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N-42 REV.

C AGO / 2000

PROJETO DE SISTEMA DE
AQUECIMENTO EXTERNO DE
TUBULAÇÃO, EQUIPAMENTO E
INSTRUMENTAÇÃO, COM VAPOR
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.

Toda esta Norma foi alterada em relação à revisão anterior.

Cabe à CONTEC – Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto


desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela
adoção e aplicação dos itens da mesma.
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CONTEC utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de
Comissão de Normas não seguí-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-
Técnicas gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta
Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros
verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas


condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade
de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário
desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e
“aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática
Recomendada].
SC – 17
Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir
Tubulação
para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão
Autora.

As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão
Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a
proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas
durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. – PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação

As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho –


GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para
informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas
PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 63 páginas


N-42 REV. C AGO / 2000

SUMÁRIO
1 OBJETIVO ...........................................................................................................................................................6

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ...............................................................................................................6

2.1 REFERÊNCIAS NORMATIVAS............................................................................................................. 6

2.2 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................................... 6

3 DEFINIÇÕES .......................................................................................................................................................7

3.1 AQUECIMENTO EXTERNO .................................................................................................................. 7

3.2 TEMPERATURA DE EQUILÍBRIO ........................................................................................................ 7

3.3 SISTEMA DE AQUECIMENTO (SA) ..................................................................................................... 7

3.3.1 SISTEMA DE AQUECIMENTO CONVENCIONAL ....................................................................... 7

3.3.2 SISTEMAS DE AQUECIMENTO DE ALTA PERFORMANCE ...................................................... 7

3.4 RAMAL DE AQUECIMENTO OU TRAÇO DE VAPOR.......................................................................... 7

3.4.1 RAMAL DE AQUECIMENTO RETO ............................................................................................. 7

3.4.2 RAMAL DE AQUECIMENTO HELICOIDAL .................................................................................. 7

3.5 TRONCO PRINCIPAL DE VAPOR ........................................................................................................ 8

3.6 TRONCO PRINCIPAL DE CONDENSADO........................................................................................... 8

3.7 RAMAL PRINCIPAL DE VAPOR ........................................................................................................... 8

3.8 TRONCO DE SUPRIMENTO DE VAPOR ............................................................................................. 8

3.9 RAMAL DE SUPRIMENTO.................................................................................................................... 8

3.10 RAMAL DE CONDENSADO ................................................................................................................ 8

3.11 TRONCO DE RECOLHIMENTO DE CONDENSADO ......................................................................... 8

3.12 VAPOR DE AQUECIMENTO (VA)....................................................................................................... 8

3.13 SISTEMA DE PURGA ......................................................................................................................... 8

3.14 PERFIL DE ALUMÍNIO ........................................................................................................................ 9

3.15 FITA DE ALUMÍNIO............................................................................................................................. 9

3.16 MASSA TERMOCONDUTORA ........................................................................................................... 9

3.17 COMPRIMENTO BÁSICO CONTÍNUO DE UM RAMAL DE AQUECIMENTO.................................... 9

3.18 PROFUNDIDADE DE BOLSA ............................................................................................................. 9

3.19 ”MANIFOLD” COMPACTO .................................................................................................................. 9

3.20 COLETA MÚLTIPLA ............................................................................................................................ 9

4 CONDIÇÕES GERAIS.......................................................................................................................................10

4.1 SIMBOLOGIA ...................................................................................................................................... 10

4.2 IDENTIFICAÇÃO ................................................................................................................................. 10

4.3 REQUISITOS GERAIS PARA SISTEMA DE AQUECIMENTO EXTERNO COM VAPOR .................. 12

4.4 ISOLAMENTO TÉRMICO.................................................................................................................... 12

4.5 AQUECIMENTO DE TUBULAÇÃO ..................................................................................................... 12

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4.5.1 DIÂMETROS UTILIZADOS PARA RAMAL DE AQUECIMENTO ............................................... 12

4.5.2 SELEÇÃO DO SISTEMA DE AQUECIMENTO........................................................................... 12

4.5.3 COMPRIMENTO MÁXIMO BÁSICO CONTÍNUO DE CADA RAMAL DE AQUECIMENTO ....... 14

4.5.4 SELEÇÃO DOS TRONCOS DE SUPRIMENTO DE VAPOR E DE RECOLHIMENTO DE


CONDENSADO ......................................................................................................................... 14

4.5.5 PROFUNDIDADE TOTAL DAS BOLSAS ................................................................................... 15

4.5.6 DETALHES DE INSTALAÇÃO.................................................................................................... 15

4.5.7 SISTEMA DE PURGA................................................................................................................. 16

4.6 AQUECIMENTO EXTERNO DE EQUIPAMENTOS ............................................................................ 17

4.6.1 VASOS E TUBOS DE GRANDE DIÂMETRO (ACIMA DE 24”) .................................................. 17

4.6.2 DETALHES TÍPICOS DAS INSTALAÇÕES DE VAPOR DE AQUECIMENTO EM BOMBAS .... 17

4.6.3 REQUISITOS GERAIS PARA O SISTEMA DE PURGA............................................................. 17

4.7 AQUECIMENTO DE INSTRUMENTOS............................................................................................... 18

4.8 CÁLCULO DO CONSUMO DE VAPOR .............................................................................................. 18

4.9 CÁLCULO DA CAPACIDADE DO PURGADOR.................................................................................. 18

4.10 MATERIAIS PARA LINHAS DE AQUECIMENTO ............................................................................. 18

ANEXO B - ROTEIRO DE CÁLCULO DE AQUECIMENTO DE TUBULAÇÕES POR TRAÇO DE VAPOR .........55

B-1 OBJETIVO......................................................................................................................................................55

B-2 ROTEIRO .......................................................................................................................................................55

B-2.1 CALOR FORNECIDO PELO RAMAL AO TUBO DE PROCESSO (QST) ......................................... 55

B-2.1.1 CALOR POR RADIAÇÃO DO RAMAL PARA O TUBO DE PROCESSO (QR)........................ 55

B-2.1.2 CALOR POR CONDUÇÃO DO RAMAL PARA TUBO DE PROCESSO (QC) ......................... 56

B-2.2 CALOR PERDIDO PELO TUBO DE PROCESSO AO AMBIENTE (QA).......................................... 58

B-2.2.1 CONVECÇÃO E RADIAÇÃO EXTERNA (QE) ......................................................................... 58

B-2.2.2 CONDUÇÃO NO ISOLAMENTO TÉRMICO (QK).................................................................... 60

B-2.3 RADIAÇÃO, CONDUÇÃO E CONVECÇÃO NA CAMADA DE AR (QI) ........................................... 60

B-2.4 PERDA DIRETA DE CALOR PARA O AMBIENTE (QDIR)................................................................ 61

B-3 CONSUMO DE VAPOR EM REGIME PERMANENTE (CV) .............................................................. 61

B-4 LISTA DE VARIÁVEIS E PROPRIEDADES........................................................................................ 62

B-4.1 VARIÁVEIS UTILIZADAS................................................................................................................. 62

B.4.2 PROPRIEDADES UTILIZADAS ....................................................................................................... 62

FIGURAS

FIGURA 1 - PROFUNDIDADE DE BOLSA.............................................................................................................. 9

FIGURA 2 - IDENTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE AQUECIMENTO ..................................................................... 10

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FIGURA 3 - IDENTIFICAÇÃO DE SISTEMA DE AQUECIMENTO EM TRECHO DE MUDANÇA DE NÚMERO


DE LINHA........................................................................................................................................... 10

FIGURA 4 - IDENTIFICAÇÃO DE DOIS OU MAIS SISTEMAS NO MESMO SUPRIMENTO DE VAPOR............ 11

FIGURA 5 - IDENTIFICAÇÃO DE SISTEMA QUE AQUECE DERIVAÇÃO .......................................................... 11

FIGURA A-1 - ESQUEMA GERAL DE AQUECIMENTO POR VAPOR ............................................................... 19

FIGURA A-2 - ARRANJOS TÍPICOS DE SUPRIMENTO DE VAPOR ................................................................. 20

FIGURA A-3 - TOMADAS VERTICAIS PARA DUAS OU MAIS LINHAS DE AQUECIMENTO VERTICAIS........ 21

FIGURA A-4 - ARRANJO TÍPICO DE RECOLHIMENTO DE VAPOR E RECOLHIMENTO DE CONDENSADO 22

FIGURA A-5 - ARRANJO TÍPICO DE SUPRIMENTO PARA DOIS RAMAIS DE AQUECIMENTO..................... 22

FIGURA A-6 - VAPOR DE AQUECIMENTO PARA TRONCOS E RAMAIS......................................................... 23

FIGURA A-7 - ANCORAGENS TÍPICAS PARA LINHAS DE AQUECIMENTO DE Ø 3/4” E MAIORES EM


TUBOS DE COBRE ...................................................................................................................... 24

FIGURA A-8 - GUIAS PARA LINHAS DE AQUECIMENTO ................................................................................. 24

FIGURA A-9 - CURVAS DE EXPANSÃO (DILATADORES) PARA LINHAS DE AQUECIMENTO, USANDO


2
VAPOR SATURADO DE PRESSÕES ATÉ 1,7 MPa (17 Kgf/cm ) ............................................... 25

FIGURA A-10 - AQUECIMENTO DE VÁLVULAS .................................................................................................. 26

FIGURA A-11 - AQUECIMENTO DE FLANGES .................................................................................................... 26

FIGURA A-12 - DETALHE TÍPICO PARA AQUECIMENTO DE ESTAÇÃO DE CONTROLE................................ 27

FIGURA A-13 - AQUECIMENTO DE LINHAS HORIZONTAIS E VERTICAIS COM UM RAMAL DE


AQUECIMENTO (R.A.) ................................................................................................................. 27

FIGURA A-14 - FIXAÇÕES TÍPICAS PARA RAMAIS DE AQUECIMENTO .......................................................... 28

FIGURA A-15 - ARRANJOS DE TUBULAÇÃO ...................................................................................................... 29

FIGURA A-16 - INSTALAÇÕES TÍPICAS PARA AQUECIMENTO DE VASOS..................................................... 30

FIGURA A-17 - INSTALAÇÃO TÍPICA DE VAPOR DE AQUECIMENTO PARA BOMBAS ................................... 31

FIGURA A-18 - ESQUEMA PARA AQUECIMENTO COMUM PARA LINHAS DE PEQUENO DIÂMETRO .......... 32

FIGURA A-19 - LINHA DE AQUECIMENTO PARA VÁLVULAS DE CONTROLE E TOMADAS DE PRESSÃO


EM LINHAS AQUECIDAS ............................................................................................................ 32

FIGURA A-20 - AQUECIMENTO PARA MEDIDOR DE FLUXO - SERVIÇO COM LÍQUIDO DE SELAGEM........ 33

FIGURA A-21 - AQUECIMENTO PARA MEDIDOR DE FLUXO COM CAIXA DE AQUECIMENTO...................... 35

FIGURA A-22 - AQUECIMENTO PARA MEDIDOR DE FLUXO COM CAIXA DE AQUECIMENTO - SERVIÇOS
DE VAPOR (USADO EM REGIÕES COM TEMPERATURA ABAIXO DE 0 °C)........................... 36

FIGURA A-23 - ALARME DE NÍVEL EM VASO ..................................................................................................... 37

FIGURA A-24 - CONTROLADOR DE NÍVEL EM VASO........................................................................................ 38

FIGURA A-25 - CONTROLADOR E VISOR DE NÍVEL EM “BRIDLE” ................................................................... 38

FIGURA A-26 - VISOR DE NÍVEL DUPLO EM VASO ........................................................................................... 39

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FIGURA A-27 - CAIXA COM AQUECIMENTO A VAPOR...................................................................................... 40

FIGURA A-28 - AQUECIMENTO DE RAMAIS PARA MANÔMETROS ................................................................. 41

FIGURA A-29 - AQUECIMENTO PARA MEDIDOR DE PRESSÃO - SERVIÇO COM LÍQUIDO DE SELAGEM .. 42

FIGURA A-30 - ÁBACO PARA CÁLCULO DO AQUECIMENTO DE TUBULAÇÕES ............................................ 43

FIGURA A-31 - DETALHES DE MONTAGEM DO SISTEMA COM PERFIL DE ALUMÍNIO ................................. 44

FIGURA A-32 - GEOMETRIA DO PERFIL ............................................................................................................. 45

FIGURA A-33 - DETALHES DE MONTAGEM DO SISTEMA COM FITA DE ALUMÍNIO ...................................... 46

FIGURA A-34 - MONTAGEM DA FITA EM CONFIGURAÇÕES COMPLEXAS DO RAMAL DE AQUECIMENTO


(EXEMPLO: RAMAL EM HÉLICE) ................................................................................................ 47

FIGURA A-35 - COMPRIMENTO MÁXIMO PARA RAMAL 3/4” ............................................................................ 48

FIGURA A-36 - COMPRIMENTO MÁXIMO PARA RAMAL 1/2” ............................................................................ 49

FIGURA A-37 - COMPRIMENTO MÁXIMO PARA RAMAL 3/4” COM FITA OU PERFIL DE ALUMÍNIO .............. 50

FIGURA A-38 - COMPRIMENTO MÁXIMO PARA RAMAL 1/2” COM FITA OU PERFIL DE ALUMÍNIO .............. 51

FIGURA A-39 - CONSUMO DE VAPOR PARA RAMAL DE 3/4” ........................................................................... 52

FIGURA A-40 - CONSUMO DE VAPOR PARA RAMAL DE 1/2” ........................................................................... 53

FIGURA A-41 - CONSUMO DE VAPOR PARA RAMAL DE 1/2” OU 3/4” COM FITA OU PERFIL DE ALUMÍNIO 54

FIGURA B-1 – PASSO DA HÉLICE DO TRAÇO DE VAPOR............................................................................... 56

FIGURA B-2 – DIMENSÕES CARACTERÍSTICAS DE MONTAGEM DA FITA.................................................... 57

FIGURA B-3 – PERFIL DE ALUMÍNIO - PERÍMETRO DA FITA .......................................................................... 58

FIGURA B-4 – ÂNGULOS DE TROCA TÉRMICA DIRETA .................................................................................. 59

FIGURA C-1 - MODELO SUGERIDO PARA FORMULÁRIO DE SISTEMAS DE AQUECIMENTO..................... 63

_____________

/OBJETIVO

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1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para a elaboração de projetos de sistemas de
aquecimento externo de tubulações, equipamentos e instrumentos, utilizando-se vapor d’água,
destinados às instalações industriais, compreendendo facilidades de perfuração e produção em
plataformas marítimas, áreas de processo, áreas de utilidades, parques de armazenamento,
terminais, bases de provimento, instalações auxiliares e estações de oleodutos.

1.2 Esta Norma não se aplica aos projetos de outros tipos de sistemas de aquecimento, tais
como aquecimento por camisa externa de vapor e aquecimento elétrico.

1.3 Esta Norma se aplica a projetos para a PETROBRAS, iniciados a partir da data de sua
edição.

1.4 Esta Norma contém Requisitos Mandatórios e Práticas Recomendadas.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados em 2.1 e 2.2 contêm prescrições válidas para a presente Norma.

2.1 Referências Normativas

PETROBRAS N-58 - Símbolos Gráficos para Fluxogramas de Processo e de


Engenharia;
PETROBRAS N-59 - Símbolos Gráficos para Desenhos de Tubulação;
PETROBRAS N-75 - Abreviaturas para os Projetos Industriais;
PETROBRAS N-76 - Materiais de Tubulação;
PETROBRAS N-116 - Sistemas de Purga de Vapor em Tubulações;
PETROBRAS N-250 - Montagem de Isolamento Térmico a Alta Temperatura;
PETROBRAS N-381 - Execução de Desenho e Outros Documentos Técnicos
em Geral;
PETROBRAS N-550 - Projeto de Isolamento Térmico a Alta Temperatura;
PETROBRAS N-1618 - Material para Isolamento Térmico.

2.2 Referências Bibliográficas

KREITH, Frank. Princípios da Transmissão de Calor;


KERN, Donald. Processos de Transmissão de Calor;
MCADAMS, William Henry. Heat Transmission;
CUNHA, Renato Golin et al. Roteiro para Cálculo e Seleção de Tracejamento de
Vapor. Boletim Técnico PETROBRAS, Rio de Janeiro 32(1/2): 19-26 jan/jun/1989;
CUNHA, Claudio José Grando da. Cálculo de Aquecimento de Tubulações por
Traço de Vapor. Relatório interno da PETROBRAS/REFAP, 1996.

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3 DEFINIÇÕES

Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 3.1 a 3.20.

3.1 Aquecimento Externo

Aquecimento utilizando-se tubos com vapor d'água dispostos externamente à tubulação,


equipamento ou instrumento a ser aquecido.

3.2 Temperatura de Equilíbrio

Temperatura do equipamento ou tubulação, para determinadas condições ambientais, em


regime permanente e na condição de inexistência de fluxo de produto. A mesma é obtida
quando o calor fornecido pelo sistema de aquecimento se iguala ao calor perdido para o
ambiente.

3.3 Sistema de Aquecimento (SA)

Sistema constituído pelo ramal de suprimento, ramais de aquecimento e sistema de purga.

3.3.1 Sistema de Aquecimento Convencional

Sistema para o qual a transferência de calor se dá basicamente por radiação direta do ramal de
aquecimento para a tubulação.

3.3.2 Sistemas de Aquecimento de Alta Performance

Sistemas para os quais a transferência de calor do ramal de aquecimento para a tubulação é


significativamente aumentada, possibilitando obter-se temperaturas mais próximas à do
vapor. Destacam-se: sistema com perfil de alumínio e sistema com fita de alumínio.

3.4 Ramal de Aquecimento ou Traço de Vapor

Linha de pequeno diâmetro, disposta externamente à tubulação ou equipamento, com a função


de promover o aquecimento da tubulação ou equipamento (ver FIGURA A-5 do ANEXO A).

3.4.1 Ramal de Aquecimento Reto

Apresenta configuração reta e paralela à tubulação.

3.4.2 Ramal de Aquecimento Helicoidal

Apresenta configuração em forma de hélice, enrolado externamente à tubulação ou


equipamento.

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3.5 Tronco Principal de Vapor

Tubulação de onde são alimentados os sistemas de aquecimento com vapor (ver FIGURA A-1
do ANEXO A).

3.6 Tronco Principal de Condensado

Tubulação para onde é descarregado o condensado coletado pelos troncos de recolhimento de


condensado (ver FIGURA A-1 do ANEXO A).

3.7 Ramal Principal de Vapor

Tubulação de interligação entre o tronco principal de vapor e o tronco de suprimento de vapor


(ver FIGURA A-1 do ANEXO A).

3.8 Tronco de Suprimento de Vapor

Tubulação de onde são alimentados os diversos ramais de aquecimento de vapor (ver


FIGURA A-1 do ANEXO A).

3.9 Ramal de Suprimento

Tubulação intermediária que interliga o tronco de suprimento a ramais de aquecimento


(ver FIGURA A-1 do ANEXO A).

3.10 Ramal de Condensado

Linha de pequeno diâmetro que transfere o condensado coletado no sistema de purga para o
tronco de recolhimento ou tronco principal de condensado (ver FIGURA A-1 do ANEXO A).

3.11 Tronco de Recolhimento de Condensado

Tubulação para onde é descarregado o condensado pelos sistemas de aquecimento (ver


FIGURA A-1 do ANEXO A).

3.12 Vapor de Aquecimento (VA)

Vapor d’água saturado ou superaquecido que se constitui no fluido de aquecimento.

3.13 Sistema de Purga

Ver norma PETROBRAS N-116.

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3.14 Perfil de Alumínio

Peça perfilada, fabricada por extrusão com acabamento anodizado, utilizada para acoplar o
ramal de aquecimento à tubulação, de forma a aumentar a troca de calor por condução térmica
(ver FIGURA A-32 do ANEXO A).

3.15 Fita de Alumínio

Fita de largura 1/2” ou 3/4” e espessura 0,5 mm, disposta em forma de hélice externamente à
tubulação e ramal de aquecimento, de forma a aumentar a troca térmica por condução e
radiação (ver FIGURA A-33 do ANEXO A).

3.16 Massa Termocondutora

Massa de alta condutividade térmica utilizada para incrementar a transferência de calor por
condução, entre duas superfícies (ver item 4.5.2.4).

3.17 Comprimento Básico Contínuo de um Ramal de Aquecimento

Comprimento de tubo medido desde a válvula de bloqueio até o purgador.

3.18 Profundidade de Bolsa

Compreende-se como a distância vertical, medida entre pontos baixos e altos sucessivos em
um ramal de aquecimento, no sentido do fluxo, conforme FIGURA 1.

A C

Nota: Profundidade total das bolsas = A + B + C

FIGURA 1 - PROFUNDIDADE DE BOLSA

3.19 ”Manifold” Compacto

Conjunto de válvulas em um corpo único interligando o ramal de suprimento ou de


condensado aos ramais de aquecimento.

3.20 Coleta Múltipla

Coleta do condensado proveniente de dois ou mais ramais de aquecimento para um mesmo


purgador.

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4 CONDIÇÕES GERAIS

4.1 Simbologia

4.1.1 Toda linha aquecida por vapor de aquecimento deve ser representada pelos símbolos e
abreviaturas constantes das normas PETROBRAS N-58, N-59 e N-75.

4.1.2 Com relação a equipamentos e a instrumentos aquecidos, para os quais não existam
símbolos nas normas citadas no item 4.1.1, deve ser feita a indicação dos símbolos que
venham a ser utilizados em todos os documentos (tais como fluxogramas de engenharia,
plantas de tubulação e folhas de dados) onde os equipamentos e instrumentos aquecidos
apareçam.

4.2 Identificação

4.2.1 A identificação de um sistema de aquecimento (SA) em plantas de tubulação deve ser


conforme FIGURA 2.
N° INDICATIVO DA QUANTIDADE
4° SA DA LINHA DE RAMAIS DE AQUECIMENTO
DA LINHA

IDENTIFICAÇÃO TUBULAÇÃO AQUECIDA


DE SA
RAMAL DE AQUECIMENTO

SA - 234 - 4
(3)
SA - 234 - 3
INÍCIO DE UM SA

NÚMERO CRONOLÓGICO
FINAL DE UM SA
DA LINHA ONDE SERÁ
INSTALADO
SENTIDO DO
FLUXO DE VAPOR

3° SA DA LINHA

FIGURA 2 - IDENTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE AQUECIMENTO

4.2.2 Sempre que uma tubulação aquecida mudar de número, o número do SA continua
inalterado até o ramal de condensado. Desse ponto em diante deve receber o número de outra
linha conforme FIGURA 3.
10" - HC - 400 - 237 - Ba 12" - HC - 400 - 228 - Ba

SA-237-1 SA-228-17 SA-228-17

FIGURA 3 - IDENTIFICAÇÃO DE SISTEMA DE AQUECIMENTO EM TRECHO DE


MUDANÇA DE NÚMERO DE LINHA

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4.2.3 Quando se instalar dois ou mais sistemas no mesmo suprimento de vapor, deve-se fazer
a identificação conforme o exemplo do FIGURA 4.
229-7

SA 232-10
234-11

FIGURA 4 - IDENTIFICAÇÃO DE DOIS OU MAIS SISTEMAS NO MESMO


SUPRIMENTO DE VAPOR

4.2.4 Quando um sistema de uma determinada linha aquecer também uma derivação, deve
ser indicada a quantidade de sub-ramais que aquecem a derivação, conforme FIGURA 5.

O MESMO SUB-RAMAL SOMENTE 1 SUB-RAMAL


VAI E VOLTA (1)+(1) AQUECE A DERIVAÇÃO
INSTALAR OS SUB-RAMAIS (1) (1)
ALTERNADAMENTE MUDANÇA AÇO-COBRE
QUANDO INDICADO

(3) (3)
(3) (3)

LINHA PRINCIPAL COM TRÊS RAMAIS DE AQUECIMENTO

REPRES. EM PLANTA SITUAÇÃO REAL REPRES. EM PLANTA

FIGURA 5 - IDENTIFICAÇÃO DE SISTEMA QUE AQUECE DERIVAÇÃO

4.2.5 Deve ser feita uma lista dos sistemas de aquecimento, em formulário próprio,
respeitando a norma PETROBRAS N-381. No ANEXO C é apresentado um modelo sugerido.
Essa lista deve conter, no mínimo, as seguintes informações:

a) indicação da última revisão da linha correspondente;


b) identificação do sistema de aquecimento (SA), de acordo com o item 4.2.1;
c) tipo de sistema: reto (R), helicoidal (H), com perfil de alumínio (P), com fita de
alumínio (F) ou outro sistema de alta performance (A);
d) identificação do tronco de suprimento de vapor;
e) planta de tubulação onde se inicia o sistema;
f) quantidade de ramais de aquecimento;
g) diâmetro nominal dos ramais de aquecimento;
h) identificação do tronco de recolhimento de condensado;
i) planta de tubulação onde termina o sistema;
j) comprimento básico do ramal (em metros);
k) notas; devem ser indicados os números das notas correspondentes à linha em
questão.

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4.3 Requisitos Gerais para Sistema de Aquecimento Externo com Vapor

4.3.1 Não deve ser utilizada conexão roscada nas ligações. Utilizar solda de topo com o
processo “TIG” ou solda de encaixe. Em sistemas passíveis de desmontagem utilizar flanges.

4.3.2 Utilizar aço-carbono em todo o sistema, a exceção dos casos previstos no item 4.7.1, e
daqueles em que for tecnicamente conveniente o uso de tubo de cobre.

4.3.3 No caso de conformação e mudança de direção de tubo de aço-carbono, curvar a quente


com areia, com raio de curvatura mínimo igual a 5 vezes o diâmetro externo do tubo.

4.3.4 O arranjo dos tubos ao redor de válvulas, bombas, etc., deve permitir sua remoção sem
a necessidade de remoção do aquecimento.

4.4 Isolamento Térmico

4.4.1 As tubulações, equipamentos e instrumentos aquecidos devem ser isolados para a


conservação de calor, em conjunto com as linhas de aquecimento.

4.4.2 Os materiais para isolamento a serem utilizados estão previstos na norma


PETROBRAS N-1618 e podem ser em forma de calhas, segmentos ou placas, em função da
sua melhor aplicação.

4.4.3 A montagem do isolamento deve estar de acordo com a norma PETROBRAS N-250.
Deve-se garantir a inexistência de materiais de isolamento térmico entre o ramal de
aquecimento e a tubulação.

4.4.4 A espessura do isolamento deve ser determinada pela norma PETROBRAS N-550. Em
casos específicos, a espessura pode ser calculada e definida em função do sistema de
aquecimento utilizado, de forma a permitir a economia decorrente de uma possível redução do
número de ramais de aquecimento.

4.5 Aquecimento de Tubulação

4.5.1 Diâmetros Utilizados para Ramal de Aquecimento

Os diâmetros utilizados para ramais de aquecimento devem ser de 3/8” para cobre, e 1/2” e
3/4” para aço-carbono.

4.5.2 Seleção do Sistema de Aquecimento

O sistema de aquecimento deve ser especificado de forma a se obter a temperatura de


equilíbrio requerida.

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4.5.2.1 Sistema de Aquecimento Convencional com Ramais Retos

A seleção dos diâmetros e quantidades de ramais de aquecimento deve ser feita utilizando-se
a metodologia de cálculo do ANEXO B ou através do ábaco da FIGURA A-30 do
ANEXO A.

4.5.2.2 Sistema de Aquecimento Convencional com Ramal Helicoidal

Deve ser utilizado em tubulações de pequeno diâmetro (até 2”), que apresentam muitas
mudanças de direção e acessórios, bem como válvulas. O passo de hélice é definido
utilizando-se a metodologia de cálculo do ANEXO B.

4.5.2.3 Sistemas de Aquecimento de Alta Performance

Devem ser utilizados nos casos em que se deseja reduzir o número de ramais de aquecimento,
principalmente para produtos de alta viscosidade. Para a escolha do tipo de sistema de alta
performance, consultar TABELA 1.

Notas: 1) número de ramais para os sistemas de alta performance deve ser determinado de
acordo com a metodologia de cálculo do ANEXO B. Como aproximação pode
se considerar o número de ramais igual à metade do número definido pelo ábaco
da FIGURA A-30 do ANEXO A.
2) em trechos longos, como em tubovias, recomenda-se o uso do sistema com perfil
de alumínio. Deve-se garantir um bom acoplamento do perfil de alumínio com o
ramal e a tubulação a ser aquecida. A geometria do perfil, bem como detalhes de
montagem estão mostrados nas FIGURAS A-31 e A-32 do ANEXO A.
3) em curvas, conexões e acessórios, onde a montagem do sistema com perfil é
inviável, o sistema deve ser complementado com o uso da fita de alumínio.
4) para o sistema com fita, recomenda-se o recobrimento total da tubulação e
ramal. Os detalhes de montagem estão mostrados na FIGURA A-33 do
ANEXO A. Para configurações complexas do ramal de aquecimento, onde é
difícil o recobrimento total, adotar o esquema de montagem indicado na
FIGURA A-34 do ANEXO A.
5) para sistemas de alta performance o diâmetro do ramal de aquecimento deve ser
de 1/2”.

TABELA 1 - SELEÇÃO DE SISTEMAS DE AQUECIMENTO DE ALTA


PERFORMANCE

Configuração Sistema Recomendado


Trechos curtos Fita
∅≤4”
Trechos longos Fita ou perfil
Trechos curtos e com muitas
Fita
∅≥6” curvas
Trechos longos Perfil
Válvulas, filtros, potes de Ramal helicoidal de cobre ou
-
selagem opcionalmente fita
Curvas, conexões, e acessórios - Fita

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N-42 REV. C AGO / 2000

4.5.2.4 A utilização de massa termocondutora deve ser evitada, visto que perde eficácia ao
longo do tempo.

4.5.2.5 Para o aquecimento de válvulas, filtros ou acessórios, com produtos de alta


viscosidade, utilizar ramal de cobre enrolado ou opcionalmente sistema com fita de alumínio.

4.5.3 Comprimento Máximo Básico Contínuo de Cada Ramal de Aquecimento

O comprimento máximo básico contínuo de cada ramal de aquecimento deve ser determinado
pelos gráficos das FIGURAS A-35 a A-38 do ANEXO A.

4.5.3.1 No caso de projetos em tubovias com duas ou mais tubulações aquecidas em paralelo,
padronizar o comprimento, utilizando o menor valor obtido para cada linha individualmente, a
fim de reduzir o número de estações de purga.

4.5.3.2 Para sistemas com baixa pressão de vapor (menor que 3,0 kgf/cm2), verificar o
comprimento máximo em função da capacidade do purgador selecionado. O comprimento é
igual á capacidade dividida pelo consumo por unidade de comprimento conforme item 4.8.

4.5.3.3 No caso de coleta múltipla, o comprimento máximo contínuo deve ser calculado em
função da capacidade do purgador. De forma simplificada, para ramais de aquecimento de
uma mesma linha, este comprimento pode ser considerado como sendo o comprimento obtido
pelos gráficos das FIGURAS A-35 a A-38 do ANEXO A, dividido pelo número de ramais
conectados a um mesmo purgador.

4.5.3.4 Para cada curva empregada, o comprimento máximo básico contínuo deve ser
reduzido em 0,50 m.

4.5.3.5 Reduções no diâmetro são aceitáveis para aquecimento de instrumentos ou pequenos


equipamentos. Nesse caso, deve ser observada uma redução de comprimento da linha para
compensar a perda de capacidade pela diminuição do diâmetro.

4.5.4 Seleção dos Troncos de Suprimento de Vapor e de Recolhimento de Condensado

4.5.4.1 O diâmetro do tronco de suprimento de vapor deve obedecer à TABELA 2.

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N-42 REV. C AGO / 2000

TABELA 2 - DIÂMETRO DO TRONCO DE SUPRIMENTO

Número de Ramais de Aquecimento Diâmetro do Tronco


DN 3/8” DN 1/2” DN 3/4” Suprimento
1a2 1 - 1/2”
3a5 2a4 1 3/4”
6a8 5a6 2a3 1”
09 a 18 7 a 12 4a7 11/2”
19 a 28 13 a 16 8 a 11 2”
- - 12 a 16 3”

Notas: 1) Os ramais de aquecimento devem ser selecionados conforme o item 4.5.2.


2) Para DN de ramais de aquecimentos heterogêneos, considerar as seções e reduzir
a um único número de DN equivalente.
3) Pode ser utilizada para determinar diâmetro do ramal de suprimento.
4) Para sistema de alta performance o diâmetro do tronco deve ser obtido entrando
na TABELA 2 com o dobro do número de ramais.

4.5.4.2 Para a seleção do diâmetro mínimo do tronco de recolhimento de condensado, deve


ser usada a TABELA 3.

TABELA 3 - DIÂMETRO DO TRONCO DE RECOLHIMENTO DE CONDENSADO

Número de Purgadores Diâmetro do Tronco de Condensado


1a2 3/4”
3a5 1”
6 a 15 1 1/2”
16 2”

4.5.5 Profundidade Total das Bolsas

4.5.5.1 A profundidade total das bolsas não deve ultrapassar 20 % da altura manométrica
equivalente à pressão do vapor (PTB[m] < 2xPvapor[kgf/cm2]).

4.5.5.2 A profundidade das bolsas consideradas individualmente não deve ultrapassar 5 % da


altura manométrica equivalente à pressão de vapor (PB[m] < 0,5xPvapor[kgf/cm2]).

4.5.6 Detalhes de Instalação

4.5.6.1 Devem ser instaladas válvulas de bloqueio nos pontos de conexão com os troncos de
suprimento de vapor e recolhimento de condensado, a fim de que o sistema de aquecimento
possa ser liberado sempre que necessário.

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N-42 REV. C AGO / 2000

4.5.6.2 Devem ser usados preferencialmente “manifolds” compactos de suprimento de vapor


e recolhimento de condensado.

4.5.6.3 Deve ser usado, sempre que possível, tubos curvados, reduzindo o uso de conexões a
um valor mínimo.

4.5.6.4 Os efeitos dos movimentos de expansão dos ramais de aquecimento devem ser
controlados por restrições e dilatadores, conforme indicado na FIGURA A-9 do ANEXO A.
Para absorver os movimentos de expansão devem ser deixadas folgas nas aberturas por onde
os dilatadores saem do isolamento. Deve ser aproveitada a presença de flanges e válvulas para
a instalação de dilatadores.

4.5.6.5 Os ramais de aquecimento retos devem ser fixados a cada intervalo de 1 m, através de
fitas de aço largura 12,7 mm x 0,5 mm espessura ou arame BWG 16, de aço galvanizado e
recozido, conforme norma PETROBRAS N-1618. Para ramais com perfil de alumínio,
utilizar sempre fita de aço.

4.5.6.6 A posição do ramal de aquecimento está indicada nas FIGURAS A-13 e A-14 do
ANEXO A. No caso específico de um ramal, deve ser fixado na geratriz inferior do tubo.
Quando a linha aquecida conduzir líquidos corrosivos ou com tendência à formação de coque,
colocar blocos isolantes de 2,5 cm x 2,5 cm x 2,5 cm, a intervalos de 1 m a 2 m, separando o
ramal de aquecimento da linha aquecida.

4.5.6.7 Linhas de DN até 1 1/2”, a serem aquecidas, podem ser agrupadas e isoladas em um
único bloco de aquecimento, como na FIGURA A-18 do ANEXO A. Linhas de DN 2” e
maiores sempre devem ser aquecidas individualmente.

4.5.6.8 Cada ramal de aquecimento deve ter sua válvula de bloqueio, colocada o mais
próximo possível do tronco de suprimento de vapor.

4.5.6.9 Para ramais de aquecimento de aço-carbono (ver FIGURAS A-10 e A-11 do


ANEXO A), somente devem ser previstos flanges junto a válvulas quando estritamente
necessário.

4.5.6.10 Os arranjos típicos de tubulação de suprimento de vapor e recolhimento de


condensado são apresentados nas FIGURAS A-2 a A-6, A-12, A-15 do ANEXO A.

4.5.7 Sistema de Purga

4.5.7.1 Para detalhes de instalação do sistema de purga, deve ser consultada a norma
PETROBRAS N-116.

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N-42 REV. C AGO / 2000

4.5.7.2 No caso de utilização de coleta múltipla (para um único purgador), o projeto do


sistema de aquecimento deve atender aos seguintes requisitos:

a) alimentação de um mesmo “manifold”;


b) comprimento das tubulações e condições de troca térmica equivalentes;
c) declividade na direção do purgador.

4.5.7.3 Em sistemas com ramais de aquecimento helicoidais ou em presença de bolsas não


deve ser usada a coleta múltipla.

4.6 Aquecimento Externo de Equipamentos

4.6.1 Vasos e Tubos de Grande Diâmetro (acima de 24”)

4.6.1.1 Os vasos e tubos de grande diâmetro que necessitarem aquecimento externo devem
ser aquecidos, preferencialmente, com tubos de cobre em disposição helicoidal. O isolamento
deve obedecer o item 4.4.

4.6.1.2 Devem ser indicados em plantas e fluxogramas o diâmetro da linha de aquecimento, a


área coberta pelo aquecimento e as características do isolamento.

4.6.1.3 Detalhes típicos de instalações para aquecimento de vasos encontram-se na


FIGURA A-16 do ANEXO A.

4.6.2 Detalhes Típicos das Instalações de Vapor de Aquecimento em Bombas

4.6.2.1 Os detalhes típicos das instalações de vapor de aquecimento em bombas encontram-se


na FIGURA A-17 do ANEXO A.

4.6.2.2 As tubulações de sucção, descarga e a carcaça da bomba devem ter ramais de


aquecimento independentes.

4.6.2.3 A linha de aquecimento deve ser colocada junto à carcaça da bomba e presa por meio
de arames ou clipes.

4.6.2.4 Os flanges devem ser colocados de modo que a remoção da bomba não seja
dificultada pelo sistema de aquecimento.

4.6.3 Requisitos Gerais Para o Sistema de Purga

Os requisitos gerais para o sistema de purga (item 4.5.7) também são aplicáveis a
equipamentos.

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N-42 REV. C AGO / 2000

4.7 Aquecimento de Instrumentos

4.7.1 Os requisitos gerais para linhas com vapor de aquecimento se aplicam também a
instrumentos, com as exceções abaixo:

a) indicadores de nível devem ser aquecidos com tubos de cobre de DN 3/8”;


b) linhas de medidores de fluxo devem ser aquecidas com tubos de cobre de
DN 3/8”.

4.7.2 Linhas de pequenos diâmetros, para instrumentos, podem ser agrupadas e isoladas
conforme item 4.5.6.7.

4.7.3 Os detalhes típicos das instalações de aquecimento de instrumentos podem ser vistos
nas FIGURAS A-12, A-19 a A-29 do ANEXO A.

4.8 Cálculo do Consumo de Vapor

O consumo de vapor de um ramal é igual ao consumo por unidade de comprimento dado nas
FIGURAS A-39, A-40 e A-41 do ANEXO A, multiplicado pelo comprimento do ramal.

4.9 Cálculo da Capacidade do Purgador

A capacidade é determinada através da curva do fabricante em função da pressão diferencial


entre os pontos a montante e a jusante do purgador.

4.9.1 A pressão a jusante é igual à pressão atmosférica ou à pressão da linha de retorno de


condensado.

4.9.2 A pressão a montante é igual à pressão do vapor menos a perda de carga máxima
esperada no ramal.

4.9.3 Para os comprimentos de ramal obtidos conforme o item 4.5.3 e considerando a


profundidade máxima das bolsas conforme item 4.5.5.1, a perda de carga pode ser estimada
pela seguinte fórmula:

∆P[ kgf / cm 2 ] = 0,286 x Pvapor + 0,38

4.10 Materiais para Linhas de Aquecimento

Os materiais para linhas de aquecimento devem obedecer às folhas de Padronização Bf, Ce,
Oa e Pa (aço-carbono) e Xb (cobre) da norma PETROBRAS N-76.

___________
/ANEXO A

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ANEXO B - ROTEIRO DE CÁLCULO DE AQUECIMENTO DE TUBULAÇÕES


POR TRAÇO DE VAPOR

B-1 OBJETIVO

B-1.1 O objetivo é a determinação de:

a) temperatura de equilíbrio do tubo de processo;


b) fluxo total de calor;
c) consumo de vapor de aquecimento.

B-1.2 Para obtenção dos resultados finais é necessário efetuar diversas iterações até que a
diferença do valor calculado da temperatura de equilíbrio entre uma iteração e a seguinte não
seja superior a 1 °C.

B-2 ROTEIRO

O roteiro se divide em:

a) calor fornecido pelo ramal de aquecimento ao tubo de processo (item B-2.1);


b) calor perdido para o ambiente (item B-2.2);
c) consumo de vapor (Capítulo B-3);
d) lista das variáveis e propriedades (Capítulo B-4).

B-2.1 Calor Fornecido Pelo Ramal ao Tubo De Processo (QST)

O cálculo pressupõe regime permanente e inexistência de fluxo do fluido de processo. São


consideradas parcelas de radiação e condução. Para efeito de simplificação, é desconsiderada
a variação de temperatura ao longo da secção do tubo de processo, sendo portanto igual em
todos os pontos.

QST = QR + QC

Onde:
QR: calor fornecido por radiação;
QC: calor fornecido por condução.

B-2.1.1 Calor por Radiação do Ramal para o Tubo de Processo (QR)

Q R =σ x ε ST x A R x (TST + 273) 4 − (TOP + 273) 4 x FFA x NST


Onde:
AR = π x DST;
εST : emissividade do ramal de aquecimento;
NST : número de ramais de aquecimento;
FFA : fator de forma entre ramal e tubo de processo;
FFA = (C/π) x ArcSen (1/C) x ArcSen (R/C) para ramais retos;
R = DT/DST;
C = 1 + DT/DST + 2 x S/DST;
S: afastamento entre ramal e tubo de processo;
NST : número de ramais de aquecimento.

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N-42 REV. C AGO / 2000

Nota: Para configuração helicoidal é necessário considerar um número equivalente de


ramais igual à razão entre o comprimento de hélice e o passo helicoidal. Desta
forma temos:

FFA = (C/π) x ArcSen (1/C) x ArcSen (R/C) x Neq

Neq = (π2 x (DT + DST)2 + Phel2)1/2 / Phel

Onde:
Phel : passo da hélice.

FIGURA B-1 – PASSO DA HÉLICE DO TRAÇO DE VAPOR

B-2.1.2 Calor por Condução do Ramal para Tubo de Processo (Qc)

B-2.1.2.1 Para ramais retos convencionais, o calor por condução é considerado nulo (Qc = 0).
O calor de condução é significativo somente quando se utiliza ramais com fita ou perfil de
alumínio. O cálculo está apresentado a seguir.

QC = ∆Ti / Rg

Onde:
∆Ti = TST - TOP;
Rg : resistência global.

B-2.1.2.2 A resistência global de transmissão de calor (Rg) considera a resistência de contato


causada por incrustações mais camada de ar (Rst,Rtp), juntamente com a resistência de
condução no alumínio (Ral).

Rg = Ral + Rst + Rtp

B-2.1.2.3 Para sistemas com um ramal temos:

Rg = Lal / (Kal x Aal) + Efl / (Kar x Afst) + Efl / (Kar x Aftp)

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N-42 REV. C AGO / 2000

Onde:
Kal : condutividade do alumínio;
Lal : espessura média do perfil, ou;
Lal = [AA/ cos (Delta)]/2, para fita de alumínio;
AA = (DT + DST)/2 x Sen (G).

B-2.1.2.4 Para sistemas com mais de um ramal, a primeira parcela, correspondente à


resistência do alumínio deve ser modificada considerando resistências em paralelo. Mais
detalhes podem ser obtidos na quinta referência do item 2.2.

B-2.1.2.5 Devido ao fato de que para cada ramal são ligadas 2 fitas ao tubo de processo, o
comprimento é dividido pela metade já que são resistências em paralelo.

G= Arc Cos [(DT - DST)/(DT + DST)]

G: ângulo entre o ponto de contato ramal-fita e o ponto de contato fita-tubo de


processo.
Delta: Ângulo de hélice da fita.
Delta =Arc tg (PF / 2 x DAUX);
DAUX : Diâmetro equivalente da fita de alumínio(considera-se a fita recobrindo a
tubulação de processo como um “tubo de alumínio”);
DAUX =LA/π;
LA: perímetro da fita ao redor do tubo. O cálculo pode ser aproximado
considerando o aumento de diâmetro correspondente ao ramal de
aquecimento, mais detalhes podem ser obtidos na quinta referência do item
2.2;
Aal : seção de fita ou perfil;
Aal = [DT x Sen (Gama/2) + DST x Sen (Beta/2)] / 2 para perfil;
Beta: ângulo de contato entre fita ou perfil e ramal (ver FIGURA A-32 do
ANEXO A);
Gama: ângulo de contato entre fita ou perfil e tubo de processo.

FIGURA B-2 – DIMENSÕES CARACTERÍSTICAS DE MONTAGEM DA FITA

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N-42 REV. C AGO / 2000

Lal

Aal = EF x LF / [PF x Cos (Delta)] para fita;


EF : espessura da fita;
LF : largura da fita;
PF : passo da fita;
Afst : área de contato entre o ramal de aquecimento e alumínio;
Aftp : área de contato entre o tubo de processo e alumínio;
Afst = Beta x DST/2, para perfil;
Afst = CC x LF/[PF x Cos (Delta)], para fita;
CC : perímetro de contato ramal-fita, mais detalhes podem ser obtidos na quinta
referência do item 2.2;
Aftp = Gama x DT/2, para perfil;
Aftp = EE x LF/[PF x Cos (Delta)], para fita;
EE : perímetro de contato fita-tubo de processo;
Efl : espessura média de filme entre o tubo de aquecimento e alumínio. O valor é
experimental em função da montagem do sistema. Foi obtido em bancada de
testes o valor de 0,4 mm;
Kar : condutividade do ar.

FIGURA B-3 – PERFIL DE ALUMÍNIO - PERÍMETRO DA FITA

B-2.2 Calor Perdido pelo Tubo de Processo ao Ambiente (QA)

São consideradas 3 resistências térmicas para a perda de calor do sistema para o ambiente:

a) convecção e radiação externa;


b) condução no isolamento térmico;
c) radiação, condução e convecção na camada de ar entre o tubo de processo e
isolamento térmico.

B-2.2.1 Convecção e Radiação Externa (Qe)

QE = Ue x Ae x ∆Te

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N-42 REV. C AGO / 2000

Onde:
∆Te = (Ts-Ta);
Ue : coeficiente global externo de transmissão de calor:
Ue = hc+hr

Onde:
hc: coeficiente de convecção externo;
hr: coeficiente de radiação externa.

B-2.2.1.1 As fórmulas de hc e hr devem ser utilizadas da norma PETROBRAS N-550.

Ae: área efetiva de troca térmica entre tubo de processo e o ambiente.

B-2.2.1.2 A área efetiva de troca é uma hipótese aproximada, a fim de excluir do balanço
térmico a parcela de perda direta de calor do ramal de aquecimento para o ambiente (ver
item B-2.4). Esta perda é significativa nos seguintes casos:

a) para ramal reto quando o diâmetro do ramal é muito próximo do diâmetro do


tubo de processo; neste caso deve ser considerado o ângulo de troca térmica
direta Ni;
b) para ramal helicoidal quando o passo é muito próximo do diâmetro externo do
ramal; neste caso deve ser considerado o comprimento efetivo de troca Lef.

Ae = (π-NixNST) x Lef x De

Lef : comprimento efetivo de troca;


Lef = 1 para ramais retos;
Lef = (1-DST/[PhelxCos (DeltaH)], para ramal helicoidal;
DeltaH = Arc tg [Phel/2x(DT+DST)];
Ni : ângulo de troca térmica direta para o ambiente;
Ni = 0 para ramal helicoidal;
Ni = TT1 + TT2, para ramais retos;
Sen (TT1) = DST/(DT+DST)
(DI/2)/Sen (TT1) = (DT+DST)/4/Sen(TT2)

FIGURA B-4 – ÂNGULOS DE TROCA TÉRMICA DIRETA

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N-42 REV. C AGO / 2000

B-2.2.2 Condução no Isolamento Térmico (Qk)

B-2.2.2.1 As mesmas considerações anteriores, de área efetiva de troca, são válidas para este
item.

QK= 2 x (π - Ni x NST) x Lef x K x (TI - TS) / log(DE / DI)

Onde:
K: condutividade térmica do isolamento (kcal/h m °C).

B-2.2.2.2 Deve ser considerada a variação da condutividade com a temperatura do


isolamento, conforme fabricante ou norma PETROBRAS N-1618. Pode ser utilizado um
valor médio de temperatura entre a superfície interna e externa do isolamento.

B-2.3 Radiação, Condução e Convecção na Camada de Ar (QI)

B-2.3.1 As mesmas considerações de área efetiva de troca são válidas neste item.

QI = QRAR + QCAR

Onde:
QRAR : calor por radiação entre o tubo e a superfície interna do isolamento.
QRAR = σ xεtx(π - Ni x NST) x Lef x DT x ((TOP + 273)4-(TI + 273)4)
QCAR : calor por condução e convecção na camada de ar entre o tubo e a superfície
interna do isolamento.
QCAR = 2 x (π-Ni x NST) x Lef x Keq x (TOP - TI) / log(DI / DT)

Onde:
Keq: coeficiente de condutividade térmica equivalente que consiste na
condutividade do ar aumentada de forma a considerar o efeito de convecção
entre as duas paredes.
Keq = 2,14E - 3 x DD0,75 x (TOP - TI)0,25

Onde:
DD: espessura da camada de ar.

B-2.3.2 Quando se utiliza fita de alumínio, as fórmulas de QCAR e QRAR devem ser
modificadas de forma a considerar recobrimento parcial da fita de alumínio.

QCAR =
(π-NixNST)xLefx4,28E-3xDDAL0,75x(TOP-TI)1,25xLF/(PFxCos(Delta))/log(DI/DAUX)+
(π-NixNST)xLefx4,28E-3xDDT0,75x(TOP-TI)1,25x(1-LF/(PFxCos(Delta))/log(DI/DT)

QRAR =
σ xεALx(π-NixNST)xLefxDAUXx((TOP+273)4-(TI+273)4)x(LF/(PFxCos(Delta)) +
σxεtx(π-NixNST)xLefxDTx((TOP+273)4-(TI+273)4)x(1-LF/(PFx Cos(Delta))

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N-42 REV. C AGO / 2000

Onde:
DDAL : espessura da camada de ar entre tubo de alumínio-isolamento térmico;
DDAL : (DI-DAUX)/2;
DDT : espessura da camada de ar entre tubo de processo-isolamento térmico;
DDT : (DI-DT)/2;
εt : emissividade do tubo de processo;
εAL : emissividade do alumínio.

B-2.4 Perda Direta de Calor para o Ambiente (QDIR)

A perda direta de calor do ramal para o ambiente pressupõe um trecho inferior do ramal,
compreendido pelo ângulo 2 x Ni, encostado no isolamento térmico. Nesta região é
considerada a temperatura interna do isolamento térmico igual à temperatura do ramal de
aquecimento. Desta forma temos:

QDIR= 2 x Ni x K x (TST-TSD)/log(DE/DI), para ramal reto

QDIR= 2 x (1-Lef) x K x (TST-TSD)/log(DE/DI), para ramal helicoidal.

Onde:
TSD: temperatura externa do isolamento térmico na região afetada pela perda direta.

B-3 CONSUMO DE VAPOR EM REGIME PERMANENTE (CV)

B-3.1 O calor total (QT) é igual ao calor fornecido para o tubo de processo (QST) mais o calor
por perda direta (QDIR). Para a determinação do consumo devemos usar o calor latente de
vaporização (R).

CV = QT / R

B-3.2 A partir de TSAT[ºC ], o calor latente pode ser obtido da seguinte correlação:

R = 545,1 + 0,691xTSAT - 1,09E-2xTSAT2 + 3,91E-5xTSAT3 - 6,075E-8xTSAT4 [kcal/kg]

B-3.3 A temperatura de saturação TSAT pode ser obtida da correlação abaixo:

TSAT = 2224,4 / (5,9778 - log10(PSAT+1)-273 0 < PSAT <2 kgf/cm2


TSAT = 2101,1 / (5,6480 - log10(PSAT+1) -273 2 < PSAT <17 kgf/cm2
TSAT = 2010,8 / (5,4510 - log10(PSAT+1) -273 17 < PSAT <169 kgf/cm2

Onde:
PSAT: pressão manométrica do vapor, [kgf/cm2]

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N-42 REV. C AGO / 2000

B-4 LISTA DE VARIÁVEIS E PROPRIEDADES

B-4.1 Variáveis Utilizadas

TST : temperatura do ramal ( usualmente igual à temperatura de saturação ) [°C];


TOP : temperatura de equilíbrio do tubo de processo [°C];
TA : temperatura ambiente [°C];
TI : temperatura da superfície interna do isolamento [°C];
NST : número de ramais de aquecimento;
TS : temperatura da superfície externa do isolamento [°C];
DT : diâmetro externo do tubo de processo [mm];
DST : diâmetro externo do ramal [mm];
DI : diâmetro interno médio do isolamento [mm];
ESP : espessura do isolamento [mm];
DE : diâmetro externo do isolamento ( DE=DI+2xESP ) [mm].

B.4.2 Propriedades Utilizadas

Kal : condutividade térmica do alumínio ( Kal=175 kcal/h m °C );


Kar : condutividade térmica do ar ( Kar=0,025926 kcal/h m °C );
K: condutividade térmica do isolamento ( Ver norma PETROBRAS N-1618);
σ: constante de Stephan-Boltzmann (σ =4,875E-3 kcal/h m2 °K4);
εal : emissividade do alumínio oxidado (εal=0,25 ), polido (εal=0,08);
εt : emissividade do tubo de processo (εt=0,85 );
εst : emissividade do ramal (εst =0,85 (aço) εst =0,78 ( cobre ).

___________

/ANEXO C

62
N-42 REV. C AGO / 2000

ANEXO C - FIGURA

ITEM SA N° TIPO DE ALIMENTAÇÃO DE VAPOR RAMAIS DE AQUECIMENTO COLETA DE CONDENSADO COMPR.


NOTAS
REV. N° SISTEMA NÚMERO DA LINHA DESENHO N° DN NÚMERO DA LINHA DESENHO APROX. (m)

Nº REV.
LISTA
ÁREA: FOLHA:
de

TÍTULO:

PETROBRAS
SISTEMAS DE AQUECIMENTO
FORMULÁRIO PERTENCENTE À NORMA PETROBRAS N-0042 - REV. C - ANEXO C - FOLHA 01/01, ELABORADO CONFORME NORMA PETROBRAS N-381 - REV. E AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE

FIGURA C-1 - MODELO SUGERIDO PARA FORMULÁRIO DE SISTEMAS DE


AQUECIMENTO

_____________

63

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