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N-243 REV.

B NOV / 85

MONTAGEM E CONDICIONAMENTO
DE BOMBAS CENTRÍFUGAS
HORIZONTAIS
Procedimento

Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto


desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela
adoção e aplicação dos itens da mesma.
Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser
CONTEC utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de
Comissão de Normas não seguí-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnico-
Técnicas gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta
Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros
verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas


condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade
de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário
desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e
“aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática
Recomendada].
SC - 11
Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir
Máquinas
para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão
Autora.

As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão
Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a
proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas
durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização
da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente,
através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A
circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e
Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação

As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho –


GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos
Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia,
Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por
técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e
aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos
Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica
PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser
reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas
PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para
informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas
PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS
N-243b
Nov 85

MONTAGEM E CONDICIONAMENTO DE BOMBAS CENTRÍFUGAS HORIZONTAIS


(procedimento)

SUMÁRIO

1 Objetivo
2 Normas a consultar
3 Recebimento e armazenamento
4 Inspeção da base de concreto
5 Preservação antes da montagem
6 Montagem
7 Preservação após a montagem
8 Preservação para operação assistida

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis na montagem de bombas


centrífugas horizontais, sistemas auxiliares e acionadores.

1.2 Nos casos de instalação em plataformas marítimas de produção


devem ser considerados apenas os itens aplicáveis e compatíveis com
as peculiaridades deste tipo de unidade.

2 NORMAS A CONSULTAR

2.1 Da PETROBRAS

N-1632 - Construção e Montagem de Geradores e Motores Elétricos;

________________________
Propriedade da PETROBRAS Palavras-chaves: Montagem - Condiciona-
mento - Bombas Centrí-
fugas Horizontais
2 N-243b

N-1644 - Construção de Fundações e de Estruturas de Concreto


Armado;
N-1826 - Recebimento e Armazenamento de Equipamentos
Mecânicos.

2.2 ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

NB-93 - Rugosidade das Superfícies.

2.3 Estrangeiras

API STD 610 - Centrifugal Pumps for General Refinery Services;


API STD 614 - Lubrification, Shaft - Sealing and Control Oil
Systems for Special Purpose Applications;
ANSI B 73.1 - Specification for Horizontal, End Suction
Centrifugal Pumps for Chemical Process.

3 RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO

3.1 O recebimento e armazenamento de bombas centrífugas horizontais


deve atender aos requisitos constantes da norma PETROBRAS N-1826.

3.2 Deve ser verificado se foram usinadas as superfícies de apoio


das porcas que fixam a carcaça, caixa de gaxetas e suportes dos
mancais.

3.3 Na eventualidade de constatar-se a perda e/ou ausência de


preservação adequada, verificar a possibilidade de restaurá-la sem
desmontar a bomba, seguindo as instruções do fabricante.

3.3.1 Na impossibilidade de aplicação do item 3.3, desmontar a


bomba, inspecionando-a internamente quanto a ocorrência de avarias, e
corrigí-las. Efetuar a preservação antes de remontar a bomba.
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3.4 Constatada a ocorrência de avarias, as correções devem ser


executadas de acordo com as recomendações do fabricante.

3.5 No caso de desmontagem, as peças da bomba devem ser


identificadas, protegidas com óleo anticorrosivo, graxa ou vaselina
neutra e guardadas em caixotes de madeira ou caixas plásticas.

3.6 Quando a bomba for fornecida com selo mecânico, e o período de


armazenamento for superior a 1 (um) ano, este deve ser desmontado
para inspeção de seus componentes e em seguida armazenado em
separado.

3.7 A bomba deve ser preservada conforme o capítulo 5 desta Norma e


remontada.

3.7.1 Na remontagem da bomba, as juntas devem ser substituídas,


observando para que sejam adequadas à pressão, temperatura e
corrosividade do líquido bombeado.

4 INSPEÇÃO DA BASE DE CONCRETO

Antes do início dos trabalhos de preparação da base de concreto,


esta deve ser inspecionada se:

(a) a locação da base está de acordo com as tolerâncias constantes


do projeto;
(b) a elevação da base está dentro da tolerância constante na
N-1644;
(c) a base está isolada lateralmente do piso com material
antivibratório e vedante;
(d) o afastamento dos eixos do quadro de parafusos chumbadores em
relação aos eixos da base é no máximo de 10 mm;
(e) as distâncias entre os centros dos parafusos chumbadores são
iguais às distâncias entre os centros dos furos da base
metálica correspondente, com tolerância ± 0,8 x folga
diametral entre o parafuso chumbador e o furo;
4 N-243b

(f) a altura e o diâmetro dos parafusos chumbadores estão de


acordo com o projeto de construção civil;
(g) o empeno dos parafusos chumbadores é inferior à folga do
parafuso no furo da base metálica;
(h) os filetes das roscas dos parafusos chumbadores estão em
bom estado de conservação, protegidos com graxa e
permitindo a colocação perfeita das porcas;
(i) a bucha de folga do parafuso chumbador, se existir, está
desobstruída.

5 PRESERVAÇÃO ANTES DA MONTAGEM

A preservação de bomba centrífugas horizontais deve ser conforme


as instruções do fabricante, o procedimento da executante (item 6.1)
e deve contemplar, no mínimo, o previsto neste capítulo.

5.1 Verificar, mensalmente, o nível do óleo anticorrosivo dos


mancais lubrificados por anéis pescadores ou lubrificados por nível
constante.

5.2 Encher com óleo anticorrosivo ou graxa anticorrosiva as caixas


de mancais que tenham lubrificação forçada, verificando-se,
mensalmente, o nível do óleo e, trimestralmente, o estado de
conservação da superfície protegida pela graxa. O óleo anticorrosivo
deve ser, de preferência, compatível com o lubrificante a ser
utilizado.

5.3 Proteger as superfícies usinadas expostas através de aplicação


de graxa anticorrosiva ou material à base de cera removível,
fazendo-se a verificação trimestral do estado de conservação da
superfície.

5.4 Engraxar ou envernizar (verniz removível à base de resina


vinílica) os flanges contra a corrosão e aplicar flange cego ou
tampão de madeira; fazendo-se a verificação trimestral do estado de
conservação da superfície.
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5.5 Proteger, com óleo anticorrosivo os internos (impelidor, eixo e


selo mecânico), a superfície interna da bomba (carcaça e caixa de
vedação) podendo-se optar por enchimento da carcaça, verificando-se,
mensalmente, o nível de óleo, ou enchimento e posterior drenagem,
mensalmente.

5.6 Girar, manualmente, o conjunto rotativo da bomba cerca de 1 1/2


de volta, semanalmente, verificando-se previamente se os mancais
estão lubrificados.

6 MONTAGEM

6.1 Procedimento da Executante

Deve ser elaborado, com base nos documentos de projeto,


recomendações do fabricante (manuais) e requisitos desta Norma, o
Procedimento de Montagem da Executante contendo, no mínimo, as
seguintes informações, quando aplicáveis:

(a) seqüência de montagem;


(b) método de levantamento (rigging);
(c) método de desmontagem e remontagem da máquina, com dados
sobre: medições a serem feitas, tolerâncias e métodos de
correção;
(d) método de preservação (partes a serem desmontadas para a
preservação, produtos de preservação, periodicidade, método
de aplicação da preservação, cuidados no armazenamento);
(e) método de lubrificação (lubrificantes a serem utilizados,
componentes a serem lubrificados, método de lubrificação,
periodicidade de lubrificação);
(f) locação da máquina na base;
(g) método de nivelamento (nivelamento de calços metálicos,
nivelamento da máquina, verificação de apoio em quatro
pontos, locais de medição e correção, tolerâncias);
(h) método de alinhamento (verificação da deflexão do
dispositivo, lubrificação de mancais, verificação da
superfície dos acoplamentos);
6 N-243b

(i) método de grauteamento (materiais de graute, traço, testes


com o material, métodos de aplicação e adensamento, tempo de
cura da argamassa, verificação do recalque e acabamento);
(j) método de montagem de componentes fornecidos separadamente
(método de montagem, medições, tolerâncias);
(k) métodos de limpeza química de tubulações (produtos de
limpeza, alinhamento de linhas, métodos de limpeza, a
apassivação e preservação);
(l) método de circulação de óleo “flushing” (óleo a ser
utilizado, telas a serem utilizadas, fluxograma de
circulação, pontos de filtragem, temperatura e método de
aquecimento do óleo, partes a serem limpas manualmente após
o “flushing”, periodicidade de circulação para preservação);
(m) ferramentas e instrumentos a serem utilizados.

6.2 Preparação da Base de Concreto

6.2.1 A preparação da base de concreto deve ser feita de acordo com


as recomendações do fabricante.

6.2.2 Quando o fabricante não apresentar as recomendações para a


preparação da base de concreto, esta deve ser feita da seguinte
forma:

(a) antes da montagem do equipamento a base deve ser apicoada


para melhor aderência da argamassa de grauteamento;
(b) a superfície da base de concreto deve ter uma rugosidade
de ± 10 mm e estar isenta de óleo ou graxa.

6.2.3 Os calços metálicos (liners) usados para assentamento dos


dispositivos de nivelamento (parafusos ou calços), quando não
definidos pelo fabricante, devem atender aos seguintes requisitos:

(a) ser de aço carbono;


(b) largura mínima de 50 mm (2”);
(c) comprimento mínimo de 100 mm (4”);
(d) espessura entre 12 e 19 mm (1/2” e 3/4”);
(e) superfície com rugosidade máxima Ra 12,5 de acordo com a
NB-93;
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(f) cota absoluta com tolerância de ± 3 mm;


(g) cota relativa com tolerância de ± 1 mm;
(h) nivelamento com tolerância de 2 mm/m;
(i) possuir 2 calços o mais próximo possível de cada
chumbador, um de cada lado;
(j) o espaçamento máximo entre calços deve ser de 450 mm;
(k) a altura dos calços de nivelamento deve ser tal que
permita que a altura do grauteamento possa ficar entre
25 e 50 mm.

6.3 Posicionamento da Base Metálica

6.3.1 Inicialmente, apenas a base metálica deve ser colocada sobre a


base de concreto.

6.3.2 O nivelamento deve ser feito nas áreas onde se apoia o


equipamento.

6.3.3 O posicionamento da base metálica deve ser feito dentro das


tolerâncias de projeto e recomendações do fabricante e na ausência
desses, utilizar o critério abaixo:
(a) desvio de nível: 0,5 mm/m;
(b) elevação: ± 3 mm.

6.3.4 Após o nivelamento, a base metálica deve ser fixada por meio
dos parafusos chumbadores, com torque apenas suficiente para mantê-la
nivelada.

6.4 Posicionamento e Nivelamento do Equipamento sobre a Base


Metálica

6.4.1 O equipamento deve ser locado segundo as coordenadas de


projeto. No caso do acionador ser um motor elétrico com mancais de
deslizamento, deve-se observar o correto posicionamento em relação ao
centro magnético, através da marca existente no eixo.

6.4.2 O nivelamento da máquina deve ser feito de acordo com as


instruções do fabricante. Observar necessidade ou não de remoção de
componentes ou utilização de mancais falsos.
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6.4.3 Quando o fabricante dos equipamentos não fornecer as


instruções para verificação do nivelamento, as tomadas de nível devem
ser efetuadas sobre as superfícies usinadas das junções das tampas
dos mancais, ou extremidades livres dos eixos em duas direções
ortogonais, admitindo-se um desvio máximo de 0,05 mm/m para ambas as
direções.

6.4.4 O torque dos parafusos chumbadores deve permanecer conforme


item 6.3.4.

6.5 Alinhamento

6.5.1 O afastamento entre os cubos dos acoplamentos devem estar


dentro do indicado pelo fabricante, e levando em conta, quando
aplicável, a posição do centro magnético do motor, conforme a N-1632.

6.5.2 O alinhamento deve ser feito de acordo com as instruções do


fabricante. Caso não haja recomendação, o alinhamento deve ser feito
por meio de dispositivo rígido, utilizando dois relógios indicadores,
colocados 1 (um) em cada cubo, na posição radial, devendo ser girados
os eixos em conjunto. A tolerância de desalinhamento diametral
admissível é de 0,05 mm.

6.5.3 Compensar as eventuais dilatações térmicas diferenciais entre


acionador e acionado para as condições de operações.

6.5.4 Dispositivos roscados (macacos) devem ser instalados para


facilitar o posicionamento do equipamento.

6.5.5 Os calços complementares de apoio (shims) necessários ao


perfeito alinhamento devem ser colocados no acionador. Os calços
devem ser de latão ou de aço inoxidável.

6.5.6 A espessura total dos calços complementares de apoio (shims)


não deve exceder a 3 mm em cada apoio, e deve ser obtida com um
máximo de 5 calços. Os calços complementares (shims) não devem ter
espessuras totais diferentes em pontos de apoio simétricos ao eixo de
rotação. Quando necessário, utilizar calços principais de apoio para
obtenção da coplanaridade.
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6.6 Grauteamento

O grauteamento deve ser feito conforme as instruções


contidas na N-1644, após o pré-alinhamento.

6.7 Torque Definitivo dos Parafusos Chumbadores

O toque definitivo dos parafusos chumbadores deve ser feito após


a cura da argamassa de grauteamento, não devendo alterar o
alinhamento.

6.8 Conexão com Tubulações e outros Acessórios

6.8.1 Verificar se o fabricante ou a projetista exige uma seqüência


de montagem da tubulação.

6.8.2 O desalinhamento entre flanges do equipamento e da tubulação


deve ser, no máximo, igual a metade da folga entre os parafusos e os
respectivos furos.

6.8.3 Os flanges das tubulações a ser conectada e os do equipamento


devem ter as faces paralelas entre si. O paralelismo deve ser
verificado por meio de apalpador de lâminas, em quatro posições
defasadas de 90º. Em caso de não existir limitação pelo fabricante,
são admitidas as tolerâncias da Tabela.

TABELA - PARALELISMO DE FLANGES

∅ DO FLANGE (mm) TOLERÂNCIAS (mm)

até 100 0,2


> 100 a 150 0,3
> 150 a 200 0,4
> 200 a 250 0,5
acima de 250 0,6

6.8.4 Os flanges de sucção e descarga do equipamento devem ser


protegidos com a colocação de “figura 8” ou junta cega de papelão
grafitado.
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6.8.5 O torque dos parafusos dos flanges da tubulação e acessórios


deve ser executado segundo recomendações do fabricante. Em sua
ausência, deve ser executado cruzamento alternado com verificação
simultânea da manutenção do alinhamento dos equipamentos.

6.9 Sistemas Auxiliares

6.9.1 A montagem dos sistemas auxiliares e acessórios deve ser feita


de acordo com as instruções certificadas do fabricante, observadas as
normas aplicáveis e a aprovação da projetista.

6.9.2 Todos os instrumentos devem ser montados e calibrados em


conformidade com o projeto do fabricante e atendendo aos requisitos
da N-858, inclusive quanto à identificação e simbologia.

7 PRESERVAÇÃO APÓS A MONTAGEM

7.1 Executar as mesmas operações previstas no item 5.

7.2 Efetuar a limpeza química das tubulações de aço carbono do


sistema de lubrificação e selagem, com base no procedimento da
executante (item 6.1).

7.2.1 Fazer a proteção anticorrosiva do sistema de selagem.

7.3 Fazer a circulação do óleo de limpeza (flushing) e preservação,


obedecendo ao seguinte esquema:

(a) preparar um fluxograma indicando os pontos de “by-pass”


(mancais, redutores, governadores, atuadores, etc.); onde
devem ser colocadas telas de coleta e controle de sujeira
(linha de retorno junto ao tanque, entrada de filtros,
entrada de trocadores de calor);
(b) remover os filtros de óleo lubrificante;
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(c) limpar, manualmente, os tanques de óleo lubrificante e


selagem (tanque de óleo, “overhead tank”, “rundown tank”);
(d) circular o óleo de limpeza (conforme API STD 614 parágrafo
4.3.6) através de bomba auxiliar;
(e) limpar as linhas dos tanques de selagem e lubrificação
(“overhead” e “rubdown tank”) através do enchimento e
esvaziamento alternado dos mesmos;
(f) seguir os critérios de aceitação do API-614, parágrafo
4.3.6;
(g) remover o óleo, as telas e os “by-pass”, exceto
governadores, atuadores e acumuladores e colocar nova carga
de óleo no tanque;
(h) circular, semanalmente, o óleo de preservação através do
sistema, com os filtros de óleo lubrificante montados.

7.4 Drenar, mensalmente, a umidade condensada no interior do tanque


de óleo, das caixas de mancal, dos filtros e da carcaça da bomba.

7.5 As superfícies usinadas expostas devem ser protegidas com a


aplicação de uma camada anticorrosiva ou material a base de cera
removível, verificando-se a sua proteção trimestralmente.

7.6 Os danos à pintura, durante a fase de montagem, devem ser


retocados obedecendo ao sistema original de pintura aplicado.

8 PREPARAÇÃO PARA A OPERAÇÃO ASSISTIDA

8.1 Antes de colocar o óleo de operação indicado pelo fabricante


deve-se drenar o óleo de preservação anteriormente colocado na caixa
de mancal e/ou sistema de óleo lubrificante.

8.1.1 Em caso de incompatibilidade entre os óleos de operação e o de


preservação deve-se efetuar a lavagem com solvente das caixas de
mancal e/ou sistema de óleo lubrificante.
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8.2 O teste de funcionamento no campo deve ser feito obedecendo as


instruções da projetista, do fabricante, e normas aplicáveis,
indicadas na RM.

8.2.1 Nos equipamentos que trabalhem com velocidade variável, devem


ser tomadas a cada 30 minutos e a cada valor de rotação as leituras
de pressão, temperatura, vibração e deslocamento axial (se houver),
até atingir-se a velocidade máxima contínua. Atingida a velocidade
máxima contínua, um novo conjunto de leitura devem ser tomadas após
240 minutos de funcionamento.

8.2.2 Nos equipamentos dotados de rotação constante as leituras


serão tomadas imediatamente após a partida da máquina, e após 30, 60,
90 e 240 minutos.

8.3 Deve ser elaborado um relatório de registro de resultados dos


testes onde serão lançados todos os dados obtidos, em confronto com
os previstos de projeto. Caso haja desvio em qualquer medida obtida,
em relação aos valores de projeto, a simples correção da causa do
desvio do valor não deve em princípio ser tomada como solução
definitiva, devendo ser analisadas as possíveis conseqüências para
equipamento, do desvio ocorrido.

8.4 A correta atuação dos dispositivos de proteção (partidas


automáticas, alarmes e desarmes) deve ser verificada antes do
funcionamento do equipamento.

8.5 Quando o acionador for motor elétrico, deve ser verificado o


correto sentido de rotação, antes de acoplá-lo, com a bomba.

8.6 No sistema de vedação devem ser verificados:

(a) quantidade de produto vazado e/ou contaminado;


(b) pressão e temperatura de injeção do líquido vedante;
(c) nas vedações com gaxetas, se estas estão convenientemente
ajustadas de modo a permitir vazamento do líquido vedante.

8.7 Nos equipamentos dotados de lubrificação forçada devem ser


verificados no sistema de lubrificação:
N-243b 13

(a) pressão de descarga da bomba;


(b) diferencial de pressão no filtro;
(c) pressão de entrada nos mancais;
(d) temperatura de entrada e saída nos mancais;
(e) passagem de óleo de retorno através dos valores;
(f) nível dos reservatórios;
(g) contaminação do lubrificante;
(h) valor ajustado da pressão de abertura da válvula de alívio.

8.8 Nos equipamentos dotados de sistema de balanceamento de empuxo


axial devem ser verificados:

(a) funcionamento do sistema;


(b) pressão na câmara de balanceamento.

8.9 Nos equipamentos dotados de sistema de resfriamento devem ser


verificados:

(a) correta direção do fluxo no sistema;


(b) vazão compatível com o controle de temperatura;
(c) temperatura de entrada e saída do fluido de resfriamento;
(d) pressão do sistema.

8.10 Nos mancais devem ser verificados:

(a) temperatura;
(b) níveis de vibração;
(c) deslocamento axial.

8.11 A verificação dos mancais de deslizamento é obrigatória após o


teste de funcionamento.

_________________________
CONTEC - Subcomissão no 11 - Máquinas.

Esta Norma substitui e cancela a N-243a.


Toda norma é dinâmica, estando sujeita a revisões. Comentários e
sugestões para seu aprimoramento devem ser encaminhados à Comissão de
Normas Técnicas da PETROBRAS - CONTEC - RJ.

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