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Educar é transformar

Oficialmente me tornei educador em 2007, na verdade sempre fui educador pois


nasci com sede de mudar o mundo, em consonância, no mesmo ano, tinha me tornado
pai e trabalhava em um projeto que tinha como base a Economia Solidária. Dentro dele
já discutíamos e procurávamos viver relações mais democráticas que desenvolviam a
autonomia e empoderavam o ser humano. Foi então que fui presentado com um livro
“Emoções e Linguagem na Educação e Política” do Humberto Maturana, e lendo-o tive
um ‘insight’ de que a maneira mais eficaz para a transformação social era através da
educação infantil.
Resolvi então, cursar licenciatura em Matemática em seguida, tive a sorte de ser
contratado como educador na Escola Ágora. Foi uma grande experiência onde
desenvolvi o olhar individual para cada estudante, compreendendo as particularidades
no processo de aprendizado e ampliando as ferramentas do ensino da Matemática.
Porém o que mais me sensibilizava, era o desenvolvimento dos projetos
interdisciplinares no final de cada semestre, e os debates de questões sociais e
filosóficas entre estudantes e educadores. Sentia que a educação não se limitava à
conteúdos de um currículo pré-determinado.
No final de 2013, me mudei com minha família para Pirenópolis onde trabalhei
na escola pública. A carência por mão de obras qualificadas fez com que ensinasse
outras disciplinas: ao todo foram sete. Por fim me consolidei como professor de
espanhol dentro do município, já que é minha língua paterna.
Paralelo em 2014, iniciamos uma série de reuniões e debates para construir uma
comunidade de aprendizagem. Foi uma experiência muito gratificante, sobretudo os
encontros com o Professor José Pacheco que confirmaram a crença de que através da
prática (da mão na massa) a assimilação do conhecimento torna-se significativa e eficaz.
Em 2015, iniciamos um projeto interdisciplinar e multietário onde estive na frente da
parte pedagógica trabalhando com tutor.
Em julho deste ano, resolvi voltar para São Paulo e fiquei surpreso ao me deparar
com a oportunidade de trabalhar no Colégio Viver, sinto ressonância com meu
desenvolvimento como educador e vislumbro grande oportunidade de crescimento
profissional e pessoal, ampliando meu repertório pedagógico e desenvolvendo minhas
relações interpessoais.

Luís Gustavo Leme Cantillana


São Paulo – novembro/2018