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Federação das Indústrias do Estado de

Goiás – FIEG
Impactos Socioeconômicos
Produto 2 A - Relatório Final (Impactos
da Suspensão de Incentivos
Socioeconômicos l dos Incentivos
Fiscais Fiscais Estaduais)

Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2011


Ficha Técnica

Projeto: Impactos Socioeconômicos dos Incentivos Fiscais Estaduais


Cliente: Federação das Indústrias do Estado de Goiás – FIEG
Prazo: 70 (setenta) dias
Empresa Consultora: Fundação Getulio Vargas
Diretor do Projeto: Ricardo Simonsen
Supervisor: Francisco Eduardo Torres de Sá
Coordenador: Fernando Naves Blumenschein

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Sumário

1. Introdução.......................................................................................................................... 7
2. Implementação e Aplicação do Arcabouço Metodológico ............................................. 9
2.1. Introdução à Análise de Insumo-Produto Estendida .................................................... 10
2.1.1. Extensão da Análise de Insumo-Produto: Incorporação do Efeito-Renda .................. 12
2.2. Implementação e Aplicação do Modelo de Insumo-Produto Estendido ...................... 14
2.2.1. Implementação da Matriz de Insumo-Produto Estendida (MIP-X)................................ 15
2.2.2. Levantamento e Consolidação de Dados dos Projetos ................................................ 16
2.2.3. Compatibilização dos Dados dos Projetos ................................................................... 17
2.2.4. Estimação dos Impactos Nacionais ............................................................................... 17
2.2.5. Estimação dos Impactos Regionais ............................................................................... 19
2.3. Conceituação dos Impactos de Implantação e Operações .......................................... 21
3. Resultados Quantitativos ............................................................................................... 22
3.1. Impactos Sobre a Economia Nacional ........................................................................... 22
3.2. Impactos Sobre as Economias Regionais ..................................................................... 23
4. Observações Conclusivas .............................................................................................. 26
Bibliografia .................................................................................................................................. 28
Apêndice A – Metodologia de Estimação da MIP-X .................................................................. 29
Apêndice B – Resultados Complementares ............................................................................. 37

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Índice de Quadros

Quadro 1.1 - Ficha Técnica dos Projetos Analisados ................................................................ 8


Quadro 1.2 - Estrutura da Matriz de Insumo-Produto Estendida ............................................... 9
Quadro 3.1.1 - Impactos Consolidados da Implantação dos Projetos .................................... 22
Quadro 3.1.2 - Impactos Consolidados da Operação dos Projetos ........................................ 23
Quadro 3.2.1 - Impactos Regionais da Implantação e Operação dos Projetos ...................... 24
Quadro 3.2.2 - Impactos da Operação dos Projetos Sobre o PIB Estadual ............................ 25
Quadro 3.2.3 - Impactos da Operação dos Projetos Sobre a Arrecadação Tributária
Estadual26
Quadro 1 - Projeto A (MG) .......................................................................................................... 37
Quadro 2 - Projeto B (DF) ........................................................................................................... 39
Quadro 3 - Projeto C (GO) .......................................................................................................... 41
Quadro 4 - Projeto D (BA) ........................................................................................................... 43
Quadro 5 - Projeto E (GO) .......................................................................................................... 45
Quadro 6 - Projeto F (GO) ........................................................................................................... 47
Quadro 7 - Projeto G (SC) ........................................................................................................... 49
Quadro 8 - Projeto H (ES) ........................................................................................................... 51
Quadro 9 - Projeto I (SC) ............................................................................................................ 53
Quadro 10 - Projeto J (PE) .......................................................................................................... 55
Quadro 11 - Projeto K (GO) ........................................................................................................ 57
Quadro 12 - Projeto L (PR) ......................................................................................................... 59

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Sumário Executivo

O objetivo do presente estudo foi estimar os impactos socioeconômicos nacionais e regionais


advindos da implantação e operação de projetos industriais viabilizados por incentivos fiscais
estaduais. Estes impactos são mensurados em termos dos efeitos dos projetos sobre variáveis,
tais como: valor adicionado (PIB), emprego, renda e arrecadação tributária. Para este fim, foi
analisada uma amostra de 12 projetos industriais em operação ou em implantação, distribuídos
entre 8 Unidades Federativas.

A metodologia utilizada neste estudo envolveu a implementação e aplicação de um modelo de


Matriz Insumo-Produto Estendida (MIP-X), baseado na Matriz Insumo-Produto do IBGE. Este
modelo representa os fluxos de produção, consumo intermediário e demanda final através da
economia brasileira, desagregada em 56 setores produtivos. Através da MIP-X, é possível estimar
não somente os impactos diretos gerados por estes projetos, como também os impactos
indiretos e induzidos.

Esta metodologia é baseada na interligação entre os ciclos de consumo representados pelas


cadeias de consumo intermediário e de consumo das famílias. Ambas cadeias são ativadas pela
implantação ou operação de um projeto. Por exemplo, a construção civil necessária a uma planta
industrial implica na aquisição de diversos insumos, tais como cimento e vergalhões de aço, bem
como a geração de renda do trabalho através da alocação de um número substancial de operários
e outros colaboradores. Esta renda viabiliza o consumo, por parte destes funcionários e suas
famílias, de bens e serviços, como: alimentos e bebidas, transporte, entre outros. Os setores
produtores de cada um destes bens e serviços (cimento, vergalhões, alimentos, transportes, entre
outros), por sua vez, adquirem seus próprios insumos e alocam sua própria mão de obra, gerando
adicional consumo das famílias, e assim consecutivamente.

Utilizando a MIP-X, foi possível estimar os impactos socioeconômicos nacionais e regionais da


implantação e operação dos projetos em questão. No âmbito nacional, o estudo mostra
substanciais efeitos multiplicadores: os impactos indiretos e induzidos pelos projetos são muito
superiores aos impactos diretos. De fato, no agregado entre os projetos, o impacto sobre o PIB
gerado pela operação dos projetos se multiplica por 4,4, e o impacto anual gerado pela
implantação dos mesmos se multiplica por 4,0. Os impactos sobre o emprego se multiplicam por
85,6 na implantação e por 14,1 na operação.
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Embora a maior parte dos impactos diretos recaia sobre o estado onde a planta industrial está
localizada, pode-se afirmar que os impactos indiretos e induzidos não são restritos
geograficamente, mas são distribuídos de maneira difusa entre os estados, na medida em que os
mesmos participam da cadeia produtiva da implantação e operação da planta. Assim, devido às
interconexões regionais da economia, a implantação e operação dos projetos em questão gera
produção substancial nos Estados que produzem as máquinas e insumos necessários para os
mesmos.

Este efeito de difusão geográfica dos impactos faz com que os multiplicadores regionais não
sejam tão expressivos quanto os nacionais. Entretanto, a menor dimensão das economias
estaduais faz com que cada projeto individual tenha maior importância. Por exemplo, a operação
dos quatro projetos localizados no Estado de Goiás gera, conjuntamente, 1,9% do PIB e 2,4% da
arrecadação tributária daquele estado.

Caso um dos projetos em questão cesse suas operações, não somente o produto final da planta
deixaria de ser produzido, como os empregados perderiam sua renda e portanto deixariam de
consumir. Ademais, os bens intermediários necessários à operação da planta deixariam de ser
adquiridos. Assim, no âmbito geral, pode-se afirmar que a interrupção das atividades das plantas
em questão geraria prejuízos substanciais para a economia e população dos estados e do País,
bem como para os cofres públicos estaduais e federais.

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1. Introdução

Estudos de impacto econômico têm por objetivo estimar os efeitos que um dado setor, atividade
ou projeto tem ou pode ter sobre a economia de um país ou região. De modo geral, pode-se dizer
que o impacto econômico total de um projeto industrial, por exemplo, consiste na soma dos efeitos
diretos gerados pela existência ou implementação do mesmo, adicionados aos efeitos decorrentes
de cadeias de efeitos secundárias (não observadas diretamente no momento da realização das
atividades econômicas em questão).

Via de regra, tais estudos buscam estimar, de forma absoluta ou comparativa, os impactos de um
setor ou atividade sobre certas variáveis que medem a riqueza, bem-estar social ou outros
aspectos socioeconômicos. Estes indicadores incluem o valor da produção (faturamento real ou
imputado dos setores), o valor adicionado (PIB), a renda (remuneração dos trabalhadores e do
capital), o emprego (ocupações permanentes ou temporárias), a arrecadação tributária e o saldo
comercial (exportações e importações de bens e serviços).

No presente estudo, a FGV estimou os impactos econômicos advindos da implantação e da


operação de um conjunto selecionado de projetos industriais, viabilizados por incentivos fiscais
concedidos pelas Unidades Federativas onde os mesmos se instalaram. Tais análises,
concernentes aos âmbitos nacional e regional, foram realizadas através da implementação e
aplicação de um modelo de Matriz Insumo-Produto Estendida (MIP-X).

Os projetos sob análise consistem em 12 plantas industriais, situadas em oito diferentes Unidades
da Federação, atuando na produção de bens de cinco categorias distintas (Quadro 1.1). As
plantas foram desidentificadas em função do sigilo solicitado pelas empresas informantes.

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Quadro 1.1
Ficha Técnica dos Projetos Analisados
Item A B C D E F G H I J K L
UF MG DF GO BA GO GO SC ES SC PE GO PR
Capex (R$ mi) 314 155 215 100 709 181 14 260 26 76 356 2.189
Investimentos
Mão-de-Obra Local 1.000 1.000 1.000 427 2.252 750 95 350 92 500 1.200 7.641
Atividade (Código IBGE) 301 301 301 301 330 330 322 327 322 319 319 330
Receita Op. Líq. (R$ mi) 505 474 389 785 3.106 238 57 161 1.286 43 320 6.821
Resultado Operacional
278 277 285 362 413 13 54 142 46 24 201 1.717
(R$ mi)
Operações (2010) Mão-de-Obra Local 626 567 780 757 2.252 53 52 178 200 81 181 3.545
Renda Bruta (R$ mi) 7 12 12 25 95 4 2 9 13 4 8 168
ICMS Recolhido (R$ mi) 36 71 103 57 118 15 12 0 44 6 11 194
Total Recolhido (R$ mi) 392 481 317 115 559 50 12 0 188 9 40 1.775

O modelo de Matriz Insumo-Produto Estendida (MIP-X), baseado na Matriz Insumo-Produto do


IBGE, modela os fluxos de produção, consumo intermediário e demanda final através da
economia brasileira, desagregada em 56 setores produtivos. Através da MIP-X, é possível estimar
não somente os impactos diretos gerados por estes projetos, como também os impactos indiretos
e induzidos.

A estrutura da MIP-X, apresentada no Quadro 1.2, é baseada na observação de que as cadeias


de consumo intermediário e consumo das famílias representam dois ciclos de feedback
econômico que se entrelaçam, e que são ativados por uma fonte de demanda, tal como a
implantação ou operação de um projeto.

Por exemplo, a construção civil necessária a uma planta industrial implica na aquisição de
diversos insumos, tais como cimento e vergalhões de aço, bem como a geração de renda do
trabalho através da alocação de um número substancial de operários e outros colaboradores. Esta
renda viabiliza o consumo, por parte destes funcionários e suas famílias, de bens e serviços tais
como alimentos e bebidas, transporte, entre outros.

Os setores produtores de cada um destes bens e serviços (cimento, vergalhões, alimentos,


transportes,entre outros), por sua vez, adquirem seus próprios insumos e alocam sua própria
mão-de-obra, gerando adicional consumo das famílias, e assim consecutivamente.

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Quadro 1.2
Estrutura da Matriz de Insumo-Produto Estendida

O presente estudo é estruturado em quatro seções, incluindo a presente Introdução. Na Seção 2,


apresenta-se o arcabouço metodológico adotado no estudo, abarcando a implementação e
aplicação da MIP-X, bem como a estrutura de coleta e consolidação de dados necessários ao
estudo e as premissas adotadas para viabilizar a utilização destes dados para realizar as
estimativas de interesse.

Na Seção 3, apresentam-se os principais resultados do estudo. A Seção 4 traz observações


conclusivas. Apresentam-se, ainda, dois Apêndices contendo informações técnicas sobre o
arcabouço metodológico e resultados complementares.

2. Implementação e Aplicação do Arcabouço Metodológico

O arcabouço metodológico que fundamenta o presente estudo é baseado em um modelo de


Matriz Insumo-Produto Estendida (MIP-X). Este modelo foi elaborado e estimado pela FGV para
o ano de 2010, a partir de dados e estudos do IBGE e do BNDES. A MIP-X foi utilizada para
computar os impactos indiretos e induzidos dos projetos selecionados.

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Na presente seção, objetiva-se oferecer um panorama da análise de insumo-produto estendida e
suas principais aplicações, bem como demarcar as etapas da aplicação deste arcabouço no
estudo em questão. Uma discussão mais aprofundada da metodologia de estimação do modelo é
apresentada no Apêndice A.

2.1 Introdução à Análise de Insumo-Produto Estendida

A análise de insumo-produto é um arcabouço metodológico quantitativo de uso amplo e


consagrado no setor mineral que se coaduna perfeitamente com os objetivos do presente estudo.
Trata-se de uma abordagem vastamente utilizada para estimar a importância de setores,
indústrias ou empreendimentos individuais sobre a totalidade de uma economia, seja regional,
nacional ou mesmo internacional (IBGE, 2008; Fundação Cide, 1996; Montoya, 2001).

Os modelos reportados nestas referências tomam como ponto de partida uma divisão da
economia em atividades econômicas ou setores, cada qual com suas respectivas contas de

produção e consumo de bens e serviços, que consistem na chamada contabilidade social da


economia de interesse. As contas de cada setor satisfazem certas identidades contábeis, tendo
especial importância as identidades

(1)

Estas identidades expressam a segregação do valor da produção dos bens e serviços de acordo
com seu destino:

 Consumo intermediário, ou seja, consumo por parte dos setores produtivos da


economia; e

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 Demanda final, ou seja, absorção dos produtos de outras formas, a saber: formação
bruta de capital fixo (investimento), exportações, variação de estoques, consumo da
administração pública e consumo das famílias.

Assim, é o valor da produção do setor , representa o valor consumido pelo setor de bens

ou serviços produzidos pelo setor , e é a demanda final por estes bens ou serviços. A hipótese

fundamental de um modelo de insumo-produto é de que o consumo intermediário por parte de


cada setor é diretamente proporcional à sua própria produção: , onde os coeficientes

são chamados de coeficientes técnicos da produção.

Essa hipótese pode ser facilmente compreendida como a postulação de uma tecnologia fixa para
cada setor, onde a utilização de insumos é requerida em proporção direta ao volume de produção,
não havendo economias de escala, bens substitutos ou complementares.
A partir desta hipótese, podem-se escrever as identidades contábeis (1) na forma matricial

(2)

ou ainda, caso a matriz seja inversível1,

(3)

é a chamada matriz de Leontief (IBGE, 2008), que mostra o quanto cada setor deverá

produzir para atender não apenas à demanda final por seus produtos, como também ao consumo
intermediário por parte de todas as demais atividades que utilizem os mesmos como insumos
(denominado efeito indireto).

1
Aqui é a matriz identidade .
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Em particular, caso ocorra um choque na demanda final, por linearidade, o nível de produção

das atividades se alterará em , que incorpora o impacto direto do aumento da

demanda, bem como o impacto gerado pelo aumento do consumo intermediário dos setores.
Vê-se que os elementos da matriz podem ser interpretados diretamente como coeficientes que

associam diretamente demanda final a produção, incluindo todos os estágios (infinitos, a princípio)
de consumo intermediário. Especificamente, o elemento informa o valor que o setor precisa

produzir, caso haja um acréscimo de R$ 1 na demanda final pelos produtos do setor .

Frequentemente é importante ter uma medida comparativa de diferentes setores enquanto


demandantes ou produtores na economia. Para este fim, convenciona-se definir os índices de
ligação (ou índices de Rasmussen-Hirschman) para trás e para frente (Guilhoto, 2004). Estes são,
respectivamente:

(4)

onde abrevia-se , e .2

2.1.1 Extensão da Análise de Insumo-Produto: Incorporação do Efeito-


Renda

No modelo utilizado no presente estudo, seguindo Najberg e Ikeda (1999), são adotadas ainda
suposições adicionais referentes ao consumo das famílias, que, como visto acima, é um dos
componentes da demanda final. Observa-se que o consumo das famílias é formado pelos
consumos individuais de cada uma das famílias na economia:

(5)

2
O denominador é um fator de normalização, escolhido para que a média dos indices seja igual a 1, como pode ser
facilmente verificado.

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Os demais componentes da demanda final, a saber, formação bruta de capital fixo (investimento),
exportações, variação de estoques e consumo da administração pública, são considerados
exógenos como antes, sendo agregados no vetor .

No modelo de insumo-produto estendido, postula-se que cada família consome a produção de


dado setor em quantidade proporcional à sua própria renda domiciliar:

(6)

Quanto à renda domiciliar de cada família, supõe-se que é determinada pela produção do setor,
ou setores, em que seus integrantes trabalham, de acordo com coeficientes constantes:

(7)

Desta forma, pode-se escrever o vetor de demanda final na forma matricial

(8)

Como visto acima, representa as outras componentes da demanda final, que permanecem

exógenas. Já é o análogo da matriz de coeficientes técnicos para o consumo das famílias.

Substituindo em (2), tem-se

(9)

Ou ainda

(10)

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A matriz é dita a matriz de Leontief expandida. Vê-se que sua interpretação é

muito similar à da matriz de Leontief original, pois ela mostra o quanto cada setor deverá produzir
para atender não apenas à demanda exógena por seus produtos e ao consumo intermediário por
parte das demais atividades, como também ao consumo das famílias cuja renda é detrminada
pela própria produção dos setores onde seus integrantes estão empregados (denominado efeito
induzido ou efeito-renda).
Em particular, caso ocorra um choque – por exemplo, um aumento ou redução no volume de

exportações, nos investimentos públicos ou privados, ou no consumo da administração pública –


então, por linearidade, o nível de produção das atividades se alterará em , que

incorpora o impacto direto do aumento da demanda, o impacto gerado pelo aumento do consumo
intermediário dos setores, e o impacto induzido pelo aumento da renda disponível das famílias.
As observações feitas em relação aos coeficientes da matriz de Leontief possuem análogos
exatos no modelo estendido. Ademais, é possível definir índices de Rasmussen-Hirschman para o
modelo estendido, aplicando as mesmas fórmulas à matriz . Entretanto, tal abordagem não foi

utilizada no presente estudo.

2.2 Implementação e Aplicação do Modelo de Insumo-Produto


Estendido

O IBGE divulga uma Matriz de Insumo-Produto (MIP) para a economia brasileira, desagregada
por 55 setores e 110 produtos, que toma por referência o ano de 2005. Não obstante, a FGV
optou por desenvolver um modelo de insumo-produto próprio, o qual, embora tenha como
referência a MIP do IBGE, agrega informações oriundas de outras fontes, permite a geração de
estimativas mais atualizadas e incorpora ab initio o efeito-renda.

A implementação e aplicação deste modelo envolveu as seguintes etapas:

 Implementação da Matriz Insumo-Produto Estendida (MIP-X). Este modelo conta com


os seguintes diferenciais em relação ao modelo do IBGE, no qual é baseado:

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 Atualização para o ano-base de 2010 e incorporação do setor “serviços domésticos”,
a partir do cruzamento de dados do Sistema de Contas Nacionais (SCN) e Contas
Nacionais Trimestrais (CNT); e
 Incorporação do efeito do consumo das famílias (efeito-renda), conforme descrito
acima.

 Levantamento e consolidação dos dados referentes aos projetos;


 Compatibilização das informações dos projetos com a estrutura de desagregação e
classificação da MIP-X;
 Estimação dos impactos nacionais dos projetos, através da aplicação da MIP-X; e
 Estimação dos impactos regionais dos projetos, através da aplicação de modelos
auxiliares baseados em dados do Sistema de Contas Regionais (SCR).

A seguir, detalha-se tais etapas.

2.2.1 Implementação da Matriz de Insumo-Produto Estendida (MIP-X)

O ponto de partida para a implementação da MIP-X é o modelo contábil apresentado na subseção


2.1, reescrito aqui como:

(11)

onde o vetor representa o valor da produção das atividades econômicas, é o consumo

intermediário, , o consumo das famílias e , a soma dos demais componentes da

demanda final (consumo das Instituições Sem Fins Lucrativos a Serviço das Famílias - ISFLSF, da
administração pública, exportações, formação bruta de capital fixo e variações nos estoques).

As matrizes e foram estimadas de acordo com metodologia descrita no Apêndice A.

Como será visto a seguir, esta equação permite calcular os impactos de qualquer choque ou
atividade sobre o valor da produção (a preços básicos, ou seja, recebidos pelo produtor) de cada
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um dos 56 setores representados na MIP-X, consolidados no vetor . Para determinar as demais

categorias de impacto, foram estimados coeficientes setoriais de distribuição de acordo com os


quais o valor da produção de cada setor é transformado em emprego, renda do trabalho e do
capital e impostos sobre a produção, respectivamente:

(12)

A metodologia de estimação destes coeficientes é descrita também no Apêndice A. É importante


notar que estes coeficientes foram aplicados apenas para estimar os impactos indiretos e
induzidos, sobre os quais não se dispõe de informações diretamente observáveis. Nota-se ainda
que os impactos sobre o PIB correspondem, simplesmente, aos impactos sobre renda do trabalho
e do capital, somados aos impostos sobre a produção.

2.2.2 Levantamento e Consolidação de Dados dos Projetos

Nesta etapa, foi realizado um levantamento extensivo das informações disponíveis para cada um
dos projetos analisados. Devido à substancial heterogeneidade entre os mesmos, tanto no que se
refere ao nível de detalhamento de dados disponível, quanto nas características intrínsecas a
cada planta, a lista final de informações consolidadas consistiu em um template bastante
simplificado, embora ainda passível de ser utilizado como input para a MIP-X:

 Dados básicos do projeto:


 Empresa;
 UF e município; e
 Atividade produtiva.

 Implantação (até 2010):


 Cronograma de implantação;
 Desagregação do Capex por tipo de despesa; e
 Mão-de-obra.
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 Operação (ano-base 2010):
 Faturamento;
 Impostos sobre a produção;
 Empregos gerados;
 Renda bruta; e
 Resultado operacional.

2.2.3 Compatibilização dos Dados dos Projetos

Esta etapa teve por objetivo compatibilizar as informações de cada projeto com as definições e
classificações da MIP-X. Em particular, juntamente aos representantes das empresas, a FGV
identificou as correspondências entre as alíneas do Capex de cada projeto e a categorização de
produtos (nível 110 do IBGE) adotada na MIP-X.

2.2.4 Estimação dos Impactos Nacionais

Nesta etapa, a MIP-X foi aplicada para estimar os impactos socioeconômicos da operação e
implantação dos projetos sobre a economia nacional. A metodologia adotada para ambas estas
classes de impacto é análoga.

Evidentemente, a operação de cada projeto tem por objetivo-fim produzir bens e serviços do setor
no qual o mesmo está inserido. Esta produção pode ter diversos diferentes destinos:

 O consumo intermediário no mercado interno, como insumo da produção de um dos 56


setores do modelo;
 O consumo das famílias, da administração pública, ou das ISFLSF;
 A formação bruta de capital fixo; ou
 A exportação para outros países.3

3
A produção para formação de estoques pode ser ignorada de um ponto de vista intertemporal.

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Dentre as finalidades listadas acima, pode-se notar que o consumo intermediário não representa,
stricto sensu, um componente da demanda final. Entretanto, a produção para o consumo
intermediário envolve a ativação da mesma cadeia produtiva que aquela destinada a qualquer
outro fim, de modo que, em relação aos impactos indiretos e induzidos gerados pela produção dos
projetos analisados, o destino desta produção não é relevante.4 Assim, os impactos totais de cada
projeto sobre a produção nacional podem ser computados simplesmente como:

(13)

onde é um vetor-coluna contendo apenas o valor da produção do projeto dentro do setor no qual

o mesmo se insere, sendo nulo em todas as suas demais linhas.5

Ademais, os investimentos realizados como parte da implantação de cada projeto envolvem a


aquisição de bens de capital e serviços, que são produzidos por diversos setores e, portanto,
requerem o consumo intermediário de uma diversidade de produtos, gerando outro conjunto de
impactos.

Entretanto, ao contrário das operações, que são caracterizadas por definição como produção do
setor no qual os mesmos operam, os investimentos não estão associados a priori à produção de
um determinado setor. Assim, para determinar seus impactos, é necessário determinar o vetor-
coluna que especifica o quanto, dentre o montante total de investimentos realizados na

implantação, corresponde à utilização dos produtos de cada um dos 56 setores do modelo. Tais
estimativas foram produzidas na etapa de compatibilização dos dados dos projetos.

De posse destes dados, os impactos totais da implantação de cada projeto sobre a produção
nacional podem ser computados como:

4
Vale notar que, em função desta observação, os impactos agregados de dois ou mais projetos somente podem ser considerados
iguais à soma dos impactos de cada um dos mesmos caso estes projetos não tenham relações de consumo intermediário entre si. Por
exemplo, caso a produção do projeto A seja 100% destinada a abastecer o projeto B com insumos, os impactos do projeto A estariam
inclusos dentro do projeto B e, desta forma, os impactos agregados seriam iguais tão-somente ao total dos impactos de B. Por este
motivo, tomou-se o cuidado de selecionar projetos “independentes entre si” para o presente estudo.
5
Ressalta-se que, para fins de cômputo de , é necessário considerar o valor da produção a preços básicos, ou seja, descontado de
margens de comércio, transporte ou impostos sobre a produção.

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(14)

onde é um vetor-coluna contendo o valor da produção nacional correspondente à produção

requerida, em cada setor do modelo, para a execução dos investimentos.


Os resultados desta análise estão apresentados na Seção 3.

2.2.5 Estimação dos Impactos Regionais

Como visto anteriormente, os procedimentos descritos acima geram como resultado a estimativa
dos impactos diretos, indiretos e induzidos dos projetos sobre a economia nacional como um todo.
Adicionalmente, objetiva-se calcular os impactos de cada projeto sobre a economia da Unidade
Federativa na qual o mesmo se encontra. Para realizar tal estimativa, calculou-se uma matriz de

coeficientes de participação regional a partir do cruzamento de informações do SCR e SCN.6

Dado , um vetor de impactos sobre a produção dos setores da economia, a matriz especifica a

distribuição dos mesmos entre as diferentes UFs:

(15)

onde corresponde a cada um dos 17 setores na categorização do SCR e , a cada uma das 27

Unidades Federativas do país. A metodologia de cálculo da matriz está descrita no Apêndice A.

Para estimar os impactos sobre os demais indicadores da economia regional, adotou-se a


premissa de que a estrutura de distribuição de renda e geração de emprego seria igual em todas
as UFs para um dado setor. Desta forma, é possível utilizar os mesmos coeficientes setoriais de
distribuição, definidos acima (desde que compatibilizados com a categorização do SCR), para

6
A abordagem mais desejável de um ponto de vista teórico seria a estimação de uma matriz de insumo-produto interregional,
especificando as relações de consumo intermediário não somente entre setores, como entre UFs. Entretanto, tal abordagem é
inviabilizada pela inexistência de dados atualizados, abrangentes e consistentes sobre os fluxos de comércio interregional. A
metodologia adotada no presente estudo não incorpora a tendência ao consumo local, tendendo, portanto, a subestimar os efeitos
multiplicadores regionais.

19
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computar os impactos sobre emprego, renda do trabalho e do capital, impostos sobre a produção
em cada UF:

(16)

Adotaram-se ainda as seguintes premissas para o cálculo dos impactos regionais:

 Os impactos diretos das operações ocorrem integralmente na UF onde está localizado o


projeto. Somente os impactos indiretos e induzidos são distribuídos de acordo com a

matriz .

 Os impactos diretos das operações sobre a arrecadação tributária estadual


correspondem exclusivamente ao ICMS gerado diretamente pela unidade produtiva. Os
impactos indiretos e induzidos são calculados a partir dos coeficientes relevantes, como
nos demais casos.

 Em relação aos impactos diretos da implantação, em função do perfil das UFs sob
análise, supõe-se que apenas os investimentos em obras civis correspondem a produção
local, sendo que as demais despesas de capital são oriundas de outros estados. Os

impactos indiretos e induzidos são distribuídos de acordo com a matriz .

Os resultados desta análise estão apresentados na Seção 3.

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2.3 Conceituação dos Impactos de Implantação e Operações

A metodologia delineada acima é utilizada para computar dois conjuntos de impactos que,
conceitualmente, são bastante distintos entre si, a saber, os impactos da implantação e das
operações dos projetos.

Os impactos da implantação são transientes, dando-se à medida em que o Capex de cada projeto
é executado. Como cada planta foi (ou será) implementada ao longo de um horizonte de tempo
distinto, deve-se avaliar o histórico de dispêndios das mesmas em moeda constante (no caso, R$
de 2010). Assim, os impactos da implantação representam os efeitos acumulados do Capex ao
longo de períodos que, dependendo de cada caso, podem ter se distribuído ao longo de anos ou
mesmo décadas.
Em particular, os impactos sobre o emprego gerados pela implantação dos projetos correspondem
sempre a ocupações temporárias, necessários à execução do Capex de forma direta (construção
civil, fabricação e instalação das máquinas e equipamentos,entre outros) ou indireta e induzida
(através dos efeitos medidos pela MIP-X).

Também vale ressaltar que, na análise referente à comparação com o total das economias
nacional e regionais, compara-se este impacto acumulado ao longo de diversos anos com o
respectivo total (nacional ou regional) no ano-referência específico de 2010.

Em contraste, os impactos da operação são contínuos e recorrentes, representando a


multiplicação da riqueza gerada ao longo de toda a vida útil da planta.

Estes impactos foram analisados para todos os projetos durante o ano-referência de 2010,
embora os mesmos possam variar ao longo da vida útil da planta, em função de mudanças de
custos e perfil de produção.

Assim, os impactos sobre o emprego gerados pela operação de cada projeto correspondem a
ocupações permanentes, necessárias à atividade industrial de forma direta (operação e
administração da planta) ou indireta e induzida.

Da mesma forma, no caso das operações, a comparação com os totais das economias nacional e
regionais pode ser compreendida de forma mais literal, como a fração do emprego, renda, PIB e

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arrecadação da região em questão, no ano de 2010, que foram geradas (direta ou indiretamente)
pelo projeto analisado.

3. Resultados Quantitativos

Conforme delineado anteriormente, a metodologia apresentada na Seção 2 foi aplicada


individualmente a cada um dos 12 projetos analisados. Na presente seção, apresentam-se os
resultados consolidados desta metodologia, em termos dos impactos conjuntos dos projetos sobre
a economia nacional e sobre as economias regionais das Unidades Federativas onde os mesmos
se localizam. Os resultados individualizados para cada projeto estão apresentados no Apêndice B.

3.1 Impactos Sobre a Economia Nacional

Como mencionado, serão apresentados primeiramente os impactos da implantação dos projetos.

Como visto na Seção 1, a implementação destas doze plantas envolveu ou envolverá,


conjuntamente, um Capex acumulado de R$ 5 bilhões7. A execução destas despesas de capital,
por sua vez, gera um valor adicionado total de R$ 10,3 bilhões, requerendo mão-de-obra na
ordem de 227,3 mil empregos e gerando arrecadação tributária na ordem de R$ 2,0 bilhões ao
longo do período de implantação (Quadro 3.1.1).

Quadro 3.1.1
Impactos Consolidados da Implantação dos Projetos
Impacto
Impacto Impacto % da
Variável Indireto e Multiplicador
Direto Total Economia
Induzido
PIB PC* (R$ milhões) 2.590 7.717 10.307 3,98 0,34%
Renda do trabalho (R$ milhões) 936 2.579 3.515 3,76 0,28%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 578 1.455 2.033 3,52 0,45%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 1.076 3.684 4.760 4,42 0,36%
Valor da produção PC (R$ milhões) 5.105 15.872 20.977 4,11 0,36%
Emprego (ocupações) 16.106 211.209 227.316 14,11 0,24%
*PC – Preço ao Consumidor.

7
Vale ressaltar a conceituação das métricas de impactos, apresentada na Seção 2.
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Além destes impactos transientes, a própria operação das plantas gera impactos recorrentes
sobre a economia. O impacto total sobre o PIB é de R$ 35,8 bilhões, correspondendo a um
multiplicador de 4,42 (Quadro 3.1.2). Em termos percentuais, 1,2% do produto interno bruto do
país em 2010 foi viabilizado, direta ou indiretamente, pelos 12 projetos analisados neste estudo.
Vale apontar o substancial efeito multiplicador sobre o emprego, de 85,6, em função da
substancial ativação de setores mais intensivos em mão de obra. É notável também a contribuição
para a arrecadação tributária, uma vez que 2,0% dos impostos sobre a produção arrecadados no
país são gerados direta ou indiretamente pelos projetos em questão.

Quadro 3.1.2
Impactos Consolidados da Operação dos Projetos
Impacto
Impacto Impacto % da
Variável Indireto e Multiplicador
Direto Total Economia
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 8.108 27.712 35.820 4,42 1,18%
Renda do trabalho (R$ milhões) 360 9.601 9.961 27,65 0,79%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 3.936 5.229 9.165 2,33 2,03%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 3.811 12.883 16.694 4,38 1,27%
Valor da produção PC (R$ milhões) 18.119 58.348 76.467 4,22 1,33%
Emprego (ocupações) 9.272 784.058 793.330 85,56 0,82%

3.2 Impactos Sobre as Economias Regionais

Conforme discutido na Seção 2, embora a maior parte dos impactos diretos de cada planta recaia
sobre a UF onde a mesma está localizada, pode-se afirmar que os impactos indiretos e induzidos
são distribuídos de maneira difusa entre os estados, na medida em que os mesmos participam da
cadeia produtiva da implantação e operação da planta.

No presente estudo, optou-se por analisar especificamente os impactos locais dos projetos, ou
seja, os impactos sobre as UFs onde os mesmos estão localizados. Com o fim de simplificar a
exposição, optou-se também por dar ênfase a três variáveis que sumarizam a análise, a saber,
PIB, emprego e arrecadação. Os resultados completos estão apresentados no Apêndice B.

Da mesma forma que em âmbito nacional, os impactos regionais se verificam tanto no momento
da implantação quanto ao longo das operações das plantas. Em ambos os casos, verifica-se que

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os impactos mais pronunciados ocorrem sobre os Estados de Goiás, no qual se localizam quatro
dos 12 projetos analisados, e Paraná, com apenas um projeto (Quadro 3.2.1). Os quatro projetos
em Goiás geraram R$ 225 milhões em PIB estadual e R$ 22 milhões em arrecadação do Estado
ao longo de sua implantação, e R$ 1,5 bilhão em PIB e R$ 292 milhões em arrecadação devido às
operações em 2010.

No Paraná, o projeto em questão gerou R$ 501 milhões em PIB e R$ 64 milhões em arrecadação


estadual apenas durante a implantação, sendo que suas operações em 2010 representaram
quase R$ 3,2 bilhões em PIB e R$ 407 milhões em arrecadação, além de 31,7 mil empregos.
Cabe lembrar que estes resultados refletem apenas a amostra de projetos selecionados pelas
empresas informantes, e não a distribuição dos incentivos estaduais no Brasil de forma geral.

Quadro 3.2.1
Impactos Regionais da Implantação e Operação dos Projetos
Estado MG DF GO BA SC ES PE PR
Número de Projetos 1 1 4 1 2 1 1 1
PIB (R$ mi) 92 36 225 34 10 49 6 501
Implantação Arrecadação (R$ mi) 12 3 22 3 1 4 1 64
Emprego 2.416 1.048 7.537 658 267 561 568 14.818
PIB (R$ mi) 429 374 1.517 515 288 158 35 3.163
Operação Arrecadação (R$ mi) 53 73 292 68 79 1 6 407
Emprego 4.840 1.032 10.885 3.445 3.124 329 126 31.720

A distribuição geográfica e importância regional destes impactos pode ser compreendida de forma
mais clara através dos mapas a seguir.

O Quadro 3.2.2 apresenta o impacto total da operação dos projetos sobre o PIB de cada UF,
medido em termos absolutos bem como percentuais dos respectivos totais estaduais. Vê-se que
os projetos são distribuídos entre uma proporção substancial do território nacional, com exceção
apenas da Região Norte.

Vale notar ainda que, em linha com o observado acima, estas plantas são, conjuntamente, de
grande relevância para diversas economias estaduais, gerando em 2010 1,9% do PIB goiano,
1,6% do PIB paranaense e 0,4% do PIB baiano, para destacar os exemplos de maior magnitude.

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Quadro 3.2.2
Impactos da Operação dos Projetos Sobre o PIB Estadual

Tal relevância econômica é também observada nos impactos sobre a arrecadação tributária,
apresentada no Quadro 3.2.3. Vê-se que, em 2010, a operação dos projetos gerou 2,4% da
arrecadação do Estado de Goiás, 1,2% das arrecadações do Paraná e do Distrito Federal, entre
outros.

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Quadro 3.2.3
Impactos da Operação dos Projetos Sobre a Arrecadação Tributária Estadual

4. Observações Conclusivas

Utilizando o método de insumo-produto, foi possível analisar os impactos socioeconômicos da


implantação e operação dos projetos em questão, sobre a economia nacional e também sobre as
economias das Unidades Federativas onde os mesmos se localizam.

No âmbito nacional, o estudo mostra substanciais efeitos multiplicadores: os impactos indiretos e


induzidos pelos projetos são muito superiores aos impactos diretos. Ademais, embora a maior
parte dos impactos diretos recaia sobre o estado onde a planta industrial está localizada, pode-se
afirmar que os impactos indiretos e induzidos não são restritos geograficamente, mas são
distribuídos de maneira difusa entre os estados, na medida em que os mesmos participam da
cadeia produtiva da implantação e operação da planta.

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Assim, devido às interconexões regionais da economia, a implantação e operação dos projetos
em questão gera produção substancial nos estados que produzem as máquinas e insumos
necessários para os mesmos. Este efeito de difusão geográfica dos impactos faz com que os
multiplicadores regionais não sejam tão expressivos quanto os nacionais. Entretanto, a menor
dimensão das economias estaduais faz com que cada projeto individual tenha maior importância.8
No presente estudo, este efeito fica particularmente claro no caso dos Estados de Goiás e do
Paraná.

Talvez o melhor entendimento dos resultados do estudo possa ser obtido a partir da interpretação
contrafactual. Especificamente, caso um dos projetos em questão cesse suas operações, isto
geraria perdas para o País e o estado de magnitude equivalente ao impacto total computado, pois,
neste caso, não somente o produto final da planta deixa de ser produzido, como os empregados
perdem sua renda e portanto deixam de consumir, e os bens intermediários necessários à
operação da planta deixam de ser adquiridos.

Assim, no âmbito geral, pode-se afirmar que a interrupção das atividades das plantas em questão
geraria prejuízos substanciais para a economia e população dos estados e do País, bem como
para os cofres públicos estaduais e federais.

8
Vale lembrar, entretanto, que a metodologia usada não leva em conta, por limitações de dados, a tendência de cada Estado a
consumir preferencialmente a produção local e de Estados geograficamente próximos, tendendo, portanto, a subestimar os
multiplicadores regionais.

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Bibliografia

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GUILHOTO, J. J. M. (2004). Análise de insumo-produto: teoria e fundamentos


(http://www.erudito.fea.usp.br/PortalFEA/Repositorio/835/Documentos/Guilhoto%20Insumo%20Pr
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2000/2005”, Contas Nacionais no. 23 (http://www.ibge.gov.br).

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2009), Sistema de Contas Nacionais


(http://www.ibge.gov.br).

MONTOYA, M. A. "The Input-Output Matrix of Mercosul for the Year of 1990: Sectorial
Interdependence Between the Production and the Final Demand", IPEA Working Paper no. 293o1,
2001.

NAJBERG, S. Ikeda, M. "Modelo de Geração de Emprego: Metodologia e Resultados", Textos


para Discussão 72, BNDES, 1999.

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Apêndice A – Metodologia de Estimação da MIP-X

Conforme visto, a aplicação da metodologia delineada na Seção 2 requer a estimação das


matrizes , de coeficientes técnicos de produção, e , de coeficientes de consumo das famílias,

bem como dos coeficientes setoriais de transformação e da matriz de participação regional . No

presente apêndice, apresenta-se a metodologia de estimação de tais matrizes e coeficientes no


presente contexto.

ESTIMAÇÃO DA MATRIZ DE COEFICIENTES TÉCNICOS DE PRODUÇÃO

A metodologia de estimação da matriz toma por base as Tabelas de Recursos e Usos de Bens e

Serviços, disponíveis até o ano de 2008 como parte do Sistema de Contas Nacionais (IBGE,
2008; IBGE, 2007; IBGE, 2010). A Tabela de Recursos de Bens e Serviços apresenta, para cada
um de 56 setores ou atividades econômicas, o valor de sua produção (em preços básicos, ou seja,
recebidos pelo produtor) referente a cada um em uma categorização de 110 produtos em um dado
ano ( ), bem como o valor total da importação destes bens e serviços durante o

mesmo período ( ). Ademais, apresenta os fatores que se somam ao valor da

produção em preços básicos dos diversos produtos para resultar em seu respectivo valor da
produção a preços de consumidor. Estes fatores são a margem de transporte, a margem de
comércio e os impostos sobre produtos (respectivamente ). A oferta total de cada

produto a preços de consumidor (incluindo importações) é então dada por

(17)

Já a Tabela de Usos de Bens e Serviços apresenta os destinos dados a estes produtos, quais
sejam, o consumo intermediário das atividades ( ), a formação bruta de capital fixo ( ), a

exportação ( ), a variação de estoques ( ), o consumo da administração pública ( ), o

consumo das famílias ( ) e o consumo das Instituições Sem Fins Lucrativos a Serviço das

Famílias (ISFLSF) ( ). Como a oferta total de cada produto é igual à sua demanda, vale então

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(18)

Intuitivamente, a derivação do coeficiente técnico entre dois setores fará uso das matrizes de
produção e consumo intermediário destes setores. Entretanto, o consumo intermediário conforme
representado pelos está expresso em preços de consumidor, enquanto que a produção

representada pelos está expressa em preços básicos.

Assim, é necessário compatibilizar estas duas representações estimando uma matriz de absorção
a preços básicos ( )9. Esta matriz detalha a estrutura de absorção do valor da

produção, explicitando o quanto do consumo das atividades e da demanda final representa


margens, impostos ou importações, sendo que o restante (a absorção a preço básico) é o valor
efetivamente recebido pelo produtor nacional.

Por representarem uma decomposição da absorção dos produtos pelos setores e pela demanda
final, estes elementos são consistentes com a decomposição já especificada na Tabela de Usos
de Bens e Serviços:

(19)

A matriz de absorção a preços básicos e a matriz de produção são conjuntamente ditas as

matrizes de insumo-produto. De fato, pode-se definir a matriz de coeficientes técnicos (produto x


atividade) por

(20)

9
As 56 primeiras colunas de correspondem ao consumo intermediário dos setores; as 6 colunas finais, às
componentes da demanda final.
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Evidentemente, corresponde ao consumo intermediário do produto pelo setor , expresso

como proporção do valor total da produção deste mesmo setor. Define-se ainda a matriz de
market-share por

(21)

O elemento corresponde à produção do bem pelo setor , expresso como proporção do valor

total da produção deste bem por todos os setores. Assim, define-se a matriz de coeficientes
técnicos (atividade x atividade):

(22)

Analisando-se as definições dos dois fatores, torna-se claro que o elemento de fato representa

o consumo, por parte do setor , de bens produzidos pelo setor , como proporção do valor da

produção do primeiro, o que corresponde precisamente à definição da matriz de coeficientes


técnicos dada na Seção 2.

Vê-se então que a estimação da matriz de coeficientes técnicos requer a especificação de uma
matriz de produção e de uma matriz de absorção a preços básicos. A matriz de produção é

apresentada pelo IBGE como parte do SCN.10 No que se refere à absorção, conforme visto, o
IBGE divulga no SCN tão-somente a matriz de absorção a preços de consumidor , bem como

os valores totais, para cada produto, que são atribuídos às margens de comércio e transporte,
impostos sobre a produção e importações, bem como o restante do valor da produção de cada
produto, que é precisamente a oferta nacional a preço básico do bem ou serviço:

(23)

10
Com o fim de obter uma matriz válida para o ano-base 2010, foi suposto que a estrutura de produção da economia nacional
(coeficientes técnicos e market shares) não se alterou substancialmente entre 2008 e aquele ano. Isto permite obter as matrizes de
produção e absorção a partir do SCN/2008, aplicando coeficientes de variação oriundos do CNT/2010.

31
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Assim, para obter a matriz de absorção a preços básicos, é necessário estimar de que forma o
consumo intermediário de cada produto por cada setor se distribui entre a oferta nacional a preço
básico e os demais componentes. Uma vez que o IBGE optou por não divulgar a metodologia
adotada na MIP/2005 para estimar tal distribuição, adotou-se no presente estudo a premissa
simplificadora de que os setores (e componentes da demanda final) não diferem entre si neste
respeito. Ou seja, adotou-se um mesmo coeficiente de transformação entre preço básico e preço
ao consumidor para cada produto, independente de seu destino:

(24)

onde . Embora neste respeito a metodologia adotada pela FGV possa divergir daquela

utilizada pelo IBGE, uma análise comparativa entre a matriz obtida pelo método acima (para o

ano-base 2008) e aquela divulgada pela instituição oficial (para 2005) não apresentou evidências
de inconsistência estatística, a despeito da diferença entre os anos de referência.

ESTIMAÇÃO DA MATRIZ DE COEFICIENTES DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS

Contrariamente ao que ocorre no caso da matriz de coeficientes técnicos, não há um modelo


estabelecido para a relação entre o consumo das famílias e o valor da produção dos setores nos
quais seus membros estão empregados. A abordagem adotada no presente trabalho é baseada
em Najberg e Ikeda (1999), incorporando melhorias e atualizações. Como foi visto na Seção 2,
estas duas relações estão descritas pelas matrizes e , que, em princípio, incorporariam o

consumo e renda (respectivamente) de cada domicílio individual na economia. A primeira hipótese


prática adotada é a de agregar estas famílias em dez decis de renda (1º decil = 10% domicílios
mais pobres; 2º decil = 10% seguintes; entre outros). Assim, adotando-se a mesma classificação
de atividades econômicas utilizada para a matriz de coeficientes técnicos, e passam a ter

dimensões e , respectivamente.

O cálculo da matriz requer a estimação de pesos dos diferentes decis no consumo das famílias

de cada setor. Esta estimação é baseada na edição mais recente da Pesquisa de Orçamentos
Familiares (POF) do IBGE, referente ao biênio 2008/2009. Para cada decil de renda, foi analisado
o perfil de despesas (correntes e de capital) das famílias, em R$. Foi efetuada uma

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correspondência entre a categorização de gastos da POF e os grupos de produtos e atividades
adotados no Sistema de Contas Nacionais, a partir da qual foi obtida a matriz , consistindo do

valor, em R$, das despesas das famílias no -ésimo decil de renda com produtos do setor .

Assim, obtém se a matriz de pesos :

(25)

Os pesos assim computados são utilizados para distribuir o consumo das famílias entre os
diferentes decis, obtendo o equivalente à matriz definida na Seção 2:

(26)

Finalmente, é feito uso da hipótese de proporcionalidade entre o consumo e a renda em

cada decil:

(27)

Esta equação define a matriz em função da renda por decil. Tal quantidade, por sua vez, poderá

ser estimada através do cálculo da matriz , para o qual é necessário estimar outro conjunto de

pesos, agora de forma a alocar a geração de renda de cada setor entre os 10 decis. Para este fim,
foram utilizados dados provenientes da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD)
do IBGE, cujo ano mais recente é 2009. A saber, foi elaborada a matriz , consistindo do número

de famílias no -ésimo decil de renda nas quais havia ao menos um integrante empregado no

setor . Definiu-se a matriz de pesos por

(28)

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Estes pesos foram utilizados para distribuir a renda gerada pelos setores. Esta, por sua vez, é

considerada igual à soma dos salários, contribuições sociais e excedente de cada setor, conforme
disposto na Tabela de Usos de Bens e Serviços. A renda gerada em cada decil por cada setor é
dada então por

(29)

Com esta equação, se define o vetor da renda total por decil, necessário para o cálculo da matriz
:

(30)

Finalmente, para definir a matriz , é feito uso da hipótese de proporcionalidade entre a geração

de renda e a produção em cada setor:

(31)

ESTIMAÇÃO DOS COEFICIENTES SETORIAIS DE DISTRIBUIÇÃO

 Conforme visto na Seção 2, os vetores de coeficientes de distribuição , , e têm

como função calcular, a partir de impactos sobre o valor da produção setorial, os


montantes correspondentes de impactos sobre renda, emprego, impostos sobre a
produção e importações. Estes coeficientes foram estimados a partir das TRU de 2008 e
das CNT de 2010, através do seguinte procedimento:

 Elaboração de uma matriz de componentes da produção setorial, derivada da


combinação entre informações presentes na TRU a nível de setor (replicadas
diretamente) e a nível de produto (transferidas para nível de setor através da

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aplicação da matriz de market share). Esta matriz contém os montantes totais de
cada uma das variáveis de interesse para cada setor, referentes ao ano de 2008.

 Atualização para o ano de 2010, utilizando as taxas de crescimento setorial


apresentados nas CNT, realizando ajustes sobre os setores comércio e transporte de
modo a manter critérios de consistência.

 Cálculo dos coeficientes de distribuição, através da divisão entre os totais setoriais


estimados no passo anterior:

(32)

onde aqui entende-se cada um dos componentes , , , e como os totais dos respectivos

setores em 2010, e não os valores dos impactos (como na Seção 2).

ESTIMAÇÃO DA MATRIZ DE PARTICIPAÇÃO REGIONAL

Conforme visto na Seção 2, a matriz de participação regional tem como função calcular, a partir

de impactos sobre o valor da produção setorial a nível nacional, os correspondentes impactos


sobre o valor da produção em cada par setor/UF. Conforme mencionado anteriormente, passa-se
a considerar aqui a categorização setorial adotada no Sistema de Contas Regionais, de apenas
17 setores (cada um dos quais compreende um ou mais dentre os 56 setores do SCN). A matriz

foi estimada como

(33)

onde é o valor da produção do setor na UF , e é o total da produção do mesmo no país.

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Vê-se novamente que este critério de distribuição regional não considera a propensidade de cada
estado a favorecer o consumo de produtos locais (ou seja, do mesmo estado ou de regiões
próximas), em função da menor distância. Assim, no caso do estudo em questão, pode existir um
viés no sentido de superestimar o impacto sobre as principais UFs produtoras, e de subestimar o
impacto sobre os próprios estados nos quais os projetos estão localizados.

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Apêndice B – Resultados Complementares

Seguem abaixo os resultados individualizados para cada projeto analisado.

Quadro 1
Projeto A (MG)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 676 928 1.605 2,37 0,05%
Renda do trabalho (R$ milhões) 7 309 316 48,59 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 392 166 558 1,42 0,12%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 278 453 731 2,63 0,06%
Valor da produção PC (R$ milhões) 898 1.900 2.797 3,12 0,05%
Emprego (ocupações) 626 37.647 38.273 61,14 0,04%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 320 109 429 1,34 0,15%
Renda do trabalho (R$ milhões) 7 31 38 5,82 0,03%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 36 17 53 1,48 0,12%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 278 60 338 1,22 0,25%
Valor da produção PC (R$ milhões) 541 194 736 1,36 0,13%
Emprego (ocupações) 626 4.214 4.840 7,73 0,04%

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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 165 514 679 4,12 0,02%
Renda do trabalho (R$ milhões) 64 172 236 3,68 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 37 96 134 3,57 0,03%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 63 246 309 4,90 0,02%
Valor da produção PC (R$ milhões) 341 1.054 1.396 4,09 0,02%
Emprego (ocupações) 1.000 14.121 15.121 15,12 0,02%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 36 56 92 2,58 0,03%
Renda do trabalho (R$ milhões) 12 16 28 2,32 0,03%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 2 10 12 5,94 0,03%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 21 30 52 2,41 0,04%
Valor da produção PC (R$ milhões) 67 103 170 2,55 0,03%
Emprego (ocupações) 1.000 1.416 2.416 2,42 0,02%

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Quadro 2
Projeto B (DF)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 770 871 1.641 2,13 0,05%
Renda do trabalho (R$ milhões) 12 290 303 24,40 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 481 156 636 1,32 0,14%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 277 425 702 2,53 0,05%
Valor da produção PC (R$ milhões) 955 1.782 2.737 2,87 0,05%
Emprego (ocupações) 567 35.321 35.888 63,29 0,04%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 360 13 374 1,04 0,35%
Renda do trabalho (R$ milhões) 12 6 18 1,48 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 71 2 73 1,02 1,19%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 277 6 283 1,02 1,12%
Valor da produção PC (R$ milhões) 545 25 570 1,05 0,31%
Emprego (ocupações) 567 465 1.032 1,82 0,08%

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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 102 447 549 5,39 0,02%
Renda do trabalho (R$ milhões) 64 150 214 3,34 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 26 83 109 4,25 0,02%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 12 214 226 18,42 0,02%
Valor da produção PC (R$ milhões) 301 908 1.209 4,02 0,02%
Emprego (ocupações) 800 12.559 13.359 16,70 0,01%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 28 8 36 1,30 0,03%
Renda do trabalho (R$ milhões) 9 4 13 1,38 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 2 1 3 1,66 0,04%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 17 4 20 1,22 0,08%
Valor da produção PC (R$ milhões) 52 15 67 1,29 0,04%
Emprego (ocupações) 800 248 1.048 1,31 0,08%

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Quadro 3
Projeto C (GO)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 614 714 1.328 2,16 0,04%
Renda do trabalho (R$ milhões) 12 238 250 20,18 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 317 128 444 1,40 0,10%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 285 348 633 2,22 0,05%
Valor da produção PC (R$ milhões) 705 1.461 2.166 3,07 0,04%
Emprego (ocupações) 780 28.947 29.727 38,11 0,03%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 400 26 427 1,07 0,53%
Renda do trabalho (R$ milhões) 12 8 20 1,62 0,06%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 103 4 107 1,04 0,89%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 285 15 300 1,05 0,82%
Valor da produção PC (R$ milhões) 492 46 538 1,09 0,35%
Emprego (ocupações) 780 1.310 2.090 2,68 0,06%

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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 252 848 1.100 4,36 0,04%
Renda do trabalho (R$ milhões) 110 284 393 3,59 0,03%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 58 159 217 3,77 0,05%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 85 405 490 5,77 0,04%
Valor da produção PC (R$ milhões) 565 1.736 2.301 4,07 0,04%
Emprego (ocupações) 1.000 23.447 24.447 24,45 0,03%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 60 25 85 1,41 0,10%
Renda do trabalho (R$ milhões) 21 7 28 1,35 0,09%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 3 4 8 2,28 0,06%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 36 13 49 1,36 0,13%
Valor da produção PC (R$ milhões) 112 45 157 1,40 0,10%
Emprego (ocupações) 1.000 778 1.778 1,78 0,05%

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Quadro 4
Projeto D (BA)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 503 1.441 1.944 3,87 0,06%
Renda do trabalho (R$ milhões) 25 480 506 19,93 0,04%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 115 257 373 3,23 0,08%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 362 704 1.066 2,94 0,08%
Valor da produção PC (R$ milhões) 900 2.949 3.849 4,28 0,07%
Emprego (ocupações) 757 58.445 59.202 78,21 0,06%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 444 71 515 1,16 0,39%
Renda do trabalho (R$ milhões) 25 21 46 1,81 0,09%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 57 12 68 1,21 0,34%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 362 39 401 1,11 0,69%
Valor da produção PC (R$ milhões) 841 128 969 1,15 0,39%
Emprego (ocupações) 757 2.688 3.445 4,55 0,04%

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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 67 187 254 3,79 0,01%
Renda do trabalho (R$ milhões) 23 63 85 3,77 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 12 35 47 3,89 0,01%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 32 89 121 3,76 0,01%
Valor da produção PC (R$ milhões) 125 384 509 4,08 0,01%
Emprego (ocupações) 427 5.199 5.625 13,19 0,01%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 25 9 34 1,35 0,03%
Renda do trabalho (R$ milhões) 9 3 11 1,30 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 1 2 3 2,15 0,02%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 15 5 20 1,31 0,03%
Valor da produção PC (R$ milhões) 47 16 63 1,35 0,03%
Emprego (ocupações) 427 231 658 1,54 0,01%

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Quadro 5
Projeto E (GO)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 1.067 6.200 7.267 6,81 0,24%
Renda do trabalho (R$ milhões) 95 2.183 2.279 23,88 0,18%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 559 1.179 1.738 3,11 0,38%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 413 2.838 3.251 7,88 0,25%
Valor da produção PC (R$ milhões) 3.665 13.145 16.810 4,59 0,29%
Emprego (ocupações) 2.252 163.031 165.283 73,39 0,17%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 626 182 809 1,29 1,00%
Renda do trabalho (R$ milhões) 95 54 150 1,57 0,46%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 118 34 153 1,29 1,27%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 413 94 506 1,23 1,38%
Valor da produção PC (R$ milhões) 3.224 342 3.567 1,11 2,33%
Emprego (ocupações) 2.252 5.373 7.625 3,39 0,23%

45
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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 308 936 1.244 4,04 0,04%
Renda do trabalho (R$ milhões) 108 313 420 3,90 0,03%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 73 178 251 3,43 0,06%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 127 446 573 4,50 0,04%
Valor da produção PC (R$ milhões) 611 1.939 2.550 4,18 0,04%
Emprego (ocupações) 2.252 25.264 27.516 12,22 0,03%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 43 27 70 1,64 0,09%
Renda do trabalho (R$ milhões) 15 8 23 1,55 0,07%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 2 5 7 3,04 0,06%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 26 14 40 1,56 0,11%
Valor da produção PC (R$ milhões) 79 50 130 1,63 0,08%
Emprego (ocupações) 2.252 841 3.093 1,37 0,09%

46
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Quadro 6
Projeto F (GO)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 66 474 540 8,18 0,02%
Renda do trabalho (R$ milhões) 4 167 171 43,16 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 50 90 140 2,82 0,03%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 13 217 230 18,25 0,02%
Valor da produção PC (R$ milhões) 287 1.006 1.293 4,50 0,02%
Emprego (ocupações) 53 12.474 12.527 236,37 0,01%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 32 14 46 1,44 0,06%
Renda do trabalho (R$ milhões) 4 4 8 2,05 0,03%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 15 3 18 1,17 0,15%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 13 7 20 1,57 0,05%
Valor da produção PC (R$ milhões) 253 26 279 1,10 0,18%
Emprego (ocupações) 53 411 464 8,76 0,01%

47
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ECNº 1503/11 - Pro 201/11


Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 96 285 381 3,96 0,01%
Renda do trabalho (R$ milhões) 33 95 128 3,93 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 23 55 77 3,42 0,02%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 41 135 176 4,29 0,01%
Valor da produção PC (R$ milhões) 186 589 776 4,16 0,01%
Emprego (ocupações) 750 7.725 8.475 11,30 0,01%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 13 8 21 1,65 0,03%
Renda do trabalho (R$ milhões) 4 2 7 1,56 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 1 2 2 3,05 0,02%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 8 4 12 1,56 0,03%
Valor da produção PC (R$ milhões) 24 15 39 1,64 0,03%
Emprego (ocupações) 750 257 1.007 1,34 0,03%

48
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Quadro 7
Projeto G (SC)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 69 106 175 2,54 0,01%
Renda do trabalho (R$ milhões) 2 35 37 16,80 0,00%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 12 20 33 2,66 0,01%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 54 51 106 1,94 0,01%
Valor da produção PC (R$ milhões) 69 223 292 4,21 0,01%
Emprego (ocupações) 52 2.734 2.786 53,57 0,00%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 69 5 73 1,07 0,06%
Renda do trabalho (R$ milhões) 2 1 4 1,63 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 12 1 13 1,08 0,06%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 54 3 57 1,05 0,10%
Valor da produção PC (R$ milhões) 69 9 78 1,13 0,03%
Emprego (ocupações) 52 122 174 3,35 0,00%

49
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ECNº 1503/11 - Pro 201/11


Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 8 23 31 3,83 0,00%
Renda do trabalho (R$ milhões) 3 8 11 3,85 0,00%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 1 4 6 4,83 0,00%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 4 11 15 3,54 0,00%
Valor da produção PC (R$ milhões) 16 48 63 4,08 0,00%
Emprego (ocupações) 95 654 749 7,88 0,00%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 4 1 5 1,24 0,00%
Renda do trabalho (R$ milhões) 2 0 2 1,21 0,00%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 0 0 0 1,82 0,00%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 3 1 3 1,21 0,01%
Valor da produção PC (R$ milhões) 8 2 10 1,25 0,00%
Emprego (ocupações) 95 29 124 1,31 0,00%

50
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Quadro 8
Projeto H (ES)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 151 295 446 2,95 0,01%
Renda do trabalho (R$ milhões) 9 98 108 11,47 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) - 57 57 - 0,01%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 142 139 281 1,98 0,02%
Valor da produção PC (R$ milhões) 160 621 782 4,87 0,01%
Emprego (ocupações) 178 7.720 7.898 44,37 0,01%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 151 7 158 1,04 0,28%
Renda do trabalho (R$ milhões) 9 2 11 1,21 0,05%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) - 1 1 - 0,01%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 142 4 145 1,03 0,56%
Valor da produção PC (R$ milhões) 160 13 173 1,08 0,16%
Emprego (ocupações) 178 151 329 1,85 0,02%

51
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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 149 401 550 3,70 0,02%
Renda do trabalho (R$ milhões) 51 134 186 3,61 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 26 77 103 3,97 0,02%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 71 190 261 3,66 0,02%
Valor da produção PC (R$ milhões) 266 820 1.086 4,08 0,02%
Emprego (ocupações) 350 11.173 11.523 32,92 0,01%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 40 9 49 1,21 0,09%
Renda do trabalho (R$ milhões) 14 3 16 1,19 0,07%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 2 1 4 1,52 0,05%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 24 5 29 1,19 0,11%
Valor da produção PC (R$ milhões) 75 16 92 1,22 0,08%
Emprego (ocupações) 350 211 561 1,60 0,03%

52
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Quadro 9
Projeto I (SC)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 247 2.395 2.642 10,68 0,09%
Renda do trabalho (R$ milhões) 13 783 796 59,98 0,06%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 188 459 647 3,45 0,14%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 46 1.153 1.199 25,82 0,09%
Valor da produção PC (R$ milhões) 1.474 5.018 6.492 4,41 0,11%
Emprego (ocupações) 200 61.583 61.783 308,91 0,06%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 104 110 214 2,06 0,18%
Renda do trabalho (R$ milhões) 13 31 45 3,36 0,09%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 44 22 66 1,49 0,33%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 46 57 104 2,23 0,19%
Valor da produção PC (R$ milhões) 1.330 207 1.537 1,16 0,65%
Emprego (ocupações) 200 2.750 2.950 14,75 0,08%

53
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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 15 41 56 3,81 0,00%
Renda do trabalho (R$ milhões) 5 14 19 3,83 0,00%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 3 8 11 3,37 0,00%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 6 20 26 4,02 0,00%
Valor da produção PC (R$ milhões) 27 85 112 4,11 0,00%
Emprego (ocupações) 92 1.122 1.214 13,16 0,00%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 3 2 5 1,70 0,00%
Renda do trabalho (R$ milhões) 1 1 1 1,60 0,00%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 0 0 1 3,36 0,00%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 2 1 3 1,60 0,00%
Valor da produção PC (R$ milhões) 5 4 9 1,70 0,00%
Emprego (ocupações) 92 50 143 1,55 0,00%

54
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Quadro 10
Projeto J (PE)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 37 79 116 3,17 0,00%
Renda do trabalho (R$ milhões) 3 26 30 8,51 0,00%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 9 15 24 2,70 0,01%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 24 38 62 2,57 0,00%
Valor da produção PC (R$ milhões) 52 162 214 4,15 0,00%
Emprego (ocupações) 81 2.136 2.217 27,37 0,00%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 33 2 35 1,05 0,06%
Renda do trabalho (R$ milhões) 3 1 4 1,15 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 6 0 6 1,05 0,07%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 24 1 25 1,03 0,11%
Valor da produção PC (R$ milhões) 48 3 51 1,06 0,04%
Emprego (ocupações) 81 45 126 1,56 0,00%

55
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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 42 120 162 3,84 0,01%
Renda do trabalho (R$ milhões) 14 40 54 3,85 0,00%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 10 23 33 3,21 0,01%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 18 57 75 4,19 0,01%
Valor da produção PC (R$ milhões) 79 247 326 4,14 0,01%
Emprego (ocupações) 500 3.238 3.738 7,48 0,00%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 4 2 6 1,58 0,01%
Renda do trabalho (R$ milhões) 1 1 2 1,56 0,01%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 0 0 1 2,84 0,01%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 2 1 4 1,47 0,02%
Valor da produção PC (R$ milhões) 8 4 12 1,58 0,01%
Emprego (ocupações) 500 68 568 1,14 0,01%

56
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Quadro 11
Projeto K (GO)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 248 594 842 3,39 0,03%
Renda do trabalho (R$ milhões) 8 197 205 25,87 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 40 114 153 3,86 0,03%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 200 284 484 2,42 0,04%
Valor da produção PC (R$ milhões) 359 1.217 1.576 4,39 0,03%
Emprego (ocupações) 181 16.006 16.187 89,43 0,02%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 219 17 236 1,08 0,29%
Renda do trabalho (R$ milhões) 8 5 13 1,64 0,04%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 11 3 14 1,27 0,12%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 200 9 209 1,04 0,57%
Valor da produção PC (R$ milhões) 331 31 362 1,09 0,24%
Emprego (ocupações) 181 525 706 3,90 0,02%

57
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ECNº 1503/11 - Pro 201/11


Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 180 508 688 3,83 0,02%
Renda do trabalho (R$ milhões) 60 170 230 3,83 0,02%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 40 96 136 3,38 0,03%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 80 243 323 4,05 0,02%
Valor da produção PC (R$ milhões) 336 1.047 1.383 4,12 0,02%
Emprego (ocupações) 1.200 13.847 15.047 12,54 0,02%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 35 15 50 1,42 0,06%
Renda do trabalho (R$ milhões) 12 4 16 1,37 0,05%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 2 3 5 2,34 0,04%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 21 8 29 1,37 0,08%
Valor da produção PC (R$ milhões) 65 27 92 1,42 0,06%
Emprego (ocupações) 1.200 460 1.660 1,38 0,05%

58
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Quadro 12
Projeto L (PR)
Operações

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 3.660 13.614 17.274 4,72 0,57%
Renda do trabalho (R$ milhões) 168 4.794 4.962 29,55 0,39%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 1.774 2.588 4.363 2,46 0,97%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 1.717 6.232 7.950 4,63 0,61%
Valor da produção PC (R$ milhões) 8.595 28.866 37.461 4,36 0,65%
Emprego (ocupações) 3.545 358.015 361.560 101,99 0,38%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 2.079 1.084 3.163 1,52 1,58%
Renda do trabalho (R$ milhões) 168 324 492 2,93 0,64%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 194 214 407 2,10 1,24%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 1.717 546 2.263 1,32 2,52%
Valor da produção PC (R$ milhões) 7.014 2.065 9.079 1,29 2,35%
Emprego (ocupações) 3.545 28.175 31.720 8,95 0,53%

59
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Investimentos

Impactos sobre a Economia Nacional


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 1.206 3.406 4.612 3,82 0,15%
Renda do trabalho (R$ milhões) 402 1.138 1.540 3,83 0,12%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 269 640 909 3,38 0,20%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 535 1.628 2.163 4,04 0,16%
Valor da produção PC (R$ milhões) 2.252 7.015 9.267 4,11 0,16%
Emprego (ocupações) 7.641 92.860 100.501 13,15 0,10%

Impactos sobre a Economia Estadual


Indireto e
Variável Direto Total Mult. %
Induzido
PIB PC (R$ milhões) 238 263 501 2,10 0,25%
Renda do trabalho (R$ milhões) 82 78 160 1,96 0,21%
Impostos sobre a produção (R$ milhões) 14 50 64 4,66 0,19%
Excedente e renda do capital (R$ milhões) 143 134 278 1,94 0,31%
Valor da produção PC (R$ milhões) 445 492 938 2,11 0,24%
Emprego (ocupações) 7.641 7.177 14.818 1,94 0,25%

60
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