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Resumo

Este trabalho tem como objetivo o levantamento das diferenças existentes nas legislações
trabalhistas e previdenciárias referente ao trabalhador urbano e rural. O enfoque de pesquisa
foram leis, livros, revistas, decretos entre outros documentos, buscando de forma concisa
levantar as principais diferenças entre o trabalhador urbano e rural. Pontua-se que não foram
encontradas grandes divergência entre ambas as legislações, e que o legislador atuou de forma
positiva quando ocorreram, ademais constatou-se que não ouve prejuízo ao trabalhador rural
ao se estabelecer tais divergências.

Introdução

O presente trabalho visa levantar as principais diferenças existente na legislação que norteia o
trabalhador urbano e rural.

As formas de trabalho veem sofrendo mudanças com o passar dos anos, e para que os direitos
dos trabalhadores sejam exercidos as normas reguladoras destes também passam por
mudanças.

A legislação trabalhista rural pode ser dita como recente, uma vez que teve seus primeiros
passos no ano 1963 com a lei n° 4.214, depois desse período ocorreram várias discussões
sobre o assunto, porém tais resultados vieram a ser promulgados apenas com a constituição
de 1988.

Sendo assim julgou-se necessário estudar as diferenças normativas afim de buscar a igualdade
para todos.

julgou-se necessário comparar as legislações que regulam o trabalho urbano e rural


afim de defender os direitos do trabalhadores rurais frente aos dos urbanos.

Revisão da Literatura;
2.1 Conceito de trabalhador rural

Primeiramente para que possamos entender este trabalho vamos conceituar o que
vem a ser o trabalhador rural.
O conceito de trabalhador e todo ser humano que labora mediante uma
contraprestação.
Segundo a OIT, Trabalhador rural abrange todas as pessoas dedicadas, nas regiões
rurais, a tarefas agrícolas ou artesanair ou a ocupações similares ou conexas, tanto se
trata de assalariados, como, ressalvadas as disposições do parágrafo 2, de pessoas que
trabalhem por conta própria.
Dentre as formas de trabalhador existe o empregado, que é aquele que presta serviço
a outrem mediante condição de subordinação e mediante salário em caráter não
eventual.

2.2 Diferenças nas Normas Regulamentadoras


A partir da alteração do capítulo V da Consolidação das Leis de trabalho o MTE ficou
responsável por editar e alterar normas referente a medicina e segurança do trabalho.
Atualmente o MTE conta com 36 normas que regulamentam as mais variadas
atividades do mercado sendo que algumas dessas normas devem ser assistidas por
toda empresa, porém algumas normas são específicas para algumas atividades,
estabelecendo peculiaridades normativas ao exercício destas atividades, para este
trabalho a mais relevante é a NR 31 - NR-31, que tem por objetivo estabelecer os
preceitos a serem observados para a segurança e a saúde nas atividades da agricultura,
pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura, que basicamente estabelece
as normas para o trabalho rural.
2.2.1 Material de primeiros socorros

A NR-7 diz que todo estabelecimento deve ser equipado com material de primeiros socorros, e
que este deve ser mantido sobre os cuidados de pessoa treinada a utiliza-los, a NR 31
estabelece que os ambientes rurais possuam materiais de primeiros socorros, mas exige que
este seja guardado por pessoa treinada apenas quando possuir mais de 10 empregados.

2.2.2 – SESMT e SESTR

Apesar de ambos os serviços serem estabelecidos em normas diferentes, os dois devem


desempenhar as mesma funções e atividades conforme suas normas, entretanto os dois
contam com estrutura administrativa diferentes, enquanto o SESMT deve ser dimensionado de
acordo com o grau de risco da atividade e o número de trabalhadores o SESTR deve ser
dimensionado de acordo com o número de empregados temporários. Ambas as normas
estabelecem que caso as empresas não se enquadrem nos quadros de dimensionamento,
estas ficam desobrigadas a constituir tais serviços, porém a NR 31 – SESTR exige que para a
empresa que possua entre 10 a 50 empregados que o empregador ou preposto possua
formação sobre prevenção de acidentes e doenças do trabalho.

2.2.3 CIPA e CIPATR

Ambas as comissões devem exercer basicamente as mesmas funções, porém divergem quanto
ao mandato dos seus membros, enquanto para a cipa é permitida apenas uma reeleição e o
mandato duro um ano, para a CIPATR o mandato dura 2 anos e é permitida uma reeleição,
outro ponto de divergência é que para a CIPA não é permitida a dispensa arbitrária para o
coordenador de comissões internas, enquanto para a CIPATR não é permitida a dispensa
arbitrária para qualquer de seus membros.

2.3 Diferenças da Lei n° 5.889/73 e da Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT

A constituição federal, em seu artigo 7° e incisos, ampliou os direitos dos trabalhadores rurais
garantindo igualdade com os trabalhadores urbanos. Contudo, quanto esses são
regulamentados pela CLT, os direitos do rurícola em regime de emprego permaneceram
regidos pela Lei n° 5.889/73 e pelo decreto n° 73.626/74 com aplicação apenas subdisiária da
CLT, naquilo que a Lei não estipular.

2.3.1 Intervalo Intrajornada


A clt estabelece para os trabalhorres urbanos, o intervalo mínimo de 15 minutos para almoço
para jornadas entre 4 e 6 horas, e no mínimo 1 hora e no máximo 2 para jornadas superiores a
8 horas.

Já para o trabalhador rural o decreto 73.626/74 determina apenas um intervalo mínimo de


uma hora para jornadas superiores a 6 horas.

2.3.2 Trabalho Noturno .

A clt estabeleceu para o trabalhador que executa serviços noturno que a hora computada teria
duração de 52,5 minutos, no período compreendido entre as 22 horas e as 5 horas da manhã,
com adicional remuneratório de 20 %.

Para o trabalhador rurala lei 5889/73 estabeleceu que para o trabalho exercido na lavoura
entre as 21 horas e 5 horas e na pecuária entre as 20 horas e as 4 horas o adicional seria de 25
%.

2.3.2 salário in natura

O salário in natura consiste no fornecimento habitual de alimentação, habitação, vestuário,


dentre outras utilidades, como contraprestação pelo trabalho. Todavia, a legislação não
permite pagamento integral em utilidades, reservando-se 30% do salário mínimo em dinheiro,
e fixa limites para algumas parcelas.

A clt estabelece o limite de 25 % para habitação e 20 % para alimentação, enquanto a lei 5889
determinou o máximo de 20% para habitação e 25 % para alimentação.

2.3.4 Aviso prévio


A clt estabelece que para os trabalhadores urbanos haverá redução da jornada em 2 horas por
dia, ou 7 dias de trabalho, enquanto para o rurícola a redução será de 1 dia por semana.

2.5 Diferenças na previdência rural após a constituição de 1988


A partir da constituição de 88 o trabalhador rural foi equiparado ao urbano nas
questões previdenciárias, porém algumas divergências foram mantidas conforme
optaram os legisladores.
2.5.1 Idade para concessão de benefício
Para os trabalhadores rurais ficou estabelecida uma redução de 05 anos no período de
contribuição em relação ao dos trabalhadores urbanos para ambos os sexos.
2.5.2 Forma de Contribuição
As formas de contribuição entre os classes de trabalhadores são diferentes, enquanto
os urbanos tem sua contribuição reduzida sobre os salários ou rendas recebidas, os
trabalhadores rurais tem sua contribuição em forma de alíquota sobre o valor
comercializados de seus produtos, sendo o comprador responsável pelo pagament.
2.5.3 Segurado especial
A Legislação previdenciária dá um tratamento diferenciado para o trabalhador rural que
explore atividade agropecuária, seringueiro, extrativista vegetal ou pescador artesanal,
classificando-o como segurado especial (sendo este termo utilizado apenas para
trabalhadores rurais).
3 Metodologia
Inicialmente cada integrante do grupo realizou pesquisas em trabalhos e leis referente ao
tema escolhido para o trabalho, após uma seleção realizada por cada integrante do grupo
de fontes de pesquisa, essa fontes foram distribuídas entre o integrantes do grupo onde
cada um jugou sua relevância, sendo ao final decidido por votação quais forem era
adequadas ao tema e relevantes.
Foram realizadas reuniões semanais via web entre os integrantes do grupo para discutir
as divergências encontradas e redigir a redação do trabalho, enfim as conclusões foram
elaboradas de forma conjunto onde a partir dai teoricamente o trabalho estaria pronto,
sendo esta versão do trabalho então disponibilizada a todos os integrantes do grupo para
leitura e possível correção ou alteração do texto construído, novas reuniões foram
realizadas até que se chegasse a versão final do trabalho.
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Ao final observou-se que existem poucas diferenças preponderantes, ficando tais
diferenças restritas a pequenas particularidades área, como horário noturno diferenciado,
diferenças quanto aos serviços especializados de segurança e saúde do trabalho,
comissões internas de prevenção de acidentes, redução na idade de aposentadoria para o
campo, analisando tais diferenças constatamos que nenhuma é prejudicial ao trabalhador
rural.
5 Conclusão