durante o trajeto questões serão levantadas na tentativa de provocar uma inquietação a respeito dessas duas
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 93

lógicas distintas entre si com relação à formação de um sujeito, por um lado erótico, e por outro sexual, porém, em
nenhum momento o “espaço escolar” será deixado de lado na discussão. Não queremos, no entanto, que tal postura
seja vista como um processo psicanalítico de consciência de si como contraponto ao inconsciente. Mas falamos aqui
a respeito de um procedimento para a produção da verdade do sexo em que o prazer sexual é recolhido e extraído da
própria experiência de prazer. Assim, ao mesmo tempo em que o cuidado de si é vivenciado, é possível problematizarmos as
sexualidades não pelo viés identitário, mas sim a partir de uma estilística da existência que se alie com a Erótica. Portanto, um
cuidado de si mesmo a partir de sua própria prática sexual que será vista como um cuidado ético para com o/a outro/a.
Ressaltamos ainda que não se trata tampouco de uma proposta de política pública para obtenção de uma generalização e
padronização de ensino, mas de uma postura ética de cada pessoa, um posicionamento perante sua própria vida a partir
de suas posturas, estratégias e comprometimentos.
Palavras-chave: Educação. Sexualidade. Erótica. Foucault.
E-mail:cinthia.falchi@marilia.unesp.br

A FILOSOFIA DO DIREITO E SEU ENSINO


ENTRE A ESPECULAÇÃO E A PRÁXIS

Claudio Luis de Alvarenga Barbosa (UFRRJ)

Resumo
O ensino de filosofia presente no currículo do curso de Direito pode, facilmente, desvirtuar-se de sua vocação crítica
originária. Em algumas instituições de ensino superior, esse desvirtuamento acontece quando a disciplina Filosofia do
Direito transforma-se em uma história da filosofia do direito, na medida em que o professor dessa disciplina se preocupa
apenas em colocar os alunos em contato com os “autores clássicos” da filosofia jurídica. Esse professor se esquece de que
uma das funções que devem caracterizar um filósofo é a solução de problemas filosóficos. Não se aprende filosofia do
direito, apenas estudando a história dessa área, mas sim, filosofando sobre problemas jurídicos. Nesse contexto, o objetivo
94 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

deste trabalho é mostrar que para o direito passar de uma forma de alienação a um meio de pavimentação para uma
sociedade em que a propriedade é social, não basta colocar o estudante dessa área em contato com a especulação histórica
produzida por “juristas”. Através de pesquisa bibliográfica, realizamos um estudo sistemático e crítico, estabelecendo
relações, de modo a embasar nossa pesquisa filosófica. Dessa forma, verificamos ser necessário que filosofia trabalhada
no curso de Direito fundamente-se na relação dialética entre o homem e a natureza, tendo no trabalho o elemento de
transformação da natureza e do próprio homem, em uma palavra, que seja uma filosofia da práxis. Se a filosofia da práxis
entende que os problemas centrais para o homem são os problemas práticos de sua existência concreta, não podemos
prescindir desse conhecimento para a adequada compreensão do papel que o direito exerce na sociedade. Uma filosofia
do direito que não se posicione como práxis frente ao direito e à sociedade em que está inserido, pode estar apenas
reforçando a ideologia responsável por ocultar a apropriação e deformação do direito em favor da defesa dos interesses
de determinados grupos nas sociedades de classes.
Palavras-chave: Ensino de filosofia. Filosofia do direito. Práxis.

E-mail: professorbarbosa@ibest.com.

NOTAS SOBRE A FILOSOFIA DA DIFERENÇA DE GILLES DELEUZE NA FILOSOFIA DA


EDUCAÇÃO NO BRASIL

Cristiane Maria Marinho (UECE)

Resumo
A comunicação aqui proposta objetiva apresentar de forma sumariada o trabalho de pós-doutorado recentemente
concluído na UNICAMP e que se intitula A Filosofia da diferença de Gilles Deleuze na Filosofia da Educação no Brasil, e que tem
por objetivo central apresentar o pensamento filosófico educacional de alguns pensadores brasileiros sob a inspiração da
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 95

filosofia da diferença deleuzeana, realçando o que distingue esta produção da Filosofia da Educação tradicional regida
pela filosofia da Representação. Para tanto, a pesquisa se divide em quatro capítulos: o primeiro capítulo, De Deus à
Diferença: trajetória das matrizes filosóficas na educação brasileira elenca as matrizes filosóficas mais expressivas no nosso país,
bem como as práticas e as teorias educativas resultantes delas; o segundo capítulo, A Filosofia da Educação no Brasil, expõe
a trajetória de constituição da Filosofia da Educação como campo de saber específico e apresenta três obras brasileiras
representativas desse percurso; o terceiro capítulo, A Filosofia da Diferença de Deleuze explicita os contornos principais do
pensamento deleuzeano no que diz respeito à sua Filosofia da Diferença; o quarto e último capítulo, Filosofia da Diferença
deleuzeana na Filosofia da Educação no Brasil ou para uma (não)-teoria da quebradura da vara, apresenta a emergência da Filosofia
da Diferença deleuzeana no Brasil e sua posterior intercessão na Filosofia da Educação, com ênfase em quatro nomes
representativos: Tomaz Tadeu, Daniel Lins, Walter Kohan e Sílvio Gallo. Em anexo, o trabalho trás, ainda, as entrevistas
com estes filósofos brasileiros, somadas a mais duas entrevistas de professores brasileiros e uma de um português: Paulo
Ghiraldelli, Sylvio Gadelha e Nuno Fadigas, os quais também falam da intercessão deleuzeana na educação.
Palavras-chave: Filosofia da Diferença. Filosofia da Educação. Deleuze. Brasil.

E-mail: marinho2004@ig.com.br

O ESPAÇO DO ESTUDANTE NA ORDEM DO DISCURSO ESCOLAR

Daniel Contage

Resumo
A comunicação terá como foco a experiência realizada no Colégio Estadual José Leite Lopes, no Rio de Janeiro, com
os alunos de ensino médio. O Colégio está inserido no projeto NAVE, vinculado à Oi Futuro, que promove um ensino
médio integrado com técnico em produção de mídias digitais. Uma das bases do projeto é a pesquisa-ação realizada
96 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

pelos professores sobre as bases teóricas do projeto. Entre os grupos, há um núcleo de pesquisa sobre Protagonismo
Juvenil, que observa e estimula os espaços onde o jovem se sente confortável para elaborar, liderar e capitanear projetos.
Nesse contexto, alguns alunos se mobilizaram para organizar um laboratório de filosofia, um grupo de estudos que
produza material sobre mídias. A fala da comunicação é uma extensão da pesquisa realizada no NAVE e dos estudos
relacionados, trabalhados no laboratório com os alunos. Aborda a organização política da escola, a malha de poder que
sustenta o modelo da escola tradicional, através da grade de poder que teóricos contemporâneos como Foucault e Derrida
apresentam em seus textos. A experiência no José Leite Lopes é a base para se discutir alternativas para a organização
da escola, que possam permitir que o discurso do jovem estudante tenha valor equivalente ao dos organizadores e
educadores. As práticas realizadas e registradas no colégio e outros registros de práticas semelhantes podem servir de
comparação com a organização padrão da escola, para que sejam discutidas quais práticas ainda são pertinentes, tendo em
vista as novas formas de organização das mídias, e quais podem ser repensadas.
Palavras-chave: Protagonismo Juvenil. Espaço Tradicional da Escola. Poder. Discurso.

FILOSOFIA COMO PRÁXIS E SEU ENSINO:


RELEVÂNCIA E PRESCINDIBILIDADE DA TRADIÇÃO FILOSÓFICA PARA O ENSINO DA
MATÉRIA

Daniel Pansarelli (UFABC)

Resumo
Partindo de uma definição de Filosofia relacionada ao campo da práxis, portanto dando à matéria a obrigação de influir
na – e ser influenciada pela – realidade contextual em que é praticada, pretende-se refletir dialeticamente acerca das
contribuições que a milenar tradição filosófica oferece ao ato de filosofar e ao seu ensino. Tomar-se-á, por um lado, as
relevantes contribuições que a tradição oferece ao docente, ao docente-filósofo e ao estudante, sobretudo como ampla
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 97

e peculiar fonte cultural, imprescindível à realização da educação filosófica como paideia ou como bildung. Em oposição
dialética, serão esboçados caminhos para a práxis filosófica que não ocorra tendo na tradição o elemento fundamental ou
mesmo marginalmente presente. Nesta segunda vertente, serão valorizadas competências próprias ao fazer filosófico bem
como caminhos não-tradicionais pelos quais tais competências podem alternativamente ser alcançadas. Por fim, serão
explicitadas as vantagens oferecidas pela valorização da tradição como componente do ensino de filosofia, ao mesmo
tempo em que apontados os riscos castradores – portanto antifilosóficos – oferecidos pela força de sua história. Buscar-
se-á, assim, fugir do maniqueísmo fetichista no trato da questão, oferecendo aos docentes oportunidade de reflexão e
diálogo acerca de um desejável pluralismo metodológico.
Palavras-chave: Práxis. Tradição. Ensino. Pluralismo metodológico.

E-mail: pansarelli@gmail.com

A FILOSOFIA E SEU ENSINO:


HABILIDADES E COMPETÊNCIAS EM QUESTÃO

Débora Cristina Martins de Souza (UEM)


Jose Antonio Martins (UEM)

Resumo
Visto que o ensino de Filosofia deve ter em vista o alcance das competências e habilidades propostas pelos Parâmetros
Curriculares do Ensino Médio, este trabalho, vinculado ao PIBID Filosofia da UEM, tem em vista levantar possíveis
questões, dificuldades e limites dos professores de filosofia da rede de ensino de Maringa, na medida em que a aprendizagem
do aluno a que o seu ensino dirige-se, deve alcançar as finalidades especificas, tendo como meio para tanto, o pensamento
filosófico, seja em forma de fragmentos de textos de determinados autores, livros didáticos, ou outras formas de contato
98 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

com a reflexão. Neste sentido, O principal eixo desta pesquisa é questionar acerca das praticas metodológicas do ensino de
Filosofia no âmbito em que ela é proposta nos PCN`s. Através de entrevistas, e discussões, pretendemos compreender se
ha efetivamente uma conciliação entre o pensamento filosófico e o que se espera do ensino de Filosofia nos documentos
oficiais da educação e quais os métodos utilizados para que isto seja possível. Embora os resultados estejam em andamento,
já foi possível observar certos aspectos que se apresentam no dia a dia dos professores, que dificultam a prática docente,
dos quais destacam-se a capacidade interpretativa dos alunos e o tempo de duração das aulas.
Palavras-chave: Ensino. Filosofia. Competências. Habilidades.

E-mails: deborahh_smi@hotmail.com
zeeamartins@hotmail.com

IMPLANTAÇÃO DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO E SUA INCLUSÃO NO


VESTIBULAR

Divanete Fernandes de Medeiros (UERN)


Francisco Pereira de Souza (UERN)

Resumo
O presente artigo aborda duas temáticas bastante discutidas: o ensino de filosofia no ensino médio e a sua inclusão no
vestibular. Após a aprovação da lei 11.648/08, que torna o ensino obrigatório das disciplinas de filosofia e sociologia,
todas as escolas que trabalham com o ensino médio do país tiveram que incluí-las em seus currículos. Com essa medida
vieram muitos desafios, como por exemplo: que conteúdos ministrar, como fazê-lo, em quanto tempo, dentre outros.
Pode-se dizer que essa medida caiu de paraquedas pelas escolas do país. Porém, isso não se constituiu como empecilho
ao retorno das duas disciplinas. Foram se desenvolvendo em alguns estados do país estudos voltados para essa finalidade
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 99

resultando, como exemplo, o estudo do grupo do Paraná que já constituiu um material pedagógico para ministrar as aulas
de filosofia e sociologia. Com relação a sua inclusão no vestibular, estudiosos se posicionam contra e a favor dessa medida,
porém muito mais intrigante que sua cobrança no exame seletivo é o como isso será feito. Dever-se-á cobrar os conteúdos
específicos da disciplina, ou uma reflexão embasada nos mesmos ou ainda somente a reflexão pessoal posicionando-se
frente a uma determinada temática, porém, sem embasamento filosófico algum?
Palavras-chave: Filosofia. Ensino. Vestibular.
E-mail: franciscoloving@hotmail.com

LONGE DEMAIS DE ESPARTA:


REFLEXÕES COMUNICATIVAS SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Edi Carlos Aparecido Marques (IFMS)

Resumo
O presente artigo procura discutir a questão da educação inclusiva nas escolas brasileiras a partir dos pressupostos das
teorias da Ação Comunicativa e da Ética do Discurso de Jürgen Habermas. Em outras palavras, ele objetiva propor uma
reflexão ética que comece por um processo intersubjetivo de auto-esclarecimento das ideologias, que condicionam as
formas de agir e pensar dos indivíduos na sociedade brasileira e, principalmente, nas escolas de nosso país. Um processo
comunicativo que consiga revelar aos atores sociais, que influenciam e atuam nos cenários escolares, os preconceitos
presentes em suas ações e falas em relação à inclusão de todos nas escolas brasileiras. Preconceitos tais que o autor
denomina como “Síndrome de Esparta”. Por isso, o artigo se organiza em três partes. A primeira parte apresenta os
fundamentos conceituais das teorias habermasianas. Enquanto, a segunda analisa as raízes da “Síndrome de Esparta”
e como ela aparece nas escolas. Por fim, na última, realiza-se uma reflexão sobre os procedimentos de efetivação do
processo comunicativo de esclarecimento das ideologias no horizonte escolar.
Palavras-Chave: Exclusão. Inclusão. Preconceitos. Razão Comunicativa.
E-mail: edi.marques@ifms.edu.br
100 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

TEORIA EDUCACIONAL E FILOSOFIA Á LUZ DA ABORDAGEM HERMENÊUTICO-


FENOMENOLÓGICA DE OTTO FRIEDRICH BOLLNOW

Ezir George Silva (UFPE)


Ferdinand Röhr (UFPE)

Resumo
O homem é o único ser capaz de compreender e apreender os aspectos, elementos, situações e acontecimentos
pertinentes à sua existência. Essas habilidades fazem do homem alguém que, existindo no mundo e para o mundo, não
pode jamais assumir uma postura de indiferença e neutralidade. É movido por esta busca da não indiferença diante de si
mesmo e do mundo que o cerca, que o presente trabalho pretende analisar a contribuição da abordagem hermenêutico-
fenomenológica de Otto Friedrich Bollnow para o pensar e o fazer pedagógico do ensino de Filosofia. Desta forma,
pretendemos pensar o conceito de Educação entre a Filosofia da Existência e a Filosofia da Esperança, sua importância e
contribuição para a prática pedagógica. Desejamos tratar sobre a continuidade e descontinuidade da formação humana a
partir de sua abordagem diante dos fenômenos humanos e pedagógicos, buscando mostrar como as formas e processos
instáveis e descontínuos de educação podem iluminar/ampliar o ensino de filosofia e a formação do homem, face sua
condição de sujeito inacabado.O trabalho inscreve-se nos discursos e debates sobre Filosofia e Teoria Educacional. Seu
objetivo é analisar no pensamento pedagógico de Otto Friedrich Bollnow o modo como estas perspectivas de abordagens
se articulam buscando ressaltar a relevância dos aspectos da Filosofia da Existência e da Filosofia da Esperança para
a prática pedagógica. O texto problematiza as concepções mecânicoartesanal e orgânica da educação e seu eventual
impacto sobre os modos do homem conceber sua existência, sua formação e relação no e com o mundo no âmbito da
comunidade humana. Por fim, a pesquisa pretende identificar as implicações do pensamento pedagógico de Bollnow sobre
as configurações da vivência do ensino de Filosofia, que envolve a integralidade do ser inacabado, seus questionamentos,
descobertas, limites e possibilidades no contexto de uma cultura globalizada e democrática.
E-mail: ezo.silva@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 101

AS CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O ESTUDO DE FILOSOFIA

Felipe Henrique Souza Cirino (UFAL)


Resumo
Partindo do pressuposto de que o ensino de filosofia tem como base os textos filosóficos, torna-se fundamental para o
aprendizado dos alunos que eles tenham domínio de dois elementos básicos requeridos pela educação formal: a leitura
e a escrita. A vivência no PIBID possibilita constatar que muitos alunos do ensino médio não sabem ler e nem escrever
razoavelmente bem, segundo os próprios critérios das disciplinas de comunicação e linguagem. E pensando sobre a
relação filosofia e capacidade de apreensão textual é que se pode considerar a fala do professor Antônio Joaquim Severino,
o qual em seu discurso trata da urgência de uma educação interdisciplinar. Abre-se então, o campo para refletir sobre a
ineficiência pedagógica do ensino não interdisciplinar nas escolas de educação básica e por qual razão, nesse contexto, a
disciplina de filosofia seria de extrema importância; no sentido de que é de sua natureza buscar compreender a totalidade
da realidade e não somente as suas particularidades fenomênicas.
Palavras-chave: Ensino de Filosofia. Interdisciplinaridade. Educação.
E-mail: cirinofelipe@yahoo.com.br

FILOSOFIA DIANTE DE UMA POSTURA IDEOLÓGICO-RACISTA:


CIDADANIA E UMA PERSPECTIVA ÉTNICA NO ENSINO DE FILOSOFIA

Gilmar Lima Fernando (UFPE)

Resumo
A retomada do ensino de filosofia nos níveis médios por parte do governo vem acompanhada de inúmeras outras
discussões que concernem este tema carregado de vários outros. Dentro disto, gostaríamos de colocar apenas um destes,
a questão da cidadania, tema bastante recorrente em inúmeras reflexões sobre a filosofia e o Ensino Médio. Buscamos
102 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

aqui colocar um tema que não se perca em sigo próprio. Nosso foca é trabalhar a questão Ideológica do tema cidadania,
porém, dentro de um “novo” universo, o das etnias.Com isso, buscamos justamente focar no papel da filosofia diante de
problemas sociais tão constantes, intensos e porque não recorrentes no meio social. A abordagem do ensino de filosofia
nas escolas, se vinculada a uma prática que busque tratar de temas que contribuam para a formação de seres autônomos
dotados de um ideal cidadão, deve focar problemas reais e que permeiam o universo do aluno. E é justamente investindo
neste pensamento que procuramos vincular toda uma problemática social a reflexão filosófica de forma a levar o aluno a
capacidade de pensar o próprio meio. Ou seja, colocar-se como um cidadão.
Palavras-chave: Filosofia, Racismo, Cidadania.

O LUGAR DA ATENÇÃO NO DEBATE FILOSÓFICO E EDUCATIVO CONTEMPORÂNEOS

Genivaldo de Souza Santos (UNESP)


Rodrigo GelamoPelloso (UNESP)
Alonso Bezerra de Carvalho (UNESP)

Resumo
A filosofia, a partir dos pressupostos modernos - historicamente datada-, ao ser adotada como sendo “a” própria Filosofia,
reduz a agenda filosófica aos critérios da “certeza” e “clareza” racionais, não conferindo a devida importância a um
campo de temas fundamentais para a (auto) compreensão do humano e de maneiras outras de se produzir conhecimento
sobre ele. A atenção faz parte deste campo temático que atribui à experiência o estatuto de eixo articulador de um modo
de filosofar que busca não apenas informar, mas, sobretudo, provocar um efeito de formação. Como nova temática que
se insere no debate filosófico e pedagógico, nos esforçaremos para responder às seguintes questões: i) Como o tema da
atenção é tratada na obra de Pierre Hadot? ii) Qual o seu locusno contexto educativo? O presente trabalho se justifica
na medida em que o autor, também professor de filosofia do ensino básico do Brasil contemporâneo, se espanta e se
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 103

admira com atitudes que revelam profunda falta de atenção e que se refletem tanto em uma dimensão especificamente
ética, geradora de uma série de atitudes que revelam esta falta em dois polos opostos: indiferença e violência, quanto uma
dimensão didática, interpretado como: “desinteresse” em suas múltiplas variáveis, apatia ou “indisciplina”. Para nós uma
possibilidade de fazermos frente às imposições da sociedade da indiferença e do consumo que impregnam as relações
humanas contemporâneas, especialmente as constituídas no interior das salas de aulas.
Palavras-chave: Atenção. Ética. Educação.
E-mail: fratellogenivaldo@gmail.com

FENOMENOLOGIATRANSCENDENTAL:
PERSPECTIVA HUSSERLIANA DA APREENSÃO DO CONHECIMENTO

Gilvanio Moreira Santos

Resumo
Pensar o conhecimento como abertura e possibilidade para busca da essência mesma dos objetos, na perspectiva
fenomenológica, é pensar o ser do ente enquanto ser pensante. Ser, situação. “Ser-aí”, posto em sua cotidianidade. Contínuo
projetar-se. Contínuo desvelar-se, velar-se. Destarte, falar da apreensão do conhecimento na filosofia implica tratar da
natureza do pensar enquanto pensar sobre o pensar mesmo. Debruçar sobre o próprio pensar é perceber o fenômeno da
coisa pensante como algo que através de um caminho rigoroso (fenomenológico), imiscuir-se sobre a essência do próprio
pensar. No entanto, para construir tal abertura é preciso questionar o próprio ser do ser do ente enquanto coisa pensante.
Nesse sentido, e, para tanto, o presente trabalho seguirá tal caminho: (1) consciência-intencionalidade-fenômeno; (2) “ser-
no-mundo”, “mundo da vida”; e (3) a epoché fenomenológica.
Palavras-chave: Fenomenologia. Conhecimento. Epoché.
E-mail: ghil2@hotmail.com
104 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM EM FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

Herivelt Felix

Resumo
A dificuldade na leitura e escrita, consequentemente na compreensão do que se lê, dificulta o processo educacional dos
alunos de ensino médio, pois lhes faltam habilidades básicas para desenvolver a capacidade cognitiva necessária, e assim,
enfrentam dificuldades maiores que essa fase de sua vida discente os impõe. O processo ensino-aprendizagem exige
reflexão, em termos epistemológicos, de todos os docentes, pois a forma tecnicista de aplicação de conteúdos impede
qualquer metodologia aplicada por influência kantiana, no que diz respeito a não se ensinar filosofia, mas sim, a filosofar. É
necessário a análise dos problemas que envolvem o ensino de filosofia, pois a dificuldade de aplicação dos conteúdos, por
problemas no currículo, nos leva a seguinte questão: Qual é o papel da filosofia no currículo do ensino médio? De acordo
com as teorias educacionais, a educação é desenvolvida de dentro para fora e sua formação se dá de fora para dentro,
através desse pensamento devemos consultar um filósofo que influenciou o movimento brasileiro que ficou conhecido
como Escola Nova, nas décadas de 20 e 30, John Dewey, quando diz que: Se a educação é o processo pelo qual se formam
as disposições essenciais do homem – emocionais e intelectuais – para com a natureza e para com os demais homens,
filosofia pode ser definida como a teoria geral da educação. Portanto, a filosofia é uma disciplina que possui os meios
necessários para desenvolver essas disposições emocionais e intelectuais nos discentes, já que a filosofia consegue dialogar
tranquilamente com todas as outras disciplinas, podendo enriquecer o processo de ensino-aprendizagem aplicando o
princípio da interdisciplinaridade, no entanto, sem correr o risco de ser qualquer coisa menos filosofia.
Palavras-chave: Cognição. Ensino-aprendizagem. Epistemologia. Filosofia. Interdisciplinaridade.
E-mail: hfl27@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 105

A POIESIS E A HERMENÊUTICA COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O SABER FILOSÓFICO:


A PRODUÇÃO TEXTUAL COLETIVA, PARTINDO DO PRESSUPOSTO DA FILOSOFIA ENQUANTO
LINGUAGEM

Iris Daniele Marcolino da Silva (Colégio Irene Borges)

Resumo
O Alunado produziu de forma criativa e em coletividade, pensamentos e fragmentos, explicitando sempre uma profundidade
muito aguçada das suas percepções em relação ao que haviam observado inicialmente no texto monossilábico. O intuito
foi tornar coletivo um fragmento Literário que possuía em suas entre linhas, façanhas que instigava de modo singelo, a
curiosidade. E fazia com que eles (os alunos) todos em coletivo compartilhassem ideias e assim por sua vez sugestões,
em busca do encaixe perfeito para uma nova reprodução do poema inicial sendo eles autores do novo fragmento. Com
isso observei uma maior interação da turma, e uma qualidade que foi resultado de questionamentos criteriosos no
desenvolvimento da atividade. Surgiram durante a atividade, fortes expressões de sentimentos que resultou da interpretação
dos fragmentos monossilábicos do poema inicial, que foi lido e mais uma vez interpretado pela turma. Partindo do
pressuposto do espanto como primeira etapa para o acontecer filosófico, é como um abrir de portas constante, no qual
sendo a chave dessa porta a própria curiosidade. O espanto movimenta toda a cadeia elementar das sensações e dos
pensamentos, e faz desse primeiro momento ferramenta propulsora para a entrada ao mundo apaixonante da Filosofia,
que será onde o aluno terá o contato com os conceitos e as correntes Filosóficas, mas terá um acesso de mais familiaridade
partindo da sua própria experiência de vida, quando começará a conhecer-se e questionar-se.
Palavras-chave: Poiesis. Hermenêutica. Filosofia.
E-mail: iris_marcolino@hotmail.com
106 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

A EXPERIMENTAÇÃO DA COMPREENSÃO NA AUTOEDUCAÇÃO FILOSÓFICA

Ivan Maia de Mello (UNILAB)

Resumo
A compreensão que o professor de filosofia produz de seu processo de formação precisa ser elaborada na medida em que
ele busca interpretar o processo de subjetivação por meio do qual ele se torna sujeito de sua práxis filosófica e pode se
desenvolver, genealogicamente, no sentido da profundidade da compreensão, assim como, cartograficamente, no sentido
de sua abrangência. Apresenta-se uma discussão da autopoiesis do educador, no sentido que considera a complementaridade
dos aspectos paradoxais de uma situação, aproximando-se da sabedoria. A discussão da sabedoria através das perspectivas
de LaoTzu, a sabedoria taoísta chinesa; de Heráclito, a sabedoria cosmológica grega; e de Nietzsche, a sabedoria trágica
dionisíaca; é feita no sentido de avaliar a profundidade e a abrangência dessas perspectivas de imanência. Recorrendo à
discussão feita por Deleuze e Guattari, contraposta por François Jullien, sobre as diferenças entre sabedoria e filosofia,
assim como as perspectivas de Michel Foucault e Edgar Morin sobre meditação e compreensão, pretende-se mostrar
como a conjugação harmônica dos sentidos profundos e amplos da compreensão, através de sua cartografia genealógica,
possibilitam ao filósofo interpretar as experiências da práxis pedagógica constitutiva do processo de subjetivação através
do qual ele forma a si mesmo como professor de filosofia.
Palavras-chave: Compreensão. Cartografia. Genealogia. Sabedoria.

E-mail: filosofenix@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 107

O DESPERTAR DO PENSAMENTO ATRAVÉS DA LINGUAGEM FILOSÓFICA

Jaqueline Engelmann (IFRN)

Resumo
É de conhecimento geral que atualmente o professor – das mais diversas áreas – “deve” tentar adequar-se àquilo que
diz respeito ao cotidiano do aluno e, o que nos vêm à mente, neste sentido, é o uso da internet – mais especificamente
das redes sociais – também nas aulas de Filosofia. Afinal, é este o interesse maior dos jovens. Neste sentido, é frequente
a defesa – por parte inclusive de professores de Filosofia – do uso deste recurso como ferramenta de ensino de sua
disciplina. Aliado a este fato, costuma-se dispensar a leitura de textos filosóficos com a justificativa de que a linguagem
filosófica é muito complicada para o adolescente que frequenta o Ensino Médio. Em minha exposição, pretendo defender
justamente o oposto: a introdução da Filosofia no Ensino Médio através de fragmentos de textos clássicos com o intuito
de aperfeiçoar a linguagem do aluno e ajuda-lo a compreender, por fim, que a linguagem filosófica é, sim, distinta da
linguagem popular e leva-lo a refletir em que medida o empobrecimento da linguagem pode levar ao empobrecimento do
pensamento. A partir de experiência própria em sala de aula neste nível de ensino, creio que o texto clássico de Filosofia
pode e deve ser apresentado ao aluno.
Palavras-chave: Filosofia. Linguagem. Internet.
E-mail:jq_engel@yahoo.com.br

ÉTICA, DIREITOS HUMANOS, VIVER BEM

Jeovânia Pinheiro do Nascimento

Resumo
Abordarei na comunicação a questão ético-racial, balizando-me no projeto: “Eu, Minha Identidade, Ele, a Identidade
108 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

Dele, Nós Irmãos” desenvolvido por mim na escola EEEF Matias Freire na Baia da Traição/PB. O projeto trata dos
conceitos dos Direitos Humanos: Liberdade, Diversidade e Tolerância e visa conscientização os educandos em relação aos
direitos do homem. Focar-me-ei nos resultados encontrados por mim no desenvolver do projeto. Portanto, analisarei a
resposta dada pelos educandos em relação aos conceitos trabalhados como um fator essencial na educação do homem
para que ele possa viver bem, desse modo retomando a finalidade da ética aristotélica de se educar o homem para
que ele possa ser feliz, contudo não partindo dos princípios apontados por Aristóteles, mas dos conceitos básicos dos
Direitos Humanos na atualidade e consequentemente, verificando se os conceitos aristotélicos estão ultrapassados ou se
os parâmetros dos Direitos Humanos precisariam se adequar aos conceitos da antiguidade para uma maior efetivação
do bem viver do homem ou se a realidade hoje necessita apenas da conscientização e implementação dos conceitos:
Liberdade, Diversidade e Tolerância para se alcançar uma vida mais feliz.
Palavras-chave: Ética. Liberdade. Diversidade. Tolerância.Viver Bem.
E-mail: jeovaniapinheiro@yahoo.com.br

EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO NA PERSPECTIVA MARXISTA

Jonece M. Beltrame (UEPB)

Resumo
A perspectiva da emancipação humana surge na teoria de Karl Marx como elemento que concede unidade à sua obra, como
objetivo e finalidade de seu pensamento e de sua atividade social e política. Neste sentido, objetiva-se encontrar elementos
que possibilitem uma compreensão da relação existente entre a educação e emancipação na perspectiva marxista. A
formação, entendida enquanto possibilidade de autoconstrução, autonomia e emancipação humana, deve partir, segundo
a análise marxiana, das condições a que se encontram subordinadas a produção e a reprodução da vida em sociedade e
na relação com a natureza. Os poderes das relações sociais são decisivos, pois, os processos educacionais e os processos
sociais encontram-se intimamente ligados. Neste sentido, sob o universo de produção e reprodução, assegura-se que
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 109

cada indivíduo adote como suas as metas de reprodução social objetivamente possível no sistema. Desta forma, e aqui
surgem os limites que impossibilitam a emancipação humana, ao internalizar e conformarem-se as onipresentes pressões
externas, adotam-se perspectivas da sociedade capitalista como inquestionáveis limites individuais as aspirações pessoais.
A educação formal insere-se neste contexto da sociedade do capital, afirmando-se como elemento que fundamentaria a
emancipação, transcendendo os limites da conformação, mas, diante de seus limites, de não ser capaz de oferecer, por si
só, uma alternativa de emancipação humana.
Palavras-chave: Sociedade. Marxismo. Educação. Emancipação

E-mail: beltrame25@gmail.com

A EXIGÊNCIA DA FORMAÇÃO ESPECIFICA NO ENSINO DE FILOSOFIA

José Anderson de Oliveira Lima (UFAL)

Resumo
“Há duas coisas a evitar e uma que seria recomendável a evitar: distribuir as aulas de filosofia aos não graduados em
filosofia” (Chauí, Marilena – Coleção Explorando o Ensino, Filosofia Ensino Médio – MEC, 2010, p. 29). Desde a
efetivação da filosofia no currículo escolar em 2008, muitos envolvidos na área da filosofia, buscam formas de organizar
e desenvolver a disciplina no ambiente escolar. O presente trabalho tem como objetivo analisar, de forma ampla, os
problemas e desafios enfrentados pela filosofia no ensino médio. Assumindo aqui como resolução em alguns aspectos,
a exigência específica do docente em filosofia, para assegurar uma didática mais eficiente no ensino. Deste modo, diante
das perguntas frequentes como, o que ensinar? Como ensinar filosofia? A pretensão é refletir no que compõe a estrutura
do ensino de filosofia no ensino médio, como quais são seus objetivos dentro do ensino? Há uma atenção na formação
dos docentes quanto há aos conteúdos a serem ensinado? Portanto, neste trabalho, verificaremos as consequências que a
filosofia assume após a aprovação da lei 11.684/08. A inserção da filosofia como qualquer outra disciplina no currículo do
110 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

ensino médio, composta de estruturas, técnicas e conteúdos de problematização, que não havendo uma cobrança quanto
a quem ensinar, pode contribuir cada vez mais no péssimo resultado da socialização e da efetivação da filosofia no ensino
médio. Neste caso, iremos abordar a necessidade do saber filosófico, para que não somente haja uma transmissão de
meros conteúdos e técnicas, mas se ensine a importância do olhar critico e a busca da problematização, tendo a pretensão
não só de transferir o conhecimento, mas a de estimular o aluno a pensar, tarefa diferencial, onde nas aulas de filosofia
alunos junto aos professores irão compor um mesmo espaço de pensamento.
Palavras-chave: Ensino. Problema. Formação. Exigência. Específica.
E-mail: anderson.filosofiaufal@hotmail.com
DO ENSINO DE FILOSOFIA:
REFLEXÕES A PARTIR DE FRIEDRICH NIETZSCHE

José de Assis Moraes Júnior

Resumo
A questão delineada no presente artigo, adstrita à problemática do ensino de Filosofia, remonta à compreensão do
comum. Para tanto, analisaremos o tema do ensino da Filosofia – sobretudo do ensino de Filosofia para o nível do
Ensino Médio, da Educação Básica – a partir de sua indissociabilidade com a questão da possibilidade/impossibilidade
da comunhão. Ademais, a prática docente, em todos os aspectos micros e macros, nos deveria impor, com seriedade, a
questão a respeito da existência – ou da inexistência – do comum e, por conseguinte, do comunicável. Portanto, propor
o ensino da Filosofia e, ainda com maior altivez, propô-lo, a partir do paradigma da obrigatoriedade, admitindo o atual
caráter da superficialidade tecnocrática da educação brasileira, se configura uma tarefa, quiçá, possível? Como comunicar a
Filosofia a adolescentes imersos na fruição globalizante dos mercados de consumos instantâneos, característica fundante
da sobrepujança do vazio neoliberal?
Palavras-chave: Educação. Ensino de Filosofia. Comum. Friedrich Nietzsche. 
E-mail: moraes_moncaio@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 111

NECESSIDADES METODOLÓGICAS PARA OS CONTEÚDOS DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

José Francisco das Chagas Souza (UERN)


Maria Reilta Dantas Cirino (UERN

Resumo
O presente texto pretende abordar problemas presentes no cotidiano da disciplina de Filosofia no currículo escolar do
ensino médio, a partir da realidade vivenciada no município de Caicó-RN, como resultados do Projeto de Pesquisa que
elaborou um perfil do ensino de Filosofia e as ações do PIBID/Filosofia. As questões das metodologias utilizadas nas aulas
e como ser inovador ao mesmo tempo em que se busca conhecer problemas abordados pelos pensadores clássicos. Como
professores e alunos do ensino médio têm discutido e buscado utilizar alguns passos metodológicos como sugestão para
que as aulas sejam um espaço de reflexão, leitura, debates e instiga-os a construção pessoal e coletiva do conhecimento.
Este é, pois, um dos elementos que estão presentes nos estudos e debates do ensino básico e da universidade e é uma
constante preocupação dos envolvidos tornando-se objetivo central deste trabalho.
Palavras - chave: Metodologia, Filosofia, Ensino médio.

FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: LEGISLAÇÃO BRASILEIRA E NUANCES DO PROCESSO DE


IMPLANTAÇÃO

José Francisco das Chagas Souza (UERN)


Maria Reilta Dantas Cirino (UERN)

Resumo
Em experiências educacionais no Brasil, nas quais a oferta da Disciplina de Filosofia é uma realidadefica evidente que no
112 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

processo do ensino-aprendizagem a Filosofia é fundamental, por proporcionar o desenvolvimento crítico das pessoas,
desenvolver a leitura significativa, a escrita fundamentada, o posicionamento correto frente aos conceitos e fatos reais,
contribuindo com a formação de seres humanos éticos, livres e responsáveis. O presente artigo busca identificar a
trajetória legal do processo de implantação da disciplina de Filosofia no Ensino médio no contexto da legislação brasileira.
Para dialogar com essa trajetória legal, apresentaremos nuances do processo de implantação da disciplina de Filosofia no
município de Caicó-RN, a partir da perspectiva dos(as) discentes. O estudo insere-se nas atividades desenvolvidas pelo
Projeto de Pesquisa “Filosofia no ensino médio: elaborando um perfil”, ofertado pelo Curso de Filosofia da Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Entendemos que o resgate dessa trajetória, aliados aos aspectos do
contexto vivenciado, tem a possibilidade de trazer luzes aos caminhos trilhados, apontar encaminhamentos e suscitar
novas interrogações.
Palavras-chave: Filosofia. Ensino Médio. Pesquisa.
E-mail:mariareilta@hotmail.com

FILOSOFIA, RESPONSABILIDADE E EDUCAÇÃO EM ENRIQUE DUSSEL

José Vicente Medeiros da Silva (UFAL)

Resumo
Enrique Dussel propõe uma ética material da vida, cujo objetivo é resgatar a vida negada às vítimas dos sistemas de opressão.
Dussel desenvolve uma filosofia da libertação desde a América Latina - filosofia esta que enfrenta os enormes desafios
do continente (exclusão, injustiça, analfabetismo). Neste âmbito, a ética da libertação constrói uma responsabilidade
ético-politica para além do modelo hegemônico da totalidade vigente. A responsabilidade é resposta dada ao outro
enquanto vítima, na sua concretude histórica. A análise dos princípios originários da ética em Dussel permite-nos
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 113

compreender o desafio que se coloca para a efetivação de uma práxis a serviço da reconstrução da subjetividade e de
um projeto ético-político para a humanidade. Na atual crise ética, torna-se imperativo pensar o outro para além do Eu e
pensar a responsabilidade pelo Outro como um dos pilares de uma nova educação. Trata-se de compreender o processo
de dominação e o processo de libertação, assumindo a responsabilidade pelo outro na construção da justiça. Neste
sentido, não basta a denúncia de uma situação injusta; deve-se, antes de tudo, encontrar formas de superação da realidade
excludente.
Palavras-chave: Dussel. Filosofia. Responsabilidade. Outro. Educação.

E-mail: medeirosvicente@ig.com.br
PARÂMETROS CURRICULARES, CURRÍCULO DA FILOSOFIA E ENSINO MÉDIO

Juliana Amorim (UFAL)

Resumo
No intento de adequar os sistemas educacionais à nova ordem imposta pela mundialização, as reformas de ensino,
que desde então vêm sendo implantadas em diversos países, tiveram como característica comum à preocupação com o
currículo escolar. Isso porque as exigências de formação — seja do trabalhador, seja do consumidor — para a participação
na sociedade globalizada, bem como o controle que deve ser exercido pelos governos para garantir a circulação do capital,
impõem atenção especial à educação, cujas reformas assumem o caráter de práticas políticas de regulação social à medida
que, através da legislação e de orientações oficiais, produzem o controle direto do governo sobre qualquer nível de
ensino. Nossa proposta de pesquisa inicia-se com esta discussão que conduzira a uma reflexão sobre alguns aspectos da
polêmica provocada por essa política e, em especial, sobre dois pontos que consideramos centrais na proposta teórica
dos PCNs: a equidade com qualidade pretendida para a educação básica; e a questão da cultura, apontada como eixo
articulador na organização do currículo. E, no desenvolvimento da pesquisa, problematizar o sentido do filosofar e da
noção de filosofia no âmbito dos PCNs para Filosofia no Ensino Médio. Nota-se claramente a fragilidade dos PCNs
114 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

como política pública de orientação curricular. Pois não há controle possível sobre a dinâmica da cultura ou sobre as
redes de significações subjetivas que possam ser impressas em um currículo em ação. As resistências que se formam
poderão fazer com que a estrutura proposta (unificada) assuma sentidos distantes da intencionalidade oficial. E é nesta
perspectiva que empreenderemos nossa investigação acerca da problematização dos conceitos de filosofia, prática de
ensino e currículo como aparecem no PCNs referente ao Ensino de Filosofia no ensino médio e sua repercussão na
construção do Referencial Curricular para o Ensino Médio, em especial para o Estado de Alagoas.
Palavras-chave: Ensino de filosofia. Currículo. Ensino Médio.
E-mail: julianaj.amorim@hotmail.com

COMUNHÃO E DISCURSO NA OBRA O SOFISTA DE PLATÃO

Júlio César Tavares Dias

Resumo
A linguagem foi tratada na Grécia, desde Homero, mesmo que não houvesse uma reflexão teórica sobre ela. A sofística se
desenvolveu na segunda metade do século V a. C. cuja preocupação era a formação política. Platão não via os sofistas com
bons olhos. Em O Sofista, eles são representados como caçadores interesseiros de jovens ricos. Aliás, os sofistas, baseados
em Parmênides, afirmavam que não é possível dizer algo falso, pois isso equivale a dizer o que não é e dizer o que não é,
é dizer nada. O Estrangeiro mostra, então, o modo como o discurso (logos) pode participar do Não-Ser.
Palavras-chave: Sofistas. Linguagem. Platão. Discurso.
E-mail:juliocesartdias@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 115

HEIDEGGER E O MÉTODO FENOMENOLÓGICO

Maria Clara Cescato (UFPB)

Resumo
Comentadores da filosofia heideggeriana, com frequência, observam a escassez das referências de Heidegger à redução
fenomenológica como método de acesso a um horizonte de reflexão que coloca o ser-no-mundo do Dasein como questão
primordial da filosofia. Também o papel da redução em sua filosofia é problemático, uma vez que ele critica Husserl por
fazer da fenomenologia uma ferramenta para aceder a uma consciência pura, atemporal e extramundana – uma pretensão
insustentável, de acordo com Heidegger. Pois o ser-no-mundo do Dasein, como seu modo de ser originário, jamais pode
ser colocado fora de consideração pela redução fenomenológica. Em nossa exposição, examinamos o papel da redução
na fenomenologia de Heidegger, privilegiando em especial as análises de Ser e Tempo.
Palavras-chave: Existencialismo. Fenomenologia. Redução Fenomenológica

e-mail:cescato@voila.fr

O PANORAMA DO ENSINO DE FILOSOFIA, APÓS SUA INSERÇÃO NO CURRÍCULO ESCOLAR,


NAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS DA CIDADE DE SANTANA DO IPANEMA/AL

Maria de Lourdes Vieira (UFAL)


Walter Matias Lima (UFAL)

Resumo
Este artigo é parte da pesquisa de dissertação em desenvolvimento “Os desafios de se pensar filosoficamente o ensino
116 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

de Filosofia no Ensino Médio”, financiada pela FAPEAL e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação –
Mestrado em Educação Brasileira, da Universidade Federal de Alagoas. O objetivo deste artigo foi esboçar o retrato do
ensino de Filosofia após sua inclusão no Ensino Médio, refletindo sobre o processo como se desenvolveu a sua inserção
no Ensino Médio, proporcionando entendimento acerca de que modo o ensino de Filosofia é visto e interpretado pelos
professores e alunos das escolas públicas estaduais, como também abordando os aspectos através dos quais o ensino
de filosofia pode contribuir para o “educar a si mesmo”, com a construção de um pensamento próprio. A metodologia
utilizada foi de natureza qualitativa e quantitativa, e como instrumentos de coleta de dados foram utilizados entrevista
semiestruturada junto aos professores de filosofia e questionários junto aos alunos do Ensino Médio. Pretendeu-
se apresentar como resultados preliminares, dessa pesquisa em andamento, o delineamento do ensino de Filosofia após sua
inclusão nos currículos escolares do Ensino Médio, em face da promulgação da Lei 11.684/2008; enfatizando a reflexão
dos atores envolvidos no ensinar e aprender  Filosofia das escolas públicas estaduais de Santana do Ipanema/AL; bem
como enfatizando a investigação dos desafios e possibilidades do processo de ensino-aprendizagem de Filosofia pensando
esse ensino como momento significativo para a formação do indivíduo em experiência escolar. 
Palavras-chave: Ensino de Filosofia. Currículo Escolar. Ensino Médio. Educação.
E-mail: lourdesvieira.eadsi@gmail.com

A IMPORTANTE RELAÇÃO DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO NA VIDA DESANTO AGOSTINHO

Pedro Felipe dos Santos Barros (UFPE)

Resumo
No ano de 354, na cidade de Tagaste (atual Suq Ahras, na Argélia), nascia Aurélio Augusto, Filho de Mônica e Patrício.
Apesar de ser natural da pequena cidade, Agostinho foi instruído em uma educação clássica Romana. Em sua época
esse tipo de educação poderia abrir as portas para uma possível ascensão na sociedade, esta era de uma competitividade
enorme, “onde homens orgulhosos e empobrecidos” possuíam o mesmo objetivo: um lugar na alta civilização. Como
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 117

podemos perceber o futuro Santo Agostinho viveu, em certo sentido, como a maioria das pessoas também vive na
sociedade contemporânea. Estamos em busca de uma possível melhoria de vida e, por esse motivo, sabemos, como
na época de Santo Agostinho, que a educação é uma das portas que abre possibilidades para condições melhores de
viver. Quando se acompanha a vida de Santo Agostinho, percebe-se que há um estreitamento paralelo entre: filosofia e
educação. De fato, é evidente que a filosofia Agostiniana surge através de suas experiências de vida e é aperfeiçoada por
sua educação. E não só isso, mais ainda a própria educação é que leva Agostinho despertar para a filosofia. No presente
artigo trataremos da importância desses dois elementos no pensamento de Santo Agostinho e, então, poderemos expor
de maneira simples, porém a mais clara possível, o que faz Agostinho ter uma importância não só na filosofia, mas em
nossa vida e na educação nos tempos modernos. Podemos abranger muito mais aspectos pedagógicos-filosóficos na obra
de Santo Agostinho. Poderemos, em outra oportunidade, por exemplo, extrair tais aspectos em suas cartas e sermões,
mas creio que alcançamos nosso objetivo que foi o de demonstrar três aspectos da vida de Santo Agostinho: o discípulo,
o mestre e a relação professor-aluno que culmina na responsabilidade do ensinar.
Palavras-chave: Filosofia. Educação. Ensino.

UMA CRÍTICA À AUSÊNCIA DE TEXTOS FILOSÓFICOS NOS LIVROS DE FILOSOFIA


DESTINADOS AO ENSINO MÉDIO NO ESTADO DO PARANÁ

Priscila Angélica Ribeiro (UEM)


José Antônio Martins (UEM)

Resumo
Tendo em vista que um dos fundamentos para o ensino da filosofia são os textos filosóficos, nota-se, por outro lado, que
eles não estão presentes em alguns livros do ensino médio, o que gera uma grande dificuldade em instigar o filosofar nas
salas de aula. Considerando ainda a máxima kantiana, segundo a qual: “Não se ensina a Filosofia, mas o filosofar”, ora,
para tanto não precisaríamos aprender a ler textos filosóficos a fim de alcançar essa meta? Neste sentido, buscaremos
118 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

confrontar aquilo que é preconizado nos documentos da área, sobretudo, o PCN e as Diretrizes Curriculares de Filosofia
do Estado do Paraná e o modo como se apresentam ou não os textos dos filósofos nos livros, com destaque para: Antologia
de textos filosóficos; alguns livros didáticos adotados nas escolas do Núcleo Regional de Maringá, a saber:Livro Didático Público,
desenvolvido pela Secretaria Estadual do Paraná;Iniciação à Filosofiade Marilena Chauí; Filosofando, Introdução à Filosofia de
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins; Fundamentos de Filosofia, Gilberto Cotrim e Mirna Fernandes.
Busca-se analisar certas falhas, apontando críticas e possíveis alternativas para o aprimoramento na forma de concepção
dos livros vindouros de filosofia para o ensino médio, que venham ser adotados nas escolas do Estado do Paraná.
Palavras-chave: Filosofia. Textos filosóficos. Livros didáticos.

E-mail: priscila_educar@yahoo.com.br

SARTRE E FREIRE:
PARA UM EXISTENCIALISMO PEDAGÓGICO

Renato Araújo Leal (UFPE)

Resumo
Este artigo tem como objetivo mostrar como em Sartre e em Paulo Freire é perfeitamente possível se pensar uma ética
com a plena vivência de uma liberdade radical. Quando Sartre pensa o conceito de Liberdade não destrói a possibilidade
de se ter uma moral, pois a sua moral é a do sujeito que escolhe a todo o momento como vai agir. Todavia, essa liberdade
sartreana não é irresponsável. Segundo Paulo Freire, toda ação da nossa capacidade de escolha, da nossa autonomia, gera
um fator imprescindível para se ter uma ética: a responsabilidade. Nossas ações carregam sempre um resultado, por isso,
não podemos escolher pelo escolher, mas sim pela responsabilidade que a ação da minha liberdade terá. A partir de um
levantamento bibliográfico, o trabalho, então, mostrará como os elementos sartreanos e freireanos alimentam e sustentam
a ideia de uma metodologia existencialista no ensino de filosofia. Para isso, recorri aos estudos de Paulo Freire (1996) e
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 119

Sartre (1997).
Palavras-Chave: Liberdade. Ética. Responsabilidade. Autonomia.

E-mail: semprerenato@hotmail.com

ENSINAR FILOSOFIA NA GRANDE SOCIEDADE

Roberto Rondon (UFPB)

Resumo
Nas últimas décadas temos assistimos a uma série de transformações econômicas que tem atingido os mais distantes
sertões do Brasil e que vem acompanhada de discursos que enfatizam a entrada do país no rol das nações desenvolvidas.
Coincidentemente, foi no auge desse momento que a Filosofia retornou aos espaços escolares como disciplina obrigatória
no ensino médio. A questão que aqui nos propomos a discutir é sobre o que significa ensinar filosofia nessa nova
“Grande Sociedade” e em sua filha pródiga, a “Escola para todos”, procurando analisar o impacto que essas mudanças
trouxeram em termos de desenvolvimento cultural e como a disciplina Filosofia tem se inserido nelas. Correndo o
risco das generalizações, nossa suspeita é que a Filosofia – através de seus sujeitos – tem sido impotente em alcançar
transformações culturais nesses ambientes, pois, ao contrário dos discursos oficiais sobre o sistema educacional atual
o que assistimos é um processo de degradação da escola que se inicia com a proletarização do magistério através dos
baixos salários pagos pelos governos estaduais, combinado com altas jornadas de trabalho; toma forma nas precárias
políticas de formação de professores desenvolvidas pelo governo federal, aplicadas por parte da comunidade acadêmica
nas instituições de ensino superior; e culmina nas péssimas condições estruturais encontradas nos corredores e salas de
aula da escola básica que acabam por construir a miséria formativa que assistimos todos os dias.
Palavras-chave: Educação. Ensino de Filosofia. Teoria Crítica.
E-mail: rondon.roberto@uol.com.br
120 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

SOBRE A ESPECIFICIDADE DA FILOSOFIA E DE SEU ENSINO

Rogier Viegas (Colégio Pedro II)

Resumo
Para definir a especificidade do ensino de filosofia, recorremos à definição de Félix Guattari e Gilles Deleuze de que
filosofar é criar conceitos. A filosofia começa quando os conceitos são criados; os conceitos são criados em resposta
a um problema sem solução. O problema expressa-se somente através de conceitos, determinando a necessidade da
criação conceitual. Se a filosofia começa quando os conceitos são criados, o problema constitui a condição pré-filosófica
da filosofia. A filosofia comporta então duas dimensões: filosófica (os conceitos) e pré-filosófica (o problema), às
quais correspondem duas compreensões, conceitual (filosófica/expressiva) e não conceitual (não-filosófica/intuitiva).
Pela condição pré-filosófica, a filosofia se abre à compreensão não conceitual, isso porque o não filosófico habita
constitutivamente a filosofia. Assim, a especificidade do ensino/aprendizagem da filosofia requer as duas compreensões,
conceitual e não conceitual. Com esta definição, demarca-se a distinção entre filosofar e ensinar/aprender filosofia: o
filósofo cria conceitos, o professor de filosofia os explica. Evidentemente, o filósofo pode exercer a docência, mas nesse
momento sua atividade não é criar conceitos, mas explicá-los. Explicar uma filosofia é compreender o movimento de seus
conceitos, remetendo-os ao problema. O texto filosófico converte-se em peça insubstituível ao ensino/aprendizagem da
filosofia, com o qual o professor/aprendiz reconstitui o movimento conceitual, que é duplo, filosófico e não filosófico.
Discutir, argumentar, refletir exercem papel secundáriona aula, pois as relações entre os conceitos e o problema são
determinadas pelas condições internas da criação conceitual. Assim, a compreensão das duas dimensões, conceitual e
não conceitual, constitui a condição indispensável do ensino/aprendizagem da filosofia. Pretendemos mostrar, com isso,
a relação constitutiva entre o filosófico e o não filosófico, relacionando e distinguindo a criação conceitual e o ensino/
aprendizagem da filosofia, a fim de reivindicar para a própria filosofia os fundamentos de seu ensino: a filosofia como
propedêutica de si mesma.
Palavras-chave: Filosófico. Pré-filosófico. Não filosófico.
E-mail: rgsviegas@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 121

O ENSINO DE ESTÉTICA NO CURRÍCULO DE FILOSOFIA

Rosa de Lourdes Aguilar Verástegui (UEL)

Resumo
A proposta deste trabalho é analisar as Cartas sobre a Educação Estética do ser Humano (1791-1793) de Schiller. O
objetivo deste filósofo é propor uma Educação harmonizadora que equilibre o ser humano. A experiência estética através
da beleza moderará a vida, permitindo a passagem das sensações aos pensamentos e, proporcionando a forma ao sensível,
reconduzindo o conceito à intuição e a lei ao sentimento. A arte constrói com elementos extraídos do mundo sensível, outro
mundo fecundo. A educação estética deve permitir experimentar aquele jogo de equilíbrio entre a razão e a sensibilidade
tanto no caso do artista que cria, como naquele que percebe a arte. Na proposta de Schiller, a ética e a estética convergem
porque a estética mantém o equilíbrio do indivíduo de tal maneira que, graças ao domínio “racional” das pulsões além de
aspirar a um estado estético o ser humano pode chegar ao estado político, que é a garantia da autonomia. A arte nos ajuda
a desejar uma formação integral e é um direito natura, seu domínio é do racional e do emotivo, capaz de preparar para
a educação ética. A preocupação pela educação equilibradora é um manifestação da dignidade humana, preocupação de
todos os educadores atentos com a formação dos cidadãos.
Palavras-chave: Educação equilibradora.Estética. Formação cidadã.
E-mail: rosaguilar@hotmail.com

A FORÇA GERMINATIVA DA NARRAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO EM


WALTER BENJAMIN

Rosângela Sousa de Almeida (UFS)


Resumo
Essa pesquisa tem como intuito compreender na obra de Walter Benjamin, intérprete e crítico da sociedade moderna, a
122 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

relevância da narração, e sua força germinativa de levar e produzir conhecimento, para o legado da tradição e da cultura da
humanidade. No texto “Educação a Contrapelo”, Sonia Kramer coloca a narrativa como central ao se pensar a educação
em Benjamin, “para recuperar o sentido de educar, de ensinar e aprender como experiência de cultura, professores e
alunos precisam se tornar narradores, em que pesem as condições precárias de trabalho e o contexto contemporâneo
que degrada sua experiência.” (Kramer, Mar/2008, P.24.) Ao aproximarmos educação e narração neste autor o que
percebemos a princípio, em comum, é uma finalidade de conservar e transmitir experiências, que preserve a sabedoria
e/ou o conhecimento para uma geração mais jovem. Em o “Narrador” e em “Experiência e pobreza” Benjamin aprofunda
e analisa essas questões. Para ele foi a partir do mau uso pelo capitalismo do avanço da técnica e da ciência, que se deu a
perda da faculdade de narrar e consequentemente do ato de intercambiar experiências. Segundo Benjamin a narrativa se
próxima mais da “verdade”, do que o amontoado de informações e de conteúdos próprios da escola, por se apresentar
como um conselho ou sugestão e não como resposta, estando mais apta para um saber aberto, comprometido com a
criatividade e com o novo.
Palavras-chave: Walter Benjamin. Narração. Educação. Experiência.
E-mail: rosagape.1988@hotmail.com

ENSINO DE FILOSOFIA:
UMA QUESTÃO DE COMUNICAÇÃO
Ruslane Bião (UFAL)

Resumo
Atualmente, ensinar Filosofia parece colocar o professor diante de uma espantosa dúvida: até que ponto conseguimos
ser professor de Filosofia sem matar o filósofo existente dentro de nós? Recoloco esta questão em razão daquela que
foi levantada por Nietzsche em Schopenhauer como educador, quando pensamos nas condições políticas em que a atividade
filosófica é oficializada pelo Estado, tornando o filósofo servo de um poder que age contra ele mesmo. Diante disto,
recoloco outra questão: a reintrodução da Filosofia no currículo do Ensino Médio, como tentativa de recuperar a lacuna
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 123

histórica deixada pela ditadura, realmente recupera esse vazio com a substituição da linguagem pela imagem, considerando
o processo de abertura do mercado econômico da década de 80? Então, como ensinar Filosofia diante de uma realidade
cativa às imagens, sem fazer uso de uma linguagem que possa traduzi-las e torná-las comunicáveis? Esse tipo de pergunta
se coloca quando os instrumentos oficiais de educação impõem suas diretrizes básicas, como é o caso dos PCNs, ao
introduzir como competências e habilidades “ler textos filosóficos de modo significativo” (PCN, 1999, p. 334) e “elaborar,
por escrito, o que foi apropriado de modo reflexivo”(Idem, p. 345). Como pode um professor de Filosofia submeter-se
a carga-horária excessiva sem sacrificar as diretrizes estruturantes do ensino de filosofia, a saber, ler e escrever textos
filosóficos? Ao que parece, o ensino de filosofia é antes um instrumento de submissão do indivíduo ao Estado, quando
este a coloca como uma disciplina a mais no currículo escolar, apenas para atender as exigências do mercado, e submete
o professor ao trabalho excessivo sem oferecer condições adequadas para torná-la propriamente um instrumento de
libertação do espírito.
Palavras-chave: Filosofia. Educação. Linguagem.
e-mail: rubioliver.2008@gmail.com

ASPECTOS DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO DURANTE O PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO


MODERNA DA ESCOLA

Sérgio Luís Persch (UFPB)

Resumo
O caráter indagatório e reflexivo da filosofia também possibilita, nesse processo da sua reinserção nas escolas de ensino
médio, que se faça uma avaliação crítica da escola enquanto principal instituição responsável pelo desenvolvimento social,
pela propulsão e constante renovação dos valores culturais, pela promoção das ciências e das artes, enfim, pela cidadania
de modo geral. O processo de institucionalização da escola deu ensejo a um amplo debate filosófico acerca da formação
dos cidadãos jovens. Focaremos uma discussão que ocorreu em meio a esse contexto, na primeira metade do século XIX,
124 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

na base da qual se encontra a seguinte tese: seria preciso criar, com o advento da escola, uma nova forma de espiritualidade,
no sentido de que os valores estéticos e culturais anteriormente controlados pela igreja deveriam ser, a partir de então,
disseminados e promovidos pela escola. Nela, portanto, deveriam ser mantidos e aperfeiçoados os elementos estéticos e
ritualísticos que outrora foram monopolizados em templos religiosos.
Palavras-chave: Educação. Crítica. Estética.
E-mail: slpersch@yahoo.com.br
HERMENÊUTICA COMO PROCESSO DE EDUCAÇÃO FILOSÓFICA

Sheila Silva (UFPE)

Resumo
O presente trabalho traz como problemática as formas em que os conteúdos filosóficos são nos dias decorrentes
abordados dentro da sala de aula, defendendo a ideia de que a falta de uma metodologia abordada pelo profissional
acaba enfraquecendo o sentido do que se ensina; o texto será enriquecido com relatos já conhecidos em nosso cotidiano
no sistema educativo vigente, além de relatos das experiências de estágio; partindo disso será exposta a criação da fase
central do texto onde estará explicito uma metodologia com bases hermenêuticas; mais detalhadamente poderá ser visto
a exploração dos fundamentos da hermenêutica voltada para uma visão de prática filosófica em sala de aula. A defesa
dos fundamentos da hermenêutica como um processo de educação filosófica se realiza por abranger um sistema com
relatos sócio-histórico, e também um princípio psicossocial daquilo que se relata, partindo da experiência que o interprete
possui com o fato apontado no instante da aprendizagem. A intenção não é usar uma fase da hermenêutica focando em
um único filosofo, mas sim usar a iniciativa de um método hermenêutico que enquadre as expectativas feitas ao seu uso.
Palavras-chave: Metodologia. Hermenêutica. Sentido.
E-mail:sche.ilasilva@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 125

FILOSOFIA, ÉTICA E FORMAÇÃO DA CIDADANIA:


ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA DO ENSINO DAS VIRTUDES CÍVICAS

Sidney Reinaldo da Silva (IFPR)

Resumo
Ensinar ética como formação da subjetividade, ou seja, da inclinação para agir de determinada maneira ou das virtudes,
não é uma necessariamente uma exigência normativa para a Filosofia, embora se possa cobrar dela, enquanto disciplina,
essa responsabilidade, o que poderia mesmo justificar a sua obrigatoriedade no Ensino Médio, tal como se espera, muitas
vezes, do ensino religioso. Contudo não se pode deixar de cobrar da filosofia a reflexão teórica sobre a Ética, assim como
a abordagem da lógica e da ontologia. Na perspectiva da práxis, as fronteiras entre a formação do caráter e a formação
estética/teórica/tecnológica se embaralham, sobretudo quando se concebe vida, trabalho e cidadania como indissociáveis
nas sociedades contemporâneas, numa abordagem filosófica da política como forma de ontologia do “ser comum dos
homens”, com todos os riscos que, na atualidade, esse tipo de investigação corre e deve estar ciente. O texto aborda
obras de Rawls, MacIntyre, Heller e Höffe alinhando e contrapondo concepções de formação de valores e virtudes.
Concebem-se as virtudes como uma correspondência subjetiva do bem e do valor que são expressões objetivas daquilo
que se espera de um cidadão na sociedade contemporânea, de acordo com os autores estudados. O texto mostra que
questões ontológicas e normativas presentes no debate sobre a cidadania na atualidade balizam também compreensão das
exigências para o ensino de filosofia quando está em jogo a abordagem da ética na sala de aula.
Palavras-chave:Ensino de Filosofia. Cidadania. Virtudes Cívicas.
E-mail: sidney.silva@ifpr.br
126 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

ADOLESCÊNCIA E PARADIGMAS DE FELICIDADE:


REFLEXÕES SOBRE A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E O ENSINO DE FILOSOFIA

Silvano Fidelis de Lira (UEPB)


Auricélia Lopes Pereira (UEPB)
Ana Raquel Lopes Pereira (UEPB)

Resumo
Este texto tem como objetivo tecer considerações sobre as ações desenvolvidas pelo Projeto de extensão “Adolescência
e Paradigmas de Felicidade”, que durante os anos de 2011-2012 desenvolveu atividades de ensino de Filosofia na Escola
Municipal de Ensino Fundamental e Médio Raimundo Asfora, da cidade de Seridó, município da Paraíba.Vários
questionamentos vão dando contornos às prerrogativas de nossas atividades, tendo em vista, que procuramos nos
inquietar com aquilo que a nossa sociedade elege como parâmetros de uma vida feliz e realizada. A vida feliz está
mais que comprovadamente, distante da associação com os bens materiais. É possível ser feliz fora desses parâmetros?
Vivendo de forma a construirmos uma ética voltada para nós mesmos, para instaurar um equilíbrio interno? Aquilo que
os antigos definiam como euthimia? ZigmuntBaumann tem desenvolvido importantes estudos sobre a fugacidade, ou
para usar o termo do autor, a liquidez da modernidade, Baumann pensará uma modernidade onde os valores e até mesmo
os sentimentos, como o amor, passam a ser frágeis, fugazes. Sobre a vida e felicidade no mundo moderno, Baumann irá
estudar a incapacidade dos bens materiais frente à construção da felicidade e de uma vida saudável (2009). Esse autor irá
buscar em pensadores como, Sêneca e Epicuro, fundamentos para entender a vida como uma arte. Este texto tem como
preocupação cartografar os caminhos que a filosofia construiu para pensar a felicidade.
Palavras-chave: Felicidade. Filosofia. Ensino.
E-mail:silvanohistoria@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 127

FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO:


UMA PROPOSTA DE EXERCÍCIO NÔMADE DE ENSINO

Thiago do Nascimento Falcão (UNB)

Resumo
A partir da noção de análise do discurso, bem como, observações referentes ao sentido de disciplina, episteme e poder em
Foucault e singularidade e acontecimento em Deleuze; este artigo inclina-se para a tentativa de analisar os discursos dos
40 estudantes do ensino médio (2º e 3º anos) que já haviam cursado pelo menos um ano da disciplina de filosofia. Entre
os teóricos que contribuíram com a fundamentação das reflexões destacam-se Gallo, Machado e Kohan, entre outros.
Realizada em maio de 2012 este artigo está marcado por dois tópicos principais: o primeiro trata de uma breve discussão
teórica inserindo Deleuze e Foucault dentro de uma tradição nômade de pensamento diferente de um pensamento
sedentário; o segundo traz uma análise dos questionários feitos a alunos sobre a importância do ensino de filosofia e as
justificativas feitas por eles, bem como, análise dos questionários feita ao professor desses alunos que por motivos éticos
não identificamos. As perguntas foram pré-estruturadas e suas análises tentaram investigar as resistências e atrações da
disciplina pelo alunado, bem como a concepção de ensino de filosofia elaborada pelo professor. Tendo como fio condutor
os teóricos citados acima destacamos a prevalência de um ensino de filosofia marcado pela reprodução da história da
filosofia, assim como, temáticas ético-morais que possuem grande atratividade pelos alunos. Percebe-se pelo conjunto
da pesquisa, cujo artigo é apenas uma fração, que a trajetória acadêmica: graduação, pós-graduação, qualificação, etc.
combinam-se de modo a tornar as aulas de filosofia mais próxima de um “arranjo” no processo de ensino-aprendizagem
da filosofia sempre tendendo a concepções que os próprios professores formularam ao longo de suas carreiras, contudo,
prevalecendo sempre à reprodução, ao invés da ressignificação de ideias, articulação com o cotidiano e criação de conceitos,
assim como expõe os filósofos Deleuze e Guattari.
Palavras-chave: Educação. Licenciatura. Filosofia.
E-mail: thiagofalcao26@yahoo.com.br
128 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

LEITURA DA OBRA DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO E DO TEXTO TEMPO LIVRE ACERCA


DA PROBLEMÁTICA DA INDÚSTRIA CULTURAL E A OCUPAÇÃO DO TEMPO LIVRE DAS MASSAS

Tiago Rodrigues Araújo

Resumo
O que se pretende com essa comunicação é entender de que forma a indústria cultural consegue exercer um domínio
sobre os indivíduos, fazendo com que percam seu caráter emancipatório e, consequentemente, tornando os bens culturais
em mais um de seus instrumentos ideológicos. Para o devido entendimento dessa problemática, essa pesquisa tem como
norteador a Dialética do Esclarecimento, escrita por Adorno e Horkheimer, bem como do texto Tempo Livre, escrito por
Adorno. Para atingir tal pretensão, será feito num primeiro momento uma analise detalhada da ascensão do projeto do
Esclarecimento até o seu declínio. O esclarecimento tinha como projeto inicial liberar o homem do mito, e fazê-lo senhor
da natureza No iluminismo ele encontra seu ápice, pois, mediante o grande desenvolvimento proporcionado pela ciência,
os indivíduos conseguem dominar a natureza e transformá-la de acordo com a sua necessidade Na sociedade esclarecida,
a razão instrumental passa a ser a base de toda e qualquer organização social. O trabalho torna-se então o instrumento
necessário para que o homem consiga de fato dominar a natureza, onde a indústria torna-se, desde então, o cotidiano
das massas e sinônimo de progresso social. Num segundo momento será discutida a questão da indústria cultural que se
apresenta enquanto regressão do esclarecimento à ideologia. A indústria cultural tem como pretensão atribuir aos seus
produtos caráter de obras estéticas, para que com isso adquiram um valor de verdade. Isso proporciona a dominação
irrestrita das massas sem que tenham nenhuma resistência, pois, a realidade das massas encontra-se relegada na verdade
atenuada que a indústria cultural consegue incutir à sua dominação onde os indivíduos encontram-se deliberadamente
integrados num mundo extremamente mercantilizado, ficando submetidos aos seus desígnios. Como se dá realmente a
dominação irrestrita das massas pela indústria cultural? Sendo essa a questão principal a ser respondida ao longo dessa
comunicação.
E-mail: traraujof@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 129

EDUCAÇÃO E DESIGUALDADE SOCIAL NA PERSPECTIVA DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU E


MILTON SANTOS

ValdeziaIzidorio Agripino (UFPB)


Cristiana de Oliveira Marcolino (UEPB)
Resumo
Neste trabalho temos como objetivo apresentar uma análise comparativa sobre o conceito de desigualdade social e a
importância da educação na formação do homem a partir dos argumentos teóricos de Milton Santos e Jean-Jacques
Rousseau, tendo em vista que ambos os pensadores viveram em contextos históricos distintos, mas trataram sobre temas
de bastante relevância para as discussões sobre os problemas da sociedade civil. Com base nas teorias do filósofo Rousseau
e do geógrafo Milton Santos, buscamos encontrar pontos divergente e convergente referente aos temas apontados que
norteiam a discussão deste trabalho, para que fosse possível um comparativo entre as afirmações dos autores em questão.
Em suma, buscaremos apontar que tanto Rousseau como Santos destacam a educação como a ferramenta fundamental de
transformação da sociedade, pois apenas esta pode preparar os indivíduos para os conflitos gerados pelas desigualdades
sociais.
Palavras-chave: Rousseau. Milton Santos. Desigualdade social. Educação.

E-mail: valdezia_amizade@hotmail.com
130 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO:


DESAFIOS E PERSPECTIVAS NO CONTEXTO DA SUA INCLUSÃO

Valdezia Izidorio Agripino(UFPB)


Ana Maria Monteiro do Nascimento (UEPB)

Resumo
O Ensino de Filosofia no Brasil tem percorrido diversos caminhos ao longo da história da educação neste país, devido
sua instabilidade nos currículos escolares. Tal disciplina vem enfrentando ao longo deste caminho histórico momentos
difíceis de consolidação e organização curricular. Seu pior momento se dá com sua exclusão do sistema educacional no
período da ditadura militar, que limitou o ensino ao controle das ideologias do Estado. No entanto, em pleno Século XXI
a Filosofia vem retornando ao currículo escolar no nível Médio, e trazendo para o âmbito educacional questionamentos
quanto a sua importância como disciplina formadora e norteadora para o exercício consciente da cidadania, tento em vista
que um dos objetivos da sua inclusão é preparar cidadãos críticos, capaz de problematizar sua própria realidade. Neste
sentido, este trabalho tem como objetivo apontar os desafios e perspectivas do Ensino de Filosofia no Ensino Médio
no contexto de sua inclusão. Para isso, tomamos como base nestes apontamentos os documentos oficiais do MEC, que
gerenciam o currículo escolar, denominados Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino Médio (1999) e Orientações
Curriculares para o Ensino Médio (2006), buscando destacar as perspectivas propostas pelo Ministério da Educação para
a disciplina filosofia. Também destacaremos nesta discussão a atuação do professor de filosofia como figura importante
para a consolidação desta disciplina no currículo do Ensino Médio e os desafios enfrentados na construção do currículo
adequado para este nível escolar.
Palavras-chave: Ensino de Filosofia. Ensino Médio. Parâmetros Curriculares Nacionais. Orientações Curriculares.
E-mail: valdezia_amizade@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 131

FILOSOFIA E EDUCAÇÃO:
O HUMANISMO E AS QUESTÕES DA FORMAÇÃO E DO HUMANO

Waldênia Leão de Carvalho (UPE)

Resumo
Este artigo se propõe a refletir as relações que envolvem a educação e a filosofia a partir da questão: Como se chega a ser o
que se é? Pensar sobre a constituição do homem é trazer ao debate o Humanismo e sua inserção no trabalho pedagógico
através da atividade de formação escolar observado no transcurso da pedagogia freireana. Com Paulo Freire o trabalho
de uma educação humanista está articulada ou firmada na ideia ou categoria de inacabamento, vocação ontológica, ser mais, entre
outras. Ou seja, o homem é um ser por fazer, um ser no mundo com os outros, impulsionado por uma certa inquietação
que o faz buscar superar permanentemente o que é. Pensar numa existência humana para além da relação de natureza
ou de essência é um desafio para os que se propõe reverter a ideia de formar o homem humano. É ainda problematizar:
Quais as fronteiras entre nascer humano e o tornar-se humano? Por que estas questões são uma preocupação para o
Humanismo? É também pensar numa ação pedagógica que estabeleça uma relação do educando com o saber de forma
mais potente. Resgatando uma ação educativa mais livre a partir dos estudos de Michel Foucault sobre o cuidado de si.
Palavras-chave: Educação. Filosofia. Humanismo.
E-mail:waldenialeao@yahoo.com.br
132 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O LUGAR DA IGNORÂNCIA NA RELAÇÃO PEDAGÓGICA

Wilson Correia (UFRB)

Resumo
O tema deste trabalho é a “ignorância” na relação pedagógica. Tem por objetivo participar do debate relativo às relações
vividas em sala de aula por professor e aluno. Emprega as técnicas da pesquisa filosófica, conceitual e bibliográfica. É
desenvolvido mediante a exposição de material compreensivo extraído, principalmente, de Sócrates, Platão e Nietzsche.
Testa os modos de eleição do ensinante pelo discente em situações reais em que o patrimônio epistêmico ignorado ou
conhecido torna-se o elo entre mestre e discípulo. Defende que o lugar da ignorância na relação pedagógica é aquele em
que a ausência de conhecimento é o estado que legitima o ato educativo, passível de ser qualificado pela igualdade das
inteligências.
Palavras-chave: Ignorância. Relação Pedagógica. Ensino e Aprendizagem.

E-mail: wilfc2002@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 133

Eixo Temático 02:


Fundamentos Filosóficos do Ensino de Filosofia

REFLEXÕES E CONTRIBUIÇÕES PARA A METODOLOGIA DO ENSINO DE FILOSOFIA NA


PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA DA AUTONOMIA FREIRIANA

Adamo Micael Medeiros (UFPE)

Resumo
Esta comunicação versará sobre algumas reflexões que fiz acerca do fenômeno do ensino na visão Freiriana, e sua relação
com a metodologia do ensino de filosofia, mais especificamente sobre as competências necessárias para se adquirir
uma melhor didática e postura durante o processo de ensino-aprendizagem acerca da disciplina de filosofia em seus
diversos âmbitos. Para cumprir tal intento utilizarei como principal foco de análise o livro de Paulo Freire pedagogia da
autonomia e dialogarei, na medida do possível com diversos filósofos da tradição e pensadores da filosofia da educação.
Meu principal objetivo nessa comunicação é tentar fazer uma sucinta reflexão filosófica acerca dos saberes necessários a
docência e buscar elementos na pedagogia de Paulo Freire que possibilitem uma melhor compreensão do fenômeno da
aprendizagem e do ensino de filosofia.
Palavras-chave: Ensino. Paulo Freire. Filosofia. Metodologia. 

E-mail: adamomicael@hotmail.com
134 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

A INCIDÊNCIA DA FILOSOFIA SOBRE O ENSINO DE CIÊNCIA SEGUNDO THOMAS KUHN

Adan John Gomes da Silva (UFRN)

Resumo
Thomas S. Kuhn desenvolveu uma filosofia da ciência com um enfoque especial sobre sua sociologia, o que a tornou
única em comparação ao terreno relativamente calmo da filosofia da ciência em meados o século XX. Dentre estas
ideias está a concepção de progresso científico não cumulativo, a da incomensurabilidade entre teorias científicas e a da
influência de fatores externos na tomada de decisões entre teorias competidoras. No entanto, outra característica discutida
com menos detalhes e apenas implícita ao longo de sua obra merece ser considerada como fruto direto do novo conceito
de ciência por ele desenvolvido. Essa característica se refere ao papel dos manuais e textos científicos na formação dos
estudantes de ciências e até que ponto o caráter a-histórico que eles adquirem compromete a consciência do cientista
sobre sua própria área, o que revela uma dimensão pedagógica dentro da filosofia de Kuhn. A fim de evidenciar essa
dimensão no pensamento de Kuhn, inicio com uma descrição da sua historiografia, cuja ênfase recairá sobre sua distinção
entre ciência normal e extraordinária e das características inerentes a cada um desses períodos. Nesse momento devo
mostrar em que sentido Kuhn aponta o dogmatismo como uma característica inerente a prática do cientista normal e a
reflexão crítica como própria do cientista extraordinário. Em seguida estabeleço uma relação entre esse dogmatismo e o
ensino de ciência, que se reflete nos manuais científicos, instrumentos, linguagem e concepções de mundo do estudante
de ciência em formação. Finalizo mostrando e avaliando o impacto que os momentos de ciência extraordinária têm sobre
a educação científica, momento em que deve ficar evidente a contribuição genuína do autor sobre esse assunto.
Palavras-chave: Thomas Kuhn, ciência, educação.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 135

PROGRAMA DE EXTENSÃO “ADOLESCÊNCIA, SUBJETIVIDADE E ÉTICA” CONTORNOS DE


UMA PRÁTICA DE ENSINO DE FILOSOFIA

Ana Raquel Lopes Pereira (UEPB)


Auricélia Lopes Pereira (UEPB)
Silvano Fidelis de Lira (UEPB)

Resumo
O texto que segue objetiva traçar considerações sobre as ações e práticas de ensino de Filosofia desenvolvidas pelo
programa de extensão “Adolescência, Subjetividade e Ética”. Implantando e desenvolvido na Escola Municipal de Ensino
Fundamental e Médio Raimundo Asfora na cidade do Seridó – PB. Teoricamente o nosso programa busca pensar o
sujeito formado a partir de “afecções”(Deleuze, 1978), ou seja, de encontros que têm influência sobre nossas subjetividades.
Nesse sentido, o nosso programa de extensão busca, através de atividades instrumentais como encontros semanais,
palestras, caminhadas, exibição e discussão de filmes, proporcionar aos adolescentes o alargamento do seu arquivo espiritual
(Foucault, 2004),arquivo este que possibilita ao sujeito instrumentos éticos que permitem ao sujeito se ocupar consigo
mesmo, realizar um cuidado de si e traçar a sua própria ética. O Programa “Subjetividade, Adolescência e Ética” tem sido
um importante instrumento para a prática do Ensino de Filosofia, possibilitando aos adolescentes o contato com o
conhecimento etopoético, aquele saber que serve a vida.
Palavras-chave: Extensão. Juventude. Ética.
E-mail:silvanohistoria@hotmail.com
136 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

OS MODOS DA RAZÃO:
HISTÓRIA CULTURAL DO ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL

André Gustavo Ferreira da Silva (UFPE)

Resumo
O trabalho propõe uma história cultural do ensino de filosofia no Brasil destacando a representação da ideia de razão.
Por História Cultural entendemos a historiografia que ressalta as mentalidades e conjecturas coletivas. O trabalho difere
de uma história da filosofia. Apresenta o ideário recorrente em torno da ideia de razão numa dada época e como essa
representação rebate nas práticas do ensino de filosofia. Não se prende às cronologias lineares, contudo valoriza as
identidades de uma época. Neste sentido propõe três paradigmas acerca do conceito de razão na cultura brasileira e
relaciona-os com o ensino de filosofia. Que são: “a razão é a ordem”, fase dos Jesuítas e Neo-tomistas; “a razão é
intellectus”, assumida por Iluministas, Positivistas e Espiritualistas; “a razão são racionalidades”, própria das filosofias
do Sec. XX. Na primeira fase, a razão é a ordem necessária que determina homem e cosmo, da qual decorre um ensino
calcada no plano e na regra, tendo por expressão o RatioStudiorum dos jesuítas a prática mais notória. Na segunda, a
ideia de razão está associada ao conceito de “Intelligere”, o captar e ler internamente. Segundo a qual o homem é o livre
observador externo à ordem necessária (Natureza). E observador interno do “si mesmo”. O ensino que lhe corresponde
remete à ideia de subjetividade moderna, cujo marco é o pensamento kantiano: “não se ensina filosofia, se ensina a
filosofar...”. No Brasil tem em Raimundo Brito um de seus representantes.A última fase expressa a crítica aos paradigmas
da modernidade. Abandona-se a ideia de razão e introduz-se a noção de racionalidades. O ensino valoriza a proposição de
temas, a divisão de conteúdo por domínios ou campos filosóficos. No Brasil, destacam-se, dentre outros, Maria Aranha,
Maria Martins e Marilena Chauí.
Palavras-chave: Razão. Ensino de Filosofia. História Cultural. História da Educação no Brasil.

E-mail: andreferreira@ufpe.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 137

OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE FANZINES:


UM ENTRE-LUGAR POSSIBILITADOR DA CRIAÇÃO DE CONCEITOS NAS AULAS DE FILOSOFIA

André Vinícius Nascimento Araújo (UFRN)


Lucrécio Araújo de Sá Junior (UFRN)

Resumo
O presente trabalho se propõe relatar o desenvolvimento de ações de um projeto em andamento: tratam-se de intervenções
pensadas, propostas e realizadas no contexto do Estágio supervisionado de formação de professores de filosofia e no Projeto de
Extensão Ateliê de Filosofia: ciclo de projetos nas escolas, ambos sediados na Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN). Em forma de relato de experiência propõe-se tecer considerações acerca dos objetivos previamente traçados
para a intervenção escolar e trazer problematizações pertinentes à fundamentação do ensino de filosofia no nível médio.
Nesse solo é que serão tecidas reflexões críticas acerca de estratégias didáticas para o ensino de filosofia. O objeto
específico das intervenções foi a realização da “oficina de construção de fanzines”, produzida, em continuidade com
as aulas de filosofia ocorridas na Escola Estadual Walfredo Gurgel. Os fanzines enquanto mídias independentes de
baixo custo funcionam como meios didáticos diferenciais no que diz respeito à avaliação e aprendizado contínuos, já
que os alunos são levados a planejar, pesquisar e confeccionar por sua própria conta. Nas atividades práticas, fica claro
aos discentes que a possibilidade de construir um fanzine se dá na produção de um “entre-lugar”, favorável a atividade
do pensamento e a possibilidade da criação de conceitos. Os fanzines produzidos reportam temas que perpassaram os
conteúdos de ética e filosofia política abordados nas aulas. Assim, dá-se o processo, no qual os discentes pesquisam seus
próprios entendimentos sobre o campo social e o investimento do campo social sobre eles, na criação e auto-avaliação
de seus pensamentos, crenças/descrenças, aversões, revoltas ou esperanças. Os alunos também são levados a pensar o
cenário político local e global, os processos eleitorais, os discursos e representações do imaginário político-democrático.
Palavras-chave: Fanzines. Entre-lugar. Filosofia. Conceito.
E-mail: andrenascimento07@yahoo.com.br
138 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O ENSINO DOS CLÁSSICOS DA FILOSOFIA A PARTIR DAS MÍDIAS SOCIAIS

Bárbara Romeika Rodrigues Marques (UFRN)

Resumo
O objetivo da presente comunicação consiste em apresentar experiências didáticas em ensino de Filosofia no Ensino
Médio mediadas pelo uso da Internet, em especial, as mídias sociais. Duas perguntas estarão em evidência: De que maneira
considerar o ensino de Filosofia em nível médio a partir da ampla difusão virtual da informação na contemporaneidade,
sem desprezar o legado conceitual difundido pela tradição? Como aliar o estudo da História da Filosofia – bem como
a abordagem relacionada aos grandes temas do pensamento e a fundamentação crítica – com o uso das ferramentas
virtuais? Apresentaremos práticas desenvolvidas junto ao EBEP – RN (escola de nível médio – com suporte técnico
articulado), durante o ano de 2012. A direção norteadora de cada proposta considera o desafio do professor de filosofia
em sensibilizar o aluno e tornar significativa a prática filosófica no contexto escolar. Como suporte teórico da presente
comunicação, referências ao pensamento de Hannah Arendt reafirmam que a educação é responsável pela conservação
dos valores duráveis do mundo e pela consolidação dos pressupostos humanos e, portanto, os meios didáticos utilizados
pelo professor devem servir a tal desígnio. Se, por um lado, as práticas evidenciadas por nossa proposta se valem das
ferramentas trazidas pela técnica – com as possibilidades do aparato virtual – por outro, questiona os imperativos em
evidência no mundo moderno.
Palavras-chave: Filosofia no Ensino Médio. Internet. Mídias Sociais.  Hannah Arendt.

E-mail: barbararomeika@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 139

OS TEXTOS FILOSÓFICOS NO ENSINO MÉDIO

Camila Souza Izídio (UEM)

Resumo
Essa pesquisa é resultado do trabalho realizado dentro do projeto PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação
à Docência). Tendo como finalidade discutir e ressaltar, a importância de se trabalhar em sala de aula com os textos
filosóficos. Sabemos que com a recente obrigatoriedade da disciplina de filosofia no ensino médio, muitos professores da
rede enfrentam diversos problemas em relação ao material didático. Sabemos que, os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN), ressaltam que uma das competências que a disciplina de filosofia deve desenvolver nos alunos é a leitura de textos
filosóficos. E que “a competência de leitura significativa de textos filosóficos consiste, antes de mais nada, na capacidade
de problematizar o que é lido, isto é, apropriar-se reflexivamente do conteúdo” (PCN-pág. 51). Mediante isso, vemos a
necessidade de se ter como um dos materiais didáticos os textos filosóficos. Dessa maneira, a Secretária de Educação do
Estado do Paraná (SEED) com o apoio de uma comissão organizadora desenvolveu a “Antologia de Textos Filosóficos”,
que foi distribuída em toda a rede pública de ensino do estado, com a finalidade de proporcionar melhorias no trabalho
dos professores em sala de aula. “(...) a Filosofia precisa de diretrizes, de material bibliográfico específico e, não pode ser
entregue nas mãos de pessoas despreparadas, que se valendo de um espontaneísmo didático possam cair em equívocos
que comprometam o sentido da disciplina.” (Antologia de Textos Filosóficos- pág. 06). Essa pesquisa, por sua vez,
tem como objetivo abordar algumas possibilidades de se trabalhar em sala de aula, com alguns dos textos trazidos na
Antologia, bem como, outros textos de maior conhecimento dos professores de filosofia.
Palavras-chave: Textos. Filosofia. Ensino. 
E-mail: camilaezidio@hotmail.com
140 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

HANNAH ARENDT E A REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO

Fabrícia de Castro Abreu (UECE)

Resumo
A presente comunicação tem como objetivo destacar o pensamento de Hannah Arendt (1906 – 1975) sobre a educação
na modernidade. Para tanto, as reflexões que aqui serão examinadas partirão da perspectiva de Arendt expostas no ensaio
A Crise na Educação, contido no livro Entre o Passado e o Futuro (2000). No ensaio supracitado, a autora constata a crise
educacional em ligação com o mundo moderno, analisa a educação na América, e busca compreender quais os fatores
que originaram tal crise. Além disso, questiona alguns dos conceitos pedagógicos correntes desde o final do século XIX,
e afirma que a escola tem como função ensinar às crianças como o mundo é, e não instruí-las na arte de viver. A autora
mostra-se a favor de uma autoridade na sala de aula, porém contrapõe-se ao autoritarismo. Defende que a essência da
educação seja a natalidade, decorrente do fato dos seres nascerem para o mundo. Deste modo, como a natalidade, no
pensamento de Arendt, traz a ideia de um novo começo, de renovação e de transformação, as crianças deveriam ser
apresentadas ao mundo e estimuladas a mudá-lo.
Palavras-chave: Arendt. Educação. Crise.
E-mail: fabi.filosofia@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 141

A FILOSOFIA NA HISTÓRIA E NA VIDA COTIDIANA

Felinto Gadêlha Júnior (UFRN)


Felinto Gadêlha Segundo (UFRN)
Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)

Resumo
Este trabalho trata de um relato de experiência de uma intervenção realizada na E. E. Walfredo Gurgel, em Natal/
RN, no âmbito do Estágio Supervisionado de Formação de Professores de Filosofia da UFRN. Partindo de um estudo
etnográfico e do diagnóstico socioeconômico e cultural tecido ao longo de um percurso que envolveu leituras, reflexões
e observações, tanto do ambiente escolar, quanto da vivência na comunidade do entorno da escola, o objetivo foi levar
os estudantes a compreenderem a história da filosofia, compreendendo conceitos e forjando seu próprio entendimento
sobre questões intrínsecas à própria vida em sociedade. Nosso intuito foi contribuir, assim, para formação humana
emancipatória como cita (HORN, 2000) “a filosofia possui uma intencionalidade, sem intencionalidade a filosofia se
tornaria uma reflexão sem vida, sem dinâmica”. Deste modo, o trabalho desenvolvido vai de encontro à convivência
cotidiana dos estudantes do Ensino Médio, integrando a Filosofia à percepção de cada aluno no seu espaço social e
servindo como instrumento que possibilite a condução das relações interativas do saber filosófico. Nas intervenções,
tomando como referência alguns filósofos clássicos, os estudantes do Ensino Médio foram levados a entrar num espaço
em que encontraram sentido e interesse pela própria filosofia a partir de temas que tratem de questões ordinárias como
o amor, a preguiça, o prazer, a liberdade, a escravidão, a morte, a vida, a covardia, a coragem, a educação, a arte, o belo, o
autoconhecimento dentre outros temas que são atuais do dia-dia de qualquer pessoa.
Palavras-chave: Filósofos clássicos. Experiência filosófica. Vida cotidiana.

E-mail:segundozoo@yahoo.com.br
142 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA COMO RETORNO A FILOSOFIA DE PLATÃO E ARISTÓTELES

Felipe Guimarães Marques (UFPE)

Resumo
O presente trabalho tem por objetivo uma análise crítica filosófica da obra escrita por Paulo Freire a partir de uma
experiência prática vivenciada em sala de aula e de estudos de filosofia antiga, sobretudo, em Platão e Aristóteles e
que sugere uma retomada por Paulo Freire destes temas ligados a educação na Grécia antiga. Ao ler a obra fica claro
que o que se busca é uma pedagogia transformadora, ética na pratica visando a autonomia dos agentes da educação,
onde não existe uma clivagem entre o rigor cientifico e a amorosidade do professor. Amorosidade esta que busca uma
humanização da pratica pedagógica e não uma fabrica de mão de obra como esta se tornando, chamando a atenção para
uma contraposição ao discurso fatalista ao passo que mostra que o educando pode e deve ser dono do seu próprio destino
e que nenhuma situação é irreversível, algo que já havia sido tratado em algum grau em obras como a Metafísica, Política
e Ética a Nicômaco escritas por Aristóteles.
Palavras-chave: Paulo Freire. Pedagogia da Autonomia. Aristóteles. Educação.

E-mail: elrohir_l@hotmail.com

AS TRÊS FIGURAS DA IDEIA DE LIBERDADE EM HEGEL

João de Araújo Ximenes (PUCRS/UFPE)

Resumo
Este trabalho tem como objetivo mostrar a construção de três figuras que refletem o estágio de desenvolvimento da Ideia
de Liberdade existente no ser humano. Esse desenvolvimento tem como base a obra Filosofia do Direito, escrita por G.W.F.
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 143

Hegel. Nesta obra, é feita uma fundamentação ética do Estado, onde o ser humano precisa passar por algumas etapas
dentro do desenvolvimento da ideia de liberdade. Hegel, então, estrutura o caminho percorrido pelo indivíduo para que
coincida com o desenvolvimento da ideia de liberdade, possibilitando a concretização de cada uma das três figuras nas três
partes da obra (Direito Abstrato, Moralidade e Eticidade). Assim sendo, Hegel, na sua obra, quis desenvolver um percurso
no qual coincidissem: a) a realização histórica do conceito de liberdade e b) as condições de emancipação dos indivíduos
modernos. De tal modo, ele vinculou a cada uma das etapas de construção do ser humano, a necessidade de formação
de uma autoconsciência, possibilitando a sua plena participação na vida do Estado. Neste caso, para Hegel, o indivíduo
constrói a sua identidade enquanto pessoa no Direito Abstrato, enquanto sujeito na Moralidade, e enquanto cidadão no
Estado. Nesse sentido, Hegel identifica a essência do Espírito: a liberdade. Portanto, “a liberdade seria dada enquanto
fato da consciência, e seria preciso crer nela” (FD, § 4). Assim, o indivíduo percorre um caminho que desenvolve a sua
autoconsciência, enquanto pessoa, sujeito e cidadão formando para si a imagem das três figuras da ideia de liberdade.
Palavras-chave: Eticidade. Liberdade. Ser humano
E-mail:orecife@hotmail.com

ALTERIDADE E EDUCAÇÃO EM LEVINAS

José Tadeu Batista de Souza (UNICAP)

Resumo
O texto tem o objetivo de apresentar a categoria de subjetividade e seus modos de expressão no pensamento de Levinas
como inspiração para o ensino de filosofia. Seu pensamento emerge na filosofia tendo como novidade fundamental a
alteridade, a qual marca toda sua obra. Sua crítica ao pensamento ocidental reclama o fato de ele ter negado a significação
do outro. Levinas constatou que os esforços da razão ocidental em explicitar as problemáticas questões do ser, os
modos de conhecimentos possíveis e formas de agir constituíram-se na própria identidade da Filosofia. A identificação
144 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

entre pensamento e ser tornou o pensar incapaz de abrir-se para a alteridade. Assim, o pensamento atuou como um
movimento circular, reduzindo o que era diferente à mesmidade. Ao primado da identidade do mesmo, Levinas propõe
uma transformação para o fazer filosófico, que atinge tanto os conteúdos nucleares e os métodos da filosofia, como a
sua perspectiva mais geral. No que concerne aos conteúdos ele propõe a “ética como filosofia primeira”. A dimensão
ontológica centrada no ser cede lugar ao humano como locusoriginário da busca da inteligibilidade e do sentido. O humano
perde o caráter de objeto de investigação teórica e sujeito cognoscente e torna-se polo de uma relação intersubjetiva
fundada no diálogo aberto e no respeito incondicional à diferença do outro. A subjetividade plasma-se como instância
fundamentalmente ética e pode expressar-se no desejo desinteressado pelo outro; na responsabilidade por ele e tem
como medida a desmedida do infinito; na escuta paciente de quem reconhece no falante uma autoridade ensinante; na
hospitalidade, como aquele que se alegra pela visitação desarranjadora do visitante inusitado; no encontro face a face com
o rosto de outrem que traz uma significação originária e originante de novos sentidos: dizer de aprendizes e ensinantes.
Palavras-chave:Levinas. Educação. Alteridade. Ética. Subjetividade.

E-mail: jtadeuoli@hotmail.com

A LIBERDADE NA ÉTICA DE BENEDICTUS DE SPINOZA

Karine Vieira Miranda Maciel (UECE)


Emanuel Angelo da Rocha Fragoso (UECE)

Resumo
Este trabalho versa sobre os gêneros do conhecimento e a liberdade no pensamento do filósofo holandês Benedictus de
Spinoza (1632 – 1677). Spinoza busca o conhecimento: enfrentando intempéries com o judaísmo; se permitindo sofrer
fortes influências de diversos filósofos, desde os antigos até os modernos; e por fim dedicando-se à construção de sua
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 145

própria filosofia. A obra principal a ser abordada é a Ethica more geometricodemonstrata, considerada sua maior obra, onde
ele expõe precisamente o seu sistema filosófico e onde apresenta a liberdade como uma qualidade inerente a Substância
(Deus), como uma de suas propriedades. Deus age somente pela perfeição de sua própria natureza, não havendo nada
interno ou externo a ele que o faça agir (E1P17C1) e somente Ele é causa livre unicamente pela necessidade de sua
natureza (E1P17C2). Na parte V da obra supracitada Spinoza fala do caminho que leva o homem à liberdade. Por
defender tanto a liberdade, que representa uma ameaça para o poderio dominador religioso, Spinoza foi considerado
herege. O objetivo deste trabalho é apresentar os gêneros do conhecimento e a liberdade no pensamento de Spinoza,
buscando provocar nos ouvintes uma reflexão sobre o papel de cada um na sociedade, sobre a sua visão de mundo e sobre
a sua capacidade de conhecer. A liberdade é um tema de suma importância e sempre autêntico, envolvendo sempre os
diversos aspectos da vida do indivíduo.
Palavras-chave: Spinoza. Liberdade. Ética. Conhecimento. Razão.

E-mail: karine_freelosofia@hotmail.com

FILOSOFIA SOCIAL E POLÍTICA:


PERSPECTIVAS PARA O ENSINO MÉDIO

Klyngher Emídio B. Cabral (UFRN)


Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)
Resumo
Este relato de experiência foi baseado nas ações de ensino-aprendizagem realizadas na Escola Walfredo Gurgel, na
turma de 3º Ano do Ensino Médio. Tais intervenções são concernentes ao Ateliê de Filosofia: Projeto nas escolas,
que pretende, no que diz respeito aos discentes do Ensino Médio, construir e executar projetos de ensino nas escolas
públicas, e dessa maneira permitir que os alunos adquiram um posicionamento crítico frente à realidade sócio-política
que os cercam. Na tentativa de torná-los indivíduos autônomos conscientes e responsáveis. O planejamento, realização e
146 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

resultados desse projeto foram preconizados com base nas Leis de Diretrizes de Bases da Educação Nacional na Seção
IV, Art. nº 35, §1º e §2º, que trata das finalidades do Ensino Médio. O citado ordenamento gerou questionamentos
acerca da escolha de conteúdos e métodos que colaborem na formação do cidadão a luz da contextualização Filosófica.
Conforme o descrito acima, foi privilegiada, dentre as áreas temático-históricas da Filosofia, a Filosofia Social e Política
como área temático-histórica, pois, problematiza a ação na cadeia das relações sociais, partindo do aspecto axiológico,
o qual faz se perceber a influência do poder social latente nas relações entre os homens. Os métodos se pautaram na
utilização de situações-problemas para conduzir o manuseio dos conteúdos apreendidos na discussão em sala. Tal prática
de ensino tende a se fundamentar nas relações conflitantes que os indivíduos vão enfrentar nas diversas esferas da vida em
sociedade, ao mesmo tempo em que põe a prova a criatividade e reflexão sobre a ação, estruturada na teoria anteriormente
problematizada. Nesse enfoque a “filosofia é interpretar para seus concidadãos o mundo de significados que nos são
comuns” (Walzer, 1893, p. XIV).
Palavras-chave:Filosofia social. Política. Ensino Médio. Ação. Método.

E-mail:kebcabral@hotmail.com

EDUCAÇÃO E CONHECIMENTO: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DOCENTE

Leandro Fernandes Dantas (UFRN)


Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)

Resumo
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a atuação do professor de filosofia no contexto escolar atual do
ensino médio. Entendendo o docente como submetido diretamente a uma realidade cultural heterogênea, refletimos
sobre qual a postura que este professor deve assumir, nas diferentes perspectivas que encontra em detrimento dos
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 147

saberes prévios dos seus alunos. Partindo do fato que o educador não deve impor conhecimentos acabados ou verdades
estabelecidas, como ele deve agir ao ministrar o seu conteúdo, assumindo o papel de professor, que educa e transmite
um saber? Para fundamentar estas reflexões tomamos como referencial as ideias de John Dewey. Em sua concepção
filosófica de educação, o referido filósofo toma o ato de educar como uma atitude aberta, que busca posicionar o aluno
frente ao conhecimento de um ponto de vista que privilegie a compreensão significativa, e os modos como este se
estrutura em seu contexto. Assim, os conteúdos não podem ser tomados como simples aquisição de um saber já acabado
e apenas informativo. O educador é para Dewey um facilitador, ele não ensina algo que é superior e alheio, mas media os
saberes que o aluno já possui permitindo que este por si mesmo possa construir/ aperfeiçoar o seu próprio universo de
compreensão, para que possa saber se situar em situações vivenciais.
Palavras-chave: Educação. Conhecimento. Verdade.
E-mail: eandromacleod@gmail.com

O CONCEITO DE EDUCAÇÃO COMO FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO ÉTICO PARA O


CONHECIMENTO E A CIDADANIA NOS ESCRITOS PEDAGÓGICOS DE HEGEL

Leonardo Gomes da Silva (UFPE)

Resumo
Diante do paradigma atual de educação no Brasil, e os problemas enfrentados pelas instituições escolares, mais
especialmente as públicas, podemos constatar a incapacidade de se educar o ser humano para a cidadania e para o
conhecimento. Há, atualmente, flagrantes equívocos na efetivação dos modelos atuais de educação. O que podemos
verificar é uma enorme sucessão de contradições dentro do conceito e das várias perspectivas adotadas atualmente. Para
tanto, necessário se faz Investigar os conceitos de educação e ética em de Hegel para a formação do indivíduo ético
para o conhecimento e a cidadania nos “Escritos Pedagógicos” e; buscar no pensamento de Hegel a importância do ensino
148 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

de filosofia para os níveis de escolaridade fundamental, médio e superior. Em um primeiro momento utilizaremos na
pesquisa do nosso objeto de estudoo método analítico lógico-conceitual, onde pretendemos buscar o conceito hegeliano
de educação nos Escritos Pedagógicos. Para tanto, é necessária uma leitura crítica e profunda da bibliografia. A partir
desta metodologia, efetuaremos o fim proposto de nossa pesquisa. Sendo estes: quais as contribuições hegelianas para a
educação atual na formação do indivíduo para o conhecimento e cidadania em seu conceito nos Escritos Pedagógicos?
No segundo momento aplicaremos o método hermenêutico, onde verificaremos a grande ajuda dada por Hegel para a
educação de nossa atualidade nas bibliografias principal e secundária, tendo também como objetivo a elucidação do nosso
problema de pesquisa. Hegel, em sua obra “Escritos Pedagógicos”enfatiza as práticas pedagógicas, as quais se evidenciam a
sua visão dialética, a responsabilidade individual, o trabalho pedagógico na exigência de aplicação por parte dos alunos,
tais como: rigor intelectual; uso da razão e da reflexão e; a escola como instrumento de herança cultural.
Palavras-chave: Filosofia. Formação do indivíduo. Conhecimento. Cidadania.

E-mail: fiat7lux@hotmail.com

UMA CONTRIBUIÇÃO DE CASTORIADIS À PRATICA DA FORMAÇÃO HUMANA

Leandro Soares da Silva (UFRN)


Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)

Resumo
Diversos são os desafios presentes no atual cenário e contexto da educação brasileira [sobretudo na disciplina de filosofia]
igualmente desafiante é pensar a perspectiva de preparar o educando da educação básica para o exercício consciente da
cidadania. Partindo desta realidade, pretendemos suscitar reflexões acerca do pensamento de Cornelius Castoriadis (1922-
1997) e nas possíveis contribuições para a prática da formação humana. Assim, este trabalho tem por objetivo apresentar
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 149

resultados parciais do projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito do projeto de Extensão Ateliês de Filosofia sobre os
desafios da profissão do educador. Uma das questões que servem como eixo norteador a essa reflexão é a de como permitir
que os alunos do nível médio possam criticar o seu comportamento político, a fim de torná-lo autônomo,consciente e
responsável?
Palavras-chave: Castoriadis. Educação. Cidadania. Autonomia.

E-mail: eandrosoaresufrn@gmail.com

A LIBERDADE COMO TEMA PARA O ENSINO DE FILOSOFIA

Luan Alves (UFRN)


João Paulo dos Santos (UFRN)
José Maciel (UFRN)
Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)
Resumo
Este trabalho tem por objetivo apresentar as experiências do Projeto de Ensino desenvolvido no componente curricular
Estágio Supervisionado para Formação de Professores II da UFRN, no qual utilizamos as filosofias de Jean-Paul Sartre e
Baruch Espinosa para refletir sobre a Liberdade. Acreditamos que a Liberdade, um tema próprio da Filosofia, possa lançar
luz sobre questões do cotidiano dos alunos — assim nosso intuito se fez por ressaltar a importância de se compreender
que o conceito de Liberdade está atrelado a outros dois conceitos, o dever e a responsabilidade da escolha. Não tendo
lugar nas outras disciplinas, a investigação sobre o tema no Ensino Médio visa possibilitar assim a formação de indivíduos
mais conscientes e capazes de atuar na sociedade, buscando compreender o campo da ação na garantia de seus direitos e
deveres enquanto cidadãos.
Palavras-chave: Ensino de Filosofia. Liberdade. Cidadania.
E-mail: luanlvs3.5@gmail.com
150 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

DIDÁTICA:
PARA ALÉM DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Luiz Carlos Sacramento da Luz (Salesiano Dom Bosco-BA)


Francisco Matheus Guerreiro de Freitas (Salesiano Dom Bosco-BA)
Everaldo Oliveira Lima (Salesiano Dom Bosco-BA)
Rafaela de Araújo Ramos (Salesiano Dom Bosco-BA)

Resumo
Com a inserção do ensino da filosofia na educação básica percebe-se a necessidade de buscar docentes qualificados para
responder as demandas exigidas para o ensino desta área do saber, assim como para atender as questões pedagógicas e
curriculares inerentes que compreendem as competências da educação básica. O presente trabalho tem como objetivo
discutir a aplicabilidade da didática no processo de ensino-aprendizagem de filosofia na educação básica, uma vez que
se percebe a necessidade de sua utilização para a construção de um ensino significativo. Diante disso, este trabalho
apresenta o seguinte problema central: Como o docente de filosofia da educação básica pode se apropriar da didática
como ferramenta capaz de facilitar o processo de ensino e aprendizagem para um ensino significativo? Desta forma,
utilizou-se uma pesquisa exploratória descritiva que usa como fonte de dados a pesquisa bibliográfica sobre a temática.
Justificando-se pela necessidade de reflexão da práxis didático-pedagógica do docente dessa área da educação básica às
questões impostas pelas demandas da sociedade do conhecimento do século XXI, bem como dos paradigmas didáticos -
filosóficos de construção do conhecimento que permeia uma postura não reflexiva do professor de filosofia na educação
básica que por falta de didática, ou adequação inapropriada, exerça a docência pautada em princípios autoritários. Os
principais autores que fundamentam essa pesquisa são Libâneo (2001) através da fundamentação estrutural da didática;
Freire (2005) com a pedagogia da autonomia, saberes e reflexões norteadoras à prática educativa; Perrenoud (2000) com
as competências para ensinar; Gil (2008)  apresentando uma profunda discussão sobre a didática prática para o ensino.
Palavras-chave: Didática. Educação Básica. Ensino-aprendizagem. Filosofia.
E-mail:luizluz@globo.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 151

FILOSOFIA E EDUCAÇÃO:
O DESVELAR DO CONHECIMENTO

Marília Freitas de Araújo (UEPB)


André Clementino de Lima (UEPB)

Resumo
O presente artigo tem como objetivo apresentar uma discussão entre filosofia e educação, mostrando a possibilidade da
interface entre ambas, no sentido de que a filosofia apresenta-se como aquela que lança luz sobre as sombras do humano
ao passo que a educação é aquela que possibilitando o conhecimento ao homem tem o poder de transformar o mundo.
Assim, ambas consistem em desvelar o conhecimento e alcançar a realidade através da reflexão. Partimos da filosofia da
educação de Paulo Freire, que entende a educação, não como aquela que deposita conhecimentos no homem, apenas como
decodificador do conhecimento, mas sim, educação como aquela que através da reflexão e da problematização diante da
realidade, desperta a consciência do homem. Analisamos como Paulo Freire utiliza a recepção dialética de filosofia com
possibilidade do desenvolvimento da ciência humana, e como meio da problematização, um método utilizado tanto pela
filosofia quanto pela pedagogia de Paulo Freire é capaz de conscientizar o ser humano, e através desta conscientização
levá-lo a modificar sua realidade.
Palavras-chave: Filosofia. Educação. Paulo Freire. Conhecimento.
E-mail: filosofiamarilia@gmail.com
152 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

ENSINO DA FILOSOFIA E A REFLEXÃO DE UMA DAS PROBLEMÁTICAS QUE CIRCUNDA SEU


ENSINO:
POR QUE A FINALIDADE DA FILOSOFIA É DISTINTA DA FINALIDADE DO QUE O ESTADO
IMPUTA PARA O ENSINO DA MESMA?

Maria Clara Pereira Santos (UEPB)

Resumo
Este artigo se propõe a refletir sobre a problemática da finalidade que o Estado dispõe para a filosofia versus finalidade
que a filosofia dispõe para seu ensino. Problema este que circunda o ensino da filosofia no meio educacional, pois
perpassa por ele o modo que a filosofia será aceita em seu ensino nas escolas. O estado não é algo aleatório a nós, e sim
produto de nossa necessidade de se agrupar para sobreviver, porém ele como instrumento de agrupamento e beneficio é
dirigido por um grupo que deveria ser representativo, isto é, porta voz daqueles que formam a maioria. É este Estado que
dita o que deve ser ensinado nos espaços escolares, é ele que propõe como meta do ensino da filosofia formar cidadãos.
Por que esta meta do estado entra em choque com a meta filosófica de se ensinar a pensar? Por que a filosofia que está
comprometida com o ato filosófico deve opor-se a esta meta? Por que a filosofia compromissada com o indivíduo tem a
responsabilidade de propor ao espaço escolar uma construção de uma consciência emancipadora antes de uma produção
de um cidadão? Porque a filosofia, sendo ato livre do pensar crítico e reflexivo, não deve abrir mão de seus princípios
filosóficos por um espaço no Estado. Pois é neste opor-se filosófico que encontramos a possibilidade de construção da
consciência critica e reflexiva e é possibilidade dessa consciência crítica e reflexiva, a emancipação de si, que se acha a
possibilidade de uma organização social mais humana filosoficamente.
Palavras-chave: Filosofia. Educação. Estado.
E-mail: clara_ygraine@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 153

O VÍDEO DIGITAL NA AULA DE FILOSOFIA E A CRIAÇÃO DE CURTAS-METRAGENS


FILOSÓFICOS

Marilia Mello Pisani (UFABC)

Resumo
A proposta desta comunicação é compartilhar com os demais colegas da área um projeto de pesquisa em que se articula
a produção de vídeo digital e ensino de filosofia. O projeto, que começou a dar seus primeiros passos há cerca de um ano
e meio, foi pensado e iniciado nas disciplinas de licenciatura e tentava dar conta de alguns impasses enfrentados pelos
estudantes em formação na área, como a necessidade da sensibilização inicial ao trabalho de conceito, a dificuldade do
trabalho com texto com alunos com deficiência de formação, entre outros. Durante o compartilhamento das experiências
de estágio, muitos alunos apontavam para a necessidade de construir uma nova linguagem que abrisse ao deslocamento
necessário à reflexão filosófica. Dentro desta busca e atentos ao papel da imagem na formação do jovem contemporâneo,
pensou-se, a partir de uma fundamentação teórico-filosófica e prática, na utilização da imagem como instrumento de
sensibilização ao filosofar, por um lado, e, por outro, como meio de mobilização e engajamento dos estudantes na
construção coletiva de conhecimento. O pano de fundo desta proposta remonta à tradição crítica que discute a relação
entre imagem e reificação, como Guy Debord, Walter Benjamin, MassimoCanevacci, entre outros. De modo que a
apresentação se dividirá em três partes: primeiro, a apresentação da fundamentação filosófica do projeto, em que se parte
de uma definição de filosofia entendida como “experiência estética” (tal como encontramos, entre outros, no filósofo
Herbert Marcuse); segundo, a fundamentação teórica dentro do contexto das discussões sobre o ensino de filosofia (com
Alejandro Cerletti e Mauricio Langón); por fim, apresentaremos a proposta de produção de curtas-metragens filosóficos
como instrumentos do filosofar apoiando-nos no livro de Alex Moletta “Criação de curta-metragem em vídeo digital:
uma proposta para produção de baixo custo” (2009), que nos permitirá discutir os primeiros resultados práticos desse
projeto.
Palavras-chave: Ensino de filosofia. Vídeo digital. Curta-metragem filosófico. Experiência estética.
E-mail:mariliapisani@hotmail.com
154 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

BASES DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO EM JOHN DEWEY:


POR UMA EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA

Matheus da Trindade Moura (UEPB)


Francisco Diniz de Andrade Meira

Resumo
O objetivo desta pesquisa é explicitar a relação entre experiência e educação, entendendo estes conceitos como a capacidade
natural dos seres humanos de processar as informações obtidas do ambiente e utilizá-las para o desenvolvimento
dos conhecimentos. Desta forma, entendemos que esta relação desempenha um papel importantíssimo na sociedade
contemporânea, mas depende da mesma para que possa ser implementada de maneira a suprir as necessidades sociais,
formando indivíduos capazes de repensar constantemente o mundo em que vivem. Neste intento, o processo educativo
deve ser capaz de proporcionar ao indivíduo a habilidade de ressignificar a todo conhecimento que adquire. Escolhemos
para esta análise o pensador estadunidense John Dewey, filósofo que toma o conceito de experiência como parte integrante
da vida social e da própria natureza, o que permite pensar a educação como processo natural ao homem, e não como uma
tentativa da razão de entender a natureza como algo completamente distinto dela. Para Dewey, natureza e conhecimento
são partes de um mesmo processo.
Palavras-chave: Dewey. Educação. Democracia. Instrumentalismo.

E-mail: pranchetinha@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 155

A REFLEXÃO ENQUANTO ATIVIDADE LÚDICA NO ENSINO DE FILOSOFIA:


UM RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DE A NÁUSEA DE SARTRE

Maurilio Gadelha Aires (IFRN)

Resumo
Entender a reflexão enquanto um exercício lúdico é compreender que o pensamento pode voltar-se para ele mesmo com
o intuito de jogar com as suas próprias possibilidades. A reflexão filosófica pode ser vista sob a perspectiva do lúdico
uma vez que o pensamento está cheio de um jogo de ideias que suscita uma superação constante, um ir além, um querer
ver até aonde pode levar. O homem vai fazendo experiências com o próprio modo de pensar. O esforço em experienciar
outras formas de pensar vai abrindo novas perspectivas naquele que se exercita ludicamente através do imenso campo
do imaginário. Sendo a literatura um campo fértil ao exercício da imaginação, pois, este é um aspecto do literário em si
mesmo, pode-se dizer que o exercício da imaginação dá uma dimensão especial ao texto lido, principalmente quando
o aluno é instigado nesse processo a manifestar espontaneamente o produto da sua atividade imaginativa. Trata-se,
então, de um relato de experiência a partir de uma intervenção feita no IFRN, com a Filosofia para alunos do Ensino
Médio, utilizando a mediação da literatura sartreana. A literatura existencialista, enquanto gênero literário, na qual Sartre
obteve grande destaque, teve o mérito de fazer com que o seu leitor pudesse pensar acerca dos problemas e angústias
do cotidiano, bem como, tacitamente, o colocava diante de decisões éticas sobre as quais somente um indivíduo livre
poderia se posicionar. Dentro dessa perspectiva, pensa-se que a leitura e o diálogo travado em torno do romance de
Sartre, A Náusea, conseguiu estimular o imaginário dos alunos com um discurso compatível com a ideia de se veicularem
conhecimentos filosóficos sem, contudo, banalizá-los
Palavras-chave: Ensino de Filosofia. Educação lúdica. Literatura e Filosofia.

E-mail: maurilio.aires@ifrn.edu.br
156 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O ENSINO EDUCATIVO DA FILOSOFIA NUMA PERSPECTIVA DISSENSUAL

Pedro Danilo Galdino (UFRN)


Resumo
Este trabalho tem por objetivo esclarecer os rigorosos significados que Jacques Rancière emprega aos termos “estética”,
“política” e “polícia”, além de pensar como eles se relacionam numa partilha do sensível, que é uma relação totalmente
diferente da estetização da política ou da politização das artes que fala Walter Benjamin. Propõe-se, por conseguinte,
estabelecer um paralelo entre essas definições com o papel formador exercido pela educação e, em particular, pelo ensino
de filosofia, a partir da ideia de dissenso inerente à definição de política dada por Rancière em O desentendimento: política e
filosofia e na Partilha do sensível, para com isso articular os pressupostos inerentes à educação dissensual, que possa ser uma
saída para não acabarmos em ações que confluam numa mera reprodução da sociedade dominante, como diria Pierre
Bourdieu. Espera-se com o presente artigo pensar e articular como a filosofia e seu ensino podem ter o papel crítico e
litigioso que é essencial para a formação de cidadãos autônomos e emancipados intelectualmente.
Palavras-chave: Ensino de filosofia. Estética. Política. Educação dissensual.

E-mail:pedrodanilo@rocketmail.com

EDUCAÇÃO E FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO:


DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Pollyanna Lima (UFPB)


Resumo
O ensino da Filosofia é considerado imprescindível no currículo do Ensino Médio. Fundamental para o desenvolvimento
do pensamento reflexivo, autônomo e crítico do aluno secundarista. Contudo, a disciplina só tem relevância se o seu
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 157

ensino for baseado no pensamento filosófico e não apenas em história da filosofia. Neste sentido, orientado pela
instrução délfica: “Conhece-te a ti mesmo”, o pensamento filosófico se fundamenta no questionamento e na reflexão como
base do conhecimento que, por conseguinte, viabiliza a formação de sujeitos independentes, com atitude interrogativa e
investigativa. Formando assim, cidadãos críticos e capazes de contribuir efetivamente com a sociedade a fim de enfrentar
os desafios práticos do cotidiano. Não obstante, frente a um ensino com forte característica tecnicista, o ensino de uma
matéria que tem como cerne o pensamento reflexivo, enfrenta vários desafios. Entre os quais, a formação inadequada dos
professores, a hora aula, que geralmente é de apenas uma por semana. Além disso, outro desafio considerável que serve
como obstáculo para o ensino da filosofia no nível médio, trata da dificuldade de estruturar uma prática pedagógica que
respeite a natureza do saber filosófico, aliando história da filosofia e pensamento filosófico. Destarte, o trabalho divide-se
em alguns pontos, a saber: Qual a importância da filosofia para a formação do estudante do ensino médio e os desafios
do ensino da filosofia neste nível de formação. Por fim, indicamos a necessidade do ensino da filosofia fundamentado no
pensamento filosófico, atendendo, assim, a vocação formativa da filosofia, sob uma ótica de educação que tenha como
telos, a autonomia e criticidade do sujeito.
Palavras-chave: Filosofia. Educação. Desafios e Perspectivas.

Email: analimapb@yahoo.com.br

EDUCAÇÃO E CIDADANIA:
AQUISIÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE VALORES A PARTIR DE UMA ABORDAGEM DIALÓGICA
AOS DILEMAS DE KOHLBERG

Ricardo Pinho Souto (UNICAP)


Cecília Gallindo Cornélio (UNICAP)

Resumo
Calcada na perspectiva de construção de uma educação voltada para a conquista da cidadania, a pesquisa a ser apresentada
investigou o campo do julgamento moral. O objetivo principal do estudo foi criar cenários dialógicos em contexto
158 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

escolar voltados para discussões críticas de valores morais. A análise focou a produção de textos argumentativos em
três situações: i) produção textual a partir da simples apresentação dos dilemas morais; ii) produção de texto a partir de
discussões estabelecidas entre alunos; iii) produção textual com a participação ativa do professor/mediador. O núcleo da
pesquisa consistiu em levar o “Dilema de Heinz” (KOHLBERG, 1984) à sala de aula. O dilema gira em torno de dois
valores básicos: a propriedade privada e a vida humana. Um momento crucial no desenvolvimento moral é a transição
entre a moral convencional e a moralidade pós-convencional. A moral convencional apoia-se na obediência diante do que
está normativamente estabelecido, enquanto a moral pós-convencional pondera que nem sempre há uma identidade entre
moralidade e legalidade. A pesquisa foi realizada em uma instituição de ensino da rede pública do Estado de Pernambuco. Os
resultados demonstram que os estudantes submetidos à situação monológica desenvolveram respostas menos complexas
quando comparadas às outras duas situações. A situação dialógica simétrica gerou respostas que apontam para um maior
nível de desenvolvimento moral, de acordo com as categorias kohlberguianas. Os resultados obtidos inserem-se no
quadro de reflexão que remonta às diferentes concepções acerca da interação simétrica/assimétrica formuladas por Piaget
(1994) e Vygotsky (1991). Piaget acreditava que as relações simétricas proporcionam maior ganho desenvolvimentista.
Nas relações assimétricas haveria uma que quebra das condições de reciprocidade, dificultando o processo de equilibração
do pensamento. Os dados obtidos são compatíveis com os pressupostos piagetianos. No entanto, não se deve esquecer,
baseado em Vygotsky(1991), que mesmo nas situações simétricas há sempre diferenças cognitivas.
Palavras-chave: Argumentação. Discurso. Julgamento moral.

E-mail:ricardopinho11@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 159

O EDUCANDO NA FILOSOFIA DA DESCONSTRUÇÃO – ENCONTRO DE SABERES NA


AVALIAÇÃO DIFERENCIADA

Ricardo Soares Nogueira


Resumo
Este trabalho questiona os métodos avaliativos adotados no âmbito do ensino integral, pois a partir de uma visão
freireana o conhecimento depende da liberdade do outro através de um processo de conscientização individual e coletiva.
Heteroeducação e educação integral dependem de uma reconstrução dos paradigmas avaliativas, por isso, se propõe
estas linhas relacionar Freire e Nietzsche com os métodos da avaliação tendo como ponto de partida que a avaliação não
pode ser aos poucos cumulativas de pontuação, e sim fazer o caminho inverso, ou seja, o discente entrar no processo
epistemológico com toda sua riqueza existencial e ter meios proporcionados pela escola para manter o mesmo nível. Sendo
assim, a finalidade da educação é a total libertação do educando através de suas experiências empíricas, o que possibilita de
forma subjetiva uma educação integral que considera os aspectos materiais do pertencimento de cada um e busca mantê-
los e qualifica-los no universo escolar. O fato de a educação ter um fim a ser realizado, faz nascer dois conceitos opostos
ao seu entendimento. Por um lado, tem-se a corrente da heteroeducação que afirma que diz que educar significa plasmar
segundo um modelo preestabelecido, sendo resolvido pela adaptação das disposições a uma ordem preexistente, de fato
e de direito. A outra corrente denominada de autoeducação, que significa permitir ao educando o desenvolvimento de
tudo aquilo que tem em si mesmo, favorecendo a realização absoluta de seu eu. Freire como construtor da educação com
o discente e Nietzsche como iconoclasta da educação possibilitam um diálogo entre estes grandes tendo como realidade
as salas de aula do Instituto Federal do Amapá.
Palavras-chave: Heteroeducação. Autoeducação. Filosofia.

E-mail: ricardo.nogueira@ifap.edu.br
160 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

NARRATIVA E MEMÓRIA, UM (DES) ENCONTRO COM A FILOSOFIA DELEUZIANA:


CAMINHOS RIZOMÁTICOS

Silvano Fidelis de Lira (UEPB)


Auricélia Lopes Pereira (UEPB)

Resumo
Gilles Deleuze, como afirma Roberto Machado (1990), é “o filosofo da multiplicidade”, tendo em vista que seus estudos
caminharam por vários campos do conhecimento, não seguindo um único caminho, mas trilhando outras estradas do
conhecimento. Seu pensamento defende que a produção de conhecimento depende dos encontros que estabelecemos
com o outro, com outro conhecimento. Esses encontros, Deleuze chamou de roubos, roubos criativos, que auxiliam a
produção de novos conceitos. Criar conceitos seria então, o principio básico da filosofia deleuziana; “a filosofia é a arte
de formar, de inventar, de fabricar conceitos” (DELEUZE e GUATTARI,1992, p, 10). Partindo das reflexões da filosofia
deleuziana, esse texto procura desenhar caminhos que nos possibilitem pensar a memória não como uma linha, mas
como um rizoma, conceito pensado por Gilles Deleuze e Félix Guattari em “Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia” (1995).
A partir desse conceito, pensaremos novas formas de entendera memória e a narrativa a partir das reflexões filosóficas,
buscando articular com o ensino de História e Filosofia. É preciso destacar que esse texto faz parte das discussões teórico-
metodológicas estabelecidas no âmbito do Projeto de Pesquisa PIBIC/PROPESQ, “Narrativas nas margens: memórias de
velhos”, financiando pelo CNPq e pela Universidade Estadual da Paraíba, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e
Pesquisa (PRPGP).
Palavras-chave: Filosofia. Memória. Rizoma.
E-mail: silvanohistoria@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 161

PROGRAMA DE EXTENSÃO “ADOLESCÊNCIA, SUBJETIVIDADE E ÉTICA” CONTORNOS DE


UMA PRÁTICA DE ENSINO DE FILOSOFIA

Silvano Fidelis de Lira (UEPB)


Auricélia Lopes Pereira (UEPB)
Ana Raquel Lopes Pereira (UEPB)
Resumo
O texto que segue objetiva traçar considerações sobre as ações e práticas de ensino de Filosofia desenvolvidas pelo
programa de extensão “Adolescência, Subjetividade e Ética”. Implantando e desenvolvido na Escola Municipal de Ensino
Fundamental e Médio Raimundo Asfora na cidade do Seridó – PB. Teoricamente o nosso programa busca pensar o
sujeito formado a partir de “afecções”(Deleuze, 1978), ou seja, de encontros que têm influência sobre nossas subjetividades.
Nesse sentido, o nosso programa de extensão busca, através de atividades instrumentais como encontros semanais,
palestras, caminhadas, exibição e discussão de filmes, proporcionar aos adolescentes o alargamento do seu arquivo espiritual
(Foucault, 2004),arquivo este que possibilita ao sujeito instrumentos éticos que permitem ao sujeito se ocupar consigo
mesmo, realizar um cuidado de si e traçar a sua própria ética. O Programa “Subjetividade, Adolescência e Ética” tem sido
um importante instrumento para a prática do Ensino de Filosofia, possibilitando aos adolescentes o contato com o
conhecimento etopoético, aquele saber que serve a vida.
Palavras-chave: Extensão. Juventude. Ética.
E-mail:silvanohistoria@hotmail.com
162 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

QUESTÕES DE MÚLTIPLA-ESCOLHA EM FILOSOFIA:


UM ESTUDO DE CASO

Stefan Rotenberg (UFRJ)


Resumo
Com a recente reintrodução da filosofia como disciplina obrigatória do Ensino Médio e, mais recentemente, com a
confirmação da presença de questões objetivas de filosofia no ENEM, cabe debater a relação que a filosofia trava com os
mecanismos e estruturas presentes na educação básica, tais como a definição de conteúdos programáticos e verificação de
aprendizagem. Apresentaremos a experiência de trabalhar questões múltipla escolha numa aula de filosofia, realizada pelo
projeto PIBID de Filosofia da UFRJ. Tratou-se de uma aula sobre lógica, silogismos e causalidade - temas unidos pelo
conceito de inferência, que permeava todo o módulo. As questões de múltipla escolha foram empregadas com o intuito
de verificar dois aprendizados, objetivamente definidos: 1. A independência entre verdade das proposições e a validade de
um argumento; 2. Critérios de validade de um argumento. Para as finalidades da aula, pensada para o ensino médio, esses
dois aprendizados tinham caráter axiomático: seriam bases comuns e persistentes em cima das quais o restante da aula
seria baseado. De fato, apenas essa parte do módulo contém exercícios com alternativas objetivamente corretas e incorretas,
necessárias para o entendimento inicial do que é um silogismo e para a “desbanalização” da lógica. Nessa experiência,
nós tivemos a oportunidade de fazer experimentos com as questões de múltipla escolha, tomando-as de maneira original
e significativa para a aula. Pretendemos relatar as nossas impressões e conclusões, bem como adicionar ao debate antes
mencionado sobre a institucionalização da filosofia e as dificuldades com isso acarretadas.
Palavras-Chave: Múltipla escolha. PIBID. Avaliação. Silogismo.

E-mail: stefanrotenberg@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 163

ENSINO DE FILOSOFIA:
ENTRE A DISCUSSÃO E A PRÁTICA

Thiago Corrêa Moraes (UFPE)


Resumo
A partir de analise de experiências no Ensino de Filosofia nos níveis Fundamental I, II e Ensino Médio, este trabalho
visa descrever as principais dificuldades e impedimentos do processo de ensino/aprendizagem em Filosofia. Tais como
“a partir de que faixa etária se pode falar da disciplina Filosofia?”; “quais os temas cabíveis e quais os temas essenciais na
disciplina Filosofia?”; “podemos realmente adaptar a Filosofia enquanto disciplina ao modelo do vestibular ou o vestibular
que necessita de uma reformulação?”. O Ensino de Filosofia é aqui analisado através da ótica da prática do professor
e a recepção do aluno frente à disciplina, tendo como fundamentações as soluções e inovações necessárias à disciplina
poder ser conduzida, como também, levantar a reflexão crítica a respeito de vários aspectos pertinentes ao significado de
lecionar Filosofia hoje. Tanto as questões como as fundamentações para as mesmas são baseadas em debates anteriores,
pesquisas realizadas com alunos e a própria imersão no cotidiano do lecionar da disciplina Filosofia. É possível afirmar a
validade da disciplina frente a necessidade da sociedade, porém não podemos deixar de frisar a colossal tarefa de lecionar
Filosofia em uma sociedade que, justamente por estar carente das ferramentas fornecidas pela Filosofia, não consegue
enxergar esta mesma necessidade.
Palavras-chave: Ensino. Filosofia. Reflexão. Crítica. Consciência.

E-mail: thiago.moraess@hotmail.com
164 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

A DESMISTIFICAÇÃO DO MAQUIAVELISMO PARA A POLÍTICA ATUAL


UMA ANÁLISE FILOSÓFICA NO ENSINO MÉDIO

Umberto de Araújo Medeiros (EEAF)


Resumo
Em meio ao contexto atual, onde se encontra um conceito de política vinculada ao descredito popular, a imagem de
corrupção e vinculação financeira, é necessário analisar-se o verdadeiro papel desenvolvido por Nicolau Maquiavel na
política Florentina e a sua influencia para o comportamento dos políticos contemporâneos. É comum se escutar o termo
“maquiavélico” e “maquiavelismo” em se tratando de pessoas de baixa índole, com uso da maldade indiscriminada e
que usam do poder para beneficiamento de fins próprios. Mas, é necessário mostrar aos alunos, principalmente aos do
ensino médio, por estarem preparando-se para ingressar no mercado de trabalho, e além do mais, por esta iniciando a sua
vida democrática, como eleitor, que a política defendida por Maquiavel, assim como os grandes pensadores políticos da
filosofia, tem fundamentos próprios, embasados em sua grande parte, na realidade sociocultural da sociedade da época
em que viveram. Assim, ao trabalhar-se Filosofia Política no Ensino Médio, usando os grandes pensadores, como Nicolau
Maquiavel, é necessário que haja uma contextualização histórica, mostrando os verdadeiros intuitos pelos quais as grandes
obras, como por exemplo, O Príncipe de Maquiavel foi escrito. Dessa forma, é de extrema importância que os docentes
de Filosofia no Ensino Médio tenham a preocupação de fundamentar as aulas, principalmente nos grandes temas, como
Filosofia Política, para transformar as aulas dinâmicas, atrativas, e que a Filosofia possa ser uma disciplina que leve as
pessoas a pensar e a partir deste pensamento, tenham coragem de mudar a sua realidade.
Palavras-chave: Política. Filosofia. Maquiavel. Ensino Médio.

E-mail: umbertofilosofo@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 165

SARAU FILOSÓFICO:
UM RELATO DO PROJETO PEDAGÓGICO DESENVOLVIDO NA E. E. E. F. M. FRANCISCO
APOLINÁRIO DA SILVA NA CIDADE DE AREIAL-PB PARA AS AULAS DE FILOSOFIA

ValdeziaIzidorio Agripino (UFPB)


Ana Maria Monteiro do Nascimento (UEPB)
Paula Camila Aguiar Barbosa de Sales (UEPB)

Resumo
Este trabalho tem como objetivo apresentar nossa experiência docente vivenciada com o projeto pedagógico denominado
Sarau Filosófico como uma proposta didática para as aulas de filosofia, como incentivo à prática de leitura de textos
filosóficos, pois este trabalho pretende contribuir para a reflexão sobre a importância que a Filosofia tem na formação
intelectual do aluno, bem como, sua contribuição para o desenvolvimento de práticas de leitura e produção textual com
caráter filosófico. Para alcançarmos os objetivos propostos neste trabalho foi desenvolvido com os alunos do 2º do Ensino
Médio da Escola Estadual Francisco Apolinário da Silva da cidade de Areial na Paraíba, o Sarau como atividade lúdica
de incentivo a prática de leitura, para isso utilizamos como procedimento de analise do tipo qualitativa pela comparação
e confronto das ideias apontadas em entrevistas com os educandos. Também foram utilizadas obras clássicas de filosofia
como Ética a Nicômaco de Aristótele, Da Amizade de Marco Túlio Cícero, Confissões de Santo Agostinho, como
fundamento para os temas apresentados no sarau. Nestas obras exploramos o tema da Amizade, que norteou todas as
atividades apresentadas pelos educandos, e a produção de materiais para o projeto, tendo em vista o contato do aluno
com as obras clássicas de filosofia.
Palavras-chave: Filosofia. Sarau. Amizade. Práticas de Leitura.
166 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

Eixo Temático 3:
Práticas Pedagógicas em Ensino de Filosofia no Ensino Médio

O CINEMA COMO RECURSO MEIO MEDIADOR DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

Alexandre de Oliveira Ferreira (UFRN)


João Paulo Rodrigues (UFRN)
Débora Virgínia Salviano (UFRN)
Lucrécio Sá Junior (UFRN)

Resumo
Este trabalho visa discutir o cinema como caminho para mediação da Filosofia no Ensino Médio (não sendo a única via,
evidentemente), assim discutimos as já bem debatidas, porém não tão solvidas, questões: como ensinar Filosofia? ; para
que ensinar Filosofia? ; qual filosofia ensinar? Considero o cinema um veículo de comunicação que nos move a pensar.
Assim, no âmbito da sala de aula algumas outras perguntam fazem-se necessárias, tais como: de que modo podemos
utilizar deste veículo para afetação dos alunos? ; o que o cinema tem a proporcionar ao ensino filosófico? ; como utilizá-
lo como recurso didático? ; qual o papel do professor nesse processo de ensino/aprendizagem no qual o cinema está em
todo o processo educativo? Estas questões serão discutidas em nossa comunicação na tentativa de buscar meios didáticos
e lúdicos possibilidade para filosofar.
Palavras-chave: Experiência Filosófica. Ensino de Filosofia. Cinema.
E-mail:xandre_of@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 167

A FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO E A QUESTÃO DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Ana Maria de Carvalho Bezerra (UERN)


Adan John Gomes da Silva (UFRN)

Resumo
Este trabalho pretende explorar uma questão comum a todo aluno que principia a prática de ensino de filosofia no ensino
médio, qual seja, a de qual deve ser o conteúdo programático da disciplina. De um lado, temos a opinião de que a filosofia
deve ser ensinada tomando como modelo o ensino de história, ou seja, a filosofia pode ser exposta como uma disciplina
histórica, de forma linear e objetiva. Por outro lado, alguns respondem a essa questão com a alternativa temática, isto é,
a filosofia deve ser apresentada ao aluno a partir dos problemas com que ela tem se defrontado ao longo de sua história.
Temas tais quais como o problema do ser, a origem da desigualdade social, o problema do conhecimento e os fundamentos
da moral, entre outros, teriam prioridade sobre o desenrolar histórico e os filósofos por trás dessas ideias. Essa abordagem,
por sua vez, conta com o argumento segundo o qual a função da filosofia é a de ensinar a pensar corretamente, meta que
seria mais facilmente alcançada através de uma abordagem temática. Neste trabalho, pretendo apresentar uma solução a
essa dicotomia entre ‘ensinar a filosofia ou ensinar a filosofar’. Tal solução, na verdade, questiona se de fato pode ser feita
uma distinção entre as abordagens histórica e temática no ensino de filosofia, levando em conta que qualquer que seja a
opção escolhida entre as duas levaria a um empobrecimento e consequente descaracterização da filosofia.
Palavras-chave: Filosofia. Ensino médio. Conteúdo programático.

E-mail:adanjohnrn@yahoo.com.br
168 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COMO RECURSO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE FILOSOFIA

Ana Maria Monteiro do Nascimento (UEPB)


ValdeziaIzidorio Agripino (UEPB)

Resumo
A filosofia retorna ao currículo escolar como disciplina obrigatória, e no contexto de inclusão o grande desafio do
ensino de filosofia é o caminhar em contraposição a um repasse mecânico de teorias desarticuladas da realidade dos
educandos, fazendo-se necessário configurar um ensino que contribua para a aquisição do conhecimento filosófico de
forma dinâmica. Nesses termos, o objetivo do estudo é desenvolver um diálogo entre o pensamento filosófico e as
histórias em quadrinhos, buscando possibilitar o desenvolvimento das habilidades críticas e criativas dos alunos, além de
ampliar a capacidade dos mesmos na interpretação de textos filosóficos, instigando-os para um processo autônomo de
aprendizagem. Pois, acreditamos que aderir a uma linguagem mais simples, e inserida num gênero textual didaticamente
mais compreensível aos alunos, como as histórias em quadrinhos, poderá tornar o estudo da filosofia mais atraente. Por
fim, realizamos uma reflexão sobre as possibilidades do uso dos novos procedimentos metodológicos para se ensinar,
aprender e filosofar. E para embasar teoricamente o estudo recorremos a autores como Cagnin (1975), Gallo (2000),
Kohan (2003), e Possamai (2006).
Palavras chaves: Ensino de filosofia. Histórias em quadrinhos. Metodologias de ensino.

E-mail: annamonteiro23@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 169

O DESAFIO DA MOTIVAÇÃO NO PROCESSO DO ENSINO/APRENDIZAGEM DA FILOSOFIA NO


ENSINO MÉDIO

André Pacheco Ramos


João Antônio Bezerra Filho
Albegino Bezerra Silva

Resumo
Este artigo tem como proposta tratar do desafio da motivação no processo do ensino/aprendizagem da filosofia no
ensino médio, além da pretensão de esclarecer a importância da inserção do ensino de filosofia nesse processo do ensino.
Analisa também a importância e a contribuição que o ensino de filosofia gera em relação ao desenvolvimento social e
intelectual do aluno, pois a filosofia em relação ao conhecimento proporcionará importantes formas de saber entre tantos
desafios que enfrenta no dia a dia. Neste artigo, abordaremos a motivação por parte do professor a fim de despertar
um pensar crítico e uma reflexão mais consciente no educando. Com a democratização da filosofia, através da sua
inserção no ensino médio como disciplina, são diversos os desafios que professor/aluno enfrentam nos dias atuais. Esses
desafios mostram a evidência de uma relação da filosofia com o senso comum e a cultura do aluno. Portanto, o desafio
da motivação no processo do ensino/aprendizagem da filosofia trata-se de um caminho proposto para que se possa ter
certo entendimento e uma melhor abertura à realidade do filosofar em sala de aula. Entendemos que o referido tema é
capaz de contribuir para a filosofia no que concerne a um conhecimento que poderá proporcionar alguma forma de saber
entre tantos desafios que a filosofia encontra. É importante compreender que a motivação é uma temática que mostra
uma forma de como levar o aluno a uma inicial compreensão do objetivo da filosofia frente a alunos poucos interessados.
Como, então, devemos entender a questão da motivação da filosofia no processo do ensino/aprendizagem no ensino
médio? Essa resposta encontramos de uma maneira simples a qual podemos perceber no dia a dia dos alunos, pois essa
percepção se dá pela necessidade que apresentam em sala de aula. O trabalho tenta objetivar a necessidade do professor
de motivar o aluno para que sua compreensão seja despertada e incentivada partindo de um pensar filosófico.
Palavras-chave: Filosofia. Ensino Médio. Motivação. Aprendizagem.
E-mail: andrepacheco2@yahoo.com.br
170 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O LIVRO DIDÁTICO DE FILOSOFIA:


RELATOS DE SUA INTEGRAÇÃO, DISPONIBILIDADE E UTILIZAÇÃO NO ENSINO MÉDIO

Carlos Artur Costa Rodrigues (UFAL)

Resumo
No ensino de Filosofia em nosso país, desde o tempo em que não era inclusa como disciplina obrigatória no Ensino
Médio, onde, apenas era exigido seu domínio conceitual como um instrumento para a prática cidadã (Lei nº 9.394/96),
seus profissionais docentes buscam instruir o seu alunado a um reconhecimento acerca de sua importância não somente
para cumprir e respeitar o que fora dito pela Lei de 1996, garantido um pensar crítico sobre a atual sociedade em que
vivem, como, também, conhecer e questionar conceitos filosóficos já introduzidos ao longo de nossa história. Com
a intenção de ajudar os professores de Filosofia nessa missão, um recurso, que já é tradicionalíssimo na maioria das
disciplinas que compõem o currículo do ensino médio, foi integrado para o ensino dessa área do saber: o livro didático.
No PIBID/Filosofia da UFAL, (pelo qual atuo como bolsista) tivemos o privilégio de presenciar o ingresso desse recurso
este ano, na escola vinculada ao nosso projeto. O livro didático escolhido pela escola para o triênio 2012-2013-2014 foi o
Filosofando - introdução à filosofia, de Aranha e Martins (2009), que, são utilizados nas três turmas do ensino médio. Porém,
como a quantidade de livros, ainda, não é suficiente para os alunos dessa etapa, o uso desse recurso em uma aula, se dá
em regime de empréstimo com a biblioteca. Portanto, este trabalho tem como objetivo relatar o processo de integração
do livro didático na disciplina de Filosofia, passando por uma análise acerca do processo de escolha e disponibilidade de
um título, e de sua importância no processo de ensino e aprendizagem.
Palavras-chave: Livro didático. Recurso. Filosofia.
E-mail: carlos_artur16@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 171

DAS ORIENTAÇÕES CURRICULARES NACIONAIS À PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA


CATARINA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA

Elza WieseZarling (UDESC)


Celso João Carminati (UDESC)

Resumo
O artigo traz algumas discussões sobre o lugar da filosofia a partir de dois documentos: Orientações Curriculares
do Ensino Médio de 2006 e a Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina de 2005. A partir deles, procuramos
compreender como está sendo esperada a formação do educando, e discutir as perspectivas metodológicas e de conteúdos
para a formação de um cidadão crítico-reflexivo. A primeira parte é referente a uma breve contextualização da filosofia
no ensino médio, desde a lei nº 5.692/71 chegando até a lei Federal nº 11.684/08 que a torna obrigatória nas escolas.
As análises desses documentos oficiais possibilitam a compreensão de como foi e como se encontra a filosofia nos dias
atuais. Posteriormente, apresentamos uma análise de ambos os documentos e dialogamos com autores que trabalham
na perspectiva da filosofia no ensino médio, procurando compreender se o que está escrito nos documentos, forma
realmente o sujeito crítico-reflexivo. As OCEM foram escritas a partir de diversos seminários, e teve por objetivos
orientar todas as instituições escolarese professores em suas respectivas práticas pedagógicas. O documento é dividido
em 6 tópicos: introdução, identidade da filosofia, objetivos da filosofia no ensino médio, competências e habilidades em
filosofia, conteúdos de filosofia e metodologia. A PC/SC tem por objetivo orientar os professores de filosofia em suas
metodologias e práticas. O texto-síntese aborda seis tópicos: introdução, uma visão da escola, um pouco de história, uma
concepção de filosofia, uma proposta metodológica, e proposta de conteúdo programático. Em nossas análises, estes
documentos revelam tanto aspectos convergentes quanto contraditórios, dando indicativos e necessidades de sua revisão.
Palavras-chave: Diretrizes. Proposta Curricular. Formação.

E-mail: cjcarminati@hotmail.com
172 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

FILOSOFIA E LIQUIDEZ:
O OFÍCIO DO FILÓSOFO NA CONTEMPORANEIDADE

Cristiano Bonneau (UFPB)

Resumo
Em algumas atividades profissionais aparecem contradições que vem a questionar o próprio lugar destas atividades. Por
exemplo: a relação do médico com a saúde ou do advogado com a verdade. No caso da Filosofia, alguns problemas
parecem difíceis de enfrentar: qual é a diferença entre o filósofo e o profissional de Filosofia? Por que a Filosofia deve
ser obrigatória e quais as implicações desta obrigatoriedade? Se a Filosofia se propõe a ser distinta da religião e da
ciência, então, como ela se relaciona com a verdade? E finalmente: quais são as diferenças ou semelhanças entre um
educador-filósofo e um filósofo-educador? O que pretendemos discutir é sobre os limites e possibilidades do exercício
da Filosofia em espaços institucionalizados tais como a escola e a universidade. A questão é trazer a tona elementos
que apontem para a complexidade da atividade do professor de Filosofia, bem como as contradições que este exercício
provoca. Esta discussão é fundamental tendo em vista o processo de formação do professor de Filosofia e a implicação
de responsabilidade deste enquanto educador.
Palavras-chave: Educação. Ensino. Crítica
E-mail: crbonneau@ig.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 173

INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO:
A FORMAÇÃO HUMANÍSTICA DO PROFESSOR DE FILOSOFIA

Dax Moraes (UERN)

Resumo
Este trabalho reúne considerações, sob a forma de ensaio, acerca da necessidade de uma formação de professores de
Filosofia que não contemple apenas as “disciplinas filosóficas” em sentido estrito e aquelas destinadas ao embasamento
pedagógico, que, em geral, constituem o único diferencial curricular entre bacharelados e licenciaturas. Partindo da
constatação de que a cultura humanística se encontra cada vez mais empobrecida entre os jovens, as reflexões se baseiam
em experiência adquirida pelo autor enquanto supervisor de estágio diante das dificuldades de seus alunos na elaboração
de projetos interdisciplinares previstos no programa formativo. Se é comum que os créditos cumpridos em disciplinas
pedagógicas ocupem o espaço e o tempo de disciplinas optativas que ajudariam a consolidar a formação filosófica em
sentido mais estrito, o problema sobre o qual o professor de licenciaturas é convocado a refletir consiste em como
oferecer a seus alunos a oportunidade de compreender a ambiência cultural em que se inserem e a que respondem
as diversas doutrinas filosóficas. Entendendo que o ensino de Filosofia não pode significar mera informação sobre
doutrinas, a natureza de certos problemas filosóficos enseja o recurso a produções artísticas não apenas como ilustração
ou entretenimento, mas como testemunhos vivos de visões de mundo.
Palavras-chave: Interdisciplinaridade. Ensino de Filosofia. Licenciatura. Humanidades.

E-mail:oejeblik@yahoo.com.br
174 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

A PRÁTICA DE ENSINO E O ESTÁGIO EM FILOSOFIA

Deyve Redyson (UFPB)

Resumo
O presente trabalho tem como principal finalidade o desenvolvimento da prática de ensino em filosofia e sua organização
dentro do ambiente escolar. Mostrar que o aluno da graduação em filosofia deve utilizar o estágio como uma genuína
prática de seus conhecimentos em filosofia e de sua proposição didática. A efetivação da prática do estágio de filosofia
tem uma importância significante para que o aluno possa compreender os mecanismos e as estratégias da condução da
aula, do programa e das referências básicas para o bem conduzir da aula de filosofia no ensino médio. Elementos com
as diretrizes curriculares de filosofia para o ensino médio se mostram como recursos metodológicos para que se possa
compreender que o estágio tem sua peculiaridade e apresenta dimensões para que o entender e o compreender da filosofia
se apresente como uma dinâmica da apreensão do saber. Outro detalhe será a efetiva contribuição que a prática do estágio
possibilitará ao aluno da graduação em filosofia de vivenciar elementos contemporâneos da dificuldade da disciplina e
de sua meta-compreensão entre adolescente e crianças. O campo de estágio para a prática de ensino de filosofia deve,
também, ser um campo diferenciado, pois vincula ao mesmo tempo a prática docente, isto é, a didática do professor,
como também visa dar maior ênfase a profunda manifestação das ideias e da relação professor-aluno dentro do âmbito
contemporâneo em que vivemos. As aulas de filosofia no ensino médio deve se mostrar como interessantes e desejadas
pelos alunos, um momento de fomento á racionalidade e a construção do conhecer.
Palavras-chave: Filosofia. Ensino. Didática. Estágio.
E-mail: dredyson@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 175

A FILOSOFIA E O FILOSOFAR:
UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA

Ellen Maianne Santos Melo Ramalho (UFAL)

Resumo
No âmbito da nossa realidade atual em que o ensino da filosofia enquanto disciplina torna-se obrigatória em todas as
séries do Ensino Médio, pensar o ensino de filosofia torna-se premente. Assim, a discussão sobre “o que ensinar” e
“como ensinar”, ou seja, que metodologias e conteúdos utilizar são a base para a consolidação da filosofia enquanto
componente curricular. Através da análise do ensino de filosofia, a partir do estudo de publicações contemporâneas
sobre a temática, vê-se comumente a defesa do método filosofar enquanto método mais apropriado para a abordagem da
filosofia. Mas, analisando a prática do ensino de filosofia, percebe-se que o método que vigora é o método de transmissão
da história da filosofia. Desta forma, este trabalho visa contribui com a discussão sobre o ensino de filosofia mostrando
a relação entre a filosofia e o filosofar, ou seja, mostrando como a filosofia enquanto um conjunto de teorias e discursos
formulados por pensadores (os filósofos) pode ser trabalhada de forma que desperte uma atitude investigadora e criativa
e proporcione ao discente uma experiência com a filosofia. Desta forma, pretendo demostrar que a filosofia pode ser ao
mesmo tempo teoria e prática. E que o que caracteriza o ensino de filosofia enquanto filosófico não é particularmente
a sua metodologia, nem ainda sua matéria, uma vez que muitos de seus temas também são temas de outras ciências. É a
conjunção acertada desta dupla estrutura (matéria e forma- a filosofia e o filosofar) que caracteriza um ensino filosófico,
pois só há ensino filosófico filosofando a partir da filosofia.
Palavras-chave: Ensino. Filosofia. Filosofar. Experiência.
E-mail: ellen.melo@ifal.edu.br
176 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

TECNOLOGIA COMO RECURSO PEDAGÓGICO NA AULA DE FILOSOFIA

Emília Cristina (UFPB)


Deyve Redyson (UFPB)

Resumo
Este trabalho tem como principal motivação a elaboração e a análise da utilização dos recursos didáticos nas aulas de
filosofia no ensino médio. Podemos entender por tecnologias as novas mídias e redes sociais do mundo contemporâneo
que podem ser aplicadas à educação. Já por recursos podemos entender a forma de utilização de tais tecnologias para
o melhor vivenciamento das práticas. No contexto de nosso trabalho propomos a utilização das novas tecnologias,
como internet, blogs, plataforma moodle, textos em PDF, dispositivos móveis e data show como recurso pedagógico
que podem efetivar o aprendizado e estabelecer uma íntima relação entre o conteúdo de características filosóficas, o
professor de filosofia e o aluno. Outro intuito é favorecer a tecnologia como recurso didático na aula de filosofia no
ensino médio como forma de ministrar uma aula cheia de inovações que possibilitem o aluno interagir com as novas
mídias contemporâneas e relacioná-las com os textos de abrangência filosófica, isto é, que o aluno possa ler, analisar e
compreender a rigorosidade do texto filosófico com o auxílio da tecnologia.
Palavras-chave: Aula de Filosofia. Tecnologias. Recursos pedagógicos. Didática.

E-mail: dredyson@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 177

O CORDEL EM SALA DE AULA

Francisco Pereira de Souza (UERN)


Rodolfo Rodrigues Medeiros (UERN)
Ismael Bosco Pereira (UERN)
Leila Dantas Carmo (UERN)

Resumo
A educação enfrenta, dentre vários problemas educacionais (professores com extensa carga horária, salas com elevado
número de alunos, impasses para a formação continuada do professor...), o problema da perda da identidade cultural por
parte dos alunos do Ensino Médio. Constatou-se que o alunado carece de um incentivo para (re)construir uma cultura
que, aos poucos, está sendo dissolvida pela rápida renovação tecnológica e seu uso indiscriminado, dentre outros fatores.
E um dos meios que pode contribuir nessa tentativa de redescoberta de valores culturais é a utilização do cordel na sala
de aula. Frente a este cenário pergunta-se: de que forma o cordel pode contribuir para essa (re)construção cultural?
Qual a importância dos valores culturais para o processo de formação do cidadão? Como o cordel pode auxiliar no
desenvolvimento do diálogo filosófico? Essas e outras questões motivaram o desenvolvimento do presente trabalho,
que consiste em uma proposta de ensino que aborda a possibilidade de se utilizar o cordel como metodologia nas aulas
de filosofia, no intuito de procurar desenvolver a capacidade crítico-reflexiva dos jovens, propiciando ações pedagógicas
voltadas para a socialização, a criatividade, o conhecimento do vocabulário, dentre outros objetivos. O mesmo é fruto de
experiências educacionais realizadas na Escola Estadual Professora Calpúrnia Caldas de Amorim – EECCAM por alunos-
bolsistas do PIBID de Filosofia durante o período letivo de 2011.
Palavras-chave: Filosofia. Cordel. Educação.
E-mail:rodolfo.caico@hotmail.com
178 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

DIÁLOGO ENTRE O CONCEITO DE ESTÉTICA E A ESTÉTICA NORDESTINA:


UMA ABORDAGEM PARA O ENSINO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

Karla Epiphania Lins de Gois (Seduc)

Resumo
Esta reflexão diz respeito ao ensino de filosofia no ensino médio, tendo com tema a estética. Sabe-se das dificuldades
de ensino utilizando-se dos conceitos em filosofia e sua aplicação, então, resolve-se investigar uma maneira de trabalhá-
los sem perder de foco o conhecimento elaborado para não cair em um espontaneísmo. O fazer pedagógico exige uma
leitura cuidadosa, responsável e articulada com o contexto e as políticas públicas. A teoria, entendida como conhecimento
socialmente construído, não pode ser ignorada. Entretanto, a relação entre essas questões é complexa, exigindo dos
docentes uma formação continuada constante e dialógica. Sendo assim, são utilizadas, além dos conceitos referentes à
estética, a arte e a cultura, outras linguagens para sua elucidação. Propõe-se uma intertextualidade a partir da noção de
estética dos gregos antigos, de concepção objetivista, dialogando com a concepção atual, da estética pós-moderna que
preza pela desconstrução da forma, com ênfase nas produções culturais presentes na cultura nordestina, tais como a
poesia, a música e as artes plásticas. Espera-se com este estudo contribuir para uma reflexão e intervenção no ensino de
filosofia do ensino médio, de maneira a torná-lo significativo para os sujeitos na relação ensino-aprendizagem, deixando
claro o diálogo entre teoria e prática é um processo de construção do saber necessário e constante.
Palavras-chave: Ensino de filosofia. Ensino Médio. Estética. 

E-mail: karla.epiphania@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 179

FILOSOFIA E CINEMA NA SALA DE AULA

Luiz Carlos Menezes dos Reis (Faculdade Projeção)

Resumo
A presente comunicação vai apresentar os resultados de Prática Pedagógica obtidos com o trabalho que foca na relação
Cinema e Filosofia em Sala de Aula. Esta prática vem sendo desenvolvida nas aulas de Introdução a Filosofia em diversos
cursos de graduação no Ensino Superior como Pedagogia, Letras, Direito, Jornalismo e Administração. O Cinema
apresenta em Imagens os Conceitos que a Filosofia pensa e define. A relação entre Arte Cinematográfica e Filosofia é
então uma maneira de observar na prática os conceitos desenvolvidos teoricamente. Os alunos então estabelecem uma
relação direta com a especulação, que deixa de ser vista como algo afastado e sem sentido prático, para aparecer como algo
fundamental para nosso comportamento e pensamento cotidiano. A Filosofia deixa de ser vista como uma tarefa destituída
de sentido e passa a ser percebida como uma maneira de nos compreendermos e aos outros. A partir de noções como a
de Criação de Conceitos, desenvolvida por Deleuze e Guattari, a relação com o cinema possibilita ao desenvolvimento e
prática da especulação e do debate na própria sala de aula e para além de seus limites. O projeto Filosofia para Crianças
de Lipman orienta a posição do professor que em muitos momentos deixa de ser um mero transmissor de conteúdos e
passa a facilitar o aprendizado. Seguindo os passos de Júlio Cabrera os conceitos no cinema não são exclusivos dos ditos
filmes de arte, mas comparecem também em produções de massa em que o humano é posto em contato com questões
fundamentais. Os resultados são aulas de Filosofia mais interessantes em que o saber é compartilhado na sala de aula.
 Palavras-chave:Filosofia. Cinema. Ensino de filosofia.
E-mail: luizmreis@gmail.com
180 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

SOBRE A RECEPTIVIDADE DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

Marcel Alcleante Alexandre de Sousa (UEPB)


Rosemary Marinho da Silva (UEPB)

Resumo
O trabalho apresenta os resultados do Relatório de Estágio Supervisionado I realizado na Escola Nenzinha Cunha Lima –
Campina Grande/Paraíba. Com ele, aborda-se o problema da recepção da Filosofia no Ensino Médio. As investigações
tenderam para a problemática de como o ensino de filosofia está sendo proposto. Foram discutidos com pesquisas
bibliográficas, em especial os documentos nacionais que regem a educação e, em seguida, uma discussão acerca da
receptividade a partir do discurso sétimo d‘O Banquete de Platão, a experiência de observação na escola e em sala de aula.
Assim, é apresentada uma análise de pesquisadores da área de filosofia e seu ensino que possibilitaram chegar a seguinte
conclusão: é preciso ser ousado, provar os educandos e transformar a disciplina empolgante por meio de pesquisas e
métodos próprios de se ensinar a filosofar.
Palavras-chave: Filosofia. Receptividade. Ensino Médio.

E-mail: marcelalcleante@yahoo.com.br

ARTICULANDO FILOSOFIA E MÚSICA NA ESCOLA

Marcelo Senna Guimarães (Colégio Pedro II)

Resumo
A comunicação proposta consiste na apresentação de um relato de experiências pedagógicas, abrangendo trabalhos escolares que
relacionaram música e filosofia, com os objetivos de proporcionar o aprendizado de filosofia, a discussão do lugar da filosofia e das
artes na cultura e a expressão artística dos estudantes. Os trabalhos escolares referidos foram realizados por diversos professores do
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 181

Colégio Pedro II, RJ, e incluem o uso de músicas e canções em sala de aula como motivador de discussões; a pesquisa de músicas
relativas a temas da disciplina filosofia; a proposição de trabalhos de criação e de interpretação de peças musicais pelos estudantes; e a
criação de material didático pelos professores. Pretende-se também propor, de modo inicial, uma formulação sobre as relações entre
filosofia, música e cultura por meio da articulação entre disciplinas, recursos e âmbitos realizada na escola.
Palavras-chave: Filosofia, Música, Educação.
E-mail: klynamen@gmail.com

O TEXTO FILOSÓFICO E OS SEUS RECURSOS DIDÁTICOS NA SALA DE AULA

Marcia Willians Alves Nogueira (Esuda)

Resumo
Com a obrigatoriedade do ensino de Filosofia no Ensino Médio, muitos dos recursos didáticos disponíveis para o seu
ensino, como o livro didático, caracterizaram-se por uma composição que privilegia uma divisão e apresentação cronológica
de filósofos e/ou correntes filosóficas, tornando-se quase um ensino de história da Filosofia. O problema desta didática
está no fato de que ele se distância em muito da vida prática e cotidiana do discente. Outra tendência didática toma o seu
ensino através dos seus principais temas, como um meio pertinente para despertar o interesse dos discentes pela Filosofia,
tendo em vista que os temas selecionados fazem parte do contexto de suas vidas como um todo. Nesta comunicação,
procuraremos dissertar sobre os possíveis encaminhamentos teórico-metodológicos deste procedimento e oferecer um
registro e sistematização de nossa experiência de ensino de Filosofia, no Ensino Médio, no biênio 2001-2002, quando
procuramos, através do uso do texto Alegoria da Caverna, de Platão, utilizar esses procedimentos para desenvolver junto
aos discentes uma iniciação à investigação filosófica.
Palavras-chave: Ensino de Filosofia. Didática. Investigação Filosófica.

E-mail:marciawnogueira@uol.com.br
182 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

VIVÊNCIAS NO COTIDIANO ESCOLAR E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FILOSÓFICO-


PEDAGÓGICAS DE ROUSSEAU

Pamela Cristina de Gois (PIBID-UEL)


Douglas Adônis Martins (PIBID-UEL)

Resumo
Esse trabalho tem como objetivo descrever observações feitas do contato direto entre o licenciando e a prática pedagógica
de nível médio. Dessas observações, procurou-se atentar às responsabilidades, dificuldades e compromissos que esse
professor de filosofia recém-formado encontra. Ademais, a partir de um levantamento bibliográfico do pensamento
filosófico-pedagógico de Rousseau, será mostrado como a participação ativa e livre do aluno na relação pedagógica não
só resgata seus ideais de liberdade humana, mas também contribuem nos questionamentos a respeito de problemas
filosóficos, didáticos e éticos vivenciados pelo professor de filosofia em sua profissão.
Palavras-chave: Autonomia do aluno. Professor de filosofia. Rousseau.

E-mail: pamy_gois@yahoo.com.br

ENSINO DE FILOSOFIA NA GRADUAÇÃO DA UFMT RELATO DE EXPERIÊNCIA

Rodrigo Marcos de Jesus (UFMT)


Alécio Donizete da Silva (UFMT)

Resumo
Esta comunicação baseia-se em nossa recente experiência de docentes formadores de professores de filosofia no
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 183

Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso. São ainda aproximações, observações e pequenos
apontamentos de uma experiência em processo. Destacaremos aqui nossas práticas pedagógicas iniciais tomando como
referências três disciplinas específicas da licenciatura de filosofia, a saber: Filosofia e Educação; Seminário de Prática de Ensino
e Estágio Supervisionado. Tais disciplinas foram ministradas no segundo semestre de 2011 e primeiro semestre de 2012.
Primeiramente faremos um breve perfil do curso de licenciatura de filosofia. Em seguida, destacaremos algumas reflexões
teóricas que sustentam nossa prática no ensino de filosofia. Por fim, relataremos nossas experiências nas disciplinas
supracitadas destacando as estratégias pedagógicas utilizadas, as dificuldades surgidas ao longo do processo de formação
e avaliando o que deve permanecer e o que deve ser modificado nas próximas experiências.
Palavras-chave: Formação. Pesquisa. Docência. Ensino de Filosofia.

E-mails:rodrigomarcosdejesus@yahoo.com.br

ÉTICA E O USO DAS TECNOLOGIAS

Sara Lima Pinto (UFC)


Alexsandra dos Santos Barbosa (UFC)
Carlos Gleidson Cavalcante Martins (UFC)
Maria Pastora de Lima (UFC) 

Resumo
A educação vive a exigência da inclusão digital e da comunicação. Usamos a tecnologia para tornar nossas aulas mais
dinâmicas e interativas. Tentando atrair a atenção dos alunos e também nos aproximarmos deles, passamos a usar as
“redes sociais” como ferramentas educacionais. E nos deparamos com outra questão emergente: o uso “não educacional”
das redes. Após observar o ambiente escolar, percebi que esse era um assunto polêmico e sua abordagem necessária.
184 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O presente trabalho tem como objetivo relatar uma experiência planejada e realizada em conjunto com os bolsistas do
PIBID Filosofia - UFC, tendo como publico alvo um grupo de alunos do primeiro ano da E.E.M. Liceu do Conjunto
Ceará. O objetivo dessa atividade era instigar os alunos a conversarem sobre o uso diário que os mesmos fazem das
redes sociais. O ambiente escolhido foi o pátio da escola, onde os alunos ficaram a vontade para circular. A atividade
realizou-se espalhando pelas paredes do pátio cartazes com o que nós chamamos de “situações problemas”. Exemplo:
Se você encontra o facebook de alguém aberto, o que você faz? - Fecho, pois não gostaria que ficassem bisbilhotando
o meu. - Aproveito para bisbilhotar, quem mandou deixar aberto. O direcionamento teórico para embasar o exemplo
citado foi o pensamento de Kant, para justificar o motivo pelo qual deveríamos fechar o facebook da pessoa sem ter que
necessariamente pensar que não gostaríamos que fizessem mau uso do nosso, fechar o facebook como um fim em si
mesmo. Tentamos usar uma linguagem mais próxima dos alunos, já que a Filosofia está no nosso cotidiano e esse é um
dos elementos de sensibilização. A avaliação da atividade foi realizada através da fala espontânea dos alunos e observou-
se que o grupo de alunos que participou da atividade motivou outros colegas a discutirem sobre o assunto no ambiente
escolar.
E-mail: sara_liceu@yahoo.com.br

CONSTRUINDO UM ÂMBITO PARA O FILOSOFAR NA ESCOLA

Sérgio Vieira Pereira (UFRN)


Lucrécio Araujo de Sá Junior (UFRN)

Resumo
Com a Lei nº 11.684 de 02 de junho de 2008, a disciplina de Filosofia passou a ser obrigatória no Ensino Médio e
assim, surgem para os professores e licenciandos em filosofia algumas indagações tais como: Que tipo de filosofia se
pretende trabalhar no ensino médio? Quais estratégias metodológicas se adéquam ao ensino de Filosofia na Educação
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 185

Básica? Como contribuir para a consolidação da Filosofia no Ensino Médio brasileiro? Pensando nessas questões e na
urgente necessidade de se discutir critérios quanto à efetivação de uma didática específica para disciplina de Filosofia no
Ensino Médio e nas muitas possibilidades de interação dos conteúdos filosóficos com os saberes prévios e cotidianos
dos estudantes, o presente trabalho propõe uma reflexão sobre metodologias que propiciem a construção de um âmbito
para o filosofar, uma vez que tal disciplina não deve se limitar a transmitir certos saberes institucionalizados a serem
memorizados pelos alunos. Assim, defendemos que a experiência filosófica deve ser o norte para a elaboração de práticas
pedagógicas específicas e diversificadas, levando em consideração as diversas áreas da filosofia, bem como a necessidade
de apropriação, por parte do professor, da realidade cultural dos estudantes a fim de que o espaço escolar seja palco
de problematizações filosóficas sobre questões específicas do cotidiano estudantil. Possibilitar aos estudantes os meios
necessários para pensar filosoficamente dentro e fora da escola constitui um grande desafio que nos leva a pensar
sobre métodos que sejam cada vez mais apropriados ao ensino de tal disciplina, e, principalmente, que tais métodos
sejam elaborados levando em consideração as dificuldades vivenciadas pelos estudantes, sejam elas de ordem social ou
psicológica.
Palavras-chave: Filosofia. Ensino. Método. Saberes prévios. Cultura.

E-mail:sergiovieira.pensador@gmail.com
186 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

“TREM FILOSÓFICO: NOS TRILHOS DO CONHECER, ENSINAR, APRENDER”

Sérgio Murilo Rodrigues (PUC Minas)


Camila Soares Dutra Elias
Jonathas Souza Lima
Helrison Silva Costa

Resumo
O trabalho pretende apresentar  proposta metodológica para o ensino de Filosofia, desenvolvida pelos bolsistas do PIBID
do curso de Filosofia da PUCMINAS. Dentre os vários desafios relacionados à inclusão da disciplina Filosofia no ensino
médio, parece ser da maior importância criar e balizar estratégias metodológicas que sejam fundamentais para o ensino
da Filosofia sem repetir os equívocos de uma metodologia conteudista e pouco reflexiva. Em geral, os professores têm
dificuldades para equacionar carga horária/conteúdo/ e, ao mesmo tempo, justificar a Filosofia no rol das disciplinas do
ensino médio. Nossa proposta metodológica, que denominamos ‘trem filosófico’, para combinar - no mesmo trilho -
‘vagões’ de conhecimento e prática de ensino da Filosofia para os jovens do Ensino Médio tem esse objetivo: ‘esse trem
me faz pensar’.
Palavras-chave: PIBID. Metodologia. Ensino Médio.

ANÁLISE DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA, E DO SEU


ACOMPANHAMENTO POR PARTE DO NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE MARINGÁ

Thaís LaselvaHamer (UEM)


José Antonio Martins (UEM)
Resumo
Tendo em vista desvendar o ofício de ser professor de Filosofia, pretende-se ao longo do desenvolvimento deste trabalho,
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 187

que se caracteriza como uma pesquisa junto ao PIBID – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, analisar
a partir das Leis de Diretrizes Básicas da Educação e dos Parâmetros Curriculares Nacionais qual deve ser o papel do
professor de filosofia a fim de garantir a efetivação das finalidades dispostas legalmente. E ainda, se é possível dentro das
formalidades educacionais atingirem tais objetivos e quais são as práticas pedagógicas utilizadas para tal. Tal análise se
fundamenta em vários estudos que apontam a dificuldade do professor de filosofia em alcançar os objetivos almejados
pelos documentos oficiais que orientam o ensino. Neste sentido, tendo feito um levantamento dos documentos que
tratam do encaminhamento metodológico de cada professor, e a partir de sua análise, iremos verificar como o Núcleo
Regional de Educação de Maringá acompanha e avalia a prática docente em Filosofia, e se tal prática condiz com as
orientações legislativas. Este levantamento está sendo acompanhado pela supervisora do Ensino de Filosofia no Núcleo
Regional de Maringá, Prof.ª Marta Helena Rodrigues Chote.
Palavras-chave: Ensino. Filosofia. PCN. Metodologia
E-mail:thais.hamer@hotmail.com

OUTRO OLHAR SOBRE A POLITICA NA SALA DE AULA DENTRO DE UMA PERSPECTIVA


FILOSÓFICA

Wendell Barbosa do Nascimento (UFRN)


Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)

Resumo
Na atual forma como concebemos o que venha a ser Política sempre nos vemos diante de uma inegável visão pejorativa
do que realmente esta seja, dentro de uma sociedade democrática; e no tocante ao que diz respeito, principalmente,
ao Brasil fica explicito a total falta de crença na Política ou na sua melhoria, pois com o passar do tempo ela tornou-se
sinônimo de corrupção, gerando com isso um desgaste e muitas vezes uma letargia por parte da população por não saber
188 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

como agir diante das situações que se apresentam. Diante do contexto da Educação brasileira, as propostas de preparar
o estudante da educação básica para o exercício da sua cidadania traz muitos desafios. Dentre esses a serem enfrentado
por nós Professores, surge uma tentativa de despertar nos Estudantes o interesse tanto pela Politica, vendo esta como
uma ação emancipatória do individuo, como também pela Filosofia, sendo essa disciplina que nos oferece uma visão
mais ampla da politica, desde sua origem a compreensão dos conceitos fundamentais. Partindo dessa realidade, a fim
de suscitar uma mediação do conhecimento filosófico na sala de aula, desenvolvemos uma proposta fundamentada na
possiblidade de instigar o estudante para a reflexão sobre a ação politica, fazendo uma relação entre os seguintes temas:
valores, ética e liberdade/responsabilidade.
Palavras-chave: Educação. Politica. Ética. Filosofia.
E-mail:wb-nascimento@hotmail.com

ADIALÉTICAHEGELIANANORTEANDOOENSINODEFILOSOFIA:
UMAABORDAGEMPOSSÍVEL

Wilker Sabino Ferreira

Resumo
Após termos feito as devidas observações e convergido nossas reflexões acerca do ensino de filosofia no Ensino Médio
com outras linhas argumentativas de mesmo gênero, também o classificamos como sendo: “um problema filosófico”;
que a nosso ver nesse momento pelo que passa o ensino de filosofia no Brasil, merece redobrada atenção. E em posse
de parte do instrumental teórico que essa investigação filosófica acerca do ensino de filosofia tem nos oferecido, temos
no presente texto o objetivo de propor sugestões, suscitar questões e com isso trazer nossa contribuição para a discussão
que aqui se estrutura ao modo de abordagem do pensamento dialético tal como aparece na obra do autor alemão G.W.F,
Hegel. Dentre outras que se mostrarão ao longo do texto, nossa maior pretensão é trazer a luz um modo através do qual
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 189

se poderia nortear o ensino de filosofia no Ensino Médio na prática diária em sala de aula ao modo da dialética. Isso seria
mais propriamente uma exposição em exemplificação de experiências que foram bem sucedidas com esse método e de
como essas poderiam servir de um auxílio valioso para que pensemos em nossa prática docente “maneiras e maneiras”
diferentes e mais eficazes de trabalhar obtendo resultados mais positivos. Pois afinal, se o ensino de filosofia nos aparece
hoje como sendo realmente um problema filosófico não podemos nos furtar ao debate e nem participar dele de maneira
desatenta; temos sim dentre outros esforços, pensar e executar métodos que possam enriquecê-lo efetivamente.
Palavras-chave: Dialética. Formação. Prática de ensino.
E-mail: wilker.fr@bol.com.br

A CONCEPÇÃO DA LINGUAGEM SEGUNDO JEAN-JACQUES ROUSSEAU:


UMA EXPERIÊNCIA EM SALA DE AULA

Yvisson Gomes dos Santos (UFAL)

Resumo
A utilização da linguagem desdobra-se em diversas formas, desde os contornos pictóricos, passando pela oralidade, indo
à escrita, à música, dentre outras. Desta feita, temos a filosofia do francês Jean-Jacques Rousseau sobre a Linguagem
(agora em maiúscula, por se referir a um conceito filosófico). Para o filósofo, a mesma, entendendo-a precipuamente
como “a palavra”, não nasce das necessidades, mas das paixões. Pois “todas as paixões aproximam os homens, que a
necessidade de procurar viver força a separarem-se. Não é a fome ou a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera
que lhes arrancaram as primeiras vozes” (ROUSSEAU, 1978, p. 21). Como bolsista do PIBID/UFAL/Filosofia, e nas
articulações metodológicas propostas pelo Programa, utilizei em sala de aula, em uma escola da Rede Estadual de Ensino
Médio de Maceió/AL, a teoria do francês sobre a Linguagem, seguida de um recurso não filosófico, a saber, a música
“Palavras”, da banda de rock paulista Titãs. As aulas foram expositivas e acompanhadas de um resumo com os tópicos
190 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

da obra “Ensaio sobre o entendimento das línguas” (op.cit, 1978), de Rousseau; ele foi franqueado por impresso aos discentes
do 1º, 2º e 3º anos. Neste resumo, já na primeira página, fora colocada a letra da música, seguido de um texto didático
biografando o filósofo, e por fim, o Ensaio e três questões abertas sobre o conteúdo apresentado. Notou-se um resultado
positivo à proposta didática, que embora tenha sido uma etapa de argumentação, ela visava também como um discurso
de ação, ou seja, de práxis (VAZQUEZ, 1977).
Palavras-chave: Linguagem. Rousseau. Filosofia.
E-mail: yvissongomes@hotmail.com

Eixo Temático 04:


Filosofia para/com Crianças

FILOSOFIA PARA CRIANÇAS:


UM CAMINHO A SEGUIR

Carmem Maia dos Santos Câmara(UFRN)


Lyzandra Cristina de Araújo Souza(UFRN)
Maria Reilta Dantas Cirino(UERN)
José Francisco das Chagas(UERN)

Resumo
A tradição filosófica aponta que o ato de filosofar se inicia quando algo desperta nossa admiração. No entanto, frente
a tantas explicações dadas a vários questionamentos surgidos em épocas passadas o homem perdeu, em parte, a sua
capacidade de refletir. Desta forma, é de fundamental importância que esse comportamento questionador seja estimulado
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 191

desde cedo nas crianças. O filósofo Matthew Lipman vem buscando esclarecer sobre a constituição do pensar na infância
e compreende que o crescimento intelectual infantil pode ser reforçado e melhor elaborado nas mais variadas situações
surgidas em sala de aula, para isso, contudo, entende que é de fundamental importância a mediação adequada do docente.
Nesse sentido, este artigo tem como objetivo identificar como ocorre a formação dos professores que nortearão as
discussões filosóficas na infância na proposta de Lipman.
Palavras-chave:MathewLipman. Filosofia. Formação de professores.

E-mail:mariareilta@hotmail.com

COMO FAZER FILOSOFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL?

Cristiane Maria Marinho (UECE)


Silvia Regina Macário dos Santos (UECE)

Resumo
Este trabalho objetiva, num primeiro momento, apresentar o programa de Filosofia “para” crianças e educação para o
pensar, desenvolvida pelo filósofo Matthew Lipman. O programa consiste na adaptação das idéias filosóficas básicas ao
universo das crianças e que lhes permite desenvolver a habilidade de pensar criticamente e relacionar os sentidos das
coisas. Num segundo momento serão abordadas reflexões de Walter Kohan sobre outras possibilidades de Filosofia
“com” crianças sem descartar que, para Kohan, a proposta de Lipman é, certamente, a tentativa mais significativa de
aproximar a filosofia das crianças, mas possui algumas concepções românticas e idealizadas. Em um terceiro momento
apresentaremos baseado na obra Matthew Lipman e a filosofia para crianças - três polêmicas de Renê José Trentin Silveira, as
críticas mais comuns feitas ao programa desenvolvido por Lipman. Concluiremos que para se trabalhar com o ensino de
192 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

filosofia com crianças o mais importante não é apenas escolher uma didática ou método, mas estudar profundamente as
teorias a respeito do assunto, para só depois, tentar levar a filosofia para as crianças.
Palavras-chave: Criança. Filosofia. Educação infantil.

AS CRIANÇAS PODEM FILOSOFAR?

Cristiane Sousa Santos (UFRB)


Iranildes Oliveira Delfino (UFRB)
Maria José dos Santos Andrade (UFRB)

Resumo
Esta comunicação objetiva tratar da possibilidade de que as crianças podem, sim, filosofar. A partir da proposta do
professor norte-americano Matthew Lipman com o Programa Filosofia para Crianças, torna-seevidente que elas podem
não apenas pensar, mas pensar criticamente, inaugurando uma nova perspectiva na história da filosofia. De acordo com
Lipman, assim como os filósofos, as crianças se perguntam sobre os fundamentos dos valores e dos conhecimentos
humanos, e por acreditar ser a filosofia a disciplina, por excelência, capaz de favorecer o desenvolvimento da capacidade
das criançasfazerem juízos logicamente corretos, estimulando atitudes éticas e o pensamento reflexivo, esta deveria ser
utilizada para propiciar o processo de investigação filosófica de forma sistemática com crianças, fornecendo as ferramentas
e um método eficiente para aperfeiçoar o pensamento, pois é na Filosofia que se edificam questões sobre o significado
da realidade e sobre o próprio processo do pensar. Ao colocar os temas filosóficos presentes em textos narrativos (novelas
filosóficas), Matthew Lipman não quer apenas aproximar as discussões filosóficas do cotidiano de crianças e jovens, mas
pretende aproximar o processo educacional do filosofar, o que implica em buscar meios para transformar as salas de aula
em pequenas Comunidades de Investigação. O conceito de Comunidade de Investigação de Lipman envolve a necessidade
de um espaço educacional onde os envolvidos se sintam membros de uma comunidade, onde possam construir ideias
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 193

conjuntamente, ouvir as ideias dos outros, pensar com autonomia explorando suas pressuposições e possam trazer para
suas vidas a experiência dedescobrir, inventar, analisar e criticar coletivamente.
Palavras-chave: Filosofia. Criança. Lipman.
E-mail:tianetagarela@hotmail.com

O PENSAR INFANTIL NA PROPOSTA DE LIPMAN

 Duó Maria de Souza (UERN)


Maria de Fátima Dantas(UERN)
José Francisco das Chagas Souza (UERN)
Maria Reilta Dantas Cirino (UERN)

Resumo
Os estudos sobre a constituição do pensamento infantil têm demonstrado que esse aspecto inerente ao processo de
desenvolvimento humano precisa ser trabalhado desde a mais tenra idade, visto que, quando a criança faz uma pergunta,
ela já tem curiosidade de saber mais a respeito dessa determinada reflexão que a inquieta mentalmente e acaba se
expressando em forma de pergunta em sua fala. Matthew Lipman, filósofo norte americano, vem desde a década de 60
buscando esclarecer sobre a constituição do pensar na infância e encontra significativo sentido para esse argumento em
sua proposta de filosofia na infância. Este artigo, desenvolvido dentro das atividades do Projeto de Pesquisa “Filosofia
na infância: perspectivas para o debate”, ofertado pelo Curso de Filosofia da Universidade do Estado do Rio Grande do
Norte – UERN, Campus Caicó, no período de 2011 a 2012, tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre um dos
aspectos da proposta de Lipman, o qual vem sendo estudado no referido projeto, o pensar na infância, buscando identificar
como o pensar infantil é compreendido por Lipman. Toma como fundamento teórico duas se suas mais importantes
194 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

obras: Lipmanetal (2001) e Lipman (2008). Na análise e discussão dessas duas obras foi possível identificar que para
Lipman, o desenvolvimento do pensar é um processo contínuo e constante e pode se iniciar na infância.
Palavras-chave: Pensar. Infância. MattewLipman.
E-mail:fatimacaico@hotmail.com

FILOSOFAR COM CRIANÇAS:


POSSIBILIDADES. CONTRIBUIÇÕES DE MATTHEW LIPMAN

Marcos Antônio Lorieri (UNINOVE)

Resumo
Esta comunicação objetiva apresentar considerações a respeito da necessidade e possibilidade de ações que proporcionem
às crianças iniciação ao filosofar e, ao mesmo tempo, apontar contribuições das ideias de Matthew Lipman constantes de
sua proposta denominada Programa de Filosofia para Crianças. Trata-se de um programa educacional que propõe oferecer
às crianças e jovens um espaço investigativo-dialógico no qual busquem envolvimento inicial com os procedimentos da
investigação relativa às temáticas filosóficas e, ao fazê-lo, possam desenvolver sua capacidade de “pensar bem” através
da metodologia da comunidade de investigação. O texto base da comunicação decorre de pesquisa realizada pelo autor
relativa às ideias de Matthew Lipman junto ao Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho,
bem como de sua experiência com Filosofia para Crianças junto a escolas e na formação de professores para o trabalho
de filosofar com crianças.
Palavras-chave: Filosofar com crianças. Filosofia no Ensino Fundamental. Necessidade do filosofar.
E-mail: lorieri@sti.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 195

O CURRÍCULO PROPOSTO PELO PROGRAMA FILOSOFIA PARA CRIANÇAS DE LIPMAN

Mariana Frutuoso Araújo (UERN)


Sarah Regina de Medeiros Dias(UERN)
José Francisco das Chagas Souza (UERN)
Maria Reilta Dantas Cirino (UERN)

Resumo
A filosofia tem suas especificidades, entre elas: o questionar, a investigação, a elaboração de conceitos, a busca de
argumentos coerentes para os propósitos defendidos, a descoberta de alternativas e conexões. Preocupado com a pouca
capacidade de seus alunos adultos com questões envolvendo pensamentos lógicos e coerentes que norteassem suas ações,
Matthew Lipman, propõe a Filosofia para Crianças e elabora um currículo específico para que seja trabalhado com as
crianças e os adolescentes, inserindo-os no universo da investigação filosófica. Este artigo tem como objetivo apresentar
uma análise sobre um dos aspectos da referida proposta lipmiana – o currículo.Lipman sugere que a educação, que na
maioria dos currículos escolares é de transmissão de conhecimentos, sendo o discente um sujeito passivo na elaboração
do pensamento, seja substituído por um currículo, que tem como fundamentação uma educação para o pensar,na qual, o
discente, por meio do diálogo, seja capaz de elaborar o seu próprio pensamento e o professor juntamente com os mesmos
sejam coparticipantes na investigação filosófica.
Palavras-chave: Matthew Lipman. Filosofia. Currículo.
E-mail:maria@hotmail.com
196 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

Eixo Temático 05:  


Formação de Professores de Filosofia

O CASO DO MAIOR ANIMAL DO MUNDO:


CONTRIBUIÇÕES DAS METODOLOGIAS DO ENSINO POR INVESTIGAÇÃO DAS ÁREAS
CIENTÍFICAS PARA AS AULAS DE FILOSOFIA COM CRIANÇAS

Michelle Larissa Gandolfo Pansarelli (FEUSP)

Resumo
O presente trabalho busca apresentar o trabalho de filosofia com crianças a partir da perspectiva do ensino por investigação,
enquanto metodologia das aulas de ciências, e compreender de que forma esta metodologia pode ser úteis para avaliação
do trabalho do professor e da sessão da comunidade de investigação. Para tal trabalho apresentamos inicialmente um
breve histórico da inserção da filosofia nos anos iniciais da educação básica e a compreensão da ideia de ensino por
investigação como meio para a alfabetização cientifica. Traçamos então um paralelo entre as metodologias da comunidade
de investigação da filosofia e o ensino por investigação da ciência. Em seguida fazemos a análise do discurso de uma aula
observada do ensino básico a partir dos referencias teóricos da filosofia e da ciência, a saber, Lorieri, Lipman e Lawson.
Palavras-chave:Educação. Investigação. Filosofia. Argumentação

E-mail:michellelarissa@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 197

FILOSOFIA, EDUCAÇÃO E PEDAGOGIA:


UMA REFLEXÃO SOBRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE FILOSOFIA

Antonio Carlos de Oliveira Santos (UNICAP)

Resumo
A discussão sobre a “formação docente” em filosofia insere-se dentro de um horizonte mais amplo que é a reflexão
das relações entre Filosofia – que podemos sintetizar como “ciência da fundamentação” que busca, racional e
sistematicamente, descortinar o sentido profundo do que chamamos realidade; Educação entendida como “processo
de caminhada do homem, na História, visando a seu revelar-se como homem...”; e Pedagogia como a ciência discipllina
cujo objetivo é a reflexão, ordenação, sistematização e crítica do processo educativo. Podemos dizer que esta reflexão sobre as relações
entre filosofia e educação é antiga; já a encontramos expressamente no período denominado “Socrático” da História da
Filosofia Antiga, por exemplo, na “República” platônica e na “Ética à Nicômaco” de Aristóteles. Essa reflexão/discussão,
a propósito, é um tema que não pode ser negligenciado em nossa prática docente, pois entre outras coisas, vinculam-se
a ele outros importantíssimos temas, a saber: cultura → mundo humano [dos sentidos-significados]→ filosofia como
expressão mais apurada da cultura que reflete sobre esse “mundo humano”, e desta feita auxilia na formação (Paidéia)
desse ser humano. Para fins didáticos, podemos pensar essa formação docente a partir da seguinte divisão: 1. Formação
Humana; 2. Formação Profissional; subdividindo-a em: a) Formação Filosófica; b) Formação Pedagógica. No tocante à
formação humana importa ter fortemente presente o/a professor/professora como “ser inconcluso”, cujo ser essencial
é ser sendo, fazendo-se, refazendo-se. Ser projeto dinâmico e perene. Envolvido por (e em) uma gama de dimensões
diversas e complexas tais como: historicidade; eticidade e espiritualidade. A formação filosófica do professor de filosofia,
por sua vez, não deve consistir, simples e exclusivamente, no domínio de “informações filosóficas”, mas deve consistir,
principalmente, na capacitação para a “autonomia do pensar”. A formação do professor em filosofia, hoje, consiste em
um desafio “dos grandes”, em tempos de cultura pragmática-imediatista, de “aligeiramento” da formação docente que
não possibilita “o exercício da paciência e da demora sobre o conceito para que o todo seja alcançado e o real, por sua vez,
198 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

verdadeiramente compreendido.” Pensamos, no entanto, que o que importa é não “desesperar jamais”.
Palavras-chave: Formação. Filosofia. Pedagogia.
E-mail:acarlosant@yahoo.com.br

A PROBLEMÁTICA ENTRE O ENSINO DA FILOSOFIA E O PAPEL DO PROFESSOR

Joana Souto (UEPB)

Resumo
O presente artigo tem por objetivo desenvolver um pensar sobre qual é o papel do professor/filósofo dentro da sala
de aula. Existindo uma conjuntura entre a filosofia e o filosofar, qual o caminho seguir para o Ensino da Filosofia? Os
conteúdos que as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio abordam para o Ensino da Filosofia é um caminhar
por toda a História da Filosofia, onde seria de competência do Professor ensinar esse caminho. O que vem a ser elencado
é que o Professor também é filósofo deve seguir padrões que estão dentro de um modelo já pronto, e ainda mais, esperar
que os alunos do ensino médio se moldem por tal instrução. A filosofia por agir de forma reflexiva, ou seja, por ter
como base teórica a reflexão de temas filosóficos, não pode ter na base do seu ensino a probabilidade de deixar os alunos
estáticos em um pensamento apesar das várias possibilidades do pensar. O Ensino da Filosofia não bem elaborado, isto
é, dado de forma dogmática pode ser prejudicial ao desenvolvimento intelectual do aluno.
Palavras-chave: Papel do Professor. Ensino da Filosofia. Desenvolvimento Intelectual.

E-mail: joana.souto@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 199

A AUTONOMIA MORAL NO ENSINO DE FILOSOFIA

José Aparecido de Oliveira Lima (UFAL)

Resumo
A ideia da autonomia moral dentro do ensino da filosofia foi decorrente da minha experiência dentro do projeto de
iniciação a docência (P.I.B.I.D). O ensino de filosofia tem sido afetado pela falta de autonomia moral do professor
dentro da sala de aula e a falta de autonomia do aluno dentro do ensino de filosofia. Tendo em vista que, o professor
de filosofia sustentado pela autonomia moral dentro da sala de aula coloca para o alunado, uma compreensão melhor,
seguida da problematização acerca do conteúdo proposto. Diante disto, a autonomia moral do professor reflete no
nascimento da autonomia do aluno dentro do processo de ensino da filosofia formando indivíduos com a capacidade de
autodeterminação, onde suas ações, suas ideias e seus conceitos, sejam motivados por si só, e não por influências ou fatores
externos. Porém, não basta apenas ensinar ou aprender filosofia. É essencial que, tanto os alunos quanto os professores,
saibam exercitar a dialética, a curiosidade e a contestação, evitando assim à passividade. Assim, diante destas experiências,
vejo o quanto é importante preparar os graduandos para assumir futuramente um papel de professor autônomo, tanto
na moral, quanto na autonomia conceitual. A autonomia moral presente no ensino da filosofia engloba um processo de
aprendizagem em torno da moral e do conhecimento ético, cooperando para uma construção de um alunado do ensino
médio e futuros cidadãos, mais autônomos. Portanto, é de extrema importância que exista uma orientação moral vinda
do professor de filosofia, onde que, esse professor possa contribuir para a formação de um aluno mais investigador e
pensante, protagonista de ações que favoreçam a cidadania.
Palavras-chave: Autonomia. Moral. Ensino Médio.
E-mail:aparecido.filosofia@gmail.com
200 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

É POSSÍVEL (DE)FORMAR PROFESSORES DE FILOSOFIA?

Rogério Basali (UNB)

Resumo
Formar professores de filosofia constitui-se em tarefa que pode ser pensada em múltiplos registros e a partir de distintas
perspectivas, que orientam e determinam vias para a percepção dessa tarefa, ora como um problema insolúvel, ora como
parte de um esforço para enfrentar certos problemas insolúveis. Parece relevante para essa análise distinguir entre campos
de ação, primeiramente o campo da formação continuada de professores, e, posteriormente, pensar em relação ao campo
de ação vinculado exclusivamente à formação inicial de professores. Nesse sentido, esta comunicação busca apresentar e
analisar indicadores que transitam entre essas duas modalidades de ações vinculadas à formação de professores, a partir
das recentes experiências realizadas na Universidade de Brasília. Na UnB, o Programa de Avaliação Seriada, PAS/UnB,
além de constituir-se em modalidade de ingresso alternativa ao vestibular, fundamenta e institucionaliza um conjunto de
Fóruns Permanentes de interação educacional, a partir dos quais é possível desenvolver projetos de extensão universitária,
orientados tanto para a formação contínua de professores em exercício, como para projetos protagonizados por estudantes
dos cursos de licenciatura. Apesar de incipientes, essas experiências com a formação inicial de professores de filosofia
na UnB, vinculadas ao Fórum Permanente de Estudantes e suas orientações, vêm se mostrando positivas e promissoras.
Ao compartilhar impressões singulares e análises subjetivas relacionadas ao conjunto dessas experiências na formação
de professores de filosofia, esta comunicação busca inscrever-se e apresentar-se como parte do necessário esforço para
enfrentar certos problemas quase insolúveis vinculados à tarefa de (de)formar professores de filosofia.
Palavras-chave: Educação. Licenciatura. Filosofia. Ensino.
E-mail: rogeriobasali@unb.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 201

NECESSIDADES FORMATIVAS DO PROFESSOR DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO:


DESAFIO DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA NO BRASIL

Sueny Nóbrega Soares (UERN)


José Francisco das Chagas Souza (UERN)
Marcos de Camargo Von Zuben (UERN)

Resumo
O ensino contemporâneo se encontra no momento em que a humanidade enfrenta ampla transformação e os educadores
buscam respostas às novas exigências que a sociedade concede à escola, às novas tecnologias, às ciências, à comunicação
e à globalização. Os educadores se deparam com a evidência de problemas causados pela violência, desenvolvimento
econômico, mundialização dos conhecimentos, afetando, assim, as angústias dos educandos, que esperam da escola
respostas para as mesmas. Dessa forma, as necessidades formativas dos professores, por várias vezes, revelam-se na prática
da sala de aula situações que persistem em demonstrar o despreparo do docente frente às dificuldades de relacionar-se
com a cultura, os valores mesclados pela influência da mídia e o contexto dos alunos. Essas transformações enfrentadas
pelos discentes e docentes, instigam discussões para rever a formação do professor de filosofia. Sendo assim, a partir
da experiência na sala de aula e pressupostos teóricos analisados, o texto aborda uma reflexão sobre a docência de
filosofia no ensino médio, tendo como objetivo analisar o ensino e as necessidades formativas do professor de filosofia,
proporcionando uma apreciação da prática docente no nível médio. Dessa forma, discute-se a Filosofia como disciplina,
observando os desafios educacionais na formação do professor atuante no ensino, considerando o papel da filosofia
na reconstrução da prática docente. Constata assim, a importância de uma discussão sobre a ação docente no processo
ensino-aprendizagem do ensino médio, contemplando os desafios da sociedade contemporânea, visto reconhecer o
educando de forma global, compreendendo-o como agente ativo e transformador da sociedade em que vive.
Palavras-chave: Necessidade formativa. Ensino médio. Filosofia. Professor.
E-mails: suenynobrega@hotmail.com ; dedasouza1@gmail.com; zuben@uol.com.br
202 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

Eixo Temático 06:  


Pesquisa sobre Ensino de Filosofia

VISÃO DISCENTE SOBRE O ENSINO DE FILOSOFIA NO NÍVEL MÉDIO

Allany Vitória Cardoso Cruz (UERN)


Rodolfo Rodrigues Medeiros (UERN)
Resumo
Diante da realidade do retorno da filosofia como componente curricular obrigatório nos currículos educacionais do
Ensino Médio brasileiro, fato assegurado pela lei 11.684, aprovada em 2008, viu-se a necessidade de promoção de uma
pesquisa que fosse capaz de apresentar a realidade acerca do ensino de tal disciplina. Com isso, o professor Ms. José
Francisco das Chagas Souza e a professora Ms. Maria Reilta Dantas Cirino coordenaram o projeto de pesquisa “Filosofia
no ensino médio: elaborando um perfil”, no qual buscou-se construir um perfil do ensino de filosofia ofertado em
escolas públicas e privadas do Nível Médio no município de Caicó – RN. A captação dos dados foi feita por meio de
uma entrevista semiestruturada, realizadas durante o primeiro semestre letivo do ano de 2009, imputada aos discentes,
professores e gestores das escolas ofertantes do ensino de filosofia, sendo que o presente estudo consiste em uma análise
quanti-qualitativa a respeito da visão discente com relação a tal disciplina. No trabalho foram analisados aspectos como
identificação com a disciplina, gosto pela leitura, avaliação dos recursos e da metodologia utilizados pelo professor, etc.
Os resultados do trabalho mostram que grande parte do alunado apresenta certa rejeição para com a filosofia, porém
os discentes reconhecem que a mesma contribui significativamente para o desenvolvimento do senso crítico. O que se
conclui através da análise do trabalho é que, na verdade, tal rejeição está diretamente ligada a fatores como: ausência do
hábito da leitura, metodologia inadequada, pouco tempo de aproximação com a disciplina, carga horária insuficiente,
ausência da filosofia no vestibular, entre outros aspectos.
Palavras-chave: Filosofia. Ensino Médio. Visão discente.
E-mail:rodolfo.caico@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 203

O PERFIL DO DOCENTE DE FILOSOFIA DO NÍVEL MÉDIO


NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE ARAPIRACA E ADJACÊNCIAS

Anderson de AlencarMenezes (UFAL)


Israel Alexandria Costa (UFAL)

Resumo
O trabalho a que se refere este resumo intitula-se “O perfil do docente de Filosofia do nível médio na rede pública
de ensino de Arapiraca e adjacências” e encontra-se estruturado sob a forma de um Relatório de Projeto de Pesquisa
vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (PIBIC-Jr) 2011 da UFAL, sob a tutela
programática das pró-reitorias estudantil e de pós-graduação e destinada ao Campus Arapiraca e polos adjacentes. Em
parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e a Secretaria de Educação, ambas do Estado de Alagoas, os autores
do presente trabalho desenvolveram, durante o período de 30/03/2011 a 30/03/2012, uma investigação em torno das
demandas por ações formativas do profissional em ensino da Filosofia junto aos professores que atualmente lecionam
nessa área de conhecimento em nível médio da rede pública de ensino no Município de Arapiraca e adjacências, colhendo,
através da pesquisa, contribuições para reflexões e encaminhamentos operacionais em torno da formação da docência
em Filosofia no território assinalado.
Palavras-chave: Educação. Filosofia. Legislação.

E-mail: isralexandria@gmail.com
204 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O PIBID E O DESFIO DA ORGANIZAÇÃO DO SABER FILOSÓFICO NO ENSINO MÉDIO:


RELATOS DE UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA

Bruno Camilo de Oliveira (UFRN)


Clévio de Carvalho Lourenço (EEMH)

Resumo
A formação de professores requer uma experiência prática que possibilite o conhecimento sobre o ambiente escolar,
conferindo-lhe uma experiência na realização de atividades de ensino, nas assistências, no planejamento, na metodologia
e na pesquisa. Deste modo, almejamos contribuir para a discussão sobre o ensino de filosofia no ensino médio e da
organização desse saber em sala de aula tomando o relato de experiência do subprojeto de filosofia do PIBID UFRN.
Dentre as atividades realizadas no ano de 2012 destacamos as intervenções dos bolsistas em sala de aula e a produção
de material didático, principalmente, o produto intitulado “Jornal do Adoidecente”, apontando a importância na prática
pedagógica da criação de material didático. Acreditamos que essa prática deve primar pela produção de material didático
em analogia com os problemas mais recorrentes na sociedade atual, relacionando-os com o conteúdo da história da
filosofia. Defendemos que a postura pedagógica do professor de filosofia exige a criação de material didático condizente
com os problemas específicos de determinada escola e de determinada sociedade.
Palavras-chave: PIBID. Ensino de filosofia. Organização.

E-mail: camilo.bruno@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 205

O ENSINO DE FILOSOFIA NA MODALIDADE DE JOVENS E ADULTOS NA UNIDADE DE ENSINO


DO SESC CAMPINA GRANDE

Fábio Alves de Souza


Rachel Carla da Silva
Valmir Pereira

Resumo
O presente trabalho intitulado “O ensino de filosofia na modalidade de jovens e adultos na unidade de ensino do SESC
Campina Grande”, pesquisa em processo de construção, por fazer parte do meu trabalho de TCC. A Filosofia por ser
uma disciplina que causa estranhamentos e espanto por parte de uma parcela significativa dos estudantes do ensino
médio, especificamente quando se trata do EJA. Normalmente, esses estudantes veem a Filosofia ou como algo muito
difícil e, muito distante de sua realidade. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade especifica da Educação
Básica que se propõe a atender a um público ao qual foi negado o direito à educação durante a infância e/ou adolescência
seja pela oferta irregular de vagas, seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas
desfavoráveis. A EJA é uma modalidade de ensino que sente com mais intensidade as interferências dos fatores concretos
do mercado de trabalho, do cotidiano da exclusão, imposto pelo sistema capitalista aos que fazem parte das camadas
mais pobres da sociedade. Ao mesmo tempo, ela é um tema ainda pouco focado, e por isso as discussões, os estudos e as
contribuições ainda são escassas. A EJA prescinde a ideia enquanto modalidade educativa pautada sobre o discernimento
de que seus personagens principais são aqueles em busca de recuperar o tempo perdido como sistema compensatório.
No sentido de buscar subsídios que demonstrem a importância do EJA, procuramos desenvolver uma pesquisa de campo
aliada a uma pesquisa bibliográfica de referência para EJA no Brasil, com o objetivo de compreender os aspectos que
marcam essa relevância na vida dos que estão diretamente envolvidos no seu fazer.
Palavras-chave: EJA. Ensino. Filosofia. SESC.
E-mail: professor_fabioalves@hotmail.com
206 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NO ENSINO DA FILOSOFIA NAS ESCOLAS DE


REFERÊNCIA EM ENSINO MÉDIO (EREMs) – RECIFE NORTE, DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Fábio Marques Bezerra (UFPE)

Resumo
O cerne da relação ensino-aprendizagem é fazer com que o educando, ao final de uma determinada etapa de estudo,
não represente exclusivamente mão-de-obra, mas que tenha competência suficiente para refletir, opinar e tomar decisões
com base no arcabouço de experiências escolares e não-escolares. Dessa maneira, é da natureza da atividade do docente
de Filosofia, no ensino médio, proceder à inicial mediação reflexiva e crítica entre as transformações sociais concretas
e a formação humana discente através do exercício de situações complexas. A partir desse entendimento, a pesquisa
exploratória, com o auxílio de um roteiro de observação e da análise de informações levantadas com os docentes,
buscou visualizar o grau de desenvolvimento das competências apontadas pelo sociólogo francês Philippe Perrenoud na
prática pedagógica dos professores de Filosofia nas Escolas de Referência em Ensino Médio (EREMs) - Recife Norte,
pertencentes à rede pública estadual de ensino do Estado de Pernambuco, sejam elas explícitas e notáveis durante as
aulas ou mesmo implícitas, nas relações educador-educandos, nas avaliações e no cotidiano da sala de aula. Percebeu-se,
ao final da pesquisa, que, mesmo tomando o conhecimento, no campo da Didática, da relação teoria/prática envolvendo
as competências, com a possibilidade de uma construção crítica e coletiva dos estudos em sala de aula e da mediação na
relação do saber filosófico com os educandos, o ensino da Filosofia nas EREMs ainda está longe do pleno caminho para
o seu desenvolvimento no âmbito daquilo que se pressupõe, por exemplo, nos Parâmetros Curriculares Nacionais do
Ensino Médio (PCNEM) e nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Ciências Humanas e suas Tecnologias,
sendo apontados como possíveis fatores para essa distorção entre os documentos e a prática pedagógica, por exemplo, o
despreparo epistemológico docente e a falta de profissionais formados na área.
Palavras-chave: Competências. Ensino de Filosofia. Ensino Médio.
E-mail:fab.mb@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 207

APONTAMENTOS SOBRE O ESTRANHAMENTO DO ESTUDANTE DE ENSINO MÉDIO FRENTE


AOS PROBLEMAS LEVANTADOS PELA FILOSOFIA

Fernando Cirino (UFAL)

Resumo
A partir de minha experiência como bolsista do PIBID – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência
- é comum notar que, nas aulas de filosofia de ensino médio, alguns estudantes não se identificam ou até mesmo são
indiferentes aos problemas postos pela Filosofia. Este fato pode ser abordado sob várias perspectivas teóricas, mas a
proposta que apresentamos é a de tratá-lo a partir de alguns aspectos da concepção materialista da história de Karl Marx,
sob a qual se engendra um movimento dialético que apenas se elucida na unificação sintética das contradições. Com
isso, procuramos trazer para o campo da educação suas reflexões acerca das relações sociais circunscritas na sociedade
capitalista, visto que a prática pedagógica está, nesse modo de produção, estruturalmente subordinada às demandas do
mercado de trabalho. Não temos a pretensão e nem conseguiríamos, em um artigo, esgotar os problemas apontados nesse
trabalho. O que traremos à tona são algumas questões fundamentais sobre a disciplina de filosofia no ensino médio e o
modo como ela é colocada nesse modelo de produção capitalista.
Palavras-Chaves: Filosofia. Educação. Capitalismo. Ensino Médio.

E-mail: fernando.cirino@yahoo.com
208 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

UNIVERSIDADE E ESCOLA, ENSINO E PESQUISA E O FOMENTO À DOCÊNCIA NO PROJETO


PIBID-FILOSOFIA-UFRJ, DA CAPES

Fillipe Trizotto (UFRJ)

Resumo
Introdução: a universidade na escola. Relato crítico sobre a estrutura e o funcionamento do projeto PIBID-CAPES, como
vem sendo desenvolvido pelo Departamento de Filosofia da UFRJ. Relato de experiência: o problema dos universais e
os silogismos. Relato de prática pedagógica ao ministrar dinâmicas em áreas duras da filosofia como lógica e metafísica.
A relação entre ensino e pesquisa. Um relato breve da experiência na aplicação dos módulos “O problema dos universais
– O que é Rock’n’roll?” e “Silogismos – O que é um argumento?” por mim desenvolvidos em turmas do Ensino Médio
do Colégio Estadual André Maurois (Rio de Janeiro, RJ). Como coadunar o emponderamento da expressividade e da
opinião crítica do aluno e de suas capacidades argumentativas sem que se estimule uma visão relativista de filosofia
como doxa: o papel da lógica e da metafísica no ensino de filosofia. Conclusão: a escola na universidade. Formação e
fomento à docência. PIBID: Uma prática docente diferente. Quais as principais diferenças entre a experiência PIBID e
o estágio docente? De que forma se pode dizer que o PIBID fomenta a docência? O PIBID na formação dos futuros
professores de filosofia. Relação estreita entre ensino e pesquisa como condição primordial à formação de professores
bem qualificados para uma concepção arrojada do ensino de filosofia. A especificidade do ensino de filosofia, o ensino de
filosofia como problema filosófico: como se aprende filosofia?

E-mail: ftrizotto@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 209

CONTRIBUIÇÕES EDUCACIONAIS DO PIBID 2

Heitor Godinho Tanus (UEL)


Larissa Farias Rezino(UEL)

Resumo
A presente comunicação tem como objetivo central, apresentar as contribuições pedagógicas encontradas pelo nosso
grupo, o PIBID 2 ( filosofia – Universidade Estadual de Londrina). Em nossa apresentação serão abordadas as leituras
feitas antes da pesquisa, à pesquisa propriamente dita, assim como as conclusões em grupo chegadas. Nosso PIBID
2, realizou em 2011 uma pesquisa quanti-qualitativa que procurava auferir dados os quais indicassem a visão que os
alunos de ensino-médio possuem da filosofia e a opinião dos mesmos em relação a didática do professor. Esta pesquisa
obviamente foi realizada em um número reduzido de pessoas, centrada em dois colégios da cidade de Londrina – PR, a
saber, Maria do Rosário Castaldi e Benedita Rosa Rezende, sendo este o colégio o qual participei da aplicação e posterior
quantificação e tabulação dos dados. Mostraremos, por meio de slides, todo o processo de quantificação e tabulação de
dados elaborados pelo grupo, assim como nossas conclusões que, como será apresentado têm como objetivo final a
produção de um material didático.
Palavras-chave: PIBID 2. Contribuições. Objetivos.
E-mail: heitor.tanus@gmail.com
210 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

PESQUISA E REFLEXÃO: UMA AÇÃO NECESSÁRIA PARA O ENSINO DE FILOSOFIA


 
Heitor Reis de Oliveira (UFBA)
Suzane dos Santos Lopes (UFBA)
Vera Lúcia Santos Mutti Malaquias (UFBA) 

Resumo
Este trabalho aborda a questão do ensino de Filosofia no Brasil com base na Lei 11.864/2008 e na experiência do Programa
Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID. Sua construção se fundamenta em dois anos de inserção como
bolsista – 2010/2011 – em uma escola pública na cidade de Salvador/BA. A base de análise está no projeto Mapeando o
Ensino de Filosofia, que realizou uma pesquisa com estudantes e professores da escola sobre o ensino desta disciplina; o
projeto Monitoria na Escola e o Grupo de Estudos sobre o Ensino de Filosofia. As metodologias empregadas foram a
Análise de Dados; Pesquisa Participante e Pesquisa Bibliográfica. Como resultado, formam publicados e apresentados em
eventos de cunho nacional e internacional diversos trabalhos, com destaque para: Ensinar-aprender Filosofia na escola:
a experiência brasileira do PIBID;Mapeando Novos Tempos de Ensinar-Aprender Filosofia: experiências do PIBID e o
livro Diálogos Abertos – em fase de publicação - pontuado com reflexões dos bolsistas sobre a experiência na escola e o
ensino de filosofia.
Palavras-chave: Formação do professor. PIBID de Filosofa. Ensino de Filosofia. 

E-mail:veraluciamutti@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 211

A FILOSOFIA PELO AVESSO:


UM ESTUDO SOBRE NOVOS PRINCIPIOS PARA O ENSINO DE FILOSOFIA EM CONEXÃO COM A
PESQUISA E A EXTENSÃO

Iolanda Carvalho de Oliveira(UFPB)


Isabel de J. Santos (UFRPE)

Resumo
Este artigo é fruto de uma pesquisa exploratória cujas linhas começaram a serem traçadas no Centro de Ciências
Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) cujo objetivo fora
verificar a contrução de novos princípios para o ensino de filosofia contemplando a pesquisa e a extensão no processo
que denominamos “vivência dialógica”. No desenvolvimento deste estudo destacamos formas “avessas”, ao “reves”
ao ensino tradicional da filosofia que não se inicia pela formação dos sentidos base de todo raciocinar filosófico. Na
pesquisa foi necessário tomar como referência um pensador capaz de rematar por completo as possibilidades de um
modelo de educação que atribui a razão uma dimensão dialética. Este pensador foi o filosofo espanhol Manuel Garcia
Morente com a ideia de “vivência” que perfaz o conjunto das experiências, das vivências cheia de sentidos.Morente
esforçar-se para mostrar que na “vivência filosófica” a formação dos sentidos refulge de modo concreto numa atitude
intelectual ativa, numa força vital operativa gerada não por ações e procedimentos baseadas em relações instrumentais,
mas pelo sentimento originado pelas sensações que faz com que os discentes possam “viver a filosofia” penetrando nela
para explorar seu território mediante atividades de ensino interligadas. Os resultados até aqui identificados aponta para
sensibilização como um dos princípios para o ensino da filosofia “inerte” e absolutamente avessoa pesquisa e a extensão
cujas conexões podem dar sentido de “experiências vivenciadas” no plano teórico-prático com potencialidade formadora.
Palavras-chave: Ensino de filosofia. Vivência. Pesquisa. Extensão.
212 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

O PERFIL DO DOCENTE DE FILOSOFIA DO NÍVEL MÉDIO


NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE ARAPIRACA E ADJACÊNCIAS

Anderson de AlencarMenezes (UFAL)


Israel Alexandria Costa (UFAL)
Resumo
O trabalho a que se refere este resumo intitula-se “O perfil do docente de Filosofia do nível médio na rede pública
de ensino de Arapiraca e adjacências” e encontra-se estruturado sob a forma de um Relatório de Projeto de Pesquisa
vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (PIBIC-Jr) 2011 da UFAL, sob a tutela
programática das pró-reitorias estudantil e de pós-graduação e destinada ao Campus Arapiraca e polos adjacentes. Em
parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e a Secretaria de Educação, ambas do Estado de Alagoas, os autores
do presente trabalho desenvolveram, durante o período de 30/03/2011 a 30/03/2012, uma investigação em torno das
demandas por ações formativas do profissional em ensino da Filosofia junto aos professores que atualmente lecionam
nessa área de conhecimento em nível médio da rede pública de ensino no Município de Arapiraca e adjacências, colhendo,
através da pesquisa, contribuições para reflexões e encaminhamentos operacionais em torno da formação da docência
em Filosofia no território assinalado.
Palavras-chave: Educação. Filosofia. Legislação.
E-mail: isralexandria@gmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 213

O TRABALHO DOCENTE:
PROFISSÃO OU MISSÃO?

Prof. MSc. Israel Alexandria Costa (UFAL)


Profa. MSc. Tereza Cristina C. de Albuquerque (UFAL)

Resumo
Os fins atualmente propostos pelo trabalho de docência escolar, embora seja considerado um importante componente
do projeto civilizatório do século XXI, parece estar fundamentado em antigas idealizações metafísicas que impedem
sua equalização laica no plano político das demais profissões; ao desmedido desejo docente de levar a cabo sua missão
salvífica dos males sociais corresponde um fracasso colossal. Em face desse desajuste, o presente artigo visa propor uma
reflexão sobre a consciência que os trabalhadores docentes produzem acerca do sofrimento existencial em sua condição
humana e profissional e demonstra, através de uma pesquisa realizada com um grupo de 122 professores da rede pública,
como o discurso deste trabalhador pode refletir incorporações pessoais da missão salvífica e seu correspondente fracasso
nas respostas à pergunta: o que mais o incomoda em sua profissão?
Palavras-chave: consciência, trabalho, escola.

E-mail: isralexandria@gmail.com
214 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

A FILOSOFIA NA ESCOLA E SEUS DESAFIOS

Joaquim Artur de Almeida Feitosa Pereira (UFRN)


Lucrécio Araújo de Sá Júnior (UFRN)

Resumo
O “2º Congresso Brasileiro de Professores de Filosofia” que será realizado no mês de dezembro deste ano, pode ser
considerado um evento de comemoração do primeiro ano da volta da obrigatoriedade da inclusão da Filosofia como
disciplina no Ensino Médio. Na condição de licenciando em Filosofia, estagiário e futuro educador, desenvolvi este
trabalho com o propósito de apresentar resultados de um ano e meio de pesquisas e abordagens realizadas na Escola
Estadual Governador Walfredo Gurgel, em Natal/RN, em duas turmas do 3º ano do Ensino Médio. Foram várias as
experiências realizadas nas turmas utilizando técnicas, métodos e formas de abordagens com suporte nos conhecimentos
obtido na leitura e discussões sobre o pensamento de autores dedicados à educação (principalmente a Filosofia na escola).
Os desafios existiram e existem, uma vez que a Filosofia, com aproximadamente mil e seiscentos anos e considerada mãe
das demais disciplinas, não passa de uma novata e desconhecida disciplina para a maioria dos alunos. Outro desafio é
harmonizar as necessidades dos alunos concluintes do Ensino Médio (vestibular, ENEM, mercado de trabalho) com os
conhecimentos e reflexões de ordem filosóficas a serem transmitidos em sala de aula.
Palavras-chave: Desafios. Educação. Métodos. Necessidades.
E-mail:jaafp@hotmail.com
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 215

AÇÃO E FILOSOFIA DA ANCESTRALIDADE:


A ÉTICA COMO UM PROBLEMA PRIMEIRO

Luís Carlos Santos (UFBA)

Resumo
O presente texto busca compreender de que maneira a filosofia da ação tem influenciado a filosofia afro-brasileira, e em
que medida a filosofia (afro-brasileira) em diálogo com o conceito de ação, tem “estruturado” e movimentado a filosofia
da educação brasileira. O entendimento de filosofia da ação parte da compreensão de Ricoeur, ou seja, o que interessa
dele é a influência deste conceito na produção do filósofo argentino, Dussel. Por fim, o desdobramento deste na filosofia
da educação brasileira.
Palavras-chave: Ancestralidade. Ação. Ricoeur. Enrique Dussel.

E-mail: lcarlosfsantos@gmail.com

A PESQUISA-AÇÃO E O ENSINO DE FILOSOFIA

Márcio Antônio Cardoso Lima (UFT)

Resumo
Após a realização de pesquisa (LIMA, 2010), propus-me uma investigação prática, através da pesquisa-ação, com os
professores de Filosofia da Diretoria Regional de Ensino da cidade de Miracema do Tocantins – TO. Essa atividade
prática, com duração de dois anos, iniciou-se no segundo semestre de 2008, em curso de extensão intitulado: Leitura
e prática educativa: experiências com o ensino de Filosofia, com os seguintes objetivos: (i) analisar a problemática da leitura
216 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

com professores(as)/trabalhadores(as) de Filosofia do Ensino Médio da Diretoria Regional de Ensino da cidade de


Miracema do Tocantins - TO; (ii) pôr em prática a temática da leitura através de textos filosóficos, em concomitância,
aprofundamentos teóricos e, (iii) indicar o valor da experiência da leitura na prática educativa e suas implicações no
cotidiano. Desse trabalho, saliento a necessidade da formação continuada já que grande parte dos professores no
Estado do Tocantins atua fora de área, em confirmação de pesquisa já realizada que constatou que o trabalho com a
Filosofia é, simplesmente, para complementação de carga horária. Em colaboração, a universidade desempenha um
papel importante, principalmente em cursos de extensão que tenham como olhar determinado aspecto para o trabalho
com a Filosofia. Em nosso caso, priorização do estudo dos textos filosóficos, onde os professores foram capazes
de perceber que têm muita dificuldade no referente à leitura, porém, se dispõem ao enfrentamento de eventuais
empecilhos, desde as dificuldades subjetivas de compreensão até aquelas que são de natureza objetiva.
Palavras-chave: Ensino. Filosofia. Pesquisa-ação.
E-mail: marcioacl@mail.uft.edu.br

CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO DOCENTE PIBIDIANO:


UM ELO ENTRE A UNIVERSIDADE E AS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Mariana Clark (PUCMG)


Monalisa Soares (PUCMG)
Rafael Leopoldo A S Ferreira (PUCMG)

Resumo
Este artigo pretende apresentar uma reflexão sobre o processo de constituição dos graduandos bolsistas do Programa
Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) como sujeitos docentes. O termo “sujeito docente” nos parece
adequado, pois assinala um aprendizado que visa a que o aluno se torne sujeito de uma ação e que não apenas padeça
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 217

dela. Para tal, usaremos exemplos de nossa práxis na Escola Estadual Cristiano Machado, num período em que nossa
atuação se deu em diversos âmbitos. Propomo-nos a analisar a construção da “identidade pibidiana”; a dificuldade
de adaptação da linguagem nas oficinas, entendida como, “transposição didática”; o filme e o blog como ferramentas
didáticas, ultrapassando sua função, óbvia, de meio de entretenimento. A partir desses pontos, podemos vislumbrar mais
facilmente o lugar flutuante que ocupa o bolsista na Escola, ora de aprendiz (alguém que está se constituindo como
docente), ora do lugar de quem transmite, ensina algo aos alunos.
Palavras-chave: Identidade Pibidiana. Transposição Didática. Ferramentas Didáticas.

E-mail: ralasfer@gmail.com

OS CONTEÚDOS DE ÉTICA EM LIVROS DIDÁTICOS DE FILOSOFIA NO ENSINO MEDIO DA


PARAIBA

Rosicleide de Araujo Andrade (UFPB)


Tânia Rodrigues Palhano (UFPB)
Resumo
Este trabalho resulta de uma pesquisa em andamento que tem como objetivo a investigação de conteúdos sobre ética
apresentados em livros didáticos de filosofia utilizados na rede pública estadual da Paraíba. Questionamos se os conteúdos
de ética propostos nos livros didáticos de Filosofia para o ensino médio oferecem meios eficientes para aprimorar a
capacidade de reflexão no tocante ao conhecimento do ser para a construção daquilo que deve ser. Se a aquisição de
noções introdutórias de ética e moral, aliada a certas habilidades intelectuais, oferece ao estudante condições para ampliar
sua compreensão de relativismo e objetivismo ético. E assim, amadurecer certas concepções, valores, decisões, bem como
emitir juízos mais bem fundamentados sobre os dilemas com que vier a se defrontar. Compreendemos que os conteúdos
de filosofia no ensino médio devem ser apresentados aos alunos na conversão do saber filosófico em conhecimento
218 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

escolar. O que leva a necessidade de analisar os conteúdos de livros didáticos e identificar métodos de apresentação
dos conteúdos programáticos da filosofia de modo que desperte o interesse no estudante. A pesquisa documental de
investigação de conteúdos de ética está em desenvolvimento com a consulta em livros didáticos indicados pela Secretaria
de Educação Estadual utilizados no ano de 2012 no ensino médio, dos seguintes autores: Marilena Chauí; Maria Lúcia
Aranha e Maria Helena Pires Martins; Gilberto Cotrim e Mirna Fernandes.
Palavras-chave: Livros didáticos. Ensino de filosofia. Ética.
E-mail: taniarpalhano@gmail.com

A VAIDADE COMO TEMA NO ENSINO DE FILOSOFIA

Sandra Pereira dos Santos Mizael (UFRJ)

Resumo
A presente comunicação tem por objetivo apresentar o desenvolvimento de um módulo no ensino de filosofia dentro do
PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) no Colégio Estadual André Maurois, no Estado do Rio
de Janeiro, tomando como tema a Vaidade, como discussão no campo filosófico da Ética, a partir do seguinte problema:
Vivemos em um mundo em que a vaidade está presente a todo momento em nossas vidas. Neste sentido, perguntamos:
A vaidade é um vício ou uma virtude? Usamos como base para este questionamento em sala de aula os seguintes textos:
“Reflexões sobre a Vaidade dos Homens” de Matias Aires e “Ética a Nicômaco” de Aristóteles. Para dar início a essa
apresentação precisaremos (i) Mostrar como foi a recepção dos alunos em relação ao módulo sobre a vaidade;(ii) Mostrar
o desenvolvimento do módulo em sala de aula (iii) Apresentar os instrumentos usados para a avaliação dos alunos (o
que funciona ou não) (iv) Verificar quais foram os desafios enfrentados para a aplicação do módulo.Para tanto, contamos
com as pesquisas desenvolvidas durante o período de julho de 2011 a dezembro de 2012. Como resultado, esperamos
aprofundar o estudo já desenvolvido na UFRJ.
Palavras-chave: PIBID, Ensino de Filosofia, Ética, Vaidade.

E-mail: sandramizael@yahoo.com.br
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 219

A CONSTITUIÇÃO DE UM CAMINHO DE PESQUISA SOBRE O ENSINO DE FILOSOFIA COMO


PROBLEMATIZAÇÃO ÉTICA DE SI

Saulo Eduardo Ribeiro (UFSM)


Resumo
O caminho que o presente trabalho se propõe a seguir para pensar a pesquisa e a prática pedagógico-filosófica sobre a
qual a primeira incide é o da problematização ética como um exercício e uma experiência modificadora de si. Partindo
da hipótese de que é através desse tipo de problematização que nos aproximamos e nos vinculamos a filosofia, sugere-
se que a formulação de um “mapa estratégico”para que a filosofia venha a funcionar e acontecer de outras maneiras,
especificamente na escola, implica a tematização da filosofia, da atividade filosófica, não só como a problematização de
um discurso teórico, mas como certo tipo de problematização ética, isto é, como pensamento sobre as formas/ modos de
vida e de elaboração do trabalho de transformação de si mesmo. Desse modo, recorro à noção foucaultiana de “ensaio”,
como encaminhamento metodológico para que o trabalho de pesquisa sobre o ensino de filosofia se constitua, também,
como uma experiência modificadora de si, procurando articular assim “teoria” e “prática”, visto que tanto a prática de
pesquisa quanto a prática de ensino seguirão um mesmo caminho metodológico que é o da problematização ética de si.
Palavras-chave: Ensaio. Ensino de filosofia. Ética. Problema.
E-mail: shauler@gmail.com

A RELAÇÃO ENTRE A PESQUISA E O ENSINO DE FILOSOFIA

Vanessa Kvetik Paes (UEM)

Resumo
A ilusória de a pesquisa em nada se relaciona com o ensino se distancia de um princípio básico do conhecimento: o de
que ele deve ser transmitido. A pesquisa tem como finalidade aprimorar o conhecimento para que este seja posto em
220 CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA

prática, e assim trazer melhorias à educação como um todo. Uma vez dissipada a ideia de que a pesquisa e a docência não
se conciliam, isto é, de que quem fará pesquisa não precisa conhecer técnicas pedagógicas, é necessária uma reavaliação
dos cursos de graduação devido à carência de conteúdos pedagógicos voltados à prática do ensino na grade curricular
dos cursos de filosofia, posto que a reprodução da metodologia dos professores de graduação no Ensino Médio não se
mostra eficaz. A pesquisa pensada com a finalidade de aprimorar o ensino levanta outra questão: a de que a pesquisa não
deve cessar na graduação. No entanto, o que se constata nas escolas da rede básica de educação é que i) os professores
não possuem disponibilidade de tempo para dedicar à pesquisa devido ao número elevado de aulas assumido pelos
professores, uma vez que ii) os professores não são incentivados a dedicar-se à docência quando na graduação e o número
de docentes em filosofia é escasso.
Palavras-chave: Filosofia. Ensino. Pesquisa.
E-mail:vanessakvetikpaes@gmail.com

A RELAÇÃO DOS ALUNOS COMA A FILOSOFIA

Wesley Carlos de Abreu (UECE)

Resumo
O presente trabalho tem como referência básica os resultados obtidos na realização de uma enquete de Filosofia nos
anos de 2010 e 2011 aplicadas aos alunos do ensino médio da escola E.E.F.M. José de Alencar da cidade de Fortaleza
participante do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência – PIBID. A enquete de filosofia teve como
objetivos: a identificação e análise das representações e das práticas dos alunos do ensino médio em relação à disciplina
Filosofia e a presença das atividades do PIBID na escola; também, a enquete serviu como sondagem das preferências
e gostos pessoais dos alunos inseridos cotidianamente dentro da sua cultura. Em nossa pesquisa, através da enquete
procuramos estudar e refletir se as condições contemporâneas da sociedade e da cultura têm interferido na relação que
CADERNO DE RESUMO - 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE FILISÓFIA 221

o estudante possui com a escola e especialmente com a disciplina Filosofia. Interessa-nos compreender, se o aluno se
interessa com o filosofar em sala de aula, se as habilidades de leitura e compreensão do texto filosófico são exercitadas na
aplicação de “unidades didáticas” na sala de filosofia e como o professor-bolsista PIBID propõe seu desenvolvimento.
Palavras-Chave: Aluno. Filosofia. Ensino. Unidades Didáticas. PIBID.

E-mail:wesleyaha@yahoo.com.br