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Primeiros tempos do Brasil Colônia

Os primeiros 30 anos

Durante esse período, o Brasil não despertou interesse, pois não


apresentava especiarias nem metais preciosos, logo Portugal voltou as
atenções para as Índias e para o lucrativo comércio de especiarias.

O reconhecimento de novas terras

Apesar do desinteresse, Portugal empenhou esforços para garantir seu


domínio sobre as terras brasileiras. Para tanto, foram enviados diversos
exploradores, que reconheciam as terras e expulsavam nações
estrangeiras (invasores).

O pau-brasil

A extração do pau-brasil foi a primeira atividade econômica do Brasil,


por causa de sua tinta e da madeira, utilizada em navios e móveis.

Portugal logo declarou monopólio real (estanco) e concedeu o direito de


exploração a comerciantes ricos, que usavam a mão de obra indígena,
que recebiam em troca instrumentos (escambo).

Para aproveitar a atividade, as feitorias foram construídas para


armazenar o pau-brasil, que esperava pelos navios provenientes da
Europa.

Início da colonização

Com a decadência do mercado de especiarias, a necessidade de


proteger a Colônia e o interesse em descobrir metais preciosos,
Portugal decidiu colonizar o Brasil a partir do envio de Martim Afonso,
que seria responsável por tal processo e apresentava os poderes
necessários.

Indígenas
Os índios brasileiros eram caçadores, coletores, cultivavam pouco
gêneros agrícolas, focando principalmente em banana, milho e batata-
doce. Não havia a criação de animais.

O alemão Hans Staden ficou conhecido após viajar ao Brasil e


descrever os rituais dos indígenas, entre eles a antropofagia.

Os índios foram inicialmente descritos como amigáveis, mas a tentativa


de convertê-los ao cristianismo, houve revoltas, mudando a perspectiva
em relação aos indígenas.

Capitanias Hereditárias

Foi o primeiro sistema implantado para proteger o Brasil e povoá-lo.


Esse modelo não demandava investimentos, pois concedia aos nobres
as terras. Essas capitanias eram grandes lotes de terra (hereditárias).
Os capitães donatários, que recebiam as terras, também recebiam a
Carta de Doação (que concedia as posses) e a Carta Foral (que
explicitava os direitos e deveres).

Esse sistema falha por causa de alguns fatores: distância em relação à


metrópole, extensão das terras, revoltas indígenas, falta de apoio,
inexperiência dos donatários, clima, desinteresse/falta de recursos e
descentralização.

No entanto, duas capitanias prosperaram: São Vicente e Pernambuco.

Governo-Geral

Visando a centralizar o sistema, Portugal implanta o Governo-Geral,


fazendo com que as terras fossem administradas pelo Governador a
partir do Regimento de 1548, que reafirmou os deveres dos donatários e
a soberania portuguesa. D. João III defendeu o Brasil dos índios e dos
franceses.
O Governador-Geral contava com a ajuda de três assessores: provedor-
mor (finanças), ouvidor-mor (justiça) e capitão-mor (defesa).

O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza. Definiu Salvador como


sede do governo, recebeu os colonos, incentivou a pecuária e fundou o
primeiro bispado.

O segundo governador-geral foi Duarte da Costa. Seu governo ficou


marcado pelas missões jesuítas e pelas invasões francesas.

O terceiro governador-geral foi Mem de Sá, que organizou missões


indígenas, expulsou os indígenas e fundou a cidade do Rio de Janeiro.

Divisão do Brasil em dois

Após a morte de Mem de Sá, o Brasil foi dividido em Norte (controlado


por D. Luis de Brito e com capital em Salvador) e Sul (controlado por D.
Antônio de Salema e com capital no Rio de Janeiro).

Posteriormente, o governador Lourenço da Veiga unifica a colônia.

O Brasil é novamente dividido em: estado do Brasil (com capital em


Salvador e depois no Rio de Janeiro) e estado do Maranhão (com
capital em São Luís e, mais tarde, em Belém).

As Câmaras Municipais

Elas eram instaladas nas vilas e possuíam independência na


administração local, ampliando seus poderes e garantindo a segurança
das questões fiscais e militares. As pessoas mais abastadas
financeiramente detinham o poder.

A economia açucareira

Depois do pau-brasil, a próxima atividade foi o açúcar, com alta


aceitação no mercado europeu. Dentre as razões que favoreceram a
atividade, estão: clima e solo ideais, experiência, valorização e capital
estrangeiro.

Para aumentar a lucratividade com o açúcar, foi implantado o sistema


de plantation, que é caracterizado por latifúndios, monocultura, mão de
obra escrava e produção voltada ao exterior.

Com a demanda de escravos, o tráfico negreiro proveniente da África


tornou-se também um negócio altamente lucrativo.
A sociedade do açúcar era extremamente patriarcal e machista. Os
grandes proprietários de terra, chamados de senhores de engenho,
possuíam extrema importância social e ocupavam cargos políticos. As
mulheres comandavam os escravos e os afazeres domésticos. Havia
também trabalhadores livres e escravos usados na produção
açucareira.

União Ibérica

Nesse período, as terras portuguesas ficam sob domínio espanhol,


extinguindo o Tratado de Tordesilhas. Isso ocorre, pois o jovem rei D.
Sebastião de Avis morre durante uma batalha e seu sucessor, seu tio-
avô (Cardeal D. Henrique) logo vem a falecer.
O rei espanhol D. Filipe II solicita o trono, alegando parentesco com um
dos reis portugueses. A partir disso, houve a união entre as duas
Coroas, caracterizando a União Ibérica.

Após a morte de D. Sebastião, ocorre a dispersão de lendas sobre sua


figura, originando o sebastianismo.