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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Centro de Ciências Sociais


Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em Filosofia

PROGRAMA DAS DISCIPLINAS 2019/2

FILOSOFIA MEDIEVAL I
Prof. Rogério da Costa
Horário: Segunda-feira/12:30 às 15:50 hs

Programa:

METAFÍSICA, NEOPLATONISMO E TEOLOGIA APOFÁTICA NOS TRATADOS DE


DIONÍSIO COMENTADOS POR MARSILIO FICINO

Após interrupção de um semestre, daremos continuidade à pesquisa acerca das relações


entre teologia natural, metafísica e mística nas tradições filosóficas e religiosas ocidentais e
orientais. Anteriormente, no primeiro semestre de 2018, estudamos os liames entre matemática,
mística e metafísica neoplatônica no Douta Ignorância de Nicolau de Cusa (século XV) e,
posteriormente, no segundo semestre de 2018, investigamos a questão dos nomes divinos na
Suma Teológica de Tomás de Aquino (século XIII). O estudo que será realizado neste semestre
centrar-se-á nos tratados Teologia Mística e Os Nomes Divinos, ambos de autoria do filósofo
neoplatônico Dionísio, o Areopagita, comentados pelo filósofo neoplatônico renascentista
Marsilio Ficino.
Dionísio, o Areopagita, é o nome de um filósofo grego convertido por Paulo no
Areópago quando da pregação do apóstolo em Atenas. Nada se sabe com certeza de sua vida
após a conversão, mas a ele são atribuídas diversas obras como Os Nomes Divinos, A Teologia
Mística, A Hierarquia Celeste, A Hierarquia Eclesiástica e algumas outras das quais somente
conservamos o nome, como a Teologia Simbólica. As obras de Dionísio, escritas em uma
linguagem neoplatônica, influenciaram fortemente a mística posterior, tanto no Ocidente como
no Oriente. A sua doutrina mais conhecida, contudo, é a distinção entre dois tipos de teologia:
a catafática e a apofática.
A teologia catafática é aquela em que diz-se algo positivo sobre o que Deus é. Por
exemplo, que Deus é simples, onipotente, onisciente e onipotente. Esse gênero teológico pode
estar associado a uma ascensão ao divino a partir das perfeições das coisas sensíveis. É possível
inferir algo de Deus a partir de Suas obras, como por exemplo que Ele existe e é imutável. Não
obstante, segundo Dionísio, sabemos que Deus está para além de qualquer ser, conceito ou
concepção humanas. Além mesmo daquelas expressões empregadas pelas Escrituras. Daí que,
na realidade, nada do que se diz sobre Deus é estritamente adequado. Por essa razão, Dionísio
afirma, a melhor linguagem seria a da teologia apofática, aquela na qual nada dizemos de
positivo sobre Deus, apenas negamos a adequação de qualquer conceito ou atributo derivado
das criaturas.
A questão da teologia apofática foi meditada por Marsilio Ficino (século XV) em seus
comentários às obras de Dionísio, o Areopagita. O objetivo de nossa investigação é estudar a
interpretação das doutrinas de Dionísio realizada por Ficino, autor imensamente influenciado
por Platão, Plotino, Proclus e Gemistos Plethon, mas também conhecedor da tradição
aristotélica medieval de interpretação de Dionísio, representada pelos comentários de Alberto
Magno e de Tomás de Aquino.

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Programa de Pós-Graduação em Filosofia

Bibliografia:

Será fornecida pelo professor no primeiro dia de aula.

QUESTÕES DE METAFÍSICA
Professor: James Arêas

Horário: Segunda-feira /12:30 às 15:50 hs

Programa:

BERGSON: A METAFÍSICA DA DURAÇÃO


Trata-se de abordar o pensamento de Bergson a partir das três regras fundamentais da
intuição: a problematizante, a diferenciante e a temporalizante. Para tanto, faz-se necessário
examinar a posição e a criação de problemas em filosofia, as diferenças de natureza e as
articulações do real, bem como a nova orientação de pensar e perceber todas as coisas sub
specie durationis, tendo em vista a constituição de uma Metafísica do Tempo que reconhece
na duração a experiência integral da realidade. A perspectiva temporalizante de Bergson nos
incita a abandonar os hábitos da inteligência espacial que retém apenas posições e
instantâneos do fluxo da realidade para nos lançar diretamente em sua essência: mobilidade
pura, “continuidade ininterrupta de novidade imprevisível”. Trata-se, portanto, de abordar a
metafísica bergsoniana através de suas dimensões temporais e pela afirmação dos atributos
positivos do tempo.
BIBLIOGRAFIA*: BERGSON, Henri – OEUVRES. Paris: Édition du Centenaire. PUF,
5ªed., 1991. __________. - MÉLANGES. Paris: PUF, 1ªed., 1972 .DELEUZE, Gilles - Le
Bergsonisme, Paris: PUF, 1966. * Será fornecida bibliografia complementar.

QUESTÕES DE ESTÉTICA
Prof. Tito Marques Palmeiro
Segunda-feira/16h-19h20

Programa:
LINGUAGEM E LUGAR EM PLATÃO, HEIDEGGER E HANNAH ARENDT

O curso estudará a linguagem a partir de três textos que põem em questão sua inesperada relação
com o lugar. Inesperada porque é muito mais frequente estudá-la em termos de estruturas
lógico-linguísticas ou das condições de adequação ou dissonância para com as coisas. No
primeiro momento, o curso discutirá o Fedro, de Platão, para delimitar o problema que o lugar
suscitaria para a linguagem. A paisagem agradável na qual se dá o encontro entre Fedro e

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Sócrates, com árvores frondosas, sombra e água corrente, sob o sol do meio-dia, é tida nesse
diálogo como tão problemática para a produção de discursos quanto o espaço do livro seria para
a escrita. Tal diagnóstico parece indicar algo decisivo: que o lugar tende a dissolver o
enraizamento da linguagem no lógos.
Em seu segundo momento, o curso explorará uma possibilidade de relação positiva entre
linguagem e lugar em “... poeticamente o homem habita…” de Heidegger. Esse estudo é
duplamente importante para o tema do curso. Por um lado, ele explora uma linguagem
assumidamente separada do primado do lógos; por outro lado, isso ocorre porque ela se define
pelo lugar em seu sentido existencial, isto é, pelo mundo enquanto nosso lugar. No terceiro e
último momento, o curso discutirá um texto de Hannah Arendt que reúne livremente os sentidos
de lugar discutidos nos outros textos. O estudo Isak Dinesen: 1885-1963, sobre a escritora
dinamarquesa Karen Blixen, oferece pistas para interrogar se os dois sentidos de lugar no Fedro
(exterior erótico da civilização / espaço do livro) permitiriam pensar em uma linguagem erótico-
literária que lançaria alguma forma de luminosidade sobre aquele lugar a respeito do qual
Heidegger inquire: o nosso mundo atual.

Bibliografia inicial
Platão. Fedro. Tradução Carlos Alberto Nunes. Belém: Edufpa, 4a edição, 2016.

Heidegger, Martin. “... poeticamente o homem habita...” In: Ensaios e conferências. Tradução
Marcia Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 2012.
________________. “… dichterisch wohnet der Mensch…” In: Vorträge und Aufsätze.
Pfullingen: Neske, 1954.

Arendt, Hannah. Isak Dinesen: 1885-1963 In: Homens em tempos sombrios. Tradução Denise
Bottmann. São Paulo: Companhia das letras, 2008.
________________. Isak Dinesen: 1885-1963 In: Men in Dark Times. Nova Iorque: Harcourt,
Brace & Company, 1968.

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COLÓQUIO DE DOUTORANDOS
Prof.ª Rosa Dias
Terça-feira/12:30h às 15:50h

Programa:
Seminários com apresentação de teses em elaboração

FILOSOFIA DA ARTE II
Prof. Ricardo Barbosa
Terça-feira/12:30h às 15:50h

Programa:
O curso dá continuidade às leituras e discussões sobre linguagem e expressão na música.
Num primeiro momento abordaremos os ensaios estéticos e sociológicos de Theodor W.
Adorno sobre a "música ligeira" e o jazz.
Nossa referência básica inicial será a Introdução à sociologia da música (São Paulo: Unesp,
2011), de T. W. Adorno.
Detalhes sobre o programa e a bibliografia no primeiro dia de aula.

TÓPICOS ESPECIAIS DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA


Prof.ª Maria Helena Lisboa
Terça-feira/16h às 19:20h

Programa:

Trágico versus enigma: diálogo entre Kierkegaard, Nietzsche e Deleuze.

FILOSOFIA ANTIGA I
Prof.ª Izabela bocayuva
Quarta-feira/12:30h às 15:50h

Programa:
Traduzir e comentar algumas passagens na obra de Platão que tratam da decisão explícita e
concomitante configuração da filosofia em detrimento de outras formas discursivas da
tradição: os pré-socráticos (Fédon), os sofistas (Sofista, Górgias), os poetas (Ion, Banquete,
República). O intento principal é delimitar a semântica implicada na decisão pela filosofia,
mas também na constituição do mundo ocidental como um todo.

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TEORIA DO CONHECIMENTO I
Prof. Marcos Rosa
Quarta-feira/12:30h às 15:50h

Programa:
A Natureza do Self
Qual é natureza do (suposto) objeto de referência do termo singular “eu” em nossos
pensamentos auto-conscientes? Em suas Meditações, Descartes apresenta uma linha de
argumentação visando fundamentar a tese de que o objeto de referência do “eu” em nossos
pensamentos sobre nós mesmos (seja em um mesmo instante do tempo, seja ao longo de
diferentes instantes do tempo) é, em última instância, um sujeito puramente incorpóreo. Ao
longo do curso examinaremos a linha de argumentação cartesiana e uma linha de pensamento
crítica ao dualismo cartesiano. Examinaremos a discussão do juízo “Eu penso” realizada por
Kant nos Paralogismos (particularmente no Terceiro Paralogismo), a leitura de Peter Strawson
– em The Bouns of Sense - da argumentação kantiana elaborada nos Paralogismos e o capítulo
7 (“Self-Identification”) de The Varieties of Experience, de Gareth Evans.

BIBLIOGRAFIA:
Cole, Jonathan and Paillard, Jacques. “Living without Touch and Peripheral Information about
Body Position and Movement : Studies with Deafferented Subjects”. In The Body and the Self
(Cambridge: MIT Press, 1988)

Descartes, René. Meditações Metafísicas. (Segunda Meditação e Sexta Meditação)

Evans, Gareth. The Varieties of Reference. (Oxford: The Clarendon Press, 1982). Capítulo 7.

Gallagher, Shaun. “Self Reference and Schizophrenia”, in Dan Zahavi (ed.), Exploring the Self:
Philosophical and Psychopathological Perspectives on Self-Experience (Amsterdam: John
Benjamins, 2000).

Kant, I. Crítica da Razão Pura. (Os Paralogismos da Razão Pura)


Longuenesse, Béatrice. I, Me, Mine. Back to Kant, and Back Again. Oxford, Oxford
University Press, 2017.

Strawson, Peter. The Bounds of Sense. (London: Methuen, 1966)

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QUESTÕES DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA


Prof. Paulo Gil
Quarta-feira/12:30h às 15:50h

Programa:
Este curso tem como proposta fazer uma introdução ao debate filosófico sobre a mente
em uma perspectiva fenomenológica. É evidente que isto implica o esboço de uma aproximação
com questões desde há muito consolidadas nas ciências cognitivas e na chamada filosofia da
mente. Já contamos para isso com o auxílio de farta bibliografia, advinda principalmente do
contexto norte-americano, que remonta a R. Rorty, H. Dreyfus, D. W. Smith, R. McIntyre, entre
outros, e que tem hoje como expoentes S. Gallagher e o fenomenólogo dinamarquês Dan
Zahavi, também entre muitos outros pesquisadores. O foco da análise é o papel da mente para
a elucidação da experiência. Agora bem, o que devemos entender por mente e o que se quer
com esse conceito? Seria ela uma entidade abstrata, ou apenas um nome indicativo de um
processo cerebral, seja ele orgânico ou comportamental? Existe alguma primazia da mente com
relação à consciência? Por outro lado, o que a fenomenologia entende por consciência e qual a
sua função? Além disso, a descoberta da historicidade irrevogável da experiência da
consciência nas pesquisas fenomenológicas parece consolidar em definitivo a primazia da
experiência com relação à consciência. Isso faz com que a reflexão sobre as funções da mente
e da consciência perca seu direito? Para além disso, cabe perguntar se mente e consciência como
conceitos ligados, por exemplo, às perguntas sobre a autocompreensão e sobre as condições da
experiência são conceitos datados, restritos a um determinado locus temporal, ou se eles se
articulam de alguma maneira a uma condição universal da experiência compreendida enquanto
tal. Aqui, enfim, ensaiaremos a proposta de um conceito prévio de emaranhado experiencial,
com o qual pretendemos indicar processos de consolidações narrativas, como alternativa aos
conceitos hermenêuticos de horizonte, mundo, época etc. Enquanto parte do emaranhado da
experiência, cremos que se pode falar de continuidades nas concepções de mente e de
consciência, em contraposição ao acento nas descontinuidades típicas de um relativismo
historicista, sem que isso nos comprometa com postulados metafísicos sobre a mente, o
psiquismo e a realidade.

Bibliografia:

BRENTANO, F. Psicología desde um ponto de vista empírico. Madrid: Revista de Occidente,


1935.
CHALMERS, D. The conscious mind. In search of a fundamental theory. New York: Oxford
University Press, 1996.
DREYFUS, H. What computers can’t do? The limits of artificial intelligence. New York;
Harper and Row, 1972.
GADAMER, H-G. Verdade e Método. Petrópolis: Vozes, 2002.
GALLAGHER, S. Does consciousness cause behavior? Cambridge: MIT Press, 2006.
GALLAGHER, S. and SCHMICKING, D (eds.). The handbook of phenomenology and
cognitive science.
GALLAGHER, S. and ZAHAVI, Dan. The phenomenological mind: an introduction to
philosophy of mind and cognitive sciences. London and New York: Routledge, 2008.
HEIDEGGER, M. Ser e Tempo. Petrópolis: Vozes, 2013.
HUSSERL, E. Investigações Lógicas. Primeiro Volume. Prolegômenos à lógica pura. Rio de

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Janeiro: Forense Universitária, 2014.


_______. Investigações Lógicas. Segundo Volume. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011.
_______. A crise das ciências europeias e a fenomenologia transcendental. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2012.
_______. Ideias para uma fenomenologia pura e para uma filosofia fenomenológica.
Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2006.
_______. Lições para uma fenomenologia da consciência interna do tempo. Lisboa: Imprensa
Nacional – Casa da Moeda.
SEARLE, J. R. The mystery of consciousness. New York: New York Review, 1997.
SMITH, D. W. and MCINTYRE, R. Husserl and intentionality. Dordrecht: Kluwer, 1984.
THIEL, Udo. The early modern subject. Oxford: Oxford University Press, 2011.

QUESTÕES DE FILOSOFIA DA POLITICA


Prof. Carlos Coelho
Quarta-feira/16h às 19:20h

Programa:

No semestre passado investigamos a crise civilizacional-ambiental que enfrentamos.


Neste semestre, a partir do pensamento da desconstrução, investigaremos as fronteiras entre o
humano e o não-humano.
A ideia inicial do curso é investigar alguns conceitos que consideramos importantes para o
debate, a saber, (1) o quase-conceito animot de Jacques Derrida, que problematiza a distinção
entre o humano e o animal na tentativa de disseminar a diferença, (2) o conceito de mundo de
Jean-Luc Nancy, no qual ele pensa, contra a ideia de uma pobreza ou ausência de mundo dos
existentes não-humanos – que seriam “sem linguagem” – (M. Heidegger), o mundo da pedra,
e, se possível, (3) avançar para outros autores que tematizam esta questão como Carol J.
Adams, Donna Haraway, Viveiros de Castro etc.

A bibliografia secundária serve apenas de indicação e será modificada ao longo do


curso.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DERRIDA, J. L’animal que donc je suis. Paris: Galilée, 2006 - Existe tradução em português
deste texto.
NANCY, J-L. Le sens du monde, Paris: Galilée, 1993 – Existe trad. em inglês e espanhol.

Bibliografia secundária:
ADAMS, CAROL J. Política sexual da carne, Uma teoria feminista-vegetariana, SP: Alaude,
2018

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DERRIDA, J. “‘Il faut bien manger’ ou le calcul du sujet. Entretien avec J. L. Nancy. In :
Points de suspension, Paris: Galilée, 1992
FELIPE, S. T. Galactolatria, mau deleite: implicações éticas, ambientais e nutricionais do
consumo de leite bovino, São José: Ecoânima, 2012
HACHE, E. Reclaim: recuil de textes écofeministes, Paris: Cambourakis, 2016
HARAWAY, D. Manifeste des espèces compagnes, Paris: Climats, 2018
INGOLD, T. "Humanity and Animality", in Companion Encyclopedia of Anthropology,
Londres, Routledge, 1994, pp. 14-32.
NANCY. Être singulier pluriel, Paris: Galilée, 2013
ROSENDO, D.; OLIVEIRA, F.; CARVALHO, P.; KUHNEN, T. Ecofeminismos, fundamentos
teóricos e práxis interseccionais, Rio de Janeiro: Ape`ku, 2019
VIVEIROS DE CASTRO, E. Metafisicas canibais, São Paulo: Cosacnaify, 2015
WARREN, KAREN J. Ecofeminist philosophy, Rowman & Littlefield Publishers, 2000

TÓPICOS ESPECIAIS DE ESTÉTICA


Prof. Ivair Coelho
Quarta-feira /16h às 19:20h

A imanência, os movimentos infinitos, a máquina abstrata e a imagem pensamento. Conceitos


e imanência e suas pressuposições recíprocas. O gosto filosófico: o sentido seletivo pelo
movimento levado ao infinito. O plano de imanência ou o infinito íntimo. O ato de fala de uma
terceira pessoa e não de um eu: minha assinatura é “Dionísio crucificado”. O plano de
composição como imagem do universo. Figuras estéticas e as potências do inumano, os recortes
do caos. Os afetos do pensamento e os romances do spinozismo. A geofilosofia, os territórios
e a inutilidade das noções de sujeito e objeto. Correlação entre os personagens conceituais da
filosofia e as sensações da obra de arte. A arte como erro sublime e potência do falso. Na arte:
o não humano do homem e o não humano da natureza. Na paisagem perdemos a memória das
coisas e de nós mesmos: a sensação.

ÉTICA I
Professor: Alexandre Marques Cabral
Quinta-feira / 9:00 h às 12:20 h
Programa
Tema: Liberdade e resistência

Objetivo: Articular os conceitos de liberdade e resistência por meio de uma leitura crítica de
Heidegger, Arendt, Camus e Paulo Freire.
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Resumo: O curso é uma continuação dos estudos desenvolvidos no último semestre, que
percorreram os pensamentos de Epicuro, Sêneca, Santo Agostinho e Nietzsche, com o intuito
básico de pensar a relação entre liberdade e resistência a partir do projeto foucautiano das
genealogias das práticas de si. Até que ponto as noções de liberdade presentes nesses autores
possibilitavam pensar o conceito de resistência desidentificado com a noção de reatividade?
Por outro lado, outra pergunta se impôs: é possível pensar a resistência como índice de produção
de liberdade? Para além do livre-arbítrio, as noções de liberdade, inclusive em Agostinho, se
manifestaram conectadas com algum processo de resistência. Contudo, as matrizes metafísicas
de parte desses autores parecem não corroborar os desafios hermenêuticos da
contemporaneidade, no que concerne às possibilidades de articulação entre resistência e
liberdade. Por isso, o último autor estudado foi Nietzsche. Nele, a assunção da crise dos
supostos metafísicos entendidos como princípios hermenêuticos e instâncias axiológicas abriu
um novo horizonte de inteligibilidade em meio ao qual liberdade e resistência apresentam-se
como conceitos que devem ser compreendidos fora dos regimes discursivos metafísicos. O
segundo momento do curso (atual semestre de 2019) procurará pensar formas não metafísicas
de articular os conceitos de liberdade e resistência, seguindo o caminho aberto por Nietzsche.
Para tanto, as obras de Heidegger, Arendt, Camus e Paulo Freire serão utilizadas como
ferramentas para abordar o tema central do curso.

Tópicos a serem estudados:


1. Finitude e liberdade em Heidegger: sobre o caráter existencial da resistência
2. Política e liberdade em Hannah Arendt: sobre as possibilidades de resistência aos
sistemas totalitários
3. Liberdade e revolta em Albert Camus: sobre resistência, dignidade e singularidade
4. Paulo Freire e a pedagogia da resistência: sobre as práticas de libertação e a promoção
do “ser mais”.

PS: A bibliografia será apresentada no primeiro dia de aula.

QUESTÃO DE FILOSOFIA DA NATUREZA


Prof.ª Márcia Gonçalves
Quinta-feira/12:30h às 15:50h

Programa:
O problema do Infinito na Filosofia da Natureza de Schelling e Hegel.
Em continuidade ao curso do semestre anterior, estudaremos o problema da relação do
infinito com o finito nas filosofias de Schelling
(1775-1854) e Hegel (1770-1831).
Para tanto, estudaremos algumas passagens fundamentais da obras de filosofia da natureza de
ambos os autores, com a intenção de
compreender:
1. a tese presente na Filosofia da Natureza de Schelling da "informação do infinito no finito”
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(Einbildung des Unendlichen ins


Endlichen);
2. o conceito schellinguiano de absoluto, a partir de sua interpretação da questão ontológica
da passagem do infinito ao finito;
3. a gênese da concepção de infinito do jovem Hegel a partir de sua interpretação do Sistema
do Idealismo Transcendental de Schellling,
de 1800, presente em seu Differenzschrift, de 1801;
4. a diferença entre a tese hegeliana sobre o processo de desenvolvimento do espírito (Geist) a
caminho de um saber absoluto, presente
em sua Fenomenologia do Espírito (Phänomenologie des Geists) de 1807, e a tese
schellinguiana da intuição intelectual do absoluto por
meio do autoconhecimento da natureza, presente em suas Ideias para uma Filosofia da
Natureza, de 1897;

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
HEGEL, G. W. F. Enciclopédia das ciências filosóficas em compêndio (1830). Vol. II:
Filosofia da natureza. São Paulo: Loyola,
1997.
HEGEL, G. W. F. Enzyklopädie der philosophischen Wissenschaften im Grundrisse
(1830). In: Hauptwerk in 6 Bänden. Hamburg,
Meiner, 2008.
HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. Trad. Paulo Meneses. São Paulo, Edições
Loyola, 1995.
HEGEL, G. W. F. Phänomenologie des Geistes. In: Hauptwerk in 6 Bänden. Hamburg,
Meiner, 2008.
HEGEL, G. W. F.; Horstmann, Rolf-Peter (Hrsg.): Jenaer Systementwürfe III.
Naturphilosophie und Philosophie des Geistes.
Hamburg : Felix Meiner Verlag, 1987.
SCHELLING, F. W. J. Ideias para uma Filosofia da Natureza. Trad. de Carlos Morujão.
Edição bilíngue. Lisboa: Imprensa Nacional
– Casa da Moeda, 2001.
SCHELLING, F. W. J. Ideen zu einer Philosophie der Natur als Einleitung in das
Studium dieser Wissenschaft. (1797) In:
Historisch-kritische Ausgabe. Im Auftrag der Schelling-Kommission der Bayerischen
Akademie der Wissenschaften. Ed. de H. M.
Baumgartner.... Vol. 5. Stuttgart: Fromann-Holzboog, 1994.
SCHELLING, F. W. J. Von der Weltseele. In: Historisch-kritische Ausgabe. Im Auftrag der
Schelling-Kommission der Bayerischen
Akademie der Wissenschaften. Edição de H. M. Baumgartner.... Vol. 6. Stuttgart: Fromann-
Holzboog, 2000.
SCHELLING, F. W. J. Erster Entwurf eines Systems der Naturphilosophie (1799). In:
Sämtliche Werke. Ed. K.F.A. Schelling. Part.
I, vol. 3, pp. 3-268. Stuttgart: Cotta, 1856-61 (Ed. Digital: Total Verlag, 1997).
SCHELLING, F. W. J. Ueber die wahren Begriff der Naturphilosophie und die richtige
Art ihre Probleme aufzulösen (1801). In:
Sämtliche Werke. Ed. K.F.A. Schelling. Part. I, vol. 4, pp. 79-104. Stuttgart: Cotta, 1856-61.
(Ed. Digital: Total Verlag, 1997).

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GONÇALVES, M. C. F. Schelling: filósofo da natureza ou cientista da imanência?, em


PUENTE, Fernando Rey – VIEIRA, Leonardo
Alves (Orgs.), As Filosofias de Schelling (Humanitas), Belo Horizonte: UFMG 2005.
GONÇALVES, M. C. F. Construção, Criação e Produção na Filosofia da Natureza de
Schelling. In: Dois Pontos (UFPR) Digital. ,
v.12, p.13 - 26, 2015.
GONÇALVES, M. C. F. A construção do conceito schellinguiano de natureza a partir do
diálogo crítico com a filosofia transcendental.
REVISTA FILOSÓFICA DE COIMBRA. , v.23, p.317 - 374, 2014.
GONÇALVES, M. C. F. A influência da construção schellinguiana de um sistema de filosofia
sobre a concepção do sistema filosófico de
Hegel. In: Los aportes del itinerario intelectual de Kant a Hegel. Comunicaciones del I
Congreso Germano-Latinoamericano sobre la
Filosofía de Hegel.1 ed. Porto Alegre : EDIPUCRS, Editora Fi, 2014, v.1, p. 548-569.

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA I
Prof.ª Camila Jourdan
Sexta-feira/9h às 12h

As revoltas contemporâneas nos trouxeram de modo muito concreto aquilo que se


convencionou chamar 'crise da representação'. Aqui no Brasil foi o acontecimento 2013, mas
em outros lugares do mundo tivemos recentemente experiências semelhantes: Wall Street,
Grécia, Seattle, Argentina, etc. No âmbito da macro-política, as características desta então
chamada crise são bastante conhecidas: recusa aos partidos políticos e sindicatos; aumento do
rechaço à política eleitoral; esvaziamento da institucionalidade; quebra com o que se acreditava
ser o funcionamento normal do chamado 'Estado de direito'. Nós compreendemos, no entanto,
que a questão da representação ultrapassa esses efeitos de superficie mais ou menos evidentes.
Tal como avaliamos, vivemos um abalo no solo daquela que seria a ontologia da representação,
a saber: o modo de vida ocidental, desde a Modernidade considerado universal, isto é,
considerado como único modo de vida possível. Isto abre a possibilidade de retomada dos
princípios e práticas anarquistas, embora também fortaleça o surgimento dos chamados
neofascismos, como reação e contrainsurgência. Compreendendo o momento presente a partir
desta chave de leitura, pretendemos investigar neste curso tais fenômenos em seus aspectos
ontológicos, epistêmicos, éticos e estéticos, tendo em vista que a relação entre e Filosofia e Luta
Social sempre foi uma via de mão de dupla e que o saber filosófico ao mesmo tempo influencia
e é condicionado pelos acontecimentos sociais. Sendo assim, o que está envolvido no papel das
resistências libertárias hoje em contraposição aos elementos neofascistas que se fortalecem no
que se convencionou chamar 'nova direita'? Para abordar esta questão utilizaremos sobretudo a
bibliografia contemporânea que rompe com a noção de autoria individual, particularmente os
coletivos anônimos Comitê Invisível e Tiqqun. Adicionalmente, recorreremos àlguns de seus
diálogos filosóficos diretos: Gilles Deleuze, Michel Foucault, Giorgio Agamben e Guy Debord,
além da literatura secundária que está pensando e produzindo sobre estes mesmos temas em
meio às lutas e resistências concretas.

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Seguiremos os seguintes temas:


 Sociedade de Controle
 Sociedade do Espetáculo
 Sociedade Tecnológica
 Estado Policial
 Biopoder
 Necropolítica
 Estado de Exceção
 Crise e Guerra Permanentes
 Fim do Trabalho
 Fim da Sociedade
 A noção de forma de vida
 O Império e os Hostis
 Acontecimento
 Partido Invisível e Como Fazer

Bibliografia Principal

AGAMBEN, G. Meios sem Fims: Notas sobre Política. Tradução Davi Pessoa. Belo
Horizonte: Autêntica, 2017.
AGAMBEN, G. A comunidade que vem. Tradução Claudio Oliveira. São Paulo:
Autêntica, 2013.
AGAMBEN, G. Estado de Exceção. Tradução: Iraci Poleti. São Paulo: Boitempo, 2004.
COMITÊ INVISÍVEL. Aos nossos amigos – Crise e Insurreição, N-1 edições, 2016
COMITÊ INVISÍVEL. A Insurreição que Vem.
COMITÊ INVISÍVEL. Motim e Destituição Agora. N-1 edições, 2017.

DEBORD, G. A Sociedade do Espetáculo. Tradução Estela dos Santos Abreu. Rio de


janeiro: Contraponto, 2017.
DELEUZE, Gilles; GUATTARRI, Félix. O Antiédipo: capitalismo e esquizofrenia.
Tradução: Joana Moraes Varela e Manuel Maria Carrilha. 1972.
DELEUZE, G. Post-scriptum: sobre as sociedades de controle. In: DELEUZE, G.:

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Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em Filosofia

Conversações. RJ: Ed. 34, 1992.


FOUCAULT, M. Em Defesa da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
FOUCAULT, M. Segurança, Território e População. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
MBEMBE, AQUILLE. Necropolítica. São Paulo: N-1, 2018.
TIQQUN. Como fazer? Disponível em:
https://issuu.com/fabiotremonte/docs/diagrama____o-tiqqun
TIQQUN. Contribuições para a Guerra em Curso. São Paulo: N-1, 2019.

Bibliografia secundária
ALLIEZ, Erick; LAZARATO, M. Guerres et Capital. Editions Amasterdan, 2016.
PASSETI, E. “Anarquismos e Sociedade de Controle”. In: RAGO, M., ORLANDI,
L,2002.
HAN, BYUNG-CHUL. No enxame: perspectivas do digital. Rio de Janeiro: Vozes, 2018.
SOUZA, J.; AVELINO, R.; SILVEIRA, S.A. A Sociedade de Controle: Manipulação e
modulação nas redes digitais. São Paulo: Hedra, 2018.
TOLOKONNIKOVA, N. Um guia Pussy Riot para o ativismo. Ubu, 2019.
JOURDAN, C. 2013: Memórias e Resistências. São Paulo: Circuito/Hedra, 2018.

TÓPICOS DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA


Prof.ª Regina Schoepke
Sexta-feira/12:30h às 15:50h

Programa:

Sem dúvida, o desmoronamento da metafísica tradicional, com sua crítica da razão, da moral
e da verdade empreendidas pela filosofia nietzschiana, continua ressoando e está na base das
grandes transformações do espírito humano nos dois últimos séculos, tendo em Deleuze um
grande aliado no que diz respeito à mudança radical da forma como enxergamos o
humano. Para o bem e para o mal, vivemos hoje imersos em um mundo sem parâmetros
muito definidos, múltiplo, plural, que está levando à falência das ideias de hierarquia e de
superioridade que constituíram desde sempre o humano e serviram de argumento para toda
forma de exploração e escravidão de vidas. É a partir desta reflexão que tentaremos entender
de que maneira se tornou possível hoje uma ampliação da luta contra uma forma-homem
opressora, tentando transcender, ou seja, ir além, do sonho megalômano humano do grande
senhor da natureza e do universo para recolocá-lo no mundo, na vida, como parte do ser e não
como um ser à parte.

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Centro de Ciências Sociais
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em Filosofia

TÓPICOS DE FILOSOFIA POLÍTICA


Prof. Rodrigo Guéron
Sexta-feira/12:30h às 15:50h

Programa:

A FILOSOFIA POLÍTICA DE GILLES DELEUZE E FELIX GUATTARI: AS RELAÇÕES


COM MARX.

Pretendemos, através deste curso, fazer um corte na filosofia política de Gilles Deleuze e Felix
Guattari focado principalmente – mas não apenas – nas relações por eles travada com o
pensamento de Karl Marx. Para tal, examinaremos, além de trechos das duas obras de filosofia
política dos dois autores franceses, ambas com o subtítulo “capitalismo esquizofrenia”, quais
sejam, Anti-Édipo e Mil Platôs, trechos das obras de Marx e de outros autores que Deleuze e
Guattari tomaram como seus intercessores. Entre estes destacaremos Nietzsche e Pierre
Clastres. Incluiremos também no nosso curso um módulo especial para pensarmos o fascismo
como um fenômeno contemporâneo.

Módulo I (introdução)
Economia Política e Desejo

I.1 – Trabalho abstrato e libido: economia política e psicanálise.


I.2 – As primeiras linhas de O Anti-Edipo. Capitalismo e esquizofrenia. Algo como uma
introdução.
I.3 - Guattari:
I.3.1 - Análise institucional e transversalidade
1.3.2 - O conceito de grupo e a esquizoanálise.
1.3.3 – O conceito de “máquina” trazido para Deleuze.
.

Módulo II
Teoria do Estado e tipologia das máquinas sociais em Deleuze e Guattari
(Primeira Parte)
II.1: A “dívida” e não a “troca”: o surgimento de um socius: De Marx a Nietzsche, de Nietzsche
a Marx.
II.1.1 – Uma “economia no início”.
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II.2.2 - Plano de intensidade, matéria-intensiva e máquina social.


II. 2: Da máquina territorial primitiva à máquina despótica
II.2.1 - A energia intensa recalcada: a máquina territorial primitiva.
II.2.2 - Sociedades nômades e máquinas de guerra: “antecipar e conjurar o Estado”
II.2.3 - A Máquina Despótica: A instalação do Estado
a) A mais valia de código
b) A máquina paranoica. O “Urstadt”.
c) A “tirania do significante”, o Estado e a “imagem do pensamento”.
d) Relação topológica entre as máquinas sociais. A diferença Estado x Cidade

Módulo III
Teoria do Estado e tipologia das máquinas sociais em Deleuze e Guattari
(Segunda Parte)

III.1: Da Máquina Despótica à Máquina capitalista civilizada.


III.1.1) – O Estado como aparelho de captura: acumulação e estoque a partir e além de
Marx.

III.2: Deleuze e Guattari leem O Capital

III.2.1: Marx e a acumulação primitiva


III.2.2: O dinheiro como “força motriz de si próprio”: Marx e a produção de valor (mais-valia)
no capitalismo
III.2.3: Teoria da mais valia e relação diferencial

III. 3 – A axiomática capitalista: Deleuze e Guattari leem o livro III do Capital:


III.2 – Esquizofrenia, desejo e violência no capitalismo
III. 3 – Estado e nomadismo no capitalismo: as organizações internacionais ou ecumênicas e
as sociedades urbanas

Módulo IV
A máquina desejante e as três sínteses do Inconsciente

IV.1- Produção, Circulação, Distribuição e Consumo segundo Marx


IV.2 - As três sínteses do inconsciente.
IV.2.1 - A primeira síntese: a síntese conectiva, a produção da produção.
IV.2.2 - A segunda síntese: a síntese disjuntiva, a distribuição.
a) O Corpo Sem Órgãos e a Máquina Desejante

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b) O elemento improdutivo e o surgimento do socius:


IV.2.3 -- A terceira síntese: o consumo e o aparecimento do sujeito.

Módulo V
As Quatro Diferenças entre Deleuze & Guattari com Marx

V.1 – Desejo em vez de necessidade


V.2 - Enunciados de poder em vez de ideologia
V.3 – Ruptura e esquecimento em vez de memória e teleologia histórica
V.4 – Linhas de fuga em vez de contradição.

Módulo Especial
-- O Fascismo como um Fenômeno Contemporâneo --

Referências Bibliográficas

CLASTRES, P. A Sociedade contra o Estado. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978.


DELEUZE, G. GUATTARI, F. L’Anti-Edipe, Capitalisme et Schizophrénie 1. Paris: Les
Éditions de Minuit, 1972.
DELEUZE, G. GUATTARI, F. Mille Plateaux, Capitalisme et Schizophrénie 2. Paris: Les
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DELEUZE. Derrames, entre el Capitalismo y la Esquizofrenia. Buenos Aires: Cactus, 2010.
ENGELS, F. L’Origine de la Famille de la Propriété Privée et de l’Etat. Bruxelles: Éditions
Tribord, 2012.
GUÉRON, R. “A axiomática capitalista segundo Deleuze e Guattari”, in: Revista de Filosofia
Aurora (Puc – PR). v. 29, n. 46, p. 257-282, 2017.
https://periodicos.pucpr.br/index.php/aurora/article/view/13148/12569
GUÉRON, R. “Deleuze, Guattari e Marx: “enunciados das organizações de poder” em vez
de “ideologia”, in: Poiesis: Revista de Filosofia (Unimontes-MG) v. 13, n. 1, pp. 120-138,
2016
http://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/viewFile/487/356
MARX, K. Grundrisse. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
MARX, K. Manuscritos Econômicos Filosófico. São Paulo: Boitempo Editorial, 2012
MARX, K. O Capital. Livro I. São Paulo: Boitempo Editorial, 2016.
MARX, K. O Capital. Livro III. São Paulo: Boitempo Editorial, 2017.
NIETZSCHE. A Genealogia da Moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
SILBERTAN-BLANC, Guillaume. Politique et État chez Deleuze et Guattari. Paris: Puf,
2013.

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