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IEC- INSTITUTO DE ENSINO E CULTURA

DISCIPLINA : LÍNGUA PORTUGUESA


PROFESSORA: VERONICE PAULA
CARGA HORÁRIA: 40hs

EMENTA:
GRADE CURRICULAR:

NATAL/RN
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1.CLASSES GRAMATICAIS

ADVÉRBIO

É palavra invariável que modifica essencialmente o verbo, exprimindo uma circunstância.

* ADVÉRBIO MODIFICANDO UM VERBO OU ADJETIVO

Ocorre quando o advérbio modifica um verbo ou um adjetivo acrescentando a eles uma


circunstância. Por circunstância entende-se qualquer particularidade que determina um fato, ampliando a
informação nele contida.

Ex.: Antônio construiu seu arraial popular ali.


Estradas tão ruins.

ADVÉRBIO MODIFICANDO OUTRO ADVÉRBIO

Ocorre quando o advérbio modifica um adjetivo ou outro advérbio, geralmente intensificando


o significado.
Ex.: Grande parte da população adulta lê muito mal.

ADVÉRBIO MODIFICANDO UMA ORAÇÃO INTEIRA

Ocorre quando o advérbio está modificando o grupo formado por todos os outros elementos
da oração, indicando uma circunstância.
Ex.:Lamentavelmente o Brasil ainda tem 19 milhões de analfabetos.

Classificação dos Advérbios

 DE MODO: Bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde,devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira,
em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em
-mente:calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente,
escandalosamente, bondosamente, generosamente
 DE INTENSIDADE: Muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, bastante, pouco, mais, menos,
demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo,bem (quando aplicado a propriedades graduáveis)
 DE TEMPO: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda,
antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde,
breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente,
sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em
quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia
 DE LUGAR: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima,
onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures,
nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distancia, à distancia de, de longe, de perto, em cima, à
direita, à esquerda, ao lado, em volta
 DE NEGAÇÃO :Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito
nenhum
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 DE DÚVIDA: Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por


certo, quem sabe
 DE AFIRMAÇÃO: Sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente,
realmente, deveras, indubitavelmente
 DE EXCLUSÃO: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente

 DE INCLUSÃO: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também

 DE ORDEM: Depois, primeiramente, ultimamente

 DE INTERROGAÇÃO: Ex.:onde?(lugar), como?(modo), quando?(tempo), porque?(causa), quanto?


(preço e intensidade), para que?(finalidade

Locução Adverbial

Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução
adverbial, que pode expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição.
Veja:

 lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc.
 afirmação: por certo, sem dúvida, etc.

 modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc.

 tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.

PREPOSIÇÃO

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando
esta ligação acontece, normalmente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro.
As preposições são muito importantes na estrutura da língua pois estabelecem a coesão textual e
possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

 Tipos de Preposição
 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições.

 A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás,
atrás de, dentro de, para com.
 2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como
preposições.
 Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.

 3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a
última palavra é uma delas.
 Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de,
embaixo de, em frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de,
por trás de.

Principais Relações estabelecidas pelas Preposições

VALOR SEMÂNTICO DE CADA PREPOSIÇÃO


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 Autoria - Esta música é de Roberto Carlos.


 Lugar - Estou em casa.

 Tempo -Eu viajei durante as férias.

 Modo ou conformidade - Vamos escolher por sorteio.

 Causa - Estou tremendo de frio

 Assunto - Não gosto de falar sobre política.

 Fim ou finalidade - Eu vim para ficar

 Instrumento - Paulo feriu- se com a faca.

 Companhia - Hoje vou sair com meus amigos.

 Meio - Voltarei a andar a cavalo.

 Matéria - Devolva-me meu anel de prata.

 Posse - Este é o carro de João.

 Oposição - O Flamengo jogou contra Fluminense.

 Conteúdo - Tomei um copo de (com) vinho.

 Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por) R$ 300,00.

 Origem - Você descende de família humilde.

 Especialidade - João formou-se em Medicina.

 Destino ou direção - Olhe para frente!

CONJUNÇÃO

Além da preposição, há outra palavra que, na frase, é usada como elemento de ligação:
a conjunção. Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de
uma mesma oração.

Conjunções Coordenativas

São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou termos da oração que têm a mesma
função gramatical. Subdividem-se em:

1) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de acrescentamento ou adição. São elas: e, nem
(= e não), não só... mas também, não só... como também, bem como, não só... mas ainda.

A sua pesquisa é clara e objetiva.

2) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensação. São elas:
mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.

Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.


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3) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que
se realizam separadamente. São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez...
talvez.

Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.

4) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência. São
elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim.

Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou nervosa.

5) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida. São
elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.

Não demore, que o filme já vai começar.

1. Integrantes

Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou integra o sentido da principal.
Introduzem orações que equivalem a substantivos. São elas: que, se.

Espero que você volte. (Espero sua volta.)


Não sei se ele voltará. (Não sei da sua volta.)

2. Adverbiais

Indicam que a oração subordinada por elas introduzida exerce a função de adjunto adverbial da
principal. De acordo com a circunstância que expressam, classificam-se em:

a) Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência da oração principal. São elas: porque, que,
como (= porque, no início da frase), pois que, visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde que,
etc.

Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.


Como não se interessa por arte, desistiu do curso.

b) Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto,
impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais
que, posto que, conquanto, etc.

Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.


Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem.

c) Condicionais: introduzem uma oração que indica a hipótese ou a condição para ocorrência da principal.
São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc.

Se precisar de minha ajuda, telefone-me.


Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja algum negócio muito urgente.

d) Conformativas: introduzem uma oração em que se exprime a conformidade de um fato com outro. São
elas: conforme, como (= conforme), segundo, consoante, etc.
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O passeio ocorreu como havíamos planejado.


Arrume a exposição segundo as ordens do professor.

e) Finais: introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se realiza a principal.
São elas: para que, a fim de que, que, porque (= para que), que, etc.

Toque o sinal para que todos entrem no salão.


Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.

f) Proporcionais: introduzem uma oração que expressa um fato relacionado proporcionalmente à ocorrência
da principal. São elas: à medida que, à proporção que, ao passo que e as combinações quanto mais...
(mais), quanto menos... (menos), quanto menos... (mais), quanto menos... (menos), etc.

O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam.


Quanto mais reclamava menos atenção recebia.

Obs.: são incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida que e na medida em que.

g) Temporais: introduzem uma oração que acrescenta uma circunstância de tempo ao fato expresso na
oração principal. São elas:quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde
que, sempre que, assim que, agora que, mal (= assim que), etc.

Por exemplo:

A briga começou assim que saímos da festa.


A cidade ficou mais triste depois que ele partiu.

h) Comparativas: introduzem uma oração que expressa ideia de comparação com referência à oração
principal. São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do
que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), etc.

O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.


Ele é preguiçoso tal como o irmão.

i) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa a consequência da principal. São elas: de sorte que,
de modo que, sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que (tendo como antecedente na oração
principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc.

Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do exame.


A dor era tanta que a moça desmaiou.

Tipos de Frases

Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o
contexto em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se explora a ironia. Pense,
por exemplo, na frase "Que educação!", usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de
pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz.

A entoação é um elemento muito importante da frase falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de
expressão. Dependendo de como é dita, uma frase simples como "É ela." pode indicar constatação, dúvida,
surpresa, indignação, decepção, etc. Na língua escrita, os sinais de pontuação podem agir como definidores
do sentido das frases. Veja:
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2. TIPOLOGIA FRASAL E SINTAXE

Existem alguns tipos de frases cuja entoação é mais ou menos previsível, de acordo com o sentido que
transmitem. São elas:

a) Frases Interrogativas: ocorrem quando uma pergunta é feita pelo emissor da mensagem. São empregadas
quando se deseja obter alguma informação. A interrogação pode ser direta ou indireta.

Você aceita um copo de suco? (Interrogação direta)


Desejo saber se você aceita um copo de suco. (Interrogação indireta)

b) Frases Imperativas: ocorrem quando o emissor da mensagem dá uma ordem, um conselho ou faz um
pedido, utilizando o verbo no modo imperativo. Podem ser afirmativas ou negativas.

Faça-o entrar no carro! (Afirmativa)


Não faça isso. (Negativa)
Dê-me uma ajudinha com isso! (Afirmativa)

c) Frases Exclamativas: nesse tipo de frase o emissor exterioriza um estado afetivo. Apresentam entoação
ligeiramente prolongada.

Por Exemplo:
Que prova difícil!
É uma delícia esse bolo!

d) Frases Declarativas: ocorrem quando o emissor constata um fato. Esse tipo de frase informa ou declara
alguma coisa. Podem ser afirmativas ou negativas.

Obrigaram o rapaz a sair. (Afirmativa)


Ela não está em casa. (Negativa)

e) Frases Optativas: são usadas para exprimir um desejo.

Por Exemplo:

Deus te acompanhe!
Bons ventos o levem!

De acordo com a construção, as frases classificam-se em:

Frase Nominal: é a frase construída sem verbos.


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Exemplos:

Fogo!
Cuidado!
Belo serviço o seu!
Trabalho digno desse feirante.

Frase Verbal: é a frase construída com verbo.

Por Exemplo:

O sol ilumina a cidade e aquece os dias.


Os casais saíram para jantar.
A bola rolou escada abaixo.

Objetivos da Análise Sintática

A análise sintática tem como objetivo examinar a estrutura de um período e das orações que compõem um
período. Estrutura de um Período

Observe:

Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.


Ao analisarmos a estrutura do período acima, é possível identificar duas orações: Conhecemos mais pessoas e
quando estamos viajando.

Termos da Oração
No período "Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando", existem seis palavras. Cada uma delas
exerce uma determinada função nas orações. Em análise sintática, cada palavra da oração é chamada de termo da
oração. Termo é a palavra considerada de acordo com a função sintática que exerce na oração.

Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser:

1) Essenciais

Também conhecidos como termos "fundamentais", são representados pelo sujeito e predicado nas orações.
2) Integrantes
Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:
complemento verbal - objeto direto e indireto;
complemento nominal;
agente da passiva.
3) Acessórios
Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam circunstância). São representados por:
adjunto adnominal;
adjunto adverbial;
aposto.
Obs.:
O vocativo, em análise sintática, é um termo à parte: não pertence à estrutura da oração.
2- TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
Sujeito e Predicado
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Para que a oração tenha significado, são necessários alguns termos básicos: os termos essenciais. A oração possui
dois termos essenciais, o sujeito e o predicado .
Sujeito: termo sobre o qual o restante da oração diz algo. O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em
número e pessoa. É normalmente o "ser de quem se declara algo", "o tema do que se vai comunicar".

Por Exemplo:
As praias estão cada vez mais poluídas.
Sujeito

Predicado: termo que contém o verbo e informa algo sobre o sujeito. É sempre muito importante analisar qual é o núcleo
significativo da declaração: se o núcleo da declaração estiver no verbo, teremos um predicado verbal (ocorre nas frases verbais);
se o núcleo da declaração estiver em algum nome, teremos um predicado nominal (ocorre nas frases nominais que possuem
verbo de ligação).

Por Exemplo:
estão cada vez mais
As praias
poluídas.
Predicado

Posição do Sujeito na Oração


Dependendo da posição de seus termos, a oração pode estar:
Na Ordem Direta: o sujeito aparece antes do predicado.
Por Exemplo:
As crianças brincavam despreocupadas.
Sujeito Predicado
Na Ordem Inversa: o sujeito aparece depois do predicado.
Brincavam despreocupadas as crianças.
Predicado Sujeito
Sujeito no Meio do Predicado:
Despreocupadas, as crianças brincavam.
Predicado Sujeito Predicado
Classificação do Sujeito
O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado ou indeterminado. Existem ainda as orações
sem sujeito.
1 - Sujeito Determinado: é aquele que se pode identificar com precisão a partir da concordância verbal. Pode ser:
a) Simples
Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao verbo.
Por Exemplo:
A rua estava deserta.
Observação: não se deve confundir sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o sujeito é simples
quando o verbo da oração se refere a apenas um elemento, seja ele um substantivo (singular ou plural), um
pronome, um numeral ou uma oração subjetiva.
Por Exemplo:
Os meninos estão gripados.
Todos cantaram durante o passeio.
b) Composto
Apresenta dois ou mais núcleos ligados diretamente ao verbo.
Tênis e natação são ótimos exercícios físicos.
c) Implícito
Ocorre quando o sujeito não está explicitamente representado na oração, mas pode ser identificado.
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Por Exemplo:
Dispensamos todos os funcionários.
Nessa oração, o sujeito é implícito e determinado, pois está indicado pela desinência verbal -mos.
2 - Sujeito Indeterminado: é aquele que, embora existindo, não se pode determinar nem pelo contexto, nem pela
terminação do verbo. Na língua portuguesa, há três maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:
a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se refira a nenhum termo identificado anteriormente
(nem em outra oração):
Por Exemplo:
Procuraram você por todos os lugares.
Estão pedindo seu documento na entrada da festa.
b) Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular, seguido do pronome se:
O verbo vem acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito. Essa
construção ocorre com verbos que não apresentam complemento direto (verbos intransitivos, transitivos
indiretos e de ligação). O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)
Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)
No casamento, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação)
Entendendo a Partícula Se
As construções em que ocorre a partícula se podem apresentar algumas dificuldades quanto à classificação do sujeito.
Veja:
a) Aprovou-se o novo candidato.
Sujeito
Aprovaram-se os novos candidatos.
Sujeito
b) Precisa-se de professor. (Sujeito Indeterminado)
Precisa-se de professores. (Sujeito Indeterminado)
No caso a, o se é uma partícula apassivadora e o verbo está na voz passiva sintética, concordando com o sujeito.
Observe a transformação das frases para a voz passiva analítica:
O novo candidato foi aprovado.
Sujeito
Os novos candidatos foram aprovados.
Sujeito
No caso b, se é índice de indeterminação do sujeito e o verbo está na voz ativa. Nessas construções, o sujeito é
indeterminado e o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular.
c) Com o verbo no infinitivo impessoal:
Por Exemplo:
Era penoso estudar todo aquele conteúdo.
É triste assistir a estas cenas tão trágicas.
Obs.: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a elementos explícitos em orações
anteriores ou posteriores, o sujeito é determinado.
Por Exemplo:
Felipe e Marcos foram à feira. Compraram muitas verduras.
Nesse caso, o sujeito de compraram é eles (Felipe e Marcos). Ocorre sujeito oculto.
3 - Oração Sem Sujeito: é formada apenas pelo predicado e articula-se a partir de um verbo impessoal. Observe a
estrutura destas orações:
Sujeito Predicado
- Havia formigas na casa.
- Nevou muito este ano em Nova Iorque.
É possível constatar que essas orações não têm sujeito. Constituem a enunciação pura e absoluta de um
fato, através do predicado. O conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser, a mensagem centra-se no
processo verbal. Os casos mais comuns de orações sem sujeito da língua portuguesa ocorrem com:
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a) Verbos que exprimem fenômenos da natureza:


Nevar, chover, ventar, gear, trovejar, relampejar, amanhecer, anoitecer, etc.
Por Exemplo:
Choveu muito no inverno passado.
Amanheceu antes do horário previsto.
Observação: quando usados na forma figurada, esses verbos podem ter sujeito determinado.
Por Exemplo:
Choviam crianças na distribuição de brindes. (crianças=sujeito)
Já amanheci cansado. (eu=sujeito)
b) Verbos ser , estar , fazer e haver , quando usados para indicar uma ideia de tempo ou fenômenos
meteorológicos:
Ser:
É noite. (Período do dia)
Eram duas horas da manhã. (Hora)
Obs.: ao indicar tempo, o verbo ser varia de acordo com a expressão numérica que o acompanha. (É uma
hora/ São nove horas)
Hoje é (ou são) 15 de março. (Data)
Obs.: ao indicar data, o verbo ser poderá ficar no singular, subentendendo-se a palavra dia, ou então irá para o
plural, concordando com o número de dias.
Estar:
Está tarde. (Tempo)
Está muito quente.(Temperatura)
Fazer:
Faz dois anos que não vejo meu pai. (Tempo decorrido)
Fez 39° C ontem. (Temperatura)
Haver:
Não a vejo há anos. (Tempo decorrido)
Havia muitos alunos naquela aula. (Verbo Haver significando existir)
Atenção:
Com exceção do verbo ser , os verbos impessoais devem ser usados SEMPRE NA TERCEIRA PESSOA DO
SINGULAR. Devemos ter cuidado com os verbos fazer e haver usados impessoalmente: não é possível usá-los no
plural.
Por Exemplo:
Faz muitos anos que nos conhecemos.
Deve fazer dias quentes na Bahia.
Veja outros exemplos:
Há muitas pessoas interessadas na reunião.
Houve muitas pessoas interessadas na reunião.
Havia muitas pessoas interessadas na reunião.
Haverá muitas pessoas interessadas na reunião.
Deve ter havido muitas pessoas interessadas na reunião.
Pode ter havido muitas pessoas interessadas na reunião.
Predicado
Predicado é aquilo que se declara a respeito do sujeito. Nele é obrigatória a presença de um verbo ou locução
verbal. Quando se identifica o sujeito de uma oração, identifica-se também o predicado. Em termos, tudo o que difere
do sujeito (e do vocativo, quando ocorrer) numa oração é o seu predicado. Veja alguns exemplos:
As mulheres compraram roupas novas.
Predicado

Durante o ano, muitos alunos desistem do curso.


Predicado Predicado

A natureza é bela.
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Predicado

Predicação Verbal

Chama-se predicação verbal o resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre os
verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou de ligação.
1) Verbo Intransitivo
É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para completar
o seu sentido. Sua ação não transita.
Por Exemplo:
O avião caiu.
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode acrescentar
outras informações, como:
local: O avião caiu sobre as casas da periferia.
modo: O avião caiu lentamente.
tempo: O avião caiu no mês passado.
Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda a
informação básica.
2) Verbo Transitivo
É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a
alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para adquirir
sentido completo. Veja:
S. Simples Predicado
As crianças precisam de carinho.
1 2
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)
O verbo transitivo pode ser:
a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição obrigatória.
Por Exemplo:
Nós escutamos nossa música favorita.
1
1= Verbo Transitivo Direto
b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição
obrigatória.
Por Exemplo:
Eu gosto de sorvete.
2
2 = Verbo Transitivo Indireto
de= preposição
c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o complemento direta e
indiretamente, ao mesmo tempo.
Por Exemplo:
Ela contou tudo ao namorado.
3
3= Verbo Transitivo Direto e Indireto
a= preposição
3) Verbo de Ligação
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É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles (sujeito e características)
certos tipos de relações.
O verbo de ligação pode expressar:
a) estado permanente: ser, viver.
Por Exemplo:
Sandra é alegre.
Sandra vive alegre.
b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se
Por Exemplo:
Mamãe está bem.
Mamãe encontra-se bem.
c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se
Por Exemplo:
Júlia ficou brava.
Júlia fez-se brava.
d) continuidade de estado: continuar, permanecer
Por Exemplo:
Renato continua mal.
Renato permanece mal.
e) estado aparente: parecer
Por Exemplo:
Marta parece melhor.
Observação: a classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o contexto e não
isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora como de ligação. Veja:
1 - O jovem anda devagar.
anda = verbo intransitivo, expressa uma ação.
2 - O jovem anda preocupado.
anda= verbo de ligação, expressa um estado.

Classificação do Predicado

Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu núcleo significativo está num nome ou num verbo.
Além disso, devemos considerar se as palavras que formam o predicado referem-se apenas ao verbo ou também ao
sujeito da oração. Veja o exemplo abaixo:
Os animais necessitam de cuidados especiais
Sujeito Predicado

O predicado, apesar de ser formado por muitas palavras, apresenta apenas uma que se refere ao sujeito: necessitam.
As demais palavras ligam-se direta ou indiretamente ao verbo (necessitar é, no caso, de algo), que assume, assim, o
papel de núcleo significativo do predicado. Já em:
A natureza é bela
Sujeito Predicado

No exemplo acima, o nome bela se refere, por intermédio do verbo, ao sujeito da oração. O verbo agora atua como
elemento de ligação entre sujeito e a palavra a ele relacionada. O núcleo do predicado é bela. Veja o próximo exemplo:
O dia amanheceu ensolarado
Sujeito Predicado

Percebemos que as duas palavras que formam o predicado estão diretamente relacionadas ao sujeito: amanheceu
(verbo significativo) e ensolarado (nome que se refere ao sujeito). O predicado apresenta, portanto, dois núcleos:
amanheceu e ensolarado.
Tomando por base o núcleo do que está sendo declarado, podemos reconhecer três tipos de predicado: verbal,
nominal e verbo-nominal.
Predicado Verbal
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Apresenta as seguintes características:


a) Tem um verbo como núcleo;
b) Não possui predicativo do sujeito;
c) Indica ação.
Por exemplo:
Eles revelaram toda a verdade para a filha.
Predicado Verbal
Para ser núcleo do predicado verbal, é necessário que o verbo seja significativo, isto é, que traga uma ideia de ação.
Veja os exemplos abaixo:
O dia clareou. (núcleo do predicado verbal = clareou)
Chove muito nos estados do sul do país. (núcleo do predicado verbal = Chove)
Ocorreu um acidente naquela rua. (núcleo do predicado verbal = Ocorreu)
A antiga casa foi demolida. (núcleo do predicado verbal = demolida)
Obs.: no último exemplo há uma locução verbal de voz passiva, o que não impede o verbo demolir de ser o núcleo do
predicado.
Predicado Nominal
Apresenta as seguintes características:
a) Possui um nome (substantivo ou adjetivo) como núcleo;
b) É formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito;
c) Indica estado ou qualidade.
Por Exemplo:
Leonardo é competente.
Predicado Nominal
No predicado nominal, o núcleo é sempre um nome, que desempenha a função de predicativo do sujeito. O
predicativo do sujeito é um termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um verbo de ligação. Os
exemplos abaixo mostram como esses verbos exprimem diferentes circunstâncias relativas ao estado do sujeito, ao
mesmo tempo que o ligam ao predicativo.Veja:
Ele está triste. (triste = predicativo do sujeito, está = verbo de ligação)
A natureza é bela. (bela = predicativo do sujeito, é = verbo de ligação)
O homem parecia nervoso. (nervoso = predicativo do sujeito, parecia = verbo de ligação)
Nosso herói acabou derrotado. (derrotado = predicativo do sujeito, acabou = verbo de ligação)
Uma simples funcionária virou diretora da empresa. (diretora = predicativo do sujeito, virou = verbo de ligação)

Predicativo do Sujeito
É o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído com verbo de
ligação necessita de predicativo do sujeito. Pode ser representado por:
a) Adjetivo ou locução adjetiva:
Por Exemplo:
O seu telefonema foi especial. (especial = adjetivo)
Este bolo está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)
b) Substantivo ou palavra substantivada:
Por Exemplo:
Esta figura parece um peixe. (peixe = substantivo)
Amar é um eterno recomeçar. (recomeçar = verbo substantivado)
c) Pronome Substantivo:
Por Exemplo:
Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)
d) Numeral:
Por Exemplo:
Nós somos dez ao todo. (dez = numeral)
Predicado Verbo-Nominal
Apresenta as seguintes características:
a) Possui dois núcleos: um verbo e um nome;
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b) Possui predicativo do sujeito ou do objeto;


c) Indica ação ou atividade do sujeito e uma qualidade.
Por Exemplo:
Os alunos saíram da aula alegres.
Predicado Verbo-Nominal
O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos são um verbo (saíram - verbo intransitivo), que indica uma ação
praticada pelo sujeito, e um predicativo do sujeito (alegres), que indica o estado do sujeito no momento em que se
desenvolve o processo verbal. É importante observar que o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em dois
outros, um verbal e um nominal. Veja:
Os alunos saíram da aula. Eles estavam alegres.

Estrutura do Predicado Verbo-Nominal


O predicado verbo-nominal pode ser formado de:
1 - Verbo Intransitivo + Predicativo do
Sujeito
Por Exemplo:
Joana partiu contente.
Sujeito Verbo Intransitivo Predicativo do Sujeito
2 - Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do
Objeto
Por Exemplo:
A despedida deixou a mãe aflita.
Sujeito Verbo Transitivo Objeto Direto Predicativo do Objeto
3 - Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do
Sujeito
Por Exemplo:
Os alunos cantaram emocionados aquela canção.
Sujeito Verbo Transitivo Predicativo do Sujeito Objeto Direto
Saiba que:
Para perceber como os verbos participam da relação entre o objeto direto e seu predicativo, basta passar a oração para
voz passiva. Veja:
Voz Ativa:
As mulheres julgam os homens insensíveis.
Sujeito Verbo Significativo Objeto Direto Predicativo do Objeto
Voz Passiva:
Os homens são julgados insensíveis pelas mulheres.
Verbo Significativo Predicativo do Objeto
O verbo julgar relaciona o complemento (os homens) com o predicativo (insensíveis). Essa relação se evidencia
quando passamos a oração para a voz passiva.

Observação: o predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Ocorre predicativo do objeto indireto com
o verbo chamar. Assim, vem precedido de preposição.
Por Exemplo:
Todos o chamam de irresponsável.
Chamou-lhe ingrato. (Chamou a ele ingrato.)

3 - TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO


Certos verbos ou nomes presentes numa oração não possuem sentido completo em si mesmos. Sua
significação só se completa com a presença de outros termos, chamados integrantes. São eles:
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complementos verbais (objeto direto e objeto indireto);


complemento nominal;
agente da passiva.

Complementos Verbais
Completam o sentido de verbos transitivos diretos e transitivos indiretos. São eles:
1) Objeto Direto
É o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto, ligando-se a ele sem o auxílio necessário da preposição.
Por Exemplo:
Abri os braços ao vê-lo.
Objeto Direto
O objeto direto pode ser constituído:
a) Por um substantivo ou expressão substantivada.
Exemplos:
O agricultor cultiva a terra./ Unimos o útil ao agradável.
b) Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos.
Exemplos:
Espero-o na minha festa. / Ela me ama.
c) Por qualquer pronome substantivo.
Por Exemplo:
O menino que conheci está lá fora.
Atenção:
Em alguns casos, o objeto direto pode vir acompanhado de preposição facultativa. Isso pode ocorrer:
- quando o objeto é um substantivo próprio: Adoremos a Deus.
- quando o objeto é representado por um pronome pessoal oblíquo tônico: Ofenderam a mim, não a ele.
- quando o objeto é representado por um pronome substantivo indefinido: O diretor elogiou a todos.
- para evitar ambiguidade: Venceu ao inimigo o nosso colega.
Obs.: caso o objeto direto não viesse preposicionado, o sentido da oração ficaria ambíguo, pois não poderíamos
apontar com precisão o sujeito (o nosso colega).
Saiba que:
Frequentemente, verbos intransitivos, podem aparecer como verbos transitivos diretos.
Por Exemplo:
A criança chorou lágrimas doídas pela perda da mãe.
Objeto Direto
2) Objeto Indireto
É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Vem sempre regido de preposição clara ou
subentendida. Atuam como objeto indireto os pronomes: lhe, lhes, me te, se, nos, vos.
Exemplos:
Não desobedeço a meus pais.
Objeto Indireto

Preciso de ajuda. (Preposição clara "de")


Objeto Indireto

Enviei-lhe um recado. (Enviei a ele - a preposição a está subentendida)


Objeto Indireto
Obs.: muitas vezes o objeto indireto inicia-se com crase (à, àquele, àquela, àquilo). Isso ocorre quando o
verbo exige a preposição "a", que acaba se contraindo com a palavra seguinte.
Por Exemplo:
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo definido)
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Observações Gerais:
a) Pode ocorrer ainda o (objeto direto ou indireto) pleonástico, que consiste na retomada do objeto por um pronome
pessoal, geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque.
Por Exemplo: As mulheres, eu as vi na cozinha. (Objeto Direto)
A todas vocês, eu já lhes forneci o pagamento mensal. (Objeto Indireto)
b) Os pronomes oblíquos o, a, os, as (e as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas) são sempre objeto direto. Os
pronomes lhe, lhes são sempre objeto indireto.
Exemplos:
Eu a encontrei no quarto. (OD)
Vou avisá-lo.(OD)
Eu lhe pagarei um sorvete.(OI)
c) Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto. Para determinar sua função
sintática, podemos substituir esses pronomes por um substantivo: se o uso da preposição for obrigatório, então se trata
de um objeto indireto; caso contrário, de objeto direto.
Por Exemplo:
Roberto me viu na escola.(OD)
Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "Roberto viu o amigo na escola." Veja
que a preposição não foi usada. Portanto, "me" é objeto direto.
Observe o próximo exemplo:
João me telefonou.(OI)
Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "João telefonou ao amigo". A
preposição foi usada. Portanto, "me" é objeto indireto.

3) Complemento Nominal
É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-se a substantivos,
adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição.
Exemplos:
Cecília tem orgulho da filha.
substantivo complemento nominal
Ricardo estava consciente de tudo.
adjetivo complemento nominal
A professora agiu favoravelmente aos alunos.
advérbio complemento nominal
Saiba que:
O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um nome. É regido
pelas mesmas preposições do objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de complementar verbos,
complementa nomes (substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em -mente.

4) Agente da Passiva

É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva. Vem regido
comumente da preposição "por" e eventualmente da preposição "de".
Por Exemplo:
A vencedora foi escolhida pelos jurados.
Sujeito Verbo Agente da
Paciente Voz Passiva Passiva
Ao passar a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito. Veja:
Os jurados escolheram a vencedora.
Sujeito Verbo Objeto Direto
Voz Ativa
Outros exemplos:
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Joana é amada de muitos.


Sujeito Paciente Agente da Passiva

Essa situação já era conhecida de todos.


Sujeito Paciente Agente da Passiva

Observações:
a) O agente da passiva pode ser expresso por substantivos ou pronomes.
Por Exemplo:
O solo foi umedecido pela chuva. (substantivo)
Este livro foi escrito por mim. (pronome)
b) Embora o agente da passiva seja considerado um termo integrante, pode muitas vezes ser omitido.
Por Exemplo:
O público não foi bem recebido. (pelos anfitriões)

4 - TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO


Sobre os Termos Acessórios
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes para a compreensão do
enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos:
- caracterizam o ser;
- determinam os substantivos;
- exprimem circunstância.
São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial, o adjunto adnominal e o aposto.
Vamos observar o exemplo:
Anoiteceu.
No exemplo acima, temos uma oração de predicado verbal formado por um verbo impessoal. Trata-se de uma oração
sem sujeito. O verbo anoiteceu é suficiente para transmitir a mensagem enunciada. Poderíamos, no entanto, ampliar a
gama de informações contidas nessa frase:
Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na cidade.
A ideia central continua contida no verbo da oração. Temos, agora, duas noções acessórias, circunstanciais, ligadas ao
processo verbal: o modo como anoiteceu (suavemente) e o lugar onde anoiteceu (na cidade). A esses termos
acessórios que indicam circunstâncias relativas ao processo verbal damos o nome de adjuntos adverbiais.
Agora, observe o que ocorre ao expandirmos um pouco mais a oração acima:
Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na deserta cidade do planalto.
Surgiram termos que ser referem ao substantivo cidade, caracterizando-o, delimitando-lhe o sentido. Trata-se de
termos acessórios que se ligam a um nome, determinando-lhe o sentido. São chamados adjuntos adnominais.
Por último, analise a frase abaixo:
Fernando Pessoa era português.
Nessa oração, o sujeito é determinado e simples: Fernando Pessoa. Há ainda um predicativo do sujeito (português)
relacionado ao sujeito pelo verbo de ligação (era). Trata-se, pois, de uma oração com predicado nominal. Note que a
frase é capaz de comunicar eficientemente uma informação. Nada nos impede, no entanto, de enriquecer mais um
pouco o conteúdo informativo. Veja:
Fernando Pessoa, o criador de poetas, era português.
Agora, além do núcleo do sujeito (Fernando Pessoa) há um termo que explica, que enfatiza esse núcleo: o criador
de poetas. Esse termo é chamado de aposto.
Adjunto Adverbial
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc.). O
adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio. Observe as
frases abaixo:
Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.
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Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica a forma verbal
respeitam, que é núcleo do predicado verbal. No segundo, intensifica o adjetivo interessante, que é o núcleo do
predicativo do sujeito. Na terceira oração, muito intensifica o advérbio mal, que é o núcleo do adjunto adverbial de
modo.
Veja o exemplo abaixo:
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias:
amanhã indica tempo;
de bicicleta indica meio;
àquela velha praça indica lugar.
Sabendo que a classificação do adjunto adverbial se relaciona com a circunstância por ele expressa, os termos acima
podem ser classificados, respectivamente em: adjunto adverbial de tempo, adjunto adverbial de meio e adjunto
adverbial de lugar.
O adjunto adverbial pode ser expresso por:
1) Advérbio: O balão caiu longe.
2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar.
3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me.
Observação: nem sempre é possível apontar com precisão a circunstância expressa por um adjunto adverbial. Em
alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação dão origem a orações sugestivas.
Por Exemplo:
Entreguei-me calorosamente àquela causa.
É difícil precisar se calorosamente é um adjunto adverbial de modo ou de intensidade. Na verdade, parece ser uma
fórmula de expressar ao mesmo tempo as duas circunstâncias. Por isso, é fundamental levar em conta o contexto em
que surgem os adjuntos adverbiais.
Classificação do Adjunto Adverbial
Listamos abaixo algumas circunstâncias que o adjunto adverbial pode exprimir. Não deixe de observar os exemplos.
Acréscimo
Por Exemplo:
Além da tristeza, sentia profundo cansaço.
Afirmação
Por Exemplo:
Sim, realmente irei partir.
Ele irá com certeza.
Assunto
Por Exemplo:
Falávamos sobre futebol. (ou de futebol, ou a respeito de futebol).
Causa
Por Exemplo:
Com o calor, o poço secou.
Não comentamos nada por discrição.
O menor trabalha por necessidade.
Companhia
Por Exemplo:
Fui ao cinema com sua prima.
Com quem você saiu?
Sempre contigo irei estar.
Concessão
Por Exemplo:
Apesar do estado precário do gramado, o jogo foi ótimo.
Condição
Por Exemplo:
Sem minha autorização, você não irá.
Sem erros , não há acertos.
Conformidade
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Por Exemplo:
Fez tudo conforme o combinado. (ou segundo o combinado)
Dúvida
Por Exemplo:
Talvez seja melhor irmos mais tarde.
Porventura, encontrariam a solução da crise?
Quiçá acertemos desta vez.
Fim, finalidade
Por Exemplo:
Ela vive para o amor.
Daniel estudou para o exame.
Trabalho para o meu sustento.
Viajei a negócio.
Frequência
Por Exemplo:
Sempre aparecia por lá.
Havia reuniões todos os dias.
Instrumento
Por Exemplo:
Rodrigo fez o corte com a faca.
O artista criava seus desenhos a lápis.
Intensidade
Por Exemplo:
A atleta corria bastante.
O remédio é muito caro.
Limite
Por Exemplo:
A menina andava correndo do quarto à sala.
Lugar
Por Exemplo:
Nasci em Porto Alegre.
Estou em casa.
Vive nas montanhas.
Viajou para o litoral .
"Há, em cada canto de minh’alma, um altar a um Deus diferente." (Álvaro de Campos)
Matéria
Por Exemplo:
Compunha-se de substâncias estranhas.
Era feito de aço.
Meio
Por Exemplo:
Fui de avião.
Viajei de trem.
Enriqueceram mediante fraude.
Modo
Por Exemplo:
Foram recrutados a dedo.
Fiquem à vontade.
Esperava tranquilamente o momento decisivo.
Negação
Por Exemplo:
Não há erros em seu trabalho.
Não aceitarei a proposta em hipótese alguma.
Preço
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Por Exemplo:
As casas estão sendo vendidas a preços muito altos.
Substituição ou troca
Por Exemplo:
Abandonou suas convicções por privilégios econômicos.
Tempo
Por Exemplo:
O escritório permanece aberto das 8h às 18h.
Beto e Mara se casarão em junho.
Ontem à tarde encontrou um velho amigo.
Adjunto Adnominal
É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal possui função adjetiva na
oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos e numerais
adjetivos. Veja o exemplo a seguir:
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância.
Núcleo do Predicado
Sujeito Objeto Direto Objeto Indireto
Verbal
Na oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do sujeito determinado
simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses substantivos agrupam-se os adjuntos
adnominais:
o artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;
o numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos;
o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos adnominais de amigo.
Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, sem qualquer
participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por um pronome: todos os
adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição.
Por Exemplo:
O notável poeta português deixou uma obra originalíssima.
Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos:
Ele deixou uma obra originalíssima.
As palavras "o", notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de adjuntos
adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo pronome a. Veja:
O notável poeta português deixou-a.
Saiba que:
A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como núcleo um
substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao
objeto por intermédio de um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo
permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte dele. Observe:
Sua atitude deixou os amigos perplexos.
Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto (seus amigos). Se substituíssemos esse objeto direto por um
pronome pessoal, obteríamos:
Sua atitude deixou-os perplexos.
Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele.

Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal


É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento nominal. Para evitar que isso
ocorra, considere o seguinte:
a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os complementos nominais podem
ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim, fica claro que o termo ligado por preposição a um adjetivo ou a
um advérbio só pode ser complemento nominal. Quando não houver preposição ligando os termos, será um adjunto
adnominal.
b) O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a substantivos cujos
significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a ação. O adjunto adnominal tem sempre
valor ativo. Observe os exemplos:
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Exemplo 1 : Camila tem muito amor à mãe.


A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar, recebe a ação de amar.
Exemplo 2 : Vera é um amor de mãe.
A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, pratica a ação de amar.
Aposto
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou especificá-lo melhor.
Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou travessão.
Por Exemplo:
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente ao
termo a que se relaciona porque poderia substituí-lo. Veja:
Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça.
Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo segunda-feira assume a função de adjunto adverbial de tempo.
Veja outro exemplo:
Aprecio todos os tipos de música: MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc.
Objeto Direto Aposto do Objeto Direto
Se retirarmos o objeto da oração, seu aposto passa a exercer essa função:
Aprecio MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc.
Objeto Direto
Obs.: o termo a que o aposto se refere pode desempenhar qualquer função sintática (inclusive a de aposto).
Por Exemplo:
Dona Aida servia o patrão, pai de Marina, menina levada.
Analisando a oração, temos:
pai de Marina = aposto do objeto direto patrão.
menina levada = aposto de Marina.

Classificação do Aposto
De acordo com a relação que estabelece com o termo a que se refere, o aposto pode ser classificado em:
a) Explicativo:
A Ecologia, ciência que investiga as relações dos seres vivos entre si e com o meio em que vivem,
adquiriu grande destaque no mundo atual.
b) Enumerativo:
A vida humana se compõe de muitas coisas: amor, trabalho, ação.
c) Resumidor ou Recapitulativo:
Vida digna, cidadania plena, igualdade de oportunidades, tudo isso está na base de um país melhor.
d) Comparativo:
Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía anoitecida.
e) Distributivo:
Drummond e Guimarães Rosa são dois grandes escritores, aquele na poesia e este na prosa.
f) Aposto de Oração:
Ela correu durante uma hora, sinal de preparo físico.
Além desses, há o aposto especificativo, que difere dos demais por não ser marcado por sinais de pontuação
(vírgula ou dois-pontos). O aposto especificativo individualiza um substantivo de sentido genérico, prendendo-se a ele
diretamente ou por meio de uma preposição, sem que haja pausa na entonação da frase:
Por Exemplo:
O poeta Manuel Bandeira criou obra de expressão simples e temática profunda.
A rua Augusta está muito longe do rio São Francisco.
Atenção:
Para não confundir o aposto de especificação com adjunto adnominal, observe a seguinte frase:
A obra de Camões é símbolo da cultura portuguesa.
Nessa oração, o termo em destaque tem a função de adjetivo: a obra camoniana. É, portanto, um adjunto adnominal.

Observações:
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1) Os apostos, em geral, detacam-se por pausas, indicadas na escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não
havendo pausa, não haverá vírgulas.
Por Exemplo:
Acabo de ler o romance A moreninha.
2) Às vezes, o aposto pode vir precedido de expressões explicativas do tipo: a saber, isto é, por exemplo, etc.
Por Exemplo:
Alguns alunos, a saber, Marcos, Rafael e Bianca não entraram na sala de aula após o recreio.
3) O aposto pode aparecer antes do termo a que se refere.
Por Exemplo:
Código universal, a música não tem fronteiras.
4) O aposto que se refere ao objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adverbial pode aparecer precedido de
preposição.
Por Exemplo:
Estava deslumbrada com tudo: com a aprovação, com o ingresso na universidade, com as felicitações.
Vocativo
Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração. Não pertence, portanto, nem ao
sujeito nem ao predicado. É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético. Por
seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do discurso. Veja os exemplos:
Não fale tão alto, Rita!
Vocativo

Senhor presidente, queremos nossos direitos!


Vocativo

A vida, minha amada, é feita de escolhas.


Vocativo
Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e nomeiam o interlocutor a que se está dirigindo a
palavra.
Obs.: o vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó, olá, eh!, etc.
Por Exemplo:
Ó Cristo, iluminai-me em minhas decisões.
Olá professora, a senhora está muito elegante hoje!
Eh! Gente, temos que estudar mais.

Distinção entre Vocativo e Aposto


- O vocativo não mantém relação sintática com outro termo da oração.
Por Exemplo:
Crianças, vamos entrar.
Vocativo
- O aposto mantém relação sintática com outro termo da oração.
Por Exemplo:
A vida de Moisés, grande profeta, foi filmada.
Sujeito Aposto

3. CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES


As orações podem ser classificadas em: Coordenadas e Subordinadas, sendo as coordenadas independentes
e as subordinadas dependentes.
Exemplo 1 : Cláudio foi à cidade, mas voltará logo.
1ª oração 2ª oração
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Exemplo 2 : Pedro sabe que dentro dela encontrará paz.


1ª oração 2ª oração

Período composto por coordenação


A oração coordenada é a que se une a uma outra, também coordenada, sem lhe apresentar um termo
sintático. É, portanto, independente. Ela pode ser SINDÉTICA ou ASSINDÉTICA. Chama-se assindética aquela que
não é introduzida por conjunção coordenativa.
Ex: Fazia muito frio , mas não peguei o agasalho.
Assindática sindética

As orações coordenadas sindéticas se classificam em:

1. ADITIVAS: Expressam adição. Suas principais conjunções são: e, nem, não só...mas também.
Ex: Começou a chorar e trancou-se no quarto.

2. ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias ao que se diz na oração anterior. Suas principais conjunções são:
mas, porém, contudo, todavia, e, no entanto.
Ex: Corremos muito, mas ficamos cansados.

3. CONCLUSIVAS: Expressam uma conclusão, em face no que se diz a anterior. Suas principais conjunções são : pois,
(entrevígulas), logo, portanto.
Ex: Rodrigo revisou toda matéria; está, pois, preparando
"Penso, logo existo." (Socrátes)

4. ALTERNATIVAS: Expressam pensamentos ou ações que se alternam ou excluem. Suas principais conjunções são :
ou, ora...ora, ou...ou, nem...nem.
Ex: Entregue sua prova, ou ficará com zero.

5. EXPLICATIVAS: Expressam uma explicação qualquer a respeito da oração anterior. Geralmente o verbo da primeira
está no imperativo. Suas principais conjunções são: pois, que e porque.
Ex: Não saia agora, que vai chover.

; Antes de iniciarmos as orações SUBORDINADAS, se faz necessário sabermos alguns conceitos, tais como:
a) ADJUNTO ADVERBIAL
b) COMPLEMENTO NOMINAL
c) APOSTO
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d) AGENTE DA PASSIVA
e) PRONOME RELATIVO

Período composto por subordinação


Eles pode ser classificados em: 1. Adjetivas; 2. Substantivas; 3. Adverbiais.

1. ADJETIVAS: São iniciadas por um pronome relativo e funcionando como adjunto adnominal da oração principal. As
mesmas se dividem em duas: RESTRITIVAS E EXPLICATIVAS.
1.1. RESTRITIVAS: Restringem, limitam o sentido do antecedente do pronome relativo. Não se separam da principal
por meio de vírgula.
Ex: A flor que te dei murchou. (a qual te dei).
1.2. EXPLICATIVAS: Explicam alguma coisa sobre o antecedente. Têm menos importância no período e se separa por
meio de vírgula.
Ex: Carlos, cujo o irmão é médico, está aí fora.

2. SUBSTANTIVAS: São orações que completam o sentido da principal, representando para ela termos próprios de
substantivo (sujeito, objeto direto etc.). Começam normalmete por uma conjunção integrante ( QUE ou SE). Podem
também ser introduzidas por um advérbio interrogativo ( Quem, qual etc.)
Ex: Todos notaram que ele estava nervoso.
OBS: A oração substantiva pode ser substituída pela palavra ISTO.
Ex: Todos notaram isto.
Elas pode ser divididas em:
2.1. SUBJETIVAS: Exerce a função de sujeito da oração principal, que estará sempre com o verbo na terceira pessoa
do singular.
Ex: Convém que falem baixo.
2.2. OBJETIVA DIRETA: Desempenha a função de objeto direto.
Ex: Confesso que me emocionei.
2.3. OBJETIVA INDIRETA: Funciona como objeto indireto.
Ex: Ela necessita de tua ajuda.
2.4. COMPLETIVA NOMINAL: Exerce a função de complemento nominal.
Ex: Todos estavam convictos de sua aprovação.
2.5. PREDICATIVA: Desempenha a função de predicativo.
Ex: A verdade é que ele se esforçou muito.
2.6. APOSITIVA: Funciona como aposto, geralmente depois de dois pontos.
Ex: Ela declarou apenas isto: que lutara até o fim.
2.7. AGENTE DA PASSIVA: Exerce a função de agente da passiva.
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Ex: O trabalho foi feito por quem conhece o assunto.

3. ADVERBIAIS: São as orações que desempenham a função de Adjunto adverbial da oração principal. São
introduzidas por conjunções subordinativas adverbiais, exceto as integrantes.
Podem ser:
3.1. CAUSAIS: Expressa causa, motivo. As principais conjunções são: porque, como, pois, já que, uma vez que.
Ex: Fui aprovado, porque estudei.
3.2. CONDICIONAIS: Expressa uma condição. As principais conjunções são: se, caso, sem que.
Ex: irei ao jogo, se pagarem a minha entrada.
3.3. COMPARATIVAS: Estabelecem uma comparação. As principais conjunções são: como, que (ou do que), quanto. O
verbo muitas vezes, sendo o mesmo da oração principal.
Ex: Meu filho é uma criança como outra qualquer.
3.4. CONFORMATIVAS: Indicam conformidade ou acordo, às vezes modo. As principais conjunções: como, conforme,
segundo.
Ex: As coisas aconteceram conforme combinamos.
3.5. CONCESSIVAS: São as que expressam ideia contrária à da oração prinicpal. Prinicpais conjunções: embora,
mesmo que, ainda que.
Ex: Ainda que gritasse, não seria atendida.
3.6. CONSECUTIVAS: Expressa consequência. A principal conjunção: que (precedida de tão, tal, tanto, tamanho).
Ex: Correu tanto, que caiu.
3.7. FINAIS: Expressa finalidade: para que, a fim de que.
Ex: Veio para que o problema fosse resolvido.
3.8. PROPORCIONAIS: Expressa proporção: à proporção que, à medida que, quanto mais... mais.
Ex: À medida que o tempo passava, nós ficávamos mais calmos.
3.9. TEMPORAIS: Expressa ideia de tempo. Quando, logo que, depois que, antes que.
Ex: Escreva-me quando você tiver tempo.
4. ORAÇÕES REDUZIDAS: È aquela que não precedida de conectivo e traz o verbo numa das formas nominais:
Gerúndio (falando) , particípio (falado) e infinitivo (falar).
4.1. Infinitivo: Ex: Estava certo de ser aproveitado.
4.2 Gerúndio: Ex: Falando com educação, você não o irritará.
4.3. Particípio: Ex: Terminada a prova, os candidatosse retiraram.

4. SEMÂNTICA

È a parte da gramatica que estuda os significados das palavras, expressando assim o valor
semântico expresso na frase proposta. Várias palavras podem assumir vários significados
diferentes dependendo do contexto que está inserido.
O QUE ESTUDA A SEMÂNTICA?
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Ela estuda os seguintes pontos:


• Significante
• Significado
• Sinonímia
• Antonínia
• Homonímia
• Paronímia
• Polissemia
• Linguagem denotativa e conotativa
Significante e significado
1) Significante: É a parte física da palavra , constituída, na fala, pelos fonemas e, na escrita,
pelas letras.
2) Significado: É o sentido, a informação que a palavra carrega e que faz nascer na mente do
ouvinte ou leitor uma imagem, uma ideia.
FAMÍLIA DE IDEIAS

1. SINONÍMIA: È a relação que se estabelece entre palavras que apresentam sentido igual
ou semelhante. Ex: ZELO = CUIDADO, ECONOMIZAR=POUPAR.
2. ANTONÍMIA:
ANTONÍMIA È a relação que se estabelece entre duas palavras de sentido oposto,
contrário. Ex: ZELO X DESCUIDO, ECONOMIZAR X GASTAR.
3. HOMONÍMIA: È a relação que se estabelece entre palavras da mesma estrutura
fonológica, no plano do significante. As palavras homônimas podem ser:
HOMÓFONAS, HOMOGRAFAS E HOMÓFONAS e HOMOGRÁFICAS.

A) Homógrafas: São as palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia: COLHER


(VERBO) e COLHER (SUBSTANTIVO), EU JOGO (1ªpessoa do presente do indicativo) e
JOGO (SUBSTANTIVO).
B) Homófonas: São palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. CONCERTO
(música) e CONSERTO ( ato de consertar, corrigir etc.)
C) Homófonas e Homográficas: São as palavras iguais na pronúncia e na escrita. LIVRE
(verbo) e LIVRE(adjetivo) / Alvo(substantivo) e Alvo(branco)
4. PARONÍMIA : É a relação que se estabelece entre palavras semelhantes na pronúncia e na
escrita, mas diferentes no significado.
Ratificar ( = confirmar) --- Retificar (= corrigir)
Descrição (= ato de descrever algo) ---- Discrição (= ato de ser discreto)
Inflação ( = imposto) ------ Infração (ato de infringir as leis)
5. POLISSEMIA: Tem um conceito da área da linguística com origem no termo
grego polysemos, que significa "algo que tem muitos significados". Uma palavra polissêmica é
uma palavra que reúne vários significados.
Ex: A palavra "vela" é um dos exemplos de polissemia. Ela pode significar a vela de um barco; a
vela feita de cera que serve para iluminar ou pode ser a conjugação do verbo velar, que significa
estar vigilante.
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Polissemia e homonímia
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante comum. Quando a mesma palavra
apresenta vários significados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado, quando duas
ou mais palavras com origens e significados distintos têm a mesma grafia e fonologia, estamos
perante uma homonímia.
A palavra "manga" é um caso de homonímia. Ela pode significar uma fruta ou uma parte
de uma camisa. Não é polissemia porque os diferentes significados para a palavra manga têm
origens diferentes, e por isso alguns estudiosos mencionam que a palavra manga deveria ter
mais do que uma entrada no dicionário.
"Letra" é uma palavra polissêmica. Letra pode significar o elemento básico do alfabeto, o
texto de uma canção ou a caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes
significados estão interligados porque remetem para o mesmo conceito, o da escrita.
Polissemia e ambiguidade
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na interpretação. Na língua portuguesa,
um enunciado pode ser ambíguo, ou seja, apresenta mais do que uma interpretação. Essa
ambiguidade pode ocorrer devido à colocação específica de uma palavra (por exemplo, um
advérbio) em uma frase. Vejamos a seguinte frase: Pessoas que têm uma alimentação
equilibrada frequentemente são felizes. Neste caso podem existir duas interpretações diferentes.
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são felizes ou são felizes porque têm uma
alimentação equilibrada.
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela pode induzir uma pessoa a fazer
mais do que uma interpretação. Para fazer a interpretação correta é muito importante saber qual
o contexto em que a frase é proferida.
DENOTAÇÃO E CONATAÇÃO
6.Detonatação:
- Palavra com significação restrita
- Palavra com sentido comum do dicionário
- Palavra usada de modo automatizado
- Linguagem comum

7.Conotação
- Palavra com significação ampla
- Palavras cujos sentidos extrapolam o sentido comum
- palavra usada de modo criativo
- linguagem rica e expressiva
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Sentido denotativo: é o uso de um termo em seu sentido primeiro, real, do dicionário. Ao


pensarmos em joia, logo nos vem ao pensamento uma pedra preciosa ou algo semelhante.

Sentido conotativo: é o uso de um termo em seu sentido figurado. Ao caracterizar alguém como
uma pessoa "joia", houve uma transferência de sentido facilmente compreensível, mas
inadequada para um concurso.
Portanto, o sentido conotativo difere de uma cultura para outra, de uma classe social para outra,
de uma época a outra. Por exemplo, as palavras senhora, esposa, mulher denotam praticamente
a mesma coisa, mas têm conteúdos conotativos diversos, principalmente se pensarmos no
prestígio que cada uma delas evoca.
Exemplos:

1 – Foice – instrumento agrícola ( denotação )


2 – Foice – ideologia marxista ( conotação )

3 – Monstro – ser extravagante, imaginado, mitologia ( denotação )


4 – Monstro – pessoa cruel, pessoa inteligente ( gíria ) ( conotação )

5 – Ouro – metal ( símbolo químico “Au “ ) ( denotação )


6 – Ouro – riqueza, poderio, esplendor ( conotação )

7 – Esticou um olho lá para a sala ( conotação )

4. CRASE

Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda da preposição “a”
com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com o pronome
relativo a qual (as quais). Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento
grave, assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à.
A palavra crase é de origem grega e significa fusão, mistura. Em gramática, basicamente a
crase se refere à fusão da preposição a com o artigo feminino a: Vou (a+a)à escola. O verbo ir
rege a preposição a, que se funde com o artigo exigido pelo substantivo feminino escola: Vou à
(a+a) escola.
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A ocorrência de crase é marcada com o acento grave (`). A troca de escola por um
substantivo masculino equivalente comprova a existência de preposição e artigo: Vou ao
(a+o) colégio.
No caso de ir a algum lugar e voltar
de algum lugar, usa-se crase quando:
"Vou à Bolívia. Volto da Bolívia". Não se usa crase quando: "Vou a São Paulo. Volto de São
Paulo". Ou seja, se você vai a e volta da, crase há. Se você vai a e volta de, crase para quê?
É erro colocar acento grave antes de palavras que não admitam o artigo feminino a, como
verbos, a maior parte dos pronomes e as palavras masculinas.
É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada, obrigatoriamente: nas expressões
que indicam horas ou nas locuções à medida que, às vezes, à noite, dentre outras, e ainda na
expressão “à moda”. Veja:
Exemplos: Sairei às duas horas da tarde.
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.

Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes
pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem
significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com
palavras repetidas (dia a dia).
A crase indica a fusão da preposição a com artigo a: João voltou à (a preposição
+ a artigo) cidade natal. / Os documentos foram apresentados às (a prep. + as art.) autoridades.
Dessa forma, não existe crase antes de palavra masculina: Vou a pé. / Andou a cavalo. Existe
uma única exceção, explicada mais adiante.
Regras práticas
Primeira - Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se
o a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase; do contrário, não. Junto à parede (junto ao
muro).
No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua o a ou as por para. Se o certo for para
a, use a crase: Foi à França (foi para a França). / Irão à Colômbia (irão para a Colômbia). / Voltou
a Curitiba (voltou para Curitiba, sem crase).
Pode-se igualmente usar a forma voltar de: se o de se transformar em da, há crase,
inexistente se o de não se alterar: Retornou à Argentina (voltou da Argentina). / Foi a Roma
(voltou de Roma).
A combinação de outras preposições com a (para a, na, da, pela e com a, principalmente) indica
se o a ou as deve levar crase.
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Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo sentido da original nem que a
regência seja correta. Exemplos: Emprestou o livro à amiga (para a amiga). / Chegou à Espanha
(da Espanha). / As visitas virão às 6 horas (pelas 6 horas). / Estava às portas da morte (nas
portas). / À saída (na saída). / À falta de (na falta de, com a falta de).
Usa-se a crase ainda
1 - Nas formas àquela, àquele, àquelas, àqueles, àquilo, àqueloutro (e derivados): Cheguei
àquele (a + aquele) lugar.
/ Vou àquelas cidades.
2 - Nas indicações de horas, desde que determinadas: Chegou às 8 horas, às 10 horas, à 1
hora. Zero e meia incluem-se na regra: O aumento entra em vigor à zero hora. / Veio à meia-noite
em ponto.
3 - Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas como às pressas, às vezes, à risca, à
noite, à direita, à esquerda, à frente, à maneira de, à moda de, à procura de, à mercê de, à custa
de, à medida que, à proporção que, à força de, à espera de: Saiu às pressas. / Vive à custa do
pai. / Estava à espera do irmão. / Serviu o filé à moda da casa.
4 - Nas locuções que indicam meio ou instrumento e em outras nas quais a tradição lingüística o
exija, como à bala, à faca, à máquina, à chave, à vista, à venda, à toa, à tinta, à mão, à navalha, à
espada, à baioneta calada, à queima-roupa, à fome (matar à fome): Morto à bala, à faca, à
navalha. / Escrito à tinta, à mão, à máquina. / Pagamento à vista. / Produto à venda. / Andava à
toa. Observação: Neste caso não se pode usar a regra prática de substituir apor ao.
5 - Antes dos relativos que, qual e quais, quando o a ou as puderem ser substituídos
por ao ou aos: Eis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual você se
referiu). / É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem (é um problema semelhante
ao que...).
Não se usa a crase antes de
1 - Palavra masculina: andar a pé, pagamento a prazo. Exceção. Existe a crase quando se pode
subentender uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou qualquer outra que
determine um nome de empresa ou coisa: Estilo à Machado de Assis (à maneira de). Vou
à (editora) Melhoramentos.
2 - Nome de cidade: Chegou a Brasília. / Irão a Roma este ano. Exceção. Há crase quando se
atribui uma qualidade à cidade: Referiu-se à bela Lisboa, à Brasília das mordomias, à Londres
do século 19.
3 - Verbo: Passou a ver. / Começou a fazer. / Pôs-se a falar.
4 - Substantivos repetidos: Cara a cara, frente a frente, gota a gota, de
ponta a ponta.
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5 - Ela, esta e essa: Pediram a ela que saísse. / Cheguei a esta conclusão. / Dedicou o livro a
essa moça.
6 - Outros pronomes que não admitem artigo, como ninguém, alguém, toda, cada, tudo, você,
alguma, qual, etc.
7 - Formas de tratamento: Escreverei a Vossa Excelência. / Recomendamos a Vossa Senhoria... /
Pediram a Vossa Majestade...
8 - Uma: Foi a uma festa. Exceções. Na locução à uma (ao mesmo tempo) e no caso em
que uma designa hora (Sairá à uma hora).
9 - Palavra feminina tomada em sentido genérico: Não damos ouvidos a reclamações, faltou
ao serviço. Repare: Em respeito a falecimento, e não ao falecimento.
Alguns casos são fáceis de identificar: se couber o indefinido uma antes da palavra feminina, não
existirá crase. Assim: A pena pode ir de (uma)advertência a (uma) multa. / Igreja reage
a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. Empresa atribui goteira a(uma) falha no sistema de
refrigeração.
Havendo determinação, porém, a crase é indispensável: Superintendente admite ter cedido à
pressão(ao desejo) dos superiores.
10 - Substantivos no plural que fazem parte de locuções de modo: Pegaram-se a dentadas. /
Agrediram-se a bofetadas. / Progrediram a duras penas.
11 - Nomes de mulheres célebres: Ele a comparou a Ana Néri. / Preferia
Ingrid Bergman a Greta Garbo.
12 - Dona e madame: Deu o dinheiro a dona Maria . / Já se acostumou a madame
Angélica. Exceção. Há crase se o dona ou o madame estiverem particularizados: Referia-se à
Dona Flor dos dois maridos.
13 - Numerais considerados de forma indeterminada: O número de mortos chegou a dez. / Fez
uma visita a cinco empresas.
14 - Distância, desde que não determinada: A polícia ficou a distância. Quando se define a
distância, existe crase: O navio estava à distância de 500 metros do cais. / A polícia ficou à
distância de seis metros dos manifestantes.
Uso facultativo
1 - Antes do possessivo: Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia. / Não fez menção a nossa
empresa (ou à nossa empresa). Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a este tipo de
oração.
2 - Antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Joana (ou à Joana). Em geral, se a pessoa for
íntima de quem fala, usa-se a crase; caso contrário, não.
3 - Com até: Foi até a porta (ou até à). / Até a volta (ou até à). No Estado, porém, escreva até
a, sem crase.
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6. CONCORDÂNCIA NOMONIAL E VERBAL

CONCORDÂNCIA VERBAL: Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito.
Exemplos: Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser.
Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.

Casos de concordância verbal:

1) Sujeito simples

Regra geral: O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.

Ex.: Nós vamos ao cinema.


O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o sujeito (nós).

Casos especiais:

a) O sujeito é um coletivo - o verbo fica no singular.

Ex.: A multidão gritou pelo rádio.

Atenção: Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.

Ex.: A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs gritaram.

b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.

Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão.

c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).

Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncio.

d) O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo concorda com o antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que derramamos o café.

e) O sujeito é o pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o
antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem derramei o café.

f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de vós, quais de..., quantos de..., etc. - o
verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou
vós).

Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me punireis?

Dicas: Com os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular, o verbo concorda com eles em pessoa e
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número.

Ex.: Qual de vós me punirá.

g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural - se o sujeito não vier precedido de artigo, o
verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.

Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados Unidos são a maior potência mundial.

h) O sujeito é formado pelas expressões: mais de um, menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda
com o numeral.

Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./ Mais de cinco alunos não compareceram à aula.

i) O sujeito é constituído pelas expressões: a maioria, a maior parte, grande parte, etc. - o verbo poderá ser
usado no singular (concordância lógica) ou no plural (concordância atrativa).

Ex.: A maioria dos candidatos desistiu./ A maioria dos candidatos desistiram.

j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido coletivo) - o verbo poderá ser usado no singular ou
plural, se este vier afastado do substantivo.

Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em casa./ A gente da cidade, temendo a
violência da rua, permanecem em casa.

2) Sujeito composto

Regra geral: O verbo vai para o plural.

Ex.: João e Maria foram passear no bosque.

Casos especiais:

a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais diferentes - o verbo ficará no plural
seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.

Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.

Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.

Atenção: No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a terceira pessoa.

Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural)

Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância por atração com o núcleo mais próximo
do verbo.

Ex.: Irei eu e minhas amigas.


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b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou ligados por “e” - o verbo concordará com
os dois núcleos.

Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.

Atenção:
Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.

Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.

c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no singular - o verbo poderá ficar no plural
(concordância lógica) ou no singular (concordância atrativa).

Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajudava a se
concentrar.

d) Quando há gradação entre os núcleos - o verbo pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou apenas
com o núcleo mais próximo.

Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.

e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo, ninguém... - o verbo concordará com o aposto
resumidor.

Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveu.

f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões: um e outro, nem um nem outro... - o verbo poderá
ficar no singular ou no plural.

Ex.: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram.

g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou - o verbo irá para o singular quando a ideia for de
exclusão, e para o plural quando for de inclusão.
Exemplos:

Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (exclusão)


A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (adição, inclusão)

h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas (tanto... como/ assim... como/ não só...
mas também, etc.) - o que comumente ocorre é o verbo ir para o plural, embora o singular seja aceitável se
os núcleos estiverem no singular.
Exemplos:

Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em São Paulo.

Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições municipais em São Paulo.

Outros casos:

1) Partícula “SE”:
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a - Partícula apassivadora: o verbo ( transitivo direto) concordará com o sujeito passivo.

Ex.: Vende-se carro./ Vendem-se carros.

b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transitivo indireto) ficará, obrigatoriamente, no singular.


Exemplos:

Precisa-se de secretárias.
Confia-se em pessoas honestas.

2) Verbos impessoais

São aqueles que não possuem sujeito. Portanto, ficarão sempre na 3ª pessoa do singular.
Exemplos:

Havia sérios problemas na cidade.


Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.

Dicas:
Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos principais.
O verbo existir não é impessoal. Veja:

Existem sérios problemas na cidade.


Devem existir sérios problemas na cidade.

3) Verbos dar, bater e soar

Quando usados na indicação de horas, possuem sujeito (relógio, hora, horas, badaladas...), e com ele
devem concordar.
Exemplos:

O relógio deu duas horas.


Deram duas horas no relógio da estação.
Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.

4) Sujeito oracional

Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular.

Ex.: Ainda falta dar os últimos retoques na pintura.

5) Concordância com o infinitivo

a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:

- não se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por pronome pessoal oblíquo átono.
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Ex.: Esperei-as chegar.

- é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por pronome átono e se o verbo da
oração determinada pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e
sinônimos).
Exemplos:

Mandei sair os alunos.


Mandei saírem os alunos.

- flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for diferente de pronome átono e determinante de


verbo não causativo nem sensitivo.

Ex.: Esperei saírem todos.

b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto

- não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com valor de gerúndio.


Ex.: Passamos horas a comentar o filme. (comentando)

- é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da oração principal.
Ex.: Antes de (tu) responder, (tu) lerás o texto./Antes de (tu) responderes, (tu) lerás o texto.

- é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e está
indicado por algum termo do contexto.
Ex.: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos deu o direito de contestarmos.

- é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e não está
indicado por nenhum termo no contexto.
Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.

c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução verbal

- não se flexiona o infinitivo, sendo este o verbo principal da locução verbal, quando em virtude da ordem
dos termos da oração, sua ligação com o verbo auxiliar for nítida.

Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.

- é facultativa a flexão do infinitivo, sendo este o verbo principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar
estiver afastado ou oculto.
Exemplos:

Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar e reclamar dela.


Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos e reclamarmos dela.

6) Concordância com o verbo ser:

a - Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos pronomes: tudo, nada, isto,
isso, aquilo - o verbo “ser” ou “parecer” concordarão com o predicativo.
Exemplos:
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Tudo são flores.


Aquilo parecem ilusões.

Dicas:
Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo.

Ex.: Aquilo é sonhos vãos.

b - O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for os pronomes interrogativos: que ou
quem.
Exemplos:

Que são gametas?


Quem foram os escolhidos?

c - Em indicações de horas, datas, tempo, distância - a concordância será feita com a expressão numérica
Exemplos:

São nove horas.


É uma hora.

Dicas:
Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias, pois subentende-se a palavra dia.
Exemplos:

Hoje são 24 de outubro.


Hoje é (dia) 24 de outubro.

d - Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará com o
pronome.

Ex.: Aqui o presidente sou eu.

Dicas:
Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que aparece primeiro,
considerando o sujeito da oração.

Ex.: Eu não sou tu

e - Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo.

Ex.: O menino era as esperanças da família.

f - Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, é menos de, junto a especificações de preço, peso,
quantidade, distância e etc., o verbo fica sempre no singular.
Exemplos:

Cento e cinquenta é pouco.


Cem metros é muito.
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g - Nas expressões do tipo: ser preciso, ser necessário, ser bom, o verbo e o adjetivo pode ficar invariável
(verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino singular) ou concordar com o sujeito posposto.
Exemplos:

É necessário aqueles materiais.


São necessários aqueles materiais.

h - Na expressão: é que, usada como expletivo, se o sujeito da oração não aparecer entre o verbo “ser” e o
“que”, ficará invariável. Se aparecer, o verbo concordará com o sujeito.
Exemplos:

Eles é que sempre chegam atrasados.


São eles que sempre chegam atrasados.

Concordância nominal :
Nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que concordem em
gênero e número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o
pronome. Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo
separado de concordância verbal.

REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o
substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais
próximo.
- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.

b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos


1 - Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.

2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.

c) Um substantivo e mais de um adjetivo


1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.

2- coloca o substantivo no plural.


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Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.


d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa santidade esteve no Brasil.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas.
A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.

f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)


1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.

g) É bom, é necessário, é proibido


1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida.

h) Muito, pouco, caro


1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.

2- Como advérbios: são invariáveis.


Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.

i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

2- Como pronomes: seguem a regra geral.


Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.

k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
l) Possível
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1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as
expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia laranja pela manhã.
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.

7. FIGURAS DE LINGUAGEM
São recursos usados pelo falante para realçar a sua mensagem.
1) ELIPSE – ZEUGMA
Veja os exemplos:
1-Na estante, livros e mais livros.
2-Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.
No 1º exemplo temos uma elipse, já no 2º, a figura que aparece é o zeugma.
A elipse consiste na omissão de um termo que é facilmente identificado.
No exemplo 1, percebemos claramente que o verbo “haver” foi omitido.
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já fora expresso anteriormente.
“Ele prefere um passeio pela praia;eu, (prefiro) cinema.”(Não houve necessidade de repetir o verbo, pois
entendemos o recado).
2) PLEONASMO
Na oração: “Ela cantou uma canção linda!”, houve o emprego de um termo desnecessário, pois quem
canta, só podecantar uma canção.
Na famosa frase: “Vi com meus próprios olhos.”, também ocorre o mesmo.
Pleonasmo é a repetição de idéias
3) HIPÉRBATO
Exemplos:
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o pintor.
As duas orações estão na ordem inversa.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.
Na ordem direta ficaria:
As crianças da rua correm pelo parque.
O pintor subiu na escada.
4) ANACOLUTO
É a falta de nexo que existe entre o início e o fim de uma frase.
Dois gatinhos miando no muro, conversávamos sobre como é complicada a vida dos animais.
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é misteriosa a natureza.
5) SILEPSE
É a concordância com a idéia e não com a palavra dita.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.
SILEPSE DE GÊNERO (masc./fem.)Vossa Excelência está admirado do fato?
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O pronome de tratamento “Vossa Execelência” é feminino, mas o adjetivo “admirado” está no masculino.
Ou seja, concordou com a pessoa a quem se referia (no caso, um homem).
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
SILEPSE DE NÚMERO (singular/plural)
Aquela multidão gritavam diante do ídolo.
Multidão está no singular, mas o verbo está no plural.
“Gritavam” concorda com a idéia de plural que está em “multidão”.
Mais exemplos.
A maior parte fizeram a prova.
A grande maioria estudam uma língua.
SILEPSE DE PESSOA
Todos estávamos nervosos.
Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam - eles) mas a concordância foi feita com a
1ª pessoa(nós).
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.
Mais exemplos:
As duas comemos muita pizza.(elas – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)
6) METÁFORA – COMPARAÇÃO
1-Aquele homem é um leão.
Estamos comparando um homem com um leão, pois esse homem é forte e corajoso como um leão.
2-A vida vem em ondas como o mar.
Aqui também existe uma comparação, só que desta vez é usado o conectivo comparativo: como.
O exemplo 1 é uma metáfora e o exemplo 2 é uma comparação.
Exemplos de matáfora.
Ele é um anjo.
Ela uma flor.
Exemplos de comparação.
A chuva cai como lágrimas.
A mocidade é como uma flor.
Metáfora: sem o conectivo comparativo.
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)
7) METONÍMIA
Aqui também existe a comparação, só que desta vez ela é mais objetiva.
Ele gosta de ler Agatha Christie.
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)
8) PERÍFRASE - ANTONOMÁSIA
A Cidade Maravilhosa recebe muitos turistas durante o carnaval.
O Rei das Selvas está bravo.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.
Nos exemplos acima notamos que usamos expressões especiais para falar de alguém ou de algum lugar.
Cidade Maravilhosa: Rio de Janeiro
Rei das Selvas: Leão
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A Dama do Suspense: Agatha Christie


O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock
Quando usamos esse recurso estamos empregando a perífrase ou antonomásia.
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais.
Antonomásia, quando forem pessoas
9) CATACRESE
A catacrese é o emprego impróprio de uma palavra ou expressão por esquecimento ou ignorância do seu
real sentido.
Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.
10) ANTÍTESE
Emprego de termos com sentidos opostos.
Ela se preocupa tanto com o passado que esquece o presente.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.
11) EUFEMISMO
Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
Acho que não fui feliz nos exames.
O intuito dessas orações foi abrandar a mensagem, ou seja, ser mais educado.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve.
O mesmo ocorre com o exemplo 2 , “reprovado “ também foi substituído por uma expressão mais leve.
12) IRONIA
Que homem lindo! (quando se trata, na verdade, de um homem feio.)
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!
13) HIPÉRBOLE
É o exagero na afirmação.
Já lhe disse isso um milhão de vezes.
Quando o filme começou, voei para casa.
14) PROSOPOPÉIA
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.
A formiga disse para a cigarra: ” Cantou...agora dança!”

8. VÍCIOS DE LINGUAGEM
È Qualquer desvio das normas gramaticais pode ser considerado um vício de linguagem.
BARBARISMO
É o desvio relativo à palavra. É quando grafamos ou pronunciamos uma palavra que não está de acordo
com a norma culta. Pode ser:
Pronúncia
- Pograma (o certo seria programa)
- Rúbrica (o certo seria rubrica)
Grafia
- Etmologia (o certo seria etimologia)
- Advinhar (o certo seria adivinhar)
- Seguimentos (o certo seria segmentos)
- Maizena (o certo seria maisena)
Morfologia
- Quando eu pôr o vestido (o certo seria puser)
Semântica
- Assim que chegaram à metrópole, absolveram a poluição (o certo seria absorveram)
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Estrangeirismos
- Show, menu, know-how, hall.
SOLECISMO
É o desvio em relação à sintaxe. Pode ser:
De concordância
- Haviam pessoas. (o certo seria havia)
- Fazem dois meses. (o certo seria faz)
- Faltou muitos alunos. (o certo seria faltaram)
De regência
- Obedeça o chefe. (o certo seria ao chefe)
- Assisti o filme. (o certo seria ao filme)
De colocação
- Tinha ausentado-me.
- Não espere-me.
CACÓFATO
É o som desagradável, obsceno.
- Hilca ganhou.
- Vou-me já.
- Ele marca gol.
- Boca dela.
ECO
Repetição desagradável de terminações iguais.
- Vicente já não sente dores de dente tão freqüentemente como antigamente quando estava no Oriente.
OBS: O eco na prosa é considerado um vício, um defeito. Já na poesia é o fundamento da rima.
COLISÃO
Aproximação de sons consonantais idênticos ou semelhantes.
- Sua saia saiu suja da máquina.
HIATO
Aproximação de vogais idênticas
- Traga a água.
- Trago o ovo.
AMBIGUIDADE
É o duplo sentido.
- O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo.
PLEONASMO
Repetição desnecessária de uma expressão.
- Criar novos...
- Hemorragia de sangue
- Subir para cima
- Panorama geral
- Antecipar para antes

9. PONTUAÇÃO
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Para que servem os sinais de pontuação? No geral, para representar pausas na fala, nos casos do ponto,
vírgula e ponto e vírgula; ou entonações, nos casos do ponto de exclamação e de interrogação, por exemplo.
Além de pausa na fala e entonação da voz, os sinais de pontuação reproduzem, na escrita, nossas emoções,
intenções e anseios.
Vejamos aqui alguns empregos:
1. Vírgula (,)
É usada para:
a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim,
dormiu.
Nessa oração, a vírgula separa os verbos.
b) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer!
c) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião.
d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto:
1. Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado! (antecipação de
complemento verbal)
2. Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (antecipação de adjunto adverbial)
e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém,
mas, no entanto, assim, etc.
f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009.
g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim, é muito mais do que esperava.

2. Pontos

2.1 - Ponto-final (.)


É usado ao final de frases para indicar uma pausa total:
a) Não quero dizer nada.
b) Eu amo minha família.
E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs.

2.2 - Ponto de Interrogação (?)

O ponto de interrogação é usado para:

a) Formular perguntas diretas:

Você quer ir conosco ao cinema?


Desejam participar da festa de confraternização?

b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma determinada situação:

O quê? não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação)
Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (surpresa)
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Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (expectativa)

2. 3 – Ponto de Exclamação (!)


Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias:

a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica, ordem, horror,
espanto:

Iremos viajar! (entusiasmo)


Foi ele o vencedor! (surpresa)
Por favor, não me deixe aqui! (súplica)
Que horror! Não esperava tal atitude. (espanto)
Seja rápido! (ordem)

b) Depois de vocativos e algumas interjeições:

Ui! que susto você me deu. (interjeição)


Foi você mesmo, garoto! (vocativo)
c) Nas frases que exprimem desejo:
Oh, Deus, ajude-me!

Observações dignas de nota:


* Quando a intenção comunicativa expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, o uso dos pontos de
interrogação e exclamação é permitido. Observe:
Que que eu posso fazer agora?!

* Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro sentimento, não há problema algum em
repetir o ponto de exclamação ou interrogação. Note:
Não!!! – gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo.

3. Ponto e vírgula (;)


É usado para:
a) separar itens enumerados:
A Matemática se divide em:
- geometria;
- álgebra;
- trigonometria;
- financeira.
b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: Ele não disse nada, apenas olhou ao longe, sentou
por cima da grama; queria ficar sozinho com seu cão.
4. Dois-pontos (:)
É usado quando:
a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala:
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Ele respondeu: não, muito obrigado!


b) se quer indicar uma enumeração:
Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e não responda à
professora.
5. Aspas (“”)
São usadas para indicar:
a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme. Ainda na edição, os 25
anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital on-line, 30/01/09)
b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias: Nada pode com a propaganda de “outdoor”.
6. Reticências (...)
São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se estava falando:
a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa? (...)
b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, felicidade...
c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal...
7. Parênteses ( )
São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações.
Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e aparece repetido e, por isso, há o predomínio de vírgulas).
8. Travessão (–)
O travessão é indicado para:
a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
- Quais ideias você tem para revelar?
- Não sei se serão bem-vindas.
- Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto.
b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses:
Precisamos acreditar sempre – disse o aluno confiante – que tudo irá dar certo.
Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois pode ser arriscado.
c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:
O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – uma pessoa bastante esforçada.
Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando – meu melhor amigo.

REFERÊNCIAS

http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf4.php.

http://www.brasilescola.com/redacao/pontuacao.htm
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BECHARA, Evanildo. Moderna gramática do português. 37.ed.Rio de Janeiro.Lucerna,1999.

DIAS, Luiz Francisco. O estudo das classes de palavras. In: O livro didático de português: múltiplos olhares.
Orgs. Bezerra & Dionísio. Rio de Janeiro: Lucena, 2001.

BORBA, Francisco da Silva. Introdução aos estudos linguísticos. 11.ed. Campinas, SP: Pontes,1991.

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