Você está na página 1de 49

Estrutura Interna da Terra

Professor Jakes Paulo

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra

A crosta terrestre é a
camada mais externa
ou crosta do planeta Terra.
É a parte superior da
litosfera, com uma
espessura variável de 5 a 70
km. A crosta é constituída
principalmente por basalto
e granito e fisicamente é
menos rígida e mais fria do
que o manto e o núcleo da
Terra.

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra
O manto superior inicia
sob a crosta oceânica a
uma profundidade média
de 6 km e sob a crosta
continental a uma
profundidade média de 35
km, atingindo
profundidades de até 400
km. A descontinuidade
entre a crosta e o manto é
denominada
descontinuidade de
Mohorovicic.

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra

O manto inferior ocupa


49,2% da massa da terra.
Desde 650 a
aproximadamente 2.890
km de profundidade é
composto principalmente
por silício (21,5%),
magnésio (22,8%) e
oxigénio (44,8%). Contém
também um pouco de
ferro (5,8%), cálcio
(2,3%) e alumínio (2,2%).

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra

O núcleo externo é a
camada terrestre que
se situa entre
o núcleo interno
(sólido) e o manto
terrestre. Ele é
formado por ferro e o
material está em
estado líquido,
enquanto
o núcleo interno se
encontra no estado
sólido.

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra
O núcleo interno, por outro
lado, é sólido, com
temperaturas iguais ou
semelhantes às encontradas
na superfície do Sol, na
ordem dos 5000ºC. O fato de
o núcleo ser sólido deve-se
ao fato de a pressão ser
extremamente elevada, algo
em torno de três milhões de
vezes maior do que a pressão
atmosférica no nível do mar.
Forma-se, então, uma liga
metálica maciça de níquel e
ferro, o que faz com que essa
camada seja também
chamada de NIFE.

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra
As Correntes de Convecção da
Terra (também chamadas de
Células de Convecção) são os
movimentos dos fluidos internos
que se realizam no manto,
abaixo da crosta terrestre.
Acredita-se que elas sejam as
grandes responsáveis por
inúmeros processos de
transformação do relevo de
origem endógena, como
terremotos, vulcanismos,
tectônica de placas, entre outros.

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra
As Correntes de Convecção da
Terra (também chamadas de
Células de Convecção) são os
movimentos dos fluidos internos
que se realizam no manto,
abaixo da crosta terrestre.
Acredita-se que elas sejam as
grandes responsáveis por
inúmeros processos de
transformação do relevo de
origem endógena, como
terremotos, vulcanismos,
tectônica de placas, entre outros.

PROFESSOR JAKES PAULO


Camadas Internas da Terra
As Correntes de Convecção da
Terra (também chamadas de
Células de Convecção) são os
movimentos dos fluidos internos
que se realizam no manto,
abaixo da crosta terrestre.
Acredita-se que elas sejam as
grandes responsáveis por
inúmeros processos de
transformação do relevo de
origem endógena, como
terremotos, vulcanismos,
tectônica de placas, entre outros.

PROFESSOR JAKES PAULO


Pangeia
Pangeia era "o" grande continente, a
primeira Crosta terrestre que existiu.

A separação dele ocorreu de forma lenta


e gradual, e, enquanto se separava,
formava novos supercontinentes, como
a Laurásia e o Gondwana. Tétis é o
primeiro oceano que surgiu dessa
separação, e estava localizado na região
do atual Mar Mediterrâneo.

PROFESSOR JAKES PAULO


Pangeia
Pangeia: deriva continental
Placas Tectônicas

Placas tectônicas são


blocos semirrígidos que
formam a crosta terrestre.
O movimento
dessas placas é constante,
fazendo com que se
afastem ou se aproximem
umas das outras. O mundo
é dividido em 52 placas
tectônicas, sendo 14
principais e 38 menores.
Tectonismo
O tectonismo ou diastrofismo é um
fenômeno que está relacionado com o
movimento das placas tectônicas
presentes na litosfera (camada externa da
terra) terrestre.
O movimento das placas tectônicas pode
ocorrer de três maneiras: convergente
(choques das placas), divergente
(afastamento das placas) e transformante
(deslizamento das placas sobre outras).
De tal modo, o tectonismo é produzido
pelas forças do interior da Terra e colabora
com a formação do relevo, sendo que sua
atuação pode provocar diversos abalos
sísmicos, por exemplo, os terremotos, os
maremotos, dentre outros.
Placas Tectônicas

Uma zona de subducção,


região de subducção,
zona de Benioff-Wadati é
uma área onde se destrói
continuamente a terra,
área de convergência de
placas tectónicas, na qual
uma das placas desliza
para debaixo da outra,
num processo designado
por subducção.
Placas Tectônicas

Uma zona de subducção,


região de subducção,
zona de Benioff-Wadati é
uma área onde se destrói
continuamente a terra,
área de convergência de
placas tectónicas, na qual
uma das placas desliza
para debaixo da outra,
num processo designado
por subducção.
Placas Tectônicas
Uma zona de subducção,
região de subducção, zona
de Benioff-Wadati é uma
área onde se destrói
continuamente a terra, área
de convergência de placas
tectónicas, na qual uma das
placas desliza para debaixo
da outra, num processo
designado por subducção.
POR QUE AS PLACAS SE MOVEM?
As placas tectônicas movem-se a partir dos riftes, devido às correntes de convecção de magmas
na astenosfera.

Imagem: USGS / Domínio público.


LIMITES ENTRE AS PLACAS TECTÔNICAS
Limites
Divergentes
Limites
Convergentes
Placa

Placa
Astenosfera
Limites
Transformantes

Imagens: Slovenian translation / Domínio público.


CONSEQUÊNCIAS DA MOVIMENTAÇÃO DAS PLACAS
TECTÔNICAS
1. O afastamento de duas placas em sentido contrário acarreta:
a expansão do fundo dos oceanos;
abertura de uma fenda (Rift Valley);
a formação de dorsais oceânicas; Polaridade magnética
o distanciamento entre o continentes. normal

Polaridade magnética
revertida

Litosfera Magma

Imagem: Chmee2 / Domínio público.


CONSEQUÊNCIAS DA MOVIMENTAÇÃO DAS PLACAS
TECTÔNICAS
2. A convergência de uma placa para outra pode provocar:
 a destruição de parte da crosta terrestre (subducção);
 a formação de fossa oceânica e cadeias montanhosas;
 intensa atividade sísmica e vulcânica.

Crosta oceânica Crosta continental

Litosfera Litosfera

Astenosfera

Imagem: Merikanto / Domínio público.


DOBRAMENTOS
 Resultam de pressões horizontais na litosfera, onde as rochas não oferecerem grande
resistência às forças internas; constituem movimentos orogenéticos;

 os dobramentos ocorreram em
diferentes eras geológicas (Pré-

Imagem: Ekko / GNU Free Documentation License.


-cambriana e Cenozoica), são
formações que ocorrem em
terrenos jovens e, portanto, não
existem no Brasil (geologia
antiga).
FALHAMENTOS
Falha Inversa

 Ocorrem em terrenos de pouca plasticidade


compostos por camadas rochosas resistentes ou

Imagem: Jesús Gómez Fernández / GNU Free Documentation License.


rígidas e resistentes às forças internas, que “se
quebram” em vez de dobrar; Falha Normal

 a pressão dá-se de forma vertical e constitui


movimentos epirogenéticos;

 produz as fraturas que ocorrem de duas formas:


Falha Transcorrente
I – Paráclase ou falha.

II– Diáclase ou fissura.


FALHAMENTOS
A parte mais elevada é chamada de pilar ou horst e a mais baixa, de fossa tectônica ou graben;
 ocorrendo uma fratura sem que haja desnivelamento, chamamos Diáclase.

Imagem: Geological Survey / Public domain.


ABALOS SÍSMICOS
 Abalo sísmico ou terremoto é um tremor da superfície terrestre produzido por forças naturais situadas
no interior da crosta terrestre e a profundidades variáveis. Ocorre pela liberação de ondas sísmicas que
vão se manifestar em uma parte do relevo;
 o hipocentro é o local de surgimento do abalo, enquanto o epicentro é o local de manifestação;

 a magnitude do abalo é determinada pela


escala Richter;
Epicentro
 as principais consequências são:
 vibração do solo;
 abertura de falhas;
Hipocentro  deslizamento de terra;
 tsunamis;
 mudanças na rotação da Terra.
Falha

Imagem: Lorangeo / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported.


VULCANISMO
 Chamamos de vulcanismo fenômenos geográficos relacionados com as atividades vulcânicas, através
dos quais o magma do interior da Terra chega até a superfície;
 surgem pelo rompimento da crosta. São classificados em:
I- ativos. II- inativos. III- extintos.

1. Câmara magmática 13. Ventilação


2. Rocha 14. Cratera
3. Chaminé 15. Nuvem de cinza
4. Base
5. Depósito de lava
6. Fissura
7. Camadas de cinzas emitidas pelo vulcão
8. Cone
9. Camadas de lava emitidas pelo vulcão
10. Garganta
11. Cone parasita
12. Fluxo de lava

Imagem: MesserWoland / GNU Free Documentation License.


Vulcanismo
Vulcanismo é um
fenômeno geológico que
ocorre do interior da Clique no link para ver
Terra para a superfície, o vídeo.
quando há o
extravasamento do https://www.youtube.com/watch?v=9_O
magma em forma de dLT4nBmA
lava, além de gases e
fumaça. O
termo vulcanismo é
utilizado para designar
uma série de fenômenos
e elementos vulcânicos.
Terremotos

Os terremotos – também conhecidos como abalos sísmicos – são


tremores que se manifestam na crosta terrestre, a mais externa das
camadas da Terra. Sob o ponto de vista técnico, os terremotos são uma
liberação de energia acumulada abaixo dos solos, liberação essa que
provoca uma acomodação dos blocos rochosos, dando origem aos
tremores.
Em termos de intensidade, os terremotos são medidos em um índice
chamado de Escala Richter, que vai de 1, para os mais fracos, a 10, para
os mais fortes. No entanto, nunca houve registros de um terremoto que
conseguisse alcançar o índice máximo. O abalo sísmico mais forte já
catalogado ocorreu no Chile, em maio de 1960, e atingiu 9,5 graus na
Escala Richter.
Terremotos

Clique no link para ver


o vídeo.

https://www.youtube.com/watch?v=PldlFA0YW_U
RELEVO
 Pode ser definido como as formas da superfície do planeta. O relevo origina-se e
transforma-se sob a interferência de dois tipos de agentes: os agentes internos
(endógenos) e externos (exógenos);

 corresponde ao conjunto de formações apresentadas pela litosfera. Essas


formas são definidas pela estrutura geológica combinada com as ações da
dinâmica interna e externa da Terra;

 é o conjunto das formas da crosta terrestre, manifestando-se desde o fundo dos


oceanos até as terras emersas, o qual resulta da ação de forças endógenas,
internas, e exógenas, externas.
RELEVO

Agentes externos, exógenos


ou modeladores de relevo
(morfoestrutuas)

Agentes internos, endógenos


Ou formadores de relevo
(morfoestrutuas)
AGENTES ENDÓGENOS
DO RELEVO
São responsáveis pela formação do relevo, pela criação ou gênese.
I – Tectonismo ou diastrofismo. É o principal criador/construtor do relevo e atua
de forma mais lenta. Ocorre de duas formas:
a) tectonismo horizontal ou orogênese;
b) tectonismo vertical ou epirogênese (Diáclase e Paráclase).
II – Abalos sísmicos.
III – Vulcanismo.
AGENTES EXÓGENOS
Rios
 Formam as planícies fluviais e os deltas.

Chuvas
 As enxurradas provocam o desgaste do solo e podem provocar o aparecimento
de voçorocas.

Mar
 As águas oceânicas modificam as formas de relevo litorâneo por meio de um
trabalho construtivo e destrutivo.
AGENTES EXÓGENOS DO RELEVO
 São os modeladores do relevo, responsáveis pelas formas ou feições;
os principais agentes exógenos ou externos são:
Intemperismo;
Erosão;
INTEMPERISMO
Sedimentação.
EROSÃO
SEDIMENTAÇÃO
Vento
Ação destrutiva: deflação (os ventos varrem as areias) e Corrosão (consiste em
atirar partículas contra o relevo, causando-lhes um intenso lixamento);
Ação Construtiva: dunas e solo de Löess.

Geleiras
Erosão Glacial: formação de vales em forma de U;
Acumulação Glacial: morainas.
AGENTES EXÓGENOS

Imagem: Dani Armengol de Cerdanyola / Creative Commons - Atribuição 2.0 Genérica.

Imagem: Wilson44691 / Domínio público.


Imagem: Mlcreech / Creative Commons
- Atribuição - Partilha nos Mesmos
Termos 2.5 Genérica.
GELEIRAS
http://revisaodoterceirao.blogspot.com.br/2012/03/agentes-formadores-e-modeladores-do.html

Atuam sobre o relevo através da erosão


glacial;
 ocorrem pela movimentação de grandes
blocos de gelo em função da gravidade;
 provocam um desgaste profundo nas rochas, Imagem: Greudin / Creative Commons - Atribuição 2.0 Genérica.

com a formação de vales em forma de U ou de


V, chamados de fiords;
 os sedimentos transportados pelo gelo, que
se depositam na base das montanhas, são
chamados de morainas ou morenas.

Imagem: Karamell / GNU Free Documentation License.


Praia

Recife de Arenito

Imagem: Wilson44691 / Domínio público.


Imagem: Hermann Luyken / Creative
Commons CC0 1.0 Universal Public
Domain Dedication.
Tombolo
Restinga
ACUMULAÇÃO MARINHA

Imagem: Andrew Wood / Creative


Commons Attribution-Share Alike 2.0
Imagem: Andrew Wood / Creative Commons
Generic.
Attribution-Share Alike 2.0 Generic.
GEOGRAFIA , 6º Ano do Ensino Fundamental
A Formação do Relevo, suas formas e diferentes tipos

ABRASÃO MARINHA
Falésia
Falésia

Imagem: Tomasz Sienicki / GNU Free Documentation License.

Imagem: Rotatebot / GNU Free Documentation License.


INTEMPERISMO OU METEORIZAÇÃO
 É o conjunto de processos que provocam a alteração e a decomposição das rochas
como resultado da ação dos agentes externos;
 consiste em processos físicos, químicos e biológicos que atuam sobre as rochas
provocando sua desintegração ou decomposição. Pode ser:

 físico ou mecânico (atuação mecânica da água, do vento, da temperatura);

 químico (quando sua constituição é alterada);

 biológico (ação dos seres vivos).


INTEMPERISMO FÍSICO INTEMPERISMO
QUÍMICO
INTEMPERISMO
BIOLÓGICO

Imagem: Qfl247 / GNU Free Documentation License.

Imagem: Till Niermann / GNU Free Documentation License.

Imagem: Bob Forrest / Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic.


EROSÃO
É o conjunto de processos de modelagem da paisagem,remoção e transporte
de sedimentos;

 a deposição desse material em um novo local é denominada sedimentação.


É HORA DA REVISÃO
Ação dos Agentes da Dinámica

planícies costeiras
Epirogênese planícies interiores
chapadas
Tectonismo
Orogênese montanhas dobradas
Agentes Internos montanhas maciças
ou Endógenos
Intrusões motanhas em domo
Vulcanismo
cones vulcânicos
Erupções
derrames basálticos

Erosão Acumulação
vales, terraços, morros, planícies aluviais e deltas
Rios testemunhas
Agentes Externos Gelos vales em U em “cirrus” morenas e lagos
ou Exógenos
Ventos rochas e montanhas dunas e loess
Mares falásia restinga e praias
FORMAS DO RELEVO CONTINENTAL

Imagem: SEE-PE
PRINCIPAIS FORMAS DE RELEVO
http://www.isulpar.edu.br/publicacoes/anexo/6-forum/ANDERSON_PEREIRA.pdf

 Montanhas são aquelas regiões em que ainda hoje os processos internos superam os
externos, ou seja, o soerguimento é mais forte que a erosão. É comum, no entanto,
considerar montanhas aquelas áreas que, mesmo antigas, apresentam altitudes superiores
a 300 metros;

 Planaltos são superfícies elevadas, com ondulações suaves, delimitadas por escarpas
que constituem declives e nos quais os processos de destruição superam os de construção.
Entre os fatores externos, predominam os agentes de desgaste, e não os de sedimentação.
Os planaltos típicos são de estrutura sedimentar, mas podem ser formados pelo
soerguimento de blocos magmáticos;
Planícies são superfícies aplainadas em que os processos de deposição superam os de
http://www.isulpar.edu.br/publicacoes/anexo/6-forum/ANDERSON_PEREIRA.pdf

desgaste;

 Depressões: a altitude da superfície é mais baixa que as formas de relevo que as


circundam. Classificam-se em depressões absolutas, quando estão abaixo do nível do mar, e
depressões relativas, quando estão acima do nível do mar, porém rebaixadas em relação às
áreas circunvizinhas.

*Observação: Cada uma das formas de relevo pode receber denominações diferentes,
conforme suas dimensões e particularidades morfológicas. Assim, por exemplo, uma
pequena montanha é chamada, em geral, de morro; um alinhamento de montanhas, de
serra.
RELEVO SUBMARINO

Imagem: SEE-PE