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Indice Nível Básico

índice

PRINCíPIOS DE FUNCIONAMENTO DO MOTOR 4 TEMPOS. 5


Sincronismo do Motor 8
INSPEÇÃO, AJUSTE E REGULAGEM DE VÁLVULAS 9
Teste de Compressão 11
Todas as info ações e es esta BATERIAS 12
apostila são as Bateria Convencional 12
- de Bateria Convencional 13
ocasião de s a iw;P."i:lSSão
Selada 14
Bateria Selada- MF 15
-L,~-::-lrT os erias 16
:e 3e"='.as 17
~~~~~~~~COS ..•............................................. 18
___ 20
___ 20
espécie. __ ' _._._ 21
=.....~, ._._ 21
_____________ 21
_____ 22
L.-:lILA..;*'UC 23

~~~--= 2-

2E
~oe r
VELA DEI ç

REVISÕES: .........•...... _._.


BRONZ1NAS ..............•. _.
Seleção de Bronzinas em Peça Ú
Seleção de Bronzinas da Biela _._. _
Regulagem de Válvulas por Seleção de P
Realizando a Seleção de Pastilhas -::
Torquímetro .........................................................•. _.._. 55
Cálibre de Folgas ...................................................•.....• _ ..•_ =~
Réguarígida _ 'fil
Relógio Comparador ........................................................•.....•. 58
Súbito 61
CONICIDADE E OVALIZAÇÃO 62
NORMAS DE SERViÇOS E ELEMENTOS DE FIXAÇÃO 66
ARREFECIMENTO DO MOTOR 82
Arrefecimento a ar 82
Arrefecimento a água 82
Líquido de arrefecimento 83
LUBRIFICAÇÃO DO MOTOR 84
RODAS/PNEUS 86
Pneu com Câmara 86
Pneu sem Câmara 86
Armazenamento 88
SISTEMA DE FREIOS 90
Freio à Tambor 90
Freio Hidráulico 90
Freio à Disco 91
Sangria de ar 91
SUSPENSÃO DIANTEIRA 92
SUSPENSÃO TRASEIRA 96
Suspensão Convencional com dois Amortecedores/Molas .. 97
Suspensão de Ação Progressiva "PRO·LlNK" 97
CHASSI 102
Tipos de Chassi 102
Inspeção do Chassi 104
SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO 106
Linha de Alimentação de Combustível 106
Combustível 107
Carburador 109
METROLOGIA 116
Paquímetro 116

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.


Departamento de Serviços Pós-Venda
Centro de Treinamento
)
11""

Nome: _

Código do Curso: _

Período: / /-- à -~/ /_-

Instrutor: _

Local: _

Horários

Intervalo Manhã: _

Almoço: _

Intervalo Tarde: _

Término: _

Notas

Avaliação 1: 71 "1Ó I

Avaliação 2: q 1.5 O )5
)50
Avaliação 3: i} 5v (,00
'l)jO
Avaliação 4: _-=S~I-=(}=--=-O----
7;50
Avaliação 5: _--="3~,..::::5~o=------- 5

Avaliação Oficina: _

Média Final: ,} I

"
Nível Básico

PRINCíPIOS DE FUNCIONA E O DO OTO FMPOS.

Um motor é um disp .. ica


gerada em energia mecãruca e
combustão in e a es:ã

.i.:»: ..•....
_-BIELA

CILINDRO

ÁRVORE DE
MANIVELAS

As forças de trabalho do motor de combustão interna podem ser observados na figura abaixo:

CÃMARA DE
COMBUSTÃO

PISTÃO

BIELA

SENTIDO DE
ROTAÇÃO

( ÁRVORE DE
MANIVELA

Um motor de quatro tempos executa quatro fases para completar um ciclo, para tanto, a
árvore de manivei'ks dá duas voltas.
As quatro fases de um motor são: Admissão, Compressão, Expansão e Escape.

5
Nível Básico

Fase de Admissão

A árvore de manivelas gira no sentido anfi-horário vista do lado esquerdo do motor. O movimen o
da árvore de manivelas atua sobre a biela deslocando o pistão do PMS (ponto morto superior)
ao PMI (ponto morto inferior). Quando o pistão começa o seu curso descendente, a válvula de
admissão se abre e permite que a mistura ar/combustível entre no interior do cilindro, quando
o pistão chega ao PMI, a válvula de admissão é fechada.

MISTURA
AR I COMBUSTíVEL

Fase de Compressão

A árvore de manivelas ao continuar sua rotação empurra o pistão do PMI ao PMS com ambas
as válvulas fechadas (admissão e escape), comprimindo na câmara de combustão a mistura
ar/combustível.
Da vela de ignição salta uma faisca antes do pistão atingir o PMS, no final da fase de
compressão. A combustão da mistura ar/combustível inicia-se quando a faisca salta do eletrodo
da vela, provocando uma subida repentina da temperatura e da pressão interna na câmara de
combustão.

VÁlV. ADMISSÃO
FECHADA

INíCIO DA COMBUSTÃO
DA MISTURA
AR I COMBUSTíVEL

6
Nível Básico

Fase de Expansão

A força atuante sobre o pistão e rra a I. tr.:ll"lcn"lmrvil"\ esta força através


da biela para a árvore de ani ela aceleranc a ção,

Fase de Escape

Quando o pistão atinge o PMI, abre-se a válvula de escape e a inércia de rotação da árvore de
manivelas empurra outra vez o pistão para cima, expulsando os gases de combustão para a
válvula de escape que encontra-se aberta, liberando-os para a atmosfera através do
escapamento. Quando o pistão atingir o PMS, a válvula de escape fechará e repetirá novamente
as 4 fases do motor: admissão, compressão, expansão e escape.

TUBO DE ~~? " "


ESCAPE ~ ,," 'fé"',
,I -:
-,/
Nível Básico L-

Sincronismo do Motor

Para completar o ciclo do motor 4 tempos, a árvore de manivelas dá 2 voltas, enquanto o


comando de válvulas dá apenas 1 volta, portanto a relação é de 2: 1.

MARCAS DE
REFERÊNCIA

MARCA,DE
REFERENCIA
MARCA DE
REFERÊNCIA '\

É necessário haver perfeito sincronismo para que as válvulas sejam abertas e fechadas no
momento exato, para tanto, devemos alinhar as marcas de referência conforme especificado
no manual de serviços do modelo.

8
Nível Básico

INSPEÇÃO, AJUSTE E REGULAGEM DE VÁLVULAS

É necessária uma folga adequada entre as válvulas de admissão e escape e os mecanismos


de abertura e fechamento das válvulas em todos os motores de 4 tempos.
Essa folga tolera a alteração de tamanho da válvula devido a dilatação térmica provocada
pelo calor transmitido da câmara de combustão para a válvula e também mantem o espaço
correto para o filme de óleo.

Folqaexcessl a a

Folga insuficiente e urrará aá Ia e e e e a


temperatura elevada, provocando a queda de pressão de co pressão e es e an a
lenta irregular, ou eventual queima das válvulas. Pode também ocasionar um re omo de chama
e incêndio da motocicleta no caso da folga insuficiente ser na válvula de admissão.
A folga insuficiente também gera falta de lubrificação nos componentes e desgaste prematuro
das peças.

A inspeção deve ser realizada com o motorfrio, abaixo de 35 ºC, pistão no ponto morto superior,
no final da fase de compressão. Rotor do alternador com a referência "T" alinhada com a
marca de referência da tampa lateral esquerda ou carcaça do motor, os balancins devem
estar soltos, se estiverem presos é porque o motor está no final da fase de escapamento, gire
o roto r uma volta completa e alinhe novamente a marca 'T'.
O ajuste está correto quando o cálibre de espessura especificada penetra entre o parafuso de
ajuste e a haste da válvula e outras lâminas maiores não penetram.

PARAFUSO DE
AJUSTE
CONTRA
PORCA'

9
Nível Básico

Se necessitar de ajuste:

Solte a contraporca e o parafuso de ajuste, introduza o cálibre de lâminas com a espessura


especificada, gire o parafuso de ajuste até sentir uma pequena pressão sobre o cálibre de
lâminas.
Aperte a contra porca com o torque especificado, tomando cuidado para não girar o parafuso
de ajuste.
Uma contraporca apertada incorretamente pode soltar-se ocasionando danos ao motor.
Durante o aperto da contraporca, poderá haver alterações na fotqa das válvulas. Deve-se
verificar novamente a folga após o aperto da contraporca.

AJUSTADOR

1------ AJUSTADOR

CONTRA-PORCA

PARAFUSO DE
AJUSTE

HASTE DA
vÁLVULA
Teste de compressão

-:p~ - é a maneira mais rápida e fácil de verificar a condiçã


- ~~ ~_ _ ~= = ::n. ée a o antes de qualquer serviço de regulagem do motor
r

estiver rendendo abaixo de sua potência normal. Pode


e contribuem para o funcionamento do motor estão dentro dos
e anormalidade nos anéis do pistão e cilindro ou nas válvulas e

este, o motor deve conter somente os componentes normais, a bateria


i ados com motor de partida deve estar em perfeitas condições, pois
• - • a velocidade de rotação do motor em função da bateria poderá ser muito
o. egistrará um valor de compressão abaixo do limite de uso indicado no Manual
do Modelo.

este

. Aqueça o motor até a temperatura normal de


funcionamento. ~ MEDIDOR DE COMPRESSÃO

2. Desligue o motor, remova a vela de ignição.


3. Instale o adaptado r do medidor de
compressão no orifício da vela e conecte o
medidor de compressão certificando-se que
não há perda de compressão nas conexões.
4. Abra completamente as válvulas do
acelerador e do afogador.
Modelos com pedal de partida:
5.Acione o pedal de partida várias vezes e
verifique a compressão.
Modelos com motor de partida:
5.Coloque o interruptor do motor na posição
"OFF".
CONEXÃO

6.Acione o botão de partida e verifique a compressão. Para evitar a descarga da bateria,


não acione o motor de partida por mais do que sete segundos.

11
Nível Básico

BATERIAS

Bateria Convencional

Este tipo de bateria conduz eletricidade quando ocorre reação química do eletrólito (solução
de ácido sulfúrico), entre duas placas (peróxido de chumbo e chumbo).

TAMPA DO BOCAL
DE ABASTECIMENTO

PLACA NEGATIVA

SEPARADOR
,
ESTEIRA DE VIDRO
PLACA POSITIVA

Como a densidade do eletrólito varia de acordo


com a reação química por carga e descarga de
e PLACA
corrente elétrica, a condição de carga da bateria é (CHUMBO) '>

determinada medindo a densidade específica do


eletrólito.

I •• '--' I ELETRÓLlTO

PLACAS EXPOSTAS

Quando a água evapora e as placas ficam expostas,


forma-se então um depósito branco cristalino nas
mesmas. Esse processo é chamado sulfatação.
Esse processo ocorre também quando a bateria
permanece descarregada por um longo período.

2
Nível Básico

Ativação de Bateria Convencional

A bateria é recebida seca, com a solução em


recipiente separado.

Colocar a solução na bateria até atingir o nível


máximo, tomando cuidado para não encher cada
vaso além do nível máximo, evitando que falte
solução para o último vaso (a temperatura da
solução deve estar abaixo de 30 QC).
Deixar a bateria descansar por um período de 15
a 30 minutos até terminar a reação da solução,
para que as placas sejam umidecidas (neste
período, o nível da solução irá baixar). ..--TAMPA

Após os 30 minutos de descanso, completar as


células com solução até o nível máximo, se houver fJ.,o::;;;, 19 =
'Ga' 11 t;;::;;\
necessidade. ',' f::::f~1 )~
Aplicar carga inicial à bateria, utilizando o J - -""'I'fR <Lv!!. - _4
MARCA DE NíVEL
SUPERIOR
carregador Tectrol TCK 24-05 XP-2A.
- _lOw[ft l(V(L __ MARCA DE NíVEL
INFERIOR

Selecionar no carregador a capacidade nominal


da ba eria em Ampares/hora.

Posicionar o seletor de tempo e -


amarela), carga inicial de áproximadamen e ~
minutos.
Após a carga inicial, deixar a bateria descansar
por 15 a 30 minutos aproximadamente para que
a bateria esfrie.
Conferir o nível da solução, completar se
necessário somente com água destilada até o
nível máximo.

13
Nível Básico

Bateria Selada

Semelhante ao modelo convencional, a bateria selada produz gases de hidrogênio e oxigênio.


Entretanto, as placas são projetadas para não transformar totalmente o sulfato de chumbo em
chumbo. Essa condição do chumbo é chamado de chumbo de esponja. O oxigênio produzido
pela placa positiva reage com o chumbo transformando em água, portanto, não há.necessidade
de adicionar água. »:

As baterias seladas dispõem de válvulas de segurança projetadas para abrir-se quando há


produção excessiva de gás. As válvulas de segurança fecham-se quando a pressão interna
volta ao normal, voltando novamente a condição de completamente selada. Um filtro de
cerâmica é instalado sobre as válvulas de segurança para impedir ignição interna dos gases
produzidos.

TAMPA

SEPARADOR
Ativação de Bate "a Selada - MF

e do eletrólito é

a o dos orifícios da bateria,


esmo não está danificado.

Vire o recipiente dõ eletrólito sobre os orifícios


da bateria, alinhe os bicos do recipiente com
os orifícios e pressione firmemente o
recipiente sobre a bateria.

Após perfurar os vedadores, certifique-se de


que o recipiente permaneça na posição
vertical até que o eletrólito tenha sido
totalmente drenado.

Nenhum eletrólito deve permanecer no


recipiente.

Vede a bateria utilizando a tampa que a


acompanha pressionando apenas com as
mãos, iniciando do centro para as
extremidades. Nunca bata ou force a tampa
de lacre.

Aplique a carga inicial à baferia.

Nunca abra novamente uma bateria vedada .


.Não adicione nenhum outro produto à bateria.

Descarte o recipiente do eletrólito de forma a


não agredir o meio ambiente.

15
Nível Básico

Carregador de Baterias

Tectrol - modelo TCK 24-05 XP-2A


Timer (temporizador) - Controla o tempo de carga. Apresenta posições marcadas que
correspondem às mesmas posições do testador TECTROL e uma posição para a carga inicial
de bateria nova (-1, ponto amarelo).

Led indicador do carregador - Ligado ou desligado.

Interruptor do seletor de capacidade da bateria (Alh) - Seleciona a faixa de ampêres/hora


na qual a bateria será carregada. Escolha a faixa adequada de acordo com a capacidade da
bateria e posicione o seletor na faixa que engloba esta capacidade.

Led indicador do tempo de carga - Apaga-se após a bateria estar carregada.

NOTAS:
• Antes de ligar o aparelho certifique-se de que o seletor de voltagem localizado na parte
inferior, está indicando a voltagem da rede a ser utilizada (110 ou 220 Volts).
• Coloque o seletor de tempo na posição "-1" (amarela), para carga inicial de baterias novas.

TIMER (temporizador)

LED INDICADOR DO CARREGADOR


Ligado ou Desligado

INTERRUPTOR DO SELETOR DE
CAPACIDADE DA BATERIA (AIh)

LED INDICADOR DE TEMPO DE CARGA

CABOS DO CARREGADOR
erias

odeio TCD 3H
cador· Informa a condição da bateria quando um dos botões de teste é pressionado.
ição da bateria é indicada pelas zonas de cor. Caso o ponteiro esteja na zona verde, a
teria esta/em boa condição, se estiver nas zonas amarela ou vermelha, deverá ser carregada
p ecionada novamente.

terruptor de temperatura- Utilizado para selecionar o circuito para correção da temperatura


~ biente (acima ou abaixo de 15°C).

Botões de teste - Utilizados para selecionar uma "carga" específica para a faixa de Alh da
ateria testada. Não mantenha o botão pressionado por mais de 3 segundos. Cada um dos
botões corresponde à faixa de arnperes/hora semelhante ao carregador.

Cabos do testador· Conectar o cabo vermelho ao terminal positivo (+) e o cabo preto ao
terminal negativo (-) da bateria.

TESTADOR DE BATERIA

MOO. TCD 3H

INDICADOR

~.,....,,..,
n r-
TECTROL
u •..••..•
u

INTERRUPTOR DE
TEMPERATURA

BOTÕES DE TESTE

CABOS DO
TESTADOR

Advertências:

oderão ocorrer danos ao testador, caso:


• seja utilizado para verificar uma bateria com capacidade superior a 16 A/h;
• o ão de teste seja pressionado por mais de 3 segundos;
ão haja um intervalo de, pelo menos 1 minuto para resfriamento entre testes consecutivos.
ão aja um intervalo de, pelo menos 30 minutos para resfriamento após 10 testes
utivos.
f'VUncc.•••.•

17
y
I!t.

~~

Nível Básico

COMPONENTES ELÉTRICOS
01000 ~ FLUXO DE CORRENTE
(SENTIDO NORMAL)
o diodo permite que a corrente passe somente
em uma direção, não permitindo que a corren-
te retome. ____ ---1~_O-----
Quando a corrente está passando, existe uma
ligeira queda de tensão no diodo. +-" A CORRENTE NÃO FLUI
iletro31
SENTIDO INVERSO

OIOOOZENER

o diodo zener permite a passagem da corren- w


•...
z
w
te em uma única direção, semelhante ao diodo. ~ ®

41-,
01000 ZENER o i i
Quando for aplicado uma tensão inversa, aci- lU! !
ma de uma tensão especificada, o diodo zener TENSÃO INVERS~

(j') e
permite a passagem da corrente para o senti-

I
I
I ®
do inverso. TENSÃO
---- ••. A CORRENTE FLUI

••• A CORRENTE NÃO FLUI


ABAIXO DA TENSÃO INVERSA

•• A CORRENTE FLUI
ACIMA DA TENSÃO INVERSA

Et8tro32

TIRISTOR (SeR)

NAo FLUI CORRENTE)

Se não houver uma tensão no gate do tiristor, a


corrente não flui do anodo para o catodo.
ANODOA ~

'I (
KCATODO

NAo FLUI CORRENTE

OOATE
Quando é aplicado uma tensão no gate, a cor-
FLUI CORRENTE
rente flui do anodo para o catodo e não retoma,
••
assim como o diodo. AANODO ~

'I
GGATE
(
KCATODO

NÃO FLUI CORRENTE

TRANSISTOR

o transistor possui três terminais; emissor (E), Tipo PNP

y
TipoNPN
coletor (C) e base (8).
Existem dois tipos de transistores: tipo PNP e
tipo NPN.

B B

E: Emissor c: Coletor B: Base Ektro6S

18
NÍVel ..

an O a tensão positiva é aplica- ... ..,


ar.::lss,or e a tensão negativa é aplicada ,
st ,quase nenhuma corrente flui entre CORRENTE BASE E
e coletor.
:=- a ensão do emissor é elevada levemente
o que a tensão de base, e uma pequena
e e passa do emissor para base, uma
e quantidade de corrente fluirá do emis- Eletro33

ara o coletor.

.------....-
o transistor PNP, quase nenhuma corrente
assa quando a tensão positiva é aplicada ao •.
coleto r e a tensão negativa é aplicada ao emis-
B
sor.
Quando uma pequena corrente flui da base para CORRENTE 8A~ E

o emissor, uma grande corrente passará do


coletor para o emissor
E"ll034

o transistor é semelhante aos dispositivos de


acionamento do motor de partida. B

Havendo uma corrente na base, o transistor é C

ligado permitindo que a corrente flua do coletor


para o emissor. E
'----t E

Eletro3S

19
~
Nível Básico

SISTEMAS ELÉTRICOS

Elétrons

Toda matéria, seja sólida, líquida ou gasosa, é uma coleção de moléculas e cada molécula é
formada por átomos. Cada átomo contém um núcleo, que é composto por sua vez de prótons
e nêutrons, e elétrons que circulam ao redor do núcleo. -

A eletricidade flui quando esses elétrons rnoven-se livremente para fora de suas órbitas. Alguns
materiais tomam-se condutores quando existe uma quantidade grande de elétrons.

'':~
"~\- \
::LÉTRrS LIVRES
._,~
f NÚCLEO

Corrente Elétrica

~~. ,
-
A corrente é o fluxo de elétrons passando por um determinado condutor num determina-
do espaço de tempo, sua unidade é [A] Ampere. '

A corrente elétrica sai de um gerador ou de uma bateria, passa pelos componentes


elétricos e retorna para sua fonte.

Todos os componentes elétricos são energizados com corrente alternada ou corrente


contínua, as abreviaturas são AC e DC, respectivamente.
NOTA:
Um Ampere [A] é a quantidade de corrente produzida por um volt atuando em um ohm de
resistência.
/r CONDUTOR ~ '"

ICORRENTE t

Bateria ou I Icomponente
Gerador Elétrico

~L .,
Nrvel Básí

C re Co:t1Wl ua

orrente cuja magnitude e sentido permanecem constantes, por-


empo.
e corrente contínua, a corrente flui em um único sentido.

orrente flui do positivo para o negativo.

CORRENTE CONTíNUA

@ fo------r---
Componente t \
CORRENTE
elétrico 01--------

e+
----+
TEMPO

Corrente Alternada (AC)

No circuito de corrente elétrica alternada, a corrente flui em ambos os sentidos, portanto,


muda-se o valor da tensão e a polaridade.
Do início da tensão positiva até o término da tensão negativa é conhecido como um ciclo.
Para faróis que operam em AC, as lâmpadas se apagam quando o fluxo de corrente é zero
e, em seguida, acendem-se quando a polaridade torna-se invertida. Este ciclo é repetido
em alta frequência (número de ciclos em um segundo) e portanto, as pessoas não perce-
bem a lâmpada se apagar, tendo a impressão que permanece acesa continuamente.

ilt
8
jeiclo
+

e~'CICLO!
t .
CORRENTE

i
ALTERNADA

~
e ~

Voltagem (V)
••I
Díferen~a de
---~ ..... _- Registro fechado
Potencial
Voltagem é a pressão que empurra os elétrons
Quando a voltagem
um condutor. está presente

ssim como a água, quanto maior a diferença


-- - -" .~

e otencial, maior é a pressão que empurra


elétrons, ou seja, maior é a voltagem. 1~-------D~-------, Circuito aberto

21
s~
Nível Básico

Abrindo-se o registro, a água flui da caixa su-


perior até a inferior devido a diferença de po-
Diferens. de
tencial entre as duas. Potencial!
Corrente flui até
Com a eletricidade acontece o mesmo, a cor- que a ~iferen!a de "R-···-----:.:-·:··:··-:·
potenCIal se torne z e r e "''' ..._-...,..:.:..:..._..._": :
rente flui de um polo da bateria até o outro, des- ---_._-~'-
de que o circuito esteja fechado.
Circuito fechado

I Fluxo
-"-
de corrente

Assim como a água necessita de uma oornoa


para aumentar a diferença de potencial, a
eletricidade necessita de um gerador ou uma
bateria.

~ .•.. ~ --.....-

Resistência Elétrica (Ohms)

Quanto mais fino for o tubo de água maior a


resistência para a passagem da água.
Num condutor elétrico acontece o mesmo que
a água, quanto mais fino o fio, maior a resistên-
cia à passagem da corrente elétrica. BATERIA

FIO FINO -
(RESIST{NCIA MAIOR)
-
FIO ESPESSO
(RESISTÊNCIA MENOR)

y
22
.ê L

• iiiiil
~ =~~~~

=
1 ..•..•.••
"--.'--'
-~
<,

'-
<.

<,:-
"--t.-..

A B

Â
SECO
=0.35-0.54)
QUEROSENE

(1'=0.22-0.34) -ÓLEO

(1'= 0.09-0.~

CENTRO DE TREINAMENTO
Nfvel Bãsicc

MEDIÇÕES E C ADE

ção das grandezas elétricas:

alógico ou digital.

23
Nível Básico

Uso do Multímetro

Voltímetro
Corrente Contínua Voltímetro
Ligar em Paralelo Corrente Alternada
Atenção com U+" e "-" Ligar em Paralelo
. Voltagem da Bateria Não importa u+" e u_"
. Voltagem de carga da
. Voltagem gerada no
bateria (verificar N° de Alternador
rpm e se farol e lanterna
Voltagem gerada na Bobina
devem estar ligados ou de Pulso
não)
Voltagem gerada na Bobina
de Excitação
Voltagem Residencial (use
750V) pí&0íI~

Amperímetro até 200 mA


(Baixa corrente)
Ligar em série ao circuito
. Fuga de corrente (20 mA)
Ohmímetro u+" no negativo do chicote
Para medir Resistência u_" no negativo da bateria
Isolar o componente do Chave de ignição desligada
circuito
Amperímetro até 10 A
Não importa u+" e "-"
(Alta corrente)
Unidades: Ohms
Ligar o cabo Vermelho (+) aqui
kOhms
Ligar em série
Circuito Secundário da Nunca dar Partida
Bobina de Ignição Não testar amperagem da
Supressor de Ruídos bateria
Não efetuar a leitura por mais
de 30 segundos, pois pode
Bobina de pulso
danificar os cabos de teste.
Bobina de Excitação

Bobina de Carga
Circuito Primário Transistores
Bobina de Ignição
Regulador Retificador *
CDI *
* Não fornece os resultados Diodos
i formados no manual de . Atenção com u+" e U_"
serviços, para testar, substitua
o CDI ou o regulador retificador
por outra peça nova.

ata: a escala de até 200 Ohms, se o valor da resistência a ser medida for pequeno, descontar
a resistência interna do aparelho para não fazer leitura errada.

24
Nível Básico

Medição de Resis ê cía

Com este . ção poderemos verificar se há:


• circu a (exão interrompida)
• co exão e e asa
• curto circuito (em fios, interruptores e componentes elétricos).

VERIFICANDO CONTINUIDADE DO FIO VERIFICANDO BOBINA

Devemos verificar se há necessidade de desconectar ou não um determinado conector. Na


maioria dos casos é necessário desligar o conector para que o componente a ser medido
fique isolado do circuito, pois os outros componentes alteram o valor da resistência por estarem
ligados em paralelo.

Correto Incorreto

R2 R2

25
~
Nível Básico

Sempre que se for medir a resistência de


qualquer componente, o interruptor de ignição
deve estar na posição OFF para evitar que a
voltagem da bateria passe pelo multímetro
causando sua queima.

Nota: O multímetro utiliza a energia interna


para medir a resistência elétrica, portanto, o
componente a ser medido não pode estar

I
recebendo energia de outra fonte.

Medição de Voltagem

Por meio deste tipo de medição podemos


verificar:
• condição da bateria
• se a bateria está recebendo carga ou não
• conexão deficiente
• rendimento do alternador
• rendimento do sensor

1
Conexão em Paralelo
Para verificarmos a tensão fornecida a um
(Correto)
determinado componente, conectamos o
voltímetro em paralelo com o mesmo. Caso
®
haja alguma resistência no circuito testado, a
leitura obtida no multímetro será inferior a
voltagem da bateria.

8
RESISTÊNCIA
DESCONHECIDA

1
26
em série para fazermos medição de vol agem.

Conectado em Série
(Incorreto)

8
RESISTÊNCIA
/pêSCQNHECIDA

Medição de Corrente

Por meio deste tipo de medição podemos verificar:


• eficiência da carga
• energia elétrica consumida pelo componente (exemplo: lâmpadas da motocicleta)

o aparelho deve ser sempre conectado em série com o circuito para se fazer a medição de
corrente elétrica.
O fluxo de corrente a ser medido não deve exceder a escala máxima de leitura do aparelho.

Conexão em Série Conexão em Paralelo


(Correto) (Incorreto)

, ,
I I
I I

: I
,

,
I
I
I
I
I

!
I
I
I
".-------" I
t I
I I
I I

'--.
I I
I I
I ,

----------~

27
~

Nível Básico

1) Pinte a seta na escala correta do multímetro e meça a voltagem da bateria:

1 2

G).w*....." ....
&.,•.•........••.

sO,
a. • I

~ • I


t:: .'

o>:»
Fusível 0+

2) Pinte a seta na escala correta do multímetro e meça a resistência do fusível:

élf1...
~.......
~
é.I.L.n:{

sÓ,
a. • I

2 I I


•••• I I

~- ==

28
Nível Básico

3) Pinte a seta a escala correta do multímetro. Monte o circuito elétrico completo


e eça a corrente elértrica ql:le passa pelo circuito:
1 2

4) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Monte o circuito elétrico completo


e meça a voltagem da lâmpada 1 :

29
\:,
Nível Básico

5) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Meça a resistência da lâmpada 2 :

1 2

sO,
a. , ,
::J "
v
I
t::::: I'

~9
0"..-0
Fusível -o 0+

6) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Meça a resistência das 2 lâmpadas


juntas:

1 ~.~./ ::~y..

L-- ------.I,. /'

sO,
e.. , ,
2
•... I'
"

~9
0"..-0
Fusível

30
Nível Básico

7) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Meça a continuidade do fusível:

1 2

BO.
o.. I I

2 I #

L.. .'

~<?

8) Pinte a seta na escala correta do multírnetro. Monte o circuito elétrico completo e


meça a corrente elétrica que passa pela lâmpada 2 :

-2 .
L..

o
o.. ,
I r
L.. .'

31
\~
Nível Básico

10) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Monte o circuito elétrico completo e
meça a voltagem da bateria com as lâmpadas ligadas:

1 2

'-
Q. J ,'
.9
~ ,
[ I
t= ,

-
Q)

c
.

Fusível

11) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Monte o circuito elétrico completo e
meça a corrente elétrica que passa na lâmpada 1

oq, [
o.. fi '

\
t= .'
~ ~'

Fusível

32
Nível Básico

12) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Meça a continuidade do interruptor:

'-
.9
Q.,
::::I
'-
'-

cr>:»
Fusível -o 0+

,\,
13) Pinte a seta na escala correta do multímetro. Monte o circuito em p~ralelb
e meça a corrente que passa apenas pela lâmpada 2 :

•...
.9
c.. I I

2 I f

-Ci5 •
c:
I

33
Nível Básico

VELA DE IGNiÇÃO

Função da vela de ignição:

A função da vela de ignição é conduzir a alta voltagem elétrica para o interior da câmara de
combustão, convertendo-a em faísca para inflamar a mistura ar / combustível. Apesar de
sua aparência simples, é uma peça que requer para a sua concepção a aplicação de
tecnologia sofisticada, pois o seu perfeito desempenho está diretamente ligado ao rendi-
mento do motor, os níveis de consumo de combustível, a maior ou a menor carga de poluentes
nos gases expelidos pelo escape, etc. .

Grau térmico:

A capacidade de absorver e dissipar o calor é denominada grau térmico.


Como existem vários tipos de motores com maior ou menor carga térmica são necessários
vários tipos de velas com maior ou menor capacidade de absorção e dissipação de calor.
Temos, assim, velas do tipo quente e frio.

,..,......~&~

TIPO QUENTE (,v; ~" T%PO fRIO";,;' '~',::,7

Tipo quente: É a velÇlde ignição que trabalha quente, o suficiente para queimar depósitos de
carvão, quando o veículo está em baixa velocidade. Possui um longo percurso de dissipação
de calor, o que permite manter alta a temperatura na ponta do isolador.

Tipo frio: É a vela de ignição que trabalha fria, porém o suficiente para evitar a carbonização,
quando o veículo está em baixa velocidade. Possui um percurso mais curto, permitindo a rápida
dissipação de calor. É adequada aos regimes de alta solicitação do motor.

34

/
Nível Básico

TEMPERATURA DA VELA DE IGNiÇÃO

IIIPRINCIPAIS FATORES QUE PODEM INFLUIR NA TEMPERATURA DA VELA DE IGNIÇÃO


Fator

l_to de ignição ou a..anço


Adiantado

Atrasado
Superaquecimento, ~
ou batidas de pino, pré-ignição

I
Mistura ar /combustiveJ
! 1
'-' -- ------,-I ____
,,_
...
1..... "

I MI5turav.,porlzada j
' ..

~--------"'--'~----4--
141m
cabeçote reb;Jlxado
Taxa
Baixa
junta de cabeçote Jnadequadif ___ _ItL-;
~ca_rb._o~n~lz_a_çl_·
fJ_·

Superaquecimento, deto~
ou batidasde plno,.pff-:ignlçao
Comprej~'''lrl'' motor

Aplicação adevela

35
9&

Y9N OYJIN9I 30 SV73A SVO Oy5VJIJIOOJ


. I

r--...,'
'z
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,-J

z
I :;:'
!l!..
I
{
CJ
Ill,
til
õ'
...•
(.)

I o
Nível Básico

REVISÕES:

Revisão .Antes da Entr~gª


r::=::l Verificar o funcionamento das
sínaleíras, faróis, lanternas,
~fJ lâmpad~ QQ pfl.irt~lebll2ina
esêapamehto c:::J Vêtificar
. _ .
~ptl~os
Q ,1',,-.,.,.;,,- };"'>.,,_.
parafusos

é
c::::::J Drenar e límpar o tanque de porcas _,,:}c:!7
l1Q......•mQlOr
n~'" ,<,/dL~ --~
r e cnasst

combustível ento do
c::l Orenár e limpàfb{s) Carbu$dof(es) revé faeõmetró
c:=:::J Adicionar óleo e combustível
c::::::J Verificar a folga das válvulas
c::::::J Verificar o sistema d
c::::::J Verificar o fí:mel
sistema de arrei
c::::::J Verificar e ajustar
da. embrea9em e
Verificar o funciô
suspensão dian
c:::J COmpletar o nível
c::::::J AtiVara bateria

TABELA DE MANUTENÇÃO
...

-- -
Período I
Item Operações

- -
1.oookm '3.000 km 6.000 km acada ...km

-
Óleo do motor Trocar (obs. 1) 1.500
Filtro detela de óleo
Filtro centrlfugo
Filtro de ar
--".o.<- ..-.
l-r-r-r-r- ••
Vela de ignição
I-F.0lga das válvulas
Limpar
Limpar
limpar [obs. 21
Trocar
Limpar, aj~star ou trocar
Verificar e ajustar
--
'- '-
-
-.-- .----
1.500
6.000
3.000
12.000
3.000
3.000

-
Carburador Regular a marcha lenta 3.000
,
Limpar 6.000

- -
Varificar e ajustar

-'
_.E~?namento do afogador 3.000

-- --- --
Funcionamento do acelerador Verificar e ajustar .'illÍÍlÍllillÍ!ll lIÍÍIÍIIiIIÍ!II 3.000
Tanque/Tubulações Verificar 6.000
Registro/Filtro de combustfvel Limpar lIÍÍIÍIIiIIÍ!II
..-< 6.000
Cabo da embreagem Verificar, aiustar e lubrificar '_., 6.000
Foco do farol Ajustar ••••• 3.000

-- --
Fluido do freio dianteiro I Verificar o nivel 3,000
(CG125TITAN ES) , Trocar (Obs, 3) 18.000
-

- -
Desgaste da pastilha do freio Verificar 3.000
(CG125 TITAN ESl
I

-
"'-~-"'._"""-""'--.

-
-'-
Tambor do freio Limpar 3.000

- -
-_._---
Cabo do freio dianteiro Verificar, ajustar e lubrificar 3.000

-
Freios dianteiro/traseiro Verificar e ajustar 3.000

- -
Sapatas dos freios Verificar odesgáste ~3.oo~.......,..

-
Interruptor da luz do freio Ajustar 3.000

- -'" -
Pneus Verificar e calibrar ...
••••• 1.000
_-
_ - _,-
-
Aros, raios ~~ ..!:?.c1as Verificar e ajustar ~, ....... 1--. 3.~
Corrente de transmissão ._
...... .. .. ~~rlficar, ajustar e lubrificar 1.000

- - -
Suspensão dianteira e traseira Verificar 6.000
9.000

--- -_1_-
Fluido da su~pensão dianteira Trocar
Interruptores/Instrumentos Verificar o funcionamento 3.000
, Rolamentos da coluna de dire.ção Verificar, ajustar elubriflcai' 3.000
~Ola de iluminarão/sinalização !Veriflêar oJunciotiamento
-- 1
3.000
Parafusos. porcas e fixações ! Verificar e reapertar ••••• 3.000
Cavalete lateral verificar ' ....... _ 3.000
...,.._..;.-

38
Nível Básico

NOTAS

--,--- "'--------------------

39
Nível Básico

BRONZINAS

Seleção de Bronzinas Separáveis em Duas Peças

Anote os códigos do diâmetro interno da


carcaça.
As letras (A, B, C) da carcaça superior são
os códiqos dos diâmetros internos-das
mancais, visto da esquerda para a direita.
Porém "'estas letras são válidas para carcaça
nova. Já nas carcaças que sofreram algum
desgaste, devemos medir o diâmetro da
carcaça, para assim fazermos a seleção de
bronzinas.

Anote os códigos do diâmetro externo do


munhão da árvore de manivelas ou meça o
diâmetro externo dos munhões.
Os números (1, 2, 3) de cada contrapeso da
manivela são os códigos dos diâmetros
externos dos munhões, da esquerda para a
direita. Lembrando que os números são
válidos para árvore nova.

Exemplo de seleção de bronzinas CBR11 00.

D. E. DOS MUNHOES DA ARVORE DE MANIVELAS

Para selecionarmos as bronzinas devemos cruzar na tabela abaixo, o primeiro número


gravado na árvore de manivelas "1" pom a primeira letra gravada na carcaça "A". _
I~ D. I. CARCAÇA " "

D. E. ÁRVORE DE
MANIVELAS
CÓDIGO DO DIÂMETRO
E~TERNO DO MANCAL DA ~39,994 - 40,000 I ~ (,...,_.~.-J~ I ~ (V~,~y) I ~ (OT'_"V"')
ARVORE DE MANIVELAS 3 39.988 - 39.994

COR DA BRONZINA A SER UTILIZADA

O mesmo devemos fazer para selecionar a bronzina do segundo mancal, cruzar o segundo
número gravado na árvore de manivelas "1" com a segunda letra gravada na carcaça "C".

D.1. CARCAÇA

D. E. ÁRVORE DE
MANIVELAS
CODIGO DO DIAMETRO t-;:1;i" ::e40~~'-7,~~~~-=-==~-r=;::-~~~f'-~:;;::::?'-4
EXTERNODOMANCALDA~2~39~7-~~~~~==~~~~~-+~==~~
ÁRVORE DE MANIVELAS 3 39

COR DA BRONZINA A SER UTILIZADA

Este mesmo procedimento deve ser feito para seleção das demais bronzinas dos munhões.
40
Nível Básico

Para a seleção de bronzinas de uma CB 500, faz-se do mesmo procedimento:

CÓDIGO DOS MUNHÕES

CÓDIGO DA CARCAÇA

- a selecionarmos as bronzinas devemos cruzar na tabela abaixo, o' primeiro número


ra ado na árvore de manivelas "2" com a primeira letra gravada na carcaça "A".

A B C
37,000- 37,006- 37.012-
37,006mm 37.012mm 37.018
CÓDIGOS DA ÁRVORE
DE MANIVELAS(DE)
1 34,007-34,013 mm

2 34,001-34,007 mm

3 33,995-34,001 mm

o mesmo devemos fazer para selecionar a bronzina do segundo mancal, cruzar o segundo
número gravado na árvore de manivelas "1" com a segunda letra gravada na carcaça "C".

A 8 C
37,000- 37,006- 37,012-
37,OO6mm 37,012mm 37,018

34.007-34.013mm
2 34,001-34,007mm

3 33,995-34,001mm

COR DA BRONZINA A SER UTILIZADA

Este mesmo procedimento deve ser feito para seleção das demais bronzinas dos munhões.

41
Nível Básico

Este mesmo procedimento deve ser feito para seleção das demais bronzinas dos munhões.

Exercício: Faça a seleção das bronzinas dos munhões de acordo com a tabela abaixo.

,
Diâm etro interno Diâm etro externo Cor das br,\Zinas
da carcaça da árvore de m ani vel as
1 B 1 vE(U)~ -,
2 A 2 > 1/.,.:::-(/tD&
3 C 3 /92u/ \..
'" \,
4 C 34,013 mm ,A/JA fltt,,;A -
5 B 34,006 mm /tr!1 (LI?c9./;
6 A 34,007 mm l/!Ç/\ í),( .
7 A 3 ,/I/{ /1-arr(?"'1
8 B 3 P0&'70
9 B 34,005 mm /VIIHLOIJA
10 A 3 , AA1+ (lJJ&,.,</f /

11 C 3,3,990 mm -11J I!J L.t9-Il- f.)tlvr:


'Dflt'
12 A 33,999 mm ~Rf'tM#1
13 A 34,010 mm ./L/M- (tt"i a
14 ,A 1 A AlA-:À fIe
15 C 2 ()í) ~t:)
16 C 3 Ai-C/L
17 A 34,001 mm ,_ Af.f616W P1
18 C 34,007 mm 'Plw-ro

A 18 C
37,000- .137.006- 37,012-
37.006mm . 37,012mm 37,018
CÓDIGOS DA ARVORE . i
DE MANIVELAS (DE)
1 I 34,007-34.013 mm

2 I 34.001-34.007 mm

3 i 33.995-34.001 mm

42

.'
Nível Básico

Seleção de Bronzinas em Peça Única

RELÓGIO COMPARADO R
Algumas bronzinas não podem ser
substituídas. Consulte o manual de serviços
nesse assun o.
Remova a bronzina velha da árvore de
manivelas.
Anote a le a do código do diâmetro interno
(A, B C), para carcaças novas ou rneçao
diâme ro interno da carcaça com um relógio
comparador e um súbito após a remoção da
bronzina
CÓDIGO DA CARCAÇA

Anote o número de código do diâmetro


externo do munhão (1 ,2,3) para árvore nova
ou meça seu diâmetro.

Tomemos como exemplo a VT 600 C

Para selecionarmos as bronzinas devemos cruzar na tabela abaixo, o número gravado no


munhão esquerdo da árvore de manivelas "2" com a primeira letra carcaça esquerda "A".

DE MANCAL PRINCIPAL 1--------+--------I 2


DI ALOJAMENTO DO RDLAMENT • ..
............................................
111 .;~ ~l··
A 48,990 - 49,000 mm IvlARROlvl F'F~ETO
B 49,000 - 49,010 mm F'F.~ETO J.ZUL

COR DA BRONZINA

Este mesmo procedimento deve ser feito para seleção da bronzina do munhão direito.

43
Nível Básico

Exercício: Faça a seleção dos rolamentos principais abaixo:

Diâmetro interno Diâmetro externo da Cor do rolam ento


da carcaça árvove de manivelas
1 A 1 ~fL/l&A
2 A 44,984 mm POé1'"O
3 B 44,995 mm Yrllfro
4 B 2 A -:;,-,,/-
5 A 2
.
Hztrro
6 B 44,993 mm Al~
7 B 2 ./?2vl-
·1
8 B 44,997 mm f'(t !J'7'"o
9
10
A
A
44,991
44,992
mm
mm
p(Le-ro
/lt9 ({llo.t41
-
I
11 A 44,988 mm .Pílf'íO I
12 B v : 1 PUf'10
13 B 45,000 mm í11srro I
14 A 2\ ALrr:t> !

15 A 44,999 mm ~~r ,fé/./(


16 B 44,989 mm ./12/~1.
17 B 44,982 mm -mt:iG~fG
18 A 44,992 mm .-/"" 1fort fi ~V'<,/

(DE) MANCAL PRINCIPAL I 1 I 2

I(DI) ALOJAMENTO DO ROLAMENT~144,9~2 - 45,000 mm 144,984 - 44,991 mm


A I 48,990 - 49,000 mm -c, MARROM PRETO
L
B 49,000 - 49,010 mm PRETO AZUL
( .-' \

44
Nível Básico

Seleção de Bronzinas da Biela

Anote o código do diâmetro interno da biela


(1, 2, 3) para biela nova ou meça o diâmetro
interno com a capa da biela instalada, sem
as bronzinas.

CÓDIGO DA BIELA (0.1.)

Anote o código do moente da árvore de


manivelas (A, B, C) peça nova ou meça o
diâmetro do moente.

CÓDIGO DOS MOENTES (D.E.)


Faremos como exemplo a CB500:
Devemos então, cruzar o código gravado na árvore de manivelas "AI! com o código
gravado na biela "1" na tabela abaixo.
B c
35.994- 35.988- 35,982-
36.000mm 35.994mm 35.988mm
DI DA BIELA

1 39.000-39,006 mm m_MARROM
I2 39.006-39.012mm rt~J.iiItMARROM PRETO
3 39,012-39,018mm MARROM PRETO AZUL

Cor da bronzina a ser utilizada

Repita o procedimento para a seleção de bronzinas da outra biela

··1

45
Nível Básico

A seleção de bronzinas da biela da VT600C é semelhante a CB500,

CÓDIGO DOS MOENTES

CÓDIGO DA BIELA (D.I.)

Devemos então, cruzar o código gravado no moente esquerdo "B" com o código gravado
da biela "1" na tabela abaixo,

(DE) DO COLO DA_BIELA. A B


(DI) DA BI ELA.

1 I 43,000 - 43,007 mm
2 I 43,008 - 49,016 mm

Repita o procedimento para a seleção de bronzinas da outra biela

46

J/
Nível Básico

Exercício: Faça a seleção das bronzinas das bielas abaixo:

Código do díãmeiro externo dos moontes

Diâmetro interno Diâmetro externo Cor das bronzinas


da biela da árvore de manivelas
1 2 A pQ;e'" 1'""0
2 2 39,982 mm prurro
3 1 39,974 mm P\2e70
4 2 39,981 mm /J :?ú;"
5 1 A A8fi(lo/!
6 2 ( 39,970 mm 1lt-o r.» (L
7 2 B A2t/Z
8 1 39,989 mm n r. (li(l pJ
fi"']

9 1 39,985 mm ./vt4 fl(LOA


10 1 B Pat"'fo
11 2 B /12(/!-
12 2 39,988 mm IJt,ffO
13 1 39,978 mm 'fJhrro
14 1 39,984 mm A fi fut -O .;/j
15 2 39,988 mm 9(\)(""'-0
16 1 A /1/hUlo/,/
17 1 39,990 mm /1 A ft fl (9~,
18 2 A P(J~~
19 2 B .ALf/d.

A B

1',AARROlvl PRETO
2 43,008 - 49,016 mm F'F'E1() AZUL
l

47
Nível Básico

Regulagem de Válvulas por Seleção de


Pastilhas./ $"" •..••

Muito utilizada nos motores DOHC, a pastilha que


também pode ser chamada de rotor de válvula, é
montada sobre a haste de válvula.
A Honda fornece 69 tipos de pastilhas, com
espessuras que diferem uma da outra em 0,025 mm. ~ I' PASTILHA
Temos espessuras que variam de 1,200 mm até 2,900
mm.
Os códigos gravados nas pastilhas indicam sua
espessura. São compostos de 3 dígitos e terminam
sempre em O, 2, 5 e 8. ~ O 1~
Exemplos:
[1 ? 7 J 1;8 710
(

esee
1,800 mm 1,825 mm 1,850 mm 1,875 mm
PASTILHA

Medida Código da Pastilha/Referência


1,900mm 190

1,22Smm 122

2,25Ómm 225
\
1

ÊmªéfI§II, para passar d~~§pessura para o código, basta desconsiderar o último número
da espessura e retirar a vírgula, mas há uma excessão, sempre que a espessura terminar
em "X,X75 mm", retira-se o "75" e o último número do código será "8".

Exemplos:
Espessura Códiqo/Referência
1.,375mm •..13e
1,275 mm '128
2,475 mm 248

Exercício: Informe o código da Pastilha

Espessura Código Espessura Código

1,800 mm /80 1,375 mm t 18


2/,22.~mm ~;lQ.. 1,55Q'mm J s.s
2,75CJ mm ;)1S 2,175 mm 'J/~
1,275 mm I a R 1,825 mm , f1j,
2,00Q'mm ~oo 2,600 mm .1,o
48 a(1"i flp ~~l' ..q vIll &,.(/ l-~ E o t/'z rl"",,~ utt 11

O'lf>s. Yo C:LffJ{!O A./9 l'lfíl'/'1t;v",,~ E=4 15


'd.g
Nível Básico

Exercício: Informe a espessura da Pastilha

Código Espessura Código Espessura


125 J,,).. 5 o M "" 250 :t s O o ry, r>-.
222
I .2 ::t J. 5 n~ 'w) 1,82
.
/,~ ~_S I'r\ 'Y),",

1=38- 1,31-S \...,'"'"


178 I 1-"f S 'tnrl')

~ J: s O hr h'\
190 l . q !?(;) ,,')n\. I

t, 1- Y/ o /-IAm 205 2)050 'h,,,, ~

Realizando a Se leção de Pastilhas

1º edir as Folgas de Válvulas;


2º Verificar as espessuras das pastilhas em cada válvula;
3º Verificar a Folga Recomendada no Manual de Serviços e a tolerância admissivel.

Exemplo 1: Válvula de admissão # 1

dados: Folga Medida 0,11 mm =


Pastilha Atual = 2,300 mm (7)
Folga Especificada no Manuai 0,16'mm ± 0,02 mm =
cálculo: Folga Medida 0,11
+ Pastilha Atual + 2,300
_ 2,410

= º-J-º--
- Folga do Manual
Espessura Calculada da Pastilha Nova 2,250 mm
,

Logo, o código da pastilha nova é 225

Exemplo 2: Válvula de admissão # 2-

dados: Folga Medida = 0,25 mm


Pasti'lha Atual = 2,000 mm ú
Folga Especificada no Manual = 0,16 mm
cálculo: Folga Medida 0,25
+
Pastilha Atual 2.000 + I

2,250
- Folga do Manual
Espessura Calculada da Pastilha Nova
-
2,090 mm = º-J-º-- I
Neste caso, a Honda não disponibiliza pastilha com espessura de 2,090 mm. Devemos
então escolher a pastilha mais próxima desta espessura.
Espessura calculada da pastilha Pastilhas forneci~as pela Honda
com espessuras proximas à calculada

2,075 mm
2,090 m;.:,;.;.;.;m
__ --I --l esta deve ser a escolhida
2,100 mm ~ (código 210)

49
Nível Básico
, I

Exercícios

Faça a seleção de pastilhas conforme dados abaixo:

Folga Pastilha atual Folga do Espessura Espessura da Código da


medida (micrômetro Manual calculada da Nova Pasti Iha Nova
(mm) milesimal) ±O,02 (mm) Nova Pastilha Escolhida Pastilha
a 0,20 2,025 mm 0,16 ~)o6 5 ;;")-1"\ l o 1S Jnrn ::l(")f
b 0,20 1,900,mm 0,25 (I Q. S O n..,,,, J 1~s d') h., )Of\ I Q.I!(
", c 0,30 2,000 mm 0,25 , :2,r'lSOM J,n<-'Snln dO '5
~ d 0,14 1,050 mm 0,16 J,Íl~Om~ 1,-2:l ~ ""n II~
e 0,20 1,400 mm 0,16 I1 tj f..J o "'"m I, LISo ).0), 1~5
" f 0,12 1,750 mm 0,16 11, 710 n-, """ i~
:fI? O 1-, ~ Iro
,/ g 0,29 1,800 mm 0,25 J. ?J Jt O h., ~' I .~ o I.•• 'n"l .s I 7S
"i, '1,s C; tnl.,
,# - ,

,/ h 0,31 2,375 mm 0,25 1j 1C; """),.,-)


;) I ~, 4")
./ I 0,13 2,000 mm 0,16 I q ~O~I?, ) \'q~ S t-nJ-'>-: I ap-
i 0,15 1,875 mm 0,16 i ; J'~ 5 }?1in 1~1;P":;,.,., J ~-!i
r r r r r,
P.iJ ; J:::P1 r Pp - fo!.
(,0
-3O
}

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OdvO
" +- oJ~o @ I ..J- ) ®OjIL( 4- j
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50 •
6 5
Nível Básico

Exercícios

Faça a seleção de pastilhas conforme dados abaixo:

Folga Folga do Espessura Espessura da Código da


Código da
medida Manual calculada da Nova Pastilha Nova
pasti lha atual :±D,02 (mm)
(mm) Nova Pasti lha Escolhida Pastilha
a 0,12 '<.. 1,95@ 0,16 ._ IJ q I«l 'fr..lrr\ I q O O r,.,'n, )qo
-b 0,30 1,80 (!) 0,25 I J ~})C' )1)\1>,\ 11 2S ri ~').,..., •
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c 0,26 2200 0,25 '1. \ J..Jn ~ 'YI\ ;2 ,{r» C) ~>- ;J;)r>
d 0,27 2021) 0,25 ~~<?'-f5 hl,.., 20:50 ?D5
~
e 0,15 148 0,25
f 0,11 175 0,16
9 0,08 1\62 0,15
h 0,23 188 0,20
I 0,18 200 0,15
J 0,17 192 0,16

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1..)'1 1..0

51
Nível Básico

Exercícios

Faça a seleção de pastilhas e informe qual será a folga após a montagem da pastilha nova.

a) Folga medida = 0,12 mm


Folga especificada (Manual de Serviços) = 0,16 ± 0,02 mm
Código da Pastilha Velha = 268

J) b 15 p,V

-
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J)
I 6
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J/1QS
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JI
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~.

b) Folga medida =
0,23 mm
Folga especificada (Manual de Serviços) = 0,25 ± 0,02 mm
Código da Pastilha Velha = 202 ~

-t- dlO d.. 5~


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52
Nível Básico

Exercícios

Faça a seleção de pastilhas e informe qual será a folga após a montagem da pastilha nova.

a) Folga medida = 0,12 mm


Folga especificada (Manual de Serviços) = 0,16 ± 0,02 mm
Código da Pastilha Velha = 268

J &=15 p/v
.-J) 19 5
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J/1QS
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J ~.

b) Folga medida = 0,23 mm


Folga especificada (Manual de Serviços) = 0,25 ± 0,02 mm
Código da Pastilha Velha = 202 -::::=--

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52
Nível Básico

/~ .
c) Folga medida = O,30mm
Espessura da Pastilha velha = 1,975 mm
, Folga especificada no Manual de serviços = 0,25 ± O,02mm
~'OS
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I
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~--------- . : ·is: ~,:J :1.5
Exercícios de Fixação ') \ O;) 00
Faça a seleção de pastilhas conforme a tabela abaixo:
"
~ o,» o
"" \

-
~S
Folga
Código I Espessura Espessura Código da
Folga Folga do Após
Espessura calculada da Nova Nova
medida Manual Montagem
da pastilha da Nova Pastilha Pastilha
(mm) (±0,02mm) da Pastilha
atual Pastilha Escolhida Escolhida
Nova
a 0,50 1,750 mm 0,16 -:J:oqn, ~ "00 / 2.'0 :~ ')

b 0,25 2025· 0,25 a: 02 '\

J.So "v'"''
__
:10:J o.ss
c 0,40 2,000 mm 0,25 ~ S ("j'.~ .J r)', ")c,
d 0,35 1,760 mm - 0,25 t . f.' ;,.., " I, 1c: ,,,>~ I ~5 (f),1S
e 0,25 1,650 mm 0,25 'I ,;.·C~~ !~.'" r«, •. " L(' c' .2 .~
f 0,20 208 0,16 ~).r1.SM ~ I J ;).5 !'Y\ VI"\ a/3. 0,1 ~
/' "g 0,10 182 0,16 1,1, S ""'
.•.. I, 1 ~ S"''' / f fi? OJ~;
h 0,05 188 0,20 ~ ;,l5 ' 1 1J.S . "'l -:1." 0,;10
I 0,30 145 0,16
i 0,20 1,425 mm 0,16

53
-- ----=----- --~- ----
-- --- -- --
----

SVION
Nível Básico

Torquímetro

Aparelho necessário para determinar o torque


de peças que estão sendo montadas.
Todos os parafusos e porcas devem ser
apertados de acordo com o torque
especificado no manual de serviços.

Torque = Força x Distância

Os torques são informados em kgf.m (quilograma-força metro) e N.m (Newton metro). Alguns
torquímetros utilizam a escala kgf.cm (quilograma-força centímetro), tornando-se necessário a
conversão conforme tabela abaixo:

1 kgf.m = 10 N.m = 100 kgf.cm


X 100

X10

kgf.m -- ••~.ni--.~kgf.cm

+100
Existem vários tipos de torquímetros, dentre os mais comuns temos: o torquímetro de estalo,
de vareta, analógico (relógio), digital, etc.
Não temos como dizer qual tipo de torquímetro é o melhor, o importante é que o torquímetro
esteja aferido para que a leitura obtida seja confiável.

-
55
NíveIB~t~
--=--
Exercícios

1. Efetue as Conversões:

a) 1,2 kgf.m = /fk> i~{ m, kgf.cm b) 1300 kgf.cm = 13 kgf.m

c) 10,4 kgf.m = 10 tro It//f kgf.cm d) 520 kgf.cm = 5, .2 kgf.m_


.I
~

e) 7 N.m = 01
I
kgf.m f) 5,2 kgf.m = 5,,} N.m

- 3) ")
g) 3 kgf.m = 300 Y6f kgf.cm h) 330 kgf.cm = kgf.m

i) 55 N.m = s. 5 J(/Rr..Nl kgf.m j) 20 N.m = {)oo kgf.cm

k) 250 kgf.cm = 1-5 ./<'61,C'b. N.m I) 7,8 kgf.m = -:;to kgf.cm

m) 150 kgf.cm = f) I((,fc~ N.m n) 65 N.m = 650 kgf.cm

o) 6 kgf.m = 00;(V rn, N.m p) 5,5 kgf.m = .5'5 N.m

q) 72 N.m = -::1:10
kgf.cm r) 1300 kgf.cm = {jo N.m

Cálibre de Folgas

São feixes de lâminas calibradas de várias espessuras com as respectivas dimensões


gravadas em uma de suas faces.
São usadas para medir folgas em geral.
Normalmente apresentados em espessuras que variam de 0,02 mm a 1,0 mm. Podem ser
encontradas avulsas, em rolos ou em jogos. Os cálibres podem ter também o formato de arame.

56

I.
Nível Básico

rl.P//?
Cuidados
r* Não exercer pressão excessiva sobre as lâminas;
* Não dobrar;
* Não amassar:
\) * Manter limpo e lubrificado com vaselina líquida para não haver oxidação das lâminas.

Régua rígida

Coloque a régua rígida na superfície do material a ser medido e insira o cálibre de lâminas
entre elas para medir o valor do empenamento.

Meça ao longo das extremidades e cruzando diagonalmente pelo centro como mostrado.

Notas:
Limpe a superfície de medida e a régua rígida completamente antes de efetuar a medição.
Depois da medição, limpe a régua rígida com um pano limpo, e aplique uma fina camada de
óleo protetor na régua rígida, para evitar a corrosão.

57
Nível Básico

Relógio Comparador

O relógio comparador é um instrumento de


medição por comparação desenvolvido para CAPA DO FU.S.9'--- _ PONTEIRO PRINCIPAl.

detectar pequenas variações dimensionais __


PARAR./SO DE
---"R~XA"'Ç""'ÁQPOAiIC

através de uma ponta de contato e por um UMITADOil.DE


TOLEP.ÀNC!A .... ~

sistema de ampliação mecânica. Apresenta ARO

seu valor com uma leitura clara e


suficientemente precisa. O relógio CO~ADORDçyO~'~T~~ _
___ .!.J,"",OST",RAQQB..

comparador tradicional transforma (e amplia)


o movimento retilíneo de um fuso em um
.CANHÃO
movimento circular de um ponteiro montado
em um mostrador graduado.

Trata-se de um instrumento de múltiplas


aplicações, porém, sempre acoplado a algum
meio de fixação e posicionamento, como
mesas de medição, dispositivos especiais,
outros instrumentos, etc.

Existem vários modelos de relógios comparadores. Os mais utilizados possuem resolução de


0,01 mm. O curso do relógio também varia de acordo com o modelo, porém o mais comum é
de 10 mm.

Em motocicletas é bastante utilizado para verificação de empenamento de eixos e tubos internos


da suspensão dianteira.

RELÓGIO COMPARADOR

TUBO INTERNO

Nota:
Sempre que verificarmos o empenamento de eixos ou tubos, o valor do empenamento é metade
do valor encontrado no relógio comparador

58

/
Nível Básico

Nos comparadores mais utilizados, uma volta


completa do ponteiro corresponde a um
deslocamento de 1 mm da ponta de contato.
Como o mostrador contém 100 divisões, cada
divisão equivale a 0,01 mm.

A posição inicial do ponteiro pequeno mostra a


carga inicial ou de medição.
il
I

A figura ao lado mostra que o ponteiro pequeno


iniciou seu movimento no ~, parando entre os
números 5 e 6, como o ponteiro pequeno indica
o número de voltas do ponteiro maior, isto quer
dizer que o ponteiro grande deu
aproximadamente uma volta e meia, desta
forma a leitura obtida é:
-
Leitura = 1,55 mm

Na medição ao lado, o ponteiro pequeno iniciou


seu movimento no 6 parando entre os números
2 e 3, portando o ponteiro maior deu 3 voltas
completas que equivale a 3,00 mm. Após o
ponteiro maior dar três voltas completas, ele se
deslocou do zero até o traço do 78 que equivale
a 0,78 mm, portanto a medição ao lado é:

Leitura = 3, 78 mm

Exercícios

Faça a leitura dos relógios comparadores:

a) b)

Leitura ~l C1j )1\ 1-.-" Leitura


59
Nível Básico

c) d)

Leitura tJ I J
te. m ln ,
Leitura i»~ q ~ 'r" ,i., I

e) f)

Leitura II S-.?J I"Y\ ~ Leitura j I G -; frJ h\


7

g) h)

Leitura d- --' J- "1... 1"r11/h Leitura 1.) '51


J

60

I'
L
Nível Básico

Súbito

o súbito é u ilizado junto com um relógio comparador. A principal finalidade do súbito é


assegurar uma medição precisa do diâmetro interno dos cilindros. Além disso, a utilização do
súbito também possibilita inspecionar a conicidade e a ovalização. Essas dimensões
influenciam consideravelmente o desempenho geral do motor e, consequentemente, seus
valores de serviço são especificados de forma precisa. Portanto, é de extrema importância
que o súbi o seja utilizado corretamente.

2 1 Relógio comparador
2 Botão de parada
..•.. 3 Escala de aplicação
•.
o
I
4 Espaçador
5 Batente móvel
6 Parafuso de fixação do batente móvel
7 7 Batente fixo (ponta de contato do súbito)
5

Verificação do diâmetro interno do cilindro

61
Nível Básico

Introduza o comparador no cilindro fazendo a ~~ RELOGIO COMPARADOR


leitura em três níveis: topo, centro e base. Após
introduzir o súbito com o relógio comparador
na peça a ser medida, se o relógio parar no
zero, a medida da peça é a do micrômetro.

Para se obter o diâmetro do cilindro, some a


medida da saia do pistão com o valor
encontrado no comparador. Considere o maior
valor encontrado. Metrol3B

Conicidade e ovalização

Para o cálculo de conicidade e ovalização, MOTOR DE 4 TEMPOS MOTOR DE 2 TEMPOS

utilizamos os mesmos valores encontrados para


medida do diâmetro do cilindro. TOPO

Devemos indicar as direções "x' e 'V' no cilindro H: I ("")liCENTRO

e, medir nestas duas direções em três níveis I-~JANELAS


BASE ~·BASE
diferentes, topo, centro e base.

-
Para facilitar o cálculo da ovalização e a conicidade, usa-se a tabela abaixo como exemplo:

X (mm) Y(mm) Ovalização


Topo 0,08 0,07 0,01
Centro 0,09 0,04 0,05
Base 0,06 0,02 0,04
Conicidade 0,03 0,05

Conicidade na direção "X" - obtivemos três valores: 0,08 no topo; 0,09 no centro e 0,06 na
base. Do maior valor desses três, no caso 0,09, subtrai-se o menor valor 0,06.
Conicidade em "X" = 0,09 - 0,06 = 0,03 mm

o mesmo deve ser feito para a direção "Y".


Conicidade em "Y" = 0,07 - 0,02 = 0,05 mm

Desta maneira obtivemos dois valores de conicidade, o valor que devemos considerar é sempre
o maior, pois o que interessa é saber a região de maior desgaste do cilindro, então:

I Conicidade = 0,05 mm I

'I

62

L~
Nível Básico

Para se calcular a ovalização iremos subtrair os dois valores encontrados em cada nível, topo,
centro e base:

Ovalização no topo = 0,08 - 0,07 = 0,01 mm

Ovalização no centro = 0,09 - 0,04 = 0,05 mm

Ovalização na base = 0,06 - 0,02 = 0,04 mm

Ob ívernos três valores de ovalização, devemos considerar o maior valor para comparar com
o limite de uso do manual de serviços do modelo.

I Ovalização = 0,05 mm I

Exercícios

Faça os exercícios abaixo:

A} X(mm) Y(mm)
.: l/H t/Z,/JJ', .4-~
I'W\I'h
:,
Topo 54,25~ -, 54.10 o ,!:..
-
Centro 54,17 . 54,19
O,- D;}
Base 54,20 54,20 o {)O h'\.

o, of o.a i.
Conicidade {)+:=o-'-'-3 _ Ovalização --'tSlbLt-'o!«...;S=- _
J

t il/tpi:.
()I/~
B) X(mm) Y(mm) ()"'f) t'1;

Topo 76,28 . 76,32 o. o lj


Centro 76,25 76,27 010.1
Base 76,19 76,19
Ol670

v\o9
, 015
Conicidade _----"-o~-rI-l-(~2=----
,/ tr=
Ovalização __ =rO.,LJ,lOCLt-+T _

63
Nível Básico

C) X(mm) Y(mm)

Topo 50,05 50,02 ~t)5


Centro 50,16 50,11 ~t?:5
Base 50,01 50,01 .,,0, 00
((J,f5 <9 /0
Conicidade 0< 1-.5 Ovalização O, é? )
i

O) X(mm) Y(mm)

Topo 0,12 0,03


O/f)~
Centro 0,05 0,04 .A
/7 tJ.J-
•... ,
Base 0,01 0,09
.o, 6? ~
"

.o I' 0,00-

Conicidade 0,11
, Ovalização ~ () '1

Exercícios

Considere o limite de uso de 0,10 mm para Conicidade e Ovalização:

A) X(mm) Y(mm)

Topo 50,03 50,01

Centro 50,00 50,02


-.o. O;;'
rO o~
Base 50,04 50,00 ú,O?;
.

Conicidade Está dentro do limite de uso? Sim () Não (

Ovalização Está dentro do limite de uso? Sim () Não (

64
Nível Básico

B) X(mm) Y(mm)

Topo 56,59 56,52 rOlO 1-


Cen O 56,50 56,51 (/, tJ:e..
Base 56,61 56,60 19,O:t-
({lI ife-: &,tJ1
C nicidade ---6-'I/'--",t-1 ...::;:1:.....:1"=- Está dentro do limite de uso? Sim () Não ~

OvaJização -------'&'-"::;;1-'( o~l Está dentro do limite de uso? Sim k) Não ( )

C) X(mm) Y(mm)

Topo 0,05 0,03 I,/), o:L


Centro 0,02 0,04
~o:L
Base 0,09 0,05
1'0,
/
O '1
0)01' &)02-

Conicidade --",-,<Q7-' ""'0-'':/'--- Está dentro do limite de uso? Sim ~) Não (

Ovalização O.:!....J_o_L.!-l~ Está dentro do limite de uso? Sim k) Não (

O) X(mm) Y(mm)

Topo 0,10 0,07 D) é) 3


Centro 0,08 0,10 !,?, o:L
Base 0,02 0,09 (!}) ()-;

éJ)O~ O, t? 3
Conicidade _--"'&""")...=,o--"'p Está dentro do limite de uso? Sim Não (

Ovalização _----"0."4)-"0"----'--1- Está dentro do limite de uso? Sim (....\'1 Não (

65
Nível Básico

NORMAS DE SERViÇOS E ELEMENTOS DE FIXAÇÃO

Use somente as ferramentas com medidas em milímetros (sistema métrico) para efetuar
serviços de manutenção e reparos na motocicleta. O uso incorreto de ferramentas ou de
elementos de fixação pode danificar a motocicleta.

Para remover uma peça fixada com parafusos e porcas de diversos tamanhos, deve-
se começar a desapertar de fora para dentro em sequência cruzada, soltando primeiro os
parafusos e as porcas de menor diâmetro. Se desapertar primeiro os parafusos e as porcas
de diâmetros maiores, a força exercida sobre os menores será e-xcessiva:

Os rolamentos de esferas são removidos utilizando as ferramentas que aplicam forças em


uma ou ambas (interna ou externa) pistas de esferas. Se aplicar a força somente em uma
pista, o rolamento será danificado durante a remoção, e deverá ser substituído. Se aplicar a
força em ambas as pistas de maneira igual, o rolamento não será danificado durante a remoção .

...•
~",J~.,.

Em ambos os exemplos danifica o rolamento Básico01

A limpeza do rolamento de esferas deve ser feita em solvente não inflamável e em seguida
secá-Io com ar comprimido. Aplique o ar comprimido segurando as duas pistas de esferas
para evitar que ele gire. Se permitir o giro do rolamento, a alta velocidade gerado pelo jato de
ar pode exceder o limite de velocidade do rolamento, causando assim dano permanente.

Básico02

66
Nível Básico

Anéis elásticos são instalados sempre com as bordas chanfradas (Iaminadas) voltadas
para a peça que está limitando. Dessa forma, a pressão sobre o anel elástico será
exercida na área onde a borda do anel está paralela com a parede da canaleta. Se
instalar incorretamente o anel elástico, exercerá uma pressão sobre as bordas chanfradas
ou laminadas que podem comprimir o anel elástico e com a possibilidade de desalojá-Io
da canaleta.

BORDAS
CHANFRAOAS

Nunca reutilize o anel elástico, já que sua função normal é controlar a folga da extremidade
e desgaste com uso normal. O desgaste é crítico especialmente nos anéis elásticos que
retém as peças que giram como as engrenagens. Após a instalação do anel elástico,
sempre gire-o em sua canaleta para certificar-se de que ele está assentado corretamente.

o comprimento dos parafusos pode variar para montagem de tampas ou carcaças.


Esses parafusos com diferentes comprimentos devem ser instalados nas posições corretas.
Se você tiver dúvidas, coloque os parafusos nos orifícios e compare o comprimento das
partes dos parafusos que estão fora do orifício. Todos os parafusos devem ter comprimentos
expostos iguais.

o aperto dos parafusos e porcas de diferentes medidas devem ser feitos como segue:
Introduza os parafusos e as porcas com a mão e, em seguida aperte os parafusos e as porcas
com as medidas maiores antes dos menores. Aperte-os em sequência cruzada de dentro
para fora em duas ou três etapas, a menos que seja determinada uma sequência particular.
Não utilize óleo nas roscas dos parafusos.

67
Nível Básico

Uma motocicleta é composta de várias peças conectadas uma na outra. Diferentes tipos e
tamanhos de elementos de fixação são utilizados para conectar essas peças. Os elementos
de fixação rosqueados são indispensáveis como meio de fixação não permanente, pois eles
permitem a remoção da peça sempre que for necessário.

Calculando de maneira aproximada, o diâmetro da rosca é o diâmetro externo da rosca macho


ou diâmetro interno da parte mais baixa da canaleta da rosca fêmea.
O passo é a distância deslocada num parafuso ou uma porca quando no mesmo dá-se uma
volta completa.

Tipos de roscas

As roscas métricas especificadas pela Organização de Normas Internacionais (ISO) são


utilizadas nas motocicletas HONDA.

As roscas ISO mais comuns encontradas nos produtos Honda tem as seguintes medidas de
roscas e passos.

Diâmetro (mm) I Passo (mm)1 Diâmetro (mm) Passo (mm)


3 0,5 12 1,25
4 I 0,7 II 14 I 1,5
5 I 0,8 II 16 I 1,5 01
6 I 1,0 II 18 I 1,5 ~I
8 I 1,25 I1 20 I 1,5 wl

10 1,25 -s I
°1
I
""10>"

As medidas das roscas

As medidas das roscas são representadas pelo diâmetro da rosca macho. A distância entre
os flancos da cabeça sextavada representa a medida da ferramenta aplicável.
Nas motocicletas Honda, a medida do parafuso e a porca é representada pelo diâmetro da
rosca.

DISTÂNCIA ENTRE
OS FLANCOS
- -! DIÂMETRO DA ROSCA MACHO
(MEDIDA DA ROSCA)

MEDlDA DA FERRAMENTA 80s""""

68

L
Nível Básico

A distância entre os tlancos

A distância entre flancos é a porção onde as ferramentas, como uma chave, são aplicadas. O
tamanho da ferramenta aplicável é determinada por esta medida. A denominação de uma
chave fixa 10 mm, por exemplo, representa uma chave para ser utilizada em um parafuso com
a cabeça sextavada com a distância entre flancos de 10 mm.

A tabela abaixo apresenta as medidas da distância entre os flancos e das roscas mais usadas
nas motocicletas Honda.

Parte sextavada Distância entre (Diâmetro da rosca)


flancos x (passo)
8 5 xO,8

.t :E.3-=r 8
10
12
6 x 1,0
6 x 1,0
8 x t ,25

{tr
tt --~
Básico07
14
17
19
10 x t 25
12 xi ,25
14 x í 5

it
5 6 x 1,0

..
-1'\
-./

o-
I
- "11 t 6
8
8 x t ,25
10 x t ,25
Básico08
10 12 x 1,25

Marcas de Resistência dos Parafusos com Cabeça Sextavada

As marcas de resistência, que indicam o tipo de material, são visíveis na cabeça de alguns
parafusos. Os parafusos são classificados como parafusos normais e parafusos de alta tensão
de acordo com os tipos de materiais utilizados. Durante a montagem, tenha cuidado para não
instalar os parafusos de alta tensão no lugar inadequado. Note-se que os parafusos normais
são apertados de acordo com o torque padrão, a menos que um outro valor seja especificado,
enquanto que parafusos de alta tensão sempre possuem seus próprios valores de torque. Os
parafusos SH 6 mm sem a marca de resistência (parafusos com flange de cabeça pequena
com a distância entre flancos de 8 mm e o diâmetro das roscas de 6 mm) são todos
considerados parafusos comuns.

Marca Sem marca li_li ou 11+11


10 12
Classificação
5,8 8,8 10,9 12,9
de resistência

50-70 80-100 100-120 120-140


Tensão
kg/mm2 kg/mm2 kglmm2 kglmm2
MARCA DE Classificação Parafusos normais Alta tensão
RESISTÊNCIA

69
Nível Básico

Os parafusos do tipo DR (cabeça abaulada), sem as marcas de resistência (parafusos flange


com a cabeça sextavada e com o orifício de redução de peso) são classificados pelos diâmetros
externos do flange. Tenha cuidado quanto ao local de instalação e o torque dos parafusos de
alta tensão, pois eles tem as mesmas distâncias entre os flancos com os parafusos normais,
porém, os diâmetros dos flanges maiores.

CABEÇA ABAULADA

~I..,~
ro: ®»
PARAFUSO
NORMAL
PARAFUSO
DE ALTA
TENSÃO

PARAFUSO
TIPO DR Básicol0

Os parafusos UBS pertencem à categoria dos parafusos de alta tensão. Eles podem ser
reconhecidos pela estria sob a cabeça. Os parafusos UBS podem ou não ter as marcas de
resistência. Além disso, esses parafusos são estruturados de tal maneira que não afrouxam
facilmente, devido a ligeira inclinação de 5 a 60' na base do flange.
,I

If

I '~'~ 5~60'
I

I
PARAFUSO UBS

,I

I
I ESTRIA Báslcnt t

70

,
/
Nível Básico

Os parafusos ''TORX'' possuem duas configurações: o TORX interno que é classificado como
tipo "T", e o TORX externo que é o tipo "E", conforme pode ser observado na figura abaixo.

TIPO "T"

TIPO "E"

8âsico12

A tabela abaixo mostra a representação do tamanho do alojamento e o diâmetro da rosca,


muitas vezes usados nas motocicletas Honda.
Diâmetro da Tamanho do alojamento
rosca (mm) Tipo ''1'' Tipo "E"
4 T20 ----- .. ------- E8 (porca)
4,5 T20 --...........---- .•.- ------------

5 T25 ou T27 E6 (parafuso) E10 (porca)


6 T30 E8 (parafuso) E12 (porca)
8 T40 ou T45 E 1O (parafuso) E16 (porca)
10 T50 E 12 (parafuso) E18 (porca)

@~ J O ~ Básico15
{,

Tem um tipo "T" TORX especial que tem uma projeção na base do furo.
Este tipo de parafuso TORX é usado em partes que não são desmontadas (ex: instalação do
sensor do carburador).

Para remover e instalar este tipo específico


(com a ranhura para o ressalto) uma chave
TORX é recomendado.

Tenha cuidado, as peças que utilizam este pa-


rafuso TORX tipo ''T'' especial, basicamente não
deverão ser removidas ou é recomendado ajus-
tes na reinstalação.
RESSALTO 8ásrcoi3

71
Nível Básico

CT (parafuso combinado) gera a rosca fêmea ROSCA COMUM


quando ele é rosqueado dentro do furo piloto
sem rosca.

A parte inferior do parafuso CT tem a vantagem


de combinar a rosca comum com a rosca baixa.

Quando o parafuso CT é rosqueado dentro do furo piloto sem rosca, o parafuso faz a rosca
fêmea por deformação na parede do furo. Poucos cavacos e aparas são produzidos neste
processo, o qual é diferente do rosqueamento por uma máquina.
A rosca permanece na peça após o parafuso ser removido.

APÓS DEFORMAÇÃO
PLÁSTICA

'Dlf/4//Q'ÍV/]
" ,;; , , 'I ' " PARTE DE INTRODUÇÃO

METADE INFERIOR DO PARAFUSO


(COMBINAÇÃO DE ROSCA COMUM
COM ROSCA BAIXA

I METADE SUPERIOR DO
PARAFUSO (ROSCA COMUM)
Basico17

Quando o parafuso CT necessitar de troca, use um novo parafuso CT ou um parafuso comum


genuíno Honda (comprimento t). Não utilize um parafuso comum com comprimento t:

PARAFUSO CT

PARTE DE
INTRODUÇÃO

PARAFUSO
COMUM

t
8ásico18

72

/
Nível Básico

Forças de Aperto

Quando duas ou mais peças são conectadas por um parafuso, suas conexões não devem ser
afetadas por forças externas e não podem haver folgas entre as peças que são apertadas
uma contra a outra. Chamamos de força de aperto apropriada, quando a força de aperto for
suficiente para que as peças fixadas realizem suas funções pretendidas.

A redução da força de aperto (força de aperto inicial) com o passar do tempo, causada pelas
forças extemas ou vibrações durante o uso é chamado de "afrouxamento de parafusos". Mesmo
quando a força de aperto inicial do parafuso estiver correta, com o uso pode afrouxá-Io e
ocasionar danos nas peças. Como uma medida preventiva contra o afrouxamento do parafuso,
o reaperto deve ser executado após um certo período de tempo. O aperto periódico dos raios
das rodas é um exemplo dessa operação.

F: FORÇA DE APERTO
f: FORÇAAXIAL DO
PARAFUSO
F=f

8ásicc:19

As forças de aperto corretas são determinadas de acordo com a resistência do parafuso, a


resistência das peças fixadas e a intensidade das forças externas. O aperto deve ser executado
exatamente de acordo com sua especificação, principalmente nos pontos importantes. Se
apertar o parafuso de fixação da capa da biela com uma força maior do que o valor correto,
por exemplo, irá deformar a peça fixada (capa da biela) tornando o filme de óleo menor do que
o especificado, o que causará o engripamento no rolamento. Uma força de aperto insuficiente,
por outro lado, pode afrouxar as porcas ou a capa da biela e pode soltar-se durante o
funcionamento do motor, causando sérios danos ao motor.
FILME DE ÓLEO

;'
REDUÇÃO DO
FILME DE ÓLEO

CAPA DA BIELA ÁRVORE DE MANIVELAS

73
Nível Básico

o USO de um torque de aperto pré determinado é o método mais comum de controlar a tensão
dos elementos de fixação.

Deve-se observar que, esse método de controle usando os valores de torque, a tensão axial é
proporcional ao torque sob certas condições. Em outras condições, esta tensão axial varia
mesmo quando os parafusos são apertados com o mesmo valor de torque.

ÓLEO
A B

SECO QUEROSENE ÓLEO


(IA = 0.35-0.54) (IA = 0.22-0.34) (IA= 0.09-0.14)
Bâsico21

o desenho acima mostra que o coeficiente de atrito diminui quando tem aderência de óleo na
parte rosqueada do parafuso. De um torque de aperto aplicado nas roscas secas, de 88 a
92% é consumido pelo atrito do flange e da superfície rosqueada, e, somente de 8 a 12% é
transformado efetivamente em tensão axial. Essa porcentagem de transformação em tensão
axial aumenta na medida em que o atrito diminui. Isso quer dizer que, quanto menor for o atrito,
maior será a tensão axial,

Nota
É muito importante aplicar óleo nas roscas do parafuso quando houver instrução para fazê-to
no manual de serviços específico.

Afrouxamento dos Elementos de fixação

Certas áreas de uma motocicleta estão sujeitas


as repetidas e severas forças externas. PARAFUSOS ESPECIAIS

Parafusos especiais, com uma alta


porcentagem de capacidade de deformação
elástica, são usados para estas áreas.

Instalação de parafusos comuns nestas áreas


com requisitos especiais podem provocar o
afrouxamento
Portanto,
parafusos
ou ruptura nos parafusos.
é importante
especiais
identificar esses
e suas posições de
instalação onde esses são indicados.
~ D 0-
74

/
Nível Básico

Limpe completamente os parafusos, se houver


qualquer sujeira em qualquer parte do parafuso.

Instalação de parafusos com sujeira ou outros


objetos nas roscas do parafuso ou da porca
resultará em uma tensão axial incorreta, mesmo
empregando o torque de aperto correto. OBJETOS ESTRANHOS

Ao desprender a sujeira ou outros objetos


devido a vibração e atuação mútua das peças
fixadas, o parafuso irá se afrouxar rapidamente.

Arruela de pressão (Tipo fendido convencional)

Quando a arruela é comprimida sob pressão


pela superfície da porca, a elasticidade da mola
e as bordas da extremidade do anel impedem
o afrouxamento.

ARRUELA
É aplicado em vanos pontos do chassi
DE PRESSÃO
(Parafusos incorporados com as arruelas
também são disponíveis).

Precaução

~ Não utilize as arruelas de pressão que


PORCA
perderam sua elasticidade ou estão
deformadas ou excêntricas.
ARRUELA
~ Um torque excessivo abrirá ou deformará a DE PRESSÃO
arruela tornando-a sem efeito.
~ Use um tamanho adequado para o diâmetro -r-1r:.::::;;:::::::~~::;:=-ALISA
RR UELA

da rosca ou pontos sextavados.


~ Quando utilizar com a arruela lisa, coloque
sempre a arruela de pressão entre a porca e a
o Bésico28

arruela lisa.

75
Nível Básico

Porca auto travante


-----
Esta é uma porca com uma placa de mola na
sua parte superior. Esta placa de mola pressiona
as roscas, dificultando o afrouxamento da porca.
Este tipo de porca pode ser reutilizada após a
remoção.

.""""
É aplicado nos pontos importantes do chassi: porcas do ponto de articulação do PRO-LlNK,
porcas dos eixos, etc.

Precaução

);> Evite utilizar as porcas com as placas de molas deformadas ou danificadas.


);> A cabeça do parafuso ou do eixo deve ser fixada durante a instalação e a remoção da
porca, devido a resistência da placa de mola contra o parafuso.
);> Se o comprimento do parafuso for muito curto, a parte da placa de mola da porca não
encaixará completamente nas roscas.

Combinação de duas porcas

A contraporca, aplicada à porca de ajuste pelo


lado de fora, exerce pressão contra a porca de
ajuste, impedindo assim o afrouxamento.

É aplicado nos ajustadores da corrente e


ajustadores dos cabos (Elas são usadas
também para instalar ou remover os
prisioneiros).
PORCA DE AJUSTE 8ásico26

Precaução

);>Segure a porca de ajuste firmemente e aperte a contraporca.


);>Qualquer tentativa de afrouxar as duas porcas (porca de ajuste e contraporca)
simultaneamente danificará as roscas das porcas.

76
Nível Básico

Arruela cônica de pressão

ARRUELA DE PRESSÃO
A superfície da porca exerce a pressão sobre TIPOCÔNICO

a arruela cênica e a reação da mola pressiona


a porca para impedir o afrouxamento.

É aplicado nos pontos importantes da parte


interna do motor: porca trava da embreagem,
porca trava da engrenagem primária, parafusos Básico21

do pinhão, etc.

Precaução

>- A instalação incorreta diminui a eficiência da trava. Instale as arruelas cênicas sempre com
suas marcas "OUT SIDE" voltadas para fora. Se não possuir a marca, monte a arruela cênica
de pressão conforme mostra a ilustração acima.
>- Não utilize se ela estiver deformada ou danificada.
>- Quando utilizar uma porca chanfrada somente de um lado, instale a porca com o lado
chanfrado voltado para a arruela cênica como mostra a ilustração ao lado.

CONTRA:LJ
PORCA :
U
lJ '",
BORDA CHANFRADA
Básico29

Placa de Trava com Lingueta

Dobre as li guetas (garras) sobre a face plana


ou na ran ura da porca para travar a porca ou a
cabeça do parafuso.

É aplicado nos pon os importantes da parte


interna do motor e segurança do chassi: porca
trava da embreagem, porca do rolamento
superior da coluna de direção, porcas da coroa,
etc.

77
Nível Básico

Precaução

» Certifique-se de que a lingueta esteja travando corretamente à porca.


» As operações repetidas de dobrar/desempenar danificará a lingueta. Substitua a placa de
trava por uma nova sempre que ela for removida.
» Alinhe a lingueta com a porca perfeitamente quando o torque correto é aplicado, ou então
a porca deve ser apertada um pouco mais até alinhar com a lingueta.
» Não alinhe a porca com a lingueta da trava com o torque menor do que o especificado.

~<>
V
____ ..J
~---V
ERRADO
CERTO

Porca castelo

Introduza a cupilha pelo orifício do parafuso e


pela ranhura da porca para travar a porca.

É aplicado nos pontos .importantes de


segurança do chassi: porca do eixo e braço de
ancoragem do freio.
..._~•• o 8;,1""2

Precaução

» As operações repetidas de dobrar/desempenar danificam as cupilhas. Sempre utilize uma


cupilha nova durante a montagem.
» Aperte a porca até o torque especificado. Em seguida alinhe o orifício do parafuso com a
ranhura da porca apertando a porca um pouco além do torque especificado.
» Não alinhe o orifício do parafuso e a ranhura da porca com o torque menor do que o
especificado.

<> <>
CERTO ERRADO Básico33

» Dobre as cupilhas como mostra a figura ao lado.

ERRADO
Básico34

78

/'

Nível Básico

Pino travalcupilha

Introduza o pino trava ou a cupilha no orifício do


parafuso para evitar que a porca se afrouxe.

É aplicado nos pontos importantes de f&~


segurança do chassi: vareta do freio. ~~ Bãsleo35

Precaução

~ As operações repetidas de dobrar/desempenar danificam as cupilhas. Sempre utilize uma


cupilha nova durante a montagem. Entretanto, o pino trava pode ser reutilizado. Substitua o
pino trava por um novo se ele deformar ou danificar.
-;, Quando utilizar uma cupilha ou pino trava nos componentes da roda ou da suspensão,
instale o pino com a cabeça voltada para a dianteira da motocicleta. Se instalar a cupilha ou
pino na direção contrária, os pinos podem ser dobrados e eventualmente quebrados,
desprendendo-se da motocicleta devido o impacto com outros objetos estacionários ou com
as pedras atiradas. Certifique-se que as cupilhas estejam dobradas corretamente como mostra
a figura abaixo.
~ Coloque a cabeça do pino em qualquer posição dentro da faixa "Ali mostrado abaixo.
---I"~DIANTEIRA

~
~
lU
U

Básico36
CERTO ERRADO

Porca trava com lingueta PONTO DE TRAVA

Alinhe a lingueta da porca com a ranhura do eixo


e dobre a lingueta para dentro da ranhura.

É aplicado nos pontos importantes da parte


interna do motor: porca trava do cubo da
embreagem, limitador do rolamento da roda,
posicionador de marchas, etc.
Bãsico37

Precaução

~ Durante a montagem, desempene a lingueta antes de soltar a porca.


~ Substitua a porca se a dobra anterior da lingueta alinhar com a ranhura do eixo após o
aperto da porca até o torque especificado.
~ Depois de apertar a porca até o torque especificado, dobre a lingueta da porca batendo-a
levemente para dentro da ranhura do eixo. Certifique-se que a lingueta da porca ocupa pelo
menos 2/3 da profundidade da ranhura.

79
Nível Básico

Trava química

Aplique trava química nas roscas do parafuso


para evitar o afrouxamento.

É aplicado nos pontos rotativos da parte interna


do motor, os pontos que se afrouxarem podem
entrar em contato com as peças giratórias:
parafuso da bobina do estator, parafusos do
limitador de rolamento, parafuso do
posicionador de marchas, parafusos Allen do
amortecedor dianteiro, parafusos do disco de
freio, etc.

Precaução

~ Aplicação de trava química aumenta o torque de desaperto. Tenha cuidado para não danificar
o parafuso durante a remoção.
~ Antes de aplicar a trava química, limpe completamente o óleo ou resíduos de adesivo que
permanecem nas roscas e seque-as completamente.
~ Aplicação excessiva de trava química pode danificar a rosca ou quebrar o parafuso durante
a remoção. Aplicando uma pequena quantidade na extremidade das roscas do parafuso, a
trava química será distribuída totalmente ao rosquear o parafuso.

NOTAS

80
Nível Básico

NOTAS

81
Nível Básico

ARREFECIMENTO DO MOTOR

Arrefecimento a ar

O arretecirnento desse tipo de cilindro é feito através de suas aletas, que aumentam a área de
troca de calor com o ar que é recebido frontalmente pela moto. Nesse caso, a própria mistura
ar / combu'stível'também ajuda em seu resfriamento.

Arrefecimento a água

o sistema de arrefecimento por líquido mantém a temperatura do motor em condições ideais


e ao mesmo tempo impede o aquecimento e resfriamento excessivos. O líquido de
arrefecimento é enviado ao sistema por meio de uma bomba de água. O calor de combustão
é absorvido pelo líquido de arrefecimento durante sua passagem pelas mangueiras de água e
da camisa de água em redor do cilindro e cabeçote. O líquido de arrefecimento passa pelo
radiador através do termostato e pela mangueira superior do radiador. O líquido de
arrefecimento quente é resfriado pelo ar durante a passagem pelo radiador e retoma para a
bomba d'água através da mangueira inferior do radiador.
Fluxo do sistema: ~. t[jJ~ til zr.l/o c;LICO&
'_00_ ~ 5~ % /} {gl/P-- j)Có1 . _A t'tr
~~~
~ ~
TANQUE DE
--((lOUJ :;z ?1M/i> e? U
1ERMQSTATO ~\
EXPANSAD
_t d. .oo ()1('1)

INTERRUPTOR DO
VENTILADOR

80MBAD:AGUA

82

;/
Nível Básico

ARREFECIMENTO DO MOTOR

Líquido de arrefecimento

o líquido de arrefecimento é composto de 50% de etileno glicol e 50% de água destilada.


A função do etileno glicol é aumentar a temperatura de ebulição para que não se forme bolhas
de ar no interior do sistema. Ele também possui a função de não deixar congelar o líquido de
arrefecimento dos motores em alguns países em que a temperatura é muito baixa.
Além disso ele possui alguns elementos lubrificantes que impedem que partes metálicas internas
sejam enferrujadas.
Período para troca: 2 anos ou 12.000 km

NOTAS

83
Nível Básico

LUBRIFICAÇÃO DO MOTOR

Função do Óleo do Motor


&VIJ
• Reduzir o Atrito
Sem o óleo, as peças móveis de metal irão apresentar atrito entre si. Esse atrito irá provocar o desgaste das
peças e a formação de calor. Uma película de óleo entre as peças de metal evita o atrito e o desgaste.
• Vedar
o óleo ajudar a vedar os gases. A pequena folga ao redor do anel do pistão-está preenchida com óleo para
assegurar a vedação.
• Arrefecer
O óleo esfria o pistão e os mancais. O óleo elimina o calor dessas peças e o leva para o coletor.
• Limpar
O óleo remove a sedimentação, a goma e alguns depósitos de carvão, ajudando o motor a manter-se limpo.
• Evitar corrosão .
O óleo protege a superfície das peças de metal, evitando a formação de ferrugem.

• Período de troca: Consultar tabela de manutenção conforme o modelo.

_ ••~ Trajeto forçado


pela pressão
••• ~ Trajeto de
lubrificação por
pulverização

Comando

,
"""f

:

,
YA!W or~tde:~i~iBialaiícitn;:!iJ',
•••• •

Eixo do Balancim

Mola
I Válvula,
,\
• . . ":'- .

.
-,
';';Pédâ Biela ,
,

Pistão, Cilindro
!
••
.
da Válvula Orificio de
..-j Controle de~Óleo
Filtro
, de Óleo
I li' IBton~ina~
da B.1ela
I Tt~sniis~ã~;'1 •
• Bomba Válvula
de Óleo - de Alívio
.

I Tela dó Fil1:rode Óleo I


" f f • •••
Reservatório de Óleo;<Ç~çr)

84

L
Nível Básico

NOTAS

85
Nível Básico

RODAS/PNEUS

Pneu com Câmara

Esse tipo de pneu utiliza câmara de ar dentro da carcaça do pneu.


Por isso o ar escapa instantâneamente do pneu quando um prego ou outro objeto pontiagudo
perfura o pneu e a câmara de ar.

BANDA DE.•..
RODAGEM
I ~

CÂMARA
DEAR

LINHA DO
ARO
....:.J FLANCO

TALÃO
VÁLVULA DA
CÂMARA DEAR
PNEU COM CÂMARA

Pneu sem Câmara

Os pneus sem câmara têm uma camada de borracha (revestimento interno), que está colocada
por dentro para impedir a saída do ar. Esta atua como câmara de ar e possui também uma
área de reforço no talão que juntamente com o aro especial dispensa o uso de câmara de ar.

O revestimento interno tem espessura suficiente para não precisar esticar-se como a câmara
de ar. Mesmo quando um prego penetra o pneu, o orifício não aumenta de dimensão, mas pelo
contrário, fecha-se em torno do prego impedindo o vazamento de ar.

BANDA DE RODAGEM
REVESTIMENTO [ ...J\ " J

INTERNO "': ~ i I
,,
I

LINHA DO
ARO
'] FLANCO
TALÃO

,... VÁLVULA
DO ARO
PNEU SEM CÂMARA

86

I
/

Nível Básico

Referências de Montagem

Os pneus geralmente possuem um círculo como


referência de montagem, este circulo deve ser
montado alinhado com a válvula do aro.

Além disso, possui também uma seta que indica


que o pneu deve ser montado no sentido
correto de rotação.

Nomenclatura do Pneu

(Indicação em sistema métrico)

I7 1B. 7 H

Largura da banda de
rodagem: 170 mm

Relação de altura
J 1 Código de limite
de velocidade

Código de
Banda de rodagem = 60% carga máxima

~ Diâmetro do aro:
18 polegadas

Marca da indicacão radial

Código de limite de velocidade


(J) 100 km/h máx.
(N) 140 km/h máx.
(P) 150 km/h máx.
(8) 180 km/h máx.
(H) 210 km/h máx.
(V) 240 km/h máx.
(ZR) acima de 240 km/h

87
Nível Básico

Armazenamento

Para armazenagem correta dos pneus,


mantenha sempre na posição vertical utilizando
um espaçador ou.papel grosso nos talões dos
pneus.

Para estocar um pneu que será reutilizado,


regule a pressão de ar para a metade da
pressão de uso.

Não deixe os pneus empilhados ou encostados


uns nos outros.

Os pneus não devem ser estocados:


- Próximos à óleos ou graxas
- Em locais com alta temperatura
- Próximos ao local de ativação de
baterias
- Em locais com incidência de luz solar
- Em locais úmidos ou molhados
- Por longos períodos

\
J
)

NOTAS

88

/
Nível Básico

NOTAS

----------------------------------------------------
---.---_.

__ .-._._--
--~--_.._.~---_._._--_.

__
...•.•• .. -_._--------------------------------------

-----------------------------------------------------------------------

89
Nível Básico

SISTEMA DE FREIOS

Os sistemas de freio das motocicletas como praticamente todo sistema de freio, dissipa energia
cinética do veículo transformando-a em energia térmica através do atrito.

Freio à Tambor SAPATA


PRINCIPAL

A sapata que está posicionada na parte


dianteira do excêntrico em relação ao sentido
de rotação é chamado de sapata principal. A
sapata posicionada na parte traseira é
EXCÊNTRICO
conhecida como sapata secundária.

A sapata secundária, por sua vez é empurrada


pela força de rotação do tambor e produz uma
força de atrito menor do que a força que recebe.

Nota
Substitua as sapatas do freio sempre aos pares.
No caso de reutilização das sapatas do freio, faça uma marca no lado de cada sapata antes
da desmontagem para serem instaladas na posição original.

Freio Hidráulico

Fluido de Freio
As designações DOT 3 e DOT 4 especificam a capacidade do fluido de freio para resistir ao
calor sem ferver. Quanto maior for o número, mais alto será o ponto de ebulição. É necessário
que o fluido de freio tenha um ponto de ebulição elevado, de tal maneira que o fluido não ferva
dentro da tubulação do freio em consequência da elevação de temperatura dos discos do
freio ou dos componentes. Se o fluido do freio ferver, haverá uma perda drástica da força de
frenagem por causa das bolhas de ar que se formam dentro da tubulação do freio.

O fluido de freio deve ser substituído a cada dois anos ou de acordo com a quilometragem
estipulada na tabela de manutenção. Esta troca é necessária porque o fluido de freio é
hidroscópico, ou seja, ele tem a capacidade de absorver umidade. A umidade forma-se mesmo
dentro do sistema vedado. A umidade que penetra no fluido do freio contamina o sistema de
freio e reduz o ponto de ebulição do fluido. Além disso, a umidade corrói os cilindros e pistões
do freio, provocando danos ao retentor e vazamentos.

90

LL
Nível Básico

Freio à Disco CÁLlPER DE IMPULSO


SIMPLES
No cáliper de impulso simples, ambas as
G\RFO •..•
pastilhas pressionam o disco de freio através
da reação do garfo deslizante do cáliper. O
cáliper desse tipo, com um pistão, é comum nas
motocicletas Honda mais antigas. Os modelos
mais modernos utilizam o tipo de impulso
simples, mas com dois pistões (ambos no
mesmo lado). t PISTÃO
PASTILHA'
PINO DESLlZANTE

As pastilhas de freio retangulares foram introduzidas para aumentar a área de contato da


pastilha contra o disco. Mas verificou-se que esse tipo de pastilha não pressiona o disco
uniformemente, de tal maneira que a força de frenagem não é tão eficaz como poderia ser. Por
isso foi introduzido o cáliper de duplo pistão que possa assegurar uma força de frenagem
maior e uma pressão uniforme contra as pastilhas de freio. Alguns cálipers de duplo pistão
possuem pistões de tamanhos diferentes para equilibrar mais a força de frenagem e nesse
caso, o pistão secundário é maior do que o pistão primário.
DIÂMETRO EFETIVO DO DISCO
DISCO DO FREIO

CÂLlPER DE
DUPLO PISTÃO

•.•.•.••.
CÂLlPER DE
UM PISTÃO

Sangria de ar

A sangria de ar deve ser efetuada no sistema


hidráulico quando este tenha sido desmontado
ou não sentir resistência na alavanca ou pedal.

Para a sangria do ar, acione· a alavanca do freio


e depois abra a válvula de sangria 1/4 de volta
e feche-a. Não solte a alavanca de freio ou pedal
enquanto a válvula de sangria estiver aberta.

ALAVANCA
Solte a alavanca de freio lentamente e espere DO FREIO
alguns segundos até atingir o final do curso.

Repita os procedimentos anteriores até que as bolhas deixem de aparecer no fluido na


extremidade da mangueira.
Aperte a válvula de sangria.
91
Nível Básico

SUSPENSÃO DIANTEIRA

Os sistemas de suspensão dianteira telescópica são compostos de um par de cilindros internos


e externos do garfo que articulam telescopicamente. Dentro de um conjunto de cilindros de
cada lado existe uma mola e um sistema de amortecimento de óleo. Alguns sistemas utilizam
um amortecedor de cartucho dentro dos cilindros externos dos amortecedores.

Basicamente, o óleo controla a tendência natural da mola a continuar o seu movimento de


repercussão com intensidades decrescentes em ambos os sentidos depois de ser acionada
pelas forças externas. O óleo é forçado a circular em cada amortecedor através de uma série
de pequenos orifícios, isto separa de fato a combinação motociclista/motocicleta das
características indesejáveis da mola e das variações de altura na superfície do trajeto.

A suspensão conecta as rodas da motocicleta ou veículo ao chassi, a mola absorve o choque


e o amortecedor hidráulico reduz o efeito de oscilação das molas.

O amortecedor absorve os esforços de compressão da suspensão e controla os efeitos de


extensão da mola. Pode-se dizer que na compressão o amortecedor trabalha junto com a
mola, auxiliando na força de reação. Na distenção, o amortecedor exerce mais força para
atenuar os esforços de distenção da mola. O controle do amortecedor é exercido tanto na
compressão como na distensão da mola. Por isso é chamado de dupla-ação.

Os componentes básicos da suspensão são a mola e o amortecedor.

A maioria das molas dos amortecedores dianteiro é do tipo combinada, ou seja, a mola
apresenta variação na distância entre seus elos, isto dá uma característica de ação progressiva
às molas. A montagem correta deste tipo de mola deve ser observado no manual de serviços
do modelo.

92
Nível Básico

Garfo Telescópico

o garfo telescópico serve como estrutura do chassi do veículo, como meio de movimentar o
veículo e como suspensão dianteira.

Quando os cilindros do garfo se movimentam telescopicamente no curso de compressão, o


óleo da câmara B flui através do orifício pelo tubo do garfo para a câmara C, enquanto que o
óleo da câmara B empurra a válvula livre e sobe para a câmara A. A resistência desse fluxo do
óleo absorve o choque na compressão.

Quando o garfo chega próximo a compressão total, o dispositivo cônico de vedação do óleo
entra em ação para impedir hidraulicamente que o garfo chegue até o final do curso.

No curso de expansão, o óleo da câmara A passa através do orifício da parte superior do


pistão do garfo para a câmara C. Aqui , a resistência resultante serve como força de
amortecimento e controla a tendência da mola voltar rapidamente.

A mola de batente absorve o choque dos cilindros externos, dilatando-se para fora. Neste
momento, o óleo da câmara C flui através do orifício da parte inferior do pistão para a câmara
B.

TUBO INTERNO
CURSO DE
COMPRESSÃO

MOLA DO BATENTE

VÁLVULA LIVRE

CÂMARA A

ciw.ARAs

Nota
A troca do óleo da suspensão deve ser feita conforme tabela de manutenção do manual de
serviços. O óleo velho além de conter impurezas, perde a viscosidade causando aumento de
velocidade de retorno da suspensão.

93
Nível Básico

Cáster e Trail

Cáster é o ângulo formado entre o


prolongamento da coluna de direção e a linha
vertical que passa pelo eixo da roda dianteira. CÁSTER
É expresso em graus.

o cáster mantém a estabilidade direcional.

Quanto maior é o ângulo de cáster, maior é a


estabilidade direcional em linha reta, porém,
mais esforço é necessário para virar o guidão
em curvas a baixa velocidade e o raio de giro
torna-se maior.

Trail é a distância entre o ponto da prolongação


, do eixo da coluna de direção que toca o solo
(ponto de apoio imaginario) e a perpendicular
baixada do centro da roda (ponto de apoio real
da roda). É expresso em milímetros.

o trai I mantém a direção em terrenos TRAfL


acidentados.

É este avanço da roda dianteira que mantém a roda alinhada quando esta bate em um obstáculo,
ele ainda permite soltarmos as mãos do guidão e a roda permanecer direcionada.

Pouco avanço: torna a direção insegura e instável.


Avanço excessivo: torna a direção pesada.

NOTAS

----_._---------------_.
---------~_. __ .._~•.-

94

J'
Nível Básico

NOTAS

95
Nível Básico

SUSPENSÃO TRASEIRA

Os sistemas de suspensão traseira com braço oscilante proporcionam conforto e boas


características de tração e controle da motocicleta. A utilização da articulação dianteira do
braço oscilante como ponto de apoio e de fixação do eixo traseiro na extremidade posterior
do braço permite que a roda responda rapidamente às variações da superfície da pista.

A configuração básica da suspensão traseira com braço oscilante pode ser dividida em algumas
categorias, dependendo do número de amortecedores e do tipo de braço oscilante utilizados.

Princípio de operação do amortecedor hidráulico.

A função primária dos amortecedores da suspensão consiste em controlar a energia natural


de expansão das molas da suspensão, de tal maneira que se possa manter a propulsão e o
conforto na condução.

O amortecedor hidráulico controla a ação da mola, forçando o óleo a fluir através de um conjunto
específico de orifícios do pistão do amortecedor, quando a combinação mola/amortecedor
exerce a força de compressão e extensão. A resistência ao movimento do pistão do
amortecedor, que é criada pelo óleo que circula dentro do amortecedor controla a força da
mola, variando a passagem pelo qual o óleo é forçado a compensar os cursos de compressão
e de expansão, pode-se obter assim as taxas de amortecimento desejadas.

No curso de compressão o óleo é forçado a passar através de vários orifícios de amortecimento


de grande capacidade, de modo que a roda possa responder rapidamente as variações do
terreno. Como a roda é livre para mover-se rapidamente, a altura média de percurso da máquina
não será alterada.

A resistência resultante da Quando a roda


passagem do óleo através do encontra um
orifício reduz a força de ressalto.
CURSO DE compressão.
COMPRESSÃO
CILINDRO HASTE
EXTERNO RETENTOR DE ÓLEO

GUIA DE TRAVA

VÁLVULA
DO PISTÃO

CILINDRO

96

L
Nível Básico

No curso de extensão a força das molas comprimidas é menor, forçando o óleo do amortecedor
a passar por orifícios de amortecimento menores ou em menor número. As características
próprias de amortecimento permitem que a suspensão se estenda rapidamente, suficiente
para encontrar o próximo impacto, porém não tão rapidamente para balançar a motocicleta
com esses golpes.

EXTENSÃO A RODA ENCONTRA


UM BURACO

A resistência O
resultante da passagem do
óleo através do orifício cria
uma força de amortecimento
no 'curso de expansão

Suspensão Convencional com dois Amortecedores/Molas

No tipo convencional, os amortecedores


sustentam a parte posterior do chassi apoiados
na extremidade do garfo traseiro.

Atualmente, esse tipo de suspensão é


encontrado principalmente em motocicletas de
baixa cilindrada devido à simplicidade de
instalação, ao número reduzido de
componentes necessários e à economia básica
do sistema.

Suspensão de Ação Progressiva "PRO-LlNK"

A suspensão traseira "PRO-L1NK", é constituída por um conjunto de braços oscilantes que se


movimentam junto com o garfo traseiro, formando um sistema de suspensão com efeito
progressivo.

o amortecedor está posicionado sob o assento.

A extremidade superior é fixada ao chassi e a extremidade inferior ligada aos braços oscilantes
presos ao garfo traseiro e ao chassi da motocicleta.

97
Nível Básico

o movimento característico da suspensão traseira PRO-LlNK é a mudança na proporção entre


o curso do eixo traseiro e o curso do amortecedor, ou seja, o movimento do amortecedor
aumenta progressivamente na medida em que aumenta o curso do eixo traseiro.

Como a distância do curso do eixo aumenta, a velocidade do pistão do amortecedor e a força


de amortecimento aumentam progressivamente. Assim, essa suspensão é caracteristicamente
macia em seu curso inicial, para que pequenas irregularidades da pista sejam absorvidas
adequadamente, e proporciona progressivamente uma maior resistência para evitar que a
roda não perca contato com o solo na compressão total quando um obstáculo maior é
encontrado.

Essa disposição proporciona à suspensão um curso maior em relação à compressão do


amortecedor, proporcionando assim maior controle para que a suspensão apresente um melhor
desempenho. Ela também possibilita que o peso do conjunto do amortecedor/mola seja
centralizado de forma mais compacta, próximo do centro do chassi.

FUNCIONAMENTO NORMAL COMPRESSÃO TOTAL


COMO O CURSO A É
SEMPRE O MESMO.
AUMENTA-SE O CURSO B

---

Posição de Montagem dos Amortecedores

Os amortecedores hidráulicos podem ser


encontrados fixos nas motocicletas de dois
modos, com o tubo reservatório voltado para
baixo ou para cima (invertido).

A montagem do amortecedor em posiçao


invertida; haste para baixo e tubo reservatório
para cima reduz o peso suspenso.
Q) <g
MONTAGEM MONTAGEM
INVERTIDA DI REIT A

Tipos de Amortecedores

Alguns modelos de amortecedores possuem gás nitrogênio no interior do cilindro ou em um


reservatório para evitar a formação de espuma no óleo.

98
Nível Básico

Amortecedor Tipo Emulsão AMORTECEDOR


TIPO EMULSÃO
Nos amortecedores tipo Emulsão, o nitrogênio
SEPARADOR
é colocado diretamente no interior do cilindro.

Alguns amortecedores desse tipo possuem um


separado r na câmara de gás que impede que
o gás se misture com o óleo.

Amortecedores Tipo Decarbon


AMORTECEDOR PISTÃO LIVRE
Nestes amortecedores o nitrogênio é separado TIPO DECARBON FLUTUANTE
do óleo' por um pistão flutuante que atua corno
diafragma.

Deste modo, o óleo pode passar pelos orificios


da válvula de amortecimento sem interferência
com gás.

Amortecedor com Reservatório Externo de


Gás
AMOI1TECEDOR COM RESERVATÓRIO
DE GAS EXTERNO
Os amortecedores equipados com reservatório
externo de gás constituem uma variação do CÂMARA DE
modelo Decarbon. GÁS

Permitem que o óleo se mantenha em uma


temperatura constante, proporcionando maior
eficiência de amortecimento devido tãmbém ao
aumento na capacidade de óleo. Um diafragma
RESERVATÓRIO
é instalado no reservatório de gás para separar
o nitrogênio do óleo. --

Tipos de Ajustadores da pré-carga ~as Molas

o ajustador altera o comprimento da mola e sua pré-carga inicial. Existem vários tipos de
ajustadores: o preestabelecido, o mecânico e os tipos mecânico e hidráulico com controle.
separado. Todos eles ajustam o comprimento da mola.
O ajustador preestabelecido inclui os tipos came e tipo porca e contra-porca.

99
,

Nível Básico

Tipo Carne
AJUST ADOR TIPO CAME
o ajustador consiste de um anel dotado de
rebaixos que são posicionados de encontro a
um batente ou par de batentes no corpo do
amortecedor. A pré-carga da mola pode ser
ajustada em até 7 posições, dependendo do
tipo de amortecedor, de acordo com as
condições de carga, condução e da pista.
o . MACIA *' ~ RíGIDA

Tipo Porca e Contra-Porca

A pré-carga da mola é ajustada movendo-se a


AJUSTADOR DO TIPO
porca do ajustador para comprimir ou distender PORCA E CONTRAPORCA
a mola. Estabelecida a pré-carga da mola,
aperta-se a contraporca para impedir que a
porca de ajuste mude de posição. Para cada
modelo de motocicleta são determinados os
comprimentos máximo e mínimo da mola do
amortecedor, que devem ser obedecidos. Caso
contrário a mola poderá ser totalmente
comprimida ou ficar solta com os movimentos
da suspensão.

Molas dos Amortecedores Traseiros

Diversos tipos de mola são usados nos amortecedores de motocicletas e ciclomotores. Entre
esses tipos encontram-se molas de passo constante, passo progressivo, passo longo e passo
estreito, e ainda, os tipos de mola com arame cônico. Cada tipo apresenta características
diferentes de reação à esforços de compressão e distensão.

MOLA DE PASSO AMORTECEDOR COM AMORTECEDOR COM


CONSTANTE MOLA PROGRESSIVA MOLAS COMBINADAS RESERVATORIO DE AR

100
Nível Básico

NOTAS

---_._--,,----

101
Nível Básico

CHASSI

o chassi é o principal membro estrutural da motocicleta.

Diversas formas e intensidades de vibrações e tensões atuam sobre o chassi, provenientes


do motor e das suspensões. Estes esforços mecânicos são um fator determinante no projeto
final de cada chassi.

Os vários modelos de chassi podem ser classificados em diversas categorias.

A escolha sobre um modelo específico é feita considerando-se a cilindrada do motor, condições


de utilização da motocicleta, motivos econômicos e mesmo aparência visual.

O material usado na construção do chassi é determinado de forma similar.

Normalmente os chassis construídos em alumínio destinam-se à motocicletas esportivas de


média ou alta cilindrada, sendo os demais tipos construídos em aço. As ligas de alumínio são
mais leves que o aço com a mesma resistência, porém, os chassis são mais volumosos e de
construção mais cara.

Tipos de Chassi

Chassi Monobloco D l~2-


Este tipo de chassi é feito a partir de uma
combinação de chapas de aço estampadas e
tubos de aço.

A configuração básica desse chassi é aplicada


em veículos de uso urbano, permite grandes
variações de estilo e tem custo de produção
relativamente baixo.

Chassi Oiamond Frame 'f/-jl1A/

A extremidade inferior do tubo descendente não


está conectada com os demais tubos do chassi.

O motor é parte integrante da estrutura do


chassi, conferindo-lhe resistência.

Este chassi é usado em motocicletas de


pequena e média cilindrada devido a
simplicidade da estrutura, peso reduzido e
excelentes características de serviço.

102
Nívei Básico

Chassi Berço Simples


TUBO PRINCIPAL
o chassi de berço simples possui um tubo
descendente e um tubo principal na parte frontal
do motor.

A estrutura do chassi envolve o motor.

Este chassi é usado normalmente em


motocicletas de uso "off-road", de peso
reduzido, resistência mecânica e facilidade de
manutenção.

Chassi Berço Duplo

A configuração deste chassi é semelhante ao


de berço simples, mas possui dois tubos
descendentes e dois tubos principais que lhe
dão maior rigidez.
TUBOS
DESCENDENT S
Em alguns modelos, um dos tubos
descendentes pode ser removido para facilitar
a retirada e a instalação do motor.

Este chassi é utilizado principalmente em


motocicletas de grande cilindrada.

Chassi de Alumínio

o chassi de alumínio é mais leve do que o chassi de aço.

o uso de tubos de secção retangular e quadrada proporciona maior resistência nos sentidos
dos esforços. Em alguns modelos, um chassi secundário pode ser removido para facilitar o
acesso aos componentes nos serviços de manutenção.

Este chassi é usado principalmente em motocicletas esportivas de grande cilindradas.

CHASSI SECUNDÁRIO
103
Nível Básico

Inspeção do Chassi

Faça uma inspeção visual no chassi para


verificar se há tubos ou componentes
danfficadosouemperiado~

Endireite o guidão e verifique o alinhamento


entre as rodas dianteira e traseira.

Se a roda traseira não estiver alinhada com a


dianteira, verifique se os ajustadores da corrente ()
de transmissão estão corretamente ajustados.

Se a roda traseira estiver inclinada quando vista


de cima, verifique se os braços do garfo traseiro
estão desalinhados. Verifique também o
alinhamento dos suportes dos amortecedores
(modelos com dois amortecedores traseiros).

VISTA LATERAL

NOTAS

--,-~_
_---------~
.. ..•. ~-

104
Nível Básico

NOTAS

.--'------_._--

105
Nível Básico

SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO

Linha de Alimentação de Combustível

o sistema de combustível consiste de um tanque de combustível, tampa do tanque, torneira de


combustível, mangueira de combustível e carburador.

Vamos especificar a função de cada componente, seguindo o fluxo de combustível.

o tanque de combustível armazena gasolina. A tampa do tanque abre e fecha a porta de entrada
de combustível e também direciona ar para dentro do tanque para compensar a normal queda
do nível de gasolina e manter a pressão atmosférica internamente no tanque.

o filtro
de combustível, filtra a gasolina para não permitir que partículas de sujeira cheguem ao
carburador.

A torneira de combustível é aberta e fechada quando necessário, ou também acessa o tanque


reserva .

.A mangueira de combustível faz a gasolina chegar ao carburador.

o carburador mistura a gasolina com o ar na proporção correta para o motor.

TAMPA DO TANQUE DE COMBUSTíVEL

TANQUE DE COMBUSTíVEL

FILTRO DE COMBUSTíVEL

REGISTRO DE COMBUSTÍVEL

CARBURADOR

106
Nível Básico

Combustível

Para queimar, o combustível reage com o oxigênio do ar. No caso da gasolina, o carbono e o
hidrogênio que são compostos da gasolina reagem com o oxigênio. Alta temperatura, oxigênio
e combustível são essenciais para que haja uma combustão.

Dióxido de carbono e água são resultantes da reação química durante uma combustão.
C (Carbono) + O2 (Oxigênio) =
CO2 (Dióxido de carbono)
2H2 (Hidrogênio) + O2 (Oxigênio) =
2H20 (Água)

Pelo menos três propriedades são essenciais na gasolina para que se tenha uma perfeita
combustão no motor:
~ Volatilidade: a facilidade da gasolina passar do estado líquido para o estado gasoso.
~Propriedade anti detonante: o número de octanas da gasolina indica sua propriedade anti-
detonante.
~Octanagem: resistência da gasolina à detonação (ao sofrer compressão).

Teor de Álcool na Gasolina

A gasolina por si só não possui uma boa octanagem. Octanagem é a resistência à auto-ignição,
ou seja, combustão expontânea do combustível.

Para aumentar a octanagem da gasolina, pode-se adicionar vários produtos: chumbo tetra
etila, álcool etílico, etc. No Brasil é adicionado à gasolina, o álcool etílico anidro na proporção
de 25% ±1,% (Junho de 2003).

Os fabricantes de motocicletas assim como a Honda, ajustam os carburadores para trabalharem


com a respectiva proporção da mistura gasolina e álcool. Caso a porcentagem de mistura
gasolina e álcool não esteja dentro dos padrões, o motor apresentará funcionamento irregular.

Existe então, uma forma prática para se determinar o teor de álcool na gasolina:
~Coloque em uma proveta graduada (recipiente graduado), '100 ml de gasolina e 100 ml de
água.
~Agite a proveta até formar uma emulsão, depois deixe descansar até a separação completa
(decantação). O álcool contido na gasolina mistura-se com os 100 ml de água e fica no fundo
da proveta.
~ Verifique agora, qual a quantidade de água na proveta. Se a quantidade de água agora for
de 120 ml, a quantidade de álcool na gasolina é de 20%, e assim por diante.

I:I
107
Nfvel Básico
-----
Mistura Estequiométrica

Mistura na qual a quantidade de ar e combustível


são as necessárias para a queima completa do
combustível.

Para a gasolina são necessários 14,7 partes de


ar para 1 parte de gasolina.

Esta proporção é chamada de mistura MISTURA 83TEQUIOMÉTRICA


estequiométrica e é indicada como 1:14,7.

Para o álcool são necessários 9 partes de ar para


1 parte de álcool.

Mistura Pobre
MISTURA PoBRE
Quantidade de ar na mistura ar/combustível é
COM5USTÚl(;l_
maior do que o necessário para a queima
completa do combustível, com isso, sobra ~ /
oxigênio aquecido (02) dentro da câmara de
combustão, que é altamente reativo.

A mistura pobre causa:


}õ>
Tiro seco no escapamento,
}Õ>Superaquecimento.

Pode ser causada por falsa entrada de ar pelo


coletor de admissão (motores 4 tempos);

Mistura Rica
MISTURA RrcA
Temos mistura rica quando a quantidade de ar
na mistura ar/combustível é menor do que o
necessário para a queima completa da mistura.

A mistura rica causa:


}õ>
Encharcamento da vela.
}õ>
Motor trabalha abaixo da temperatura ideal
(resfriamento incorreto).
}õ>Estouros abafados no escapamento em
médias e altas rotações.
}õ>Cerâmica da vela na cor preto aveludado (ou
úmida).
}õ>8aixorendimento.
}õ>Fumaça preta.

108

i
Nível Básico

CARBURADOR

o carburador atomiza o combustível e mistura-o com o ar formando o que chamamos de


mistura ar/combustível. A mistura gasosa é sugada para o interior do cilindro, comprimida,
ocorre a combustão, e a expansão dos gases força o pistão para baixo.

o volume de mistura ar/combustível bem como a proporção pode variar de acordo com as
condições de operação do motor.

As funções básicas do carburador são:


Sugar e atomizar o combustível;
Controlar a proporção de mistura ar/combustível;
Contr~lar a quantidade de mistura.

Funcionamento:
Quando o pistão inicia seu curso de descida na fase de admissão (período em que a mistura
ar/combustível é aspirada), a pressão no cilindro diminui, originando um fluxo de ar do filtro
de ar através do carburador para dentro do cilindro. A função do carburador é pulverizar o
combustível criando uma mistura de ar e combustível.

Como se pode ver na figura abaixo, o ar aspirado para dentro do carburador passa pela
garganta A, onde ganha velocidade. Esta garganta é conhecida como seção venturi do
carburador. Esse aumento de velocidade de vazão vem acompanhado por uma queda de
pressão no venturi que é usado para extrair o combustível pela saída. O combustível é
pulverizado e aspirado para dentro do venturi sob influência da pressão atmosférica, e então
é misturado com o ar que entra pelo filtro de ar.

VENTURI
I.. ~I

GRANDE QUEDA PEQUENA QUEDA


DE PRESSÃO DE PRESSÃO

109
Nfvel Básico

Válvula de Aceleração Tipo Borboleta

Com a função de controlar o volume da mistura


para o motor, a válvula de aceleração é instalada
no carburador.

Abrindo e fechando, a válvula altera a área


seccional através da qual a mistura pode
passar, mudando o volume do fluxo.

o máximo volume da mistura é limitado pelo


tamanho do venturi.

Valvula de Aceleração Tipo Pistão

A válvula de aceleração tipo pistão, ou válvula


de pistão, varia o diâmetro do venturi através
da sua subida e descida. '

A variação contínua do venturi altera o diâmetro


de baixa para alta rotação do motor em
proporção a entrada de volume de ar, com a
função de prover uma admissão suave em
baixas rotações e melhorar a potência em altas
rotações.

110
Nível Básico

Funcionamento dos Sistemas

o carburador é composto de um sistema de partida que utiliza uma válvula do afogador ou


uma válvula auxiliar de partida, um sistema de bóia que controla o nível do combustível e um
conjunto de giclês, de marcha lenta e principal.

A alimentação de combustível varia conforme a abertura do acelerador. Em marcha lenta ou


em baixas rotações (acelerador totalmente fechado até 1/4 de abertura), o fluxo de
combustível é controlado pelo giclê de marcha lenta e o volume de ar através do parafuso I
da mistura (carburador da C1 00 BIZ).
, '

Na faixa de abertura média do acelerador (1/8 a 3/8 de abertura) o fluxo de combustível é


controlado pela parte reta da agulha do giclê. Aumentando-se a abertura do acelerador (1/
4 a 3/4), o fluxo passa a ser controlado pela agulha. Quando o acelerador está totalmente
aberto (1/2 até abertura total) o fluxo de combustível é controlado pelo giclê principal.

GICLÊ PRINCIPAL

AGULHA (POSiÇÃO DA PRESILHA)

-===::::::::
I
~.",., ...,~ I
.. ::·:.:.:-)r:·:::;·:;.:·{.\·::<>:·.\·:..
• o' ~. ~:. ':., .:. ,;: ••••• '
AGULHA (PARTE RETA)

GICLÊ DA LENTA OU PARAFUSO DA MISTURA 'I


FECHADO 3/4 ABERTO

111
Nível Básico

Sistema de Bóia

Para o carburador fornecer a mistura ideal de ar e combustível, é necessário que o nível de


combustível no carburador seja constante, isto é possível graças a bóia e a válvula da bóia.

o combustível chega ao carburador pelo conduto de alimentação e penetra na cuba pela


abertura superior existente entre a sede da válvula e a válvula da bóia. A bóia irá subir até
que seu braço empurre a válvula para cima, bloqueando a entrada de combustível. Quando
o nível da cuba baixar, a válvula da bóia abre, permitindo novamente a entrada de combustível
até o nível especificado. Deste modo, consegue-se manter constante o nível de combustível
na cuba do carburador.

COMBUSTíVEL
VÁLVULA DA BÓiA
~
ALTURA

BOlA

TUBO DE
BRAÇO DA BÓiA COMBUSTíVEL ~ DRENAGEM

t;()ItAl+cHl9 lJlT
A válvula da bóia possui um pino acionado por
ti v;1&d
uma mola que a comprime levemente, de tal
maneira que não seja desalojada do seu VÁLVULA
DA BÓiA
assento pela vibração quando o veículo estiver
em funcionamento, com isso, é garantida a MOLA
estanqueidade do sistema. Serve também para
proteger a ponta da agulha devido aos impactos
provenientes do movimento da motocicleta.

PINO DA VÁLVULA
Sistema de Marcha Lenta

Marcha Lenta: o combustível passa através do


giclê de marcha lenta e mistura-se com o ar
proveniente do giclê de ar da marcha lenta. A
quantidade de combustível utilizada na marcha ~ ~===hR~'".%""'" ..••

lenta é controlado pelo parafuso de mistura.

Na marcha lenta, o pistonete esta fechando a PARAFUSO


DE MISTURA
saída do bypass, impedindo o fluxo de
GICLEDE
combustível pela mesma.
MARCHA LENTA

112
Nível Básico

aixa rotação: elevando-se o pistonete,


a enta-se o fluxo de ar. Ao mesmo tempo, a
saída do bypass é descoberta e uma quantidade
ex ra de mistura alimenta o motor para L"5~E=~=1
co pensar o aumento do volume de ar. ~ v-
L/---,

PARAFUSO
DE MISTURA

GICLEDE
MARCHA LENTA

Sistema Principal

Quando o pistonete abre para aumentar a rotação do motor é necessário um volume maior
de mistura ar/combustível do que para a marcha lenta. O carburador é equipado com sistema
principal para esta finalidade. O grau de abertura do pistonete é dividido em dois estágios.

Com o grau de abertura de 1/8 - 3/8, o fluxo de


ar no coletor de admissão facilita a aspiração
do combustível do espaço existente entre a
agulha e o giclê da agulha. O combustível é
pulverizado pelo ar que penetra nos orifícios de
sangria de ar do pulverizador através do giclê
principal.

Com um grau de abertura de 1/4 - 3/4, o combustível aspirado é regulado pela seção cênica
da agulha do giclê. A área seccional entre a agulha e o giclê da agulha aumenta a medida
que o pistonete abre e a agulha cênica sobe. O volume de combustível aumenta a medida
que a área seccional aumenta.

FOLGA PEQUENA FOLGA


(Passagem de combustivel é estreita) GRANDE

113
fvel Básico

Nas válvulas de acelerador de tipo pistão, a agulha do giclê dispõe de ranhuras para
posicionar a presilha em cinco estágios (1,2,3, etc., contando de cima para baixo).

Aumentando o número da posição da presilha, com a mesma abertura do acelerador, a


área de passagem de combustível e conseqüentemente a alimentação de combustível serão
maiores. Quanto mais para baixo estiver a trava na agulha, mais rica será a mistura.
Quanto mais para cima for a posição da trava na agulha, mais pobre será a mistura.

o tamanho do giclê principal não afeta a relação


da mistura de ar/combustível neste estágio, uma
vez que a capacidade de vazão no giclê principal
é maior do que no giclê de agulha.

TRAVA DA AGULHA

Com uma abertura do acelerador de 1/2 -


totalmente aberto, o diâmetro do venturi e a
massa do fluxo de ar chegam ao máximo. Neste
momento, o espaço entre o giclê da agulha e a
agulha é maior do que o espaço do giclê principal.
O fluxo de combustível agora é controlado pelo

IPAL

Sistema de Afogador

Uma válvula é instalada no lado da entrada de ar


r do carburador. A válvula fecha a passagem de ar
durante a partida para reduzir o fluxo de ar e criar
um aumento de pressão negativa nas passagens
de ar e no coletor de admissão. A mistura resultante
será rica, contendo um volume de ar
proporcionalmente baixo.

A válvula do afogador é equipada com um


mecanismo de alívio que limita o vácuo criado no
carburador, que-impede a formação de um mistura
excessivamente rica.
114

/
Nível Básico

NOTAS

---_ .._--~~_.._,----------_ ... _---

----_._--_._------------,._--------

115
Nfvel Básico

METROLOGIA

Metrologia é a ciência que estuda os sistemas de pesos e medidas.


Trata dos conceitos básicos, dos métodos, dos erros e sua propagação, das unidades de
medida e dos padrões envolvidos na quantiticação de grandezas físicas.

medição.
A unidade de medida de comprimento adotado intecacionalmente
J
Com isso, podemos comparar peças, desde que utilizemos as mesmas grandezas para a

é o metro [m].

1m = 100 cm = 1000 mm

Subdivisões

Décimo de milímetro
do milímetro

=
1 mm = 01 mm
)
10 '
Exemplo: 7,4 mm = sete milímetros e quatro décimos

Centésimo de milímetro =
1 mm =
O 01 mm
100 '
Exemplo: 15,37 mm = quinze milímetros e trinta e sete centésimos

Milésimo de milímetro =
1 mm = O 001 mm
1.000 '
Exemplo: 54,945 mm = cinquenta e quatro milímetros, novecentos e quarenta e cinco milésimos.

Paquímetro

o paquímetro é um instrumento usado para medir as dimensões lineares internas, externas e


de profundidade de uma peça. Consiste em uma régua graduada, com encosto fixo, sobre a
qual desliza um cursor.
FACES PARA
MEDiÇÃO INTERNA,
,
->
FACES PARA
RESSALTaS
PARAFUSO DE FIXAÇÃO

ORELHAS

BICOS
\
IMPULSOR FACES PARA
MEDiÇÃO
DE PROFUNDIDADE

J ••
NÓNIO

FACES PARA ESCALA


.ED'ÇÃO EXTERNA, CURSOR PRINCIPAL

116

/
Nível Básico

o paquímetro é utilizado em medições internas (A), medições de ressalto (8), medições


. externas (C) e medições de profundidade (O).

A 8 C D
interna de ressalto externa de profundidade

Recomendações Especiais

Posicione os bicos principais na medição


externa, aproximando a peça da escala
graduada. Isso evitará erros por folga do cursar
ou desgaste prematuro das pontas onde a área
de contato é menor. Verifique apoio das faces
de medição como mostra a figura.

Posicione corretamente as orelhas para medição interna. Procure introduzir o máximo possível
as orelhas no furo ou ranhura, mantendo o paquímetro sempre paralelo à peça que está sendo
medida.

cida com a linha de centro do furo.

\,

\
\

/
\I
\

I
íSJ
117
ível Básico

Posicione corretamente a vareta de profundidade. Antes de fazer a leitura, verifique que o


paquímetro esteja apoiando perpendicularmente ao furo em todo sentido.

(
\

Posicione corretamente as faces para medição


de ressaltos. Apoie primeiramente a face da
escala principal e depois encoste suavemente
a face do cursar. Faça a leitura "sentindo" as
faces encostadas. Sempre que possível utilize
este recurso em lugar da vareta de
profundidade.

Erro de paralaxe
Evite o erro de paralaxe ao fazer a leitura.
Posicione sua vista em direção perpendicular
à escala e ao nônio , isso evitará erros
consideráveis de leitura.

118

/
I

Nível Básico

Cuidados Especiais

Não aplicar o paquímetro à esforços excessivos.


Tome providências para que o instrumento não
sofra quedas ou seja usado no lugar de martelo.

Evite danos nas pontas de medição. Nunca


utilize as orelhas de medição como compasso
de traçagem. Nem as outras pontas.

Li pe cuidadosamente após o uso. Utilize um


pano seco para retirar partículas de pó e sujeira,
bem como as marcas dos dedos deixadas pelo
manuseio.

Proteja o paquímetro ao guardar por longo


período. Usando um pano macio embebido em
óleo fino anti-ferrugem, aplique suavemente em
todas as faces do instrumento uma camada bem
fina e uniforme.

Observe os seguintes itens ao guardar o paquímetro:


- Não exponha o paquímetro diretamente à luz do sol.
- Guarde em ambiente de baixa umidade, com boa ventilação e livre de poeira.
- Nunca deixe o paquímetro diretamente no chão.
- Deixe as faces de medição ligeiramente separadas de 0,2 a 2 mm.
- Não deixe o cursar travado.
- Guarde sempre o paquímetro em sua capa ou em estojo adequado.

119
o
m
z
-I

~
C
m
-I
;u
-l>zm
3:
m
z
a
(ndice

í
índice
Todas as informações e especificações desta
a 'Ia são as mais recentes disponíveis na INTRODUÇÃO 5
ocasião de sua impressão. Números Decimais 5
Números Centesimais 5
Números Milesimais 6
A oto Honda da Amazônia Ltda se reserva o Soma de Números Decimais, Centesimais e Milesimais 8
ireito de efetuar alterações nesta apostila a PAQuíMETRO 1/20 ..............•...........•.......•.•.•..........................
9
qualquer momento e sem prévio aviso, não Exercicios de Paquímetro 1f20 9
incorrendo por isso em obrigações de qualquer Gabarito dos Exercícios propostos 11
PAQUIMETRO 1/50 .•....•..••.....•.•.....•...•...••.•.•....•....................
12
espécie.
Exercícios de Paquímetro 1f50 : 14
Gabarito dos Exercícios Propostos 17
Nenhuma parte desta publicação pode ser MICROMETRO CENTESIMAL •..•.•.•.•.••..•.•••.•.•••.•.••••••••.•.•••• 17
reproduzida sem autorização por escrito. Exercícios de Micrômetro Centesimal 19
Gabarito de Micrômetro Centesimal ".,." ",." '19
MICROMETRO MILESIMAL •••.••••••.•••.•.••.•••••..•.•••.•.••.••••••..• 20
De forma alguma esta apostila substitui o Manual Exercícios de Micrômetro Milesimal 21 i
de Serviços da motocicleta. Gabarito de Micrômetro Milesimal 23

MOTO HONDA DA AMAZONIA LTDA.


Departamento de Serviços Pós-Venda
Centro de Treinamento
3
Introdução

Introdução

Para uma boa compreensão de metrologia é necessário duas coisas básicas:

10 Entender o que são números decimais, centesimais e milesimais.


0
2 Saber somar números decimais, centesimais e milesimais.

Números decimais

por dez e trabalhamos com

Quando dividimos
"-

-
,"

2 partes desta pizza


"-
corresponde a 0,2
~
(2 décimos).
~ ~

~~

Este mesmo conceito é utilizado para 1 mm.


Quando dividimos 1 mm em 10 partes e utilizamos 5 destas 10 partes, estamos
utilizando 0,5 mm.

5
Introdu~

Números centesimais

Temos números centesimais quando dividimos algo em 100 partes. Vejamos o


exemplo de uma nota de R$ 1,00:

.---"
(®')/
®®®®®®tID®®® ~1®®®®®®®®®
®®®®CID®®®®® (lD®@)@)@@)®® <1D(~D'-C-o-m-o-1-00-m-o-e-da-s-de-1-c-e-nt-a-\tO
...,
@)Q~®®(®@)t~®(ID(S;~ @)®®®®@@)®G:~<k~equivalem a 1 real, se retirarmos
®®®®®®®®®® ®@@@@@@@)®@ 1 moeda dentre as 100,
QvG:~@)(IDQ~®(®®®® ®®®®®®®®®® estaremos retirando 1/100

®®®®®®®®®® ®®®®®®(~®®® (1 centésimo) ou 0,01

®®(ID®®®®®®® ®®®®®®®®®® (1 centésimo) de Real.


®,®(~ r(~('f\ri'f\®®®Í('f\(~
\SV'\'iV@\.:V\SVVi2lVVViV~ ®®®®®®®®C\DC\D
fZ~f(~\
\..'2) ~
{l~ (~/~f~f~l~®/~
~ ~ ~J \&.,J \SV \iiVW/ ~ ®®®®®®®®®®
1'B){(~\r(~®®Í(~tR\
\.':iV\SV~VlV~\SV\\iV\SV\SV\fV
®f~~. ®®®®®®®®®®

....--------:r- -- ------~
/
15 moedas retiradas dentre as demais
-: (®(®®®®([>(®(®®®~ correspondem a 0,15 (quinze centésimos)
~~·~@l(~0)®@) _---.--
...
.// de Real
-----------
Ú~(B){~f(~
-WJ ~ \:;V \.'V (~
\.'V
ícn lé~ IR)
\:'i.V \s2) v» 0:s\r(~ (R'; (n f(~ ((~\ (i~
~V \.SVV:;V\.~2J ~.J '::i.V 'Sv
®®®®®®®®®@)
®®®®®®®®®®
(0\
1(1'\ fR\ fR\ .0\ ((5\ féS\. f(S\. f7$\ ((S\
\.~u \:;:v ~U '.J?.J\.0.JiJ.J ~U \.SU\0 '\..'0.1
((i' {~f(~(~.~®f0{0\(0((~
~J ~y \V W \SV \S.'...J
\V '-S-J \$V ..:'i:V
@C®C®®®®CID(®®®
(I'l(c~ {(0 f(~ {(~ (~@ (~ ((~(c0
W./ ,0 \."V V:i:'.J V:;V ~ •.•..
'\;./\.."V \.'01 '..f:V

®®®®®(0)®®®®
Assim como um real dividido em 100 partes (sendo cada parte representada por
1 centavo), dividimos 1 mm em 100 partes e obtemos 0,01 mm (um centésimo
de milímetro).

/
Introdução

Números milesimais

Temos números milesimais quando dividimos algo em 1000 partes.Vejamos o


exemplo dado abaixo:

1 melro 1 Km (1000 melros)

Quando uma motocicleta se desloca em um determinado trajeto a distância de


1 Km (1000 metros), a cada metro percorrido pela motocicleta equivale a 0,001
Km (um milésimo de quilometro).

Imagine agora que ao invés de dividirmos 1 Km em 1000 metros, dividimos 1


mm em 1000 partes, ao pegar uma dessas partes estamos pegando 0,001 mm
(1 milésimo de milímetro).

Soma de números decimais, centesimais e milesimais

Para soma de número decimais, centesimais e milesimais o processo é bem


simples. Os números localizados do lado esquerdo à virgula, são chamados de
números inteiros e do lado direito são as casas decimais, centesimais e milesimais.

Exemplo:

Ao fazer uma soma com números quebrados, como no exemplo abaixo, é


importante deixar as vírgulas uma em baixo da outra.

;;; -

Números
inteir~s
ii
......•..
~ ~
=.~_
;

[~3 93
+ 2 154
7 47
-,
As vírgulas devem ficar
sempre alinhadas.

7
Paquímetro 1/20

Na mecânica costumamos utilizar o milímetro [mm] para quantificar grandezas


lineares, portanto, de agora em diante, habitue-se a fazer leituras em milímetros.
Um exemplo simples e prático: a altura do assento da Titan é dado em milímetros
ao invés de ser dado em metros ou centímetros, não que esteja errado mostrá-Io
em centímetro ou metro, é que o habitual é mostrá-Io em milímetro.

1 metro [m] = 100 centímetro [em] = 1000 milímetros [mm]

Um dos instrumentos de medição mais comum para os mecânicos é o paquímetro,


e é este instrumento que começaremos a ensiná-Io a utilizar.

Vejamos primeiro uma régua como a que utilizamos na escola.

A distância do traço zero ao 1° traço da régua é igual a 1mm (1 milímetro)


A distância do traço zero ao 5° traço da régua é igual a 5 mm (5 milímetros)
A distância do traço zero ao 10° traço da régua é igual a 10 mm (10 milímetros),
e assim por diante.

10mm
5mm
Jmm

A régua é ideal para medições maiores que 1mm (1 milímetro) e que não necessite
de precisão, como na medição da altura do assento das motos.

I
Paquímetro 1/20

Antes de aprendermos a fazer leituras em paquímetros , vamos conhecê-Ia melhor.


Veja a figura abaixo e repare nas principais partes de um paquímetro.

FACES PARA
MEDiÇÃO INTERNA

FACES PARA
R ESSALTOS
PARAFUSO DE FIXAÇÃO

~
ORELHAS VARETADE
PROFUNDIDADE

BICOS
IMPULSOR FACES PARA
MEDiÇÃO
DE PROFUNDIDADE

FACES PARA 1I
ESCALA
MEDiÇÃO EXTERNA
r---l PRINCIPAL
..•.."
o paquímetro é um instrumento utilizado para medições lineares internas, externas
e de profundidade de uma peça. Agora já podemos começar com -as leituras de
poquímetros.

Vejamos então a figura abaixo. Esta é a figura de um paquímetro. No cursor


colocamos somente o traço com o zero para facilitar o entendimento. Podemos
ver uma régua exatamente igual a régua que utilizamos na escola e que vimos na
página 8, chamaremos esta régua de escala principal. Esta figura possui também
o que chamamos de cursor. Nesta escala temos um traço com um zero (O).
Quando o paquímetro encontra-se fechodo, o traço zero da escala móvel
encontra-se alinhado com o traço zero da escala principal.

~ Escala Principal

o 10 20 30 40

I I1 I I I 1······1I I I II I I I I1

Cursor
\.~ Traços Alinhados

9
Paqurmetro 1/20

Quando movemos o cursor até o seu traço zero alinhar com o traço referente a
1 milímetro (1 mm) da escala principal, podemos dizer que a medida encontrada
é de 1 milímetro. Esta situação é mostrada na figura abaixo.

Escala Principal

o 10 20 30 40

I1 11 I 11 III I1 II 111

Cursar
.~ Traços Alinhados

Obs: Existem também paquímetros onde as escalas principais são apresentadas


em centímetros.

Vamos ver se você pegou a lógica do funcionamento do paquímetro. Olhe


atentamente a figura abaixo e diga qual é a medida.

L Escala Principal

20 7 30 40

IIII 11 I I r I I I I I ··11

10

/
Paquímetro 1/20

Você acertou se disse que a medida é dois milímetros (2 mm). Então podemos
dizer que o traço zero da escala móvel nos mostra a medida em milímetros. Se o
traço zero da escala móvel alinhar com o traço de 3 milímetros da escala principal,
obtemos a medida de 3 milímetros, se alinhar com o traço referente a 4 milímetros
da escala principal, obtemos 4 milímetros, e assim por diante.

L
~~~~10~~IT~,~,;3l!:If!0===/
; 'é'4!";~ .. ,,11'

30
Escala Principal

40

I I II II I II I II II

Cursor

Preste atenção na próxima figura, repare que o traço zero da escala móvel
encontra-se entre os traços de 2mm e 3mm da escala principal. Desta forma, a
medida é maior que 2 milímetros e menor que 3 milímetros. Podemos afirmar
que a medida é 2 milímetros inteiros, mais meio milímetro (0,5mm), ou seja,
2,5mm, porque o traço zero (O) do cursor está exatamente no meio dos traços 2
e 3 mm da escala principal.

~"Ci_~~~~~~~~~~>=:~!~'~=
..=W=~&==~=~.fuA=.~;~~ E_SC_olo_pr_inC_i~_I
__ ~

10 20 o' 30 40

111111111I111111

\ ~.
\.. Este troço encontro-se • Escola Móvel [Cursor]
exatamente no meio de
2e 3mm, portanto o
medido é 2,5mm

Este traço estó exatamente


entre os troços 2 e3 mm.

11
Paquímetro 1/20

Agora que já aprendemos que o traço zero da escala móvel nos mostra as medi-
das inteiras em mm, vamos completar o nosso paquímetro colocando o restante
dos traços da escala móvel. Repare que na próxima figura, além do traço zero
que já vimos, a escala móvel possui mais 20 traços.

Este é um paquímetro que faz leituras com precisão de até 0,05 milímetros (cinco
centésimos de milímetro), ou seja, 1/20.

to
l' II I I I
10 20 30

II I 1\
40

1I I I I II

10
• 20 30 40

II I II1I I II II

Cada traço da escala móvel equivale a 0,05 mm. O primeiro traço logo após a
traço zero da escala móvel equivale a 0,05 mm, o segundo 0,10 mm (dez
centésimos), o terceiro 0,15 mm (quinze centésimos), o quarto 0,20 mm (vinte
centésimos), o quinto 0,25 mm (vinte e cinco cetésimos)mme assim por diante.

A medida encontrada na próxima figura é 2,50 mm (dois milímetros e cinquenta


centésimos), vejamos porque:
Veja também que o único traço coincidente é o
A 5, então a medida final é 2,0 + 0,5 = 2,5 mm.

30 40

1111111111111111

\ o traço zero parou entre os traços de 2 e 3 mm.


Portanto a leitura equivale a 2,0 mm

12

"-
&& SE&

Paquímetro 1/20

Exercícios de fixação em paquímetro 1/20 (0,05 mm). Compare as suas respostas


com o gabarito no final dos exercícios:

o 10 20 30

11' III I1 III I1 I I- I, I

Valor encontrado: LG) t( O ~

B)

70 80 90 100

II I I I II I I I II

Valor encontrado: <f2) 55 In m


--~~--~~,~---------------

13
Paquímetro 1/20

C)

40 50 60 70 80

II I I I I1 III I11 I· .- II
- I1

Valor encontrado: -~~ •• , • J ,_ h7 }-', ,

O)

20 30 40 50 60

I11 III III I 11.1 I1 I I, ~~"

Valor encontrado: 38 (~I"' rr)

o 10 20 30 40

I II I I I 1I I I I II I I I 1I

Valor encontrado: LLJ2 mlY\


14

I
Paquímetro 1/20

F)

110 120

II I I I 1I I I I 1I I

Valor encontrado: I 'J.l.f /0 I


~~j~--~~-----------

G)

40 50 60 70 80

11' I I 'I 11 I' I II 1I III 1I

Valor encontrado: tlq) Jo Ir, ----'---


""

H)

10 20 30 40 50

111 11 1I I II 1I III 1I I

Valor encontrado: J. K 00 '7-n h-,

15
Paquímetro 1/20

I)

100 110 120 130 140

II II I II I I I 111 " II

Va Iar encantrad a: '-.L/L.f-J/_O~O--,-m!..L!..M~ _

J)

40 50 60 70 80
I, , , ri, , , , I, , , , I , , , , I,

Valor encontrado: 'd.. l .30 I-n \-n


~

K)

o 10 20 30 40 (
1,.1 ,,' I" ,., 11111111,

Valor encontrado: 11/ q, 30 Jn ~ ._-

16

/
Paquímetro 1/20

L)

70 80 90 100

111111111111111111111~r'-r

Valor encontrado:
------------------------

80 90

1111111111111

Valor encontrado: SCSI ,00 ~ ,~


J

130 140

I 1I I 11 II I 11 1I

Valor encontrado:
17
I

.opo.uucoue JOI0;\

1I1 III I1 IIII I1 I 11 I


L_09 _ os Ot? DE
-~--
02

.opo.uucoue JOI0;\

111111111111" 11 I I
OLL OOL 06 08 OL

.opo.uucoua JOI0;\

I I II I I I II I I I II I I I I
oz OL O

(o
Paquímetro 1/20

R)

80 90

IIII,IIIIIIIII,I~

Valor encontrado:
S)

50 60 70

II I I I II I I I

Valor encontrado:
--------.--------------

1)

80 90 100 110 120

IIIIIIIII~ 111111111
mm'~~

Valor encontrado:
19
Paquímetro 1/20

Gabarito dos exercícios propostos:

A - 16,40 mm F - 124,10 mm K- 9,30 mm p- 74,85 mm


B- 82,55 mm G- 49,20 mm L- 91,75 mm Q- 31,00 mm
C - 55,00 mm H- 29,00 mm M- 55,00 mm R- 96,95 mm
D - 38,15 mm I- 111,00 mm N- 105,05 mm S- 60,55 mm
E - 0,15 mm J - 62,30 mm 0- 18,35 mm T- 89,60 mm

NOTAS

,--~--,,-~-,-_._-------~'
_~' w ,

'~----' ,-------,,--
-,--_ ...• """""''''"'''''''~'''''''' ..•...•..•..., "".

___ N~~WA~~==

--,--,,-,---,---,--,------,
,.,_."•..-,, '-"""""" -"""'=-"""""" ••-""«"'~_=."" . _""''''=_=''«<'''''''"''''''<~,·"·_".-.", •.,,,·~'>•.••••.••.•
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.._'',.,.'''''''''"'A'''''''' •.'""."""w """"' ""'""_ •.~~~._~._. _

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~__-------....

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_' ••.•.•••.•••.••
W•.•.•.••
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____ •.•.•...•••
<WV<Mw..,.".,..W"'· .."""'''' ..MW_''''''''''''___ ,·_"_~· __ ·..••..WM· ·_ww. """· ,, ,

20

/
Paquímetro i/50

Agora que você já sabe fazer as medições utilizando o paquímetro de 1/20,


vamos aprender a utilizar o paquímetro l/50. Este paquímetro tem precisão de
0,02 mm, isto quer dizer o seguinte, a menor leitura que realizamos com ele é de
dois centésimos de milímetro (0,02 mm).

o paquímetro l/50possui 50 traços na escala móvel, cada traço equivale a


dois centésimos de milímetro (0,02 mm).

o paquímetro l/50 difere do paquímetro 1/20 somente pelo fato de possuir


mais traços na escala móvel, o que o torna um instrumento mais preciso. A
sequência para leitura é a mesma utilizada para o paquímetro 1/20.

Verifique a posição do traço zero do cursor para determinar os milímetros inteiros,


em seguida verifique o traço do cursor que encontra-se alinhado com algum
traço da escala principal.

Exemplo 1
o traçoalinhado indica o valor centesimal
(casas após a vlrgula) - 0,28 mm

-. A posição do traço zero indica quantos


milimetros tem a medida - 4mm

21
Paquímetro 1/50

Exemplo 2

o
I1111I11

A posição do traço zero indica quentes


milmetros tem a medlda . 9 mm

MEDIDA 9,16 mm

Exemplo 3 ___~ .._••.._ ["6tr'ã'ço'ai'inha(iõ"i'ndica"õ"v:iiõr'c'ent'e~'mã'i"1


/ (casas após a vrrgula) - 0,82 mm
I _ .
11I \
i.
" j 0'%tl\W'!#IJ---}
}
30 40 70 S
'I K J 1\1I
t I rI II ,I .' ,I,',', I II ,I I t I I i 1,1.1, t' ..I.l, ' I IJ It It ;j I• I. '. ~ I~ 1
• If II l I, I ! 1/1\1 I I I I ,11" I I I Jr---'--'-'
I~
6 7

........•. i A posição do traço zero indica quariio·i]


I milfmetros tem a medida - 20 mm I MEDIDA 20,82 mm

Exemplo 4
! o traço i
II
alinhado indica o valor centesimal
(--_._ .•. i (casas após a vlrgula) - 0,22 mm I
\
10

II II_ __I _--_


II II11
.. ..

\
~ I·AP~~;~!~:SOt:~ç~
..
:~od:~~I~~
~:~1 MEDIDA 15,22 mm

Exemplo 5
/-
!

·.-1 A :e~:~~j:~
~:I~~~~Ot!~Ç~ i~~tos
!

MEDIDA 12,12 mm

22

~
Paquímetro i/50

Exercícios

01)

50 60

I111 I I11 11I1 'I

Valor encontrcdo: ~~,' 3P frJ h)

02)

80 90
I1 IIII IIII I ~ I I~

Valor encontrado: qG :J 'i) h)h\

03)

l\L. _
.......1 _._._.__ _._._.._ _ _.___._._._&m~ •• _
o 10 20

II I I I II I I I II I I I 111 I I II I 11 .

Valor encontrado: d.-S) S"J ~hI

04)

50 60 70 80 90 100

11I11111111

Valor encontrado: c...r i I I G h-.

23
Paquimetro i/50

05)

o 10 20

I! 1111111111111111111

\d Valor encontrado: ::;i.' 1f fr, ~

06) •

~ > '

20 30

l
I
j
r Valor encontrado: _I <.. ,
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Valor encontrado: 3 "'/)~ I P

08)

_~L _ Jàft1AfiM
o 10 20 30 40 50 60

I111111111I

. li
\ I Valor encontrado: II lo M
\cj 1
,
'fn

24
Paquimetro 1/50

09)
••
50 90 100 110

11111111111

Valor encontrado: S":t. t?-' ~ t-"»

1 O)

60 70

Valor encontrado: ;0 :;)J'"' h,I>'"\

111

o 10

_JJJ_I _II tu111 k·--


20 30 40 50 60
j

Valor encontrado: t'J) 12 M ~


12)

20 30 40 50 60 70 80

11111 I1 I

Valor encontrado: -------

25
Paquímetro 1/50

13)

o 10 20 30 40 50 60

IIIIIII 11 II r:

Valor encontrado: 1.. ;;/h)hi


I

14)

90 100 110 120 130


II I I I I I I

Valor encontrado: fb J ~ ~ }-

15)

30 40 50 80 90
Lw 11111 II

Valor encontrado: ") 'S) / G ~, h--]

16)

30 40

11111111111111111

Valor encontrado: 11--) f.( G ]n) k.,

26
Paquímetro 1/50

1 7)

30 40 50

111111111111111111111" Ir I-,FI!
I jf

5; a
C
Valor encontrado: -="'-;---------'---'----

18)

100 110 120 130 140 150 160

_LJ~_II_IIIIIIIUIIIIII

Valor encontrado: 1:11.-) 5 tI h 1"1

19)

10 20 30 40

Valor encontrado: 'J.) IP h "

20)

% i),ft ..
~
100 110 120 130 140 15~ 16~

I I I 11 11 I I1 I I ~

Valor encontrado: /00 1 Ci o m ''lI

27
Paqufmetro 1/50

Respostas dos exercícios propostos (Gabarito)

1- 63,38 mm 6- 5,00 mm 11- 12,12 mm 16- 47,44 mm


2 - 96,18 mm 7- 39,16 mm 12- 28,74mm 17- 58,62 mm
3- 25,50 mm 8- 11,32 mm 13- 1,08 mm 18- 121,56 mm
4- 41,14 mm 9- 51,00 mm 14- 86,22 mm 1,9- 2,18 mm
5- 21,74 mm 10- 60,28 mm 15- 35,16 mm 20- 100,00 mm

NOTAS

--~--~.~--~------_._-------

--------------------------------------------------------------------------

28

I
Micrômetro Centesimal

Micrômetro centesimal

Utilizamos o micrômetro para fazer medições que exigem maior precisão, como
por exemplo: diâmetro da saia do pistão, altura dos ressaltos do comando de
válvulas,etc.

Antes de iniciar com as leituras dos micrômetros, vamos ver as principais partes
que compõe o micrômetro, vejamos a figura abaixo:

BATENTE

FACES DE
MEDiÇÃO

LINHA DE REFERÊNCIA

ISOLANTETÉRMICO

29
icrômetro Centesimal

Na escala da bainha obtemos a leitura dos milímetros inteiros e meio milíme

Linha de referência

30 30

25 25

20 20

15 15

10
10

4,5 mm
3,5 mm linha de referência
2,5 mm
1,5 mm
0,5 mm

Para obtermos os milímetros inteiros e os meio milímetros, utilizamos o próprio


tambor como linha de referência.

10

45

40

_____.. A extremidade do tambor


"""-é utilizada como linha de
referência.

5,00 milímetros + 0,50 milímetros = 5,50 milímetros

A figura anterior mostra como obtemos a leitura dos miiímetros, agora vamos
obter os centésimos de milímetro que deve ser somado aos milímetros inteiros.
Linha de referência

35
30

25

20

15

A linha de referência encontra-


5,00 mm se entre 0,26 e 0,27 mm.
+ 0,50 mm Utilize o traço 0,26 mm porque
026 mm
encontra-se imediatamente
5,76 mm abaixo da linha de referência.

A leitura final é de 5,76 mm (cinco milímetros e setenta e seis centésimos).

30

/1
I

Micrômetro Centesimal

Vejamos os exemplos a seguir:

Exemplo 1
Linha de referência

10

40

A linha de referência encontra-se


12,00 mm entre 0,48 e 0,49 mm.
+ 0,50 mm
0,48 mm Utilize o traço 0,48 mm porque
encontra-se imediatam ente
12,98 mm
abaixo da linha de referência.

Exemplo 2

Linha de referência

35
30

25

20

15

A linha de referência encontra-se


3,00 mm
entre 0,25 e 0,26 mm.
+ Q25 mm Utilize o traço 0,25 mm porque
3,25 mm imediatamente abaixo da linha de
referência.

Exemplo 3

Linha de referência

40

35
30

25
"';;;'---"'"'f=---- 20
';:-"""'-- .....•..•
I...---J
A linha de referência encontra-se
8,00 mm
entre 0,31 e 0,32 mm.
+0,31mm
Utilize o traço 0,31 mm porque
8,31 mm
encontra-se imediatamente abaixo
da linha de referência.

31
icrômetro Centesimal

Exemplo 4

35
30
25
20

15

A linha de referência encontra-se


5,00 mm entre 0,25 e 0,26 mm.
+ 0,25 mm
Utilize o traço 0,25 mm porque
5,25 mm encontra-se imediatamente abaixo
da linha de referência.

Exercícios de fixação em micrômetro centesimal 0,01 mm. Compare as suas


respostas com o gabarito no final dos exercícios:

A)
-.

m35

30

25

20

Valor encontrado: I S) 31! 1", !'V) Valor encontrado: O I JS M ~1)


/

C)
40

30

25

20

Valor encontrado: ------- Valor encontrado: -------

32
Micrômelro Cenlesimal

E) F)

I-YY-n,-l-;'-l'=-- o

45

40

. Valor encontrado: :5 S} ol 1ry ir) :; '1q


Valor encontrado: .--.:-:::....L---.:..
I _

G)
15

10

45

Valor encontrado: Valor encontrado: S J 1-/4 ~ ~


.J

I)

45

4Q

35

30
25

Valor encontrado: q! 35 Mh--J Valor encontrado: S\ (/3 "'-l ~

15

10

Valor encontrado: to 11 'rnh, Valor encontrado: -55, Oe?» I>-

33
Micrômetro Centesimal

35
25
30
20
25 15

20 10

15

f:)'d 5 o
O?:5ô
-af1'3" -s:«
Valor encontrado: Jq) "''',;:5 Valor encontrado: 3q>, (2.' f Iv) M.
"
(.

O)
45

40
30
35
25
30
20
25
15

Valor encontrado: J) cl3 'hJ J.n, Valor encontrado: G Q)- '}:; t/ ~~


- .

Q)
117&}11b
10 30
J)let
5 25
(/;50
o 20
-:-:- (7 o
45 15

40 10

Valor encontrado: S{;f: o;q f Valor encontrado: 00 I


t
'LV'
.
'" , ,,/H

o
45 45
40 40

35

30
,- -7"' w-t= 30

Valor encontrado: ------- Valor encontrado: -------

34
I

Micrômetro Centesimal

Respostas dos exercícios propostos:

A - 15,31 mm F - 5,44 mm K- 60,17 mm p- 62,34 mm


B- 0,25 mm G- 16,55 mm L- 55,08 mm Q- 59,98 mm
C- 9,17mm H- 5,44 mm M- 29,75 mm R- 60,69 mm
0- 15,31 mm I- 8,35 mm N- 39,67 mm S- 15,88 mm
E - 35,06 mm J - 15,03 mm 0- 5,23 mm T- 53,90 mm

NOTAS

35
--- /

3° - raço coi cidente da


~scala milesimal = 0,000 mm

~"-'--"'--"..•..
=--+----+1--- •. 2°- Faça a le itu ra dos
I~~-~_.....J centésimos = 0,05 mm

1° - Faça a leitura dos


12,00 mm
milímetros inteiros e meio
+ 0,50 mm
milímetros = 12,00 + 0,50 mm
005 mm
12,550 mm

i
Sim plesm ente coloque aqui o
valor do traço coincidente da
escala m ilesim aI.

Exercícios de fixação em micrômetro milesimal 0,001 mm. Compare as suas


respostas com o gabarito no final dos exercícios:

B)
15

10 O
5,00 35
30 .A
5
O, ;1 '7 O,
o
~ ")1 20
45

Valor encontrado: IS)'J--S1 Valor encontrado: (J o)'?-, 1-,.


/

')
o
45
o
40
45
35
40
30

11
Valor encontrado: ----'/'-7'------ Valor encontrado: ,;).5,
7
fq
050
D)3'
~

39
"icrômetro Milesimal

15
20
10
15

CJIO 10

(0)
Valor encontrado: ---""----''------- Valor encontrado: -------

5
40
o
35 45

30 40
25 35
20

Valor encontrado: ------- Valor encontrado: -------

I)
30

25

20

15

10

Valor encontrado: ------- Valor encontrado: -------

K) L)

Valor encontrado: ------- Valor encontrado: -------

40

-~..:- -..: -'--- -- -


(

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


VIGÉSIMO SEGUNDO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR
FL.Ol102
FICHA DISCIPLINAR
NOME GRADUAÇÃO RG
1 ADRIANO SILVESTRE DA SILVA I 1 SDPM I 175.197 I
DAT A DE PRAÇA NASCIMENTO
1 03/09/2001 I I 03/02/1973 I
FILlAÇÃO
I ADRIANO SILVESTRE DA SILVA E VANDA SILVESTRE DA SILVA I
Dias
R D PI PI
BOL. CULPAS ENQUADRAMENTO E E F S
P T S F
S
12/07/04 Por ter se apresentado as 19:00h , quando 7, 18 e 22 do inciso 11,do anexo
22° BPM de serviço na APREV "XI", no dia 18/04/04, no I, com agravantes dos incisos 11
horário de 17:00h as 05:00h. Ouvido a respeito e VIII, do Art. 19 e atenuantes
não apresentou fatos que justificassem sua do inciso I do Art 18, tudo do
conduta. Incidiu nos números. RDPMERJ. Transgressão
- Leve fica ADVERTIDO
12/07/04 Por ter se apresentado as 07:00h quando 7, 18 e 22 do inciso 11,do anexo
2rBPM de serviço de POTran, no horário de 06:00h as I, com agravantes dos incisos li
13:00h, no dia 22/01104. Ouvido a respeito não e VIII do .Art, 19 e atenuantes
I
apresentou fatos que justificassem sua conduta. do inciso I do Art. 18, tudo do
Incidiu nos números. RDPMERJ. Transgressão
LEVE fica ADVERTIDO

04/05/07 Por ter se apresentado no dia 12/03/07 as 7,18 e 22 do inciso 11, do anexo
22° BPM 17:58hs, quando previamen~e escalado para o I, com agravantes dos incisos
serviço no PAMESP MARE 2, e deveria tê-lo 11, m e vm, do Art 19 e
feito às 16:00hs. Ouvido a respeito não atenuante do inciso I do Art 18,
apresentou fatos que justificassem sua tudo do RDPMERJ.
conduta.lncidiu nos números Transgressão LEVA fica
ADVERTIDO - DRD N°
'.'7 nt:.Qr.1fl7
23/10/07 Por ter se ausentado de seu local de 7, 18 e 26 do inciso 11,do anexo
2rBPM baseamento, no dia 18/08/07, no horário de I, com agravantes dos incisos
BI.131 21:00h, sendo localizado próximo a Favela Nova 11, IV, V e VIII, do Art. 19 e 02
Holanda. Ouvido a respeito não apresentou fatos atenuante do inciso I do Art.
que justificassem sua conduta. Incidiu nos 18, tudo do RDPMERJ.
números. Transgressão LEVE - DRD
N°. 626/2596/07.
SOMA A TRANSPORTAR 00 02 00 00
TOTAL (CONVERSÃO EM DIAS DE PRISÃO): XXXXXXXXXXXXXX DIASXXXXXXXXXXXXXXX
CLASSIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO:XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
OBS.: Não responde a Processo Civil,lMilitar nem IPMI OBS: A Ficha Disciplinar do mesmo não veio do 18° BPM.
CONFERE COM O ORIGINAL: XX KXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

DA~
é •..•.,Ioe: r..'ll-çllk.~,",~~
- ~- ,-pot

/
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
VIGÉSIMO SEGUNDO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR
FL.02/02
FICHA DISCIPLINAR
NOME GRADUAÇÃO RG
1 ADRIANO SILVESTRE DA SILVA ISDPM 175.197

DATA DE PRAÇA NASCIMENTO


103/09/2001 103/02/1973

FILIAÇÃO
1 ADRIANO SILVESTRE DA SILVA E VANDA SILVESTRE DA SILVA

Dias
R D PI PI
BOL. CULPAS ENQUADRAMENTO E E F S
P T S F
S
12/07/07 Por ter sido observado na madrugada do dia números 7,18 e 26 do inciso 11, 00 02 00 00
22° BPM 24/09/07 por volta de 01:00h na área do 4° BPM do anexo I, com agravantes dos
abordando veículos (fato observado pela Sup. de incisos 11, 111 e VIII, do Art. 19 02
Oficiais do 4° BPM). Ouvido a respeito não e atenuante do inciso I do Art
apresentou fatos que justificassem sua 18, tudo do RDPMERJ.
conduta.lncidiu nos. Transgressão LEVE fica
DETIDO por 02 (dois) dias -
DRD N° 750/2596/07.
24/01/08 Por ter se apresentado no dia 31/12/08 as 7,18 e 22 do inciso 11, do anexo
22°BPM 18:50h, quando previamente escalado para o I, com agravantes dos incisos
BI. 017 serviço de EXTRA REVEILLON, e deveria tê- 11, 111 e VIII, do Art. 19 e 05
10 feito às 16:00s. Ouvido a respeito não atenuante do inciso I do Art 18,
apresentou fatos que justificassem sua tudo do RDPMERJ.
conduta.Incidiu nos números. Transgressão LEVE fica
DETIDO por 05 (cinco) dias -
DRD N° 038/2596/08.

SOMA 00 09 00 00
TOTAL (CONVERSÃO EM DIAS DE PRISÃO): DIAS
CLASSIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO:
OBS.: Não responde a Processo Civil, Militar nem IPMI OBS: A Ficha Disciplinar do mesmo não veio do 18° BPM.
CONFERE COM O ORIGINAL:

DATA
1 1
/

Micr6metro Milesimal

M)
:::::::::::::::&-- 125
30
20
25
15
20
10
15

10

Valor encontrado: ------- Valor encontrado: -,--------

10

o
45

Valor encontrado: ------- Valor encontrado: -------

15

10

o
.'p......;..; •••...•••
"l::...._ 45

Valor encontrado: Valor encontrado: --------


-------
T)

Valor encontrado: ------- Valor encontrado:


-------

41
Icrômetro Milesimal

Respostas dos exercícios propostos:

A- 15,254 mm F- 40,548 mm K- 50,268 rnrn p- 0,123 mm


B - 0,013 mm G- 10,300 mm L- 5,121 mm Q- 22,222 mm
c- 9,953 mm H- 75,912 mm M- 12,191 mm R- 80,537 mm
0- 25,898 mm I- 25,509 mm N- 62,132 mm s- 1,000 mm
E - 60,105 mm J - 35,191 mm 0- 3,009 mm T- 14,100 mm

NOTAS

-------_ ...-._----><------------------_. --- __._ -_. ---

,----_.~._----_._--_.'--------,--------_.'---_. __ ---'._--~--,,_._--'"
.

._.'_.._---,

----_._,,----,-,,---_. __ .._----
._--------
--_."._---------------------------------------

42

=
---_._---------------_._-----

S'v'lON

leWlseJue:> o.qew9Y.l!
/

Micrômetro Milesimal

icrômetro Milesimal

Quando se fala em medições de micrômetro milesimal, a primeira idéia que se


tem é que se trata de uma medição complicada. Porém, se você é capaz de fazer
leituras em micrômetros centesimais, você não encontrará dificuldades com o
micrômetro milesimal, isto por que a única diferença entre os dois tipos de
micrômetro é a escala do nônio existente no milesimal.

Escala do nônio onde


obtemos a casa milesimal

45
40

35

30
25

Esta escala nos possibilita a


leitura da terceira casa após a
vírgula. Ex: 0,001 mm

Para efetuar leituras com mictômetros milesimais proceda da mesma maneira


que os micrômetros centesimais. Somente após obter a leitura centesimais
(2 casas após a vírgula, ex: 0,01 mm) faça a leitura do nônio, vejamos:
3° - Traço coincidente da
---- escala milesimal = 0,004

=--r---tt--+l~ 2°
- Faça a leitura dos
centésimos = 0,44 mm

4,00 mm 1° - Faça a leitura dos


+0,50 mm milímetros inteiros e meio
-º..,.44mm milímetros = 4,00 + 0,50 mm
4,944 mm

1
Simplesmente coloque aqui o
valor do traço coincidente da
escala milesimal.

A leitura final é : 4,944 mm ( quatro milímetros, novecentos e quarenta e quatro


milésimos).

37
icrômetro Milesimal

Exemplo 1
3° - Traço coincidente da
escala milesimal = 0,002 mm

'f'-- 11 I. 2° - Faça a leitura dos


centésimos = 0,35 mm

1° - Faça a leitura dos


10,00 mm
milímetros inteiros e meio
+ 0,50 mm
milímetros = 10,00 + 0,50 mm
0,35 mm
10,852mm

i
Simplesmente coloque aqui o
valor do traço coincidente da
escala milesimal.

Exemplo 2
3° - Traço coincidente da
escala milesimal = 0,003 mm
,i

"L 11 I. 2° - Faça a leitura dos


centésimos = 0,03 mm

1° - Faça a leitura dos


1,00 mm
milímetros inteires e meio
+0,00 mm
milímetros = 1,00 + 0,00 m m
0,00 mm
1,033 mm

i
Simplesmente coloque aqui o
valor do traço coincidente da
escala milesimal.
Exemplo 3
3° - Traço coincidente da
escala milesimal = 0,005 mm

45

~40
Ifi~35
~30

~ 125 11 I~ 2° - faça a leitura dos


centésimos = 0,34 mm

3,
+0,00 m
034 mm
3,345 mm

i
Simplesmente coloque aqui o
valor do traço coincidente da
escala milesimal.

38

-'

-~-:..=..---=--~-::------ -.=:::--- ~