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toda pessoa de toda pessoa

fé tem dúvidas cética tem fé

a fé precisa a razão
da razão precisa da fé
primeira questão:
A fé cristã é a única
religião verdadeira?
segunda questão:
A ciência é
incompatível
com a fé?
terceira questão:
Podemos confiar na Bíblia?
quarta questão:
Como podemos conciliar a
integridade da fé cristã com
os textos bíblicos que
parecem apoiar práticas
moralmente inaceitáveis?
quinta questão:
Se Deus é bom e todo-
poderoso, por que não
impede o mal o sofrimento?
O mais sério desafio
ao teísmo foi, é e
continuará sendo o
problema do mal.
Ronald Nash
teodicéia
(theos - Deus + dikos - justo)

1. Um deus bom evitaria a


ocorrência de todo o mal.
David Hume 2. Um deus onisciente e onipotente
(1711-1776) pode evitar todo o mal
3. O mal existe no mundo
4. Assim, ou Deus não é bom, ou
não é onisciente, ou não é
onipotente.
algumas observações preliminares:

a) A questão da teodicéia é muito mais


um problema sobre a natureza de Deus
do que sobre a existência de Deus
O que está em jogo para quem crê não é se Deus existe ou
não, mas se Deus é ao mesmo tempo bom e todo-poderoso
Alguns, para manter a sua fé num Deus que é
bom, abandonam a crença na soberania divina
“Advogo a tese de que a teologia de um Deus controlador da
história não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas
não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É
incompatível a existência de um Deus controlador com a
liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins
acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha
resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego
poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus.
Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao
catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o
mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se
Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos
responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A
visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger,
poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.”
Ricardo Gondim
trecho de entrevista concedida a revista Carta Capital
“Ressalto, jamais escondi minha fé no Deus que é
amor e nos corolários que faço: amor e controle se
contradizem. De fato, nunca aceitei a doutrina da
providência como explicitada pelo calvinismo e
não consigo encaixar no decreto divino:
Auschwitz, Ruanda ou Realengo. Não há espaço
em minhas reflexões para uma “vontade
permissiva” de Deus que torne necessário o
orgasmo do pedófilo ou a crueldade do genocida.”
Ricardo Gondim
Texto publicado em blog pessoal explicando a sua descontinuidade na Revista Ultimato
algumas observações preliminares:

b) A realidade do mal e do
sofrimento não é um problema
apenas para quem crê em Deus

Meu argumento contra a existência de Deus era o de


que o universo parecia muito cruel e injusto. No
entanto, de onde tirei essa idéia de “justo” e “injusto”?
C. S. Lewis
Acreditamos que os indivíduos não devem sofrer, ser
excluídos, morrer de fome ou suportar opressão. O
mecanismo evolucionário da seleção natural, contudo,
depende da morte, da destruição e da violência dirigida
pelos fortes contra os fracos - essas coisas são
perfeitamente naturais. Com base nisso, então, será
que o ateu considera o mundo natural horrivelmente
errado e injusto? Quem não crê em Deus não possui
um boa base para ficar furioso diante da injustiça.
Timothy Keller
A Fé na Era do Ceticismo, p.22
algumas observações preliminares:

c) Antes de jogar a culpa em Deus,


precisamos assumir nossa
responsabilidade humana

Até que ponto Deus pode ser responsabilizado


pelo mal e pelo sofrimento humano?
algumas observações preliminares:

c) Antes de jogar a culpa em Deus,


precisamos assumir nossa
responsabilidade humana
algumas observações preliminares:

d) A principal questão não é o sofrimento


propriamente, mas o sofrimento sem
uma causa moralmente aceitável

mal moral mal natural


algumas observações preliminares:

a. A questão da teodicéia é muito mais um


problema sobre a natureza de Deus do que
sobre a existência de Deus
b. A realidade do mal e do sofrimento não é um
problema apenas para quem crê em Deus
c. Antes de jogar a culpa em Deus, precisamos
assumir nossa responsabilidade humana
d. A principal questão não é o sofrimento
propriamente, mas o sofrimento sem uma
causa moralmente aceitável
a experiência de Jó:
“homem íntegro e justo; temia
a Deus e evitava fazer o mal”

perdeu os bens
perdeu os filhos
perdeu a saúde
A crise de Jó (31.35-41):
35 (“Ah, se alguém me ouvisse! Agora assino a minha

defesa. Que o Todo-poderoso me responda; que o meu


acusador faça a denúncia por escrito.

36 Eu bem que a levaria nos ombros e a usaria como coroa.
37 Eu lhe falaria sobre todos os meus passos; como um

príncipe eu me aproximaria dele.)


38 “Se a minha terra se queixar de mim e todos os seus

sulcos chorarem,

39 se consumi os seus produtos sem nada pagar, ou se

causei desânimo aos seus ocupantes,



40 que me venham espinhos em lugar de trigo e ervas

daninhas em lugar de cevada”.


41 Aqui terminam as palavras de Jó.
A resposta de Deus (38.1-7):
1 Então o SENHOR respondeu a Jó do meio da tempestade

e disse:
2 “Quem é esse que obscurece o meu conselho com

palavras sem conhecimento?


3 Prepare-se como simples homem; vou fazer-lhe perguntas,

e você me responderá.
4 “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra?

Responda-me, se é que você sabe tanto.


5 Quem marcou os limites das suas dimensões? Talvez

você saiba! E quem estendeu sobre ela a linha de medir?



6 E os seus fundamentos, sobre o que foram postos?


E quem colocou sua pedra de esquina,


7 enquanto as estrelas matutinas juntas cantavam e

todos os anjos se regozijavam?”


duas lições a partir da experiência de Jó:
1) Não temos todas as respostas
“Só porque alguém não consegue
ver ou imaginar um motivo para que
Deus permita que algo aconteça não
significa que esse motivo inexista.”
Timothy Keller

As coisas encobertas pertencem ao Senhor,


o nosso Deus, mas as reveladas pertencem
a nós e aos nossos filhos para sempre, para
que sigamos todas as palavras desta lei.
Deuteronômio 29.29
duas lições a partir da experiência de Jó:
1) Não temos todas as respostas

Ravi Zacharias e o
conto oriental sobre
a boa e a má sorte
duas lições a partir da experiência de Jó:
1) Não temos todas as respostas

Se não temos condições de conhecer


todos os fatos relacionados à ordem
física e material do universo, o que dirá
das questões morais mais complexas?
duas lições a partir da experiência de Jó:
2) Não temos todos os direitos

“O homem antigo vinha a Deus como o acusado ao juiz.


No caso do homem de hoje, os papéis se inverteram. O
homem é o juiz e Deus está no banco dos réus. Se
Deus tiver uma boa razão em sua defesa para ser o
Deus que permite a guerra, a pobreza e a doença, o
homem estará disposto a ouvi-lo. O julgamento talvez
até acabe com a absolvição de Deus.”
C. S. Lewis
duas lições a partir da experiência de Jó:
2) Não temos todos os direitos

os “direitos humanos” e o
humanismo pós-moderno
duas lições a partir da experiência de Jó:
2) Não temos todos os direitos
Romanos 9.20-21
Quem é você, ó homem, para questionar a Deus?
“Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o
formou: ‘Por que me fizeste assim?’” O oleiro não
tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para
fins nobres e outro para uso desonroso?
duas lições a partir da experiência de Jó:
2) Não temos todos os direitos
Romanos 11.33-36
Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do
conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus
juízos e inescrutáveis os seus caminhos! “Quem
conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu
conselheiro?” “Quem primeiro lhe deu, para que ele o
recompense?” Pois dele, por ele e para ele são todas as
coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.
uma resposta bíblica diante da
realidade do mal e do sofrimento
1) Lamento

Jó 19.6-8
saibam que foi Deus que me tratou mal e me
envolveu em sua rede. “Se grito: É injustiça! Não
obtenho resposta; clamo por socorro, todavia não há
justiça. Ele bloqueou o meu caminho, e não consigo
passar; cobriu de trevas as minhas veredas…”
uma resposta bíblica diante da
realidade do mal e do sofrimento
1) Lamento

Lamentações 2.11-12
Meus olhos estão cansados de chorar, minha alma
está atormentada, meu coração se derrama, porque
o meu povo está destruído, porque crianças e bebês
desmaiam pelas ruas da cidade. Eles clamam às
suas mães: “Onde estão o pão e o vinho?” Ao
mesmo tempo em que desmaiam pelas ruas da
cidade, como os feridos, e suas vidas se
desvanecem nos braços de suas mães.
uma resposta bíblica diante da
realidade do mal e do sofrimento
1) Lamento

Lamento: o clamor do aflito


Ricardo Barbosa
uma resposta bíblica diante da
realidade do mal e do sofrimento
2) Fé

A fé enxerga além das nuvens,


confiando que Deus governa sobre
tudo e sobre todos e sua vontade é
sempre boa, perfeita e agradável
uma resposta bíblica diante da
realidade do mal e do sofrimento
2) Fé

Atos 2.22-24
uma resposta bíblica diante da
realidade do mal e do sofrimento
3) Esperança

A esperança nos diz que Deus já


triunfou sobre o mal e está trabalhando
para fazer novas todas as coisas
(Apocalipse)
uma resposta bíblica diante da
realidade do mal e do sofrimento
4) Engajamento na luta contra o mal

Gálatas 6.9-10
E não nos cansemos de fazer o bem, pois
no tempo próprio colheremos, se não
desanimarmos. Portanto, enquanto temos
oportunidade, façamos o bem a todos,
especialmente aos da família da fé.