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EEEFM “ Profª Filomena Quitiba”

Aluno (a): Série/Turma:


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Data: ____/ ____/ _2019
Disciplina: Língua Portuguesa Valor: 7,0

Professor: Janaina Calenzani Nota:

Antes de fazer a avaliação leia-a com atenção.


E sucesso!
AVALIAÇÃO LITERÁRIA. ( CADA QUESTÃO VALE:0,3)
01 - No Trovadorismo encontramos:

(a) Cantigas e cânticos (c) Cantigas e vanguardas (e) Cantigas e salmos


(b) Cantigas e novelas (d) Cantigas e crônicas

02 - Observe a cantiga abaixo e assinale a alternativa correta:


Cantiga

Ondas do mar de Vigo, Se vires meu namorado,


se vires meu namorado! aquele por quem suspiro!
Por Deus, (digam) se virá cedo! Por Deus, (digam) se virá cedo!

Ondas do mar revolto, Se vires meu amado


se vires o meu amado! por quem tenho grande temor!
Por Deus, (digam) se virá cedo! Por Deus, (digam) se virá cedo!
(Martim Codax)

(a) Cantiga de amor com eu-lírico feminino. (d) Cantiga de amigo com eu-lírico feminino.
(b) Cantiga de amor com eu-lírico masculino. (e) Cantiga de escárnio com eu-lírico neutro.
(c) Cantiga de amigo com eu-lírico masculino.

03- Sobre as obras produzidas no Trovadorismo, NÃO encontramos:


(a) Cantigas de amor (c) Cantigas de escárnio
(e) Editoriais
(b) Novelas de cavalaria (d) Cancioneiros

04 - Assinale a alternativa incorreta com respeito ao Trovadorismo


em Portugal:
(a) nas cantigas de amigo, o trovador escreve o poema do ponto
de vista feminino.
(b) nas cantigas de amor, há o reflexo do relacionamento entre
senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema
submissão.
(c) a influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas
de amor galego-portuguesas.
(d) durante o trovadorismo, ocorre a separação entre poesia e música.
(e) muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de
cancioneiros.

05 - Leia o texto para responder às questões a seguir.

A dona que eu sirvo e que muito adoro


Mostrai-ma, ai Deus! Pois vos imploro,
Senão, dai-me a morte.

Essa que é luz destes olhos meus


Por quem sempre choram, mostrai-ma, ai Deus!
Senão, dai-me a morte.

Essa que entre todas fizeste formosa,


Mostrai-ma, ai Deus! Onde vê-la eu possa,
Senão, dai-me a morte.

A que me fizestes mais que tudo amar,


Mostrai-ma onde possa com ela falar,
Senão, dai-me a morte.

(Bernardo de Bonaval)

a) O eu-lírico é masculino ou feminino?


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b) O eu-lírico faz um pedido. Qual? Para quem ?
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c) . Retire o verso em que há uma vassalagem amorosa.
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d) O amor, por ser impossível, é fonte de sofrimento para o trovador. Copie um trecho da segunda estrofe
em que ocorra a expressão desse sofrimento e diga como se classifica essa característica trovadoresca.
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06 - Sobre o Humanismo, identifique a alternativa falsa: Em sentido amplo, designa a atitude de
valorização do homem, de seus atributos e realizações.
b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”.
c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo.
d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período especifico da evolução da cultura
ocidental.
e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará, e de que só a
transcendência liberta o homem de seu insignificância terrena.

07 - A obra de Fernão Lopes tem um caráter:


a) Puramente científico, pelo tratamento documental da matéria
histórica;
b) Essencialmente estético pelo predomínio do elemento ficcional;
c) Basicamente histórico, pela fidelidade à documentação e pela
objetividade da linguagem científica;
d) Histórico-literário, aproximando-se do moderno romance
histórico, pela fusão do real com o imaginário.
e) Histórico-literário, pela seriedade da pesquisa histórica, pelas
qualidades do estilo e pelo tratamento literário, que reveste a
narrativa histórica de um tom épico e compõe cenas de grande
realismo plástico, além do domínio da técnica dramática de
composição.

08 - Leia com atenção o fragmento do Auto da Barco do Inferno, de Gil Vicente:

Parvo – – Hou, homens dos breviários,


Rapinastis coelhorum
Et pernis perdigotorum
E mijais nos campanários.

Não é correto afirmar sobre o texto:

As falas do Parvo, como esta, sempre são repletas de gracejos e de palavrões, com intenção satírica.
b) Nesta fala, o Parvo está denunciando a corrupção do Juiz e do Procurador.
c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródia dessa língua.
d) Por meio de seu latim, o Parvo afasta-se de seu simplicidade, mostrando-se conhecedor de outra
línguas.
e) Ao misturar um falso latim com palavrões, Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e
de seus canais de expressão.

09 - (FUVEST) Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:


a) Compôs peças de caráter sacro e satírico.
b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal.
c) Escreveu a novela Amadis de Gaula.
d) Só escreveu peças e português.
10- Assinale a alternativa que completa corretamente a
afirmação seguinte:

O movimento desenvolveu-se no apogeu político de


Portugal; consiste numa concepção artística baseada na
imitação dos modelos clássicos gregos e latinos. Nele, o
pensamento lógico predomina sobre a emoção, e a
estrutura da composição poética obedece a formas fixas,
com a introdução da medida nova, que convive com a
medida velha das formas tradicionais.

Trata-se do:

a) Modernismo.
b) Barroco.
c) Romantismo.
d) Classicismo.
e) Realismo.

11 - No Brasil, o Classicismo é mais conhecido como Quinhentismo e é diferente do movimento que


ocorreu em Portugal, apesar de ocorrer no mesmo tempo. A produção deste movimento é feita por
portugueses e resume-se a:
d) Literatura de informação, com documentos sobre as terras descoberta, suas belezas e habitantes;
literatura indígena, que posteriormente foi traduzida por habitantes da colônia que aprenderam o idioma.
c) Literatura de informação, com documentos sobre as terras descoberta, suas belezas e habitantes;
literatura jesuíta, com textos simples para catequizar os índios.
b) Literatura indígena, que posteriormente foi traduzida por habitantes da colônia que aprenderam o
idioma; literatura jesuíta, com textos simples para catequizar os índios.
e) Todas estão corretas.
a) Literatura colonial, feita pelos colonos que se instalaram no país; literatura indígena, que
posteriormente foi traduzida por habitantes da colônia que aprenderam o idioma.
12 - Camões em alemão

"Nas pequenas obras líricas de Camões encontramos graça e sentimento profundo, ingenuidade,
ternura, melancolia cativante, todos os graus de sentimentos mais debilitados, indo do prazer mais
suave até o desejo mais ardente, saudade e tristeza, ironia, tudo na pureza e claridade da expressão
simples, cuja beleza não podia ser mais acabada, e cuja flor não podia ser mais florescente. Seu grande
poema, "Os Lusíadas", é um poema heroico no pleno sentido da palavra. Camões tira do poeta Virgílio
a ideia de um poema épico nacional que compreenda e apresente, sob a luz mais fulgurante, a fama, o
orgulho e a glória de uma nação desde suas mais antigas tradições."

(Esse trecho foi extraído do curso de Friedrich Schlegel (1772-1829), conceituado filósofo romântico
alemão, sobre história da literatura europeia, e publicado no Caderno Mais da Folha de São Paulo, em
21 de maio de 2000.)

Tendo em vista o texto acima, seria incorreto afirmar que:

a) em Os Lusíadas, Camões resgata alguns episódios tradicionais portugueses, como o de Inês de


Castro.
b) em Os Lusíadas, Camões invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, a fim de que lhe dêem inspiração na
construção deste seu poema heróico.
c) em Os Lusíadas, Camões canta a fama e a glória do povo português.
d) em Os Lusíadas, Camões narra a viagem de Vasco da Gama às Índias, sendo este navegador o
grande herói português aclamado no poema.

e) em Os Lusíadas, Camões dedica o poema a Dom Sebastião, e encerra tal obra um tanto quanto
melancólico diante da estagnação cultural portuguesa.

13 - (UNISA) A obra épica de Camões, Os Lusíadas, é composta de cinco partes, na seguinte ordem:

a) Narração, Invocação, Proposição, Epílogo e Dedicatória.


b) Invocação, Narração, Proposição, Dedicatória e Epílogo.
c) Proposição, Invocação, Dedicatória, Narração e Epílogo.
d) Proposição, Dedicatória, Invocação, Epílogo e Narração.
e) N.d.a.

14 - As primeiras manifestações literárias que se registram na Literatura Brasileira referem-se a:

a) Literatura informativa sobre o Brasil (crônica) e literatura didática, catequética (obra dos jesuítas).
b) Romances e contos dos primeiros colonizadores.
c) Poesia épica e prosa de ficção.
d) Obras de estilo clássico, renascentista.
e) Poemas românticos indianistas.

15 - A alternativa que diz respeito às primeiras


manifestações literárias registradas na Literatura brasileira
é:

a) Literatura informativa sobre o Brasil (crônica) e literatura


didática, catequética (obra dos jesuítas).
b) Crônicas dos primeiros colonizadores. Entre esses
textos, A carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal.
c) Poesia épica e prosa de ficção, entre elas Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.
d) Obras de estilo clássico, renascentista, entre elas Macunaíma, de Mário de Andrade.
e) Poemas e prosa romântica de temática indianista, entre eles Iracema, de José de Alencar.

16 - Entende-se por literatura informativa no Brasil:


a) o conjunto de relatos de viajantes e missionários europeus, sobre a natureza e o homem brasileiros.
b) a história dos jesuítas que aqui estiveram no século XVI.
c) as obras escritas com a finalidade de catequese do indígena.
d) os poemas do Padre José de Anchieta.
e) os sonetos de Gregório de Matos

17 - “Se suas cartas não apresentam valor literário reconhecível, os demais aspectos da obra do
missionário – um representado por criações literárias com objetivo pedagógico em relação à catequese,
outro por criações desinteressadas – devem ser literariamente valorizados, sobretudo o teatro em verso”.
O texto refere-se aos textos produzidos no século XVI por:
a) José de Anchieta.
b) Pero Vaz de Caminha.
c) Antônio Vieira.
d) Bento Teixeira.
e) Manuel da Nóbrega.

18 - A Carta de Pero Vaz de Caminha é o primeiro relato sobre a terra que viria a ser chamada de Brasil.
Ali, percebe-se não apenas a curiosidade do europeu pelo nativo, mas também seu pasmo diante da
exuberância da natureza da nova terra, que, hoje em dia, já se encontra degradada em muitos dos locais
avistados por Caminha.
Tendo isso em vista, leia o fragmento a seguir.
Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que
contra o norte vem, de que nós deste ponto temos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte
e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras, algumas
vermelhas, outras brancas; e a terra por cima é toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta
a ponta é tudo praia redonda, muito chã e muito formosa.

Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque a estender d’olhos não podíamos ver
senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa.
Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro;
nem o vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados como os de Entre-
Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.

As águas são muitas e infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará
nela, por causa das águas que tem.
CASTRO, Sílvio (org.). A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 2003, p. 115-6.

Esse fragmento apresenta-se como um texto

a) descritivo, uma vez que Caminha ocupa-se em dar um retrato objetivo da terra descoberta, abordando
suas características físicas e potencialidades de exploração.
b) narrativo, pois a “Carta” é, basicamente, uma narração da viagem de Pedro Álvares Cabral e sua frota
até o Brasil, relatando, numa sucessão de eventos, tudo o que ocorreu desde a chegada dos portugueses
até sua partida.
c) argumentativo, pois Caminha está preocupado em apresentar elementos que justifiquem a exploração
da terra descoberta, os quais se pautam pela confiabilidade e abrangência de suas observações.
d) lírico, uma vez que a apresentação hiperbólica da terra por Caminha mostra a subjetividade de seu
relato, carregado de emotividade, o que confere à “Carta” seu caráter especificamente literário.
e) narrativo-argumentativo, pois a apresentação sequencial dos elementos físicos da terra descoberta
serve para dar suporte à ideia defendida por Caminha de exploração do novo território.

19 - Leia um trecho do poema Ilha da Maré, do escritor brasileiro Manuel Botelho de Oliveira.

E, tratando das próprias, os coqueiros,


galhardos e frondosos
criam cocos gostosos;
e andou tão liberal a natureza
que lhes deu por grandeza,
não só para bebida, mas sustento,
o néctar doce, o cândido alimento.
De várias cores são os cajus belos,
uns são vermelhos, outros amarelos,
e como vários são nas várias cores,
também se mostram vários nos sabores;
e criam a castanha,
que é melhor que a de França, Itália, Espanha.
(COHN, Sergio. Poesia.br Rio de Janeiro: Azougue, 2012.)
Podemos relacionar os versos desse poema ao Quinhentismo Nacional, pois

a) o eu lírico repudia a presença de colonizadores portugueses em nossa terra.


b) a fauna e a flora tropicais são descritas de maneira minuciosa e idealizada.
c) o poeta enriqueceu devido à exportação de produtos brasileiros para a metrópole.
d) a exuberância e a diversidade da natureza tropical são exaltadas pelo poeta.
e) a natureza farta e bela é o cenário onde ocorrem os encontros amorosos do eu lírico.