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CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL

Tema: interpretação e integração e aplicação das normas constitucionais

Estudante: Duduque dos Anjos Castigo

PEMBA, AGOSTO 2019


CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL

Tema: a interpretação e integração e aplicação das normas constitucionais

Estudante: Duduque dos Anjos Castigo

Trabalho de carácter
avaliativo, como tema: a
democracia e a participação
popular. A ser entregue no
dia 20 de agosto do ano
corrente

PEMBA, AGOSTO 2019


ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 1

2. METODOLOGIA .................................................................................................................... 2

2. INTERPRETAÇÃO, INTEGRAÇÃO E APLICAÇÃO DAS NORMAS


CONSTITUCIONAIS..................................................................................................................... 3

2.1. A INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAL .......................................... 3

2.1.1. SUJEITOS DA INTERPRETAÇÃO ............................................................................... 3

2.1.2. OBJECTO DA INTERPRETAÇÃO ................................................................................ 3

2.1.3. ELEMENTOS DA INTERPRETAÇÃO .............................................................................. 3

2.1.4. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS ................ 4

3. INTEGRAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS ....................................................... 4

3.1. ELEMENTOS DA INTEGRAÇÃO DE LACUNAS ...................................................... 5

4. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS .......................................................... 6

4.1. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS NO TEMPO ............................. 6

4.1.2. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS NO ESPAÇO ............................ 7

5. CONCLUSÃO ......................................................................................................................... 8

6. BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................................... 9
1. INTRODUÇÃO
Em forma de Introdução foi com o avanço jurídico que se procurou solucionar o problema de
interpretação e integração e aplicação das normas constitucionais, uma vez que havia uma
ideologia liberal, surgem varias novas concepção do Direito constitucional para tentar responder
a este problema, e por este motivo houve necessidade de abordar este tema como uma das
premissas no saber do Direito constitucional.

Este trabalho tem como objectivo geral dar um breve olhar na noção de interpretação,
integração e aplicação das normas constitucionais âmbito, e tem como objectivo específico trazer
as explicações norteadores desta noção como o caso dos conceitos e dizeres de alguns autores.

A variedade de proliferação de produtos constitucionais provoca uma permanente


desactualização da lei, então com este objectivo sentiu-se a necessidade de abordar o tema em
questão, no discorrer do trabalho se verá que existem diversos autores que discutem em torno
deste problema, e para tal como tentativa de responder eles trazem princípios e conceitos
basilares de modo a solucionar o problema.

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2. METODOLOGIA
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, tratou-se de uma pesquisa bibliográfica. Ou
melhor, para Marconi e Lakatos (1998), a técnica de colecta de dados de pesquisa bibliográfica,
tem como base os dados já tornada pública em relação ao tema estudado, desde as publicações
avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, materiais cartográficos.

Portanto, no trabalho ora apresentado, quanto à abordagem, tipo de pesquisa usada foi a
pesquisa bibliográfica pois, dados disponíveis foram trabalhados tendo em atenção as manuais
buscando seu significado, tendo como base a percepção do fenómeno da concretização da
titularidade dos direitos humanos por meio da lei no seu contexto actual para de seguida analisar
o desenvolvimento e a sua eficácia ou efectivação

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2. INTERPRETAÇÃO, INTEGRAÇÃO E APLICAÇÃO DAS NORMAS
CONSTITUCIONAIS

2.1. A INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAL


Segundo Canotilho (2002), interpretar significa encontrar o verdadeiro sentido e alcance das
normas jurídicas, isto no plano jurídico. A interpretação das normas constitucional é necessária,
na medida em que é necessário extrair um sentido das fontes constitucionais. Neste domínio é
preciso considerar: os sujeitos, objectos, elementos e princípios das interpretação das normas
fiscais, porque só assim as normas jurídicas em especificas as constitucionais.

2.1.1. SUJEITOS DA INTERPRETAÇÃO


A interpretação pode ser levada a cabo por todos os membros e operadores da
comunidade jurídica. Porém, a interpretação autêntica, só cabe ao órgão que dispõe da
competência para aprovar a revisão constitucional;

2.1.2. OBJECTO DA INTERPRETAÇÃO


Deve considerar: o Subjectivismo e objectivismo: Prefere-se a interpretação objectivista
segundo a qual não se dá tanta importância à vontade do legislador aquando da elaboração da lei;
o Historicismo e actualismo: Prefere-se o sentido actualista contra o sentido dado à lei no
momento em que esta foi criada;

2.1.3. ELEMENTOS DA INTERPRETAÇÃO


Em muitos casos, os elementos literais não chegam. É assim preciso recorrer: o Elemento
sistemático: relação que cada preceito mantém com outro preceito, mais ao menos próximo;

Elemento histórico: percurso e razões circunstanciais de edição dos preceitos;

Elemento teleológico: finalidade que se pretendia alcançar com a criação do preceito


interpretado;

Resultados da interpretação: Embora a maior parte das vezes, o resultado se retire da


interpretação declarativa, na qual o sentido literal corresponde ao sentido lógico, às vezes é

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preciso admitir outras conclusões, a interpretação restritiva: O sentido deve ficar aquém daquilo
que diz a letra da constituição.

2.1.4. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS


Segundo Professor Jorge Miranda (2016), a teoria do Direito Constitucional tem
apresentado vários princípios específicos à interpretação das normas constitucionais:

• Princípio da unidade da Constituição: A interpretação dos preceitos constitucionais deve


considerar o seu método global, dela podendo retirar importantes contributos;

• Princípio da concordância prática: Importa harmonizar os princípios constitucionais


divergentes de acordo com uma solução que os maximize, trazendo-lhes o menos sacrifício
possível;

• Princípio da concorrência funcional: Do texto constitucional devem derivar resultados


interpretativos que respeitem o equilíbrio de poderes e de competências;

• Princípio da eficácia integradora: Na tarefa interpretativa, a solução a encontrar pelo


intérprete deve considerar objectivos de integração social e unidade política, não se desligando
da Ordem Constitucional;

• Princípio da máxima efectividade: Na procura do sentido das normas constitucionais, deve


procurar-se o resultado interpretativo que mais eficácia possa dar;

3. INTEGRAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS


Segundo Canotilho (2002), no caso específico do Direito Constitucional, as lacunas
consistem na ausência de uma solução que o Direito Constitucional deveria prover. Assim sendo,
não se pode verificar lacunas jurídico-constitucionais se certa questão não tiver norma, por não a
merecer do ponto de vista da regulação do Direito Constitucional. Nestes casos ou não é
juridicamente relevante, ou tem solução à luz de outro ramo do Direito.

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3.1. ELEMENTOS DA INTEGRAÇÃO DE LACUNAS
A integração de lacunas suscita várias dificuldades. Estas começam com a identificação
das situações lacunares, ou seja, das situações não previstas na lei. A lacuna jurídica compõe-se
por dois elementos:

1.1.1. Elemento objectivo: ausência de norma aplicável a uma dada situação, que não tem
solução normativa directa;
1.1.2. Elemento finalístico: incompleição que contraria o plano do ramo do Direito em causa,
pois se tivesse previsto essa situação, estipulando a orientação em falta, evitando assim
que isso pudesse suceder;

Para preencher uma lacuna, a Teoria Geral do Direito dá-nos como critério, também aplicável ao
Direito Constitucional, recorrer, em primeiro lugar, à analogia legis, e depois à analogia iuris.
Analogia legis, a proximidade é de natureza tipológica; Analogia iuris, a proximidade é imposta
pelos princípios gerais;

As lacunas constitucionais, ao expressarem a inexistência de normas constitucionais


aplicáveis denotam a deficiência da Ordem Constitucional.

Segundo Bonavides (2006), o Direito Constitucional detém a superioridade hierárquica


no mundo da Ordem Jurídica Estadual, uma vez determina que a lacuna constitucional não se
resuma apenas à ausência de solução normativa. É necessário que as normas constitucionais que
resultem da integração das lacunas, sejam dotadas da força hierárquica característica das normas
de Direito Constitucional.

Têm uma conexão com actividade que não deva ser juridicamente reguladas relaciona-se
com a distinção entre a lacuna constitucional e a situação extrajurídicos constitucional: enquanto
a lacuna constitucional implica a ausência de uma norma constitucional, a situação extrajurídica
constitucional, significa que a ausência da norma é desejável porque se está perante uma situação
que não tem de ser juridicamente regulada, sendo domínio da Política.

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4. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS
Não basta saber como as leis são produzidas, interpretadas, ou como as suas lacunas são
integradas. É preciso saber, também, o modo como elas se aplicam, começando na sua aplicação
temporal.

4.1. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS NO TEMPO


Esta relaciona-se com três problemas centrais, sendo os dois primeiros gerais e o último
específico do Direito Constitucional: início da vigência, cessão da vigência e sucessão.

Início da vigência;

A determinação concreta do início da vigência das normas constitucionais pode seguir


dois esquemas:

•Vigência determinada pela própria norma constitucional: no caso em que a fonte é a


própria Constituição, de modo que a sua entrada em vigor coincide com o início da vigência do
texto constitucional;

•Vigência supletivamente por outra fonte normativa: sempre que a fonte constitucional
nada afirme quanto ao início da sua vigência, submetendo-se a um prazo de vacatio legis. Ex:
Algumas leis de revisão constitucional que, não tendo data de início de vigência são aplicadas
segundo o prazo geral de vacatio legis.

Cessação da vigência;

A cessação da vigência de normas constitucionais corresponde à extinção dos efeitos de


uma certa norma constitucional. Esta pode ocorrer de duas formas diferentes:

• Revogação constitucional: Manifestação de uma nova vontade contrária à existente. Pode


consistir na, “revogação expressa”, quando a vontade é explícita na cessação de vigência de certa
fonte; “revogação tácita”, quando a vontade revogatória reside apenas na incompatibilidade do
novo regime com o anterior;

• Caducidade constitucional: quando o fim da vigência fica dever-se ao fim do prazo de


aplicação da norma ou à mudança das circunstâncias que a justificavam; Há ainda autores que
consideram o costume revogatório, mais concretamente, o desuso.

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Sucessão

Existe uma relação entre as normas constitucionais antigas e as novas. Esta é muito
importante uma vez que a alteração, parcial ou total, da Ordem Constitucional não pode ser feita
abruptamente. Sobretudo nas situações de mutação global, a passagem para a nova Ordem
Constitucional não se realiza instantaneamente, sendo até normal que exista alguma dificuldade
no processo de transição. A situação mais frequente é a eliminação da fonte antiga com o
aparecimento de uma nova fonte, que substitui a anterior. Deste modo, possibilita-se que
prevaleça a última vontade constituinte. A eliminação da Ordem Constitucional anterior é
inevitável dada a incompatibilidade com o desejo de criar uma nova Ordem.

4.1.2. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS NO ESPAÇO


Segundo Teixeira (1991), ao nível da aplicação das normas constitucionais, importa
determinar onde é que estas podem ser aplicadas. Na lógica estadual, a localização privilegiada
para a sua aplicação é o território do Estado, no qual vigora, em primeiro lugar, a Constituição, e
também as restantes fontes da Ordem Jurídica. É, portanto, o território do estado que delimita o
raio de acção do sue Ordenamento Jurídico. O princípio geral que rege esta matéria é o princípio
da territorialidade: é no território que se encontra a sede do poder e o amparo da comunidade
política.

Porém, este princípio não pode valer sempre. Tem duas excepções:

• A aplicação extraterritorial das fontes constitucionais, por referência a espaços que não
fazem parte do território nacional;

• A aplicação extraterritorial das normas constitucionais estrangeiras no território


nacional; Ex: aplicação do Direito Internacional Privado: são situações em que os tribunais
moçambicanos resolvem questões jurídicas segundo um Direito aplicável que não é o
moçambicano

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5. CONCLUSÃO
No findar do trabalho conclui-se o grau da efectivação da interpretação, integração e
aplicação das normas constitucionais, tem sido meramente gradativa e não eficaz, pese embora o
Estado tenha concedido de uma forma árdua e eficaz os instrumentos conducentes necessários, e
directivas para que a o problema seja acautelado, seio dos seus intérpretes, mas existem o
problema do direito aplicado, oque não se verifica apenas neste ramo de direito como dos demais
ramos.

Faz que com estas venham a verificar o baixo desempenho da sua eficácia e
consequentemente o seu desenvolvimento. Então sob ponto desta efectivação será necessário
olhar arduamente nas questões jurídicas e lógicas de momo a drenar os instrumentos meios
necessários a sua aplicabilidade, pese embora o direito constitucionais não seja tanto um direito
lacunar como se viu no próprio trabalho.

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6. BIBLIOGRAFIA
CANOTILHO, GOMES, Direito Constitucional e Teoria da Constituição, Coimbra, Almedina,
6.ª ed., 2002

MARCONI, Mariana de Andrade, LAKATOS, Eva Maria, Técnicas de Pesquisa: panejamento e


execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração e interpretação de dados,
2ª edição, Editora Atlas, São Paulo: 1998.

BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. São Paulo: Malheiros Ed., 2006.

TEIXEIRA, José Horácio Meirelles. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 1991.