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DECRETO 63.

911/2018
XXVII - licença do Corpo de Bombeiros: ato administrativo do CBPMESP que
reconhece o cumprimento das medidas de segurança contra incêndio exigidas
para a edificação ou área de risco, abrangendo:
a) Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros - AVCB;
b) Termo de Autorização para Adequação do Corpo de Bombeiros - TAACB;
c) Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros - CLCB;
Artigo 13 - Compete ao CBPMESP, nas vistorias técnicas de regularização ou de
fiscalização, por meio de seus militares, a verificação, de forma visual e por
amostragem, das medidas de segurança contra incêndio previstas para as
edificações e áreas de risco, não se responsabilizando pela instalação,
comissionamento, inspeção, teste, manutenção ou utilização indevida.

Artigo 14 - Compete ao responsável técnico e ao responsável pela obra adotar,


dimensionar e instalar corretamente as medidas de segurança contra incêndio,
conforme o disposto neste Regulamento e nas normas técnicas afins.

Artigo 15 - Nas edificações e áreas de risco, é de inteira responsabilidade do


proprietário ou usuário, a qualquer título:
I - utilizar a edificação de acordo com o uso para o qual foi projetada, nos termos
da licença outorgada pelo CBPMESP;
II - realizar manutenção e testes periódicos das medidas de segurança contra
incêndio existentes no local, atendendo às disposições das normas técnicas
específicas tomadas como referência nas instruções técnicas, estabelecidas no
regulamento, com a devida emissão de relatórios comprobatórios;
III - efetuar, periodicamente, treinamento com os ocupantes do local, bem como
manter atualizada a equipe de brigadistas e os planos de emergência;
IV - providenciar a adequação da edificação e das áreas de risco às exigências
estabelecidas, nas condições do artigo 4º deste Regulamento
Artigo 28 - Os pedidos de análise de projeto das instalações temporárias deverão
ser protocolados no CBPMESP com antecedência mínima de 7 (sete) dias da data
de início do evento.

Artigo 29 - Os pedidos de vistoria de regularização das instalações temporárias


deverão ser protocolados no CBPMESP com antecedência mínima de 2 (dois) dias
úteis da data de início do evento.
CERTIFICAÇÃO DIGITAL

6.2.3.4.3 Todos os documentos de um processo de regularização de segurança


contra incêndio que possuam campos de assinatura quanto à responsabilidade
técnica devem conter o certificado digital do responsável técnico.
Comprovação de Responsabilidade Técnica
(Alteração do termo)

6.2.3.5.1 O comprovante de responsabilidade técnica é o instrumento emitido


pelo órgão de conselho de classe do profissional que elaborar o Projeto Técnico
para comprovação de sua responsabilidade técnica.

6.2.3.5.2.1 Os campos do instrumento de comprovação da responsabilidade


técnica devem estar devidamente preenchidos. Deve conter a descrição das
atividades profissionais contratadas, especificando o(s) serviço(s) pelo(s)
qual(is) o profissional está se responsabilizando
Processo de regularização de projeto físico (“legado”)

6.2.4.1.1 A apresentação de plantas das medidas de segurança contra incêndio


de projeto físico (“legado”) para análise do Corpo de Bombeiros da Polícia
Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP), devem ser apresentadas
atendendo as seguintes especificações:
ser elaborada no formato A4 (210 mm x 297 mm), A3 (297 mm x 420 mm), A2
(420 mm x 594 mm) ou A1 (594 mm x 840 mm);

6.2.5.6.1 Para Projeto Técnico concebido de forma eletrônica, não será mais
aceita a entrega no protocolo do Corpo de Bombeiros de qualquer
documentação impressa em eventuais solicitações de Comissão Técnica (CT)
ou de Formulário para Atendimento Técnico (FAT).
Portaria CCB 003/800/19
Artigo 80 Todos os projetos técnicos em formato físico deverão ser
substituídos por processo em formato eletrônico, em virtude da
necessidade de adequação dos processos à informatização do
sistema de regularização das edificações e áreas de risco do
CBPMESP

Parágrafo único - Para as edificações e áreas de risco com projeto


técnico existente, em formato físico, poderão ser emitidas licenças, no
momento de sua renovação, da qual se fará constar a obrigatoriedade
de sua substituição em tempo hábil suficiente para não comprometer
sua renovação subsequente.
Projetos Temporários (PTIOT)
6.4.1.1.1 Não se aplica para construções provisórias como: galpões,
depósitos ou quaisquer outras ocupações que não se constituam para
locais de reunião de público (locais de evento).

6.4.1.2 Para os casos de instalações temporárias em área aberta e sem


controle de acesso, não é necessária a elabora-ção de PTIOT.
7.1.5 A solicitação da vistoria técnica de regularização ao SSCI do
CBPMESP deve ser precedida de criteriosa e detalhada inspeção visual e
ensaio dos sistemas de segurança contra incêndio, realizada pelo
responsável técnico que atestará a instalação ou manutenção, de acordo
com as normas técnicas vigentes e declarado em comprovação de
responsabilidade técnica, conforme item 6.2 desta IT.
Comissionamento ou Inspeção periódica (sistema de pressurização de
escadas de emergência, sistema de alarme/detecção de incêndio, sistema
de proteção por espuma e resfriamento, sistema de hidrantes e de
chuveiros automáticos)

7.2.8.1 Quando da primeira vistoria, deverá ser encaminhada para o CBPMESP,


mediante upload no sistema Via Fácil Bombeiros (VFB), uma cópia do relatório
(ou atestado) de comissionamento dos sistemas de pressurização de escadas
de emergência, de alarme e detecção de incêndio, do sistema de hidrantes e
mangotinhos, do sistema de proteção por espuma e resfriamento, e do sistema
de chuveiros automáticos, conforme os modelos nos Anexos M, N, O e P.
7.2.9.3 A não apresentação de documentação exigida em vistorias aprovadas,
no prazo de até 30 dias, acarretará a alteração do status “Vistoriada
aguardando documentação” no sistema Via Fácil Bombeiros para
“Comunicada”.

7.2.9.3.1 O usuário deverá apresentar tal documentação posteriormente apenas


por meio de FAT (Formulário para Atendimento Técnico).

7.2.9.3.2 No caso de a documentação não ser apresentada no prazo de 1 (um)


ano, será necessário solicitar nova vistoria técnica, mediante novo pagamento
de taxa.
Prazos de validade das licenças AVCB e CLCB

7.6.1.1 Para Projeto Técnico de Instalação e Ocupação Temporária e Projeto


Técnico de Ocupação Temporária em Edificação Permanente, o prazo de
validade do AVCB deve ser para o período da realização do evento, não
podendo ultrapassar o prazo de seis meses, prorrogável uma vez, por igual
período, e somente deve ser válido para o endereço onde foi efetuada a vistoria.
Formulário para Atendimento Técnico – Consultivo (FAT-C)

9.5.1 O Formulário para Atendimento Técnico – Consultivo (FAT-C) deve ser


utilizado nos seguintes casos:
a. para esclarecimentos diversos relacionadas a uma única edificação ou área
de risco;
b. para dúvidas genéricas que não estejam vinculadas a um Projeto Técnico.
SISTEMA DE
FISCALIZAÇÃO
A FISCALIZAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO POSSUI
PREVISÃO LEGAL CONFORME ITEM XVI, DO ART. 5º DA LEI
COMPLEMENTAR Nº 1.257, DE 06 DE JANEIRO DE 2015
(Código Estadual de Proteção contra Incêndios e Emergências):

ART. 5º - Compete ao CBPMESP:


XVI – fiscalizar as edificações e áreas de risco com o objetivo de verificar o
cumprimento das medidas de segurança contra incêndio e emergências prevista
no Regulamento.
Para regulamentar o Código Estadual de Proteção contra Incêndios e
Emergências (LEI COMPLEMENTAR Nº 1.257, DE 06 DE JANEIRO DE
2015) foi publicado aos 10 de dezembro de 2018:

DECRETO ESTADUAL Nº 63.911


Artigo 1º - Fica instituído, nos termos deste decreto, o
Regulamento de Segurança Contra Incêndios das edificações e
áreas de risco no Estado de São Paulo, nos termos da Lei Complementar
nº 1.257, de 6 de janeiro de 2015.
A fiscalização das edificações e áreas de risco, será realizada:

1) pelos Militares do CBPMESP;

2) Credenciados pelo SSCI como agente fiscalizador;

3) munidos de ordem de fiscalização específica para a


edificação ou área de risco;

4) Munido de sua identidade funcional;


As ações fiscalizatórias do CBPMESP poderão ser realizadas
mediante:

1. Requerimento do Responsável pela edificação ou área de


risco (deve estar alinhado aos objetivos do plano de
fiscalização);

2. Requisição ou requerimento de autoridade competente


(deverá ser todas cumpridas);

3. Planejamento próprio dos órgãos do SSCI do CBPMESP


(deve estar alinhado aos objetivos do plano de
fiscalização).
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

O CBPMESP pode aplicar as seguintes penalidades:

A. advertência escrita;

B. multa;

C. cassação das licenças do CBPMESP.

OBSERVAÇÃO: AS PENALIDADES PREVISTAS NOS ITENS A e B,


SERÃO APLICADAS SEM PREJUÍZO DA EVENTUAL CASSAÇÃO DA
LICENÇA DO CORPO DE BOMBEIROS, SENDO QUE OS PROCESSOS
PODEM TRAMITAR CONCOMITANTEMENTE.
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DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

O CBPMESP pode aplicar as seguintes penalidades:

A. advertência escrita;

B. multa;

C. cassação das licenças do CBPMESP.

OBSERVAÇÃO: AS PENALIDADES PREVISTAS NOS ITENS A e B,


SERÃO APLICADAS SEM PREJUÍZO DA EVENTUAL CASSAÇÃO DA
LICENÇA DO CORPO DE BOMBEIROS, SENDO QUE OS PROCESSOS
PODEM TRAMITAR CONCOMITANTEMENTE.
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DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

CONSIDERAÇÕES GERAIS
1. As sanções serão aplicadas de acordo com o processo fiscalizatório,
sendo assegurado a ampla defesa e contraditório;
2. As sanções previstas, para a sua aplicação, devem levar em conta o
grau de risco à vida, ao patrimônio e à operacionalidade das medidas
de segurança contra incêndios e emergências, devendo ser elaborado
relatório de vistoria técnica de fiscalização, com a indicação das
irregularidades constatadas e sanções aplicadas, e estipulação de
prazo para correção das irregularidades.
3. A sanção será aplicada tanto ao responsável pelo uso quanto o
proprietário da edificação ou área de risco, ambos respondendo
solidariamente pelo cumprimento das sanções impostas e pela
continuidade do processo de regularização da edificação ou área de
risco.
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NOTIFICAÇÃO
• Específica para a edificação ou área de
risco na qual foi realizada a fiscalização;
• Informa o número do protocolo do
processo de fiscalização cadastrado;
• Deve ser entregue após a realização da
fiscalização para o responsável pela
edificação;
• Informa que a edificação foi submetida a
uma vistoria técnica de fiscalização e que
possui irregularidades;
• Informa que em até 5 dias úteis estará
disponível no portal do VFB, na aba
Pesquisa Pública o relatório técnico da
fiscalização e auto de imposição de
penalidade;
• O agente fiscalizador deverá assinar a
notificação.
O RESPONSÁVEL (PROPRIETÁRIO OU RESPONSÁVEL
PELO USO) TERÁ DISPONÍVEL EM ATÉ CINCO DIAS ÚTEIS
O RESULTADO DA FISCALIZAÇÃO ACESSANDO O SITE
https://viafacil2.policiamilitar.sp.gov.br/vfb_publico/protocolo/consultarprotocolo.aspx
E INFORMANDO O NÚMERO DO PROTOCOLO IMPRESSO
NA NOTIFICAÇÃO.

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ADVERTÊNCIA ESCRITA
NO RELATÓRIO DE VISTORIA TÉCNICA DE
FISCALIZAÇÃO, O AGENTE FISCALIZADOR DO
CBPMESP ESTIPULARÁ O PRAZO PARA QUE O
RESPONSÁVEL ADOTE TODAS AS PROVIDÊNCIAS
CABÍVEIS À REGULARIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO OU
ÁREA DE RISCO NÃO DEVENDO, EM HIPÓTESE
ALGUMA, SER SUPERIOR A 180 DIAS, SENDO QUE O
PRAZO CONCEDIDO ESTARÁ SUJEITO À
HOMOLOGAÇÃO DA AUTORIDADE DO SSCI QUE
EXPEDIU A ORDEM DE FISCALIZAÇÃO
(CONFERÊNCIA).

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MULTA

DECORRIDOS OS PRAZOS (CONCEDIDO E DE RECURSO)


PARA CORREÇÃO DAS IRREGULARIDADES, A DEMANDA
ESTARÁ DISPONÍVEL PARA REFISCALIZAÇÃO, DEVENDO
O AGENTE FISCALIZADOR EMITIR NOVA ORDEM DE
FISCALIZAÇÃO E RETORNAR A EDIFICAÇÃO PARA
VERIFICAÇÃO DA CORREÇÃO DAS IRREGULARIDADES
RELATADAS NO RELATÓRIO TÉCNICO DE FISCALIZAÇÃO
E PERSISTINDO O DESCUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO
DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS, SERÁ APLICADA A
SANÇÃO DE MULTA.

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MULTA

OS VALORES DAS MULTAS A SEREM APLICADAS SERÃO DE 10


(DEZ) A 10.000 (DEZ MIL) UFESP E ATENDERÃO,
PROPORCIONALMENTE, À SUA GRAVIDADE, BEM COMO QUANDO
PERSISTIR A INFRAÇÃO APÓS DECURSO DO PRAZO DE
REGULARIZAÇÃO.

NO AUTO DE IMPOSIÇÃO DA PENALIDADE DA SANÇÃO DE MULTA


DEVERÁ CONSTAR A CONCESSÃO DE NOVO PRAZO PARA QUE
PROCEDA À REGULARIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO OU ÁREA DE
RISCO.

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DA CASSAÇÃO DA LICENÇA

UMA VEZ CASSADA A LICENÇA DO CBPMESP A


AUTORIDADE DETERMINARÁ A COMUNICAÇÃO À
PREFEITURA MUNICIPAL DA LOCALIDADE DA
EDIFICAÇÃO, PARA A ADOÇÃO DAS MEDIDAS CABÍVEIS
QUANTO À UTILIZAÇÃO DO IMÓVEL.

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