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Brasil e do exterior
19 de maio de 2014
Desmascarando a agenda de controle populacional global

Desmascarando a
agenda de controle
populacional global
Dr. Brian Clowes

Comentário de Julio Severo: Conheci o Dr. Clowes uns 15 anos atrás num
treinamento pró-vida especial em Brasília. Durante alguns dias, aprendi com
seu extraordinário conhecimento pró-vida, que todos nós precisamos. Portanto,
estou lhes trazendo um pouco de sua sabedoria pró-vida em seu artigo sobre o
NSSM 200. Se você não conhece este documento, você deveria conhecer,
pois, como diz o Dr. Clowes, o “NSSM 200 é decisivamente importante para
todos os líderes pró-vida do mundo inteiro, pois expõe completamente as
motivações e métodos repulsivos e antiéticos do movimento de controle
populacional.” Todos os líderes pró-vida do mundo precisam conhecê-lo, pois
é impossível compreender as atuais campanhas pró-aborto obsessivas sem
entender a influência do NSSM 200. É leitura imprescindível. Para os leitores
brasileiros, o que é impressionante nesse documento nefasto é que foi lançado
por um governo americano do Partido Republicano, que é visto como de
Direita. Todos nós sabemos que os políticos americanos do Partido
Democrático são pró-aborto e inconfiáveis quando estão no poder. Veja o
exemplo de Barack Obama. Mas será que os republicanos são confiáveis? Eles
nunca colaboram em tramas de controle populacional? Lamentavelmente, o
NSSM 200 mostra o contrário. Portanto, quer sob os republicanos ou
democratas, a máquina de controle populacional do governo dos EUA avança.
É claro que Ronald Reagan foi uma exceção maravilhosa. Em 1992 fui
convidado por um assessor pró-vida no Senado brasileiro para traduzir do
inglês os trechos cruciais, que foram então distribuídos entre os senadores
brasileiros. Eis o artigo do Dr. Clowes:
O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos é o órgão das
decisões mais elevadas sobre política externa nos EUA. Em 10 de dezembro
de 1974, esse conselho promulgou um documento extremamente secreto
intitulado Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200 (do original em
inglês “National Security Study Memorandum 200,” cuja sigla é NSSM 200),
também conhecido como Relatório Kissinger. Seu assunto era “Implicações do
Crescimento da População Mundial para a Segurança e Interesses Externos
dos EUA.” Esse documento, publicado logo depois da primeira grande
conferência internacional de população em Bucareste, foi o resultado da
colaboração entre a Agência Central de Inteligência (CIA), a Agência de
Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID) e o Departamento de Estado,
de Defesa e Agricultura dos EUA.
O NSSM 200 se tornou público quando o selo de sigilo que estava sobre ele foi
removido e ele foi transferido para os Arquivos Nacionais dos EUA em 1990.
Embora o governo dos EUA tenha publicado centenas de documentos de
políticas lidando com vários aspectos da segurança nacional americana desde
1974, o NSSM 200 continua a ser o documento fundamental sobre
controle populacional elaborado pelo governo dos Estados Unidos.
Portanto, o NSSM 200 continua a representar a política oficial dos
Estados Unidos sobre controle populacional.
O NSSM 200 é decisivamente importante para todos os líderes pró-vida do
mundo inteiro, pois expõe completamente as motivações e métodos repulsivos
e antiéticos do movimento de controle populacional.

O Propósito do NSSM 200


O propósito principal das campanhas de controle populacional
financiadas pelos EUA é manter acesso aos recursos minerais de países
menos desenvolvidos, ou PMDs. O NSSM 200 diz que a economia dos
EUA precisará de quantidades grandes e crescentes de minérios do
exterior, principalmente de países menos desenvolvidos… Esse fato faz
com que os EUA tenham interesses avançados na estabilidade política,
econômica e social dos países que suprem os minérios. Sempre que a
diminuição da população por meio de índices de natalidade reduzidos
aumentar as chances de tal estabilidade, as políticas de controle populacional
se tornam relevantes para os suprimentos de recursos e para os interesses
econômicos dos EUA.
A fim de proteger os interesses comerciais dos EUA, o NSSM 200 citou muitos
fatores que podem interromper o fluxo fácil de matérias de PMDs para os
Estados Unidos, inclusive uma grande população de jovens anti-imperialistas,
cujos números devem ser limitados pelo controle populacional. O documento
identificou 13 nações por nome que seriam os principais alvos das iniciativas
de controle populacional financiadas pelos EUA.
De acordo com o NSSM 200, os componentes da implementação dos planos
de controle populacional podem incluir:
* a legalização do aborto;
* incentivos financeiros para os países aumentarem seus índices de uso de
aborto, esterilização e contracepção;
* doutrinação de crianças; e
* controle populacional compulsório e coerção de outras formas, tais como
negar assistência de alimento e ajuda em situações de desastres, a menos que
um PMD implemente planos de controle populacional.
O NSSM 200 também especificamente declarou que os Estados Unidos
deveriam acobertar suas atividades de controle populacional e evitar
acusações de que são imperialistas induzindo a ONU e várias
organizações não governamentais — especificamente o Fundo
Pathfinder, a Federação Internacional de Planejamento Familiar
(conhecida pela sigla inglesa IPPF) e o Conselho Populacional — a fazer
seu trabalho sujo.
Esse documento, que é completamente desprovido de moralidade ou ética,
vem de modo direto e inevitável incentivando atrocidades e violações em
massa de direitos humanos em dezenas de países do mundo. Apresento
apenas três exemplos:
Peru. Durante os anos de 1995 a 1997, aproximadamente 250.000 mulheres
peruanas foram esterilizadas como parte de um plano para cumprir as metas
de planejamento familiar do então presidente Alberto Fujimori. Embora essa
campanha fosse chamada de “Campanha de Contracepção Cirúrgica
Voluntária,” muitos desses procedimentos eram obviamente feitos à força.
Aliás, as mulheres cujos filhos abaixo do peso normal estivessem em
programas governamentais de alimentação eram ameaçadas com a negação
de alimentos se recusassem ser esterilizadas, e outras eram raptadas de suas
famílias e esterilizadas à força.
China. Por muitos anos, o governo dos EUA vem financiando o Fundo de
População da ONU (FNUAP). Um dos principais objetivos do dinheiro do
FNUAP é a República Popular da China e seu programa de planejamento
familiar amplamente criticado que inclui aborto forçado. De acordo com seus
próprios documentos, o FNUAP doou mais de 100 milhões de dólares para o
programa de controle populacional da China; comprou e produziu um complexo
de computadores IBM especificamente para monitorar o programa de controle
populacional; providenciou a especialização técnica e técnicos que treinaram
milhares de autoridades de controle populacional na China; e presentou a
China com um prêmio da ONU pelo “programa de controle populacional mais
extraordinário” do mundo.
Uganda. Uganda se tornou o primeiro país africano a reduzir seu índice de
infecção do HIV na população adulta, de 21 por cento em 1991 para seis por
cento em 2004, uma redução de 70 por cento. A nação realizou essa façanha
estupenda desestimulando o uso da camisinha e mudando a conduta do povo.
As organizações de controle populacional não poderiam permitir que esse
sucesso interferisse no seu modelo inflexível, de modo que minaram
agressivamente a campanha do presidente Yoweri Museveni. Timothy Wirth,
presidente da Fundação Nações Unidas, chamou essa campanha muito eficaz
de “negligência grave contra a humanidade.” A Agência de Desenvolvimento
Internacional dos EUA (USAID), Population Services International, CARE
International e outras organizações estão impondo a camisinha com todas as
forças em Uganda, e o índice de infecção do HIV está mais uma vez
avançando. Esse talvez seja o exemplo mais chocante da ideologia do controle
populacional superando a ciência de comprovadas campanhas de prevenção
ao HIV.

Resumo da Estratégia de Controle Populacional no


NSSM 200
O NSSM 200 explicitamente expõe a estratégia detalhada por meio da qual
o governo dos Estados Unidos agressivamente promove o controle
populacional nos países em desenvolvimento a fim de controlar (ou ter
melhor acesso a) os recursos naturais desses países.
O resumo seguinte mostra os elementos desse plano, com citações reais
vindas diretamente do NSSM 200:
Os Estados Unidos precisam de abundante acesso aos recursos minerais dos
países menos desenvolvidos.
O fluxo fácil de recursos para os Estados Unidos poderiam ser colocados em
risco por ação de governos de países menos desenvolvidos, conflitos
trabalhistas, sabotagem ou agitações civis, que são muito mais prováveis se o
crescimento populacional for um fator: “Esses tipos de desapontamentos têm
muito menos probabilidade de ocorrer sob condições de crescimento
populacional lento ou zero.” Os jovens têm muito mais probabilidade de
desafiar o imperialismo e as estruturas de poder do mundo, de modo que é
preciso reduzir seus números o máximo possível: “Esses jovens podem ser
mais prontamente persuadidos a atacar as instituições legais do governo ou
propriedade real das ‘elites,’ dos ‘imperialistas,’ das empresas multinacionais
ou outras influências — na maior parte estrangeiras — culpadas por seus
problemas.”
Portanto, os Estados Unidos precisam se empenhar no controle populacional
entre os líderes dos principais países menos desenvolvidos, enquanto
contornam a vontade do povo desses países: “Os EUA precisam incentivar os
líderes dos países menos desenvolvidos a assumir a liderança no avanço do
planejamento familiar e controle populacional tanto dentro de organizações
multilaterais quanto por meio de contatos bilaterais com outros países menos
desenvolvidos.”
Os elementos decisivos da implementação do controle populacional incluem:
Identificar o alvos principais: “Esses países são: Índia, Bangladesh, Paquistão,
Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e
Colômbia.”
Recrutando a ajuda de tantas organizações multilaterais de controle
populacional quantas possível neste projeto de nível mundial, a fim de desviar
as críticas e acusações de imperialismo: “Os EUA precisarão das agências
multilaterais, principalmente o Fundo de População da ONU que já tem projetos
em mais de 80 países para aumentar a assistência de controle populacional
numa base mais ampla com recursos financeiros dos EUA.”
Reconhecendo que “Nenhum país reduziu seu crescimento populacional sem
recorrer ao aborto.”
Planejando campanhas com incentivos financeiros para países para aumentar
seus índices de uso de aborto, esterilização e contracepção: “Pague mulheres
nos países menos desenvolvidos para ter abortos como método de
planejamento familiar… De forma semelhante, tem havido alguns experimentos
polêmicos, mas extraordinariamente bem-sucedidos, na Índia em que
incentivos financeiros, junto com outros truques motivacionais, foram usados
para levar grande número de homens a aceitar vasectomias.”
Concentrando-se na “doutrinação” [a linguagem que o NSSM 200 usa] de
crianças dos países menos desenvolvidos com propaganda antinatalista: “Sem
diminuir de forma alguma a campanha para alcançar esses adultos, o foco
óbvio maior de atenção deveria mudar as atitudes da próxima geração, os que
hoje estão no ensino fundamental ou mais jovens.”
Planejando e instigando campanhas de propaganda e currículos de educação
sexual cuja intenção é convencer os casais a ter famílias menores,
independente de considerações sociais ou culturais: “As seguintes áreas
parecem ser promissoras para produzir reduções de fertilidade, e são
discutidas em seções subsequentes… concentrando-se na educação e
doutrinação da geração de crianças que está vindo sobre a desejabilidade de
famílias de tamanho menor.”
Investigando a desejabilidade de campanhas de controle populacional
compulsórias [essa é a linguagem que o NSSM 200 usa]: “A conclusão dessa
visão é que campanhas compulsórias podem ser necessárias e que o governo
dos EUA deve considerar essas possibilidades agora.”
Considerando o uso da coerção em outras formas, tais como negar assistência
de alimentos e ajuda em tempo de desastre, a menos que um país menos
desenvolvido que é alvo implemente campanhas de controle populacional: “Em
que base devemos então fornecer tais recursos alimentícios? A comida deveria
ser considerada um instrumento de poder nacional? Seremos forçados a fazer
escolhas quanto a quem podemos de modo aceitável ajudar, e se ajudarmos,
iniciativas de controle populacional deveriam ser um critério para tal
assistência?”
Em todo o processo de implementação, os Estados Unidos precisam esconder
seu rastro e disfarçar seus projetos como altruístas: “Existe também o perigo
de que líderes de alguns países menos desenvolvidos vejam as pressões de
um país desenvolvido em favor do planejamento familiar como uma forma de
imperialismo econômico ou racial; isso poderia bem criar uma grave
repercussão negativa… Os EUA podem ajudar a minimizar as acusações de
motivação imperialista por trás de seu apoio às atividades de controle
populacional frequentemente declarando que tal apoio se origina de uma
preocupação com:
O direito do casal individual de decidir de forma livre e responsável o número e
o espaçamento de filhos e ter informações, educação e meios de fazer isso; e
O desenvolvimento social e econômico fundamental de países pobres em que
o rápido crescimento populacional é tanto causa contribuidora quanto
consequência de pobreza generalizada.”
O ponto 6 acima tem de ser muito destacado. A motivação para fomentar o
controle populacional é egoísmo puro. Portanto, as organizações que
promovem o controle populacional têm de se engajar numa campanha em
massa para enganar as pessoas. Elas têm de apresentar seus planos como se
fossem iniciativas para apoiar a liberdade pessoal, ou uma preocupação com o
bem-estar das nações pobres.

A Pergunta Básica: O Controle Populacional é


Necessário?
Há uma consciência crescente de que a “explosão populacional” do mundo
acabou ou, aliás, que realmente nunca se concretizou. Quando o pânico da
explosão populacional começou no final da década de 1960, a população
mundial estava aumentando a uma taxa de mais que dois por cento ao ano.
Agora, está aumentando menos de um por cento ao ano, e de acordo com as
expectativas esse crescimento vai parar no ano 2040, daqui a apenas uma
geração.
O NSSM 200 predisse que a população do mundo se estabilizaria em cerca de
10 a 13 bilhões, com alguns demógrafos predizendo que a população mundial
incharia para 22 bilhões de pessoas. Hoje sabemos que a população do mundo
alcançará oito bilhões e então começará a diminuir.
A aplicação no mundo inteiro das estratégias recomendadas no NSSM 200
resultou em índices de crescimento populacional diminuindo tão rápido em
determinadas regiões do mundo que já estão causando graves problemas
econômicos e sociais na Europa, na ex-União Soviética, Japão, Cingapura e
Hong Kong. Muitos países em desenvolvimento estão agora envelhecendo
ainda mais rapidamente do que o mundo desenvolvido, o que é um
prenúncio de problemas ainda mais graves para suas economias
relativamente subdesenvolvidas. As nações desenvolvidas tiveram a
oportunidade de enriquecer antes de envelhecerem. Se um país envelhece
primeiro, nunca vai enriquecer.
Desde o início, o conceito de uma “explosão populacional” tinha
motivações ideológicas, dando um alarme falso com a intenção específica
de permitir que os países ricos pilhassem os recursos dos países mais
pobres. As campanhas consequentes de controle populacional nos países
menos desenvolvidos não produziram absolutamente nenhum fruto positivo em
suas décadas de implementação. Aliás, as ideologias e campanhas de controle
populacional dificultam ainda mais o esforço de dar respostas à grave crise
iminente que está se aproximando na forma de uma desastrosa “implosão
populacional” no mundo inteiro. É hora de começar a insistir para que as
famílias tenham mais filhos, não menos, se queremos evitar uma catástrofe
demográfica mundial.
O primeiro passo em tal mudança de política em massa é, evidentemente,
mudar nossa visão e valores. A fim de fazer isso, temos de repudiar os velhos
modos de pensar e modos ultrapassados de alcançar nossos objetivos.
O NSSM 200 representa o pior aspecto dos países “avançados” se
intrometendo nos assuntos mais íntimos dos países menos
desenvolvidos. O NSSM 200 simboliza como nenhum outro documento a
face do “americano arrogante e insensível, que faz o que quer com os
outros países.” O NSSM 200 defende a violação das liberdades e
autonomia mais preciosas do indivíduo por meio de programas coercivos
de planejamento familiar.
O NSSM 200 não enfatiza os direitos e o bem-estar de indivíduos ou
nações, apenas o “direito” dos Estados Unidos de ter acesso irrestrito
aos recursos naturais dos países em desenvolvimento. Os Estados Unidos
e outros países do mundo desenvolvido, assim como ONGs de controle
populacional de motivação ideológica, deveriam estar apoiando e orientando
autêntico desenvolvimento econômico que permita que as pessoas de cada
país usem seus recursos para seu próprio benefício, com isso levando a uma
melhoria dos direitos humanos no mundo inteiro e economias mais saudáveis
para todos.
Nenhum relacionamento humano é mais chegado ou mais íntimo do que os
relacionamentos que vemos na família. Contudo, o mundo “desenvolvido” tem
gasto mais de 45 bilhões de dólares desde 1990 apenas tentando controlar o
número de crianças que nascem nas famílias dos países em desenvolvimento
por meio da imposição generalizada do aborto, esterilização e controle da
natalidade sob os termos gerais “serviços de planejamento familiar” e “saúde
reprodutiva.”
Tudo o que dezenas de bilhões de dólares de gastos de controle populacional
conseguiram fazer foi transformar centenas de milhões de famílias pobres
grandes em famílias pobres pequenas. Se essa quantidade colossal de
recursos financeiros tivesse em vez disso sido investida em autêntico
desenvolvimento econômico — melhores escolas, água de beber, estradas,
assistência médica — centenas de milhões de pessoas estariam vivendo
melhor agora.

Traduzido por Julio Severo do artigo de Vida Humana


Internacional: Exposing the Global Population Control Agenda

Fonte: www.juliosevero.com

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