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Tutorial de aula

Informática Industrial:
Programação de CLP e
IHM
Controlador L23E-QB1 - RSLogix 5000
Factory Talk View Studio
IHM PanelView Plus 600

Professor MSc. Fábio Augusto Gentilin


Novembro de 2012 
 
CESUMAR – Centro Universitário de Maringá
Informática Industrial
 
Conteúdo
Índice de figuras ............................................................................................................. 6
Índice de tabelas........................................................................................................... 13
A quem se destina este tutorial .................................................................................... 14
Objetivo......................................................................................................................... 14
Justificativa ................................................................................................................... 14
Introdução ..................................................................................................................... 15
Integração Industrial.................................................................................................. 15
Comunicação entre dispositivos ................................................................................... 16
Acessando o ambiente do RSLinx ............................................................................ 17
Boas práticas: Verificando a existência de outros servidores ativos ..................... 18
Criando um driver de comunicação ....................................................................... 19
Programação de controle industrial com RSLogix 5000............................................... 22
Iniciando o ambiente RSLogix 5000 ......................................................................... 22
Implementando rotina de teste no RSLogix 5000......................................................... 23
Criando TAGs vinculados a estrutura do CLP (Alias)................................................... 24
Fazendo o download do programa no controlador ....................................................... 25
Configurando o servidor OPC no RS Linx .................................................................... 27
IHM – Interface Homem-Máquina................................................................................. 30
Acessando o ambiente FTVS ................................................................................... 30
Configurando a comunicação da IHM com o CLP e o PC............................................ 31
Telas no FTVS .......................................................................................................... 35
Criando telas ......................................................................................................... 37
Inserindo componentes nas telas criadas ............................................................. 39
Definindo a tela inicial da execução na IHM ............................................................. 45
Criando o arquivo de aplicação Runtime .................................................................. 46
Transferindo a aplicação para a IHM desejada ........................................................ 47
Restaurando uma aplicação (.mer) desenvolvida no FTVS ...................................... 50
Selecionando a aplicação a ser restaurada .......................................................... 51
Carregando a aplicação selecionada .................................................................... 52
Criando animações no FTVS .................................................................................... 53
Exercício de programação Ladder e sistema supervisório: ...................................... 55
Introduzindo um mostrador numérico (numeric display) na tela da IHM ................... 56

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Inserindo texto na tela ............................................................................................... 57
Inserindo botão de Shutdown na aplicação .............................................................. 58
Técnicas de programação no ambiente RSLogix 5000 ................................................ 59
Estrutura “Add-on”..................................................................................................... 59
Procedimento para criação de bloco Add-on ........................................................ 59
Configurando o bloco Add-on no programa .......................................................... 63
Atividade Prática: Acionamento de motor via saída analógica do CLP ........................ 65
Cuidados com a segurança: ..................................................................................... 65
Procedimento: ........................................................................................................... 65
Passos para o desenvolvimento do projeto .............................................................. 66
Exercício de controle de velocidade: ........................................................................ 67
Alterando o controlador do projeto ............................................................................ 68
Adicionar o cartão de entradas e saídas analógicas ................................................ 71
Interpretando os TAGs do controlador nos cartões de I/O ....................................... 74
Acessando parâmetros internos do cartão de I/O analógicas .................................. 75
Criando animações no FTVS........................................................................................ 76
Animações de deslocamento ................................................................................ 76
Animação de deslizamento no slider ..................................................................... 77
Controle de acesso no FTVS........................................................................................ 80
Atribuindo nível de acesso à tela do FTVS ............................................................... 80
Alterando a cor de fundo da tela ............................................................................... 81
Exercício alteração de cores das telas no FTVS: ..................................................... 81
Criando usuários e grupos de trabalho ..................................................................... 81
Exercício de controle de acesso: .............................................................................. 83
Solução do exercício ............................................................................................. 84
Criando botões de navegação entre as telas no FTVS ............................................ 87
Criando botão de retorno a tela (Return to Display Button) ...................................... 89
Introduzindo imagem no botão .............................................................................. 89
Introduzindo relógio na tela do FTVS........................................................................ 90
Introduzindo os botões de Login e Logout ................................................................ 91
Exibindo o usuário que está acessando a aplicação atual ....................................... 92
Exercício de controle de acesso completo:............................................................... 93
Instruções lógicas no RSLogix 5000 ............................................................................ 94
CMP (Comparação) .................................................................................................. 94

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LIM (Limite) ............................................................................................................... 95
MEQ (Máscara igual) ................................................................................................ 95
EQU (Igual) ............................................................................................................... 96
NEQ (Diferente) ........................................................................................................ 96
LES (Menor) .............................................................................................................. 96
GRT (Maior) .............................................................................................................. 96
LEQ (Menor ou igual) ................................................................................................ 97
GEQ (Maior ou igual) ................................................................................................ 97
Exercícios de instruções lógicas: .............................................................................. 97
Tipos de dados (Data Types) no RSLogix 5000 ........................................................... 99
BOOL (Tipo de dados binários) ................................................................................ 99
REAL (Tipo de dados com ponto flutuante) .............................................................. 99
DINT (Tipo de dados inteiro) ..................................................................................... 99
TIMER (Tipo de dados Temporizador)...................................................................... 99
Instruções de temporização e contagem no RSLogix 5000 ....................................... 100
Temporizadores ...................................................................................................... 100
TON – Tempo para ligar ...................................................................................... 100
TOF – Tempo para desligar ................................................................................ 101
RTO – Temporizador Retentivo........................................................................... 102
ONS – One Shot.................................................................................................. 103
COUNTER (Tipo de dados Contador) .................................................................... 103
Comandos de texto para instruções Ladder no RSLOGIX 5000 ................................ 104
Trabalhando com sub-rotinas no ambiente RSLogix 5000......................................... 105
Configuração da rede DeviceNet com controlador CompactLogix L23E-QB1B......... 108
Estados da Electronic Keying (chave de verificação de versão de firmware) ......... 110
Acesso ao ambiente RSNetworxs........................................................................... 111
Diagnóstico de rede ................................................................................................ 120
Utilizando o gerador de TAGs para DeviceNet ....................................................... 122
Habilitando o cartão do scanner ............................................................................. 126
Visualizando os parâmetros dos dispositivos da rede ............................................ 127
Acessando os parâmetros do inversor de frequência Powerflex40 .................... 128
Testando o acionamento via rede ....................................................................... 129
Acessando os parâmetros do módulo DeviceNet E1 plus .................................. 131
Acessando os parâmetros do módulo de I/O remotas (CompactBlock I/O) ........ 133

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Utilizando o RSLogix 5000 em ambiente simulado (emulado) ................................... 136
Configurando o driver de emulação ........................................................................ 136
RSLogix Emulate 5000 ........................................................................................... 138
Inserindo cartões no rack do clp emulado ........................................................... 139
Exercício: ................................................................................................................ 149
Exemplos de projetos ................................................................................................. 150
Comando manual/automático ................................................................................. 150
Comando Liga/Desliga por um único botão de pulso (chave biestável) ................. 150
Sinaleiro com um único temporizador ..................................................................... 151
Estrutura de sub-rotinas .......................................................................................... 152
Rotinas de acionamento via rede DeviceNet .......................................................... 152
Bibliografia .................................................................................................................. 155

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Índice de figuras
Figura 1: Diagrama de ligação dos dispositivos. .......................................................... 16
Figura 2: Arquitetura de interligação de dispositivos (RSLinx). .................................... 16
Figura 3: Abrindo o RS Linx.......................................................................................... 17
Figura 4: Tela do RS Linx Classic. ............................................................................... 17
Figura 5: DDE/OPC - Topic Configuration. ................................................................... 18
Figura 6: Limpando a lista do Topíc Configuration. ...................................................... 18
Figura 7: Configure Drivers........................................................................................... 19
Figura 8: Adicionando driver de comunicação.............................................................. 19
Figura 9: Finalização do lab15...................................................................................... 20
Figura 10: Configurações do driver Ethernet/IP Driver. ................................................ 20
Figura 11: Configure Drivers......................................................................................... 20
Figura 12: RS Who. ...................................................................................................... 21
Figura 13: Who active e cartões do CLP. ..................................................................... 21
Figura 14: Acessando o RSLogix 5000. ....................................................................... 22
Figura 15: Criando um novo controlador. ..................................................................... 22
Figura 16: Criando TAGs no RSLogix 5000. ................................................................ 23
Figura 17: Configuração do TAG. ................................................................................. 23
Figura 18: Apontando o TAG para Controller Tags. ..................................................... 24
Figura 19: Criação de TAG com vínculo (alias). ........................................................... 24
Figura 20: Configurando TAG....................................................................................... 25
Figura 21: Configurando o caminho de comunicação do CLP na rede ethernet com o
PC. ................................................................................................................................ 25
Figura 22: Apontando para a CPU do controlador. ...................................................... 26
Figura 23: Fazendo o Download no CLP...................................................................... 26
Figura 24: Concluindo o Download............................................................................... 27
Figura 25: Configurando o servidor de dados OPC no RS Linx. .................................. 27
Figura 26: Conexão do projeto de controle com o CLP via RS Linx. ........................... 28
Figura 27: Driver de comunicação e slot da CPU do programa de controle. ............... 28
Figura 28: Verificando os TAGs online através do RS Linx.......................................... 29
Figura 29: TAGs sendo verificados. ............................................................................. 29
Figura 30: Acessando o Factory Talk View Studio. ...................................................... 30
Figura 31: Configuração do controlador. ...................................................................... 30
Figura 32: Tela inicial de projeto do Factory Talk View Studio. .................................... 31
Figura 33: Configurando a comunicação de IHM com o CLP/PC. ............................... 31
Figura 34: Criando atalho para a comunicação entre dispositivos. .............................. 32
Figura 35: Nomeando o atalho de comunicação. ......................................................... 32
Figura 36: Apontando o caminho para a aplicação Design. ......................................... 33
Figura 37: Confirmando as alterações.......................................................................... 33
Figura 38: Aviso de finalização de comando. ............................................................... 33
Figura 39: Visualizando a rede de dispositivos. ........................................................... 34
Figura 40: Adicionando o caminho do arquivo do programa de controle (.ACD). ........ 34
Figura 41: Aplicando as alterações feitas. .................................................................... 35
Figura 42: Verificando as conexões feitas no atalho de comunicação. ........................ 35
Figura 43: Definindo o tamanho da tela da IHM. .......................................................... 36

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Figura 44: Definição da IHM PanelView 600 plus. ....................................................... 36
Figura 45: Inserindo barra de título na aplicação. ........................................................ 37
Figura 46: Redimensionamento dos componentes das telas. ...................................... 37
Figura 47: Inserindo telas. ............................................................................................ 38
Figura 48: Aspecto da tela inserida. ............................................................................. 38
Figura 49: Inserindo botão Push Button na tela. .......................................................... 39
Figura 50: Propriedades do botão. ............................................................................... 39
Figura 51: Configurações do push button..................................................................... 40
Figura 52: Associando o TAG no botão........................................................................ 40
Figura 53: Atualizando a lista de TAGs online.............................................................. 41
Figura 54: Lista de TAGs online atualizada. ................................................................. 41
Figura 55: Associando o TAG no botão........................................................................ 42
Figura 56: Botões na tela.............................................................................................. 42
Figura 57: Criação de indicador multiestado. ............................................................... 43
Figura 58: Configurações do indicador multiestado. .................................................... 43
Figura 59: Configuração dos estados 0 e 1. ................................................................. 44
Figura 60: Inserindo TAG ao indicador multiestado. .................................................... 44
Figura 61: Salvando as configurações da tela.............................................................. 44
Figura 62: Definindo a tela inicial.................................................................................. 45
Figura 63: Selecionando a tela inicial. .......................................................................... 45
Figura 64: Criando uma aplicação Runtime. ................................................................ 46
Figura 65: Salvando e configurando a aplicação (.mer). .............................................. 46
Figura 66: Gerando a aplicação (.mer). ........................................................................ 47
Figura 67: Transferindo a aplicação para a IHM. ......................................................... 47
Figura 68: Configurando a transferência da aplicação (.mer). ..................................... 48
Figura 69: Selecionando a aplicação a ser transferida................................................. 48
Figura 70: Configurando a transferência para a IHM - Detalhes de execução em modo
"Startup"........................................................................................................................ 49
Figura 71: Tela de conclusão do Download. ................................................................ 49
Figura 72: Tela de seleção de aplicação já existente – clique em cancelar nesta tela. 50
Figura 73: Interface do FTVS sem aplicação carregada. ............................................. 50
Figura 74: Application Manager (Gerenciador de aplicação FTVS): Restaurando uma
aplicação antiga. ........................................................................................................... 51
Figura 75: Application Manager (Gerenciador de aplicação FTVS): Selecionando a
aplicação desejada. ...................................................................................................... 51
Figura 76: Exemplo de carregamento (restauração) de aplicação desenvolvida. ........ 52
Figura 77: Renomeando a aplicação carregada........................................................... 52
Figura 78: Abrindo a aplicação restaurada. .................................................................. 52
Figura 79: Tela de seleção da aplicação restaurada. ................................................... 53
Figura 80: Exemplo de imagens do FTVS. ................................................................... 53
Figura 81: Animação de rotação: Figura com aspecto rotativo. ................................... 54
Figura 82: Selecionando a animação de rotação. ........................................................ 54
Figura 83: Configurando a animação. .......................................................................... 55
Figura 84: Exemplo de rotina para estímulo da animação. .......................................... 55
Figura 85: Inserindo o TAG estimulante a animação da tela no FTVS. ....................... 56
Figura 86: Componentes da tela. ................................................................................. 56

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Figura 87: Aplicação em teste com animação. ............................................................. 57
Figura 88: Inserindo texto na tela. ................................................................................ 57
Figura 89: Tela de exemplo com texto inserido. ........................................................... 58
Figura 90: Introduzindo uma instrução encapsulada ADD-ON..................................... 59
Figura 91: Salvando a instrução Add-on. ..................................................................... 60
Figura 92: Configurando a instrução Add-on. ............................................................... 60
Figura 93: Inserindo Parameters na instrução Add-on. ................................................ 61
Figura 94: Help da instrução SCL................................................................................. 61
Figura 95: Editando o programa dentro da instrução Add-on....................................... 62
Figura 96: Acessando o bloco criado. .......................................................................... 62
Figura 97: Criando um TAG para identificar o bloco introduzido no programa. ........... 63
Figura 98: Atribuindo nome ao TAG criado. ................................................................. 63
Figura 99: Funcionamento do bloco Add-on no programa. .......................................... 64
Figura 100: Relação entre escalas. .............................................................................. 66
Figura 101: Diagrama do cartão de entradas e saídas analógicas do CLP. ................ 66
Figura 102: Esquema de ligações entre o inversor e o CLP. ....................................... 68
Figura 103: Alterando o controlador do projeto. ........................................................... 68
Figura 104: Visualizando o controlador atual. .............................................................. 69
Figura 105: Alterando o controlador. ............................................................................ 69
Figura 106: Atualizando para versão de CLP físico. .................................................... 70
Figura 107: Confirmando as alterações feitas. ............................................................. 70
Figura 108: Finalizando as alterações. ......................................................................... 71
Figura 109: Inserindo cartão de I/Os analógicas. ......................................................... 71
Figura 110: Selecionando o cartão de I/Os analógicas. ............................................... 72
Figura 111: Configurando o cartão de I/Os analógicas. ............................................... 72
Figura 112: Habilitando as entradas analógicas........................................................... 73
Figura 113: Habilitando as saídas analógicas. ............................................................. 73
Figura 114: Visualizando o novo cartão de I/Os analógicas......................................... 74
Figura 115: Acessando o Controller Tags. ................................................................... 74
Figura 116: Tags do cartão de I/Os analógico-digitais. ................................................ 75
Figura 117: Acessando parâmetros de entrada (data). ................................................ 75
Figura 118: Deslocamento combinado. ........................................................................ 76
Figura 119: Tipos de animações. ................................................................................. 77
Figura 120: Selecionando um Slider............................................................................. 77
Figura 121: Acessando o cursor do slider. ................................................................... 78
Figura 122: Selecionando a animação de deslocamento horizontal. ........................... 78
Figura 123: Configurando o slider. ............................................................................... 78
Figura 124: Associando o TAG ao slider. ..................................................................... 78
Figura 125: Configurações do slider para o TAG “REFERENCIA”. .............................. 79
Figura 126: Configurando a tela. .................................................................................. 80
Figura 127: Configurações da tela................................................................................ 80
Figura 128: Acessando usuários e grupos de usuários no FTVS. ............................... 81
Figura 129: Inserindo novo usuário. ............................................................................. 81
Figura 130: Configurando o usuário. ............................................................................ 81
Figura 131: Associando o usuário ao grupo de trabalho. ............................................. 82
Figura 132: Criando novo grupo de usuários – acesso. ............................................... 82

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Figura 133: Criando novo grupo de usuários. .............................................................. 83
Figura 134: Configurando o grupo de usuários. ........................................................... 83
Figura 135: Selecionando o grupo de usuários. ........................................................... 84
Figura 136: Confirmando o grupo de usuários. ............................................................ 84
Figura 137: Acessando a segurança do sistema - "Runtime Security" ........................ 85
Figura 138: Tela de configurações de segurança. ....................................................... 85
Figura 139: Adicionando grupos de usuários. .............................................................. 85
Figura 140: Configurando grupo de usuário ENGENHARIA. ....................................... 86
Figura 141: Configurações do grupo selecionado aceitas............................................ 86
Figura 142: Configurando o botão de acesso à telas (Goto Display Button)................ 87
Figura 143: Configurando o acesso à tela. ................................................................... 87
Figura 144: Configurando o label do botão de acesso à tela. ...................................... 88
Figura 145: Configurando tamanho e posição do botão............................................... 88
Figura 146: Criando botão de retorno a tela que a solicitou. ........................................ 89
Figura 147: Inserindo label no botão return to Display Button...................................... 89
Figura 148: Inserindo imagem ao botão de return to Display Button. .......................... 90
Figura 149: Configurações do relógio........................................................................... 90
Figura 150: Inserindo e configurando botão de Login. ................................................. 91
Figura 151: Inserindo e configurando botão de Logout. ............................................... 91
Figura 152: Inserindo e configurando mostrador de texto (string display).................... 92
Figura 153: Associando tag ao mostrador de texto. ..................................................... 92
Figura 154: Tela inicial com controle de acesso........................................................... 93
Figura 155: Aba compare. ............................................................................................ 94
Figura 156: Exemplo de comparação entre valores (instrução CMP). ......................... 94
Figura 157: Exemplos de implementação da instrução Compare. ............................... 95
Figura 158: Exemplo da instrução LIM. ........................................................................ 95
Figura 159: Exemplo da instrução MEQ. ...................................................................... 95
Figura 160: Exemplo da instrução EQU. ...................................................................... 96
Figura 161: Exemplo da Instrução NEQ. ...................................................................... 96
Figura 162: Exemplo de aplicação da instrução LES. .................................................. 96
Figura 163: Exemplo de aplicação da instrução GRT. ................................................. 96
Figura 164: Exemplo de aplicação da instrução LEQ. .................................................. 97
Figura 165: Exemplo de aplicação da instrução GEQ. ................................................. 97
Figura 166: Processo de mistura. ................................................................................. 98
Figura 167: Acesso a aba Timer/Counter. .................................................................. 100
Figura 168: Exemplo de avaliação da instrução de temporização. ............................ 101
Figura 169: Exemplo de instrução TOF para avaliação. ............................................ 102
Figura 170: Exemplo de utilização da instrução RTO. ............................................... 102
Figura 171: Testando o contador e seus parâmetros. ................................................ 103
Figura 172: Linha de comando do exemplo de edição por texto. ............................... 104
Figura 173: Acessando o código da linha escrita em Ladder. .................................... 104
Figura 174: Criando uma nova rotina (sub-rotina). ..................................................... 105
Figura 175: Nomeando a nova rotina. ........................................................................ 105
Figura 176: Nova rotina criada. .................................................................................. 106
Figura 177: Chamando a sub-rotina. .......................................................................... 106
Figura 178: Retornando de uma sub-rotina. ............................................................... 107

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Figura 179: Hierarquia de rotinas. .............................................................................. 107
Figura 180: Inserindo novo módulo (cartão) ao CLP. ................................................. 108
Figura 181: Inserindo cartão Scanner de rede DeviceNet.......................................... 109
Figura 182: Configurando a revisão do módulo.......................................................... 109
Figura 183: Configurando o cartão do Scanner DeviceNet no projeto. ...................... 110
Figura 184: Estados da chave de verificação de versão de firmware. ....................... 110
Figura 185: Aba connection. ....................................................................................... 111
Figura 186: Abrindo o RSNetworks para DeviceNet. ................................................. 111
Figura 187: Tela inicial do RSNetworks para DeviceNet. ........................................... 112
Figura 188: Localizando a rede DeviceNet................................................................. 112
Figura 189: Tela de confirmação. ............................................................................... 113
Figura 190: Varredura da rede (varredura)................................................................. 113
Figura 191: Dispositivos encontrados na rede DeviceNet. ......................................... 113
Figura 192: Configurando o scanner de rede DeviceNet. .......................................... 114
Figura 193: Confirmação de atualização da configuração de rede no scanner. ........ 114
Figura 194: Configurando o slot do scanner no CLP.................................................. 115
Figura 195: Lista de devices encontrados durante a varredura. ................................ 115
Figura 196: Adicionando os dispositivos à lista de varredura da rede. ...................... 116
Figura 197: Abas Input e Output - regiões de memória mapeadas para rede DeviceNet.
.................................................................................................................................... 116
Figura 198: Endereços dos devices. .......................................................................... 117
Figura 199: Sumário da rede DeviceNet. ................................................................... 117
Figura 200: Aplicando as configurações ao cartão scanner. ...................................... 118
Figura 201: Finalizando as configurações do scanner. .............................................. 118
Figura 202: Baixando as configurações na rede. ....................................................... 119
Figura 203: Confirmação de download na rede.......................................................... 119
Figura 204: Download na rede DeviceNet. ................................................................. 119
Figura 205: Salvando o projeto de rede DeviceNet. ................................................... 120
Figura 206: Selecionando dispositivos para diagnóstico de rede............................... 120
Figura 207: Lista de dispositivos incluídos no diagnóstico de rede. ........................... 121
Figura 208: Status dos dispositivos da rede. .............................................................. 121
Figura 209: Inserindo o arquivo do projeto de rede. ................................................... 122
Figura 210: Confirmando a inserção do projeto de rede. ........................................... 122
Figura 211: Abrindo o DeviceNet Tag Generator. ...................................................... 123
Figura 212: Selecionando o arquivo do projeto de controle. ...................................... 123
Figura 213: Selecionando o scanner do projeto. ........................................................ 124
Figura 214: Selecionando o arquivo do projeto de rede. ............................................ 124
Figura 215: Selecionando o nó do scanner da rede. .................................................. 124
Figura 216: Gerando os TAGs da rede DeviceNet. .................................................... 125
Figura 217: Confirmação de TAGs encontrados na rede DeviceNet. ........................ 125
Figura 218: TAGs gerados. ........................................................................................ 126
Figura 219: Tela do projeto de controle com os TAGs criados. ................................. 126
Figura 220: Habilitando o módulo scanner. ................................................................ 127
Figura 221: Identificando os TAGs dos devices da rede DeviceNet. ......................... 127
Figura 222: Parâmetros de entrada do inversor de frequência. ................................. 128
Figura 223: Parâmetros de saída do inversor de frequência...................................... 128

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Figura 224: Testando a comunicação da rede DeviceNet projetada.......................... 129
Figura 225: Estado dos TAGs de entrada após o motor acionado. ............................ 130
Figura 226: Estado dos TAGs de saída após o motor acionado. ............................... 130
Figura 227: Acessando parâmetros do relé de sobrecarga........................................ 131
Figura 228: Cartão DeviceNet para relé de sobrecarga E1 plus. ............................... 131
Figura 229: Relé de sobrecarga e cartão de rede associados. .................................. 132
Figura 230: Ligação do cartão E1 ao contator K1. ..................................................... 132
Figura 231: Acionando o bit OutputA do módulo E1 plus. .......................................... 132
Figura 232: Monitorando o status das entradas IN1 e IN2 de E1............................... 133
Figura 233: Foto do módulo CompactBlock I/O.......................................................... 133
Figura 234: Configurando o endereço (nó) do bloco Remote I/O via DIP Switch
rotativa. ....................................................................................................................... 134
Figura 235: Parâmetros de I/O do bloco de remotas (CompactBlock I/O). ................ 134
Figura 236: Exemplo de rotina de escrita através de entradas digitais remotas. ....... 135
Figura 237: Exemplo de rotina de leitura de saída digital remota. ............................. 135
Figura 238: Acessando a configuração de drivers (RSLinx). ..................................... 136
Figura 239: Configurando drivers de comunicação. ................................................... 137
Figura 240: Selecionando o driver de emulação do CLP. .......................................... 137
Figura 241: Nome do driver de emulação. ................................................................. 137
Figura 242: Slot do RSLinx (CLP emulado)................................................................ 138
Figura 243: Acessando o ambiente RSLogix Emulate 5000 . .................................... 138
Figura 244: RSLogix Emulate 5000 - interface baseada em rack. ............................ 139
Figura 245: Adicionando cartão no controlador emulado. .......................................... 139
Figura 246: Seleção do tipo de cartão. ....................................................................... 140
Figura 247: Configurando a CPU emulada................................................................. 140
Figura 248: Configurações avançadas da CPU emulada. .......................................... 141
Figura 249: CLP emulado com CPU no slot 1. ........................................................... 141
Figura 250: Inserindo cartão de I/O genérico. ............................................................ 142
Figura 251: Atribuindo número do slot ao cartão........................................................ 142
Figura 252: Atribuindo rótulo para o cartão virtual criado (Entradas Digitais). ........... 143
Figura 253: Rack com os cartões CPU e Generic I/O. ............................................... 143
Figura 254: Controlador Emulado............................................................................... 143
Figura 255: Adicionando cartão ao projeto de controle. ............................................. 144
Figura 256: Selecionando o cartão de I/O genérico. .................................................. 144
Figura 257: Revisão de firmware do cartão. ............................................................... 145
Figura 258: Configurando o cartão de entradas digitais emulado. ............................. 145
Figura 259: Finalizando a configuração do cartão...................................................... 145
Figura 260: Apontando o caminho da CPU da aplicação emulada. ........................... 146
Figura 261: Confirmação de Download. ..................................................................... 146
Figura 262: Salvando configuração do CLP emulado. ............................................... 147
Figura 263: Salvando as configurações do ambiente emulado. ................................. 147
Figura 264: Confirmar salvamento do Snapshot. ....................................................... 147
Figura 265: Restaurando as configurações do ambiente emulado. ........................... 148
Figura 266: Acessando o arquivo do Snapshot criado. .............................................. 148
Figura 267: Tela de aviso de fechamento da aplicação emulada. ............................. 148
Figura 268: Modo Manual/Automático. ....................................................................... 150

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Figura 269: Liga e desliga por um botão de pulso...................................................... 151
Figura 270: Sinaleiro com um único temporizador. .................................................... 151
Figura 271: Sub-rotinas no RSLogix 5000.................................................................. 152
Figura 272: Comando LIGA/DESLIGA e limpa falha automático. .............................. 153
Figura 273: Rotinas de inversão de sentido de giro com um pulso via DeviceNet. .... 154

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Índice de tabelas

Tabela 1:Representação do registrador de 16 bits....................................................... 65


Tabela 2: Controle de acesso às telas. ........................................................................ 93
Tabela 3: Parâmetros das instruções de tempo. ........................................................ 100
Tabela 4: Parâmetros das instruções de um contador. .............................................. 103

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A quem se destina este tutorial

Este tutorial foi desenvolvido com o intuito de compor material auxiliar para suporte às aulas
de Informática Industrial e Sistemas Distribuídos e Redes. Foi elaborado durante o curso de
extensão de Informática Industrial - turma 2/2012, formado por alunos da turma MEC4-I-A de 2012
do Cesumar.

Destina-se a alunos dos cursos de Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica),


Automação Industrial e Engenharia Elétrica.

Objetivo

O objetivo deste tutorial é apresentar aos alunos uma referência para estudos aplicados às
aulas das disciplinas correlatas (Informática Industrial e Sistemas Distribuídos e Redes) de modo
a auxiliá-los em suas atividades, dado a quantidade de detalhes envolvidos no processo de
aprendizagem da ferramenta.

Este tutorial não dispensa a aula e apenas complementa as observações do professor, de


modo que o aluno tenha que anotar o mínimo possível de informações durante a aula, podendo
atentar as explicações da aula.

Justificativa

A quantidade de informações “despejada” durante uma aula de Informática Industrial ou


Sistemas Distribuídos e Redes é muito grande e por muitas vezes o aluno não consegue
acompanhar todo o desenvolvimento da aula, então as mesmas acabam por ficar pouco
produtivas.

Este tutorial preenche a lacuna representada pela dúvida no momento em que o aluno se
submete a realizar os passos repassados pelo professor da disciplina e permite que o mesmo
detenha a maior parte das anotações de aula já em mãos, possibilitando os estudos mesmo
estando em casa.

Professor MSc. Fábio Augusto Gentilin ‐ 29/11/2012 Página 14


 
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Introdução
Integração Industrial

Quando nos referimos a automação industrial somos tentados a pensar em CLPs,


inversores de frequência, sistemas supervisórios, sensores, atuadores, redes industriais,
etc., mas normalmente não pensamos acima deste ponto, daí é que vem a pergunta:

“Para onde vão todos os dados coletados pelo CLP e entregues aos sistemas
supervisórios?”

Na verdade, não é muito útil investir em todos estes recursos s não associarmos os
mesmos a um ganho na produção ou a capacidade de gerenciamento e gestão de um
processo de manufatura. Atualmente, os CLPs (Controladores Lógico Programáveis)
apresentam recursos que os permite controlar processos cada vez mais críticos, alinhados a
necessidade de minimizar falhas e paradas de máquina que representam prejuízos muito
significativos ao processo produtivo.

Na indústria moderna, todos os recursos necessários para manter o funcionamento de


um processo são custeados em termos de custo do equipamento, custo da energia elétrica
consumida pelo o processo, custo de pessoal necessário para operar o processo, custo de
máquina parada (em caso de falhas) custo fixo das instalações, entre outros.

Para que tudo funcione corretamente, é necessário que indicadores de desempenho


de cada etapa do processo sejam integrados a bases gestoras capazes de converter os
dados gerados na planta fabril em informações que representam cifras, necessárias ao
gerenciamento da manufatura. Para que haja sintonia entre o chão de fábrica e a gestão dos
recursos necessários a produção industrial, é necessário que os dados do processo sejam
condicionados de maneira fiel e organizada e entregues a servidores capazes de processar
e armazená-los para finalmente inferir se correspondem ao desejado para a atual produção.
Ao processo de entrega de dados do processo do chão de fábrica aos sistemas de bancos
de dados especialistas que compõe o PIMS (Sistema de Gerenciamento de dados da
planta) é dado o nome de Integração Industrial.

A integração Industrial existe com o intuito de controlar a produção ou manufatura, no


sentido de tornar transparente as informações dentro de uma estrutura de rede de dados e
disponibilizá-los a sistemas analíticos capazes de monitorar e identificar gargalos na
produção ou desperdícios que podem ser minimizados.

Muitos desafios são encontrados quando o assunto é coletar dados e convertê-los em


informações, um deles é a comunicação entre os dispositivos desde o chão de fábrica até os
níveis mais elevados de gestão industrial. A importância e a responsabilidade de um sistema
inteligente de integração estão alinhadas com o argumento de que:

“não se pode controlar o que não se pode mensurar”

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Comunicação entre dispositivos

Para que qualquer programa funcione, inicialmente é necessário que a comunicação


entre as entidades do projeto de controle funcione, ou não haverá integração de dados entre
o processo e os sistema de supervisão e controle.
Todos os CLPs apresentam seu próprio método para trocar informações entre o
processo industrial e o sistema supervisório integrado no computador pessoal, cada qual
fazendo uso de determinado protocolo e meio físico, além de aplicativos próprios para cada
família de controladores.
Para os controladores da família Controllogix/CompactLogix e IHMs PanelView é
utilizado o software RSLinx para o gerenciamento da comunicação entre os dispositivos e o
PC.

Figura 1: Diagrama de ligação dos dispositivos.

A comunicação entre os dispositivos utilizados neste tutorial é feita através de protocolo


Ethernet/IP com um distribuidor de rede (Switch) não gerenciável com cinco portas. A Figura 2
mostra a arquitetura de comunicação entre as entidades PC - CLP – IHM, reforçando a presença
do ambiente de edição e simulação do programa de controle, que utiliza o ambiente RSLogix 5000
e o ambiente de edição e simulação de sistema supervisório Factory Talk View.

Figura 2: Arquitetura de interligação de dispositivos (RSLinx).

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Acessando o ambiente do RSLinx

Para configurar o gerenciador de comunicação RSLinx, deve-se acessar sua


interface, executando a sequencia de comandos (Figura 3):

Iniciar – Programas – Rockwell Software – RSLinx – RSLinx Classic.

Figura 3: Abrindo o RS Linx.

Normalmente ele é executado automaticamente e fica em um ícone no canto inferior


da tela na barra de tarefas, mas pode ser acessado através do Menu iniciar do Windows.

Figura 4: Tela do RS Linx Classic.

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Boas práticas: Verificando a existência de outros servidores ativos

Clicar em DDE/OPC e depois em Topic Configuration...

Figura 5: DDE/OPC - Topic Configuration.

Limpar (apagar) todos os nomes de programas que estão listados em “Topic List”

Figura 6: Limpando a lista do Topíc Configuration.


Clicar em DONE.

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Criando um driver de comunicação

Clicar em RS WHO e verificar o driver de comunicação “Ethernet/IP Drivers”. Caso


não esteja disponível, instalar o driver através do menu “Configure Drivers...”[1].

Figura 7: Configure Drivers.

Clicar na seta e escolher “Ethernet/IP Driver”.

Figura 8: Adicionando driver de comunicação

Atribuir nome a rede criada:

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Figura 9: Finalização do lab15.

Apontar o endereço de origem (endereço IP do seu PC):

Figura 10: Configurações do driver Ethernet/IP Driver.

Clicar em aplicar e em Ok.

Figura 11: Configure Drivers.


Clicar em CLOSE.

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Verificando os drivers instalados

Figura 12: RS Who.

Verifique as conexões de rede disponíveis

Cartões do 
CLP 

IHMs da 
Rede 

Figura 13: Who active e cartões do CLP.

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Programação de controle industrial com RSLogix 5000
Iniciando o ambiente RSLogix 5000

Execute a seqüência de comandos [2]:

Figura 14: Acessando o RSLogix 5000.


Criar novo controlador:

Figura 15: Criando um novo controlador.

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Implementando rotina de teste no RSLogix 5000

Figura 16: Criando TAGs no RSLogix 5000.

Figura 17: Configuração do TAG.

Alterar o “Scope” para “ACIONA BANCADA”. Assim, os TAGs serão endereçados a


controller tags.

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Figura 18: Apontando o TAG para Controller Tags.

Criar todos os tags diretamente dos nomes nas estruturas.

Criando TAGs vinculados a estrutura do CLP (Alias)


No exemplo dos TAGs de saída, criar vínculo do tipo Alias (pseudônimo) com uma
saída física, para permitir o acionamento na bancada, conforme o exemplo:

Figura 19: Criação de TAG com vínculo (alias).

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Apontar para o número da saída de interesse (no caso, o utilizado foi à saída “0”).

Figura 20: Configurando TAG.

Fazendo o download do programa no controlador

Primeiramente, deve-se apontar o caminho de comunicação com o CLP, através do


ícone “Who active”.

Figura 21: Configurando o caminho de comunicação do CLP na rede ethernet com o PC.

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Figura 22: Apontando para a CPU do controlador.

Apontar o endereço do CLP na rede (driver criado – Ethernet/IP Driver) e clicar no slot
da CPU. Depois clicar em “Set Project Path”. Clique em “Download”.
A tela de confirmação irá surgir. Caso esteja de acordo com as mensagens, prossiga.

Figura 23: Fazendo o Download no CLP.

Confirmar clicando em “Download”

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Figura 24: Concluindo o Download.

Confirmar clicando em SIM.

Configurando o servidor OPC no RS Linx

Clicar em DDE/OPC: Topic Configuration

Programa 
em 
execução 

Figura 25: Configurando o servidor de dados OPC no RS Linx.

Perceba que o nome do programa que está “online” aparece na lista. Devemos
apontar o caminho da CPU do CLP onde o mesmo está “rodando”:

 Clicar no nome do programa;


 Clicar no slot da CPU do CLP desejado;
 Clicar em Apply;
 Clicar em Done;
 Clicar na aba “Advanced Communication”.

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Notar que no campo “Communications Drivers” está listado o driver utilizado para
comunicação com o CLP;
Em Station: deve aparecer automaticamente o endereço da CPU (slot da CPU do
CLP: 0 – clp físico).

Figura 26: Conexão do projeto de controle com o CLP via RS Linx.

Figura 27: Driver de comunicação e slot da CPU do programa de controle.

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Para verificar se os “TAGs” do programa em execução estão “online”, clicar em Edit –
“Copy DDE/OPC link...”:

Figura 28: Verificando os TAGs online através do RS Linx.

Clicar no nome do programa em execução e na palavra “online”. Os tags neste modo


devem aparecer no lado direito da tela (caso estejam em Controller Tags no RSLogix 5000).

Figura 29: TAGs sendo verificados.


Clicar em “Cancelar”.

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IHM – Interface Homem-Máquina

O ambiente de desenvolvimento da interface homem-máquina deste tutorial é o


Factory Talk View Studio (FTVS), lembrando que há duas variações do ambiente Factory
Talk, sendo:

 SE (Site Edition): Corresponde a aplicação que roda no PC e


 ME (Machine Edition): Corresponde a aplicação que roda na IHM.

Acessando o ambiente FTVS

Execute a sequencia de comandos [3]; [4]: “Iniciar – Programas – Rockwell software


– Factory Talk View – Factory Talk View Studio” (Figura 30).

Figura 30: Acessando o Factory Talk View Studio.

Clicar em “NEW” e preencher os campos. Depois clicar em Create.

Figura 31: Configuração do controlador.


A tela do Factory Talk View Studio (FTVS) deve surgir:

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Figura 32: Tela inicial de projeto do Factory Talk View Studio.

Configurando a comunicação da IHM com o CLP e o PC

No FTVS:

Clicar em “RSlinx Enterprise” e duas vezes em “Communication Setup”.

Communication 
Setup 

Figura 33: Configurando a comunicação de IHM com o CLP/PC.


Clicar em concluir

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Figura 34: Criando atalho para a comunicação entre dispositivos.

Atribua nome ao atalho (shortcut), no exemplo, “bancada1”.

Figura 35: Nomeando o atalho de comunicação.

Clicar em bancada 1 e apontar o caminho (path) da comunicação para a aba Design


(local), apontando o slot da CPU do CLP que coincida com o programa que está rodando no
RSLogix 500 e clicar em aplicar:

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Figura 36: Apontando o caminho para a aplicação Design.

Figura 37: Confirmando as alterações.


Clicar em Sim.

Copiar a configuração do caminho da rede para a aba “Runtime (target)” clicando no


botão “Copy from Design to Runtime”:

Figura 38: Aviso de finalização de comando.

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Clicar em Sim.

Figura 39: Visualizando a rede de dispositivos.

Verifique que os caminhos da aba Design e Runtime são os mesmos.


Próximo passo: Apontar o caminho do arquivo de tags offline ”offline tag file” clicando
em Browse:

Figura 40: Adicionando o caminho do arquivo do programa de controle (.ACD).

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Clicar em aplicar (Apply);

Figura 41: Aplicando as alterações feitas.

Clicar em Sim.

Para verificar se todos os passos foram concluídos com sucesso, clicar em verificar
(Verify), conforme Figura 42:

Figura 42: Verificando as conexões feitas no atalho de comunicação.

Note que três modificações foram feitas no atalho com relação à aplicação Design,
Runtime e arquivo do programa de controle (Ladder).
Feito isso, clicar em CLOSE e depois em OK.

Telas no FTVS

Para criar telas, podemos configurar inicialmente o tamanho da tela final onde a
aplicação irá ser executada, clicando em “Project Settings”:

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Figura 43: Definindo o tamanho da tela da IHM.

Na opção “Project Window size” escolha a tela referente à sua IHM (Panel View Plus
400/600):

Figura 44: Definição da IHM PanelView 600 plus.

Na aba Runtime, atribuir título à aplicação e clicar em OK:

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Figura 45: Inserindo barra de título na aplicação.

Figura 46: Redimensionamento dos componentes das telas.

Caso concorde com as opções selecionadas, clicar em OK.

Criando telas

Na opção “Displays” clicar com o botão direito em “New”.

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Figura 47: Inserindo telas.

Figura 48: Aspecto da tela inserida.

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Inserindo componentes nas telas criadas

Nas telas da interface, utilizamos componentes do tipo: botões (push buton, etc.),
mostradores (displays, indicators, etc), campos de edição (numeric input, etc.), entre
outros. Nesta seção serão mostrados alguns componentes utilizados em telas de
sistemas supervisórios.

Inserindo botões a tela de aplicação

Na tela em branco, inserir um botão momentâneo (push button):

Figura 49: Inserindo botão Push Button na tela.

Clicar duas vezes no botão criado:

Figura 50: Propriedades do botão.

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Na aba “States”, selecionar as opções de fonte e cor para o botão de acordo com a
necessidade:

Figura 51: Configurações do push button.

Na aba connections, clicar abaixo da opção “TAG”:

Figura 52: Associando o TAG no botão.

Professor MSc. Fábio Augusto Gentilin ‐ 29/11/2012 Página 40


 
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Neste momento, deve-se associar um tag ao botão (neste caso é o botão liga):

Figura 53: Atualizando a lista de TAGs online.

Clicar com o botão direito no nome do programa que está rodando e selecione a
opção “refresh all folders”

Figura 54: Lista de TAGs online atualizada.

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Note que os tags que estão online devem aparecer no lado direito da tela. Selecionar o
tag “LIGA” correspondente ao botão em edição neste momento e clicar em OK.

Figura 55: Associando o TAG no botão.


Clicar em OK na Figura 55.
Fazer o mesmo para todos os outros componentes da mesma natureza.

Inserindo indicador multiestado na aplicação

Introduzir componente de exibição multiestado por texto (multistate indicator).

Figura 56: Botões na tela.

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Figura 57: Criação de indicador multiestado.

Clicando duas vezes no campo criado, edita-se o mesmo:

Figura 58: Configurações do indicador multiestado.

Clicar em states e configurar dois estados para o tag “MOTOR”:


Para o estado 0 (state 0) e para o estado 1 (state 1), conforme a Figura 59.

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Figura 59: Configuração dos estados 0 e 1.

Para finalizar, clicar na aba connections e apontar o TAG “MOTOR”. Clicar em OK nas
próximas telas (Figura 60 e Figura 61).

Figura 60: Inserindo TAG ao indicador multiestado.

Salvar a tela criada clicando no disquete ou em: “File- Save As”.

Figura 61: Salvando as configurações da tela.

Atribua um nome a tela (INICIO) e clique em OK.

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Definindo a tela inicial da execução na IHM
Clique em “STARTUP”

Figura 62: Definindo a tela inicial.

Desmarque as opções que estavam marcas e marque “Initial Graphic” e selecione a


tela salva (INICIO):

Figura 63: Selecionando a tela inicial.

A tela escolhida será a tela inicial da execução da aplicação na IHM.

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Criando o arquivo de aplicação Runtime

Clicar em: Application – Create Runtime Application…

Figura 64: Criando uma aplicação Runtime.

Verifique o nome do arquivo e clique em salvar, sem alterar as demais opções:

Figura 65: Salvando e configurando a aplicação (.mer).


Clique em Salvar.

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NOTA:

As três opções em “Conversion to development application” significam:


 Always allow conversion: Permite que a aplicação quando restaurada seja
convertida para outro modelo de IHM.
 Never allow conversion: Nunca será permitido que a aplicação restaurada
seja convertida para outro modelo de IHM.
 Conversion protected by password: Permite que a aplicação quando
restaurada seja convertida para outro modelo de IHM, mas requer uma senha.
O método de restauração da aplicação será visto mais adiante.

Figura 66: Gerando a aplicação (.mer).


O FTVS gera então um arquivo com extensão mer (.mer), o qual contém as
configurações criadas até o momento.

Transferindo a aplicação para a IHM desejada

Clicando na opção “Transfer Utility...”

Figura 67: Transferindo a aplicação para a IHM.

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Na tela seguinte (Figura 68), apontar o arquivo criado (ACIONA_BANCADA.mer):

Figura 68: Configurando a transferência da aplicação (.mer).

Figura 69: Selecionando a aplicação a ser transferida.

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Clicar em abrir.
Apontar a IHM desejada e selecionar as opções de execução conforme Figura 70:

Opções 
de 
execução 

IHM 
desejada 

Figura 70: Configurando a transferência para a IHM - Detalhes de execução em modo "Startup".

Clicar em “Download”.

Figura 71: Tela de conclusão do Download.

A aplicação foi transferida para a IHM selecionada com sucesso. Aguardar o reinício
da IHM e testar as funções atribuídas à mesma.

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Restaurando uma aplicação (.mer) desenvolvida no FTVS

Inicialmente, abrir o FTVS e depois clicar em cancelar na tela de abertura:

Figura 72: Tela de seleção de aplicação já existente – clique em cancelar nesta tela.

Aparecerá a tela sem aplicação carregada:

Figura 73: Interface do FTVS sem aplicação carregada.

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Selecionando a aplicação a ser restaurada

Clicar em: Tools – Application Manager...

Figura 74: Application Manager (Gerenciador de aplicação FTVS): Restaurando uma aplicação
antiga.

Marcar a opção “Restore runtime application” e clicar em Avançar.

Figura 75: Application Manager (Gerenciador de aplicação FTVS): Selecionando a aplicação


desejada.

Clicar no botão para carregar a aplicação desejada.

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Figura 76: Exemplo de carregamento (restauração) de aplicação desenvolvida.

Clicar em avançar e alterar o nome da aplicação (caso necessário).

Figura 77: Renomeando a aplicação carregada.

Carregando a aplicação selecionada

Clicar em abrir para acessar a aplicação na lista de aplicações:

Figura 78: Abrindo a aplicação restaurada.

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A tela de abertura com as aplicações deve ser exibida:

Figura 79: Tela de seleção da aplicação restaurada.

Clicar na aplicação carregada (Aula2_2) e depois em Open.

Criando animações no FTVS

Primeiramente devemos introduzir uma imagem na tela de interesse.


Em Libraries e selecione uma tela com imagens de seu interesse. Ex.: Motors

Figura 80: Exemplo de imagens do FTVS.

Clicar e arrastar a imagem desejada para dentro da sua tela.

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Figura 81: Animação de rotação: Figura com aspecto rotativo.

Clicando 3 vezes no círculo menor da maior engrenagem, obtemos a marcação


necessária para acessar os parâmetros de edição de animação. Clicar com o botão direito
na seleção e em animation e depois em rotation.

Figura 82: Selecionando a animação de rotação.

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Figura 83: Configurando a animação.

Note que em Expression a expressão responsável pela animação de rotação da


imagem é “system/Second”, que significa segundos do relógio do PC.
A opção “Use constant” em “Expression Range” utiliza “Min: 0 a Max: 60” para realizar
a rotação de “0 a 360°”.

Exercício de programação Ladder e sistema supervisório:


No RSLogix 5000, criar rotina que quando acionar o motor produza uma contagem de
0 a 10 contínua para 0 a 360°.
Sugestão de rotina:

Figura 84: Exemplo de rotina para estímulo da animação.

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Criar um tag em “Controller tags” chamado “cont” com vínculo (alias) para o parâmetro
acumulado (.acc) do contador “c1”.
Apontar os tags na aplicação de acordo com sua função, sendo que o tag cont deve
ser aplicado ao tag de animação da imagem escolhida:

Figura 85: Inserindo o TAG estimulante a animação da tela no FTVS.

Alterar “Expression range” para valores de 0 a 10. Observe que o centro de rotação da
imagem ocorre com escala corrigida (0,11). Outras imagens podem assumir o centro da
peça, de acordo com as características da figura.

Introduzindo um mostrador numérico (numeric display) na tela da


IHM

Clicar na opção e criar um retângulo na tela para exibir a contagem de pulsos do


tag “cont”. Introduzir dois botões do tipo “push button” ( ) para liga e desliga e associá-los
aos respectivos tags.

Push 
button 
Imagem 
com 
animação 

Numeric 
display

Figura 86: Componentes da tela.

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Clicando em “test display” ( ), é possível visualizar a aplicação sendo testada.

Figura 87: Aplicação em teste com animação.

Inserindo texto na tela

Clicar em e marque na tela a região desejada a ser inserido o texto.

Figura 88: Inserindo texto na tela.

Deve ser exibida a Figura 88. Configurar o texto de acordo com a necessidade e clicar
em Aplicar e OK. Daí então a Figura 89 de exemplo deve ser exibida.

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Figura 89: Tela de exemplo com texto inserido.

Inserindo botão de Shutdown na aplicação

O botão de Shutdown tem a função de finalizar a execução da aplicação e acessar a


página inicial de configurações da IHM. Em modo de simulação na aplicação “SE”, retorna a
tela de edição do FTVS e em modo “ME”, reinicia a IHM e acessa a tela de configurações da
mesma.
Para introduzir este botão na tela da IHM, deve-se utilizar o ícone e marcar uma
região na tela de interesse (normalmente na tela inicial da aplicação).

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Técnicas de programação no ambiente RSLogix 5000

Estrutura “Add-on”

O objetivo é converter uma rotina em um bloco que poderá ser utilizado em outros
programas. Este bloco chama-se Add-on [5].

Procedimento para criação de bloco Add-on

No ambiente RSLogix 5000, clicar com o botão direito do mouse em “Add-on


instructions” e depois em “New Add-on Instruction...”

Figura 90: Introduzindo uma instrução encapsulada ADD-ON.

Será utilizado um bloco Add-on para converter a equação de conversão dada em um


programa encapsulado.
A equação de escala (SCL) é mostrada em Eq. 1:

 ESC _ MAX  ESC _ MIN 


OUT _ ESC  ENTRADA  ENTRADA _ MIN .  ESC _ MIN  Eq. 1
 ENTRADA _ MAX  ENTRADA _ MIN 

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Onde:
OUT_ESC é a saída escalonada, variando entre ESC_ MIN e ESC_ MAX. A saída escalonada varia de
acordo com a variação que ocorre, através do valor do TAG “ENTRADA”, que significa o valor atual da
entrada, entre os limites impostos por ENTRADA_MIN e ENTRADA_MAX.

Figura 91: Salvando a instrução Add-on.

Figura 92: Configurando a instrução Add-on.

Clicando na aba “Parameters”, devemos entrar com as variáveis utilizadas na


equação:

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Figura 93: Inserindo Parameters na instrução Add-on.

Figura 94: Help da instrução SCL.


Clicar no campo Logic:

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Campo onde será editado o 
programa dentro da 
instrução Add‐on 

Figura 95: Editando o programa dentro da instrução Add-on.

Depois de implementadas as linhas de código para a equação dada, o bloco SCL_EXT


implementado pode ser utilizado na rotina principal do programa acessado a partir da aba
“Add-on”:

Aba Add‐on  Bloco SCL_EXT 

Figura 96: Acessando o bloco criado.

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Configurando o bloco Add-on no programa

Deve-se atribuir um nome (identificador) par ao bloco no campo “SCL_EXT”, ex.:


SCL1:

Figura 97: Criando um TAG para identificar o bloco introduzido no programa.

Figura 98: Atribuindo nome ao TAG criado.

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Depois de configurado o bloco para operar com uma faixa de entrada de 0 a 32767 e
com uma faixa de saída variando entre 0 e 60 Hz, obtemos o resultado da Figura 99.

Figura 99: Funcionamento do bloco Add-on no programa.

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Atividade Prática: Acionamento de motor via saída analógica do CLP
Para esta atividade será utilizado um inversor de frequência CFW 10 (WEG) e um
motor assíncrono de 1800 RPM (4 polos) [6].

Cuidados com a segurança:

ATENÇÃO: 
Para utilizar as bancadas de Informática industrial e Redes, deve‐se adotar os 
cuidados com a segurança previstos pelas normas da NR‐10. 
CUIDADO! Equipamento energizado! –Risco de choque elétrico. Operar com 
atenção e equipamento de segurança adequado. 

Procedimento:
1. Instalar o inversor de frequência CFW10 (WEG) e configurar os parâmetros
conforme a seqüência [7]:
2. Inicialmente, desbloquear o teclado do inversor: P000 = 5;
3. Carregar configuração de fábrica – parâmetro: 204 = 5;
4. Configurar os demais parâmetros com os valores:
 P230: 1 (seleção de comando remoto)
 P133: 0 Hz (frequência mínima);
 P134: 60 Hz (frequência máxima);
 P221: 1 (Referência de velocidade);
 P235: 0 (Sinal da entrada analógica – 0 a 10V);
5. Interligar as bobinas do motor em 380 V (estrela¹).

O acionamento consiste em utilizar o CLP Compactlogix L23E-QB1B para o


acionamento de um motor assíncrono através de um inversor de frequência CFW10 (WEG).
A variação de velocidade do motor é dada por meio do cartão de entradas e saídas
analógicas modelo 1769-IF4X0F2 (4 entradas e 2 saídas) encontrado no slot 4 do CLP.

CUIDADO: O cartão de entradas e saídas analógicas opera com potenciais de tensão


de até 10 V. Não introduzir potencial maior para evitar danos ao equipamento!

A relação de variação de velocidade consiste nas características do cartão de I/O


analógicas que dispõe de 16 bits de resolução, sendo o bit mais significativo, o bit de sinal
(+/-, sendo 0=+ e 1=-). A Tabela 1 mostra a representação dos 16 bits.

SINAL BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT BIT
(+/-) 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
Tabela 1:Representação do registrador de 16 bits.

Os demais bits totalizam a relação 215=32768, limitando este cartão a operar com
limites entre 0 e 32767 para as grandezas de entrada a saída envolvidas, sendo assim,
conforme as proporções da Figura 100:

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Figura 100: Relação entre escalas.

O diagrama que representa o cartão de entradas e saídas (I/O) analógicas do CLP


utilizado (1769-IF4X0F2) é representado na Figura 101.

Figura 101: Diagrama do cartão de entradas e saídas analógicas do CLP.

Passos para o desenvolvimento do projeto


1. Através do RS Linx, configurar a comunicação com o CLP através do driver de
comunicação adequado (para rede ethernet “EtherNet/IP Driver”) [8][1];
2. No RSLogix 5000 , criar um novo projeto e adicionar o cartão de entradas e saídas
analógicas 1769-IF4X0F2 clicando com o botão direito em “expansion I/O” – “New
Module...”[2];
3. Na aba “General”, configurar o cartão adicionado:
 Nome do cartão;
 Slot do cartão (4);
2. Na aba “Input Configuration” marcar os check boxes relativos às entradas analógicas
que deseja habilita [9];
3. Na aba “Output Configuration” marcar os check boxes relativos às saídas
analógicas que deseja habilitar;

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4. Clicar em OK;
5. Em “Controller Tags”, criar tags com “Alias” para as entradas e saídas de interesse;
6. Salvar o projeto criado.

Em “main routine”, criar uma linha que move o conteúdo de um TAG chamado
“VALOR” com Data Type “INT” para um TAG criado com vínculo para uma saída analógica
de interesse.
Para testar a aplicação desenvolvida, apontar o caminho (path – “Who active”) da CPU
do CLP de interesse.
Estabeleça os modos online e RUN no CLP e escreva o número 32767 no campo
correspondente do TAG VALOR.
Veja que na saída analógica do CLP o valor de 32767 deve ser impresso. Se um voltímetro
for acoplado entre os terminais de saída V out X+ e COM, é possível verificar uma tensão de 10 V
para 32767 e se um amperímetro for acoplado entre as saídas I out x+ e COM, é possível
verificar uma corrente de 20 mA.
Da mesma forma, se o valor “0” for aplicado ao TAG VALOR, é possível verificar a
tensão de 0 V nos terminais de tensão correspondentes e 4 mA se a saída escolhida for
dada em corrente.
Exercício de controle de velocidade:
Utilizando a rotina de escala (SCL), implementar projeto de controle com CLP L23E
que permita variar a aceleração de um motor assíncrono de 4 polos, exibindo na tela do
sistema supervisório Factory Talk SE:

 Frequência do motor (Hz);


 Rotação do motor (RPM);
 Deslizante (slider) que permita a variação da velocidade de 0 a 60 Hz e 0 a 1800 RPM.
 Utilizar a Eq. 2 para conversão de Hz em RPM:

 RPM 
120. f
NS  Eq. 2
p

Onde:
Ns = Velocidade síncrona = [RPM];
p = número de polos do motor;
f = frequência de operação do motor [Hz];
120 = Valor constante.
 Animação que exiba o acionamento do motor;
 Intertravamento de comando manual/automático completo (com status de
operação);
 Gráfico de tendência que imprima a variação de velocidade do motor;
 Mostrador de horas no rodapé da aplicação;
 Botão de “shutdown”;
 Indicadores numéricos para amostrar os valores de frequência e rotação do
motor;
 Indicador analógico (gauge) para frequência e rotação do motor.
Lembrar que: na tela de supervisório, o valor a ser apresentado deve ser de 0 a
60 Hz e 0 a 1800 RPM e na saída analógica o valor deve variar de 0 a 32767,
então a necessidade de utilizar a rotina de escala (SCL).
DICA:

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Criar telas diferentes para distribuir os componentes (tela de TENDÊNCIAS e tela de


PROCESSO).
O esquema de ligações entre o inversor de frequência e o CLP (Figura 102) é
recomendado para realizar a atividade [10][7].

Figura 102: Esquema de ligações entre o inversor e o CLP.

Alterando o controlador do projeto


Clicar em “Controller”:

Controller

Figura 103: Alterando o controlador do projeto.


Clicar em “Change controller...”

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Figura 104: Visualizando o controlador atual.

Figura 105: Alterando o controlador.

Alterar para controlado L23E-QB1 (para uso na bancada).

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Figura 106: Atualizando para versão de CLP físico.

Não se esquecer da versão do firmware (17).

Figura 107: Confirmando as alterações feitas.


Clicar em “Yes”.

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Figura 108: Finalizando as alterações.


Clicar em OK.

Esta alteração implica no re-endereçamendo dos tags vinculados (alias) a estruturas


de hardware do antigo controlador.

Adicionar o cartão de entradas e saídas analógicas

Clicar com o botão direito em “Expansion I/O” e em “New Module” [9][10].

Figura 109: Inserindo cartão de I/Os analógicas.


Clicar em “Analog” e selecionar a opção “1769-IF4X0F2”. Este cartão apresenta 4
entradas analógicas (corrente e tensão) e 2 saídas analógicas (corrente e tensão):

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Figura 110: Selecionando o cartão de I/Os analógicas.

Clicar em OK. A tela de configurações do cartão de I/O analógicas deve ser exibida:

Figura 111: Configurando o cartão de I/Os analógicas.

Preencha os campos com nome e slot (4). Na aba “Input configuration” devemos
habilitar as entradas analógicas (Figura 112):

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Habilite as entradas a 
serem utilizadas no seu 
projeto 

Figura 112: Habilitando as entradas analógicas.

Habilite também as saídas analógicas a serem utilizadas no projeto:

Figura 113: Habilitando as saídas analógicas.


Clique em OK.
Perceba que na árvore de hardware do barramento do CLP há um novo cartão.

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Novo 
cartão de 
I/Os 
analógicas 
adicionado 

Figura 114: Visualizando o novo cartão de I/Os analógicas.

Interpretando os TAGs do controlador nos cartões de I/O

Clicar em “Controller tags” [11]:

Controller 
tags 

Figura 115: Acessando o Controller Tags.

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Os tags do 
cartão de I/Os 
analógicos 
aparecem aqui 
(SLOT 4) 

Figura 116: Tags do cartão de I/Os analógico-digitais.

Acessando parâmetros internos do cartão de I/O analógicas

Parâmetros de entrada (data) [9][12].

Valor da 
entrada 
analógica 
(data) 

Figura 117: Acessando parâmetros de entrada (data).

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Criando animações no FTVS
Animações são atributos que podem ser associados a objetos em uma tela que
permitem a representação de movimento em um processo de transporte de caixas em uma
esteira transportadora, por exemplo, ou o giro do eixo de um motor que aciona uma hélice
ou turbina [3][13][4].
Há diversos tipos de animações disponíveis no ambiente FTVS. Entre elas, destacam-
se:
 Rotação;
 Deslocamento vertical e horizontal;
 Posição vertical e horizontal;
 Largura e altura;
 Preenchimento;
 Visibilidade e
 Troca de cor.

As animações são estimuladas em função da mudança de estado (ou variação do


valor) de um TAG diretamente do um programa de controle ou de um TAG interno, da
própria IHM.

Animações de deslocamento

Animações de deslocamento permitem que um objeto admita variações de posição


verticais e horizontais. A combinação das duas resulta em um deslocamento diagonal,
conforme Figura 118.

Figura 118: Deslocamento combinado.

É possível associar a um objeto o deslocamento que represente um movimento real de


um processo, como por exemplo, de uma caixa em movimento sobre uma esteira ou de uma
ponte móvel que transporta peças.
Para configurar uma animação de deslocamento, é necessário clicar com o botão
direito do mouse no objeto e depois na opção “Animation”. Nesta opção é possível escolher
entre (Figura 119):
 Mudança de posição horizontal ou vertical (Horizontal ou Vertical position...) ou
 Deslizamento horizontal ou vertical (Horizontal ou Vertical slider...).

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Figura 119: Tipos de animações.

Animação de deslizamento no slider

Também podemos utilizar o recurso de deslocamento em objetos animados como o


“slider” para obter resultados semelhantes ao de um potenciômetro deslizante, vertical ou
horizontal. Para este exemplo será utilizado um slider existente no FTVS, na opção
“Libraries - Sliders”, conforme Figura 120:

Modelos 
de Sliders 

Sliders 

Figura 120: Selecionando um Slider.

Para utilizar um dos modelos, basta clicar e arrastá-lo para a tela desejada. Para
configurar a animação de deslocamento no slider é preciso selecionar a imagem que se
movimenta no objeto, que no caso é o cursor, conforme Figura 121:

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Cursor do 
slider 

Figura 121: Acessando o cursor do slider.

Para selecionar o cursor, deve-se clicar sobre a figura do mesmo três vezes seguidas
(a quantidade de cliques depende de cada objeto). Uma vez selecionado o cursor, clicar
com o botão direito do mouse e selecionar a opção “Horizontal Slider...” (Figura 122).

Figura 122: Selecionando a animação de deslocamento horizontal.

A tela da Figura 123 será exibida.

Figura 123: Configurando o slider.

No campo “Tag” deve-se introduzir o TAG desejado clicando no botão :

Figura 124: Associando o TAG ao slider.

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Depois de selecionar o TAG, clicar em OK.
No campo “Expression range”, clicar em “Use constant”, estabelecendo limites mínimo
e máximos referentes ao TAG vinculado. No exemplo, o TAG “REFERENCIA” varia entre 0
e 32676, então fica:

Figura 125: Configurações do slider para o TAG “REFERENCIA”.

Note que há um campo denominado “Horizontal offset (Pixels)”, que corresponde à


variação de posição que o objeto vai representar com a variação do valor previsto em
“Expression range” e para o tamanho real do slider original, vai de 0 a 100 Pixels. Se o slider
for redimensionado (tamanho alterado), deve-se encontrar a posição final do cursor para
atender a nova faixa de deslocamento.

Resumo:
“Ao configurar o slider para atuar em um TAG (REFERENCIA), deve-se apontar os
limites impostos pelo TAG selecionado e o movimento realizado pelo cursor, proporcional a
variação do valor do TAG.”

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Controle de acesso no FTVS
Inicialmente, devemos ter telas com diferentes níveis de acesso e grupos de usuários
para acessá-las [4][3].

Atribuindo nível de acesso à tela do FTVS


Clicar com o botão direito do mouse sobre a tela de interesse e selecione a opção
“Display Settings...”:

Figura 126: Configurando a tela.

“Security code”  “Background 
Código de nível  color” 
de acesso  Cor de fundo da 
(*=todos os  tela 
usuários) 

Figura 127: Configurações da tela.

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Alterando a cor de fundo da tela
Para alterar a cor do fundo da tela, selecione a cor desejada em Background color
(Figura 127).

Exercício alteração de cores das telas no FTVS:


Criar quatro telas, sendo: INICIAL, TENDÊNCIAS, PROCESSO e COMANDO. Atribuir
a elas níveis de acesso diferentes entre si.

Criando usuários e grupos de trabalho


Para estabelecer os grupos e usuários, deve-se clicar em “System – Users and
Groups”.

Usuários e 
grupos do FTVS 

Figura 128: Acessando usuários e grupos de usuários no FTVS.

Clicar com o botão direito do mouse sobre “New” e selecione “User” .

Figura 129: Inserindo novo usuário.


Exemplo de novo usuário:

Figura 130: Configurando o usuário.

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Clicar na aba “Group Membership”:

Figura 131: Associando o usuário ao grupo de trabalho.

Clicar em adicionar.

Figura 132: Criando novo grupo de usuários – acesso.

Clicar em “Create New” e depois em “User group”.

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Figura 133: Criando novo grupo de usuários.

Figura 134: Configurando o grupo de usuários.


Clicar em OK.

Exercício de controle de acesso:


1- Criar três grupos de usuários com os nomes: Operadores, Engenharia e TI.
2- Distribuir níveis de acesso as telas criadas com diferentes níveis entre si.
3- Criar três usuários e associar cada um a um grupo da questão 1, de modo que
os níveis de acesso dos usuários sejam diferentes e um deles tenha acesso a
todos os níveis.

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Solução do exercício

Figura 135: Selecionando o grupo de usuários.

Selecione “OPERADORES” e clique em OK.

Figura 136: Confirmando o grupo de usuários.

Clique em OK.

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Uma vez criados os usuários e seus respectivos grupos de trabalho, deve-se associar
os níveis de acesso a cada um. Para isso, clicar duas vezes em “Runtime Security”.

Figura 137: Acessando a segurança do sistema - "Runtime Security"

A tela de configurações de controle de acesso deve surgir:

Figura 138: Tela de configurações de segurança.

Adicionar os grupos criados e atribuir os níveis de acesso aos mesmos. Clicar em


Add...

Figura 139: Adicionando grupos de usuários.

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Selecione o grupo desejado e clique em OK.

Figura 140: Configurando grupo de usuário ENGENHARIA.

Clicar no nome do grupo adicionado, selecionar as letras correspondentes às telas de


interesse e depois clicar em Accept.

Figura 141: Configurações do grupo selecionado aceitas.

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Ao final da configuração dos níveis de acesso de todos os grupos, clicar em fechar (

) e em “SIM” para salvar.

Criando botões de navegação entre as telas no FTVS

Clicar em “Goto Display button” ( ) e desenhe um botão na tela.

Figura 142: Configurando o botão de acesso à telas (Goto Display Button).

Na aba “General”, selecionar a tela a qual se deseja acessar:

Figura 143: Configurando o acesso à tela.

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Na aba “Label”, introduzir texto que identifique a tela a ser acessada:

Figura 144: Configurando o label do botão de acesso à tela.

Na aba “Common”, é possível verificar as informações de tamanho e posição do


botão.

Figura 145: Configurando tamanho e posição do botão.

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Criando botão de retorno a tela (Return to Display Button)
Clicar em “Return to display button” ( ) e desenhar um botão na tela.

Figura 146: Criando botão de retorno a tela que a solicitou.

Introduzindo imagem no botão

Clicando duas vezes no botão, selecione a aba label e a opção image:

Figura 147: Inserindo label no botão return to Display Button.

Professor MSc. Fábio Augusto Gentilin ‐ 29/11/2012 Página 89


 
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Selecione a figura desejada, clicando em de image:

Figura 148: Inserindo imagem ao botão de return to Display Button.

Clicar em OK.

Introduzindo relógio na tela do FTVS

Clicar em e selecionar na tela a região onde deseja-se que o mesmo seja exibido.

Figura 149: Configurações do relógio.

Professor MSc. Fábio Augusto Gentilin ‐ 29/11/2012 Página 90


 
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Clicando-se duas vezes na região selecionada, é possível escolher o formato do
relógio.

Introduzindo os botões de Login e Logout

Clicar em “Login Button” ( ) e desenhar um botão na tela:

Figura 150: Inserindo e configurando botão de Login.

Clicar em “Logout Button” ( ) desenhar um botão na tela:

Figura 151: Inserindo e configurando botão de Logout.

Professor MSc. Fábio Augusto Gentilin ‐ 29/11/2012 Página 91


 
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Exibindo o usuário que está acessando a aplicação atual
Deve-se introduzir um mostrador de texto para exibir o nome do usuário logado. Clique
em “String Display” ( ) e desenhe um campo para exibir o nome do usuário:

Figura 152: Inserindo e configurando mostrador de texto (string display).

Na aba “Connections”, selecionar o tag “System - User”:

Figura 153: Associando tag ao mostrador de texto.

Clicar em OK nas próximas telas. A tela deve ter o aspecto da Figura 154:

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Figura 154: Tela inicial com controle de acesso.

Exercício de controle de acesso completo:

Criar estrutura de controle de acesso com as telas, os grupos e os usuários da Tabela 2.

Tabela 2: Controle de acesso às telas.


Na tela inicial, deve haver:

 Logotipo da empresa no centro da tela;


 Relógio no rodapé da tela;
 Nome do usuário que está acessando o sistema;
 Botões de acesso as demais telas;
 Botão de shutdown;
 Botões de Login e Logout.

Nas demais telas, deve haver:

 Relógio no rodapé da tela;


 Nome do usuário que está acessando o sistema;
 Botão de retorno a tela inicial;
 Cores diferentes em cada tela.

Após a implementação da aplicação, baixar a mesma na IHM e testar os diferentes


usuários.

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Instruções lógicas no RSLogix 5000

É possível estabelecer relações entre variáveis através de blocos lógicos no ambiente


RSLogix 5000 a partir da aba “Compare” [14][10][2].

Figura 155: Aba compare.

Os blocos apresentados pela aba “Compare” são:

 CMP (Compare);
 LIM (Limite);
 MEQ (Mask Equal To);
 EQU (Igual);
 NEQ (Diferente);
 LES (Menor);
 GRT (Maior);
 LEQ (Menor ou igual);
 GEQ (Maior ou igual).

CMP (Comparação): Esta instrução compara duas expressões e permite que


quando satisfeita a sentença testada, uma condição seja válida.

No exemplo da Figura 156, é testado se o valor1, multiplicado pelo valor2 é menor


que o valor3. Caso esta sentença seja verdadeira, a válvula V3 é acionada.

Figura 156: Exemplo de comparação entre valores (instrução CMP).

Outros exemplos de aplicação desta instrução são mostrados na Figura 157.

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Figura 157: Exemplos de implementação da instrução Compare.

LIM (Limite): A instrução LIM testa se determinado valor está dentro do intervalo de
Limite pré-estabelecido. No exemplo dado pela Figura 158, a variável valor_entrada é
testado entre os limites mínimo “0” e máximo “100”. Enquanto estiver dentro destes
valores, a saída “motor” permanece acionada.

Figura 158: Exemplo da instrução LIM.

MEQ (Máscara igual): Esta instrução permite comparar dois valores com uma
máscara previamente definida. Se os resultados da comparação entre Source e Compare
com Mask forem iguais, a saída será habilitada. O exemplo mostrado na Figura 159
apresenta uma máscara (filtro) e os valores a serem testados. Este bloco pode ser utilizado
para analisar estados combinados de um cartão de entradas/saídas digitais, por exemplo,
com uma máscara específica.

Figura 159: Exemplo da instrução MEQ.

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EQU (Igual): A instrução EQU testa a igualdade entre dois valores. Caso o valor “A”
seja igual ao valor “B”, a saída “lampada” será acionada. O exemplo da Figura 160
apresenta a aplicação da instrução EQU.

Figura 160: Exemplo da instrução EQU.

NEQ (Diferente): Esta instrução testa se o valor_1 é diferente do valor_2. Quando


esta sentença é verdadeira, a saída “lampada” é acionada. A Figura 161 mostra um
exemplo desta instrução.

Figura 161: Exemplo da Instrução NEQ.

LES (Menor): Esta instrução testa se uma variável (valor_1) é menor que a outra
(valor_2). Se esta sentença for verdadeira, a saída “lampada” é acionada. A Figura 162
ilustra um exemplo desta instrução.

Figura 162: Exemplo de aplicação da instrução LES.

GRT (Maior): Esta instrução testa se uma variável (valor_1) é maior que a outra
(valor_2). Se esta sentença for verdadeira, a saída “lampada” é acionada. A Figura 163
ilustra um exemplo desta instrução.

Figura 163: Exemplo de aplicação da instrução GRT.

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LEQ (Menor ou igual): Esta instrução testa se uma variável (valor_1) é menor ou
igual que a outra (valor_2). Se esta sentença for verdadeira, a saída “lampada” é acionada.
A Figura 164Figura 163 ilustra um exemplo desta instrução.

Figura 164: Exemplo de aplicação da instrução LEQ.

GEQ (Maior ou igual): Esta instrução testa se uma variável (valor_1) é maior ou
igual que a outra (valor_2). Se esta sentença for verdadeira, a saída “lampada” é acionada.
A Figura 165 ilustra um exemplo desta instrução.

Figura 165: Exemplo de aplicação da instrução GEQ.

Exercícios de instruções lógicas:

1) Utilizando as instruções da aba compare, automatize a lógica de acionamento


das válvulas V3 a V7, de acordo com a lógica abaixo (As válvulas fazem parte
da Figura 166).
 De 0 a 2000 mm, apenas V3 fica acionada;
 De 2000 mm a 2500 mm, apenas V5 fica acionada;
 De 2500 mm a 3000 mm, apenas V6 fica acionada;
 De 3000 mm a 3500 mm, apenas V7 fica acionada.

2) Desenvolver aplicação no ambiente FTVS capaz de variar por meio de um


slider o nível do tanque TK1 e exibir animação capaz de alterar a cor das
válvulas que são acionadas (prever botões liga e desliga).

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Figura 166: Processo de mistura.

Anotações:

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Tipos de dados (Data Types) no RSLogix 5000
No ambiente de programação RSLogix 5000 há estruturas de dados que
diferenciam-se de acordo com a natureza da informação que armazenam, ou seja, se o tipo
da variável for binário, deve-se utilizar uma estrutura do tipo booleana e se for um valor
inteiro, deve-se utilizar uma estrutura do tipo DINT [2][14].
Neste material, serão abordados os principais tipos de dados (Data Types) utilizados
na programação de CLPs que são:

 BOOL (Booleano);
 REAL (Número com ponto flutuante ou exponencial);
 DINT (Número inteiro com 32 bits);
 TIMER (Instrução de temporização);
 COUNTER (Instrução de contagem).

BOOL (Tipo de dados binários)

Este tipo de dado assume apenas dois estados lógicos: ligado e desligado (0 ou 1) e
adéqua-se a estruturas com este perfil de funcionamento, como por exemplo: bobinas e contatos.

REAL (Tipo de dados com ponto flutuante)

Este tipo de dado é capaz de armazenar valor com ponto flutuante e é adequado a variáveis
que representem dados com casas decimais relevantes, como por exemplo: Temperatura, Nível,
Vazão.
Pode assumir valor de até 32 bits, sendo o bit mais significativo o bit de sinal e os demais 31
bits componentes do valor numérico, então, pode assumir valores entre -2.147.483.648 e -2.147
483.647.

DINT (Tipo de dados inteiro)

Este tipo de dado é capaz de armazenar valor inteiro e é adequado a variáveis que
representem dados inteiros, como contagens de quantidades que não possam ser subdivididas,
por exemplo: quantidade de caixas, pulsos de um encoder, etc. Pode assumir valor de até 32 bits,
igual ao dado do tipo REAL.

TIMER (Tipo de dados Temporizador)

Este tipo de dado apresenta as características necessários para operar como temporizador,
ou seja, possui estrutura capaz de armazenar o valor desejado de tempo, o valor acumulado de
tempo e bits que sinalizem o status da temporização. Serão abordados mais adiante, os
parâmetros de um temporizador.

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Instruções de temporização e contagem no RSLogix 5000
Para acessar as instruções de temporização e contagem, clicar na aba Timer/Counter [2].

Figura 167: Acesso a aba Timer/Counter.

Temporizadores

Os temporizadores estão divididos em três tipos:


 Tempo para ligar (TON);
 Tempo para desligar (TOF);
 Temporizador Retentivo (RTO).

Os diferentes temporizadores desempenham a tarefa de estabelecer intervalo entre eventos. A


unidade de tempo padrão é o milissegundo (ms), logo, se o objetivo é representar um segundo,
deve-se escrever 1000 ms = 1 s.
As estruturas TON e TOF apresentam em comum cinco parâmetros (Tabela 3):

Parâmetro: Descrição: Data Type:


Valor predefinido a temporizar. É o tempo que se
PRE DINT
deseja atingir.
Valor acumulado de tempo. É o tempo que já
ACC DINT
transcorreu no temporizador.
Habilitado. Bit que indica que a instrução de tempo
EN BOOL
foi habilitada.
Tempo transcorrendo. Bit que indica enquanto o
TT BOOL
temporizador está em temporização.
Temporização Concluída. Bit que indica que o
DN BOOL
tempo desejado (PRE) foi atingido.
Tabela 3: Parâmetros das instruções de tempo.

TON – Tempo para ligar

Este temporizador tem como objetivo estabelecer temporização para acionar um evento ou
sentença lógica. O funcionamento deste bloco depende de um sinal de habilitação (EN=1) para
iniciar a temporização. Ao final do tempo configurado em PRE, o contato DN é fechado (bit DN=1).
Enquanto a temporização transcorre (EN=1 e ACC<PRE), o bit TT=1.
Para apagar o valor acumulado (ACC) e interromper a temporização, deve-se:
 habilitar a bobina “RES” do temporizador em questão ou
 simplesmente desabilitar o bit EN, abrindo-se o selo que aciona o temporizador.

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Figura 168: Exemplo de avaliação da instrução de temporização.

A Figura 168 apresenta uma estrutura capaz de testar cada parâmetro da instrução TON.
Quando o contato HAB_TEMPO estiver ativo e o contato DESLIGA estiver desativado, o
temporizador tempo1 temporiza o acionamento do contato DN (tempo1.DN). Caso pressionado
DESLIGA ou RESET, o temporizador é desativado e a temporização acumulada é apagada
(ACC=0).

O contato TT fica acionado enquanto a temporização não for concluída e o temporizador


estiver habilitado. Já o contato EN permanece ativo enquanto o bloco temporizador estive
habilitado.

TOF – Tempo para desligar

Este temporizador tem como objetivo estabelecer temporização para desligar um evento ou
sentença lógica. Diferente de TON, a instrução TOF não inicia a temporização quando o bit EN=1 e
sim quando a mesma passa de 1 para 0 (borda de descida). As funções dos demais parâmetros são
as mesmas de TON. A Figura 169 ilustra um exemplo de aplicação da instrução TOF para avaliação
do comportamento de seus parâmetros (consiste em uma adaptação da Figura 168 para TOF).

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Figura 169: Exemplo de instrução TOF para avaliação.

RTO – Temporizador Retentivo

Esta instrução tem como objetivo armazenar o tempo acumulado quando o temporizador é
desabilitado. É útil quando uma aplicação é interrompida e quando restabelecida deve voltar de onde
estava.
Para apagar o valor acumulado, deve-se utilizar o botão RESET e atuar na instrução RES
orientada ao temporizador em questão (Figura 170).

Figura 170: Exemplo de utilização da instrução RTO.

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ONS – One Shot

Este temporizador tem como objetivo “filtrar” a ocorrência de um evento que pode causar
oscilação ao ocorrer, como por exemplo, o pressionar de um botão que causa o efeito debounce ou
repique. A instrução ONS evita que a oscilação causada pelos contatos de uma botoeira sejam
interpretadas como várias ocorrências sucessivas e o interpreta como sendo um pulsar apenas,
portanto “filtro” anti-debounce.

COUNTER (Tipo de dados Contador)

O contador é um tipo de dado semelhante ao Temporizador, dotado de estrutura capaz de


armazenar os parâmetros de uma contagem (Tabela 4).

Parâmetro: Descrição: Data Type:


PRE Valor predefinido a contar. É a contagem que se deseja atingir. DINT
Valor acumulado de contagem. É a contagem que já transcorreu
ACC DINT
no contador.
CU Bit que indica contagem incremental. BOOL
DN Bit que indica que a contagem foi concluída (ACC≥PRE). BOOL
OV O valor predefinido ultrapassou o limite de 2³¹ (2,147,483,647). BOOL
UN O valor predefinido ultrapassou o limite de - 2³¹ (-2,147,483,647). BOOL
Tabela 4: Parâmetros das instruções de um contador.

O programa da Figura 171 apresenta uma implementação prática capaz de demonstrar o


funcionamento do contador.

Figura 171: Testando o contador e seus parâmetros.

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Comandos de texto para instruções Ladder no RSLOGIX 5000
A linha de comando da Figura 172 pode ser construída a partir do clique nos componentes
diretamente nas abas do ambiente RSLOGIX 5000 ou digitando-se o código correspondente da linha,
conforme o exemplo:

XIC T1.DN ONS FILTRO BST XIO L1 OTL AUX NXB XIC L1 OTU AUX BND

Este exemplo corresponde a linha de programa da Figura 172.

Figura 172: Linha de comando do exemplo de edição por texto.


Cada objeto do programa Ladder detém um identificador que pode ser acessado
através de comando de texto. Por exemplo: XIC é a instrução correspondente ao contato
aberto, XIO corresponde ao contato fechado, TON é o temporizador timer on, OTE é a
bobina no formato contator e assim por diante.
Para acessar o código de uma linha de programa escrito em Ladder, deve-se clicar duas vezes
no número da linha (lado esquerdo da mesma). Na parte superior da linha deverá aparecer o texto
correspondente as instruções contidas nela. A Figura 173 mostra um exemplo.
Código 
correspondente 
as instruções 
em Ladder.

Figura 173: Acessando o código da linha escrita em Ladder.


Para melhor entendimento, segue abaixo a descrição da linha por blocos:

XIC T1.DN ONS FILTRO BST XIO L1 OTL AUX NXB XIC L1 OTU AUX BND

 XIC T1.DN: Contato normalmente aberto com TAG T1. O sufixo DN representa
o parâmetro DONE do temporizador T1;
 ONS FILTRO: One Shot com TAG FILTRO;
 BST: Início do paralelismo;
 XIO L1: Contato normalmente fechado com TAG L1;
 OTL AUX: Bobina no formato retentivo (Latch) com TAG AUX;
 NXB: Próxima linha (em paralelo abaixo);
 XIC L1: Contato normalmente aberto com TAG L1;
 OTU AUX: Bobina de reset (Unlatch) com TAG AUX;
 BND: Final do paralelismo.

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Trabalhando com sub-rotinas no ambiente RSLogix 5000
É importante organizar diferentes partes dos programas desenvolvidos em áreas que
possam ser acessadas separadamente para permitir rápida manutenção do programa em
casos onde há a necessidade de alteração de parâmetros do programa [2][14].
Um programa sem sub-rotinas consiste em uma seqüência de comandos que se
misturam ao longo das linhas (RUNGs), o que torna difícil depuração e visualização de
parâmetros e interações entre as estruturas de um programa, então, afim de organizar em
grupos de rotinas distintas todo o programa, são utilizadas as sub-rotinas.
Para introduzir uma nova sub-rotina no programa em execução, deve-se primeiramente
clicar com o botão direito em MainProgram e selecionar a opção New Routine... . A tela da
Figura 174 deve surgir:

Figura 174: Criando uma nova rotina (sub-rotina).

A nova rotina criada deve ser nomeada (Figura 175):

Figura 175: Nomeando a nova rotina.


Clique em OK.

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A tela do programa de controle deve surgir com um ícone referente a nova rotina
criada e o nome atribuído (Figura 176).

Nova rotina criada 

Figura 176: Nova rotina criada.

Para testar a chamada da nova sub-rotina, deve-se introduzir na rotina principal


(MainRoutine) o comando “JSR” (Jump to Subroutine) (Figura 177):

Figura 177: Chamando a sub-rotina.

Substitua o ponto de interrogação pelo nome da rotina que deseja chamar


(COMANDO).

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No final da rotina criada, deve-se inserir a linha com o comando “RET”(Return from
Subroutine), o qual faz com que a rotina retorne a mesma que a chamou após sua execução
(Figura 178).

Figura 178: Retornando de uma sub-rotina.

A hierarquia respeitada pelo ambiente RSLogix 5000 depende da seqüência definida


pela Figura 179.

Figura 179: Hierarquia de rotinas.

Toda a rotina chamada pelo comando JSR tende a retornar para a rotina que a
chamou, como em uma cascata.

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Configuração da rede DeviceNet com controlador CompactLogix
L23E-QB1B

Para configurar a rede DeviceNet no controlador L23E-QB1B desta aula é necessário


contar com a lista de Hardware[15][16] :

 Scanner 1769-SDN;
 Cabo de rede DeviceNet;
 Dispositivos conectáveis a rede DeviceNet:
 Inversor de frequência Powerflex 40 [17][12];
 2 resistores de 121Ω/1%x1/4W;
 Relé de sobrecarga em rede DeviceNet E1 plus [18];
 Bloco remoto de I/O digitais 1791D-8B8P [19].

Para configurar a rede é preciso utilizar os softwares:

 RSLogix 5000;
 RS Networks;
 RS DeviceNet TAG Generator;
 RSLinx Gateway.

No ambiente RSLogix 5000, criar novo projeto com o controlador L23E-QB1.

Adicionar no slot 3 do CLP, o cartão de rede 1769-SDN:

Clicar com o botão direito no barramento do CLP e depois em New Module...

Figura 180: Inserindo novo módulo (cartão) ao CLP.

Selecione “Communications”

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Figura 181: Inserindo cartão Scanner de rede DeviceNet.

Selecione o modelo de Scanner 1769-SDN/B.

Clicar em OK.

Figura 182: Configurando a revisão do módulo.

A versão de firmware é escolhida nesta tela (Figura 182), lembrando que esta versão
deve atender ao hardware instalado, caso contrário, deverá ser feita a atualização do
firmware do mesmo (neste caso, manter a revisão 3). Clicar em OK.

Nota importante: Não confundir versão de firmware com o número do slot do CLP.

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Slot onde se 
Nome da 
encontra o 
rede 
cartão 
scanner no 
rack do CLP 

Chave de 
Revisão  verificaçã
de  o de 
Firmware  versão de 
firmware 

Figura 183: Configurando o cartão do Scanner DeviceNet no projeto.

Atribua nome a rede, verifique o slot do CLP e a chave de verificação eletrônica da


versão de firmware, que pode assumir três estados:

Figura 184: Estados da chave de verificação de versão de firmware.

Estados da Electronic Keying (chave de verificação de versão de


firmware)

São três os estados assumidos para cartões associados ao CLP:

 Compatível (Compatible Keying): Esta opção torna aceitável versões iguais ou


menores que a versão atual do cartão definido no projeto;
 Desabilitado (Disable Keying): Desabilita a verificação da versão de firmware
do cartão. Esta opção pode causar prejuízo de funções específicas de
determinados cartões especiais.
 Exatamente (Exact Keying): Exige que o cartão de rede detenha exatamente a
mesma versão de firmware definida no projeto.

Clicar em OK.

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Figura 185: Aba connection.

Na tela da Figura 185 é possível desabilitar o cartão marcando a opção Inhibit Module.

Acesso ao ambiente RSNetworxs

Na aba RSNetworx deve-se carregar a aplicação de rede gerada no software


RSNetworx [20].

Abrir o RSNetworx

Figura 186: Abrindo o RSNetworks para DeviceNet.

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A tela inicial do RSNetworks é apresentada:

Figura 187: Tela inicial do RSNetworks para DeviceNet.

Clicar em e na sequência, apontar o endereço da rede DeviceNet dentro da


árvore onde se encontra o CLP do projeto desenvolvido no RSLogix 5000.

Figura 188: Localizando a rede DeviceNet.

Clicar em OK.

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A tela de aviso deve aparecer. Confirme-a clicando em OK.

Figura 189: Tela de confirmação.

A varredura de rede ocorre e todos os dispositivos nela encontrados e com respectivos


arquivos descritores (.eds) previamente instalados devem ser reconhecidos.

Nota importante: Caso algum dispositivo encontrado apresentar sinal de


interrogação, significa que o arquivo descritor não está instalado no RSNetworks.

Figura 190: Varredura da rede (varredura).

Após a varredura dos 64 endereços (0 a 63), a tela do RSNetworks fica conforme


Figura 191.

Figura 191: Dispositivos encontrados na rede DeviceNet.

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Deve-se configurar o módulo scanner de rede. Clicar sobre o scanner (nó “00” da rede
DeviceNet):

scanner da 
rede 
DeviceNet 

 Tela de 
configuração 
Endereço do  do scanner 
scanner (nó)  da rede 
na rede  DeviceNet 
DeviceNet. 

Figura 192: Configurando o scanner de rede DeviceNet.

Clicar em OK.

 Nota importante: Não confundir versão de firmware com o número do slot do


CLP.

Clicando na aba “Module”, deve aparecer a tela de aviso:

Figura 193: Confirmação de atualização da configuração de rede no scanner.

Clicar em download.

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A tela deve surgir (aba Module):

Slot do CLP no 
qual o scanner 
se encontra 
instalado (3). 

Figura 194: Configurando o slot do scanner no CLP.

Clicar na aba Scanlist para verificar a lista de varredura obtida no ciclo anterior.

Figura 195: Lista de devices encontrados durante a varredura.

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Os dispositivos encontrados aparecem na lista “Available Devices” e devem passar
a fazer parte da lista “Scanlist”. Para isso, deve-se marcar cada dispositivo e depois

clicar em :

Figura 196: Adicionando os dispositivos à lista de varredura da rede.

Este procedimento é realizado para que os TAGs dos devices da rede sejam
mapeados (esta listagem será abordada mais adiante com o DeviceNet TAG Generator).

Clicando na aba “Input”, é possível visualizar a região de memória utilizada para


parâmetros de entrada da rede (entradas digitais dos dispositivos, parâmetros de leitura,
etc.). A recíproca é verdadeira quando clicamos na aba “Output”.

Figura 197: Abas Input e Output - regiões de memória mapeadas para rede DeviceNet.

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Na aba ADR, é possível conferir os endereços ocupados pelos dispositivos na rede
DeviceNet:

Figura 198: Endereços dos devices.

Já na aba “Summary”, podemos conferir um resumo de toda a lista de devices,


inclusive o scanner:

Figura 199: Sumário da rede DeviceNet.

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Note que o nó “0” (scanner) aparece com o status “OK” em NO. Isso significa que o
módulo ainda não está ativo. Este tópico será visto mais adiante, no ambiente RSLogix
5000.

Clicar em aplicar:

Figura 200: Aplicando as configurações ao cartão scanner.

Clicar em Sim para confirmar.

Figura 201: Finalizando as configurações do scanner.

Clicar em OK para finalizar as configurações do scanner DeviceNet.

Clicar em salvar e depois em Network – Download to Network:

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Figura 202: Baixando as configurações na rede.

A tela de confirmação deve surgir:

Figura 203: Confirmação de download na rede.

Clicar em Sim.

Neste momento toda a configuração feita no cartão de rede será transmitida para o
CLP e ficará gravada no módulo scanner. A tela Figura 204 deve ser exibida apontando que
o download está acontecendo.

Figura 204: Download na rede DeviceNet.

Mais uma vez, clique em para salvar o projeto de rede e suas configurações. Por
segurança, clique em: File – Save As... para salvar em uma pasta de seu conhecimento.

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Figura 205: Salvando o projeto de rede DeviceNet.

Diagnóstico de rede

Para visualizar se os dispositivos da rede DeviceNet estão corretamente associados a


rede e comunicando-se com o CLP de maneira aceitável, devemos executar a rotina
de diagnóstico de rede, clicando em :

Figura 206: Selecionando dispositivos para diagnóstico de rede.

Deve-se selecionar cada dispositivo clicando-se nos retângulos a esquerda de cada

um, conforme Figura 206. Depois deve-se clicar em “Start” . Logo surgirá
uma tela apresentando os dispositivos incluídos no diagnóstico.

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Figura 207: Lista de dispositivos incluídos no diagnóstico de rede.

Confirme clicando em “Continue”. A tela da Figura 208 mostra o status dos


dispositivos.

Figura 208: Status dos dispositivos da rede.

Note que o inversor no endereço 01 (PowerFlex 40) apresenta falha. Este status é
devido ao mesmo ainda não estar configurado para comunicação na rede DeviceNet (falha
071: falha de rede) e será corrigido, alterando-se os parâmetros via painel frontal:

 P036=5;
 P038=5.

Voltando ao projeto de controle no ambiente RSLogix 5000, deve-se associar o projeto


de rede desenvolvido no RSNetworx ao projeto de controle.

Clique no cartão scanner e adicione o projeto de rede no campo Devicenet File (.dnt)
clicando em Browse... e aponte o arquivo gerado no RSNetworx:

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Figura 209: Inserindo o arquivo do projeto de rede.

Clique em “Aplly” e em “OK”.

Figura 210: Confirmando a inserção do projeto de rede.

Clique em salvar no RSLogix 5000.

Utilizando o gerador de TAGs para DeviceNet

Clique em: Rockwell Software – RSLogix 5000 Tools – DeviceNet Tag Generator

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Figura 211: Abrindo o DeviceNet Tag Generator.

No primeiro passo, selecione o arquivo do projeto de controle:

Figura 212: Selecionando o arquivo do projeto de controle.

No segundo passo, selecione o cartão de scanner do projeto:

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Figura 213: Selecionando o scanner do projeto.

No terceiro passo, selecione o projeto de rede desenvolvido no RSNetworx.

Figura 214: Selecionando o arquivo do projeto de rede.

No quarto passo, selecione o nó do scanner da rede DeviceNet:

Figura 215: Selecionando o nó do scanner da rede.

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No quinto passo, clique em Generate Tags para gerar os TAGs dos dispositivos
reconhecidos na rede DeviceNet.

As regiões de memória dos dispositivos reconhecidos e mapeadas no scanner geram


os TAGs.

Figura 216: Gerando os TAGs da rede DeviceNet.

A tela de confirmação do reconhecimento dos TAGs da rede é dada clicando no botão


“Yes” da Figura 217. Note que foram encontrados 6 novos TAGs que correspondem aos
dispositivos encontrados (Inversor de frequência, relé de sobrecarga e bloco de I/O remoto).
O número 6 ilustra 2 TAGs para cada dispositivo, sendo um de entrada e outro de saída
(Figura 197).

Figura 217: Confirmação de TAGs encontrados na rede DeviceNet.

Ao clicar em “Yes” a tela da Figura 218 será exibida com um sumário dos TAGs
gerados. Depois, clique em fechar a tela do DeviceNet Generator.

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Figura 218: TAGs gerados.

Perceba que no projeto de controle do RSLogix 5000 são gerados os TAGs para os
dispositivos da rede, além de criar as rotinas para habilitar a escrita, leitura a transferência de
dados entre os devices:

Rotinas de 
entrada e 
saída gerados 
para os TAGs 
da rede 

Data Types 
gerados para 
os TAGs da 
rede 
DeviceNet 

Figura 219: Tela do projeto de controle com os TAGs criados.

Habilitando o cartão do scanner


Em modo Offline clique em Controller Tags e na aba Monitor Tags e atribua o valor “1”
no parâmetro Run dentro de CommandRegister, que faz parte do slot 3, local onde o módulo
scanner está instalado no CLP.

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Figura 220: Habilitando o módulo scanner.

Visualizando os parâmetros dos dispositivos da rede

Em Controller Tags é possível visualizar os TAGs carregados para os dispositivos da rede


DeviceNet. Observe dentro do retângulo destacado em verde o nome dos dispositivos. Perceba
que cada linha apresenta parâmetros de entrada a saída para cada dispositivo, sendo o sufixo “I”
representando entradas e o sufixo “O” representam os parâmetros de saída.

Figura 221: Identificando os TAGs dos devices da rede DeviceNet.

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Acessando os parâmetros do inversor de frequência Powerflex40

Expandindo as linhas de parâmetros de entradas e saídas dos parâmetros do inversor


Powerflex40 é possível acessar parâmetros de escrita e leitura necessários para acionar e
realimentar o sistema de controle .

Parâmetros de entrada

Figura 222: Parâmetros de entrada do inversor de frequência.

O parâmetro feedback corresponde ao valor de realimentação que informa o valor da


rotação atual do motor.

Parâmetros de saída

Figura 223: Parâmetros de saída do inversor de frequência.

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Os parâmetros de saída (O) são utilizados para acionar o inversor de frequência. A
lista a seguir apresenta a definição dos principais utilizados por esta aula:

 Stop: Bit utilizado para parar o motor;


 Start: Bit utilizado para acionar o motor em modo contínuo;
 Jog: Bit utilizado para acionar o motor em modo pulso;
 ClearFault: Bit utilizado para limpar falhas do inversor de frequência [21];
 Forward: Bit utilizado para comandar o inversor no sentido para frente;
 Reverse: Bit utilizado para inverter o sentido do motor;
 Reference: Palavra que move a referência de frequência para o motor. Este
valor deve ser expresso em 10.f, ou seja, para uma frequência de 60 Hz, deve-
se digitar 600 neste parâmetro.

Testando o acionamento via rede

Acesse a aba Monitor Tags em Controller Tags.


A tela da Figura 224 mostra um exemplo de comando do motor via DeviceNet
atribuindo o valor “1” ao bit Start. O valor da frequência neste

Figura 224: Testando a comunicação da rede DeviceNet projetada.

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A partir do acionamento do motor, os TAGs de entrada e saída assumem os valores:

Parâmetros de saída após acionado o motor

Com o motor acionado, os parâmetros de entrada do inversor apresentam-se


conforme a Figura 225.

Figura 225: Estado dos TAGs de entrada após o motor acionado.

Enquanto o motor está acionado, a referência de velocidade impressa no motor é


amostrada pelo parâmetro Feedback.
Já os parâmetros de saída são mostrados na Figura 226 após o motor ser acionado.

Figura 226: Estado dos TAGs de saída após o motor acionado.

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Acessando os parâmetros do módulo DeviceNet E1 plus

O módulo E1 plus é um cartão de rede que permite a monitoração de parâmetros


funcionais de um relé de sobrecarga através de duas entradas e uma saída digital, capaz de
interromper a corrente da bobina do contator em caso de sobrecarga ou mesmo por um
comando do programa de controle via rede DeviceNet.

Acionando o contator através do relé de sobrecarga E1 plus

Deve-se acessar o parâmetro OutputA. Atribuindo-se o valor “1” a este bit, o led do painel
frontal do cartão E1 indica que o contato interno está acionado.

Figura 227: Acessando parâmetros do relé de sobrecarga.

A Figura 228 mostra o painel frontal do cartão de rede DeviceNet utilizado em conjunto com
o relé de sobrecarga E1 plus. Nela é possível observar o led que indica que o contato interno está
ativo (OUT A).

LED indicador de 
atividade do 
contato interno 

Figura 228: Cartão DeviceNet para relé de sobrecarga E1 plus.

Quando ocorre evento de sobrecarga, podemos utilizar este contato (OUT A) para
interromper a corrente de acionamento da bobina do contator utilizado para o acionamento
do motor. A montagem do cartão ao relé de sobrecarga é mostrada na Figura 229.

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Figura 229: Relé de sobrecarga e cartão de rede associados.

A Figura 230 mostra o diagrama de ligações do cartão E1 ao contator K1.

Figura 230: Ligação do cartão E1 ao contator K1.

Acionando a saída “Output A” do módulo E1 plus

Para acionar o bit “OutputA” a título de teste, basta atribuir o valor “1” ao endereço do
mesmo, digitando diretamente no campo correspondente ou criando-se uma linha de
programa para este propósito (Figura 231).

Figura 231: Acionando o bit OutputA do módulo E1 plus.

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Lendo o status das entradas digitais “IN1” e ”IN2” do módulo E1 plus

Além de acionar dispositivo remotamente através do cartão E1 plus, é possível “ler” o


estado de contatos através da rede. O módulo E1 plus apresenta duas entradas digitais
“IN1” e “IN2”, que podem ser acionadas de acordo com a função específica do contato
associado, com referência no pino 3 (SSV - Sensor Supply Voltage), apresentado na Figura
230.
Um exemplo de rotina que realiza a leitura das entradas IN1 e IN2 é apresentado em
Figura 232.

Figura 232: Monitorando o status das entradas IN1 e IN2 de E1.

Acessando os parâmetros do módulo de I/O remotas (CompactBlock I/O)

Entre os dispositivos detectados pelo scanner deste tutorial, há um bloco de entradas


e saídas digitais que permite a integração de dados discretos ao sistema de controle através
da rede DeviceNet. Trata-se do módulo 1791D-8B8P que apresenta 16 I/Os digitais, sendo 8
entradas e 8 saídas (Figura 233).

Tampa de acesso 
às chaves 
rotativas 
(endereçamento) 

Figura 233: Foto do módulo CompactBlock I/O.

Importante: o endereçamento deste módulo é feito através de DIP Switches rotativas,


localizadas em um acesso via tampa frontal do dispositivo, onde MSD e LSD configuram os
dois dígitos que compõe o endereço do dispositivo na rede (nó da rede), sendo, MSD o
primeiro dígito e LSD o segundo dígito do número, conforme a Figura 234. Nesta figura, o
endereço dado ao dispositivo é o nº 62. Na Figura 233 é possível verificar onde ficam as DIP
Switches (protegidas abaixo de uma tampa plástica).

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Figura 234: Configurando o endereço (nó) do bloco Remote I/O via DIP Switch rotativa.

Da mesma maneira que nos demais dispositivos da rede, os parâmetros destes


dispositivos estão mapeados em Controller Tags do RSLogix 5000 e podem ser utilizados
em rotinas de acionamento remoto de motores, sinaleiros e outros dispositivos discretos (via
saídas digitais) e leitura de botões, contatos fim de curso, entre outras entradas digitais.

Parâmetros de entradas e saídas do módulo CompactBlock I/O

Os parâmetros de entrada do módulo CompactBlock I/O apresentam o aspecto visto


na Figura 235.

Figura 235: Parâmetros de I/O do bloco de remotas (CompactBlock I/O).

Para acessar o status de uma entrada ou saída deste dispositivo, deve-se endereçar o
bit correspondente ao I/O de interesse. No caso de saídas, pode-se acioná-las
atribuindo-se “1” ao campo correspondente e “0” para desligá-lo.

A apresenta rotinas de leitura (de entradas digitais remotas) e a rotinas de escrita


(acionamento via saídas digitais) em dispositivos discretos através da rede DeviceNet,
com o uso do módulo CompactBlock I/O.

Rotina de entradas digitais remotas

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Figura 236: Exemplo de rotina de escrita através de entradas digitais remotas.

Rotina de saídas digitais remotas

Figura 237: Exemplo de rotina de leitura de saída digital remota.

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Utilizando o RSLogix 5000 em ambiente simulado (emulado)
Conforme tópicos relacionados a comunicação e configuração de drivers no RSLinx,
para estabelecer a comunicação com o CLP é necessário configurar um driver de
comunicação, que para o CLP físico, trata-se de um driver adequado a padrão de
comunicação que envolve os protocolos TCP/IP. Já para uma aplicação onde o programa de
controle está rodando em uma aplicação emulada (em um CLP virtual), temos que
configurar no RSLinx um driver de comunicação adequado. Seu nome é “Virtual Backplane”
e o procedimento para configurá-lo é tratado nesta seção [22].

Configurando o driver de emulação


Para configurar o driver, abra o RSLinx e clique em Communications – Configure
Drivers... (Figura 238):

Figura 238: Acessando a configuração de drivers (RSLinx).

A tela de configurações deve surgir (Figura 239):

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Figura 239: Configurando drivers de comunicação.

Clique na seta ( ) e selecione o driver na lista: Virtual Backplane (SoftLlogix58xx,


USB) (Figura 240).

Figura 240: Selecionando o driver de emulação do CLP.

Selecionado o driver, clicar em “Add New”. Caso queira, altere o nome do driver
(opcional).

Figura 241: Nome do driver de emulação.

A tela de configuração da posição do slot no qual o RSLinx irá ocupar deve surgir.
Deve-se manter em “0”, por uma questão de padrão, mas nada impede de utilizar

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outro valor dentro dos limites estabelecidos pela quantidade de slots acessíveis do
rack.

Figura 242: Slot do RSLinx (CLP emulado).

RSLogix Emulate 5000


Para a família Controllogix e CompactLogix há um ambiente capaz de realizar
simulações onde inserimos cartões de diferentes tipos, como se fosse um CLP real, afim de
testar a maioria das aplicações possíveis. Seu nome é “RSLogix Emulate 5000". Sua
principal restrição é o ambiente de rede, que não pode ser simulado.
Execute a seqüência de comandos para acessar o programa RSLogix Emulate 5000 :

Figura 243: Acessando o ambiente RSLogix Emulate 5000 .

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Ao executar a seqüência da Figura 243, o programa é executado. Este ambiente
apresenta uma interface sugestiva que assemelha-se ao máximo de um CLP real da família
Controllogix, que baseia-se em uma plataforma dotada de um rack com slots fixados em
uma placa traseira (backplane), onde os cartões do CLP são encaixados. A

Figura 244: RSLogix Emulate 5000 - interface baseada em rack.

Observe que o slot “0” na Figura 244 é ocupado com o RSLinx (Figura 242) e no slot 2
há o RSLinx Enterprise. Nestes slots não podemos encaixar nenhum cartão.

Inserindo cartões no rack do clp emulado

No ambiente do RSLogix Emulate 5000 há basicamente dois tipos de cartão:


 Controlador (CPU) ou
 Entradas/saídas genérico.
Para inserir um cartão no rack do CLP emulado, deve-se clicar com o botão direito do
mouse sobre o slot desejado e depois em “create”:

Figura 245: Adicionando cartão no controlador emulado.

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A tela de seleção será exibida e nela podemos escolher entre o cartão de I/O genérico
ou de controlador (CPU):

Figura 246: Seleção do tipo de cartão.

A opção “Emulator RSLogix Emulate 5000 Controller” refere-se ao cartão da CPU


do CLP, já a opção “1789-SIM 32 Point Input/Output Simulator” é adequado a cartões de
entradas ou saídas genéricos.
No exemplo, segue a introdução de cada um deles, começando pela CPU.

Introduzindo a CPU no ambiente emulado

Escolhendo a opção da CPU, a tela de configuração é exibida na Figura 247.

Figura 247: Configurando a CPU emulada.

A única opção que deve ser alterada neste momento é a versão do firmware (Version),
que deve ser a 17 (por motivos de configurações das versões do hardware utilizado
neste tutorial). Clique em Avançar.

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Figura 248: Configurações avançadas da CPU emulada.

Na tela da Figura 248 não é necessário alterar nada. Clique em “Concluir”. O


resultado é mostrado na Figura 249.

Figura 249: CLP emulado com CPU no slot 1.

Perceba que o cartão da CPU apresenta alguns LEDs de status, os quais devem ser
verificados para entender o funcionamento do controlador. São eles [23]:

RUN: Quando este LED estiver verde, significa que o programa está rodando.
FRC: Este LED indica que forces estão habilitados.
BAT: Este LED indica o status da pilha de backup da CPU. Seus estados são:
 Se estiver verde, OK;
 Se estiver vermelho, significa que a bateria está sem carga (no CLP físico deve
ser substituída).
I/O: Indica se os cartões de I/O estão se comunicando com a CPU. Se estiver
apagado, significa que não há cartões no rack. Se estiver verde sólido, significa que
todos os cartões estão se comunicando com a CPU. Se estiver verde piscante,

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significa que um ou mais cartões não estão se comunicando adequadamente com a
CPU. Se estiver vermelho picante, há falha na backplane.
RS: Indica atividade do cartão SD (Secure Digital).
OK: Indica o status da CPU. Se estiver verde significa que está OK. Se estiver
vermelho, a CPU está em falha.

Dica:

Para apagar uma falha da CPU, clique com o botão direito do mouse na CPU com
falha e clique na opção “Clear Major Faults”.

Introduzindo cartão de entradas e saídas genérico no ambiente emulado

Para inserir um cartão de entradas e saídas ao rack do CLP virtual, deve-se clicar com o
botão direito do mouse no slot de interesse e depois em “Create”. Na tela da Figura 250,
selecionar a opção 1789-SIM 32 Point Input/Output Simulator.

Figura 250: Inserindo cartão de I/O genérico.

Atente para o slot onde será criado o cartão de I/O genérico (Figura 251).

Figura 251: Atribuindo número do slot ao cartão.

Verifique se está correto e clique em Avançar.

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Figura 252: Atribuindo rótulo para o cartão virtual criado (Entradas Digitais).

Ao clicar em “Concluir”, a tela da interface do ambiente RSLogix Emulate 5000 fica


conforme a

Figura 253: Rack com os cartões CPU e Generic I/O.

Criando projeto emulado no ambiente RSLogix 5000

Abra o ambiente RSLogix 5000 e clique em “New Project”. No campo “Type”,


selecionar a opção Emulator RSLogix 5000 Controller (Figura 254).
Tipo de 
controlador 
(emulado) 

Tipo de 
Versão de firmware  Rack
(deve ser a mesma 
da CPU do RSLogix 
5000 Emulate)  Slot onde a CPU 
está instalada no 
RSLogix 500 
Emulate.
Caminho onde o 
arquivo do projeto de 
controle será salvo.  Figura 254: Controlador Emulado.

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Preencha os campos conforme a Figura 254 de acordo com as configurações de seu
projeto e clique em OK.

Inserindo cartões no projeto de controle do ambiente RSLogix 5000

Clique com o botão direito do mouse em 1756 Backplane, 1756-A10 e clique em


“New Module...”

Figura 255: Adicionando cartão ao projeto de controle.

Selecione o cartão de simulação genérico na opção “Digital” – “1756-IB16D”. Clique


em OK.

Figura 256: Selecionando o cartão de I/O genérico.

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Mantenha a opção de revisão como está (3) e clique em OK.

Figura 257: Revisão de firmware do cartão.

A tela da Figura 258 mostra um exemplo de configuração para o cartão de entradas


digitais. Note que o Slot é o mesmo utilizado no RSLogix Emulate 5000 . Clique em
OK.

Figura 258: Configurando o cartão de entradas digitais emulado.

Clique em OK.

Figura 259: Finalizando a configuração do cartão.

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Na verdade, o correto seria inserir um módulo genérico para utilização com o ambiente
emulado (está na opção “Other”), porém, esta opção demanda configurações
desnecessárias para esta etapa do aprendizado.

A configuração com cartão escolhido na Figura 258 vai resultar em um aviso de falha
da comunicação com o módulo, porém, trata-se apenas de um aviso que não resulta em
maiores problemas, pois o cartão escolhido não é de simulação e sim um cartão de entradas
digitais real, mas atende as necessidades das simulações realizadas e não requer as
configurações solicitadas pelo cartão genérico.

No projeto de controle, faça o download do programa na CPU do controlador emulado,


apontando o caminho da CPU do mesmo em “Who Active" ( ):

Figura 260: Apontando o caminho da CPU da aplicação emulada.

Clique em “Set Project Path” e depois em “Download”.

Figura 261: Confirmação de Download.

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Uma vez feito o download no CLP emulado, é possível salvar as configurações do
mesmo, clicando em “All Modules – Save Snapshot” (Figura 262):

Figura 262: Salvando configuração do CLP emulado.

Atribua um nome a configurações e aponte o caminho para salvar o arquivo (Figura


263).

Figura 263: Salvando as configurações do ambiente emulado.

Observe que o slot apontado (1) é o mesmo da CPU e só será validado depois de feito
o download do programa de controle na mesma. Clique em “Sim” (Figura 264).

Figura 264: Confirmar salvamento do Snapshot.

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Para restaurar as configurações a partir do arquivo gerado pelo “Snapshot”, basta
clicar em “All Modules – Restore...”:

Figura 265: Restaurando as configurações do ambiente emulado.

Aponte a pasta onde foi salvo o Snapshot, clique no nome do arquivo e depois em OK.

Figura 266: Acessando o arquivo do Snapshot criado.

A tela de aviso deve ser exibida. Clicar em OK.

Figura 267: Tela de aviso de fechamento da aplicação emulada.

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Exercício:

1) No ambiente RSLogix Emulate 5000 , desenvolver CLP emulado com os


cartões:
 CPU;
 Entradas Digitais;
 Entradas analógicas;
 Saídas Digitais;
 Saídas analógicas.
2) No ambiente RSLogix 5000, implementar projeto de controle para o CLP
desenvolvido com cartões adequados aos desenvolvidos na questão 1
(escolha cartões livremente).

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Exemplos de projetos

Nesta seção serão apresentadas algumas dicas de projeto que podem ser utilizadas em
programas reais de automação de processos industriais.

Comando manual/automático
Para priorizar o comando do acionamento em determinada posição do processo, como por
exemplo, no local da máquina, deve-se estabelecer lógica que:

“Em modo automático, o CLP ou sistema supervisório acionam a máquina. Já em


modo manual, o processo só entre em funcionamento caso o operador pressione o
botão liga via painel elétrico da máquina. Nesta condição, o sistema supervisório não
tem poder sobre o processo para garantir a segurança do operador enquanto ocorre
manutenção do sistema mecânico, por exemplo.”

A rotina da Figura 268 apresenta uma implementação útil para garantir que o botão
“LIGA_SUP” comanda o processo (acionamento de M1) caso a chave MODO estiver na
posição “AUTOMATICO” (MODO=0). Se a chave MODO assumir a posição “MANUAL”,
apenas comando local pode acionar M1. A recíproca é válida para o botão desliga.

Figura 268: Modo Manual/Automático.

Comando Liga/Desliga por um único botão de pulso (chave biestável)


Neste comando, foi utilizada a instrução “ONS” para garantir que a partir de um pulso, a
bobina “L1” (com vínculo para o canal 0 do cartão de saídas digitais) é acionada (Figura 269). No
primeiro ciclo, quando a bobina L1 está desligada, o contato normalmente fechado L1 conduz a
“corrente virtual” do pulso de LIGA para a bobina retentiva “AUX”.
Quando isso acontece, o contato AUX aciona L1 na segunda linha do programa. Nestas
condições o caminho pelo contato NF não mais existe e no próximo ciclo (novo pulso), enquanto
L1 está acionada, a “corrente virtual” circula pelo caminho LIGA-NOS_1-L1-AUX (U), desligando
L1.

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Figura 269: Liga e desliga por um botão de pulso.

Sinaleiro com um único temporizador

Este sinaleiro apresenta ciclo de tempo simétrico e ajustável através da manipulação


do parâmetros ACC do único temporizador utilizado. A Figura 270 ilustra a implementação
do mesmo.

Figura 270: Sinaleiro com um único temporizador.

No instante em que BT_LIGA é acionado, o contato NF (T1.DN) conduz a “corrente


virtual” até o temporizador T1 (tipo TON). Enquanto BT_LIGA permanece ligado, T1 executa
a temporização de 2000 ms (2 segundos). No instante em que T1.ACC=T1.PRE
(2000=2000), o contato T1.DN muda de estado, fazendo com que na primeira linha, seja
acionada a bobina retentiva AUX. Após este acionamento, o contato AUX da última linha
aciona a bobina L1. Isso faz com que o temporizador seja desabilitado pelo contato T1.DN
(antes em NF), o que resulta no apagamento instantâneo de seu valor acumulado
(T1.ACC=0) e com isso, novamente T1.DN NF volta a seu estado de repouso (fechado).

Na seqüência, o contato L1 da linha inferior do paralelismo da primeira linha é


fechado e permanece assim, uma vez que a bobina de L1 é retentiva (latch). Este estado

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permanece invariado durante os próximos 2 segundos, onde novamente a temporização
atinge o valor definido no parâmetro PRE (preset time). Isso faz com que novamente, o
estado de T1.DN mude de estado e neste momento, o caminho da linha inferior ao
paralelismo da primeira linha é quem conduz a “corrente virtual”, fazendo com que L1 seja
desligada (unlatch).

Conforme já relatado, quanto o estado de T1.DN muda de NF (normalmente fechado)


para NA (normalmente aberto), o temporizador apaga o valor acumulado (T1.ACC=0) e com
isso, inicia-se um novo ciclo devido a posição do contato T1.DN em série com o
temporizador. O ciclo se repete enquanto BT_LIGA estiver acionado.

Estrutura de sub-rotinas
Este exemplo mostra algumas sub-rotinas e a forma como foram implementadas no
programa deste tutorial. A Figura 271 mostra em detalhes algumas partes importantes.

Lista de 
sub‐
rotinas 

Chamada 
das sub‐
rotinas 

Figura 271: Sub-rotinas no RSLogix 5000.

Rotinas de acionamento via rede DeviceNet

As rotinas a seguir (Figura 272) executam funções úteis no acionamento via rede
DeviceNet, dado a necessidade de se limpar falhas automaticamente em um inversor (por
exemplo) e inverter o sentido de giro de um motor com um pulso (Figura 273).

A Figura 272 mostra a rotina de liga e desliga com reset automático de falhas (clear
Fault) no inversor de frequência PowerFlex40 via rede DeviceNet. Neste programa, há a
possibilidade de se limpar manualmente a falha através do botão “FORCE_LF”.

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Figura 272: Comando LIGA/DESLIGA e limpa falha automático.

Já a Figura 273 mostra uma rotina de inversão de sentido de giro para botão sem
retenção (pulso). No instante inicial, o bit “INVERTE_SENTIDO_MOTOR” está em nível “0”,
com isso, o comando de inversão está desligado e o eixo do motor, se acionado, gira em um
sentido definido pela sua instalação e configuração originais.

Se pressionado o botão “BT_INVERTE_SENTIDO_MOTOR”, o estado do bit


“INVERTE_SENTIDO_MOTOR” passa a ser “1” e o eixo do motor passa a girar em sentido
contrário, pois setamos o bit “Reverse” do inversor da rede DeviceNet.

Da próxima vez que pressionarmos BT_INVERTE_SENTIDO_MOTOR, o comando servirá


para desligar o comando anterior, pois selamos o caminho para resetar (U) a bobina de AUX. Esta
condição terá como resultado o “set” (L) do bit “Forward” do inversor da rede DeviceNet e o eixo
do motor reassume seu sentido de giro original.

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Figura 273: Rotinas de inversão de sentido de giro com um pulso via DeviceNet.

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