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Força centrífuga

FÍSICA
As forças centrípeta e centrífuga são completamente diferentes, pois
a força centrífuga só tem validade em um referencial ligado ao objeto
que gira.

Muitos dizem que Física é uma disciplina difícil, mas encontramos


diversas aplicações físicas em nosso cotidiano. Se olharmos à nossa volta,
veremos suas inúmeras aplicações – um simples caminhar envolve a física.
Sendo assim, para que você consiga entendê-la, é necessário que observe
os fenômenos físicos envolvidos em seu cotidiano.
Um básico exemplo que podemos citar é a máquina de lavar. Você já deve
ter observado os passos seguidos pela máquina quando ela está em
funcionamento. Primeiro ela se enche de água, em seguida dá-se início o
processo de lavagem, posteriormente há o enxague e a centrifugação. A
parte mais interessante é quando a máquina começa a girar muito
rapidamente. Logo em seguida, quando ela para, as roupas estão
praticamente secas.
Mas, no momento da centrifugação, o que acontece com a água e com as
roupas?
Em uma simples observação podemos ver que toda a roupa fica disposta
em um cilindro dotado de furos em sua lateral. No momento da
centrifugação, o cilindro começa a girar em alta velocidade, fazendo com
que a água saia pelos furos na lateral do cilindro. Nesse exato momento,
as roupas ficam dispostas na lateral do cilindro e uma força de contato
(força centrípeta) faz com que a roupa se mantenha com movimento
circular.
O mesmo não acontece com a água das roupas, pois ela não encontra
resistência e sai pela tangente do cilindro em linha reta, ou seja, toda a
água sai pelos furos laterais.
Diversos laboratórios utilizam equipamentos de centrífugas para separar
algumas misturas. O nome “centrífuga” é uma derivação de força
centrífuga. Sendo assim, podemos dizer que força centrífuga é o mesmo
que força centrípeta?
De acordo com a Segunda Lei de Newton, o efeito de uma força é produzir
aceleração, o que significa variação de velocidade. Como sabemos, a
velocidade é uma grandeza vetorial, portanto ela possui módulo, direção
e sentido.
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Vejamos, então: suponha que você esteja no interior de um carro que
está se movendo. Agora imagine que você esteja sentado em uma cadeira
estática. Em ambos os exemplos podemos dizer que você está sentindo a
atuação das mesmas forças.
Agora imagine se o carro estivesse se movendo e em alta velocidade
fizesse uma curva. Nesse caso, você estaria sentindo uma outra força
atuando, ou seja, você sentiria a força centrípeta, força que faz com que
você acompanhe o movimento do carro. Assim, podemos concluir que a
força centrípeta sentida por você é aplicada pela lateral do carro.
Adotando o carro como referencial em repouso e o restante em
movimento, você sentirá a sensação de que outra força está atuando
sobre você, jogando-o (a) para a lateral do carro. Essa força é a
força centrífuga – que atua, nesse caso, do centro para fora da curva.
Para um observador que se encontra em pé fora do carro, a força
centrífuga não existe. Ele vê o carro acelerando para o centro da curva
em virtude da força centrípeta (provocada pelo atrito dos pneus com a
pista); e vê você, dentro, fazendo a curva por causa da força de contato
com a lateral do carro. Por esse motivo, a força centrífuga é denominada
força fictícia.
Sendo assim, conclui-se que as forças centrípeta e centrífuga são
completamente diferentes. A força centrífuga só tem validade em um
referencial ligado ao objeto que gira.

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