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30/05/2019

Aula Maio/2019
Prof. Ms. Alexandre Henrique Leonel

Parágrafos – Organon da Arte de Curar

O Organon da Medicina é um código de princípios que regem a cura


segundo a lei da semelhança, adotando a metodologia de análise,
síntese, dedução e indução.

Sintetização da investigação das doenças, pesquisa dos efeitos das drogas


e o seu modo correto de aplicação nas doenças.

Foi escrito sob a forma de parágrafos, seções e aforismos.

KOSSAK, A. Homeopatia em 1000 conceitos, 1993.

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SOBRE AS SEIS EDIÇÕES DO ORGANON:

A 1ª. Edição do Organon veio vinte anos após a constatação experimental


da lei da semelhança e quatorze anos após a enunciação dessa lei como
lei de cura.

Essa primeira edição, lançada em 1810, continha 222 páginas e foi


editada sob o título: Organon de Medicina Racional (Organon Der
Rationellen Heikunde).

KOSSAK, A. Homeopatia em 1000 conceitos, 1993.

• A Parte I foi dedicada à análise crítica da Medicina Racional e


relatório de curas dentro da lei da semelhança desde Hipócrates
até Sydenham, cuja citação nominal dos médicos responsáveis pelos
casos clínicos levantou polêmicas, protestos e críticas, compensada
pelo mérito de despertar a opinião geral para o método.

• A Parte II representa o Organon propriamente dito sobre Homeopatia.

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• Em 1818, vem ao público a 2ª. Edição do Organon da Arte de Curar,


cujo título foi mantido nas edições subsequentes de 1824 (3ª. Edição),
1829 (4ª. Edição) e de 1833 (5ª. Edição).

• Em 1842, um ano antes de sua morte, Hahnemann entrega ao editor a


5ª. Edição do livro, revisada, corrigida e complementada, a qual
chegaria ao conhecimento dos homeopatas na qualidade de 6ª. Edição
em 1921, ou seja, 78 anos depois.

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HISTÓRIA DA SEXTA EDIÇÃO DO ORGANON:

• Devido à morte de Hahnemann, em 1843, alguns homeopatas tinham


conhecimento do seu último trabalho através de correspondência
particular mantida com o pai da Homeopatia, o qual considerava a
então eminente 6ª. Edição a mais próxima da perfeição.

• Durante a guerra franco-prussiana (1870-1871) e a primeira guerra


mundial (1914-1918) o grande acervo clínico de Hahnemann esteve
sob o risco de se perder.

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• Coube aos médicos Richard Hael e William Boericke o mérito de obter


dos herdeiros o legado médico-literário, e especialmente o Organon,
cuja 6ª. Edição se concretizou 88 anos após a edição anterior.

• As consequências deste atraso foram marcantes, visto que o sentido


evolutivo da Homeopatia foi influenciado neste longo período pela 5ª.
Edição.

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• Kent (1849-1916), líder do movimento homeopático norte-americano,


desconhecedor das inovações propostas pelo criador da Homeopatia,
emitiu conceitos nem sempre concordes com o Organon e que ainda
vem sendo seguidos à risca por correntes homeopáticas impregnadas
pelas ideias filosóficas pessoais dele, dentro de uma inexplicável
intransigência.

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• O Organon (5ª. Edição alemã) foi traduzido para o português por João
Vicente Martins (1808-1854), médico português sediado em Niterói.

• Em 1962, uma comissão médica do Rio de Janeiro elaborou a


tradução a partir da 6ª. Edição alemã, com base nos textos de J.
Vicente Martins.

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• À esta edição são feitas algumas considerações: a exposição dos


textos mantém a sintaxe dos períodos longos nos moldes literários
alemães, conservando frases extensas intercaladas por outras frases
secundárias e por explicações inseridas em meio aos textos principais,
o que dificulta a compreensão dos parágrafos e perturba e sequencia
de raciocínio. Porém, isso é justificável pela fidelidade ao tradutor dos
originais.

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• Sem tirar o mérito do autor que iniciou esse trabalho com as traduções,
a tradução brasileira deverá ser refundida numa remodelação sintática
mais compreensível aos principiantes do método e um índice deverá
ser igualmente acrescentado.

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E COMO ESTÁ ESQUEMATIZADO O


CONTEÚDO DO ORGANON?

Os assuntos expostos obedecem a uma sequencia em parágrafos:


Parte Doutrinária (§ 1-70):
 Missão do médico (§ 1-2)
 Conhecimentos imprescindíveis ao médico (§ 3-4)
 Conhecimento da doença (§ 5-18)
 Conhecimento dos medicamentos (§ 19-21)
 Aplicação do conhecimento das drogas ao conhecimento da doença (§ 22-27)
 Procedimentos na escolha do remédio. Diferentes modos de administração dos
remédios. Superioridade da aplicação homeopática (§ 28-70)

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Parte Prática (§ 71-291):


 Conhecimentos práticos básicos necessários ao médico (§ 71)
 O que é preciso conhecer para curar o doente (§ 72-145)
 O método mais conveniente do emprego de drogas na cura de doenças.
Modo de administração dos medicamentos (§ 146-184)
 Doenças locais e tratamentos locais (§ 185-203)
 Doenças crônicas (§ 204-209)

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 Doenças mentais (§ 210-230)


 Doenças alternantes (§ 231-243)
 Uso de medicamentos. Repetição. Método plus. Agravação
medicamentosa. (§ 244-264)
 Técnicas farmacêuticas (§ 265-285)
 Agentes terapêuticos não medicamentosos.

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IDEIAS CENTRAIS DO ORGANON

• Lei da semelhança;
• Conceito de Psora como origem da maioria das doenças crônicas;
• Dinamização e poder energético das doses mínimas;
• Conceito de força vital como origem de todas as doenças;
• A ação dinâmica mais forte do medicamento e natureza dinâmica mais
fraca da doença;

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• Teoria da substituição de uma doença existente mais fraca, por outra


adicional medicamentosa mais forte quando não semelhante à
primeira e a cura quando houver semelhança entre as doenças.
• Conotação entre efeito secundário ou curativo das drogas e a reação
da força vital do organismo.

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OS DIFERENTES MÉTODOS DE TRATAMENTO

O Organon faz referência a quatro métodos de tratamento:


- Homeopatia: mediante uso de substâncias que produzem no homem
são manifestações semelhantes àquelas apresentadas pelo doente.
- Enantiopatia (do grego enantios = contrário, oposto + pathos =
sofrimento), mediante o emprego de medicamentos que produzem no
homem são efeitos contrários àqueles apresentados pelo doente.

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- Alopatia (do grego allo = diferente + pathos = sofrimento), mediante


emprego de medicamentos que provocam no homem sadio efeitos
farmacodinâmicos diferentes daqueles que são apresentados pelo
doente.
- Isopatia (do grego ísos = o mesmo + pathos = sofrimento), com
tratamento da doença mediante a utilização do mesmo fator que a
produziu.

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AS ALTERAÇÕES

Entre os aperfeiçoamentos acrescentados ao Organon, destacam-se:


 A força vital, causa de todos os fenômenos vitais, a cuja dinâmica
perturbada se deve a doença e sobre a qual atua a dinâmica
medicamentosa, é discutida na 4ª. Edição e é melhor detalhada na
5ª. Edição, onde a expressão força vital imaterial substitui a “força
vital espiritual” oriunda na 2ª. Edição.
 A Psora, como origem da maioria das doenças crônicas, aparece na
4ª. Edição, em 1829.

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AS ALTERAÇÕES

Na 6ª. Edição, última revisão do Organon, concluída em 1843 e


publicada em 1921, algumas alterações apareceram e se tornaram
importantes pelas consequências do seu desconhecimento ao longo do
hiato que precedeu sua divulgação:

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• Em nota anexa ao § 11, são feitas considerações sobre as


possibilidades da força vital e a necessidade de influência dinâmica
acessória para possibilitar a cura;
• Nos § 22 e § 29, figura o termo princípio em vez de força vital,
numa conceituação mais atualizada;
• Os § 52 e § 56 – relativos aos métodos de cura – foram refeitos;
• Os § 60 e § 74 são complementados por notas explicativas;
• O § 148 é refeito quanto à interpretação da doença, deixando de lado
a matéria pecans como causa da enfermidade;

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• Os § 246 e § 248 trazem inovações relativas às doenças crônicas,


abandonando a dose única e aconselhando a repetição da dose em diferentes
potências;
• Os § 269 ao § 272 são dedicados a procedimentos farmacotécnicos e pela
primeira vez é exposta a escala 50 M.
• O § 273 insiste quanto à inconveniência da administração de dois
medicamentos simultâneos.
• O § 282 admite nas doenças crônicas o simillimum em várias doses diárias,
recomendando administração em potências modificadas no sentido ascendente.

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• §9
No estado de saúde do indivíduo reina, de modo absoluto, a força
vital de tipo não material (Autocratie) que anima o corpo material
(Organismo) como “Dynamis”, mantendo todas as suas partes em
processo vital admiravelmente harmônico nas suas sensações e
funções, de maneira que nosso espírito racional que nele habita,
possa servir-se livremente deste instrumento vivo e sadio para um
mais elevado objetivo de nossa existência”.

Parágrafo 7

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Parágrafo 8

Parágrafo 15

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Parágrafo 16

Parágrafo 20

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Parágrafo 21

Parágrafo 22

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Parágrafo 28

Parágrafo 34

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Parágrafo 43

Parágrafo 58

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Parágrafo 61

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Parágrafo 78

Parágrafo 82

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Parágrafo 93

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Parágrafo 95

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Parágrafo 97

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Parágrafo 99

Parágrafo 100

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Parágrafo 101

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Parágrafo 102

Parágrafo 103

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Parágrafo 104

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Parágrafo 111

Parágrafo 169

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Parágrafo 253

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Parágrafo 273

Parágrafo 274

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Parágrafo 279

Referência Bibliográfica

HAHNEMANN, SAMUEL
ORGANON DA ARTE DE CURAR
6 ed. Tradução de Edméa Marturano
Villela e Izao Carneiro Soares.
Ribeirão-Preto: Museu de
Homeopatia Abrahão Brickmann,
1995.

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