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NORMA ABNT NBR

Segunda edição
19.01.2010

Valida a partir de
19.02.201 0

Tubos e conexões de PVC-U com junta soldável


para sistemas prediais de 5gua fria
Requisitos
Pipes and fittings of poly (vinyl chloride) PVC-U with soivent-welded joint
for predial installation of cold wafer - Requiremments

ASSO(.IAcAO Número de referência


RftAStLElM
DE NORMAS ABNT NBR 5648:2010
T~CNICAS 25 paginas

O ABNT 2010
ABNT NBR 5648:2010

O ABNT 2010
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ABNT NLBR 5648:2010

Pagina

Introdução ..................................................................................................................................................................iv
1 Escopo ............................................................................................................................................................ 1
2 Referências normativas ................................................................................................................................I
3 Termos e definições ...................................................................................................................................... 2
Reauisitos ......................................................................................................................................................4
Tubos .............................................................................................................................................................. 4
Material do tubo .............................................................................................................................................4
Aparência .......................................................................................................................................................6
Condições de utilização dos tubos ............................................................................................................. 6
Características geométricas dos tubos ...................................................................................................... 7
Características mecânicas e físicas dos tubos ..........................................................................................9
Desempenho das juntas ............................................................................................................................. I0
Conexões ......................................................................................................................................................11
Material da conexão ....................................................................................................................................11
Aparência ..................................................................................................................................................... 12
Características geométricas das conexões .............................................................................................. 13
Características mecânicas e físicas das conexões ................................................................................. 15
Ensaio de desempenho............................................................................................................................... 15
5 Inspeção de recebimento ...........................................................................................................................16
6 Marcação ...................................................................................................................................................... 18
6.1 Tubos ............................................................................................................................................................ 18
6.1 .I Marcação ......................................................................................................................................................18
6.2 Conexões ...................................................................................................................................................... 18
6.2.1 Marcação ...................................................................................................................................................... 18
Anexo A (normativo) Ensaio de verificação da resistência ao impacto.............................................................. 19
A.l Princípio ....................................................................................................................................................... 19
A.2 Aparelhagem ................................................................................................................................................ 19
A.3 Preparação dos corpos-de-prova .............................................................................................................. 22
A.4 Procedimento ............................................................................................................................................... 22
A.5 Expressão dos resultados .......................................................................................................................... 23
A.6 Procedimento de avaliação dos resultados do requisito de verificação da resist&ncia ao impacto
em ensaios realizados na inspeção de recebimento ............................................................................... 24
A.6.1 Amostragem ................................................................................................................................................. 24
A.6.2 Avaliação dos resultados de ensaio ..........................................................................................................24
A.9 Relatório do ensaio ..................................................................................................................................... 25

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A Associação Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT) e o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo e de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNTICB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNTIONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNTICEE), são elaboradas por Comissões de
Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores
e neutros (universidade, laboratório e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Biretivas ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos
elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada
respons5vel pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 5648 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Construção Civil (ABNTICB-02), pela Comissão de
Estudo de Sistemas t-lidráulicos Prediais - Tubos e Conexões de PVC (CE-02:111.17). O Projeto circulou em
Consulta Nacional conforme Edital nW8, de 03.08.2009 a 01.10.2009, com o número de Projeto ABNT NBR 5468.

Esta Norma e baseada na ISO 422-2:1996

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBW 5648:1999), a qual foi tecnicamente
revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês ti o seguinte:

This Standard specificrs the conditions for pipes {made with or wifhout integral sockets) and fitfings of PVC-U
with solvent-weldedjoinIs for piping systerns of cold water installations inside buiidings, with an operating pressure
of 750 kPa including rnaximum overpressure of 250 kPa.

This Standard applies to PVC-U pipes manufactured by the extrusion process wifh plain ends and sockets,
to PVÇ-U fittings manufactured by the injection-molding process wifh plain ends and/or sockets, and to PVC-U
fittings manufactured by the injecfion-molding process for the transition of a weldable to a screwable system, that
may or may not endow bronze or brass screw bushings.

This Standard establishes that pipes, fittings, andjoints must be empioyed in the conveyance of pressured water at
the temperature of 45 "C, for general usage and supply of drinking water. The operating pressure of the piping
rnust be reduced according to the conveyed wafer temperature, as specified in 4.1.3.

This Standard establishes that pipes must be manufactured by fhe extrusion process and fittings rnust be
manufactured by rnolding, by injection, with poly {vinyl chloride) PVG-U compound that ensures the obtainmenf
of a product that meets the requirements of this standard.

Os tubos e conexões de PVC para instalações hidráulicas prediais de água fria são utilizados no Brasil há mais de
50 anos com um historico de sucesso. Esta experiência embasa e comprova o dimensionamento dos tubos
e conexões de PVC e ensaios desta Norma.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NLBR 5648:2010

"Fubs e eonexgtes de PVC-III com junta soldável para sistemas prediais de


água fria - Requisitos

Esta Norma especifica as condições exigiveis para tubos (fabricados com ponta lisa ou ponta e bolsa lisa)
e conexões de PVC-U com juntas soldáveis, a serern empregados na execução de sistemas prediais de agua fria,
com pressão nominal de 750 kPa, incluindo a sobrepressão maxima de 250 KPa.

Esta Norma se aplica aos tubos de PVC-U fabricados por processo de extrusão com ponta e bolsa lisa,
as conexões de PVC-U fabricadas por processo de injeção com pontas elou bolsas lisas, e as conexões de PVC-
U fabricadas por processo de injeção para transição do sistema soldável para roscavel, podendo estas ser
dotadas ou não de buchas roscadas de bronze ou de latão.

Esta Norma estabelece que os tubos, conexões e juntas devem ser empregados na condução de água sob
pressão para temperatura ate 45 OC, para uso geral e para o suprimento de água potável. A pressão de serviço
da tubulação deve ser reduzida em função da temperatura da água conduzida, conforme 4.1.3.

Esta Norma estabelece que os tubos devem ser fabricados por processo de extrusão e as conexões devem ser
fabricadas por moldagem, por injeção, com composto de poli (cloreto de vinila) PVC-U que assegure a obtenção
de um produto que satisfaça as exigências desta Norma.

2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis a aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes
do referido documento (incluindo emendas).

Portaria n" 518 de 25 de março de 2004, Ministério da Saúde - Norma de Qualidade da Água para consumo
humano

ABNT NBR 5683, Tubos de PVC - Verificação da resistência a pressão hidrostática interna

ABNT NBR 5687, Tubos de PVC - Verificação da estabilidade dimensionai

ABNT NBR 6483, Conexões de PVC - Verificação do compo&mento ao achatamento

ABNT NBR 7231, Conexões de PVC - Verificação do comportamento ao caior

ABNT NBR 7371, Tubos de PVC - Verificação do desempenho da junta soidável

ABNT NBR 8133, Rosca para tubos onde a vedação ngo e feita pela rosca - Designação, dimensões e tolerâncias

ABNT NBR 8218, Conexões de PVC - Verificação da resistência a pressão hidrostática interna

ABNT NBR 8219, Tubos e conexões de PVC - Verificação do efeito sobre a agua

ABNT NBR 13610, Resinas de PVC - Determinação do valor K

ABNT NBR 14264, Conexões de PVC - Verificação dimensionai

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ABNT NBR 14265, Conexões de PVC - Verificação do desempenho da junta soldável

ABNT NBR NM 82, Tubos e conexão de PVC - Determinação da temperatura de amolecimento 'Vicat"

ABNT NBR NM 84, Tubos e conexões de PVC - BeterminaçZo do teor de cinzas

ABNT NBR NM 85, Tubos de PVC - Verificação dimensional

ABNT NBR NM-ISO 7-1, Rosca para tubos onde a vedação e feita pela rosca - Designação. dimensões e
tolerâncias - Padroniza

3 Termos e definições

Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
composto de PVC não plastificado (PVC-II)
composição de resina de PVC homopolimérica com os aditivos necessários ao adequado processamento
e desempenho do produto final. Os aditivos incorporados a composição de PVC consistem basicamente em
estabilizantes térmicos, cargas minerais, lubrificantes, pigmentos e eventuais auxiliares de processamento.
Composições de PVC não plastificado são isentas de plastificantes

3.2
diâmetro nominal (DN)
simples número que sewe como designação para projeto e para classificar, em dimensões, os elementos de
tubulação (tubos, conexões, dispositivos e acessórios) e que corresponde aproximadamente ao dismetro interno
dos tubos, em milímetros. O diâmetro nominal (DN) não deve ser objeto de medição, nem utilizado para fins de
C~ICUIO

3.3
diâmetro nominal de rosca (DNR)
simples numero que serve como designação da rosca (compatível com a ABNT NBR NM-1" 7-1) das peças
de transição do sistema da junta soldavel para roscavel

3.4
diâmetro externo (DE)
simples número que serve para classificar, em dimensões, os elementos de tubulação (tubos, conexões, dispositivos
e acessórios) e que corresponde aproximadamente ao diâmetro externo médio (d), dos tubos em milímetros

3.5
diâmetro externo médio (d),
relação entre o perímetro externo do tubo e o numero 3,1416, aproximada para o décimo de milímetro mais
próximo

3.6
espessura de parede (e)

valor da espessura de parede, medida ao longo da circunferência do tubo, arredondado para o décimo
de milímetro mais próximo

3.7
junta ssld6vel (JS)
junta constituída pela união da ponta de um tubo ou conexão com a bolsa de outro tubo, ou de uma conexão
e O adesivo para PVC

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3.8
pressão de senriço permissivel (W)
pressão hidrostática máxima que o sistema de tubulação pode suportar continuamente em serviço incluindo
a sobrepressão dinamica

NOTA Para sistemas de tubulações termoplasticas, o valor da pressão nominal é igual a pressão de serviço permissível sob
uma temperatura de até 25 "C, expressa em megapascal.

3.9
máxima pressão de servi" perrnissível (MPS)
máxima pressão hidrostatica que o sistema de tubulação pode suportar em serviço, considerando os eventuais
transientes hidráulicos

3.1 i3
pressão nominal (PN)
designaç-o alfanumérica relacionada as características mecanicas dos componentes do sistema de tubulações
e usada para fins de referência

3.1 1
peça de transição
peça destinada a ligação de tubulação com junta soldavel a registros, torneiras ou válvulas de descarga

3.1 2
tensão circunfereneial (o)
tensão tangencial, presente ao longo de toda a parede de um tubo, decorrente da aplicação de uma pressão
hidrostática interna, em megapascals

3.1 3
tensão circunferencial admissivel ( t i )
máxima tensão circunferencial que um tubo de PVC pode ser submetido continuamente, em condições ideais
+3
de serviço e na temperatura de 20 -= "C, com uma vida Útil projetada de 50 anos, e igual a 6,3 MPa

3.14
sistema JET 30
sistema de acoplamento mecsnico, cujo objetivo é eliminar as juntas roscaveis nas uniões entre tubulações
plásticas e peças metálicas. É composto por duas peças, sendo a primeira metálica com porcas e com
extremidades roscaveis externamente e lisas internamente. A segunda peça, adaptador, é plástica e com junta
elastica em uma das extremidades. Este adaptador é alojado no interior da extremidade interna através de uma
porca na porção roscável da extremidade da peça metalica, conforme Figura 1

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Figura 1 -- Sistema JET 30

3.1 5
sistema predial de água fria
conjunto de tubulações, equipamentos, resewatorios e dispositivos existentes a partir do ramal predial, destinado
ao abastecimento dos pontos de utilizaçáo de água da edifica~áo

3.1 6
falha
ocorrência de fissuras, trincas, furos OU quebras visíveis a olho nu. Eventuais depress-es no corpo-de-prova
na região do impacto não devem ser consideradas falhas

3.1 7
TIR
número total de falhas dividido pelo número de impactos, em porcentagem, para o lote que esta sendo ensaiado

4 Requisitos

4.41 Tubos

4.1 .1 Material d o tubo

4.1 .I
.I Resina de PVC

A resina de PVC utilizada na produção do composto de PVC apresenta valor K de no mínimo 65, quando
determinado de acordo com a ABNT NBR 13610.

4.1 .1.2 Composto de PVC

O composto de PVC-U de acordo com esta Norma deve estar aditivado com produtos necessários a sua
transforrnação e a utilizaçlo dos tubos.

O pigmento deve estar total e adequadamente disperso no composto a ser empregado na fabricação dos tubos.

O pigmento e o sistema de aditivação devem minimizar as alterações de cor e das propriedades dos tubos,
durante a sua exposiç" as intempéries, no manuseio e estocagem em obra.

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O emprego de material reprocessado e permitido, desde que gerado pelo próprio fabricante dos tubos. Material
reprocessado ou reciclado, obtido de fontes externas, não pode ser empregado na fabricação dos tubos.

O composto de PVC-U empregado na fabricação dos tubos deve ser de cor marrom, permitindo-se nuanças
devidas as diferenças naturais de cor das materias-primas.

O composto de PVC-U empregado na fabricação dos tubos deve preservar o padrão de potabilidade da água do
interior da tubulação sem transmitir sabor e odor, e não deve provocar tuwamento ou coloração da agua.

4.1.1."feito sobre a água

O composto, bem como as concentrações maximas dos seus aditivos, devem estar em conformidade com
a Portaria 518 do Ministério da Saúde, de maneira a não transmitir para a água potável qualquer elemento que
possa alterar suas características, tornando-a imprópria para consumo humano.

Os ensaios devem ser realizados de acordo com a ABNT NBW 8219 e atender aos limites da Portaria 518 do
Ministério da Saúde, conforme Tabela 1.

Tabela 1 -- Limites para os parâmetros de


efeito sobre a água (Portaria 518 do Ministério da Saúde)

Limite
Parãmetro
mglL
Chumbo (Pb) c 0,01
Cadrnio (Cd) 5 0!005

NOTA Estes limites aplicam-se a todas as extrações especificadas


pela ABNT NBR 8219.

Os parâmetros da Tabela 1 devem atender a legislação vigente.

Caso ocorra uma alteração de natureza química de um dos componentes do composto, deve ser realizado um
novo ensaio de efeito sobre a agua.

NOTA Este ensaio não tem como objetivo avaliar a potabilidade da água para consumo humano, que deve atender
a regulamentações especificas,

4.1.1.4 Temperatura de amolecimento ""VícaP'

O cornposto empregado na fabricação dos tubos de PVC-U deve ter ponto de amolecimento "VicaP" igual ou maior
a 80 "C.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR NM 82

4.1 . i .ti Teor de cintas

O composto empregado na fabricação dos tubos de PVC-U deve ter o teor de cinzas de no máximo 8 %.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR NM 84 - metodo A, na temperatura de (1 050 i 50) "C

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4.1 . I .6 Verificacão da presenca de chumbo

O composto empregado na fabricação dos tubos de PVC-U para água fria deve conter no máximo 0 , l %
de chumbo.

O ensaio deve ser realizado por espectrometria de fluorescencia de raios X.

4.1.1.7 Resistência à pressáo hidrostática interna de longa duraçáo

O composto empregado na fabricação dos tubos de PVC-lJ deve resistir, sem romper, a uma pressão hidrostatica
interna decorrente da aplicação de uma tensão circunferencial, na temperatura de (60 i 2) " C , conforme Tabela 2.

Tabela R ----- Resistência à pressáo hidrostática interna de longa duradáo

Temperatura de ensaio Tensáo circunferencial Duraçáo do ensaio


"C MPa h

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 5683.

Cada tubo deve ter cor uniforme e ser livre de corpos estranhos, bolhas, rachaduras ou outros defeitos visuais que
indiquem descontinuidade do material elou do processo de extrusão.

4.1.3 Condições de utilização dos tubos

A pressão de serviço (PS) a ser utilizada nos sistemas prediais de água fria deve levar ern consideração
a temperatura da água conduzida relacionada com a pressão nominal (PN), através do fator de correção (ft),
de acordo com o gráfico da Figura 2 e com a equação:

Fator de
correção [ft)

Temperatura 06

Figura 2 -- Gráfico do fator de correção (ft) da pressão de serviço (PS) em função da temperatura da água

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4.1.4 Características geométricas dos tubos

4.1.4.1 Dimensóes dos tubos

Os tubos devem ter o diâmetro externo médio (d), e a espessura minima de parede (emi,) conforme indicado na
Tabela 3.

Tabela 3 ----- Dimençles dos tubos de PVC-U

Diámetro nominal Diêmetro externo


médio parede
DN DE

NOTA As espessuras mínimas dos tubos DN15 a DN25 (DE20 a DE32) foram dimensionadas
levando-se em consideração as necessidades de transporte, manuseio e instalação. As espessuras
mínimas de parede dos demais diâmetros foram dimensionadas com a tensao circunferencial
admissivel de 6,s MPa.

8 ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR NM 85

4 . 1 . 4 . H o l s a e ponta dos tubos

Os tubos podem ser fabricados corn pontas lisas ou corn ponta e bolsa lisas para junta soldável.
As bolsas lisas dos tubos devem ter profundidade mínima (Pb) de encaixe, conforme indicado na Figura 3
e Tabela 4.

Figura 3 ----- Bolsa lisa dos tubos para junta soldável

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Tabela 4 -- Profundidade mínima da bolsa lisa dos tubos de PVG-U

Profundidade mínima
Diâmetro externo da bolsa lisa
DE
mm

4.1.4.3 Comprimento dos tubos

Os tubos devem ser fabricados com comprimento total de 6,O m ou 3,0 m, com tolerância de + 1,5%

NOTA Dependendo de acordo prévio entre fabricante e usuário: os tubos podem ser fornecidos com comprimentos
diferentes dos acima citados.

4.1.4.4 Unidade de compra

A unidade de compra dos tubos t5 o metro, e as quantidades a serem solicitadas devem resultar em números
inteiros de barras.

4.1.4.5 Transporte e manuseio

Durante o transporte e manuseio dos tubos, deve ser levada em consideraçáo a massa aproximada por metro,
conforme Tabela 5.

Tabela 5 --- Massa aproximada dos tubos de PVC-U

Digmetro externo
DE 1 Massa aproximada
koim

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4.1.5 Características mecânicas e físicas dos tubos

4.1.5.1 Estabilidade dimensional

0 s tubos, quando submetidos a temperatura de (140 i 4) " C em banho termoestabilizado ou estufa,


devem apresentar variação longitudinal menor ou igual a 5 %.

8 ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 5687

4.2.5.2 Resistência ao impacto

8 s corpos-de-prova dos tubos submetidos aos impactos estabelecidos na Tabela 6, na temperatura de (O i 1) "C,
devem apresentar TIR inferior ou igual a 10 %.

Após a realização do ensaio, se o resultado se enquadrar na região I da Tabela A.3, a amostra tem TIR inferior ou
igual a 10 %, sendo, portanto, aprovada.

Se o resultado do ensaio se enquadrar na região II da Tabela A.3, a amostra deve ser aprovada com restrição.
Numa verificação seguinte, para que a próxima amostra avaliada seja aprovada, o número de falhas deve
obrigatoriamente estar na faixa de valores da região I.

Se o resultado do ensaio se enquadrar na região lll da Tabela A.3, a amostra tem TIR maior que 10 %, sendo,
portanto, reprovada.

O ensaio deve ser realizado de acordo com o Anexo A.

Tabela 6 ----- Características do impacto

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4.13 . 3 Resistência à pressão hidrostática interna de cuea duração

Os tubos devem resistir, sem romper, as pressões hidrostaticas internas decorrentes das tensões circunferenciais
i 3
(o) aplicadas na temperatura de 20 * "C, conforme indicado na Tabela 7, empregando-se a equação:

onde:

P é a pressão de ensaio, expressa em megapascals (MPa);

o e a tensão circunferencial, expressa em megapascals (MPa);

d e , e o dismetro externo médio, expresso em milímetros (mm), conforme estabelecido na Tabela 3;

e, é a espessura mínima de parede, expressa em milímetros (mm), especificada na Tabela 3.

Tabela 7 -- Características dos ensaios de resistência à pressão hidrostática interna


de curta duração

Quando todos os corpos-de-prova forem aprovados no ensaio com duração de O,? h, não sera necessario realizar
o ensaio com duração de 1,0 h. Se pelo menos um corpo-de-prova for reprovado no ensaio de 0,1 h, deve ser
realizado o ensaio com duração de 1,O h, e neste caso, se todos os corpos-de-prova forem aprovados, a amostra
é considerada aprovada.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 5683

4.1."esernpenho das juntas

4.1.E.1 Desempenho da junta soldável

A montagem da junta soldável deve ser executada utilizando-se o adesivo indicado pelo fabricante dos tubos eiou
conexões, seguindo-se todas as suas recomendações para a execução da junta.

A junta soldável deve resistir, sem romper, às pressões hidrostáticas internas decorrentes das tensões
-3
circunferenciais aplicadas na temperatura de 20 "C, conforme indicadas na Tabela 8, empregando-se a
equação:

onde:

P é a pressão de ensaio, expressa em megapascals (MPa);

B é a tensão circunferencial, expressa em megapascals (MPa);

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de, e o diâmetro externo medio, expresso em milinietros (mm), especificado na Tabela 3;

e a espessura mínima de parede, expressa em milímetros, especificado na Tabela 3.

Tabela 8 -- Características dos ensaios de desempenho da junta soldável

Temperatura de ensaio Tensão circanferencial Daracãio do ensaio

Quando todos os corpos-de-prova forem aprovados no ensaio corn duração de 0-1 h, não será necessário realizar
o ensaio corn duração de 1,O h. Se pelo menos um corpo-de-prova for reprovado no ensaio de 0,1 h, deve ser
realizado o ensaio corn duração de 1,O h e neste caso, se todos os corpos-de-prova forem aprovados, a amostra
é considerada aprovada.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 7371

4.2.1 Material da conexão

4.2.1.1 Composto de PVC

O composto de PVC-U de acordo com esta Norma deve estar aditivado com produtos necessários a sua
transformação e a utilização das conexões.

O pigmento deve estar total e adequadamente disperso no composto a ser empregado na fabricação das
conexões.

O pigmento e o sistema de aditivação devem minimizar as alterações de cor e das propriedades das conexões,
durante a sua exposição as intemperies, no manuseio e estocagern ern obra.

O emprego de material reprocessado é permitido, desde que gerado pelo próprio fabricante das conexões.
Material reprocessado ou reciclado, obtido de fontes externas, não pode ser empregado na fabricação das
conexões.

O composto de PVC-U empregado na fabricação das conexões deve ser de cor marrom, permitindo-se nuanças
devidas as diferenças naturais de cor das matkrias-prirnas.

O composto de PVC-U empregado na fabricação das conexões com inserto metálico, para transição do sistema
soldavel para roscavel, deve ser de cor azul, permitindo-se nuanças devidas as diferenças naturais de cor das
materias-primas.

O composto de PVC-U empregado na fabricação das conexões deve preservar o padrão de potabilidade da água
do interior da tubulação sem transmitir sabor e odor, e não deve provocar turvamento ou coloraçáo da água.

4.2.1.2 Efeito sobre a água

O composto, bem como as concentrações máximas dos seus aditivos, devem estar em conformidade com
a Portaria 518 do Ministério da Saúde, de maneira a não transmitir para a água potável qualquer elemento
que possa alterar suas características, tornando-a imprópria para consumo humano.

Os ensaios devem ser realizados de acordo com a ABNT NBR 8219 e atender aos limites da Portaria 518 do
Ministério da Saúde, conforme Tabela 9.

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Tabela 9 -- Limites para os parâmetros de efeito sobre a água


(Portaria 518 do Ministério da Saúde)

Os parâmetros da Tabela 9 devem atender a legislação vigente

Caso ocorra uma alteraçâo de natureza química de um dos componentes do composto, deve ser realizado um
novo ensaio de efeito sobre a agua.

NOTA Este eiisaio não tem como objetivo avaliar a potabilidade da agua para consumo humano, que deve atender
a regulamentações específicas.

4.2.1.3 Temperatura de amolecimento ""Vicat'"

O composto empregado na fabricação das conexões de PVC-U deve ter ponto de amolecimento "Vicai" igual
ou maior a 74 "C.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a NBR NM 82

4.2.1.4 Resistência à pressão hidrostática de longa duração

O composto empregado na fabricação das conexões de PVC-U deve resistir durante I 000 h, a temperatura
de (60 & 2) "C, a tensão circunferencial de 5,6 MPa.

O ensaio deve ser executado, sem esforço axial, com uma luva de DE 50 com dimensões conforme valores
especificados na Tabela I I,usinando-se o seu batente interno.

4.2.2.1 As conexões devem ser fabricadas com composto de PVC-U de cor marrom, para serem soldadas
a tubos ou conexões de PVC-U, com adesivo recomendado pelo fabricante.

4.2.2.2 As conexões do tipo peça de transição sem inserto metálico devem ser fabricadas com composto
de PVC-U de cor marrom, com uma das bolsas ou ponta conforme a seguir:

a) com bolsas lisas para serem unidas a tubos ou conexões de PVC-U. Neste caso, devem ser soldadas com
adesivo recomendado pelo fabricante dos tubos elou conexões;

b) com ponta com rosca compatível com a ABNT NBR NM-ISO 7-1 eiou ABNT NBR 8133;

c) outras soluções podem ser adotadas, desde que atendam aos requisitos de desempenho descritos nesta
Norma como, por exemplo, o sistema JET 30 (Figura 4 e Tabela 10).

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Figura 4 ----- Adaptador soldável JET 30

Tabela 10 -- Dimensões d o adaptador soldável JET 30

B L d A
Diârnetro Diâmetro (distância centro (cornprirnento (diâmetro (espessura do
nominal externo do rebaixo inicio do adaptador externo flange do
BN DE da bolsa) soldável) do flange) adaptader)
mm mm mm mm

4.2.2.3 As conexões do tipo peça de transição, com inserto metálico, devem ser fabricadas com composto de
PVC-U de cor azul, com a bolsa de transição dotada de bucha de bronze ou de latão, com rosca compatível com
a ABNT NBR NM-ISB 7-1 e bolsas lisas para serem soldadas a tubos ou conex6es de PVC-U, com adesivo
recomendado pelo fabricante dos tubos elou conexões.

4.2.2.4 Cada conexão deve ter cor uniforme e ser livre de corpos estranhos, bolhas, trincas, fendas ou outros
defeitos visuais que indiquem descontinuidade do material elou do processo de fabricação.

4.2.3 Características geométricas das conexões

4.2.3.1 Dimensões das conexões

A conexões devem ser fabricadas com as dimensões: espessura mínima de parede da bolsa lisa (e,), espessura
minima de parede do corpo (e2) e profundidade mínima da bolsa lisa (Pb), conforme esquema indicado
na Figura 5 e Tabela 11.

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Figura 5 -- Dimensões das conexões de PVC-U

Tabela II - Dimensões das conexões de PVC-11

Dimensões em milímetros

Diarnetro externo
DE
Espessura mínima
de parede da bolsa
Espessura mínima
de parede do corpo
1 Profundidade mínima
da bolsa

O ensaio deve ser realizado de acordo corn a ABNT NBR 14264

4.2.3.2 Unidade de compra

As conexões devem ser compradas por unidade.

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4.2.4 Características mecânicas e físicas das conexões

4.2.4.1 Comportamento ao calor

As conexões, quando submetidas a temperatura de (150 k 2) "C, durante 15 min para e 5 3,O mm e 30 min para
e > 3,O mm, em estufa com circulação forçada de ar, não devem apresentar, após o resfriamento, bolhas
ou escamas, assim como fendas, rachaduras ou fissuras nas linhas de emenda ou outra região, com profundidade
superior a 50 % da espessura da parede; e danos superficiais nas vizinhanças do ponto de injeção com
profundidade superior a 50 % da espessura da parede.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 7231.

4.2.4.2 Achatamento

3
As conexões devem resistir a uma deflexão de 20 % do maior diâmetro externo na temperatura de 20 L "C
sem estilhaçar. Fissuras ou rasgos não devem ser considerados defeitos.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBW 6483.

4.2.4.3 Resistência 5 pressão hidrostática interna de curta duração

13
As conexões devem resistir, a temperatura de 20 2 "C, durante os tempos especificados, as pressões de ensaio
conforme Tabela 12.

Tabela 12 -- Características dos ensaios de resistência & pressão hidrostática interna de


curta d u r a ~ ã odas conexões de PVC-tl

Temperatura do
Pressão de ensaio Duradão d o ensaio
ensaio
M Pa h
OC

Quando todos os corpos-de-prova forem aprovados no ensaio com duração de 0,1 h, não será necessário realizar
o ensaio com duração de 1,O h. Se pelo menos um corpo-de-prova for reprovado no ensaio de O,1 h, deve ser
realizado o ensaio com duração de 1,O h, e neste caso, se todos os corpos-de-prova forem aprovados, a amostra
e considerada aprovada.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 8218.

4.2.5 Ensaio de desempenho

4.2.5.1 Desempenho da junta soldavel

A montagem da junta soldavel deve ser executada com o adesivo indicado pelo fabricante dos tubos elou
conexões, seguindo-se todas suas recomendações para a execução da junta.

O conjunto deve resistir, sem vazar, à temperatura de 2012 "C, durante os tempos especificados, às pressões de
ensaio conforme a Tabela 13.

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Tabela 13 --Características dos ensaios de desempenho da junta soldável

Temperatura do

Quando todos os corpos-de-prova forem aprovados no ensaio com duração de O,? h, não será necessário realizar
o ensaio corn duração de 1,O h. Se pelo menos um corpo-de-prova for reprovado no ensaio de 0,1 h, deve ser
realizado o ensaio com duração de 1,O h, e neste caso, se todos os corpos-de-prova forem aprovados, a amostra
é considerada aprovada.

O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT NBR 14265

5 Inspe-ão de recebimento

5.1 A inspeção de recebimento do produto acabado deve ser feita em fabrica; entretanto, por acordo prévio
entre comprador e fabricante, pode ser realizada em outro local.

5.2 O comprador deve ser avisado com antecedência mínima acordada corn o fabricante da data na qual
deve ter inicio a inspeção de recebimento.

5.3 Caso o comprador não compareça na data estipulada para acompanhar os ensaios de recebimento e não
apresente justificativa para esse fato, o fabricante deve proceder a realização dos ensaios previstos nesta Norma
e tomar as providencias para a entrega do produto com o correspondente laudo de inspeção emitido pelo controle
de qualidade da fábrica.

5.4 Nas inspeções realizadas em fábrica, o fabricante deve colocar a disposição do comprador
os equipamentos e pessoal especializado para a execução dos ensaios de recebimento.

5.5 Todo fornecimento deve ser dividido pelo fabricante em lotes de mesmo diametro externo (DE) e cujas
quantidades estejam de acordo com as Tabelas 14 e 15. De cada lote formado devem ser retiradas as amostras,
de forma representativa, sendo a escolha aleatória e não intencional.

5.6 A inspeção de recebimento de lotes com tamanho inferior a 26 unidades deve ser objeto de acordo prévio
entre fornecedor e comprador.

5.7 Os ensaios de recebimento devem ser feitos conforme estabelece esta Norma e limitam-se aos lotes de
produto acabado apresentados pelo fabricante.

5.8 Os tubos constituintes das amostras devem ser submetidos aos ensaios não destrutivos (visual, conforme
4.1.2 e 6.1 . I ; e dimensional, conforme 4.1.4.1 e 4.1.4.3) e destrutivos (estabilidade dimensional conforme 4.1.5.1;
resistência ao impacto, conforme 4.1.5.2; resistência a pressão hidrostatica interna de curta duração, conforme
4.1.5.3; e desempenho da junta soldável, conforme 4.1.6.1).

5.9 As conexões constituintes das amostras devem ser submetidas aos ensaios não destrutivos
(visual, conforme 4.2.2.4 e 6.2.1) e aos ensaios destrutivos (dimensional, conforme 4.2.3.1; comportamento
ao calor, conforme 4.2.4.1; achatamento, conforme 4.2.4.2; resistência a pressão hidrostática interna de curta
duração, conforme 4.2.4.3; e desempenho da junta soldável, conforme 4.2.5.1).

5.1 9 Para cada lote entregue, o relatório de inspeção deve conter no mínimo o seguinte:

a) identificação do produto;

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b) tamanho do lote inspecionado;

c) resultados dos ensaios de recebimento;

d) declaração de que o lote atende ou não as especificações desta Norma.

5.11 Para a amostragem, seguir o descrito em 5.1 1.I a 5.1 1.9.

5.11.1 De cada lote formado deve ser retirada a amostra, conforme Tabela 14 para os ensaios não destrutivos e
conforme Tabela 15 para os ensaios destrutivos.

Tabela 14 -- Plano de amostragem para ensaios não destrutivos

Tamanhe da
Tamanho do

5.11.2 8 lote de produtos aprovado nos ensaios não destrutivos deve ser submetido aos ensaios destrutivos
previstos em 5.8 e 5.9, conforme plano de amostragem estabelecido na Tabela 15.

Tabela 15 ----- Plano de amostragem para ensaios destrutivos

5.1 1.3 Quando for efetuada inspeção no recebimento dos lotes, a aceitaçgo ou rejeição deve ser conforme 5.1 1.4
a 5.1 1.9, aplicada para cada tipo de ensaio, exceto para o ensaio de resistência ao impacto que deve seguir A.6.

5.11.4 Se o número de unidades defeituosas (aquelas que contêm uma ou mais não-conformidades) na primeira
amostragem for igual ou menor do que o primeiro número de aceitação, o lote deve ser considerado aceito.

5.11.5 Se o número de unidades defeituosas na primeira amostragem for igual ou maior do que o primeiro
número de rejeição, o lote deve ser rejeitado.

5.11.6 Se o numero de unidades defeituosas encontrado na primeira amostragem for maior do que o primeiro
número de aceitação e menor que o primeiro número de rejeição, uma segunda amostragem de tamanho indicado
pelo plano de amostragem deve ser retirada.

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5.11.7 As quantidades de unidades defeituosas encontradas na primeira e na segunda amostragens devem ser
acumuladas.

5.11.8 Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou menor do que o segundo número de
aceitação, o lote deve ser aceito,

5.11.9 Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou maior do que o segundo número de
rejeição, o lote deve ser rejeitado.

6.1 . I Marcação

Os tubos devem trazer marcado, de forma indelével, no minimo o seguinte:

a) marca ou identificação do fabricante;

b) PVC-U;

c) diâmetro externo: DE;

d) os dizeres: AGUA FRIA;

e) cbdigo de rastreabilidade;

f) número desta Norma.

6.2 Conexões

6.2.1 Marcação

As conexões devem trazer marcado, de forma indelével, no minimo o seguinte:

a) marca ou identificação do fabricante;

b) diâmetro externo em peças sem redução;

c) dismetro externo nas bolsas das peças com redução;

d) diametro externo e o diâmetro nominal de rosca (referência) nas peças de transição;

e) número desta Norrna.

Conexões com espaço insuficiente para marcação completa conforme acima devem conter no minimo a
identificação do fabricante e o diâmetro externo.

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Ensaiar de verifica~ãoda resistência ao impacto

A.4 Princípio

Este Anexo especifica um método de verificação da resistência ao impacto de tubos de PVC, pela queda livre de
uma altura determinada de percussor metálico de massa e dimensões conhecidas.

A.2 Aparelhagem

A aparelhagem necessária a execução do ensaio e descrita em A.2.1 e A.2.2.

A.Z.1 Aparelho de impacto, conforme a Figura A.2, que tenha os seguintes elementos:

a) tubo-guia, de metal ou plástico, de pelo menos 2 m de comprimento, que permita centrar o percussor durante
a sua queda, com o mínimo de atrito;

b) percussor metálico, com ponta conforme Figura A.l e Tabela A . l ;

c) apoio de aço, em forma de V, com ângulo de 120" e comprimento mínimo de 230 mm;

d) sistema ou dispositivo de ajuste de altura do corpo-de-prova em relação ao tubo-guia;

e) sistema ou dispositivo de frenagem que impeça o percussor dar mais de um impacto por queda no corpo-de-
prova;

i) o equipamento deve ser apoiado sobre uma base de concreto ou outro material não absowedor de energia.

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ii) T ~ d25
B (para percussores de massa 0'5kg e 0.8 kg)

)IL Tipo d90 (para percussores de massa igual ou maior que i kg)

Figura A.1 --- Pontas dos percussores metálicos

Tabela A.1 -- Dimensões das pontas dos percussores metálicos


Dimensóes em milímetros

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Legenda:

A - Escala graduada

B - Apoio em V

C - Complemento de ajuste

D - Suporte em U

E - Grampos

F - Haste-guia

G - Peso do percussor

H - Corpo-de-prova

Figura A.2 --Aparelhagem para o ensaio de impacto

A.2.2 banho termoestabilizado na temperatura de ensaio, com capacidade de alojar os corpos-de-prova


totalmente subrnersos ou em ambiente clirnatizado na temperatura de ensaio.

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A.3 Preparacão dos corpos-de-prova

Os corpos-de-prova devem ser constituídos por segmentos de tubos com no mínimo 200 mm de comprimento,
com as extremidades cortadas em esquadro, extraídos de tubos selecionados aleatoriamente do lote
ou do processo de extrusão. O número de corpos-de-prova a serem ensaiados e apresentado na Tabela A.2.

Tabela A.2 --- Ntlrnero de corpos-de-prova

/ DE / Nlbmero de corpos-de-prova /

A.4 Procedimento

A.4.1 Traçar em cada corpo-de-prova linhas longitudinais, simetricamente espaçadas entre si, tantas quantos
forem os números de impactos especificados na Tabela 6.

A.4.2 Ajustar a altura do apoio de aço em forma de V em relação a extremidade inferior do tubo-guia, conforrne
o diâmetro externo do corpo-de-prova.

A.4.3 Calibrar a massa do percussor para o valor exigido em função do diâmetro externo do corpo-de-prova
conforme a Tabela 6.

A.4.4 Posicionar o percussor metálico no tubo-guia para a altura de queda conforme a Tabela 6.

A.4.5 Condicionar o corpo-de-prova durante pelo menos 15 min em banho termoestabilizado ou 60 min
em refrigerador, a temperatura de (O I 1) "C.

A.4.6 Colocar o corpo-de-prova no apoio em V e, antes de decorridos 10 s da sua retirada do banho


termoestabilizado, deixar o percussor cair sobre uma das linhas longitudinais.

A.4.7 Para os corpos-de-prova cujos diâmetros requeiram mais de um impacto, se não ocorrer quebra do corpo-
de-prova, girá-lo ate a nova marcação e repetir o impacto, exarninando o corpo-de-prova conforme A.4.9.

A.4.8 Se o número de impactos realizados ocorrer em um intervalo de tempo inferior ou igual ao especificado
no em A.4.6 após a retirada do corpo-de-prova do condicionamento, não há necessidade de um novo
condicionamento. Se o intervalo de tempo for maior do que o especificado, o corpo-de-prova deve ser
recondicionado no máximo 10 s após o último impacto, na temperatura de ensaio, por no mínimo 5 min antes de
um novo impacto.

A.4.9 Examinar o corpo-de-prova verificando a ocorrência ou não de fissuras, trincas, furos ou quebras.

A.4.10 Eventuais depressões no corpo-de-prova na regiáo do impacto não devem ser consideradas falhas,

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A.5 E x p r e s s b dos r e s ~ l f a d o s

A.5.1 O resultado do ensaio e obtido de acordo com o número de impactos realizados em todos os corpos-de-
prova e número de falhas verificadas conforme a Tabela A.3.

Tabela A.3 -- Expressaio de resultado do ensaio para T IR = 40 '/O

em função do número de impactos e de falhas

No cle impactos

NOTA Os valores expressos nas regiões I e III da Tabela A.3 foram


calculados conforme a seguir:

I1 Região 111 = np + 0,5 + u [ n p ( l - p ) ] 0 ' 5


l
Onde:
u é 1,282 (coeficiente unilateral da distribuição t-Student para 90 %
l
de confian~acom infinitos graus de liberdade);

/ n é número de impactos, 1

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Figura A.3 -
-- Expressão de resultado do ensaio para TlR 10 % (limite de confianca de 90 @io)
A.5.2 O número de impactos realizados, bem como o número de falhas verificadas no ensaio, devem ser valores
acumulados no ensaio de uma amostra.

A . 5 . H ensaio deve ser interrompido no momento em que o resultado se enquadrar na região 111. Para que o
ensaio cujo resultado se enquadre na região I possa ser interrompido, deve ter sido obtido um número rninimo de
25 impactos sem quebras. No caso de o resultado da amostra não se enquadrar nas regiões I ou III, o ensaio deve
ser continuado ate que todos os corpos-de-prova sejam ensaiados.

A.6 Procedimento de avaliaç5o dos resultados do requisito de verificaçh da resisthcia


ao impacto em ensaios realizados na inspeq5o de recebimento

No processo de inspeção de recebimento descrito na seção 5, o ensaio de verificação da resistência ao impacto


deve ser realizado conforme a metodologia deste Anexo, aplicando-se os procedimentos descritos em A.6.1
a A.6.2.

A.6.1 Amoçtragem

A.6.1.1 A amostragem adotada para o ensaio deve seguir o plano de amostragem dos ensaios destrutivos
especificado por esta Norma (Tabela 15) em função do tamanho do lote.

A.6.1.2 Quando o número de impactos for inferior a 25, o número de corpos-de-prova deve ser aumentado de
modo a atingir a quantidade mínima de impactos (ver A.5.3).

A.6.2 Avaliadão dos resultados de ensaio

A.6.2.1 Deve ser realizado o ensaio na Ia


amostragem, adotando-se o seguinte criterio:

a) se o resultado do ensaio (função do número de impactos realizados e do número de quebras) se enquadrar


na região I da Tabela A.3, o lote deve ser aprovado quanto ao ensaio de verificação da resistência ao
impacto;

b) se o resultado do ensaio se enquadrar na região II da Tabela A.3, o ensaio de verificação da resistência ao


impacto deve ser realizado na 2a amostragem;

c) se o resultado do ensaio se enquadrar na região IlI da Tabela A.3, o lote deve ser reprovado quanto ao ensaio
de verificação da resistencia ao impacto.

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A.6.22 Caso seja necessaria a avaliação da 2a amostragem, deve ser adotado o seguinte criterio:

a) se o resultado do ensaio (função do número de impactos realizados e do número de quebras) se enquadrar


na região I da Tabela A.3,o lote deve ser aprovado quanto ao ensaio de verificação da resistencia
ao impacto;

b) se o resultado do ensaio se enquadrar na região II da Tabela A.3, o lote deve ser reprovado quanto
ao ensaio de verificação da resistência ao impacto;

c) se o resultado do ensaio se enquadrar na região I11 da Tabela A.3,o lote deve ser reprovado quanto
ao ensaio de verificacgão da resistência ao impacto.

A.6.2.3 0 s resultados da primeira e segunda amostragens não devem ser acumulados.

A Figura A.4exemplifica o procedimento de avaliação dos resultados na Ia


e 2a amostragens.

Figura A.4 ----- Ensaio de verificaçlo da resistência ao impacto realizado na inspeçlo


de recebimento (procedimento de avaliação dos resultados na Ia e Za amostragens)

A.7 Relatório do ensaio


O relatório de ensaio deve conter as seguintes informações:

a) identificação completa da amostra;

b) massa do percussor e altura de queda;

c) quantidade de impactos por corpo-de-prova;

d) número total de corpos-de-prova que falharam;

e) número total de impactos;

f) resultado do ensaio (Região I, Região 11 ou Região /li da Tabela A.3 e Figura A.3);

g) data do ensaio;

h) referência ao

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