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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

BRUNA DE MOURA

LUIZ CARLOS DA SILVA

MANUELE REIS

COMPONENTES DO COMPUTADOR

MEMÓRIA

JULHO/2019

RIO DE JANEIRO

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Sumário

 Memória

 O que é?

 Tipos de Memória

 ROM

 PROM, EPROM, EEPROM.

 RAM

 DRAM, SRAM, MRAM.

 Cache

 Virtual

 Vídeo.

 Barramento de dados, endereço e controle.

 Padrões de encapsulamento dos Chips

 DIP, SOJ, TSOP, CSP, FBGA.

 Formatos de Módulos de Memória

 SIPP, SIMM, RIMM, DIMM, DRAM, DDR, DDR2, DDR3, DDR4.

 FPM e EDO, RIMM e PC100, Dual-Channel e Triple-Channel.

 XDR (Playstation 3), GDDR (Placas Gráficas), Z-RAM.

 Expansão de Memória Cache e RAM

 Bibliografia

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Introdução
Aqui nesse texto, nós falaremos algumas coisas sobre a memória do
computador, como por exemplo: A memória RAM, ROM, Cache, entre outros.
Também falaremos sobre Encapsulamento dos Chips e Módulos de Memória.
Aproveite.

O que é a Memória?

A memória é um componente eletrônico do computador que pode


receber, armazenar e fornecer informação. Em geral, quando se fala de
memória está se fazendo referência à memória RAM (Random Access Memory
ou memória de acesso aleatório), que constitui a zona de trabalho do
microprocessador. Como o próprio nome já diz, os dados e programas
instalados pelo usuário ficam armazenados nessa memória, capaz de acessar
de modo rápido e aleatório, e de conservar, qualquer dado. Existem vários
tipos de memória (mesmo a Memória RAM sendo a mais conhecida), abaixo
serão citadas algumas.

Memória ROM:

ROM é uma sigla em inglês que se refere ao termo Read Only Memory
ou “Memória de Apenas uma Leitura”. Trata-se de uma memória de
semicondutor que facilita a conservação da informação que pode ser lida, mas
que não pode ser destruída. Diferentemente da memória RAM, os dados
contidos em uma memória ROM não são destruídos nem perdidos em caso de
interrupção da energia elétrica, por isso, é chamada de “memória não volátil”.

A função dessa memória é de oferecer dados apenas para leitura.


Normalmente, a ROM é utilizada para armazenar firmwares, pequenos
softwares que funcionam apenas no hardware para o qual foram desenvolvidos
e que controlam as funções mais básicas do dispositivo. Na ROM de uma
calculadora, por exemplo, podemos encontrar as rotinas matemáticas que o
estudante pode realizar ao usá-la. Já no caso de celulares, normalmente as
ROMS carregam o sistema operacional e os softwares básicos do aparelho.

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Frequentemente as memórias ROM são usadas como principal meio de
armazenamento de dados dos computadores. Por ser uma memória que
protege os dados e impede sua substituição, as memórias ROM são
empregadas para armazenar informação da configuração do sistema, dos
programas de arranque ou início, suporte físico e outros programas que não
precisam de atualização constante.

PROM:

Com o passar do tempo, foram necessárias memórias similares,


mas que possibilitassem a inserção posterior de dados. A primeira dessa
nova leva foi a Programmable Read-Only Memory (PROM). Ele permite
que o conteúdo seja modificado por meio do programador PROM. O
único problema é que esse programador altera as características físicas
do chip, ou seja, ele só pode ser usado uma vez. Esse tipo de ROM
pode ser encontrado em consoles de video games e em aparelhos de
celulares. Além disso, podemos comparar a PROM com o CD gravável
(CD-R), que também suporta apenas uma gravação.

EPROM:

Outro tipo muito usado é o Erasable Programmable Read-Only


Memory (EPROM). A grande inovação da EPROM é permitir a
regravação de dados. O conteúdo do chip pode ser apagado expondo-o
à luz ultravioleta por cerca de 10 minutos. Já o processo de reescrita dos
dados requer uma voltagem cada vez maior e, com isso, a número de
reprogramações acaba sendo limitado.

EEPRON:

Um tipo mais recente é a Electrically Erasable Programmable


Read-Only Memory (EEPROM) que, assim como seu anterior, apaga e

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armazena dados, mas agora com o uso da eletricidade. Assim, é
possível atualizar o firmware de uma câmera ou de um MP3 Player de
maneira muito mais prática, sem precisar remover o chip ROM de dentro
do aparelho.

Os modelos mais comuns de EEPROM são a EAROM, que permite a


alteração de um bit por vez do seu conteúdo, e a Flash Memory, que
pode ter seu conteúdo alterado de forma muito mais rápida, além de
durar muito mais, possibilitando mais de 1 milhão de ciclos de
reprogramação. Podemos comparar tanto a EPROM quanto a EEPROM
com os CDs regraváveis (CD-RW).

Memória RAM:

A memória RAM é um tipo de tecnologia que permite o acesso aos


arquivos armazenados no computador. Diferentemente da memória do HD, a
RAM não armazena conteúdos permanentemente. É responsável, no entanto,
pela leitura dos conteúdos quando requeridos. Ou seja, de forma não
sequencial.

Para simplificar a lógica por trás da função da memória RAM, é possível


fazer uma analogia com uma mesa de estudos, onde se reúne todo o material
necessário para realizar os deveres de casa: como canetas, lápis, caderno e
livros. Os materiais seriam os arquivos e a memória RAM, a mesa, onde tudo
se reúne e o trabalho é feito.

Sendo assim, a memória RAM pode ser entendida como um espaço


temporário de trabalho, pois, após a tarefa ser realizada, os arquivos (material
de estudos) são retirados da memória (mesa) e mantidos no HD (armário).

DRAM:

Existem dois tipos básicos de memórias RAM. O mais barato e


comum deles é a DRAM (ou memória dinâmica de acesso aleatório).
Nesse tipo, um transistor e um capacitor unem-se para formar uma
célula de memória, que é responsável por um bit de dados. Enquanto o
capacitor conserva o bit de informação, o transistor age como um
controle, que permite ao chip ler o capacitor ou mudar seu estado.

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A DRAM costuma ser uma memória mais lenta, pois passa por
um processo de refrescamento dos dados, o que leva tempo e deixa a
memória lenta.

Sram:

O segundo tipo é o SRAM ou, memória estática de acesso


aleatório. Essa possui um circuito em uma forma conhecida como Flip-
flop, que contém quatro ou seis transistores e fios. A vantagem desse
tipo é que não há necessidade de ser refrescada.
Sendo assim, é mais rápida que o primeiro tipo. No entanto,
ocupa também bem mais espaço em um chip que uma célula de
memória dinâmica. O que resulta na menor quantidade de memória que
se pode ter por chip, fazendo da SRAM um componente bem mais caro.

MRAM:

As memórias MRAM (Magnetoresistive RAM) utilizam células


magnéticas para armazenar dados, ao invés de células que armazenam
eletricidade, como nas memórias DRAM, SRAM. O layout básico lembra
um pouco um módulo de memória DRAM, onde temos um transistor
para cada bit de dados. A grande diferença é que, no lugar de um
capacitor, é usada uma célula magnética, que pode ser gravada e lida
usando eletricidade e conserva seus dados por longos períodos (assim
como nos HDs) sem precisar de refresh ou alimentação elétrica.

As memórias MRAM são quase tão rápidas quanto às memórias


SRAM, consomem menos energia e suportam um número quase
ilimitado de ciclos de leitura e gravação. Elas são uma espécie de "Santo
Graal" da informática, uma tecnologia que, se fosse suficientemente
barata, poderia vir a substituir, com vantagens, a maioria dos demais
tipos de memórias. O problema é que as memórias MRAM são difíceis
de fabricar.

Cache

A memória cache é um tipo de memória que trabalha em conjunto com o


processador. De fato, todos os processadores atuais trazem certa quantidade

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de memória cache embutida no encapsulamento. O objetivo é potencializar o
desempenho do chip de processamento, evitando que fique ocioso por longos
períodos.

Antes de falar sobre a memória cache é preciso entender o


funcionamento básico do processador. A CPU (Central Processing Unit)
trabalha diretamente com a memória RAM. Assim, todos os dados processados
pelo chip são enviados pelos módulos de memória RAM.

Acontece que a memória RAM é muito mais lenta do que o processador.


Em outras palavras, ele processa dados mais rápido do que a memória RAM
pode enviar. Isso resulta em longos períodos de ociosidade e,
consequentemente, desperdício de capacidade do processador. Para resolver
esse problema e fazer com que a CPU trabalhe com a força máxima possível,
foi criada a memória cache. Ela é muito mais rápida que a memória RAM e tem
a função de fornecer as informações mais cruciais para o processador.

A memória cache é dividida em alguns níveis, conhecidos como L1, L2 e


L3. Eles dizem respeito à proximidade da memória cache das unidades de
execução do processador. Quanto mais próxima ela estiver da unidade de
execução do processador, menor será o seu número.

Assim, o cache L1 é o mais próximo possível. O L2 é um pouco mais


distante e o L3 é ainda mais distante. Sempre que a unidade de busca do
processador precisa de um novo dado ou instrução, ela procura inicialmente no
cache L1. Se não encontrar, parte para o L2 e depois para o L3. Se a
informação não estiver em nenhum dos níveis de memória cache, ela terá de ir
até a memória RAM. Uma peculiaridade a respeito dos níveis, é que o L1 é
dividido em memória de instrução e memória para dados. Com isso, o
processador vai direto à memória de instrução, se estiver buscando uma
instrução, ou vai direto à memória de dados, se estiver buscando um dado.
Isso agiliza ainda mais o processador de busca.

Os navegadores e aplicativos que utilizamos precisam de cache para


poderem ser utilizados de forma rápida e prática, o problema é que, quanto
mais usamos esses aplicativos, mais cache eles armazenam no nosso
dispositivo. Por isso é sempre bom de vez em quando limpar esses dados.

Memória Virtual

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Também conhecida como arquivos de paginação, a memória virtual
consiste em um espaço que é reservado no momento em que o sistema
operacional é instalado em um computador. Essa ação independe do fato do
SO ser Linux ou Windows.

A memória virtual é importante porque, assim que o SO percebe que a


memória RAM está sem espaço, ele passa a executar os programas nela. Ou
seja, a memória virtual pode ser considerada uma reserva da memória RAM.

Dessa forma, ela estende a quantidade de memória disponível para


dados temporários. Estes costumam ser usados pelos programas em
execução. Com isso, o usuário não precisa realizar upgrades de hardware para
usar vários aplicativos simultaneamente.

Memória de Vídeo

Para armazenar a imagem a ser exibida no vídeo, a placa utiliza-se de


um tipo especial de memória, chamada de memória de vídeo. O conteúdo
desta memória é constantemente atualizado pela placa de vídeo, seguindo as
ordens transmitidas pelo processador. Muitos pensam que quanto mais
memória possuir a placa de vídeo, mais rápida ela será, o que não é verdade.

A quantidade de memória determina apenas a resolução e quantidade


de cores que a placa poderá exibir. Uma placa com 1 megabyte de memória,
por exemplo, será capaz de exibir 16 milhões de cores em resolução de
640x480 ou 65 mil cores em resolução de 800x600.

Barramento

Praticamente todos os componentes de um computador, como


processadores, memórias, placas de vídeo e diversos outros, são conectados à
placa-mãe a partir do que chamamos de barramento. Sem entrar em termos
técnicos, ele é o encaixe de que cada peça precisa para funcionar
corretamente.

Há três funções distintas nos principais barramentos de um computador,


que, em termos simples, conectam o processador, a memória e os outros
componentes conectados a ele pelo que chamamos de barramentos de
entrada e saída.

Barramento de dados

É por este tipo de barramento que ocorre as trocas de dados no


computador, tanto enviados quanto recebidos. Portanto, um
microprocessador de 8 bits requer um barramento de dados de 8 linhas

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para transmitir dados de 8 bits em paralelo. Semelhantemente, um
microprocessador de 64 bits necessita de um barramento de dados de
64 linhas para transmitir dados de 64 bits em paralelo. Se o barramento
de dados para um microprocessador de 64 bits fosse formado por 8
linhas, seriam necessárias oito transmissões sucessivas, tornando mais
lento o sistema. O Barramento de Dados é bidirecional, isto é, pode
transmitir em ambas as direções.

Barramento de endereços

Indica o local onde os processos devem ser extraídos e para onde


devem ser enviados após o processamento.

Ele conduz endereços. Uma função típica do Barramento de


Endereço é selecionar um registrador num dos dispositivos do sistema
que é usado como a fonte ou o destino do dado. O Barramento de
Endereço do nosso computador padrão tem 16 linhas e pode endereçar
216 (64 K) dispositivos (1K= 1024, ou 210, no jargão de computação).

Barramento de controle
Atua como um regulador das outras funções, podendo limitá-las
ou expandi-las em razão de sua demanda. Ele conduz o status e a
informação de controle de/para o Microprocessador. Para um
Barramento de Controle ser formado, ao menos 10 (geralmente são
mais) linhas de controle são necessárias.

Encapsulamento dos Chips


Um encapsulamento é basicamente uma proteção que envolve um
circuito integrado. Sua principal função é garantir a conexão segura entre os
circuitos e as placas físicas. Esta proteção é composta por pinos de metal, que
fixam um envoltório retangular feito de metal, plástico ou de outros materiais. O
mecanismo descrito garante que a transmissão de energia não cause danos
físicos nos circuitos nem nas próprias placas.

DIP

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DIP (Dual In-line Package) - Quando se fala em chips de
computador, computador, normalmente a primeira imagem que se faz
em nossa mente é de um dispositivo retangular com um monte de
“perninhas” “perninhas” em dois de seus lados. Este é o encapsulamento
DIP e que hoje em dia já está caindo em desuso.

SOJ

SOJ (Small Outline J-Lead) – Este encapsulamento tem este


nome porque as perninhas do chip se dobram em forma de “J”. Este chip
não de encaixa. Ao invés disso é montado num processo mais parecido
com uma “colagem” “colagem” do chip e muito usado atualmente nas
placas de circuito. Este processo é chamado de tecnologia de montagem
em superfície (SMT).

TSOP

TSOP (Thin Small Outline Package) – No Encapsulamento TSOP,


o chip tem uma espessura muito pequena, pequena, bem menor que a
do chip com encapsulamento SOJ. Foi usado pela primeira vez em
cartões de memória para notebooks.

CSP

CSP (Chip Scale Package) – Ao contrário dos encapsulamentos


já apresentados o CSP não usa pinos para se conectar ao PCB. Ao
invés disso ele possui pequenas esferas de metal em sua parte inferior.

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Este padrão de encaixe é chamado de BGA (Ball Grid Array). As
memórias do tipo RDRAM e DDR-II usam este tipo de encapsulamento.

FBGA
A sigla vem de "Fine pitch Ball Grid array", este é um tipo
de encapsulamento derivado do BGA, utilizado em diversos
tipos de chips, com destaque para a geração mais recente dos
módulos de memória Rambus. Espera-se que no futuro os
módulos de memória DDR e DDR-II também venham a aderir a
este formato.

A grande vantagem deste encapsulamento sobre o TSOP


tradicionalmente usado em módulos de memória é que no FBGA
os pontos de contato do chip com o módulo são pequenos
pontos de solda, presentes na parte inferior do chip. Além de a
solda ser muito mais precisa, a distância a ser percorrida pelo
sinal elétrico é muito menor, permitindo que o módulo de
memória opere a frequências consideravelmente superiores.

Módulos de Memória
Em informática, um módulo de memória é um circuito impresso na
qual se montam os circuitos integrados de memória.

SIPP
O módulo SIPP (Single Inline Pin Package) foi o primeiro módulo
de memória a ser lançado para computadores, e foi usado nas placas
mães dos 286 e nas primeiras 386. Tem chips com encapsulamento
DIP, e, soldados na parte de baixo da placa trinta contatos metálicos que
tornam o manuseio da memória meio complicado, por isso esse módulo
logo foi trocado pelo SIMM.

SIMM
Existem 2 tipos de módulos de memória SIMM: os módulos
SIMM de 30 vias e os módulos SIMM de 72 vias.

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SIMM 30

Os módulos de 30 vias são módulos de 8 bits, enquanto


tanto o 386, quanto o 486 são processadores de 32 bits. Como o
processador precisa de 32 bits, e cada pente fornece apenas 8, é
preciso combinar 4 pentes, que serão acessados pelo processador
como se fossem um só. Temos então que usar estes módulos em
quartetos, 4 módulos ou 8 módulos, mas nunca um número quebrado.

SIMM 72
Os módulos de 72 vias são módulos de 32 bits. Como o 486 é
um processador de 32 bits, é preciso apenas um pente para formar
cada banco de memória. A partir do Pentium, porém todos os
processadores acessam a memória usando palavras binárias de 64
bits, são então necessários 2 pentes para formar cada banco, ou seja,
usamos os módulos de 72 vias "aos pares".

RIMM
RIMM é a memória do computador que se assemelha
a DIMMs; no entanto, é de 184 pinos e está disponível com suporte ECC
integrado e não-ECC a velocidades de até 800 MHz. Os módulos RIMM são
comumente usados nas placas-mãe Intel Pentium 4.

DIMM (Dual In-line Memory Module)


Um módulo de memória dual inline (DIMM) é uma placa de circuito de
pequena escala que contém chips de memória na placa-mãe. O DIMM
incorpora uma série de memória chamada DRAM (Dynamic Random Access
Memory), que fornece armazenamento primário, a memória principal que
continuamente lê e executa instruções ou dados armazenados diretamente na
CPU.
O DIMM é uma tentativa de melhorar o módulo de memória em linha único
(SIMM), que usava pares correspondentes. O DIMM usa apenas uma placa de
circuito, aumentando assim a velocidade de memória e o armazenamento. O
DIMM também possui uma placa de circuito muito menor e uma inserção mais
fácil em comparação com o SIMM.

SDRAM

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As memórias SDRAM por sua vez, são capazes de trabalhar
sincronizadas com os ciclos da placa mãe, sem tempos de espera. Isso
significa que a temporização de uma memória SDRAM é sempre de uma
leitura por ciclo. Independentemente da velocidade da placa mãe.

Como é preciso que a memória SDRAM a ser usada seja rápida o


suficiente para acompanhar a placa mãe, encontra-se no mercado versões
com tempos de acesso entre 15 e 6 nanossegundos. Para saber o tempo de
acesso de cada módulo, basta olhar o final da primeira linha do código, que
terminará com -15, -12, -10, -9, -8, -7 ou -6, indicando que o módulo possui
(respectivamente) tempos de acesso de 15, 12, 10, 9, 8, 7 ou 6 nanos.

DDR
DDR significa Double Data Rate ou Taxa de Transferência Dobrada, e
memórias desta categoria transferem dois dados por pulso de clock externo.
Traduzindo: elas conseguem obter o dobro do desempenho de memórias sem
este recurso trabalhando com o mesmo clock.
Internamente, memórias DDR e DDR2 trabalham com o mesmo clock
em que operam externamente, enquanto que memórias DDR3 e DDR4
trabalham internamente com metade do clock externo. Para evitar ainda mais
confusões, normalmente o clock interno das memórias DDR3 e DDR4 não é
mencionado, e trabalhamos apenas com os clocks nominais e externos da
memória.

FPM
A tecnologia FPM (Fast Page Mode) foi utilizada para desenvolver
algumas memórias do padrão SIMM. Módulos com essa tecnologia podiam
armazenar incríveis 256 kbytes. Basicamente, o diferencial dessa memória era
a possibilidade de escrever ou ler múltiplos dados de uma linha
sucessivamente.

EDO

As memórias com tecnologia EDO apareceram em 1995, trazendo um


aumento de desempenho de 5% se comparadas às que utilizavam a
tecnologia FPM. A tecnologia EDO (Extended Data Out) era quase idêntica à
FPM, exceto que possibilitava iniciar um novo ciclo de dados antes que os
dados de saída do anterior fossem enviados para outros componentes.

RIMM

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Pouco depois do padrão DIMM, apareceram às memórias RIMM. Muito
semelhantes, as RIMM se diferenciavam basicamente pela ordenação e
formato dos pinos. Houve certo incentivo por parte da Intel para a utilização de
memórias RIMM, no entanto, o padrão não tinha grandes chances de
prospectiva e foi abandonado ainda em 2001.
As memórias RIMM ainda apareceram no Nintendo 64 e no Playstation 2
– o que comprova que elas tinham grande capacidade para determinadas
atividades. Ocorre que, no entanto, o padrão não conseguiu acompanhar a
evolução que ocorreu com as memórias DIMM.

PC100
O padrão PC100 (que era uma memória SDR SDRAM) surgiu na mesma
época em que as memórias RIMM estavam no auge. Esse padrão foi criado
pela JEDEC, empresa que posteriormente definiu como seria o DDR. A partir
do PC100, as fabricantes começaram a dar atenção ao quesito frequência.
Posteriormente, o sufixo PC serviu para indicar a largura de banda das
memórias (como no caso de memórias PC3200 que tinham largura de 3200
MB/s).

Dual-Channel
Apesar das constantes evoluções no padrão DDR, as memórias nunca
conseguiram atingir a mesma velocidade das CPUs. Isso forçou as principais
empresas de informática a apelarem para um truque que possibilitaria o
aumento do desempenho geral da máquina. Conhecido como Dual-Channel
(Canal Duplo), o novo recurso possibilitou o aumento em duas vezes na
velocidade entre a memória e o controlador.
A tecnologia Dual-Channel depende simplesmente de uma placa-mãe ou
um processador que tenha um controlador capaz de trabalhar com o dobro de
largura do barramento. Isso significa que a memória utilizada não precisa ser
diferente, sendo que a grande diferença está no controlador, que deve ser
capaz de trabalhar com 128 bits, em vez dos costumeiros 64 bits das
memórias DDR.

Ao dobrar a largura do barramento de dados, as memórias têm a taxa de


transferência dobrada automaticamente. Assim, uma memória DDR2 que
antes era capaz de transferir 8.533 MB/s, quando programada para atuar em
Dual-Channel poderá atingir um limite teórico de 17.066 MB/s. Detalhe: para
usar a tecnologia de Canal Duplo é preciso usar dois módulos de memórias,
conectados nos slots pré-configurados para habilitar o recurso.

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Triple-Channel

A tecnologia Triple-Channel é muito parecida com a Dual, exceto que


aqui o canal é triplo. Com a explicação acima fica fácil compreender que é
preciso utilizar um processador e placa-mãe compatível (os primeiros a usar
esse recurso foram os Intel Core i7 de primeira geração).
A largura do barramento aumenta para 192 bits (o triplo dos 64 bits) e,
consequentemente, a taxa de transferência triplica. E novamente vale a
mesma regra: três módulos são necessários para utilizar essa funcionalidade.

XDR
O padrão XDR é como se fosse um sucessor das antigas
memórias baseadas no RIMM (também conhecida como memória Rambus
DRAM). As memórias XDR (Extreme Data Rate) da Rambus são capazes de
transmitir, teoricamente, 3.2 Gb/s, sendo a previsão que esta velocidade
dobraria até 2006, graças à tecnologia ODR (Octal Data Rate), em que a XDR
DRAM é capaz de transmitir 8 bits de dados por pulso de clock. XDR permite
com que os dados sejam empacotados em uma arquitetura de maneira
independente para que o dado seja transferido entre sistemas de
computadores heterogêneos. Converter da representação local para XDR é
conhecido como codificação. Converter do XDR para a representação local é
conhecido como decodificação.

GDDR

Memória específica para placas de vídeo. A abreviação GDDR vem


de Graphics Double Data Rate e seu funcionamento é muito semelhante ao
da memória DDR comum. Vale lembrar que a memória GDDR também é do
tipo RAM, ou seja, de acesso aleatório. Existem diversas versões desta
memória, as quais trabalham com tensões diferentes. Atualmente é comum
encontrar placas com memórias GDDR3, GDDR4 e GDDR5.

Z-RAM

ZRAM (antes conhecido como compcache) é um recurso do


kernel Linux para transformar uma região de memória RAM em um dispositivo
de bloco com suporte à compressão de dados. Com este recurso, é

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possível criar uma espécie de disco virtual, onde os dados são armazenados
em RAM de forma comprimida.

Expansão Memória Cache


O propósito da memória cache é atuar como um buffer entre os
registradores da CPU, muito limitados e de alta velocidade, e a memória
principal do sistema, relativamente mais lenta e maior — geralmente referida
como RAM. A memória cache tem uma velocidade operacional similar à da
própria CPU, portanto, quando a CPU acessa os dados no cache, não fica
esperando os dados.

A memória cache é configurada de maneira que, sempre que os dados forem


acessados pela RAM, o hardware do sistema primeiro verifica se os dados desejados
estão no cache. Se os dados estiverem no cache, são rapidamente recuperados e
usados pela CPU. Mas, se os dados não estão no cache, são acessados pela RAM
e, enquanto são transferidos para a CPU, também são alocadas no cache (caso
sejam novamente necessários mais tarde). Da perspectiva da CPU, tudo isso é feito
transparentemente, de modo que a única diferença entre acessar os dados no cache
e na RAM é o tempo de resposta.

Ao gravar dados pela CPU, as coisas podem complicar um pouco. Há duas


táticas diferentes que podem ser usadas. Em ambos os casos os dados são
gravados primeiro no cache. No entanto, como o propósito do cache é funcionar
como uma cópia muito rápida do conteúdo de porções selecionadas da RAM, sempre
que algum dado é alterado, deve ser gravado em ambos, na memória cache e na
memória RAM. Caso contrário, os dados do cache e os dados da RAM não
coincidiriam.

As duas táticas diferem no processo de como isso é feito. Uma tática,


conhecida como cache de gravação direta, grava os dados modificados
imediatamente na RAM. O cache de gravação reversa, no entanto, atrasa a gravação
dos dados modificados de volta à RAM. A razão disto é reduzir o número de vezes
que um dado frequentemente modificado deve ser gravado de volta à RAM.

O cache de gravação direta é um pouco mais simples para implementar e, por


este motivo, é mais comum. O cache de gravação reversa é um pouco mais difícil de
implementar; além de armazenar os dados reais, é necessário manter alguma

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espécie de mecanismo capaz de avisar se os dados do cache estão limpos (quando
os dados do cache são os mesmos que os dados da RAM) ou sujos (quando os
dados do cache foram modificados, o que significa que os dados da RAM não estão
mais atualizados). Também é necessário implementar uma maneira de enviar
periodicamente entradas sujas do cache de volta à RAM.

Expansão da Memória RAM


A RAM representa o armazenamento eletrônico em massa nos
computadores de hoje. É usada como armazenamento para dados e
programas, enquanto estes estão em uso. A velocidade da RAM na maioria
dos sistemas de hoje fica entre a velocidade da memória cache e a dos discos
rígidos; bem mais próxima à da memória cache.

A operação básica da RAM é, na verdade, bem simples. No nível


mais baixo há chips da RAM — circuitos integrados que executam a
"memorização" de verdade. Estes chips têm quatro tipos de conexões com o
mundo externo:

•Conexões de eletricidade (para operar os circuitos dentro do chip)

•Conexões de dados (para permitir a transferência de dados para dentro ou


para fora do chip)

•Conexões de leitura/gravação (para controlar se os dados devem ser


armazenados no ou recuperados pelo chip)

•Conexões de endereço (para determinar onde os dados devem ser


lidos/gravados dentro do chip)

Aqui estão os passos para armazenar dados na RAM:

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1. Os dados a serem armazenados são apresentados às conexões de dados.

2. O endereço no qual os dados devem ser armazenados é apresentado às


conexões de endereço.

3. A conexão leitura/gravação está ajustada no modo gravação (write).

Conclusão

Com esse trabalho nós concluímos que, existem vários tipos de memória e
conforme o passar dos anos esses tipos vão sendo atualizados e descartados e
aprendemos também que o tema Memória é mais abrangente do que o esperado.

Bibliografias

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https://queconceito.com.br/memoria-rom

https://www.tecmundo.com.br/memoria/9346-o-que-e-memoria-rom-.htm

https://www.tecmundo.com.br/hardware/1736-o-que-e-barramento-.htm

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http://www.di.ufpb.br/raimundo/ArqDI/Arq5.htm

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https://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/02/o-que-e-memoria-ram-e-qual-sua-
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https://www.tecmundo.com.br/memoria-ram/12781-memorias-quais-os-tipos-e-para-
que-servem.htm

https://www.hardware.com.br/termos/mram

https://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2016/10/o-que-e-memoria-cache-entenda-
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https://seguranca.uol.com.br/antivirus/dicas/curiosidades/apagar_dados_limpar_cache_
entenda_diferenca.html

https://www.infonova.com.br/artigo/o-que-e-a-memoria-virtual/

https://www.hardware.com.br/termos/memoria-de-video

https://www.tecmundo.com.br/hardware/1786-o-que-e-um-encapsulamento-de-
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Prof. Anderson Tukiyama Berengue Instalação e Manutenção de Computadores


(https://files.comunidades.net/mutcom/encapsulamento_memoria.pdf).

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https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%B3dulo_de_mem%C3%B3ria

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https://pt.wikipedia.org/wiki/XDR

http://informaticaentretenimento2.blogspot.com/2012/07/gddr.html

http://web.mit.edu/rhel-doc/4/RH-DOCS/rhel-isa-pt_br-4/s1-memory-spectrum.html

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