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Regra dos 72: O que é e Como Ela Pode Facilitar a Sua Vida Como Investidor

que é e Como Ela Pode Facilitar a Sua Vida Como Investidor hcinvestimentos.com /2017/07/31/regra-dos-72/ Ramiro Gomes

Ramiro Gomes Ferreira

A regra dos 72.

Uma simples operação matemática que pode facilitar muito a sua vida como investidor.

Você já ouviu falar nela?

Provavelmente, ainda não.

Pelo menos, até agora.

Pois bem: a regra dos 72 é uma ferramenta muito poderosa e fácil de usar que vai fazer com que você faça cálculos de juros compostos em poucos segundos.

Sim.

Antes de conhecer ela, eu sempre errava feio ao fazer cálculos de cabeça sobre o efeito das taxas de juros sobre um dado investimento.

Afinal, eu não conseguia incluir no cálculo de cabeça o efeito dos juros compostos.

Provavelmente, você passe pelo mesmo problema.

Se for assim, trago uma boa notícia:

Depois de conhecê-la, passei a fazer contas complexas em poucos segundos.

E eu tenho certeza que isso será realidade para você, também.

Nesse novo artigo do HC Investimentos, vou te contar o que é essa tal de “Regra dos 72

e como ela pode aplicar ela em seus investimentos.

Obviamente, também vou te ensinar a aplicar ela na sua vida!

Então continue lendo o artigo para saber mais sobre pontos como…

POR QUE A REGRA DOS 72?

O cálculo de juros compostos é um tabu para muitos investidores.

Saber calcular ele e entender o seu efeito “de cabeça” é tarefa para poucos.

Na minha experiência como educador financeiro e gestor de investimentos, percebi que

muitas pessoas não se acostumam com a ideia de que quando falamos em juros compostos o efeito dos juros se faz sobre o patrimônio inicial MAIS os juros já recebidos anteriormente.

Entretanto, quando se depara com esse tipo de cálculo, o investidor geralmente segue uma linha de raciocínio assim…

“Bom, se eu tenho mil reais e eles rendem dez por cento ao ano, em dez anos eu vou dobrar o meu capital.”

Dá para entender bem essa lógica, não é?

Afinal, vamos somando 10% até que o total dê 100% (10 x 10%).

É aí, pensamos, que o patrimônio irá dobrar.

Porém, esse raciocínio está incorreto.

Ela incide sobre o patrimônio inicial + os juros já recebidos anteriormente.

Então uma aplicação que renda 10% ao ano não levará 10 anos para dobrar o capital.

Levará menos!

Agora, talvez você pense…

“Nossa, que legal! Então quanto tempo levará para eu dobrar meu patrimônio investindo a uma taxa de 10% ao ano, Ramiro?”

Cerca de 7 anos e alguns meses.

Ou melhor: 7,2 anos.

Quer saber como eu cheguei nessa conclusão?

Eu simplesmente apliquei a regra dos 72.

A REGRA DOS 72: O PODER DOS JUROS COMPOSTOS PARA DOBRAR O CAPITAL

Indo direto ao ponto:

A regra dos 72 indica quanto tempo o seu investimento levará para dobrar o valor

nominal.

A fórmula é essa:

72 / taxa de juros da aplicação = número de anos para patrimônio dobrar

No exemplo que eu dei, dividi 72 por 10 (taxa da aplicação) para chegar a um prazo de 7,2 anos para que o capital dobre.

No exemplo abaixo, onde trabalhei com uma taxa de 16%, o tempo necessário para dobrar o patrimônio era ainda menor:

tempo necessário para dobrar o patrimônio era ainda menor: Simples, porém poderosa. Essa é a regra

Simples, porém poderosa. Essa é a regra dos 72.

Interessante, não é?

Então leve sempre essa regra em consideração quando você for fazer cálculos de cabeça sobre os efeitos das taxas de juros.

E, é claro, o mesmo vale para contas de juros sobre financiamentos.

Por exemplo:

Se você tiver um empréstimo com custo de 30% ao ano, tenha certeza que o valor que você deve não vai demorar três anos e alguns meses para dobrar – que seria a conta de fazer 30% + 30% + 30% – mas sim cerca de 2,4 anos…

Já que 72/30 = 2,4

Gostou da sacada, né?

Entretanto, aqui eu preciso fazer um alerta…

JUROS NOMINAIS Vs JUROS REAIS

O quê?

Juros reais = Juros nominais – Inflação

Ou seja:

No exemplo citado, um patrimônio investido a 10% ao ano dobraria de valor em termos nominais.

E agora, se a inflação do período fosse de 5% ao ano, como ficaria a conta?

Bom, a “dobra” nominal seria igual.

R$ 10.000,00 se transformaria em R$ 20.000,00.

Entretanto, o poder de compra não seria dobrado.

Afinal, a inflação corroeu parte desses retornos.

Então, para entender verdadeiramente quando um patrimônio dobra de PODER DE COMPRA, pense sempre no seu retorno superior a inflação.

E como fazer esse cálculo?

No exemplo citado, de taxa de juros anual de 10% ao ano e inflação anual de 5% ao ano, teríamos um retorno real anual de 4,76%

Porque a fórmula para retorno real é:

(1 + Taxa de Juros) / (1 + Inflação) – 1

Então, considerando que o patrimônio rendeu cerca de 4,76% ao ano acima da inflação, ele teria dobrado de poder de compra em….

15 anos!

É…

Às vezes somos enganados por altas taxas de juros em períodos de inflação alta.

CONCLUSÃO: UMA CONTA PRÁTICA PARA FACILITAR SEU CÁLCULO

Então é assim que se aplica a regra dos 72.

Perceba como essa rápida conta pode facilitar bastante a sua vida de investidor.

Agora, tenho certeza que você não vai mais se confundir ao fazer cálculos de cabeça sobre taxas de juros

Ah, mas lembre-se:

Não se iluda com o simples fato de ver um patrimônio dobrando.

Dobrar o valor investido em um ano de inflação de 100% (num cenário extremamente forçado e hipotético) significa manter o patrimônio exatamente com o mesmo poder de compra do que no ano anterior.

Portanto, sempre lembre-se de utilizar a regra dos 72 em conjunto com o cálculo de taxa de juros real.

Ou seja, somente aplique essa fórmula:

72 / taxa retorno % = número de anos para dobrar o capital

Em conjunto com essa fórmula:

Taxa de retorno real = (1 + taxa de retorno nominal) / (1 + taxa da inflação do período) – 1

E aí, gostou dessa sacada?

Um grande abraço e até a próxima!

Ramiro Gomes Ferreira