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Cald

deiraas
1. Introduçção

2. Tipos de
e Caldeira
as e Suass Utilizaçõ
ões

3. Caldeira
as Flamottubularess

4. Caldeira
as Elétrica
as

5 Caldeira
5. as Aquotu
ubulares

6. Caldeira
as a Com
mbustíveiss Sólidos

7. Caldeira
as a Com
mbustíveiss Líquidoss

8 Combusstíveis Ga
8. asosos

9 Principa
9. ais Compo
onentes de
d uma Caldeira
C

9 Pared
9.1. des D'água

9 Tambor
9.2.

9 Forna
9.3. alha

9 Circuito de Con
9.4. nvecção da
d Água

9 Superraquecedores de vapor
9.5. v

9 Econo
9.6. omizador

9 Sopra
9.7. adores de Fuligem

9 Queim
9.8. madores

10.Tratamento de Água
Á

10.1. Impu
urezas da
a Água e Suas
S Con
nseqüênc
cias

10.2. Trata
amento de Água das Caldeiras

11. Dispossitivos de segurançça

12. Válvula
as e Tubu
ulações

13. Blowdo
own da Válvula
V de
e Seguran
nça
14. Testess da Válvu
ula de Se
egurança

15
5. Manute
enção de Caldeiras

16
6. Princip
pais Tiposs de Falha
as Aprese
entadas Nas
N Calde
eiras

16
6.1. Corro
osão

16
6.2. Erosão

16
6.3. Abrasão

16
6.4. Sobrreaquecim
mento

16
6.5. Fadig
ga mecân
nica

16
6.6. Fadig
ga térmica

16
6.7. Falha
as Provoccadas porr Distúrbio
os da Com
mbustão

16
6.8. Falha
as dos Tu
ubos de Água
Á da caldeira
c

17
7. Conservação da
as Caldeiras Duran
nte as Pa
aradas

18
8. Teste Hidrostáti
H ico

19
9. Avaliaçção de Inttegridade
e em Cald
deiras

1. Introdução

Caldeiras a va
apor são equipamen
e tos destina
ados a prooduzir e acuumular vappor sob pre
essão
perior à atm
sup mosférica, utilizando qualquer fonte
f de en
nergia, exccetuando-sse os referv
vedores e
equ
uipamentoss similaress utilizados em unidad des de pro
ocesso.

Volta

2. Tipos
T de Caldeiras
C s e Suas Utilizaçõe
U es

Muiitas são ass formas de


e classifica
armos as caldeiras,
c por
p esta ra
azão aprese
entamos a seguir as
maiis conheciddas:

Q
Quanto ao Fluido qu
ue Passa Pelos
P Tubos:

C
Caldeiras F
Flamotubul
lares

C
Caldeiras A
Aquotubula
ares

Q
Quanto à Fonte
F de Calor
C

C
Caldeiras E
Elétricas

C
Caldeiras c
com Câmaras de Com
mbustão
C
Caldeiras d Recuperação
de

C
Caldeiras d Fluido Térmico
de T

Q
Quanto à Movimenta
M ação da ág
gua nos Tubos
T

C
Caldeiras d Circulaçção Natura
de al

C
Caldeiras d Circulaçção Forçad
de da

Q
Quanto à Pressão
P da
a Câmara de Combustão

C
Caldeiras d Pressão
de o Positiva

C
Caldeiras d Pressão
de o Negativa

Q
Quanto à Tiragem
T

C
Caldeiras d Tiragem
de m Forçada

C
Caldeiras d tiragem Induzida
de

C
Caldeiras d tiragem Balancead
de da

Q
Quanto à Pressão
P de
e Operaçã
ão

C
Caldeiras S
Subcritica

C
Caldeiras S
Supercritica
as

Q
Quanto ao Tipo de Combustív
C vel

C
Caldeiras a Combusttíveis Líquidos

C
Caldeiras a Combusttível Sólido
o

C
Caldeiras a gás

O quadro
q a se
eguir apressenta uma distribuiçã
ão das cald
deiras leva
ando em co
onta suas capacidades
e prressões:
Volta

3. Caldeiras Flamotubulares

Estamos tão acostumados a trabalhar com caldeiras para usinas de geração de energia elétrica,
na sua maioria de médio ou grande porte e com elevadas capacidades de geração de vapor, e
consequentemente do tipo aquotubular, que consideramos as caldeiras flamotubulares como
verdadeiras "caldeirinhas".

Entretanto, é importante que saibamos que a grande maioria das caldeiras distribuídas por todo o
mundo são caldeiras de pequeno porte, do tipo flamotubular e estas, apesar de parecerem tão
inofensivas são os equipamentos de geração de vapor que mais tem causado acidentes com
vítimas.

Nas caldeiras flamotubulares os produtos gasosos resultados da queima do combustível, são


adequadamente direcionados para circularem nas partes internas dos tubos de troca de calor, os
quais estão circundados com a água que queremos transformar em vapor. Como estes tubos
estão totalmente cobertos externamente pela água, a transferência de calor ocorre em todas a
área da superfície tubular.
A superfície de troca de calor das caldeiras é dimensionada pelo projetista em função da
capacidade da geração de vapor que se deseja obter, porém, para que a troca se torne mais
eficiente, dá-se preferência a aplicação de um elevado número de tubos de diâmetro
relativamente pequeno ao invés do uso de uma pequena quantidade de tubos de grande
diâmetro. Estes tubos são posicionados em feixes tanto verticalmente como horizontalmente, mas
estes últimos são mais freqüentes.

Existe uma infinidade de tipos e formas de caldeiras flamotubulares no mercado e dentre as


características que as distingue temos:

• Caldeiras de fornalha (tubo principal onde ocorre a queima ) lisa.

• Caldeiras de fornalha corrugada (tipo sanfonada), característica que aumenta de forma


considerável a área de transferência de calor.

• Caldeiras com um ou múltiplos passes para o percurso dos gases.

• Caldeiras de parede traseira seca (a parede frontal ao queimador é revestida com material
isolante, não tendo nesta superfície troca de calor com a água).

• Caldeiras de parede traseira molhada.


As caldeiras flamotubulares são utilizadas apenas para a produção de vapor saturado pois a troca
de calor é feita sempre entre o tubo com gás quente na parte interna envolvido completamente
com água na forma líquida.

Assim, não havendo troca de calor adicional entre os gases e o vapor já gerado, exceto em
caldeiras de queima combinada na qual uma câmara de queima adicional é instalada para gerar
gases para aquecimento do vapor, tornando-o superaquecido.

As caldeiras flamotubulares em sua grande maioria possuem capacidade de geração de vapor


reduzida (cerca de 5 toneladas por hora) e pressões inferiores a 20 kg/cm2. Modernamente
podemos encontrar caldeiras deste tipo com capacidade superiores atingindo cerca de 30
toneladas de vapor por hora.

As principais vantagens deste tipo de caldeiras em relação as aquotubulares são:

• Tamanho compacto permitindo seu fácil transporte desde a fábrica até o local de uso e
futuras relocalizações.

• Melhor eficiência na troca de calor por área de troca térmica.

• Maior flexibilidade para variações bruscas de consumo de vapor.

• Operação simples com reduzido número de instrumentos de supervisão e de controle.


• Baixo custo de manutenção, as quais se limitam a etapas de limpeza e troca de tubos.

Como desvantagens, possuem limitada capacidade de geração de vapor, e só produzem vapor


saturado, o que as torna próprias apenas para a geração de vapor de aquecimento o que muitas
vezes não interessa as industrias de grande porte que requerem vapor para acionamento de
máquinas de processo como bombas, turbinas, ejetores, etc.

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4. Caldeiras Elétricas

Estas caldeiras têm aplicabilidade bastante reduzida no setor industrial, onde a oferta de
combustíveis fósseis ainda é muito elevada e os preços comparativamente vantajosos.
Entretanto, em locais onde há pouca oferta de combustíveis e facilidade de obtenção de
eletricidade, estas caldeiras devem ser consideradas como opção.

Basicamente a caldeira elétrica é constituída de um vaso de pressão não sujeito a chama, um


sistema de aquecimento elétrico e de um sistema de água de alimentação. O rendimento deste
tipo de caldeira é bastante elevado já que por efeito joule a troca de calor ocorre no interior da
massa líquida sem perda do calor gerado.

O custo deste equipamento se torna reduzido devido a inexistência de dutos, câmaras de queima,
queimadores, tubos de troca de calor, refratários, chaminés, dispersão de poluentes, etc.

Duas técnicas são usadas para a troca de calor nas caldeiras elétricas. A primeira consiste na
introdução dentro do vaso de um conjunto de resistores blindados nos quais circula a corrente
elétrica com alta liberação de calor. A potência dissipada - RI2 é diretamente transferida para a
água pelo processo de convecção.

A outra técnica, consiste da condução elétrica, que acontece através da própria massa de água
por onde circula a corrente elétrica entre eletrodos adequadamente posicionados. Neste caso a
energia se dissipa na água também por efeito joule. Para que este segundo método tenha efeito é
necessário que a água possua um valor de condutividade capaz de permitir a circulação elétrica.

O mercado já oferece um outro tipo de caldeira elétrica denominado caldeira de indução. Nestas
caldeiras a água a ser transformada em vapor circula de forma forçada no interior das bobinas do
secundário de um transformador, absorvendo o calor dissipado.

As caldeiras elétricas requerem especial atenção no que concerne a segurança no uso de energia
elétrica, cujos equipamentos devem estar permanentemente sendo revisados e monitorados
contra falhas. Os elementos de troca de calor ( resistências e eletrodos) são fortemente atacados
durante o uso, com desgaste e formação de depósitos provenientes dos sais existentes na água.

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5. Caldeiras
C s Aquotub
bulares

Nass caldeirass aquotubulares a água a ser va aporizada circula no interior do


os tubos dee troca
térm
mica, enquuanto o caloor provenieente da qu
ueima do combustíve
c el circula na
a parte extterna. As
cald
deiras de grande
g porrte que opeeram em altas
a e méddias pressõ
ões são tod das aquotuubulares.
Exisstem centeenas de prrojetos dife
erentes parra as calde
eiras deste
e tipo, adeqquando-as ao uso a que
q
se destinam.
d

Devvido a sua alta flexibiilidade, esttas caldeirras foram gradualmen


g nte recebeendo inovações visan ndo
elevvar seu ren
ndimento e confiabilidade. Uma a destas in
novações mais
m imporrtante foi a instalação
o de
uma a seção tubular paraa passagem m do vaporr após sua saída da zona z de evvaporação, permitind do a
elevvação de sua
s temperratura acim ma da de saturação,
s ou seja o seu
s supera aquecimen nto.

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6. Caldeiras
C s a Combu
ustíveis Sólidos
S

Inúmmeros são
o os combu
ustíveis sóllidos que podem
p ser aplicados para queima em calldeiras. Ele
es
tantto podem ser
s combustíveis natturais como o derivado
os, como apresentado os a seguir:

C
Combustíve
eis Sólidoss Naturais

M
Madeira

T
Turfa

C
Carvão min
neral

B
Bagaço de cana, etc..

C eis sólidos Derivadoss


Combustíve

C
Carvão veg
getal

C
Coque de carvão
c

C
Coque de petróleo,
p etc.

ão de vapor para a te
Parra uso nas caldeiras destinadass a geraçã ermoeletricidade, o ca
arvão mine
eral
é o mais utilizzado, por ser
s aquele encontrado com maiis facilidad
de na naturreza.

As caldeiras a carvão mais


m antigas utilizavam o carvão o mineral na
n forma de pedras. Este
mbustível era
com e muitas vezes intro oduzido na as caldeira
as de forma a manual ttornando o processo de
geração de caalor bastan
nte irregula
ar. O carvãão britado como
c é conhecido, é lançado em e grelhass
móvveis que estão instaladas na paarte inferio
or das forna
alhas, aba
aixo das qu uais é insufflado ar pa
ara
a co
ombustão. Modernam mente as caldeiras
c utilizam o carvão
c pulvverizado.

Apeesar do nosso país possuir


p umaa grande reserva
r de carvão mineral na re egião sul, a qualidade
desste produto
o é muito in ncontrada em outros países. O carvão mineral tanto
nferior a en o pode serr
obtiido em min
nas de grande profun ndidade, co omo em reeservas superficiais. As usinas térmicas ded
Sannta Catarin
na ( Complexo Terme elétrico Jorrge Lacerd
da) utilizam
m carvões d de minas, enquanto
e a
Usina Presideente Médicci situada em
e candiotta, utiliza carvão
c de superfície.
s
O poder
p calorrífico dos carvões
c minerais é muito
m inferio
or ao dos combustíve
c eis derivad
dos de
petrróleo além
m de possuir inúmerass impureza as inertes ao
a processso de combustão. Os s constituin
ntes
inerrtes mais presentes
p n carvõe
nos es estão ass cinzas, o enxofre e a umidade, sendo que
q em alg guns
cassos as cinzzas atingem m percentu
uais em torrno de 40 a 50% dep pendendo dde sua orig
gem.

Parra minimizaar a baixa qualidade dos carvões, eles sã ão beneficiiados por pprocessos de lavagens
dennominadoss de flotaçãão, tanto ju
unto a minaa de onde são extraíddos, como em alguns s, casos após
o transporte antes
a de se
er colocado o nos pátio
os das usin
nas. Apesaar disto o ccarvão de melhor
m
quaalidade é separado para ser enviado a pro ocessos siiderúrgicoss consideraados mais nobres.

As caldeiras à carvão dee alta eficiência efetu


uam a sua pulverizaçção em mo oinhos tran
nsformando
oo
mbustível num
com n fino pó
ó que pode e ser facilm
mente arrastado peloo fluxo de a
ar em direç
ção aos
que
eimadores através de e dutos. Esste ar , bem
m como oss próprios moinhos
m sã
ão previammente
aqu
uecidos não só para facilitar
f a queima
q com
mo para evvitar que o carvão deevido a sua
a umidade se
aglo
omere noss dutos.

As fornalhas
f d caldeirras à carvã
das ão são bemm maiores que as de e óleo para
a que haja tempo de
permanência suficiente da mistura a até a que
eima total. Maiores ta
ambém são o todas as
s dimensõees
doss dutos de circulaçãoo dos gasess bem com mo os espaaçamentoss entre os ttubos dos feixes
f de
trocca de calorr, em decorrência do grande voolume de gases
g produzidos sommados as cinzas
c
conntidas no ca arvão.

Caldeiras à ca
arvão requ m dos equipamentos já citados, os seguin
uerem além ntes:

• Sistem eias transportadoras para levar o carvão até


ma de corre a o silo d
da caldeira
a.

• Silo pa
ara armaze
enamento do
d carvão que será utilizado
u na
a caldeira

• Tanque e de captaação de cin


nzas pesad das no fund do das cald
deiras, com
m sistema de transpoorte
destas cinzas.
• Grande e quantidade de soprradores de e fuligem para
p elimina
arem contiinuamentee os depósitos
sobre os
o tubos.
• Sistem
ma de prote eção contraa a incidênncia direta das
d cinzass nos feixes de troca de calor para
p
evitar a erosão(te
elhas de saacrifício)
• Sistem
ma de capta ação de cinnzas levess levadas com
c os gasses em dire
eção a cha
aminé (
coletorres e precip
pitadores)..

Volltar

7. Caldeiras
C s a Combu
ustíveis Líquidos
L

Os principais combustívveis líquido


os utilizado
os nas cald
deiras são:

• Óleo co
ombustíve
el
• Óleo diesel
• Resídu
uo de vácuo

Desscreveremos alguma
as caracterrísticas desstes combu
ustíveis:

Ó
Óleo Comb
bustível

O óleo
ó combuustível é obbtido a parrtir da mistu
ura de um derivado ded petróleo o pesado, resíduo de
e
váccuo ou resííduo asfáltiico, com derivados mais
m leves, adicionaddos com a finalidade de especifficar
a viiscosidade
e. Os derivaados mais utilizados para esta diluição sã ão: óleo deecantado, óleo pesad
do
de reciclo
r de FCC, óleo leve de re eciclo, resídduo aromá ático, diese
el e querossene.
As viscosidades máximas admissíveis para os óleos combustíveis, comercializados no Brasil, são
padronizados pelo Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), agrupadas em nove faixas.

A especificação do DNC prevê, para cada viscosidade, duas faixas de teor de enxofre: o óleo A
de alto teor (com até 5% de enxofre para o óleo 1 e até 5,5% de enxofre para os óleos 2 a 9) e o
óleo B de baixo teor (com menos de 1% de enxofre). Assim, um óleo combustível com
viscosidade de 15.000 SSF a 50 ºC e 3% de enxofre é classificado para faturamento como óleo
5A.

Óleo Ponto de Teor de Viscosidade Teor de

Combustível Fulgor Enxofre Sedimentos


Tipos ºC % Peso SSF a 50 ºC % Peso
(máx.)

1A 66 5,0 600 2,0


2A 66 5,5 900 2,0
3A 66 5,5 2.400 2,0
4A 66 5,5 10.000 2,0
5A 66 5,5 30.000 2,0
6A 66 5,5 80.000 2,0
7A 66 5,5 300.000 2,0
8A 66 5,5 1.000.000 2,0
9A 66 5,5 Sem Limite 2,0
1B 66 1,0 600 2,0
2B 66 1,0 900 2,0
3B 66 1,0 2.400 2,0
4B 66 1,0 10.000 2,0
5B 66 1,0 30.000 2,0
6B 66 1,0 80.000 2,0
7B 66 1,0 300.000 2,0
8B 66 1,0 1.000.000 2,0
9B 66 1,0 Sem Limite 5,0
C 66 - 2,1 a 26,0 em volume

cST a 37,8
ºC

Cinzas - 0,10% (máx.) para o tipo C

Tabela de Classificação dos Combustíveis

Um óleo A é mais barato que um óleo B da mesma faixa de viscosidade. Dentro de uma mesma
faixa de teor de enxofre, quanto maior a faixa de viscosidade em que o óleo for enquadrado mais
barato ele fica.
O DNC
D tambéém limita o teor máximo de águ ua e sedim
mentos a 2,0% em volume. O te eor de água
a
obtiido por desstilação é somado
s ao
o teor de sedimentos
s s obtido po
or extração
o. Quantidaades de ág
gua
e se
edimentos entre 1,0% % e 2,0%, embora acceitáveis, devem
d serr deduzidass da quanttidade
forn
necida por ocasião do o faturame
ento.

R
Resíduo de
e Vácuo

A PETROBRÁ
P ÁS consom me nos forn nos e caldeeiras da maioria
m de suas
s refina
arias resídu
uo de vácuuo
puro. Ou seja a, o produtoo de fundoo da torre de
d destilaçãão a vácuoo é encamiinhado dire etamente para
p
connsumo sem m nenhum tipot de dilu
uição. Quaando consu umido direttamente, ssem passarr por
tanccagem, o produto
p nãão necessitta de aque ecimento adicional, já
á que a temmperatura de retiradaa do
produto da torre, 380 ºC C, é maior do
d que a te emperaturra necessáária para qu ueima, 2400 a 270 ºC.
Asssim, o conttrole de tem
mperatura é feito atraavés da miistura do reesíduo de vácuo retirrado da
bateeria de pre
eaquecime ento de carrga de um ponto, com m temperattura mais e elevada quue o deseja
ado,
comm resíduo ded outro po onto, com temperatura inferior à desejada a. Este commbustível, também, é
forn
necido para a grandes consumido ores, para utilização em fornoss e caldeira
as, sendo enquadrad
e do
para efeito dee faturamen nto como óleo
ó 8A.

Ó
Óleo Diese
el

É o combustívvel padrão ores diesel, e, pratica


o para moto amente, tooda a produução brasilleira é
connsumida paara aquela finalidade. No passaado foi maior a utiliza
ação do óleeo diesel como
c
commbustível in
ndustrial, mas,
m com um
u evento o das refina arias nacionais, produzindo umma maior ga ama
de derivados,
d procurou--se soluçõe
es mais ecconômicas para combustão con ntínua, sub
bstituindo-sse o
óleo
o diesel po
or produtoss menos noobres. É ainda utilizaado em alggumas calddeiras dommiciliares e nos
queeimadores que traballham em sistema auttomático aquecendo produtos q que exigemm um
commbustível com
c baixo teor de enxofre.

As caldeiras são
s construuídas de acordo
a m o tipo de combustívvel que irá utilizar. As
com s caldeirass
e utilizam combustíve
que c eis líquidoss possuem
m caracterís
sticas bem
m definidas para isto. Como
sab
bemos toda a queima só
s ocorre após
a uma mistura
m adequada en ntre as moléculas do combustívvel
com
m as molécculas do co
omburente e numa determinada temperatura.

Asssim, apesa
ar do combustível iniccialmente se
s apresen ntar na form
ma líquida,, é necessário
tran
nsformá-lo em gás pa
ara que a queima
q ocorra, e norrmalmentee esta transsformação ocorre à
saíd
da dos queeimadores após o líq
quido ter sid
do cuidadoosamente pulverizado, aquecid do, e colocado
em contato coom o ar.

ma caldeira para queim


Um ma de líqu
uidos, em especial
e os
s mais visccosos, nece
essita de component
c tes
auxxiliares que
e facilitem este
e proce
esso, tais como:
c

• Instalações adeqquadas parra recebimento e manuseio do combustívvel, incluind do tanquess


para arrmazenam mento com capacidad des adequa adas ao co onsumo e o oferta do produto
p no
mercad do.
• Instalações de aqquecimento para elevvar a temp peratura do o combustíível previam
mente a su ua
entradaa na caldeira, facilitando desta forma sua a atomização e queim ma. A entraada do
combustível frio na
n fornalha a além de proporcion nar uma má queima, faz com que parte do
calor ali
a existentee seja utilizzado para levar as moléculas
m a temperatu ura da reaç
ção de
combustão e con nsequentem mente redu uzindo a efficiência do
o processoo.
• Pelo mesmo
m mottivo, semprre que posssível as ca aldeiras dee combustíível líquido
o devem
possuirr sistemas para aque ecimento prévio
p do ar
a destinado a queima a, conhecidos como pré
- aqueccedores dee ar.
• Os que eimadores utilizados nestas caldeiras dev vem ser co ompatíveis com as ca aracterísticcas
do óleoo em uso. Como uma a caldeira é projetada
a e constru uída para uuso por muuitos anos,, é
comum m que deviddo ao aparrecimento de novos processos
p de refino q
que os commbustíveiss do
mercad do modifiquem suas especifica ações. É poortanto neccessário qu ue os usuá ários de
caldeirras estejam
m permane entemente atentos as s especifica ações reais do produ uto que utilliza
para se egurança e eficiência a do processo. Quan ndo for mod dificado o ttipo de óleo, é
necesssário que novos
n queimadores sejam
s adquuiridos ou o sistema existente sejas
adaptaado.
• As fornnalhas para a combustíveis líquid dos devemm possuir diimensões suficientes s para que o
processso de transformação o para o esstado gasooso ocorra, assim com mo toda a queima em m
seu interior sob qualquer
q co
ondição de e carga. A queima em m locais fora da forna alha,
denomminada de combustão
c o secundárria, além dee ocasiona ar um desccontrole em m todos os
parâme etros do prrocesso, ca ausa danoos aos equipamentoss da caldeirra, muitas vezes
irrecup
peráveis a curto
c prazo o.
• Como a queima de d combusstíveis líquidos em um ma caldeirra não é um ma das prio oridades para
p
o uso dos
d combu ustíveis líqu
uidos, o óleeo destina
ado a este fimf são oss chamados óleos
residuaais, e semp pre apreseentam inúm meras impu urezas que e podem prrovocar da anos tanto ao
sistema a de bomb beio e queima, como podem se er carreado os com os produtos da d combusstão
produzzindo efeitoos nocivos as superfíícies de trooca de calo or e dutos.
• Nas caaldeiras de combustívvel líquido as tubulaç ções e equ uipamentoss do sistem ma de
manusseio devem m ser conve enientemente isolada as termicam mente para a evitar a troca
t de ca
alor
com o meio ambiente e evitar expor as a superfíccies aquecidas ao co ontato humano. Quan nto
maior for
f a viscossidade do combustívvel, maior será
s a elevvação da teemperatura ae
conseq quentemen nte maioress cuidadoss devem se er dedicados ao isola amento das tubulaçõ ões.

Volltar

8. Combustí
C íveis Gasosos

G Combustível de
Gás e Refinaria
a

É um combusstível gasosso, de baixxo peso mo olecular médio,


m que não se liqü
üefaz por compressã
c ão,
dificcultando se
eu armaze enamento. O gás com mbustível, geralmentee, é uma ccorrente se
ecundária do
d
processamento em unid dades de re efinação e petroquímmica (craqu
ueamento ccatalítico, coqueameento
retaardado, refforma catalítica, pirólise) resulta
ante do cra
aqueamen nto térmico de frações mais
pessadas. Ante es de ser destinado
d c
como combustível, esta
e corren
nte, geralm
mente, passsa por
unid dades de tratamento
t o, onde é reetirado o H2S, e por unidades
u d fraciona
de amento ond de são
retirradas fraçõ
ões utilizad
das pela inndústria peetroquímicaa.

É obrigatoriammente conssumido na própria reefinaria/pettroquímica que o orig


ginou ou em
m indústria
as
vizinhas, interrligadas através de gasodutos.
g

G Naturral
Gás

g natural é encontrrado em reservatórioss subterrân


O gás neos naturrais, assocciado ou nã
ão ao
petrróleo, dond
de é extraíído atravéss da perfurração de poços.

Apó ós ser prod


duzido, anttes de ser enviado pa
ara consummo como combustíve
c el, geralmeente, passa
a
por unidades de processamento (PGN) que retiram de este gás ass frações m
mais pesad das. Estas
fraçções podem m ser incorporadas às
à correntees de gás liqüefeito de
d petróleoo e gasolina
a, ou servir
commo matéria a prima de unidades petroquím
p icas.

A seguir, apre
esentamoss algumas análises típicas destte combusttível:

Gáás 1 Gás 2
PCI (K
Kcal/Kg 11..377 11.571
1
Peso Molecular 20,2 17,6
Componentes: Composição em volume (%)
Metano 81,4 89,9
Etano 10,08 8,5
Propano 4,88 0,5
i - butano 0,72 -
n - butano 1,11 -
Isopentano 0,22 -
Neopentano 0,21 -
Pentanos e > 0,15 -
Nitrogênio 1,08 0,7
CO2 0,52 0,4
Gás 1 - Gás produzido na Bacia de Campos (antes da PGN)

Gás 2 - Gás produzido na Bacia de Campos (após a PGN)

Para fornecimento a consumidores externos à PETROBRÁS, o DNC exige o cumprimento da


especificação abaixo:

Gás Natural
Densidade relativa ao ar, a 20 ºC 0,60 a 0,81

Enxofre total, mg/m3 110 (máx.)

Gás Sulfídrico, mg/m3 29 (máx.)

Nitrogênio + Dióxido de carbono, % Vol. 6 (máx.)

Poder calorífico, a 20 ºC e 1 atm 7.600 a 11.500

Inferior, Kcal/m3 8.500 a 12.500

Superior, Kcal/m3
OBS.: O produto deve ser isento de hidrocarbonetos condensados,
óleos e partículas sólidas.

As caldeiras projetadas para a queima de gás são em geral muito mais simples que as utilizadas
para os demais combustíveis. Isto se explica pelo fato do gás não requerer nenhum aquecimento
prévio para ser queimado nas fornalhas, não necessitar de grandes reservatórios para sua
estocagem, e por ser um combustível de alto rendimento contendo poucas impurezas.
Os ciclos combinados associando uma ou mais turbinas a gás à caldeiras de recuperação tem se
apresentado como uma das melhores opções para a geração da termoeletricidade. Estas
caldeiras podem ou não serem dotadas de queimadores e se destinam a produzir vapor
aproveitando o calor residual contido nos gases ao deixarem a exaustão da turbina a gás.

Também tem sido muito utilizada a modificação de caldeiras, inicialmente projetadas para queima
de óleo, para passarem a atuar alternativamente ou simultaneamente com queima de gás, são as
denominadas caldeiras de queima mista.

9. Principais Componentes de uma Caldeira

9.1. Paredes D'água

As paredes d’água constam de vários tubos dispostos verticalmente, um ao lado do outro,


circundando lateralmente toda a fornalha e pelos quais a água absorvendo o calor da queima do
combustível transforma-se em vapor, resultando então uma mistura de água e vapor que, em
caldeiras de circulação natural, faz com que o vapor, de menor densidade que a coluna
proveniente do(s) tubo(s) de descida, suba e alcance o tambor, o que, em caldeiras de circulação
forçada, é conseguido através de bombas de circulação, as quais promovem este mesmo
deslocamento.

Em algumas caldeiras as paredes d’água são membranadas, nas quais os tubos são aletados
e/ou soldados uns aos outros, formando uma parede estanque. Os tubos aletados absorvem
maior quantidade de calor e garantem a estanqueidade o que possibilita a operação em pressão
positiva na região de queima. Esta é uma grande vantagem, pois evita a perda de calor e a
passagem de gases tóxicos para o ambiente externo e a penetração de ar frio caso a pressão
interna fique menor que a atmosfera.

A figura mostra um desenho típico de uma parede d’água selada. As paredes d’água são
fabricadas em tubos de aço carbono, com baixo teor de carbono.

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9.2. Tambor

A função do tambor é separar a água do vapor gerado nas paredes da fornalha (tubos das
paredes d’água) e controlar a quantidade de sólidos dissolvidos na água da caldeira para um
valor abaixo do limite estabelecido para controle químico do processo. A separação da água do
vapor em estágios, ou através de turbo separadores ou através de chapas corrugadas, ou por
meio de conjunto de telas. Estes separadores são instalados na parte superior do tambor, antes
do vapor entrar nas conexões dos tubos para o superaquecedor.

A mistura de água e vapor gerada na parede d’água entra no topo do tambor pelos tubos de alívio
das paredes d’água , desce varrendo ao longo de ambos os lados do tambor, através de estreitos
espaços formados por chicanas em toda a sua extensão e concêntricas com a sua carcaça. Este
arranjo de chicanas, exerce adequada velocidade e uniforme transferência de calor, mantendo
toda a superfície do tambor a uma temperatura constante. Na parte mais baixa das chicanas, a
água é forçada a entrar através de duas fileiras de turbo-separadores. Cada turbo-separador
compõe-se de um estágio primário e um estágio secundário.

O estágio secundário consiste em dois bancos opostos de chapas finas corrugadas, as quais
direcionam o vapor através de caminhos tortuosos e forçando as partículas de água contra a
superfície corrugada. Desde que a velocidade seja relativamente baixa , a água não conseguirá
subir e se encaminhará para baixo, caindo nas bandejas.

Considerando-se que a outra função do tambor é controlar a quantidade de sólidos dissolvidos,


geralmente em caldeiras de alta pressão, é utilizado um processo para drenagem lenta da água
do tambor, eliminando-se assim ou reduzindo-os para valores abaixo dos limites estabelecidos.

Normalmente em caldeiras de grande porte, existe uma válvula para esta finalidade, que é
denominada válvula de purga contínua do tambor, que dependendo da quantidade de sólidos
dissolvidos pode ser totalmente ou parcialmente aberta.

Outro processo que pode ser utilizado seria a injeção de produtos químicos com a finalidade de
precipitar os sólidos dissolvidos e, que posteriormente seriam drenados do circuito d’água da
caldeira, por válvulas de drenagem de fundo.

As águas desmineralizadas usadas para alimentar caldeiras de alta pressão, apresentam sílica
em duas formas; a solúvel, que é detectada por métodos normais de análise, e a coloidal, não
detectada pelos métodos convencionais. Na caldeira, esta sílica coloidal se transforma em
solúvel, sendo então detectada.

A sílica e outros contaminantes presentes em pequenas concentrações nestas águas, tendem a


aumentar gradativamente na caldeira devido ao acúmulo de sólidos.

Esses valores de sílica, fosfato e outros sólidos dissolvidos, presentes na água da caldeira,
devem ser mantidos em valores não prejudiciais à pureza do vapor, através da abertura da
válvula de purga contínua ou descarga contínua do tambor, quando alcançam determinados
valores.

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9.3. Fornalha
A fo
ornalha é a região da
a caldeira em
e que se desenvolv ve a combu ustão e a m
maior partee do calor é
tran
nsferido. É, também, onde ocorrrem as maaiores taxa
as de abso orção de caalor e as maiores
m
tem
mperaturas. As fornalhas devem m atender aos
a seguin ntes requissitos:

• Ter um
m volume capaz
c de gaarantir que
e toda a qu
ueima se efetuará
e no
o seu interio
or.
• O posiccionamentto dos queimadores e das supe erfícies de transferênncia de caloor deve tall
que nã
ão haja conntato entre a chama e os tubos.
• A supe
erfície dos tubos paraa absorçãoo do calor gerado
g devve suficien
nte para qu
ue não ocorra
vaporizzação nos tubos de subida.
s

As fornalhas
f p
podem serr classificadas em trê
ês tipos principais:

• Fornalh
ha de Que
eima Fronta eimadores são horizo
al - Os que ontais, mon
ntados parralelamente
e
em um edes da fornalha. Este é o tipo mais comum e o enccontrado na
ma das pare n Usina de e
Campoos.

• Fornalhha de Que eima Tangeencial - Oss queimadoores são ho


orizontais, montados
s nas aresttas
verticais da forna
alha, com suas
s linhass de centro
o tangencia
ando um circulo no meio
m da
ha.
fornalh

• Fornalh ha de Que eima Verticcal - neste caso


c os quueimadores são vertiicais, monttados no te
eto
da forn nalha. A va
antagem de este tipo é proporcion
nar um lon
ngo percursso da chamma, o que
facilita a queima de combustíveis mais pesados s.

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9.4
4. Circuito
o de Convvecção da
a Água.

C
Circulação
o Forçada

Em caldeiras de circulaçção forçad da, bombass de circulaação são colocadas


c no circuito do tubo de
desscida do tambor para a assegurar esta circu ulação da água atravvés das pa aredes d’ág gua. Orifícios
insttalados na entrada de e cada circcuito de ág
gua, manté ém um fluxxo proporcional de ág gua atravéss do
circcuito. A bom
mba de cirrculação da a caldeira succiona
s de
d um cole etor, o quall é suprido pelos tuboos
de descida
d de
e água do tambor
t (emm geral emm número ded quatro).. Pela linhaa de desca arga da
bom mba, a águ ua entra no
o coletor tra
aseiro e fro
ontal das paredes
p d’áágua. No ccoletor de entrada
e doos
tubo os da pareede d’águaa, a água da caldeira passa atra avés de filttros e em sseguida atrravés de
orifícios suprindo os tubbos das paredes da fo ornalha, a linha de reecirculaçãoo do econo omizador e os
elem mentos espaçadoress resfriadoss a água.
A água sobe pelos tubo os da fornalha, absorvvendo calo or. A mistura de águaa e vapor resultante
r é
cole
etada por coletores
c d saída e descarreg
de gada no tammbor de vaapor atravéés de tubos de alívio.
No tambor dee vapor, este e a água são sepa arados. A água
á da caaldeira se mistura co
om a água de
alim
mentação vinda
v do ecconomizaddor e flui attravés dos tubos de descida
d pa
ara o coleto
or de sucção
da bomba
b de circulaçãoo da caldeira, reinicia
ando o fluxo.

C
Circulação
o Natural

al, ou seja, por conve


Em caldeiras de circulaçção natura ecção, a ággua e o vap
por fluem em
e um
núm
mero relativvamente grande
g de circuitos
c tu
ubulares ( tubos
t de descida e tu
ubos da pa
arede d’águ
ua),
este
es últimos são aqueccidos exterrnamente.

A circulação positiva
p é altamente
a importante
e no sucesso da operração da ccaldeira. A força que
produz a circu ulação, é a diferença
a de peso entre
e a coluuna d’águaa sem vapo una igual de
or e a colu
misstura água--vapor. Esssa força deeve vencerr a resistên ncia ao fluxxo. Esta, vvaria com a velocidadde,
ou seja,
s se a força dispoonível para
a fazer a mistura
m circ
cular é maior que a re esistência ao fluxo emm
uma a dada velocidade, o fluxo irá aumentar
a a que a resistência
até r equilibre a força disponível. Se a
forçça disponívvel for mennor que a resistência
r , o fluxo iráá decresceer até o equilíbrio serr alcançadoo.

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9.5
5. Superaq
quecedorres de vap
por

Parrtindo do princípio qu ue uma caldeira transsforma águ


ua em vapo
or pela aplicação de calor, é fá
ácil
con
ncluirmos que
q a área total da su uperfície de aquecimmento e a maneira
m como esta é arranjada,
afetta a sua efficiência e capacidad
de.

Um
ma caldeira, tem sua fornalha
f virtualmente
e circundad
da por uma a superfície
e que retira calor, ass
paredes d’águua. Estas representa
r am apenas 9% da superfície tottal de aqueecimento dad unidade e,
mass contribue
em com ceerca da meetade (48%
%) da absorrção total de
d calor. E
Esta alta efficiência emm
calor absorvido por unidade de área resulta da sua exposição ao calor radiante na zona de mais
alta temperatura.

Os superaquecedores são superfícies trocadoras de calor com a finalidade de elevar a


temperatura do vapor produzido no tambor a um valor superior ao valor de saturação.

O superaquecimento do vapor tem duas finalidades fundamentais:

• Aumentar o ganho termodinâmico da turbina, na qual o vapor irá se expandir.


• Tornar o vapor o mais isento de umidade possível, entretanto possíveis condensações no
interior da turbina devido à queda de pressão e temperatura. Em condições normais,
recomenda-se um superaquecimento mínimo de 55 ºC no vapor na entrada da turbina.

Os superaquecedores recebem o vapor saturado proveniente do tambor da caldeira e o


superaquece aproveitando a alta temperatura dos gases que os atravessam, por estarem
localizados logo acima da fornalha.

O superaquecedor representa 9% da superfície total de aquecimento mas é responsável por


apenas 16% do total do calor absorvido.

Esta diferença em relação à fornalha deve-se ao fato de que a troca de calor é mais
acentuadamente por convecção do que por radiação.

O fluxo de vapor, no superaquecedor, deve ser suficientemente intenso, de forma a permitir a


absorção de calor do tubo, evitando sua deformação por alta temperatura.

Os superaquecedores podem ser classificados como de convecção ou de radiação.

Nos superaquecedores de convecção, a temperatura do vapor aumenta quando a carga cresce,


porque o fluxo de gases do lado da fornalha aumenta mais depressa do que o fluxo de vapor
dentro do tubo. Podem ser do tipo horizontal ou pendente como nas caldeiras de Campos.

A vantagem dos superaquecedores horizontais é que estes podem ser drenáveis, enquanto que
os pendentes não podem.

Os superaquecedores de radiação ficam localizados na parte superior da fornalha e recebem


calor intenso por radiação direta. O vapor no seu interior sofrerá uma queda de temperatura com
o aumento da carga, por causa da alta razão de absorção de calor nas paredes da fornalha
quando a carga cresce.

O calor disponível para o superaquecedor de radiação não acumula na mesma razão que a
massa de vapor dentro dos tubos, e, desta maneira, a temperatura do vapor diminui.

Para que a temperatura do vapor seja mantida razoavelmente uniforme com a variação da carga,
superaquecedores são freqüentemente divididos em seções, geralmente primária e secundária.
Algumas seções estão na fornalha e outras nas zonas de convecção.

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9.6. Economizador

O economizador é um trocador de calor tubular instalado na região de passagem dos gases de


uma caldeira com a finalidade de propiciar o aproveitamento de energia térmica contida nesses
gases, transferindo-a para a água de alimentação que está sendo introduzida no tambor.
O aproveitamento desta energia constitui um aumento de rendimento para a caldeira, sendo
calculado que a cada 10 ºF de elevação na temperatura da água de alimentação representa o
acréscimo de 1% na sua eficiência.

Os economizadores são constituídos de feixes tubulares de aço que além de oferecer boa
resistência mecânica, podem ser confeccionados com parede de espessura menor, reduzindo de
forma acentuada o peso do equipamento e permitindo uma melhor transferência de calor. Como o
coeficiente de troca de calor entre a água e os tubos é muito maior que o coeficiente entre o tubo
e os gases da queima, a temperatura externa do tubo será muito próxima a da temperatura da
água . Se esta temperatura estiver abaixo do ponto de orvalho haverá corrosão severa dos tubos.
Para que isto não ocorra é necessário preaquecer a água em trocadores de calor a vapor.

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9.7. Sopradores de Fuligem

Óleo combustível tem 0,5% a 1% de cinzas que são componentes minerais. As cinzas mais
pesadas caem no fundo da fornalha para serem removidas durante as paradas da caldeira para
revisão. Uma certa quantidade porém, fica depositada nas paredes dos tubos. Além disso, parte
do carbono não queimado deposita-se nas paredes dos tubos sob a forma de fuligem ou negro de
fumo. A camada de depósitos reduz a transferência de calor, estimando-se que uma camada de 3
mm de fuligem pode isolar tanto quanto uma de 15 mm de isolante térmico.

A redução da transmissão de calor para os tubos da parede d’água provoca uma queda na
produção de vapor. Para manter a produção, é necessário aumentar o fornecimento de
combustível e ar.

Se somente os tubos da fornalha estiverem sujos, maior quantidade de combustível e ar resultará


num maior fluxo de gases passando pelo superaquecedor e reaquecedor, causando elevação da
temperatura do vapor superaquecido e reaquecido. Se os tubos do superaquecedor ficam sujos, o
efeito é o abaixamento da temperatura do vapor superaquecido.

Estando sujos os tubos da fornalha e também do superaquecedor, o resultado será a saída dos
gases com alta temperatura, traduzindo uma perda de rendimento da caldeira.

Os sopradores de fuligem são equipamentos destinados a limpar as paredes externas dos tubos.
Tais equipamentos utilizam como fluido de limpeza vapor ou ar que é direcionado diretamente
sobre as superfícies dos tubos.

O posicionamento e a quantidade de sopradores de fuligem varia de acordo com o tipo de


caldeira e do combustível utilizado. Podem ser usados na fornalha, no superaquecedor e nos
aquecedores de ar e nas zonas de convecção.

No tipo fixo, os sopradores se caracterizam por possuir uma lança perfurada, que gira por
acionamento manual, elétrico ou a ar. Sua ação é bastante efetiva na remoção de depósitos de
baixa aderência., limpando a fuligem de toda a parede em volta. São limitados, devido ao contato
direto contínuo com os gases de combustão, às regiões de baixa temperatura.

Os sopradores retráteis se caracterizam por possuir um lança que permanece fora do contato
com os gases da combustão quando estão fora de operação. Quando acionado, a lança é
inserida entre duas fileiras de tubos e pelo bocal na sua extremidade sopram vapor.

A fuligem removida entra no fluxo dos gases e sai pela chaminé. Para que a fuligem soprada de
certo lugar não se deposite em outras superfícies já limpas, operam-se os sopradores em
seqqüência conforme a orientação
o do fluxo dos gases. Assim os tubos
t da fo
ornalha nã
ão devem ser
s
limp
pos depoiss dos tuboss do superaquecedorr , e assim sucessiva
amente.

O esquemátic
e co a seguirr mostra o posicionam
mento dos sopradore
es nas cald
deiras.

O vapor
v usado sai pela chaminé com
c os gasses, repres
sentando então
e uma perda de água
desstilada no sistema
s de
e condensaado e água
a de alimenntação.

As precauçõe
es abaixo devem
d ser observada
as na operração dos sopradores
s s.

• Não de
eixar o jato m ponto só dos tubos.. Em caso de falhas no
o de vapor bater num
mecanismo rotativo, retrair o soprado
or manualm
mente com o equipam mento de emergência
e a.

• Não de
eixar o sop
prador denttro da cald
deira sem fluxo
f de va
apor.

• Se falh
har o meca
anismo de retração, o sopradorr deve ser retraído
r manualmentte com
equipa
amento de emergência.

• Fazer uma
u drena
agem adeq quada na tu d sistema de soprag
ubulação do gem de fuliigem, ante
es
de iniciada a ope
eração doss sopradore
es e durante a mesm
ma, a fim de
e eliminar as partícullas
d’águaa do vapor, impedindoo que as mesmas
m ve
enham a ca
ausar erosão nos tub bos sob
limpezaa.

• Aumennte a tirage
em no interrior da forn
nalha quanndo os soprradores esstiverem em
m serviço.
• Se hou
uver recommendação específica,
e , mantenha a fechada a válvula g
geral de va
apor para os
o
soprad
dores quan ndo estes estiverem
e f
fora de serrviço.

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9.8
8. Queima
adores

os queimador
q res utilizados em uma caldeira,, tem por fiinalidade converter
c o combustíível líquido
oa
ser queimado o em gás, conversão
c esta que ocorre
o em alguns cassos, no mo omento que se segue eà
entrrada do co
ombustível na fornalh
ha e em ouutros casos s, ainda noo próprio qu
ueimador.

Exisstem vário
os tipos de maçaricoss utilizadoss na operaç
ção de um
ma caldeira:

Fixos

R
Retráteis
R
Retráteis c
com inclinação

O
Outros

Os maçaricoss fixos, apó


ós serem colocados
c n tubo gu
no uia da forna
alha e para
afusados, não
n sofrem
m
nen
nhum desloocamento ou o inclinaçção, perma
anecendo sempre
s naa posição e
em que fora
am
colo
ocados.

Os maçaricoss retráteis, após serem colocad dos no tuboo guia da fo


ornalha e p os, sofrem um
parafusado
desslocamento
o axial, desslocamentoo este efettuado pelo operador para ajustee do cone da chamaa, na
forn
nalha.

Os maçaricoss retráteis com


c inclina
ação, ao seerem coloccados no tubo guia d
da fornalhaae
parafusados, sofrem de eslocamentto axial e in
nclinação, sendo estta, em gera
al de 45º para
p cima e
45º para baixoo. O deslocamento e a inclinaçção, são co
omandadoss pelo ope erador, comm a finalida
ade
de ajustar
a a chama
c e melhorar as condiçõess de tempe eratura do vapor principal.

As caldeiras possuem
p ig
gnitores cu
uja função é prover uma
u chamaa adequada para o acendimentto
(queima inicia
al) de um maçarico,
m s
seja ele de el, gás, ou óleo comb
e óleo diese bustível. Um
U maçaricco
nun
nca pode ser
s aceso com
c a cham
ma de outrro maçarico, mas som mente com
m a chama do ignitor
corrrespondennte.

O ig
gnitor por sua
s vez, taambém neccessita de uma fonte e de calor para
p seu acendimentto, que no
casso é uma centelha prooveniente de uma ve ela de igniç
ção elétrica
a, que receebe tensão
o através de
d
um transforma ador. Esta centelha não
n é consstante, perrmanece po or alguns ssegundos ( 10 a 15)
quaando o tran
nsformadorr é desene ergizado. Caso
C o ignitor não acenda durante o perío odo em que o
tran ova operaçção para acendimentto do mesm
nsformadorr está enerrgizado, no mo terá quue ocorrer.

Norrmalmente
e os ignitore
es são insttalados jun
nto aos ma
açaricos ou
u tangencia
ais a eles.

10.Tratamen
nto de Ág
gua

10.1. Impure
ezas da Água
Á e Su
uas Conse
eqüências

O avanço
a tecnológico da indústriaa permite ao
a homem a obtenção de equip pamentos ded alta
sofiisticação para
p seremm utilizadoss nos sistem
mas de pro odução com m rendime entos mais
commpensadorres. A cada a modernizzação de umu equipam mento estã ão vinculad
das condiçções de
trab
balho maiss cuidadosa as. Hoje, os
o processo os industriais já não podem fazzer uso direto da águ
ua
sobb sua forma a natural, pois
p nela estão
e contiddas inúmeeras impure ezas decorrrentes da espécie de
e
solo
o de onde se originam m, das conndições ammbientais, dos
d locais por onde p passou, ettc.

A água sob a forma em que é obtiida na natu ureza é chamada de água brutta. Em sua composiçção
se encontra
e u
uma série de
d constituuintes em suspensão
s ou dissolvvidos os qu
uais poderão ser sólidos
ioniizados, gasses dissolvvidos, maté
érias em suspensão,
s , microorgaanismos e matéria cooloidal.

A exigência para
p que seejam extraídos da ággua tais connstituintes, deve-se a
aos feitos danosos
d p
por
eless provocad
dos, tais co
omo: corro
osão, incrusstação, depósitos na as superfícies interna
as dos tubo
os
ou contamina
c ação do vappor produzzido. Estess problemaas estão relacionadoss com a na atureza dass
águuas usadass para a prrodução dee águas de e alimentaç
ção e comp pensação.

É im
mportante salientar que
q nenhum m processo o de remoção de imp purezas é perfeito, permanecendo
na água,
á apóss o tratameento, uma parcela de
e contamin nantes quee poderão sser nocivoss ao proce
esso
de acordo
a comm as condições de trrabalho. Ass caldeiras
s de baixa pressão sãão menos exigentes,, e o
sim
mples abran
ndamento e clarificaçção da águua satisfazeem a produução de vaapor com custos
c baixxos.
Caldeiras de média e allta pressão
o já necesssitam de ággua desmineralizadaa ou destila
ada em
evaporadores, além de um adequado controle da concentração de sólidos e da desaeração da
água de alimentação, ajuste do pH, etc.

A utilização de água de má qualidade em uma caldeira, acarretará em pouco tempo uma falha, e
a paralisação do processo trará prejuízos incalculáveis tanto pela quebra da produção como pela
sua indisponibilidade.

O uso de um ou mais métodos de remoção de impurezas constitui um sistema de tratamento de


água para geradores de vapor. A tabela a seguir, apresenta os diversos sistemas usualmente
aplicados em função da pressão de operação da caldeira:

PRESSÃO DE OPERAÇÃO DA MEIOS USADOS PARA PREPARAR A


CALDEIRA (PSIG) ÁGUA DE ALIMENTAÇÃO DA
CALDEIRA

1. Clarificação - filtração - troca


catiônica, ciclo de

sódio.

2. Combinação de troca catiônica,


Até 600 ciclos do sódio e hidrogênio com
degaseificador

3. Troca catiônica, ciclo de sódio -


troca aniônica, ciclo do hidrogênio.

4. Processo a quente para eliminar


dureza - filtração - troca catiônica,
Ciclo do sódio.
1. Processo a quente para eliminar
dureza - filtração - troca catiônica,
ciclo do sódio.

601 a 900 2. Clarificação - filtração -


desmineralização.
1. Clarificação - filtração -
desmineralização.
Acima de 900
2. Evaporação, possivelmente
precedida por um

pré-tratamento.

O tratamento contínuo da água de uma caldeira está diretamente ligado a qualidade do vapor que
será gerado e ao estado geral das superfícies internas dos tubos. Não existe um único tipo de
tratamento de água que atenda todas as caldeiras existentes. Esta diversidade é devida a
diversos aspectos, como a origem da água utilizada, o tipo de materiais aplicados nas caldeiras, o
regime operacional a que está submetida, as condições de pressão e temperatura do vapor
produzido, etc.
O trratamento de água de
d uma caldeira requer experiência, continuidade e monitorammento
permanente dos
d parâme etros quím
micos. Mesm
mo nos pe
eríodos quee estão forra de opera
ação, as
deiras deve
cald em ser maantidas sob
b tratamento.

Muiitas são ass impurezaas contidass na água natural


n cap
ptada para
a ser tratad
da e posterriormente
utilizada comoo água de alimentaçã ão. Estas impurezas
i estão presentes sob b a forma de
d sais, gaases
ou seus
s comp postos, tan
nto dissolvidos ou emm suspensãão.

A ta
abela a segguir aprese
enta os contaminante
es mais co
omuns que
e podem esstar na águ
ua da calde
eira
e se
eus efeitoss.

CO
ONTAMINA
ANTES DA
A ÁGUA EFEIT
TOS NO SISTEMA
DE ALIM
MENTAÇÃ
ÃO

CÁLCIO E MAGNÉS
SIO FORMAÇÃÃO DE DEPÓ
ÓSITOS NOS
S
TUBOS GE
ERANDO AQUECIMENTOO
S
SÍLICA VOLATILIZA
AÇÃO, PASS
SANDO PAR
RA
O VAPOR E DEPOSITTANDO NAS
S
PALHETAS DA TUURBINA
F
FERRO LAMA. SU
UA PRESEN
NÇA INDICA
AÇÃÃO CORROOSIVA
C
COBRE INDÍCIOS
S DE CORR
ROSÃO EM
LIGA
AS DE COBR
RE DE
TROCAADORES DOO CICLO
OX
XIGÊNIO CORRO
OSÃO POR "PITTING"
"
SÓLID
DOS TOTAIS
S LAMA, DEPÓSITOS,
D ESPUMA,
ARRASTE
E
GÁS CARBÔNICO
C O CORROSÃÃO NO SISTEMA ANTES
S
DA CALDE
EIRA, REDUÇÃO DO pH
H
ÓLEOS
S & GRAXAS
S DEPÓSIITOS INTER
RNOS AOS
TUB
BOS , SUJEIT
TOS À
CA
ARBONIZAÇÃ ÃO E
SUPE
ERAQUECIM MENTO.
pH / AL
LCALINIDADE CAUSA CO
ORROSÃO SES ESTIVERR
MUITO BA
AIXO, OU MUITO ALTO
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10.2. Tratam
mento de Água dass Caldeira
as

Vammos analissar os tiposs de contro


ole para ca
aldeiras de alta presssão. Em eleevadas preessões e
elevvadas taxa
as de transsferência de calor, oss tubos esttão mais prropícios à ocorrência
a de fatoress
quee prejudiqu
ue sua resisstência. Fa
ace as connseqüência as mais gra aves que ppodem adv vir da falha
a de
um tubo em pressão
p ele
evada, os limites
l de controle
c quuímico sãoo mais rígid
dos.

Em caldeiras de altas pressões, o tratamentto da água a deve estaar direcionaado para re


eduzir ou
elim
minar a pre
esença de sólidos.
s Oss controless usuais ap
plicados ass caldeirass são:

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C
Controle po
or coorde
enação - pH-PO4
Este tipo de controle
c está voltado à manuten nção da ág gua das ca aldeiras na forma alca alina, para
a
quee ocorra o combate
c a sais de
aos e cálcio e de
d magnés sio sem que e entretantto haja exc
cesso de
hidrróxido de sódio.
s Neste tipo de tratamento
t o realiza-see um contrrole coordeenado entre o pH e o
fosffato, com o objetivo ded manter a água da a caldeira com
c baixa alcalinidad
de cáusticaa, ou seja,
man ntendo-se apenas fo osfato em solução,
s seem adição de soda cáustica ( h hidróxido de sódio).
Utiliza-se uma a curva de referência a que relacciona pH X concentra ação de fossfato trissó
ódico (
Na3PO4 ), na relação de e 3 de sódiio (Na) parra 1 de fossfato ( PO4) . Para vaalores locallizados acima
dessta curva, haverá
h uma mistura ded fosfato trissódico e soda cáustica ( Na a OH), enq quanto, abaaixo
3 4 2 4
da curva
c a mistura conssistirá de fo
osfatos trisssódico ( Na
N PO ) e dissódico
d ( Na HPO ) . O ponto o
ideaal do tratam
mento é manter
m o pH
H e a conce entração ded fosfato abaixo
a da ccurva, o qu
ue manterá áa
águua da calde eira livre da
a presençaa de hidróxxido de sód dio. Geralm
mente o fossfato é ma antido em
conncentração o de 10 a 15 mg/l e o valor pH entre
e 10,0 e 10,3 parra caldeirass com presssão de 80 00 a
10000 psi. Estee tipo de trratamento não asseg gura que ha aja sempree ausência a de hidróxxido pois, este
e
podde se forma ar em regiõões de alta
as taxas de e transferêência de caalor em calldeiras de alta pressãão,
ondde o fenôm meno do "hiide-out" po ode ocorrer.

R
Relação osfato - pH Na/PO4 3:1
Fo

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C
Controle C
Congruente
e

Este controle é uma derrivação do controle coordenado


c o, que estaabelece um ma faixa mais estreitaa
para assegura ar a total ausência
a dee hidróxidoo de sódio. O controle foi desen nvolvido paara superaar
os problemas
p s encontrad dos no tratamento co oordenado (presença a de soda ccáustica de evido ao
"hid
de-out"). Recomenda a-se uma reelação de 2,6 a 2,85 de sódio /fosfato
/ pa
ara caldeira
as de 12000a
4
30000 psi de pressão.
p A concentração de fossfato é man ntida entre
e 2,0 e 5,0 mg/l (PO ) e pH entrre
9,0 e 9,5 de acordo
a comm a curva específica
e para este tipo
t de trattamento. PPara tanto utiliza-se a
2 4 2 4
adiçção de fosffatos mono ossódico (NaH PO ), dissódico o ( Na HPO ódico ( Na3PO4) à água
O ) e trissó
da caldeira.
c

A curva a seg
guir mostra
a os parâm
metros reco
omendados s de acordo
o com a prressão da caldeira pa
ara
4
um acondicionamento nan relação Na:PO de e 2,6:1.
4
pa
arâmetros recomend
dados para
a relação Na/PO
N 2,6
6:1

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R
Remoção d Oxigên
de nio em cald
deiras de Alta Press
são

A hidrazina é o produto químicoo utilizado como


c sequ uestrante do
d oxigênio o nas caldeeiras de alta
prressão. Tra
ata-se de um
u poderoso redutorr miscível na n água. Combatend
C do o oxigênnio dissolvido
estaaremos pro otegendo os
o óxidos que
q constittuem as pe elículas prootetoras doos metais--bases com mo o
ferrro e o cob
bre. Sendo a hidrazina um prod duto volátil ela alcançça todo o cciclo de águ
ua e vaporr. O
uso da hid
drazina de
eve ser muito bem co ontrolado pois
p o seu excesso
e poode se connfigurar no
o
aparecimento de amônia de evido a suaa decompo osição em determinadas tempe eraturas.

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T
Tratamento
o Zero Sóllido

É o tratam
mento que exige
e a insstalação de
e unidades
s polidoras de condennsado. A alcalinidade
a e
mínima neccessária na
m as águas das
d caldeirras é forne
ecida pela injeção
i de amônia, morfolina
m o
ou
c
ciclohexila
amina na água de alim mentação. Como o combate
c ao
o oxigênio é feito pela hidrazina
a
injetada na água
á de alimentaçãoo, nenhum produto é diretamente injetado o na caldeira, por isso
oa
denominnação Zero
o Sólidos.

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P
Purga da Caldeira
C

À medida que aume enta a presssão de geração de vapor


v em uma
u caldeira, mais crritica fica a
volatiliza
ação da sílica, obriga
ando que seu
s limite seja
s mantid
do por meio de desca argas de
superffícies perió
ódicas.

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C
Controle de
e cloretos
s

Os clore
etos podemm contaminar a água a das caldeeiras em siistemas qu
ue utilizam para os
co
ondensado ores água do
d mar e estes
e escapam para o ciclo térm mico. A pre
esença de cloretos nas
ca
aldeiras aca
arreta alvé
éolos e pite
es nos tubo
os. Este tip
po de corro
osão pode levar a fraagilização por
p
hidrogênioo.

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C
Controle do
o Ferro e Do Cobre
O aparecimmento de feerro na águ ua da caldeira indica
a a existênccia de corrrosão no ciclo. O ferrro
dissolvido emm sistemas de condensado é arrrastado pa ara a caldeeira onde fforma óxido
os de ferroo ou
silicatos que
e se incrusttarão nos tubos.
t A prresença dee ferro pod
de ser oriunnda tambéém da próp pria
caldeira
a devido a ação de corrosão
c cá
áustica.

O cobre
c podee aparecerr na água da
d caldeiraa devido a corrosão em
e trocado ores de calor fabricad
dos
co
om ligas de
e cobre por ação do oxigênio
o dissolvido, da
d amônia
a ou do gáss carbônico
o. Este me etal
se
e deposita nos tubos da caldeira
a na forma
a metálica ou pode seer arrastad
do com o vapor
v para as
turbinas.

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C
Controle da
a Condutiividade

O controle da
a condutividade tem por objetivvo limitar a quantidadde de sólid
dos dissolv
vidos. Atravvés
d mediçã
da ão da condutividade podemos
p s
saber a conncentração o iônica da
a água, deccorrente dee
con
ntaminaçõe es que posssuam propriedades de conduç ção elétrica
a. Os instrumentos de
d medição o da
condutivid
dade enconntram-se in
nstalados no ciclo de e condensa ado, água de alimenttação, etc.

11. Dispositiivos de se
egurança
a

Tod
da caldeiraa deve posssuir dispossitivos de segurança
s para prote
eger o pesssoal e os equipamen
e ntos
de possíveis
p f
falhas que ocorram durante
d seu funcionaamento. Um m dispositivvo de segu
urança pod
de
se apresentar
a r de diversas formas, como um m simples alarme,
a um
m bloqueio d de algum componen
c te
da caldeira,
c o mesmo um desarm
ou me de toda a a caldeira
a, parando
o de forma imediata a geração de
d
vap
por.

Tod
dos os disp
positivos de
e segurançça de uma
a caldeira devem
d esta
ar em servviço durante a operaçção.

A re
etirada de um dispossitivo de se
egurança de
d serviço só
s poderá ser autorizzada após minucioso
o
estu
udo dos risscos envolvidos e daa colocação
o em prátic
ca de técniicas que substituam
tem
mporariame ente a prote
eção desa ativada.

Cita
aremos os principais dispositivo
os de segu
urança de uma calde
eira:

D
Dispositivo
o de Purga
a

Toddas as cald
deiras posssuem um sistema
s dee purga que e impede seu
s retorno o a operaçção antes que
q
um fluxo de ar
a seja passsado por to
odos os cirrcuitos de ar e gasess por um período pré estabeleccido,
em geral de 5 minutos. Esta segurança tem por objetiv vo eliminarr gases ressiduais proovenientes de
commbustíveis que anteriiormente te
enham fica
ado no inte erior da calldeira, e qu
ue poderão o provocarr
uma a explosão
o quando a caldeira for
f reacesaa. Em caso os em que tenha havvido derram mamento de d
commbustível na
n fornalhaa durante sua
s retirada a de serviç
ço, este disspositivo ppoderá ser insuficientte
para removerr todos os gases,
g e reecomenda--se que um ma limpeza a mecânica a seja efetu
uada no se eu
inte
erior.

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D
Dispositivo
o de Nível da Caldeiras

A manutenção
m o do nível de uma caaldeira é um
ma preocuupação con nstante parra os operaadores.
Ape
esar dos modernos
m d
dispositivos
s para controle do nív
vel do tam
mbor, em allgumas situuações de
variiações bruscas de geeração o nível
n de água do tamb bor poderáá ser afetad
do e sair da
d faixa de
con
ntrole.
Se o nível do tambor se e tornar dem
masiado elevado,
e os aração de água /vap
s dispositivvos de sepa por
serã
ão coberto os e poderáá ocorrer um
u arraste de água para
p os sup peraquece
edores prov vocando
gravves distúrb
bios no con
ntrole de te
emperaturaa do vaporr, ou até em m casos m
mais críticos
s provocarr o
arra
aste de ummidade para a a maquinna motriz provocando
p o sua desttruição. Em
m situações s menos
gravves, a sub
bida do níveel da calde
eira poderá
á possibilita
ar que con ncentraçõe
es de sólidoos e sílica
seja
am lançada as no vapo
or em direçção as turb
binas.

Se o nível do tambor da
a caldeira ficar
f demassiado baixo
o, a conve
ecção da ág gua poderá ser
reduzida ou mesmo
m parralisada, in
nterrompenndo a absoorção de ca
alor pela ággua no inte
erior dos
tubo
os de pareede d'água, fazendo com
c que estes
e de im
mediato sejam danificcados.

Sob
b nenhum m pretexto uma caldeira deve continuarr em serviço se não
o houver certeza
c de
que
e o nível do
d tambor está na sua faixa normal
n de operaçãoo.

Toddas as cald
deiras deve
em possuirr indicadorres de níve
el junto ao tambor, allarmes sonnoros de nível
alto
o e baixo do tambor, e em algun
ns casos sistemas
s de desarme e automáticco da calde
eira para
perda de níveel do tambo
or.

Apó
ós uma parrada por perda de níível do tam mbor, a realimentação
o deve ser efetuada de
d acordo
com
m procedim mentos exisstentes, evvitando-se elevados gradientes
g s térmicos e
entre a água e os
mettais do tam
mbor.

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D
Dispositivo
o de Prote
eção Contrra Pressão
o Elevada
a na Forna
alha

Algumas caldeiras posssuem dispo ositivos para supervissão da pre


essão da foornalha e em
e alguns
cassos eles sã
ão calibrado os para de
esarmarem m a queima a. A pressãão da forna
alha é um parâmetro
p
muiito importa
ante para a qualidade e da queimma. Seu aumento pod de ser caussado por deficiência
d do
sisttema de tirragem da caldeira,
c vaariação mu uito brusca
a na taxa de queima ssem a dev vida reaçãoo da
caddeia de con ntrole, bloq
queio do flu
uxo de saídda dos gas ses da forn
nalha, ruptura de tubos da pareede
de água.
á

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D
Dispositivo
o de Prote
eção Contrra Baixa Pressão
P ou
u Alta pre
essão do c
combustív
vel

O controle
c da
a pressão adequada
a d combusstível introd
do duzido na caldeira é importante
e para queea
reação de que eima se prrocesse dee forma adeequada. Os
O combusttíveis líquid
dos quando em
pressões dem masiadame ente baixass não atommizam totalmente, commbustíveiss gasosos em pressõ ões
muiito elevadaas provoca
am a perda a de chama a na saída do queima
ador. Em ttodas estass situaçõess o
risccos são gra
andes e a caldeira
c ou
u se for o caso
c o que
eimador, de
eve dispor de dispositivo de
alarrme e desaarme.

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D
Dispositivo
o de Baixa
a Vazão de
e Ar

O flluxo de ar enviado paara a calde


eira deve ser
s adequa ado a quan ntidade de combustív vel a ser
queeimado. A insuficiênccia de vazãão de ar fará com quee parte do combustívvel saia da a fornalha sem
s
queeimar provoocando peerda da eficciência do processo, depósitos, poluição ambiental, e riscos de d
exp
plosões em m dutos. Ass caldeiras possuem dispositivo os que pod derão alarm
mar ou pro ovocar o se
eu
dessarme. Casso isto oco
orra, quer seja
s por falha no conttrole da va
azão ou poor falha no equipamento
de insuflação
i mo os ventiladores forrçados.
de ar com
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D
Dispositivo
o de Prote
eção Contrra Pressões Elevad
das do Vap
por

Esppecificamente para este caso, todas


t as ca
aldeiras de
evem posssuir válvula
as de segurança
insttaladas tan
nto no tamb bor superio
or, como nasn saídas de vapor para
p os sisstemas com
mo, linhas de
vappor principa
al, linha de
e vapor auxxiliar, linha
a de vapor para os so
opradores, etc. Falare
emos sobrre
estaa válvulas mais adian nte.

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12. Válvulass e Tubula


ações

A caldeira é um
u equipam mento dota ado de um número muito
m grandde de válvuulas, com finalidades
f s
diveersas, com
mo bloqueioo de fluxo, regulagemm de fluxo, alívio, con
ntrole do seentido do fluxo,
f redução
da pressão,
p e Para qu
etc. ue a caldeira opere com
c segurança, é ne ecessário q
que todas asa suas
válvvulas estejam em bom estado tanto
t intern
na como externamen
e nte. As válvvulas de maior
m porte
e ou
sujeeitas a maiores tensõ
ões requerrem manuttenções preventivas periódicass, devendo serem
dessmontadass para verifficação da integridade de seus internos e de seu mecanismo de
acioonamento. As vedaçõ ões das vá
álvulas (gaaxetas) devvem ser ma antidas sempre em bomb estadoo
poiss vazamen ntos além de
d significa
arem perda as no proc
cesso, provvocarão da anos a haste. As sede es
e coontra sede
es devem ser
s checad das contra passagem m interna.

As válvulas
v quue mais merecem
m attenção nass caldeiras são as de
e segurança por serem aquelass
desstinadas a impedir qu
ue a pressã or de segurança esta
ão ultrapassse ao valo abelecido pelo
p projeto
o.

Sãoo válvulas especiais, cuja funçã


ão é proteg
ger elemen
ntos da calldeira que estão submetidos a
pressão de vaapor.

Estas válvulass são calib


bradas de modo
m a obbedeceremm uma dete erminada seeqüência de
d
funccionamentto, de tal modo
m que uma
u válvula
a garanta a eliminação da situa
ação de em
mergência,
em caso de faalha mecân nica ou inssuficiência da que opperou ou deeveria ope
erar em prim
meiro luga
ar.

A calibração destas
d válvvulas é feitta com pre
ecisão e de
eve ser perrmanentemmente obse ervada além
de serem
s as mesmas
m te
estadas pe eriodicamente, para estarem
e em
m perfeitass condições
s de
funccionamentto.

A seqüência ded disparo das válvulas de seg gurança se processa na direção o inversa à do fluxo de
d
vap
por. A razão desta seeqüência está em ma antermos sempre
s umm fluxo de vvapor nos tubos
t do
sup
peraqueced dor por oca
asião da abertura da q por esttarem em rregiões de calor inten
a válvula, que nso,
próxximo à forn
nalha (regiião de radiiação) e em
m regiões de troca dee calor porr convecçã
ão, estariam
m
suje
eitos a sérios danos por falta de refrigeraação.

As caldeiras ded grande e médio porte são projetadas de d forma que


q o soma atório das vazões
v de
e
vap por atravéss de todas as válvulas de segurrança seja sempre ig gual ou sup perior à vaz
zão máxim ma
de vapor
v prodduzido pelaa caldeira já
j que, no caso de oc correr umaa rejeição d
deste valorr utilizado, o
fluxxo seria maantido atravvés daqueelas válvula
as, protegeendo a cald
deira contrra uma sobbrepressão o
acimma dos vallores estab belecidos pelo
p projeto, garantin
ndo-se asssim, além d
da integridaade do
equ uipamento,, a integridade e segu urança do pessoal envolvido em sua ope eração.

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13. Blowdow
wn da Válvula de Segurança
S a
O blowdown de uma válvula de segurança representa a rapidez ou eficiência de atuação da
mesma e é expresso pelo percentual calculado em relação ao valor de abertura, da diferença
entre a pressão de abertura e de fechamento.

Ao serem ajustadas as válvulas nos teste, este valor de blowdown deve ser ajustado para o
percentual recomendado pelo fabricante.

Onde : Pa = Pressão de abertura

Pf = Pressão de fechamento

O tempo de abertura de uma válvula de segurança deve se limitar restritamente ao necessário


para que medidas sejam tomadas para normalizar a produção de vapor em um valor adequado
ao consumo, não se admitindo seu uso como elemento final de controle de pressão.

Em termos econômicos a permanência na posição aberta da válvula de segurança ou


vazamentos periódicos se traduzem em grande desperdício de combustível, e pesados custos de
reparos da própria válvula.

As válvulas de segurança requerem cuidadosa manutenção, sempre feitas por pessoal


qualificado, que possuam ferramental especificado e conheçam todos os dados dimensionais e
de acabamento superficial referente a válvula que está sendo reparada.

Os testes para verificação das características de operação das válvulas devem ser realizados sob
condições que simulem àquelas que ocorrerão quando as válvulas atuarem em serviço. Por isto,
sempre que possível as válvulas devem ser testadas na própria caldeira.

Sempre que uma válvula de segurança for reparada, deverá ser fixada uma plaqueta na válvula,
indicando o nome do reparador e a data do reparo. Se a pressão de ajustagem for alterada, o
novo valor dessa pressão , bem como a nova capacidade da válvula deverão ser indicados. Em
instalações onde existam locais próprios e confiáveis para guarda de registros estas informações
poderão lá serem mantidas.

Após qualquer tipo de reparo numa válvula de segurança, esta deverá ser retestada, selando-se
todos os ajustes.

Como muitas válvulas só operam durante os testes e ficam expostas ao tempo e a elementos
contaminantes, devem ser submetidas a inspeção visual antes que sejam testadas e ajustadas.
Nesta inspeção visual devem ser observados:

• Se a válvula estava travada


• Se foi constatada alguma evidência de corrosão ou formação de pites
• Se foi comprovado algum vazamento na válvula
• Se as linhas de drenagens por gravidade, conectadas nas tubulações de descarga e na
carcaça da válvula estavam desobstruídas e direcionadas para uma área segura
• Se o capuz de proteção e a alavanca de acionamento manual estavam instaladas na
válvula
• Se a válvula estava adequadamente selada desde sua ultima inspeção
• Se havia algum depósito de resíduo na válvula.
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14. Testes da
d Válvula
a de Segu
urança

Os testes dass válvulas de


d seguran nça é uma atividade da manute enção que requer mu uita
exp
periência e habilidadee, além de cuidados para evitar acidentess durante ssua execuç
ção.

Noss testes de
evem ser obtidos
o trêss caracteríssticas princ
cipais:

• Pressã
ão de aberttura

Parra a pressã
ão de aberrtura são permissíveis as seguintes variaçções na prressão de disparo
d
ajusstada de acordo
a com
m a faixa dee pressão de projeto estipulada
a.

Pressão
o Manométtrica Variação Permissíve
P el

Prevista em Kpa (p
psig) Kpa (psig)
10
03 a 483 (15 a 70) + 14
4 (2)
> 483(70) até 2070 (300) + 3%
> 2070 (300) até
a 6900(100
00) + 69
9(10)
> 6900 (1000)) + 1%
Voltar

Os instrumentos utilizad
dos para oss testes de d alta preccisão e devvem estar calibradoss.
evem ser de

P
Pressão de Fechamento

É muito
m imporrtante que o fechame
ento da válvula ocorrra na faixa prevista p
pelo seu fabricante. Se
S o
fech
hamento ocorre
o num
m valor muitto próximo
o ao de disparo, a válvula podeerá trepidarr, operar
inco
onsistentem
mente e atté mesmo se danificaar.

C
Capacidade
e da Válvula

A capacidadee de uma válvula


v é umma caracte erística de fabricação
o que praticcamente não
n se altera
com
m o tempo.. Esta capaacidade sóó será redu uzida se ho ouver algum
m impedimmento físicoo que impe
eça
a ha
aste da vá
álvula de se
e movimen ntar totalme ente. É portanto impoortante quee o inspeto
or observe
e se
este
e levantam
mento ( currso) da hasste foi satissfatório.

Obsservações e Cuidado
os Importantes Duran
nte Um Teste.

• A presssão de ajustagem de e uma válvvula de seggurança nã


ão pode exxceder a prressão
máxima de trabalho admisssível da ca aldeira e do
o sistema, exceto qua
ando estess possuem
m
mais de uma válvvula instala
ada; nessee caso, os valores da
as pressões de abertura das
válvula
as instalada
as não devvem exced der os valores determ
minados peelas normaas em vigorr.

• O diferrencial de pressão
p enntre a aberrtura e o fe
echamento o de cada vválvula não
o deve ser
menor do que o valor
v marccado na válvula, para a que seja possível asssegurar a capacidade
nomina al e a operração satissfatória da válvula.

• Se os testes
t das caracteríssticas de operação da as válvulass de segurrança forem
m efetuado
os
com ass válvulas instaladas na caldeirra, será ne
ecessário aumentar
a a pressão de
d operaçãão
do siste
ema a um valor acimma da presssão norma al de opera
ação. Devid do aos risc
cos
decorrentes, as atividades de inspeção da válvula devem ser desenvolvidas previamente
aos testes, para assegurar que as válvulas terão um comportamento operacional
apropriado.

• Existem grampos adequados para o bloqueio de válvulas de segurança, durante a


realização do teste hidrostático de uma caldeira. Entretanto, deve-se ter cuidado para que
não ocorra um aperto excessivo no(s) parafuso(s) do grampo, evitando que a haste e/ou a
sede da válvula sejam danificadas.
• Quando recomendados pelo fabricante, devem ser usados bujões especiais para provas
hidrostáticas. Durante o teste hidrostático, podem ocorrer pequenos vazamentos através
das sedes das válvulas de segurança, porque estas são projetadas para serem estanques
em operações com vapor, e não quando operadas com água fria.

• Após o teste hidrostático, certifique-se de que as válvulas sejam recalibradas para as suas
condições de serviço, e de que sejam removidos todos os grampos, bujões e tampas
provisórias.

• Se ocorrer alguma dúvida sobre a operação destas válvulas de segurança, estas devem
ser testadas antes que a caldeira retorne a operar. Quando os testes forem realizados
subseqüentemente à entrada da caldeira em serviço, será desejável que os testes sejam
iniciados somente após a estabilização de temperaturas no sistema.

• Não devem ser instalados grampos de testes nas válvulas de segurança antes que a
pressão da caldeira tenha permanecido, durante um período mínimo de duas horas, num
valor igual ou superior a 80% da pressão normal de operação. Esse cuidado faz-se
necessário, para evitar danos à haste da válvula devido a dilatação térmica.

• Se uma válvula não opera(dispara) na sua pressão de ajustagem e não responde


adequadamente a uma reajustagem, não deverá ser tentada a sua correção mediante
aplicação de golpes no seu corpo ou em outras partes da válvula; essa válvula deverá ser
reparada.

• Qualquer válvula que não operar exatamente de acordo com as indicações de placa de
identificação, deverá ser recondicionada e retestada durante a partida da caldeira. Não
deve ser tentada a eliminaçào de um vazamento da válvula, mediante a compressão da
mola ou pela aplicação de um esforço excessivo de travamento.

• Quando forem necessárias novas ajustagens nas válvulas de segurança, enquanto as


mesmas estiverem montadas na caldeira, a pressão de operação do sistema deverá ser
reduzida até um valor que seja no mínimo, 10% inferior ao da pressão de ajustagem da
válvula, antes que as reajustagens sejam tentadas.

• Deve ser instalado um grampo de travamento, antes de qualquer reajustagem, exceto se


for tentado o restabelecimento da pressão normal de ajustagem. Todas as reajustagens
devem ser graduais e efetuadas por pessoa qualificada.

• Nas caldeiras de múltiplas válvulas de segurança, a medida que os testes forem sendo
efetuados, torna-se necessário o travamento das válvulas de menor pressão de ajustagem.
Com este travamento, entretanto, o sistema ficará desprotegido se a caldeira operar na
sua condição de capacidade máxima. Por esta razão, deve ser eliminada à possibilidade
de que a taxa de queima da caldeira seja excessiva em relação à capacidade das válvulas
não travadas. Essa eliminação pode ser obtida, removendo-se os queimadores em
excesso, ou seja, além dos que forem necessários para a elevação da pressão para o
teste. No caso das caldeiras que possuam apenas um queimador, a quantidade de
combustível para este deve ser limitada.
• A atuaçção total da válvula ( disparo ),, causada por pressã
ão, é a técn
nica preferrida e maiss
confiávvel para co
onstatar qu
ue a válvulaa de segurrança estejja operanddo de forma a adequadda.
• Os manuais elab borados pelos fabricaantes das válvulas,
v re
eferentes à instalação, à
manute enção e à ajustagem m, deverão ser estritamente obe edecidos, qquando qualquer válvvula
for sub
bmetida à ajustagem
a ou aos tesstes.

• Alguma as válvulass de segurrança pode


em ser testtadas para a a pressãoo de abertu
ura enquannto
a calde
eira estiverr operando
o em presssões reduzidas. Nessse caso, ass válvulas são
s testadas
após a instalaçãoo de um dispositivo hidráulico
h auxiliar
a de levantame ento recom
mendado pe elo
fabrica
ante, para causar
c um aumento no esforço o de levantamento exxercido pelo vapor. Esse
E
dispositivo elimin
na a necessidade de aumento de d pressão o do sistem
ma acima dod nível de
e
operaçção, para verificação
v da pressã
ão de aberttura ( pontoo de ajusta
agem) da válvula.
v

• O dispo
ositivo auxxiliar de levvantamento o não perm
mite o levantamento ttotal da vá
álvula, nem
m
fornece
e dados reeferentes ao diferencial de pres ssão entre abertura e fechamen nto, em
conseqqüência, o desempen nho da válvvula não pode ser ve
erificado.

• Os testtes com levantamentto auxiliado o somente e devem seer usados ccom válvullas projeta
adas
para usso com taiss dispositivvos, a fim de
d estabellecerem um ma ajustag
gem prelim
minar para
válvula
as novas ou quando existir
e ince
erteza quan nto à concordância e
entre a pressão de
ajustag
gem com oso dados da placa de e identificaç
ção.

• A caussa mais com mum de fa alhas na ab s válvulas de segurança, quand


bertura das do sujeitass à
pressã ão de ajusta
agem, é a acumulaçã ão de depó
ósitos corrrosivos enttre o disco da válvulaae
a respe ectiva sede
e. Estes de
epósitos occorrem qua
ando a válvula de se egurança apresenta
a u
um
ligeiro vazamento o ou exsuddação.

• É prefeerível que cada


c válvu
ula de segu urança tenha um tubo de desca arga separrado, que
deve ser o mais curto
c possível, afim de
d evitar te
ensões exccessivas na válvula e na
tubulaçção. Se forr necessária a utilizaçção de um
m distribuido
or, este de
everá ser dimensiona
d ado
para lim
mitar a con
ntrapressão o de acorddo com as recomendações do ffabricante; esse
distribu
uidor deve estar provvido de abe erturas parra inspeção
o e limpeza.

15. Manuten
nção de Caldeiras
C

16. Principais Tipos de


d Falhass Apresen
ntadas Na
as Caldeirras

Toddas as cald
deiras estã
ão sujeitas a diversoss mecanism mos de detterioração e avarias associado os a
corrrosão, moddificações das caractterísticas metalúrgica
m as dos materiais e avvarias mec
cânicas. O
con
nhecimento o dos princcipais tiposs de falhas por parte da equipe de manute enção seráá de grand
de
valia para a solução do problema e da adoçção de métodos preve entivos que evitem sua
s repetiçã ão.

Os principais tipos de fa
alhas que podem
p oco
orrer em um
ma caldeira são:

16.1. Corrossão

C
Corrosão d Partes
das s Úmidas

A corrosão ne este caso se


s desenvo olve no inte
erior dos tu
ubos de trooca térmicca e está diretamente
e
asssociado a qualidade
q d água uttilizada parra a alimen
da ntação da caldeira.
c É devida prrincipalmen
nte
a prresença de e oxigênio dissolvido
o, hidrogênio, gás sullfídrico, ele
evado teor de soda cáustica,
c CO2 ,
teorres elevados de saiss, e elemen ntos que po ossam catalisar proccessos corrrosivos, coomo o cobrre,
níquuel, ferro, etc.
e Presentes na ág gua que en ntra na cald
deira.
Quando o aço carbono é aquecido acima de 200 ºC na presença de água ou vapor, forma-se um
filme de óxido de ferro (magnetita- Fe3O4 ) de alta aderência que tem boas propriedades de
preservação do material e por isto torna-se um protetor. Se esta camada for destruída, o metal
ficará exposto a um ataque corrosivo. A presença dos compostos acima citados provocam esta
destruição.

A principal substância destruidora desta camada é o oxigênio dissolvido na água que reage com a
magnetita formando o óxido férrico ( Fe2O3 )que é poroso e não protege o metal. O oxigênio ataca
estes locais, provocando a corrosão alveolar ou pites, que aparecem em geral associados a
frestas, depósitos ou incrustações.

As caldeiras que possuem sistema de retorno de condensado, podem ser contaminadas pelo
aparecimento de cobre e seus óxidos, devido ao arraste destes dos metais que constituem os
equipamentos, como condensadores, rotores de bombas, partes de válvulas, e outros. O cobre
penetra em fendas e produz pilhas galvânicas destruindo o aço.

Danos por "Pitting" de Corrosão Localizada.

O ferro também pode ser arrastado do sistema de retorno e gerar depósitos que impedem a
transferência de calor, provocando o sobreaquecimento do metal.

O CO2 dissolvido torna ácida a água da caldeira e provoca corrosão por pites. Para remover tanto
o oxigênio como o CO2 utiliza-se desarejadores para o condensado antes de entrar na caldeira e
a injeção de produtos químicos como o sulfito de sódio e a hidrazina.

Para evitar o ataque ácido nas caldeiras é feito um controle do pH da água, entre 9 a 10, por meio
de introdução de aditivos alcalinos. É necessário ter cuidado para que a concentração destes
produtos não seja excessiva pois poderemos ter outros tipos de corrosão devido a sua deposição
em pontos de alta transferência de calor. É o caso da corrosão cáustica localizada e a fragilidade
cáustica, devido a Soda Cáustica ( hidróxido de Sódio) usada como aditivo.

Danos em Tubo por Corrosão Cáustica

Outro tipo de corrosão na parte interna dos tubos é a provocada por agentes quelantes, que são
aditivos que reagem com as impurezas formando sais solúveis e estáveis termicamente.
Entretanto se usados em concentrações elevadas provocam corrosão idêntica a da soda
cáustica. Esta elevação da concentração é devida a evaporação da água dentro do tubo deixando
depósitos de quelato.

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C
Corrosão Á
Ácida

Deccorrente do
o uso de água de pHH<6. Provoca um ataq que severoo de aparê
ência rugos
sa e
pon
ntiaguda, nas
n regiõess de alto flu
uxo térmico
o ( paredes de água)) ou em po
ontos de tu
urbulência.
Pod
de também m ser causaada após a limpeza química
q da
a caldeira por
p deficiência na neeutralização
o.

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C
Corrosão D Partes
Das s Exposta
as Aos Gas
ses

Este tipo de corrosão


c ta
anto pode ocorrer
o nass partes qu
uentes exte
ernas aos tubos na zona
z de
radiação como nas zona as de baixa temperaturas deviddo a conde
ensação dee produtoss de
com
mbustão de e elevada acidez.
a

Na região da chama da caldeira existem


e gasses resulta
antes da qu
ueima do ccombustíve el que contém
conntaminantees, em temperaturas elevadas. Dentre esttes contam minantes te emos o oxigênio que
atacca diretam
mente a supperfície me
etálica. Em
m baixas temmperaturas, esta oxidação form ma um film
me
fino
o e protetorr, mas com
m o aumento da temp peratura, esta
e camad da aumenta a de espes
ssura até
esccamar. Estaas escama as acabam m se soltand
do devido a dilataçãoo térmica e o metal fiica exposto
oa
novvo ataque.OO controle da combu ustão e o uso de queimadores mais
m eficie z a presença
entes reduz
de oxigênio.
o

A corrosão na as partes expostas


e aos gases frios
f ocorree devido a presença de soluçõe es acidas
form
madas qua ando o teorr de enxofrre no comb bustível forr elevado. Os compo ostos de en nxofre
form
mados na queima
q estão na form
ma gasosa a, mas ao chegar
c nass regiões frrias, se condensa (
ponnto de orvaalho) e se deposita
d em
m tubos , paredes
p do
os dutos, refratários,
r e na preseença de
umiidade se trransformam m em ácidoo súlfurico. Os óleos usados na as caldeira
as de Angrra tem baixxo
teorres de enxxofre.

P
Penetração
o De Gase
es Ácidos Nos Reve
estimentos
s.
Depósito ácido na parte externa do tubo

Corrosão em períodos de inatividade da caldeira, em locais onde uma preservação efetiva não é
efetuada. A experiência tem mostrado que os períodos de inatividade são extremamente danosos
para as caldeiras e seus equipamentos associados. Técnicas de preservação devem ser
aplicadas de imediato para minimizar estes danos, e estão descritas nesta apostila.

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16.2. Erosão

A erosão é o desgaste do material, em função da presença nos fluidos de substâncias ou


impurezas indevidas que são arrastadas. É o caso da presença de condensado no vapor,
partículas sólidas no meio líquido ou gasoso, etc. A erosão está diretamente ligadas aos
seguintes fatores:

• Velocidade de incidência do fluido


• Ângulo de incidência
• Temperatura ( a resistência do material diminui com a elevação da temperatura)
• Dureza das partículas arrastadas.

Erosão de Tubos Da Caldeira Devido a Presença de Partículas nos Gases.


Erosão De Parede Externa De Um Tubo Devido Ao Jateamento De Vapor Saturado

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16.3. Abrasão

A abrasão é o dano causado pelo contato cíclico de dois materiais, onde o material mais macio
devido ao atrito é danificado. Ocorre em locais onde há movimentação de componentes devido a
vibração, ou falhas da suportação.

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16.4. Sobreaquecimento

Uma das avarias muito conhecida pelo pessoal de manutenção de caldeiras é a denominada
"Laranja". Ela é provocada pelo sobreaquecimento localizado do metal do tubo de parede de
água devido a falha de resfriamento . Normalmente esta falta de resfriamento deve-se a formação
de depósitos internos nas paredes do tubo que impedem a transferência de calor. As origens
destes depósitos podem ser diversas, destacando-se a presença de óxidos, graxas, óleo
arrastado na água de alimentação ou sais. Estes defeitos ocorrem nos tubos da fornalha, no lado
do tubo voltado para a chama.

"Laranja " Em Tubo De Caldeira

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16.5. Fadiga mecânica

A fadiga mecânica é provocada pelo funcionamento de materiais com movimentos cíclicos,


embora as tensões estejam inferiores ao limite de resistência, ou de escoamento. Um número
muito elevado de ciclos leva o material a falhar.

O pessoal de manutenção deve verificar, o aparecimento de trincas de fadiga nas conexões , com
a apresentada nas figuras abaixo.
Danos Por Fadiga

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16.6. Fadiga térmica

A fadiga térmica é provocada por solicitações térmicas cíclicas (variações de temperatura), tais
como resfriamentos ou aquecimentos bruscos repetitivos ao longo da vida do equipamento. É
muito comum em locais como bocais de entrada de água de alimentação, pontos de
dessuperaquecimento, a jusante dos tubulões. Este tipo de fadiga provoca o aparecimento de
muitas trincas internas que dão origem a outro dano ao material.

A fadiga térmica não deve ser confundida com o choque térmico. Na fadiga o dano aparece após
inúmeros ciclos de variações bruscas de temperatura, enquanto no choque térmico a falha pode
ocorrer de uma só vez.

Trincas Devido a Choque Térmico

Fratura por Fadiga Térmica

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16.7. Falhas Provocadas por Distúrbios da Combustão


Durante a inspeção de manutenção de uma caldeira, o pessoal de manutenção deve verificar
internamente sinais de danos provocados por deficiências de combustão. Dentre estas falhas, as
principais são as deformações das paredes de água ou das paredes internas do envoltório,
provocadas por pressões elevadas da fornalha. Muitas vezes ocorrem explosões nesta região
que não são percebidas externamente, mas depois são verificadas através do abaulamento
produzido. A palavra explosão pode denotar a princípio destruição da caldeira, mas nem sempre
isso ocorre, restringindo-se os danos ao estufamento da chaparia e queda de parte dos
refratários. Se este abaulamento tiver uma flecha pequena, nenhuma manutenção é necessária,
mas se esta flecha for excessiva deverá ser feita a recuperação ou substituição dos tubos.

Deve-se lembrar que a ruptura de tubos de parede de água ao mesmo tempo provoca danos
iguais aos de uma explosão de fornalha devido ao volume de vapor que se forma, aumentando a
pressão na câmara de queima.

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16.8. Falhas dos Tubos de Água da caldeira

A pressão no interior dos tubos de água de uma caldeira é sempre elevada, e portanto estes
estarão sujeitos a romperem se:

• Houver redução da resistência dos materiais, devido sobreaquecimento ou mudança da


estrutura do metal;

• Houver redução da espessura original, devido a corrosão ou erosão;

• Ocorrer aumento da pressão acima do valor de projeto.

Um rompimento de um tubo de água da caldeira pode ser verificado pela elevação da vazão de
água de alimentação que se torna muito superior a de vapor, pela mudança de coloração dos
gases da chaminé que se tornam esbranquiçados , pela impossibilidade de se controlar o nível do
tambor (casos extremos), ou pelo ruído característico de vazamento.

Qualquer que seja a grandeza de um vazamento de tubo de parede de água, a caldeira deverá
ser parada para reparo o mais rápido possível. A continuidade da operação nesta situação fará
com que a falha se estenda e os danos sejam maiores. O jato de água que foge por um tubo se
transforma em vapor, provocando distúrbios na queima ( podendo até abafar a queima )
destruição de refratários, corrosão , danos nos tubos próximos por erosão, etc.

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17. Conservação das Caldeiras Durante as Paradas

De forma geral, entende-se por manutenção de um equipamento, os trabalhos que são feitos
quando de sua falha. Nas caldeiras, entretanto, tem muito significado os trabalhos executados
pela equipe de manutenção para sua conservação durante longos períodos que estiver fora de
serviço.

Sempre que a caldeira for paralisada, sem previsão a curto prazo para retorno, recomenda-se
que os cuidados a seguir sejam tomados:

• Todas as superfícies externas dos tubos e dutos de ar e gases devem ser limpas para
remoção de depósitos ácidos. Esta limpeza poderá ser feita com ar comprimido,
manualmente com soluções adequadas, ou por meio de lavagem com água de pH-11
(caldeiras de maior porte). Se os resíduos forem de difícil remoção, a solução de lavagem
deve ser aquecida. No caso da lavagem, deverão ser tomados cuidados para que os
refratários e isolamentos térmicos não sejam atingidos pelo líquido da lavagem. Uma vez
executada a lavagem, as superfícies devem ser limpas até a exposição completa do metal.
• Tão logo uma lavagem tenha sido concluída a caldeira deverá ser secada de imediato. Isto
deterá a corrosão nas partes metálicas e restaurará os refratários para as condições
operacionais.
• Todos os resíduos decorrente desta limpeza , cinzas, acúmulos de combustíveis,
encontrados no interior da caldeira deverão ser removidos.
• Os dispositivos de acionamento (eixos, mancais, hastes, braços articulados, etc.) de
ventiladores e abafadores, deverão ser devidamente protegidos com graxas ou óleos
protetivos (inibidores temporários de corrosão) e acionados semanalmente de forma
manual.
• Na chaminé, deve-se realizar uma inspeção visual e correção de possíveis falhas (trincas,
deterioração de refratário, corrosão, etc.) seguida de uma limpeza mecânica com posterior
pintura com cal para minimizar os efeitos de produtos ácidos depositados. A extremidade
de saída de gases da chaminé deverá ser tamponada durante o período de inatividade da
caldeira para evitar a penetração de ar úmido ou chuva.
• Após os procedimentos acima, a caldeira deverá ser mantida completamente seca durante
todo o período de inatividade. Para tal, poderão ser instalados sistemas de aquecimentos
provisórios como por exemplo, conjunto de resistores elétricos, conjuntos de lâmpadas
incandescentes, circulação de ar aquecido, etc. Esta providencia evitará que a umidade
ataque os metais. Periodicamente deverá ser medida a umidade relativa do ar no interior
da caldeira através de instrumentos adequados. Também poderão ser instaladas dentro da
caldeira, em locais previamente escolhidos, bandejas com substâncias higroscópicas .

Os circuitos de água e de vapor deverão ser protegidos da seguinte maneira:

• Após o apagamento da caldeira, a mesma deverá ser drenada a quente, ainda sob
pressão. Logo após a drenagem as portas dos tambores devem ser abertas para permitir
que o vapor remanescente no interior da caldeira seja eliminado. Isto manterá as
superfícies secas (evitando ataque a camada de magnetita) e facilitará a inspeção e
remoção dos depósitos do interior do tambor.
• Concluída a inspeção e limpeza dos tambores, as portas deverão ser fechadas, bem como
todos os drenos e válvulas de expurgo.
• Se a caldeira for mantida pelo método "Via Úmida", deve-se efetuar o enchimento com
solução de hidrazina/amônia - 200 ppm N2H4 (hidrazina), 10 ppm NH3 (amônia) e pH 10.
Um procedimento específico deverá ser estabelecido para o controle desta solução e
acompanhamento de sua eficácia.
• Se a caldeira for mantida preservada pelo método de "Via Seca", após a lavagem e
inspeções, a caldeira deve ser enchida, reacesa e ter sua pressão elevada até cerca de 2
kg/cm2. Após isto a caldeira será apagada e drenada sob atmosfera de nitrogênio. Esta
atmosfera de gás inerte será mantida por todo o período em que a caldeira estiver fora de
operação com uma pressão sempre ligeiramente superior a atmosfera (cerca de 0,3 kg/
cm2 ).

Embora os resultados obtidos até a presente data com os métodos de conservação mencionados
sejam satisfatórios, todas as precauções relatadas e recomendações específicas devem ser
cumpridas com rigor.

A conservação por via seca somente é possível se as válvulas dos circuitos de água e vapor
tiverem estanqueidade garantida; portanto , onde necessário, deverão se instalados "flanges-
cegos".

A conservação por via úmida, com utilização de solução de hidrazina, é mais dispendiosa que a
seca.
A conservação por via seca não permite identificar um eventual processo corrosivo em evolução
na caldeira devido a um procedimento de drenagem mal executado ou injeção de nitrogênio
inadequada. No processo úmido isto pode ser monitorado através de amostragem periódicas.

Os sopradores de fuligem poderão ser protegidos tanto no próprio local de uso como removido
para guarda em local apropriado. Suas superfícies metálicas devem ser untadas com graxa ou
óleo protetivo anticorrosivo, após completa limpeza. Se possível a parte interna da lança de
sopragem deve ser também untada com óleo.

O queimador e seus acessórios (ignitor , vela de acendimento) deverão ser desmontados da


caldeira, limpos, inspecionados e lubrificados para serem guardados em outro local. A abertura de
acesso do queimador na caldeira deverá ser tamponada para impedir a entrada de ar úmido da
atmosfera externa.

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18. Teste Hidrostático

O teste hidrostático é aplicado na caldeira com duas finalidades. A primeira é a verificação da


resistência e integridade estrutural das partes que compõem o lado de pressão da caldeira. A
outra finalidade é a detecção de vazamentos.

Os testes hidrostáticos são regidos por normas, algumas com valor legal, e portanto estas devem
ser abrevadas com rigor. A norma regulamentadora de caldeiras e vasos de pressão ( NR-13), no
seu item 13.4.4, define que todas as intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em
partes que operem sob pressão devem ser seguidas de teste hidrostático, com características
definidas pelo Profissional Habilitado. Estas características são: o fluido a ser utilizado para
pressurização; a taxa de subida da pressão e patamares , pressão final de teste, tempo em que o
equipamento ficará pressurizado.

O teste hidrostático verifica se os tubos, tubulões, coletores, e demais partes pressurizadas


resistem à pressão, não apresentando rupturas ou deslocamento de tubos de suas mandrilagens.
O teste hidrostático deve ser efetuado após a caldeira ser completamente cheia com água fria e
todos os bolsões de ar terem sidos suspirados. Todas as conexões da caldeira devem estar
hermeticamente fechadas. O teste será considerado satisfatório se não ocorrerem vazamentos
por mandrilagem, juntas, soldas, pites, trincas, e a pressão máxima de trabalho possa ser
sustentada por um tempo pré-determinado sem adição de água.

O teste hidrostático deve ser efetuado sempre que a caldeira sofra uma intervenção de
manutenção nas partes pressurizadas ou quando houver suspeita de corrosão.

Apesar dos benefícios da realização do teste hidrostático, esta deve ser sempre calcada nos
motivos acima. A execução indiscriminada deste teste pode ser nociva pois nesses períodos de
solicitação intensa poderemos estar nucleando ou acumulando danos no equipamento, em
especial os de fadiga.

Alguns fabricantes estabelecem critérios para a aceitação de minúsculos vazamentos que


ocorrem nos locais de mandrilagem de tubos, sob a justificativa de que as dilatações térmicas e a
formação de óxidos farão com que estes vazamentos desapareçam durante a operação.

Qualquer outro tipo de vazamento não deve ser aceito devido ao caráter erosivo do fluido.

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19. Avaliação de Integridade em Caldeiras


Segundo a Norma Regulamentadora NR-13, ao completar 25 (vinte e cinco) anos de uso, na sua
inspeção subsequente, as caldeiras devem ser submetidas a rigorosa avaliação de integridade
para determinar a sua vida remanescente e novos prazos máximos para inspeção, caso ainda
estejam em condições de uso.

A avaliação de vida residual presume que seja analisada a integridade de cada componente
fundamental da caldeira (ex.: tubulões, tubos de troca térmica, espelhos etc.)

Esta avaliação pode ser executada por Profissional Habilitado, ou por empresa especializada,
inscrita no CREA, e que disponha de pelo menos um Profissional Habilitado.

As caldeiras que já completaram 25 anos e não foram submetidas a avaliação de integridade


devem ser submetidas a mesma na próxima inspeção de segurança periódica.

É importante ressaltar que caldeiras inoperantes podem sofrer significativos desgastes por
corrosão. Portanto, dos 25 anos considerados na lei, não podem ser dispensados, sem profunda
análise técnica, os períodos em que a caldeira permaneceu fora de operação.

A avaliação de integridade constitui-se de uma série de técnicas e procedimentos que procuram


identificar o estado de dano acumulado em um componente da caldeira e sua taxa de
crescimento. É uma poderosa ferramenta das equipes de manutenção.

Existem nas caldeiras e tubulações de vapor associadas, componentes submetidos a riscos


graves ligados à temperatura de trabalho e ao tempo de uso, os quais limitam sua vida útil pelos
mecanismos de fluência e fadiga térmica, resultando em fraturas frágeis cuja prevenção poderá
ser obtida por meio de inspeções orientadas. Esta inspeções tornam-se uma atividade voltada à
prospecção de defeitos, realizada de forma preventiva que utiliza métodos e ensaios específicos.

A abrangência de uma avaliação de integridade dependerá dos fatores técnicos e econômicos


disponíveis e do grau de risco que seja assumido pelo proprietário da instalação. Os principais
componentes da caldeira a serem contemplados num plano de avaliação são:

• Tubulão superior de vapor


• Tubulão inferior
• Paredes de água
• Válvulas de segurança
• Tubulações de vapor
• Coletores
• Linhas de drenos

• Suportes.

Recomenda-se que as seguintes etapas sejam desenvolvidas numa avaliação de integridade:

• Inspeção visual e instrumentada dos componentes para verificação de seu estado de


conservação.

• Tomada de amostras para análise de laboratório

Tambor (depósitos internos)

Tubulações de vapor

Trechos de tubos da parede de água


Desarejadores

• Inspeção visual em todas as partes internas e externas dos coletores , tambor, feixes
tubulares, incluindo seus suportadores e espaçadores, paredes de água e outras regiões
que a manutenção julgue necessário.
• Inspeção por líquido penetrante em todas as conexões internas e externas do tambor,
após remoção de seus internos.
• Inspeções por líquido penetrante dos coletores, linhas de alta energia, em pontos
previamente escolhidos como regiões críticas.
• Inspeção de medição de espessura por ultra-som em pontos do tambor, paredes de água
(região de troca térmica) , coletores e trechos de linhas de alta energia.
• Ensaios por partículas magnéticas em pontos do tambor ou em locais onde os ensaios
anteriores orientem a sua aplicação.
• Medição de diâmetro externo em coletores de alta temperatura.
• Metalografia de campo, seja por observação direta com emprego de microscópio portátil,
seja através de réplicas metalográficas em pontos do tambor, coletores e tubulações de
alta energia.

Determinação da situação atual dos materiais com o objetivo de verificar suas propriedades
mecânicas, físicas e químicas.

Levantamento do histórico da caldeira, considerando os regimes de operação, anormalidades,


acidentes notórios, alterações de combustível, etc.

Quantificação dos carregamentos reais de serviços e das deformações, tensões e deslocamentos


por elas causadas nas seções e pontos críticos.

Com relação aos pontos críticos podemos definí-los como as regiões mais prováveis de
ocorrência de falhas, por estarem submetidos a concentração de esforços de tensão e
temperatura. Estatisticamente os mais significativos são:

• Curvas de tubulações
• Derivações
• Flanges
• Bifurcações
• Tomadas de amostras
• Pontos de suportações
• Bocais
• Pontos de atemperação
• Coletores
• Ligações soldadas
• Ligações mandriladas
• Linhas de drenagem.

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