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Criatividade S/A

A criatividade é a força que leva a humanidade a inovar,


desenhar e criar coisas novas, jamais vistas. Mas como
podemos desenvolvê-la e extrair o melhor dela? Creativity
Inc. apresenta as ideias por trás do autor, Ed Catmull,
dono de um dos estúdios de cinema mais criativos do
mundo: a Pixar. O autor conta sua trajetória de sucesso
dentro da Pixar e mostra quais são os ingredientes
essenciais para alcançá-lo.

Creativity Inc. é um livro para qualquer pessoa que queira


alcançar novos patamares, um manual para desenvolver a
criatividade e originalidade e um acesso à mente do
criador dos Estúdios Pixar. Um livro sobre como construir
e desenvolver uma cultura de criatividade e também uma
coleção de ideias sobre como despertar e manter sua
criatividade e de sua equipe e vencer os problemas
advindos da falta dela.

Conhecendo a história da Pixar

Quando criança, Catmull possuía grande admiração por


Walt Disney e pelos que trabalhavam criando animações
feitas à mão. Ele assistia ao Maravilhoso Mundo da
Disney para ver as ideias por trás das cenas e como a
Disney criava suas inovadoras produções de animação.
Fascinado por aquele universo, começou a pensar: se
essas coisas são possíveis utilizando métodos analógicos,
o que seria possível com a ajuda de um computador?
Então, a ideia inédita da animação computadorizada foi
plantada na mente do jovem Ed Catmull e permaneceu
com ele durante seu tempo na Universidade.

As habilidades de Catmull o ajudaram a conseguir


diversas ofertas de emprego pós universidade, mas ele
finalmente se acomodou em um emprego no Instituto de
Tecnologia de Nova York, onde trabalharia desenvolvendo
os tipos de gráficos e animações que os computadores
eram capazes de fazer. Seu trabalho fez com que ele fosse
notado pelo diretor de cinema George Lucas, da
Lucasfilm, que contratou Catmull em 1979 para conduzir
a nova divisão computadorizada da Lucasfilm.

Na Lucasfilm, Catmull trabalhou em novos efeitos


especiais como as telas azuis, poderosos programas de
renderização gráfica e um computador especial conhecido
como ‘Pixar Image Computer’ que permitia aos cineastas
combinarem filmagens de ação real com efeitos especiais
feitos por computador. Sua equipe prosperou e, em 1983,
um antigo animador da Disney chamado John Lasseter se
juntou a eles.

Com o passar do tempo, Ed começou a sentir que seu


sonho de criar um filme totalmente animado por
computador, não era compartilhado por George Lucas.
Isso fez com que ele e sua equipe procurassem por
investidores que pudessem ajudá-los a se separar da
Lucasfilm e criar sua própria empresa. Em 1985, Steve
Jobs, dono da Apple Computers, quis investir neles. Mas o
processo demorou, pois Jobs foi removido da diretoria da
Apple por um tempo. Finalmente, no início de 1986, Jobs
comprou a equipe de Catmull e seu trabalho, e a Pixar
nasceu como uma companhia independente.

Aprendendo com Ed Catmull e com a Pixar

Ed Catmull aprendeu muitas lições importantes sobre


como desenvolver uma cultura de criatividade em sua
empresa. A cultura da Pixar tem suas raízes na
Universidade de Utah, onde o autor Ed Catmull estudou
física e ciência da computação. Lá, ele aprendeu que, em
um ambiente correto, liberdade gera criatividade.

O ambiente de trabalho promovia a auto expressão e


autonomia, permitindo que as pessoas trabalhassem em
seu próprio ritmo desde que as coisas fossem concluídas.
Isso permitiu às pessoas criarem e desenharem o que bem
entendessem e muitas colaborações cresceram alcançando
muito mais do que outras parcerias forçadas.

Essa liberdade era ótima na universidade, mas não


combinava com o ambiente da Lucasfilm, onde efeitos
específicos tinham que ser criados em um prazo rígido.
Lá, muita liberdade significava que o time não possuía
foco e o ritmo deveria ser o suficiente para cumprir os
prazos.

Catmull também aprendeu que é importante identificar


problemas e que era ainda mais crítico consertá-los. Dos
seus dias na Lucasfilm em diante, ele aprendeu a
direcionar esforços para localizar os obstáculos do seu
time de criatividade e a removê-los. Nessas experiências,
algumas vezes era descoberto que o problema vinha da
gerência e a melhor coisa a se fazer, então, era
simplesmente retirar a gerência do processo criativo.

A experiência de Catmull o ensinou também a


importância de se ter um propósito. Para uma pessoa
criativa, um propósito claro pode inspirá-la a seguir em
direção a inovações e novas soluções para atingir seus
objetivos – mas sem ele, a criatividade desaparece.
Catmull descobriu isso em 1995, no início da vida útil da
Pixar. Naquele ano, a companhia lançou Toy Story, um
longa-metragem de animação totalmente
computadorizado, estrelando atores famosos e exibido
nos cinemas de todos os EUA. O filme foi um grande
sucesso, mas deixou Catmull se sentindo vazio. Agora que
ele havia alcançado seu objetivo, o que restava?
Com todas essas lições a serem consideradas, Catmull
encontrou um novo objetivo: fazer da Pixar um pilar de
arte criativa, encontrando e removendo qualquer
problema no caminho para a grandeza.

Ampliando sua visão para lidar com problemas

ocultos

O primeiro passo para lidar com um problema é encontrá-


lo – uma tarefa que é muito mais simples falar do que
fazer. Nossas mentes percebem como achamos que deve
ser o funcionamento das coisas, mas isso faz com que seja
difícil para nós detectar qualquer problema que não
desafie diretamente nossas ideias.

Então, é complicado reconhecer processos novos e mais


eficientes. Adicionalmente, à medida que nos tornamos
mais rígidos em relação àquilo que acreditamos sobre o
nosso meio, nossa mentalidade se torna menos flexível,
atrapalhando nossa habilidade de considerar alternativas.
Existem oito técnicas que podem auxiliar a ampliação da
sua visão, localizando problemas que você normalmente
não seria capaz de ver.

 Colaborar com os problemas faz com que todos


de sua equipe trabalhem juntos, permitindo-lhes
compartilhar perspectivas que normalmente não teriam.
A Pixar possui encontros diários onde os funcionários
mostram seus trabalhos para outros e recebem feedback.

 Viagens de pesquisa são excelentes para


inspiração e melhores ainda para se manter original. Elas
permitem que as pessoas gerem novas informações e
impedem que as coisas sejam simplesmente derivadas de
outras ideias. Podem ser tão simples quanto uma volta
pela cidade para conseguir inspiração para um novo
personagem ou uma viagem distante para a Índia para
meditar.

 Definir limites para saber quando parar de


trabalhar em um projeto e concluí-lo. Definir um limite
ajudará a impedir o excesso de esforço ou o trabalho
desnecessário, uma vez que projetos podem nunca ficar
perfeitos. Também ajudará a fazer um melhor uso dos
recursos limitados de tempo e te dar uma chance maior de
cumprir os prazos.

 Não é nenhuma surpresa que a Pixar possui como


valor integrar a arte e a tecnologia e este mesmo
valor pode ajudar em qualquer meio criativo. Usar todas
as ferramentas disponíveis irá ajudá-lo a produzir o
melhor trabalho possível e também a criar novas
ferramentas.

 Pequenos experimentos funcionam como um


campo de treinamento para novas técnicas, permitindo
que você as tente de maneira segura e resolva qualquer
questão antes de utilizá-las em um trabalho real.

 Aprender a ver as coisas como elas são irá te


ajudar a ignorar o que você percebe sobre um objeto ou
situação e focar naquilo que realmente é. Isso auxilia a
identificar problemas de maneira rápida.

 Interrogar você mesmo depois de terminar um


projeto te permite refletir sobre o que deu certo e o que
deu errado. Isso permite uma retrospectiva e mostra
aquilo que pode ser feito de maneira diferente e aquilo
que você deve repetir.

 Por último, você perceberá problemas muito mais


facilmente se você se comprometer a sempre continuar
aprendendo. Nunca se tornar complacente com aquilo
que você já sabe te mantém flexível e ajuda em seu
progresso.

Incentivando a sinceridade para encontrar os

problemas

Para manter um ambiente criativo saudável, você precisa


discutir os problemas que estão te impedindo de ir
adiante. O que diferencia a Pixar de outros estúdios
criativos é sua habilidade de fazer isso regularmente. Eles
acham os obstáculos escondidos em suas operações
diárias e trabalham para corrigi-los ou removê-los,
preservando o ambiente perfeito para aquilo que fazem.

Você pode definir um problema como qualquer coisa que


te impede ou impede seu time de serem funcionais ou
qualquer coisa que atrapalhe que as boas ideias fluam. A
Pixar sempre procura por problemas, encorajando os
funcionários a serem sinceros e separando a sinceridade
(cujos valores são verdade e franqueza) da honestidade
(que só valoriza a verdade). Sendo abertos sobre seus
sentimentos sobre os projetos, reuniões ou até operações
diárias, os líderes da Pixar podem ter uma sensação
melhor sobre como a companhia está, o que funciona e o
que não funciona.

Talvez, a maneira mais influente de promoção da


sinceridade pela Pixar seja através de uma reunião mensal
conhecida como ‘Braintrust’. A ‘Braintrust’ é um grupo
seleto de líderes da Pixar que se encontram regularmente
para fornecer feedbacks honestos para acabar com a
mediocridade. Nessas reuniões, a sinceridade é
constantemente estimulada, já que as pessoas
normalmente querem evitar ofenderem alguém ou
parecerem estúpidas. Em um bom ambiente criativo, as
ideias devem fluir livremente para gerar novos projetos
assim como manter os projetos atuais nos trilhos.
Sinceridade também impede que as ideias ruins sigam em
frente, já que é mais provável que alguém fale ou sugira
que essas ideias sejam encerradas.

Encorajando a sinceridade e se mantendo alerta, você será


capaz de encontrar os obstáculos que estão no caminho
para seu sucesso. Uma vez que você lidou com eles, seu
ambiente criativo voltará a se desenvolver.

Lidando com os problemas comuns

Cada pessoa é diferente e cada empresa é diferente, mas


existem alguns problemas comuns que afligem as mentes
criativas e impedem seu processo natural. Aprender como
a Pixar lidou com esses problemas comuns pode ser de
grande ajuda para solucioná-los.

Primeiramente, tenha consciência de que o ser humano é


resistente às mudanças. Para cada conselho encontrado
neste livro, você (ou o time que trabalha com você), deve
estar absolutamente disposto a mudar, à medida que as
situações a seu redor exijam. Mudanças estão na própria
natureza do crescimento, então, para avançar, você
precisará aceitar os desafios impostos ao estado
atual (status quo).

Outro problema comum ocorre quando uma equipe tem


seu foco em fazer alguma coisa rapidamente em vez de
fazer alguma coisa bem feita. Embora o trabalho eficiente
seja bom, trabalhar apenas para cumprir prazos pode ter
diversas desvantagens. Primeiro, em um esforço para
satisfazer a demanda, surge a tentação de completar os
projetos bem antes de estarem verdadeiramente
concluídos. Poucos projetos criativos parecem perfeitos
no começo; eles precisam de tempo, reflexão
e feedback para amadurecer.

Lançá-los como se eles estivessem prontos antes que eles


realmente estejam, pode não só prejudicar você, como
também arruinar o que poderia ter sido um grande
sucesso. Em segundo lugar, quando prazos são a principal
motivação em seu trabalho, isso significa que criar um
produto com qualidade, não é. Esse tipo de desmotivação
esgota a energia criativa de uma pessoa, levando-a a criar
trabalhos pobres e incompletos.

Esse pensamento focado em prazos tem ligações com


outro problema: o medo do fracasso. Qualquer um que
está em um negócio criativo vai experimentar alguns
fracassos em sua carreira. Em vez de ficar apavorado com
isso, é útil estar pronto para utilizar o fracasso como uma
experiência de aprendizado, absorvendo lições valiosas
para encontrar onde os problemas estão e removê-los.
Trabalhar simplesmente para evitar fracassos é um
perigoso motivador que pode se tornar prioridade em seu
trabalho e fazer com que você esqueça porque começou o
projeto em primeiro lugar. Aceitar o fracasso como um
passo inevitável no desenvolvimento irá ajudar você a
utilizá-lo como uma parte do processo criativo.

Conhecendo os modelos mentais

Já é difícil encontrar e confrontar os problemas atuais em


seu processo criativo, mas, e quanto àqueles que ainda
nem existem? Como discutimos, mudanças virão, tanto
boas quanto ruins, para todos independentemente. Já que
é uma situação inevitável, a melhor coisa a se fazer é se
preparar para elas. Na Pixar, eles não tentam prever
futuras mudanças; eles simplesmente se certificam de que
são capazes de lidar com elas à medida que surgem. Para
isso, utilizam “modelos mentais” ou visualizações
imaginárias das situações de trabalho, criando uma
imagem clara de como irão lidar com as coisas.

Esses tipos de modelos são melhores explicados através


de exemplos e um dos melhores exemplos vem do
produtor da Pixar, John Walker. Walker sente que seu
trabalho é melhor explicado pela imagem de uma
pirâmide de cabeça para baixo em sua mão, equilibrando
seu pequeno topo na palma da mão. Como produtor, seu
trabalho é o de gerenciar artistas e custos (o que ele
imagina estar no topo da pirâmide), mas os artistas com
os quais ele trabalha e os fundos financeiros que ele
influencia dependem das pessoas que estão em uma
hierarquia superior à dele na Pixar. Esse modelo ajuda
Walker a focar em manter a base equilibrada –
gerenciando o que ele pode controlar – deixando todo o
resto para as pessoas acima dele. Isso o ajuda a se manter
focado em seu trabalho e impede que ele gaste sua energia
se preocupando com coisas fora de sua influência.

O diretor da Pixar, Pete Docter, usa o modelo de um túnel


escuro para descrever seu processo criativo. Ele acredita
que há luz no começo do túnel (o início do processo), mas
à medida que ele avança, o túnel pode ficar bastante
escuro. Pode parecer que não há mais luz, mas quando
você alcança o fim do túnel, a luz voltará. Docter usa esse
modelo para se lembrar que a melhor coisa a se fazer
quando se está sem criatividade é continuar trabalhando.

Os modelos mentais de Walker e Docter podem ser muito


diferentes, mas ambos possuem o mesmo propósito:
ajudá-los a reagir às futuras mudanças. Se o time de
artistas de John Walker sofre uma mudança drástica, ele
sabe o que está sob seu controle e o que está fora de suas
mãos. Quando Pete Docter não consegue conceber uma
visão para uma cena, ele sabe que não deve desistir,
porque ele vai resolver se continuar tentando. Criar
modelos mentais pode parecer inútil a princípio, mas,
quando bem feito, funciona como uma armadura que
pode ser utilizada para te proteger de qualquer coisa que
venha em seu caminho.
Utilizando esses princípios em qualquer lugar

Uma cultura criativa é mais do que simplesmente se


divertir no local de trabalho ou decorar uma mesa. Essas
coisas podem contribuir, mas o verdadeiro poder para
restaurar o processo criativo está na mente. É uma
questão de mudar como você pensa e de trabalhar para
remover obstáculos que estão no caminho de sua
criatividade natural. Para uma pessoa, isso é trabalhoso e,
se você trabalha em um grupo ou uma empresa com
diversas outras pessoas criativas, pode ser ainda mais
difícil. Mentalidades são difíceis de mudar e é difícil se
desfazer de hábitos, mas, com tempo, mudanças positivas
podem acontecer.

Ed Catmull enfrentou o desafio de tentar esses métodos


em novos ambientes em 2005, apenas semanas depois
que o co-fundador Steve Jobs revelou que estava
considerando uma fusão da Pixar e os Estúdios de
Animação Disney, que, na época, passava por
dificuldades. Disney e Pixar trabalharam juntos por anos,
mas agora a Disney estava em declínio e precisava de
ajuda. Quando a fusão aconteceu, Catmull e John Lasseter
estavam em posição de liderança. O estilo único de
liderança da Pixar logo se tornaria parte da Disney.

A cultura de trabalho da Pixar foi construída


gradualmente, criada especialmente para ajudar os
animadores em cada etapa do crescimento da empresa.
Na Disney, Catmull e Lasseter não tentaram replicar
exatamente o que havia funcionado na Pixar. Em vez
disso, eles usaram como guia os princípios básicos que
aprenderam. Demitiram executivos que estavam
causando problemas e que se recusavam a ser flexíveis,
deram aos funcionários da Disney mais liberdade para
experimentar e trabalhar juntos e encorajaram uma
comunicação sincera entre a liderança e os funcionários.
As mudanças foram grandes, mas eles não mudaram a
identidade da Disney.

Os princípios deste livro são apenas princípios. Se você


tentar simplesmente copiar o sucesso da Pixar etapa por
etapa, falhará. Mas se você usar os princípios encontrados
nesse livro como um guia, encontrará sucesso em seu
processo criativo.
Notas Finais

Assim como tempo e dinheiro, sua criatividade é um


recurso precioso que precisa ser estimulado. Como
qualquer outro recurso, isso significa que você não pode
simplesmente deixar pra lá e esperar que não acabe. É
necessário um cultivo cuidadoso e o ambiente certo para
que continue a fluir, assim como um esforço concentrado
para ter a certeza de que nada fique no caminho do seu
processo criativo. Se não fizer isso, você corre o risco de
deixar sua criatividade aos caprichos do acaso – uma
situação preocupante para qualquer profissional criativo.
Tenha sucesso e você irá descobrir que sua imaginação
não tem limites.

A história da Pixar é mais do que apenas um conto


inspirador de pessoas inovadoras que desejavam criar
coisas que o mundo jamais viu. É uma jornada de
descobertas, erros e sucessos que abrangem mais de 25
anos e envolvem algumas das mentes mais criativas que o
cinema já viu – com lições, diversas lições.

A cultura da Pixar é conhecida por ser aberta e divertida,


mas o que os faz bem-sucedidos não são as aulas de dança
ou os espaços para almoços, nem os brinquedos nas
mesas. É um compromisso de proteger a criatividade de
cada funcionário que senta em uma mesa para trabalhar.
O que os faz diferentes é a dedicação para encontrar e
acabar com os problemas, bem como a preparação para os
problemas futuros, ajudando seus funcionários a
impressionar a todos no cinema inúmeras vezes.

Dica do 12: Se você gostou desse título, nós achamos que


você também vai adorar nosso microbook baseado em A
quinta disciplina do grande Peter Senge. Confira!

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