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Capítulo 6 - Pregação puritana

Ryken dizia que os puritanos eram unânimes em dizer que a tarefa


principal de um pastor era alimentar o rebanho pela pregação diligente
da palavra. A pregação puritana é mais conhecida como pregação
simples e direta. Desejavam falar às pessoas simples, de forma direta e
não rebuscada, e que fosse compreendida. Os Puritanos entendiam que
o propósito da pregação não era o de glorificar o pregador e toda a sua
erudição. O propósito do pregador era o de se esconder atrás do texto o
máximo que pudesse para que o Senhor fosse exaltado em toda a Sua
glória e beleza. Assim, os Puritanos tinham zelo na preparação dos
sermões, tinham interesse pela exposição bíblica, pregavam de forma
simples, direta, organizada, e colocavam grande ênfase na aplicação
prática da doutrina à vida.

Capítulo 7 - Igreja e culto


Para o puritano Richard Baxter a igreja é “uma santa sociedade cristã
para santa comunhão ordinária e ajuda mútua no culto público a Deus e
no santo viver.” O culto puritano enfatizava a simplicidade: eliminaram
as confusões e mantiveram o foco na edificação. Os objetivos do culto de
acordo com Richard Baxter são: a honra a Deus, a edificação dos crentes,
a comunicação aos outros de conhecimento espiritual, santidade e
prazer, aumento do próprio reino de Deus no mundo. Em segundo lugar,
o culto puritano restringia cerimônia e ritual, em terceiro lugar,
simplificaram a arquitetura e a mobília da igreja, em quarto lugar, o
culto puritano simplificou a música da igreja, assim como também os
sacramentos, a liturgia do culto de comunhão e até aprenderam a fazer
uso criativo do silêncio durante o culto.

Capítulo 8 - A Bíblia
A Bíblia era considerada pelos puritanos como um guia digno de
confiança para toda a vida. Os puritanos a compreendiam como um livro
vivo, especialmente poderoso para afetar o comportamento e destino de
uma pessoa. Eles criam que cada cristão teria o direito de ler e
interpreter a Bíblia em sua própria língua, e para tal se uniram a
cristãos ingleses para traduzi-la para o inglês. Eles incentivavam os
cristãos a amarem, reverenciarem, lerem, estudarem, obedecerem e
aterem-se `as escrituras. As famílias deviam alimentar o hábito de sua
leitura diária em casa. Era compreendida como a única autoridade final
mediante qualquer livro, por ela ser a palavra de Deus inspirada pelo
Espírito Santo, a infalível regra de verdade. Era tida como a perfeita
regra de fé e conduta, assim como também para as questões
eclesiásticas. Os puritanos rejeitavam seu princípio de interpretação
alegórico e concordavam com os reformadores no princípio gramático-
histórico do texto bíblico.

Qual a contribuição do autor para o tema tratado no curso?


O curso sobre introdução à teologia reformada tem como finalidade
apresentar algumas das principais contribuições da teologia reformada
ao pensamento cristão e os impactos delas à prática eclesiástica. Ainda é
objetivo do curso demonstrar uma tradição que vai além de Calvino, e
várias outras áreas além de soteriologia.
O livro do Leland Ryken Santos no Mundo contribui com clareza e
profundidade para a compreensão da eclesiologia reformada dos
puritanos, que sempre buscava a sensação bíblica para as práticas
eclesiásticas. Trouxe contribuição sobre a compreensão e prática do
culto cristão reformado, apresentando como os puritanos simplificaram
o culto, a liturgia, as cerimônias e a música na igreja, optando por
cânticos congregacionais dos salmos. O autor também deixa claro que a
teologia puritana era centrada em Deus (teocêntrica), baseada somente
na palavra de Deus (sola scriptura), comprometida somente com a fé
(justificação pela fé somente), dedicada a Jesus Cristo (cristocêntrica) e
estruturada na teologia pactual (teologia da aliança). Os puritanos
também tem uma hermanêutica cristocêntrica, diferente da alegórica.
O que temos em nossas mãos é uma teologia histórica sobre quem
realmente foram os puritanos ingleses do XVI. O trabalho do Ryken é
rico em citações primárias, fontes escritas puritanas e secundárias de
pesquisadores ligados ao tema. Santos no Mundo é uma fonte de
informação execelente para aqueles que buscam estudar e ter uma
maior compreensão mais clara das raízes puritanas do cristianismo
americano.
A avaliação crítica ao texto
Aprendemos com os puritanos que a maior tarefa de um ministro é
alimentar o rebanho pela pregação. O método de exposição bíblica
desenvolvido pelos puritanos estava em desacordo com o método de
pregação da igreja anglicana que valorizava a retórica, o linguajar
rebuscado e as análises de texto no grego, hebraico e latim. Os
pregadores anglicanos estavam mais preocupados em serem
reconhecidos pelos intelectuais de seus dias do que alimentar a alma
dos cristãos. Os puritanos entendiam que a pregação deveria ser bíblica
(enfocar a palavra de Deus), cristocêntrica, simples, de clareza na
estrutura e no argumento, deveria ser lógica, memorável e
transformadora. Os puritanos entendiam que o pregador deveria se
esconder atrás da pregação. Este método dos puritanos ainda hoje é
pouo observado em muitos círculos cristãos, havendo uma pregação
esvaziada. Percebemos em nossos dias que muitos dos pregadores
demonstram não serem zelosos no prepare de seus sermões, tendo
como consequência a desnutrição de seu rebanho, deixando-os expostos
ao coração caído e a malícia de satanás. O autor, ao falar sobre pregação
puritana, nos anima e encoraja a ter o mesmo fervor e zelo em nossos
sermões como foram os puritanos.