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TEMA: QUEM É VOCÊ? EU SOU UMA ÁRVORE.

INTRODUÇÃO

Antes de qualquer coisa é necessário que conheçamos um pouco do contexto o qual nosso “texto chave” está inserido.
Podemos começar pelo título do Salmo 1º “A felicidade dos justos e o castigo dos ímpios”. O título fornece uma visão geral
do assunto que vai ser tratado numa determinada passagem. Portanto, podemos concluir de inicio que o salmista vai tratar
de um paralelismo existente entre essas duas classes, (os justos e os ímpios), ou mais precisamente apresentar um quadro
antitético entre as duas classes. Isso é “o caminho do justo e o caminho dos ímpios”, “a recompensa dos justos e a
recompensa dos ímpios”.
Nosso versículo chave trata dos benefícios da vida dos justos. Ele possui basicamente quatro partes, ou quatro sentenças
distintas, separadas por uma vírgula (,); vamos recapitular:

- Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas,


- a qual dá o seu fruto na estação própria,
- e cuja folha não cai;
- e tudo quanto fizer prosperará.

Estas divisões contribuem bastante para compreendermos a mensagem de um texto. Cada sentença contém uma ou mais
informação que completa a ideia principal do salmista.
Neste texto o crente é comparado a uma árvore não uma árvore comum, mas uma que detêm algumas qualidades
especiais.

1º Uma árvore “frutífera”.


2º Uma árvore adulta, com potencial de produtividade.
3º Uma árvore privilegiada “plantada junto aos ribeiros de águas”

AS ALEGORIAS DO CRENTE NA BÍBLIA

As Escrituras usam várias figuras para representar a Igreja de Cristo, como os crentes em particular. Todas elas são
relevantes, ensinam lições diversas. As lições que estas figuras ensinam se encacham nos diversos aspectos da vida cristã.
Dependendo do que queremos enfatizar na vida cristã podemos tomar uma destas figuras como ponto de partida.
O texto bíblico em ênfase apresenta-nos uma alegoria muito expressiva da vida do crente. Para conhecermos as lições que
essa figura oferece é necessário deter um pouco de nossa atenção em seu estudo.
Essa é uma figura riquíssima em significados, portanto para explorarmos um pouco de seu potencial é necessário criarmos
um ponto de partida, ou um método de estruturação, para facilitar a compreensão e maximizar nosso aprendizado.
Deteremos nossa atenção nas três principais lições que podem ser extraídas da figura.

1º - A estabilidade “ou maturidade da arvore”


2º - A ramagem e folhagem da arvore
3º - A frutificação da arvore.

ESTABILIDADE
1. Estabilidade é sinônimo de firmeza
2. Estabilidade é sinônimo de segurança
3. Estabilidade também é sinônimo de maturidade
4. Estabilidade também é sinônimo de solidez.
O que garante a estabilidade da arvore são suas raízes.
Para garantir a estabilidade da árvore, as raízes devem possuir algumas qualidades fundamentais:
• Devem ser múltiplas
• Devem ser multidimensional
• Devem ser profundas
No contexto bíblico as raízes simbolizam o conhecimento espiritual, ou o conhecimento cristão. Assim como uma árvore
sem raízes não pode subsistir diante das tempestades, o crente não pode permanecer de pé diante de Cristo sem possuir
um sólido conhecimento da Palavra de Deus.
Os fundamentos da árvore são suas raízes, os fundamentos do crente é seu conhecimento da Palavra.
A Bíblia afirma que o povo de Israel pereceu por falta de conhecimento: “O meu povo está sendo destruído por falta de
conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que você não deve ser sacerdote diante
de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4.6). Por isso a Bíblia nos
exorta sempre “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor”: (Os 6.3 a).
O conhecimento do crente deve ter as mesmas qualidades do que a raiz da árvore:
• Devemos tê-lo em grande proporção (grande conhecimento)
• Deve ser multidimensional (Rm 14.14; 1 Co 1.5). (Amplo).
• Deve ser profundo (com clareza).
GALHOS E FOLHAGEM DA ARVORE

Os galhos e folhagem representam muito para uma árvore. Isso demonstra, à primeira instância, que se trata de uma árvore
saudável, segundo, que se trata de uma árvore com grande propensão de frutos.
Uma árvore que possui muitos galhos tem mais chances de ser mais produtiva que uma árvore com poucos galhos. Dos
galhos procedem os rebentos, que produzem flores, que por sua vez produz os frutos.
Uma árvore frondosa, que tem muitos galhos e folhagem é admirada por todos. As folhas funcionam como um adorno para
árvore, como também um atrativo irresistível aos pássaros e animais que se aconchegam à sua sombra.
Os galhos representam as diversas áreas da vida cristã: família, matrimônio, trabalho, ministério, recreação, finanças e
acima de tudo os empreendimentos do crente de um modo geral.
Quando menosprezamos algumas dessas áreas, nos tornamos semelhante a uma arvore com poucos galhos. De uma
arvore que tem poucos galhos não se espera muitos frutos.
Os galhos funcionam como garantia, ou prova de que virão muitos frutos. Uma árvore produtiva divide seu potencial de
produtividade com sua extensão imediata, os galhos, que por sua vez divide com seus renovos.
Há um percentual de produtividade correspondente a cada extensão. Portanto quanto maior o numero de extensão, maior
será o resultado.
Espiritualmente falando, existe certo número estabelecido de extensões (ou áreas) na vida do crente. Estas são as áreas
básicas da vida de todos. Se formos negligentes no cuidado delas, serão como galhos secos presos a árvore, que além de
diminuir seu percentual e potencial de produtividade, diminui sua beleza externa, sua admiração.
Outras áreas igualmente importantes na vida do crente, vão sendo adicionadas, de acordo com sua ocupação social, e
principalmente, sua ocupação no Reino de Deus. O próprio crente pode adicionar extensão a sua vida cristã, ou a sua vida
pessoal. Isso fala como já dissemos, não somente de áreas específicas da nossa vida, mas também daquilo que
apostamos, daquilo que empreendemos. Devemos voltar nossa atenção ao que diz o texto chave deste estudo “e tudo
quanto fizer prosperará” (v 3 a).
Podemos expandir nosso potencial de crescimento. Espiritualmente falando não existem limites para estendermos nossa
influencia, ou nossa potencialidade. O que devemos considerar é que, quanto maior nossa expansividade, mais estruturas
devemos ter. Uma arvore de grande porte, ou expansividade deve possuir raízes múltiplas e profundas para que possa
resistir às tempestades. Quanto maior e mais robusta for a arvore, maior deverá ser sua capacidade de resistência. O
mesmo principio é válido para os cristãos.

A fonte de vitalidade folhas

As folhas da arvore mantem-se vivas através da vida que emana dos galhos, trocos e raízes. As raízes extraem os
nutrientes da terra e distribuem por toda arvore. Portanto a qualidade do terreno vai influenciar muito na formação,
frutificação, e vida útil, da arvore.
No texto em estudo o crente é comparado a uma arvore plantada junto aos ribeiros de águas. Isso significa lugar, e clima
totalmente favoráveis para o crescimento e frutificação. O ribeiro de aguas simboliza o Espírito Santo, a fonte de nossa
vitalidade, e também Cristo, a fonte de agua viva, que jorra para vida Eterna (Jo 4.14). Se permanecemos Nele, temos a
vida eterna.

A duração das folhas

As folhas de uma árvore não duram por toda vida. Sua vida é efêmera e muito circunstancial. Os fatores climáticos
influenciam diretamente nessa questão.
O processo de renovação de folhagem de uma arvore é contínua. A cada estação do ano às arvores tomam novos
aspectos em sua forma exterior. Isso vai desde um estado pleno de folhagem, à ausência total da mesma.
Na vida espiritual, no entanto deve ser diferente. As estações do ano que representam “fases distintas da vida cristã”, não
podem influenciar no processo de folhagem do crente como arvore. Nem tão pouco as circunstâncias diversas, que tenta
nos abater, sem aviso prévio.
As folhas simbolizam os “adornos da vida cristã”. Ou mais precisamente os “dons espirituais”. Algumas características
cristãs são vitais. Isso é, são fundamentais para nos identificar como cristãos. Podemos citar, por exemplo, a virtude do
“amor” (1 Co 13). A “fé” (Hb 11.6), nossa “esperança” em Cristo. Essas virtudes revelam nosso caráter, nosso homem
interior. Outras virtudes são ornamentais. São também de valor inexprimível, como as citadas anteriormente, a diferença é
que elas não pretendem revelar nosso ser interior, mas dar um aspecto puramente cristão a nossa vida exterior. Jesus disse
que no fim dos tempos muitas pessoas seriam portadoras de notáveis dons espirituais, mas ficariam de fora do Reino de
Deus (cf. Mt 7.22,23). Os “dons” são adornos pra vida cristã, não sua essência. Em outras palavras os dons são os adornos
externos, enquanto o “Fruto do Espírito”, (Gl 5.22) a essência da vida cristã.
Tanto a natureza como as Escrituras Sagradas revelam essas verdades. Pode haver arvores com expressiva folhagem, mas
estéreis, isso é que não dão frutos. Algumas foram arvores frutíferas em outros tempos, mas hoje são estéreis. Outras
nunca deram frutos, sempre foram estéreis.
Jesus deixou-nos esse exemplo: Ao visitar certa arvore (figueira) não encontrou nela frutos, mas apenas folhas:
“Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome; e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não
achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. Quando os
discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?”. (Mt 21.20).
Os comentaristas da Bíblia são quase unanime em afirmar que a “figueira” que Jesus amaldiçoou simbolizava Israel. Israel a
figueira de Deus não produzia mais frutos. Assim como aquela figueira, muitos cristãos hoje não produzem mais frutos,
vivem apenas de aparência. O fim dessas pessoas é trágico, Jesus falou disso em outra passagem:
“E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o
achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que
ocupa ela ainda a terra inutilmente?” (Lc 13.6,7).
João Batista também falou sobre o destino da arvores infrutíferas:

“E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mt
3.8).

A FRUTIFICAÇÃO DA ARVORE

A expectativa de todo agricultor ao cultivar uma plantação são os frutos. Uma arvore não será louvada por produzir espessa
folhagem ou ramos. Isso pode ser admirável, desde que conceba a ideia dentro de sua respectiva fase. Uma arvore frutífera
só será louvada quando produzir frutos.
O mesmo podemos dizer dos crentes. Ter uma vida cristã repleta de adornos é louvável, mas insuficiente para substituir a
pratica da verdadeira piedade. A vida cristã não deve ser apenas aparente, mas vital em todos os seus aspectos. Fomos
chamados para darmos frutos, Jesus disse:

“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto
permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15.16).

O que representam os frutos


A Bíblia fala em diversas passagens sobre a necessidade dos crentes produzirem frutos. Os frutos são uma prova viva de
que estamos em Cristo, e Ele em nós (Jo 15.1-4). Mas afinal, o que são esses frutos? Muitos, em todos os tempos e lugares
tentaram identificar esses frutos com as várias práticas da vida cristã. Alguns afirmam que os frutos representam “ganhar
almas para o Reino de Deus”. Outros afirmam que os frutos significam “ser fiel na entrega de dízimos e ofertas” na casa de
Deus. Julgando pelo contexto geral das Escrituras podemos admitir todas essas alternativas. Mas podemos ao mesmo
tempo dizer que elas não define perfeitamente o conceito bíblico dos “frutos”. Os frutos, a primeira instância, simbolizam o
caráter cristão, que são os “frutos de nossa justiça”, e em segundo representam a totalidade de nossa nova natureza criada
em Cristo, com suas principais características. Paulo, a meu ver, descreveu o mais perfeito conceito de frutos quando
escreveu aos gálatas:

“Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. A mansidão, o
domínio próprio; contra estas coisas não há lei”. (Gl 5.22,23).
O fruto do Espírito é uma obra operada pelo Espírito Santo no interior do crente. Mas não se trata de algo instantâneo, que
acontece como um passe de mágica. É uma obra realizada em parceria entre o crente e o Espírito Santo. Deve ser
cultivada. O fruto do Espírito compõe nosso “homem interior”. Se evidenciamos o fruto do espírito em nossas vidas é sinal
de que realmente “nascemos de novo” (Jo 3.5). É sinal de que refletimos a nova criação de Deus.
O fruto do Espírito é a natureza de Cristo formada em nós. Quando praticamos evidenciamos esse fruto, refletimos a glória
de Cristo:

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em
glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Co 3.18).
Exalamos o seu bom perfume:

“Porque para Deus somos um aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem” (2 Co 2.15).
O fruto do Espírito é tratado aqui no singular, pois deve ser entendido como a “obra do Espírito”. A obra do Espírito é posta
em contraste as várias obras da carne (Gl 5.19,20). O fruto do Espírito possui nove gomos ou partes “amor, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, domínio próprio e mansidão”. São inter-relacionadas e interdependentes.
Juntos formam a perfeição de Cristo, a completude de Deus no homem:

“...até que todos cheguemos...ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo;” (Ef 4.13).
Resumindo, não podemos ser arvore frutífera sem possuirmos tais qualidades. É tempo de cultivarmos o precioso fruto do
Espírito.

O destino das arvores infrutíferas

Falamos disso resumidamente anteriormente. Agora vamos tratar mais acuradamente do assunto.
A Bíblia fala de um Deus de amor, ao mesmo tempo em que fala Dele como Deus de juízo. Isso não significa que
Deus possua duas facetas, mas que possui características que aparentemente são contraditórias. Paulo escrevendo aos
Romanos diz:

“Considerai, pois a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; para contigo, a bondade de
Deus, se permaneceres nessa bondade; do contrário também tu serás cortado” (Rm 11.22).
Sobre o amor de Deus o apóstolo João declara: “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e
quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4.16).
Sobre o Juízo de Deus declara o escritor de Hebreus “pois o nosso Deus é um fogo consumidor” Hb 12.29.
Deus não somente ama, Ele é o amor por excelência, a personificação do amor, mas como Deus é também justo
deve julgar e condenar tudo que contrário a sua natureza santa e perfeita.
Jesus advertiu seus seguidores da possibilidade de serem cortados da videira caso não produzissem frutos (Jo 15.6). Paulo
escrevendo aos Romanos afirma que Israel, os ramos naturais da videira foram cortados, porque não produziram frutos. Os
gentios foram enxertados contra a natureza na oliveira que é Cristo, mas se não derem frutos, serão igualmente cortados
(Rm 11.17-21).
Essas referências falam de uma rejeição de Deus, ocasionada não por questões de escolha de Deus, mas de escolha
pessoal de cada um. Deus na verdade não rejeita ninguém (Jo 6.37) as pessoas que é se auto excluem da comunhão com
Deus.

TEMA: EU SOU UMA ÁRVORE

“O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano.


Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus.
Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos.”Salmo 92.12-14

Existem cerca de mil espécies de palmeiras, mas a das Escrituras é a tamareira (phoenix dactylifera), cujo fruto é a tâmara.
Atinge de 15 a 30 metros de altura. Produz fruto durante 100 a 200 anos e tem porte real. Milhões de pessoas comem
diariamente o fruto da tamareira. Faz-se o vinho do fruto e da seiva da palmeira. Alimentam-se os camelos das sementes
moídas das tâmaras. Usa-se o tronco na construção de casas. Das folhas fabrica-se escovas, corda, esteiras, sacos e
cestos. Supre a maior parte das necessidades diárias do mundo árabe e egípcio. Prospera em oásis, como se diz: “a raiz na
água e a copa no fogo.”

Este salmo contrasta a condição do justo com o perverso. O homem mau “nasce como grama”, mas o justo florescerá
como a palmeira, o qual não tem um crescimento tão rápido, mas permanece pelos séculos, contrastando assim com a
transitoriedade da grama. . Quando vemos uma palmeira nobre estendida (ereta), enviando toda a sua força ascendente em
sua coluna ousada, e crescendo em meio a sequidão do deserto, nós temos uma ligeira figura de um homem piedoso, o
qual em sua verticalidade aponta somente para a glória de DEUS. E independente de circunstâncias externas, pela graça
de DEUS ele sobrevive e supera todas as coisas perecíveis.

I. A simbologia do cristão como uma árvore.


1.A raiz: No sentido espiritual, fala da profundidade da vida cristã arraigada e sobre - edificada em Cristo ( Cl
2:6,7,Hb 12:15).
2. Caule: Isto representa a estrutura espiritual de uma vida cristã equilibrada sobre o fundamento, que é Cristo (I
Coríntios 3:11).
3. Folhas: As folhas são a expressão da árvore, assim como as palavras a expressão de um caráter (MT 5:37,
12:37).
4. Flores: Fala dos resultados de uma vida transformada pelo poder do sangue de Jesus (Jô 15:5-8)
Brilho (MT 5:16) Beleza espiritual (Sl 92:12-14) Cheiro de Cristo (2 Co 2:15)
II. A Biblia compara o cristão a uma árvore.
1. Frutos: São os resultados espirituais oriundos de uma vida cristã fundamentada na palavra de Deus (Lc 6:43-45)
Fp 3:12-14 “ Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito, mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui
alcançado por CRISTO JESUS . Irmãos não julgo que o haja alcançado. Mas uma coisa faço, e é, que, esquecendo-
me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio
da soberana vocação de DEUS em CRISTO JESUS .”
2. Isaías 40.28-31
28 Não sabes, não ouviste que o eterno DEUS, o SENHOR, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga?
Não há esquadrinhação do seu entendimento. 29 Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
30 Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão. 31 Mas os que esperam no SENHOR renovarão as
suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.

OS QUE ESPERAM NO SENHOR RENOVARÃO AS SUAS FORÇAS. Esperar no Senhor é confiar nossa vida plenamente
às suas mãos. Significa depender dEle como nossa fonte de ajuda e de graça, em tempo de necessidade (cf. Sl 25.3-5;
27.14; Lc 2.25,38). Os que esperam no Senhor têm dEle as seguintes promessas:
(1) a força divina para vivificá-los no meio do cansaço e da fraqueza, do sofrimento e das provações;
(2) a capacidade de elevar-se acima das suas dificuldades, assim como a águia que paira nas alturas do céu e
(3) a capacidade de correr espiritualmente sem se cansar e de caminhar firmemente para a frente sem desfalecer, quando
parece que DEUS demora em agir. DEUS promete que se o seu povo confiar nEle com paciência, Ele proverá todo o
necessário ao seu sustento continuamente (1 Pe 1.5).
Idoso, Pense na família como uma bênção de DEUS
“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (127:3). “Tua esposa, no interior de tua casa, será como
a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa” (128:3).
Uma das atitudes que prevaleceram entre os antigos era que os filhos eram uma dádiva de DEUS. Eles suplicavam a DEUS
por filhos e consideravam ter uma grande família como um benefício. Muitas pessoas vêem os filhos como uma maldição e
uma praga a ser erradicada. Por que temos tantos filhos indesejados hoje em dia? Muito simples, as pessoas não temem o
Senhor e não andam em seus caminhos.

III. AS RAÍZES - SUA “INVISIBILIDADE” E IMPORTÂNCIA

Quando a semente germina, ocorre um crescimento para cima (tronco, galhos, folhas, flores e frutos) e outro para baixo
(raiz). Nossa vida não pode ser apenas algo exterior, mas interior. A raiz garante firmeza, nutrição e sobrevivência para a
planta (Is.40.24).

Muitas vezes, enfatizamos o que a árvore produz, o fruto, mas nos esquecemos das raízes. Nos mais variados aspectos da
nossa vida, valorizamos mais o que é aparente e menosprezamos o que está oculto. O fruto é muito importante, mas a sua
falta pode indicar um problema na raiz. Estamos muito preocupados com as aparências, com aquilo que pode ser visto e
admirado pelos homens.

Entretanto, nossas raízes são valores e práticas vistas apenas por Deus. Estão abaixo da superfície e precisam ser
cultivadas com atenção e cuidado. Se não for assim, corremos o risco de cair, pois o peso exterior não terá sustentação
interior.

Jesus disse que os fariseus valorizavam muito as orações, jejuns e esmolas realizadas em público. Os discípulos, porém,
foram ensinados a fazerem tudo isso de maneira discreta e, às vezes, secreta, de modo que só Deus pudesse vê-los
(Mt.6.1-6,16-18). Uma vida de dedicação íntima a Deus é uma forma de cultivar raízes espirituais. As orações em público
são válidas e importantes, mas podem também ser falsas. Quem ora sozinho, dentro de seu quarto, provavelmente o fará
com sinceridade de coração.

Muitos querem apenas bênçãos visíveis, materiais, mas não buscam virtudes espirituais que lhes trariam firmeza.

O exterior é importante, mas o interior é imprescindível. Tronco, galhos, folhas, flores e frutos, se forem cortados, podem
renascer a partir da raiz. Se esta, porém, for arrancada e morrer, será o fim para a árvore. Será que o nosso cristianismo se
resume ao que fazemos no templo? Se for assim, nossas raízes estão comprometidas ou, talvez, nem existam. Nossa vida
cristã é superficial ou profunda?

O exterior depende do interior (Mt.13.5-6,20,21; Os.9.16). A falta de raiz leva à morte, conforme observamos nas palavras
de Jesus:

“E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas
crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam” Lc.8.13.

Aquela semente caiu entre as pedras, onde havia pouca terra. Brotou rapidamente, mas, por falta de raízes, morreu sob o
calor do sol. Jesus disse que tais pessoas “crêem por algum tempo”. São “crentes provisórios”. Não têm raízes. Este é o
caso daqueles que freqüentam a igreja durante algum tempo e depois desaparecem. O texto de Lucas nos mostra que há
dois momentos na caminhada com Cristo: alegria e tribulação. Precisamos ter consciência disso. Devemos conhecer tal
possibilidade, pois o conhecimento também é um tipo de raiz que nos manterá de pé. Aqueles que esperam apenas
momentos de alegria se decepcionam com o evangelho e o abandonam.

O dia da tentação e tribulação traz o teste para a raiz do servo de Deus. É nessa hora que manifestamos o que somos
intimamente. O vento e a tempestade nos atingirão inevitavelmente. Então veremos o que existe em nós abaixo da
superfície.

A primavera é a estação mais favorável para as plantas. Contudo, não há como impedir que venha o inverno. No hemisfério
norte, onde a estação fria é muito rigorosa, as árvores perdem toda a sua beleza por causa da geada e da neve. Ficam com
aspecto de destruição completa. Não têm folhas, não tem flores nem frutos. Não lhes resta nem mesmo um aspecto
agradável ou saudável. Parecem mortas. Contudo, sob o solo gelado, suas raízes permanecem vivas, garantindo que, na
próxima estação, a árvore esteja viva, forte, bela e produtiva.

“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos. Ainda
que envelheça a sua raiz na terra, e morra o seu tronco no pó, contudo ao cheiro das águas brotará, e lançará ramos como
uma planta nova” Jó 14.7-9.

Quando Jó falou sobre a árvore, estava falando sobre sua própria vida (Jó 29.19). Ele havia perdido quase tudo o que
possuía. As bênçãos materiais se foram. Ele se tornou como a árvore devastada e destruída, porém sobrevivente por causa
de suas raízes. A tribulação veio sobre Jó para testá-lo. Contudo, suas raízes estavam firmes em Deus. Por isso, ele pôde
brotar novamente, como se lê no capítulo 42.

Deus pode permitir que percamos o que é aparente. Ficará apenas o que é interior. É nessa hora que conhecemos o
verdadeiro cristão, ao vê-lo permanecendo firme pela fé. O falso se escandaliza, blasfema contra o Senhor e se desvia do
evangelho.

IV. ONDE ESTAMOS PLANTADOS?

A vida, o crescimento e a utilidade de uma árvore dependerão diretamente do solo onde está plantada. Se estiver em local
inadequado, como um pântano ou entre as pedras, poderá definhar e morrer. O Salmo 92 diz que o justo deve estar
plantado “na casa do Senhor”, “nos átrios do nosso Deus”.

A natureza da árvore, por si só, não garante sua sobrevivência e produtividade. O ambiente também é importante, na
medida em que oferece um conjunto de fatores favoráveis ao pleno desenvolvimento da planta. Da mesma forma, o cristão
precisa estar plantado no lugar certo. Ele não pode pensar que irá crescer e frutificar em uma seita herege, ou em local
onde se veja vinculado à prática pecaminosa.

Se, porém, sabemos que estamos plantados num bom terreno, precisamos permanecer nele. Pode ser necessário mudar
uma planta de lugar, mas isso não pode se tornar rotina, pois impedirá o crescimento da mesma. O transplante contínuo
impede o lançamento de raízes. É o caso de quem vive mudando de igreja ou de denominação. Mudanças podem ser
necessárias e importantes, mas não devem se tornar costume ou modo de vida (Hb.10.25).

DEMONSTRAMOS FIRMEZA OU INSTABILIDADE?


O cristão não pode ser nômade, mutante ou uma “metamorfose ambulante”. As árvores, normalmente, permanecem onde
estão. Nossos deslocamentos, se necessários, devem ser feitos com cuidado e oração. O ímpio pode ser “como a palha que
o vento dispersa” (Salmo 1), mas o justo é estável.

Muitas pessoas apresentam uma preocupante instabilidade em suas vidas. Não se firmam no emprego, na igreja, na
profissão, na escola, no casamento, etc. Esse modo de vida parece favorável aos propósitos do inimigo. Imagino que ele
fica muito satisfeito quando alguém chega a uma etapa avançada da vida e não tem emprego, nem profissão definida, nem
estudos, nem recursos materiais, nem família, nem igreja. É o caso de quem nunca criou raízes. Uma pessoa assim pode
até defender o valor de sua liberdade e independência. Contudo, será solitária, frustrada e fracassada.

Muitas mudanças podem ocorrer em nossas vidas, mas uma hora, e que não seja muito tarde, precisaremos parar, crescer
e frutificar.

A instabilidade pode ocorrer por falta de paciência. Alguns querem que o fruto apareça instantaneamente. Não é assim.
Conseguem um emprego e já querem promoção imediata. Se isso não acontece, já se mostram desanimados e querem ir
embora. O mesmo acontece com aqueles que se convertem e querem que Deus faça tudo em suas vidas em pouco tempo.
Não é assim. Se estamos plantados num bom lugar, precisamos ficar firmes, esperando a estação dos frutos.

“Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o
com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos
corações, porque a vinda do Senhor está próxima. Não vos queixeis, irmãos, uns dos outros, para que não sejais julgados.
Eis que o juiz está à porta. Irmãos, tomai como exemplo de sofrimento e paciência os profetas que falaram em nome do
Senhor. Eis que chamamos bem-aventurados os que suportaram aflições. Ouvistes da paciência de Jó, e vistes o fim que o
Senhor lhe deu, porque o Senhor é cheio de misericórdia e compaixão” Tg.5.7-11.

V. QUAIS SÃO NOSSAS RAÍZES?

Assim como as árvores, o cristão precisa ter raízes fortes e profundas. Raízes são vínculos, tudo aquilo que nos prende a
alguém, a um lugar. Precisamos ter vínculos. Devem existir pessoas que contam conosco e com as quais possamos contar
também. Ninguém deve estar solto por aí.

Muitos parecem ter aversão a vínculos. Não querem se envolver. Talvez, por causa de experiências negativas no passado,
tornam-se fugitivos, evitando compromissos, relacionamentos sérios e responsabilidades.

Isto pode ser visto nas relações pessoais e também na igreja. Algumas pessoas evitam o batismo e a membresia. São
eternos visitantes. Não se envolvem, não participam ativamente em sua comunidade.

Precisamos ter raízes na igreja (Ef.3.17-18; Heb.10.25). A fé e o amor são vínculos que nos unem a Cristo e aos irmãos,
mas isso não acontece automaticamente. Precisamos aprofundá-los mediante a ação da nossa vontade, com determinação
e compromisso, que se manifestam em forma de participação e trabalho, com perseverança obstinada.

Tendo encontrado uma congregação de irmãos, cada cristão, sob a direção do Senhor, deve ficar ali e criar vínculos. Assim,
estará plantado e poderá crescer e frutificar. Pode ser necessário mudar de congregação, mas isso não deve ser freqüente.
A igreja local é nossa família. Trocar de família não é algo que se possa considerar normal, embora possa ser necessário
por algum motivo raro e especial.

Precisamos ter raízes em Cristo (Cl.2.6-7; Is.53.2; Ap.5.5). Estaremos agarrados nele como uma árvore está agarrada ao
chão. Não vamos cair por causa de um escândalo. Não vamos abandonar o Senhor.

Precisamos ter raízes na palavra de Deus (Cl.1.23). Devemos conhecê-la e ser apegados a ela.

Precisamos ter raízes nos compromissos e propósitos estabelecidos. Não seremos levianos. Leviano significa “leve”, ou
seja, sem peso, podendo ser levado por qualquer vento. É o tipo de pessoa que não se firma em coisa alguma. Não cumpre
os compromisso, não realiza o que foi prometido, nem termina o que foi iniciado.

Como se faz para que uma árvore lance raízes? Não temos como obrigá-la a fazer isso, mas ela o faz por força de sua
própria natureza. Podemos, porém, contribuir discretamente. Basta que a deixemos permanecer em um lugar adequado e a
cultivemos, dando-lhe água, adubo e livrando-a das pragas. São cuidados iniciais importantes. Tal é o trabalho do líder que
cuida dos filhos de Deus na igreja. Além disso, cada cristão é responsável por si mesmo, no sentido de se deixar cuidar e
também cuidar-se, buscando o conhecimento bíblico e experiências profundas com Deus.

VI. O CRENTE COMO ÁRVORE FRUTÍFERA É UM BEM-

AVENTURADO. (Sl 1.1). “BEM-AVENTURADO o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém
no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).

Esse é o segundo mês de nosso ano temático, momento propício para fortificar nossa frutificação. O mês de janeiro com
o tema: “Fortificando em toda boa obra” (Cl 1.10) deverá ser como uma mola propulsora para todos os demais anos, bem
como o tema de toda nossa vida. Recebemos maravilhosos incentivos do senhor. Na caminhada do mês fevereiro, temos
o Salmo Primeiro para meditar e extrair algumas pepitas de ouro desta infinita mina.

Ao contrário dos ímpios, a satisfação dos justos, está na Lei do SENHOR, e nessa Lei medita dia e noite (Sl 1.2).
Não apenas lê, mas medita, demora-se na presença do Senhor, faz a segunda leitura, reflete, pensa, capta, mentaliza,
memoriza, compara texto com texto, suga o leite contido nas Escrituras, alimenta-se.
Não apenas esporadicamente, uma vez e outra, mas sempre, dia e noite, diariamente, o tempo todo, sem longos intervalos,
sem interrupção. Por essa razão o justo é como árvore e não como erva do campo. É árvore plantada a beira das águas
correntes, perto da cachoeira, perto da fonte, perto de Deus.
Porque está plantado assim o justo dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que faz prospera em
qualquer área, em qualquer lugar em qualquer tempo. Ele é teimosamente abençoado por Deus, a olhos vistos.
Esse não é o caso dos ímpios. Ao contrário do justo, ele é simplesmente palha e palha o vento leva longe e para sempre...
O justo é contemplado com a “Bênção do Senhor, que o enriquece e Ele não acrescenta dores” (Pv 10.22).

VII. O Crente como árvore frutífera.

A palavra que fortalece essa temática é FRUTOS. Logicamente, frutos prazerosos e lucrativos. Essa árvore não é qualquer
uma! Existem muitas “árvores” (crentes), mas há uma grande diferença entre árvores, basta observar suas qualidades, bem
como sua capacidade de frutificar...
Tudo o que se espera de uma árvore é que ela frutifique. Jesus deixou-nos o belo exemplo da figueira estéril; isto é, aquela
árvore que prometia muito, mas nada produzia e a amaldiçoou, sugerindo assim, que a árvore deveria frutificar (Mt 21.18-
22).
Aprofundando um pouco mais o pensamento da frutificação, só podemos nos alimentar por causa das plantas que frutificam,
isto é, árvores que não decepcionam. Disto depende nossa alimentação, pois através da frutificação temos a continuidade
da vida, sem ela nada permanece. A frutificação, portanto, gera a felicidade!
a. O crente como árvore frutífera gera felicidade: “Bem aventurado”.Uma palavra que expressa à felicidade, a essência
da vida. Um abençoado e feliz (Mt 5.3).
b. O crente como árvore frutífera é uma pessoa bendita. “Bendito o varão que confia no Senhor e cuja esperança é o
SENHOR” (Jr 17.7).
c. O crente como árvore frutífera tem raízes profundas. “Por ele será como a árvore plantada junto às águas, que
estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não
se afadiga, nem deixa de dar fruto” (Jr 17.8).
d. O crente como árvore frutífera é possuidor da Bênção de Dt 28.1-14 (ler).
e. O crente como árvore frutífera possui discernimento:
Conta-se que um jovem estava para se formar, ele vinha admirando um lindo carro esportivo. Sabendo que seu pai podia
muito bem arcar com aquela despesa, ele disse ao pai que o carro era tudo o que ele desejava. Como o dia da formatura
estava próximo, o jovem esperava sinais de que seu pai tivesse comprado o carro.
Finalmente, na manhã da formatura o pai o chamou e lhe disse o quanto estava feliz e disse o quanto o amava. Então
entregou ao filho uma caixa de presente lindamente embalada. Curioso e, de certa forma desapontado, o jovem abriu a
caixa e encontrou numa Bíblia de capa de couro, com o nome dele gravado em ouro. Irado, ele levantou a sua voz para o
pai e disse: “com todo o dinheiro que você tem você me dá uma Bíblia? E violentamente saiu de casa...
Muitos anos se passaram, e o jovem tornou-se um homem de sucesso nos negócios. Ele tinha uma linda família e uma ela
casa.
Mas, certo dia, percebeu que seu pai já estava idoso e resolveu visitá-lo. Ele não via o pai desde o dia da formatura. Antes
de terminar os preparativos para a viagem, recebeu um telegrama informando que seu pai havia falecido e deixado todas as
suas posses em testamento para o filho. Ele precisava imediatamente ir à casa do pai e cuidar de tudo.

VIII. CRESCENDO COMO CEDROS DO LIBANO

O CEDRO DO LÍBANO é uma árvore majestosa que encontramos especialmente nas regiões montanhosas do
Líbano, Síria e Turquia.
Essa árvore vive centenas de anos, e é considerada um símbolo de força e eternidade.
Os fenícios usavam o cedro do Líbano para construir embarcações militares e comerciais, bem como para a
construção de templos e habitação. Países distantes procuravam a sua madeira para as suas construções civis ou
religiosas - sendo o caso mais famoso o da construção do Templo de Salomão em Jerusalém, bem como os
Palácios de David e Salomão.

Algumas características do cedro no Líbano

1. Crescimento Lento Mas Consistente.


Sabemos acerca do Cedro do Líbano que ele cresce devagar, mas chega a atingir a altura de até 40 metros. Nos
primeiros três anos de vida, as raízes crescem até um metro e meio de profundidade, enquanto a planta tem somente cerca
de cinco centímetros. Somente a partir do quarto ano é que a árvore começa a crescer.
Cristão comparado ao cedro - O objetivo dos filhos de Deus, não deve estar no crescimento em si, mas no lançar
das suas raízes.
Parábola do semeador
Mateus 13:5 e 6 “Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a
terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.”

Somente florescerão e crescerão em Deus, aqueles que firmarem suas raízes, pois como nos mostra a parábola do
semeador, a planta que não tinha raiz foi queimada pelo sol (o sol representa todas as adversidades do dia a dia)

Efésios 6:13 “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes
vencido tudo, permanecer inabaláveis”.

A frente de um circo estava um vendedor de balões, o menino que saia do circo pediu à mãe que comprasse um dos balões,
indeciso o menino pedia um balão verde, depois já não queria o verde e sim o amarelo e assim permaneceu nesta
indecisão, trocando várias vezes de cor, quando o vendedor lhe perguntou o motivo de toda aquela dúvida, o menino foi
logo dizendo que queria a cor que faria o balão voar mais alto.
Então o vendedor com muita paciência lhe explicou que o que faria o balão alçar vôo alto não era o que estava por fora e
sim o que estava por dentro.

O que fará você alçar vôos altos (crescer) não é o que está por fora e sim o que está no teu interior.

Precisamos firmar nossas raízes!


E como fazemos isso?
Com oração
Leitura da palavra (Bíblia)
Santificação sem a qual ninguém verá a Deus
“Quanto mais perto de Deus mais firmes ficarão nossas raízes, e no tempo certo o crescimento será visível”.
2ª Raízes que Buscam as Águas Profundas
O cedro do Líbano suporta muito calor e muito vento, suas raízes não dependem nada da chuva porque suas raízes vão
buscar águas nos lençóis freáticos (que é o lugar nas profundezas que tem água potável).
Temos que viver do que cremos e não do que vemos

Ezequiel 47:3, 9

Apesar da ausência de chuvas ou de fatores externos extremamente desfavoráveis, há de se encontrar as águas mais
profundas.
Aquelas que se acham quando são buscadas. Não estão na superfície da indiferença nem da preguiça. Não estão no limiar
do conformismo ou da apatia espiritual.
Elas estão no lugar da fome e da sede de Deus.

Elas se encontram no lugar do desejo de ser alguém para Deus e para o mundo.

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13)

1. Raízes Que Abraçam a Rocha

Há informações de que toda raiz quando cresce muito e atinge a rocha pára de crescer.
No caso do cedro do Líbano a raiz continua a crescer em volta da rocha, abraçando-a.
Pessoas que vivem fora da palavra de Deus, quando se deparam com a Rocha que é Cristo, com seus imutáveis princípios
param de crescer, pois suas fórmulas e métodos são condenados por ele.

Lucas 6:47, 48
Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.
É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo
à enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída.

Quanto mais abraçado à rocha mais firme ficarás

IX. As árvores mortas

pessoas sem raízes. Eram falsos cristãos, ou mesmo falsos mestres, que queriam benefícios sem compromisso
(Jd.4,12,13; 2Pd.2.1,13-17). Eram como estrelas errantes, sem rumo, sem referência, sem vínculos. Precisamos tomar
cuidado com quem aparece de repente, apresentando-se como cristão, sem ligação com nenhuma congregação específica.
Esse tipo de pessoa, normalmente, cria problemas por onde anda, pois está apenas em busca da satisfação de seus
próprios interesses. Não está ligado à igreja nem ao Senhor Jesus. Árvore sem raiz não produz coisa alguma. Torna-se
infrutífera e inútil. Este é o desejo do inimigo, mas o propósito do Senhor é que estejamos arraigados nele, firmes,
inabaláveis, e sempre frutíferos para a sua glória.

X. Os frutos do verdadeiro cristão.

Vamos conhecer agora quais são as características inevitáveis de uma pessoa que foi verdadeiramente convertida.
Se você possuir estas virtudes, peça a Deus força e humildade para continuar se santificando mais e mais, se não, abra seu
coração, ore e procure se disciplinar e relacionar com Deus.

Gálatas 5:22 e 23 – ( Efésios 4:29-31)

Características do verdadeiro cristão:

1- Amor: a Deus e às pessoas. Amor que se traduz em ações: guardando os mandamentos de Deus e fazendo o bem
incondicionalmente, sem esperar nada em troca.

2- Alegria: o verdadeiro cristão é alegre! Contente! Não fica reclamando de tudo: da política, da escola, do emprego, da
igreja, dos irmãos, da família, etc.
Jesus não era “reclamão”! Pagava os impostos sem reclamar! Apesar de não ter casa própria, um jumento para andar, um
diploma escolar, Ele era feliz e cumpriu Seu dever.
Você deve ter mais coisas que Jesus! Pare de reclamar e viva a vida como um cristão alegre e feliz!

3- Paz: O verdadeiro cristão não anda estressado! Desesperado! Atribulado! Ele consegue dormir bem a maioria das noites,
e só lhe tira o sono as provações que enfrenta por ser fiel a Deus, como Jesus no Getsêmani.
Você fica sem dormir orando e triste pelo pecado, ou por causa de problemas advindos do pecado? Da busca desesperada
por dinheiro?

4- Paciência (Longanimidade): O verdadeiro cristão não perde a paciência! Ele consegue relevar muita coisa do seu irmão!
Ele deixa pra lá! “Engole sapos”! Sem reclamar, imitando Jesus!
É difícil tirar a paciência de um cristão verdadeiro, muito difícil!
É só lembrarmos da história de Estevão, José, Davi perseguido por Saul, etc.

5- Delicadeza (benignidade): O verdadeiro cristão é cuidadoso com as palavras e ações para não machucar seu irmão. Às
vezes ele é indireto, cuidadoso, como Jesus foi com Judas, para não magoá-lo.
Dizer tudo que pensa, diz a Bíblia, é tolice: “o que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si
mesmo se arruína” (Prov. 13:3).

6- bondade: Ser bondoso é repartir o que tem! Sua casa, seu carro, sua vida! É fazer, não esperar ser feito! É dar, e não
receber!

7- fidelidade: o verdadeiro cristão é fiel! Mesmo sem concordar, entender, conhecer a fundo, é fiel!
Fiel nos mandamentos, na administração das nossas rendas financeiras (dízimos e ofertas), cuidado com nosso corpo
(alimentação), etc.
Devemos ser fiéis à nossa causa, nossa igreja que é a menina dos olhos de Deus.

8- humildade (mansidão): A calma e mansidão são características do cristão verdadeiro. Não “xinga”! Não revida ofensas!
Não é conformado com a natureza humana que é incontrolável!
“Os mansos herdarão a Terra”!

9- domínio próprio: O verdadeiro cristão não perde a cabeça! Não fica irritado! Não ofende com palavras!
Ele tem domínio de si, de suas emoções!
Não joga tudo para o alto!

É obrigação do homem, não de Deus, a disciplina para escolher fazer o que é certo ou não! Note os textos seguintes:

Romanos 8:12 : “Portanto, meus irmãos, nós temos uma obrigação, que é a de não vivermos de acordo com a nossa
natureza humana”
Gênesis 4:7: “o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.

Na verdade só tem uma forma de sermos verdadeiros cristãos e produzirmos esses frutos: João 15:5
Jesus é a fonte de toda a energia e vontade de fazer o que é certo. Ligue-se a Ele através da oração, meditação, leitura da
Bíblia, freqüência à igreja e testemunho: é impossível não produzir os frutos do Espírito Santo!

A vida cristã ligada na videira verdadeira é uma vida completa de:


- Firmezas Espirituais.
- Equilíbrios Espirituais.
- Comunicações Santas.
- Testemunhos exemplares.