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DIREITO TRIBUTÁRIO

Conceito de Tributo
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CONCEITO DE TRIBUTO

Conceito: Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo


valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituído em lei
e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada (CTN, art. 3º).

O conceito acima é muito importante para fins de prova, logo, é importante


destrinchá-lo:

1. “Toda prestação pecuniária compulsória”: nesse caso, de um lado há o sujeito


ativo cobrando o sujeito passivo de uma obrigação tributária. A prestação
deve ser feita, em regra, em dinheiro, mas há algumas exceções;
2. “Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir”: representa a certeza de
que o pagamento deve ser feito em pecúnia. É muito comum que sejam uti-
lizadas unidades fiscais de referência estaduais, federais ou municipais para
o pagamento de tributos;
3. “Que não constitua sanção de ato ilícito”: o tributo não tem característica
punitiva. Nesse sentido, quando é feita a tributação da propriedade de um
veículo automotor, isso não possui nenhuma relação com uma sanção ao
proprietário, pois nada mais é que um fato gerador acontecido. Isso é dife-
rente da multa, que possui o efeito de punição;
4. “Instituído em lei”: o dispositivo considera “lei” em sentido amplo, ou seja,
todo tipo de lei ou dispositivo que tenha força de lei pode ser utilizado para
instituição de tributo (ex.: medida provisória, lei delegada, lei ordinária, lei
complementar etc.);
5. “Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”: nesse
sentido, a cobrança do tributo será feita pelo fiscal, que detém a competência
privativa para esse ato.

Conceito Financeiro: Art. 9º Lei 4.320/1964. Tributo é a receita derivada


instituída pelas entidades de direito público, compreendendo os impostos, as
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taxas e contribuições nos termos da constituição e das leis vigentes em maté-


ria financeira, destinando-se o seu produto ao custeio de atividades gerais ou
especificas exercidas por essas entidades.

 Obs.: percebe-se do dispositivo acima a ideia de vinculação de receita.

Prestação pecuniária, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir:

O tributo é uma prestação em espécie (dinheiro) ou em bens que possuam


valor em dinheiro (ex.: dação em pagamento em bens imóveis, na forma e
condições estabelecidas em lei – CTN, art. 156, XI). O pagamento não se deve
dar em bens (in natura) ou em serviços (in labore).
A União e alguns estados permitem o pagamento de tributos com créditos
acumulados, é o caso do IPI, do ICMS, PIS e Cofins. UFIR, UFESP, UFERJ,
UFERS etc. A Lei Complementar n. 104/2001 inseriu no CTN, em seu art. 156, XI
a modalidade de extinção do crédito tributário através da dação em pagamento
em bens imóveis, mas desde que haja lei prévia.

Importante:
O STF entende que mesmo que a lei do ente político permita a dação em
bens móveis como forma de pagar débitos tributários, isto feriria o princípio da
licitação na aquisição de materiais pela licitação pública.
O STF considerou inconstitucional, na ADI 1917/DF, a lei Distrital que permi-
tia o pagamento de débitos das microempresas, empresas de pequeno porte e
das médias empresas, mediante dação em pagamento de materiais destinados
a atender a programas do Governo do DF.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. A LC 104/2001 ao permitir a dação em pagamento em bens imóveis, como forma de


extinção do crédito tributário, promoveu a derrogação do art. 3º do CTN, que confere
ao tributo uma prestação pecuniária em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir.
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Comentário
Na realidade, o entendimento é que houve uma exceção à regra, mas não uma
derrogação do art. 3º do CTN.

2. É verdade que o STF entende que outras formas de extinção do crédito tribu-
tário, não previstas no CTN, poderão ser criadas por lei ordinária, inclusive a
dação em pagamento em bens móveis.

Comentário
O STF entende que não podem ser criadas outras formas de extinção do crédito
tributário por meio de lei ordinária. Vide ADI 1917/DF.

3. A expressão prestação pecuniária exprime a obrigação de que o tributo tem


de ser pago em unidades de moeda em curso, não se admitindo, em regra,
seu pagamento em bens (In Natura) ou em trabalho (In Labore).

Comentário
O tributo deve ser pago sempre em dinheiro (espécie).

Prestação pecuniária compulsória: É obrigatória, decorre do exercício da


soberania do Estado (ius imperii) sobre o particular. Art. 5º, II CF/1988 – nin-
guém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude
de lei; O não cumprimento da obrigação acarreta penalidades e consequências,
conforme previsto na legislação (inclusive tributária). Além disso, o art. 3º LICC
dispõe que ninguém se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece.
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

4. Havendo a ocorrência do fato gerador, aquele que o praticou será obrigado a


pagar o tributo, independentemente de sua vontade.

Comentário
Uma pessoa que não paga um tributo deve, a princípio, fazer o pagamento,
independentemente de sua vontade.

Que não constitua sanção de ato ilícito: A obrigação de pagar tributo nasce
a partir de um fato ou ato lícito (ex.: auferir renda, propriedade de veículo, pro-
priedade de imóvel). Difere da sanção, que é uma obrigação nascida a partir de
um ato ilícito (ex.: homicídio, latrocínio, não prestar declaração de renda, não
emitir nota fiscal). Se o ato ilícito ocasiona a realização de um fato (ou ato)
lícito, que a lei considera fato gerador, a obrigação tributária nascerá (ex.:
renda auferida por criminoso, fruto de roubos).

GABARITO

1. E
2. E
3. C
4. C

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Vilson Cortez.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela
leitura exclusiva deste material.
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