Você está na página 1de 14

Índice

1.0.Introdução ............................................................................................................................................... 3
1.1.Objectivos: .............................................................................................................................................. 3
2.0.Programação ........................................................................................................................................... 4
3.0.As condições concretas na planificação e realização do PEA ................................................................ 7
4.0.Conclusão.............................................................................................................................................. 14
5.0.Bibliografia ........................................................................................................................................... 15
3

1.0.Introdução
O presente trabalho da cadeira de didáctica geral tem como o tema programação do PEA e as
condições concretas na planificação e realização do PEA, que no mundo de hoje, em todos os
sectores da actividade humana, fala-se muito em planificação. Todos nós realizamos tarefas que
exigiram de nós alguma planificação. Por exemplo, a planificação de uma festa, do salário
mensal, das compras, de uma viagem, de um exame, da vida diária, etc. O ser humano age em
função de construir resultados. Por tanto, pode agir aleatoriamente ou de modo planejado. Agir
aleatoriamente significa "ir fazendo as coisas", sem ter clareza de onde se quer chegar; agir de
modo planejado significa estabelecer fins e construí-los através de uma acção intencional. Os
fins, sem a acção construtiva, adquirem a característica de fantasias inócuas; a acção aleatória,
sem fins definidos, desemboca no activismo.

1.1.Objectivos:
Geral

 Conhecer as condições concretas na planificação e realização do PEA.

Especifico

 Identificar os tipos de programação do PEA;


 Descrever as condições concretas na planificação e realização do PEA.
4

2.0.Programação
O momento da elaboração da programação é sempre muito esperado, como destaca Vasconcellos
(2000, p.194 ): a acção da instituição é fundamental, pois é ela que dá vida, consistência, o seu
sentido de existir. O problema que se coloca é o tipo e a qualidade da acção que irá se
desenvolver. Precisamos chegar a uma acção que de facto seja significativa para a instituição, o
que significa dizer uma acção possível e que a tenda às reais necessidades Todavia, entendemos
que também é importante procurar dar saltos qualitativo se avançar em direcção à concepção e à
realização de acções e/ou actividades que possam ir além e sempre em uma perspectiva
transformadora, o que significa pensar em acções e /ou actividades que possam fazer da escola.
Um espaço de busca, construção, diálogo e confronto, prazer, desafio, Conquista de espaço,
descoberta de diferentes possibilidades de expressão e linguagens, aventura, organização cidadã,
afirmação da dimensão ética e política de todo o processo educativo (CANDAU, 2000, p.15).

Acreditamos que pensara programação da escola, é retomar, portanto, as discussões e definições


feitas no momento da elaboração do marco possa falar a “ língua de seu tempo -espaço” (KOF F,
2011).

Nesse sentido, é pensar uma programação que retoma o debate. "O próprio papel da escola hoje
as suas concepções e/ou abordagens pedagógicas, os seus currículos e as suas práticas
educativas, reflectindo sobre significando aspectos, como organização espaço - temporal,
Concepção do processo de ensino -aprendizagem, papel dos /as professores/as, ofício dos/as
alunos /as, natureza das relações, saberes, conhecimentos e valores, métodos, técnica s e
recursos, linguagens, panejamento, avaliação, for mas de gestão, estratégias da formação e m
serviço entre vários outros estruturantes que a configuram" (KOFF, 2011).

Pensar a programação, nesse contexto, é dar sentido ao conjunto de acções e/ou de actividades
que a escola planeja levar à diante e que, segundo Vasconcellos (2000), inclui:

 Linhas de acções;
 Acções concretas;
 Actividades permanente e
 Determinações.
5

Linhas de acção – que expressam muito mais uma actitude e /ou um comportamento e têm um
carácter mais estratégico. Por exemplo: Durante o ano lectivo, vamos buscar envolver os pais por
meio de palestras com a coordenação pedagógica e encontros com os professores. Outro
exemplo: nossa escola vai buscar parcerias para a realização de actividades educativo -culturais
em horários alternativos aqueles destinados ao trabalho na sala de aula. São linhas de acção que,
no momento oportuno, poderão se transformar em acções concretas, mas que nesse momento do
panejamento ainda não podem ser traduzidas com todos os detalhes necessários à sua execução,
mas nem por isso deixam de ser importantes.

Acções concretas – que expressam o quê vai ser realizado, quer dizer, o tipo de acção e para
quê, ou seja, com que finalidade. São acções que, já nesta fase do panejamento, podem ser
elencadas com claras definições gerais sobre os seus objectivos, o período, os horários e os locai
s e/ou espaços determinados para a sua realização, os seus responsáveis específicos, o s
equipamentos e os recursos didácticos necessários, entre outras características.

Actividades permanentes – mais relacionadas às rotinas e/ou actividades que se repetem com
frequência, tais como as reuniões das equipes pedagógicas, as reuniões dos professores por a no
e/ou por disciplina.

Determinações - têm um carácter normativo e de obrigatoriedade, apontando um


comportamento que possa ser observado e avaliado. Por exemplo: no primeiro segmento do
ensino fundamental, a acolhida dos alunos em sala na hora da chegada deve ser feita sempre pelo
professor da turma. São normas ou comportamentos que de vem fazer sentido para todos os
envolvidos e na perspectiva de responder às necessidades do bom funcionamento.

Vale reiterar que todos esses elementos que compõem a programação - que podem ser
compreendidos como diferentes níveis de acções e /ou actividades - precisam levar em conta
tanto o que foi definido no marco referencial como os resultados do diagnóstico. Em outras
palavras, a programação precisa expressar o que é relevante e prioritário para a instituição, tendo
sempre presente sua realidade, me tas e ideais.
6

E como fazer essa programação?

No contexto de um panejamento participativo, esse momento não é diferente dos demais e, por
isso mesmo, todos devem participar de sua construção.

E a metodologia pode ser a mesma adoptada nos momentos anteriores, ou seja, a partir de
perguntas desafiadoras como o que fazer? Para que fazer? Como fazer? Ou de outra maneira, que
acções e/ou actividades? Com que finalidades e/ou objectivos?, com que características gerais?
os professores (que podem ter um momento de reflexão individual ) - em pequenos grupos
– podem trocar ideias, apontar caminhos, fazer sugestões e assim, por aproximações sucessivas,
vão compondo a programação da escola que será então ratificada em plenária.

O registro das propostas também pode acontecer de forma progressiva, quer dizer, os peque nos
grupos podem ir construindo sistematizações preliminares até chegarem ao documento final que
vai compor o Projecto Político -Pedagógico da escola.

Dependendo do tamanho da equipe e da complexidade da escola, é possível indicar uma equipe


responsável pela redacção final do documento a ser referendado na plenária.

Vale lembrar que o processo de panejamento é flexível e se realimenta a partir da sua própria
realização. Por isso mesmo, a programação, isto é, o conjunto de acções e/ou de actividades,
sempre pode ser redefinida e/ou ajustada ao longo de sua realização, segundo a sua própria
dinâmica e as necessidades da instituição.

Uma palavra final

Depois de todo esse processo de reflexão, debate, registros, Sistematizações e consolidação das
ideias e propostas em um texto denso e rico que compõe o que estamos aqui chamando de
Projecto Político -Pedagógico da escola, sugerimos que ele seja reproduzido e socializado de
modo que facilite a consulta, o acompanhamento, a avaliação e a sua actualização sempre que
necessário, sempre que a vida escolar assim o exigir.

Cabe esclarecer: entendemos que o Projecto Político -Pedagógico é um plano de médio e de


curtos prazos. Nesse sentido, consideramos que o marco referencial pode ter um horizonte
balizado dentro de um período de 3 a 5 anos, embora, dada a velocidade com que o mundo gira
7

hoje, ele possa ser revisto e ajustado em um tempo menor. Toda via, por esse mesmo motivo e
em função da complexidade e do movimento que marca a realidade extra e intra-escolar, além da
própria dinâmica da execução da s acções s/actividades, todo ano, o diagnóstico precisa ser
actualizado e a programação elaborada.

3.0.As condições concretas na planificação e realização do PEA


Planejar, nas escolas em geral, tem sido um modo de operacionalizar o uso de recursos-materiais,
financeiros, humanos, didáticos. As denominadas semanas de planejamento escolar, que ocorrem
no início de cada ano letivo, nada mais têm sido do que um momentode preencher formulários
para serem arquivados na gaveta do diretor ou de um intermediário do processo pedagógico,
como o coordenador ou o supervisor.
Para TURRA, planificação é um conjunto de acções coordenadas entre si, que concorrem para a
obtenção de um certo resultado desejado;
Segundo NERICE, planificação de ensino, representa um trabalho de reflexão sobre como
orientar o ensino para que o educando efectivamente alcance os objectivos da educação, da
escola, do curso e das áreas de estudo ou disciplinas.

Planificação “È um processo que consiste em preparar um conjunto de decisões, visando atingir


determinados objectivos.” (Piletti:61).

“Planificação é um processo de racionalização, organização e coordenação da acção docente,


articulando a actividade escolar e a problemática do contexto social”. (Libâneo: 222).

Portanto, não será o director que planificará e ira impor a sua planificação sobre os outros; ele
será, sim, o coordenador de uma decisão colectiva para a Escola, que também deverá ser
agenciada colectivamente.
Assim sendo, a planificação no sentido geral é um processo através do qual uma instituição faz a
preparação, previsão e organização do desenvolvimento das suas actividades, em conformidade
com as normas, procedimentos e/ou legislação que orientam a área a planificar, estabelecendo
para o efeito, as respectivas metas e prazos.
8

Objectivos da Planificação de Ensino (Nerici, 1989:223)


 Racionalizar as actividades docentes e discentes;
 Tornar o ensino mais controlado e eficiente;
 Conduzir os educandos mais seguramente para os objectivos desejados;
 Possibilitar um acompanhamento mais eficiente dos estudos dos educandos;
 Evitar improvisações;
 Proporcionar sequência e progressividade nos trabalhos escolares
 Evitar perdas de tempo com aspectos secundários das actividades escolares;
 Propor trabalhos escolares adequados as possibilidades dos educandos;
 Possibilitar o recrutamento dos recursos didácticos em tempo hábil para serem utilizados;
etc.

Características da Planificação
É um Guião de Orientação
 São estabelecidas as directrizes e meios para realização do trabalho docente;
 Sua função é orientar a prática partindo das exigências da própria prática;
 Não pode ser um documento rígido.
Segue uma Ordem Sequencial
 Para alcançar os objectivos são necessários vários passos lógicos;
 Embora na prática os passos podem ser invertidos.
Flexibilidade
 O professor esta sempre organizando e reorganizando o seu trabalho;
 A realidade esta sempre em movimento;
 O plano está sempre sujeito a alterações.

Objectividade
 Correspondência do plano com a realidade.
 Ter em conta as limitações da realidade.
9

Coerência
 Entre os objectivos gerais, específicos, conteúdos, métodos e avaliação.
 È a relação entre as ideias e a prática.
O professor precisa saber, para bem efectuar a sua planificação de ensino, a quem leccionar, por
que leccionar, o que leccionar, como leccionar e como verificar e avaliar a aprendizagem.
A planificação de ensino explicita-se através de três modalidades:
a) Plano de curso;
b) Plano de unidade;
c) Plano de aula.
a) Planificação de Curso
Conceito:
E a previsão, de modo geral, de todas as actividades escolares para o ensino de uma actividade,
área de estudo ou disciplina constante em uma serie curricular, ou seja, e’ uma reflexão sobre o
que se possa fazer para o ensino de uma actividade, área de estudo ou disciplina (NERICE,
1989:227).
 Elementos do Plano de Curso
a) Tempo disponível;
b) Objectivos educacionais;
c) Conteúdo;
d) Possibilidades da escola;
e) Material didáctico;
f) Motivação de curso;
g) Trabalhos de pesquisa;
h) Actividades extra classe;
i) Metodologia de ensino;
j) Processo de avaliação de aprendizagem;
k) Bibliografia.

8. Planificação de Unidade Temática


10

No sentido mais lato, Unidade pode ser definida como, um amplo e significativo aspecto do
meio, de uma ciência, de uma arte ou da conduta que, ao ser apreendido da como resultado uma
adaptação da personalidade.
Assim, no sentido restrito, Unidade temática define-se como, uma porção significativa de uma
actividade, área de estudo ou disciplina, com inicio, desenvolvimento e desfecho que faz parte de
um programa.
Pode-se concluir que, plano de unidade e’ uma previsão, mais detalhada e precisa do que o plano
de curso, de todas as actividades e recursos necessários ao estudo de uma unidade de programa
de uma actividade, área de estudo ou disciplina.
Ficha de Leitura:
 Mencionar os elementos do plano de unidade;
 Caracterizar cada elemento;
 Elaborar um plano de unidade.
 9. Planificação de Aula
O plano de aula é a previsão mais objectiva possível de todas as actividades escolares para a
efectivação do PEA, que conduza o educando a alcançar os objectivos previstos.
O plano de aula não é mais do que uma reflexão sobre o trabalho a ser realizado em classe, uma
vez que, o professor pensa sobre o que vai ser feito e como vai ser feito.
O plano de aula conduz ao professor a pensar sobre o que vai ser feito, sobre o que deverão fazer
seus alunos, nos recursos materiais necessários e nos procedimentos didácticos que melhor se
ajustem ao tipo de tarefa a ser executada.
Portanto, o plano de aula procura efectivar a planificação de ensino da unidade ou seja, a unidade
se realiza através da aula.
Na elaboração do plano de aula, o professor deve reflectir sobre 3 importantes aspectos:
1) Concretização dos objectivos
Os objectivos devem ser concretizados cada vez mais e, para isso, o professor deve definir com
exactidão o seguinte:
a) Os conhecimentos que todos os alunos devem adquirir no final de cada aula;
b) As capacidades e habilidades que devem ser formuladas na aula, continuadas e
consolidadas;
O objectivo da educação a desenvolver na aula.
11

2 Estruturação do Conteúdo
Com base em objectivos concretos, o professor pode planificar e definir os elementos essenciais
do conteúdo a transmitir, nomeadamente: factos, conceitos, leis, hipóteses, teorias, normas e
regras.
b) O que fazer para que os alunos adquiram o conteúdo (forma de explicação, tarefas praticas de
observação, de investigação, tarefas intelectuais de comparação, classificação de objectos,
definição das características essenciais, etc)?
c) Como é possível formar capacidades e habilidades?
d) Como controlar os resultados do PEA?
A partir de reflexões, o professor descrevera’ o decorrer das diferentes partes da aula e decidira’
sobre:
1º Escolha de todos os métodos e formas de organização;
2º Escolha dos meios didácticos;
3º Formulação das perguntas e das tarefas mais importantes;
4º Formulação do conteúdo da exposição e da explicação;
5º Preparação de tabelas, esquemas, resumos e esboços e figurar no quadro.

Elementos do Plano de Aula


a) Tempo disponível,
Que pode variar entre 15 a 20m e, 20 a 90m, dependo do ciclo e nível de maturidade intelectual
do educando.
b) Objectivos educacionais e institucionais
Relacionados mais directamente com o conteúdo programático.
c) Indicação do conteúdo da aula;
Conteúdos referentes a uma unidade ou parte da mesma, em forma ordenada;
d) Motivação inicial e de desenvolvimento;
e) Indicação do material didáctico a ser utilizado;
12

f) Plano de acção de didáctica, com indicação dos métodos e técnicas a serem aplicados; bem
como actividades que os alunos deverão desenvolver;
g) Procedimentos de fixação e integração da aprendizagem;
h) Trabalhos para casa, quando houver;
i) Avaliação da aprendizagem;
j) Bibliografia
l) Critica da aula, com base nos seguintes itens:
1) O que não foi realizado do plano?
2) Porquê?
3) Os objectivos foram alcançados?
4) Justificar.
5) O que deve ser revisto na próxima aula?
 Fundamentos da Planificação
A planificação do PEA tem como base os fundamentos a seguir indicados:
a) Programas oficiais
Nestes encontram-se definidos os objectivos da instrução, nomeadamente, conhecimentos,
capacidades e habilidades, assim como, os objectivos da educação, tais como: convicções,
atitudes, hábitos e formas de Kto a inculcar no educando.
b) Orientações centrais e locais sobre a organização administrativa das escolas e sobre os
objectivos gerais da formação.
Podem ser extraídas de vários tipos de documentos, tais como:
 Documentos da Assembleia da Republica ou do Parlamento;
 Orientações e tarefas escolares obrigatórias;
 Orientações centrais do MINED;
 Orientações provinciais e distritais específicas sobre as tarefas da escola.
c) O plano anual da escola.
Deve indicar as tarefas mais importantes da escola como, por exemplo, as referentes à educação
moral, cívica e patriótica, ao aumento do aproveitamento escolar, etc.
A Planificação de aulas deve também basear-se em outros materiais de consulta, tais como:
1) Livros escolares, brochuras, apostilas de consultas para os estudantes;
2) Manuais de Professor, onde contem sugestões didácticas a seguir durante a aula;
13

3) Textos de apoio, que podem ser elaborados centralmente e localmente, onde o professor
pode consultar na preparação das suas aulas;

4) Literatura Pedagógica, que inclui obra especializadas, como por exemplo, dicionários,
glossário de termos mais usados.

Importância da Planificação, segundo Lucie Ribeiro


 Constitui um suporte importante da avaliação;
 Informa sobre o que se pretende levar a cabo;
14

4.0.Conclusão
Chegado fim do trabalho verificou se que a programação é fundamental no processo de ensino e
aprendizagem, porque nela encontra se as linhas da programação de uma aula, e para as
condições concretas na planificação e realização do PEA encontra se que Planejar, nas escolas
em geral, tem sido um modo de operacionalizar o uso de recursos-materiais, financeiros,
humanos, didáticos. As denominadas semanas de planejamento escolar, que ocorrem no início de
cada ano letivo, nada mais têm sido do que um momentode preencher formulários para serem
arquivados na gaveta do diretor ou de um intermediário do processo pedagógico, como o
coordenador ou o supervisor.
15

5.0.Bibliografia
CANDAU Neves, um pensamento didáctico, editora moderna, 2000.

KOF Marron, tendências metodológicas são Paulo: Editora 2011.

LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública. São Paulo: Loyola, 1990.

VASCONCELLOS Lourenço, são Paulo Editora 2000.