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UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL

CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – LICENCIATURA

DISCIPLINA: ETOLOGIA

ACADÊMICA: LUCIANA DAI PRA PENTEADO

RELATÓRIO DA VISITA AO GRAMADO ZOO

ONÇA PINTADA (Pantera Onca, Linnaeus, 1758)

Onça Pintada no Gramado Zoo

Distribuição Geográfica

Os habitats preferenciais da onça-pintada são zonas florestais, mas a


espécie também vive em planícies pantanosas, savanas e até desertos, sendo
fortemente influenciada por regiões com corpos de água frequentadas por suas
presas preferidas.

Características Físicas
A cabeça da onça é proporcionalmente maior em relação ao corpo. Um
exemplar adulto alcança até 2,60 m de comprimento, chegando a pesar em
torno de 115 kg, embora, em média, os machos pesam 90 kg e as fêmeas
75 kg. A altura da cernelha é de aproximadamente 70 cm, sendo o maior felino
das Américas.
A onça-pintada é o maior mamífero carnívoro do Brasil, e necessita de
pelo menos 2 kg de alimento por dia, o que determina a ocupação de um
território de 25 a 80 km² por indivíduo a fim de possibilitar capturar uma grande
variedade de presas.
A onça seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas,
em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos, o que pode resultar
como benefício para a própria população de presas.
A onça-preta, também conhecida por jaguar-preto, é uma variação
melânica da onça-pintada (ou jaguar). A onça-preta e a onça-pintada são da
mesma espécie (Panthera onca), mas a onça-preta possui mais melanina, que
dá tonalidade escura ao seu pêlo.

Alimentação

A onça-pintada é uma excelente caçadora. As patas curtas não lhe


permitem longas corridas, porém lhe proporcionam grande força, fundamental
para dominar animais possantes como antas, capivaras, queixadas,
tamanduás, jacarés etc. Ocasionalmente esses felinos atacam e devoram
grandes serpentes (jiboias e sucuris), em situações extremas. Na Venezuela
foram registrados casos de onças a devorar sucuris adultas. Enquanto os
outros grandes felinos matam suas vítimas, mordendo-as no pescoço, a onça o
faz atacando-as diretamente na cervical, graças a suas mandíbulas poderosas,
as mais fortes de todos os felinos e a segunda mais forte entre os carnívoros
terrestres. Esses felinos frequentemente matam animais como a capivara e
pequenos macacos mordendo lhes o crânio, sendo o único felino a fazer isto. A
mordida de uma onça pode facilmente atravessar o casco de uma tartaruga.
Apesar disso, a onça não se furta em comer pequenos animais se a chance lhe
aparece.
Necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia, o que determina a
ocupação de um território de 25 a 80 km² por indivíduo a fim de possibilitar
capturar uma grande variedade de presas.

Reprodução

As onças-pintadas são solitárias e só buscam a companhia de um par


durante a época de acasalamento. A gestação dura em média 100 dias e até
quatro filhotes podem ser gerados.
Os machos atingem a maturidade sexual em torno dos três anos, e as
fêmeas, com dois anos.Em cativeiro, as onças vivem até 20 anos; já a
expectativa de vida para as onças selvagens cai pela metade.
Na época reprodutiva, as onças perdem um pouco os seus hábitos
individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver
cooperação na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos
filhotes nascerem. Em geral nascem, no interior de uma toca, dois filhotes -
inicialmente com os olhos fechados. Ao final de duas semanas abrem os olhos
e só depois de dois meses saem da toca. Quando atingem de 1,5 a 2 anos,
separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente maduros e podendo
assim se reproduzirem.

Status de Conservação

Atualmente, é classificada, pela IUCN, como quase ameaçada,


indicando que pode estar em perigo num futuro próximo.
A fragmentação, destruição e alteração dos hábitat são as principais
causas da retração de sua área de ocorrência. Além da baixa densidade das
presas que também sofrem com as mudanças bruscas do habitat em que
vivem. A caça é uma das maiores ameaças para a espécie, senão a principal
causa de mortalidade de onças pintadas no Paraná e no Pantanal.

Cativeiro

Colocadas em cativeiro, as onças pintadas apresentam um


comportamento característico com algumas formas de estereotipias, pois são
inseridas em ambientes muito menores aos que estão acostumadas no meio
natural.
São bastante atentas, andam por todo o ambiente no qual estão
inseridas, utilizam o enriquecimento artificial colocado para simular o meio em
que vivem para descansar e exercitar suas habilidades motoras.
Devido a disposição de um vidro em frente ao local de visitação fica mais
evidente a proximidade com os visitantes, fazendo com que em alguns
momentos seja notada a presença dos visitantes e até uma certa interação
com eles.
A maior parte do dia, as onças permanecem deitadas, em repouso, por
possuírem hábitos noturnos, o que faz com que elas não demonstrem muita
irritação com relação as visitas.
Percebe-se que elas estão confortáveis no ambiente o qual foram
inseridas, não podendo mais voltar a natureza, por serem mamíferos e
caçadores naturais.
Referências Bibliográficas

PROJETO onça-pintada. Disponível em:


<http://www.procarnivoros.org.br/2009/animais1.asp?cod=10> Acesso em 10
set. 2012
POUGH, F. Harvey; HEISER, John B.; JANIS, Christine M. A vida dos
vertebrados. 4.ed. São Paulo. SP: Atheneu, 2008.
WEISS, Luise. ABC do zôo: animais do Brasil. Sao Paulo: Companhia das
Letrinhas, 1993.
Carlstead, K. (1996). Effects of captivity on the behavior of wild mammals. In D. G.
Kleiman, M. E. Allen, K. V. Thompson & S. Lumpkin (Ed.), Wild mammals in
captivity (pp. 317-333). Chicago: University of Chicago.

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