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CLUBE PEDAGÓGIC0

FOLClORE – CORDEL
A HISTÓRIA DA LITERATURA DE CORDEL

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-holandês da


Idade Contemporânea e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de
comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, lá
chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as
de autoria de Gil Vicente (1465-1536).Foram os portugueses que trouxeram o cordel
para o Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX
começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui.
Os temas incluem desde fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas
religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira
da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são
alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite
para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode
virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos
estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava
ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz
presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São
Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas
apresentações dos cordelistas.
Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde
(1880-1959) estão entre os principais autores do passado.[1]
Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos
de destaque:
As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do
imaginário popular;
Pelo fato de funcionar como divulgadora da arte do cotidiano, das tradições populares
e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil),
a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades
locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore
nacional;
Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número
elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e
lutam contra o analfabetismo;
A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam
a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.

Fonte do texto: Wikipedia Fonte


imagem:
http://giseleteixeira.files.wordpress.com/2009/11/normal_cordel_jborges13-02-08.jpg

Significado de Cordel
O que é Cordel:
Cordel são folhetos contendo poemas populares, expostos para venda pendurados
em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome.Os poemas de cordel são escritos
em forma de rima e alguns são ilustrados.
Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada,
acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito
empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
Cordel também é a divulgação da arte, das tradições populares e dos autores locais e
é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições
literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore brasileiro. Cordel
Encantado
Cordel Encantado é o nome de uma novela apresentada na Rede Globo de Televisão,
em 2011.Conta a história dos reis da cidade fictícia de Seráfia do Norte, Augusto
(interpretado pelo ator Carmo Dalla Vecchia) e Cristina (interpretada pela atriz Alinne
Moraes).
Literatura de cordel
No Brasil, a literatura de cordel é encontrada no Nordeste, principalmente nos
estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.Costumava ser
vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se encontra em
outros estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, e são vendidos em
feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas
Literatura de Cordel – Exemplos, História e Características

novembro 13, 2017 - by Prof - Leave a Comment

A Literatura de Cordel é uma das manifestações mais ricas da cultura brasileira,


sendo bastante popular nas regiões norte e nordeste do país, especialmente nos
estados do Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba e Ceará.

Quais as origens da Literatura de Cordel?

Esse tipo de literatura tal como a conhecemos no Brasil tem suas origens no
continente Europeu, sendo introduzida em Portugal por volta do século XVIII. Em
países como Espanha, França e Itália, essa literatura começava a se desenvolver
no decorrer do século XII, ganhando maior notoriedade durante o período do
Renascimento.
Especialmente no Brasil, essa literatura ganhou espaço no século XIX, adquirindo
mais força e popularidade entre as décadas de 1930 e 1960, sendo marcada por
fortes elementos da cultura brasileira.

Quais as principais características da Literatura de Cordel?


● Busca informar os leitores utilizando recursos divertidos e forte oralidade;
● Trata-se de uma tradição literária de cunho regional, ao contrário da
literatura convencional (impressa nos livros);
● De forma geral, essa literatura é apresentada em formato de pequenos
livros com capa de xilografia, que ficam pendurados em cordas ou
barbantes. Por isso, esse tipo de literatura recebeu esse nome;
● Consiste em um tipo de gênero literário elaborado em versos com
linguagem popular, retratando temas do cotidiano;
● Nessa literatura, geralmente os próprios autores realizam a divulgação de
suas obras.
No que se refere ao conteúdo e linguagem, esse tipo de literatura tem como
características:

● Uso do humor, sarcasmo e ironia;


● Linguagem informal (coloquial);
● Intensa presença de oralidade, rimas e métrica;
● Abordagem de diversos temas: políticos, religiosos, folclóricos, históricos,
sociais etc.

Com o objetivo de resgatar e manter a memória e importância cultural do Cordel, em


setembro de 1988 foi criada a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel,
que possui mais de 7 mil documentos contendo livros, folhetos de cordel e pesquisas
sobre os mais diversos aspectos desse tipo de literatura, oferecendo amplo apoio
aos autores Escritores famosos influenciados pela Literatura em Cordel
Grandes escritores brasileiros foram amplamente influenciados por esse tipo de
literatura, sendo seus traços notados em suas principais obras. Esses escritores
são:

● Guimarães Rosa;
● Ariano Suassuna;
● João Cabral de Melo Neto;
● José Lins do Rego.

Escritores que mais se destacam na Literatura de Cordel


Os cordelistas com obras mais significativas e que se destacam no Brasil, sendo
considerados os “mestres do cordel”, são:

● João Martins de Athayde;


● Firmino Teixeira do Amaral;
● Cego Aderaldo;
● Apolônio Alves dos Santos;
● Cuica de Santo Amaro;
● Guaipuan Vieira;
● João Ferreira de Lima;
● Leandro Gomes de Barros;
● João de Cristo Rei;
● Manoel Monteiro;
● Homero do Rego Barros;
● Gonçalo Ferreira da Silva;
● Antônio Gonçalves da Silva (Patativa do Assaré);
● José Alves Sobrinho;
● Téo Azevedo.

Recentemente, um jovem autor vem ganhando cada vez mais notoriedade em


virtude de sua habilidade com esse tipo de literatura. Trata-se de Bráulio Bessa,
poeta, declamador e palestrante que possui participação semanal no programa
“Encontro”, com Fátima Bernardes.
Algumas curiosidades sobre o cordel

● No século XIX surgiram os primeiros mestres dessa literatura, tais como


Leandro Gomes de Barros, Ugolino Nunes da Costa e Germano da
Lagoa;
● O trabalho dos vendedores de folhetos foi determinante para a
disseminação desse tipo de literatura, sendo a divulgação amplamente
realizada em feiras, pequenas cidades e lugarejos do interior do nordeste;
● Embora atualmente os meios de comunicação tenham diminuído a
popularidade desse tipo de literatura, há um movimento artístico no sentido
de manter vivas as características e importância dessa escrita, já que ela
consiste numa parte fundamental da cultura brasileira.

11 principais obras da Literatura de Cordel

1 – Cordel (Patativa de Assaré);

2 – Sertão alumiado pelo fogo do cordel encantado (Ana Paula Campos Lima); 3
– Histórias e lendas do Brasil – contos nordestinos (Tia Regina);
4 – Antologia da literatura de cordel (Sebastião Nunes Batista); 5
– A pedra do meio-dia ou Arthur e Isadora (Bráulio Tavares);
6 – O príncipe e a fada (Manoel Pereira Sobrinho);
6 – O flautista misterioso e os ratos de hamelin (Bráulio Tavares); 8
– Canudos na literatura de cordel (José Calasans);
9 – Lampião, o capitão do cangaço (Gonçalo Ferreira da Silva); 10
– Pavão misterioso (José Camelo de Melo Resende);
11 – O cachorro dos mortos (Leandro Gomes de Barros).

Exemplos de textos de Literatura de Cordel

Para demonstrar melhor a estrutura e características adotadas por essa literatura,


nada melhor que ver alguns exemplos dos autores que mais se destacam no cordel.

Significado de Xilogravura O que é


Xilogravura:
Xilogravura significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa,
em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho,
deixando em relevo a parte que pretende fazer a reprodução. Em seguida, utiliza
tinta para pintar a parte em relevo do desenho. Na fase final, é utilizado um tipo de
prensa para exercer pressão e revelar a imagem no papel ou outro suporte. Um
detalhe importante é que o desenho sai ao contrário do que foi talhado, o que exige
um maior trabalho ao artesão.

Existem dois tipos de xilogravura: a xilogravura de fio e a xilografia de topo que se


distinguem através da forma como se corta a árvore. Na xilogravura de fio (também
conhecida como madeira à veia ou madeira deitada) a árvore é cortada no sentido
do crescimento, longitudinal; na xilografia de topo (ou madeira em pé) a árvore é
cortada no sentido transversal ao tronco.
A xilogravura é muito popular na região Nordeste do Brasil, onde estão os mais
populares xilogravadores (ou xilógrafos) brasileiros. A xilogravura era frequentemente
utilizada para ilustração de textos de literatura de cordel. Alguns cordelistas eram
também xilogravadores, como por exemplo, o pernambucano J. Borges (José
Francisco Borges).
7 – O flautista misterioso e os ratos de hamelin (Bráulio Tavares); 8
– Canudos na literatura de cordel (José Calasans);
9 – Lampião, o capitão do cangaço (Gonçalo Ferreira da Silva); 10
– Pavão misterioso (José Camelo de Melo Resende);
11 – O cachorro dos mortos (Leandro Gomes de Barros).

A LENDA DO CURUPIRA EM CORDEL


Autor: Arievaldo Viana – Desenhos: Jô Oliveira

1- A poesia é um dom Que a


musa divina inspira É a pepita
que ofusca
O cascalho da mentira Peço
ajuda ao universo Para narrar,
no meu verso, A lenda do
Curupira.

2- Tem os cabelos vermelhos


Dentes de rara beleza
Verdes como a esmeralda Luz
de vagalume acesa Não gosta
de caçador
É o gênio protetor
Das coisas da Natureza.

3- Diz a lenda que um índio Um


dia, por distração, Adormeceu
na floresta
E acordou de supetão Na
sua frente sorria O Curupira
e queria Comer o seu
coração.

4- O caçador já matara Ali


alguns animais
Então concebeu um plano
Astucioso e sagaz
Um coração lhe arranjou O
Curupira provou
E sorriu, pedindo mais.

5 - Um coração de macaco O
caçador lhe entregou
O Curupira comeu O
coração e gostou,
O caçador respondeu:
- Agora me dê o seu;
Que o meu você devorou...

6 - O Curupira inocente Agiu


com todo respeito Pediu a
faca do índio
E cravou no próprio peito
Depois ficou estirado
E o caçador assombrado Saiu
depressa, sem jeito.

7 - Por muito tempo o tal índio Não


queria mais caçar
Por mais que os seus amigos
Viessem lhe convidar
Ele inventava desculpa No
peito trazia a culpa Medo,
tristeza e pesar.

8- A filha do caçador Pediu


a ele um colar O índio, pai
devotado, Resolveu ir
procurar Os dentes do
Curupira Brilhantes como
safira
Para a filhinha enfeitar.

9- Achou o crânio do gênio E ali


mesmo procurou Bater com ele
na pedra Mas logo que o tocou
De uma maneira funesta O
espírito da floresta Depressa
ressuscitou.

10 - O Curupira entendeu Que


ele fosse o responsável Por sua
ressurreição
E de modo muito amável Deu-
lhe um arco pra caçada E uma
flecha encantada
De valor inestimável.

A mulher que deu tabaco na presença do marido

Gonçalo Ferreira da Silva Quem perde o


tempo no mundo
Só com conversa fiada Bota
falta em todo mundo,
Não nota virtude em nada Se
acaso engolisse a língua Morreria
envenenada.
Às vezes contam estória Que
nem sequer faz sentido Que no
dia de São Nunca Talvez tenha
acontecido
Da mulher que deu tabaco Na
presença do marido.
Dona Juca era dotada De
perfumado sovaco,
E quem ferisse uma perna Numa
queda ou num buraco Ela curava
a ferida
Com o seu próprio tabaco.
Quando ela via uma
Desventurada pessoa
Horrivelmente gripada Soltando
espirros à toa Dava o tabaco e
aquela Enferma ficava boa.
Seu marido Mororó Dizia: –
Você me insulta,
Quanto mais dá seu tabaco Mais
a multidão se avulta Assim, ou
para com isso Ou eu vou cobrar
consulta. Mas Dona Juca dizia:
– Essa bobagem não faça,
Quando eu tenho algumas pratas Você
bebe de cachaça
Cobre pelo seu trabalho
Meu tabaco eu dou de graça. Pau
da vida, Mororó Respondeu: –
Aqui ninguém Vai mais pedir seu
tabaco Pois pra mim não pega
bem Quem pedir o seu tabaco
Você diga que não tem.
Porém como aquilo tinha Que
acontecer um dia
Quanto mais passava o tempo
Mais a multidão crescia
Procurando a Dona Juca
Em magistral romaria.
Pra mostrar que Dona Juca
Tinha mesmo grande prova
Basta dizer que uma velha Já
com os dois pés na cova Foi
visitar Dona Juca
Pra pedir pra ficar nova. Dizia a
velha aos presentes
– Não pensem que sou maluca sou
velha porém não tenho qualquer
problema na cuca tenho fé no
milagroso
tabaco da Dona Juca.
E disse mais a velhinha:
-Todo mundo tem fé nela não há
esse que não queira ao menos
sonhar com ela pedir pra sentir o
cheiro que tem o tabaco dela.
Conselhos de medicina Da
nossa grande nação Pediram
que o governo
Procedesse intervenção De
Juca o curandeirismo A pronta
proibição.
A população local
Lançou logo um manifesto E
contra a proibição
Uma nota de protesto Achando que o
conselheiro Devia ser mais
modesto.
A imprensa curiosa Rádio,
TVs e Jornais, Volantes de
reportagens, As emissoras
locais
Mandaram à casa de Juca Os
seus profissionais.
Muitas pessoas movidas Por
humanos sentimentos Na
casa de Dona Juca
Armaram acampamentos
Assistindo a cobertura
De tais acontecimentos. E
os poetas distantes Da
vigilância do rapa
Faziam suas propagandas
Enquanto bebiam garapa
Exibindo seus folhetos Com
Dono Juca na capa. Numa
bengala escorado Um
doente entrou na sala
Quando cheirou o tabaco
Readquiriu a fala
Pra provar que ficou bom
Rebolou fora a bengala.
Contente da vida, ele Por
ter salvo a sua vida Graças
ao santo tabaco Da Dona
Juca querida
E esta era por todos
Sinceramente aplaudida.
Nunca a fama de um vivente
Depressa se espalhou tanto
Nos quatro cantos do mundo O
seu nome em cada canto
Desfrutava do respeito
Do mais milagroso santo.
Quando nem a medicina
Dava esperança sequer Ao
enfermo, ele inda tinha Uma
fezinha qualquer
No tabaco milagroso
Daquela santa mulher. E
a própria natureza Como
que para testar O poder
que possuia O tabaco de
curar
Fez aparecer doenças Muito
estranhas no lugar. Por
exemplo na cabeça Dum
sujeito ainda moço
Apareceu certo dia
Uma espécie de caroço Um
par de colossais chifres
Um mais fino, outro mais grosso.
O rapaz, secretamente,
Foi ao lar de Dona Juca
E disse: – Um dia eu senti Na
testa uma dor maluca Depois
nasceu esses troços No alto
da minha cuca.
Dona Juca disse: – O meu
Tabaco pode curar
Porém a sua mulher Terá
que colaborar Pois do jeito
que ela faz
Nem adianta tentar. Este
negócio de chifre Não é um
costume novo Eu esfrego
meu tabaco, Ela pede fumo
ao povo,
Eu sei que existe a chuva
Porém eu mesmo não chovo.
O rapaz chegando em casa
Disse pra Conceição:
-O milagroso tabaco me
tira desta aflição
no entanto é necessário
sua colaboração.
Conceição disse assustada:
-Colaborar? Como assim?
Não dê mais o seu tabaco
Não seja assim tão ruim… É
você dando o tabaco
E nascendo chifre em mim.
Aí Conceição cortou
Os males pelas raízes
E o pobre rapaz dos chifres
Também superou as crises
Viveram oitenta anos
Extremamente felizes.
Dona Juca recebeu
Parabéns do Doutor Zeca
Que fizera experiência Com
sua própria cueca
E não conseguiu nascer
Cabelo em sua careca.
Passando a careca
No tabaco prodigioso
Ficou cabeludo e Zeca Se
tornou em fervoroso
Romeiro de Santa Juca Do
tabaco milagroso

ai desmoronar.
IDEIAS
PROJETOS

DO CONTO AO CORDEL E VERBO

Portuguesa Docente: Rosemary Lapa


Discentes: Flávia Lucas/Flávia Rayana/ Gigliolla Cruz/ Lariane Menezes

Publico Alvo: Alunos do 5º Ano do Ensino Fundamental

Tema: Do conto ao cordel

Objetivos:
· conhecer o gênero cordel;
· comparar o conto com cordel;
· Perceber no texto a funcionalidade dos verbos e adjetivos;
· produzir um cordel a partir de contos de fadas;
· conhecer a técnica da xilogravura;
· organizar um festival de cordéis.

Sequência didática
· Apresentação e trabalho com a estrutura do gênero conto, tanto no
aspecto formal, quanto estílístico e linguístico.
· Apresentação e trabalho com a estrutura do gênero cordel, tanto no
aspecto formal, quanto estílístico e linguístico.
· Comparação dos gêneros conto e cordel, notadamente no aspecto formal.
· Transformação do gênero conto em cordel.
· Produção dos livros de cordel.
· Produção artesanal de xilogravuras
· Exposição dos cordéis.

MATERIAL: Textos impressos (A Bela e a Fera, Lampião lá do Sertão e a Bela e


a Fera em cordel); folhas de papel ofício; bandejas de isopor; tinta guache; lápis;
palitos de dente; tesoura; rolinho de espuma para pintura; DVD (cordel “A árvore
de dinheiro”); corda.
A Bela e a Fera

Adaptado dos contos dos irmãos Grimm

Há muitos anos, em uma terra distante, viviam um mercador e suas três filhas. A
mais jovem era a mais linda e carinhosa, por isso
era chamada de "BELA".
Um dia, o pai teve de viajar para longe a negócios. Reuniu as suas filhas e disse:
— Não ficarei fora por muito tempo. Quando voltar, trarei presentes. O que vocês
querem? - As irmãs de Bela pediram presentes caros, enquanto ela permanecia
quieta.
O pai se voltou para ela, dizendo:
— E você, Bela, o que quer ganhar?
—uma rosa, querido pai, porque neste país elas não crescem, respondeu Bela,
abraçando-o forte.
O homem partiu, conclui os seus negócios, pôs-se na estrada para a volta. Tanta
era a vontade de abraçar as filhas, que viajou por
muito tempo sem descansar. Estava muito cansado e faminto, quando, a pouca
distância de casa, foi surpreendido, em uma mata, por
furiosa tempestade, que lhe fez perder o caminho.
Desesperado, começou a vagar em busca de uma pousada, quando, de repente,
descobriu ao longe uma luz fraca. Com as forças que lhe
restavam dirigiu-se para aquela última esperança.
Chegou a um magnífico palácio, o qual tinha o portão aberto e acolhedor. Bateu
várias vezes, mas sem resposta. Então, decidiu entrar para esquentar-se e esperar
os donos da casa. O interior, realmente, era suntuoso, ricamente iluminado e
mobiliado de maneira esquisita.
O velho mercador ficou defronte da lareira para enxugar-se e
percebeu que havia uma mesa para uma pessoa, com comida quente e vinho
delicioso.
Extenuado, sentou-se e começou a devorar tudo. Atraído depois pela luz que saía de
um quarto vizinho, foi para lá, encontrou uma grande sala com uma cama
acolhedora, onde o homem se esticou, adormecendo logo. De manhã, acordando,
encontrou vestimentas limpas e uma refeição muito farta. Repousado e satisfeito, o
pai
de Bela saiu do palácio, perguntando-se espantado por que não havia encontrado
nenhuma pessoa. Perto do portão viu uma roseira com lindíssimas rosas e se
lembrou da promessa feita a Bela. Parou e colheu a mais perfumada flor. Ouviu,
então, atrás de si um
rugido pavoroso e, voltando-se, viu um ser monstruoso que disse:
— É assim que pagas a minha hospitalidade, roubando as minhas rosas? Para
castigar-te, sou obrigado a matar-te!
O mercador jogou-se de joelhos, suplicando-lhe para ao menos deixá-lo ir abraçar
pela última vez as filhas. A fera lhe propôs, então, uma troca: dentro de uma semana
devia voltar ou ele ou uma de suas filhas em seu lugar.
Apavorado e infeliz, o homem retornou para casa, jogando-se aos pés das filhas e
perguntando-lhes o que devia fazer. Bela aproximou-se dele e lhe disse:
— Foi por minha causa que incorreste na ira do monstro. É justo que eu vá...
De nada valeram os protestos do pai, Bela estava decidida. Passados os sete dias,
partiu para o misterioso destino.
Chegada à morada do monstro encontrou tudo como lhe havia descrito o pai e
também não conseguiu encontrar alma viva.
Pôs-se então a visitar o palácio e, qual não foi a sua surpresa, quando, chegando a
uma extraordinária porta, leu ali a inscrição com caracteres dourados: "Apartamento
de Bela".
Entrou e se encontrou em uma grande ala do palácio, luminosa e esplêndida. Das
janelas tinha uma encantadora vista do jardim.
Na hora do almoço, sentiu bater e se aproximou temerosa da porta. Abriu-a com
cautela e se encontrou ante de Fera. Amedrontada, retornou e fugiu através das
salas. Alcançada a última, percebeu que fora seguida pelo monstro. Sentiu-se
perdida e já ia implorar piedade ao terrível ser, quando este, com um grunhido gentil
e suplicante lhe disse:
— Sei que tenho um aspecto horrível e me desculpo; mas não sou mau e espero que
a minha companhia, um dia, possa ser-te agradável. Para o momento, queria pedir-
te, se podes honrar-me com tua presença no jantar.
Ainda apavorada, mas um pouco menos temerosa, bela consentiu e ao fim da tarde
compreendeu que a fera não era assim malvada.
Passaram juntos muitas semanas e Bela cada dia se sentia afeiçoada àquele
estranho ser, que sabia revelar-se muito gentil, culto e educado.
Uma tarde , a Fera levou Bela à parte e, timidamente, lhe disse:
— Desde quando estás aqui a minha vida mudou. Descobri que me apaixonei por ti.
Bela, queres casar-te comigo?
A moça, pega de surpresa, não soube o que responder e, para ganhar tempo, disse:
— Para tomar uma decisão tão importante, quero pedir conselhos a meu pai que não
vejo há muito tempo!
A Fera pensou um pouco, mas tanto era o amor que tinha por ela que, ao final, a
deixou ir, fazendo-se prometer que após sete dias voltaria.
Quando o pai viu Bela voltar, não acreditou nos próprios olhos,
pois a imaginava já devorada pelo monstro. Pulou-lhe ao pescoço e a cobriu de
beijos. Depois começaram a contar-se tudo que acontecera e os dias passaram tão
velozes que Bela não percebeu
que já haviam transcorridos bem mais de sete.
Uma noite, em sonhos, pensou ver a Fera morta perto da roseira. Lembrou-se da
promessa e correu desesperadamente ao palácio. Perto da roseira encontrou a Fera
que morria.
Então, Bela a abraçou forte, dizendo:
— Oh! Eu te suplico: não morras! Acreditava ter por ti só uma grande estima, mas
como sofro, percebo que te amo.
Com aquelas palavras a Fera abriu os olhos e soltou um sorriso radioso e diante de
grande espanto de Bela começou a transformar-se em um esplêndido jovem, o qual
a olhou comovido e disse:
— Um malvado encantamento me havia preso naquele corpo
monstruoso. Somente fazendo uma moça apaixonar-se podia vencê-lo e
tu és a escolhida. Queres casar-te comigo agora?
Bela não fez repetir o pedido e a partir de então viveram felizes
e apaixonados.

Aula 1

Atividade 1: Conversando sobre o conto

Quem sabe o que é um conto? Ouvir e considerar as respostas dos estudantes e,


caso seja necessário, acrescentar as informações abaixo;
É uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos, de
fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um
narrador, personagens, ponto de vista e enredo.

A leitura do conto A bela e a Fera será feita pelos alunos, ou seja, um assumirá o
papel de narrador e os outros, os personagens.

Quem escreveu este conto?


Vamos conhecer um pouquinho desse autor?
Quais as características dos personagens principais?

Nessa versão, o mercador, pai de Bela tem três filha, vocês já ouviram outras
versões em que ele tivesse menos filhas? Quantas eram?

Mesmo com boas intenções, o pai da Bela tomou uma atitude correta ao colher a
rosa do jardim da Fera? (levá-los a compreender, durante o diálogo que o pai da
Bela tirou algo que não lhe pertencia, sem pedir ao dono) Qual seria atitude
correta a ser tomada?

A Fera, mesmo com razão, porque o pai da Bela tirou algo de seu jardim sem lhe
pedir, tomou uma atitude justa? Era necessário prendê-lo por isso? O que você
faria se fosse a Fera?
E com relação à atitude da Bela? Ela fez certo em tomar o lugar do pai, tomando
a punição por algo que seu pai havia feito?

Se você fosse a Fera, aceitaria o que a Bela fez?

Note que as palavras Fera e Bela sempre aparecem no texto com inicial
maiúscula. Por que isso acontece?

Ler o texto novamente perguntando:


· Se eles encontraram alguma palavra desconhecida no texto.
· Já leram algum texto como esse anteriormente? (o mesmo gênero)
· Em que espaço ocorre a narrativa?
· Em qual tempo ocorre a narrativa?
· O que aproxima Bela de Fera?
· Qual o momento de maior tensão na narrativa?
· Existe a caracterização das personagens nessa história? Como é?
Dê exemplos.
· Por que a caracterização ocorre dessa forma? Levante hipóteses.

Atividade 2:

Atividade individual:

Fazer um levantamento prévio sobre o que os alunos sabem sobre verbo, após
ouvir tudo o que eles disserem, pedir que observemos verbos no texto A Bela e a
Fera, chamando atenção para as características dos verbos (indicam tempo,
situação de ação, estado ou fenômeno da natureza, sempre concordam com o
substantivo),na sequência , questionar: Em que momento eles dão ideia de
passado e quando dão ideia de presente? Por que, possivelmente isso
acontece? Em algum momento é possível perceber no tempo uma ação que
ocorra no futuro?

Trabalhar períodos do texto para mostrar a diferença entre passado (perfeito e


imperfeito) e presente.

Sei que tenho um aspecto horrível e me desculpo; mas não sou mau e
espero que a minha companhia, um dia, possa ser-te
agradável. Para o momento, queria pedir-te, se podes honrar-me
com tua presença no jantar.
Perto do portão viu uma roseira com lindíssimas rosas e se lembrou da promessa
feita a Bela.

ü Os verbos no passado dão sempre a mesma ideia?


ü Nesses trechos, os verbos dão ideia de passado, mas as ações no
passado se comportam da mesma maneira?

Oh! Eu te suplico: não morras! Acreditava ter por ti só uma grande estima, mas
como sofro, percebo que te amo.

ü Os verbos no presente dão sempre a mesma ideia?


ü Nesse trecho, os verbos dão ideia de presente, mas as ações no
presente se comportam da mesma maneira? (Sim. Sempre a mesma
ideia! A frase “não morras” está no modo imperativo, enquanto os outros
verbos estão no indicativo)

Em seguida:

Construir em conjunto com a turma uma definição para essa classe gramatical e
seus tempos verbais.

Montar no quadro, a tabela cujas colunas devem ser os tempos que apareceram
predominantemente no texto trabalhado.
Após todos os verbos estarem na tabela, é hora de treinar sua flexão, mantendo
a pessoa verbal.

PASS
PRES
A DO
E NTE
Quero, Queria,
sofro, sofria,
perceb percebi
o, a
suplico. ,
supliqu
e i.

Vivo, é, Vivia,
há, era,
muda. havia,
mudou.
Pedir que os alunos façam a reescrita do texto com um final que eles acharem
mais adequado, interessante para depois entre si trocarem e cada um poder ver
a reescrita do outro.

Aula 2

Atividade 1
Fazer um levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre o gênero
cordel com as seguintes perguntas:
1. Você já ouviu falar em Cordel?
2. Se já ouviu falar, o que sabe sobre o assunto?
3. Levar cordéis para a sala de aula para que os alunos leiam.

Atividade 2
Levar os alunos para o laboratório de informática e pedir que em dupla façam
uma pesquisa com as seguintes questões:
§ Quando surgiu o Cordel?(Local, contexto, etc.).
Aula 2
Atividade 1
Fazer um levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre o gênero
cordel com as seguintes perguntas:
4. Você já ouviu falar em Cordel?
5. Se já ouviu falar, o que sabe sobre o assunto?
6. Levar cordéis para a sala de aula para que os alunos leiam.

Atividade 2
Levar os alunos para o laboratório de informática e pedir que em dupla façam
uma pesquisa com as seguintes questões:
§ Quando surgiu o Cordel?(Local, contexto, etc.).

§ Qual sua importância em nossa cultura?


§ Quais são os assuntos presentes nos cordéis?
§ Quais são suas características?
§ Como é chamado modo como se fazem os textos imagéticos presentes nos
cordéis? Qual sua importância para os cordéis?
§ Como as xilogravuras são feitas?
Os alunos deverão anotar nos cadernos as informações encontradas durante as
buscas e, caso encontrem alguma outra informação relevante além das
indicadas, também poderão anotar e trazer para a aula seguinte.
Para as buscas deverão principalmente acessar os sites indicados abaixo ou
acessar o Google e pesquisar a palavra “cordel” ou “literatura de cordel”, onde
encontrarão diversos sites:

o http://www.significados.com.br/cordel/;
o http://www.cecordel.com.br/infantis.html;
o
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/como-surgiu-literatura-c
ordel-683552.shtml;
http://www.carnaxe.com.br/cronicas/literaturadecordel_comoe_comofazer.htm.

AULA 3

Atividade 1
Em sala de aula, conversar com os alunos sobre pesquisa feita por eles,
ressaltando a importância do cordel na cultura popular. Nesse momento, todos os
alunos exporão oralmente as questões pesquisadas, emitindo suas opiniões
sobre a literatura de cordel (se gostaram ou não).

ü Durante a conversa com os alunos, caso seja necessário, contar para a


turma sobre a origem do cordel, o porquê do nome, seu desenvolvimento
no Brasil, o preconceito que pesou sobre o gênero no passado, sua
valorização nos dias de hoje, etc.

Atividade 2
ü Juntamente com os alunos e a partir das informações obtidas por eles com a
pesquisa, construir um quadro contendo as principais características do
gênero e que serão utilizadas posteriormente por eles na produção de seus
cordéis . No quadro deverá conter as características essenciais de cordel: a
estrutura (sextilha, setilha, oitava, decima); as rimas; texto imagético
(contextualizado) e a forma de exposição (pendurados em cordas).
Aproveitaremos esta atividade para retomar a estrutura do conto e fazer
comparação, ressaltando os pontos convergentes.

AULA 4
Lampião, lá do Sertão!

“Bem no meio da Caantiga E


não falo do “fedô”!
Pois entendam que esse nome
(Seu menino, seu “dotô”)
é dado à vegetação que
cresce lá no Sertão
onde a história se “passô”

E foi em Serra Talhada Num


canto desse Sertão Que
nasceu um cangaceiro O seu
nome: Lampião
Para uns muito malvado
Para outros um irmão

Ele era muito brabo


Tinha muita atitude
Alguns dizem, hoje em dia
Que ele era o Robin Hood
Roubava do povo rico
Dava a quem só tinha um tico
De dinheiro e de saúde

Ou talvez fosse um pirata


Mas não navegava não Ele
tinha um olho só Também era
Capitão Comandava o seu
bando Com muita satisfação

O cabra era tão raivoso


Que se um pedacinho entrava De
comida entre os dentes
E muito lhe incomodava Ele
pegava um facão
E fazia uma extração
Que nem o dente sobrava!

E esse homem tão temido


Também tinha sentimento! Um
dia se apaixonou
E pediu em casamento A
tal Maria Bonita
Que lhe deu consentimento
Ela também era braba E
andava no seu bando
Demonstrou que a mulher
Também tem força lutando e
seguiu o seu marido mundo
afora, caminhando

Entre uma batalha e outra


Lampião se divertia Gostava
duma sanfona
E dançava com Maria
Seu bando fazia festa Até
o raiar do dia

Ele dançava forró Xaxado e


também baião Gostava era
das cantigas Das noites de
São João

Numa noite de Luar Bem


cansado de fugir Da polícia
que jamais Cansou de lhe
perseguir Lampião olhou pro
céu Cantou antes de dormir:

“Olha por Céu meu Amor. Vê


como ele está lindo…
Olha pra aquele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo…”

E assim adormeceu
Junto da sua Maria
A polícia os encontrou Logo
cedo no outro dia

Foi cantando uma cantiga


Sobre o céu do seu rincão
Que se despediu da vida O
temido Lampião
Que faz parte da história e
hoje vive na memória de
quem é da região

E é cantando esta canção que


eu encerro a poesia
de uma história que falou de
tristeza e alegria vamos
continuar no xote me
despeço com o mote:
Adeus, até outro dia.

Atividade 1:

Levantar os seguintes questionamentos/ debate:


ü Vocês conhecem a historia de Lampião e Maria Bonita?
ü Como a autora apresenta Lampião e Maria Bonita?
ü Para o povo, conforme a autora, o que eles faziam era
errado? ü O que você acha das atitudes deles?
ü Eles teriam outras formas para fazer o bem sem serem perseguidos pela
policía? Quais?
ü Este cordel apresenta algumas palavras que mostram a forma como
algumas pessoas falam (variações linguísticas), quais delas vocês
conseguiram identificar? (fedô, dotô, passo, brabo...)
ü Que outro final você daria para este cordel?

Na estrofe abaixo, podemos perceber como as pessoas achavam que


Lampião era:

E foi em Serra Talhada Num


canto desse Sertão
Que nasceu um cangaceiro O
seu nome: Lampião
Para uns muito malvado Para
outros um irmão

ü Releiam o texto buscando nele algumas pistas sobre como eram Lampião
e Maria Bonita.
ü Quais outras características vocês dariam aos personagens?
v Solicitar que os alunos reescrevam o texto suprimindo as palavras que
caracterizam os personagens, de forma que percebam a funcionalidade
dos adjetivos no texto, depois refletiremos sobre:

ü Quais diferenças vocês perceberam entre os dois textos?


ü Qual a importância dos adjetivos para o funcionamento do texto?

Transformando cordel em conto

Atividade 1

ü Fazer uma rápida revisão do que é conto e cordel com os alunos.


ü Explicar para eles que nós podemos transformar um gênero textual em
outro.
ü Explicar para eles que às vezes uma história pode ter diferentes
finais. ü Mostrar para eles a história da Bela e a Fera contada em
Cordel.
A Bela e a Fera em cordel
(autoria própria do grupo)

Aconticeu lá na França

Qui é longe de vredadi


Tinha um comeciante Qui
vivia fazeno viagi Até que
um belo dia Uma linda rosa
ele viu
E foi ai que a confusão começou viu?
Nosso amigo comeciante
Tinha uma fia muito amada
Seu nomi era Bela
Dorce, meiga e muito cobiçada
Mas a linda rosa tinha dono
E ele ficô muito brabo, fazeno do comeciante
seu mais novo escravo

“Predão sinhô era pra minha fia” O


comeciante lhe falô,
“Mas me dexe dizer adeus a Bela, ela é
tudo o qui mim restô”
Quando foi se dispedir, contô o que aconticeu
E sua fia de seu pai
Logo se compadiceu
Meu pai vô no seu lugar” e assim aconticeu.
E tinha tombém o Gaston Que
era muito apaixonado Mas a
menina Bela
Não lhe dava papo furado
Tinha muito nojo dele Que se
achava o bonzão

Os dias foram passando E a


Bela conhicendo
Mais do castelo e de seus serventes
Que tentavam lhe agradá
Pois sabiam que somenti a Bela podia
Já que lhe amoliceu o coração
Quebrar o feitiço da Fera e de seus empregados

E a fera mal humorada


Descobriu o sentirmento
Ele estava apaixonardo
E pra ele isso era um tormento
Porque era a Fera
E a dama uma simplismente Bela

No começo foi estranho Muita


briga e confusão, Mas depois
se entenderam E a Bela
precebeu
Que dentro daquela capa feia
Tinha um lindo sentirmento

Mas um belo dia


O pai da nossa Bela Disse
para todos que
Ela era prisiorneira da fera
Pouca gente acreditô
Mas foi aí que Gastão pensô....

“A Bela estando em perigo, Se


eu lhe sarvar
Ela vai me aceitar como marido. ”
E então amedrontou muita gente da cidade

A fera precebeu que a Bela andava triste E


a deixô partir para que seu pai ela virsse
Mas antes de sair ela lhe fez uma promessa
“volto em algumas horas” E saiu sorrindo depressa
Se tivesse prestardo atenção teria visto que surgia
Uma grande lágrima no rosto de sua Fera

Ah que filicidadi,
Quando a Bela viu seu pai
Muitos abraços pra martá a sardade
E a Bela logo soube que Gastão planejava uma mardade

Quando seu pai lhe contô


Pro castelo da Fera a Bela logo correu
Queria salvar seu amigo

Daquele povo que não lhe compreendeu


Quando a Bela chegou o castelo tinha sido tomado..

Atividade 2

ü Perguntar para as crianças se elas sentiram diferença entre a


história em forma de conto e em forma de cordel.
ü Mostrar no quadro construído com as estruturas do conto e para que as
crianças semelhanças e diferenças.
ü Pedir para que as crianças identifiquem os “erros ortográficos” e
juntamente com eles fazer uma reescrita do texto.
ü Pedir para que as crianças, por escrito, deem um final para o cordel.

Aula 6
ü Perguntar o que as crianças lembram da aula passada.
ü Pedir que as crianças, em grupos de quatro, transformem um conto
que gostem em cordel (serão disponibilizados os contos que eles
escolherem e várias versões de cordéis para que eles possam tomar
como exemplo).
ü Pedir que fiquem em círculo e depois leiam seus cordéis para os
outros colegas.

Aula 7
Com os textos dos cordéis prontos, inicia-se o processo de confecção dos
livros.

· Cada grupo deverá fazer uma produção de texto imagético que


dialogue com o texto escrito estes serão transformados em
xilogravura (iso-gravura) e servirão como capa para os livros.

· Confecção das xilogravuras: Os alunos deverão recortar as


abas de bandejas de isopor ( de frios de supermercados). Poderão
desenhar ou decalcar os desenhos já feitos no papel sobre as bases
das bandejas(este processo formará sulcos no isopor). Em seguida
com a ponta do lápis ou de um palito deverão aumentar o sulcos,
porém sem furar o isopor. Após o término do desenho deverão
passar a tinta no isopor com um rolinho de espuma para pintura e
depois pressionar o desenho sobre o papel. Podendo usar um rolo
de macarrão ou uma garrafa e passar por cima do molde para
imprimir melhor do desenho no papel.
ü Confeccionar os livrinhos de cordel.

Culminância:
ü Como culminância será realizada uma exposição dos cordéis na qual os
alunos apresentarão para as outras turmas seus trabalhos.

Referências:
A árvore de dinheiro. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=2p7g
MAPwcaU&index=1&list=PLTCoz 05H11m JeOyUMSD98vwYESvDMCYOD.
Acesso:10/06/14.
Cordel Lampião lá no sertão. Disponível em:
marianebigio.com/2014/05/08/lampiao-la-do-sertao/ Acesso:10/06/14.

Como Fazer um Livrinho com Folhas de Papel

Passos
Você precisa de um pequeno livrinho para organizar alguns dados, desenhar ou
para um projeto da escola? Qualquer que seja o motivo, é bem fácil fazer um
livrinho de papel — tudo o que você precisa é de uma tesoura e uma folha de
papel em branco. Vamos começar

1- Pegue uma folha de papel A4 e dobre-a ao meio (na forma vertical).

2 - Faça outra dobra como essa (dessa vez, na forma horizontal).

3 - Abra a folha e você terá quatro partes.

4 - Faça outra dobra como essa (dessa vez, na forma horizontal).


5 - Abra a folha e você terá quatro partes.

6 - Faça mais uma dobra horizontal e depois abra a folha de novo.

7 - Dobre a folha novamente ao meio, como no primeiro passo.

8 -Com a tesoura, corte nas linhas marcadas, começando na dobra. Pare de


cortar quando chegar ao meio.

9 - Desdobre a folha e dobre novamente na forma horizontal.

10 - Finalmente, pegue as duas extremidades e as una!

11- Agora basta escrever o que quiser. Aproveite!


Ao fazer as dobras, tente fazê-las o mais uniformes e definidas que puder!
Se precisar de mais páginas, corte a extremidade do livrinho.

Avisos
No processo de corte, preste atenção para parar imediatamente logo no meio do
papel. Caso contrário, o seu livrinho vai ficar todo desarrumado.
Dicas Se quiser um livrinho maior, use uma folha de papel maior.

Projeto Cordel na Escola


Autor: Francisco Ferreira Filho Diniz
E-mail: literaturadecordel@bol.com.br

Site: www.projetocordel.com.br

Objetivos
Reconhecer a importância da literatura de cordel enquanto patrimônio histórico e
cultural do povo paraibano, nordestino e brasileiro.
Utilizar a poesia de cordel como recurso pedagógico para debater temas
relacionados à educação escolar como cidadania, solidariedade, preconceito,
discriminação racial, consciência ambiental, espiritualidade, ética, educação sexual,
combate às drogas, violência, condição social da população, amor ao próximo.

Estimular a leitura, produção e edição de folhetos de cordel entre professores,


alunos e demais integrantes da comunidade escolar.

Contribuir para o resgate da literatura de cordel na perspectiva de transformá-la


em veículo de comunicação de massa.

Realizar exposições em escolas, feiras livres, praças públicas, emissoras de


rádio, carros de som, em outros ambientes e meios de divulgação.

Justificativa
Literatura de Cordel
É poesia popular
É historia contada em versos
Em estrofes a rimar
Escrita em papel comum
Feita pra ler ou cantar.

A capa é em xilogravura
Trabalho de artesão
Que esculpe em madeira
Um desenho com ponção
Preparando a matriz
Pra fazer reprodução.

Os folhetos de cordel
Nas feiras eram vendidos
Pendurados num cordão
Falando do acontecido,
De amor, luta e mistério,
De fé e do desassistido.

A minha literatura
De cordel é reflexão
Sobre a questão social
E orienta o cidadão
A valorizar a cultura
E também a educação.

Mas trata de outros temas:


Da luta do bem contra o mal,
Da crença do nosso povo,
Do hilário, coisa e tal
E você acha nas bancas
Por apenas um real.

O cordel é uma expressão


Da autêntica poesia
Do povo da minha terra
Que luta pra que um dia
Acabe a fome e miséria
Haja paz e harmonia.

A poesia popular, enquanto literatura oral já existe há mais de 3.500 anos. No Brasil
o cordel chegou, trazido de Portugal, onde era vendido como "folhas soltas", mas foi
com um poeta nascido em Pombal, que ele ganhou celebridade. Foi Leandro
Gomes de Barros quem primeiro passou a editar e comercializar, no final do século
XIX, o folheto na forma tal como temos atualmente, por isso ele é considerado o
patriarca dessa expressão popular e a Paraíba é tida como o berço da literatura de
cordel.

O cordel que era vendido nas barracas das feiras livres pendurado em cordões
e recitado ou cantado pelos poetas violeiros para atrair os compradores, hoje sofre
dos males do esquecimento e do abandono, explicado pelo advento da era
tecnológica e assimilação desenfreada da cultura estrangeira. Ele já foi, no interior
do Nordeste, o jornal, a música, o lazer de um povo que se reunia nos salões ou
terreiros das casas para fantasiar histórias lidas por aqueles que dominavam os
códigos da leitura e servia também para alfabetizar tantos outros que as vezes
sabia de cor folhetos famosos. O hábito de ler cotidianamente o cordel fez surgir no
Nordeste poetas de expressão como Patativa do Assaré e revelar ao mundo uma
música inigualável de Luiz Gonzaga, valores que sintetizam a grandiosidade da
nossa arte popular.

O cordel precisa sobreviver e voltar a ser uma cultura de massa tal como
antigamente. Certamente alguns poetas continuarão nas feiras, outros levarão suas
obras às bancas de jornal, livrarias, outros ainda procurarão utilizar os recursos da
mesma era tecnológica que ajudou a sucumbi-lo - como o rádio, jornal, tv e agora
mais recentemente a internet - para fazer chegar aos quatro cantos do mundo a
imponente cultura nordestina.

Contudo, acreditamos que a literatura de cordel só poderá se transformar


numa cultura de massa a partir do momento que a escola passar a estimular o seu
uso, ou seja, a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários) adotar o
hábito da leitura. Quando a escola procurar conscientizar a todos da real
necessidade de se preservar o cordel enquanto saber histórico, estaremos
caminhando em direção a sua revitalização.

Levar a literatura de cordel até a escola significa oferecer um importante e


motivante meio de educação aos alunos dos ensinos fundamental e médio. Através
da poesia popular o aluno poderá conhecer aspectos da história do nordestino, pois
o cordel retrata a cultura, o cotidiano, a realidade do povo e suas peculiaridades.
Mas pode versar sobre qualquer assunto e ser utilizado como recurso pedagógico
para debater temas relacionados à educação escolar como cidadania,
solidariedade, preconceito, discriminação racial, consciência ambiental,
espiritualidade, ética, educação sexual, combate às drogas, violência, condição
social da população, amor ao próximo...

Ter o cordel nas bibliotecas das escolas pode representar um passo


extremamente valioso para o devido reconhecimento e resgate desse tipo de
literatura e dar à nova geração a oportunidade de apreciar a riqueza e
expressividade da nossa cultura. Significa observar o contato do passado, da
memória do saber tradicional, do conto poético numa linguagem ao mesmo tempo
simplória e bela, de fácil compreensão e de uma engenhosidade singular observada
na construção dos versos e rimas. A escola tem que obrigatoriamente prestigiar a
cultura popular, caso queira preservar a sua própria história. E demonstrar
preocupação na manutenção do saber é assumir e incorporar a sua rotina o contato
com as manifestações que o povo cultiva, que apresentam significância e um visível
potencial pedagógico. A literatura de cordel é uma dessas manifestações que
devem e precisam ser utilizadas no ambiente escolar.

Enquanto livro para-didático ou leitura suplementar o cordel pode conduzir o


leitor a uma viagem fascinante, a um universo textual completamente diferente do
habitual onde a rima é um dos elementos que atrai, que desperta a curiosidade
além de suscitar a sensibilidade artística.

No espaço escolar o cordel poderá ser usado para estimular a criatividade.


Como é uma leitura que pode ser cantada, acompanhada de um ou vários
instrumentos musicais como viola, rabeca, sanfona, violão, pífano, zabumba, flauta,
pandeiro ou outro de interesse do professor, vemos a riqueza da sua utilização.
Indiretamente há um incentivo à aprendizagem de determinado instrumento
musical, ao próprio canto e à estimulação da educação rítmica, mesmo para
aqueles que não queiram estudar ou compor música. Finalmente pode-se orientar
os alunos a produzir histórias, o que de fato mais contribuirá para que sejam
revelados valores e com isso fazer perpetuar em nossa região o estigma de lugar
dos grandes poetas.

Por ser confeccionado com material simples, o folheto de cordel


tradicionalmente teve preço acessível e as pessoas de baixo poder aquisitivo
sempre tiveram oportunidade de adquiri-lo. Hoje falta divulgação para que ele seja
conhecido pelas novas gerações, além de políticas públicas de incentivo.

Adquirir títulos com o objetivo de serem distribuídos aos alunos da rede pública
de ensino, bem como a sua aquisição para o acervo das bibliotecas das escolas,
poderiam ser iniciativas dos governos que muito iriam contribuir nessa tarefa de
promoção do cordel. Outro meio seria a realização de concursos no interior das
escolas, patrocinados com a incumbência de revelar talentos onde os vencedores
poderiam ter as suas obras editadas.
Na escola o aluno deveria ser estimulado a ler, compor, conhecer as rimas, os
tipos de versos, assim como estudar e criar a própria xilogravura e o professor ter
oportunidade de participar de cursos sobre cordel para poder ter melhor
embasamento para trabalhar com os alunos.

Considerando a literatura de cordel como Patrimônio Histórico do Povo


paraibano, nordestino e brasileiro, vimos sugerir às Secretarias de Educação de
todos os municípios e Estados do Brasil, que seja implantado o "Projeto Cordel na
Escola" com o objetivo de favorecer o acesso ao cordel para todos os alunos das
escolas do país nos seguintes termos:

a) que cada aluno receba um exemplar da literatura de cordel - "A menina do


vestido azul"

b) que cada escola receba um kit, que disponibilizamos, composto de 20(vinte)


títulos diferentes para utilizar no acervo de sua biblioteca:

1 - A Menina do Vestido Azul


2 - O aquecimento global
3 - Vamos Preservar o Rio!
4 - Quadrilha Junina
5 - Um dia a gente aprende a votar
6 - Sabedoria
7 - A escola que precisamos
8 - Dieta para engordar
9 - Venda o seu voto e seja mais um ladrão
10 - Receita da Felicidade
11 - O menino que quis mudar um mundo
12 - A Escola dos Meus Sonhos
13 - São João, a grande festa do Nordeste
14 - A Educação Física na Escola
15 - Cuidados com as DST's
16 - A Matemática da Vida
17 - O que Fazemos na Aula de Ed. Física?
18 - Dilemas do Professor
19 - Prece para a Libertação do Homem
20 - As Conseqüências da Compra do Voto

c) que seja realizado encontro entre o propositor deste projeto e professores para
debater a literatura de cordel na perspectiva de prepará-los para melhor trabalhar
com os alunos os meios de produção de cordéis;

d) que seja viabilizado concursos entre alunos de todas as escolas para revelar
talentos na literatura de cordel cujos vencedores tenham seus trabalhos editados.
Orçamento
1 - Preço do cordel por unidade...........R$ 3,00 (três reais).

1.1 - N.º de alunos contemplados com um exemplar do cordel "A menina do vestido
azul"................ o número de alunos matriculados no município ou Estado.

2 - Cordéis que compõem o kit..........20(vinte).

2.1 - Preço do kit de cordel por unidade........................R$ 60,00 (sessenta reais).

3 - Preço de palestra de cordel para professores com duração de 4 (quatro)


horas...............R$ 500,00(quinhentos reais).
Santa Rita - PB, outubro de 2014,
__________________________________
Francisco Ferreira Filho Diniz
Professor/Cordelista

Dados sobre o autor

Francisco Ferreira Filho


Diniz, este é o meu nome.
A escola é meu trabalho
A cultura me consome,
O meu sonho é que no mundo
Haja paz e acabe a fome.

Por Nenen, desde menino


Sou também denominado
E em Educação Física
Desde 90, formado
E como todo professor
Ganho pouco, ando estressado.

Estudo pra ser poeta


E sou um simples cordelista
Não busco obter fama
De respeitado artista
Mas, a cultura do povo
Eu nunca a perco de vista.

Sou também capoeirista


Violência me faz mal
Gosto da Capoeira Angola,
Admiro a Regional
E meu Mestre é Paulista
Que hoje vive em Portugal.

Eu nasci em Santa Helena


Situada no sertão
Uma cidade bem pequena,
Mas de grande coração,
Nos confins da Paraíba
Onde o povo é sempre irmão.

FRANCISCO DINIZ
Fones: 83 98862-8587 (Oi)
Atuação profissional:
* Professor de Educação Física da Rede Municipal de Santa Rita-PB.
* Cordelista

E-mail: literaturadecordel@bol.com.br

Site: www.projetocordel.com.br

http://www.projetocordel.com.br/projetocordelnaescola.php

Cordel: leitura e escrita


Eliana Costa da Cruz de Negreiros (T-49/Módulo Impresso/Ciclo Básico)

JUSTIFICATIVA:
O Cordel, forma tradicional de nossa literatura popular, é escrito para ser lido e
cantado. Feito em versos, com vocabulário acessível e estrutura rítmica cativante,
a história corre como uma canção bonita. Sem nos darmos conta, a aventura já
terminou. Essa forma de expressão popular apresenta uma riqueza cultural que
pode ser explorada pelas unidades escolares, a partir da divulgação da
produçãocultural do povo e da região em que a escola está inserida.
O gênero “ Literatura de Cordel” expressa em seus versos traços marcantes da
diversidade cultural presente na sociedade brasileira: cada região tende a
proclamar seu modo de viver , seus costumes, sua crenças em produções
características de sua região. A primeira e mais importante constatação a respeito
desta poesia, é que ela é uma expressão cultural do povo. Utiliza-se de sua
linguagem, sua visão de mundo, seus problemas, suas lendas e seu cotidiano. A
falta de sensibilização e de reflexão sobre a diversidade cultural e estética da
cultura regional favorece o distanciamento do aluno de suas raízes histórico-
geográficas, propiciando um processo de alienação cultural. Entendemos que, nos
meios escolares, a Literatura de Cordel deve ser valorizada, representando essas
características que compõem a identidade de cada região e a espontaneidade da
Arte Popular.
A Literatura de Cordel sugere a integração entre a arte e o professor, a escola, o
aluno e a cultura popular de diferentes épocas até a contemporaneidade,
possibilitando também o contato da linguagem popular com os acontecimentos
reais de uma região. Este contato com elementos mais próximos da realidade do
aluno e dos professores pode contribuir para o desenvolvimento da leitura e da
escrita, pois o vocabulário usado na Literatura de Cordel é ou pode ser mais
semelhante à linguagem cotidiana do aluno, tornando a compreensão de textos
mais fácil.

PUBLICO ALVO:
Alunos do Ensino Médio das escolas públicas da rede estadual de ensino de São
Paulo.
Considerando que a base nacional comum dos currículos de Ensino Médio
passou, de acordo com a legislação vigente, a ser organizada em áreas de
conhecimento, sendo atribuída à proposta pedagógica de cada instituição de
ensino a necessidade de definir o currículo escolar de acordo com as
características de sua clientela, entendemos que o projeto “Cordel: leitura e
escrita” utiliza como recursos a interdisciplinaridade e a contextualização, os quais
permitirão a reorganização da experiência docente e a definição coletiva do que e
de como ensinar os alunos.

Dessa forma, o projeto visa desenvolver junto ao alunado capacidades de leitura e


escrita, por meio do trabalho com um tema gerador que articulará os saberes
relacionados às áreas de LCT ( Português e Artes) e CHT ( Geografia e História).

Contextualizando:
A literatura de Cordel é um tipo de poesia popular, a princípio oral,
e depois impressa em folhetos expostos para venda pendurados em cordas ou
cordéis, o que deu origem ao nome. São escritos em formas rimadas e alguns
poemas são ilustrados com xilogravuras. As estrofes mais comuns são as de dez,
oito ou seis versos. Os cordelistas recitam esses versos de forma melodiosa e
cadenciada, acompanhados de viola.
Se realizarmos uma viagem ao tempo encontraremos nas suas
linhas registros do cordel com o romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do
Renascimento, o nome como já dito está ligado à forma de comercialização
desses folhetos em Portugal, onde são pendurados em cordões, lá chamados de
cordéis. São os Portugueses que trazem o cordel para o Brasil, na segunda
metade do século XIX. Hoje muitos folhetos ficam expostos horizontalmente
em balcões ou tabuleiros. Esse tipo de literatura popular existe também na Sicília
(Itália), na Espanha, no México e em Portugal. Na Espanha é chamada de pliego
de cordel ou pliegos sueltos (folhas soltas).
Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios, históricos, lendas e
temas religiosos. É também muito comum os autores criarem seus versos
improvisadamente diante de um acontecimento ou pessoa que queiram
homenagear.
No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste,
sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará. Costuma ser
vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Os poetas Leandro Gomes
de Barros e João Martins de Athayde estão entre os principais autores.
Pelo fato de ser literatura distribuída nas ruas, feiras e botequins e pelo
tipo de linguagem em que circula; bastante simples, com os traços da fala
coloquial, e próxima de falar do povo do sertão, a literatura de cordel foi, muito
pouco apreciada. Porém apresenta vários aspectos interessantes:

▪ As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante


espólio do imaginário popular;
▪ Pelo fato de funcionarem como divulgadoras da arte do cotidiano, das
tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste
gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável
importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias
regionais, contribuindo para a manutenção do folclore nacional;
▪ Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um
número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de
hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;
▪ A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de
opinião, elevam a literatura de cordel estandarte de obras de teor didático e
educativo.

Aprofundando um pouco mais a concepção de Literatura de Cordel


nos remete aos conceitos
de leitura e escrita, o que nos leva a investigar sua importância para
construção da cidadania, pois, segundo BRASIL (1998)

“o domínio da língua oral e escrita é fundamental para a


participação social efetiva, pois é por meio dela que o homem se
comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos
de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz
conhecimento”. (página)

Para LAJOLO (2002,7), “ninguém nasce sabendo ler: aprende-se a ler à


medida que se vive”. Assim, aprender a ler livros, se aprende na escola, mas
outras leituras se aprendem fora dela, na “escola da vida”. Muitas leituras
independem da aprendizagem formal e se concluem na interação cotidiana com o
mundo. Dessa forma,

“lê-se para entender o mundo, para viver melhor. Em nossa


cultura, quanto mais abrangente a concepção de mundo e de
vida, mais intensamente se lê, numa espiral quase sem fim, que
pode e deve começar na escola, mas não pode (nem deve)
encerrar-se nela”. (LAJOLO, 2002, 7)
De acordo com KLEIMAN (2001), a leitura, enquanto atividade que caracteriza e
distingue os seres humanos, é uma das maiores experiências na vida escolar e de
toda pessoa, pois ao dominar a leitura abrimos a possibilidade de adquirir
conhecimentos, desenvolver raciocínios participar da vida social e interagir com o
mundo. É a interação do autor / leitor, um processo de múltiplas facetas, com a
finalidade de compreender a matéria escrita, avaliá-la e utilizá-la conforme suas
necessidades, enfim uma prática social.
Para Freire (1988) é necessário que o indivíduo leia seu próprio mundo para
depois decifrar as palavras, pois as mensagens que lê só têm significado quando
se relacionam com o mundo a sua volta:

“A leitura do mundo precede a leitura da palavra (...) A velha


casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio
das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava,
tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei,
me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial
se dava a mim como mundo de minha atividade perceptiva, por
isso mesmo como mundo de minhas primeiras leituras. Os
“textos”, as palavras”, as “letras” daquele contexto (...) se
encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja
compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas
minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.
(...) A decifração da palavra fluía naturalmente da “leitura” do
mundo particular. (...) Fui alfabetizado no chão do quintal de
minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu
mundo e não do mundo maior dos meus pais. “O chão foi meu
quadro-negro; gravetos, o meu giz”. (FREIRE, 1988 , 11)

Aprender a ler e escrever num país como o Brasil significa lidar com
os diferentes falares regionais, presentes numa dada sociedade, num dado
momento histórico. Percebem-se muitos preconceitos decorrentes do valor social
que é atribuído aos diferentes modos de falar, pois “é muito comum se
considerarem as variedades lingüísticas de menor prestígio como inferiores ou
erradas”. (BRASIL, 1998, 31); assim, a Literatura de Cordel propõe como objetivo
conhecer, recriar e expressar-se artisticamente respeitando as mais variadas
culturas.
A Literatura de Cordel é assim chamada pela forma como são
vendidos os folhetos, dependurados em barbantes (cordão) nas feiras, mercados,
praças bancas de jornal, principalmente das cidades do interior ou subúrbios das
grandes cidades. Segundo LUYTEN (2005), a chamada literatura de cordel, no
Brasil, não morreu; e continua longe de desaparecer. Esse gênero de poesia
popular impressa, que ocorre especialmente no nordeste, passou a ser valorizado
por brasileiros depois de um artigo de Orígenes Lessa na revista Anhembi,
publicado em dezembro de 1955, e talvez principalmente depois de outro artigo,
do estudioso francês Raymond Cantel, publicado no Le Monde de 21 de junho de
1969. No Brasil divulgou-se no Nordeste, onde famosos cantadores fizeram dela
uma arte popular, formando-se toda uma cultura e tradição em seus trabalhos
poesias-narrativas-cantadas e popular.A partir de inícios da década de 70, o
assunto virou coqueluche para estudiosos brasileiros, formando-se considerável
bibliografia em que se incluem teses e mais teses. Vinte anos depois, podemos
observar que — a despeito de estar implícito no dinamismo sócio-cultural o
possível desaparecimento de traços folclóricos — o cordel continua vivo. Até virou
souvenir para paulistas, cariocas, mineiros, gaúchos em passeio por feiras
nordestinas ou em centros de turismo como o Pátio de São Pedro (Recife), a
Emcetur (Fortaleza), o Mercado Modelo (Salvador) e outros locais.
Dessa forma, a Literatura de Cordel significa mais do que simplesmente trabalhar
a Língua Portuguesa, significa conhecer a arte de outras culturas, pois segundo
Brasil (1998,19)
“a educação em arte proporciona o desenvolvimento do
pensamento artístico e da percepção estética que caracterizam
um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana:
o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação,
tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e
conhecer formas produzidas por ele e pelos colegas, pela
natureza e nas diferentes culturas” .
Além disso, a Literatura de Cordel nos remete a xilogravura de cordel, que faz as
estampas e as ilustrações dos folhetos do Cordel, sendo a impressão de gravura
vazada, utilizando-se placas de madeira (molde), papel e tinta. Segundo LUYTEN
(2005),

“Antigamente, isso era feito com simples recursos tipográficos,


como vinhetas e outros pequenos enfeites. Depois se passou a
usar clichês com base em um desenho ou tirados de cartões-
postais. (...) Tudo começou com agora famoso Mestre Noza, em
Juazeiro do Norte. Ele sempre foi santeiro conhecido (entalhador
de estátuas) e, e resolveu cortar uma tabuinha para servir de
capa a um folheto. A coisa deu certo e a aceitação foi imediata.”

OBJETIVOS GERAIS :
Trabalhando com a Área de LCT, pretende-se que o aluno desenvolva as
competências gerais dessa área de conhecimento, de acordo com o expresso nos
Parâmetros Curriculares Nacionais:
Representação e comunicação em múltiplas línguas/linguagens (
capacidades de uso em compreensão e produção, para a produção de
efeitos de sentido), utilizando os mais variados recursos de mídia.
Investigação e compreensão (capacidades de análise e investigação
das propriedades de diferentes línguas/linguagens e gêneros de textos em
uso);
Contextualização sociocultural (capacidades de investigação e
estabelecimento de relações entre as situações de uso das
línguas/linguagens e as diferentes realidades socioculturais).
O trabalho com a Literatura de Cordel propiciaria ainda, em termos gerais, as
seguintes competências:
Conhecer, recriar e expressar-se artisticamente por meio da
Literatura de Cordel da região ou da cultura regional do aluno, a fim de se
obter um melhor desempenho na produção e compreensão dos textos que
circulam na escola.
Aprender a ler e escrever num país como o Brasil, lidando com os
diferentes falares regionais, presentes numa dada sociedade, num dado
momento histórico.
Perceber os muitos preconceitos decorrentes do valor social que é
atribuído aos diferentes modos de falar.
Permitir o (re)conhecimento e a valorização de variedades
lingüísticas menos prestigiadas socialmente e, conseqüentemente, o
respeito e a valorização de outras formas culturais que não aquelas
socialmente reconhecidas e valorizadas.
“É muito comum se considerarem as variedades
lingüísticas de menor prestígio como inferiores ou
erradas”. (PCN,1998,31)

OBJETIVOS ESPECÍFICOS :
Identificar os elementos da Cultura popular e da
tradição, relacionada à construção de memória coletiva, na Literatura
de Cordel;
Reconhecer a Literatura de Cordel como narrativa em verso
com padrões formais fixos e temáticas variadas;
Compreender a função social da Literatura de Cordel
que, independente da temática escolhida, atua como um veículo de
propagação de valores culturais tradicionais pertinentes ao povo de
uma região.
Reconhecer o caráter híbrido do gênero, situado na interface
entre a produção oral e a escrita, e suas marcas presentes na
literatura oral e escrita.
Interagir com os materiais, instrumentos e procedimentos
relacionados à produção da Literatura de Cordel: Folhetos e
Xilogravura;
Produzir textos orais e escritos a partir da compreensão da
Literatura de Cordel, presente no gênero “Cordel”
Compreender os resultados do trabalho dos cordelistas
fazendo relação com sua própria experiência de aprendiz e com sua
experiência de vida enquanto cidadão de uma região.
Produzir programação a ser apresentada na rádio escola, com
o objetivo de socializar os conhecimentos.

CONTEÚDOS A SEREM TRABALHADOS:


Origens da Literatura de Cordel no Mundo e no Brasil,
principalmente no Nordeste Brasileiro.
O papel da literatura de cordel na formação da cultura regional
do povo nordestino
Principais Cordelistas brasileiros
O bairro onde está inserida a escola, sua origem - pesquisa
A linguagem do cordel : versos, estrofes, metro...
O que é xilogravura? Sua origem e inter-relação com a
linguagem oral
METODOLOGIA DE TRABALHO:
A metodologia de trabalho envolveria o desenvolvimento de Seqüências Didáticas
que propiciariam o uso das novas tecnologias (dos laboratórios de informática
presentes nas escolas publicas), a fim de propiciar aos alunos de Ensino Médio a
possibilidade de pesquisarem, nos meios de circulação virtuais, informações
acerca da Literatura de Cordel.
Enfatizando o protagonismo juvenil, pretendemos que as atividades planejadas
contemplem a produção de conhecimentos a partir de informações coletadas,
culminando na produção de xilogravuras relacionadas ao gênero estudado.
Nesse sentido, os alunos fariam uso dos recursos de informática para a digitação
e impressão dos textos elaborados e para o planejamento das imagens presentes
nas xilogravuras.

DISCIPLINAS ENVOLVIDAS:
1- Português
Em Bakhtin (2004) encontramos a concepção de linguagem que acreditamos ser o
princípio e as possibilidades no trabalho educacional.
O sujeito como tal não pode ser percebido nem estudado como
coisa, posto que sendo sujeito não pode, se quiser continuar sê-
lo, permanecer sem voz; portanto, seu conhecimento, só pode
ter um caráter dialógico.(...). Através da palavra, defino-me em
relação ao outro, isto é, em última análise, em relação à
coletividade. A palavra é uma espécie de ponte lançada entre
mim e os outros. Se ela se apóia sobre mim numa extremidade,
na outra apóia-se sobre o meu interlocutor. A palavra é o
território comum do locutor e do interlocutor. (BAKHTIN,
2004:113)

“Sendo sujeito não pode, se quiser continuar sê-lo, permanecer sem voz”. É essa
voz que constitui o sujeito, são nas palavras que me defino em relação ao outro. E
é essa vivência com a linguagem, de voz e de constituição em relação a si e ao
outro, que queremos propor aos alunos através desse trabalho. “Durante todo o
processo o aluno estará assumindo-se leitor e autor de gênero poético relacionado
ao tema Cordel”, fazendo seus versos ritmados.

A- O Cordel – Sua Origem e tipo de Literatura


O Cordel trata da Literatura Popular, da Cultura de um povo e é escrito para ser
lido ritmado ou cantado, feito em versos cativantes, onde a história corre como
uma canção. Traz consigo a expressão cultural do povo, sua visão do mundo,
seus problemas, enfim seu cotidiano. Auxilia a Leitura e Escrita dos alunos, pois
sua redação chega próxima ao nosso dia a dia.
O cordel é gênero poético dotado de forma composicional própria: os mais
antigos eram feito sem quadra, ou seja, “versos de quatro pés, com sete sílabas
em cada um” na linha de verso.

Exemplo do folheto de “Rabicho da Geralda”, na versão de Rodrigues de


Carvalho*1

“Sou o boi, lixo, rabicho.


Boi de fama, conhecido
Minha Senhora Geralda
Já me tinha por perdido”
Com o passar dos anos esta forma foi substituída pela sextilha setissílabica, a
forma mais utilizada até hoje e que consiste em seis linhas com versos de sete
sílabas com esquema de rimas ABCBDB, estando as rimas localizadas no final
dos versos pares (segundo, quarto e sexto).

Exemplo do folheto Gabriela do poeta popular Manoel D´ Almeida Filho*2

“ Temos a obrigação
Com os queridos leitores
Trazer-lhes versificados
Romances superiores
Mostrando livros famosos
Dos ilustres escritores”

Há também folhetos como, por exemplo, Iracema, A Virgem dos lábios de Mel de
João Martins Athaide*3 que se apresentam na forma de septilha com a rima
ABCBDDB:

“ De repente viu Martim


Sair de dentro do mato
Uma índia muito bela
Mas sem roupa e sem recato
Trazia o arco de guerra
E seu pé tocava a terra
Tão leve como um gato”

Outra forma rara, mas que ainda continua sendo empregada é a décima, que é a
estrofe de dez versos com o esquema de rima ABBAACCDDC, esta aparece no
romance de Carlos Magno com Malaco Rei de Fez* 4

“Leitores com confiança


E atenção que não falha
Leiam mais esta batalha
Dos 12 Pares de França
Que para isto não casa
A minha dedicação
Quero mostrar-vos então
Como foi prisioneiro
O distinto cavaleiro
Reinaldos de Montalvão”

Já nos temas abordados pelo folheto há vários tipos de materiais que servem
como modelo para a adaptação, como temas de filmes, peças de teatro, notícias
de jornal, causos, telenovelas, romances populares e eruditos, apenas o poeta
popular necessita ter cuidado para fazer suas alterações para que não desrespeite
o principio da oração, e o tema, sendo que pode retirar ou acrescentar novos
personagens.
O narrador presente no folheto. Geralmente, é onisciente. Ele não opina em
nenhum momento ou faz digressões a respeito de determinado acontecimento.
Os acontecimentos são apresentados de forma cronológica ao leitor, de modo a
facilitar sua compreensão.

B- Principais Cordelistas e suas obras:


Leandro Gomes de Barros, Gilmar S Ferreira, Patativa de Assaré, Roxinol do
Rinaré, Willian Brito, Francisco Siqueira, Varneci Santos Nacimento.

C- Leitura de textos de cordel e estudo do papel desse gênero no contexto


da história de nosso país ( cultura regional);

C-1 A importância do Cordel para a Leitura e Escrita


C-2 Como ele ajuda os alunos a Ler e Escrever melhor
C-3 Como é formado o cordel: suas rimas e seu tema.
D - Verificação das formas de expressão que compõem a cultura regional do
entorno (pesquisa para colher informações sobre a realidade em que os alunos
vivem e onde a escola está inserida);
E - Produção de Versos de Cordel a partir da pesquisa feita

2- História

Trabalhar o período histórico em que surgiu o Cordel, por meio de narrativas


resgatando a memória oral e coletiva dos personagens anônimos e
personalidades históricas que ajudaram a construí-lo.
A- A professora apresenta aos alunos um pouco da história do Cordel, como ele
surgiu, onde e desde quando ele existe, principalmente sua origem no Brasil
Objetivo: Conhecer um pouco mais do cordel para entende-lo melhor

B - Exploraria a origem do bairro onde a escola está inserida e a origem dos


habitantes que ali residem, inclusive dos alunos que freqüentam a escola
Objetivo: Saber um pouco mais da formação do bairro onde vivem,

C- Elaboração das perguntas da pesquisa


Objetivo: Saber formular perguntas que levem os alunos ao conhecimento do
bairro

D- Entrevistas com as pessoas mais tradicionais do bairro e com as pessoas mais


destacadas do local como comerciantes, dentistas, médicos, farmacêuticos, para
conhecer um pouco mais da tradição do local
Objetivo :Levantar os conhecimentos sobre a formação do bairro e das pessoas
que nele viveram e ainda vivem.
3- Artes
A Literatura de Cordel nos remete a xilogravura de cordel, que faz as estampas e
as ilustrações dos folhetos do Cordel, sendo a impressão de gravura
vazada, utilizando-se placas de madeira (molde), papel e tinta. Segundo Luyten
(2005),
“Antigamente, isso era feito com simples recursos tipográficos,
como vinhetas e outros pequenos enfeites. Depois passou-se a
usar clichês com base em um desenho ou tirados de cartões-
postais. (...) Tudo começou com agora famoso Mestre Noza, em
Juazeiro do Norte. Ele sempre foi santeiro conhecido (entalhador
de estátuas) e, e resolveu cortar uma tabuinha para servir de
capa a um folheto. A coisa deu certo e a aceitação foi imediata.”
Assim, foi criada uma nova e forte arte popular e frente a isso, acreditamos que a
arte popular deve ser valorizada e conhecida por todos, formando a cultura
popular, que se constitui no saber da comunidade, “que todos sabem”. A
importância de se trabalhar a arte na educação vai além do conhecimento artístico
como experiência estética direta da obra de arte, o universo da arte contém
também um outro tipo de conhecimento, gerado pela necessidade de investigar o
campo artístico como atividade humana, um conhecimento que se identifica como
produto das culturas e como parte da História.
A-O que é xilogravura? Sua origem.
B- Para que ela foi usada pelos cordelistas?
C- Como ela é feita? E como poderia ser feita em suas aulas?

PLANEJAMENTO DA SEQÜÊNCIA DE ATIVIDADES

A- Contextualização sociocultural. Capacidades de estabelecimento de


relações entre o uso da linguagem poética
Levantamento de conhecimentos prévios dos alunos sobre o que é
Literatura de Cordel através de perguntas dirigidas a classe.
Ativar o conhecimento prévio : o que eles sabem sobre Literatura de
Cordel? Apresentar alguns Folhetos de Cordel.

B- História e Circulação

▪ Apresentação e contextualização da História do Cordel e “O que é


Cordel”
História
Dois ilustres folcloristas brasileiros, Luis da Câmara Cascudo e Manuel Diéges
Júnior, trouxeram contribuição ao problema da origem da nossa literatura de
cordel. Cascudo em vários ensaios e livros, sobretudo no seu "Vaqueiros e
Cantadores" e "Cinco Livros do Povo", e Manuel Diéges Júnior especialmente no
ensaio "Ciclos Temáticos na Literatura de Cordel". Eles nos mostraram a
vinculação dos folhetos de feira, a partir do século XVII, com as "folhas volantes"
ou "folhas soltas", em Portugal, cuja venda era privilégio de cegos, conforme
informava Téofilo Braga.
Na Espanha, o mesmo tipo de literatura popular era chamado de "pliegos suletos",
denominação que passou também à América Latina, ao lado de "hojas" e
"corridos". Tal denominação, como se sabe, é corrente na Argentina, México e
Nicarágua, Peru. Segundo a folclorista argentina Olga Fenandéz Lautor de Botas,
citada por Diéges Júnior, estas "hojas" ou "pliegos sueltos", divulgados atravésde
"corridos', envolvem narrativas tradicionais e fatos circunstanciais - exatamente
como a literatura de cordel brasileira.
Na França, o mesmo fenômeno correspondia à "littèratue de colportage" -
literatura volante, mais dirigida ao meio rural, através do "occasionnels", enquanto
nas cidades prevalecia o "canard". Na Inglaterra - é informação de Jean Pierre
Seguin, através de Roberto Benjamin -, folhetos semelhantes aos nossos eram
correntes e denominados "cocks" ou "catchpennies", em relação aos romances e
estórias imaginárias; e "broadsiddes", relativamente às folhas volantes sobre fatos
históricos, que equivaliam aos nossos folhetos de motivações circunstanciais. Os
chamados folhetos de época ou "acontecidos".
Num ensaio intitulado "Origens da Literatura de Cordel", nós alongamos as
notícias dessas origens do folheto de cordel não só no século XVII, na Holanda,
como aos séculos XV e XVI na Alemanha. Foi através do ensaio da pesquisadora
Marion Ehrhardt, intitulado "Notícias Alemãs do Século XVI sobre Portugal",
publicado na revista "Humboldt" (nº 14, Hamburgo, 1966), que chegamos a essa
evidência.
Examinando folhetos sobre assuntos portugueses do século XVI, que resistiram ao
tempo, - através de enfoque exclusivamente histórico - Marion Ehrhardt nos
fornece informações suficiente para cortejo entre velhos folhetos germânicos e a
literatura de cordel.
Na Alemanha, os folhetos tinham formato tipográfico em quarto e oitavo de quatro
e a dezesseis folhas. Editados em tipografias avulsas, destinavam-se ao grande
público, sendo vendidos em mercados, feiras, tabernas, diante de igrejas e
universidades. Suas capas (exatamente como ainda hoje, no Nordeste brasileiro),
traziam xilogravuras, fixando aspectos do tema tratado. Embora a maioria dos
folhetos germânicos fosse em prosa, outros apareciam em versos, inclusive
indicação, no frontispício, para ser cantado com melodia conhecida na época.
Já a respeito dos panfletos holandeses, tivemos as primeiras notícias
através do prof. José Antônio Gonçalves de Mello, nossa maior autoridade em
história do domínio holandês no Nordeste brasileiro. Ele examinou panfletos
("pamflet", em holandês) do século XVII, concluindo sobre o seu contudo: "Os
temas tratados, pelo menos em relação ao Brasil, que são os que unicamente
conheço, são políticos, econômicos, militares, quando não são terrivelmente
pessoais. Um relativo à Guiana então holandesa, relata um crime, no qualestão
envolvidos personagens que vieram em Pernambuco. Há-os em versos, mais a
maioria em prosa, sendo freqüente a forma de diálogos ou em conversas entre
várias pessoas. Uns só de uma folha; a maioria contém entre 10 a 20 páginas, em
tipo gótico". Tudo isso mostra à evidência que, embora tenhamos recebido a
nossa literatura de cordel via Portugal e Espanha, as fontes mais remotas dessa
manifestação estão bem mais recuadas no tempo e no espaço. Elas estão na
Alemanha, nos séculos XV e XVI, como estiveram na Holanda, Espanha, França e
Inglaterra do século XVII em diante.
No Brasil - não mais se discute -, a literatura de cordel nos chegou através dos
colonizadores lusos, em "folhas soltas" ou mesmo em manuscritos. Só muito mais
tarde, com o aparecimento das pequenas tipografias - fins do século passado -, a
literatura de cordel surgiu e se fixou no Nordeste como uma das peculiaridades da
cultura regional.
No nordeste do pais, embora o tema (nomes e datas fundamentais em
torno dos poetas populares do Nordeste) já tenha sido rasteado por numerosos
autores, vamos resumir o que Átila de Almeida condensou, a propósito, em
recente ensaio intitulado "Réquiem para a Literatura Popular em Verso, Também
dita de Cordel", in "Correio das Artes" João Pessoa, 01.08.1982. 1830 é
considerado historicamente, o ponto de partida da poesia popular nordestina. Em
torno dessa data nasceram Uglino de Sabugi - o primeiro cantador que se conhece
- e seu irmão Nicandro, ambos filhos de Agostinho Nunes da Costa, o pai da
poesia popular.
Nascidos na Serra do Teixeira (PB), entre 1840 e 1850, foram seus
contemporâneos os poetas Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água e Silvino
Piruá. E já contemporâneo destes, Manoel Caetano e Manoel Cabeleira. São os
mais antigos cantadores conhecidos, todos chegando à década que se iniciou em
1890.
A década que começou em 1860 viu nascer grandes nomes, como João
Benedito, José Duda e Leandro Gomes de Barros. Mais adiante, na década de
1880, nasceram Firmino Teixeira do Amaral, João Martins de Ataíde, Francisco
das Chagas Batista e Antônio Batista Guedes. Depois dessa época até 1920 -
afirma o escritor paraibano -, "a poesia escrita e oral se tornaram coqueluche e os
poetas se multiplicam como moscas, principalmente nos Estados de Pernambuco,
Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará". Só nesse período foram registrados 2.500
poetas populares! O movimento editorial do cordel, como se sabe, inicia-se com
Leandro Gomes de Barros, Chagas Batista e Piaruá. Embora acredite-se que
Leandro e Pirauá começaram a publicar folhetos antes de 1900, não existem
provas materiais desse fato. Em 1902, Chagas Batista publicou um folheto, em
Campina Grande, que existe ainda hoje na Casa "Rui Barbosa", no Rio de Janeiro.
Há um outro de Leandro, publicado no Recife, em 1904.
A partir dessas datas, Leandro e Pirauá dominam o mercado de folhetos de cordel.
Depois de 1910, surgem outros nomes de autores de folhetos, como Antônio da
Cruz, Joaquim Sem Fim, Cordeiro Manso, Manuel Vieira do Paraíso, Antônio
Guedes, Joaquim Silveira, João Melchíades, João Martins de Athayde. Na década
de 20, emerge outra leva de poetas de bancada, como Romano Elias da Paz, José
Camelo de Melo Rezende, Manoel Tomás de Assis, José Adão Filho, Lindolfo
Mesquita, Moisés Matias de Moura, Arinos de Belém, Antônio Apolinário de Souza
e Laurindo Gomes Maciel. Nas alturas de 1945, Átila de Almeida vislumbra o que
chama de "germe destruidor no comércio de folhetos". Uma fase de decadência
em conseqüência de novos fatos determinantes das transformações sociais, como
o rádio, o cinema, a aceleração do processo de industrialização do País, a
construção de Brasília, a facilidade de novos meios de transporte, estimulando as
migrações internas no Brasil. Esses fatores alteram a mentalidade do homem rural
nordestino, o grande consumidor da poesia popular escrita oral, ou cordel.

C – Produzir materiais caracterizados como “Literatura de Cordel”, a serem


socializados junto à comunidade escolar:

Após as pesquisas de campo e o aprendizado sobre o que é cordel, ou seja, da


compreensão da estrutura que compõe o gênero Literatura de Cordel - os alunos,
a partir de suas pesquisas, produziriam seus versos cordéis nas aulas de
português com as orientações sobre rimas já aprendidas.
Com a ajuda da professora de Artes fariam as capas dos cordéis para compor os
folhetos, e, com os recursos da informática, digitariam seus textos sobre cordéis
para formar o seu folheto final.
Por fim toda essa seqüência de atividades culminaria numa apresentação
coletiva, na rádio escola, em grande estilo, onde os alunos apresentariam suas
produções cantando seu trabalho para os colegas da classe e seguir a toda a
escola.

Cronograma das Atividades:

Atividades 2 aulas 4 aulas

Escolha do Tema x

Levantamento Bibliográfico utilizando x


recursos da mídia impressa
(internet/jornais/ revistas)

Contato com parceiros/prof. Escola História x


e Artes
Explicação sobre a Origem do Cordel- x

Conversa com os alunos e preparação x


dos trabalhos
Elaboração da Pesquisa sobre o tema x

Elaboração de programação para x


apresentação na rádio escola./
pesquisa de campo em rádio e TV.

Elaboração da xilogravura x

Digitação dos cordéis x

Junção dos dados.para impressão de x


folheto (utilização de computador e
impressora;/ produção de mídia impressa)

Socialização dos trabalhos pelos alunos- x


classe
Apresentação dos trabalhos aos colegas - x
escola

BIBLIOGRAFIA
FREIRE, Paulo, A Importância do Ato de ler em três artigos que se
complementam, SP Cortez 1988
HERNANDEZ, F. Transgressão e mudança na educação. Os projetos de
trabalho.
KLEIMAN, Ângela. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 2001.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo:
Ática, 2002.
LUYTEN. Joseph M. O que é Literatura de Cordel? São Paulo: Brasiliense, 2005.
LUYTEN. Joseph M. Sistemas de Comunicação Popular. São Paulo: Ática,
1999.
Patativa do Assaré – Aqui tem coisa, Ed. Hedra
BARROS, Leandro Gomes de – História do Boi misterioso – Ed. Hedra
MARTINS, Neco – Cordel, Ed. Hedra
SANTA HELENA, Raimundo – Cordel, Ed. Hedra

TAVARES, Bráulio – A pedra do meio-dia ou Artur e Isadora – Ed.34

Sites sugeridos:
Teatro de Cordel
http://www.teatrodecordel.com.br
Jornal da Poesia “Folhetos de Feira” movem a imaginação popular
http://www.secrel .com.br/jpoesia/1fneuma.html
IEL - UNICAMP
www.iel.unicamp.br/memoria/MargensdoCanone consultado
Academia Brasileira de Literatura de Cordel
http://www.ablc.com.br/historia/hist_cordelistas.htm

https://sites.google.com/site/projetosereflexoes/home/projetos-pedaggicos/cordel-
leitura-e-escrita

PROJETO LITERATURA DE CORDEL

Professora responsável: Adirene das Graças Morais Santos


Turma Envolvida: 5º ano – 2012

Escola Santa Rita de Cássia – Douradina - Pr


Literatura de Cordel
É poesia popular
É historia contada em versos
Em estrofes a rimar
Escrita em papel comum
Feita pra ler ou cantar.
A capa é em xilogravura
Trabalho de artesão
Que esculpe em madeira
Um desenho com ponção
Preparando a matriz
Pra fazer reprodução.
Os folhetos de cordel
Nas feiras eram vendidos
Pendurados num cordão
Falando do acontecido,
De amor, luta e mistério,
De fé e do desassistido.
A minha literatura
De cordel é reflexão
Sobre a questão social
E orienta o cidadão
A valorizar a cultura
E também a educação.
Mas trata de outros temas:
Da luta do bem contra o mal,
Da crença do nosso povo,
Do hilário, coisa e tal
E você acha nas bancas
Por apenas um real.
O cordel é uma expressão
Da autêntica poesia
Do povo da minha terra
Que luta pra que um dia
Acabe a fome e miséria
Haja paz e harmonia.
(Francisco Diniz)

JUSTIFICATIVA
Um projeto com o gênero cordel pode ser uma boa oportunidade da escola ter um
encontro com a experiência cultural que emana desta literatura e toda sua riqueza
expressiva, quanto à articulação de várias linguagens — verbal oral, verbal escrita,
musical, gráfica etc.— e quanto aos diversificados temas que aborda.
Assim o projeto pode colocar “na ordem do dia” uma literatura, geralmente,
relegada ao segundo plano nos materiais didáticos e no cotidiano da escola, para
que se possa conhecer, valorizar e respeitar a multiculturalidade própria de nosso
país e os significados de coletividade e experiência comunitária presentes na
produção do cordel.
Além disso, é bem interessante discutir com os alunos como a literatura de cordel,
até por sobrevivência, acaba por incorporar inovações da indústria cultural, o que a
torna mais rica e diversificada do que já é.

OBJETIVOS

Objetivo principal
Esse projeto visa desenvolver o gosto pela leitura e a capacidade de escrita através
da rica cultura popular brasileira. A literatura de cordel conta de maneira simples a
vida das pessoas humildes de nosso país, mas que são ricas em conhecimentos,
histórias, vivências, e exemplos de vida.

Objetivos Secundários
Promover uma aproximação com a cultura popular.
Reconhecer a diversidade literária do Brasil
Conhecer uma rica manifestação da nossa literatura (popular) e a caracterização de
valores pedagógicos (leitura, escrita e métrica dos versos) na utilização do Cordel
Estimular um olhar crítico e simultaneamente poético sobre a realidade.
Contribuir para o resgate da literatura de cordel
Identificar a ideologia dos textos, a partir da análise do conteúdo;
Identificar e analisar variantes linguisticas regionais nos textos;
Valorizar a espontaneidade nos trabalhos escolares;
Leva os alunos a perceberem a beleza presente em um cordel e expressar isto
oralmente;
Fazer a leitura das poesias observando a entonação e divisão de versos;
Organizar um mural/feira para exposição dos cordéis;
Valorizar os conhecimentos prévios do aluno, capacitando-o a expressar ideias,
sentimentos e opiniões;
Levar o aluno a refletir e entender que a leitura pode ser fonte de informações, de
prazer e de conhecimento;
PLANOS DE AÇÃO
ETAPA 1: Realizar pesquisas na biblioteca, internet e materiais fornecidos pela
professora;
· Estudar a origem, história, rimas, métricas e a produção brasileira.
· Pesquisar a biografia dos cordelistas brasileiros.
· Apresentar a variação linguística: Utilizando textos de Patativa do Assaré, mostrar
aos alunos que a língua popular por muitas vezes é ridicularizada, porque o povo é
discriminado. Assim, levá-los a perceber que a linguagem ‘certa’ não é apenas a
que esta na mídia e nos falares de pessoas de altas classes sociais.

ETAPA 2: Contato direto com a Literatura de Cordel


· Apresentar folhetos de cordel do projeto do ano anterior para leitura e apreciação.
· Identificação das rimas
· Identificação dos temas
· Pesquisa sobre os principais personagens, ente eles Lampião.

ETAPA 3: Escolha do temas para elaborar textos


· Os alunos escolherão temas para a confecção de suas poesias: amor, amizade,
problemas sociais, boatos e fofocas, humor, terror.
· Também serão pesquisadas figuras, ilustrações, biografias de cordelistas, fotos e
poemas para a confecção de cartazes de divulgação do projeto e de um livro de
cordel.
ETAPA 4: Arte: O trabalho com xilogravura (ilustrações populares obtidas por
gravuras talhadas em madeira)
· A origem da xilogravura Nordestina;
· Mostrar aos alunos que a xilogravura mantém-se através dos tempos nos folhetos
de cordel e que em tempos de tecnologia é preciso valorizar o que é feito
artesanalmente;
· Confecção de Releituras de Xilogravuras com tinta e prato de isopor;
· Mostra dos trabalhos e da xilografia através de PowerPoint;
· Confecção de um painel para divulgar os trabalhos de xilogravuras na escola.

AVALIAÇÃO
As atividades permitirão à professora uma avaliação individual, já que as produções
são independentes. Serão considerados alguns aspectos: interesse, participação e
desenvolvimento dos trabalhos. Serão avaliados: pesquisas sobre os autores,
produção dos cordéis, confecção da xilogravura e respeito ao prazo de entrega.

CULMINÂNCIA
· O livro com a história do cordel, biografia e poesias dos autores e o poema do
aluno será doado ä biblioteca da unidade escolar depois de apresentado à
comunidade escolar
· Será confeccionado, também, um livro com apenas os cordéis dos alunos e
apresentado à comunidade escolar através de uma feira.

http://joselitopedagogo.blogspot.com/2012/05/projeto-literatura-de-cordel-
projeto.html
Nome da
escola:__________________________________________________________ Professor
(a):____________________________________________________________ Nº de alunos
Participante do
Projeto:__________Turma:_________________________ Período:____/___/____
a ____/____/____ Objetivo Geral

- Reconhecer os poemas em suas diversas formas estimulando a leitura eprodução


de textos, resgatando e valorizar a literatura de cordel.

Objetivos de aprendizagem:- Português:

Incentivar o gosto pela leitura;

Proporcionar aos alunos o contato com textos poéticos;

Utilizar a linguagem oral e escrita explorando a riqueza da literatura de cordel;

Exercitar a fantasia e a imaginação através da literatura de cordel;

Conhecer as características do poema: rimas, versos e estrofe.

- Matemática:
Utilizar experiências vivenciadas no cotidiano do aluno para resolver situações
problemas;
Fazer uso do calendário como fonte de informações;
Identificar fatos da vida dos escritores estudados;
Conhecer através de pesquisa o custo do folheto de cordel.

História:
Estabelecer relações entre o presente e o passado;
Reconhecer a importância da literatura de cordel e a sua contribuição para a
cultura e o povo do Nordeste;
Resgatar e valorizar a cultura da comunidade;

Geografia:
Reconhecer as diferentes relações entre a cidade e o campo;
Resgatar sentimentos sobre o lugar onde os alunos vivem;
Adquirir postura critica entre a desigualdade social compreendendo suas causas.

Ciências:
Observar, identificar e pesquisar a importância da tecnologia na vida humana;
Comparar e analisar diferentes condições de vida e saúde.
Arte:
Valorizar as manifestações de artes populares;
Desenvolver o gosto pela arte através de desenhos e pinturas e xilogravuras;
Desenvolver habilidades e atividades de expressão oral e interpretação através
decartazes e dramatização.

Educação Física:
Incentivar a expressão corporal através da música e dança.

Cultura:
Resgatar a historia de escritores brasileiros;
Valorizar a cultura local;
Conhecer poemas consagrados da literatura brasileira e de cordel.

Religião:
Respeitar as crenças religiões e a diversidade cultural de um povo.

Justificativa
Literatura de cordel É poesia popular. A história nordestina Em versos a contar
Escola e comunidade Num espaço de unidade
Precisa resgatar.O cordel é literatura Uma poesia popular É cultura nordestina
Precisamos valorizar Como era antigamente De forma atraente No espaço escolar
Antigamente o cordel Era fonte de informação O jornal do nordestino Pendurada em
cordão Recitado ou cantado Ao povo dedicado Com amor e emoção .A escola precisa O
cordel valorizar Estimulando o aluno Esse texto utilizar Se tornando um leitor E no
futuro escritor Da poesia popular. Nem mesmo a tecnologia Não é capaz
de repassar A mensagem de emoção Da poesia popular Uma viagem marcante Num
mundo fascinante Da literatura popular.
Autora: Aparecida Souza 08/10/2009
A poesia popular, enquanto literatura oral já existe há mais de 3.500 anos. No
Brasil o cordel chegou, trazido de Portugal, onde era vendido como "folhas soltas",
mas foi com um poeta nascido em Pombal, que ele ganhou celebridade. Foi
Leandro Gomes de Barros quem primeiro passou a editar e comercializar, no final
do século XIX, o folheto na forma tal como temos atualmente, por isso ele é
considerado o patriarca dessa expressão popular e a Paraíba é tida como o berço
da literatura de cordel. Oficio do poeta é mostrar ao leitor um olhar próprio,
inovador, uma visão diferente das coisas, que surpreende, inspira e desperta
emoções naqueles que seus versos. O poeta escreve para brincar, emocionar,
divertir, convencer, fazer pensar o mundo de um jeito novo.
No Brasil existem os chamados “poetas populares” que compõem versos que
encantam e emocionam o leitor, como o cordel. Como forma de resgatar a cultura e
a poesia nordestina o cordel precisa sobreviver e voltar a ser uma cultura de massa
tal como foi antigamente. Contudo, acredita-se que a literatura de cordel só poderá
se transformar numa cultura de massa a partir do momento que a escola passar a
estimular o seu uso, ou seja, a comunidade escolar (alunos ,professores,
funcionários) adotar o hábito da leitura. Quando a escola procurar conscientizara
todos da real necessidade de se preservar o cordel enquanto saber histórico,
estaremos caminhando em direção a sua revitalização. Levar a literatura de cordel
até a sala de aula significa oferecer uma importunidade aos alunos conhecer esse
gênero da literatura popular. Através da poesia popular o aluno poderá conhecer
aspectos da história do nordestino, pois o cordel retrata a cultura, o cotidiano, a
realidade do povo e suas peculiaridades, pois lendo, recitando e convivendo com
textos poéticos, os alunos aprenderam a brincar com as palavras.Com o objetivo
conhecer a importância da literatura de cordel enquanto patrimônio histórico e
cultural do povo nordestino e brasileiro e estimular a leitura, produção de textos,
alunos. Faz-se necessário elabore um projeto com a participação de resgate
cultural para ser trabalho no decorrer do 4º bimestre tendo como produto final um
folheto de cordel da escola ou da turma.

Procedimentos Metodológicos

Passo a Passo1ª etapa: Conhecendo a literatura de Cordel


Apresentação do projeto e sugerir temas ou subtemas para o projeto e escolher do nome
para o mesmo;
Conversa informal para acionar os conhecimentos prévios dos alunos sobre
poesia popular ou literatura de cordel;
Leitura compartilhada do gênero (cordel) e discussão sobre o tema tratado na
poesia;
Distribuição de textos ou folhetos de cordel entre os alunos e solicitar que os
mesmos em grupo ou individual façam a leitura do texto;
Pedir aos alunos que escolham uma ou mais estrofe da poesia para transcrever uma fola
de papel e apresentar para o restante da turma através de jogral;
Com base nas estrofes escolhidas criar uma nova estrofe para ser colocada no mural da
sala;
Escolher um aluno para fique responsável pelo momento de leitura na sala de
aula;
Promover uma seleção de livros de poesia num cantinho do livro ou na sala de
leitura da escola para montar uma exposição na sala de aula de livros de poesia;

Construção do mural de poesia de literatura de cordel. Planeje coletivamente o


melhor local onde será colocado o mural de poesia popular;
Pesquisar em casa ou na comunidade folhetos de literatura de cordel e solicitar
empréstimo durante a realização do projeto na escola. Esses folhetos deverão ficar
expostos no cantinho do livro de poesia na sala de aula.

2ª etapa: Conhecendo a poesia de Cordel


Ler para os alunos as duas primeiras estrofes do poema “Emigração e as conseqüências”;
Após a leitura promova o debate sobre alguns aspectos importantes como: a
história da seca no Nordeste; o sofrimento do povo; as injustiças sociais; migração
dos nordestinos para o Sul; da luta por trabalho; e do perigo da entrada dos filhos
na marginalização;
Mostre para os alunos que todo poema tem um tema, isto é, o principal assunto
ou mensagem. Discuta com eles: qual o tema desse poema? Do que fala Patativa
do Assaré?
Em seguida, leia para eles os seguintes versos e pergunte o que cada entendeu
eles; Nesse estilo popular Nos meus singelos versinhos, O leitor vai encontrar Em
vez de rosas espinhos.
Após a leitura distribua os versos desmontados para que alunos montem
os mesmos na ordem certa;
Solicite que os alunos escrevam uma nova versão para os versos lido. Em seguida
apresentar para o restante da turma e expor no mural;
Transcreva na lousa ou numa folha de papel madeira mais alguns versos de
Patativado Assaré(não se esquecendo de destacar a primeira letra década verso) e lance o
desafio: quem descobre algo diferente nesse poema?

Posso dizer que cantei


Aquilo que observei
Tenho certeza que dei
Aprovada a relação
Tudo é tristeza e amargura
Indigência e desventura
Veja leitor, quanto é dura
Aseca no meu sertão.

Sugira que cada aluno crie um acróstico com seu próprio nome, usando suas
características, jeito de ser, gosto entre outros. Para compor os versos e em
seguida
monte um caderninho com os acrósticos dos nomes dos alunos, que ficará exposto
no cantinho do livro da sala de aula

3ª etapa: Transformando poema em prosa


Ler para os alunos o poema A noiva que engasgou-se com a moela de José Francisco
Borges. Pagina 17 Livro de Língua Portuguesa 4ª Série coleção Conhecer e
Crescer.
Trabalhar as atividades do livro da coleção Conhecer e crescer 4ª Série nas
paginas18 e19.
Solicitar aos alunos transforma uma historia conhecida em versos de cordel. Para
servir de modelo, apresente à turma o seguinte texto, que consiste na versão em
cordel de uma fábula conhecida de Esopo. A raposa e as Bananas.
Manual do professor do livro da 4ª série coleção Conhecer e crescer. Página 16 do
manual.
Se o modelo e transforme outra fábula conhecida em poesia.

4ª etapa: Conhecendo um pouco mais sobre os poemas de cordel


Dando continuidade deverão ser trabalhadas as atividades do livro da 4ª Série
das páginas 20 a 25;
Peça que os alunos observem as xilogravuras e crie um titulo para cada
uma delas, anotando no caderno, em seguida, troque o caderno com o de um colega e
conheça os títulos que ele criou;
Copiar na lousa o num cartaz todos os titulo criados pelos alunos e expor no
mural de poesia de cordel;
Produzir uma poesia de cordel tendo como base o seu titulo;
Solicitar que cada aluno desenhe sua xilogravura para fazer parte da escola da
capaz cordel que será produzido por todos.
Pesquisar algumas obras de um cordelista de preferência de nossa região;
Entrevistar alguma pessoa da comunidade que escreva ou recite poesia e
convidá-la para participar de um sarau na escola.

5ª etapa: Tecendo poemas


Peça para os alunos que observem o mural. É hora de admirar todo o trabalho, orgulha- se
dele. Pergunte-lhes o que aprenderam. Ajude-os a organizar os conhecimentos,
fazendo perguntas dando sugestões, apontando falhas, esquecimentos;
Leia para eles alguns versos de poetas que tenham escrito poesia de cordel;
Agora convide os alunos a fazerem o mesmo: escrever poesias de cordel e
coletivamente fazer a revisão dos poemas.
Montar um sarau de poesia de cordel para o dia do fechamento do projeto;

6ª etapa: lançamento do folheto de cordel


Será o lançamento de um folheto de cordel produzido pelos alunos da escola ou
da sala de aula.

CRONOGRAMA DAS AÇÕES DA 1ª SEMANASEGUNDA-FEIRA TERÇA-


FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA
- Apresentação do projeto;- Ler uma poesia de cordel;- Discussão do texto lido.
Montar um mural da sala de aula-Trabalhar dentro da leitura anterior o contexto rima
estrofe e versos;- Montar e desmontar poesia.- Pesquisar em dicionários as
palavras desconhecidas;- Produção de rimas através do de palavras e brincadeiras.-
Produção e revisão de textos, poéticos com ajuda do professore a participação
coletiva.-Apresentação dos trabalhos da semana leitura, exposição de cartazes;- A
avaliação da semana será através de observação e as atividades diversas.

CRONOGRAMA DAS AÇÕES PARA AS DEMAIS SEMANAS

SEGUNDA-FEIRA

TERÇA-FEIRA

QUARTA-FEIRA

QUINTA-FEIRA

SEXTA-FEIRA
- Trabalhar a leitura de forma integral e fatiada, utilizando a montagem e
desmontagem do poema através de uma dinâmica- Um aluno escolhido se
encarregará de trazer uma leitura de cordel e mesmo fará leitura.- discussão do texto
coletivamente- Pesquisa com os moradores sobre a importância da poesia de cordel,
através de entrevista e conversa informal- Analise dos dados da pesquisa-Produção
de textos poéticos individuais e coletivamente, deixando a critério do aluno a escolado
tema. Confraternização de leitura através de roda de leitura ou sarau de poesia.
Culminância
Será realizada com participação de alunos, professores, funcionários, pais de
alunos e pessoas da comunidade em que a escola está inserida e terá como sugestões
a seguinte programação:
Dramatização
Repentista popular
Desafio (peleja)
Exposição dos trabalhos produzidos no decorrer do projeto
Apresentação de sanfoneiro
Sarau de poesia
Exposição folhetos adquirido junto a comunidade

https://pt.scribd.com/document/65005113/Projeto-Literatura-de-Cordel-Poesia-
Popular

PROJETO O USO DO CORDEL NA SALA DE AULA

1 – HISTÓRICO
José Acaci Rodrigues é funcionário da Secretaria Municipal de Educação de
Parnamirim desde 1992. Ao longo da sua vida profissional o professor e poeta
cordelista sempre iniciava suas aulas de matemática de maneira lúdica e prazerosa,
com músicas, recitações de poesias ou leituras de folhetos de cordéis. A grande
aceitação dos alunos fez com que a diretora da Escola Municipal Manoel Ferreira,
Sra. Francisca Francineuda, passasse a convidá-lo a fazer aberturas de reuniões
de pais e mestres, e de reuniões administrativas, tocando seu violão, cantando e
recitando poesias. Em alguns desses eventos estavam presentes técnicos da
Secretaria, que fizeram o nome do poeta chegar até a Secretária de Educação,
Sra. Francisca Delmira. Depois da secretária assistir a uma apresentação do poeta,
na Escola Municipal Jussier Santos, resolveu, inicialmente, convidá-lo para visitar
outras escolas e, em seguida, para fazer aberturas de eventos da Secretaria, até
que, no ano 2005, o grande número de convites passou a atrapalhar o seu
desempenho como professor de matemática. Diante da grave situação da
qualidade da leitura em turmas de 5º ano, José Acaci apresentou à Secretaria de
Educação o projeto O Uso do Cordel na Sala de Aula.

Apresentação de José Acaci aos Alunos da Esc. Mun. Professora


Enedina

O projeto teve início em 2006 , nas Escolas Municipais Professora


Enedina, no Bairro Vale do Sol e na Escola Municipal Augusto Severo, no Centro da
cidade, e desde então já foi aplicado em dezenove escolas do município. O projeto
tem como principal objetivo o incentivo à leitura, porém paralelamente os alunos
estudam o cordel em relação a sua estrutura(Quantidade de estrofes por página) e
o seu enredo (A qualidade da informação, que pode ser histórica, fictícia,
informativa, política, etc.), buscando formar um leitor de cordel que seja capaz de
identificar métrica (a quantidade de sílabas poéticas de cada
estrofe), rima (observar se o autor usa a rima verdadeira ou a rima aparente)
e estilo (se o cordel está escrito em quadra, sextilha ou setilha),k e oficinas de
xilogravuras, além de trazer conhecimentos sobre os mais variados temas, incluindo
um estudo sobre a história do município de Parnamirim.

. Oficinas de Xilogravura

Durante o curso o aluno tem contato com a cultura popular nordestina, valorizando
as raízes do folclore e a música da nossa terra, como as músicas de Elino Julião,
Luiz Gonzaga, João do Vale e Jackson do Pandeiro, os trava-línguas, as advinhas,
os contos e as lendas da cultura potiguar. Os alunos têm o privilégio de conhecer as
várias formas de se escrever um cordel, considerando o estilo, ou seja, se o cordel
está escrito em estrofes de quadras, sextilhas, setilhas ou décimas, e se o cordel
está na métrica e rima perfeitas.

Nos últimos anos a literatura de cordel tornou-se uma ferramenta de incentivo à


leitura e um importante caminho para a aprendizagem e tem se mostrado viva e
ativa. A valorização dessa literatura veio aproximar os alunos às letras, e o uso
da literatura de cordel na sala de aula passou a ser uma ferramenta cada vez mais
necessária e acessível em função do seu preço baixo e de sua qualidade literária,
que chama a atenção por mostrar enredos interessantes, divertidos e educativos.
Durante a execução do projeto O Uso do Cordel na Sala de Aula, temas como
Aquecimento Global, O desastre do Rio Potengi, Ética, Cidadania, Respeito ao
Colega, Conscientização ao não uso de drogas, A História da Cidade de
Parnamirim, etc. são estudados, musicados, cantados e/ou desenhados num
processo prazeroso e construtivo.

Capa de Cordel Trabalhado em Sala de Aula


Livro com coletânea de poesias trabalhadas no projeto.
Ganhador do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel, Edição Patativa do
Assaré.

Entre os anos 2009 a 2011 o projeto atendeu o Sistema Municipal de Ensino


conforme tabela abaixo:

ANO Nº DE ESCOLAS Nº DE ALUNOS ATENDIDOS


2009 04 140
2010 05 175
2011 04 140
TOTAL 13 455

2 – OBJETIVOS:
Utilizar a literatura de cordel como instrumento de estímulo à leitura e à escrita;
Utilizar a literatura de cordel como instrumento pedagógico acessível para que os
educandos tenham conscientização dos recursos naturais diretamente associados à
cidade de Parnamirim e da história de seu município de forma lúdica e prazerosa.
Incentivar o estudo da construção de versos com uso da métrica poética, como
quadra, sextilha, setilha, quadrão, décima, etc;
Incentivar a utilização da literatura de cordel como recurso pedagógico acessível
para discussão de temas como: discriminação racial, consciência ambiental,
combate à violência, etc.
O conhecimento do cordel como arte, fonte de diversão e divulgação da cultura
popular;

Apresentação dos Alunos no Circo da Cultura durante a


Semana do Meio Ambiente 2010
3 ─ PÚBLICO ALVO
Após efetuado um estudo das necessidades da Secretaria Municipal de Educação
em relação às necessidades das Escolas Municipais para determinar quais escolas
estão mais necessitadas de ações e projetos pedagógicos, foram escolhidas as
escolas citadas nos quadros abaixo:
EXPECTATIVA PARA 2012.
ANO Nº DE ESCOLAS Nº DE ALUNOS ATENDIDOS
2012 04 283

DISTRIBUIÇÃO POR ESCOLAS/2012


ESCOLA QUANTIDADE DE ALUNOS
Esc. Mun. Cícero Melo 38
Esc. Mun. Iris de Almeida 35
Esc. Mun. Luzanira 35
Esc. Mun. Irene Soares 35
TOTAL 283

É relevante lembrar que essas tabelas enumeram somente os alunos atendidos


diretamente pela visitação do professor José Acaci, e que as outras turmas das
escolas que recebem o projeto também recebem ações através de visitas e
apresentações dos trabalhos feitos em sala de aula, fazendo com que o projeto se
estenda a toda à escola e fazendo com que o total de alunos atendidos seja da
ordem dos milhares.

A Partir de 2009 a finalização do projeto O Uso do Cordel na Sala de Aula passou a


contecer no Auditório da Escola Municipal Augusto Severo, no Centro de
Parnamirim. Na finalização acontece o lançamento de cordéis produzidos pelos
alunos, e eles sobem ao palco para apresentar suas poesias e também para cantar
músicas do cancioneiro nordestino.

Finalização do projeto - Apresentação da Esc. Mun. Neilsa


Figueiredo/2009

http://espacodocordel.blogspot.com/2012/05/projeto-o-uso-do-cordel-na-sala-de-
aula.html

PROJETO: O CORDEL NA SALA DE AULA


PROFESSORA: ROZÉLIA MARIA DE O. FARIAS

APRESENTAÇÃO
NO BRASIL, O CORDEL SURGIU NA METADE DO SÉCULO XIX E EXPANDIU-SE
DA BAHIA AO PARÁ, ANTES DE ALCANÇAR OUTROS ESTADOS. OS
FOLHETOS, VENDIDOS NAS FEIRAS, TORNARAM-SE A PRINCIPAL FONTE DE
DIVERTIMENTO E INFORMAÇÃO PARA A POPULAÇÃO, QUE VIA NELES O
JORNAL E A ENCICLOPÉDIA, DE MANEIRA QUASE SIMULTÂNEA.
OS TEMAS ERAM OS MAIS VARIADOS: AS AVENTURAS DE CAVALARIA, AS
NARRATIVAS DE AMOR E SOFRIMENTO, AS HISTORIAS DE ANIMAIS, AS
PERIPÉCIAS E DIABRURAS DE HERÓIS, NOS CONTOS MARAVILHOSOS E
UMA INFINIDADE DE OUTROS, QUE NOS CHEGARAM PELA LITERATURA
ORAL DA PENÍSULA IBÉRICA E QUE A MEMÓRIA POPULAR ENCARREGOU-SE
DE PRESERVAR E TRANSMITIR.
ALÉM DISSO, O POETA NORDESTINO FOI INCORPORANDO A ESSE
ROMANCEIRO, FATOS MAIS PRÓXIMOS DO PÚBLICO, OCORRIDOS EM SEU
AMBIENTE SOCIAL: FAÇANHAS DE CANGACEIROS, ACONTECIMENTOS
POLÍTICOS, CATÁSTROFES, MILAGRES E ATÉ MESMO A PROPAGANDA, COM
FINS RELIGIOSOS E COMERCIAIS.
O CORDEL É VALARIZADO COMO EXPRESSÃO POÉTICA DE ALTA
SIGNIFICAÇÃO POR ESCRITORES DO PORTE DE ARIANO
SUASSUNA,CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, JORGE AMADO, JOÃO
CABRAL DE MELO NETO ENTRE OUTROS, MOTIVANDO ( E CONTINUA A
MOTIVAR) ESTUDOS E PESQUISAS NAS ÁREAS DE ANTROPOLOGIA,
FOLCLORE, LINGUISTICA, LITERATURA, HISTÓRIA, E OUTRAS.

INTRODUÇÃO
ESTE PROJETO VAI CONTEMPLAR AS TURMAS DOS PRIMEIROS ANOS DA
EREM PROFESSOR BARROS GUIMARÃES E SERÁ DESENVOLVIDO ATRAVÉS
DE SENSIBILIZAÇÃO DESSES ALUNOS, COM OFICINAS TEMÁTICAS.
CONTRIBUIRÁ PARA O RESGATE DE NOSSA CULTURA POPULAR E PARA A
FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DOS ALUNOS. SEGUNDO PEDRO COSTA,
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO DO CORDEL: “OS ALUNOS SE IDENTIFICAM
COM A LITERATURA DE CORDEL PORQUE ELA FALA DA VIDA DELES, DE
ASSUNTOS QUE SÃO LIGADOS ÀS NOSSAS RAÍZES E AOS NOSSOS
COSTUMES.” É ATRAVÉS DESSA IDENTIFICAÇÃO QUE ESPERAMOS
DESCOBRIR MUITOS TALENTOS.

OBJETIVO GERAL
INCENTIVAR A DIFUSÃO DA LITERATURA DE CORDEL NAS TURMAS DOS
PRIMEIROS ANOS DA EREM PROFESSOR BARROS GUIMARÃES, COMO
FORMA DE APROPRIAÇÃO DA CULTURA POPULAR E DE SISTEMATIZAÇÃO
DOS CONHECIMENTOS.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• PROMOVER UMA APROXIMAÇÃO COM A CULTURA POPULAR
NORDESTINA.
• INCENTIVAR A LEITURA DO CORDEL.
• INCENTIVAR A PRODUÇÃO DE CORDÉIS.

JUSTIFICATIVA
O CORDEL TEM RESISTIDO AO TEMPO, MAS NÃO TEM MAIS AQUELA
VALORIZAÇÃO DE ANTIGAMENTE NESTA ÉPOCA DE MÍDIA E COMPUTADOR.
SABENDO QUE ELE É DE GRANDE IMPORTÂNCIA PARA A CULTURA
NORDESTINA, TORNOU-SE NECESSÁRIO ABERTURAS DE NOVOS ESPAÇOS,
COMO A SALA DE AULA, COM O INTUITO DE DIVULGAR, DIFUNDIR O
CORDEL E QUEM SABE DESCOBRIR NOVOS TALENTOS ATRAVÉS DAS
PRODUÇÕES DOS ESTUDANTES.

METODOLOGIA
O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO SE DARÁ UMA VEZ POR SEMANA
ATRAVÉS DE OFICINAS ONDE SERÃO APRESENTADOS ALGUNS CORDÉIS,
LIDAS ALGUMAS HISTÓRIAS COMO “O CABELEIRA“ DO JOVEM CORDELISTA
RAFAEL DE OLIVEIRA. SERÃO PROMOVIDAS RODAS DE LEITURAS, NO
PÁTIO DA ESCOLA, REESCRITAS DE TEXTOS, PESQUISAS E PRODUÇÕES
TEXTUAIS PARA SEREM PUBLICADOS NO INFORMATIVO DA ESCOLA. NO
COMEÇO DO MÊS DE OUTUBRO SERÁ REALIZADO UM CONCURSO DE
CORDÉIS E OS MELHORES SERÃO PUBLICADOS EM UM LIVRO.

AÇÕES
• APRESENTAÇÕES DE CORDÉIS;
• CONVERSA INFORMAL SOBRE OS ASPECTOS IMPORTANTES DO
CORDEL;
• PESQUISAS SOBRE O CORDEL E OS CORDELISTA MAIS FAMOSOS;
• LEITURA DE UM CORDEL NA SALA DE AULA: “O CABELEIRA” DE
RAFAEL DE OLIVEIRA;
• REESCRITA DO CORDEL EM PROSA;
• RODAS DE LEITURA DE CORDEL NO PÁTIO DA ESCOLA;
• PRODUÇÕES DE CORDÉIS NA SALA DE AULA E EM CASA;
• CONCURSOS DE CORDÉIS;
• PUBLICAÇÃO DOS MELHORES CORDÉIS NO JORNALZINHO DA
ESCOLA;
• LANÇAMENTO DE UM LIVRINHO COM OS MELHORES CORDÉIS
PRODUZIDOS PELOS ESTUDANTES.

AVALIAÇÃO
A AVALIAÇÃO DO PROJETO SE DARÁ AO LONGO DO DESENVOLVIMENTO
DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO DOS
ESTUDANTES.

RECURSOS MATERIAIS
PAPEL A4 OU JORNALPARA IMPRESSÃO; COMPUTADOR E INTERNET;
XEROX E TONER.
http://professorarozelia.blogspot.com/2009/08/projeto-o-cordel-na-sala-de-aula.html

Projeto Cordel em sala de aula

Desde que começou a desenvolver suas atividades na Escola Municipal Profª Íris
de Almeida Matos, a Profª Sandra Barbalho, desenvolve em suas turmas o Projeto
Cordel em sala de aula, abaixo segue em detalhes o Projeto desenvolvido pela
mesma.

Projeto: O cordel como gênero literário a ser trabalhado na sala de aula


Professora: Sandra Macêdo Barbalho

Apresentação: O termo literatura de cordel, segundo vários autores, é empregado


devido serem os livretos expostos à venda em cordões nas feiras populares.

Segundo Hélder Pinheiro:


A expressão “literatura de cordel” foi inicialmente empregada por estudiosos
da nossa cultura para designar os folhetos vendidos nas feiras, numa aproximação
com o que acontecia em terras portuguesas. Em Portugal, eram chamados cordéis
os livros impressos em papel barato, vendidos a preços baixos, pendurados em
barbantes.( PINHEIRO,20001,p.13)
Tendo chegado ao Brasil como forma de escrita poética, o cancioneiro popular
apropria-se dele e torna-o sua ferramenta de informação sendo tratado o Cordel
como meio de comunicação das mais variadas notícias, mas não só isso como
também como expressão poética de sua subjetividade falando de sentimentos,
emoções e etc.
A estrutura do texto cordelístico é de extrema erudição, contradizendo o que se
acredita ser de linguagem simplória. São escritos segundo regras com versos
desde sextilhas, passando por setilhas a décimas e até a mistura dos três,
chamadas de peleja.
Os primeiros cordéis escritos no Brasil são do século XIX.

Objetivo geral: Incentivar o contato com o Cordel aproximando os alunos desse tipo
de texto, levando-os a valorização da cultura popular conhecendo sua estrutura.

Objetivos específicos.
1) Reconhecer o Cordel como gênero textual;
2) Incentivar a ler e escrever cordéis;
3) Incentivar a leitura e interpretação do cotidiano por meio da leitura do Cordel;
4) Promover a valorização desse gênero textual reconhecendo-o como produto
literário da cultura nordestina.

Justificativa : A linguagem utilizada no Cordel é mais próxima a linguagem falada


pelos próprios alunos por ser, em sua maioria, escritos por autores nordestinos
tratando da própria cultura nordestina. Sendo pouco valorizados e tendo perdido a
função que cumpriam no passado, de informar, têm perdido espaço enquanto meio
de comunicação estando à margem da literatura. Por isso, a preocupação com sua
difusão enquanto instrumento de manutenção e identidade da cultura regional.
Metodologia: O projeto será desenvolvido durante todo o ano, realizando atividades
semanais. Serão estudados autores como José Acaci, Nando Poeta e Cora
Coralina (com base no livro “meu livro de cordel” desta autora), inicialmente
pesquisando suas biografias, fazendo leituras dos textos, observando estrutura com
aulas teóricas, assistindo vídeo, aula de campo à Casa do Cordel, estímulo a
produção escrita dos alunos.

Ações desenvolvidas:
- Leitura de Cordéis: Mulheres em movimento - sobre dia internacional da mulher
(Nando Poeta), Cordel da cidadania (José Acaci), o bilhetinho do céu (José Acaci),
conselhos para juventude(José Acaci);
- Pesquisa biográfica inicialmente sobre José Acaci, no decorrer do projeto sobre os
demais;
- leitura do Cordel sobre Morte de Lampião, o casamento da noiva, reescrita do
texto em prosa;
- diferenciar texto escrito em verso e em prosa;
- Dramatização do cordel “ o bilhetinho do céu”
- Vídeo sobre cancioneiros, repentistas e cordelistas;
- Aulas teóricas sobre a estrutura do cordel ( estrofes, versos, rimas, sílabas
poéticas, métrica, quantidade de versos do cordel)
- Aula de campo à casa do Cordel;
- Visita dos autores José Acaci e Nando Poeta à sala de aula;
- Produção de vídeo sobre o estudo do Cordel em sala de aula.

Avaliação: Se dará ao longo do projeto no envolvimento e realização das atividades


desenvolvidas em sala e em aula de campo.

http://lersaboreareliterar.blogspot.com/2012/05/projeto-cordel-em-sala-de-aula.html

Literatura de Cordel
Autor: Grace Luciana Pereira
SAO PAULO - SP Universidade de São Paulo
Coautor(es): Grace

Estrutura Curricular
MODALIDADE / NÍVEL DE COMPONENTE
TEMA
ENSINO CURRICULAR
Ensino Fundamental Final Língua Estrangeira Organização textual
Arte Visual: Arte visual com
Ensino Fundamental Final Artes
e histórica
Ensino Fundamental Final Artes Arte Visual: Produção do al
Textos orais com marcas e
Ensino Fundamental Final Língua Estrangeira
pronúncia
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
Conhecer a riqueza da Literatura de Cordel;
Aprender técnicas para se fazer uma xilogravura;
Fazer um livro interativo sobre uma produção de Literatura de Cordel.

Duração das atividades


4 aulas

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno


Faça uma roda de conversa e peça para os alunos dizerem o que sabem sobre a
literatura de cordel, na medida em que os alunos expuserem suas ideias anote em
um cartaz, este será útil para a avaliação final da atividade.
Estratégias e recursos da aula

Fonte da imagem: http://correiodobrasil.com.br/sociologo-defende-ensino-da-


literatura-de-cordel-nas-escolas-de-ensino-fundamental-e-medio-2/282634/

A literatura tem em seu fascínio, as facetas de diferentes textos que são uma delícia
para as mentes ansiosas por aprender, que são nossos alunos. Nesta aula eles irão
mergulhar no mundo dos cordéis.
“A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada
em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas
desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram
expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de
mercados populares ou até mesmo nas ruas.
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses.
Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos
encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda
são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em
praças com a presença do público.
Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro
Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil
folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do
Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé
Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico
Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.

Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre


eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e
Guimarães Rosa.”
Fonte do trecho do texto: http://www.ablc.com.br/
Uma das características desse tipo de produção é a manifestação da opinião do
autor a respeito de algo dentro da sua sociedade. Os cordéis não tem a
característica de serem impessoais ou imparciais, pelo contrário, na maioria das
vezes usam várias técnicas de persuasão e convencimento para que o leitor acate
a ideia proposta.
Fonte da citação: http://www.infoescola.com/literatura/literatura-de-cordel/

1- Pesquisa na Internet
A pesquisa na internet deve responder as seguintes questões:
O que é Literatura de cordel?
Qual a origem da Literatura de cordel?
Quais são as características da Literatura de cordel?
Quais são os principais cordelistas brasileiros?
Qual a importância da xilogravura na Literatura de cordel?

Após a pesquisa individual dos alunos, peça para que alguns socializem suas
descobertas. Faça novamente um cartaz com as descobertas dos alunos.

2- Xilogravuras- ilustrações dos cordéis


Novamente o aluno usará os sites de busca para aprender sobre a xilogravura.

3- Seleção de um trecho de um cordel


O aluno deverá escolher um trecho de um cordel para construir a ilustração através
da técnica de xilogravura. Peça para o aluno copiar o trecho em um documento,
colocando a autoria, um breve texto sobre o autor do cordel e também a indicação
do site que utilizou.

4- Oficina de Xilogravuras
Realmente trabalhar xilogravura devido à obtenção dos instrumentos. Uma
alternativa é improvisar com materiais mais simples. Por exemplo: usando bandejas
de isopor (essas de alimentos, que geralmente as pessoas jogam fora - é uma boa
já entrar com o assunto do lixo no meio ambiente), corte as abas, deixando só o
fundo, para ficar mais fácil e não quebrar. Com o lápis, as crianças desenham,
formando os sulcos. Depois, com um rolinho e tinta guache, passar sobre o
desenho e em seguida, imprimi-lo em um papel. Não é exatamente xilogravura, mas
pelo menos você exemplifica a técnica.
Para realizar seu trabalho o aluno deverá ilustrar através da xilogravura o trecho
que escolheu de um cordel.
Segue um link com tutorial sobre
xilogravura http://comunidade.bemsimples.com/tempo-livre/w/tempo-livre/Como-
fazer-uma-xilogravura.aspx

5- Fotografia dos trabalhos e associação aos textos


Depois que cada aluno confeccione sua xilogravura, peça para que cada aluno
fotografe sua obra e salve na pasta de documentos.

6- Montagem do livro interativo dos alunos através de hiperlinks


Cada aluno deverá abrir um documento em um programa de apresentação, e no
slide inserir a foto da xilogravura, o trecho escolhido do cordel e a autoria. Deverá
salvar na pasta de documentos.
O professor unirá os slides de todos os alunos e fazer um índice com o nome de
cada aluno e linkar o slide, assim quando se clicar no nome do aluno se conhecerá
o trabalho desenvolvido pelo aluno.
Na reunião de pais , disponibilize o livro de xilogravura e cordel feito pelos alunos ,
assim cada um poderá compartilhar com o seu familiar o que tem aprendido na
escola.
Recursos Complementares
http://www.ablc.com.br/
http://www.infoescola.com/literatura/literatura-de-cordel/
http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/cordel/cordel.htm
http://natividadexilo.blogspot.com/
Avaliação
Compare com os alunos o cartaz que foi feito inicialmente sobre Literatura de
cordel, o cartaz das descobertas e o que eles gostariam de acrescentar. Essa
forma de avaliar mensura para a classe sobre avanço através do estudo e da
pesquisa.
Avalie também a criatividade dos alunos em relação ao trecho de cordel escolhido e
a xilogravura construída.

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=36133

Plano de Aula 2012

MATÉRIA: Língua Portuguesa


CONTEÚDO: Literatura de Cordel SÉRIE: 1º Ano Ensino
Médio
CARGA HORÁRIA SEMANAL (h/a): 16 h/aula
PROFESSOR: Elizabeth Rodrigues Manoel
PELEJA, DE CEGO ADERALDO E ZÉ PRETINHO
Texto escolhido pelo motivo de ser um texto ao qual induz o leitor a usar o
recurso da oralidade, e a maioria dos alunos tem uma grande dificuldade nesse
aspecto, conduzir para que o educando torne-se um falante competente, que
produza textos usando dos dois maiores artifícios que são o da escrita e a
oralidade adequadamente, por isso esse tema trará maior compreensão para
desenvolver a leitura e escrita.
PERFIL DO PÚBLICO-ALVO:
Esse conteúdo é destinado a alunos de ensino Médio de escola pública
E.E.“Sadamita Ivassaki”, no interior de São Paulo, cuja necessidade de
aprendizagem, seja fazer uso de textos literários, essenciais aos alunos
ingressantes em uma nova jornada educacional. Pertencem a uma classe social,
onde a pouca perspectiva de cursar uma faculdade, pois acham difícil sair do
município para estudar em outra cidade.
Apesar disso, trazem consigo o sonho de cursar uma faculdade, e expandir
seus conhecimentos, desta forma o estudo contemporâneo é de extrema
importância. Diante das mudanças constantes da Tecnologia e de todos os meios
de comunicação tornando a leitura necessária nesse mundo globalizado.
OBJETIVOS DEFINIDOS:
Gerais:
Ø Possibilitar ao aluno o entendimento aos demais textos literários partindo de
“Peleja, de Cego Aderaldo e Zé Pretinho”, de maneira que possam compreender
inúmeros conceitos.
Ø Passar novos métodos para o ensino de Literatura valendo-se do Letramento
como base;
Ø Elaborar especificidades da Língua Portuguesa como a área do
conhecimento.
Específicos:
Ø Fazer com que a análise critica sobre textos literários se tornem construtivos;
Ø Ampliar os repertórios textuais dos alunos no que se refere ao Cordel;
Ø Desenvolver habilidades de interpretação e elaboração de textos;
Ø Desenvolver o senso crítico;
Ø Desenvolver as habilidades com atenção e interesse da obra lida em voz alta
pelos alunos;
Ø Desenvolver a habilidade de ler e transformar o texto em Cordel de maneira
expressiva;
Ø Pesquisar a literatura de Cordel que faz parte do conhecimento local da
comunidade;
Ø Adquirir habilidade de escrita para a produção de texto.
CONCEITOS TEÓRICOS
Um plano de aula com o gênero Cordel pode ser uma boa
oportunidade de incentivar os alunos a fazer o uso de experiências culturais
que emana desta literatura toda sua riqueza expressiva, utilizando-se de
várias linguagens, verbal oral, verbal escrita, musical, gráfica, etc.
Podemos dizer que essa experiência, faz uso de materiais didáticos do
cotidiano escolar para que se possa reconhecer e valorizar, respeitando a
multiculturalidade do nosso país e seus significados coletivos. Experiências
comunitárias presentes na produção de um Cordel, além disso, é interessante
discutir com os alunos como a literatura de Cordel tornou-se mais rica e
diversificada com o passar dos anos.

RELEVÂNCIA DE ATIVIDADES/DINÂMICAS
É essencial para todos, inclusive para jovens que estão cursando o
ensino médio, as atividades/dinâmicas proporcionam ao aluno um maior
envolvimento para que fiquem conhecendo o gênero Cordel. Assim sendo
uma grande ferramenta de comunicação para que as pessoas da
comunidade possam contar as novidades e os acontecimentos em formas
de versos alimentando a alma e o conhecimento das comunidades
sertanejas, desta forma hoje encontramos cordéis em rádios, televisões e
jornais.
RECURSOS
Ø Lousa;
Ø Giz;
Ø Notebook;
Ø Data Show;
Ø Vídeos (Literatura de Cordel, O Matuto no Cinema (Quirino), A Moça que Dançou
depois de Morta (Borges), Padim de Juazeiro (Rodrigo Macedo), De Outro
Mundo).
Ø Filmes (O auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, Morte e Vida Severina, de
João Cabral de Melo Neto)
Ø Computadores com acesso a internet; (Sala de Informática)
Ø Aulas expositivas;
Ø Textos para análise.
PROCEDIMENTOS

MÓDULO I: APRESENTAR AOS ALUNOS OS OBJETIVOS, ETAPAS E COMO


SERÁ REALIZADO O PRODUTO FINAL DO PLANO DE AULA. (2 h/aulas)
Ø Fazer um levantamento do conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto
Cordel com as seguintes perguntas:
· Você já ouviu falar no “Gênero Cordel”?
· Se já ouviu falar, o que sabe sobre o assunto?
Ø Fazer uma breve explicação sobre o assunto.
Ø Pedir como Tarefa para a casa, uma pesquisa com as seguintes questões:
· Quando surgiu o Cordel?
· Qual sua importância?
· Traga um breve exemplo de seu contexto.
Ø Mostrar como fonte de pesquisa o site Recanto das Letras.

MÓDULO II: APRESENTAÇÃO DE VÍDEOS, RECOLHIMENTO DE MATERIAL


PREPARADO POR CADA UM DELES. (3 h/aulas)
Ø Apresentar o vídeo sobre Literatura de Cordel;
Ø Discutir o que foi entendido se foi apreciativo, se foi foco de entendimento;
Ø Apresentar os “Três vídeos de animação (cordel digital)”.
· O Matuto no Cinema (Quirino);
· A Moça que Dançou depois de Morta (Borges);
· Padim de Juazeiro (Rodrigo Macedo).
Ø Relacionar o ator principal; o conteúdo histórico-cultural e o mundo de hoje.

MÓDULO III: EXPOR O FACSÍMILE DO FOLHETO DE CORDEL ORIGINAL. (2


h/aula)
Ø Discutir um pouco mais sobre a literatura de Cordel;
Ø Apresentar o texto Paleja, de Cego Aderaldo e Zé Pretinho.
· Apresentar o uso particular da linguagem;
· Versos rimados e metrificados;
· Dificuldade lingüística;
· Trava-língua.

MÓDULO IV: ORGANIZAR OS ALUNOS EM GRUPOS. (2 h/aula)


Ø Levá-los a sala de informática, fazer uma pesquisa mais aplicada.
Ø Pesquisar:
· Xilogravuras
· Cordelistas
Ø Fazer trabalhos em cartolinas para uma pequena exposição em painel sobre o
assunto;

MÓDULO V: APRESENTAR COMO FOI A INSPIRAÇÃO DA LITERATURA DE


CORDEL. ( 4 h/aula)
Ø Mostrar os seguintes filmes que na época eram peças de teatro.
· O auto da Compadecida, de Ariano Suassuna;
· Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto;
Ø Pedir como tarefa:
· Resumo e entendimento dos textos,

MÓDULO VI: PRIMEIRO REFORÇO ANTES DA AVALIAÇÃO FINAL. (2 h/aula)


Ø Apresentar o vídeo de animação sem texto verbal (De Outro Mundo).
· Pedir produção de texto fazendo uma reescrita do vídeo na forma de
Cordel.

MÓDULO VII: SEGUNDO REFORÇO ANTES DA AVALIAÇÃO FINAL. (1 h/ aula)


Ø Crônica de Raquel de Queiroz sobre Cego Aderaldo.
· Fazer leitura oral;
· Reescrever um final diferente ao texto.
ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS
Interpessoal:

à Estudar em Grupo;
à Socialização;
à Processo estímulo-resposta;
à Pesquisa extraclasse;
à Exposições de trabalhos e interação da classe;
Intrapessoal:

à Reflexões pessoais
à Discussão de casos com o professor
à Análise individual envolvendo a disciplina
AVALIAÇÃO

A avaliação iniciará desde o começo do projeto contendo:

PRIMEIRA NOTA: (0,00 a 0,25)


Ø Tarefa para a casa, uma pesquisa com as seguintes questões:
· Quando surgiu o Cordel?
· Qual sua importância?
· Traga um breve exemplo de seu contexto.

SEGUNDA NOTA:
Ø Trabalhos em classe e grupos/resumos (0,00 a 0,25)
TERCEIRA NOTA: PRIMEIRO REFORÇO ANTES DA AVALIAÇÃO FINAL.
Ø Produção textual do vídeo de animação sem texto verbal (De Outro Mundo). (0,00
a 0,25)

QUARTA NOTA: SEGUNDO REFORÇO ANTES DA AVALIAÇÃO FINAL.


Ø Reescrita de um final modificado para a crônica de Raquel de Queiroz (0,00
a 0,25)

SE NECESSÁRIO PONTOS EXTRAS:


Ø Participação de interação com o Projeto 1,0
Ø Participação de interação com a aula 1,0
RESULTADOS ESPERADOS

Ø O aluno terá um conhecimento amplo sobre a literatura de Cordel;


Ø Sua produção textual se tornara modificadora;
Ø Irá ampliar seu vocabulário;
Ø Terá um conhecimento amplo sobre a técnica de Xilogravura;
Ø Terá um conhecimento amplo sobre os Cordelistas que trabalham cantando a
literatura de Cordel;
Ø Aprender sobre a cultura nordestina espalhada pelo país;
BIBLIOGRAFIA
ABREU, M. Cultura Letrada: literatura e leitura, Capítulo 1. São Paulo: Ed.
Unesp, 2006,PP.20-41.
Literatura de Cordel: www.teatrodecordel.com.br, acesso em 20/12/2011.
Facsímile do folheto de cordel original
(PDF):http://digitalizacao.fundaj.gov.br/fundaj2/modules/busca/gerar_pdf.php?cod
=76&p=1&i=0&f=18 , acesso em 20/12/2011.
Vídeo didático sobre Literatura de
Cordel: http://www.youtube.com/watch?v=OTxEL9lptW4, acesso em 22/11/2011.
O Matuto no
Cinema (Quirino): http://www.youtube.com/watch?v=wamnabxSnKM, acesso
em 20/12/2011.
A Moça que Dançou depois de
Morta (Borges): http://www.youtube.com/watch?v=9FA0Yupp_9A, acesso em
20/12/2011.
Padim de Juazeiro (Rodrigo
Macedo): http://www.youtube.com/user/festivaldominuto#p/search/2/MFMHYbSKr
3M, acesso em 20/12/2011.
Vídeo de animação sem texto verbal (De Outro
Mundo): http://www.youtube.com/watch?v=T3H3R9noP98, acesso em
20/12/2011.
SUASSUNA, A. O auto da Compadecida, 2000
CABRAL, J. Morte e Vida Severina, 1976.
Crônica de Raquel de Queiroz sobre Cego
Aderaldo:http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/03101959/031059_6.htm, ac
esso em 20/12/2011.
Recanto das Letras, http:/ntodasletras.uol.com.br/cordel/, acesso em 20/12/2011
http://literaturadecordelsma.blogspot.com/2012/05/plano-de-aula.html