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Índice

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 2
1.1. Objectivos .......................................................................................................... 2
1.1.1. Geral ........................................................................................................... 2
1.1.2. Específicos .................................................................................................. 2
2.2 Tipo de pesquisa ..................................................................................................... 3
3. ESTADO ................................................................................................................... 3
3.2. Origem e Formação do Estado........................................................................... 3
3.3. Conceitos ........................................................................................................... 4
3.4. Evolução histórica do Estado ............................................................................. 4
3.5. Elementos do estado .......................................................................................... 6
3.5.1. Formas de governo ......................................................................................... 6
3.5.2. Sistemas de governo ....................................................................................... 7
4. CONCLUSÃO .......................................................................................................... 8
5. REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 9
1. INTRODUÇÃO
Sem muito alardo, são várias as vezes que escutamos a palavra Estado, portanto, o pilar
temático desse trabalho traça aponte entre o aparecimento do Estado até seus elementos.
Todos conhecem o “dogma” dos chamados elementos do estado. Sempre têm sido
apresentados como sendo População, território e Governo (poder político). Propomos
aqui começar uma indagação sobre o aparecimento do Estado, não detendo-nos, falamos
em prol do Governo. Far-se-á, outrossim, sucinta abordagem acerca da questão referente
aos sistemas de governo.

Decidimos falar de forma mais desenvolvida sobre o Governo devido ao crescente uso
descriminado de tal palavra. Por Estado, entende-se a unidade administrativa de um
território. Não existe Estado sem território. O Estado é formado pelo conjunto de
instituições públicas que representam, organizam e atendem (ao menos em tese) os
anseios da população que habita o seu território. Dessa forma, o Governo seria apenas
uma das instituições que compõem o Estado, com a função de administrá-lo. Os governos
são transitórios e apresentam diferentes formas, que variam de um lugar para outro,
enquanto os Estados são permanentes.

1.1. Objectivos
1.1.1. Geral

 Compreender as teorias de aparição do Estado.

1.1.2. Específicos
 Indicar as causas determinantes na origem do Estado.
 Explicar a evolução histórica do Estado
 Descrever as formas de Governo.

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2. Metodologia
Segundo Fortin (2003, p.108) citado por Oliveira (2009, p.30), “a fase da metodologia
operacionaliza o estudo, precisando o tipo de estudo as definições operacionais das
variáveis”.

2.1. Método de abordagem


Para o trabalho de pesquisa propomos o método científico investigatório e dedutivo, pois
segundo Gil (2011, p.9), “o método dedutivo parte de princípios reconhecidos como os
verdadeiros e indiscutíveis e possibilita chegar a conclusões de maneira puramente
formal, isto é, em virtude unicamente de sua logica.

2.2 Tipo de pesquisa


O presente trabalho baseou-se na pesquisa bibliográfica, que permitiu buscar informação
dos documentos públicos e reconhecidos na internet, também informações advindas de
manuais contendo a informação a respeito do tema.

3. ESTADO
3.1. Origem e Formação do Estado
A palavra “Estado” deriva do latim “status”, que significa estar firme. Estado é a situação
permanente de convivência, o modo de ser de uma sociedade politicamente organizada.

O Estado nem sempre foi usado para determinar uma sociedade politica. O responsável
por determinar Estado como uma sociedade política foi Maquiavel, em sua obra “O
príncipe” publicado em 1531, no trecho: “todos os estados, todos os domínios que tiveram
e tem poder sobre os homens, são estados e são repúblicas ou principados”. Em relação
a época do aparecimento do Estado temos três posicionamentos fundamentais:

 Para alguns autores o Estado sempre existiu nas sociedades, pois o homem é
integrado a uma organização social com poder e autoridade para determinar o
comportamento de um grupo, é um elemento universal na organização social
humana.
 A maioria dos autores, afirma que, a sociedade existiu por um período sem o
Estado, este foi constituído para atender as necessidades de grupos sociais.
 Para outros, Estado só é admitido a sociedade política dotada de certas
características muito bem definidas.

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3.2. Conceitos
De acordo com António de Sousa Lara (2007), o Estado é o conjunto da população de
nacionais que se encontra fixa num determinado território, no qual uma autoridade dotada
de soberania, cuja principal função é a de satisfazer as necessidades colectivas.

Para Karl Schmidt Estado é conceito histórico concreto que surge com a ideia e a prática
da soberania.

São duas as justificativas teóricas que determinam a existência do Estado:

 Teoria natural: afirma que o Estado se formou naturalmente da organização


humana.
 Teoria contratual: é um pacto entre os homens, onde interesses individuais são
transferidos a esta entidade em prol do interesse colectivo.

Existem três causas determinantes na origem do Estado:

 Origem familiar: a família é o núcleo, o elemento inicial do Estado. A família


se expande aparecendo como sociedade política.
 Origem em atos de força: é onde um grupo mais forte domina o mais fraco. O
Estado surge para regular as relações entre dominantes e dominados.
 Origem em causas econômicas ou patrimoniais: o Estado surge para regular
relações patrimoniais, a exemplo da propriedade e relações econômicas.

3.3. Evolução histórica do Estado


O estudo da evolução histórica do Estado não tem a intenção de nos mostrar as
curiosidades, ele é fundamental na descoberta de movimentos constantes e muito valiosos
para formação de probabilidades de evoluções futuras do Estado.

 Estado Antigo: Não existia uma diferença entre o Estado, a religião, a família e
a organização econômica, formavam um conjunto confuso. O Estado Antigo
aparece como unidade geral, não havendo divisão interior, territorial e de funções.
A principal influencia no Estado foi religiosa, tudo era justificado em uma vontade
divina.
 Estado Grego: A principal característica é a cidade-Estado (polis), a cidade era
independente visando a autossuficiência económica. Era uma sociedade política

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de maior expressão, existe uma elite que compõem a chamada classe política, essa
participa das decisões em assuntos de carácter público.
 Estado Romano: A característica da organização do Estado Romano é a base
familiar, toda estrutura de Estado era pensada na estrutura familiar. O povo
participa das decisões do governo, porém, a noção de povo era restrita, apenas
uma pequena parte da população. Os governantes supremos eram os magistrados,
ou seja, as famílias patrícias. Com uma evolução lenta e um sólido núcleo de poder
politico, a instituição era mais forte que a sociedade.
 Estado Medieval: marcado pelo cristianismo, as invasões dos bárbaros e o
feudalismo. No plano do Estado a Idade Média se trata de um dos períodos mais
instáveis e difíceis. Pretendia-se uma grande unidade politica, livre da influencia
de fatores tradicionais. O cristianismo afirma a unidade da Igreja, ideia de
igualdade aos homens, visava a universalidade cristã como ideia de Estado
universal, com os mesmos princípios e as mesmas normas de comportamento. A
igreja estimulava o Império como unidade politica, porém, haviam vários centros
de poder, todos com autoridade e o Imperador não se submetia a Igreja. Assim,
formalmente o Império era o poder supremo, mas na prática não existia uma
autoridade de fato, nem uma ordem correspondente a este poder supremo. Com a
invasão dos bárbaros, houve uma grave perturbação e fortes transformações na
ordem estabelecida, introduziram novos costumes, as regiões invadidas formaram
unidades politicas independentes, resultando em numerosos Estados. No
feudalismo o poder derivava do elemento patrimonial, valoriza-se a posse da terra,
o senhor feudal detinha o poder sobre os servos.
 Estado Moderno: O principal motivo para a criação do Estado Moderno é a
necessidade de ordem e autoridade, pois como vimos no Estado Medieval existia
uma enorme instabilidade politica, econômica e social. Este processo de um
estado ocorreu em diferentes momentos e de formas distintas na Europa
Ocidental. A principal característica é a centralização politica, o poder do Estado
centralizado. Existia uma independência da autoridade estatal, o poder tem como
titular o Estado, o Estado se torna um ente publico, não é propriedade de um
senhor.

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3.4. Elementos do estado
População: todas as pessoas presentes no território do estado, num determinado
momento, inclusive estrageiros e apátridas, fazem parte da população. É, por conseguinte,
a população sob esse aspecto um dado essencialmente quantitativo, que independe de
qualquer laço jurídico de sujeição ao poder estatal. Marcelo Caetano opta por usar o termo
“Povo” que designa colectividade de pessoas que partilha valores, cultura entre outras
características, destacando-se a questão da nacionalidade.

Território: espaço geográfico, limitado por fronteira, onde decorre a vida social da
população do Estado

Governo (Poder Politico): Conjunto de pessoas que determinam a orientação politica de


determinada sociedade, é o elemento que faz a gestão dos outros dois elementos. Este
existe para que se mantenha uma organização interna e sejam satisfeitas as necessidades
do povo do Estado. Governo que é, na prática, a organização e o funcionamento do poder
estatal, de acordo com os critérios adotados para tal. Em termos gerais pode se dizer que
é o conjunto de atores políticos, tanto indivíduos, grupos ou partidos, que ocupam os
postos oficiais de comando do Poder Executivo, em cada um dos níveis da administração
pública. Tem, por isso, papel intermediário entre a povo e o Estado (Sociedade Política)
de carácter temporário, cujo exercício está legitimado constitucionalmente.

3.4.1. Formas de governo


As formas de governo, nas palavras de Darcy Azambuja, são “formas de vida do Estado
que revelam o caráter coletivo do seu elemento humano, representam a reação
psicológica da sociedade às diversas e complexas influências de natureza moral,
intelectual, geográfica, económica e política através da História”. Sob um viés
semelhante, Paulo Bonavides esclarece: “Como formas de Governo, temos a organização
e o funcionamento do poder estatal, consoante a critérios adotados para a determinação
de sua natureza” segundo essas duas concepções encontramos as seguintes formas de
governo:

 Monarquia: O cargo de chefe é vitalício, hereditário e sem responsabilidade.


Assim, todo o poder político está concentrado nas mãos de uma só pessoa, que o
exerce através de si ou de delegações. Ou seja, é um Estado dirigido, comandado,
administrado por uma só pessoa conforme sua arbitrariedade, independendo da
vontade da população de querê-lo ou não como monarca.

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 República: nesta forma de governo, o povo tem o direito (as vezes o dever), de
escolher seus governantes, participando da administração de forma direta ou
indireta, dependendo do sistema de governo. Os governantes, escolhidos pelo
povo administram o Estado visando o bem comum.

3.4.2. Sistemas de governo


 Presidencialismo: Modelo de sistema em que há concentração do chefe de
governo e o chefe de Estado na figura de uma só pessoa, o Presidente, mas não
deve jamais ser confundido com monarquia ou algo do gênero, pois neste sistema
os governantes devem ser escolhidos pelo povo, pressupondo assim, a democracia
(regime de governo).

São características desse sistema de governo as seguintes:

 Divisão orgânica dos poderes;


 independência entre os poderes;
 Harmonia entre os poderes;
 Eleições diretas pelo povo, exceto em casos excepcionais.

Encontramos o sistema Parlamentarista:

 Parlamentarismo: os parlamentares, assim como no presidencialismo, são


escolhidos pela população, no entanto, neste sistema de governo há diferença
entre chefe de governo (administra o pais) e chefe de Estado (relações externas e
forças armadas) que são escolhidos pelos parlamentares e não diretamente pelo
povo.

Nesse sistema podemos citar as seguintes características:

 Divisão orgânica dos poderes;


 interdependência entre legislativo e executivo;
 Descentralização de chefia de governo e chefia de Estado numa só pessoa;
 Parlamento escolhe o chefe de Estado;
 Dissolução do parlamento com convocação de novas eleições gerais, por injunção
do Chefe de Estado;

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4. CONCLUSÃO
Ao longo desse breve trabalho foram abordados assuntos considerados de fundamental
importância, no entanto, estando cientes da exaustão didática que pode ser aqui
encontrada, trouxemos de forma distanciada de detalhes um breve resumo.

O Estado, disse um autor francês, Maurice Hauriou, é a instituição das instituições.


Citando António de Sousa, Estado é o conjunto da população de nacionais que se encontra
fixa num determinado território, no qual uma autoridade dotada de soberania, cuja
principal função é a de satisfazer as necessidades colectivas.

São duas as justificativas teóricas que determinam a existência do Estado: Natural, que
não muito foge da sua nomenclatura, afirma que o estado surge naturalmente. A
Contratual, não menos simples, declara que o estado surge do acordo de vontades entre
os Homens.

Governo, por outro lado, pode se dizer que é o conjunto de actores políticos, tanto
indivíduos, grupos ou partidos, que ocupam os postos oficiais de comando do Poder
Executivo.

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5. REFERÊNCIAS
CAETANO, Marcelo. Manual de Ciência Política e Direito Constitucional. Coimbra:
Almedina, 1996.

CHEVALLIER, Jean-Jaques. História do Pensamento Político: da Cidade Estado ao


apogeu do Estado-Nação monárquico. Tradução de Roberto Cortes de Lacerda. Rio de
Janeiro: Guanabara, 1982.

DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos da Teoria Geral do Estado, Rio de Janeiro:


Saraiva, 1998, p. 122.

Lara, António de Sousa (2007) Ciência Política – Estudo da Ordem e da Subversão.


ISCSP –UTL

Sites Usados:

https://www.passeidireito.com/arquivo/22454680/7-partidos-politicos 19/08/19 às 09:36

https://www.passeidireito.com/arquivo/1898602/representacao-politica19/08/19 às
18:03

https://www.passeidireito.com/arquivo/2100462/ciencia-politica---regimes-e-sistemas-
de-governo 19/08/19 às 11:28

www.profpito.com/FABEL.TGE.html 19/08/19 às 11:53

https://www.monografias.com/pt/trabalhos915/governo-estado/governo-estado.shtml
19/08/19 às 10:41

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