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ANGLO

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0
Ensino Médio

1ª- série

Manual do
Professor
1
FÍSICA
Luís Ricardo ARRUDA de Andrade • Ronaldo CARRILHO
MADSON Molina • CARLINHOS N. Marmo
ÉLCIO Moutinho Silveira • DULCÍDIO Braz Jr.

ANGLO

30
Ensino Médio

1 ª- série

Manual do
Professor
1
FÍSICA
Direção de inovação e conteúdo: Guilherme Luz
Direção executiva: Irina Bullara Martins Lachowski
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Duda Albuquerque, Henrique Braga
e Rodolfo Marinho
Supervisão da disciplina: Ronaldo Carrilho
Gestão e coordenação de área: Julio Cesar Augustus de Paula
Santos e Juliana Grassmann dos Santos
Colaboração editorial: Maria Fernanda Neves
Edição: Alexandre Braga D‘Avila
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Adjane Oliveira e Paula P. O. C. Kusznir
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Adriana Rinaldi, Ana Curci,
Brenda T. de Medeiros Morais, Celina I. Fugyama, Danielle Modesto,
Larissa Vazquez, Lilian M. Kumai, Luciana B. de Azevedo,
Luís Maurício Boa Nova, Marília Lima, Marina Saraiva, Patricia Cordeiro,
Patrícia Travanca, Raquel A. Taveira, Ricardo Miyake, Sueli Bossi,
Rita de Cássia Costa, Vanessa Nunes S. Lucena e
Madrigais Produção Editorial de Textos
Edição de arte: Daniela Amaral (coord.) e Antonio Cesar Decarli
Diagramação: Casa de Tipos e WS Studio
Iconografia e licenciamento de texto: Sílvio Kligin (superv.), Denise
Durand Kremer (coord.), Claudia Bertolazzi, Claudia Cristina Balista, Ellen
Colombo Finta, Fernanda Regina Sales Gomes, Jad Silva, Roberta Freire
Lacerda Santos, Sara Plaça (pesquisa iconográfica), Liliane Rodrigues, Thalita
Corina da Silva (licenciamento de textos)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Casa de Tipos e Avits
Cartografia: Eric Fuzii (coord.)
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Keith Ladzinski/National Geographic Creative/Getty Images
Projeto gráfico de miolo: Talita Guedes da Silva

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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Anglo : ensino médio 30 : física 1a série : cadernos 1, 2, 3 e 4 : manual


do professor. -- 1. ed. -- São Paulo : SOMOS Sistemas de Ensino, 2018.

Vários autores.
Bibliografia.

1. Física (Ensino médio).

17-09567 CDD-530.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Física : Ensino médio 530.7

2018
ISBN 978 85 468 1394 0 (AL)
Código da obra 831152118
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento

Uma publicação
Apresentação
Caro professor,
Reescrever um material que, com o excelente trabalho dos conveniados, tem alcançado os melhores resultados
do Brasil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não foi tarefa fácil, mas um desafio que enfrentamos e ven-
cemos, como você poderá constatar.
Nesse processo, buscamos produzir um material didático capaz de aliar motivação dos alunos, qualidade de
ensino e elevados padrões acadêmicos – uma tríade que representa um trabalho de excelência nas escolas.
As inovações e os aperfeiçoamentos foram feitos tomando como referência as conversas realizadas nos diversos
encontros com os autores e as preciosas colocações feitas no Fale com o Autor, buscando também olhar para o futuro.
O material dos alunos é composto de Caderno do Aluno, Livro-texto e Caderno de Exercícios. Além disso, eles
também podem contar com a Plataforma de Estudo Adaptativo, com objetos digitais e outras ferramentas no
portal do sistema. Você, professor, tem acesso a tudo isso e ainda ao Fale com o Autor, à TVWeb, às Separatas, aos
Comunicados e muito mais!
Agora, vamos falar de cada parte separadamente.

CADERNO DO ALUNO
No Caderno do Aluno, as disciplinas estão agrupadas em função da área de conhecimento a que pertencem:
Redação, Gramática e Texto, Literatura e Língua Inglesa na área de “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”; Ma-
temática em sua própria área, “Matemática e suas Tecnologias”; Biologia, Física e Química na área de “Ciências da
Natureza e suas Tecnologias”; e, finalmente, História e Geografia na área de “Ciências Humanas e suas Tecnologias”.
Na abertura de cada área há um quadro com as competências e habilidades correspondentes.
Enem – Para cada aula, é apresentado o objeto de conhecimento da Matriz de Referência do Enem relacionado
com o assunto estudado.
A Matriz de Referência do Enem apresenta os eixos cognitivos (comuns a todas as áreas do conhecimento),
as matrizes de referência das áreas do conhecimento (divididas em competências e, estas, em habilidades) e
os objetos de conhecimento associados às matrizes de referência.
Além dessa nova organização, cada disciplina conta com uma série de seções em comum.
Nesta aula – Esta seção, que traz os tópicos que serão trabalhados na aula, permite aos alunos prestar atenção
na explicação do professor e fazer registros complementares em função do conteúdo apresentado. Isso evita aquela
frase “ou eu copio, ou presto atenção” e favorece o desenvolvimento da aula, já que o professor ganha tempo.
Em classe – Seção de exercícios para serem feitos em sala de aula, em nível crescente de dificuldade. A maioria
deles apresenta o selo com as habilidades da Matriz de Referência do Enem. Esse selo permite a alunos e professo-

Física
res dar atenção diferenciada à atividade. Quanto mais diferenciada é essa atenção, melhor é a preparação do aluno
para provas como as do Enem – quanto mais ele aprender, mais bem preparado vai estar e mais motivado para a
aprendizagem vai ficar, melhorando assim a aula do professor.
Em casa – Esta seção traz atividades que devem ser realizadas pelos alunos para complementar a aprendizagem.
De nada adiantam intermináveis horas de aula se o aluno não tiver a oportunidade do estudo individualizado para
aplicar seu conhecimento. Esta seção está dividida em:
• Tarefas Mínimas – É um conjunto de orientações de estudo para que o aluno domine os pré-requisitos que pos-
sibilitarão dar continuidade à aprendizagem na aula seguinte. É importante dizer que a quantidade de exercícios
propostos corresponde a uma adequada carga de trabalho, sem sobrecarregar ou exigir algo que sabemos ser
impossível cumprir.

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• Tarefas Complementares – É a continuidade dos estudos propostos nas Tarefas Mínimas e permite ao aluno apro-
fundar-se nos conteúdos em que sentir necessidade, ou tiver possibilidade, ou ainda se for orientado pelo professor.
Rumo ao Enem – Ao final de cada setor, há um conjunto de questões elaboradas pelos autores seguindo padrão
semelhante ao do Enem e também retiradas das provas oficiais. Em alguns momentos são indicadas pelos autores
como parte das tarefas. Esta seção serve como fonte de exercícios extras para a sala de aula, dependendo da inten-
ção do professor de cada disciplina, e dá aos alunos a possibilidade de aplicar seus conhecimentos nesse tipo de
questão e de avaliar sua performance.
Atividade Interdisciplinar – Atividade envolvendo diversas áreas e que pode ser aplicada em certo número de
aulas, a critério dos professores das disciplinas envolvidas. A principal intenção desta seção é permitir ao aluno uma vi-
são múltipla de determinados assuntos, motivando ainda mais o estudo e o aprofundamento de seus conhecimentos.

LIVRO-TEXTO
Com linguagem envolvente, mesmo nas áreas consideradas mais difíceis, o Livro-texto traz o texto didático de
cada conteúdo trabalhado, dando ao aluno mais embasamento, com muitos exemplos que servirão de modelo em
exercícios.

CADERNO DE EXERCÍCIOS
No Caderno de Exercícios temos os exercícios solicitados nas Tarefas Mínimas (TM) e Complementares (TC)
e também exercícios extras, não pedidos nem na TM nem na TC, prontos para o aluno que quer estudar mais ou
para o professor que deseja passar mais exercícios de determinado conteúdo. Assim, não será necessário recorrer à
impressão de listas de exercícios, poupando tempo e recursos de todos os atores: professores e escolas.
O Caderno de Exercícios dos alunos não vem com respostas. Elas aparecem no final do Manual do Professor,
fazendo com que você, ao trabalhar com as tarefas em sala de aula, perceba com tranquilidade quais alunos
fizeram ou não os exercícios e possa dar os melhores encaminhamentos para que a aprendizagem seja ampliada
e aperfeiçoada.

E O MANUAL DO PROFESSOR?
Um aspecto que ajuda a classificar uma escola como de boa qualidade é o desenvolvimento profissional dos
professores, para o que o Manual do Professor (MP) é instrumento que colabora muito.
No MP você encontrará os objetivos de cada aula (para ajudar a elaborar o planejamento escolar) e as sugestões
de encaminhamento da aula. Encontrará ainda sugestões de objetos digitais, de exercícios extras e de textos de
aprimoramento e de atualização, que podem, também, ser utilizados no trabalho com os alunos.
A partir do entendimento da estrutura de nosso material, podemos apresentar nossa fundamentação pedagó-
gica, baseada no momento que é o ponto central deste sistema de ensino: a aula! E também em nosso lema: “Aula
dada, aula estudada”!
A estrutura foi pensada com base no Círculo Virtuoso da Aprendizagem:
Manual do Professor

Aula bem
Aula bem proposta
estudada (Autor)

Aula bem Aula bem


assistida preparada

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Aula bem proposta – O programa está distribuído criteriosamente pelas aulas de que dispomos para desenvolver
cada curso. Procuramos dimensionar cada uma delas com tempo suficiente para a exposição teórica e a realização
de exercícios pelos alunos em classe.
Aula bem preparada – Os planos de aula são bem detalhados, fornecendo as informações necessárias para a
preparação de seu trabalho. É importante que você observe bem o material do aluno, veja as questões propostas
e considere a possibilidade de introduzir objetos digitais. Examine as Tarefas Mínimas e Complementares e resolva
com antecedência todos os exercícios envolvidos.
Aula bem assistida – Sempre que conseguir motivar a classe, mantendo um diálogo constante com os alunos,
e eles sentirem que estão aprendendo, a aula terá sido eficiente. Não pactue com os dispersivos. Exija dos alunos
concentração, participação nos diálogos e muita garra durante as atividades de aula.
Aula bem estudada – É o resultado da resolução diária de todas as Tarefas Mínimas e de pelo menos parte das
Tarefas Complementares. Os alunos devem ser orientados a fazer a avaliação de seu desempenho após cada prova
e procurar o Plantão de dúvidas para esclarecimentos sobre as atividades propostas para casa.
Estamos à disposição para tirar dúvidas, ouvir opiniões e sugestões em nossos Encontros Presenciais e no Fale
com o Autor.
Um espetacular ano letivo para todos!

Equipe Anglo

Física

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Sumário
Esclarecimentos iniciais ................................................................................................................................. 7

Setor A .............................................................................................................................................................. 7

Aulas 1 e 2 - Referenciais. Movimento e repouso. Espaço (ou abscissa). Deslocamento .................................. 7

Aulas 3 e 4 - Equação dos espaços. Gráfico dos espaços................................................................................... 8

Aulas 5 e 6 - Velocidade escalar (instantânea). Equação da velocidade.


Gráfico da velocidade. Velocidade escalar média ......................................................................... 9

Aula 7 - Aplicações de velocidade escalar instantânea e velocidade média................................................. 10

Aulas 8 e 9 - Movimento uniforme......................................................................................................................... 10

Aula 10 - Aceleração escalar e movimento uniformemente variado ................................................................ 11

Aulas 11 e 12 - Equação e gráfico dos espaços do movimento uniformemente variado (MUV) ................... 12

Aulas 13 e 14 - Equação de Torricelli e exercícios gerais de MUV ...................................................................... 12

Aulas 15 e 16 - Descrevendo um movimento circular uniforme ......................................................................... 13

Setor B ............................................................................................................................................................ 14

Aulas 1 e 2 - Óptica Geométrica: fundamentos .................................................................................................. 14

Aulas 3 e 4 - Fenômenos, sombra e penumbra ................................................................................................... 15

Aula 5 - Leis da reflexão ......................................................................................................................................... 16

Aulas 6 e 7 - As imagens formadas pelo espelho plano..................................................................................... 20

Aula 8 - O campo visual em um espelho plano .................................................................................................. 21

Aulas 9 e 10 - Os espelhos esféricos ..................................................................................................................... 21

Aulas 11 e 12 - Os espelhos esféricos ................................................................................................................... 22

Aula 13 - O fenômeno da refração....................................................................................................................... 23


Manual do Professor

Aulas 14 e 15 - As leis da refração ........................................................................................................................ 24

Aula 16 - O fenômeno da reflexão total ............................................................................................................... 24

Atividades interdisciplinares ........................................................................................................................ 27

Respostas – Caderno de Exercícios 1 .......................................................................................................... 28

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Esclarecimentos iniciais
Introdução Encaminhamento
Nossa proposta para o curso de Física é que o aluno possa Inicie a aula 1 comentando que a Mecânica é a parte da Física
desenvolver competências associadas à compreensão dos princi­ que estuda o movimento. Cite rapidamente a divisão da Mecânica
pais fenômenos físicos presentes no cotidiano e outros que não em: Cinemática, Dinâmica e Estática.
são observáveis, mas extremamente importantes. Evitando me­ Dê alguns exemplos de tipos de problemas que serão resolvidos
morizações excessivas e de pouca utilidade prática, procuramos, ao longo do ano mostrando a diversidade de situações – no Livro­
sempre que possível, contextualizar os exercícios a fim de que sua ­texto, na introdução do capítulo, há algumas sugestões. Saliente que
exposição  possa ser mais sucinta, mais objetiva e mais agradável. o propósito do curso é identificar leis gerais que sejam válidas tanto
Tal prática será nosso guia durante todo o curso. para um próton como para o núcleo de um átomo, para um veículo,
As aulas deste primeiro Caderno abordam: as noções de Cinemá­ para um planeta ou para uma estrela. Explique de maneira sucinta os
tica no setor A e as noções fundamentais da Óptica Geométrica no termos posição e corpo. Somente, então, comece o tema da aula que é
setor B. mostrar que movimento e repouso dependem do referencial escolhido
Você deve ter em mente que alguns tópicos da teoria podem e que referencial é outro corpo. É importante explicar os eixos, que
ser abordados durante os exercícios propostos para atividade em certamente os alunos já viram no Ensino Fundamental II, mas explicar
sala de aula. Procure fazer a aula estar mais centrada no trabalho que eles têm de ser vinculados ao corpo adotado como referencial.
dos alunos, seja individual, seja em grupo. Cabe a você orientar Os exemplos são muitos e, normalmente, de fácil compreensão – o
e balizar essas atividades, tornando as aulas menos expositivas clássico é o que relata a situação de um menino, sentado no banco de
e mais participativas. Sugeriremos apresentações, vídeos, expe­ um ônibus, que está em repouso em relação ao ônibus e em movi­
rimentos e outros recursos que possam dar leveza, fluidez e ce­ mento em relação à rua ou ao solo ou à Terra. Contudo, evite falar em
leridade às aulas. “observador”, apesar de alguns exames trazerem questões que falam
isso. Essa situação pode levar a um erro de raciocínio, pois passa a
É desejável que você conheça toda a teoria desenvolvida no
impressão de que estar em movimento ou em repouso é uma questão
Livro‒texto a fim de que possamos afinar nossos discursos e con­
de ponto de vista, quando, na realidade, é uma questão de referencial.
ceitos. É imperativo conhecer todos os exercícios propostos no
Na Física, o observador não é aquele que observa, é aquele que mede.
Caderno de Exercícios.
Ao dar o exemplo do menino parado no ônibus, diga que, para
Esperamos que este material permita a você desenvolver os um referencial fixo no menino A, as coordenadas do colega B se
conteúdos com seu próprio ritmo e com sua própria didática. mantêm constantes.
Boas aulas! Ao falar dos sistemas de eixos, comente algumas diferenças en­
tre a Física e a Matemática – na Física, os eixos são fixos a corpos,
há necessidade de unidades não arbitrárias e, sobretudo, lida com
corpos e não com pontos e outras abstrações como a Matemática
trata. Como subsídio, leia o item 5 sobre este tema no Livro‒texto.

Setor A Faça o exercício 1 acrescentando algumas considerações sobre a


importância de Galileu. Comente que há dúvida sobre a veracidade
da experiência na torre de Pisa, mas que o assunto será retomado
muitas vezes no decorrer do ano.

aulas 1 e 2
Física
Faça o exercício 2 revendo todas as informações apresentadas:
movimento da vítima em relação ao helicóptero e movimento da
Referenciais. Movimento e repouso. vítima em relação à Terra.
A aula 2 é mais curta do que a aula 1. Recomendamos que você
Espaço (ou abscissa). Deslocamento aproveite para resolver algum exercício da seção “Em casa”. É uma
oportunidade para insistir que a tarefa deve ser feita de maneira
Objetivos autônoma pelos alunos, o que não impede de você socorrê­los
Estabelecer os conceitos de movimento, repouso, referencial em casos pontuais.
e trajetória. Se os alunos não tiverem dúvidas nas tarefas, faça o exercício 3
Estabelecer os conceitos de como localizar um corpo que per­ aproveitando para rever todos os temas da aula 1: movimento,
corre uma trajetória conhecida. repouso e referenciais.

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Inicie a explanação da teoria desta aula comentando sobre uma Uma sugestão de experimento: leve, para a aula, um carrinho
sugestão de experimento para apresentar o conceito de espaço, que de pilha que se movimente lentamente. Coloque­o para se mo­
será usado em todas as aulas, pelo menos até a aula 17, já no Caderno 2. vimentar seguindo a fita métrica e, com o auxílio dos alunos, vá
Leve para a sala uma fita métrica ou trena e um carrinho de anotando o valor do espaço (S) a cada valor de t. Mostre que há
brinquedo. Usando a fita métrica (ou a trena), fazendo o 0 (zero) um determinado padrão na associação dos dados apresentados
como origem, estique­a até o carrinho para explicar a ideia de onde se pode associar uma relação matemática.
espaço (S) de um ponto. Apresente o conceito de equação dos espaços. Recomendamos
Comente que o conceito de espaço tem significado apenas que o nome melhor seria “função dos espaços”. Uma alternativa é
quando é escolhida previamente uma origem, que o espaço pode a exibição de um Power point ou outro objeto digital mostrando
ser negativo e que pode ser aplicado a uma trajetória curvilínea a posição de um corpo em intervalos de tempos iguais. Da obser­
como, por exemplo, quando um alfaiate faz medições da cintura vação, leve os alunos a descobrirem uma função que relacione o
ou do busto. Volte a comentar sobre o porquê de adotar o 0 (zero) valor de S com o de t.
como origem quando explicar o conceito de diferença entre as Faça os exercícios 1 a 3 procurando repetir a demonstração feita
posições e a facilidade da escolha para cálculos matemáticos. pelo professor na Sugestão do experimento.
Comente que o emprego da palavra “espaço” causa confusões
porque o nome ideal seria “abscissa”. No exercício 1, todas as afirmações giram em torno do mes­
O próximo passo é explicar o significado de DS: a variação de S, mo tema: leitura e interpretação da tabela. Na resolução, há um
ou seja, o quanto a indicação na fita métrica aumenta ou diminui. comentário para cada afirmação. Sugerimos que a resolução do
É importante comentar que DS é denominado deslocamento exercício seja uma expansão desses comentários.
escalar. A palavra “escalar” significa: que pode ser colocado em No exercício 2, comece convencendo os alunos de que as ex­
uma escala. Sendo assim, podemos dizer se um deslocamento pressões matemáticas apresentadas descrevem o movimento. De­
é maior que outro, se é o dobro do outro, assim por diante. Esta pois, resolva o exercício algebricamente.
explicação é relevante para que não se confunda mais tarde com O exercício 3 retoma a construção de gráficos, já estudada no
deslocamento vetorial, que apresenta diferentes características. O Ensino Fundamental II e na aula 2. Explique o gráfico dos espaços
mais importante é desvincular “espaço” de “o quanto o corpo se como uma revisão do conceito de função, qual seja, “a cada x cor­
movimentou”. responde um único y”.
Na aula 4, reveja todos os tópicos da aula anterior:
• função;
aulas 3 e 4 • espaço;
• o espaço varia em função do tempo quando o corpo se
Equação dos espaços. Gráfico dos movimenta;
espaços • equação dos espaços;
• gráfico do espaço pelo tempo.
Objetivos Faça o exercício 4 explicando que diferentes tipos de movimento
apresentam diferentes equações horárias e que, durante o curso,
Descrever um movimento sobre trajetória conhecida. muitas serão estudadas em detalhes. Comente que nem sempre a
Estabelecer a função que relaciona S e t. ideia de anotar o instante em que o corpo passa pela posição é fácil de
Mostrar por meio de gráficos e tabelas como as variáveis asso­
ser realizada. Fale, rapidamente, sobre a existência de sensores usados
ciadas a movimento se relacionam. em laboratórios que permitem associar o instante com a posição.
Encaminhamento Comente o emprego da expressão “função polinomial do se­
gundo grau” e não simplesmente “função do segundo grau”, pois
Inicie a aula 3 revendo o conceito de função, já apresentado no assim estaremos usando o termo matematicamente correto. Neste
Manual do Professor

Ensino Fundamental II – no Livro‒texto, há um boxe tratando de curso, aparecerão as duas formas. Na resolução, há comentários
função. Não se demore em mencionar nomes e particularidades para cada alternativa.
relacionadas ao estudo de funções: para a Física, interessa que “a Há dois modos de resolver o exercício 5. O primeiro modo é
cada x (ou outra letra qualquer) corresponde um único y (ou outra a partir da equação dos espaços, substituindo o valor de t por 0;
letra qualquer)”. 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5 e 3,0, calculando os correspondentes valores
Leve, para a aula, uma fita métrica e um cronômetro (explique de S e, depois, construindo o gráfico. O segundo modo é resolver
rapidamente o funcionamento desse instrumento). Alguns celulares por exclusão; assim, a alternativa a não pode ser (basta investigar
trazem um cronômetro. o valor de S para t 5 0 para justificar a exclusão); as alternativas c
Reveja o conceito de espaço. Explique que a equação dos es­ e d também não estão corretas porque os gráficos de uma função
paços é uma função que permite determinar o valor de S para de segundo grau não podem ser uma reta; e a alternativa e não é
cada valor de t. correta (basta verificar o valor de S para t 5 3 s).

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aulas 5 6
A informação do enunciado é que a cada 6 s o atleta dá 11 passadas
e de 1,8 m. Traduzindo essa informação, a cada 6 s ele percorre 19,8 m.
Depois, basta aplicar a definição de velocidade média aproveitando
Velocidade escalar (instantânea). para comentar que, se a velocidade é constante, a média é igual à
Equação da velocidade. Gráfico da velocidade em qualquer instante e pode ser chamada de velocidade
velocidade. Velocidade escalar média do movimento. Dê oportunidade para que o aluno se manifeste
com outros modos de resolver este exercício: provavelmente não
Objetivos faltarão candidatos.
Conceituar velocidade. Na aula 6, faça uma revisão comentando todos os tópicos da
aula, especialmente a propriedade do gráfico da velocidade.
Apresentar a equação da velocidade e o gráfico da velocidade.
Faça os exercícios 3 a 5.
Definir velocidade média.
Aproveite o exercício 3 para vencer uma das barreiras que o
Encaminhamento próprio aluno cria e que dificulta a compreensão da cinemática,
qual seja: “espaço é velocidade × tempo”. Recomendamos que você
O foco destas aulas é falar de velocidade instantânea sem fa­ dê chance para os alunos explicarem como resolver o exercício.
lar de limite. Você precisa convencer os alunos de que a rapidez Certamente alguém vai sugerir a expressão “velocidade × tempo”.
de um movimento pode ser determinada a cada instante ou em Cabe a você explicar que a velocidade de 66 m/s não é a veloci­
um determinado intervalo de tempo. Para medir a cada instante, dade do movimento. Outro aluno pode sugerir usar a velocidade
precisamos de um aparelho que pode ser um velocímetro ou um média; então, convém recordar a definição de velocidade média
daqueles instrumentos usados pela fiscalização em rodovias e em
 V 5 ∆S  .
vias urbanas importantes. Pelo emprego conjunto de um velocí­  m ∆t 
metro e um cronômetro, podemos estabelecer a função V 5 f(t)
Contudo, há um problema: quanto vale a velocidade média? Já
e, em consequência, o gráfico de V em função de t.
comentamos que não é 66 m/s. Como usar, então, a informação
Para medir a velocidade em um dado intervalo de tempo, usa­ que está no enunciado: “o gráfico da velocidade em função do
mos o conceito de velocidade escalar média, que pode ser expressa tempo de seu movimento durante a decolagem seja uma reta”?
da seguinte forma:
Construa o gráfico e comente, sem preocupação de demons­
Vm 5 ∆S trar, como, a partir do gráfico da velocidade em função do tempo,
∆t
podemos obter DS pela área “sob a curva”. Se você quiser fornecer
Todo esse raciocínio é novidade para o aluno, então nossa suges­ uma demonstração, ainda que pouco rigorosa, siga a apresentada
tão é que a explicação seja acompanhada de uma contextualização. no Livro‒texto. Conhecendo o deslocamento escalar e o tempo,
Por exemplo, faça o aluno imaginar­se em uma viagem em que obtemos a velocidade escalar média do avião.
acompanhe, minuto a minuto, a indicação do velocímetro. Este No exercício 4, podemos observar a aplicação da definição de
acompanhamento é importante para que os diferentes limites de velocidade escalar média. No caso, a palavra “média” é desnecessária
velocidade não sejam excedidos, para saber se ultrapassagem é porque a velocidade da luz é constante quando não há mudança
viável e para manter a segurança diante dos imprevistos da estrada. de meio. Reveja potências de 10, explicando as potências 10n e 102n.
Apresente, então, o conceito de velocidade média. No Livro‒texto, Explique a multiplicação de potência de mesma base (10m ? 10n 5
há uma introdução detalhada em que esta contextualização é apre­  m 
sentada em detalhes. Uma ideia é fazer um Power point do gráfico e 510m1n) e a divisão de potência de mesma base  10 n 5 10 m2n  .
 10 
mostrar para os alunos, na sala, acompanhado da explicação acima.
Aplique a definição de velocidade escalar média e resolva o exercí­
Embora esse processo economize o tempo de desenho, aumenta
cio. O foco do exercício 5 é a interpretação de texto.

Física
o tempo de explicação, pois podem surgir detalhes importantes
de se dizer. Essa discussão deve consumir metade de uma aula; Sugestão de exercício:
portanto, sobrará tempo apenas para os exercícios 1 e 2 da aula.
Sugira que interpretem a frase: “Uma empresa de transportes
Use o exercício 1 para explicar a mudança de unidades de km/h precisa efetuar a entrega de uma encomenda o mais breve possível”.
para m/s, evitando a “regra de três”. Convença os alunos a tratar Interpretação: “no menor tempo possível”.
as unidades como se fossem variáveis algébricas: 1 km 5 1 000 m;
“Para tanto, a equipe de logística analisa o trajeto desde a empresa
1 h 5 3 600 s. até o local da entrega.” Explicação: a equipe de logística tem a finalidade
1 000 m
Portanto: 72 km/h 5 72 ? 5 20 m/s de minimizar os tempos, o consumo de combustível e aumentar a
3 600 s eficiência dos serviços. Ela verifica que o trajeto apresenta dois trechos
Com o exercício 2, podemos relacionar situações do dia a dia de distâncias diferentes e velocidades máximas permitidas diferentes.
com o conceito de velocidade. Novamente, evite a “regra de três”. As informações subsequentes do enunciado explicam a frase.

Anglo Ensino Médio 30 9


aulas 8 9
No primeiro trecho, a velocidade máxima permitida é de 80 km/h
e a distância a ser percorrida é de 80 km. Comentário: portanto, não e
havendo impedimentos, gasta­se 1 h.
No segundo trecho, cujo comprimento vale 60 km, a velocida­ Movimento uniforme
de máxima permitida é 120 km/h. Comentário: faça as operações
indicadas na resolução e mostre que ele gastará 0,5 h. Objetivos
Suponha que as condições de trânsito sejam favoráveis para que Definir movimento uniforme.
o veículo da empresa ande continuamente na velocidade máxima Obter a expressão geral da equação dos espaços do movimento
permitida. Finalmente, efetue a soma e obtenha o tempo necessário uniforme.
para a entrega: 1,5 h. Apresentar os gráficos do espaço e da velocidade para o mo­
vimento uniforme.

aula 7 Encaminhamento
Normalmente, a aula 8 não apresenta dificuldade. Nossa suges­
Aplicações de velocidade escalar
tão é apresentar toda a teoria gastando metade do tempo de uma
instantânea e velocidade média aula nessa tarefa. A única particularidade é que os dois gráficos da
última linha, no pé da página, não estão preenchidos: mantenha
Objetivos o suspense e não diga do que se trata. Na aula 9, apresentamos o
Aprofundar os conceitos de velocidade e de velocidade máxima. conceito de aceleração escalar e, nesta oportunidade, será explicado
Aprofundar os procedimentos envolvidos na determinação da que a aceleração do movimento uniforme é nula.
equação da velocidade e da construção do gráfico da velocidade.
Faça o exercício 1, que, como muitos outros, é do tipo “analisar
afirmações”. A finalidade é fazer uma varredura do assunto antes
Encaminhamento
de partir para exercícios mais complexos.
Nesta aula, serão feitos dois exercícios que consumirão todo Ao analisar a afirmação I, chame a atenção para a informação
o tempo. constante do enunciado: “aproximam­se com velocidades constan­
No exercício 1, comece revendo a definição de velocidade
tes”. A primeira conclusão é que os movimentos são uniformes e

escalar média  Vm 5 S  . Pelo enunciado, o valor de Dt é que, nesse caso, podemos falar em velocidade de cada movimento.
 ∆t  Outro detalhe é que as velocidades têm sinais contrários, pois eles
conhecido: Dt 5 10 s. se aproximam, ou seja, movimentam­se em sentidos contrários.
Pode ser interessante comentar que DS total é a soma de três Seguindo o esquema, determine as velocidades.
etapas do movimento do veículo: “o deslocamento de um movimento
Analise a afirmação II revendo a equação horária do movimento
acelerado partindo do repouso e que aumenta até atingir a velocidade
12 m/s em 3 s” com “o deslocamento de um movimento uniforme com uniforme. O veículo N não está na origem no instante 0. Boa chance
velocidade 12 m/s e duração 5 s” e com “o deslocamento de um movi­ de retomar o conceito de referencial.
mento retardado com velocidade 12 m/s inicial que diminui até parar Para analisar a afirmação III, explique a ideia de velocidade de
gastando 2 s neste processo”. O problema poderia ser resolvido equa­ aproximação. Em cada hora, o veículo M se movimenta 60 km para
cionando cada uma dessas três etapas e somando os deslocamentos. a direita, e o N 40 km para a esquerda; ou seja, eles se aproximam
A outra solução é gráfica. O valor de DS pode ser obtido pela 100 km a cada hora.
área do gráfico, como indicado na resolução; assim: DS 5 90 m. Na aula 9, faça o exercício 2. O principal ponto de atenção é:
Conhecidos as valores de DS e Dt, determinamos a velocidade quando o corpo é extenso, ou seja, não pode ser tratado como
escalar média. Muitos alunos preferem a solução gráfica e acabam um ponto, temos de escolher um ponto dele e escrever a equação
não aplicando as outras. Insista que nem sempre a resolução gráfica
Manual do Professor

horária para este ponto – no caso, a frente do trem mais rápido e a


é vantajosa. Como regra geral, a solução gráfica é conveniente para traseira do mais lento. Daí em diante, o problema de ultrapassagem
movimentos que mudam de tipo no decorrer do tempo. Ou, mais se resume a determinar o instante e a posição do encontro entre a
rigorosamente, para situações que não possam ser descritas por uma traseira do trem de passageiros e a frente do trem de cargas.
única expressão matemática. Como exemplo, parta do gráfico da velo­
cidade do exercício 1 e tente escrever a equação horária do movimento. O exercício 3 tanto pode ser considerado um problema de MU
como de velocidade média. O mais importante é a interpretação
O exercício 2 é de análise de gráfico e não deve oferecer dificul­
dade para os alunos. O único detalhe é chamar a atenção do trecho do texto. Veja:
do enunciado: “parte de um ponto A e dirige­se para um ponto “Antes das lombadas eletrônicas, eram pintadas faixas nas ruas
B – onde faz uma entrega – e retorna ao ponto A pelo mesmo para controle da velocidade dos automóveis”. Comentário: Na ver­
caminho de ida”. Portanto, as áreas acima e abaixo dos eixos são dade, não eram pintadas faixas no chão para não alertar possíveis
iguais e representam os deslocamentos do caminhão. infratores (as posições eram marcadas por cones).

10 Anglo Ensino MŽdio 30


“A velocidade era estimada com o uso de binóculos e cronô­ esse cuidado. Ao apresentar a aceleração na unidade (km/h)/s,
metro.” Aqui, cabem vários comentários. 1) O cronômetro era, sem recomendamos que, inicialmente, leia assim: “Durante a arrancada
dúvida, para determinar o Dt. O DS era determinado pela distância de determinado veículo, a velocidade aumenta 20 km/h em cada
entre as faixas amarelas. Além de anotar a placa do veículo, o binó­ segundo”. “Durante a frenagem do mesmo veículo, a velocidade
culo servia para determinar o instante em que o veículo passava pela diminui 25 km/h em cada segundo.” “Em um segundo momento,
primeira faixa (na verdade, no primeiro cone), ou seja, o instante em a velocidade de um corpo em queda livre aumenta 10 m/s em cada
que o cronômetro é disparado. 2) Segundo o texto, a velocidade era segundo.” Apenas depois apresente a unidade m/s2.
estimada. Na verdade, a velocidade era determinada com boa pre­ Veja os exemplos de aceleração em diferentes movimentos.
cisão; no entanto, o método apresentava dois problemas: a) não era
usado se a estrada estivesse muito movimentada porque o policial Valor
não conseguia medir a velocidade de muitos carros; b) a velocidade Ordem de grandeza
aproximado Valor
do veículo pode variar se a distância é muito grande. O que se obtém em unidades aproximado
da aceleração de ...
não em m/s2
por este processo é o valor médio. Nada impedia um motorista de
convencionais
não ser multado mesmo excedendo o limite de velocidade, desde
que a velocidade média fosse inferior ao limite estabelecido. ... um carro modelo
20 (km/h)/s 5,5
esportivo.
“A lombada eletrônica é um sistema muito preciso, porque a
tecnologia elimina erros do operador. A distância entre os sensores ... um avião comercial
4,3 (km/h)/s 1,2
durante a decolagem.
é de 2 metros, e o tempo é medido por um circuito eletrônico.”
Eliminar os erros dos operadores é importante, sem dúvida; mas ... um corpo em queda Não é
10
há outro fator: como a distância é pequena, eventuais variações de livre no vácuo. empregada.
velocidade podem ser desprezadas. Por isso, o exercício tanto pode ... um caça decolando
ser considerado um problema de MU como de velocidade média. 132,5 (km/h)/s 36,8
de um porta-aviões.
Quanto ao tempo mínimo, é calcular qual deveria ser o tempo
... um caça pousando
supondo a velocidade máxima (40 km/h). 288 (km/h)/s 80
em um porta-aviões.

... um projétil no interior Não é


106
de um fuzil. empregada.
aula 10
Ao fazer o exercício 1, mostre que a aceleração escalar é nula
Aceleração escalar e movimento
se a velocidade escalar é constante.
uniformemente variado Este é o momento de voltar à aula 8 e complementar os gráficos
da aceleração escalar no MU de acordo com os gráficos de veloci­
Objetivos
dade escalar pelo tempo apresentados anteriormente.
Definir aceleração escalar. Faça o exercício 2. Retome a definição de aceleração escalar e defina
Apresentar o movimento uniformemente variado. MUV como o movimento que apresenta aceleração escalar constante.
Deduzir a equação da velocidade do MUV. Comece analisando a afirmação II: no intervalo de 8 s a 16 s, o
movimento do veículo é uniforme com velocidade escalar 16 m/s
Encaminhamento e aceleração escalar nula.
O importante é a contextualização. Nossa sugestão é gastar uns Analise a afirmação I: mostre que, no intervalo 0 a 8 s, o mo­
10 minutos com informações tiradas de alguma revista especiali­ vimento é uniformemente variado e calcule a aceleração escalar.
zada em automóveis tratando das arrancadas e freadas, para não Agora, analise a afirmação III: mostre que, no intervalo 16 s a 20 s,
passar a ideia de que aceleração é só ganho de velocidade. Você

Física
o movimento é uniformemente variado e calcule a aceleração escalar.
pode usar as informações do Livro‒texto que, aliás, foram tiradas É raro acontecer, mas algum aluno pode perguntar qual é a
de uma revista de automóveis. aceleração exatamente no instante 8 s ou no 16 s. Diga que não é
Podemos falar, também, da aceleração de um corpo em queda definida. Um comentário para você: a função V(t) não é derivável
livre no vácuo, da aceleração no pouso e decolagem de um avião, no ponto e, portanto, a aceleração não é definida no ponto. Este
da aceleração no pouso e decolagem de um caça em um porta­ não é um tema para se abordar no primeiro ano do Ensino Médio.
­aviões, da aceleração de um projétil no interior do cano de uma Ao analisar a firmação IV, recorde que o deslocamento pode
arma. Alguns desses dados estão na tabela apresentada adiante. ser obtido pela área “sob o gráfico” e determine o deslocamento
Um problema que encontramos é a unidade. Alguns alunos de­ no intervalo 0 a 20 s.
moram a se acostumar com a unidade de aceleração em m/s2. Nossa Deduza a equação da velocidade do MUV e faça o exercício 3,
proposta é apresentá­la aos poucos – na tabela a seguir, tomamos que é uma aplicação dessa equação.

Anglo Ensino Médio 30 11


aulas 11 12
Faça o exercício 3 mostrando a solução gráfica e comente que,
e em muitos casos, ela é muito mais simples do que a algébrica,
principalmente quando o movimento muda de tipo no decorrer
Equação e gráfico dos espaços do do tempo, mas que não se deve desprezar a solução algébrica.
movimento uniformemente variado Quanto ao exercício 4, o ideal é começar fazendo uma revisão
de gráficos da velocidade e dos espaços dos movimentos uniforme,
(MUV)
acelerado e retardado. Claro que, por uma questão de tempo, convém
nos limitarmos a situações que serão úteis na resolução da questão:
Objetivo
UNIFORME ACELERADO RETARDADO
Apresentar a equação dos espaços e o gráfico dos espaços do
v v v
MUV.

Encaminhamento
t t t
Inicie a aula 11 retomando os conceitos de aceleração escalar, de
UNIFORME ACELERADO RETARDADO
aceleração escalar constante, a equação da velocidade e o gráfico
s s s
da velocidade de um MUV.
Deduza a equação dos espaços do MUV:

S 5 S 0 1 V0 t 1 1 at 2 t t t
2
Não havendo tempo, comece analisando o gráfico da velocidade
Faça o exercício 1 da seguinte forma: e identificando o trecho em que o movimento é acelerado (0 a 2 s),
uniforme (2 s a 3 s) e retardado (3 s a 4 s).
a) Percorra o caminho inverso do percorrido na questão 4,
No gráfico do espaço, identifique o trecho em que o movi­
da aula 9. Comente que, se a equação horária é do tipo mento é uniforme – trecho em que o gráfico é uma reta –, ou
S 5 S 0 1 V0 t 1 1 at 2 , então a equação da velocidade é seja, no intervalo t1 a t2. Daí em diante, siga o que foi proposto no
2 Caderno do aluno.
V 5 V0 + at, e a aceleração escalar do movimento é cons­
tante. Mostre como obter a V0 e a aceleração (a) partindo
da equação horária.
b) Construa o gráfico da velocidade em função do tempo. Re­ aulas 13 e 14
comendamos que você providencie um papel quadricula­ Equação de Torricelli e exercícios
do para fazer os dois gráficos, principalmente o gráfico do
gerais de MUV
espaço: pode ser reproduzido em planilha eletrônica, por
exemplo. Esta é a única construção de parábola que será Objetivo
feita durante o curso.
Demonstrar e mostrar o uso da Equação de Torricelli.
Na aula 12, reveja os principais pontos do MUV, que são: ace­
leração constante, equação da velocidade e equação dos espaços. Estratégias
Peça aos alunos que tentem fazer o exercício 2. Essa tentativa Cabe a você escolher como demonstrar a Equação de Torricelli.
é essencial. Provavelmente alguns resolverão errado, calculando a A ideia clássica é isolar t na equação da velocidade e substituir na
Manual do Professor

velocidade média do seguinte modo: equação horária. Nada contra para quem gosta de trabalho. Ou­
tra ideia é a apresentada no Livro­texto. Trata­se de uma solução
Vm 5 ∆S 5 40 5 10 m/s gráfica. Para a aula escolhemos uma solução algébrica com certo
∆t 4 artifício. Analise as três e tome sua decisão.
E, depois, calculam a aceleração assim: É importante que você saliente os tipos de exercício em que o
emprego da Equação de Torricelli é vantajosa.
a 5 ∆V 5 10 5 2,5 m/s 2 Faça os exercícios da aula. Alertamos que o tema da aula é
∆t 4
Equação de Torricelli e exercícios gerais de MUV. Portanto, os
Esse erro normalmente ocorre. Resolva corretamente, usando a exercícios da tarefa não se restringem ao emprego da Equação
equação dos espaços no MUV, e mostre os erros que eles cometeram. de Torricelli.

12 Anglo Ensino MŽdio 30


aulas 15 16
Se não quiser optar pelos encaminhamentos sugeridos, siga o
e roteiro tradicional, que é explicar o radiano. (Alguns professores de
Física argumentam que esse conteúdo pertence à Matemática; no
Descrevendo um movimento entanto, os professores dessa disciplina apresentam “radianos” ape­
circular uniforme nas no segundo ano, quando são dadas as funções trigonométricas.)
Depois, defina rotação e rotação uniforme. Cite exemplos como:
ponteiros de relógio, rotação da Terra, entre outros.
Objetivos
Discuta as grandezas período e frequência, comuns a todos os
Definir período e frequência. pontos de um corpo em rotação. Apresente as unidades rpm e Hz,
Definir velocidade angular e velocidade escalar e estabelecer bem como a relação entre elas. Partindo de exemplos numéricos,
as relações entre elas. estabeleça a relação entre período e frequência.
Apresente o seguinte problema: diferentes pontos de um corpo
em rotação apresentam diferentes velocidades escalares. Como
Estratégias
calculá­las?
Na aula 15, mostre a importância do estudo da rotação, lembran­
Determine a velocidade escalar e cada ponto do corpo em
do aos alunos que as máquinas giram. Pode­se despertar o interesse
deles com algumas questões do tipo: Quantas peças que giram exis­ função do período  V 5 2p ? r  e da frequência (V 5 2p ? r ? f).
 T 
tem em um carro? Que outras coisas giram, além de peças de carro?
Há um modo interessante de começar o assunto que certamente Apresente a velocidade angular. Comece por ângulo de fase, va­
despertaria o interesse de muitos, mas que envolve considerável tra­ riação de ângulo de fase e, a seguir, defina velocidade angular. Como,
balho, que consiste em propor aos alunos a seguinte questão: Qual é pelo menos no início, vamos tratar apenas de movimento circular
uniforme, não há necessidade de se falar em velocidade angular mé­
a relação entre a leitura de um conta­giros de um carro com a leitura
dia. Apresente vários exemplos práticos, como velocidade angular
do velocímetro? Certamente a resposta não é imediata e a solução
dos ponteiros dos segundos de um relógio e velocidade angular do
depende do empenho coletivo. Para resolver o problema, precisamos
movimento de rotação da Terra, aproveitando para tratar de fuso
de dados do veículo escolhido, que podem ser obtidos com o auxílio horário e de velocidade angular de um corpo que está girando a
da internet ou nas revistas especializadas. Alguns dados são: uma determinada frequência. Comente que todos os pontos de
• relação de engrenagens em cada marcha; um corpo em rotação apresentam a mesma velocidade angular.
• relação de engrenagens do diferencial; Estabeleça a relação entre velocidade escalar e velocidade angular:
• raio da roda. V 5 ω ? r. Comente que essa expressão só pode ser aplicada quando
Ficaria completo se fosse possível organizar um grupo – que ω é medido em radiano por unidade de tempo: daí a preferência dos
incluísse um motorista legalmente habilitado – que se dispusesse a físicos por essa unidade.
verificar os resultados no próprio veículo em movimento, gravando Resolva com os alunos o exercício 1.
um vídeo, por exemplo. Na aula 16, resolva, com a classe, os exercícios 2, 3 e 4. Na
Além disso, você pode optar por uma ideia mais simples, que é es­ resolução do exercício 2, comente fuso horário; na resolução dos
tudar os movimentos de uma roda de bicicleta, ou pedir que gravem exercícios 3 e 4, comente o tema “acoplamentos”, muito presente
em vídeo as engrenagens de um moedor de cana em funcionamento. nas provas do Enem.

anotações

Física

Anglo Ensino Médio 30 13


Setor B

Introdução Inicie este conjunto de aulas com uma conversa a respeito dos
objetivos da Óptica Geométrica. A maioria das alunos já trabalhou
Nossa proposta para o curso de Óptica Geométrica (OG) é
que o aluno possa desenvolver competências associadas à com- alguns conceitos de OG no Ensino Fundamental. De forma sintética,
preensão dos principais fenômenos ópticos presentes no cotidia- estudaremos o comportamento da luz ao atingir determinados
no, relacionando-os às finalidades dos diversos sistemas ópticos. aparelhos ópticos, bem como a formação das imagens por esses
Evitando memorizações excessivas e de pouca utilidade prática, sistemas.
procuramos, sempre que possível, contextualizar os exercícios a Comente que todo corpo que pode ser visualizado ou fo-
fim de que sua exposição possa ser mais sucinta, mais objetiva e tografado é denominado fonte de luz. As fontes de luz podem
mais agradável. Tal prática será nosso guia durante todo o curso. ser classificadas em primárias (aquelas que têm luz própria) ou
As aulas deste primeiro Caderno abordam: as noções fundamen- secundárias (aquelas que apenas reemitem parcela da luz que
tais da OG, o fenômeno da reflexão e a análise das características receberam de outra fonte). Forneça exemplos dessas fontes. In-
das imagens formadas pelos espelhos planos e espelhos esféricos, dependentemente da classificação, dizemos que as fontes de
o estudo do fenômeno e das leis da refração e a compreensão do luz emitem luz; assim, é importante mostrar aos alunos que não
fenômeno da reflexão total. conseguimos enxergar a luz, mas apenas enxergamos os corpos
Você deve ter em mente que alguns tópicos da teoria podem que emitem luz. O laser serve para exemplificar essa ideia porque,
ser abordados durante os exercícios propostos para atividade em ao acendê-lo, não conseguimos visualizar a luz passando pelo ar,
sala de aula. A aula deve estar mais centrada no trabalho dos alunos, mas, se o ambiente tiver alguma partícula em suspensão, então
seja individual, seja em grupo. Cabe a você orientar e balizar essas poderemos visualizar por onde esse feixe de luz está passando.
atividades, tornando as aulas menos expositivas e mais participa- No entanto, repare que estamos enxergando as partículas que
tivas. Sugeriremos apresentações, vídeos, experimentos e outros estão sendo iluminadas e não a luz.
recursos que possam dar leveza, fluidez e celeridade às aulas. Na OG, as análises dos fenômenos ópticos são feitas por
É desejável que você conheça toda a teoria desenvolvida no meio de representações geométricas. Sendo assim, é necessário
Livro‒texto a fim de que possamos afinar nossos discursos e con- desenvolver uma representação gráfica para as trajetórias des-
ceitos. É imperativo conhecer todos os exercícios propostos no critas pela luz. É importante mostrar que essa representação
Caderno de Exercícios. geométrica corresponde ao raio de luz. Um conjunto de raios
Esperamos que este material permita a você desenvolver os de luz que partem de um único ponto de uma fonte de luz é
conteúdos com seu próprio ritmo e com sua própria didática. denominado feixe de luz ou pincel de luz. Aproveite esse mo-
Boas aulas! mento e explique o princípio da propagação retilínea da luz. Frise
que o princípio garante que a propagação retilínea se faz em
meios homogêneos. Nos meios heterogêneos – como é o caso
aulas 1 e 2 da camada de ar atmosférico – a luz não se propaga, necessaria-
mente, em trajetórias retilíneas. Fique atento à leitura proposta
Óptica Geométrica: fundamentos ao aluno para o Livro‒texto: há explicação tanto para o princípio
da independência dos raios de luz quanto para o princípio da
Objetivos reversibilidade da trajetória da luz. Além disso, a tarefa remete a
Manual do Professor

Discutir o princípio da propagação retilínea da luz. exercícios sobre esse tema. Sendo assim, caso julgue necessário,
Representar geometricamente a trajetória da luz (raios de luz explique por meio de exemplos esses outros princípios.
e feixe de raios de luz). A seguir, descreva os possíveis feixes luminosos (ou pincéis
Mostrar o funcionamento das câmeras escuras. de luz): convergentes, divergentes ou paralelos (ou cilíndricos).
Comente alguns exemplos: luz proveniente do Sol, luz que parte
Encaminhamento de um ponto da chama de uma vela, luz solar que atravessa uma
Por se tratar da primeira aula do ano e de uma nova etapa na lupa, etc.
vida escolar do aluno, esta aula se destina a uma apresentação co- Caso julgue conveniente, adiante o significado físico da linha
letiva. Uma vez que o tempo para essas aulas será curto, propomos tracejada quando esta aparece em um feixe de luz. Observe os
apenas um exercício para você executar. dois exemplos a seguir.

14 Anglo Ensino MŽdio 30


Diferenciar luz policromática de luz monocromática.
Explicar os fenômenos ópticos responsáveis pela coloração dos
corpos.
O
Encaminhamento
A aula 3 deve ser iniciada pela apresentação dos principais fe-
nômenos ópticos: reflexão, refração, absorção e difusão. Nessa
explicação, você pode rever alguns tópicos das aulas anteriores que
julgue ser necessários, como os princípios e a nomenclatura dos
Nesse caso, tudo se passa como se a luz tivesse origem no ponto
feixes. Sobre os fenômenos ópticos, não há necessidade de uma
O. O pontilhado indica de onde a luz viria. abordagem muito aprofundada, uma vez que reflexão e refração
serão estudadas, com detalhes, nas aulas posteriores.
A seguir, explique como ocorre a formação de sombra, enfa-
tizando que somente uma fonte de luz puntiforme diante de um
O anteparo pode produzir apenas sombra. Uma lanterna caseira com
uma apostila ou outro objeto é suficiente para mostrar a formação
da sombra. Se assim optar, mostre o que ocorre com o tamanho e a
forma da sombra quando alteramos relativamente as posições entre
a lanterna, o anteparo e o objeto. Para a explicação sobre a formação
de penumbras, duas lanternas e um objeto podem ser úteis. Uma
estratégia para se economizar tempo é explicar a formação de sombra
Nesse caso, o pontilhado indica para onde a luz iria se não e penumbra no próprio exercício 1 da aula. Caso queira contextualizar
houvesse impedimento. esses conteúdos, você pode relacionar o exercício 1 com o fenômeno
A explicação da câmera escura pode ser desenvolvida durante do eclipse, associando a fonte de luz ao Sol, o obstáculo à Lua e o
a proposição do exercício de aula. anteparo à Terra. Eclipse é um tema que pode ser explorado com
Ressalte que a propagação retilínea da luz impõe que a imagem certa profundidade, mas não cabe nessas aulas: o ideal é trabalhar
no fundo da câmera seja invertida em relação ao objeto. Na internet, esse conteúdo em atividades paralelas. No Caderno de Exercícios, há
há diversos sites que abordam as fotografias obtidas por câmeras uma sugestão de abordagem sobre esse tema.
de orifício (pinhole). O site <www.pinhole.org> (em inglês, acesso Na aula 4, mostre as diferentes cores de luz que compõem a luz
em: 20 jul. 2015) detalha como construir uma câmera pinhole com branca: dispersão da luz branca por um prisma triangular (pode ser
dados relativos aos diâmetros de furo em relação à profundidade improvisado com um copo d’água). Trata-se de um experimento
da câmera e tempos de exposição. relativamente simples de ser executado em aula: basta que a sala
possa ser escurecida e que se empregue a luz de uma fonte incan-
Você pode indicar, também, o filme Moça com brinco de pérola
descente (pode ser uma lanterna bastante luminescente e com um
(2003), de Peter Webber, que mostra uma parte da vida do pintor
feixe cilíndrico – se necessário use esparadrapo). Incidindo um feixe
Johannes Vermeer e apresenta uma referência à câmera escura usada
de luz branca em uma das faces do prisma, é possível observar sua
para melhorar a técnica da pintura. Comente que a fotografia obtida dispersão em um anteparo ou em partículas de pó suspensas no ar.
por câmeras escuras é uma maneira rudimentar e econômica de Se um laser monocromático (verde ou vermelho) estiver disponível,
fazer registros fotográficos. Esse dispositivo ainda é empregado por aproveite o prisma e demonstre que não se observa a dispersão da
pessoas interessadas em trabalhar essa expressão artística. Alguns luz, mas somente a refração da luz que será explicada mais adiante.
indivíduos desenvolvem trabalhos junto a comunidades carentes, A seguir, explique os fenômenos que ocorrem quando a luz
mostrando aos jovens essa forma simples de produção artística. Esta atinge corpos coloridos: há a absorção de algumas cores e a difusão
é uma opção para trabalho laboratorial da óptica geométrica. Em de outras. Para finalizar, proponha o exercício da aula que, além de
nosso material, trabalharemos a câmera escura como forma de se fornecer informações de cultura geral, trabalha o conceito de que
determinar distâncias entre corpos ou altura de objetos.

Física
a cor de um objeto depende da luz que o ilumina.
Caso queira aprofundar a questão sobre cor de corpos e cor de
luzes, você pode aproveitar para debater a questão de a atmosfera
aulas 3 e 4 da Terra ser azulada e o porquê de ela, próxima ao horizonte, no
pôr ou no nascer do Sol, apresentar uma coloração mais alaranjada.
Fenômenos, sombra e penumbra Atente para o fato de que, no Livro‒texto, há um boxe com uma
breve explicação sobre esse fenômeno. Sugerimos os seguintes sites
de consulta sobre o tema:
Objetivos <www.sciencemadesimple.com/sky_blue> (em inglês). Acesso
Apresentar os principais fenômenos ópticos. em: 20 fev. 2015.
Analisar as condições para formação de sombras e penumbras. <www.phys.ncku.edu.tw/mirrors/physicsfaq/General/BlueSky/
Representar graficamente a formação de sombras e penumbras. blue_sky.html> (em inglês). Acesso em: 20 fev. 2015.

Anglo Ensino Médio 30 15


Uma vez que essas quatro aulas encerram o ciclo de fundamen- 4. Considerando que a distância entre Siena e Alexandria seja de
tos para o curso de OG, você poderá propor um desafio aos alunos, 450 km, que o ângulo α seja igual a 4o e que a Terra seja uma
que aborda a experiência atribuída a Eratóstenes de Alexandria, esfera, o perímetro da circunferência de maior raio que passa
cuja intenção era determinar o raio da Terra. Esse exercício serve pelas duas cidades será superior a 40 000 km.
para mostrar aos alunos a importância do domínio de conceitos
ópticos em fenômenos naturais. Resolução
Todas as afirmações são corretas.
Sugestão para exercício extra
Caso deseje complementar suas explicações acerca desse exer-
(UnB-DF – Adaptado) Eratóstenes, um antigo sábio que traba- cício, seguem algumas sugestões de sites sobre o experimento de
lhou no museu de Alexandria, há mais de dois mil anos, criou um Eratóstenes:
famoso método para medir a circunferência da Terra. Conta-se
que ele estava lendo um pergaminho que continha histórias de
• Eratóstenes e a medida do diâmetro da Terra, de André L. M.
Vinagre. Disponível em: <www.ifi.unicamp.br/~lunazzi/F530_
viajantes e deteve-se em uma passagem em que era narrado o fato,
F590_F690_F809_F895/F809/F809_sem2_2002/940298_
aparentemente banal, de que “ao meio-dia do dia mais longo do
ano”, na cidade de Siena, próxima a Alexandria, o Sol estava a pino AndreVinagre_Eratostenes.pdf>. Acesso em: 20 fev. 2015.
sobre um poço de água, e os obeliscos não projetavam nenhuma • Cosmos – As margens do oceano cósmico, episódio 1, de
sombra. O fato intrigou-o porque, no mesmo dia e no mesmo Carl Sagan (a partir de 30 minutos e 15 segundos, o episódio
horário, na cidade de Alexandria, o Sol não estava exatamente a trata sobre a ideia de Eratóstenes). Disponível em: <http://
pino, como em Siena. Considerando que, devido à grande distân- youtube/aUOXaykWIMg?t=30m15s>. Acesso em: 20 fev. 2015.
cia entre o Sol e a Terra, os raios luminosos provenientes do Sol O conteúdo digital “Câmera digital e fotografia” apresenta infor-
que chegam à superfície terrestre são praticamente paralelos, ele mações que ampliam o conteúdo trabalhando no material impres-
concluiu, então, que a Terra não poderia ser plana e elaborou um so. Explore-o em sala de aula ou recomende-o como parte da tarefa.
método para medir o perímetro da sua circunferência. O método
baseava-se em medir o ângulo α, formado entre uma torre vertical
e a linha que une a extremidade da sombra projetada por essa torre
no solo e o topo da torre, além de medir a distância entre Siena e aula 5
Alexandria, conforme ilustra a figura a seguir.
Leis da reflexão
α
Raios Objetivos
solares
Apresentar as leis da reflexão.
Poço de α Aplicar as leis da reflexão em diferentes contextos.
água
Alexandria Encaminhamento
Siena
Trata-se de uma aula simples e essencialmente técnica. Você
pode iniciar com uma conversa, dizendo aos alunos que será estuda-
do o primeiro fenômeno óptico (reflexão) com um pouco mais de
detalhes. É importante monitorar o aluno durante as construções
O geométricas que ele realizará.
1. Se a Terra fosse plana, a sombra de uma torre vertical teria, em Aproveite esta aula e relembre que, quando representamos linha
Manual do Professor

um mesmo horário, o mesmo tamanho em qualquer parte da tracejada em continuidade a um raio de luz, estamos mostrando o
Terra. caminho que a luz faria caso não houvesse impedimento. Fizemos
2. Se a Terra fosse plana e o Sol estivesse suficientemente próximo isso na aula 1, e é hora de mostrar novamente o significado dessa
dela, de modo que seus raios de luz não pudessem ser consi- representação.
derados paralelos, então poderiam ser observadas diferentes Ilustre com o caso a seguir.
dimensões das sombras de torres idênticas localizadas em Siena Caso 1. Imagine uma lupa sendo apontada para o Sol. Pergunte
e em Alexandria. aos alunos: Qual o formato do feixe que atinge a lupa? E do feixe
3. Um forte indício de que a Terra é arredondada poderia ser que emerge (sai) da lente? A reposta para essas perguntas estão
percebido durante um eclipse lunar, observando-se a sombra desenhadas a seguir. Caso deseje, chame algum aluno à lousa para
da Terra na superfície da Lua. fazer essa representação.

16 Anglo Ensino Médio 30


Feixe
paralelo

Sistema
óptico

Feixe
convergente S

P
Vértice do feixe P

Proponha a seguinte situação: se não deixássemos o ponto P


ser formado, por exemplo, interceptando parte do feixe com um
pedaço de folha de cartolina, o formato do feixe mudaria? Ele dei- S

xaria de possuir um vértice? A resposta para ambas as perguntas


é “não”. Como representaríamos o caminho que a luz faria se não Nesse contexto, as linhas tracejadas determinam uma possível
houvesse o pedaço de cartolina? Com linhas tracejadas. localização da fonte de luz responsável por aquele feixe.
O ponto imaginário de encontro dos raios de luz emergentes
é determinado pelo prolongamento desses raios de luz. Esses
prolongamentos devem ser feitos por linhas tracejadas, uma
vez que não representam efetivamente o caminho percorrido
pela luz.
Este é um tema bastante abstrato e é preciso paciência ao apre-
sentá-lo. Não explique tudo de uma vez, pois é comum que os
alunos apresentem dúvidas nessa parte. Gradativamente, um pouco
em cada aula, e usando exemplos diferentes, os alunos conseguirão
Anteparo compreender esses novos conceitos.
A seguir, aborde as leis da reflexão. O que é um espelho? É uma
superfície metálica, lisa e polida.
Mostre um espelho (plano ou curvo) para os alunos e saliente
P
que as figuras serão representadas de perfil. Além disso, os alunos
devem compreender que, nos fenômenos que envolvam a forma-
ção de imagem em um espelho plano, incidirão infinitos raios de
luz na superfície espelhada.

Física
Representaremos apenas um deles para podermos entender
O tracejado indica o caminho que a luz faria se não houvesse
quais leis regem a reflexão. Entretanto, o que vale para um raio de
o anteparo.
luz, vale a todos, independentemente da cor da luz utilizada ou da
Considere este outro caso. forma do espelho. São leis gerais.
Caso 2. Como representaríamos graficamente a situação óptica Faça o desenho geral na lousa, indicando a nomenclatura cor-
de um observador visualizando a imagem de um objeto diante de reta dos elementos que formam o esquema.
um espelho? Nesse caso, tudo se passa como se a luz refletida pelo Mostre como desenhar o correspondente raio de luz refletido
espelho, e que atinge o globo ocular, tivesse origem no encontro usando, unicamente, uma régua e pontos simétricos em relação à
dos raios de luz refletidos. A figura a seguir ilustra apenas os raios reta normal no ponto de incidência. No esquema a seguir, usamos
de luz que emergem de um sistema óptico S. os pontos X e Y.

Anglo Ensino Médio 30 17


a N b Imagem

x y O’
Objeto
î r̂ O
α
P

Nesse esquema, temos:


a: raio incidente; A seguir, os alunos devem fixar sobre a placa dois outros alfine-
b: raio refletido; tes, de modo a ficarem alinhados com a imagem (para isso, deve-se
P: ponto de incidência; mirar apenas com um dos olhos, fechando o outro).
α: plano tangente ao espelho no ponto de incidência;
N: reta perpendicular a α, no ponto de incidência (reta normal);
î: ângulo de incidência;
r̂: ângulo de reflexão. OÕ
Mostre aos alunos que os valores de î e de r̂ estão no intervalo
de 0o a 90o.
A seguir, uma sugestão para apresentar a segunda lei da reflexão. O
Materiais:
• uma placa de isopor ou madeira mole (que dê para espetar
alfinetes) com 0,5 m × 0,5 m;
• 4 alfinetes, de preferência com cabeças coloridas, dois deles
com cores idênticas;
• papel sulfite, que será apoiado sobre a placa de isopor ou
sobre a madeira;
• espelho plano, de preferência, com largura aproximada à da
folha de sulfite. A altura pode ser menor;
• régua e transferidor. O espelho e os dois alfinetes devem ser retirados e, com um
Chame um grupo de alunos de cada vez (ou peça para eles lápis, o aluno deve fazer a união entre os dois furos até a interseção
trazerem o material para que todos possam executar a experiência). com a reta sobre a qual estava apoiado o espelho. Essa interseção
Montagem: entre as duas retas é designada por P (ponto de incidência). Poste-
Sobre a placa de isopor ou madeira, fixe a folha de papel sulfite riormente, liga-se a ponta do alfinete/objeto ao ponto P.
(ou qualquer outra). Risque, mais ou menos no centro da folha, um
segmento de reta. Alinhe o espelho sobre o risco, perpendicular- Conclusão:
mente à folha de papel. Construímos o caminho que um raio de luz realiza ao sair do
objeto, refletir sobre o espelho e atingir o globo ocular. Saliente que
foi usado o princípio da propagação retilínea da luz.
Folha de papel
Espelho
Manual do Professor

P
O
Placa de isopor
ou de madeira
Reta sobre a qual
o espelho plano
estava apoiado
Diante do espelho, espete um alfinete na placa de isopor. Este
será o objeto. Cada aluno escolhe um ângulo visual e, com a cabeça
mais ou menos um pouco acima do plano que contém a folha de Com a possível precisão, representa-se a reta normal (N), pelo
papel, observa a respectiva imagem do alfinete. ponto P. Com o auxílio do transferidor, medimos os valores dos

18 Anglo Ensino MŽdio 30


ângulos de incidência e reflexão. Comparamos e tiramos a con- Raio Raio
clusão: eles têm a mesma medida. incidente refletido (1)

N
N

P α

î r̂ m ( r̂ ) 5 m ( î )
N
β
Raio
O
refletido (2)

É possível aprofundar a experiência: prolongue o raio refle-


tido (pontilhado) e, traçando uma perpendicular ao plano do
espelho que passe por O, marque o encontro dessas duas retas: Resolução
o ponto O’. Espete um alfinete (idêntico ao primeiro) em O’. Pela figura a seguir, tem-se:
Colocando e retirando o espelho, o aluno poderá observar (de
qualquer ponto) que a imagem do alfinete coincide com aquele
espetado em O’. Mas, em que posição está O’? Ele é simétrico
de O, em relação ao plano do espelho. Essa conclusão deve ser
N
feita pelo aluno.
î î

OÕ A B
α
N î î
N
i’
β i’
D
90° 2 i’ C

u u

No triângulo BDC: b 1 2i 1 (180 o 2 2i’) 5 180 o ⇒


⇒ b 5 2(i’ 2 i) (I)
O No triângulo ABC: α 1 (90o 1 i) 1 (90o 2 i’) 5 180o ⇒
⇒ α 5 (i’ – i) (II)

Comparando-se (I) e (II) segue: b 5 2 ? α


Nesse ponto, é recomendável fazer o exercício proposto para
a aula. Mostre como, sem o auxílio do transferidor, é possível a Quanto aos exercícios, o primeiro pretende desenvolver uma
construção de dois ângulos com medidas aproximadamente familiarização do aluno com o uso de régua, a fim de determinar

Física
iguais. a perpendicular em relação ao espelho. Além disso, serve para
mostrar uma técnica para construir ângulos idênticos apenas com
Ressaltar, no item d, que a reta normal a uma superfície esférica,
o uso de régua.
obrigatoriamente, passa pelo centro de curvatura da superfície.
É uma preparação para os espelhos esféricos. O segundo exercício é uma preparação para as aulas seguintes,
mostrando, por meio de construção geométrica, que o raio de luz
Sugestão de exercício extra
refletido aponta para a imagem formada pelo espelho.
Por fim, o terceiro exercício pretende desenvolver a habilidade
Um raio de luz incide sobre um espelho plano que sofre uma de traduzir para uma representação gráfica uma situação descrita
rotação em torno de um eixo que está contido no plano do espelho, na forma de texto. Além disso, propõe uma situação problemati-
com ângulo α. Comparando-se os dois raios refletidos – antes e zada que só poderá ser resolvida por meio da construção da figura
depois da rotação –, qual o ângulo formado entre eles? e da aplicação da semelhança de triângulos.

Anglo Ensino Médio 30 19


aulas 6 e 7 Ponto Objeto Real (POR) é o ponto de encontro dos raios
de luz de um feixe divergente que atingem o espelho.
As imagens formadas pelo espelho
A respectiva imagem do ponto P, representada por P’, está lo-
plano calizada no encontro dos raios de luz que emergem do espelho.
Lembrando: na região virtual, os prolongamentos dos raios de luz
Objetivos devem ser representados por linhas tracejadas. Para o espelho, P’
Identificar a propriedade da simetria em espelhos planos. é um Ponto Imagem Virtual. Conceitue:
Verificar a propriedade da reversão em espelhos.
Ponto Imagem Virtual (PIV) é o ponto de encontro dos raios
Obter, em situações simples, a imagem formada pelos espelhos
de luz de um feixe divergente que emerge do espelho.
planos.
Obter as imagens formadas em uma associação de espelhos planos. Enfatize que, devido à simetria, nos espelhos planos, objeto e
sua respectiva imagem apresentam as mesmas dimensões.
Encaminhamento Por fim, mostre e saliente que a imagem virtual conjugada pelo
Estas aulas marcam o início do estudo do primeiro sistema espelho plano é revertida (invertida na direção horizontal) em relação
óptico responsável por formação de imagens. ao objeto, isto é, troca o lado direito com o esquerdo e vice-versa.
Proponha o exercício 1. No item a, comente que não há neces-
Estudar um sistema óptico implica prever qual o comporta- sidade de o objeto estar localizado bem diante do espelho (veja o
mento da luz ao atingir esse sistema e quais as características das ponto C). Em qualquer caso de objetos na região frontal ao espe-
imagens conjugadas. Tais características englobam: localização em lho, certamente, uma imagem será formada. Em outras palavras, o
relação ao espelho (posição); natureza (real ou virtual); dimensões tamanho do espelho é irrelevante para a formação da imagem. A
em relação ao objeto (maiores menores ou iguais) e orientação em proposta do item b é conduzir o aluno a determinar corretamente
relação ao objeto (direita ou invertida). a perpendicular que passa pelo plano do espelho. Já o item c tem a
Como veremos, para os espelhos planos, as características das intenção de treinar a obtenção gráfica de imagens invertidas. O caso
imagens podem ser, previamente, descritas. Cabe notar que ape- exposto no item d aborda uma propriedade para a situação de um
nas trabalharemos com objetos reais. Estas aulas serão o primeiro espelho plano disposto a 45º em relação a um plano horizontal. Os
momento em que o aluno entrará em contato com os conceitos traços verticais de um objeto diante desse espelho terão suas cor-
relativos à natureza do objeto e da imagem: real ou virtual. respondentes imagens dispostas na direção horizontal, e vice-versa.
O exercício 2 tem a finalidade de habilitar o aluno para a iden-
É possível trabalhar esses conceitos de forma um pouco mais tificação da correta imagem invertida entre várias opções. Talvez
intuitiva, sem excessos de formalismos. seja o caso de mostrar ao aluno que, olhando o verso da folha da
Para tal, basta imaginar que o plano do espelho divide o espaço apostila contra a luz, é possível identificar a escrita revertida que
em duas regiões: a primeira, diante do espelho, é o “espaço em que irá originar a palavra EMERGÊNCIA.
vivemos”, o espaço real; a segunda região, atrás do espelho, é um A intenção do exercício 3 é mostrar ao aluno que, em uma
mundo imaginário, é o “espaço virtual”. associação de sistemas ópticos, a imagem de um sistema opera
como objeto ao sistema seguinte. Esse exercício deve ser feito passo
a passo, para que os alunos possam representar as imagens com
certa precisão, notando as respectivas características.
Caso queira aprofundar, é possível pedir para os alunos representa-
P P’ rem um raio de luz que parte de um ponto da letra L do blusão e, ao
refletir, sucessivamente, em E1, E2 e E3, atinge o globo ocular da menina,
representado pelo ponto O no esquema a seguir, que contém a resposta.
Espaço real N Espaço virtual
Manual do Professor

E2

Inicie a construção gráfica pela representação de dois raios de


luz quaisquer que partem do ponto P e atingem o espelho plano
E. Nessa circunstância, o ponto P é classificado como ponto objeto O
real para o espelho E. Caso você deseje imprimir um formalismo
mais acentuado, é possível estabelecer o seguinte conceito: E3 E1

20 Anglo Ensino MŽdio 30


Além disso, também é possível, caso você tenha tempo e co- Encaminhamento
nheça os limites de sua turma, fornecer a expressão que determina Para estas aulas, você deve providenciar três ou quatro espelhos
o número de imagens formadas por uma associação de espelhos esféricos côncavos e convexos não gaussianos e, pelo menos, um
côncavo gaussiano.
planos que formam entre si um ângulo u  N 5 360° 21 (veja Inicie essas aulas comentando que o aluno pode estudar esse
 u 
o boxe no Livro‒texto). tema em casa, usando uma colher ou uma concha de cozinha,
ambas espelhadas.
Em seguida, explique como seria a construção de um espelho
aula 8 esférico. Desenhe na lousa uma casca esférica e faça um recorte,
tirando uma calota. Dependendo da face espelhada, essa calota
O campo visual em um espelho plano dará origem a um espelho côncavo ou convexo.
Aproveite e, representando os espelhos de perfil, introduza a
nomenclatura usada para os espelhos esféricos: centro de curvatura
Objetivos (C), raio de curvatura (R), vértice do espelho (V), eixo principal (EP)
Obter, por método gráfico, o campo visual de um espelho. e eixos secundários.
Determinar, algebricamente, o tamanho mínimo de espelho Mostre, com cuidado, a propriedade dos eixos:
para situações ópticas específicas.
Todo eixo, principal ou secundário, coincide com uma reta
Encaminhamento normal (N) à superfície esférica.
O exercício proposto para essa aula é extenso e deve ser feito
sem pressa, reservando espaço para que o aluno possa executar
suas representações gráficas. Esse aviso é importante para você Construa alguns raios de luz incidentes genericamente em espe-
dimensionar o tempo dispendido à sua exposição. lhos esféricos e, com o auxílio da reta normal, trace os respectivos
raios refletidos. Como consequência, todo raio de luz que atingir o
Um pequeno espelho plano em mãos lhe ajudará a definir o
espelho, apontando para o centro de curvatura (C), será refletido
campo visual, mostrando que ele depende da posição do globo sobre si mesmo. Isso ocorre porque, nessa circunstância, o raio de
ocular do observador e do tamanho do espelho. luz incide segundo a reta normal, ou seja, com ângulo de incidência
Para explicar como se determina o campo visual de um espelho, cuja medida é zero.
construindo o raciocínio, é possível buscar apoio no exemplo detalha- Ainda nesta aula, você deve tentar abordar três tópicos res-
do no Livro‒texto. Recomendamos firmemente a leitura desse tópico. tantes: condições de nitidez, foco principal e uso desses espelhos
Com relação ao exercício proposto, é importante que o aluno no cotidiano.
compreenda que o tamanho mínimo do espelho e sua distância A fim de abreviar o discurso a respeito das condições de nitidez,
da borda inferior ao solo não dependem da distância da pessoa ao uma boa alternativa é fazer referência ao espelho plano. Comente
solo. Saliente, caso o tempo da aula seja suficiente, as trajetórias dos que ele é o único sistema óptico que produz imagens perfeitamente
raios de luz que partem dos extremos do objeto (a própria pessoa) nítidas. Não é o caso dos espelhos esféricos. Portanto, é possível
e são refletidos nas bordas do espelho para, finalmente, atingirem inferir que quanto mais o formato do espelho esférico se aproxi-
o globo ocular da menina. mar do formato do espelho plano, mais nítidas serão as imagens.
Em geral, o aluno acaba tendo muitas dúvidas nas tarefas propos- Assim sendo, para a formação de imagens com nitidez satisfatória,
tas nessa aula. Sugerimos que você as conheça previamente, a fim de o espelho esférico deve apresentar curvatura pouco pronunciada.
tecer comentários durante a aula que possam ajudar o aluno em seu Desenhando um espelho esférico com curvatura atenuada, fica
trabalho. Nesse momento do curso, superamos uma primeira etapa. mais evidente que, nessas circunstâncias, o ângulo de abertura
Talvez seja prudente reservar uma aula durante o calendário proposto do espelho esférico deve ser pequeno. Outra maneira de mostrar
para tirar as dúvidas dos alunos em relação às tarefas anteriores. que o ângulo de abertura deve ser pequeno é afirmar que o raio
de curvatura deve ser grande, comparativamente às dimensões

Física
do espelho. A experiência mostra que para ângulo de abertura do
espelho esférico inferior a 10o, as imagens já apresentam nitidez

aulas 9 10 bastante satisfatórias (principalmente na região próxima ao centro


e do espelho).
Faça circular pela sala de aula dois espelhos côncavos: um gaus-
Os espelhos esféricos siano e outro não gaussiano. Os alunos devem ter contato com os
tipos de imagens formadas. Estimule-os a caracterizá-las: A imagem
Objetivos vista é maior ou menor que o objeto? É direita ou invertida em
Descrever os principais elementos de um espelho esférico. relação ao objeto?
Descrever o ponto focal e o plano focal de um espelho esférico. Ao tratar do foco principal do espelho, não apresente de forma
Mostrar a propriedade do centro de curvatura do espelho esférico. direta as localizações dos pontos focais. Uma maneira de trabalhar

Anglo Ensino Médio 30 21


esse conteúdo é fazer com que os próprios alunos percebam a só podem ser visualizadas quando projetadas em algum anteparo.
existência desses pontos. Para isso, proponha a seguinte questão: Essa conclusão não é correta. Existe um dispositivo óptico (não
Qual desses espelhos trabalha como um sistema óptico conver- tão simples de ser adquirido) que mostra uma imagem real de
gente e qual é aquele que opera como divergente? fácil observação direta.
Represente dois espelhos gaussianos (um côncavo e outro con- Caso tenha interesse, pode consultar o vídeo:
vexo) em que raios de luz paralelos aos eixos principais atinjam esses <www.youtube.com/watch?v=mbBQ1vK0ELo>. Acesso em:
espelhos. Explique que a situação pode representar, por exemplo, 22 fev. 2015.
os espelhos voltados para o Sol ou para um objeto muito distante. Comente que o exercício 1 pode ser analisado como se fossem
Mostre que os raios refletidos passam por um ponto intermediário dois casos. Basta aplicar o princípio da reversibilidade da trajetória da
entre C e V, o foco do espelho. luz. Ou seja, se interpretarmos a imagem como um objeto (entre C e
Além da apresentação dos pontos focais, você deve ainda expli- F), a imagem é formada antes de C. A partir desse comentário, pode-se
car que o foco do espelho côncavo é de natureza real, enquanto o concluir que, entre o objeto e sua respectiva imagem, o elemento mais
foco do espelho convexo é virtual. É no plano focal que as imagens afastado do espelho será aquele que apresenta maiores dimensões.
de objetos impróprios (aqueles localizados infinitamente distantes
O segundo exercício serve para mostrar o uso mais acentuado
dos espelhos) são formadas.
Na apresentação do foco real do espelho côncavo, você pode do espelho côncavo no cotidiano: o espelho de aumento. Após a
conceituar Ponto Imagem Real. execução desse exercício, o aluno deve saber responder a condição
para que um espelho côncavo opere, por exemplo, como um espe-
lho de maquiagem. Após esse exercício, você pode mostrar como
Ponto Imagem Real (PIR) é o ponto de encontro dos raios seria a imagem, caso o objeto estivesse no plano focal do espelho.
de luz do feixe convergente que emerge do sistema óptico. O terceiro e o quarto exercícios mostram que, no caso do
espelho convexo, a localização do objeto é indiferente para as
características da imagem. Convém ressaltar a propriedade do
Os exercícios dessas aulas mostram situações cotidianas em que espelho convexo que o torna apropriado para uso como retrovi-
são exploradas as propriedades dos pontos focais e dos centros de sores: aumento do campo visual.
curvatura. O primeiro exercício, por sinal, mostra o descuido de um A ilustração a seguir mostra como se obtém o campo visual
arquiteto ao projetar um edifício. de um observador, cujo globo ocular G está diante de um espelho
convexo.

aulas 11 e 12
E
Os espelhos esféricos
G
Objetivos G’
Descrever as características das imagens formadas pelos espe-
lhos esféricos. V F C
Relembrar as trajetórias dos raios de luz ao incidir espelhos esféricos.
Campo
Encaminhamento visual
Esta aula dupla deve ser iniciada com uma breve revisão dos
tópicos desenvolvidos nas aulas anteriores, enfatizando a descrição
dos principais raios de luz incidentes em espelhos esféricos.
Estas aulas são dedicadas às construções gráficas das imagens
Manual do Professor

conjugadas pelos espelhos esféricos. Primeiro, determina-se a imagem de G, o ponto G’. A partir
O primeiro exercício é fundamental porque o aluno entrará em de G’, traçam-se retas que tangenciam as bordas do espelho. A
contato com a construção gráfica, com a imagem real (portanto, região diante do espelho, compreendida entre as duas semirretas,
projetável) e com a imagem invertida. Nesse sentido, ele deve ser é o campo visual do observador.
resolvido com bastante calma, com os alunos. Caso a sala de aula Comente, também, que apesar de aumentar o campo visual,
apresente condições necessárias para execução de experiências o espelho convexo confunde o observador quanto às distâncias.
ópticas, você deve mostrar que as imagens reais podem ser pro- Uma das razões é que as imagens são sempre menores que seus
jetadas em algum anteparo. respectivos objetos. Em nosso cérebro, ao percebermos imagens
Ressalte que a imagem real é invertida em relação ao objeto. pequenas, de imediato fazemos uma associação com corpos distan-
Aliás, todos esses exercícios devem ser mostrados na prática. tes. Essa é a finalidade do quinto e último exercício: propor que o
É comum os alunos pensarem que a imagem real não pode aluno redija uma explicação para o fato de o espelho convexo não
ser visualizada por observação direta. Ou seja, que as imagens reais representar corretamente as distâncias entre os objetos.

22 Anglo Ensino MŽdio 30


aula 13
Por quê? Meios diferentes exercem diferentes interferências
na passagem da luz.
Neste ponto, caso a lousa esteja sendo utilizada como apoio
O fenômeno da refração
pedagógico, ela deve conter a seguinte ilustração:
Objetivos
Cores diferentes Reflexão não
Conceituar o fenômeno da refração. de giz depende
da cor da luz
Explicar o conceito de refringência associado a um meio óptico.
Diferenciar luz monocromática de luz policromática.
Mostrar a dispersão da luz branca ao atravessar um prisma. Ar
Analisar a velocidade de propagação da luz nos diversos meios Água
refringentes.
Conceituar índice de refração absoluto e índice de refração
Refração
relativo. Na refração, o desvio sem desvio
depende da cor da luz
Estratégias
Inicie esta aula relembrando que, no início do curso, no tópico Refração Mudança Mudança
referente aos fenômenos ópticos, foi mostrado o fenômeno da de meio de velocidade
refração. Cite alguns exemplos. Elabore uma lista com os meios
ópticos presentes em cada um dos exemplos. O que esses mate- Terminada essa primeira apresentação, discuta com os alunos
riais têm em comum? Eles devem apresentar transparência (iremos dois conceitos básicos: o que é refringência e como obter luz mo-
tratar apenas de meios transparentes) e serem homogêneos. O nocromática. Com o desenho na lousa, comente que o desvio
que se pode observar quando a luz muda de meio? Neste ponto, aumenta da cor vermelha ao violeta.
relate algumas conclusões baseadas em experimentos. Posterior-
A seguir, fale sobre a velocidade da luz no vácuo. Insista que
mente, algumas dessas experiências poderão ser realizadas em
essa velocidade é válida para todas as ondas eletromagnéticas.
sala de aula.
Nesse ponto, caso queira, você pode explicar o que é a unidade
Represente um exemplo típico: um raio de luz monocromática ano-luz. Explique que é uma unidade de comprimento referente
passando do ar para a água. à distância percorrida pela luz, no vácuo, durante um ano, e que
Encaminhe a aula fazendo as seguintes perguntas: seu valor aproximado é:
• O raio refratado segue a mesma direção do raio incidente?
(3 ? 108m/s) ? (365 dias ? 24 horas ? 3 600 segundos) ¿ 1016 m
A experiência mostra que não. Desenhe o raio refratado e o
raio refletido. A reflexão é um fenômeno inevitável. Retome o assunto da aula e pergunte: E se não for no vácuo,
• Fazendo-se luz de outra cor incidir paralelamente à pri- todas as cores têm a mesma velocidade nos demais meios? Não!
meira, ela irá refratar paralelamente ao primeiro raio refra- De maneira geral, em um certo meio, a radiação vermelha é a que
tado? Não! Entretanto, na reflexão os raios permanecem apresenta a maior velocidade. Coloque essa informação junto ao
paralelos. Conclusão: o desvio na refração depende da desenho da dispersão das cores.
cor da radiação.

Física
Luz
Velocidade
• Toda vez que há refração, o raio de luz sofre desvio? Não! branca Vermelho aumenta
Desenhe as incidências normais. Alaranjado
Amarelo
Reforce que: Verde
Azul
a) refração não é sinônimo de desvio. Existem refração com Anil
desvio e refração sem desvio; Violeta
b) quando há desvio, cores diferentes sofrem desvios diferentes. Desvio
aumenta
• Se a refração não provoca, necessariamente, mudança na
direção de propagação do raio luminoso, qual característica Volte à discussão do conceito de refringência e defina os índices
associada à luz é alterada na troca de meios? Sua velocidade. de refração absoluto e relativo.

Anglo Ensino Médio 30 23


Comente que o índice de refração absoluto compara as refe- 2o) O valor do ângulo de refração não é diretamente proporcional
rências dos meios. O meio que tem o maior valor de n é o mais ao valor do ângulo de incidência.
refringente, ou seja, é o meio onde a luz monocromática se propaga Observação: O valor de r é diretamente proporcional ao valor
com menor velocidade. de i, para ângulos pequenos (menores que 5o), pois, nesses casos,
Faça os seguintes comentários: o valor do seno é aproximadamente igual ao do ângulo, expresso
• índice de refração do vácuo é 1. em radianos, ou seja: sen u ¿ u, para u , 5o.
3o) Os senos dos ângulos de incidência e de refração mantêm a
• índice de refração do ar é, aproximadamente, 1 (para os cál-
relação de proporcionalidade direta. (Lembre-se de que, até
culos, usar o valor 1).
esse momento do curso, os alunos da 1a série tiveram contato
• para os demais meios, o valor do índice de refração é maior que 1. apenas com senos, cossenos e tangentes em triângulos retângu-
los, estudados no Ensino Fundamental, e voltarão a ter contato
• o índice de refração de uma substância depende da cor da
com esses conceitos somente em Trigonometria na Matemá-
luz empregada. De forma geral: nvermelho , nvioleta.
tica. A Trigonometria no círculo trigonométrico será tema na
Proponha o exercício da aula. A intenção dessa atividade é Matemática apenas na 2a série. Portanto, dispense análises mais
propor ao aluno uma tarefa que melhore seu desempenho em aprofundadas acerca de senos.)
interpretações de informações contidas em gráficos e tabelas. Tam- npassa
bém traz uma proposta para que ele relacione desvio submetido à 4o) A constante de proporcionalidade k 5 depende:
nprovém
luz com índice de refração.
• das características dos meios (material, temperatura etc.);
• da cor da luz utilizada (pois os valores dos índices de refração
aulas 14 15 dependem da cor).
e
5 ) A Lei de Snell-Descartes é válida para ondas; sua aplicação
o

As leis da refração na Óptica é um caso particular. Sendo assim, a constante de


Vprovém
proporcionalidade também pode ser expressa por k 5 .
Objetivos Vpassa
Os exercícios propostos para essas aulas apresentam três fina-
Enunciar as leis da refração.
lidades:
Usar as leis da refração em situações práticas. • praticar a expressão algébrica da Lei de Snell-Descartes.
Prognosticar o comportamento do raio de luz refratado em • prever o que ocorre com um raio de luz quando é refratado
função das refringências dos meios. para meio mais refringente.
• prever o que ocorre com um raio de luz quando é refratado
Estratégias para meio menos refringente.
Represente graficamente um caso qualquer de refração para As tarefas propostas nessas e nas próximas aulas costumam
que possa desenvolver as ideias dessas aulas com base nessa repre- despertar muitas dúvidas por parte dos alunos. Portanto, pre-
sentação. De início, explique a nomenclatura usada e, mais uma vez, pare-se, orientando seus alunos para o uso da plataforma ou
mesmo monitorando e esclarecendo as dúvidas em horários
o que é o plano de incidência. Ressalte que os ângulos de incidên-
complementares.
cia e de refração são medidos a partir da reta normal (N) e estão
compreendidos entre 0o e 90o. Comente também que o desvio
(quando há) pode ser no sentido de se aproximar ou de se afastar
aula 16
Manual do Professor

da reta normal, em relação ao incidente. Após a apresentação da


nomenclatura, explique que o raio refratado está contido no plano O fenômeno da reflexão total
de incidência. Canudinhos de refrigerante, varetas ou algo seme-
lhante são bons instrumentos para o aluno visualizar rapidamente Objetivos
o plano definido pelo raio incidente e a reta normal. Reconhecer as condições para a ocorrência do fenômeno da
Com relação à Lei de Snell-Descartes, sugerimos não demons- reflexão total.
trá-la; contudo, os alunos devem entender que: Descrever o significado do ângulo limite de refração e do ângulo
1o) Aumentando o ângulo de incidência, aumenta-se o ângulo limite de incidência.
de refração; diminuindo o ângulo de incidência, diminui-se o Explicar a ocorrência de fenômenos de miragens devido à re-
ângulo de refração. flexão total.

24 Anglo Ensino MŽdio 30


Concluir que o fenômeno óptico presente no interior de fibras Aproveite e coloque em pauta as aulas anteriores:
ópticas é a reflexão total. • incidência normal: i 5 0o ⇒ r 5 0o;
Estratégias • luz do meio menos refringente para o meio mais refringente:
raio refratado se aproxima da normal; e, do meio mais refrin-
Para o desenvolvimento destas aulas, é desejável que se tenha gente para o meio menos refringente: raio se afasta;
em mãos os seguintes objetos para ilustrar os conteúdos a serem • a parcela da luz refletida aumenta com o aumento do ângulo
trabalhados: de incidência;
• uma caneta do tipo laserpoint; • a reflexão total.
As figuras a seguir ilustram essa experiência.
• fibras ópticas ou cabos ópticos;
• uma cuba estreita, de acrílico ou de vidro, com tampa trans- Materiais necessários
parente (lojas que vendem aquários podem confeccionar).
Inicialmente, procure estimular os alunos com questões como: Fumaça Tampa transparente
Vocês conhecem fibras ópticas? Alguém pode explicar para que Cuba
(de vidro ou de
elas servem? Sabe de que material elas são feitas? Quem pode dizer acrílico)
qual é o fenômeno físico presente quando se usa uma fibra óptica?
Água ligeiramente
De preferência, mostre algumas fibras ópticas ou cabos ópticos aos turva
alunos para que eles manipulem; no entanto, não explique, ainda,
o funcionamento.
Além disso, obtenha uma foto que mostre imagens refletidas
no asfalto ou em outro tipo de piso muito quente. Peça aos alunos
que tentem explicar o fenômeno óptico que deve estar ocorrendo Laserpoint
para justificar a formação dessas imagens. Faça a pergunta: O que
uma fibra óptica tem em comum com essas “miragens”? Neste 1a parte
momento, mostre a necessidade de aprofundar um pouco mais o
Luz propagando-se do meio menos refringente (ar) para o meio
estudo da refração, para que se possa ter uma compreensão dos
mais refringente (água).
fenômenos presentes nesse estudo.
Realize a experiência desde i 5 0o até i ø 90o.
Relembre as conclusões das aulas anteriores (“luz se propagando
do meio menos refringente para o meio mais refringente, o raio
refratado se aproxima da normal e luz…”). A seguir, desenvolva o
conteúdo da aula. Caso esteja usando lousa, elabore duas figuras
grandes (veja as imagens sugeridas no Livro) e utilize várias cores
de giz ou de canetas.
Luz refletida
Os alunos devem perceber que, quando a luz viaja do meio Luz incidente
menos refringente para o meio mais refringente, qualquer raio de
luz é refratado. Se a turma vem acompanhando bem a matéria,
comente que a parcela de luz refletida aumenta em função do
aumento do ângulo de incidência (fato que pode ser verificado
durante a observação do experimento).

Física
Luz refratada
Ao falar da passagem do meio mais refringente para o meio
menos refringente, relembre o princípio da reversibilidade. Deixe 2a parte
n
claro que a expressão sen L 5 menor é a Lei de Snell-Descartes, Luz propagando-se do meio mais refringente (água) para o meio
nmaior
aplicada ao caso de o ângulo de incidência ser, aproximadamente, menos refringente (ar).
Primeiramente, faça desde i 5 0o até i ø L (emergência rasante).
igual ao ângulo limite.
Comente que, se o ângulo de incidência for exatamente igual ao
Ainda nesta aula, faça a seguinte experiência: Turve ligeira- ângulo limite (i 5 L), o raio de luz estaria junto à superfície de
mente a água com algumas gotas de leite. Coloque um pouco de separação entre os meios. Não se pode dizer que, se o raio foi
fumaça sobre a água, tampe a cuba e, com o laserpoint, execute refratado uma vez, ele pertence aos dois meios, simultaneamente.
o experimento. Portanto, quando i 5 L trata-se de um caso sem interesse para a

Anglo Ensino Médio 30 25


óptica geométrica. Entretanto, somente para efeito de cálculos,
usaremos i 5 L para r 5 90o.

Luz incidente
Luz refratada

Reflexão total

O exercício da aula tem a finalidade de aplicar a teoria da refle-


Luz refletida xão total à prática, mostrando a óptica embutida na transmissão
de informações via fibra óptica, desenvolvendo a habilidade do
estudante em relacionar a propriedade física da reflexão total de
Por fim, provoque a reflexão total. um dispositivo tecnológico à finalidade a que se destina.

anotações
Manual do Professor

26 Anglo Ensino MŽdio 30


Atividades interdisciplinares

Proposta pedagógica e objetivos gerais


Essa atividade procura integrar temas e conteúdos de algumas disciplinas a respeito de movimento dos corpos celestes e está dividida
em duas partes, a fim de facilitar seu desenvolvimento em encontros distintos.
Com essa intenção, escolhemos analisar os movimentos da Lua e da Terra e suas correlações com outras áreas do conhecimento,
em especial Física, Geografia, História e Matemática.
Nossa proposta é que essa atividade possa ser desenvolvida sob a forma que o professor (ou professores) julgar mais conveniente,
tanto sob ponto de vista da praticidade como do pedagógico. Acreditamos que seu formato se adeque preferencialmente a encontros
em contraturno escolar, nos quais o professor possa expor alguns fundamentos teóricos, propondo certas atividades a seus alunos. Assim
sendo, estamos propondo uma forma de ampliar o repertório científico/cultural dos alunos acerca de fenômenos da natureza e suas
implicações, provocando ressonância com conteúdos desenvolvidos em sala de aula.
Por outro lado, também é possível desenvolver essa atividade com outras abordagens, como, por exemplo, um trabalho em grupo
de alunos, sucedido de um seminário. Se assim explorada, incentivaríamos a prática de trabalho em equipe aliada à estimulação de
comunicação verbal, escrita e corporal dos alunos.
A atividade está estruturada de um suporte teórico, seguida de atividades e uma pequena tarefa.

anotações

Física

Anglo Ensino Médio 30 27


Respostas – Caderno de Exercícios 1
18. C
Unidade 1 19. D
20.E
21. A
Cinemática
22.E
23. A

capítulo 1 24.E
25. B
26. B
Movimento e mudança de posição 27. C
28. C
1. E 29. D
Se o passageiro permanece sentado em seu lugar
30.B
durante toda a viagem, ele permanece em repouso
em relação ao avião. Em relação à Terra, tem o mesmo 31. C
movimento do avião, ou seja, se movimenta 400 km. 32. D
2. A (0, 20) 33. E
B (210, 10)
34.C
C (0, 10)
D (3, 10) 35. A
xE 5 220 36. E
yE 5 10 1 1,5 1 6 5 17,5 m
E (220; 17,5)
3. D capítulo 2
4. D
5. A
De acordo com o enunciado, a produção de corrente
Velocidade escalar
elétrica depende do movimento relativo entre o ímã e
a bobina. Isto só ocorre nas experiências 1 e 2. 1. B
6. D 2. C
7. B 3. B
8. A 4. D
Caderno de Exercícios – respostas

9. B 5. B
10. B 6. B
11. B 7. B
12. E 8. B
13. C 9. A
14. A 10. B
15. E 11. B
16. D 12. A
17. B 13. D

28 Anglo Ensino MŽdio 30


14. D 36. C

Velocidade 37. C

v0 capítulo 3
Área equivalente a
8 unidades de quadrados
Movimento uniforme
t0 t1 t2 t3 t4
Tempo 1. A
2. C
3. A
Velocidade

4. S (m)
400
v0
300 Trem
Área equivalente
a 8 unidades Moto
de quadrados 200
t0 t1 t2 t3 t4
100
Tempo

15. A 0 5 10 15 20 t (s)
16. C 5. B
17. C
6. C
18. D
7. 5 cm/ano
19. C
8. 240 km/h
20.B
9. A
21. D
10. E
22.C
11. D
23. D
24.D 12. D

25. E
26. C
capítulo 4
27. D

Caderno de Exercícios – respostas


28. B
Aceleração escalar e movimento
29. E
uniformemente variado
30.D
31. D 1. D

32. B 2. D
33. D 3. B
34.E 4. C
35. A 5. C

Anglo Ensino Médio 30 29


6. B
7. C capítulo 5
8. A
9. C Movimentos circulares
10. C
11. A 1. C
2. D
12. A
3. Soma 5 31 (01 1 02 1 04 1 08 1 16)
13. B 4. B
14. A 5. B
15. B 6. C
16. B 7. D
8. B
17. E
9. C
18. C 10. A
19. A 11. D
20.C 12. 14 vezes.
21. B 13. E
14. C
22.B
15. A
23. D 16. E
24.A 17. E
25. C 18. A
26. E 19. C
20.D
27. D
Resolução:
28. B
VB 5 VC ⇒ v ? rB 5 v1 ? rC
29. 18
v ? 2rA 5 v1 ? rC
16
VA 5 VD ⇒ v ? rA 5 v2 ? rD
14
12 rA 5 v2 ? rC
d (m)

10 v1
52
8 v2
6
4
21. A
Caderno de Exercícios – respostas

0 1 2
t (s)
3 4
capítulo 6
30.A
Vetores e cinemática vetorial
31. E
32. E
1. A
33. A 2. D
34.E 3. A

30 Anglo Ensino Médio 30


4. A
5. B Unidade 2
6. B
7. D Óptica geométrica
8. C
9. E cap’tulo 1
10. D
11. E
Conceitos iniciais de óptica geométrica
12. B
1. B
13. D
2. A
14. C
3. C
15. B
4. B
16. B
5. A
17. B
6. C
18. E 7. D
19. C 8. C
20.C 9. A
21. 3 m 6 m/s 10. A
11. C
12. B
13. C
22.D 14. C
23. B 15. D
24.C 16. B
25. B 17. A
26. B 18. C

27. C 19. B
20.B
28. B
21. D
29. C
22.D

Caderno de Exercícios – respostas


30.A
23. A
31. B
24.D
32. B
25. C
33. C 26. C
34.E 27. C
35. D 28. B
36. B 29. A
37. B 30.B

Anglo Ensino Médio 30 31


31. E
2 As imagens formadas
32. B pelo espelho plano
33. E
15. B
34.D
16. E
35. E
17. E
36. A
18. A
37. A
19. D
38. A
20.D
39. A
21. E
40.A
22.B
41. B
23. D
42.D
24.E
43.E
25. B
44.D
26. C
45.B
27. A
46.D
28. D
Resolução:
Na câmara escura de orifício a imagem é revertida
(trocam-se lado direito e lado esquerdo) e invertida (“de

cap’tulo 2 ponta-cabeça”), em relação ao objeto, obtendo assim


a primeira imagem (I1). Essa primeira imagem comporta-
-se como objeto para o espelho plano, que fornece
O fenômeno da reflexão imagem apenas revertida, formando assim a segunda
e o espelho plano imagem (I2), como indicado nas figuras abaixo.

1 Leis da reflexão
1. E
2. C I1 I2

3. D
4. D
5. D A Espelho

6. B I1 I2
Caderno de Exercícios – respostas

7. B
8. D
9. C
10. C Espelho

11. E 29. C
12. B 30.B
13. I-B; II-E 31. A
14. I-C; II-E 32. D

32 Anglo Ensino Médio 30


33. C B: Dado: y 5 1 m.
Analisemos a figura a seguir.
34.A
C
M
35. B
G
36. A y
H H
37. I: Altura mínima h
N
do espelho
Y
Q
d P d d P'
H 5 1,70 m h 5 1,60 m
Os triângulos GCP’ e GMN são semelhantes:
D
H y H
5 ⇒ 5 1 ⇒ H 5 2 m.
2d d 2
x x
C: Dado: h 5 1,60 m
Distância da borda inferior Na mesma figura do item anterior, os triângulos NQP' e
do espelho ao solo. GPP’ são semelhantes:
Y h h 1, 6
Base do triângulo menor d 5 ⇒ Y5 5 ⇒ Y 5 0, 8 m.
d 2d 2 2
Base do triângulo maior H
Altura do triângulo menor X D: Conforme pôde se verificar nos itens [B] e [C] o
Altura do triângulo maior 2X tamanho mínimo do espelho e a distância da base do
d 5 X ⇒ d 5 1 ⇒ d 5 1, 70 5 0, 85 m espelho ao chão não dependem da distância (d) do
H 2X 1,70 2 2 rapaz ao espelho.
II: Portanto: y' 5 y 5 1 m e Y' 5 Y 5 0,8 m.
42.C
43.A: A figura abaixo (fora de escala) ilustra a situação.
h 5 1,60 m D
D

x x
E H

1,8 m
Base do triângulo menor D r i
Base do triângulo maior h
Altura do triângulo menor X A 1m B 10 m C
Altura do triângulo maior 2X Como o ângulo de incidência é igual ao de reflexão, os
D X triângulos ABE e BCD são semelhantes.
5 ⇒ D 5 0, 80  m
H 2X Então:
38. B H
5
1, 8
⇒ H 5 18 m.
10 1
39. D

Caderno de Exercícios – respostas


40.B B: Observemos a figura (fora de escala):
D
41. A: A imagem é sempre simétrica do objeto. Para o
observador, é como se o raio de luz viesse da imagem.

B 18 m

H y A h
h C
E
Y 1m 17 m

d d 18 m

Anglo Ensino Médio 30 33


Os triângulos ABC e ADE são semelhantes. Sendo h a 22.B
altura do espelho, temos:
23. D
h 18
5 ⇒ h 5 1 m. 24.C
1 18
25. B
44.A
26. B
45.A: B’ (0, 6) e A’ (0, 8) 27. A
B: X1 5 6 cm e X2 5 10 cm
28. D
46.B
29. A
30.C
capítulo 3 31. C
32. A: 1,5 3 1011 m
B:
Espelhos esféricos a

1. A
2. C b
3. Caso (I): A a’ F
Caso (II): E b’
Caso (III): C
4. Caso (I): B
Caso (II): C
Caso (III): E
5. B 33. A
6. A 34.A
7. C 35. I: A
II: B
8. D
III: D
9. D
36. B
Para E2, os raios de luz são refletidos coincidentes com os
incidentes. Logo, a lâmpada está no centro de curvatura 37. A
de E2. Já para E1, os raios de luz emergem paralelamente 38. D
ao eixo principal do espelho. Portanto, a lâmpada está
39. E
localizada sobre o foco principal do espelho.
40.A
10. C
11. Espelho I: C
capítulo 4
Espelho II: E
Espelho III: B
12. B
Caderno de Exercícios – respostas

13. C Estudo da refração


14. D
15. E 1. D
16. E 2. I: A
II: B
17. D
3. E
18. C
4. D
19. E
5. B
20.A
6. E
21. A 7. D

34 Anglo Ensino Médio 30


8. C 49. D
9. A 50.E
10. B 51. A
11. D 52. C
12. D 53. E
13. C 54.D
14. A 55.C
15. C 56.D
16. B 57. B
17. C
58. E
18. D
59. E
19. E
60.A
20.C
61. D
21. D
62. C
22.B
63.I. B
23. E
II. D
24.A
25. E 64.D
26. B 65.B
27. u2 5 2,5° 66.E
28. C 67. A: g 5 20°
B:
29. D y
30.B
31. E
32. D Am
33. B Vd
Az
34.E Vi
35. D
36. D L1 L2 L3 L4
37. A
y
38. A
Azul Amarelo
39. C
Violeta Verde
40.C
41. C 68. A
42.C 69. A

Caderno de Exercícios – respostas


43.E 70. O A N
44.D
45.C 45°
46.C 45°

47. I. A C
II. A 45°
48. I. C 45°

II. A
III. A G B N

Anglo Ensino Médio 30 35


71. A: 14. A: Lente Lente

45°
N d d'
F1 F2

i 5 45°
f1 f2

B: Os triângulos sombreados são semelhantes. Logo:


45°
d' f d ? f2
5 2 ⇒ d' 5
d f1 f1

B: Calculando o ângulo limite (L) para a segunda face: 15. D


n 1
sen L 5 ar 5 5 ⇒ sen L 5 0,67
n 1,5 16. I. B
A refração na interface de dois meios somente acon- II. A
tece se sen i , sen L. III. B
No caso, comparando: sen i 5 sen 45° 5 0,707 e IV. B
sen L 5 0,67. V. C
VI. B
Concluímos que sen i . sen L. Logo, ocorre reflexão total.
C: Como na reflexão não há dispersão da luz, e na re- 17. I. B
fração com incidência normal também não ocorre II. A
esse fenômeno, Ariete não observa dispersão da luz
III. D
nesse experimento.
IV. B
72. B V. C
73. D VI. C
VII. C

cap’tulo 5
VIII. B

18. I. B
II. A
As lentes esféricas 19. I. B
1. E II. E
2. C
20.C
3. B
4. A 21. A
5. B
22.B
Caderno de Exercícios – respostas

6. C
23. E
7. C
8. C 24.E
9. C 25. E
10. A
26. A
11. B
12. C 27. C

13. C 28. B

36 Anglo Ensino Médio 30


22.C
capítulo 6 23. A
24.I. C
II. D
As equações associadas aos espelhos III. B
esféricos e às lentes esféricas
25. B
1. I. B
26. I. D
II. D
II. B
III. A
III. A
IV. A
IV. B
V. D
VI. A 27. B
2. I. C 28. B
II. C 29. B
III. A 30.B
IV. D 31. E
V. C
32. I. C
3. I. B
II. A
II. C
III. B
III. A
4. I. B 33. I. B
II. A II. C
5. I. C III. A
II. A 34.D
6. I. C
II. E
III.
IV.
E
D
capítulos 7 e 8
V. B
VI. B
VII. C
Aplicações da óptica geométrica e
VIII. A
o globo ocular
IX. B
7. C 1. A
8. B 2. I. C
9. D II. A
10. A 3. D
11. A 4. B
12. A 5. E
13. I. B 6. D

Caderno de Exercícios – respostas


II. D 7. I. B
II. D
14. E
8. B
15. A
9. B
16. E
17. E 10. I. C
II. C
18. B III. E
19. C IV. C
20.A V. C
21. D VI. E

Anglo Ensino Médio 30 37


11. A 11. D
12. C 12. B
13. A 13. A
14. B 14. C
15. B 15. E
16. a) Como o indivíduo não enxerga nitidamente objetos 16. D
próximos, ele deve usar um tipo de lente que forme 17. B
imagens mais afastadas. Para isso, o indivíduo deve
18. C
usar lentes convergentes.
19. E
b) Dados: p 5 25 cm 5 0,25 m; p’ 5 2100 cm 5 21 m
20.E
(Imagem virtual → p’ , 0)
A vergência da lente (C) é dada por:
21. D
22.C
1 1 1 1 1
C5 5 1 ⇒ V5 2 ⇒ C 5 4 21 ⇒ 23. E
p p p' 0,25 1
⇒ C 5 3 di (ou 3 “graus”). 24.B
17. E 25. B
18. D 26. C
19. B 27. E
20.D 28. C
21. A 29. E
22.A 30.A
23. B 31. E
32. A
33. C

Unidade 3
34.A
35. B
36. D
Princípios da dinâmica 37. B
38. A
39. D
40.A
cap’tulos 1e2 41. B
42.C
43.B
Força resultante e Princípio da inércia 44.A
45.A
1. B 46.C
Caderno de Exercícios – respostas

2. C 47. B
3. F 5 G 5 H 5 10 N 48. C
4. B 49. C
5. C 50.C
6. A 51. C
7. C 52. C
8. D 53. C
9. E 54.A
10. B 55.C

38 Anglo Ensino Médio 30


56.C 30.D
57. A 31. A
58. D 32. D
59. E 33. D
60.E
34.a) v 5 3 600 km/h
b) Rc > 1,9 ? 1018 N

cap’tulo 3 35. E
36. B
37. D
Princípio fundamental da Dinâmica
38. C
1. A 39. Corretas: 02, 08 e 32.
2. E 40.A
3. E 41. C
4. B 42.a) v 5 4 m/s
5. D b) ac 5 0,8 m/s2
c) Nj 5 756 N
6. A
43.a) Rc 5 8 000 N
7. E
b) N 5 2 000 N
8. D
44.B
9. D
45.E
10. B
46.C
11. A
47. B
12. a 5 0,5 m/s2
13. B

anotações
14. |a| 5 10 m/s2
15. D
16. A
17. a) |a| 5 25 m/s2
b) T 5 2 800 N
18. C
19. A
20.Fres 5 1,43 ? 104 N
21. v 5 2,4 m/s

Caderno de Exercícios – respostas


22.A
23. D
24.C
25. B
26. D
27. B
28. F 5 80 N
29. E

Anglo Ensino Médio 30 39


Caderno de Exercícios – respostas

40
Anglo Ensino Médio 30
anotações
Física Setor A Luís Ricardo ARRUDA de Andrade
Ronaldo CARRILHO
MADSON Molina
CARLINHOS N. Marmo
ÉLCIO Moutinho Silveira
DULCÍDIO Braz Jr.

Índice-controle
de
estudo
aula
P.220
1
AD TM TC

aula
P.220
2
AD TM TC

aula
P.224
3
AD TM TC

aula
P.224
4
AD TM TC

aula
P.228
5
AD TM TC

aula
P.228
6
AD TM TC

aula
P.231
7
AD TM TC

aula
P.233
8
AD TM TC

aula
P.233
9
AD TM TC

aula
P.236
10
AD TM TC

aula
P.239
11
AD TM TC

aula
P.239
12
AD TM TC
FUJJI/SHUTTERSTOCK

aula
P.241
13
AD TM TC

aula
P.241
14
AD TM TC

aula
P.243
15
AD TM TC
prof.: aula
16
P.243
AD TM TC
aulas 1e 2
Referenciais. Movimento e repouso.
Espaço (ou abscissa). Deslocamento
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nestas aulas

1. Conceitos iniciais

1. Mecânica é a parte da Física que estuda o movimento.


• A posição de um corpo só pode ser determinada em relação a outro tomado como referencial. A posição pode ser determinada
pelas coordenadas cartesianas.
• Movimento de um corpo é a mudança de posição em relação a outro tomado como referencial. Portanto, o movimento de um
corpo é a mudança de pelo menos uma coordenada cartesiana.
• O Sistema Internacional de Unidades (SI) adota como unidade de comprimento o metro (m).

2. Trajetória é a linha sobre a qual o corpo se move.

• Se um corpo percorre uma trajetória conhecida, sua posição em cada instante pode ser determinada por uma única informação
que é denominada abscissa ou espaço (S) do corpo no instante considerado.

Trajetória P(t): posição do


corpo no instante t
O: Origem
Orientação da
trajetória

S(t): espaço
(ou abscissa) S(t)
no instante t

• Se o corpo se movimenta da posição A para a posição B em um dado intervalo de tempo, seu deslocamento escalar neste inter-
valo será:
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

DS = SB – SA

A
B

SA ΔS

SB

220 Anglo Ensino Médio 30


em classe
1. De acordo com a tradição, Galileu teria realizado experimentos de queda livre deixando cair diferentes balas de canhão
do alto da torre de Pisa, na Itália. Embora não exista comprovação histórica do episódio – que conta apenas com o teste-
munho de um assistente de Galileu –, a ideia teria sido muito boa, pois a inclinação da torre dificultaria eventuais choques
dos corpos em queda com a parede do edifício. Supondo que a experiência tenha sido realizada e que o corpo tenha sido
abandonado do ponto P indicado na figura, tomando-se como referência o sistema de eixos indicados na figura, podemos
afirmar que:

FEDOR SELIVANOV/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

a) a abscissa do ponto P é xP 5 41 m.
b) a ordenada do ponto P é yP 5 18,6 m.
c c) durante a queda, o valor de x permanece constante e o valor de y diminui até se tornar nulo quando o corpo toca
o solo.
d) durante a queda, o valor de x diminui e o valor de y permanece constante.
e) durante a queda, os valores de x e de y variam.
Observe a figura:

Física

Coordenadas do ponto P:
• Abscissa:
xP 5 3,2 1 15,4 5 18,6 m (a alternativa a está incorreta).
• Ordenada:
yP 5 41 m (a alternativa b está incorreta).
Durante a queda, o valor de x permanece sempre igual a 18,6 m, enquanto o valor de y diminui até se tornar nulo quando o corpo toca o solo no
ponto Q, de coordenadas (18,6; 0).
Logo, a afirmativa c está correta.

Anglo Ensino Médio 30 221


2. A sequência de imagens mostra um resgate no qual a vítima é içada até uma altura de 10 m por um helicóptero que,
simultaneamente, se desloca 20 m horizontalmente.

ILUSTRAÇÕES: CASA DE TIPOS


Sobre os movimentos descritos podemos afirmar que:
a) em relação à Terra, a vítima se desloca verticalmente.
c b) em relação ao helicóptero, a vítima se desloca 10 m verticalmente para cima.
c) em relação à Terra, o helicóptero não se movimenta.
d) em relação à Terra, a vítima se desloca 20 m horizontalmente para a direita.
e) em relação à Terra, o deslocamento da vítima é menor do que 20 m.

Deslocamento da
vítima em relação ao
Deslocamento
helicóptero.
da vítima em
relação à Terra.
10 m
20 m

Deslocamento do helicóptero
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

em relação à Terra.

Para um referencial fixo no helicóptero (ver figura), o va-


lor da abscissa x é sempre nulo. O deslocamento da
vítima, em relação ao helicóptero, é vertical e vale 10 m.

222 Anglo Ensino Médio 30


3. A posição de um caminhão, de um carro, de um desvio, de um posto de gasolina, de um acidente, de um ataque
indígena, enfim, de qualquer coisa ou acontecimento na estrada pode ser localizado pelo marco quilométrico.
O marco quilométrico indica a distância, medida sobre a estrada, até o início dela. Suponha que um carro passe
pelo quilômetro 210 de certa rodovia às 10 horas da manhã e pelo marco quilométrico 225 às 10h15min.

km km km
0 210 225

Ilustração fora da escala

Sobre essa situação são feitas três afirmações:


I. O carro percorreu 210 km até às 10h da manhã.
II. Às 10h da manhã, o carro estava a 210 km da origem dessa rodovia.
III. Entre 10h e 10h15min da manhã, o carro se deslocou 15 km.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões):
a) I e II.
b) I e III.
c c) II e III.
d) I.
e) II.
I.Está errada. O carro não partiu, necessariamente, do marco zero da estrada.
II.Está correta. Às 10h da manhã o carro estava a 210 km da origem.
III.Está correta. Entre às 10h da manhã e às 10h15min o carro se deslocou do marco quilométrico 210 até o marco quilométrico 225. Seu deslo-
camento foi:
DS 5 S’ 2 S ⇒ DS 5 225 2 210 ⇒ DS 5 15 km

em casa
Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 1

Física
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 1 Aula 1

• Leia o item 1 do resumo da aula. • Leia os itens de 1 a 8, cap.1.


• Faça os exercícios de 4 a 6 do cap. 1
• Faça os exercícios de 1 a 3 do cap. 1.
• Faça o exercício 1 da seção Rumo ao Enem.
Aula 2 Aula 2
• Leia o item 2 do resumo da aula. • Leia os itens de 9 a 11, cap.1.
• Faça os exercícios 10, 11 e 13 do cap. 1. • Faça os exercícios 12, 14 e 15 do cap. 1.

Anglo Ensino Médio 30 223


aulas 3 e 4
Equação dos espaços.
Gráfico dos espaços
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nestas aulas

1. Descrição de um movimento

Descrever o movimento de um corpo é indicar sua posição em cada instante.

Sempre que possível, vamos imaginar que estamos medindo o tempo com auxílio de um cronômetro inicialmente zerado e
que é disparado no instante em que o estudo do movimento se inicia.
O movimento de um corpo que percorre uma trajetória conhecida pode ser descrito por:
• uma tabela relacionando o espaço (S) com o tempo (t);
• uma função que permite determinar o valor do espaço (S) para cada valor de t. Essa função é denominada equação horária ou equação
dos espaços (não se esqueça de indicar as unidades);
• um gráfico que permite determinar o valor do espaço (S) para cada valor de t, é denominado gráfico dos espaços.

em classe
Enunciado rEfErEntE às quEstõEs 1 a 3.
t (s) SA (m) SB (m)
Um professor pretende realizar uma experiência durante uma aula, para ex-
plicar o conceito de equação dos espaços de um movimento. Para facilitar 0 1 5
as medições de tempo e de espaço, ele usa carrinhos movido a pilha que
se movimentam simultaneamente em pistas retilíneas, às quais foi associada
10 2,5 4
uma única trena, como mostra a figura a seguir. Uma marca vermelha foi feita
para o carrinho A, e uma verde, para o carrinho B. Dois alunos se encarregam
20 4 3
de anotar, a cada 10 s, as posições dos carrinhos, e a tabela a seguir resume
os resultados das anotações:
30 5,5 2
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

B B B B

0 1 2 3 4 5m 6

A A A A

224 Anglo Ensino Médio 30


I. Correta. A tabela mostra que, no instante 0, o carrinho A está a 1 m da origem, e os espaços são crescentes, indicando que ele se movimenta
no sentido crescente da numeração da régua.
II. Correta. No instante 0, o corpo B está a 5 m da origem, e os espaços são decrescentes, indicando que ele se movimenta no sentido decres-
cente da numeração da régua.
1. Sobre esses movimentos são feitas afirmações:
I. No instante t 5 0, o carrinho A está a 1 m da origem e ele se movimenta no sentido crescente da numeração da
régua.
II. No instante t 5 0, o carrinho B está a 5 m da origem e ele se movimenta no sentido decrescente da numeração da
régua. III. Correta. O espaço (SA ) do carrinho A aumenta 1,5 m a cada 10 s.
III. A cada segundo, o carrinho A se movimenta 0,15 m. Logo, ele se desloca 1,5 m a cada 10 s, ou seja, 0,15 m a cada
segundo.
IV. A cada segundo, o carrinho B se movimenta –0,10 m. IV. Correta. O espaço (S ) do carrinho B diminui 1,0 m a cada 10 s. Logo,
B
ele se desloca 21,0 m a cada 10 s, ou seja, 20,10 m a cada segundo.
Estão corretas:
c a) todas as afirmações. c) apenas as afirmações I e III. e) apenas as afirmações III e IV.
b) apenas as afirmações I e II. d) apenas as afirmações I e IV.

2. Sabendo que as equações dos espaços dos movimentos dos dois carrinhos são SA 5 1 1 0,15 t e SB 5 5 2 0,10 t (SI),
então, os carrinhos se cruzam no instante:

a) 10 s. c c) 16 s. e) 30 s.
b) 14 s. d) 20 s.
No instante do encontro: SA 5 SB
1,0 1 0,15 ? t 5 5,0 2 0,1 ? t ⇒ t 5 16 s

3. O gráfico que mais bem representa, no intervalo 0 a 30 s, o espaço em função do tempo dos movimentos dos carri-
nhos A e B é:

a) S(m) d) S(m)

A
4,0 4,0
B

2,0 A 2,0
B

10 20 30 t(s) 10 20 30 t(s)

c b) S(m)
e) S(m)

B
4,0 B
4,0

2,0 A
A 2,0

10 20 30 t(s)
10 20 30 t(s)

Física
c) S(m)

B
4,0

2,0
A
Gráfico do corpo A: é uma reta passando pelos pontos (0; 1) e (30; 5,5).
Gráfico do corpo B: é uma reta passando pelos pontos (0; 5) e (30; 2).
10 20 30 t(s)

Anglo Ensino Médio 30 225


Enunciado rEfErEntE às quEstõEs 4 E 5. c) o corpo gasta 1,5 s para se deslocar até a marca 0,9 m.

Em uma experiência realizada em um laboratório de


Incorreta. Pela tabela, verificamos que no intervalo 0 a 1,5 s o corpo
Física, um carrinho foi colocado, em repouso, sobre
se deslocou da marca 0 até a marca 0,45 m. Portanto, se deslocou
uma mesa a qual foi adaptada uma régua, como indi- 0,45 m.
cado na figura a seguir. Inicialmente, o carrinho estava
no ponto zero da régua e foi preso a um fio que passa
por uma polia, que tem a outra extremidade presa a
um corpo pendurado. Quando o sistema foi abando-
nado, o corpo pendurado movimentou o carrinho e,
experimentalmente, com auxílio de sensores luminosos,
determinou-se a posição do corpo a cada 0,5 s. A partir
desses dados, verificou-se que a equação dos espaços
que permite determinar a posição do corpo desse mo-
vimento é S 5 0,2 ? t2 (SI).

d) entre os instantes 0,5 s e 1,5 s o corpo percorre 0,45 m.

0 0,5 1,0 1,5 2,0

Incorreta. Pela tabela, verificamos que no intervalo 0,5 s a 1,5 s o


corpo se deslocou da marca 0 até a marca 0,45 m. Portanto, se des-
locou 0,40 m.

4. A respeito desse experimento, podemos afirmar corre-


tamente que:

a) a equação dos espaços é uma função polinomial do


primeiro grau.

Incorreta. Trata-se de uma função polinomial do segundo grau. Antes


de analisar as alternativas de b a e, vamos completar a tabela que se
segue com base na equação dos espaços. (Nota: experimentalmen-
te, o procedimento foi feito ao contrário, ou seja, a partir da experiên-
cia obteve-se a tabela e, a partir dela, a função.)
c e) o corpo gasta 1,0 s para se deslocar da marca 0,8 m
até a marca 1,8 m.

t (s) 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0

S (m) 0 0,05 0,2 0,45 0,8 1,25 1,8


Correta. O corpo está na marca 0,8 m no instante 2,0 s e na marca
1,8 m na marca 3,0 s.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

b) o corpo percorre deslocamentos iguais em tempos


iguais.

Incorreta. Em intervalos de tempos iguais, o corpo não apresenta


deslocamentos iguais. Por exemplo, o deslocamento do corpo entre
os instantes 1,0 s e 2,0 s é ΔS1→2 5 0,8 2 0,2 5 0,6 m. Contudo, o des-
locamento do corpo entre os instantes 2,0 s e 3,0 s é ΔS2→3 5 1,8 2
2 0,8 5 1,0 m. Então, o correto é: em intervalos de tempos iguais, o
corpo apresenta deslocamentos cada vez maiores.

226 Anglo Ensino Médio 30


5. O gráfico que mais bem representa o espaço (S) em e) S(m)
função do tempo (t), no intervalo 0 a 3,0 s é:
a) S(m) 2,5
2
2
1,5
1,5
1
1
0,5
0,5
0
0 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 t(s)
1 2 3 t(s)

b) S(m)
2 em casa
1,6 Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
1,2
Tarefa Mínima
0,8 Aula 3
• Leia o resumo da aula.
0,4 • Faça os exercícios 17 e 18 do cap. 1.
Aula 4
0
0 1 2 3 t(s)
• Releia o resumo da aula.
c) S(m)
• Faça os exercícios 21 e 22 do cap. 1.
2
Tarefa Complementar
Aula 3
1,6 • Leia os itens de 12 a 18, cap. 1.
• Faça os exercícios 19 e 20 do cap. 1.
1,2 Aula 4
• Faça os exercícios 23, 29 e 31 do cap. 1.
0,8

0,4

anotações
0
0 1 2 3 t(s)
c d) S(m)
2
1,8

Física
1,6
1,4
1,2
1
0,8
0,6
0,4
0,2
0
0 1 2 3 t(s)

Anglo Ensino Médio 30 227


aulas 5 e 6
Velocidade escalar (instantânea).
Equação da velocidade. Gráfico da
velocidade. Velocidade escalar média
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nestas aulas

1. Comparação entre velocidade escalar e escalar média


Velocidade escalar (instantânea) (V) Velocidade escalar média (Vm)

É uma grandeza que indica a rapidez do movimento em um dado


É uma grandeza que indica a rapidez do movimento em um dado instante.
intervalo de tempo.

A velocidade escalar (instantânea) é uma função do tempo. Pode ser descrita A velocidade escalar média em um dado intervalo de tempo Δt é o quociente
por uma tabela, por um gráfico (denominado gráfico da velocidade) ou por uma do deslocamento escalar do corpo no intervalo considerado por Δt:
expressão matemática (denominada equação da velocidade). Em símbolos: ∆S
Vm 5
V 5 f(t) ∆t

Há instrumentos que permitem determinar a velocidade escalar instantânea.


Para determinar a velocidade escalar média, precisamos de um instrumento de
Por exemplo, o velocímetro de um carro indica o módulo da velocidade escalar
medida de tempo e outro de comprimento.
(instantânea).

O sinal da velocidade escalar em um dado instante é positivo se, no instante


O sinal da velocidade escalar média em um dado intervalo de tempo é o mesmo
considerado, o movimento tem a mesma orientação da trajetória, e negativo, se
sinal de ΔS no intervalo de tempo considerado.
tem orientação oposta ao da trajetória.

A partir da função V = f(t) podemos construir o gráfico de V em função de t. A partir do gráfico dos espaços podemos obter a velocidade escalar média em um dado Δt.
V S

Δs

Δt

t t

V
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

A partir do gráfico da velocidade em função do tempo, podemos obter ΔS pela


área indicada. Δs

t
A unidade de velocidade no SI é m/s.
A unidade de velocidade usual (no Brasil) é km/h.
Para converter m/s para km/h basta multiplicar por 3,6.
Se em um dado intervalo de tempo a velocidade escalar instantânea é constante, a velocidade média será igual à instantânea: Vm 5 V.

228 Anglo Ensino Médio 30


em classe
1. A unidade de comprimento no SI é o metro (m) e de tem - 3. Para decolar, o Airbus A330-200 – cuja massa é de
po é o segundo (s). Portanto, a unidade de velocidade 230 000 kg – necessita atingir a velocidade de aproxi-
no SI é m/s. No entanto, no Brasil e na grande maioria madamente 66 m/s (cerca de 240 km/h). Supondo que
de países do mundo, a unidade de velocidade é km/h. ele parta do repouso, que gaste 44 s para atingir essa
Uma velocidade de 72 km/h corresponde a: velocidade e que o gráfico da velocidade em função
do tempo de seu movimento durante a decolagem seja
a) 72 m/s.
uma reta, a distância que ele percorre até decolar é,
b) 72 000 m/s. em metros:
c) 100 m/s.
a) 2 904.
d) 0,02 m/s.
b) 2 206.
c e) 20 m/s.
c) 2 060.
1 000 m 72 m
V 5  72 km 5  72 ⇒ V5 ⇒ V 5 20 m/s d) 1 810.
h 3600 s 3,6 s
c e) 1 452.
t 5 44 s
V 5 66 m/s
V 5 0 em t 5 0

DS 5 ?
De acordo com o enunciado, o avião parte do repouso, e o gráfico da
2. Um atleta corre em um ritmo constante de 11 passadas velocidade em função do tempo é uma reta. Com estas informações,
construímos o seguinte gráfico da velocidade em função do tempo.
a cada 6 segundos. Sabendo-se que cada passada
desse atleta mede 1,8 m, determine a velocidade do V (m/s)
atleta em km/h e em m/s.

a) 3,3 km/h e 11,88 m/s


66
b) 3,3 km/h e 1,8 m/s
c c) 11,88 km/h e 3,3 m/s
d) 11 km/h e 1,8 m/s
e) 3,3 km/h e 3,3 m/s 44 t (s)
A cada 6 s, o atleta dá 11 passadas, e cada passada tem 1,8 m; por-
Pela área sob o gráfico obtemos o deslocamento (ΔS)
tanto, o deslocamento é:
DS (em 6 s) 5 11 ? 1,8 5 19,8 m ΔS 5 1 ? 44 ? 66 ⇒ ΔS 5 1 452 m
2
V (m/s) 5 ∆S 5
19,8 m
3,3 m/s
∆t 6s
ou
V (km/h) 5 3,6 ? 3,3 5 11,88 km/h.
4. A distância da Terra ao Sol é de aproximadamente
150 milhões de quilômetros. Determine o tempo em que

Física
a luz percorre essa distância sabendo que sua veloci-
dade é 300 000 km/s.

∆S 150 ? 10 6
V 5 ∆S ⇒ ∆t 5 V ⇒ ∆t 5
3 ? 10 5
5 500 s 5 8 min 20 s
∆t

Anglo Ensino Médio 30 229


5. Denominamos lançamento vertical para cima, o movi- I. No instante 1 s a esfera atinge altura máxima.
mento de um corpo lançado verticalmente para cima e II. A esfera chega ao solo no instante 1 s.
que, após o lançamento, esteja sob ação exclusiva da III. A altura máxima atingida pela esfera é 5 m.
gravidade. Nesse movimento, a mão de um experimen-
IV. No instante 0,5 s a altura do corpo é 2,5 m.
tador que executa o lançamento pode ser considerado
dispositivo de lançamento, desde que o movimento seja V (m/s)
vertical. Por exemplo, considere uma esfera apoiada
em uma mola, inicialmente comprimida, instalada no 10
interior de um cilindro disposto verticalmente, como mos-
trado na figura.

0,5 1 t (s)

Estão corretas somente as afirmações:


c a) I e III.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) II e III.
e) I e IV.
I. Correta. No instante t 5 1 s a velocidade é nula e a esfera atinge
altura máxima.
II. Incorreta. No instante t 5 1 s a velocidade é nula e a esfera
atinge altura máxima. Quando retorna ao solo, imediatamente
Quando a mola é solta, a esfera é lançada verticalmente antes de se chocar com o solo, a velocidade é 210 m/s, o que
acontece no instante 2 s.
para cima. Observe que o lançamento vertical só se inicia III. Correta. O deslocamento desde o instante de lançamento até o
no instante em que a esfera se destaca da mola. Nesse instante em que atinge a altura máxima é:
instante, a esfera adquire uma velocidade, denominada ΔS 5 1 ? (1) ? (10) 5 5 m
2
velocidade inicial de lançamento, que diminui à medida IV. Incorreta. O deslocamento desde o instante de lançamento até o
que o corpo sobe, até se anular ao atingir altura máxima, instante 0,5 s é:
quando, então, inicia-se o movimento de queda.
ΔS 5 1 ? (0,5) ? (10 1 5) 5 3,75 m
2
O gráfico a seguir mostra a variação da velocidade de
uma esfera, lançada verticalmente para cima, com velo-
cidade inicial 10 m/s e sobre ele são feitas 4 afirmações:

em casa
Consulte
Livro texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Tarefa Mínima Tarefa Complementar


Aula 5 Aula 5

• Leia o resumo da aula. • Leia os itens de 1 a 8, cap. 2.


• Faça os exercícios 5 a 7 do cap. 2.
• Faça os exercícios 1, 2 e 4 do cap. 2. • Faça o exercício 3 da seção Rumo ao Enem.
Aula 6 Aula 6
• Releia o resumo da aula. • Releia os itens de 1 a 8, cap. 2.
• Faça os exercícios 3, 10 e 11 do cap. 2. • Faça os exercícios 8, 12 e 14 do cap. 2.
• Faça o exercício 5 da seção Rumo ao Enem.

230 Anglo Ensino Médio 30


aula 7
Aplicações de velocidade escalar
instantânea e velocidade média
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nesta aula

em classe
1. O gráfico a seguir representa o comportamento da velocidade, em função do tempo, no intervalo entre o instante
em que um semáforo abre e um veículo percorre um trecho retilíneo, até se aproximar de outro semáforo, no qual é
obrigado a parar.

V (m/s)

12

3 8 10 t (s)

A velocidade escalar média no intervalo de 10 s em que o veículo percorre o trecho entre os dois semáforos é, em m/s:
a) 6,0. A velocidade escalar média é definida pela expressão Vm 5 ∆S .
∆t
b) 8,0. Como a questão pede a velocidade média no intervalo 0 a 10 s, temos:
Δt 5 10 s.
c c) 9,0.
b55
d) 10.
e) 12.

h 5 12

Física
B 5 10
b55
ΔS é o deslocamento no intervalo 0 a 10 s, que pode ser
obtido pela área do trapézio a seguir:
∆S 5 B 1 b ? h ⇒ ∆S 5 10 1 5 ? 12 5 90 m.
2 2
h5
Logo: Vm 5 9,0 m/s.

B 5 10

Anglo Ensino Médio 30 231


2. Um caminhão parte de um ponto A e dirige-se para um ponto B – onde faz uma entrega – e retorna ao ponto A pelo
mesmo caminho da ida. Os marcos quilométricos da estrada são crescentes de A para B e, desse modo, as veloci-
dades no movimento de A para B são positivas. A variação da velocidade com as respectivas convenções de sinal
do caminhão foram registradas e transmitidas a um escritório para análise posterior, na forma do gráfico a seguir.

A1
A2
t5 t6 t7

0 t1 t2 t3 t4 t
A3

Pelo gráfico, o analista chegou a quatro conclusões:


I. A velocidade se manteve constante no intervalo t1 a t2 bem como no intervalo t5 a t6.
II. O caminhão chegou ao seu destino no instante t7.
III. O caminhão chegou ao seu destino no instante t3, ficou parado entre os instantes t3 e t4 enquanto o caminhão era
descarregado, e retornou ao ponto de partida onde chegou no instante t7.
IV. Sendo A1, A2 e A3 as áreas indicadas na figura, então A2 = A3.
Estão corretas as conclusões:
a) I e II.
c b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

I. Correta. Nos intervalos t1 a t 2 e t5 a t6, a velocidade se manteve constante.


II. Incorreta. O caminhão chegou ao seu destino no instante t3. No instante t7, retornou e chegou de volta ao ponto de partida.
III. Correta. O caminhão chegou a seu destino no instante t3. Entre t3 e t4, a velocidade foi nula, indicando que o caminhão permaneceu parado.
IV. Incorreta. O movimento foi no sentido dos marcos quilométricos crescentes desde t = 0 até t3. O deslocamento nesse intervalo foi A1 1 A 2. No
intervalo t4 a t7, o caminhão estava voltando e o deslocamento dele, em módulo, foi igual a A 3. Logo: A1 1 A 2 5 A 3.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

em casa
Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Faça os exercícios 15, 16 e 20 do cap. 2. • Faça os exercícios 17, 18 e 21 do cap. 2.
• Faça os exercícios 1, 2 e 3 da seção Rumo ao Enem.

232 Anglo Ensino Médio 30


aulas 8 e 9
Movimento uniforme
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nestas aulas

1. Definição de movimento uniforme

Um corpo está em movimento uniforme quando sua velocidade escalar é constante no intervalo de tempo considerado.

2. Equação dos espaços do movimento uniforme

S 5 S0 1 V ? t

0 t t 0
V.0 V,0

S0 S
S S0

V 5 constante → O gráfico de V em função de t é uma reta paralela ao eixo t.

V V
V.0
t
V,0
t

S 5 S0 1 V ? t → O gráfico de S em função de t é uma reta não paralela ao eixo t.

S S
V.0 S0
ΔS V,0
S0 ΔS
Δt Δt
t t

Física
Escreva a definição e construa os gráficos a x t para os casos acima. Preencha-os após a aula 10.

MU → V 5 constante → a 5 0 → O gráfico de V em função de t é uma reta paralela ao eixo t.

O aluno deve identificar a igualdade a a


dos gráficos: independentemente do
sentido do movimento, a aceleração
escalar é nula no movimento unifor-
me, pois DV 5 0. DV 5 0 DV 5 0

t t

Anglo Ensino MŽdio 30 233


em classe
1. (Uerj) Dois automóveis, M e N, inicialmente a 50 km de distância um do outro, aproximam-se com velocidades cons-
tantes. O valor da velocidade de M, em relação a um ponto fixo da estrada, é igual a VM (km/h) e a velocidade de N
em relação à Terra é VN. Após 30 minutos, os automóveis cruzam uma mesma linha da estrada na posição P indicada
na figura.

Sobre a situação descrita são feitas três afirmações:


I. As velocidades dos veículos são, em módulo, iguais a VM 5 60 km/h e VN 5 40 km/h.
II. Colocando-se a origem no ponto O da figura e orientando-se a trajetória de O para P, as equações horárias dos
movimentos são SM 5 60t (t em horas e S em km) e SN 5 240t (t em horas e S em km).
III. Para um referencial fixo no veículo M, o veículo N se aproxima com uma velocidade, em módulo, 100 km/h.
Está(ão) correta(as) somente a(s) afirmação(ões):
a) I e II.
c b) I e III. M P N
c) II e III.
d) I, II e III. O 30 km 20 km

e) I. 50 km

I. Correta. Em módulo as velocidades dos veículos são: (lembre-se de que 30 min 5 1 h 5 0,5 h)
2
∆S M
• VM 5 5 30 5 60 km/h
∆t 0,5

∆SN
• VN 5 5 20 5 40 km/h
∆t 0,5
II. Incorreta. Para a origem em O e orientando-se a trajetória de M para N, temos:
SM 5 60t (S em km e t em horas)
SN 5 50 2 40t (S em km e t em horas)
III. Correta. O veículo N se aproxima 100 km de M a cada hora. A velocidade relativa é: |V N/M | 5 100 km/h.

2. Um trem de passageiros de 200 m de comprimento e um trem de cargas de 300 m de comprimento seguem, no mes-
mo sentido, linhas férreas retilíneas e paralelas, com velocidades 20 m/s e 10 m/s, respectivamente. A partir dessas
informações:

a) Determine o tempo de ultrapassagem.


a) Observe a figura:

Início da Fim da
ultrapassagem ultrapassagem
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

200 m 300 m

A ultrapassagem se inicia quando a frente do trem de passageiros alcança a traseira do trem de carga e termina quando a traseira do trem de
passageiro alcança a frente do trem de carga.
O problema de ultrapassagem se resume a determinar o instante e a posição do encontro entre a traseira do trem de passageiro e a frente do trem
de carga. Colocando-se a origem em O (posição da traseira do trem de passageiros) e orientando-se a trajetória no sentido do movimento dos
trens, as equações horárias são: Sp = 20t e St 5 500 1 10t (SI).
Condição de encontro: Sp 5 St ⇒ 20t 5 500 1 10t ⇒ t 5 50 s.
b) Determine a distância percorrida pelo trem de passageiros durante a ultrapassagem.
A distância percorrida pelo trem de passageiros durante a ultrapassagem é: Sp 5 20 ? 50 5 1 000 m.

234 Anglo Ensino Médio 30


c) Construa o gráfico do espaço em função do tempo considerando o instante em que se inicia a ultrapassagem até
o instante em que ela termina.

S (m)
1 000

500

0 25 50 t (s)

3. Dois amigos, trafegando por uma estrada retilínea em um veículo A a uma velocidade de 10 m/s, tentam se comuni-
car, por meio de um rádio bastante rudimentar, com alcance máximo de 200 m, com outros dois amigos que estão
em veículo B, que se movimenta na mesma estrada com velocidade 15 m/s. Se o veículo A está inicialmente 500 m à
frente de B, eles manterão em contato no intervalo de tempo:

a) 0 a 100 s.
b) 50 s a 150 s.
c) 60 s a 360 s.
d) 40 s a 140 s.
c e) 60 s a 140 s.
As equações horárias dos movimentos de A e B são respectivamente: SA 5 500 1 10t e SB 5 15t (SI)
A comunicação começa no instante em que SA 2 SB 5 200 m. Desse modo, temos:
(500 1 10t) 2 15t 5 200 ⇒ t 5 60 s
A comunicação termina no instante em que SB 2 SA 5 200. Assim:
15t 2 (500 1 10t) 5 200 ⇒ t 5 140 s

em casa
Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1

Física
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 8 Aula 8
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens de 1 a 3, cap. 3.
• Faça os exercícios de 1 a 3 do cap. 3. • Faça os exercícios de 4 a 6 do cap. 3.
• Faça o exercício 13 da seção Rumo ao Enem. • Faça o exercício 15 da seção Rumo ao Enem.
Aula 9 Aula 9
• Releia o resumo da aula. • Faça os exercícios de 10 a 12 do cap. 3.
• Faça os exercícios de 7 a 9 do cap. 3.

Anglo Ensino Médio 30 235


aula 10
Aceleração escalar e movimento
uniformemente variado
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nesta aula

1. Aceleração escalar
• Se um corpo sofre variação de velocidade ΔV em um intervalo de tempo Δt, define-se aceleração escalar média (a) nesse intervalo
pela expressão:

a 5 ∆V 5 V' 2 V
∆t t' 2 t

V (t) V’ (t’)

• No movimento uniforme, a velocidade escalar é constante. Logo, no movimento uniforme a aceleração escalar é nula:

MU → V 5 constante → a 5 0

• No SI a unidade de velocidade é m/s. Logo, a unidade de aceleração será

m
s 2
s 5 m/s

• A aceleração escalar pode ser constante ou variável. No entanto, em quase todos os casos estudados neste curso, a aceleração
escalar será constante em um determinado intervalo de tempo.
• A aceleração escalar pode ser positiva ou negativa.

Se V’ . V → ΔV . 0 → a . 0
Se V’ , V → ΔV , 0 → a , 0
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

• A aceleração escalar pode ser obtida do gráfico da velocidade:

ΔV

Δt

236 Anglo Ensino Médio 30


2. Movimento uniformemente variado (MUV)
• Um corpo está em movimento uniformemente variado em um dado intervalo de tempo quando sua aceleração escalar é cons-
tante e não nula no intervalo de tempo considerado.
• A velocidade escalar (instantânea) é uma função do tempo. Pode ser descrita por uma tabela, por um gráfico (denominado gráfico
da velocidade) ou por uma expressão matemática (denominada equação da velocidade). A equação da velocidade do MUV é:

V 5 V0 1 a ? t
em que:
• V0 indica a velocidade escalar no instante 0;
• a indica a aceleração escalar do movimento.

em classe
1. Retome o resumo das aulas 8 e 9, na página 171. Complete os gráficos finais sobre a aceleração escalar de um mo-
vimento uniforme e faça um resumo para explicá-los.

2. O gráfico a seguir mostra o comportamento da velocidade de um veículo, que percorre uma trajetória retilínea, desde
um instante em que parte de um semáforo até parar em outro.
V (m/s)
20

10

0 10 20 t (s)

Sobre este movimento são feitas quatro afirmações:


I. No intervalo 0 a 8 s o movimento do veículo é uniformemente variado com aceleração escalar 2 m/s2.
II. No intervalo 8 s a 16 s o movimento do veículo é uniforme com velocidade escalar 16 m/s e aceleração escalar
nula.
III. No intervalo 16 s a 20 s o movimento do veículo é uniformemente variado com aceleração escalar 24 m/s2.
IV. No intervalo 0 a 20 s o deslocamento do veículo foi 224 m.

Física
Estão corretas as afirmações: I. Correta. No intervalo 0 a 8 s, o gráfico da velocidade em função do tempo é uma reta não paralela ao

c a) todas as afirmações. eixo t. Logo, o movimento é uniformemente variado. A aceleração vale: a1 5 ∆V 5 16 5 2 m/s2.
∆t 8
b) apenas as afirmações I, II e III. II. Correta. No intervalo 8 s a 16 s, o gráfico da velocidade em função do tempo é uma reta paralela
c) apenas as afirmações I, III e IV. ao eixo t. Logo, o movimento é uniforme com velocidade 16 m/s. Como a velocidade escalar é
constante, a aceleração escalar é nula.
d) apenas as afirmações I, II e IV.
III. Correta. No intervalo 16 s a 20 s, o gráfico da velocidade em função do tempo é uma reta não
e) apenas as afirmações I e III.
paralela ao eixo t. Logo, o movimento é uniformemente variado. A aceleração vale: a2 5 ∆V 5
∆t
5 (216) 5 24 m/s2.
4
IV. Correta. O deslocamento é calculado pela área do trapézio de base maior 20, base menor 8 e
altura 16, ou seja: ΔS 5 1 (20 1 8) ? 16 5 224 m.
2

Anglo Ensino Médio 30 237


3. Um corpo abandonado a partir do repouso adquire um movimento que chamamos de queda livre. As velocidades
de um corpo em queda livre foram anotadas em cada décimo de segundo, obtendo-se a tabela a seguir.

t (s) V (m/s)

0 0

0,1 1,0

0,2 2,0

0,3 3,0

0,4 4,0

0,5 5,0

Verifique se o movimento é uniformemente variado. Em caso afirmativo, escreva a equação da velocidade do movi-
mento e esboce o gráfico da velocidade em função do tempo.
Qualquer que seja o intervalo de tempo considerado, a aceleração escalar é a mesma:
∆V
a5 5 (5,0 2 0) 5 (3,0 2 1,0) 5 ... 5 10 m/s2.
∆t 0,5 0,2
Logo, o movimento é uniformemente variado, com velocidade inicial nula e aceleração 10 m/s2. Assim, a equação da velocidade é:
V 5 10t (com V em m/s e t em s).
O gráfico é uma reta passando pela origem e pelo ponto (0,5; 5).

V (m/s)

0,5 t (s)
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

em casa
Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens de 1 a 7, cap. 4.
• Faça os exercícios de 1 a 3 do cap. 4. • Faça os exercícios de 4 a 6 do cap. 4.
• Faça o exercício 11 da seção Rumo ao Enem.

238 Anglo Ensino Médio 30


aulas 11 e 12
Equação e gráfico dos espaços do
movimento uniformemente variado (MUV)
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nestas aulas

1. Equação dos espaços do MUV


A equação dos espaços do MUV é:

S 5 S0 1 V0 ? t 1 1 ? at2
2

• Como a equação dos espaços é uma função polinomial do segundo grau, o gráfico de S em função de t é uma parábola;
• a . 0 → concavidade da parábola para cima;
• a , 0 → concavidade da parábola para baixo;
• Vértice da parábola → V 5 0.

em classe
1. Uma partícula se move ao longo do eixo x de modo que sua posição é descrita por:
S(t) 5 24,0 1 2,0t 1 2t2 (SI)
A partir dessas informações:
a) determine a equação da velocidade do movimento dessa partícula.
b) esboce o gráfico da velocidade desse movimento em função do tempo no intervalo 0 < t < 3 s.
c) esboce o gráfico do espaço desse movimento em função do tempo no intervalo 0 < t < 3 s.
d) determine a velocidade escalar média entre os instantes 1,0 s e 2,0 s.
a) Comparando a expressão S(t) 5 24,0 1 2,0t 1 2t 2 (SI).
Com a equação horária de um MUV, S(t) 5 S0 1 V0t 1 1 at2, obtemos:
2
S 0 5 2 4 m; V0 5 2,0 m/s; 1 ? a 5 2 m/s2 ⇒ a 5 4 m/s2.
2
Logo, como a equação da velocidade do MUV segue a expressão geral: V 5 V0 1 at, daí vem: V 5 2,0 1 4t (SI)
b) e c) Construindo os gráficos:

t (s) V 5 2,0 1 4t (SI) S(t) 5 24 1 2,0t 1 2t 2 (SI) V (m/s) S (m)

Física
0 V(0) 5 2,0 1 4(0) 5 2 S(0) 5 24
1 V(1) 5 2,0 1 4(1) 5 6 S(1) 5 24 1 2,0(1) 1 2(1)2 5 0
20
2 V(2) 5 2,0 1 4(2) 5 10 S(2) 5 24 1 2,0(2) 1 2(2)2 5 8,0 10
3 V(3) 5 2,0 1 4(3) 5 14 S(3) 5 24 1 2,0(3) 1 2(3)2 5 20

d) Vm 5 8 2 0 5 8 m/s 2 0 1 2 3 t (s) 0 1 2 3 t (s)


221
ou
Vm 5 1 ⋅ (10 1 6) 5 8 m/s 2 .
2

Anglo Ensino Médio 30 239


2. Determine a aceleração escalar de um corpo que parte 4. A velocidade de um veículo que percorre um trecho
do repouso e percorre 40 m em 4 s em movimento retilíneo viário urbano entre dois semáforos varia como mostrado
uniformemente variado. no gráfico a seguir:
Tratando-se de um MUV, a equação horária segue a expressão geral:
V (m/s)
S(t) 5 S 0 1 V0t 1 1 ? at 2 ⇒ ΔS 5 V0t 1 1 ? at 2 ⇒
2 2
4
⇒ 40 5 1 ? a ? (4)2 ⇒ a 5 5 m/s2.
2

1 2 3 4 t (s)
3. Um veículo parte do repouso e percorre uma trajetória re-
tilínea em movimento uniformemente variado até atingir
uma velocidade V, quando então os freios são aciona- Na figura a seguir, está esboçado (sem escala) o gráfico
dos, fazendo com que o veículo adquira movimento uni- do espaço em função do tempo para o intervalo 0 < t <
formemente retardado até parar a uma distância 100 m < 4 s, sendo que a origem representa a posição ocupa-
do ponto de partida. Sabendo-se que a duração total da pelo veículo no instante t 5 0.
do movimento foi 10 s, a velocidade V vale, em m/s: S (m)
a) 10.
b) 15. S2
c c) 20.
d) 25.
S1
e) Faltam dados para a determinação de V.
O gráfico da velocidade, sem preocupação de escala, te-
ria a forma: t1 t2 t (s)

V (m/s) Sabendo-se que o trecho em destaque no gráfico é


retilíneo, determinar t1, t2, S1 e S2.
Entre t1 e t 2, o movimento é uniforme. Portanto, corresponde ao in-
tervalo em que a velocidade é constante. Logo:
t1 5 2 s e t 2 5 3 s.
100 m
Podemos obter S1 pela área do gráfico da velocidade no intervalo
0 a 2 s.
10 t (s) S1 5 1 ? (4 ? 2) 5 4 m
2
Podemos obter S2 pela área do gráfico da velocidade no intervalo 0 a 3 s.
ΔS 5 100 5 1 ? 10 ? V ⇒ V = 20 m/s S1 5 4 1 4 ? 1 5 8 m
2

em casa
Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 1
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1


Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 11 Aula 11
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens de 8 a 9, cap 4.
• Faça os exercícios de 12 a 15 do cap. 4. • Faça os exercícios 16 e 17 do cap. 4.
Aula 12 • Faça o exercício 19 da seção Rumo ao Enem.
• Faça os exercícios de 18 a 21 do cap. 4. Aula 12
• Faça os exercícios 22, 24 e 25 do cap. 4.
• Faça o exercício 20 da seção Rumo ao Enem.

240 Anglo Ensino Médio 30


aulas 13 e 14
Equação de Torricelli e exercícios gerais de MUV
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nestas aulas
A ideia é procurar uma expressão que relacione V com S. 1
Lembrando que V0 t 1 ? a ? t 2 5 S – S0, obtemos:
Vamos partir da equação da velocidade: 2
V 5 V0 1 a ? t V 2 5 V02 1 2 ? a ? ( S 2 S 0 )
Elevando-a ao quadrado, obtemos: ou
V 2 5 V02 1 2 ? V0 ? a ? t 1 a2 ? t 2
V 2 5 V02 1 2 ? a ? DS
Colocando 2a em evidência, vem:
V 2 5 V02 1 2a ?  V0 ? t 1  1 ? a ? t 2 
 2 
No Brasil, essa expressão é conhecida como Equação de Torricelli.

em classe
1. Um veículo passa por um ponto A com velocidade de 72 km/h e acelera uniformemente até atingir 108 km/h em um
ponto B. Sabendo que a trajetória é retilínea e que AB 5 250 m, a intensidade da aceleração escalar do veículo, em
m/s2, é:

c a) 1 VA 5 72 km/h 5 20 m/s VB 5 108 km/h 5 30 m/s


b) 2
c) 3
d) 4
DS 5 AB 5 250 m
e) 5

VB2 5 VA2 1 2a ? DS
302 5 202 1 2 ? a ? 250
900 5 400 1 500 ? a
a 5 1 m/s2

Física
2. É possível demonstrar – e o faremos no momento adequado – que, desprezando-se a resistência do ar, a 0
aceleração de um corpo em queda livre nas proximidades da Terra não depende de sua massa e é de- 1
nominada aceleração da gravidade (g). Nessas condições, supondo g 5 10 m/s2, a velocidade com que 4
chega ao solo um corpo, inicialmente em repouso, após ser abandonado de uma altura de 20 m, é:
16
a) 10 km/h. V 2 5 V02 1 2a ? DS
Sendo: V0 5 0 (o corpo está inicialmente em repouso)
b) 20 km/h. 25
a5g
c) 36 km/h.
DS 5 h 5 20 m
36
c d) 72 km/h. Obtemos:
e) 80 km/h. V 5 2gh 5 20 m/s 5 72 km/h

Anglo Ensino Médio 30 241


3. (UEL-PR) O desrespeito às leis de trânsito, principalmente àquelas relacionadas à velocidade permitida nas vias públi-
H20 cas, levou o poder público a utilizar meios eletrônicos de fiscalização: os radares capazes de aferir a velocidade de
um veículo e capturar sua imagem, comprovando a infração ao Código de Trânsito Brasileiro.

Suponha que um motorista trafegue com seu carro à velocidade constante de 30 m/s em uma avenida cuja velocidade
regulamentar seja de 60 km/h. A uma distância de 50 m, o motorista percebe a existência de um radar fotográfico e,
bruscamente, inicia a frenagem com uma desaceleração de 5 m/s2.
Sobre a ação do condutor, é correto afirmar que o veículo
a) não terá sua imagem capturada, pois passa pelo radar com velocidade de 50 km/h.
b) não terá sua imagem capturada, pois passa pelo radar com velocidade de 60 km/h.
c) terá sua imagem capturada, pois passa pelo radar com velocidade de 64 km/h.
d) terá sua imagem capturada, pois passa pelo radar com velocidade de 66 km/h.
c e) terá sua imagem capturada, pois passa pelo radar com velocidade de 72 km/h.

V0 5 30 m/s V5?

DS 5 50 m

V 2 5 V02 1 2a ? DS ⇒ V 2 5 30 2 1 2 ? (25) ? 50 ⇒
⇒ V 5 20 m/s 5 72 km/h
A velocidade regulamentar máxima no local é 60 km/h. A imagem será capturada.

em casa
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 13 Aula 13
• Leia o resumo da aula. • Leia o item 10, cap. 4.
• Faça o exercício 32, cap. 4. • Faça os exercícios 30 e 33, cap. 4.
Aula 14 Aula 14
• Faça o exercício 31, cap. 4. • Faça os exercícios 26 a 28 e 34, cap. 4.

242 Anglo Ensino Médio 30


aulas 15 e 16
Descrevendo um movimento circular uniforme
Enem: O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas

nestas aulas

Elementos do MCU

1. Período de um MCU é o tempo gasto para o corpo completar uma volta.


2. Frequência de um MCU é o número de voltas que o corpo executa em uma unidade de tempo.
3. hertz (Hz) é a unidade de frequência no SI. É o número de voltas por segundo.
R
Rotações por minuto (rpm): número de voltas por minuto
1 Hz 5 60 rpm
1
4. Relação entre período e frequência: f 5 ,n
T ,3
,2
5. Ângulo (w) medido em radianos: φ ,1
, , , , O
w (em rad) 5 1 5 2 5 3 5 n 5 É 5 constante R1 R2 R3 Rn S
R1 R2 R3 Rn

 360 o 2p w (em graus)
 w (em  rad) 5 ? 2p
6. Transformação de graus em radianos:  360
7. Ângulo de fase e sua variação  w ( em graus ) w ( em rad )
P' P'
ΔS
P P
S' Δφ
S φ'
φ
C O C O C O

Dw
8. Velocidade angular: v 5  (rad/s)

Física
Dt

9. Relações importantes no MCU: v 5 2 p 5 2p ? f


T

10. Um corpo está em movimento de rotação em torno de um eixo quando todos os seus pontos não pertencentes ao eixo estão
em movimento circular em torno desse eixo.
11. A rotação é uniforme se todos os pontos estão em movimento circular uniforme em torno do eixo.
12. Todos os pontos não pertencentes ao eixo de rotação de um corpo em rotação uniforme apresentam o mesmo período, a mesma
frequência e a mesma velocidade angular.

Anglo Ensino MŽdio 30 243


em classe
1. A e B são dois pontos de uma polia que distam 30 cm 2. Levando em conta o movimento de rotação da Terra,
e 20 cm, respectivamente, do centro de uma polia que verificamos que diferentes pontos da superfície terrestre
gira com frequência de 600 rpm no sentido anti-horário. apresentam diferentes velocidades. Analise as seguintes
Sobre essa situação física são feitas quatro afirmações: situações:

I. As frequências dos movimentos dos pontos A e B são a) Macapá é a capital do Amapá. É a única capital
iguais a 10 Hz. estadual brasileira que não possui interligação por
II. Os períodos dos movimentos dos pontos A e B são rodovia com outras capitais e é a única cortada pela
iguais. linha do Equador. Levando em conta apenas o movi-
mento de rotação da Terra, admitida esférica de raio
III. As velocidades angulares dos movimentos dos pon-
6 400 km, determine a velocidade dessa cidade.
tos A e B são iguais.
b) A cidade de Oslo, capital da Noruega, tem aproxima-
IV. As velocidades escalares dos movimentos dos pon-
damente 1 500 000 habitantes, é a cidade mais cara
tos A e B são iguais.
do mundo e está localizada na latitude 60° Norte.
Levando em conta apenas o movimento de rotação
da Terra, determine a velocidade dessa cidade.

Oslo
r
60°
C B A 60°
60°
Macapá 60°
R

20 10 Velocidade angular da Terra em rad/h:


2 ? 3,14
vTerra 5 2p 5 ⇒ vTerra < 0,2617 rad/h
Estão corretas T T
a) Velocidade escalar da cidade de Macapá:
a) somente as afirmações I e II.
V Macapá 5 v ? R 5 0,2617 rad/h ? 6 400 km < 1 674,88 km/h
b) somente as afirmações I e III.
b) Velocidade escalar da cidade de Oslo:
c) somente as afirmações II e III. 1
VOslo 5 v ? R ? cos 60o 5 VM ? cos 60o 5 1 674,88 ? < 837,44 km/h
2
c d) somente as afirmações I, II e III.
e) todas as afirmações.
I. Correta. As frequências de todos os pontos (com exceção do
centro) de um corpo rígido em rotação são iguais.
600 Hz
fA 5 fB 5 600 rpm 5 5 10 Hz
60
II. Correta. Os períodos de todos os pontos (com exceção do cen-
tro) de um corpo rígido em rotação são iguais.
1 5 1 min
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

T5
f 600
ou
1 5 1 s
T5 5 0,1 s
f 10
III. Correta. As velocidades angulares de todos os pontos (com ex-
ceção do centro) de um corpo rígido em rotação são iguais.
2p
vA 5 v B 5 5 2pf 5 2 ? (3,14) ? 10 < 62,8 rad/s
T
IV. Incorreta.
2p ? rA 2p ? r
VA 5 5 5 vA ? rA 5 62,8 ? 30 5 1884 cm/s 5 18,84 m/s
T T A

2p ? rB 2p ? r
VB 5 5 5 vB ? rB 5 62,8 ? 20 5 1256 cm/s 5 12,56 m/s
T T B

244 Anglo Ensino Médio 30


3. A polia A, de raio 60 cm, está ligada à polia B, de raio 20 cm, 4. Sabendo-se que a relação entre os raios das engrena-
por meio de uma correia inextensível. Considerando que H20 r1
gens da figura é = 1,5 e que a engrenagem 1 gira
a polia A gira no sentido indicado, com frequência de r2
1 200 rpm, determine a frequência e o sentido do movi- no sentido anti-horário com frequência f1, podemos
mento da polia B, sabendo que não há escorregamento. afirmar que:
VA a) a engrenagem 2 gira no sentido anti-horário com
frequência 0,67f1.
b) a engrenagem 2 gira no sentido anti-horário com
frequência 1,5f1.
A
c) a engrenagem 2 gira no sentido anti-horário com
frequência igual a f1.
d) a engrenagem 2 gira no sentido horário com fre-
quência igual a f1.
c e) a engrenagem 2 gira no sentido horário com frequên-
cia 1,5f1.

1 V1 5 V2
B 2
VB

Polia A:
1 200
Frequência: fA 5 1 200 rpm 5 Hz 5 20 Hz no sentido anti-ho-
60
rário (dado)
Velocidade angular vA 5 2p 5 2p ? fA
TA f1 f2
Velocidade escalar de um ponto da periferia da polia A:
r1 r2
VA 5 vA ? rA 5 (2p ? fA ) ? rA
Polia B, analogamente à polia A:
Velocidade escalar de um ponto da periferia da polia B:
V B 5 v B ? rB 5 (2p ? fB) ? rB Os dentes em contato devem ter a mesma velocidade: V1 5 V2
2p ? r1
Se não há escorregamento entre a polia e a correia, as velocida- • V1 5 5 2p ? r1 ? f1
T1
des VA e V B são iguais.
(2p ? fA ) ? rA 5 (2p ? fB) ? rB 2p ? r2
• V2 5 5 2p ? r 2 . f1
(fA ) ? rA 5 (fB) ? rB T2

(1 200) ? 60 5 fB ? (20) 2p ? r1 ? f1 5 2p ? r 2 ? f1 ⇒ f2 5 1,5 ? f1


fB 5 3 600 rpm no mesmo sentido da polia A Da figura, percebe-se que e engrenagem 2 gira no sentido horário.

em casa

Física
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Complementar
Tarefa Mínima Aula 15
Aula 15 • Leia os itens 1 a 9, cap. 5.
• Leia o resumo da aula. • Faça os exercícios 5 a 8, cap. 5.
• Faça os exercícios 1, 2 e 3, cap. 5 Aula 16
Aula 16 • Leia os itens 11 e 12, cap. 5.
• Faça os exercícios 9 a 11, cap. 5. • Faça os exercícios 12, 13 e 16, cap. 5.

Anglo Ensino Médio 30 245


rumo ao Colocando-se a origem na linha de chegada (ponto B)
e orientando-se a trajetória de B para A, a reta que mais

Enem
bem representa o gráfico do espaço em função do
tempo é:
a) S (m) a

1. (Enem)
H 20
Conta-se que um curioso incidente aconteceu durante t (s)
a Primeira Guerra Mundial. Quando voava a uma altitude
de dois mil metros, um piloto francês viu o que acreditava
ser uma mosca parada perto de sua face. Apanhando-a
rapidamente, ficou surpreso ao verificar que se tratava
b) S (m)
de um projétil alemão.
PERELMAN, J. Aprenda Física brincando. São Paulo: Hemus, 1970. b
IANC66/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

t (s)

c) S (m)

O piloto consegue apanhar o projétil, pois:


c
a) o projétil foi disparado em direção ao avião francês,
freado pelo ar e parou justamente na frente do piloto.
b) o avião se movia no mesmo sentido que o dele, com t (s)
velocidade visivelmente superior.
c) o projétil foi disparado para cima com velocidade
constante, no instante em que o avião francês passou.
c d) S (m)
d) o avião se movia no sentido oposto ao do projétil,
com velocidade de mesmo valor.
c e) o avião se movia no mesmo sentido que o projétil,
com velocidade de mesmo valor.
d

2. (Enem) Colocando-se a origem do movimento no ponto t (s)


H 20 de partida e orientando-se a trajetória no sentido do
movimento, a equação dos espaços do movimento de
um atleta que percorre uma trajetória retilínea é, apro-
Rumo ao Enem

ximadamente
e) S (m)
S 5 5 t (S em metros e t em segundos)

B t (s)

246 Anglo Ensino MŽdio 30


3. Uma composição metroviária movimenta-se entre duas a) 0,7 d) 2,0
H2 estações com velocidade variável, de maneira a pro- b) 1,4 e) 3,0
porcionar o mínimo incômodo possível aos passageiros.
c c) 1,5
Sabendo que rápidas variações de velocidade causam
desconforto aos passageiros, o gráfico mais adequado 5. (Enem) Antes das lombadas eletrônicas, eram pintadas
para representar essa situação é: H 20 faixas nas ruas para controle da velocidade dos auto-
móveis. A velocidade era estimada com o uso de binó-
a) V culos e cronômetros. O policial utilizava a relação entre
a distância percorrida e o tempo gasto, para determinar
a velocidade de um veículo. Cronometrava-se o tempo
que um veículo levava para percorrer a distância entre
duas faixas fixas, cuja distância era conhecida. A lom-
t bada eletrônica é um sistema muito preciso, porque a
tecnologia elimina erros do operador. A distância entre
b) V
os sensores é de 2 metros, e o tempo é medido por um
circuito eletrônico.

O tempo mínimo, em segundos, que o motorista deve


gastar para passar pela lombada eletrônica, cujo limite
t é de 40 km/h, sem receber uma multa, é de:

c) V a) 0,05. d) 22,2.
b) 11,1. e) 0,50.
c c) 0,18.
6. (Enem)
t H 20 Rua da Passagem
Os automóveis atrapalham o trânsito.
c d) V
Gentileza é fundamental.
Não adianta esquentar a cabeça.
Menos peso do pé no pedal.

t O trecho da música, de Lenine e Arnaldo Antunes (1999),


ilustra a preocupação com o trânsito nas cidades, moti-
e) V vo de uma campanha publicitária de uma seguradora
brasileira. Considere dois automóveis, A e B, respecti-
vamente, conduzidos por um motorista imprudente e
por um motorista consciente e adepto da campanha
citada. Ambos se encontram lado a lado no instante
t inicial t = 0 s, quando avistam um semáforo amarelo
(que indica atenção, parada obrigatória ao se tornar
4. (Enem) Uma empresa de transportes precisa efetuar
vermelho). O movimento de A e B pode ser analisado
H2 a entrega de uma encomenda o mais breve possível.
por meio do gráfico, que representa a velocidade de
Para tanto, a equipe de logística analisa o trajeto desde
cada automóvel em função do tempo.
a empresa até o local da entrega. Ela verifica que o

Rumo ao Enem
trajeto apresenta dois trechos de distâncias diferentes e V (m/s)
velocidades máximas permitidas diferentes. No primeiro 30
A
trecho, a velocidade máxima permitida é de 80 km/h B
20
e a distância a ser percorrida é de 80 km. No segundo
trecho, cujo comprimento vale 60 km, a velocidade má- 10
A B
xima permitida é 120 km/h.
10 20 30 40 t (s)
Supondo que as condições de trânsito sejam favoráveis
para que o veículo da empresa ande continuamente As velocidades dos veículos variam com o tempo em
na velocidade máxima permitida, qual será o tempo dois intervalos: (I) entre os instantes 10 s e 20 s; (II) entre
necessário, em horas, para a realização da entrega? os instantes 30 s e 40 s. De acordo com o gráfico, quais

Anglo Ensino MŽdio 30 247


são os módulos das taxas de variação da velocidade do b) F
veículo conduzido pelo motorista imprudente, em m/s2,
nos intervalos (I) e (II), respectivamente?
a) 1,0 e 3,0 c d) 2,0 e 3,0
b) 2,0 e 1,0 e) 10,0 e 30,0
c) 2,0 e 1,5
M1M2
7. Um reservatório, inicialmente vazio, foi abastecido por
c)
H8 uma bomba-d’água. A vazão V, medida em litros por F
minuto, variou com o tempo (medido em minutos),
conforme o gráfico a seguir. No instante t 5 25 min, o
reservatório encheu-se completamente e a bomba foi
desligada.
V (L/min)
1
40 d) F d2

20

10 20 25 t (min)
M2
A capacidade desse reservatório é, em litros:
a) 400 L. d) 700 L. c e) F

b) 500 L. c e) 800 L.
c) 600 L.

8. A lei da gravitação universal foi formulada pelo físico


H 20 inglês Sir Isaac Newton em sua obra Philosophiae Na-
turalis Principia Mathematica, publicada em 1687. Uma d
das grandes contribuições desse trabalho é a descri-
ção da força de atração gravitacional (F) entre dois 9. A resistência elétrica (R) entre os terminais de um condu-
corpos de massas M1 e M2, em função da distância d H5 tor percorrido por uma corrente elétrica é definido por:
entre eles. A equação que indica a intensidade da força R  5 V
i
gravitacional é dada pela expressão a seguir, na qual
Nessa relação, V é a diferença de potencial (ddp) nos ter-
G é a constante universal da gravitação:
minais de um condutor, medido em volts (V), e i é a inten-
M1 ⋅ M2 sidade da corrente estabelecida nesse condutor, medida
F5G⋅
d2 em ampères (A). No Sistema Internacional de Unidades, a
M1 M2 resistência elétrica é dada em ohm (V). Condutores que
mantêm a resistência elétrica constante para quaisquer
d valores de correntes elétricas são denominados resistores.
Cinco condutores foram submetidos a diferentes intensi -
dades de ddp e, para cada caso, foi aferida a intensidade
Rumo ao Enem

Nas opções a seguir, as relações entre a intensidade


da força e as variáveis M1, M2 e d estão representadas da corrente elétrica estabelecida entre os terminais. O
por meio de gráficos. Assinale a opção que mostra uma resultado desse experimento foi tabulado e plotado no
relação equivocada entre essas grandezas. gráfico mostrado a seguir, sob forma qualitativa.
1
a) F V
2
3
4

M1 i

248 Anglo Ensino MŽdio 30


Com relação a essa situação, assinale a afirmativa tornou-se imperativo. Uma das fontes de desperdício de
correta. água é o vazamento que ocorre em torneiras. Considere
a) Todos os condutores são resistores. que uma torneira mal fechada pingue na frequência
de 1 gota a cada 2 segundos e que cada 20 gotas
b) Apenas o condutor 5 é um resistor.
equivalham a um volume de 1 cm3 5 1023 L.
c) Apenas o condutor 1 é um resistor. Considerando que uma pessoa requeira 150 litros diá-
c d) Apenas os condutores 2, 3 e 4 são resistores. rios de água para suprir suas necessidades básicas, o
e) Nenhum desses condutores é um resistor. volume desperdiçado pelo pinga-pinga dessa torneira
durante 1 ano seria suficiente para atender essa pessoa
10. Estação Espacial Internacional (ISS) é um laboratório durante, aproximadamente:
H 20 espacial que está em órbita em torno da Terra a uma
distância de 350 km, podendo, muitas vezes, ser visua- c a) 5 dias. d) 2 dias.
lizada a olho nu. A ISS viaja a uma velocidade média b) 4 dias. e) 1 dia.
aproximada de 27 000 km/h. Considerando que o raio c) 3 dias.
da Terra seja R 5 6 400 km, assinale a opção que indi-
ca o número aproximado de órbitas em torno de nosso 13. (Enem)
planeta que a ISS realiza a cada dia. Adote: p 5 3. H 25
No mundial de 2007, o americano Bernard Lagat, usando
c a) 16 d) 36 pela primeira vez uma sapatilha 34% mais leve do que a
b) 20 e) 42 média, conquistou o ouro na corrida de 1 500 metros com um
tempo de 3,58 minutos. No ano anterior, em 2006, ele havia
c) 28
ganhado medalha de ouro com um tempo de 3,65 minutos
11. Um Dragster da categoria Top Fuel, veículo especial nos mesmos 1 500 metros.
H 20 montado para competições de arrancadas, pode ter Revista Veja, São Paulo, ago. 2008 (Adaptado).
potência de 12 000 HP – para efeito de comparação, um Sendo assim, a velocidade média do atleta aumentou
carro popular tem potência ao redor de 70 HP. Com essa em aproximadamente:
potência, o Dragster é capaz de atingir, a partir do re-
a) 1,05%.
pouso, uma incrível velocidade de 1 008 km/h, em uma
pista reta e horizontal de 900 m de extensão. Nesse tipo c b) 2,00%.
de competição, o piloto precisa de uma preparação c) 4,11%.
física adequada, além de contar com equipamentos d) 4,19%.
especiais de segurança, uma vez que a aceleração a
e) 7,00%.
qual fica submetido pode causar danos ao seu físico.
14. (Enem) Um sistema de radar é programado para re-
MICHAEL STOKES/ SHUTTERSTOCK/
GLOW IMAGES

H 22 gistrar automaticamente a velocidade de todos os veí-


culos trafegando por uma avenida, onde passam em
média 300 veículos por hora, sendo 55 km/h a máxima
velocidade permitida. Um levantamento estatístico dos
registros do radar permitiu a elaboração da distribuição
percentual de veículos de acordo com sua velocidade
aproximada.

Veículos (%)
Nas circunstâncias acima, o piloto no interior de um 45

Rumo ao Enem
Dragster fica sujeito a uma aceleração a compreen- 40
40
dida entre: 35
30
a) 10 m/s2 e 20 m/s2. c d) 40 m/s2 e 50 m/s2. 30
b) 20 m/s2 e 30 m/s2. e) 50 m/s2 e 60 m/s2. 25
20
c) 30 m/s2 e 40 m/s2. 15
15
12. (Enem) No verão de 2014, a região Sudeste do país foi 10
5 6
H 19 particularmente quente e, em certas localidades, com 5 3
1
baixa precipitação pluviométrica, acarretou uma redu- 0
ção drástica nas reservas hídricas nas bacias próximas 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
à cidade de São Paulo. Nesse sentido, economizar água Velocidade (km/h)

Anglo Ensino MŽdio 30 249


A média das velocidades dos veículos que trafegam d) Velocidade
nessa avenida é de: V
a) 35 km/h. 0,8V
0,64V
c b) 44 km/h.
c) 55 km/h. Tempo
d) 76 km/h. 20,64V
20,8V
e) 85 km/h. 2V
15. No instante t 5 0, uma pequena esfera, de dimensões
desprezíveis, é abandonada de certa altura, acima de e) Velocidade
H 17
uma pesada placa metálica horizontal. Cálculos revelam V
0,8V
que a esfera atinge a placa, pela primeira vez, com velo-
0,64V
cidade V. No entanto, durante sua colisão contra a placa,
a esfera perde parte de sua velocidade, de maneira que Tempo
o módulo da velocidade, logo após cada choque, vale 20,512V
20,64V
80% do módulo da velocidade imediatamente antes do
20,8V
choque. Essa mesma relação se repete nas colisões sub- 2V
sequentes. Despreze a resistência do ar e o intervalo de
tempo de interação entre a esfera e a placa. 16. Um motorista fez uma viagem entre duas cidades A e B,
Nessas circunstâncias, o gráfico que mais bem repre- H2 distante 600 km uma da outra, em três etapas. Na primei-
senta a velocidade da bolinha em função do tempo, ra etapa, ele percorre 1 do percurso com velocidade
desde o instante t 5 0, em que ela é abandonada, até 5
constante de 120 km/h. Na segunda etapa, ele percorre
o instante imediatamente antes do terceiro choque com 2 do percurso com velocidade constante de 80 km/h.
a placa, é (considere positivas as velocidades com sen- 5
tido para cima e negativas, as para baixo). Entre a segunda e a terceira etapas, o motorista para em
um posto para abastecer e se alimentar, gastando para
c a) Velocidade isso 30 min. Por fim, percorre o último trecho do percurso
V com velocidade média de 80 km/h.
0,8V
0,64V Se um segundo motorista saísse junto com o primeiro da
cidade A e chegasse à cidade B, junto com o primeiro,
Tempo percorrendo a mesma trajetória, mas com velocidade
20,64V V constante e sem paradas, essa velocidade seria:
20,8V c a) 80 km/h. d) 110 km/h.
2V
b) 90 km/h. e) 115 km/h.
c) 100 km/h.
b) Velocidade
V 17. Um caminhão viaja por uma estrada retilínea de uma
0,8V H2 cidade A para uma cidade B situada a 80 km de A.
0,64V Durante a viagem recebe a mensagem para retirar
uma carga em uma cidade C cujo acesso é por uma
Tempo
estrada MC, também retilínea, perpendicular a AB, de
20,64V comprimento 30 km sendo que M é o ponto médio
20,8V de AB. Chegando à cidade C gasta 30 minutos no traba-
Rumo ao Enem

2V
lho de carregar a carga no caminhão e segue por uma
estrada CB, também retilínea. Supondo que em todos
c) Velocidade os trechos de estrada ele mantenha velocidade cons-
V tante de 90 km/h, a diferença entre o tempo gasto na
0,8V viagem AMCB, incluindo o tempo de carga, e o tempo
0,64V inicialmente previsto para se deslocar de diretamente
de A para B é, em segundos:
Tempo
20,64V a) 4 800. d) 1 800.
20,8V b) 4 260. e) 1 620.
2V
c c) 3 200.

250 Anglo Ensino MŽdio 30


18. Governo vai usar novo sistema de pedágio 19. Galileu estudou os corpos deslizando em planos incli-
H2 para dar multa em SP H 20 nados sem atrito e conclui que a aceleração destes
corpos é uma constante que depende da inclinação do
O governo de São Paulo vai começar, [...] [não se sabe
plano. As descobertas de Galileu no que diz respeito aos
exatamente quando], a multar os motoristas nas rodovias
movimentos sobre planos inclinados pode ser resumido
estaduais com base na velocidade média que eles desen-
pela expressão
volverem em um determinado trecho.
Hoje, o motorista é multado apenas se ele estiver aci- ()
a 5 g ⋅ h
L
ma da velocidade permitida para a via no ponto onde
estiver localizado algum radar. [...] sendo a a aceleração do corpo, em m/s2, h e L as medi-
Como é hoje: motorista só é multado por excesso de das indicadas na figura e g a aceleração da gravidade,
velocidade ao passar pelos radares. que é a aceleração de um corpo em queda livre.

Como fica: com os pórticos [ver figura], o motorista


passa a ser fiscalizado durante toda a viagem.
Exemplo: Se a velocidade permitida é de 100 km/h, e L
o pórtico registrar que o motorista fez o trecho em menos
tempo, ele é multado. h

Se o desnível entre o ponto mais alto e o mais baixo de


um plano inclinado de 2,5 m de comprimento é 1,25 m,
e adotando-se g 5 10 m/s2, o tempo gasto por um corpo
de pequenas dimensões abandonado no ponto mais
alto atingir o ponto mais baixo é (despreza-se o atrito)
a) 0,5 s. d) 2,5 s.
c b) 1,0 s. e) 5,0 s.
c) 2,0 s.

[...]
20.Considere os gráficos a seguir.
H 17
Como haverá pórticos instalados ao longo de toda a V V
extensão de todas as rodovias pedagiadas, será possível
ver em qual velocidade o veículo circulou em determinado
trecho, ao longo da via toda.
Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/cotidiano/
2012/03/1065323-governo-vai-usar-novo-sistema-de-pedagio-
para-dar-multa-em-sp.shtml>. Acesso em: 20 maio 2015. (1) t (3) t
Essa nova tecnologia descrita pretende inibir a ação de V S
motoristas que freiam assim que veem um radar. No en-
tanto, se tal sistema não for muito bem planejado, pode
criar outro problema. Para exemplificá-lo, vamos analisar

Rumo ao Enem
uma situação prática. Considere que a distância entre
dois pórticos seja de 20 km, e que a velocidade máxima
permitida nessa rodovia seja de 120 km/h. Caso um mo- (2) t (4) t
torista seja obrigado pelas condições de trânsito a reduzir
Os gráficos que podem corresponder ao movimento
sua velocidade por 5 km desse trecho para 90 km/h, a
de um carro freando com aceleração constante são:
velocidade máxima, supostamente constante, que ele
poderia desenvolver nos 15 km restantes sem que seja a) 1 e 2.
multado é de: b) 1 e 3.
a) 120 km/h. d) 180 km/h. c) 2 e 3.
c b) 135 km/h. e) 195 km/h. c d) 2 e 4.
c) 150 km/h. e) somente 2.

Anglo Ensino MŽdio 30 251


21. Uma questão relevante para o motorista consciente é 22.O gráfico a seguir foi construído a partir do teste de
H2 saber a distância que seu veículo percorre até parar em H 17 aceleração de um determinado veículo.
uma emergência. Essa distância depende de alguns
fatores como: V (m/s)
I. Tempo de percepção, que é o tempo entre avistar o
obstáculo e tomar a decisão de frear. Temos de consi- 30
derar também o tempo decorrido entre o instante que
o motorista decide frear e o instante que realmente o
sistema de freios do veículo inicia o processo. Podemos
admitir que esses dois tempos, somados, resulte em 2,0 s
20
e que, durante esse intervalo de tempo a velocidade
permaneça constante.
II. A aceleração, suposta constante, durante o inter-
valo em que o movimento é retardado pela ação
dos freios. Essa aceleração depende do estado de
conservação da pista, estado dos pneus, se a pista 10
está seca ou molhada.
O gráfico que mais bem representa o fenômeno da
frenagem como descrito no texto é:

a) V
2 4 6 8 10 t (s)

Com base no gráfico podemos concluir que a acele-


ração do veículo:
a) é constante.
t b) é crescente.
b) V c) aumenta com a velocidade.
d) é 5 m/s2.
c e) é decrescente.

23. Um exemplo de movimento em que a resistência do


H 20 ar não é desprezável é o movimento de queda de um
t paraquedista. O gráfico a seguir representa o módulo
c) V da velocidade de um paraquedista, em queda vertical,
em função do tempo.

Considere que o movimento se inicia no instante t 5 0 s


e que o paraquedas é aberto no instante t2.

V (m/s)
t
d) V
Rumo ao Enem

t
c e) V
0 t1 t2 t3 t4 t (s)

Com relação a esse movimento, é possível afirmar que:


a) no intervalo de tempo [0, t1], o módulo da aceleração
t do paraquedista é constante.

252 Anglo Ensino MŽdio 30


b) no intervalo de tempo [t2, t3], a aceleração do corpo c b) S (m)
é quase nula.
c c) no intervalo de tempo [0, t1], a aceleração é decres- 40
cente em módulo.
30
d) no intervalo de tempo [0, t1], o movimento é uniforme-
mente variado.
20
e) no intervalo de tempo [t3, t4] a aceleração é constante
e não nula.
10
24. Em um laboratório de Física, um estudante determina
H 17 a posição de um corpo em movimento retilíneo, em
1 2 3 4 t (s)
cada segundo, obtendo os resultados mostrados na
tabela a seguir:
t (s) 0 1 2 3 4 5
c) S (m)
S (m) 15 16 15 12 7 0

Sabendo tratar-se de um movimento uniformemente 40


variado, o estudante pode determinar que a aceleração
(a) e a velocidade inicial (V0) deste movimento valem: 30
c a) V0 5 2 m/s e a 5 22 m/s . 2

20
b) V0 5 2 m/s e a 5 21 m/s2.
c) V0 5 15 m/s e a 5 22 m/s2.
10
d) V0 5 0 e a 5 2 m/s2.
e) V0 5 2 e a 5 10 m/s2.
1 2 3 4 t (s)
25. O comportamento da velocidade em função do tempo
H 17 de uma moto (m) e de um caminhão (c) que percorrem
uma trajetória retilínea é o indicado no gráfico.
V (m/s) d) S (m)
(m)
20 40

15 30

10 (c)
20
5
10

1 2 3 4 t (s)
1 2 3 4 t (s)
Sabendo-se que os veículos ocupam a mesma posição
no instante t 5 0, o gráfico do espaço em função do
tempo que mais bem representa estes dois movimen-
tos é:

Rumo ao Enem
a) S (m) e) S (m)

40 40

30 30

20 20

10 10

1 2 3 4 t (s) 1 2 3 4 t (s)

Anglo Ensino MŽdio 30 253


26. (PUC-RJ) Na Astronomia, o ano-luz é definido como a Entendendo o Ping
distância percorrida pela luz no vácuo em um ano. Já [...] Com este coman-

FRANCK BOSTON/123RF/EASYPIX BRASIL


o nanômetro, igual a 1,0 ? 1029 m, é utilizado para me- do, seu computador é
dir distâncias entre objetos na nanotecnologia. Consi- capaz de medir quantos
derando que a velocidade da luz no vácuo é igual a milissegundos (ms) um
3,0 ? 108 m/s e que um ano possui 365 dias ou 3,2 ? 107 s, pacote de informações
podemos dizer que um ano-luz em nanômetros é igual a: leva para ir até um
destino e voltar. De
c a) 9,6 ? 1024
forma simples, quan-
b) 9,6 ? 1015
to menor o valor que ele
c) 9,6 ? 1012
retornar, mais rápida é sua
d) 9,6 ? 106 conexão.
e) 9,6 ? 1029 [...]
27. (UFG-GO) Baseado nas propriedades ondulatórias de
transmissão e reflexão, as ondas de ultrassom podem Ping nos jogos
ser empregadas para medir a espessura de vasos [...]
sanguíneos. A figura a seguir representa um exame
Embora pareça pouco, estar atrasado algumas cen-
de ultrassonografia obtido de um homem adulto,
tenas de milissegundos pode fazer toda a diferença na
onde os pulsos representam os ecos provenientes das
hora de se jogar on-line; principalmente porque em países
reflexões nas paredes anterior e posterior da artéria
como o Brasil a distância é tanta que o Ping chega a nos
carótida.
deixar com vários segundos de diferença.
REPRODUÇÃO/PROVA UFG 2013

[...]
Disponível em: <www.tecmundo.com.br/internet/715-
o-que-e-ping-.htm>. Acesso em: 16 maio 2015.

De acordo com o texto e seus conhecimentos de Ciên-


cias da Natureza, pode-se afirmar que:

a) Para conexões com a internet, quanto maior for o


Ping, mais rápida poderá ser considerada a conexão.

c b) Considerando-se que um pacote de informações


é transmitido a uma velocidade de 2 ? 108 m/s e o
Ping é de 2 ms, a distância entre um computador e
Suponha que a velocidade de propagação do ultras-
o destino é de 200 km.
som seja de 1 500 m/s. Nesse sentido, a espessura e a
função dessa artéria são, respectivamente: c) Considerando-se que um pacote de informações é
c a) 1,05 cm – transportar sangue da aorta para a cabeça. transmitido a uma velocidade de 2 ? 108 m/s e o Ping é
b) 1,05 cm – transportar sangue dos pulmões para o de 2 ms, a distância entre um computador e o destino
coração. é de 100 km.

c) 1,20 cm – transportar sangue dos pulmões para o d) As ondas transmitidas pelos cabos dos computadores
Rumo ao Enem

coração. conectados à internet possui a mesma natureza das


d) 2,10 cm – transportar sangue da cabeça para o pulmão. ondas emitidas por um sonar, ou seja, são ondas
e) 2,10 cm – transportar sangue da aorta para a cabeça. mecânicas.

28. Leia o texto a seguir: e) Ao sofrer refração do ar para a água, a onda emitida
por um sonar mantém sua velocidade de propagação.
O que é Ping?
Se você já se aprofundou ao menos um pouco no mun- 29. (Enem – Adaptada) As bicicletas possuem uma corrente
do dos computadores [...], o termo “Ping” deve ter chama- que liga uma coroa dentada dianteira, movimentada
do sua atenção algumas vezes. pelos pedais, a uma coroa localizada no eixo da roda
[...] traseira, como mostra a figura A.

254 Anglo Ensino MŽdio 30


Fig. A O número de voltas dadas pela roda traseira a cada
pedalada depende do tamanho relativo destas coroas.
A roda traseira dá o MAIOR número de voltas por peda-
lada na situação esquematizada na figura
c a)

b)
Fig. B

c)

80 cm 10 cm 30 cm
d)
O número de voltas dadas pela roda traseira a cada
pedalada depende do tamanho relativo destas coroas.

Quando se dá uma pedalada na bicicleta da figura B


(isto é, quando a coroa acionada pelos pedais dá uma
e)
volta completa), qual é a distância aproximada percor-
rida pela bicicleta, sabendo-se que o comprimento de
um círculo de raio R é igual a 2πR, onde π < 3?

a) 1,2 m

b) 2,4 m 31. A figura ilustra uma engrenagem formada por duas ro-
das e uma correia. O raio da roda maior é 10 cm maior
c c) 7,2 m
que o raio da roda menor.
d) 14,4 m
A
e) 48,0 m Ω
B ω
R
30. (Enem – Adaptada) As bicicletas possuem uma corrente r
que liga uma coroa dentada dianteira, movimentada
pelos pedais, a uma coroa localizada no eixo da roda
Roda dianteira
traseira, como mostra a figura A.
Roda traseira
Fig. A
Sabendo-se que a cada volta da roda maior correspon-
de 3 voltas da menor, o raio da roda menor é:
c a) menor que 5.

Rumo ao Enem
b) maior que 8.
c) par.
d) primo.
e) múltiplo de 4.

Anglo Ensino MŽdio 30 255


32. A figura a seguir mostra, de forma muito simplificada, o esquema de funcionamento de uma antiga usina termelétri-
ca, que se destina a transformar energia térmica em elétrica. O movimento de vaivém do êmbolo é transformado em
movimento circular de uma roda de raio 40 cm, que, por meio de uma correia, aciona a polia de um gerador, de raio
10  cm, que transforma energia mecânica em energia elétrica.

Movimento
Biela Êmbolo Cilindro

Roda
4 cm
40 cm Caldeira
Correia Água

10 cm e
Eletricidade

Combustível
tíív
ível
Gerador

Sabendo que a rotação da polia do gerador é de 1 200 rpm, o tempo gasto para o êmbolo completar um ciclo, ou
seja, o tempo gasto para que o êmbolo, partindo de uma extremidade, retorne a essa extremidade é, em segundos:
c a) 0,2
b) 0,4
c) 0,6
d) 0,8
e) 1,0

anotações
Rumo ao Enem

256 Anglo Ensino MŽdio 30


Física Setor B Luís Ricardo ARRUDA de Andrade
Ronaldo CARRILHO
MADSON Molina
CARLINHOS N. Marmo
ÉLCIO Moutinho Silveira
DULCÍDIO Braz Jr.

Índice-controle
de
estudo
aula
1
P.258
AD TM TC

aula
P.258
2
AD TM TC

aula
P.260
3
AD TM TC

aula
P.260
4
AD TM TC

aula
P.264
5
AD TM TC

aula
P.266
6
AD TM TC

aula
P.266
7
AD TM TC

aula
P.269
8
AD TM TC
LEDINKA/SHUTTERSTOCK

aula
P.271
9
AD TM TC

aula
P.271
10
AD TM TC

aula
P.274
11
AD TM TC

aula
P.274
12
AD TM TC

aula
P.277
13
AD TM TC

aula
P.280
14
AD TM TC

aula
P.280
15
AD TM TC
prof.: aula
16
P.283
AD TM TC
aulas 1e 2
Óptica geométrica: fundamentos
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nestas aulas

1. Princípio da propagação retilínea da luz 3. A câmera escura (câmera pinhole)


Nos meios homogêneos e transparentes, a luz se propaga em
trajetórias retilíneas.

2. Representação do caminho da luz


Raio de luz e feixe de luz.

Raio de
luz

Vértice
do feixe
P

Feixe Luz
divergente solar
Feixe H
paralelo ou h
cilíndrico

Lupa
D d

Feixe
convergente
H5D
P h d
(Vértice do feixe)

em classe
H6 Com quase 2 900 m de altura, o Pico da Bandeira é o
2015 GOOGLE EARTH/DIGITALGLOBE
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

ponto mais alto da região Sudeste do Brasil. Essa mon- Goiânia


tanha está localizada no Parque Nacional do Caparaó, MINAS GERAIS

na fronteira dos estados do Espírito Santo e de Minas ESPÍRITO


SANTO
Gerais. Belo Horizonte
Vitória

Pico da Bandeira

RIO DE
Distâncias aproximadas, em quilômetros,
até o Pico da Bandeira por estradas:
JANEIRO
•Partindo de Belo Horizonte: 330 SÃO PAULO
• Partindo de Vitória: 265 São Paulo Rio de Janeiro
• Partindo do Rio de Janeiro: 455

258 Anglo Ensino Médio 30


Seu nome se deve ao fato de o imperador D. Pedro II, por Com base nesses dados, faça uma estimativa da
volta de 1859, ter determinado a colocação da bandeira distância que o grupo de pessoas se encontrava
do império no cume dessa montanha. originalmente da vertical que passa pelo cume da
montanha.

REPRODUÇÃO/WIKIMEDIA COMMONS
O esquema a seguir, sem preocupação com escala,
deve ser utilizado para a resolução desse problema.

O B’
H 5,0 cm
A’
Bandeira do Império do Brasil
durante o reinado de D. Pedro II. B D d

Considere a seguinte situação: em uma excursão, um


grupo de pessoas, caminhando pelo Parque Nacional do
A
Caparaó, avistou o Pico da Bandeira. Uma das integran-
tes sugeriu que o grupo caminhasse até a montanha. O B’
4,9 cm
Porém, após uma breve reflexão, algumas pessoas não H
A’
concordaram com a sugestão, argumentando que, ape-
sar de parecer perto, a montanha se encontrava distante.
Para determinar o valor aproximado da distância entre B (D 1 180)m d
o local onde o grupo se encontrava até a vertical que
contém o cume da montanha, uma garota que estava Nas figuras, os triângulos ABO e A’B’O são semelhantes. Logo:
no grupo sugeriu o uso de uma câmera escura.
1o caso:
Para tanto, ela improvisou com uma latinha que conti-
nha um fundo vazado. No fundo oposto, ela fez um orifí- D H ⇒
5 5 ? D 5 H ? d (I)
d 5
cio da ordem de 0,5 mm, com um prego pequeno. Já o
fundo vazado foi revestido com um plástico translúcido.
Apontando a face que continha o orifício para a mon- 2o caso:
tanha, ela mediu o comprimento da imagem projeta-
D 1 180 H ⇒
da na superfície plástica, obtendo 5,0 cm. A seguir, 5 4,9 ? (D 1 180) 5 H ? d (II)
d 4,9
caminhando em linha reta e afastando-se 180 m da Igualando (I) a (II), vem :
montanha, ela obteve uma nova imagem, agora com 5 ? D 5 4,9 ? (D 1 180 ) ⇒ 5 ? D 5 4,9D 1 882 ⇒
⇒ 0,1 ? D 5 882 ⇒ D 5 8820 m 5 8,82 km
comprimento 4,9 cm.

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2

Física
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 1 Aula 1
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens 1 a 3, cap. 1.
• Faça os exercícios de 1 a 3, cap. 1. • Faça os exercícios 4, 5 e 9, cap. 1.
Aula 2 Aula 2
• Faça os exercícios de 16 a 18, cap. 1. • Leia o item 4, cap. 1.
• Faça os exercícios 19, 22 e 24, cap. 1.
• Faça o exercício 1 da seção Rumo ao Enem.

Anglo Ensino Médio 30 259


aulas 3 e 4
Fenômenos, sombra e penumbra
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nestas aulas

1. Principais fenômenos ópticos

Ar
Água

Refração Reflexão difusa

Espelho

Reflexão
Absor•‹o

2. Sombra e penumbra

Fonte puntiforme Fonte extensa


diante de um diante de um
anteparo opaco anteparo opaco
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Sombra
Penumbra Sombra Penumbra

260 Anglo Ensino Médio 30


3. Dispersão da luz branca
KTSDESIGN/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

Vermelho
Alaranjado
Amarelo Radiações
Verde
monocromáticas
Azul
Anil
Violeta

4. Cor dos objetos

Luz branca

Luz
vermelha

Luz verde Física

Acesse o portal e explore o conteœdo


Câmera digital e fotografia

Anglo Ensino Médio 30 261


em classe
1. Em um galpão, com pé direito de 6 m, uma única lâm- 2. O Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte
H17 pada fluorescente de 2,1 m de comprimento é disposta H22 – ou simplesmente, Reino Unido – é um estado sobe-
no teto. A 1,5 m do piso, uma haste de 60 cm de compri- rano, constituído pela união política da Grã-Bretanha
mento é colocada paralelamente à lâmpada e ao solo. (formada por Inglaterra, Escócia e País de Gales) com
a Irlanda do Norte.
2,1 m
A bandeira do Reino Unido, adotada em 1801, é formada
pela reunião das bandeiras da Inglaterra, da Escócia e
Lâmpada da Irlanda do Norte. A bandeira do País de Gales não
faz parte da composição dessa bandeira.

REPRODUÇÃO/
WIKIMEDIA COMMONS
6m 60 cm

Haste
1,5 m Piso

fora de escala
Bandeira do Reino Unido.
Nessas circunstâncias, assinale a opção que indica o
A bandeira da Inglaterra é representada pela cruz de
comprimento de uma das penumbras.
São Jorge (Saint George).
a) 60 cm

REPRODUÇÃO/WKIMEDIA COMMONS
b) 65 cm
c c) 70 cm
d) 75 cm
e) 80 cm

2,1 m
Bandeira da Inglaterra.
A B Lâmpada
A bandeira da Escócia é representada pela cruz de
Santo André (Saint Andrew).

REPRODUÇÃO/
WKIMEDIA COMMONS
6m

0,6 m Haste
1,5 m O Q Piso
C D E

(i) (P) (S) (P) (i) Bandeira da Escócia.

A bandeira da Irlanda do Norte é representada pela


Por semelhança entre os triângulos ABO e DCO segue:
cruz de São Patrício (Saint Patrick).
P 5 1,5 m
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

[ P 5 0,7 m 5 70 cm
REPRODUÇÃO/
WKIMEDIA COMMONS

2,1m 4,5 m

Professor, se desejar, sugira como complemento ao exercício, que


os alunos determinem o comprimento da sombra. Nesse caso, de-
vemos fazer a semelhança entre os triângulos CDB e OQB

P 1 S 5 6 m ⇒ 0,7 1 S 5 6 m
0,6 m 4,5 m 0,6 m 4,5 m [ S 5 0,1 m 5 10 cm
Bandeira da Irlanda.

Considere que na apresentação artística de abertura


dos Jogos Olímpicos, a bandeira do Reino Unido – feita
a partir de pigmentos puros de tinta – seja iluminada por
um único holofote que emite luz monocromática azul.

262 Anglo Ensino Médio 30


Nessa circunstância, a aparência da bandeira para um observador presente nessa apresentação seria:
c a)

b)

c)

d)

e)

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2

Física
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 3 Aula 3
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens 5 e 6, cap. 1.
• Faça os exercícios 26, 27 e 30, cap. 1. • Faça o exercício 2 da seção Rumo ao Enem.
Aula 4 • Faça os exercícios de 31 a 33, cap. 1.
• Faça os exercícios de 39 a 41, cap. 1. Aula 4
• Leia os itens 7 a 9, cap. 1.
• Faça os exercícios 6 e 7 da seção Rumo ao Enem.
• Faça os exercícios de 44 a 46, cap. 1.

Anglo Ensino Médio 30 263


aula 5
Leis da reflexão
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nesta aula

1. O fenômeno da reflexão
Raio
incidente
Plano de
Raio N Raio
incidência
incidente refletido
Raio
N refletido
i r
i r

Representação
simplificada

Superfície N: reta normal ao plano do


refletora espelho no ponto de incidência

2. 1a lei da reflexão

O raio incidente, o raio refletido e a reta normal (N) estão contidos em um mesmo plano, chamado plano de incidência.

3. 2a lei da reflexão
A medida do ângulo de reflexão é igual à medida do ângulo de incidência ( r 5 i) .

Observação: As leis da reflexão independem da cor da luz empregada, bem como do tipo de espelho.

em classe
1. Em cada uma das ilustrações a seguir, represente o correspondente raio de luz refletido.
a) N b)

N
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Direções
α α paralelas
45°

1. Professor, mostre ao aluno que, para construir ângulos de mesma medida, sem o auxílio de transferidor, basta tomar qualquer ponto pertencente
ao raio de luz incidente e construir seu respectivo simétrico em relação à normal (N) ou em relação ao plano do espelho.
264 Anglo Ensino Médio 30
2. Um dispositivo fotoeletrônico consiste em uma fonte de laser (light amplification by stimulated emission of radiation)
instalada no ponto F, que emite um estreito feixe de luz em direção ao espelho plano E. Sabe-se que o feixe de luz
refletido deve atingir uma célula eletrônica (C) responsável por transformar o pulso de laser em corrente elétrica.
De acordo com as leis da reflexão, represente o estreito feixe de luz que, partindo de F, é refletido em E, atingindo C.

F FÕ

3. Dois amigos desenvolveram um método para medir a altura de um edifício usando um laser e um espelho plano. Um
H6 deles subiu ao topo do edifício e direcionou o feixe para um ponto na rua, onde se encontrava um espelho plano na
horizontal no mesmo nível da base do edifício. O feixe refletido atingiu uma parede, paralela ao edifício, em um ponto
a uma altura de 150 cm. A seguir, convencionaram que a distância entre a parede e o edifício era D e verificaram que
a distância do ponto de incidência da luz à base da parede era D . Nessas circunstâncias, a altura do edifício é:
15
a) 15,0 m. A figura a seguir ilustra a situação descrita:

c b) 21,0 m. E
c) 22,5 m. F D
d) 27,0 m.
e) 32,5 m. H5?
1,50 m
r i

A B C
D 14D
15 15

Os triângulos ABF e CBE são semelhantes. Desse modo temos:

14D
H 5 15 ∴ H 5 21 m
1,50 D
15
Logo, o edifício tem 21 m de altura.

Física
em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo da aula. • Leia o item 1, cap. 2.
• Faça os exercícios de 1 a 3, cap. 2. • Faça os exercícios 6, 9 e 11, cap. 2.

Anglo Ensino Médio 30 265


aulas 6 e 7
As imagens formadas pelo espelho plano
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nestas aulas

1. A imagem virtual
Ponto
Ponto imagem
d objeto real virtual
d P’

d d
P P’ Propriedade da simetria: nos espelhos
P
Esquema planos, objeto e imagem são simétricos
simplificado
em relação ao plano do espelho.

2. Tamanho e reversão
E

A imagem é revertida em relação ao


H
objeto, isto é, o lado direito do objeto
corresponde ao esquerdo da imagem.
H H H

Para espelhos planos, objeto e imagem


têm as mesmas dimensões.

em classe

1. Diversos objetos foram colocados diante de espelhos planos. Usando apenas a propriedade da simetria, determine
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

as respectivas imagens.
a) E b) P’
E
Q’
A A’

B B’ P

C C’

Q
Professor: observando o ponto C, comente que o tamanho do espelho é
irrelevante para a formação da imagem. Professor: insista na obtenção correta da reta perpendicular ao plano do
espelho.
266 Anglo Ensino Médio 30
c) Professor: ressalte a pro- De acordo com as instruções pedidas por Carlos, a
E
priedade da inversão na di- inscrição corretamente adesivada no capô das am-
reção horizontal (reversão).
bulâncias é:
A A’
a) E M E R G Ê N C I A
EMERGÊNCIA
b)
c) A I C N æ G R E M E
c d) A I C N Ê G R E M E
EMERGÊNCIA
B B’ e)

3. Uma aluna, fã de um grupo de rock, usando um blusão


Características da imagem com a letra L em suas costas, foi a uma exposição de
Natureza Virtual artes plásticas e entrou em uma sala que continha três
espelhos planos – E1, E2 e E3. Dois dos espelhos estavam
Simétrica ao objeto em relação ao
Localização em paredes paralelas, e um no teto, conforme vemos
plano do espelho
na figura a seguir. A proposta da instalação era possi-
Dimensões em relação ao bilitar que uma pessoa pudesse se enxergar de várias
Iguais
objeto formas, sob vários ângulos, em uma multiplicidade de
Orientação em relação ao imagens.
Direita
objeto
A figura a seguir mostra a posição dessa menina no
interior desse ambiente.
d)
A’ B’
Professor: res- E2
E salte que espe-
lhos planos a
45o invertem as
direções hori-
zontal e vertical.

45°

E3
2. Uma oficina especializada em adesivos automotivos
recebeu ambulâncias de um posto de saúde. Observe
o diálogo entre Pedro, o dono da oficina, e Carlos, o 1

encarregado responsável pelas ambulâncias.

Pedro: Pois não, em que posso ajudá-lo? Considere que a imagem da letra L formada pelo espe-
Carlos: Seu Pedro, o negócio é o seguinte: preciso que lho E1, seja objeto para o espelho E2 e que, a imagem
conjugada por E2 seja o objeto para E3. Nessa circuns-

Física
no capô dessas três ambulâncias tenha a palavra emer-
gência escrita em letras maiúsculas. tância, assinale a opção que indica essa imagem final,
formada por E3 e visualizada pela menina.
Pedro: Pra quando?
a) c c) e)
Carlos: Pra semana que vem... Mas veja que a inscri-
ção deve ser de tal forma que, para uma pessoa em
um veículo à frente da ambulância, ao olhar pelo re-
trovisor, leia a palavra emergência de forma correta,
entendeu?! b) d)
Pedro: Claro... já fiz esse tipo de serviço antes. Pode
passar na próxima quinta-feira, que as ambulâncias
estarão prontas.

Anglo Ensino Médio 30 267


Para encontrar a resposta, use o esquema simplificado
adiante. em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima
Aula 6
• Leia o resumo da aula.
• Faça os exercícios 16, 18 e 21, cap. 2.
Aula 7
E2
• Faça os exercícios 31 a 33, cap. 2.
Tarefa Complementar
Aula 6
E3
• Leia o item 2, cap. 2.
• Faça os exercícios de 25 a 27 e 29, cap. 2.
Aula 7
E1 • Faça os exercícios de 34 a 36, cap. 2.

anotações
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

268 Anglo Ensino Médio 30


aula 8
O campo visual em um espelho plano
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nesta aula

1. Definição
Campo visual de um observador em relação a um espelho é a região diante desse espelho, onde objetos em seu interior têm suas
imagens visualizadas pelo observador.

2. Propriedade
As dimensões do campo visual em um espelho plano dependem da posição do observador e do tamanho do espelho.

3. Determinação gráfica
Passo 1: Marca-se o simétrico do globo ocular (G’) em relação ao plano do espelho.
Passo 2: A partir de G’, traçam-se semirretas às bordas do espelho (E).
Passo 3: O campo visual é a região diante do espelho delimitada pelas semirretas.

G GÕ

Campo
visual

em classe

Física
H 18
Sofia mora em uma comunidade carente e seu sonho é ser bailarina clássica. Devido à sua garra e a seu talento, ela
ganhou uma bolsa de estudos em uma prestigiada academia de dança. Durante seu curso, a fim de melhorar seu
desempenho, Sofia decidiu praticar seus movimentos em casa e, para isso, pediu ajuda a seu pai para instalar um
espelho plano na parede vertical de seu quarto de modo que ela pudesse ver sempre sua imagem inteira (da cabeça
aos pés) no espelho. Considere que Sofia tenha uma altura H e que a distância de seu globo ocular ao solo seja h.
Nessas condições, determine:
a) a altura mínima do espelho (x).
1o passo: determinar o simétrico do globo ocular (G’).
2o passo: unir G’ aos extremos do objeto: os pontos C e P.
3o passo: marcar os pontos A, B e M.
x 5 d
Os triângulos G’CP e G’AB são semelhantes. Logo: .
H 2d
x 5 H
Portanto, a altura mínima do espelho é: .
2

Anglo Ensino Médio 30 269


b) a distância da borda inferior do espelho ao solo (y).
Parede AB 5 x 5 ? Os triângulos PG’P’ e PBM são semelhan-
BM 5 y 5 ? y
5 d
tes. Assim:
h 2d
C A C’
G Portanto, a distância da borda inferior do es-
G’ pelho ao solo é: y 5 h
2
Professor: importante destacar que os resul-
tados não dependem da distância da pessoa
ao espelho.
H Professor, se o ritmo da aula permitir, mostre
h B
o caminho dos raios de luz que partem dos
extremos do objeto, são refletidos no espe-
lho e atingem o globo ocular.

M
P P’
d d

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo da aula. • Leia o item 3, cap. 2.
• Faça os exercícios 38, 40 e 43, cap. 2. • Faça os exercícios 39, 41 e 42, cap. 2.

anotações
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

270 Anglo Ensino Médio 30


aulas 9 e 10
Os espelhos esféricos
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nestas aulas

1. Os tipos de espelhos esféricos 4. Representação gráfica dos espelhos gaussianos


Espelho esférico Espelho esférico
côncavo convexo

Luz Luz

C V V C

Eixo Eixo
Face Face principal principal
espelhada espelhada
C: Centro V: Vértice CV: Raio
de curvatura do espelho de curvatura

Espelho esférico Espelho esférico 5. Foco (F) principal dos espelhos esféricos
côncavo convexo
Espelho côncavo: foco real Espelho convexo: foco virtual
2. Nomenclatura associada aos espelhos esféricos

F VV VV F
R CC CC

C θ
Eixo principal
V
Distância Distância
focal focal
R Calota esférica

FV 5 CV
2
C Centro de curvatura do espelho

Física
V Vértice do espelho 6. Trajetória de alguns raios de luz incidentes
a) Todo raio de luz que incide em um espelho esférico, paralelamente
CV Raio de curvatura (R) do espelho
ao seu eixo principal, é refletido apontando para o foco principal.
u Ângulo de abertura do espelho
Espelho convexo Espelho côncavo

3. Condições de nitidez de Gauss


I. Os espelhos devem apresentar curvatura pouco acentuada,
aproximando-se do perfil de um espelho plano (u , 10o). V F C C F V
II. Os raios de luz incidentes devem ser pouco inclinados em
relação ao eixo principal.

Anglo Ensino Médio 30 271


b) Todo raio de luz que incide em um espelho esférico, apontando para seu foco principal, é refletido paralelamente ao eixo principal.
Espelho convexo Espelho côncavo

V F C C F V

c) Todo raio de luz que incide em um espelho esférico, apontando para seu centro de curvatura, é refletido sobre si mesmo.
Espelho convexo Espelho côncavo

V F C C F V

d) Todo raio de luz que incide sobre o vértice de um espelho esférico é refletido simetricamente em relação ao eixo principal.
Espelho convexo Espelho côncavo

θ θ

θ V F C C F θ V

em classe
1. Em setembro de 2013, em Londres, o ainda inacabado arranha-céu "Walkie-Talkie"
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

– apelidado assim por causa da sua forma – virou notícia não por sua beleza ar- VLADISLAV GAJIC/SHUTTESTOCK/GLOW IMAGES
H22
quitetônica, mas por ser acusado de derreter partes de um carro estacionado nas
proximidades dele e por ser o principal suspeito de causar um pequeno incêndio
em uma loja. Isso porque, com suas formas curvas revestidas por inúmeros espelhos,
ele é capaz de concentrar a luz solar justamente em locais próximos ao solo, nas
vizinhanças do edifício. Termômetros dispostos próximos à calçada onde o auto-
móvel estava estacionado chegaram a indicar temperaturas próximas a 90 oC.

272 Anglo Ensino Médio 30


Com relação a essa situação, responda: 2. (UFJF-MG) Por motivos de segurança, a eficiência dos
a) Qual a principal transformação de energia ocorrida H6 faróis tem sido objeto de pesquisa da indústria automo-
nesse episódio? bilística. Em alguns automóveis, são adotados faróis cujo
Energia luminosa em energia térmica. sistema óptico é formado por dois espelhos esféricos E1
e E2 como mostra a figura.

REPRODUÇÃO/ UFJF - MG, 2010


b) Qual o tipo de espelho que pode ser associado à
forma desse arranha-céu?
Espelho côncavo.

c) Qual a possível região desse gigantesco “espelho”


que o carro estava estacionado?
Região focal.
Com base na figura, é correto afirmar que a localização
da lâmpada está:
a) nos focos de E1 e de E2.
d) No esquema a seguir, ilustre o comportamento da luz
b) no centro de curvatura de E1 e no foco de E2.
solar ao ser refletida na superfície do edifício.
c) nos centros de curvatura de E1 e de E2.
c d) no foco de E1 e no centro de curvatura de E2.
e) em qualquer ponto entre E1 e E2.
Para E2, os raios de luz são refletidos coincidentes com os incidentes.
Logo, a lâmpada está no centro de curvatura de E2.
Já para E1, os raios de luz emergem paralelamente ao eixo principal
do espelho. Portanto, a lâmpada está localizada sobre o foco prin-
C F V cipal do espelho.

Plano focal

em casa
Consulte:

Física
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 9 Aula 10
• Leia os itens de 1 a 5 do resumo da aula. • Leia os itens de 1 a 6, cap. 3.
• Faça os exercícios 1 e 2, cap. 3. • Faça os exercícios de 6 a 8, cap. 3.
Aula 10
• Leia o item 6 do resumo da aula.
• Faça os exercícios de 3 a 5, cap. 3.

Anglo Ensino Médio 30 273


aulas 11 e 12
As imagens nos espelhos esféricos
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nestas aulas

Relembrando a trajetória de alguns raios de luz c) Todo raio de luz que incide em um espelho esférico, apontando
incidentes para seu centro de curvatura, é refletido sobre si mesmo.
a) Todo raio de luz que incide em um espelho esférico, paralelamente
Espelho convexo Espelho côncavo
ao seu eixo principal, é refletido apontando para o foco principal.
Espelho convexo Espelho côncavo

V F C C F V

V F C C F V

d) Todo raio de luz que incide sobre o vértice de um espelho es-


b) Todo raio de luz que incide em um espelho esférico, apontando férico é refletido simetricamente em relação ao eixo principal
para seu foco principal, é refletido paralelamente ao eixo principal.
Espelho convexo Espelho côncavo Espelho convexo Espelho côncavo

θ θ

V F C C F V θ V F C C F θ V

em classe
1. Retrovisores, em geral, são espelhos convexos. Porém, imagem A'B' conjugada pelo espelho. A seguir, comple-
Daniel não conhecia essa propriedade. Em sua bicicle- te o quadro com as características da imagem.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

ta, ele instalou um espelho côncavo – que obteve com


sua irmã mais velha – para funcionar como espelho A

retrovisor. Entretanto, ao olhar a imagem da bicicleta


de seu amigo que vinha logo atrás, Daniel percebeu
que havia algo errado na escolha do espelho.
B C B’ F V
O que o levou a suspeitar que a escolha não havia sido
apropriada?
Para ajudar você encontrar a justificativa, observe o es- A’
quema a seguir que mostra um objeto AB, representan-
do a bicicleta de seu amigo, diante do espelho côncavo
da bicicleta de Daniel. Nesse esquema, determine a

274 Anglo Ensino Médio 30


lápis é posicionado entre o plano focal e o espelho. A
Quanto à natureza, a imagem é real ou virtual? Real
seguir, complete o quadro com as características da
Quanto ao tamanho, a imagem é maior ou menor que imagem.
Maior
o objeto?
Qual a localização da imagem em relação ao espelho? Entre C e F

A imagem é direita ou invertida em relação ao objeto? Invertida

Por qual razão a escolha de Daniel não foi correta?


Imagens reais e invertidas não são adequadas para que um observador
possa vigiar objetos que se encontram atrás de si.
C F V

2. Um dos principais usos de um espelho côncavo no co-


tidiano é empregá-lo como um espelho de aumento.
Nessa circunstância, a imagem de um objeto é am-
pliada e direita em relação ao objeto. É o caso, por
exemplo, do espelho de maquiagem, do espelho do
dentista ou do espelho de barbear. A imagem apresenta natureza virtual , é
direita em relação ao objeto e apresenta di-
STEFAN REDEL/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

mensões maiores que as do objeto.

3. Durante o jantar, Mariana e seu irmão gêmeo Mariano


estavam conversando sobre as aulas de óptica. Mariano
comentou que não havia entendido como se determina-
va as imagens formadas pelos espelhos convexos. Maria-
na, então, pegou uma colher, mostrou a face convexa a
seu irmão e pediu para ele descrever como era a imagem
de seu rosto formada pela face convexa da colher. Des-
considerando as inevitáveis distorções, responda.

a) A imagem do rosto de Mariano é maior ou menor que


seu próprio rosto?
STEVECOLEIMAGES/ISTOCK/GETTY IMAGES

Menor.
b) A imagem do rosto de Mariano é direita ou invertida?
Direita.
c) A imagem do rosto do Mariano é real ou virtual?
Virtual.
d) Utilize a figura a seguir para determinar as caracte-
rísticas dessa imagem.

Física

V F C
Para que o espelho côncavo funcione como espelho de
maquiagem, o objeto (rosto da pessoa, dente de um
paciente, ou qualquer outro) deve estar posicionado
entre o plano focal e o espelho.
A partir do esquema a seguir, determine graficamente
a imagem formada pelo espelho côncavo, quando um

Anglo Ensino Médio 30 275


4. Em relação ao exercício anterior, caso o rosto de Ma- É comum em alguns veículos importados vir uma men-
riano se aproximasse da face convexa da colher, como sagem grafada no espelho convexo:
seriam as características da imagem?

DALE WAGLER/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES


V F C

a) Qual seria uma tradução possível para essa frase em


português?
a) Natureza: virtual.
Objetos no espelho estão mais próximos do que parecem.
b) Localização: entre V e F.

c) Dimensões em relação ao objeto: menores.


b) Redija um pequeno texto explicando o porquê deste
d) Orientação em relação ao objeto: direita. alerta.
Conclusão: Para qualquer posição do objeto diante do espelho conve- Por questão de frequência de uso, nosso cérebro está condicionado
xo, a imagem apresenta as mesmas características. a interpretar imagens formadas pelo espelho plano. Nesse caso,
Natureza: virtual.
o tamanho aparente da imagem dá pistas sobre sua localização.
Localização: entre o foco e o vértice.
Quanto menor o tamanho aparente da imagem, mais distante o
Dimensões em relação ao objeto: menores.
objeto se encontra do espelho. Como nos espelhos convexos, as
Orientação em relação ao objeto: direita.
imagens formadas apresentam dimensões sempre menores que
as dos objetos, por analogia, nosso reflexo nos impõe a ideia que
os objetos estão distantes. Todavia, apesar de uma imagem
formada parecer pequena quando vista em um espelho retro-
visor convexo, um veículo pode estar relativamente próximo de
5. Os espelhos convexos são largamente usados como es- nosso automóvel. Eis a razão do alerta.
pelhos retrovisores. Isso se deve à sua particularidade de
aumentar o campo visual de um observador. Em muitos
carros, pelo menos um dos retrovisores é um espelho
convexo.

em casa
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 11 Aula 11
• Faça os exercícios 10 e 11, cap. 3. • Leia os itens 7 a 9, cap. 3.
Aula 12 • Faça os exercícios de 14 a 16, cap. 3.
• Faça os exercícios 17, 20 e 24, cap. 3. Aula 12
• Faça os exercícios 18, 19, 27 e 28, cap. 3.

276 Anglo Ensino Médio 30


aula 13
O fenômeno da refração
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nesta aula

Definição

Refração é o fenômeno da passagem da luz de um meio A para outro meio B, cujas características são diferentes das de A.

ANDREW LAMBERT PHOTOGRAPHY/SPL/LATINSTOCK

Dispersão da luz branca


KTSDESIGN/SHUTTERSTOCK

Física
Vermelho
Alaranjado
Amarelo
Verde Luzes
Azul monocrom‡ticas
Anil
Violeta

Anglo Ensino Médio 30 277


Observações:
Velocidade de propagação da luz
• n não tem unidade
• I. No vácuo • nvácuo 5 1
No vácuo, todas as cores têm a mesma velocidade: • demais meios: n . 1
c 5 300 000 km/s 5 3 ? 108 m/s • nar < 1
• n depende da cor da luz empregada. Por exemplo, para água:
• II. Nos demais meios nazul ? nvermelha
• entre dois meios, aquele que possuir o maior índice de refra-
V,c ção é o mais refringente.
Velocidade depende da cor da luz
Índice de refração relativo
Refringência de um meio
Sejam dois meios A e B, cujos índices de refração absolutos
É o nome dado à propriedade de um meio em interferir na para uma radiação monocromática são, respectivamente, nA e nB.
propagação da luz. O índice de refração do meio A em relação ao meio B, denotado
Quanto maior a refringência de um meio, menor será a veloci- por nA,B, é definido pela razão:
dade de propagação da luz em seu interior.
Por exemplo, se um meio A é mais refringente que outro meio
nA
B, então: VA , VB nA,B 5 
nB

Índice de refração absoluto de um meio (n)


Demonstra-se que:
Define-se índice de refração absoluto de um meio A como
sendo a razão entre a velocidade da luz no vácuo e a velocidade
da luz no meio A. nA V
5  B
Algebricamente: nB VA

nA 5  c
VA em que VA e VB são as velocidades de propagação da radiação nos
meios A e B, respectivamente.

em classe
1. Em um laboratório de pesquisa de uma indústria de A tabela a seguir mostra a cor de uma radiação em
materiais ópticos, um estudo a respeito do comporta- função do seu comprimento de onda, em nanômetros
mento das radiações visíveis no interior de certo vidro (1 nm 5 1029 m).
revelou o gráfico a seguir para o índice de refração (n)
l (nm)
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

em função do comprimento de onda λ da luz. Cor da radiação

n 700 Vermelho
1,8
610 Alaranjado
1,6 580 Amarelo

1,4 550 Verde

1,2 500 Azul


480 Anil
1,0
450 500 550 600 650 700 750 λ (nm) 450 Violeta

278 Anglo Ensino Médio 30


Suponha a velocidade da luz no vácuo igual a 3,0 ? 108 m/s.
Com base nessas informações, responda os itens a seguir.
a) Qual a cor da luz referente ao menor índice de refração?
Vermelho
b) Qual a cor da luz referente ao maior índice de refração?
Violeta
c) Considerando a figura a seguir, que mostra os possíveis desvios das luzes monocromáticas em relação às suas
direções originais, e confrontando com os resultados dos itens anteriores, qual a correlação entre o desvio que a
luz é submetida e o índice de refração?

Direção
original
Vermelho
Alaranjado
Amarelo
Verde
Luz branca Azul
do Sol Anil
Violeta

Quanto maior o índice de refração, maior é o desvio que a luz é submetida.

d) Determine a velocidade de propagação da luz vermelha no interior desse vidro.


Os dados da tabela e do gráfico indicam que nvermelho 5 1,2.
A partir da definição de índice de refração, temos:
n verm. 5  c
Vverm.
Logo:
3 ? 10 8
1,2 5 
Vverm.

Que resulta:
Vverm. 5 2,5 ? 10 8 m/s

Física
em casa
Consulte
Livro-texto – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens 1 a 6, cap. 4.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 4. • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 4.

Anglo Ensino Médio 30 279


aulas 14 e 15
As leis da refração
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nestas aulas
Graficamente:
Nomenclatura

a N b sen r

d
a c
5 5k
i b d
i b
Meio A

Meio B

r
a c sen i

É possível demonstrar que a constante de proporcionalidade


Na figura: (k) é dada por:
• a: raio de luz incidente
• b: raio de luz refletido npassa
• c: raio de luz refratado k5
nprovém
• i: ângulo de incidência
• r: ângulo de refração
• N: reta normal à superfície de separação entre os meios, no Em que:
ponto de incidência do raio de luz. • npassa é o índice de refração do meio para onde a luz passa
Observação: o plano que contém o raio incidente e a reta nor- a se propagar.
mal é denominado plano de incidência. • nprovém é o índice de refração do meio de onde a luz provém.
1a lei da refração Assim, a lei de Snell-Descartes pode ser expressa algebricamente
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

como:
O raio refratado está contido no plano de incidência.
sen i 5 npassa
2a lei da refração (lei de Snell-Descartes) sen r nprovém
O valor do seno do ângulo de refração (r) é diretamente pro-
porcional ao valor do seno do ângulo de incidência (i).
Algebricamente: Ou ainda:

sen i 5 k (com k ? 0)
sen r nprovém ? sen i 5 npassa ? sen r

280 Anglo Ensino Médio 30


em classe
1. Um professor de Física resolveu mostrar em sala um experimento sobre refração. Com o ambiente escuro, ele fez um
H17 estreito feixe de laser vermelho ser refratado do ar para a água, contida em um aquário com forma de paralelepípe-
do. Para que a trajetória da luz fosse visualizada pelos alunos, o professor turvou ligeiramente a água com algumas
gotas de leite e espalhou um pouco de vapor (obtido a partir da sublimação de gelo-seco) na região logo acima do
recipiente com água.

Por meio de um transferidor e com o auxílio de um aluno, o professor concluiu que o ângulo entre o estreito feixe de
luz e a superfície plana da água era de 30°. Observe a figura ilustrando esse experimento.

N reflexão
Reflexão
inevitável
inevitável

i 5 60° 60°

30°

r 5 30°

Consultando uma tabela, o professor mostrou para seus alunos que o índice de refração absoluto da água era de
1,73 (< 3 ). Considere que o índice de refração do ar seja 1,0.
Determine o ângulo formado entre o raio de luz refratado e a reta normal à superfície da água, no ponto de incidência.
A seguir, complete a figura acima, destacando os ângulos envolvidos nesse fenômeno.
1 3
Dados: sen 30o 5 , sen 60o 5
2 2
Para isso, siga o roteiro apresentado.
I. De que meio a luz provém? Ar

II. Qual o índice de refração do meio de onde a luz provém? nar 5 1

III. Para que meio a luz passa? Água

Física
IV. Qual o índice de refração do meio para onde a luz passa? nágua 5 3

V. Qual o valor do ângulo de incidência? 60o


3
sen 60o 5
VI. Qual o seno do ângulo de incidência? 2

VII. O que se pede? O valor de r (ângulo de refração)

Agora, aplique a lei pertinente ao fenômeno e encontre o valor da grandeza pedida.


Lei de Snell-Descartes:

3
sen 60 o n água 2 5 3 1
5 ⇒ ⇒ sen r 5 ∴ r 5 30º
sen r n ar sen r 1 2

Anglo Ensino Médio 30 281


2. Suponha agora que, para o mesmo par de meios do exercício anterior, o raio de luz tenha sido refratado da água
H17 para o ar, sob ângulo de incidência de 30°. Nessas circunstâncias, determine o respectivo ângulo de refração.

60°

30°

Para esse caso, a luz PROVÉM da água e PASSA para o ar.


Logo:
nprovém 5 nágua 5 3
npassa 5 nar 5 1
Aplicando a lei de Snell-Descartes para a situação apresentada:
1
sen 30 o 5 n ar 2 5 1 3
⇒ ⇒ sen r 5 ∴ r 5 60º
sen r n água sen r 3 2

3. Com os dados obtidos nos exercícios 1 e 2, complete o quadro a seguir.

Para ângulos de incidência diferentes de zero:


I. Quando a luz for refratada de um meio menos re- II. Quando a luz for refratada de um meio mais refrin-
fringente a outro mais refringente, o raio refrata- gente a outro menos refringente, o raio refratado
do é desviado no sentido de se aproximar é desviado no sentido de se afastar da
da reta normal. reta normal.

i i
(2)
(1)
(1)
(2)
r r

em casa
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 14 Aula 15
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens 7 e 8, cap. 4.
• Faça os exercícios 9 a 11, cap. 4. • Faça o exercício 11 da seção “Rumo ao Enem”.
Aula 15 • Faça os exercícios 14, 18 e 20, cap. 4.
• Faça os exercícios 12, 13 e 15, cap 4.

282 Anglo Ensino Médio 30


aula 16
O fenômeno da reflexão total
Enem: oscilações, ondas, óptica e radiação

nestas aulas

1. Resumo das aulas anteriores 2. O ângulo limite (L) de refração


Luz sendo refratada do meio menos refringente para o mais
a) Meio mais refringente ⇒ nmaior refringente.
Meio menos refringente ⇒ nmenor i 5 0°

b) Lei de Snell-Descartes
sen i 5 k 5 npassa
2 Luz
sen r nprovém s
1 iMÁX 5 90° rMÁX 5 L

c) Para i ? 0
r 5 0°
nmenor
L: ângulo limite de refração sen L 5 n
i maior

(Menos refringente)
(Mais refringente) 3. O ângulo limite (L) de incidência

r Luz sendo refratada do meio mais refringente para o menos


refringente.

r1

r2

rMÁX 5 90° Luz


2

Física
s
1
i
l1
(Mais refringente) l2 L
(Menos refringente)

nmenor
L: ângulo limite de incidência sen L 5 n
maior

Anglo Ensino Médio 30 283


• Para i , L ⇒ há refração.
4. O fenômeno da reflexão total
• Para i < L ⇒ há refração, com r < 90o (emergência rasante).
N Para cálculos, usa-se: i 5 L ⇔ r 5 90o.
• Para i 5 L ⇒ o raio de luz estaria junto à superfície
de separação dos meios. Não se pode dizer que houve
2 Luz refração. É um caso sem interesse prático para a óptica
1 geométrica.
θ θ
L • Para i . L ⇒ ocorre o fenômeno da reflexão total.
i5θ.L
Reflexão
total nmenor
sen L 5 
nmaior

Para o ângulo de incidência com medida maior que a do


ângulo limite (i . L), ocorre o fenômeno da reflexão total. 2. Condições para que haja o fenômeno da reflexão total:
• A luz deve se propagar do meio mais refringente para o meio
menos refringente.
5. Resumindo
• O ângulo de incidência deve ser superior ao ângulo limite (L).
1. Quando a luz se dirige de um meio mais refringente para O valor do ângulo limite depende do par de meios analisados
outro meio menos refringente, tem-se: e da cor da luz empregada.

em classe
1. É possível codificar som, textos, imagens, dados ban-
cários, etc., em ondas eletromagnéticas que podem
percorrer longas distâncias desde a fonte até seu des-
Camada
tino, sem comprometer a qualidade do sinal, por meio
protetora
de fibras ópticas. Esse dispositivo óptico foi concebido
pelo físico indiano Narinder Singh Kapany, em 1952, Casca
quando, aos 25 anos, em seu trabalho para o PhD
(doutorado) em Óptica, pela Universidade de Londres, Núcleo
com base em seus estudos sobre o fenômeno da re- (vidro)
flexão total, construiu esses tubos de vidro capazes
de obrigar a luz a “fazer curva” e percorrer grandes
distâncias, sem que haja significativas perdas de in-
tensidade.
Considere a situação em que um estreito feixe de laser,
Simplificadamente, é possível entender a fibra óptica mostrado na figura a seguir por meio de um único raio
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

de luz, penetra no núcleo de uma fibra óptica, perpen-


como sendo constituída por um finíssimo tubo maciço
dicularmente à secção transversal da fibra.
de vidro transparente e flexível (núcleo), com índice de
refração maior que o do material, igualmente transpa-
rente, que o recobre (casca). A fibra ainda pode ou
N
não receber um revestimento extra como elemento de
proteção. A Casca

A luz é conduzida no interior do núcleo por meio de


sucessivas reflexões totais, até emergir em uma de suas i . 60¡
Núcleo
extremidades. Várias fibras ópticas agrupadas formam er
Las
um cabo óptico.

284 Anglo Ensino Médio 30


A seguir, o raio luminoso atinge o ponto A, na fronteira Para essa situação, determine a desigualdade que o
entre o núcleo (índice de refração igual a 2,00, para a índice de refração do diamante deve satisfazer, para
radiação empregada) e a casca (índice de refração que o raio de luz indicado seja submetido à reflexão total
igual a 1,73, para a radiação empregada). em P. Considere que o diamante esteja imerso no ar.
1o passo: determinação do ângulo α indicado na figura a seguir. Note
Determine o valor do ângulo de incidência no ponto A, que a secção da peça do diamante corresponde a um pentágono cuja
a partir do qual o raio de luz indicado é submetido ao soma das medidas dos ângulos internos é 540°. Logo:
fenômeno da reflexão total. a 1 a 1 75° 1 75° 1 90° 5 540° ⇒ a 5 150°
O valor L do ângulo limite de incidência é dado por:
nmenor n B S
sen L 5  5 casca
nmaior nnúcleo o
α α
Logo:
ncasca 3
75° 75°
1,73
sen L 5 5 5
nnúcleo 2 2
Portanto: L 5 60º
β
i
A figura a seguir mostra, de maneira simplificada, um P
corte em um plano vertical que passa pelo centro da
peça de diamante.
Considere que um raio de luz monocromática, contido 2o passo: determinação do ângulo b indicado. No quadrilátero APOB,
a soma das medidas dos ângulos internos é 360 o. Logo:
no plano da figura, atinge a face superior (S) da peça,
90º 1 150º 1 75º 1 b 5 360 o ⇒ b 5 45o
no ponto O, sob ângulo de incidência nulo. Após ser 3o passo: determinação do ângulo i indicado.
refratado, o raio de luz atinge a outra face do diamante b 1 i 5 90º ⇒ 45º 1 i 5 90º ⇒ i 5 45°
no ponto P. 4 o passo: para a ocorrência da reflexão total em P, devemos impor:
45o . L (ângulo limite).
Logo, como são ângulos compreendidos entre 0 o e 90°, é correto
afirmar que: sen 45° . sen L
O S n
em que sen L 5 menor .
nmaior
Fazendo-se as devidas substituições numéricas:

75° 75° 2 1 . Portanto, ndiamante . 2 .


.  
2 ndiamante
Observação: o índice de refração do diamante é de aproximadamen-
te 2,4, o que acarreta um ângulo limite por volta de 24 o.

em casa
Física
Consulte
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 16 Aula 16
• Leia o resumo da aula. • Leia os itens 9 e 10, cap. 4.
• Faça os exercícios 28 a 30, cap. 4.

Anglo Ensino Médio 30 285


rumo ao Três dessas fotografias estão reproduzidas abaixo.

Enem As fotos poderiam corresponder, respectivamente, aos


pontos:
1. Medições podem proporcionar desafios. Pode-se pensar
c a) III, V e II
H6 em situações corriqueiras, por exemplo, medir a largura
de um rio, ou mais complexas, como estimar a distância b) II, III e V
da Terra ao Sol. c) II, IV e III
Considere que um fazendeiro deseja estimar a distância d) I, II e III
de onde se encontra até determinada árvore, que está
e) I, II e V
muito distante para utilizar métodos mais convencionais
(uso de uma trena, por exemplo). Para isso, ele e seu 3. O forno solar
filho usam um caixote com um pequeno orifício em uma
H18
de suas extremidades. A face oposta à que contém o [...] O forno solar não só é capaz de cozinhar sem poluir
orifício foi recoberta com papel vegetal. como também esteriliza a água em meros 20 minutos,
quando atinge 65 °C, a temperatura necessária para matar
todos os micro-organismos capazes de causar alguma
doença. E o melhor é que cada pessoa pode construir o
próprio forno solar, gastando quase nada. [...] Em 1990, a
Papel associação internacional Solar Cookers distribuiu fornos
vegetal
desse tipo a 28 mil famílias no Quênia e, oito anos depois,
Orifício constatou que cerca de 20% delas ainda usavam os pai-
néis como equipamento principal da “cozinha”. Quase 6
Do ponto onde o fazendeiro pretendia medir a distância mil famílias, que estariam queimando lenha, adotaram
até a árvore, eles apontaram a face com orifício para a a cozinha sustentável.
árvore e observaram uma imagem de 5,0 cm de com- Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/
primento formada sobre o papel vegetal. A seguir, sobre energia/conteudo_269572.shtml>. Acesso em: 2 jun. 2015.

a reta que unia o caixote à árvore, eles se aproximaram


Considere um forno solar feito a partir de um espelho
20,0 m em relação à arvore. A nova imagem formada
esférico conforme ilustrado a seguir.
sobre o papel vegetal passou a apresentar um compri-
mento de 9,0 cm.
Nessas circunstâncias, a distância da árvore ao fazen-
deiro na ocasião da primeira tomada de medida era de:
a) 15 m d) 90 m
b) 37 m e) 180 m
c c) 45 m

2. (Enem) A figura mostra um eclipse solar no instante


Rumo ao Enem

H20 em que é fotografado em cinco diferentes pontos do


planeta.

Sol
I

II

III
IV
V

286 Anglo Ensino MŽdio 30


Para que seu funcionamento seja otimizado é recomen- observado pela primeira vez por Michael Faraday em
dável que o alimento a ser cozido seja colocado: 1857 e, posteriormente, investigado pelo físico inglês John
a) o mais próximo possível do espelho, mas sem tocar Tyndall. Este efeito é o que torna possível, por exemplo,
no espelho. observar as partículas de poeira suspensas no ar por
meio de uma réstia de luz, observar gotículas de água que
b) no centro de curvatura da superfície do espelho.
formam a neblina por meio do farol do carro ou, ainda,
c c) no plano focal do espelho. observar o feixe luminoso de uma lanterna por meio de
d) em qualquer ponto ao longo do eixo do espelho. um recipiente contendo gelatina.
e) em qualquer ponto do eixo do espelho, mas entre o REIS, M. Completamente Química: Físico-Química.
São Paulo: FTD, 2001 (Adaptado).
ponto focal e o centro de curvatura da superfície do
espelho. Ao passar por um meio contendo partículas dispersas,
um feixe de luz sofre o efeito Tyndall devido
4. (Enem) A figura mostra uma superfície refletora de for-
mato parabólico, que tem sido utilizada como um fo- a) à absorção do feixe de luz por este meio.
H18
gão solar. Esse dispositivo é montado de tal forma que b) à interferência do feixe de luz neste meio.
a superfície fique posicionada sempre voltada para o c) à transmissão do feixe de luz neste meio.
Sol. Neste, a panela deve ser colocada em um ponto
d) à polarização do feixe de luz por este meio.
determinado para maior eficiência do fogão.
c e) ao espalhamento do feixe de luz neste meio.
CHRISS73/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

6. (Enem) As lentes fotocromáticas escurecem quando


H17 expostas à luz solar por causa de reações químicas
reversíveis entre uma espécie incolor e outra colorida.
Diversas reações podem ser utilizadas, e a escolha do
melhor reagente para esse fim se baseia em três princi-
pais aspectos: (i) o quanto escurece a lente; (ii) o tempo
de escurecimento quando exposta à luz solar; e (iii) o
tempo de esmaecimento em ambiente sem forte luz
solar. A transmitância indica a razão entre a quantidade
de luz que atravessa o meio e a quantidade de luz que
incide sobre ele.
Durante um teste de controle para o desenvolvimento
de novas lentes fotocromáticas, foram analisadas cinco
amostras, que utilizam reagentes químicos diferentes. No
quadro, são apresentados os resultados.
Disponível em: <www.deltateta.com>. Acesso em: 30 abr. 2010.
Tempo de Tempo de Transmitância média
Considerando que a panela esteja posicionada no escurecimento esmaecimento
Amostra da lente quando
ponto citado, a maior eficiência ocorre porque os raios exposta à luz solar (%)
(segundo) (segundo)
solares
1 20 50 80
a) refletidos passam por esse ponto, definido como
ponto de reflexão. 2 40 30 90
b) incidentes passam por esse ponto, definido como 3 20 30 50
vértice da parábola.

Rumo ao Enem
4 50 50 50
c c) refletidos se concentram nesse ponto, definido como
foco da parábola. 5 40 20 95

d) incidentes se concentram nesse ponto, definido como


Considerando os três aspectos, qual é a melhor amostra
ponto de incidência.
de lente fotocromática para se utilizar em óculos?
e) incidentes e refletidos se interceptam nesse ponto,
a) 1
definido como centro de curvatura.
b) 2
5. (Enem) c c) 3
H22 d) 4
O efeito Tyndall é um efeito óptico de turbidez pro-
vocado pelas partículas de uma dispersão coloidal. Foi e) 5

Anglo Ensino MŽdio 30 287


7. (Enem) O processo de interpretação de imagens captu- Na situação descrita, qual deve ser o filtro utilizado para
H17
radas por sensores instalados a bordo de satélites que que a fotografia apresente as cores naturais dos objetos?
imageiam determinadas faixas ou bandas do espectro a) Ciano.
de radiação eletromagnética (REM) baseia-se na inte-
b) Verde.
ração dessa radiação com os objetos presentes sobre
a superfície terrestre. Uma das formas de avaliar essa c) Amarelo.
interação é por meio da quantidade de energia refletida c d) Magenta.
pelos objetos. A relação entre a refletância de um dado
e) Vermelho.
objeto e o comprimento de onda da REM é conhecida
como curva de comportamento espectral ou assinatura
espectral do objeto, como mostrado na figura, para
9. (Enem) Para que uma substância seja colorida ela
objetos comuns na superfície terrestre. H17 deve absorver luz na região do visível. Quando uma
amostra absorve luz visível, a cor que percebemos é a
50 Grama
soma das cores restantes que são refletidas ou trans-
40 mitidas pelo objeto. A Figura 1 mostra o espectro de
Concreto absorção para uma substância e é possível observar
% referência

30 que há um comprimento de onda em que a intensi-


Solo arenoso dade de absorção é máxima. Um observador pode
20 prever a cor dessa substância pelo uso da roda de
cores (Figura 2): o comprimento de onda correspon-
10 Asfalto dente à cor do objeto é encontrado no lado oposto
Água ao comprimento de onda da absorção máxima.

0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9


Figura 1
Visível Infravermelho

Intensidade de
luz absorvida
Comprimento de onda (μm)
D’ARCO, E. Radiometria e Comportamento Espectral de Alvos.
INPE. Disponível em: <www.agro.unitau.br>.
Acesso em: 3 maio 2009.

De acordo com as curvas de assinatura espectral apre- 400 500 600 700
Comprimento de onda (nm)
sentadas na figura, para que se obtenha a melhor dis-
criminação dos alvos mostrados, convém selecionar a
Figura 2
banda correspondente a que comprimento de onda
em micrometros (mm)? Ela
650 nm 580 nm
apresentará
a) 0,4 a 0,5. d) 0,7 a 0,8. Laranja essa cor.
b) 0,5 a 0,6. c e) 0,8 a 0,9.
750 nm Vermelho Amarelo 560 nm
c) 0,6 a 0,7.
400 nm Violeta Verde

8. (Enem) Azul
H22 Se a 430 nm 490 nm
É comum aos fotógrafos tirar fotos coloridas em am-
substância
bientes iluminados por lâmpadas fluorescentes, que con- absorve
Rumo ao Enem

têm uma forte composição de luz verde. A consequên- nesta região.


cia desse fato na fotografia é que todos os objetos claros, BROWN, T. Química e Ciência Central. 2005 (Adaptado).
principalmente os brancos, aparecerão esverdeados. Para
equilibrar as cores, deve-se usar um filtro adequado para Qual a cor da substância que deu origem ao espectro
diminuir a intensidade da luz verde que chega aos sensores da Figura 1?
da câmera fotográfica. Na escolha desse filtro, utiliza-se o
a) Azul.
conhecimento da composição das cores-luz primárias: ver-
melho, verde e azul; e das cores-luz secundárias: amarelo 5 b) Verde.
5 vermelho 1 verde, ciano 5 verde 1 azul e magenta 5 c) Violeta.
5 vermelho 1 azul.
d) Laranja.
Disponível em: <http://nautilus.fis.uc.pt>.
Acesso em: 20 maio 2014 (Adaptado). c e) Vermelho.

288 Anglo Ensino MŽdio 30


10. Gradativamente e de acordo com a potência, a fabricação e importação de lâmpadas incandescentes vem sendo
H22 proibida no Brasil.

ISAK55/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES
Isso se deve à baixa eficiência dessas lâmpadas (normalmente, inferior a 10%). Traduzindo: a relação entre a quanti-
dade de radiação visível e a quantidade de radiação não visível emitidas pela lâmpada é muito baixa.
Atualmente, as lâmpadas compactas fluorescentes e lâmpadas de LED são capazes de fornecer a mesma intensidade
luminosa que as lâmpadas incandescentes, mas com consumo energético consideravelmente inferior.
Como exemplo, se todas as lâmpadas incandescentes no Brasil, com potência entre 60 W e 100 W, fossem substituídas
por unidades fluorescentes compactas, a quantidade de energia elétrica economizada seria suficiente para abastecer
uma cidade como Recife (PE), por dois anos.
O gráfico a seguir mostra o comportamento da intensidade da radiação emitida por uma lâmpada incandescente em
função do comprimento de onda dessa radiação.
Intensidade da radiação

UV Visível
Infravermelho
(calor)

Rumo ao Enem
0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0

Comprimento de onda (μm)

Com relação a esse gráfico, é correto afirmar que:


a) as ondas térmicas (ondas de calor) correspondem àquelas de menor comprimento de onda.
b) apesar da baixa eficiência, o pico de emissão de radiação ocorre na faixa visível das ondas eletromagnéticas.
c c) a maior quantidade de radiação emitida por uma lâmpada incandescente se encontra na região do infravermelho.
d) a baixa eficiência de uma lâmpada incandescente se deve basicamente à alta emissão de ondas ultravioletas.
e) a radiação de cor vermelha apresenta comprimento de onda por volta de 0,4 μm.

Anglo Ensino MŽdio 30 289


11. Em geral, nos meios ópticos refringentes, o índice de b) Azul 1 Amarelo
refração n do material varia em função do comprimento
de onda λ da luz incidente, de acordo com o gráfico a θ
seguir.
Ar
n Cristal
nvioleta Azul

Amarelo
nvermelho
c) Azul 1 Amarelo
λvioleta λvermelho λ
θ
Em um teste óptico com determinado cristal, um estreito Ar
feixe de luz formado pela combinação de duas radia- Cristal
ções monocromáticas (amarela e azul), propagando-se
no ar, atinge a face plana desse cristal sob ângulo de
incidência θ, conforme a figura a seguir. Azul
Amarelo
Azul 1 Amarelo

c d) Azul 1 Amarelo
θ
Ar θ
Cristal
Ar
Cristal

O resultado óptico desse experimento está melhor indi-


Amarelo
cado na opção: Azul
a) Azul 1 Amarelo
e) Azul 1 Amarelo

θ
θ
Ar
Cristal Ar
Cristal Azul
Amarelo

Amarelo
Azul

anotações
Rumo ao Enem

290 Anglo Ensino MŽdio 30


Atividades
Interdisciplinares

Atividades Interdisciplinares

Anglo Ensino MŽdio 30 551


Os movimentos
da Lua e da Terra
Olhando o céu
A observação e a descrição do movimento de planetas e estrelas têm sido realizadas por grupos humanos
desde muito cedo ao longo da História. No final da Pré-História, quando a caça-coleta começou a ser subs-
tituída pela agricultura-pastoreio, o ser humano ganhou tempo livre, de contemplação: sem a necessidade
permanente de obter caça e tendo sua sobrevivência garantida pela colheita – feita uma vez por ano –, o
ser humano começou a desviar seu olhar da terra para contemplar cada vez mais os céus.
O desenvolvimento de calendários, baseados na observação do movimento dos astros no céu, foi uma
conquista precoce das primeiras civilizações, desde o Egito e a Mesopotâmia até os incas e astecas na
América. Há registro de perturbações nesse movimento em uma tábua de barro encontrada em escavações
arqueológicas na Síria, escrita em língua ugarítica, que descreve um eclipse solar ocorrido precisamente no
dia 5 de março de 1223 a.C., já feita a adaptação ao calendário atual.
Mais tarde, em sua descrição do universo, o filósofo grego Aristóteles (século IV a.C.) distinguiu duas
regiões: sublunar e supralunar. Na região sublunar, onde vivem os homens, encontravam-se terra, água, ar
e fogo, elementos mutáveis, submetidos a movimentos retilíneos e descontínuos. Já a região supralunar era
preenchida de “éter” (uma hipotética substância que ocuparia esses espaços) e caracterizada pelos movi-
mentos circulares e permanentes.
De acordo com Aristóteles, a Lua era a fronteira entre esses dois universos: flutuava no éter, seguia um
movimento circular ao longo da abóbada celeste, mas passava por algumas mudanças, como os eclipses. A
travessia da Lua diante do Sol caracterizava uma exleipsis, palavra grega derivada do verbo ekleípō (= deixar
para trás).
O astrônomo egípcio Ptolomeu (século II) partiu da descrição de Aristóteles e, utilizando antigos regis-
tros astronômicos babilônicos, elaborou uma precisa representação do Universo em sua obra, o Almagesto
(= grande tratado). Com isso, ele fundou o geocentrismo, concepção segundo a qual a Terra (morada
dos humanos, mais importante criação divina) era o centro do Universo. A visão de mundo aristotélica-
-ptolomaica adequava-se ao Cristianismo, uma vez que colocava a Terra no centro do Universo e a descrevia
como um local de imperfeição (em oposição ao céu perfeito, eterno e imutável, morada de Deus).
Somente durante o Renascimento (séculos XIV a XVI) a visão aristotélica-ptolomaica foi ultrapassada,
graças ao surgimento de novas concepções aprimoradas por observações astronômicas cada vez mais pre-
cisas. A invenção do telescópio para observação (1609-1610) e as teses de Nicolau Copérnico (1473-1543) e
Galileu Galilei (1564-1642) foram fundamentais para a afirmação do heliocentrismo, visão segundo a qual a
Terra não estava no centro do Universo, mas girava em torno do Sol.
Atividades Interdisciplinares

O movimento pendular aparente do Sol


Devido à inclinação do eixo de rotação em relação ao plano de órbita da Terra, a trajetória do Sol vista
por um observador fixo na Terra sofre deslocamentos ao longo do ano.
Em relação a um ponto fixo na Terra, quando se observa diariamente o ponto junto ao horizonte em
que o Sol “nasce” pela manhã ou “se põe” à tarde, constata-se que, ao longo do ano, esse ponto vai se
deslocando. Para um observador fixo, o ponto da nascente ou do poente no horizonte parece afastar-se

552
da posição inicial, atingindo uma posição de máximo afastamento. Com o passar dos dias, esse ponto inicia seu movimento de
retorno, passa pela posição inicial e reinicia seu afastamento, agora para o lado oposto, atingindo, em certa data, outra posição de
máximo afastamento.
Resumindo, durante o dia, o arco descrito pelo movimento aparente do Sol em relação à Terra inicia no lado em que está o
ponto cardeal leste e vai até o lado em que está o ponto cardeal oeste. Entretanto, ao longo de um ano, esse arco pendula de norte
a sul e de sul a norte. Isso explica o maior ou menor período de incidência dos raios solares nas regiões de nosso planeta.
Visualize esse movimento no seguinte endereço: <http://astro.unl.edu/classaction/animations/coordsmotion/transitmovie.swf>.
Acesso em: 12 mar. 2015.
O movimento pendular explica por que os lugares
onde o Sol “nasce” e “se põe” não servem como referência
segura para a localização dos pontos cardeais leste (L) e
oeste (O). Apenas nas datas referentes aos equinócios da
primavera ou de outono, quando o Sol se encontra “a
pino” sobre o Equador, o “nascer” e o “pôr” do Sol ocor- L
rem nessa região, respectivamente, nos pontos cardeais
leste e oeste.
N S
Assim sendo, o máximo que se pode afirmar, para efei-
to de orientação, é que o ponto em que o Sol “surge” no
horizonte pela manhã situa-se do lado em que se encontra O
o ponto cardeal leste e que o ponto em que o Sol “desapa-
O arco descrito pelo Sol em torno da Terra se
rece” no horizonte à tarde situa-se do lado em que se en- desloca no horizonte ao longo do ano.
contra o ponto cardeal oeste.

Os movimentos da Terra
O astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630), a

eclíptica
partir de cuidadosas observações feitas, principalmente Eixo da N
pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), Plano
equatorial
deduziu que os planetas descrevem órbitas elípticas em N
A
torno do Sol, nas quais esse astro ocupa um dos focos da
elipse. No caso de nosso planeta, para algumas análises, N
é possível aproximar sua trajetória em torno do Sol por α
uma circunferência. D

O plano de órbita da Terra em torno do Sol recebe


Sol
a denominação de eclíptica. Além dele, a Terra descreve

MARCELCLEMENS/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES
um movimento de rotação em torno de um eixo que N
B
passa pelo centro de nosso planeta, cujas extremidades

Atividades Interdisciplinares
N
constituem os polos geográficos norte (N) e sul (S). O
α
plano perpendicular a esse eixo, que contém o centro
Eclíptica
da Terra, é denominado plano equatorial. A intersecção C
desse plano com a superfície terrestre constitui a linha S α 5 23¡
do Equador.
Devido ao fato de o eixo de rotação da Terra não ser FOTOS: IGOR KOVALCHUK/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES; ANTON
BALAZH/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES
perpendicular à eclíptica, esses dois planos descritos não
são coincidentes. O ângulo entre o plano equatorial e a
eclíptica é, aproximadamente, 23°.

Anglo Ensino MŽdio 30 553


Para saber mais
Recomendamos uma visita aos seguintes sites:
• <http://astro.unl.edu/classaction/animations/lunarcycles/lunar_applet033.html> (animação em inglês). Acesso em:
3 out. 2015
• <www.mailxmail.com/curso-iniciacion-astronomia/luna-orbita-lunar> (descrição detalhada da órbita lunar – em
espanhol). Acesso em: 3 out. 2015
• <www.zenite.nu/>. Acesso em: 3 out. 2015

As aparências da Lua
Sabemos que, apesar de mostrar sempre a mesma face para um observador na Terra, a Lua adquire diferentes
aparências em nosso céu noturno ao longo de quase um mês. A montagem de fotografias indica algumas delas.
Para diferenciá-las, foram atribuídos nomes diferentes para cada uma das aparências.
TRISTAN3D/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES
Atividades Interdisciplinares

No decorrer de 28 dias (aproximadamente), a Lua se apresenta em diferentes visualizações para um observador na Terra.

As fases da Lua
Para um observador terrestre, analogamente ao movimento aparente do Sol, a Lua sempre se desloca para oeste. Devido à combinação entre
os movimentos da Lua em torno da Terra e desta em torno do Sol, acrescido ao fato de os períodos de rotação (da Terra em torno de seu eixo e
da Lua em torno da Terra) serem diferentes, para um observador na Terra, a Lua passa a ser visível no céu com 50 minutos de atraso a cada dia.
Como a posição entre Terra, Sol e Lua varia ao longo do período sinódico, a parcela da face da Lua iluminada pelo Sol que podemos
visualizar varia gradativamente. É usual dividir o período de rotação da Lua em torno da Terra (< 29,5 dias, chamado mês lunar) em quatro
intervalos de tempo iguais de, aproximadamente, 1 semana. Apesar de, a cada dia, a Lua apresentar aparência diferente, por simplicidade,
essas aparências são divididas em quatro grupos, denominados fases. São elas: cheia, minguante, nova e crescente.

554 Anglo Ensino MŽdio 30


As fases da Lua são iguais para qualquer observador no planeta. Por exemplo, se na cidade de Araçatuba-SP um observador presencia
a fase de Lua cheia, à noite, um observador no Japão também observará a mesma fase.

Cheia: ocorre quando um observador Minguante: no auge dessa fase, a


POCKYGALLERY/
SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

MYOTIS/SHUTTERSTOCK/
GLOW IMAGES
na Terra visualiza integralmente a face Lua, vista por um observador no
iluminada da Lua. No auge dessa fase, hemisfério Sul da Terra, é um semi-
a Lua nasce a leste, aproximadamente O L círculo com a face iluminada voltada
às 18h, e se põe a oeste, aproximada- para o leste. Nesse período, a Lua
mente às 6h do dia seguinte. nasce à meia-noite e se põe ao meio-
-dia, aproximadamente.

Nova: durante essa fase, o hemisfério Crescente: no auge dessa fase, que
SOMCHAI SOM/
SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

ASTROSTAR/SHUTTERSTOCK/
GLOW IMAGES
da Lua voltado para a Terra não refle- ocorre cerca de uma semana depois
te a luz do Sol. É dito que a Lua está da fase nova, a Lua nasce aproxi-
em conjunção com o Sol. A Lua Nova madamente ao meio-dia e se põe à
nasce por volta das 6h e se põe às O L
meia-noite. Para um observador no
18h. Ou seja, ela não aparece no céu hemisfério Sul, a aparência da Lua é
noturno de um observador. de um semicírculo, cuja face ilumi-
nada está voltada para o oeste. Já
no hemisfério Norte, ao contrário, o
semicírculo iluminado está voltado
para leste.

O lado oculto da Lua


No passado, um fato que sempre intrigou os “investigadores celestes” foi o de a Lua mostrar sempre a mesma face para um ob-
servador na Terra. Muitas lendas foram criadas a respeito da porção oculta da Lua. O que deveria haver naquele hemisfério lunar não
visto? Essa pergunta só foi respondida durante a história recente da humanidade. Mais precisamente, em 1959, quando seu hemisfé-
rio oculto foi fotografado pela primeira vez por meio de uma câmera instalada na nave soviética Luna 3. Esse hemisfério lunar foi
observado diretamente pela humanidade somente quando a nave norte-americana Apollo 8 orbitou em torno da Lua.

Mas por qual razão a Lua


FOTOS: NASA

sempre mostra o mesmo he-


misfério para a Terra? Isso se
deve ao fato de o tempo que a
Lua demora a completar uma
rotação sobre si própria – perío-

Atividades Interdisciplinares
do de rotação – coincidir com
o tempo que ela leva para dar
uma volta em torno da Terra –
período de translação.

A foto à esquerda mostra o lado da Lua sempre voltado para a Terra. A foto à
direita mostra a face da Lua não voltada para a Terra.

Anglo Ensino MŽdio 30 555


Os eclipses
Eclipsar significa ocultar, desaparecer. Portanto, quando se diz que ocorrerá um eclipse lunar, podemos entender que, durante certo
intervalo de tempo, a Lua, que se encontrava visível no céu, passa a ficar oculta. Da mesma maneira, em um eclipse solar, o Sol, antes
visível, torna-se oculto durante certo intervalo de tempo.

O eclipse lunar
O eclipse lunar ocorre quando a Lua, em seu movimento de rotação em torno da Terra, atravessa o cone de sombra da Terra. Note
o esquema.

A penumbra

Sol Lua

Terra Sombra penumbra


B

Note que um eclipse lunar só pode ocorrer quando a Lua está na fase cheia.

O eclipse solar
O eclipse solar ocorre quando o Sol torna-se oculto devido ao alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra. Observe o esquema.

P
Sol S
P
Lua
Terra
B
P = Penumbra
S = Sombra

O eclipse solar só pode ocorrer em fase nova (eclipse solar).


Além disso, para que ocorram eclipses, é necessário que o Sol esteja sobre a linha dos nodos, que é a linha de intersecção da eclíptica
com o plano da órbita da Lua em torno da Terra.
Atividades Interdisciplinares

Luz do Sol

5,2°

Situação de não eclipse

Eclipse

Situação de eclipse

556 Anglo Ensino MŽdio 30


Atividade
O movimento pendular do Sol em relação à Terra nos ajuda a compreender por que nem sempre o Sol está “a pino”
ao meio-dia. Nos equinócios, o Sol encontra-se a pino sobre a linha do Equador.

ANTON BALAZH/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES


Círculo Polar Ártico
Raios solares
Trópico de Câncer

Equador

Trópico de Capricórnio

Círculo Polar Antártico Raios solares

No solstício, encontra-se a pino sobre um dos trópicos.


N N

Equador
FOTOS: IGOR KOVALCHUK/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES;
ANTON BALAZH/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

Círculo Polar Ártico


Trópico de Câncer

Equador

Trópico de Capricórnio

Círculo Polar Antártico

Solstício de dezembro: S Solstício de junho: S


verão no hemisfério Sul inverno no hemisfério Sul
Disponível em: <www.apolo11.com/imagens/etc/
solsticios.jpg>. Acesso em: 12 mar. 2015.

A partir da leitura das informações anteriores, resolva as questões 1 e 2 a seguir.


Isso significa que, de acordo com a localização de uma
cidade, seus habitantes poderão ver o Sol “passar” no Zênite
zênite ao meio-dia apenas uma vez por ano, no solstício
de verão austral (para cidades localizadas sobre o Tró-
pico de Capricórnio); duas vezes por ano (para cidades

Atividades Interdisciplinares
situadas entre os trópicos), uma quando o Sol estiver “se Oeste

deslocando” para o sul e outra quando ele estiver “se


deslocando” para o norte; ou nunca poderão ver (nas
zonas climáticas temperadas e glaciais).
Observador
Os equinócios ocorrem quase sempre no dia 20 março Sul Norte

(chamado equinócio de outono para o hemisfério Sul


ou equinócio da primavera para o hemisfério Norte) e
no dia 23 de setembro (chamado de equinócio de ou-
tono no hemisfério Norte e equinócio de primavera no
hemisfério Sul). Nessas datas, as durações do dia e da Leste
noite, nos dois hemisférios, são as mesmas.

Anglo Ensino MŽdio 30 557


1 Com base na figura a seguir, identifique, entre as posições da Terra em relação ao Sol (pontos A, B, C e D), aquelas
que se referem aos equinócios de março e de setembro.

eclíptica
Eixo da
N
Plano
equatorial
N
A

N
α
D

Sol
N
B
N
α
Eclíptica C
S α 5 23°

FOTOS: IGOR KOVALCHUK/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES; ANTON


BALAZH/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

Em B, é inverno no hemisfério Sul, estação que ocorre em meados de junho. Como o movimento da Terra em torno do Sol é no sentido anti-horário
(para quem olha a Terra pelo polo norte), a posição C deve corresponder ao equinócio de setembro (equinócio da primavera no hemisfério Sul ou
equinócio de outono no hemisfério Norte). Logo, a posição A deve corresponder ao equinócio de março (equinócio do outono no hemisfério Sul
ou equinócio de primavera no hemisfério Norte).

2 (Enem – Adaptada) “Casa que não entra sol, entra médico.”

I. Esse antigo ditado reforça a importância de, ao construirmos casas, darmos orientações adequadas aos dormitó-
rios, de forma a garantir o máximo de conforto térmico e salubridade.
Assim, confrontando casas construídas em Lisboa (ao norte do Trópico de Câncer) e em Curitiba (ao sul do Trópico
de Capricórnio), para garantir a necessária luz do sol, as janelas dos quartos devem estar voltadas, respectiva-
mente, para os pontos cardeais:
a) norte / sul. d) oeste / leste.
c b) sul / norte. e) oeste / oeste.
c) leste / oeste.
Atividades Interdisciplinares

II. Justifique a alternativa escolhida na questão anterior.


Os trópicos correspondem ao paralelo em que se verifica a declinação máxima do Sol em sua trajetória aparente ao longo do ano. Nos pontos de
declinação máxima, a incidência solar é vertical. Isso acontece nos dias de ocorrência do solstício. Nos demais dias, a luz solar incidirá de forma oblíqua
nos demais pontos da superfície terrestre. Assim, qualquer local situado ao norte do Trópico de Câncer, como a cidade de Lisboa, será iluminado
pelo Sol na sua face sul, e qualquer local situado ao sul do Trópico de Capricórnio, como a cidade de Curitiba, será iluminado pelo Sol na sua face norte.

558 Anglo Ensino MŽdio 30


3 (Enem – Adaptada) Leia o texto a seguir.

O jardim de caminhos que se bifurcam [...] Uma lâmpada aclarava a plataforma, mas os rostos dos meninos ficavam
na sombra. Um me perguntou: O senhor vai à casa do Dr. Stephen Albert? Sem aguardar resposta, outro disse: A casa
fica longe daqui, mas o senhor não se perderá se tomar esse caminho à esquerda e se em cada encruzilhada do caminho
dobrar à esquerda.
BORGES, J. Ficções. Rio de Janeiro: Globo, 1997. p. 96. Adaptado.

Quanto à cena descrita, considere que:


I. a cena ocorre na data de um dos equinócios;
II. o Sol nasce à direita dos meninos;
III. o senhor seguiu o conselho dos meninos, tendo encontrado duas encruzilhadas até a casa.
Conclui-se que o senhor caminhou, respectivamente, nos sentidos: N

c a) oeste, sul e leste. O nascer do Sol no equinócio ocorre no ponto leste. Como o Sol nasce à NO NE

b) leste, sul e oeste. direita dos meninos, quando eles orientam o visitante a tomar o caminho
à esquerda, eles orientam esse visitante (como pode ser observado na O L
c) oeste, norte e leste.
rosa dos ventos ao lado) a seguir na direção oeste; ao tomar o caminho
d) leste, norte e oeste. à esquerda nas duas encruzilhadas, ele se movimentará na primeira en-
SO SE
e) leste, norte e sul. cruzilhada para o sul e na segunda encruzilhada para o leste.
S

4 (Enem – Adaptada) O texto foi extraído da peça Troilo e Créssida, de William Shakespeare, escrita provavelmente
em 1601.

“Os próprios céus, os planetas, e este centro reconhecem graus, prioridade, classe, constância, marcha, distância,
estação, forma, eis porque o glorioso astro Sol está em nobre eminência entronizado e centralizado no meio dos outros,
e o seu olhar benfazejo corrige os maus aspectos dos planetas malfazejos, e, qual rei que comanda, ordena sem entraves
aos bons e aos maus.”
(personagem Ulysses, Ato I, cena 3).
SHAKESPEARE, W. Troilo e Créssida. Porto: Lello & Irmão, 1948.

a) Explique a diferença entre os modelos geocêntrico e heliocêntrico aplicados ao nosso sistema solar.
No sistema geocêntrico, defendido por Ptolomeu, no século II, em sua obra Almagesto (tradução: O grande tratado), a Terra era o centro
do universo, com os demais corpos celestes, planetas e estrelas orbitando ao seu redor. No sistema heliocêntrico, sistematizado por
Copérnico, cuja abordagem teórica foi publicada no ano de sua morte, 1543, no livro De revolutionibus orbium coelestium (“Da revolução
de esferas celestes”), a Terra, os planetas e seus satélites orbitam em torno o Sol.

Atividades Interdisciplinares
b) O texto adota o modelo geocêntrico ou heliocêntrico? Justifique sua resposta.
Modelo heliocêntrico. Isso se justifica na passagem: “[...] eis porque o glorioso astro Sol está em nobre eminência entronizado e centralizado no meio
dos outros [...]”. Obs.: É provável que Troilo e CrŽssida tenha sido escrita no fim de 1601. Anos mais tarde, Galileu foi julgado pelo Tribunal do Santo
Ofício por defender o heliocentrismo e obrigado a rejeitar essa teoria. Somente em 1983 a Igreja católica admitiu formalmente o erro nesse julgamento.

Anglo Ensino MŽdio 30 559


5 (Enem – Adaptada) A figura abaixo mostra um eclipse solar em cinco diferentes pontos do planeta, no instante em
que foi fotografado.

Sol

II

III

IV
V
Terra

Três dessas imagens estão reproduzidas abaixo.

A B C

a) Qual é o significado de haver na figura duas regiões distintas: uma cinza e outra preta?
A região cinza é a região de penumbra. Um observador nessa região presenciará o eclipse parcial do Sol. A região preta é a região de sombra.
Um observador nessa região presenciará o eclipse total do Sol.

b) Associe corretamente as imagens a, b e c, com as regiões numeradas de I a V.


Imagem a ⇒ região III
Imagem b ⇒ região V
Imagem c ⇒ região II

6 (Enem – Adaptada) Um grupo de pescadores pretende passar um fim de semana do mês de setembro, embarcado,
pescando em um rio. Uma das exigências do grupo é que, no fim de semana a ser escolhido, as noites estejam ilu-
minadas pela Lua o maior tempo possível.
A figura representa as fases da Lua no período proposto.
Atividades Interdisciplinares

24 de setembro

2 de outubro 17 de setembro

10 de setembro

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SETEMBRO 2012 OUTUBRO 2012
D S T Q Q S S D S T Q Q S S
01 01 02 03 04 05 06
02 03 04 05 06 07 08 07 08 09 10 11 12 13
09 10 11 12 13 14 15 14 15 16 17 18 19 20
16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27
23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31
30

a) Considerando-se as características de cada uma das fases da Lua e o comportamento desta no período delimi-
tado, entre as datas mencionadas na figura, encontre o fim de semana que melhor atenderia às exigências dos
pescadores.
Entre uma fase e outra, há um período de 7 dias. Se 10 de setembro é Lua minguante, então 3 de setembro é Lua cheia.
Consultando o calendário, um fim de semana possível é 1 e 2 de setembro. Por outro lado, a Lua está em fase cheia em 2 de outubro,
terça-feira. Logo, no fim de semana anterior (29 e 30 de setembro) também a Lua estará próxima à fase cheia. Portanto,
esse também é um fim de semana possível. Entre as duas datas, a mais apropriada (mais próxima da fase cheia) é a do fim de semana de
1 e 2 de setembro.

b) Durante o feriado do dia 12 de outubro, a Lua estará transitando entre quais fases? Justifique sua resposta.
2 de outubro é Lua cheia; mais 7 dias, 9 de outubro, será Lua minguante; mais 7 dias, 16 de outubro, será Lua nova. Logo, no feriado do dia 12,
a Lua estará transitando entre as fases minguante e nova.

7 A figura a seguir mostra os horários em que a Lua nasce e se põe, nas quatro principais fases.
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Lua cheia Lua cheia
Lua minguante
Lua nova
Lua crescente

Por exemplo, note que, durante a fase cheia, a Lua nasce por volta das 18 horas e se põe por volta das 6 horas.
Certo dia, no Brasil, no ponto mais alto de sua trajetória, a Lua foi vista conforme mostra a foto.
TRISTAN3D/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

Atividades Interdisciplinares

Oeste Leste

Anglo Ensino MŽdio 30 561


a) Qual é a fase da Lua? Justifique sua resposta.
Dica:
“Corcunda para o poente... quarto crescente...
Corcunda para o levante... quarto minguante....”
Traduzindo: Face iluminada voltada para oeste, a Lua estará na fase crescente. Face iluminada voltada para leste, a Lua estará na fase minguante.
Na foto, a face iluminada está voltada para oeste (poente). Logo, a fase é crescente.

b) Qual foi o horário aproximado em que ocorreu essa visualização?


Como ela foi observada no ponto mais alto de sua trajetória, ela está a meio caminho entre 12h (horário em que a Lua nasce nessa fase) e
24h (horário em que a Lua se põe nessa fase). Portanto, o horário da fotografia deve ser ao redor de 18h.

anotações
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