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CASOS

DE DOR

Caso 1 - para os pacientes



ID: Rogério, 40 anos, masculino, negro, educador físico, natural de Barbacena e procedente de São
Paulo, casado, sem filhos, espírita.

QD: Dor no joelho esquerdo há 3 anos, com inchaço permanente e estalinhos nos últimos meses, e
joelho duro, que passa após andar um pouco

HPMA: Começou a dor meu joelho faz uns 3 anos, fica inchado “desse tamanho (mostrar com a mão)
e não passa mais, e é duro de levantar, principalmente quando estou sentado há muito tempo ou
pela manhã quando acordo piorou faz uns 3 meses, geralmente melhora após 30 minutos. E fica
fazendo barulho quando eu movimento ele.

AP: Diz fazer uso sem acompanhamento de analgésicos comuns, tais como, paracetamol, dipirona
sódica e relaxante muscular, sem melhoras. Nega cirurgias ou internações prévias. Alérgico a
penicilina.

AF: Pai faleceu de pressão alta, Mãe tem Diabetes. Irmã: pressão alta.

Hábitos e vícios: Nega tabagismo, bebe socialmente, nega usou drogas. Parou de praticar esportes
por conta do joelho.

ISDA:

Geral: sem queixas.

Cabeça e pescoço: tem perda de cabelo faz um tempo; sente o olho seco e esbugalhado. E dificuldade
de virar o pescoço.

Cardiovascular: Nega palpitações, dores precordiais.

Gastrointestinal: Relata pirose; nega dores abdominais. Evacuações a cada dois dias, sem mudança de
hábito.

Gênito-urinário: Nega dor ao urinar, corrimento, e lesões penianas.

Musculoesquelético: Relata muita dor no pescoço e joelho esquerdo.

Endócrino: Nega fome ou sede excessiva.


Decálogo da dor:

Localização: joelho esquerdo Evolução: tem ficado mais forte e pior.

Irradia? Irradia em direção ao pé. Relação com funções orgânicas: aumento de
peso e sobrecarga
Tipo de dor: contínua
Fatores de piora: muito tempo de repouso,
Intensidade: moderada a forte dia frio e dirigir.

Início e duração: quando parado há algum Fatores de melhora: andar, se movimentar.
tempo, até iniciar o movimento.
Sinais e sintomas associados: nenhum




Caso 2 – Para pacientes

ID: Joana, 52 anos, feminino, branca, natural de Morretes (PR), procedente e residente em São Paulo
(SP) há 20 anos, professora primária, casada e evangélica.

QD: Acordo me sentindo cansada, o corpo todo doi, parece que passou um trator em cima de mim. E
tudo vem piorando nesses últimos 5 anos. Nem parece que dormi direito.

HPMA: Paciente relata que há mais de 5 anos tem dores difusas pelo corpo, apresentando
enrijecimento do esqueleto apendicular, sono não reparador.

ISDA:
Sintomas gerais: sem queixas. Pele e anexos: sem queixas. Cabeça e pescoço: Uso de óculos para
correção de miopia (não sabe o grau atual). Ap. respiratório: de manhã tenho muita tosse, sem catarro
faz uns 6 meses que começou, não sei o que começou essa tosse não. Ap. circulatório: sem queixas
Ap. digestório: sou ressecada e parece que tenho “são Jorge” no estômago. Ap. urológico: sem
queixas. Ap. endócrino: sem queixas. Ap. neurológico: vide HPMA. Ap. reprodutor: Já estou na
menopausa, mas faz duas semanas que estou apresentando um corrimento fedido e de cor que parece
“sangue pisado”. Ap. locomotor: vide HPMA.

AP: Diz fazer uso de Amplictil 25mg; Amitriptilina 25 mg; Lyrica 150mg e Omeprazol 40mg. A diabetes
está 115, nega cirurgias prévias, nega alergias, não sabe dizer sobre doenças da infância e vacinação.
Relata sentir um desânimo e tristeza muito grandes nessa vida, com as dores que sente. Tem dois
filhos, casados, e três netos. Marido aposentado fica o dia todo em casa, o que a deixa mais nervosa.
A casa é própria e de alvenaria, tem saneamento básico.

AF: Pai etilista crônico morreu de cirrose hepática, hipertenso e fumante. Mãe diabética, teve câncer
de mama aos 68 anos. Irmã mais velha teve câncer de mama há 7 anos e irmão caçula é etilista igual
ao pai.

HV: Fumante 2 maços dia; nega etilismo, nega uso de drogas ilícitas, não faz atividade física. Dieta rica
em gordura, faz muita fritura em casa.

Decálogo da dor:

Localização: corpo todo, a dor espalha e
parece andar. Relação com funções orgânicas: não durmo
direito, fico mais cansada, me sinto triste e
Irradia? Não impotente.

Tipo de dor: parece que estão enfiando Fatores de piora: nervoso, estresse, o marido
alfinetes em mim não acreditar na minha dor.

Intensidade: forte Fatores de melhora: os remédios que tenho
tomado, e quando consegue ir na piscina, mas
Início e duração: dói o tempo todo, não tem não é sempre.
hora para começar ou acabar.
Sinais e sintomas associados: fraqueza
Evolução: tem piorado nos últimos meses, muscular e incapacidade de movimentar os
fica cada dia mais forte e doido. braços e pernas.

Caso 3 – Para pacientes

ID: Carlos, 36 anos, masculino, pardo, bancário, natural e procedente de Barbacena (MG), solteiro,
ateu.

QD: Dor na parte de trás do pescoço há quase um ano.

HPMA: Paciente relata apresentar dor na região posterior do pescoço à esquerda, sem melhora com
tratamento fisioterápico realizado.

AP: Trabalha muitas horas por dia na mesma posição, então não realiza atividade física. Não bebo nem
fumo. Reside em apartamento próprio.

AF: Pai diabético, Mãe hipertensa.

HV: Nega tabagismo, bebe socialmente. Tem múltiplos parceiros com uso de preservativo. Dieta: eu
tenho preguiça de cozinhar, então compro tudo pelo ifood.


ISDA: Sintomas gerais: sem queixas. Pele e anexos: sem queixas. Cabeça e pescoço: vide HPMA. Ap.
respiratório: sem queixas. Ap. circulatório: sem queixas. Ap. digestório: tenho tido dores de estômago
faz uns 5 meses, quando tomo refrigerante, café, quando como fritura. Intestino é normal. Ap.
urológico: sem queixas. Ap. reprodutor: sem queixas. Ap. endócrino: sem queixas. Ap. neurológico e
psíquico: vide HPMA. Ap. locomotor: sem queixas.

Decálogo da dor:

Localização: atrás no pescoço

Irradia? Para a nuca e ombros

Tipo de dor: apertada

Intensidade: moderada

Início e duração: perto do fim do expediente de trabalho.

Evolução: piora o dia que trabalha muitas horas seguidas.

Relação com funções orgânicas: não consigo uma posição confortável na cama pra dormir, ou
quando saio pra ver filme.

Fatores de piora: trabalhar horas excessivas e ficar deitado no sofá.

Fatores de melhora: quando estou de folga e relaxado.
Sinais e sintomas associados: dor de cabeça.



Caso 4 – Para pacientes


ID: Valquíria, 16 anos, feminino, branca, natural e procedente de São Paulo, estudante do ensino
médio, católica.

HD: Dor na barriga há dois dias, febre alta, enjoos.

HPMA: Paciente comparece ao serviço, queixando-se de dor abdominal há dois dias, como presença
de febre (38ºC, segundo a mãe, aferida com termômetro clínico em casa), náuseas.

AP: Apresenta dor de cabeça perto de ficar menstruada; asmática, pratica handebol e natação.

AF: Pai e mãe saudáveis. Avós paternos hipertensos e diabéticos. Avós maternos são super fortes.
Irmã mais velha apresenta ovário policístico.

HV: Nega etilismo e tabagismo; nega uso de drogas ilícitas. Alimentação saudável e equilibrada por
conta do esporte, faz suplementação vitamínica. Treina 4X na semana.

ISDA:


Sintomas gerais: dores abdominais, palidez e febre. Pele e anexos: sem queixas. Cabeça e pescoço:
sem queixas. Ap. respiratório: sem queixas. Ap. circulatório: sem queixas Ap. digestório: vide HPMA.
Ap. urológico: sem queixas. Ap. endócrino: sem queixas. Ap. neurológico: sem queixas. Ap.
reprodutor: sem queixas. Ap. locomotor: sem queixas.


Decálogo da dor:

Localização: barriga

Irradia? Para a perna direita

Tipo de dor: pontada

Intensidade: forte

Início e duração: dois dia, durando o tempo todo.


Evolução: piorou nas últimas horas

Relação com funções orgânicas: febre, náusea.

Fatores de piora: comer.

Fatores de melhora: ficar deitada encolhida.
Sinais e sintomas associados: febre, náusea e barriga inchada.