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Penhane BOLETIM OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO DE APOIO E ASSISTÊNCIA JURÍDICA AS COMUNIDADES

Director Executivo: Rui de Vasconcelos* Sede: AAAJC* Telefone: 20030252*Cidade de Tete *Chingodzi* Editado em Português e Inglês

AAAJC analisa publicação dos CGRN’s no Boletim da República

No âmbito da Campanha de Advocacia para a Boa Governação


Prova disto são os camiões que estão apreendidos na cancela da
Florestal em Moçambique, denominada “A Urgência do Momento”,
a Associação de Apoio e Assistência Jurídica as Comunidades entrada principal do Parque, apresentando espécies com diâmetro
(AAAJC) em parceria com o Fundo Mundial para a Natureza
abaixo do recomendado por Lei para além de ser camiões inapropri-
(WWF) na Província de Tete, está a mapear o cenário dos Comités
de Gestão de Recursos Naturais, CGRNs nos distritos de Cahora ados para o processo de transporte. É de referir que antes de fazer o
bassa e de Mágoè para a sua constituição, legalização e publicação
trabalho no terreno, a AAAJC contactou os SPFFB na área de Maneio
no Boletim da República. Esta missão é de maior valor porquanto, é
através destes pressupostos que as comunidades podem receber o Comunitário, e estes disseram que já não tinham em sua posse ne-
valor referente a 20% da taxa de exploração florestal e faunística.
nhum documento dos Comités de Gestão dos Recursos Naturais,
Aliás, este dinheiro, para algumas comunidades, não é canalizado
há mais de 3 anos, por retenção no banco, alegadamente por falta pois estes haviam sido criados há muitos anos atrás. Somente foram
da publicação dos seus estatutos no BR.
enviados alguns documentos para a Direção Nacional de Florestas
Embora a exploração florestal aconteça todos os anos, e sendo (DINAF), no caso concreto, apenas os despachos dos administrado-
Cahora Bassa um dos distritos com elevado número de operadores res.
florestais dada a sua diversidade de espécies com maior valor co-
A AAAJC tem na sua posse, a lista de todos os Comités de Gestão
mercial, a responsabilidade social corporativa também deixa a dese-
dos Recursos Naturais, e que numa primeira fase, deverão ser publi-
jar segundo declarações dos membros dos Comités de Gestão dos
cados no BR ainda este ano. São pelo menos 10 Comités de Gestão
Recursos Naturais. É por esta razão que a população local, está
dos Recursos Naturais, dos quais 7 possuem a documentação neces-
mais carente de apoio financeiro, mas assistindo os recursos em sua
sária para o processo, sustentado pelo Diploma Ministerial 93/2005
volta a serem explorados sem quaisquer ganhos. Vale ainda salien-
de 4 de Maio, que estabelece todo o processo inerente a canalização
tar que, apesar da área de conservação de Mágoè ter sido recente-
dos 20% da taxa de exploração florestal e faunística.
mente elevada a categoria de Parque, a exploração florestal ocorre
normalmente na zona tampão.

Documentos dos CGRNs arquivados pelo Estado


Do levantamento feito, constatou-se que mai- Em resposta, aquela instituição do Estado deu a
or parte dos Comités de Gestão dos Recursos conhecer que os documentos dos comités haviam
Naturais, não possuem os documentos refe- sido enviados para os Serviços Provinciais de Flo-
rentes a sua constituição e legalização, por resta e Fauna Bravia, SPFFB para efeitos de arqui-
estes terem sido recolhidos pelos técnicos dos vos.
Serviços Distritais das Actividades Económi-
cas, SDAE, após o seu preenchimento sem
que tenha sido deixada nenhuma cópia aos Parceiros:
membros que representam o Comité de Ges-
tão dos Recursos Naturais.

É uma situação que moveu a AAAJC a apro-


ximar-se ao SDAE para saber do ponto da
situação dos documentos.

Quem somos? Associação de Apoio e Assistência Jurídica as Comunidades (AAAJC), é uma organização da Sociedade Civil
Moçambicana, não-governamental, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, fundada em 2008 e com os seus estatutos legal-
mente publicados em 2010 no Boletim da República nº. 2, III serie, 4º suplemento de 19 de Janeiro. A sede é na cidade de Tete.
Penhane OFICIAL REPORT CARD OF THE ASSOCIATION FOR SUPPORT AND LEGAL ASSISTANCE TO COMMUNITIES

The Executive Director Rui de Vasconcelos* Sede: AAAJC* Telefone: 20030252*City of Tete*Chingodzi* Edited in Portuguese & English
Edition nº 144

AAAJC analyzes publication of NRMC's in the Bulletin of the Republic

As part of the Advocacy for Good Forest Governance Cam- Proof of this are the trucks that are seized in the gate of the
paign in Mozambique, called “The Urgency of the Moment”, main entrance of the Park, presenting species with diameter
the Association for Legal Assistance and Communities below the recommended by Law in addition to being inap-
(AAAJC) in partnership with the World Wide Fund (WWF) propriate trucks for the transport process.
in Tete Province, is to map the scenario of the Natural Re-
source Management Committees (NRMC’s) in the Cahora It should be noted that before doing the field work, AAAJC
Bassa and Mágoè districts about their constitution and legali- contacted the SPFFB in the Community Management area,
zation for publication of their Statutes in the Bulletin da Re- and they said that they no longer had any documents from
public. This mission is of greater value because it is through the Natural Resource Management Committees, as they had
these assumptions that communities can receive the value of been established for many years. Only a few documents
20% of the forest and wildlife exploitation rate. Incidentally, were sent to the National Forest Directorate (DINAF), in this
this money, for some communities, has not been channeled
case only the dispatches of the administrators. The AAAJC
for more than 3 years, by retention in the bank, allegedly for
has in its possession a list of all Natural Resource Manage-
lack of publication of their statutes in BR.
ment Committees, which should be published in the BR later
Although logging takes place every year, and as Cahora Bas- this year. There are at least 10 Natural Resource Manage-
sa is one of the districts with a high number of forest opera- ment Committees, of which 7 have the necessary documen-
tors due to its diversity of species with the highest commer- tation for the process, supported by Ministerial Diploma
cial value, corporate social responsibility is also lacking ac- 93/2005 of 4 May, which establishes the entire process inher-
cording to statements by the members of the Natural Re- ent in channeling the 20% of the logging rate and faunal.
sources Management Committees. This is why the local pop-
ulation is most in need of financial support, but watching the
resources around them be exploited without any gains.

It is also worth noting that, although Mágoè's conservation


area has recently been elevated to a Park category, logging
usually occurs in the buffer zone.

State filed NRMC documents


From the survey, it was found that most of In response, that state institution made
the Natural Resource Management Commit- known that the committee documents had
tees do not have the documents regarding been sent to the Provincial Forest and Wild-
their constitution and legalization, as they life Service, SPFFB for archival purposes.
were collected by the technicians of the Dis-
trict Services of Economic Activities, SDAE,
after their completion and no copy has been Partners:
left to the members representing the Natural
Resources Management Committee.
It is a situation that has led AAAJC to ap-
proach the SDAE to find out the status of the
documents.

Who Are We? The Association for Support and Legal Assistance to Communities (AAAJC) is an mozambican Civil Society Organization (CSO) based in Tete province, non-governmental and non proffit, created in 2008 by
a group of Paralegals in natural resources and development law, formed by the Center for Legal and Judicial Training (CFJJ), now Ministry of Justice, who decided to organize themselves based on their knowledge to promote
social and economic development and respect for human rights based on observance of the principles of social justice, equity and sustainability. Its scope of action was limited to the areas of economic development and poverty
reduction in a participatory manner, legal support to communities and citizens, environmental education, conflict resolution, advocacy of public policies and human rights. In 2010, following the implementation of some initiatives
and completing the process of its constitution, the organization was formally legalized with statutes published in the Bulletin of the Republic no. 2, III series, 4th supplement of January 19, 2010.

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