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Cometa Halley

O cometa Halley, também conhecido no meio astronômico como “1P/Halley”, é um cometa


extremamente brilhante, visível a olho nu e o mais famoso de todos os seus congêneres.
Este foi o primeiro cometa reconhecido como periódico, descoberta esta realizada pelo
astrônomo inglês Edmond Halley entre 1696 e 1705, o qual faleceu no ano de 1742 sem
poder ver suas teorias confirmadas (seu nome é homenagem ao seu descobridor).
O cometa Halley já teve cerca de trinta aparições registradas, comprovando cabalmente a
eficácia da lei da gravitação de Newton, a qual foi utilizada por Edmond para determinar a
periodicidade do cometa.

Principais Características
O cometa Halley possui um núcleo formado por gelo, poeira e fragmentos rochosos, o qual
mede aproximadamente 15 km de comprimento, 8 km de largura e 8 km de altura, onde
existem crateras de até 1 km de diâmetro.

Por outro lado, o núcleo do cometa Halley possui uma densidade baixa (0.1 gm/cm 3), o que nos
leva a crer que seja poroso. Por fim, vale citar que a idade estimada deste núcleo é de
aproximadamente 4,6 bilhões de anos, a idade do Sistema Solar.

A velocidade do Halley não é constante, variando entre 70,6 km/s a 63,3 km/s, devido à
atração exercida pelas forças gravitacionais de Júpiter e de Saturno, as quais podem
desacelerar o cometa.

Não obstante, sua órbita é elíptica e retrógrada (gira no sentido contrário ao dos planetas) e
está inclinada 18 graus em relação a sua elipse.

Por sua vez, esta órbita se dá em torno do Sol e leva de 74 e 79 anos para se completar, o que
é considerado uma periodicidade relativamente curta.

Assim, quando o cometa se aproxima do Sol, sua temperatura pode chegar a 77°C, momento
em que está mais brilhante e sua cauda é maior. Este período é conhecido como "periélio" e
significa que o astro esta mais próximo do Sol (o ponto mais distante do Sol é chamado
"afélio").

O cometa Halley possui uma idade avançada, pois foi apanhado pelo campo gravitacional de
Júpiter, cerca de 200 mil anos atrás, quando possuía aproximadamente 19 km de diâmetro.

Com isso, cada vez que este cometa completa o ciclo orbital, ele perde até 0,1% da sua massa
total, ou seja, 100 mil milhões de kg de sua composição. Portanto, estima-se que em até 300
mil anos ele tenha desaparecido.

Apesar de ser muito brilhante, apenas 4% da luminosidade recebida pelo Halley é refletida.
Isso porque ele é um dos objetos mais sombrios no espaço (sua cor é preta e mais escura que
o carvão).

Ora, o seu brilho intenso e de cor branca se devem a cauda do cometa, a qual pode atingir
alguns milhões de quilômetros de comprimento e se divide em duas: uma compostas por gases
ionizados, como o cianogénio (mortalmente venenoso), e outra formada por poeira.

Esta última, pode provocar duas chuvas de meteoros durante a passagem do cometa pela
Terra: EtaAquárida (Abril a Maio) e Oriónidas (Outubro).

Para saber mais:


 Sistema Solar
 Planetas
 Cometas
Principais Aparições do Cometa Halley
O primeiro registro oficial deste cometa foi em 240 a.C. Por conseguinte, no século I d.C.,
astrônomos judeus já registravam no Talmude a aparição de uma estrela a cada setenta anos.
No ano de 837, o cometa Halley fez sua maior aproximação com a Terra, ou seja 4,8 milhões
de quilômetros.

Em 1066, ele passou durante a conquista normanda da Inglaterra por Guilherme II da


Normandia. Na sua passagem do ano de 1531, ele foi avisado por Petrus Apianus e, em 1607,
por Johannes Kepler.

Foram justamente estes dois últimos avistamentos que possibilitaram a Edmond Halley concluir
que o cometa a evoluir pelos céus em 1682 era o mesmo que os anteriores.

Por sua vez, em 1910, o cometa Halley foi fotografado pela primeira vez e ganhou fama
mundial. Contudo, a maior revolução sobre este tema ocorreu em 1986, quando foi possível
enviar espaçonaves para observá-lo.

Estas sondas foram: Planet A e Sakigake do Japão, Giotto da Agência Espacial Europeia (esta
chegou à 500 km do núcleo do cometa), ISEE-3/ICE da NASA e VEGA 1 e VEGA 2 da URSS.

Por fim, vale lembrar que a próxima passagem do cometa Halley esta estimada para 28 de
julho de 2061 e poderá ser vista em todo o planeta, apesar da poluição dificultar muito seu
aparecimento aos olhos nus.

O que São Planetas?

Os Planetas são corpos celestes sem luz e calor próprios, sólidos, arredondados e com
gravidade própria, os quais giram em torno de uma estrela maior (órbita livre), que no caso do
planeta Terra é o Sol.
Assim, no espaço em que o frio chega a 270 °C abaixo de zero, giram inúmeras esferas
iluminadas por seus respectivos sóis.

A cosmologia calcula que os planetas do Sistema Solar tenham se formado há


aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Entre outras teorias, os cientistas acham que tudo
começou com uma explosão de gases e poeira cósmica, que teria formado uma nuvem e
dessa nuvem teria surgido pequenos corpos sólidos, dos quais deram origem à formação
de galáxias, que são aglomerados gigantescos de estrelas, planetas, satélites, asteroides etc.
Como todos os demais corpos, os planetas e as estrelas atraem outros corpos para junto de si.
O Sol, ao seguir sua órbita no espaço, atrai planetas que giram ao seu redor, enquanto os
planetas atraem os seus respectivos satélites.
A velocidade com que os satélites giram em torno de seu planeta e os planetas ao redor do
Sol, lhe confere uma força centrífuga, que os impulsiona para fora de sua órbita, essa força
neutraliza a da gravidade que os atrai em direção ao Sol.

Como duas forças contrárias se anulam, os planetas e os satélites se mantêm numa órbita
constante.

Planetas do Sistema Solar


O nosso sistema solar é composto por oito planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter,
Saturno, Urano e Netuno) e o Sol uma das inúmeras estrelas da Via Láctea.
Representação do Sistema Solar
Mercúrio
É o menor planeta do Sistema Solar, o mais rápido e mais próximo ao Sol. Em função dessa
proximidade, apresenta médias de temperatura de 125°C, podendo chegar a 425°C. Completa
uma volta ao redor do Sol em 87,969 dias, mantendo sempre a mesma face voltada para ele,
formada por um deserto de rochas incandescentes. Sua face oculta é escura e gelada, com
baixas temperaturas. A atmosfera é bastante rarefeita.

Vênus
É o segundo planeta mais próximo do Sol. Seu tamanho assemelha-se a Terra, com 12.104
quilômetros de diâmetro. Apesar de mais distante que Mercúrio, apresenta temperaturas de
461°C. Está circundado por permanentes nuvens de dióxido de carbono, gás que retém boa
parte do calor solar. Para girar sobre si gasta 243 dias e seu movimento de translação, com
velocidade de 35 km por segundo, é de 225 dias, aproximadamente. O planeta é conhecido por
estrela D’alva e visível da superfície da Terra.

Terra
É uma esfera rochosa, com 12.757 km de diâmetro, está distante 149 milhões de quilômetros
do Sol. A rotação em torno do seu eixo leva 23 horas, 56 minutos e 4,095 segundos.
Arredondando temos o dia de 24 horas. O movimento de translação ao redor do Sol se
completa após 365 dias e um quarto. Com isso cada quatro anos é bissexto, tem 366 dias. A
lua é o satélite natural da Terra.

Marte
É o planeta melhor visível da Terra, da qual está a uma distancia de 62 milhões de quilômetros.
Precisa de 687 dias para realizar o movimento de translação, a uma distancia de 218 milhões
de quilômetros do Sol. Seu dia tem duração semelhante ao da Terra, 24 horas e 37 minutos.
Sua atmosfera é rarefeita e a temperatura varia em torno de zero graus. Marte, seis vezes
menor que a Terra, apresenta duas pequenas luas: Fobos e Deimos.

Júpiter
O maior planeta do Sistema Solar, com um diâmetro de 142.700 quilômetros, representa 1.300
vezes o tamanho da Terra. Encontra-se a 779 milhões de quilômetros do Sol. Seu ano tem a
duração de quase 12 anos terrestres. Com a rapidez que gira em torno de si mesmo completa
uma rotação em 9 horas e 55 minutos. É formado por um núcleo rochoso, recoberto por uma
camada de milhares de quilômetros de gelo. A atmosfera é composta de amônia e metano, o
que o torna bastante semelhante a uma bola de gás. A temperatura é de 130°C abaixo de zero.
Júpiter possui 67 satélites confirmados até os dias atuais, sendo o planeta com maior número
do sistema solar.

Saturno
Saturno leva aproximadamente 29 anos para completar o movimento de translação. Gira sobre
si mesmo em 10 horas e 14 minutos. Com 120.000 quilômetros de diâmetro, é o segundo
maior planeta do Sistema Solar. Possui três anéis, formados por milhares de partículas de
rocha e poeira. Possui 62 luas, das quais apenas uma, Titã, é maior que a da Terra. É o mais
leve dos planetas. Sua temperatura é de 140°C abaixo de zero.

Urano
Com 53.000 quilômetros de diâmetro, Urano é o terceiro maior planeta do Sistema Solar. A
temperatura da superfície do planeta gira em torno de 185°C abaixo de zero. É envolto por uma
nuvem composta de gases. Tem 27 satélites conhecidos, dos quais se destacam: Titania,
Oberon, Ariel, Umbrie e Miranda.

Netuno
É o quarto planeta em tamanho, com 14.000 quilômetros de diâmetro. Seu ano equivale a 165
anos terrestres. Realiza uma rotação a cada 15 horas e 45 minutos. O frio em sua superfície é
intenso, em torno de 200° abaixo de zero. Possui 14 satélites naturais, dos quais se destacam
Tritão e Nereida.

Tipos de Planetas
Os planetas estão divididos em dois tipos principais:
 Planetas Terrestres: Também chamados de "Planetas Telúricos" ou "Planetas Sólidos",
os Planetas Terrestres estão mais próximos do Sol sendo de maior densidade, menores,
rochosos e interiores; entre eles estão Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
 Planetas Gasosos: Também chamados de "Planetas Jovianos", os planetas gasosos
afastados são majoritariamente compostos de gases, sendo os maiores e de menor
densidade, por exemplo, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

 Cometas

 Cometas são corpos celestes de massa pequena e órbitas irregulares. São


praticamente bolas de neve, rocha e poeira congeladas.
 Entre os cometas mais conhecidos está Halley. Sua irregularidade orbital os traz para
muito próximo ao Sol e os jogam para além da órbita do planeta-anão Plutão.
 O maior cometa identificado pelos cientistas, KuiperBelt tem cerca de 100 quilômetros
de diâmetro, o que equivale um vigésimo do tamanho de Plutão. Não têm luas, anéis
ou satélites. Até 2010, os astrônomos haviam observado ao menos 4 mil cometas no
nosso Sistema Solar.
 A estrutura do cometa é composta pelo núcleo e por um material de nome inusitado –
coma ou cabeleira – que cresce em tamanho e brilho à medida em que se aproxima do
Sol.
 Em geral, o núcleo é pequeno, com cerca de 10 quilômetros de diâmetro e fica visível
no meio do coma. O núcleo do cometa, que é sua porção sólida, está envolto em uma
nuvem de gás e poeira chamado de coma.
 Somente quando se aproxima do Sol, o cometa dá origem ao coma a partir da reação
do núcleo, que tem baixa atração gravitacional.
 Por sua pequena massa nuclear, o cometa movimenta-se rapidamente. A cabeleira ou
coma do cometa aparece sob a forma de nebulosidade no núcleo e é composta por
uma base de hidrogênio e oxigênio.
 Saiba mais: Cometa Halley.

 Formação da Cauda
 Os cometas só têm cauda quando se aproximam do Sol. Isto acontece porque quando
chegam perto ao Sol, o gelo que compõe o núcleo começa aquecer e vaporizar,
liberando gases e partículas de poeira em uma nuvem na atmosfera. É a esta reação
que os cientistas deram o nome de coma.
 Quanto mais próximo ao Sol, mais partículas de poeira e gases são liberadas e levadas
para longe da estrela em decorrência da pressão e da radiação solar.
 É assim que se forma a cauda que, se for brilhante o suficiente, pode ser vista da Terra
e estende-se a milhões de quilômetros também devido aos ventos solares. A cauda
desaparece quando o cometa distancia-se do Sol.

 Idade
 Os cometas guardam a história do Universo e se formaram há cerca de 4,5 bilhões de
anos. No nosso Sistema Solar, uma nuvem de gelo aproximava-se do Sol em contínuo
aquecimento.
 A pressão solar fez com que a nuvem girasse de maneira rotativa e, já distante do Sol,
o material gelado aglomerou-se, formando cometas.
 Esses corpos celestes orbitam o Sol a pelo menos cada 200 anos, em média. A
maioria está situado no Cinturão de Kuipe, que fica além da órbita de Netuno.
 Um dia em um cometa dura em torno de dois a sete dias terrestres. O cometa Halley
demora 76 anos terrestres para completar uma órbita em torno do Sol.

A última passagem do Halley pela Terra ocorreu em1986

Meteoritos

Meteoritos são pedaços de rocha e metal de asteroides e outros corpos planetários que
sobrevivem a sua jornada através da atmosfera e caem no solo terrestre. As observações da
Agência Espacial Americana, a Nasa, apontam que a maior parte dos meteoritos que caem na
superfície terrestre têm o tamanho de um punho.

Meteoritos são fragmentos de corpos celestes


que caem no solo terrestre
Podem variar de tamanho, desde de minúsculos a imensas massas. A vida na Terra primitiva
foi diretamente impactada pela queda de um imenso meteorito, a 65 milhões de anos, na
Península de Yucatán e causou a extinção de 75% de todos os animais do planeta, incluindo
os dinossauros.

Entre as crateras resultantes da queda de meteorito mais conhecidas está a Barringer Crater,
que fica no estado norte-americano do no Arizona. A cratera tem cerca de 1 quilômetro de
profundidade e foi formada pelo impacto de um pedaço de ferro-níquel metal com cerca de 50
metros de diâmetro. Tem pelo menos 50 mil anos de idade e tem sido usada pelos cientistas
para avaliar o impacto da queda de meteoritos na Terra.

Características
Os meteoritos são semelhantes a rochas da Terra, mas o interior é, contudo, queimado. A
crosta de fusão de rocha dos meteoritos é formada à medida em que passa através da
atmosfera. Existem três tipos principais de meteoritos, os de “ferro”, de “rochosos” e os “ferro-
rochosos”.

A maioria é composta por ferro. Dos meteoritos que caem sobre a superfície terrestre, 99,9%
originam-se de asteroides. Os demais são divididos entre meteoritos de Marte e da Lua e são
formados por rochas de magma.

Tipos de Meteoritos
Entre os tipos de meteoritos rochosos, os mais comuns são os Chondrites, que correspondem
a 85,7% das quedas. Nesse tipo há, ainda, os Carbonatos, Enstatites

Achondrites, grupo HED, grupo SNC, Aubrites e Ureilites. Os meteoritos ferro rochosos são
divididos entre Pallasites e Mesosiderites. E os meteoritos ferrosos não têm subtipos.

Agora que você já sabe o que são meteoritos, leia também Meteoros e não deixe de conhecer
outros Corpos Celestes.

Ptolomeu
Cláudio Ptolomeu (em grego, Klaudios Ptolemaios), também conhecido como Ptolomeu de
Alexandria, foi um importante cientista grego, nascido no Egito e com cidadania romana que
viveu entre os séculos I e II d.C., contribuindo significativamente em áreas do conhecimento
como a matemática (álgebra, trigonometria, geometria), geografia, cartografia, astrologia,
astronomia, óptica e teoria musical.

Biografia
Devido à carência de fontes históricas, é difícil precisar com exatidão os fatos que envolvem a
vida de Ptolomeu. Contudo, acredita-se que este pensador tenha nascido em Ptolemaida
Hérmia, na região do Alto Egito, em meados de 70 d.C. e falecido em Canopo, Egito, por volta
de 168 d.C., quando governaram os imperadores romanos Adriano e Antonino Pio. Ademais,
sabe-se que Ptolomeu foi um dos grandes sábios de Alexandria a partir do ano de 120 d.C..
VEJA TAMBÉM: Biblioteca de Alexandria

Pensamento e Principais Obras


De partida, vale ressaltar o esforço de Ptolomeu em sintetizar o trabalho científico de seus
antecessores, sobretudo nas áreas de matemática, astronomia e geografia. Ora, no que tange
seus trabalhos matemáticos, podemos considerá-lo um geômetra; contudo, foram suas teorias
acerca da trigonometria esférica, do movimento solar e lunar, das conjunções de planetárias,
bem como a catalogação dos corpos celestes, que o tornaram célebre.

Por sua vez, vale citar um de seus postulados mais importantes, conhecido como “Teorema de
Ptolomeu”, segundo o qual um quadrilátero inscrito numa circunferência tem como produto das
diagonais igual à soma dos produtos dos lados opostos.
Por outro lado, vale ressaltar que Ptolomeu foi capaz de distinguir e organizar os saberes
astronomia e da astrologia, separando ciência de misticismo. Para tanto, criou sua obra prima,
"O Almagesto" (O Grande Tratado), onde sintetizou os conhecimentos de Aristóteles, Hiparco
e Posidônio, dentre outros, com o intuito de criar um modelo capaz de prever a posição dos
planetas, o qual logrou sucesso até o século XVI, quando sua teoria do geocentrismo é
refutada pelo modelo heliocêntrico de Copérnico.

A despeito disso e com base na cosmologia aristotélica geocêntrica, o pensador foi capaz de
formular um modelo geométrico para o sistema solar no qual a Terra estaria no centro e os
outros corpos celestes gravitariam a sua volta, numa combinação de círculos chamados
“Epiciclos”.

Por fim, vale citar que "O Almagesto" foi traduzido para o árabe em 827 d.C e para o latim no
século XII. Não obstante, sobre astrologia, o autor apresenta-nos o "Tetrabiblos", onde
defende que todos os aspectos da vida de um sujeito são determinados pelos planetas.
Em “Geographia” (Geographike Hyphegesis) Ptolomeu sistematiza todo conhecimento
geográfico da cultura greco-romano para descrever e medir, com relativo sucesso, o planeta
Terra. Assim, ele estabelece coordenadas de latitude e longitude para as cidades e regiões
mais importantes do mundo conhecido e desenvolve a “projeção cônica equidistante meridiana”
enquanto técnica de projeção de mapas capaz de representar superfícies curvas em um mapa
plano. Estes estudos foram utilizados pela Igreja Católica durante todo o período medieval para
justificar a teoria geocêntrica por ela defendida.
Por fim, Ptolomeu também produziu um "Tratado sobre Óptica" onde analisa questões como
reflexão, refracção e cor. Escreveu ainda um tratado sobre teoria do som, a obra “Harmônica”,
onde apresenta uma teoria matemática da música.

Satélites Sputnik
Juliana Bezerra

Professora de História

Sputnik (companheiro de viagem ou satélite, em russo) foi o nome usado para designar as
aeronaves do programa espacial soviético.
O lançamento do Sputnik 1, em 4 de outubro de 1957, causou pânico nos americanos, que se
viram superados pelos soviéticos na corrida espacial.

Além disso, provou que a União Soviética era capaz de lançar mísseis intercontinentais.

A Corrida Espacial e o o Sputnik


O mundo vivia a Guerra Fria, período no qual Estados Unidos e União Soviética disputavam a
supremacia econômica e política em todo planeta.

Isto significava que ambos os países procuravam se superar em todos os campos. Desde
armamentos, influência econômica e, claro, tecnologia.

Desta maneira, buscaram investir na conquista do espaço, algo que já havia sido tentado pelos
nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Os soviéticos saíram na frente lançando os primeiros satélites artificiais, que receberam o


nome de "Sputnik". Veja abaixo as características de cada um deles.
Sputnik 1

Aspecto do satélite Sputnik 1

O satélite Sputnik 1 tinha o tamanho equivalente a uma bola de basquete e pesava 83,6 quilos.
Nos 21 dias em que funcionou, enviava um sinal sonoro à Terra por meio de dois
transmissores de rádio.

Foi lançado dia 4 de outubro de 1957 e cinquenta e sete dias depois foi destruído enquanto
entrava na atmosfera terrestre.

O projeto surpreendeu não só a comunidade científica, mas deu início à corrida espacial entre
soviéticos e estadunidenses. O satélite foi colocado em órbita com a ajuda do míssil R7, que
era capaz de percorrer grandes distâncias e, supostamente, atingir os Estados Unidos.

O lançamento do Sputnik obrigou os Estados Unidos a criar a NASA (Agência Espacial Norte-
americana) e investir pesado na exploração aeroespacial.
VEJA TAMBÉM: Corrida Espacial
Sputnik 2

A cachorra Laika a bordo do Sputinik 2

Em 3 de novembro de 1957, um mês após a missão do Sputnik 1, os soviéticos mandaram o


primeiro ser vivo ao espaço: a cadela Laika.

O animal, de três anos de idade, foi escolhido entre outros três cães de rua e submetida a
testes para suportar a viagem espacial.

O Sputnik 2 tinha forma de cone, 4 metros de altura e pesava 113 quilos. Por sua parte, Laika
usou o primeiro traje projetado para o espaço e foi desenvolvido um alimento especial para ela,
que consistia numa solução gelatinosa.

Igualmente havia sensores para monitorar os batimentos cardíacos, a pressão arterial e uma
câmara de televisão.

Em Terra, o futuro de Laika foi debatido e a conclusão era de que o animal teria que morrer no
espaço. No entanto, as autoridades garantiam que ela ainda viveria por uma semana e teria
uma morte indolor.

O verdadeiro destino de Laika, porém, só foi revelado em 2002, pelo cientista Dimitri
Malashenkov, num congresso espacial promovido na cidade de Houston, no Texas. O cientista
russo revelou que o animal morreu de cinco a sete horas depois do lançamento devido ao
superaquecimento da aeronave.

O Sputnik 2 deu 2570 voltas à Terra e ficou 162 dias em órbita. Queimou-se ao tocar na
atmosfera terrestre em 14 de Abril de 1958.

Já a cachorra Laika é considerada uma heroína para os russos e em 2008, uma estátua foi
erguida em Moscou em sua homenagem.
VEJA TAMBÉM: Satélites Artificiais
Sputnik 3

O Sputnik 3 era mais potente que seus antecessores e ficou dois anos em órbita

O satélite Sputnik 3 foi lançado em 15 de maio de 1959 e sua missão durou dois anos. Esta
máquina era mais pesada e maior que as anteriores: pesava um pouco mais de uma tonelada
e tinha 3,57 metros de altura.

No seu interior carregava um laboratório. Através de vários instrumentos, os cientistas puderam


estudar o campo magnético da Terra, a pressão cósmica, micro meteoros e a composição da
atmosfera.

Este tempo foi suficiente para a realização dos estudos que culminariam no envio, pelos
soviéticos, do primeiro homem ao espaço em 1961.
Sputnik 4

O lançamento do Sputnik 4 ocorreu em 15 de maio de 1960. Desta vez, o satélite já


demonstrava a evolução da corrida espacial e uma cabine foi projetada para transportar um ser
humano.

Um manequim foi enviado ao espaço, mas a aeronave apresentou falhas para reentrar na
atmosfera terrestre.
Sputnik 5

As cachorras Belka e Strelka a bordo do Sputnik 5

O último satélite Sputnik, o 5, foi lançado ao espaço no dia 19 de agosto de 1960. Era um dos
testes mais decisivos para a sobrevivência de um ser vivo no espaço.

O Sputnik 5 carregava dois cães, Belka e Strelka, além de 40 camundongos, ratos e plantas.
Todos os animais retornaram com vida à Terra e se tornaram os primeiros seres a voltar vivos
do espaço.

Esses experimentos foram essenciais para mandar Yuri Gagarin à órbita terrestre, o primeiro
ser humano a fazê-lo, em 12 de abril de 1961.
VEJA TAMBÉM: Viagem do homem à Lua

A Guerra Fria e o Sputnik


O lançamento dos primeiros satélites artificiais, Sputinik 1, 2 e 3, deixaram os americanos
extremamente preocupados com a possibilidade de serem espionados pelos soviéticos desde
o espaço. Por isso, o presidente Einsenhower decidiu reformular o programa espacial
americano criando a NASA, em 1958.

No entanto, a gota d’água foram os soviéticos terem conseguido por em órbita o primeiro
homem no espaço em 1961. Isto motivou o presidente John Kennedy a pronunciar um discurso
no Congresso pedindo mais verbas para a pesquisa aeroespacial e a promessa que os
americanos pousariam na Lua antes do final da década de 60.

Os soviéticos ainda mandariam a primeira mulher ao espaço e enviariam sondas para Vênus e
Marte. Os americanos concentraram-se em mandar homens para a Lua, algo que seria
alcançado com o foguete Apollo 11, em 20 de junho de 1969.
VEJA TAMBÉM: Guerra Fria

Aniversário da missão
O lançamento do Sputnik 1 completou 60 anos em 2017. Para lembrar desse feito a agência
espacial europeia produziu um vídeo que você pode conferir abaixo.
Neil Armstrong
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

Neil Armstrong (1930-2012) foi o primeiro homem a pisar na lua em 20 de julho de 1969.
Armstrong foi um astronauta, piloto naval e engenheiro aeronáutico estadunidense e, para
muitos, ele é considerado um dos maiores heróis americanos.

Biografia de Neil Armstrong

Neil Armstrong

Neil Alden Armstrong nasceu em Wapakoneta, Ohio, no dia 5 de agosto de 1930. Desde
pequeno demostrou seu interesse por aeronaves, indo trabalhar ainda jovem num aeroporto.

Com apenas 19 anos entrou para a Marinha americana onde prestou serviços durante 3 anos.
Entre 1949 e 1952, Neil foi piloto de caça da Marinha atuando na Guerra da Coreia(1950-
1953).

Cursou Engenharia Aeronáutica e fez um mestrado em engenharia espacial. Começou a


trabalhar como piloto de provas e, em 1962, foi chamado pela NASA para exercer o posto de
astronauta.

Em 1966, participou da missão Gemini 8, a sexta viagem tripulada dos americanos e a primeira
a realizar uma acoplagem no espaço. Como esta não saiu como o esperado, os dois
tripulantes, Armstrong e David Scott, tiveram que fazer um pouso de emergência.
Sem dúvida, o sangue-frio demonstrado pelo piloto-comandante Neil Armstrong o fizeram ser o
candidato ideal para a missão Apollo 11.

Em plena Corrida Espacial, Armstrong reunia as qualidades desejadas para uma missão como
aquela, pois era tranquilo e extremamente concentrado no seu trabalho.

Por isso, foi escolhido para ser o chefe da missão e o primeiro que desceria em solo lunar, em
1969, liderando a tripulação da Apollo 11.
VEJA TAMBÉM: Corrida Espacial

Viagem à Lua

Equipe da missão Apolo 11: Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin Jr.

Armstrong assumiu o posto de comandante da missão Apollo 11 e pisou na Lua em 20 de julho


de 1969, acompanhados pelos astronautas Edwin Aldrin Jr. e Michael Collins.

A nave espacial foi lançada em 16 de julho de 1969, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Chegou na lua dentro de 4 dias, percorrendo uma distância de 384 mil quilômetros.

No momento que pôs o pé em solo lunar, pronunciou uma frase que ficou marcada na história
da humanidade:

“É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade.”


Depois de 20 minutos andando e pulando na superfície da lua, seu colega Aldrin também
caminhou sobre o satélite. Ficaram ali cerca de duas horas e meia, tirando fotos e coletando
rochas.
Além disso, uma bandeira do Estados Unidos foi fincada no local. A transmissão foi feita ao
vivo para milhares de pessoas em todo o mundo.
VEJA TAMBÉM: Apollo 11

Vida após a viagem à Lua


De temperamento tranquilo e avesso à exposição, Armstrong concedeu poucas entrevistas
após à viagem à Lua.

Em 1971, deixou a Agência Espacial Americana (NASA, em inglês) e foi ser professor na
Universidade de Cincinnati, Ohio. Em seguida, trabalhou durante dois anos como presidente do
Comitê Presidencial Consultivo para o Corpo de Paz (1971-1973).

Em 1978, recebeu do presidente americano Jimmy Carter a “Medalha de honra espacial do


Congresso”, um prêmio criado em 1969 para homenagear os grandes astronautas. Armstrong
foi o primeiro astronauta a recebê-la.

Em meados dos anos 80, participou como membro da Comissão Nacional do Espaço (1985-
1986).

Em 1986, foi vice-presidente da Comissão presidencial para a investigação do acidente do


ônibus espacial Challenger. Além disso, ele trabalhou em diversas empresas privadas.

Mesmo depois de se aposentar, Armstrong continuou dando palestras. Neil era muito
reservado e alguns detalhes da sua vida pessoal são ainda desconhecidos. Sabe-se, portanto,
que ele foi casado duas vezes e teve dois filhos.

Falecimento
Neil Armstrong faleceu em Cincinnati, Ohio, dia 25 de agosto de 2012, com 82 anos. O
astronauta teve complicações numa cirurgia que havia feito no coração poucos dias antes.
VEJA TAMBÉM: Viagem do homem à Lua

Curiosidades sobre Neil Armstrong


 A missão Apollo 11 foi sua última viagem espacial.
 Em 1969, Neil Armstrong e Michael Collins, vieram ao Brasil e foram condecorados com a
Ordem do Cruzeiro do Sul.
 Em 1988, ele participou de uma experiência com mais 99 pessoas que deram a volta ao
mundo num Boing 77. A viagem levou cerca 37 horas para ser concluída.

Frases de Neil Armstrong


 “Não existe grande feito sem grande risco.”
 “Acredito que estamos indo para a Lua porque está na natureza humana encarar
desafios. (...) Precisamos fazer essas coisas como os salmões precisam nadar rio acima.”
 “O mistério cria admiração, e a admiração é a base do desejo do homem para
compreender.”
 “De repente eu notei que aquela pequena e bela ervilha azul era a Terra. Eu levantei meu
dedão e fechei um olho, e meu dedão cobriu totalmente a Terra. Eu não me senti um
gigante. Me senti muito, muito pequeno.”
 “Pilotos não sentem nenhuma alegria especial ao caminhar: pilotos gostam de voar.
Pilotos geralmente se orgulham de um bom pouso, não de sair do veículo. ”
Não confunda!
Com o mesmo sobrenome, Louis Armstrong (1901-1971) foi um famoso cantor e instrumentista
de jazz americano nascido em Nova Orleans.

Astrolábio
Juliana Bezerra
Professora de História

O astrolábio é um instrumento de medição que foi inventado pelos árabes e aperfeiçoado


pelos gregos.
Inicialmente era utilizado em terra, mas foi adotado pelos marinheiros a fim de calcular as
distâncias das rotas marítimas.

Estima-se que possam existir cerca de duzentas funções para este instrumento. Dentre as
quais se destacam saber as horas, precisar as estações do ano, calcular a altura de
montanhas ou a profundidade de um poço, etc.

Astrolábio do século XVI onde se distingue as partes como a mater, a agulha e a aranha.
Origem do Astrolábio
O astrolábio tem origem incerta, mas se desenvolveu a partir dos estudos matemáticos de
pesquisadores como Euclides, Teão de Alexandria, Cláudio Ptolomeu, Hipátia de Alexandria e
muitos outros.
Se a criação do astrolábio é imprecisa, seu aperfeiçoamento e a utilização do metal foram
dados por Abraão Zacuto (1450-1522).

Nascido provavelmente em Salamanca (Espanha), Zacuto se refugiou na corte portuguesa


após a expulsão dos judeus da Espanha, na mesma época das Grandes Navegações.

Em Lisboa, foi conselheiro da corte do rei Dom João II (1455-1495) e aperfeiçoou as tábuas
astronômicas, bem como o astrolábio que foi empregado por Vasco da Gama e Pedro Álvares
Cabral em suas viagens pelo Atlântico.

Funcionamento do Astrolábio
O astrolábio representa a abóboda celeste em movimento. Desta forma, é formado de várias
partes que retratam as latitudes, as estrelas e as constelações.

O instrumento consistiu na primeira tentativa de transpor a superfície do céu, curva, para um


plano. Pode ser construído com materiais simples como papel e latão.

O astrolábio mede as distâncias e alturas a partir de referências como o horizonte e uma


estrela
Vejamos como poderíamos ver a hora a partir do uso de um astrolábio, no Solstício de Verão.

O primeiro que se deve fazer é encontrar no horizonte uma estrela, que será o ponto de
referência. Vamos supor que escolhemos a estrela Spica (Espiga), da constelação de Virgem.
Ao medi-la, obteremos o grau do ângulo do triângulo, que para nosso exemplo, deu 30º.

Feito isso, damos a volta ao astrolábio para achar, na aranha, o ponto correspondente àquela
estrela.

Giramos até fazê-la coincidir com a latitude de 30º de um dos tímpanos.

Damos volta à régua para que coincida com o Solstício de Verão e obteremos as horas que
marcam naquele momento.
VEJA TAMBÉM: Área do Triângulo

Importância do Astrolábio para a


Navegação
O astrolábio náutico foi essencial para os navegadores, pois permitia calcular as distâncias de
maneira prática com apenas um instrumento e conhecimentos de geometria.

Já não era necessário levar as tábuas com cálculos astronômicos que dariam a informação
sobre a latitude e longitude. Bastava apenas o astrolábio e os mapas que poderiam ser
carregados comodamente pelo próprio usuário.

Havia um marinheiro que deveria medir a latitude todos os dias ao meio-dia solar a fim de
saber onde estavam em alto-mar.

Juntamente com o sextante e a bússola, o astrolábio foi importantíssimo para tornar a


navegação mais segura.
VEJA TAMBÉM: Bússola

Partes de um Astrolábio
Vejamos quais são as partes de um astrolábio:

No centro está gravado o ponto máximo do sol, o zênite, cuja altura máxima é alcançada
no Solstício de Verão.

Conforme a elíptica vai girando, o astrolábio marca 15 graus para cada hora discorrida. Assim,
poderemos saber com precisão a hora do dia e da noite.

Um astrolábio desmontado
1. Mater - o disco que conterá todas as placas que formam o astrolábio.
2. Tímpanos - um para cada latitude. Nele estão gravados os círculos de altitude da esfera
celeste.
3. Aranha – um disco vazado onde cada uma das suas pontas representa a posição das
estrelas e do sol na abóboda celeste. Sua posição varia do Solstício de Verão ao Solstício
de Inverno.
4. Alidade - localizada na parte traseira. Esta contém dois visores que servirão para medir a
altura dos objetos celestes.
5. Pinos - que prendem a agulha à Mater e a permitem girar.
6. Agulha (ou régua) - que nos indicará o resultado das medidas que tomarmos.
7. Alça - permite ao usuário pendurá-lo e levá-lo com mais facilidade.

Curiosidades
 O astrolábio mais antigo que se tem notícia é um exemplar projetado pelo astrônomo
Nastulus, no ano de 927, em Bagdá.
 O instrumento chegou à Europa por via da Espanha muçulmana, Al-Andalus, no século
12.
 Existe uma infinidade de tipos de astrolábios como o plano, o esférico, o islâmico, o
marítimo, o universal, etc.
Leia mais:
 Expansão Marítima Europeia
 Descobrimento da América
 Cultura Árabe
 Idade Moderna

Viagem do homem à Lua


Juliana Bezerra

Professora de História

A chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969, constitui um dos maiores feitos


científicos do século XX.

Em 20 de julho de 1969, dois astronautas americanos, Neil Armstrong e Buzz Aldrin, se


tornaram os primeiros seres humanos à por os pés em solo lunar. Um terceiro, Michael Collins,
ficou em órbita dando suporte aos companheiros.

Este feito só foi possível devido a um pesado investimento técnico-científico de 22 bilhões de


dólares que envolveu mais de cem mil pessoas.

Igualmente, na década de 60, as duas potências mundiais, Estados Unidos e União Soviética,
usavam a conquista espacial para fazer propaganda sobre os benefícios dos seus respectivos
sistemas políticos.

Os soviéticos mandaram o primeiro homem a sobrevoar o espaço, o cosmonauta Yuri Gagarin.


Sentindo que ficavam para trás na corrida espacial, o presidente americano John Kennedy
lança o desafio de pousar na Lua antes do final da década de 60.

Projeto Apollo 11
Momento da decolagem da Apollo 11

Apollo 11 foi o nome do projeto e da nave espacial que levou os primeiros seres humanos ao
satélite da Terra.

Consistia numa nave de 45 toneladas, composta de três módulos: comando, serviço e lunar.
Ela foi lançada no bico do maior e mais potente foguete já construído, o Saturno V, com 110
metros de altura.

No momento da partida, o Saturno V pesava mais de 3 mil toneladas e a maior parte


correspondia ao combustível. Este deveria queimar rápido o suficiente para impulsionar sua
carga à velocidade de 40 mil quilômetros por hora.

Por sua vez, o módulo lunar tinha 4,5 metros quadrados no interior e não possuía banheiro, o
que dificultou bastante a higiene dos astronautas.

Para entrar na cápsula, os astronautas fizeram uma oferta simbólica ao responsável por
introduzi-los no módulo, o engenheiro Gunter Wendt. Armstrong lhe deu uma passagem de ida
à Lua, Buzz, uma Bíblia com dedicatória, e Michael, uma truta empalhada.

Antes de decolar, contudo, os tripulantes precisaram fazer uma checagem em 417 pontos.
VEJA TAMBÉM: Apollo 11

Contato com a Terra


Além da base operativa em Houston foi criada a Rede de Voos Espaciais Tripulados (MSFN,
na sigla em inglês).

Esta consistia em 11 estações em terra, cinco barcos com antenas parabólicas e oito aviões
para dar apoio durante o lançamento e a reentrada da Apollo 11.

Também foram construídas três grandes estações com antenas idênticas de 26 metros de
diâmetro e 300 toneladas que estavam localizadas em Goldstone (Califórnia), Honeysuckle
Creek (Austrália), e em Fresnedillas de la Oliva (Espanha).
Esses locais não eram casualidade, pois as estações terrenas estavam a distâncias e
longitudes equidistantes para que fosse mantida a comunicação o tempo todo com a tripulação.

Decolagem para a Lua


A decolagem ocorreu em 16 de julho de 1969 às 13h32.

A trepidação foi tão forte que foi sentida num raio de 6 km. O ruído era insuportável e chegou a
matar os pássaros que voavam nos arredores.

Calcula-se que um milhão de pessoas se reuniram no Cabo Canaveral (atualmente Cabo


Kennedy) na Flórida para assistir o evento. Cerca de 850 jornalistas de 55 países registraram o
acontecimento.

Baseado nessas informações, estima-se que um bilhão de pessoas viram a alunissagem pela
TV.

Viagem à Lua
Doze minutos após a decolagem, a nave já estava fora da órbita terrestre. No dia 19, entraram
no campo gravitacional da lua.

Michael Collins desprendeu o módulo lunar (Eagle), para que Neil Armstrong e Buzz Aldrin
pudessem alunissar. Enquanto isso, Collins ficou dando voltas pela Lua, esperando pelos
companheiros.

A alunissagem da Eagle estava prevista para acontecer no Mar da Tranquilidade (apesar do


nome era uma planície).

O pouso, porém, quase acaba em tragédia, pois faltava apenas 30 segundos para o
combustível terminar. Felizmente, os dois astronautas conseguiram fazer a manobra a tempo.
Por isso, Neil Armstrong pousou um quilômetro além do ponto previsto.
VEJA TAMBÉM: Neil Armstrong

Missão na Lua
O astronauta Buzz Aldrin observa a bandeira americana na Lua

Uma vez despressurizada a cabine, os astronautas puderam descer. Como piloto-comandante,


Neil Armstrong o fez em primeiro lugar e ia descrevendo tudo o que via. Neste momento,
pronunciou sua célebre frase:

Um pequeno passo para o homem. Um passo gigantesco para a Humanidade.


Aldrin se juntaria ao colega cerca de dez minutos mais tarde. Fincaram a bandeira americana e
passaram a recolher pedras e pó da Lua.

Em seguida, instalaram um sismógrafo, um refletor de raios laser, uma antena de


comunicação, um painel para o estudo dos ventos solares e uma câmera de TV, que
funcionariam por cinco semanas.

Além dos instrumentos citados, deixaram a bandeira americana, o distintivo da missão e as


medalhas dos falecidos cosmonautas soviéticos Yuri Gagarin e Vladmir Komarov.
VEJA TAMBÉM: Corrida Espacial

Volta para a Terra


No dia 24 de julho, oito dias, três horas e 18 minutos depois de lançada, a Apollo 11 mergulhou
no Pacífico sul, na altura da Polinésia.

O trio ficou isolado durante três semanas a fim de garantir que não haviam trazido nenhum
corpo estranho que pusesse em risco o planeta.
A NASA ainda mandaria veículos tripulados à Lua até 1972 quando a Apollo 17 fez a última
viagem ao satélite terrestre. Por sua parte, a União Soviética dedicaria à pequisa e construção
de uma estação orbital que seria a percursora da Estação Espacial Internacional.

Assista aqui um resumo da viagem do homem à Lua:

Não deixe de ler estes textos também:


 Satélites Sputnik
 John Kennedy
 Características da Lua
 Anos 60

A Astronomia é uma ciência que estuda o movimento dos corpos celestes. Desde a
antiguidade, a formação e origem do universo tem sido fator de curiosidade entre os homens.

No entanto, foi a partir do século XV com o avanço dos estudos na área, que a astronomia
passa a ser considerada uma ciência.

Os principais temas de pesquisa da astronomia são: universos, galáxias, planetas, estrelas,


constelações, cometas, asteroides, lua, sol e astros.

Planetas do Sistema Solar


Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

O Sistema Solar corresponde a um conjunto formado pelo sol, asteroides, satélites, meteoros,
cometas e oito planetas com formas esféricas os quais descrevem órbitas elípticas.
Os planetas que compõem o sistema solar são:

 Mercúrio
 Vênus
 Terra
 Marte
 Júpiter
 Saturno
 Urano
 Netuno
Representação do Sistema Solar

Observe que antes de 2006, Plutão era considerado um planeta do sistema solar, no entanto,
pesquisas da União Astronômica Internacional (UAI) definiram três conceitos fundamentais
para a classificação dos planetas:

 orbitar ao redor de uma estrela;


 possuir gravidade própria;
 ter uma órbita livre.

Assim, plutão foi considerado um planeta anão por não possui uma órbita livre.
Para saber mais: Sistema Solar.

Movimentos dos Planetas


Os Planetas estão em constante movimento de forma que giram em torno de sua própria órbita
ou em torno do sol.

O “movimento de rotação” designa o movimento que os planetas realizam em torno do seu


próprio eixo (equivale ao tempo de 1 dia).

Já o "movimento de translação" define o movimento que os planetas realizam em torno do sol


(equivale ao tempo de 1 ano).

Características dos Planetas do Sistema


Solar
Cada planeta do sistema solar possui peculiaridades de forma que são classificados de acordo
com sua constituição.

Nesse aspecto podemos destacar dois tipos de planetas:


 planetas terrestres ou telúricos (formado sobretudo por rochas), localizados mais
próximos do sol como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte;
 planetas gasosos ou jovianos (constituídos majoritariamente de gases), que possuem
maior tamanho e menor densidade em relação aos terrestres: Júpiter, Saturno, Urano e
Netuno.
Mercúrio
Mercúrio é um planeta rochoso, destituído de satélites e atmosfera rarefeita, sendo o menor
planeta do sistema solar e o mais próximo do sol. Por esse motivo apresenta temperaturas
bastante elevadas de aproximadamente 400°C.

Por outro lado, a face do planeta não iluminada pelo sol pode atingir temperaturas de
aproximadamente -170 °C. O movimento de rotação do planeta é de 59 dias, enquanto o de
translação é de 87 dias.

Vênus
Conhecido como “Estrela D’Alva”, por causa de seu forte brilho, Vênus tal qual Mercúrio é um
planeta que não possui satélite. Visível do nosso planeta, Vênus é o segundo planeta a partir
do sol e o mais perto do planeta Terra.

Seu movimento de rotação é um dos mais lentos, com 243 dias para completar a volta em
torno se si mesmo; e, o movimento de translação de 225 dias aproximadamente.

Curioso notar que mesmo sendo o segundo planeta a partir do sol (depois de Mercúrio), Vênus
é o planeta mais quente do sistema solar, com temperaturas que podem atingir 480°C.
Assemelha-se com o planeta Terra no tocante ao tamanho, composição, estrutura, massa,
densidade e força gravitacional.

Terra
Terceiro planeta do sistema solar a partir do Sol, o planeta Terra é rochoso, com atmosfera
gasosa e temperatura média de 15°C.

Possui um satélite natural, a lua, e a quantidade de água existente no planeta, também


chamado de “planeta azul”, aliada à quantidade de oxigênio, permitem o desenvolvimento da
vida no planeta, sendo o único do sistema solar com vida humana.

O movimento de rotação terrestre dura aproximadamente 24 horas (tempo de 1 dia); enquanto


o movimento de translação do planeta dura 365 dias (tempo de 1 ano), exceto nos anos
bissextos, os quais apresentam 366 dias.
Marte
Quarto planeta a partir do sol e o mais visível do planeta Terra, Marte possui dois satélites
naturais “Fobos e Deimos”, sendo o segundo menor planeta do sistema solar, atrás de
Mercúrio.

Também chamado de “Planeta Vermelho”, devido às partículas de óxido de ferro presentes em


sua atmosfera, o planeta Marte é um planeta rochoso, frio e seco.

O movimento de rotação de Marte assemelha-se ao da Terra, com duração de 24 horas e 37


minutos, enquanto que o movimento de translação do planeta é de 687 dias.

Júpiter
Planeta Gasoso (composto sobretudo por hidrogênio), Júpiter é o maior planeta do sistema
solar, 1.300 vezes maior que o tamanho da Terra.

Quinto planeta a partir do sol, Júpiter possui o maior número de satélites, 67 satélites, e
apresenta temperaturas de até -150°C.

Seu movimento de rotação dura 9 horas e 55 minutos, considerado o movimento de rotação


mais rápido de todos os planetas do sistema solar; enquanto o movimento de translação do
planeta corresponde a cerca de 12 anos terrestres.

Saturno
Segundo maior planeta do sistema solar, depois de Júpiter, Saturno é conhecido pelos seus
anéis, formados por rocha, gelo e poeira.

Sexto planeta a partir do sol, depois de Júpiter, Saturno é o planeta do sistema solar que
possui muitos satélites: 62 luas.

Composto basicamente de hidrogênio, ele possui temperatura média de -140°C, sendo que seu
movimento de rotação dura 10 horas e 14 minutos e o de translação cerca de 30 anos
terrestres.

Urano
Terceiro maior planeta do sistema solar e sétimo planeta a partir do sol, Urano é um planeta
gasoso que apresenta médias de temperatura de -185°C e possui 27 satélites.

Possui uma característica interessante tocante ao seu eixo de rotação com quase noventa
graus em relação com o plano de sua órbita, que por sua vez é muito extensa.

Dessa forma, o movimento de rotação do planeta dura 17 horas aproximadamente, enquanto o


movimento de translação dura cerca de 165 anos terrestres.

Netuno
Planeta do sistema solar mais distante do sol e o quarto maior em tamanho, Netuno possui 14
satélites naturais e apresenta temperaturas médias de aproximadamente -200°C.

Trata-se de um planeta gasoso, formado principalmente por hidrogênio, hélio, amônio, metano
e água. O movimento de rotação do planeta dura cerca de 16 horas, enquanto sua translação
equivale a 164 anos terrestres.

Que tal conhecer outros Corpos Celestes além dos planetas?

Veja também Características da Lua.

Tales de Mileto
Juliana Bezerra
Professora de História

Tales de Mileto foi um importante pensador, filósofo e matemático grego pré-socrático. É


considerado, por alguns, o "Pai da Ciência" e da "Filosofia Ocidental".
Suas principais ideias expandiram os horizontes teóricos nas áreas da matemática, filosofia e
astronomia. Para ele, a água era o principal elemento da natureza e a essência de todas as
coisas.

Biografia
Tales de Mileto, provavelmente descendente de fenícios, nasceu na antiga colônia grega
Mileto, região da Jônia, atual Turquia, por volta de 623 ou 624 a.C.

Foi um homem de muitas habilidades e erudição, sendo assim, uma figura respeitada pelo seu
povo grego.

Buscou respostas racionais para os fenômenos da natureza e as razões da existência. Por


isso, é considerado um dos primeiros filósofos a romper com o ponto de vista religioso.
VEJA TAMBÉM: O Mito e a Filosofia

Razão x Mito
Na cidade de Mileto, foi fundador da "Escola Jônica", considerada a mais antiga escola
filosófica, onde seus pensadores buscavam explicações cosmológicas, ou seja, por meio da
natureza através das observações.

Assim, eram adeptos da chamada “Filosofia Unitarista”, cujo princípio estava baseado no
princípio único o qual explica todas as coisas e, no caso de Tales de Mileto, o elemento água.
Viajou para o Egito e para Babilônia aprofundando seus conhecimentos ao mesmo tempo que
o disseminava tornando-se um homem muito admirado.

Ao lado de outros filósofos, Anaximandro e Anaxímenes, Tales de Mileto fundou a "Escola de


Mileto" (Milésima).
Seus seguidores ficaram conhecidos como 'Milesianos' e eram adeptos à filosofia, pautada em
deuses antropomórficos (atribui-se aspectos humanos aos Deuses) e os fenômenos naturais.

Astronomia e Matemática
Suas contribuições na área da astronomia partiram de muitas observações que realizava, da
qual chegou a prever o eclipse solar ocorrido no ano de 585 a.C.

Na matemática, mais precisamente na área da geometria, a partir de demonstrações dedutivas,


apresentou teorias sobre:

 a semelhança dos triângulos e as relações sobre seus ângulos;


 as retas paralelas;
 e a propriedade das circunferências.

Tales de Mileto faleceu aproximadamente em 556 ou 558 a.C. em sua cidade natal.

Filosofia de Tales de Mileto


A filosofia de Tales baseava-se em três teses principais:

1. Tudo que conhecemos é feito de água e o homem é mais um ente desse meio;
2. todas as coisas, incluso as inanimadas, estão cheia de vida;
3. por outro lado, as mudanças e a geração só podem ser alcançadas pela condensação e a
rarefação.

Quanto à estética, dizia que a busca pelo conhecimento, era o objeto mais belo que podíamos
ter.

Tales de Mileto, como muitos de sua época, não publicou nenhum livro em vida e seus
ensinamentos nos chegaram através do seu discípulo Diógenes Laércio.

Ocupou-se em explicar mais os fenômenos da natureza e da matemática. Portanto, não fez


grandes considerações sobre a ética e os seres humanos.

Teorema de Tales
Diz-se que Tales foi convidado para descobrir a altura da pirâmide Quéops, no Egito.

Diante disso, surgiu o Teorema de Tales, onde as retas paralelas e transversais formam
segmentos proporcionais.
Frases de Tales de Mileto
 A coisa mais difícil do mundo é conhecer a nós mesmos e a mais fácil, falar mal dos
outros.
 A água é o princípio de todas as coisas.
 O ser mais antigo é Deus, porque não foi gerado.
 Todas as coisas estão cheias de deuses.
 A coisa mais bela é o mundo, porque é obra divina.
 A esperança é o único bem comum a todos os homens; aqueles que nada mais têm ainda
a possuem.

Curiosidades
 Tales de Mileto é um dos “Sete Sábios da Grécia Antiga”, junto com Bias de Priene,
Quílon de Esparta, Cleóbulo de Lindus, Periandro de Corinto, Pítaco de Mitilene e Sólon
de Atenas.
 O filósofo grego Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) aponta Tales de Mileto como o primeiro
filósofo da humanidade.
Leia mais
 O que é Filosofia?
 Filósofos Pré-Socráticos
 Filosofia Antiga
 Pitágoras
 Demócrito
 Heráclito
 Filósofos Brasileiros que Você Precisa Conhecer

Sistema Solar
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

O Sistema Solar é formado por oito planetas, dezenas de satélites naturais, milhares de
asteroides, meteoros, meteoroides e cometas que giram em torno do sol.

Planetas do Sistema Solar

Representação do Sistema
Solar
Os planetas são astros sem luz nem calor próprios. No nosso sistema solar são
conhecidos oito planetas que de acordo com a proximidade do sol são:
 Mercúrio: É o menor planeta do sistema solar. É também o mais próximo do Sol e o mais
rápido. Formado basicamente por ferro, pode ser visto da Terra a olho nu.
 Vênus: É o segundo planeta mais próximo do Sol. Além do Sol e da Lua é o corpo celeste
mais brilhante no céu.
 Terra: Apresenta água em estado líquido e oxigênio em sua atmosfera o que torna
possível a vida no planeta.
 Marte: É o segundo menor planeta do sistema solar. É conhecido como planeta vermelho
pela coloração de sua superfície.
 Júpiter: Maior planeta do sistema solar. Formado principalmente pelos gases hidrogênio,
hélio e metano e, ainda, um pequeno núcleo sólido no interior.
 Saturno: É o segundo maior planeta do sistema solar. É conhecido pelos anéis formados
principalmente por gelo e poeira cósmica.
 Urano: É um planeta gasoso e sua atmosfera é constituída, principalmente, de hidrogênio,
hélio e metano.
 Netuno: Planeta mais distante do Sol. Um gigante gasoso, tal como Júpiter, Saturno e
Urano.
Veja também o nosso conteúdo especial sobre Todos os Planetas do Sistema Solar.

Distância entre o Sol e os Planetas -


Infográfico
Acompanhe no infográfico abaixo as distâncias dos planetas ao Sol e as principais
características do Sol:
Infográfico - Distância entre o Sol e os planetas
Planetas Anões
A identidade de Plutão tem sido questionada durante anos pelos cientistas. Trata-se do planeta
anão mais frio e distante do Sol.

Assim, ele recebeu, em 2006, da União Astronômica Internacional (UAI) uma nova
classificação: "Planeta Anão".

De acordo com as novas regras, o planeta deve obedecer três critérios:

 deve orbitar o sol;


 deve ser grande o suficiente para a gravidade moldá-lo na forma de uma esfera;
 sua vizinhança orbital deve estar livre de outros objetos.

Éris é o novo corpo celeste, descoberto em 2003, por uma equipe de pesquisadores
americanos, sob a chefia de Mike Brown.

Anteriormente, era denominado pelo registro astronômico 2003 UB313, o que seria o "décimo
planeta" e está 14 bilhões de quilômetros da terra.

Em 2006 foi definitivamente classificado como Planeta Anão. O nome Éris é referente a deusa
grega da discórdia.

Plutão, Éris, Makemake, Haumea e Sedna - Planetas anões e suas luas.

Componentes do Sistema Solar


De partida, importante notar que as distâncias entre os astros são gigantescas. No espaço
astronômico é utilizado o ano luz como unidade de medida.

O ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano no vácuo. Sabe-se que a velocidade da
luz é de 300.000 quilômetros por segundo (Km/s).

Em um ano a luz percorre a distância de 9.460.800.000.000 quilômetros (nove trilhões,


quatrocentos e sessenta bilhões e oitocentos milhões de quilômetros).
Satélites

Terra vista da Lua


Diversos satélites orbitam em torno dos planetas. De acordo com a cosmologia, a Lua, o
satélite natural da Terra, deve ter se formado ao mesmo tempo que a Terra e os outros astros
do Sistema Solar.

A principal hipótese é de que a Lua tenha sua origem numa colisão entre a Terra e um outro
astro do Sistema Solar.

Os fragmentos resultantes dessa colisão formaram a Lua, a qual foi atraída pela gravidade da
Terra e gira ao ser redor.

A Lua é o astro mais próximo da Terra. A distância exata entre os dois astros é calculada em
quilômetros e não em ano-luz.

Leia também:
 Satélites Naturais
 Satélites Artificiais
 Fases da Lua
Asteroides
Ao redor do sol ou dos planetas giram também vários asteroides, que são blocos rochosos ou
metálicos. Muitos asteroides estão na órbita de Marte e de Júpiter, numa região chamada de
cinturão de asteroides.
Localização do cinturão de asteroides.
Meteoros e Meteoritos
Em algumas noites, podemos ver luzes riscando o céu. Temos a impressão que são estrelas
caindo. Na realidade, são os meteoros.

Popularmente chamados de "estrelas cadentes" são caracterizados por pequenos grãos de


poeira que, ao se chocarem com a atmosfera da Terra, se incendeiam e se desintegram.

Fragmentos maiores, os meteoroides, são corpos sólidos que se deslocam no espaço


interplanetário. Quando atingem a atmosfera da Terra ou a superfície terrestre, recebem o
nome de meteorito.

Meteorito
Cometas
Outros astros que se aproximam da Terra são os cometas. Eles são corpos temporários que
descrevem órbitas alongadas, compostos de matéria volátil (que evapora facilmente, como
líquidos e gases) em forma de gelo, grãos de rocha e metal.

Corpos sólidos, se evaporam quando se aproximam do Sol, liberando vapor, gás e poeira. Seu
núcleo sólido é envolvido por uma "cauda", que brilha ao refletir a luz do sol.

Cada vez que o cometa passa perto do sol, perdem parte de sua matéria ou acabam colidindo
com ele ou com planetas grandes. O mais conhecido é o Cometa Halley.
Cometa Halley

Origem
Algumas hipóteses tentam explicar a origem do Sistema Solar sendo uma delas a hipótese
nebular.

Segundo ela, no início as estrelas teriam sido nebulosas. Ou seja, grandes nuvens de poeira e
gás que se compactaram girando cada vez mais rápido devido a sua força gravitacional.

Sua porção central teria formado uma estrela, e a matéria exterior teria se contraído, dando
origem aos planetas.

O sol e todo o sistema solar faz parte de uma galáxia, que se chama Via Láctea.

Você sabia?
O maior planeta do sistema solar é Júpiter, sendo que ele é 1.300 vezes maior que a Terra. Já
o menor, é Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol. Ali, a temperatura pode chegar até 400°C.

Leia também outros textos complementares:


 O que são Planetas?
 Tipos de Planetas
 Corpos Celestes
 Galáxias
 Estrelas

Teoria do Big Bang


Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

A teoria do Big Bang está entre as mais aceitas na atualidade para explicar a origem do
Universo.

Sustenta que o Universo surgiu a partir da explosão de uma única partícula - o átomo
primordial - causando um cataclismo cósmico inigualável a cerca de 13,8 bilhões de anos.

A mesma teoria afirma ainda que o Universo está em contínua expansão.


Big Bang significa "grande
explosão"
Elaborada pelo astrônomo belga George Lemaître (1894-1966), a teoria considerou os estudos
sobre a Teoria da Relatividade Geral, do físico alemão Albert Einstein (1879 - 1955).

O matemático russo Alexander Friedmann (1888-1925) ao investigar soluções das equações


da relatividade geral, chegou a ideia da expansão do universo. Contudo, sua interpretação era
muito mais matemática do que física.

De forma independente, Lemaître chegou as mesmas soluções de Friedmann. Entretanto, ele


foi além da análise matemática, buscando explicar o universo real.

A teoria do Big Bang foi reforçada pelos estudos de Edwin Hubble (1889-1953) de que as
galáxias estão se afastando em todas as direções.

Nas suas observações, Hubble identificou que quanto mais distante a galáxia, maior é a
velocidade com que ela se afasta de nós (Lei de Hubble).

A Lei de Hubble nos leva a conclusão que, se o universo está em expansão, em algum
momento do passado o seu tamanho era mínimo. Sendo a grande expansão a responsável
pela criação de tudo, inclusive o espaço e o tempo.

Origem dos Planetas


Conforme a teoria, no instante um trilhão de trilionésimo de segundo após o Big Bang, o
Universo quente e denso se expandiu com rapidez incompreensível para os padrões humanos,
dando origem ao escopo astronômico.

A expansão continuou de maneira mais lenta nos anos que se seguiram. À medida em que o
Universo esfriava, houve a combinação entre os elementos.

Antes desse evento, chamado "recombinação", o Universo era opaco, mas tornou-se
transparente para a radiação, também chamada de radiação cósmica de fundo.

Com o passar do tempo, a matéria esfriou e os mais diversos tipos de átomos começaram a se
formar e esses, eventualmente, se condensaram e formaram os corpos celestes do Universo
atual (estrelas, planetas, satélites e etc.).

Georges Lemaître
Georges Henri Joseph Édouard Lemaître foi um padre belga que ficou conhecido por seus
estudos em astronomia e cosmologia.
Lemaître nasceu em Charleroi, onde concluiu a educação secundária em uma escola jesuíta.
Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Católica de Louvain, onde também obteve o
doutorado em Ciências e Matemática.

O cientista, que foi ordenado padre em 1923, lutou na 1º Guerra Mundial, onde atuou como
oficial de artilharia. No ano letivo de 1924 a 1925, Lemaître atuou na Harvard College
Observatory nos estudos que embasaram o seu doutorado.

Foi a partir das observações das equações de Einstein que passou a descrever o Universo em
expansão. Em um artigo publicado em 1927, previu que a velocidade de recessão de cada
galáxia deve ser proporcional à sua distância da Via Láctea.

Leia também:
 Stephen Hawking
 Ondas Gravitacionais
 Teoria da Relatividade
 Teoria das Cordas
 Buraco Negro
 Geocentrismo

Leis de Kepler
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

As Leis de Kepler são três leis, propostas no século XVII, pelo astrônomo e matemático alemão
Johannes Kepler (1571-1630), na obra Astronomia Nova (1609).
Elas descrevem os movimentos dos planetas, seguindo modelos heliocêntricos, ou seja, o Sol
no centro do sistema solar.

As Leis de Kepler: Resumo


Segue abaixo as três Leis de Kepler sobre os movimentos planetários:

Primeira Lei de Kepler


A 1ª Lei descreve as órbitas dos planetas. Kepler propôs que os planetas giram em torno do
Sol, em uma órbita elíptica, com o Sol em um dos focos.

Nesta Lei, Kepler corrige o modelo proposto por Copérnico que descrevia como circular o
movimento orbital dos planetas.

Segunda Lei de Kepler


A 2ª lei de Kepler assegura que o segmento (raio vetor) que une o sol a um planeta varre áreas
iguais em intervalos de tempo iguais.

Uma consequência deste fato é que a velocidade do planeta ao longo da sua trajetória orbital é
diferente.

Sendo maior quando o planeta se encontra mais próximo do seu periélio (menor distância entre
o planeta e o Sol) e menor quando o planeta se encontra próximo do seu afélio (maior distância
do planeta ao Sol).

Terceira Lei de Kepler


A 3ª lei de Kepler indica que o quadrado do período de revolução de cada planeta é
proporcional ao cubo do raio médio de sua órbita.
Por isso, quanto mais distante o planeta estiver do sol, mais tempo levará para completar a
translação.
Matematicamente, a terceira Lei de Kepler é descrita da seguinte maneira:

Onde:

T: corresponde ao tempo de translação do planeta


r: o raio médio da órbita do planeta
K: valor constante, ou seja, apresenta o mesmo valor para todos os corpos que orbitam ao
redor do Sol. A constante K depende do valor da massa do Sol.

Portanto, a razão entre os quadrados dos períodos de translação dos planetas e os cubos dos
respectivos raios médios das órbitas será sempre constante, conforme apresentado na tabela
abaixo:

Leis de Kepler e a Gravitação Universal


As Leis de Kepler descrevem o movimento dos planetas, sem se preocupar com as suas
causas.

Isaac Newton ao estudar essas Leis, identificou que a velocidade dos planetas ao longo da
trajetória é variável em valor e direção.

Para explicar essa variação, ele identificou que existiam forças atuando nos planetas e no Sol.

Deduziu que essas forças de atração dependem da massa dos corpos envolvidos e das suas
distâncias.

Chamada de Lei de Gravitação Universal, sua expressão matemática é:

Sendo,

F: força gravitacional
G: constante de gravitação universal
M: massa do Sol
m: massa do planeta
Veja o vídeo sobre os pensamentos do matemático que o levaram a criar as Leis de Kepler:

Exercícios Resolvidos
1) Enem - 2009
O ônibus espacial Atlantis foi lançado ao espaço com cinco astronautas a bordo e uma câmera
nova, que iria substituir uma outra danificada por um curto-circuito no telescópio Hubble.
Depois de entrarem em órbita a 560 km de altura, os astronautas se aproximaram do Hubble.
Dois astronautas saiŕ am da Atlantis e se dirigiram ao telescópio. Ao abrir a porta de acesso, um
deles exclamou: “Esse telescópio tem a massa grande, mas o peso é pequeno."

Considerando o texto e as leis de Kepler, pode-se afirmar que a frase dita pelo astronauta

a) se justifica porque o tamanho do telescópio determina a sua massa, enquanto seu pequeno
peso decorre da falta de ação da aceleração da gravidade.
b) se justifica ao verificar que a inércia do telescópio é grande comparada à dele próprio, e que
o peso do telescópio é pequeno porque a atração gravitacional criada por sua massa era
pequena.
c) não se justifica, porque a avaliação da massa e do peso de objetos em órbita tem por base
as leis de Kepler, que não se aplicam a satélites artificiais.
d) não se justifica, porque a força-peso é a força exercida pela gravidade terrestre, neste caso,
sobre o telescópio e é a responsável por manter o próprio telescópio em órbita.
e) não se justifica, pois a ação da força-peso implica a ação de uma força de reação contrária,
que não existe naquele ambiente. A massa do telescópio poderia ser avaliada simplesmente
pelo seu volume.

Ver Resposta

2) UFRGS - 2011

Considere o raio médio da órbita de Júpiter em tomo do Sol igual a 5 vezes o raio médio da
órbita da Terra.
Segundo a 3ª Lei de Kepler, o período de revolução de Júpiter em tomo do Sol é de
aproximadamente
a) 5 anos
b) 11 anos
c) 25 anos
d) 110 anos
e) 125 anos

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3) Enem - 2009

Na linha de uma tradição antiga, o astrônomo grego Ptolomeu (100-170 d.C.) afirmou a tese do
geocentrismo, segundo a qual a Terra seria o centro do universo, sendo que o Sol, a Lua e os
planetas girariam em seu redor em órbitas circulares. A teoria de Ptolomeu resolvia de modo
razoável os problemas astronômicos da sua época. Vários séculos mais tarde, o clérigo e
astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), ao encontrar inexatidões na teoria de
Ptolomeu, formulou a teoria do heliocentrismo, segundo a qual o Sol deveria ser considerado o
centro do universo, com a Terra, a Lua e os planetas girando circularmente em torno dele. Por
fim, o astrônomo e matemático alemão Johannes Kepler (1571- 1630), depois de estudar o
planeta Marte por cerca de trinta anos, verificou que a sua órbita é elíptica. Esse resultado
generalizou-se para os demais planetas.

A respeito dos estudiosos citados no texto, é correto afirmar que

a) Ptolomeu apresentou as ideias mais valiosas, por serem mais antigas e tradicionais.
b) Copérnico desenvolveu a teoria do heliocentrismo inspirado no contexto político do Rei Sol.
c) Copérnico viveu em uma época em que a pesquisa científica era livre e amplamente
incentivada pelas autoridades.
d) Kepler estudou o planeta Marte para atender às necessidades de expansão econômica e
científica da Alemanha.
e) Kepler apresentou uma teoria científica que, graças aos métodos aplicados, pôde ser
testada e generalizada.

Ver Resposta
Para saber mais, leia também:

 Johannes Kepler
 Movimento de Translação
 Movimento de Rotação
 Heliocentrismo
 Geocentrismo
 Fórmulas de Física

O que São Planetas?

Os Planetas são corpos celestes sem luz e calor próprios, sólidos, arredondados e com
gravidade própria, os quais giram em torno de uma estrela maior (órbita livre), que no caso do
planeta Terra é o Sol.
Assim, no espaço em que o frio chega a 270 °C abaixo de zero, giram inúmeras esferas
iluminadas por seus respectivos sóis.

A cosmologia calcula que os planetas do Sistema Solar tenham se formado há


aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Entre outras teorias, os cientistas acham que tudo
começou com uma explosão de gases e poeira cósmica, que teria formado uma nuvem e
dessa nuvem teria surgido pequenos corpos sólidos, dos quais deram origem à formação
de galáxias, que são aglomerados gigantescos de estrelas, planetas, satélites, asteroides etc.
Como todos os demais corpos, os planetas e as estrelas atraem outros corpos para junto de si.
O Sol, ao seguir sua órbita no espaço, atrai planetas que giram ao seu redor, enquanto os
planetas atraem os seus respectivos satélites.
A velocidade com que os satélites giram em torno de seu planeta e os planetas ao redor do
Sol, lhe confere uma força centrífuga, que os impulsiona para fora de sua órbita, essa força
neutraliza a da gravidade que os atrai em direção ao Sol.

Como duas forças contrárias se anulam, os planetas e os satélites se mantêm numa órbita
constante.

Planetas do Sistema Solar


O nosso sistema solar é composto por oito planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter,
Saturno, Urano e Netuno) e o Sol uma das inúmeras estrelas da Via Láctea.
Representação do Sistema Solar
Mercúrio
É o menor planeta do Sistema Solar, o mais rápido e mais próximo ao Sol. Em função dessa
proximidade, apresenta médias de temperatura de 125°C, podendo chegar a 425°C. Completa
uma volta ao redor do Sol em 87,969 dias, mantendo sempre a mesma face voltada para ele,
formada por um deserto de rochas incandescentes. Sua face oculta é escura e gelada, com
baixas temperaturas. A atmosfera é bastante rarefeita.

Vênus
É o segundo planeta mais próximo do Sol. Seu tamanho assemelha-se a Terra, com 12.104
quilômetros de diâmetro. Apesar de mais distante que Mercúrio, apresenta temperaturas de
461°C. Está circundado por permanentes nuvens de dióxido de carbono, gás que retém boa
parte do calor solar. Para girar sobre si gasta 243 dias e seu movimento de translação, com
velocidade de 35 km por segundo, é de 225 dias, aproximadamente. O planeta é conhecido por
estrela D’alva e visível da superfície da Terra.

Terra
É uma esfera rochosa, com 12.757 km de diâmetro, está distante 149 milhões de quilômetros
do Sol. A rotação em torno do seu eixo leva 23 horas, 56 minutos e 4,095 segundos.
Arredondando temos o dia de 24 horas. O movimento de translação ao redor do Sol se
completa após 365 dias e um quarto. Com isso cada quatro anos é bissexto, tem 366 dias. A
lua é o satélite natural da Terra.

Marte
É o planeta melhor visível da Terra, da qual está a uma distancia de 62 milhões de quilômetros.
Precisa de 687 dias para realizar o movimento de translação, a uma distancia de 218 milhões
de quilômetros do Sol. Seu dia tem duração semelhante ao da Terra, 24 horas e 37 minutos.
Sua atmosfera é rarefeita e a temperatura varia em torno de zero graus. Marte, seis vezes
menor que a Terra, apresenta duas pequenas luas: Fobos e Deimos.

Júpiter
O maior planeta do Sistema Solar, com um diâmetro de 142.700 quilômetros, representa 1.300
vezes o tamanho da Terra. Encontra-se a 779 milhões de quilômetros do Sol. Seu ano tem a
duração de quase 12 anos terrestres. Com a rapidez que gira em torno de si mesmo completa
uma rotação em 9 horas e 55 minutos. É formado por um núcleo rochoso, recoberto por uma
camada de milhares de quilômetros de gelo. A atmosfera é composta de amônia e metano, o
que o torna bastante semelhante a uma bola de gás. A temperatura é de 130°C abaixo de zero.
Júpiter possui 67 satélites confirmados até os dias atuais, sendo o planeta com maior número
do sistema solar.

Saturno
Saturno leva aproximadamente 29 anos para completar o movimento de translação. Gira sobre
si mesmo em 10 horas e 14 minutos. Com 120.000 quilômetros de diâmetro, é o segundo
maior planeta do Sistema Solar. Possui três anéis, formados por milhares de partículas de
rocha e poeira. Possui 62 luas, das quais apenas uma, Titã, é maior que a da Terra. É o mais
leve dos planetas. Sua temperatura é de 140°C abaixo de zero.

Urano
Com 53.000 quilômetros de diâmetro, Urano é o terceiro maior planeta do Sistema Solar. A
temperatura da superfície do planeta gira em torno de 185°C abaixo de zero. É envolto por uma
nuvem composta de gases. Tem 27 satélites conhecidos, dos quais se destacam: Titania,
Oberon, Ariel, Umbrie e Miranda.

Netuno
É o quarto planeta em tamanho, com 14.000 quilômetros de diâmetro. Seu ano equivale a 165
anos terrestres. Realiza uma rotação a cada 15 horas e 45 minutos. O frio em sua superfície é
intenso, em torno de 200° abaixo de zero. Possui 14 satélites naturais, dos quais se destacam
Tritão e Nereida.

Tipos de Planetas
Os planetas estão divididos em dois tipos principais:
 Planetas Terrestres: Também chamados de "Planetas Telúricos" ou "Planetas Sólidos",
os Planetas Terrestres estão mais próximos do Sol sendo de maior densidade, menores,
rochosos e interiores; entre eles estão Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
 Planetas Gasosos: Também chamados de "Planetas Jovianos", os planetas gasosos
afastados são majoritariamente compostos de gases, sendo os maiores e de menor
densidade, por exemplo, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Principais Constelações
Constelação representa um conjunto de estrelas e objetos celestes numa determinada região
do céu.
As principais constelações astronômicas que existem no universo e vistas do planeta Terra
são:
 Andrômeda
 Cruzeiro do Sul
 Ursa Maior
 Ursa Menor
 Cão Maior
 Cão Menor
 Pégaso
 Fênix
 Constelação de Órion

Classificação
Importante observar que dependendo do local, as constelações não são vistas ou possuem
outra disposição.

Assim, a constelação Cruzeiro do Sul, a mais importante do hemisfério sul é somente vista
desse hemisfério, que faz parte das constelações austrais.

Por outro lado, as constelações vistas do hemisfério norte celeste (ursa maior e ursa menor,
por exemplo) são denominadas de constelações boreais.

Constelações Vistas dos Hemisférios Norte e Sul


Cada constelação apresenta uma estrela mais importante, por exemplo, a estrela polar, na
Ursa menor, ou a estrela Sírius da Cão maior, a mais brilhante do céu.

Além das constelações austrais (sul) e boreais (norte), há as constelações equatoriais, situadas
próximas ao Equador Celeste (Órion), e as constelações zodiacais, localizadas próximas aos
limites entre norte e sul celestes.

Muitas constelações podem ser vistas nitidamente dos dois hemisférios, tal qual a de Escorpião
e a Constelação de Órion (formato de um caçador que inclui a popular constelação chamada
de “três marias”).
Saiba tudo sobre Estrelas.

Nomenclatura
Os nomes das constelações foram inventados pelos seres humanos oriundos das
representações imaginárias que surgem no céu quando ligamos as estrelas próximas.

No entanto, vale lembrar que elas parecem estar próximas, porém estão muito distantes no
espaço celeste.

Geralmente, os nomes estão relacionados aos desenhos que formam no céu, seja de pessoas,
animais, objetos ou seres mitológicos.

História
Note que o ato de observar o céu já era realizado pelos homens desde a antiguidade. Até hoje
elas são utilizadas como referências para a navegação e noutras áreas do conhecimento.

Já o cientista grego Ptolomeu, em II a.C. listou 48 constelações em sua famosa obra


“Almagesto”.

Além dele, outros astrônomos contribuíram para os estudos das constelações celestes:

 o astrônomo alemão Johann Bayer (1572-1625);


 o astrônomo polonês Johannes Hevelius (1611-1689);
 o astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille (1713-1762).

Segundo a União Astronômica Internacional (UAI) existem cerca de 88 constelações modernas


reconhecidas desde 1922, sendo 13 delas as constelações zodiacais.

Constelações do Zodíaco
Nos estudos de astrologia, há doze constelações correspondentes aos 12 signos (divididos nos
doze meses do ano) que surgem conforme a posição dos astros na data de nascimento:

Constelações do Zodíaco
 Aries (Áries)
 Taurus (Touro)
 Gemini (Gêmeos)
 Cancer (Câncer)
 Leo (Leão)
 Virgo (Virgem)
 Libra (Libra)
 Scorpius (Escorpião)
 Sagittarius (Sagitário)
 Capricorn (Capricórnio)
 Aquarius (Aquário)
 Pisces (Peixes)

Segundo os astrólogos, as pessoas sofrem influências em sua personalidade sob o signo o


qual é regido. Observe que as doze constelações do zodíaco são vistas dos dois hemisférios.

Estudos recentes incluíram uma nova constelação zodiacal chamada Serpentário (Ophiuchus),
que fica localizada próxima as constelações de Libra, Escorpião e Sagitário.

Do grego, a palavra zodíaco significa “círculo de animal”, posto que muitos signos fazem
referências a animais.

Curiosidade: Você Sabia?


Nas estrelas da Bandeira do Brasil aparecem nove constelações e 27 estrelas em
representação a cada uma das unidades da Federação, das quais se destacam as
constelações:

 Cruzeiro do Sul
 Escorpião
 Triângulo Austral
 Cão Maior
 Cão Menor

A posição delas representa o céu do Rio de janeiro, no dia em que foi proclamada a República
no país, em 15 de novembro de 1889.

Fases da Lua
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

As fases da Lua representam os diferentes aspectos que vemos o satélite natural da Terra ao
longo de um ciclo. Isso acontece em virtude da variação da sua posição em relação ao nosso
planeta e ao Sol.
A Lua apresenta quatro fases: nova, crescente, cheia e minguante. Cada uma delas dura
cerca de 7 a 8 dias.
Não sendo uma estrela, a Lua não emite luz própria. Entretanto, a vemos iluminada pois ela
reflete a luz proveniente do Sol.

A Lua apresenta três movimentos principais: rotação (em torno do seu próprio eixo), revolução
(ao redor da Terra) e translação (ao redor do Sol, junto com a Terra).
Desta forma, assume diferentes posições em relação a Terra e ao Sol. Isso faz com que sua
parte iluminada seja vista de diferentes formas ao longo de um ciclo lunar.

Posição da Lua em relação a Terra e ao Sol nas diferentes fases

As 4 Fases da Lua
Lua Nova
Nesta fase, não conseguimos observar a Lua pois ela está posicionada entre o Sol e a Terra e,
por isso, não a vemos neste momento. Nesta fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo
por volta das 6 horas e se pondo por volta das 18 horas.
Lua Nova

Lua Crescente
A Lua crescente ou quarto crescente recebe esta denominação pois neste momento só
conseguimos observar ¼ de sua totalidade. Seu formato é de um semicírculo e nesta fase a
Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe aproximadamente à meia-noite.
Lua Crescente

Lua Cheia
Na fase da Lua cheia, a Terra está entre o Sol e a Lua e, portanto, conseguimos observar a
totalidade do satélite iluminado integralmente pelo Sol. Nesta fase, a Lua nasce
aproximadamente às 18 horas e se põe aproximadamente às 6 horas do dia seguinte.
Lua Cheia

Lua Minguante
A Lua minguante ou quarto minguante é o último estágio das fases da Lua. Neste período, ela
encontra-se no formato de um semicírculo e assim, novamente conseguimos observar ¼ de
sua totalidade no sentido oposto da fase crescente. Nesta fase, a Lua nasce aproximadamente
à meia-noite e se põe aproximadamente ao meio-dia.
Lua Minguante

Ciclo da Lua
O Ciclo da Lua ou Ciclo de Lunação, chamada também de Período Sinódico da Lua, ocorre
em aproximadamente 29,5 dias.

É, portanto, conhecido como mês lunar e durante este período as 4 fases da Lua acontecem,
ou seja, ocorre o ciclo lunar completo.

Já no Período Sideral o tempo que a Lua leva para girar em torno do seu eixo (rotação) é de
27,3 dias e esse também é o tempo que ela leva para orbitar em volta da Terra (revolução).
Portanto, o mês sideral é considerado aproximadamente 2,25 dias mais curto do que o mês
sinódico.

Vídeo
O vídeo produzido pela Nasa mostra as fases da Lua em intervalos de uma hora ao longo de
2018, conforme vista do hemisfério sul.

Curiosidades
 A “Super Lua” ou “Super Lua Cheia” é caracterizada pelo momento em que a Lua cheia
está mais próxima da Terra. Neste momento, ela aparece maior e mais brilhante.
 Os eclipses são fenômenos que ocorrem quando o Sol, a Terra e Lua estão alinhados. Os
Eclipses Solares ocorrem durante a Lua nova, quando a Lua está entre a Terra e o Sol.
Já os Eclipses Lunares ocorrem durante a Lua cheia, quando a Terra está entre a Lua e o
Sol.
 Um dos álbuns mais famosos da banda inglesa Pink Floyd faz menção ao lado obscuro
da Lua ("The Dark Side of the Moon"), contudo, todas as faces da Lua são iluminadas
pelo Sol. O que acontece é que pelo fato do período de rotação da Lua ser o mesmo do
seu período de revolução, existe uma face que nunca vemos da Terra, que seria esse
lado "obscuro da Lua".
Leia também:
 Eclipse Lunar
 Eclipse Solar
 Características da Lua
 Estações do Ano
 Sistema Solar
 Pontos Cardeais

Estrelas
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

As Estrelas são corpos celestes que têm luz própria. Elas são, na verdade, esferas gigantes
compostas de gases que produzem reações nucleares mas, graças à gravidade, podem se
manter vivas (sem se explodir) por trilhões de anos.

Na nossa galáxia - a Via Láctea - existem mais de cem bilhões de estrelas. O Sol é uma delas.

Como as Estrelas Nascem?


As nebulosas (nuvens formadas de poeira e gás) se contraem e formam uma esfera. Ao se
contrair, o gás se concentra lentamente e aquece milhões de graus, num processo violento que
pode levar milhões de anos.
Assim, é formada uma protoestrela e, somente após atingir uma temperatura altíssima, têm
início as reações nucleares das quais resultam as estrelas.

Formação das estrelas

O Tamanho das Estrelas


Para se ter noção da dimensão das estrelas, saiba que o Sol é uma estrela pequena. No
entanto, ele tem um diâmetro de 1 milhão e meio de quilômetros (o que equivale a cerca de 1
milhão de planetas Terra).

Estrelas Maiores do que o Sol


A estrela Eta Carinae é 5 milhões de vezes maior do que o Sol.
Enquanto isso, a estrela Betelgeuse, por sua vez, é 300 vezes maior que a Eta Carinae.
A estrela VYCanisMajoris, finalmente, é 1 bilhão de vezes maior do que o Sol, sendo assim a
maior delas.

As Cores das Estrelas


Existem estrelas vermelhas, amarelas, brancas e azuis. As estrelas emitem luzes de cores
diferentes em decorrência da sua temperatura.

As vermelhas, com cerca de 3000º C, são as que têm a temperatura mais baixa; enquanto com
cerca de 40000º C as azuis são as que têm a temperatura mais alta.

Constelações
As constelações são um conjunto de estrelas que embora pareçam próximas a olho nu, estão
extremamente distantes no espaço celeste.

Dentre as principais constelações do universo vistas da Terra, as mais populares são:

Cruzeiro do Sul, que é vista do hemisfério sul.


Ursa Maior e Ursa Menor, que são vistas do hemisfério norte.
Que tal ler também Principais Constelações?

As Estrelas Morrem?
As estrelas morrem após gastar o seu combustível - quanto maior a sua dimensão mais
combustível elas consomem.

Primeiro, as estrelas gastam o hidrogênio e quando isso acontece as estrelas envelhecem. A


seguir, começam a gastar o hélio e isso faz com que elas cresçam muito, de modo que sua
temperatura diminui, tornando-a vermelha.

Assim, nesse estágio as estrelas são classificadas como gigantes vermelhas.

E o Sol?
O Sol gasta 600 toneladas de hidrogênio a cada segundo. De acordo com os astrônomos, isso
indica que o período de vida do Sol terminará em cerca de 5 bilhões de anos.

No seu caso, depois de atingir uma dimensão gigantesca, ele se transformará em


uma nebulosa planetária. O que dele sobrar será uma anã branca.

O que são Estrelas Anãs Brancas?


São estrelas que tem calor residual porque já queimaram o seu gás hélio. À medida que
esfriam, elas vão se tornando mais difíceis de se enxergar a olho nu. Antes desse estágio,
porém, elas já passaram pela fase de estrela gigante vermelha.

Anãs Marrons
Nem todas as nuvens interestelares formam estrelas. Quando elas não atingem uma certa
dimensão não se transformam em estrelas, de modo que são denominadas “anãs marrons”.

Vale ressaltar que é incorreto chamá-las de “estrelas anãs” porque elas não chegam a ser
estrelas, são apenas “anãs marrons”.

O que é Estrela Cadente?


Estrela cadente é o nome popular como é conhecido o meteoro. A estrela cadente resulta do
lançamento de uma partícula sólida que se evapora. O resultado é um efeito luminoso.

Quando visualizamos um rastro luminoso no céu durante a noite, podemos estar diante do
fenômeno da estrela cadente.

As estrelas cadentes são formadas por fragmentos advindos do espaço interplanetário que se
aquecem no momento em que atingem a atmosfera.

Você também pode se interessar por:


 Corpos Celestes
 Buraco Negro
 O que é Universo?
 Via Láctea
 Sistema Solar
 Galáxias
 Movimento de Rotação

Estrutura da Terra
A estrutura da Terra é sustentada em quatro ambientes: camada sólida, atmosfera, biosfera e
hidrosfera.

A camada mais sólida do Planeta é dividida em crosta, manto, núcleo externo e núcleo interno.

Acima estão as camadas gasosa (atmosfera) e líquida (hidrosfera), onde foram criadas as
circunstâncias para o desenvolvimento da vida.

Estrutura terrestre
A Terra é um planeta terroso, telúrico. A superfície dessa massa sólida recebe o nome de
crosta ou litosfera, composta por rígidos blocos denominados placas tectônicas.

A litosfera é formada por rochas e minerais. É a camada geológica mais fria da Terra e também
a mais fina, com espessura estimada em pelo menos 90 quilômetros na área continental e 8
quilômetros na área dos oceanos.

As rochas que constituem a litosfera são denominadas como magmáticas, sedimentares e


metamórficas. As rochas magmáticas, ou ígneas, são formadas pelo magma.

A atividade erosiva é a responsável pela formação das rochas sedimentares. E as rochas


metamórficas são uma combinação das rochas magmáticas com sedimentares.

Placas Tectônicas
As placas tectônicas que integram a litosfera são dividias em placas oceânicas e placas
continentais. Essas placas permanecem em movimento constante sobre o magma. A
movimentação é responsável por abalos sísmicos (terremotos) e vulcões.

Hidrosfera
Setenta por cento da superfície é composta por água, a hidrosfera. Essa camada integra toda a
água do Planeta, que está distribuída em lençóis freáticos, lagos, rios, mares, oceanos e as
águas glaciais, localizadas nos polos.

Os oceanos concentram 97% da água da Terra. Os menos de 3% restantes correspondem à


água doce fornecida em rios, mananciais e lençóis freáticos. Do montante, contudo, 68%
integra os gelos que estão nos polos.

Atmosfera
A atmosfera é a camada gasosa da Terra. É formada por diversos gases, principalmente
nitrogênio e oxigênio. Há, ainda, a presença de enxofre e argônio.

A composição dos gases da atmosfera contribuiu para o estímulo da fotossíntese, que


influenciou na emissão de elementos químicos e possibilitou a existência de vida no Planeta.

A atmosfera circunda a Terra a pelo menos 800 quilômetros de altura. Nesse raio, a atmosfera
é estendida a diferentes combinações de gases que também contribuem para a proteção da
superfície dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol.

Biosfera
É nesse cenário que está distribuída a vida terrestre. A biosfera é a combinação dos elementos
que possibilitam a existência de seres vivos.

Há nela a integração da oferta de recursos hídricos, aproveitamento de luz e rendimento de


solo para o crescimento de plantas, desenvolvimento da fotossíntese e possibilidade de
evolução das mais variadas formas de vida.

Manto
O manto é uma das camadas da parte sólida da Terra. Começa 30 quilômetros após a litosfera
e atinge até 2,9 mil quilômetros.

A temperatura no manto chega a 2000ºC e, por isso, os metais e rochas que o compõe
permanecem em estado líquido em um fenômeno denominado magma.

Estrutura Interna da Terra


O núcleo da Terra é a região de maior concentração de calor, chegando a 6000º. Essa camada
é composta por 80% de ferro e os demais 20% por chumbo, urânio e potássio. O núcleo é
dividido em núcleo interno e núcleo externo.

No núcleo externo, os elementos ainda estão em estado líquido, como o ferro em consistência
semelhante à água. Já no núcleo interno os materiais permanecem em estado sólido por
sofrerem a influência do campo gravitacional.

Corpos Celestes
Corpos Celestes são quaisquer matérias que pertencem ao espaço sideral. São eles:
asteroides, cometas, estrelas, meteoros e meteoritos, planetas, satélites artificiais e naturais.
Asteroides

Os asteroides são milhares de rochas que orbitam, especialmente, os planetas Marte e Júpiter.
Com apenas algumas centenas de quilômetros, suas dimensões não são suficientes para que
sejam considerados planetas.

Cometas

Os cometas são astros que se assemelham aos meteoros pelo fato de apresentar uma espécie
de cauda.

Ao contrário dos meteoros, os cometas não se formam no sistema solar, sendo congelados.
Sua cauda é formada justamente em aproximação ao Sol que vaporiza a sua composição
gélida.

Estrelas
As estrelas produzem luz própria e existem em grande número. O Sol é a estrela mais
luminosa que existe e foi, durante anos, considerado o centro do universo. As estrelas têm uma
vida longa, mas não infinita. O Sol, por exemplo, deve “viver” cerca de 11 bilhões de anos.

Meteoros e Meteoritos

Meteoro

Meteorito
O meteoro decorre do lançamento de uma partícula sólida que se vaporiza resultando num
fenômeno luminoso popularmente conhecido como "estrela cadente".
Os meteoritos são pedaços de rochas e metal que conseguem chegar à Terra em estado sólido
em vez de se inflamar como os meteoros.
Planetas

Os planetas orbitam o Sol e não têm luz própria. São oito: Júpiter, Marte, Mercúrio, Netuno,
Saturno, Terra, Urano, Vênus.

Antes de 2006, eram nove os planetas, uma vez que a partir desse ano Plutão recebeu uma
classificação diferente. É um Planeta Anão, tal como Éris - o corpo celeste descoberto em 2003
que, inicialmente, estaria sendo considerado um Planeta.

Os planetas mais próximos do Sol, que são chamados de planetas interiores são: Mercúrio,
Vênus, Terra e Marte. Os planetas exteriores - os mais distantes - são: Júpiter, Saturno, Urano,
Netuno. A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol.

Satélites Artificiais e Naturais


Satélite Artificial

A Lua
Os satélites artificiais são os equipamentos lançados no espaço para observar o universo, tal
como os telescópios. Os satélites naturais, por sua vez, são os astros que giram em torno de
outros astros. Assim, a Lua é um satélite natural que gira em redor da Terra.
Aprofunde sua pesquisa! Leia: Sistema Solar e Características da Lua.

Dúvidas Frequentes
Qual o corpo celeste mais próximo da Terra?
É a Lua. Sua distância da Terra equivale a cerca de 384 mil quilômetros, ao passo que a
distância mais próxima entre o Sol e a Terra (um fenômeno astronômico que é chamado de
periélio) é de 147,5 milhões de quilômetros.

Quando estão mais distantes (o que se chama afélio) a distância corresponde a 152,6 milhões
de quilômetros .

Quais os corpos celestes que não possuem luz própria?


Planetas e satélites. Assim, a Lua reflete a luz do Sol.
Qual o corpo celeste não luminoso que gira ao redor de um planeta?
A Lua. Ela é o satélite da Terra; não tem luz própria e gira em torno do nosso planeta.
Sabe onde e quais os danos causados pela queda de um corpo celeste em 2013?
Aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2013 na Rússia, numa cidade chamada Chelyabinsk. Um
meteorito caiu num lago, e antes da queda a sua explosão provocou ferimentos em cerca de
mil pessoas que foram atingidas por vidraças e telhados ou paredes partidos.

Galileu Galilei
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

Galileu Galilei foi um importante astrônomo, físico e matemático italiano.

Ele é considerado um marco da revolução científica nas áreas da física e da astronomia.

Os estudos de Galileu foram fundamentais para o desenvolvimento da mecânica (movimento


dos corpos) e a descoberta sobre os planetas e os satélites.

Fundador da Ciência Moderna e Pai da Física Matemática, uma de suas relevantes


contribuições reside, propriamente, na criação do método científico.

Biografia

Galileu Galileu: pai do método científico


Galileu Galilei (em italiano Galileo Galilei) nasceu na cidade de Pisa, Itália, no dia 15 de
fevereiro de 1564. Passou grande parte de sua vida em sua cidade natal.

Com 10 anos de idade foi estudar no Monastério de Santa Maria de Vallombrosa, donde
destacou-se por ser um aluno exemplar.

Posteriormente, já com 18 anos, seu pai resolve matriculá-lo na Universidade de Pisa, no curso
de Medicina.

Contra vontade do pai, abandonou o curso em 1585 e resolveu se dedicar aos estudos da
matemática clássica.

Contudo, desde cedo Galileu esteve interessado nos fenômenos astronômicos e nos cálculos
matemáticos, os quais o tornaram um dos mais importantes cientistas do século XVI.

Suas teorias serviram de apoio e inspiração às ideias posteriores de Isaac Newton. Podemos
citar as três Leis dos Movimentos dos Corpos (princípios da inércia, dinâmica, ação e reação) e
a Lei da Gravitação Universal.

Diante de seu notório brilhantismo, em 1588 foi indicado para ocupar a Cátedra de Matemática
na Universidade de Pisa.

Quatro anos mais tarde, em 1592, foi nomeado professor da Cátedra de Matemática na
Universidade de Pádua, e ali permaneceu 18 anos.

Viajou para Veneza, Roma e Florença a fim de aprofundar seus estudos bem como divulgar
suas ideias.
Entretanto, considerado um herege pelo Tribunal da Santa Inquisição, foi acusado e
perseguido pela Igreja Católica que o fez negar suas teorias. Foi condenado à prisão domiciliar,
pelo resto da vida.

Morreu cego, na cidade de Florença, no dia 08 de janeiro de 1642 no mesmo ano em que
nasceu Isaac Newton.

Em 1992, o Papa João Paulo II absolveu Galileu, reconhecendo que a igreja tinha cometido um
erro ao condená-lo.

Leia também:
 O que é inércia na Física?
 Primeira Lei de Newton
 Segunda Lei de Newton
 Terceira Lei de Newton

Invenções de Galileu
Além de filósofo, professor, físico e astrônomo, Galileu foi um inventor. Suas criações o
auxiliaram no aprofundamento de teorias sobre o movimento dos corpos, a inércia e os astros.

Como exemplo, podemos citar: o relógio de pêndulo, o binóculo, o telescópio astronômico, a


balança hidrostática, o compasso geométrico, uma régua calculadora.

Galileu aprimorou o telescópio, tornando-o um instrumento para observações astronômicas.

Principais Ideias e Descobertas


Defensor do Heliocentrismo de Nicolau Copérnico (1473-1543), Galileu refutou as ideias de
Aristóteles (384 a.C. - 322 a. C), uma vez que acreditava que a terra não estava no centro do
universo (Geocentrismo).

Além disso, em 1589, publica um texto que discorda do teoria proposta pelo filósofo grego
sobre o peso dos corpos em queda livre. Dessa maneira, demostrou que a velocidade da
queda independe do peso dos corpos.

Tentou medir a velocidade da luz, mas os equipamentos usados não foram capazes de fazer
tal medição.

Ao tomar conhecimento de um instrumento que permitia ver objetos à longas distâncias,


construiu seu próprio telescópio.

Conseguiu aperfeiçoar o equipamento, chegando a um aumento de 30 vezes, o que lhe


permitiu fazer inúmeras observações dos corpos celestes.

Entre suas descobertas astronômicas destacam-se o relevo da Lua, a composição estelar da


Via Láctea, os Satélites de Júpiter e as fases de Vênus.

Frases de Galileu
 "A condição natural dos corpos não é o repouso, mas o movimento."
 "Todas as verdades são fáceis de perceber depois de terem sido descobertas; o
problema é descobri-las."
 "A Matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o Universo."

Algumas Obras
 De motu (1590)
 Sidereus Nuncius (1610)
 La bilancetta (1644)

Saiba também sobre a Velocidade da Luz e a Velocidade do Som.

Isaac Newton
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

Isaac Newton foi um cientista, filósofo, físico, matemático, astrônomo, alquimista e teólogo
inglês.
Figura multifacetada, foi um dos maiores cientistas da história. Deixou importantes
contribuições, principalmente na Física e na Matemática.

Seu método rigoroso de investigação experimental associado a uma precisa descrição


matemática, tornou-se um modelo de metodologia de investigação para as ciências.

Famoso por sua "Lei da gravitação universal", enunciou ainda as Leis do Movimento.
Descreveu os fenômenos óticos: cor dos corpos, natureza da luz, decomposição da luz.

Desenvolveu o cálculo diferencial e integral, importante ferramenta matemática utilizada em


diversa áreas do saber. Foi ainda, o primeiro a construir um telescópio de reflexão, em 1668.

Biografia

Sir Isaac Newton


Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe-by-Colsterworth, uma pequena vila na Inglaterra, no dia
04 de janeiro de 1643. No calendário Juliano, adotado na Inglaterra na época, a data do seu
nascimento é 25 de dezembro de 1642.
Foi batizado com o mesmo nome do pai, que havia falecido alguns meses antes do seu
nascimento.

Como sua mãe, Hannah Ayscough Newton, casou-se novamente e mudou-se para outra
cidade, ele foi deixado aos cuidados da avó.

Quando seu padrasto faleceu, ele voltou a morar com a mãe e foi incentivado a cuidar das
terras da família. Contudo, não demonstrou nenhuma aptidão para a tarefa.

Em 1661 ingressou na Trinity College, em Cambridge. Embora o currículo em Cambridge fosse


baseado na filosofia de Aristóteles, Newton se dedicou ao estudo de diversos autores ligados a
filosofia mecânica.

Leu o livro Diálogo de Galileu Galilei, as obras de filosofia de René Descartes, estudou as leis
de Kepler sobre o sistema planetário e muitos outros autores.

Formou-se bacharel em humanidades, em 1665. Neste mesmo ano, a Inglaterra foi devastada
pela peste e vários estabelecimentos foram fechados, inclusive a Universidade de Cambridge.

Assim, Newton foi obrigado a retornar para a sua casa na fazenda. Nesse período de
isolamento, teve a oportunidade de buscar soluções para todos os questionamentos que havia
começado a fazer a partir dos seus estudos em Cambridge.

Nessa época desenvolveu o método das séries infinitas (binômio de Newton) e a base do
cálculo diferencial e integral.

Fez experiências com prismas, o que o levou a teoria das cores e começou a desenvolver o
telescópio de reflexão.

Estudou ainda o movimento circular e analisou as forças relacionadas com esse movimento.
Aplicou essa análise ao movimento da lua e dos planetas em relação ao Sol. O que seria a
base para a Lei de Gravitação Universal.

Voltando a Cambridge em 1667, Newton torna-se professor e em 1669, é promovido a


professor lucasiano de matemática.

Foi eleito membro da Sociedade Real em 1672 e apesar da admiração que despertava, seu
temperamento retraído e sua dificuldade em receber críticas o fez relutar em publicar seus
trabalhos.

Apesar disso, em 1687 publica seu livro mais famoso Philosophiae Naturalis Principia
Mathematica (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural).

Também desempenhou atividades fora do meio acadêmico. Em 1696 foi nomeado


superintendente da Casa da Moeda e em 1699 é designado diretor da Casa da Moeda.

Em 1703, Newton é eleito presidente da Sociedade Real, acumulando a presidência com a


função de diretor da casa da moeda.

Publicou Opticks, em 1704, que alcançou um grande público graças a uma linguagem mais
acessível. Em 1705 é sagrado cavaleiro pela rainha Ana, passando a ser chamado de Sir Isaac
Newton.

Faleceu em Londres no dia 31 de março de 1727 devido a problemas renais.

As Leis de Newton
As três Leis de Newton são teorias sobre o movimento dos corpos descrito por Newton em fins
do século XVII, a saber:

1. Primeira Lei de Newton: Princípio da Inércia


2. Segunda lei de Newton: Princípio da Dinâmica
3. Terceira Lei de Newton: Princípio da Ação e Reação
Obras
Sua obra que merece destaque é "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural" (Philosophiae
Naturalis Principia Mathematica) publicada em 1687. Também conhecida como “Principia”, é
considerada uma das mais importantes obras científicas.

Nessa obra, Newton descreve, dentre outros assuntos (física, matemática, astronomia,
mecânica), sobre a "Lei da Gravitação Universal".

A Lei de Gravitação Universal enuncia que dois corpos se atraem por meio de forças, e sua
intensidade é proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao
quadrado da distância que as separa.

Outras obras publicadas:

 Method of fluxions (1671)


 Opticks (1704)
 Arithmetica Universalis (1707)
 The Cronology of Ancient Kingdoms Amended (1728)

Frases
 "Construímos muros demais e pontes de menos."
 "Se cheguei até aqui foi porque me apoiei no ombro dos gigantes."
 "A gravidade explica os movimentos dos planetas, mas não pode explicar quem colocou
os planetas em movimento. Deus governa todas as coisas e sabe tudo que é ou que pode
ser feito."
 "O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano. Mas o que seria o oceano
se não infinitas gotas?"

Curiosidades
 Diz a lenda que Isaac Newton formulou a "Lei da Gravitação Universal" ao ver uma maçã
cair da árvore.
 Newton participou da disputa mais célebre da história da ciência com o matemático
alemão Gottfried Leibniz pela criação do cálculo diferencial e integral. Essa disputa durou
mais de 20 anos e só muito tempo depois se pode confirmar que eles criaram seus
métodos de forma independente.

Leia também sobre:

 Binômio de Newton
 Primeira Lei de Newton
 Segunda Lei de Newton
 Terceira Lei de Newton

Geocentrismo
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

O Geocentrismo é uma teoria astronômica que considera a Terra fixa no centro do Universo,
com todos os outros corpos celestes orbitando ao seu redor.
Na antiguidade, os filósofos buscavam explicações para os movimentos dos astros que
observavam e criavam modelos que descrevessem esses movimentos.
Dentre eles, destacam-se Aristóteles, Aristarco, Eudoxo, Hiparco, entre outros. Contudo, os
modelos eram extremamente complexos e muitas vezes não explicavam alguns fatos
observados.

O astrônomo grego Cláudio Ptolomeu, no século II d.C., concebeu um modelo geocêntrico


mais simples e eficiente para explicar o movimento dos corpos celestes.

Modelo Ptolomaico
A teoria do geocentrismo foi apresentada por volta do ano 150, quando Ptolomeu publicou “A
Grande Síntese” (também conhecida como Almagesto).

A obra apresentava o modelo cosmológico que explicava o movimento dos corpos celestes em
torno da Terra.

No modelo de Ptolomeu os planetas moviam-se em círculos. Esses círculos giravam em torno


da Terra, na seguinte ordem: Lua , Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno.

Este modelo foi o mais aceito desde a Antiguidade até a Idade Média.

Geocentrismo e Heliocentrismo
Como o modelo de Ptolomeu previa de forma relativamente correta a posição dos planetas e
se ajustava perfeitamente aos dogmas religiosos da época, este sistema foi aceito por mais de
13 séculos.

Contudo, com o surgimento de instrumentos astronômicos mais precisos, foi necessário fazer
modificações para tornar o modelo mais adequado às observações. Desta forma, o modelo foi
se tornando cada vez mais complicado.

No século XVI, Nicolau Copérnico propôs um modelo mais simples em substituição ao modelo
Ptolomaico. O sistema de Copérnico considerava o Sol em repouso e os planetas girando ao
seu redor, em órbitas circulares.

Inicialmente, o modelo heliocêntrico de Copérnico sofreu muita oposição, principalmente por


contrapor os ensinamentos religiosos da época.

Contudo, com as contribuições de Galileu Galilei, Johannes Kepler, dentre outros, a teoria
geocêntrica foi sendo substituída pela teoria heliocêntrica.

Geocentrismo e a Igreja Católica


O modelo do geocentrismo era aceito pela Igreja Católica porque coincidia com os textos
bíblicos que colocavam o homem como figura central da criação divina.
Estando o homem na Terra, permanecia na posição de imagem e semelhança de Deus,
portanto, no centro do universo.

Já a obra de Copérnico foi condenada pela Santa Inquisição. A Igreja condenava à morte os
opositores a suas doutrinas.

Foi o que ocorreu com Giordano Bruno, morto na fogueira ao apoiar o modelo do
heliocentrismo.

Um dos mais importantes estudiosos da astronomia, Galileu Galilei também comprovou


o heliocentrismo com base em observações. Porém, foi obrigado a retratar-se perante a Igreja
para não ser condenado à morte.

Para saber mais, leia também:

 Leis de Kepler
 Força Gravitacional
 Teoria do Big Bang
 Movimento de Rotação

Satélites Naturais

Satélites naturais, chamados de luas, são corpos celestes sólidos que orbitam planetas.

Há luas de todos os tamanhos e formas e 146 orbitam os planetas do nosso Sistema Solar.

Outras 27 estão aguardando a confirmação por estarem em órbitas de plantas anões e


asteroides.

Entre os planetas terrestres, somente Mercúrio e Vênus não têm luas.

A Terra tem um satélite natural, que chamamos Lua e Marte tem dois.

Júpiter, Saturno, Urano e Netuno – denominados gigantes gasosos – têm 143 luas
confirmadas.

A explicação dos cientistas para a grande quantidade de satélites naturais desses planetas
está em seus campos gravitacionais, que seriam intensos o suficiente para atrair e capturar
outros objetos.

O planeta com o maior número de satélites naturais do Sistema Solar é Saturno, com 53
conhecidos e outros nove aguardando confirmação oficial.

Entre os satélites, Titã é a maior e conta com uma atmosfera considerada densa. Há, ainda,
pequenos corpos que não são considerados luas e orbitam os anéis de Saturno.

O gigante Júpiter é orbitado por 50 luas conhecidas, cuja característica está em movimentos de
revolução opostos ao planeta. Os cientistas estudam a confirmação de outras 17.

Em torno do planeta Urano orbitam 27 satélites naturais conhecidos, sendo a lua Miranda a de
maior destaque.

Outro planeta que exibe uma grande quantidade de satélites naturais é Netuno, com 13, sendo
o maior Triton, cujas dimensões são semelhantes às do planeta-anão Plutão.

Conheça outros Corpos Celestes e Características do Sol.


A Lua é o satélite natural da Terra

A Lua da Terra
A formação da Lua – que orbita a Terra – ocorreu após o choque de outro planeta do tamanho
de Marte com o nosso planeta.

Conforme a previsão dos cientistas, a colisão fez com que poeira e detritos fossem acumulados
na órbita terrestre e ao longo de 4,5 bilhões de anos, o material formou o nosso satélite natural.

Entre as características da Lua está a atmosfera escassa, condição que facilita o impacto de
asteroides, meteoros e cometas que desenharam imensas crateras na superfície.

A Lua é a responsável pelo regime de marés da Terra porque sua gravidade literalmente puxa
o mar. A influência da Lua sobre as marés é alvo de estudos das mais antigas culturas.

Uma das curiosidades em relação à posição de nosso satélite natural está na ilusão de estar
sempre a exibir a mesma face.

Isso ocorre porque a Lua gira em seu eixo na mesma velocidade em que gira em torno da
Terra. A sincronia é a responsável pela ilusão.

Saiba mais sobre a Lua. Leia Características da Lua.

Missões e Visita do Homem à Lua


A primeira missão não-tripulada à Lua ocorreu em 1959 pelas naves espaciais Luna 1 e Luna
2, que foram coordenadas pela antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).

Entre 1961 e 1965, o governo norte-americano enviou três missões para preparar a visita
humana à Lua.

O trabalho ainda prossegui entre 1966 e 1967, mas o homem só chegou à Lua em 20 de julho
de 1969. O astronauta Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar em solo lunar.

Doze astronautas estiveram na Lua no período de 1969 a 1972. As missões foram


interrompidas e somente em 1990, os Estados Unidos enviaram as missões robóticas
Clementine e Lunar.
Em 2003, cientistas da União Europeia também enviaram missões. Ainda naquele ano,
também enviaram missões os governos do Japão e China. A Índia encaminhou missões sem
2007 e 2008.

Heliocentrismo
Heliocentrismo é o nome do modelo estrutural cosmológico que coloca o Sol no centro do
universo.
A palavra vem da junção dos vocábulos gregos Helios – Sol e Kentron – centro. Opõe-se
ao geocentrismo, que colocava a Terra (geo) no centro do universo.

Também opõe-se ao Teocentrismo, em que Deus é visto como o centro do Universo.

Pela teoria do heliocentrismo, o Sol permanece estacionado no centro do universo orbitado por
planetas e demais corpos celestes.

Embora tenha sido levantado por diversos pesquisadores, foi o polonês Nicolau
Copérnico(1473-1543) quem apresentou em 1530, o modelo matemático que mais se aproxima
do heliocentrismo após cerca de 30 anos de observações.

O modelo de Copérnico colocava o


Sol no centro do Universo
Os principais conceitos de Copérnico apontavam a Terra girando em torno de si própria como
um dos seis planetas conhecidos orbitando o Sol.

A ordem dos planetas era a seguinte: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno
(somente mais tarde foram descobertos Urano, Netuno e Plutão).

O estudioso ainda determinou as distâncias dos planetas ao Sol. Copérnico também deduziu
que a velocidade orbital dos planetas é proporcional à distância do Sul.

Os estudos de Copérnico foram considerados uma subversão e refutados pela Igreja Católica,
que colocaram sua obra - “Revolutionibus Orbium Coelestium – Das Revolução dos Corpos
Celestes” – na lista dos livros proibidos pela Santa Inquisição.

Mais tarde, Giordano Bruno (1548-1600) reforça a tese de Copérnico, de que a Terra não é o
centro do universo, que tem movimentos próprios e acrescenta a ideia de que o universo não é
finito, mas infinito.

As teorias de Bruno não foram bem recebidas pela Igreja Católica, que por meio da Santa
Inquisição o condenou à morte na fogueira.
Antropocentrismo
Ao mudar a posição da Terra no cosmos, o heliocentrismo desafiava o pensamento bíblico de
que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus e, estando na Terra, também está no
centro do universo. A teoria que tinha o homem como centro do Universo também foi adotada
pela Igreja.

Por este motivo, um dos principais estudiosos da astronomia, Galileu Galilei (1564 – 1642),
apesar de comprovar a teoria do heliocentrismo, negou suas descobertas por ser ameaçado de
morte pela Santa Inquisição. Galileu Galilei passou os únicos anos de vida em uma prisão
domiciliar.

Contemporâneo de Galileu, o alemão Johannes Kepler também passa a observar o movimento


dos planetas e conclui que a organização cosmológica só pode ser explicada pela Física.

Kepler aperfeiçoou o modelo de Copérnico, considerado confuso, e passa a observar e definir


a órbita de Marte.

O trabalho embasou o modelo de três leis da Física que contribuíram para os estudos do
inglês Isaac Newton (1643 – 1727).

Newton elaborou a Teoria da Gravitação Universal. Somente em 1835, o Papa Gregório 16


reconheceu o modelo do heliocentrismo.

O Sol não é o centro do universo


A ciência sabe, hoje, que o Sol não é o centro do universo. O astro é somente uma estrela anã
e integra a Via Láctea, uma entre milhares de galáxias existente.

O modelo padrão atual da cosmologia é o chamado de “Big Bang Quente”, desenvolvido em


1927, mas cuja aceitação da comunidade científica ocorre e partir de 1965. Por esse modelo, o
universo está em contínua expansão.
VEJA TAMBÉM: Fórmulas de Física

O que é Universo?
Na astronomia, o Universo corresponde ao conjunto de toda a matéria e energia existente.
Ele reúne os astros: planetas, cometas, estrelas, galáxias, nebulosas, satélites, dentre outros.

É um local imenso e para muitos, infinito. Note que do latim, a palavra universum significa “todo
inteiro” ou “tudo em um só”.

Origem do Universo
A teoria e o modelo científico e cosmológico mais aceito sobre a origem do universo é a
chamada “Teoria do Big Bang”.

Nele, ocorreu uma grande explosão cerca de 14 bilhões de anos atrás, originando assim,
diversos corpos celestes, e ainda, o conceito de espaço e tempo.

A partir daí, o universo foi se expandindo cada vez mais, de forma que foi se resfriando dando
origem aos diversos astros.

Alguns cientistas o consideram infinito e apontam para a existência de outros universos.

Principais Elementos do Universo


Os corpos celestes mais relevantes que fazem parte do universo são:

 Planetas: corpos sólidos e arredondados que não possuem luz e calor próprios. No
entanto, cada planeta apresenta uma gravidade própria, os quais giram em torno de uma
estrela.
 Galáxias: conjunto de planetas, estrelas e gases. O universo tem aproximadamente 100
bilhões de galáxias. Vivemos na galáxia denominada de Via Láctea, onde está o sistema
solar.
 Cometas: corpos celestes que possuem pouco massa e órbitas irregulares. O mais
conhecido é o Cometa Halley.
 Estrelas: corpos celestes esféricos formado de plasma e que possuem luz e calor próprio,
por exemplo, o Sol.
 Satélites: classificados em satélites naturais e satélites artificiais, os satélites são corpos
celestes sólidos que orbitam os planetas. O satélite natural mais conhecido é a Lua e o
artificial é o satélite Sputnik.

Curiosidade: Você Sabia?


A expressão “Universo Paralelo” faz referência a um conceito de física quântica relacionado
com a existência de outros universos e outras realidades ainda desconhecidas.

Esse conceito está intimamente relacionado com a incompreensão e impossibilidade de


assimilar a dimensão do universo.
Para complementar sua pesquisa veja também outros artigos de Astronomia.

Equinócio
O equinócio é um fenômeno astronômico que marca o início da primavera e do outono.
Esse evento ocorre duas vezes por ano, na primavera e outono. Durante dois dias do ano, as
noites e os dias terão quase a mesma duração, 12 horas.

O evento ocorre em consequência da inclinação no eixo da Terra que resulta na incidência da


luz solar diretamente sobre a faixa intertropical durante alguns períodos do ano.

Planeta Terra e a incidência


solar durante o equinócio
Como os dois hemisférios estarão postados igualmente perpendiculares em relação ao Sol,
recebem a mesma quantidade e intensidade de luz solar. Essa é a explicação da duração de
12 horas, quase idêntica, para o dia e a noite.

Os equinócios variam de ano para ano, geralmente com seis horas de atraso entre cada
equinócio, posto que a translação completa da Terra leva 365 dias e algumas horas.

Leia mais sobre o Planeta Terra.

Equinócio de Outono e Equinócio de


Primavera
As estações primavera e outono são marcadas pelo equinócio. Este fenômeno ocorre no dia 20
de março, com o início da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul.

Ocorre, ainda, em 23 de setembro, com o início do outono no Hemisfério Norte e da primavera


no Hemisfério Sul.

O início das estações de verão e inverno é determinado por outro evento astronômico, o
solstício.

Equinócio x Solstício
Representação do Solstício e Equinócio
Enquanto o equinócio marca o início do outono e da primavera, o solstício marca o início do
verão e do inverno.

Ambos fenômenos astronômicos acontecem duas vezes por ano. Eles estão intimamente
relacionados com a inclinação da Terra e a incidência solar que ela recebe durante tal estação
do ano.

Isso porque os movimentos de rotação e a translação do Planeta Terra determinarão a


distribuição da luz solar nos hemisférios (norte e sul).

Para saber mais:


 As Estações do Ano
 Primavera
 Outono
 Verão
 Inverno

Curiosidades
 A palavra equinócio é de origem latina e significa “noite igual” (“aequus" (igual) + “nox”
(noite), "aequinoctiu").
 A cada quatro anos, os equinócios se atrasam. Isso significa que, em alguns séculos, ele
se adiantará um pouco.
 Durante os equinócios, o sol nasce exatamente no leste e se põe exatamente no oeste.
 Nos equinócios de outono do Hemisfério Norte ocorrem os fenômenos da aurora boreal.
 As luzes do equinócio de outono provocam alterações biológicas nos seres vivos, como
estímulos à hibernação, queda de folhas nas árvores e o amadurecimento de vários frutos
e vegetais.
 O equinócio é celebrado em muitas culturas como o momento de equilíbrio entre as
forças da luz e das trevas.
 O equinócio da primavera está associado às festas de Páscoa na religião cristã.

Planeta Vênus
Vênus é o segundo planeta do sistema Solar mais próximo do Sol. Tem cerca de 800 milhões
de anos e além do Sol e da Lua é o corpo celeste mais brilhante no céu, motivo pelo qual é
conhecido desde a antiguidade.

Foto do Planeta Vênus


Também chamado de Estrela Dalva, estrela da manhã, estrela da tarde e joia do céu, é
considerado um planeta irmão da Terra. Isso decorre em virtude das similaridades de massa,
densidade e volume entre ambos.
A primeira missão à Vênus data de 1961. Chamou-se Venera 1 e era soviética, como a grande
parte das missões feitas ao planeta.

Até 2016 a última missão foi a Magellan, a qual teve início em maio de 1989 e terminou em
agosto de 1990. Com esta, o número de missões era 26, das quais 19 foram soviéticas e 7,
norte-americanas.

Curiosidades sobre Vênus

Foto da superfície de Vênus


 Vênus é o planeta mais próximo da Terra.
 A rotação de Vênus ocorre de leste para oeste, contrária a todos os planetas do Sistema
Solar.
 O planeta recebeu esse nome em homenagem à Vênus, a deusa romana da beleza e do
amor.
 Vênus pode ser visto da Terra sem o auxílio de equipamentos.
 É o planeta mais quente, apesar de não ser o mais próximo do Sol.
Leia também:
 Sistema Solar
 Planetas do Sistema Solar
 Tipos de Planetas
 Galileu Galilei

Características de Vênus
Vênus tem 12.104 km de diâmetro, ou seja, seu raio equivale a 6.052 km.

A sua superfície é coberta de lava e composta principalmente de dióxido de carbono e ácido


sulfúrico, os quais formam nuvens densas responsáveis pelo fenômeno de efeito estufa. É isso
que faz a temperatura aumentar a níveis suficientes para derreter o chumbo.

Pelo menos 97% de composição atmosférica é feita por dióxido de carbono. Há também 3% de
nitrogênio e traços de dióxido de enxofre, vapor d'água, monóxido de carbono, argônio, hélio,
neônio, cloreto de hidrogênio e fluoreto de hidrogênio.

Embora esteja mais distante do Sol que Mercúrio, a temperatura de Vênus é maior. Lá, ela
chega a 482 ºC na superfície devido ao efeito estufa dos componentes do planeta.

Principais características do planeta Vênus


Existem 4 planetas terrestres. Vênus é um deles. Seu brilho peculiar é causado pela pesada
atmosfera, que irradia o calor da luz do Sol na superfície. A pressão atmosférica ao nível do
mar é 92 vezes maior que a da Terra.

Vênus não tem satélites e o seu núcleo é composto por ferro com raio de cerca de 3 mil
quilômetros, além de um manto com rocha derretida.

A topografia é formada por grandes planícies cobertas por lava e montanhas e regiões
montanhosas deformadas pela atividade geológica.

O mais alto pico de Vênus é o Maxwell Montes. Também é de comum observação pelos
cientistas o complexo montanhoso Aphrodite Terra, que se estendem por quase metade de
todo o equador venusiano.

A velocidade orbital de Vênus é de 35 quilômetros por hora e a excentricidade orbital é circular,


sendo considerada a menos excêntrica do Sistema Solar.

Saiba tudo sobre os planetas do sistema solar:


 Mercúrio
 Vênus
 Terra
 Marte
 Júpiter
 Saturno
 Urano
 Netuno

Movimento de Rotação
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

Rotação é o nome do movimento realizado pelo planeta Terra em torno do próprio eixo no
sentido de oeste para leste. Este é o movimento que determina a sucessão dos dias e noites.
Além disso, o movimento de rotação da Terra provoca o movimento aparente do céu. Se
observarmos uma estrela durante um determinado tempo, veremos que sua posição irá mudar.

Essa observação, durante muitos anos, levou a conclusão de que a Terra era fixa e que os
demais corpos celestes giravam ao seu redor (Teoria Geocêntrica).

Usando como referência uma estrela distante, a Terra demora 23 horas, 56 minutos e 4
segundos para completar uma rotação. Este é o chamado dia sideral.

Se usarmos como referência o Sol (dia solar), o tempo para a Terra dar uma volta completa em
torno do seu próprio eixo é em média 24 h.

Essa diferença, de cerca de 4 minutos, entre o dia sideral e o solar, se dá pelo fato da Terra
também girar ao redor do Sol (movimento de translação). Assim, o Sol também se desloca em
relação à Terra.

Rotação é o movimento que a Terra realiza em torno de si mesma


Velocidade de Rotação
A velocidade aproximada do movimento de rotação da Terra é de 1.675 km/h ou 465 m/s. O
cálculo é feito considerando um ponto no Equador, cujo raio é igual a 6400 km, e as 23,56
horas que demora para completar uma volta sobre seu próprio eixo.
O valor da velocidade foi calculado para um ponto situado no Equador. Para outros pontos
situados na superfície terrestre, a velocidade é menor.
VEJA TAMBÉM: Linha do Equador

Consequências do Movimento de
Rotação
Com o movimento de Rotação, nem todas as partes da superfície da Terra são iluminadas no
mesmo momento. Essa diferença na oferta de luz criou a necessidade de estabelecer horários
diferentes para as diferentes regiões do planeta.

Com isso, se estabeleceu os fusos horários, que são instrumentos de padronização do tempo.

Os fusos horários resultam da divisão do ângulo da circunferência terrestre, que é de 360º


pelas 24 horas aproximadas do dia.

O resultado é 15º para 24 fusos horários contados a partir do meridiano de Greenwich. No


esquema de fusos, as horas aumentam para Leste e diminuem para Oeste.

Fusos Horários
Movimentos da Terra
A Terra apresenta vários tipos de movimentos. Além da rotação, o que mais se destaca é
a translação.

No movimento de translação ou revolução em torno do Sol, a Terra completa uma volta em


365,2422 dias. Essa fração de dia é o motivo para a cada quatro anos ocorrer um ano com 366
dias (ano bissexto).

A órbita descrita pela Terra, apresenta uma forma elíptica com o Sol em um dos focos dessa
elipse. Desta forma, existem momentos que a Terra está mais próxima e outros em que está
mais afastada do Sol.
O movimento de translação, associado à inclinação do eixo de rotação da Terra, é responsável
pelas estações do ano.

Existem ainda outros movimentos da Terra: precessão dos equinócios, nutação, obliquidade da
eclíptica, variação da excentricidade da órbita, entre outros.
VEJA TAMBÉM: Planeta Terra
Para saber mais, leia também:
 Planetas do Sistema Solar
 Estrelas
 Geocentrismo
 Heliocentrismo
 Relógio de Sol
 Solstício

Satélites Artificiais
Os Satélites Artificiais são equipamentos criados pelo homem com o intuito de explorar o
Universo. São corpos lançados no espaço por meio de foguetes destituídos de tripulação que
orbitam os planetas, outros satélites ou o Sol, sendo utilizados para o aprofundamento dos
estudos acerca do sistema solar. Geralmente, eles podem ser observados a olho nu do planeta
Terra.

Satélite Artificial Orbitando o


Planeta Terra
A história dos satélites artificiais começa no século XX, com o lançamento do primeiro veículo
espacial construído pelo homem, no período que ficou conhecido como a “Corrida Espacial”, no
contexto da Guerra Fria, entre Estados Unidos e a União Soviética.

Destarte, em 4 de outubro de 1957 foi lançado pelos soviéticos o primeiro satélite artificial da
Terra: o Sputnik I, e em 3 novembro 1957, foi lançado o Sputnik II.
VEJA TAMBÉM: Satélites Sputnik
Meses depois, em 31 de janeiro de 1958, os Estados Unidos lançam seu primeiro satélite:
o Explorer 1. O primeiro satélite brasileiro, denominado “Satélite de Coleta de Dados” (SCD-1)
foi lançado em 1993.
Atualmente, os satélites artificiais desempenham importantes funções. Ele são desenvolvidos
através de sistemas tecnológicos de ponta e utilizados para diversos fins, os quais colaboram
com o avanço científico de diversas áreas do conhecimento e consequentemente para o
desenvolvimento da sociedade.

Cerca de 3000 satélites artificiais estão em funcionamento em todo o planeta Terra, permitindo
enviar sinais do espaço para o aprofundamento dos estudos nos sistemas de comunicações,
navegações, geológicos, climáticos, militares, dentre outros.
Essas máquinas possuem uma vida útil, de forma que funcionam cerca de 10 anos. Isso tem
sido um problema, visto que gera um tipo de poluição desencadeada pelo excesso do lixo
espacial, a poluição espacial.

Satélites Naturais
Os Satélites Naturais, diferentes dos Satélites Artificiais, são corpos celestes sólidos,
popularmente chamados de Luas, as quais orbitam muitos planetas do sistema solar.

De tal modo, no sistema solar os planetas que apresentam maiores números de luas são
Júpiter que reúne 67, Saturno com 62, Urano com 27 e Netuno com 14. Por sua vez, Mercúrio
e Vênus não apresentam satélites naturais; entretanto, o Planeta Terra possui 1 e Marte possui
2 luas.

Para saber mais: Planetas do Sistema Solar e Satélites Naturais.

Tipos de Satélites Artificiais


De acordo com a função que realizará no espaço, os satélites artificiais são classificados em:

 Exploração: denominado também de “satélites científicos”, esses satélites são utilizados


para realizar pesquisas sobre o Universo e o Sistema Solar. Esse trabalho é realizado por
meio de telescópios, instrumentos de observação astronômica, sendo o telescópio
espacial Hubble, o mais conhecido.
 Observação: utilizados para criação de mapas e observações do meio ambiente
terrestre, eles monitoram sobretudo o planeta Terra, por exemplo, os da série Landsat.
 Comunicação: utilizado para os meios de comunicação e telecomunicações, de forma
que envia os sinais de televisão, rádio, telefonia e internet, por exemplo, os da série
Brasilsat.
 Navegação: utilizado por diversas embarcações, substituiu a bússola, por exemplo os da
série Inmarsat (Satélite Marítimo Internacional). Note que o sistema de posicionamento
global, conhecido como GPS utiliza os satélites artificiais.
 Meteorologia: utilizados para monitorar o tempo e o clima no planeta Terra, por exemplo,
os da série Meteosat.
 Militar: utilizado para estratégia militar, ou seja, para observar outros territórios, sendo
também denominados de “satélites espiões”, por exemplo, o Programa de Suporte à
Defesa (DSP).

Sondas Espaciais
Também utilizadas para exploração do Universo, as sondas espaciais representam uma
espécie de satélites artificiais, ou seja, são naves espaciais não tripuladas, entretanto, são
lançadas para fora do campo gravitacional da Terra.

As sondas espaciais são enviadas com equipamentos e câmeras para observar outros
planetas, satélites, cometas. Há também as sondas enviadas para interceptar os meteoros que
atingiriam o planeta Terra.

Satélites Estacionários
Os Satélites Estacionários ou Geoestacionários, são aqueles que permanecem sobre um
mesmo local da Terra, ou seja, são fixos.

Dessa maneira, as órbitas geoestacionárias são circulares contidas no plano equatorial, as


quais acompanham o movimento de rotação da terra, apontando assim para o mesmo lugar.

Por esse motivo, os satélites geoestacionários são muito utilizados para observações espaciais
e no campo de envio de sinais para o sistema de comunicações.

Que tal conhecer outros Corpos Celestes?


1. ASTRONOMIA

Ano-luz: O que é e como


Calcular?
Ano-luz (l.y., do inglês light-year) é uma unidade de medida usada na Astronomia. Significa
a distância que um fóton (uma partícula de luz) percorre durante um ano.
A velocidade da luz é a mais rápida que existe. A capacidade de um fóton se deslocar é de
300.000 quilômetros por segundo. Cada ano-
luz corresponde a cerca de 9,5 trilhões dequilômetros, ou seja, 9.500.000.000.000
quilômetros.
Um fóton percorre a distância da Lua ao planeta Terra em cerca de 1 segundo. Apesar de ser o
corpo celeste mais perto da Terra, a distância entre a Lua e o nosso planeta é de
aproximadamente 384 mil quilômetros.

Por que ano-luz é a unidade astronômica? Simplesmente para evitar a utilização de


números gigantescos, afinal no que respeita ao Universo as distâncias são realmente imensas.
Não confunda! Ano-luz não é uma unidade de tempo.

Como Calcular 1 Ano-luz?


Para saber quanto equivale um ano-luz basta multiplicar a velocidade da
luz pelonúmero de segundos que existem num ano. Um ano tem 31.536.000 de segundos.
300.000 km * 31.536.000 s= 9.460.800.000.000 km

Então, se 1 ano-luz equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros, quanto vale 2


anos-luz?

300.000 km * 31.536.000 s= 9.460.800.000.000 km


9.460.800.000.000 km * 2 km = 18.921.600.000.000 km, ou seja, dezoito trilhões, novecentos e
vinte e um bilhões e seiscentos milhões de quilômetros.

Ano-luz: Perguntas e Respostas Rápidas


1) O que é? Uma unidade de medida astronômica.
2) Qual a velocidade da luz? 300.000 quilômetros ou 300.000.000 metros por segundo.
3) Um ano-luz equivale a? 9.460.800.000.000 quilômetros.
Você também pode se interessar por:
 Universo
 Corpos Celestes
 Planeta Terra

1. ASTRONOMIA

Planeta Mercúrio
Mercúrio é o planeta mais próximo ao Sol e o oitavo em tamanho no sistema solar. A distância
média é de 57,9 milhões de quilômetros do Sol.

É basicamente constituído por ferro, sendo chamado por Iron Planet. Pode ser visto da Terra a
olho nu, contudo pouco antes do amanhecer e instantes após o anoitecer porque sua
proximidade com o Sol dificulta a observação.

Já era observado a 3 mil anos a.C. e recebeu dos gregos dois nomes: Apolo, por sua aparição
matutina e Hermes, a estrela da noite.
Devido à sua velocidade, foi batizado com o nome de Mercúrio por ser o deus do comércio, das
viagens e da malandragem.

É o planeta mais rápido do Sistema Solar, perfazendo 47,87 quilômetros por segundo ao redor
do Sol. A superfície é semelhante à da Lua, rochosa e com diversas crateras.

Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar,


sendo pouco maior que a Lua

Características
O diâmetro de Mercúrio é de 4.800 km. É considerado um Planeta de órbita excêntrica porque
a distância em relação ao Sol muda conforme a posição na órbita e isto é responsável pela
variação de temperatura do planeta, de 180ºC a 400ºC.

Os astrônomos o consideram o menor no Sistema Solar desde que Plutão foi rebaixado à
nomenclatura de Planeta Anão. A atmosfera do planeta Mercúrio é constituída de potássio,
sódio, hélio, oxigênio molecular, hidrogênio, além de nitrogénio, dióxido de carbono e vapor de
água.

As primeiras observações telescópicas de Mercúrio foram feitas por Galileu Galilei em 1610.
Em 1631, o astrônomo francês Pierre Gassendi observou a movimentação de Mercúrio em
torno do Sol. A prova, contudo, de que traça uma órbita ao Sol só ocorreu em 1639, pelos
estudos do astrônomo italiano Giovanni Zupus.

Somente em 1641, o alemão Johan Franz Encke determinou a massa do planeta e avaliou o
efeito da lei da gravidade a partir do choque do cometa Encke.

Aprofunde seu conhecimento com os artigos: Planetas do Sistema Solar e Sistema Solar.

Curiosidades
O primeiro mapa descrevendo as características da superfície de Mercúrio resultaram dos
estudos do astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli.

Em 1965, os rádio Gordon Pettengil e Rolf Dyce conseguiram medir o período de rotação de
Mercúrio, que é de 59 dias.

As fotos tiradas pela sonda Surveyor 7 em 1968 permitiram maiores detalhes sobre a superfície
de Mercúrio. O trabalho foi acrescentado dos estudos permitidos pela sonda Massenger em
2008, mas em 2013, o equipamento entrou na onda do planeta.

Veja também Planeta Marte.

1. ASTRONOMIA

Planeta Marte
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

Marte é o quarto planeta mais próximo do Sol e o segundo menor planeta do sistema solar,
depois de Mercúrio, sendo consideravelmente menor que o planeta Terra.
Apresenta uma coloração avermelhada, pela presença de óxido de ferro na sua superfície. Por
isso, recebeu o nome de Marte, em homenagem ao deus romano da guerra.

Possui duas pequenas luas de formato irregular: Fobos (medo) e Deimos (pânico). Seus
nomes derivam da mitologia grega e representam os filhos de Ares (Marte) e Afrodite (Vênus).

Marte é um dos planetas mais estudados do sistema solar. Podendo ser visto da Terra a olho
nu, ou seja, sem auxílio de um telescópio.

A duração do dia em Marte aproxima-se do planeta Terra, com 24 horas e 37 minutos, embora
o ano marciano tenha duração de 687 dias terrestres.
Sua coloração confere à Marte a designação de Planeta Vermelho
Características de Marte
Marte é um planeta muito frio, árido e rochoso. A sua temperatura máxima é de
aproximadamente 25°C, com uma média de -60°C, a qual pode chegar até cerca de -140°C
durante à noite.

Sendo um planeta terrestre (rochoso), suas camadas são compostas por atmosfera, crosta,
manto e núcleo. A maioria das rochas na superfície é formada por basalto.

Sua atmosfera é muito fina e é composta essencialmente de gás carbônico, embora exista em
menor quantidade o nitrogênio, oxigênio, argônio, dentre outros gases.

Quarto planeta do sistema solar, sua distância média ao Sol é de 228 milhões de km.

Possui dois satélites naturais, que são as "duas luas de Marte". Esses satélites foram
descobertos em 1877 e muitos cientistas acreditam que podem ter sido asteroides capturados
pela gravidade de Marte.
Principais características do planeta Marte
Vida em Marte
Conhecido desde a antiguidade, a partir do século XIX Marte tem despertado maior atenção
entre astrônomos e cientistas.

Uma vez que o planeta vermelho se assemelha à Terra em diversos aspectos, tal como as
estações do ano, relevo (vales, dunas, planícies, planaltos, cânions, etc.) e aproximação do dia
terrestre (quase 24 h), há pesquisas que apostam na existência de vida no planeta.

No entanto, o fato de ser envolvido numa atmosfera fina e bastante rarefeita reforça a
impossibilidade de condições de vida no planeta.

O que despertou ainda mais o interesse dos cientistas na atualidade foi um estudo realizado no
ano 2000 pela NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço).

Nesse estudo, foi confirmada a existência de processos erosivos no planeta, o que evoca a
possibilidade da existência de água e, consequentemente, de vida em Marte.

Embora tenham descoberto esses indícios, ainda não ficou comprovada a existência de outros
seres no planeta. No entanto, isso não exclui a possibilidade de o mesmo ter sido habitado
num passado remoto.
Foto da superfície de Marte
Leia também:
 Planetas do Sistema Solar
 Sistema Solar
 Tipos de Planetas
 Características da Lua
 Características do Sol

Curiosidades sobre Marte


Veja no vídeo abaixo, algumas curiosidades do Planeta Vermelho.

Saiba tudo sobre os planetas do sistema solar:


 Mercúrio
 Vênus
 Terra
 Júpiter
 Saturno
 Urano
 Netuno

1. ASTRONOMIA

Eclipse Solar
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

O eclipse solar é um fenômeno raro que acontece quando a Lua está localizada entre o
planeta Terra e o Sol. Nessa posição, a Terra fica coberta por uma sombra.

Eclipses do Sol em 2019


Em 2019 acontecerão 3 eclipses solares: um parcial, um total e um anular, sendo que nenhum
deles será visível no Brasil.

O eclipse parcial ocorre no dia 6 de Janeiro e será visível na Ásia. No dia 2 de Julho será a vez
de um eclipse solar total, que poderá ser visto no Chile e na Argentina.

O último eclipse do ano acontecerá no dia 26 de Dezembro e poderá ser observado na Arábia
Saudita, Índia, Sumatra e Bornéu.

No Brasil, a previsão é de que um eclipse solar total seja visível apenas em 2045.

Como ocorre e qual a duração?


O eclipse do Sol ocorre apenas nos momentos em que a Lua está na fase nova.

Ele não ocorre sempre, uma vez que as órbitas da Terra e da Lua diferem no tocante às suas
posições e formatos.

Isso porque a órbita do planeta Terra em torno do Sol não se encontra no mesmo plano que a
órbita da Lua em torno da Terra.

É curioso notar que se não existisse uma inclinação entre os planos das órbitas, os eclipses
seriam um fenômeno corriqueiro. Assim, ocorreria um eclipse lunar a cada lua cheia e um
eclipse solar a cada lua nova.

O fenômeno tem a duração máxima de 7 minutos. O eclipse solar ocorrido em 15 de janeiro de


2010 (Eclipse Anular do Sol) foi considerado o eclipse mais longo do milênio. Ele teve a
duração de 11 minutos e 7,8 segundos.
VEJA TAMBÉM: Fases da Lua

Como ver o eclipse?


Não é recomendado visualizar o fenômeno do eclipse a olho nu, pois as radiações que
emanam do Sol podem queimar o tecido ocular.

Também não se deve usar óculos escuros, filmes velados, radiografias. Binóculos ou
telescópios só poderão ser usados com o uso de filtros especiais para esse fim. O ideal é não
exagerar na observação.

Os especialistas recomendam que a observação seja feita apenas por alguns segundos e com
a utilização de óculos específicos. Os óculos usados para soldar podem ser uma opção segura,
desde que sua tonalidade seja superior a 14.

Dos tipos de eclipses que existem, o mais nocivo para visualizar a olho nu é o eclipse solar
parcial. Isso porque o brilho do Sol permanece praticamente igual.
VEJA TAMBÉM: Características da Lua

Tipos de Eclipse
A sombra projetada pela Lua, que atinge algum ponto da superfície do planeta Terra, é que
determina o desaparecimento do Sol.

De acordo com a forma como é visível, o eclipse é classificado da seguinte forma:

 Eclipse Total: ocorre quando o Sol fica totalmente encoberto pela Lua, bloqueando toda
a luz solar. Um eclipse total do Sol demora cerca de 400 anos para se repetir num mesmo
lugar do planeta Terra.
 Eclipse Parcial: ocorre quando apenas uma parte do Sol fica encoberta pela Lua,
bloqueando parcialmente a luminosidade do Sol.
 Eclipse Anular ou Anelar: ocorre porque o diâmetro angular da Lua é menor que o
diâmetro do Sol, de forma que o satélite (Lua) consegue cobrir apenas o centro do disco
solar, formando um anel brilhante.
 Eclipse Híbrido: nesse caso, dependendo do local em que é observado, o eclipse pode
ser anelar ou total.

Na animação abaixo, vemos parte da trajetória da sombra da Lua na superfície da Terra


provocada pelo eclipse solar total que ocorreu em 21 de agosto de 2017.

Eclipse total do Sol que ocorreu em 2017


Eclipse Solar e Eclipse Lunar
O eclipse solar ocorre quando a Lua está entre a Terra e o Sol. O eclipse lunar , por sua vez,
ocorre quando a Terra está entre a Lua e o Sol, ou seja, no momento em que a Lua penetra na
sombra da Terra.

Os eclipses solares ocorrem na fase da lua nova, já os lunares ocorrem na fase da lua cheia.
Nesses momentos, o Sol encontra-se numa linha de encontro entre o plano da órbita lunar e a
órbita solar denominada de “Linha dos Nodos”.

De modo geral, os eclipses ocorrem quatro vezes por ano (dois solares e dois lunares).

Veja abaixo um vídeo que mostra um eclipse total do Sol que aconteceu em 21 de agosto de
2017.
VEJA TAMBÉM: Características do Sol
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1. ASTRONOMIA

Características da Lua
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

A Lua é o único satélite natural da Terra. Formou-se praticamente ao mesmo tempo em que
a Terra com o surgimento do Universo.
Por sua proximidade com o planeta Terra, é o objeto maior e mais brilhante no céu noturno
terrestre. Sendo a quinta maior lua do sistema solar.

O nome Lua tem origem do latim, Luna, e foi usado para indicar o satélite natural da Terra, pois
a princípio era a única lua conhecida. Apenas em 1610, Galileo Galilei descobriu que existiam
outras luas no sistema solar.
Imagem da Lua

Origem da Lua
A teoria mais aceita para a origem da Lua aponta que tenha surgido a partir da colisão de um
corpo celeste de dimensões semelhantes a Marte com a Terra, há cerca de 4,5 bilhões de
anos.

Os detritos da explosão seriam os formadores do satélite, que inicialmente apresentavam muito


material fundido. Ao longo do tempo, este material foi se cristalizando e formando o satélite que
hoje conhecemos.

Principais Características da Lua


A massa da Lua é de 7,35.1022 kg e corresponde, aproximadamente a 1,23% da massa da
Terra. Seu diâmetro é de 3 475 km, que é 3,67 vezes menor que o diâmetro da Terra.

A distância média entre a Lua e a Terra é de 384 400 km. Essa é uma distância muito grande.
Para termos uma ideia, poderíamos colocar 30 planetas do tamanho da Terra alinhados entre
elas.

Estudos mostram que a Lua se afasta 3,78 cm por ano da Terra. Este fato torna os dias na
Terra mais longos.

A gravidade da Lua é de 1,62 m/s2 . Isso faz com que o peso de uma pessoa na Lua
corresponda a 0,166 do seu peso na Terra.

A temperatura na sua superfície pode atingir cerca de 127 ºC quando iluminada pelo Sol e -
173 ºC quando está sem iluminação.

O fato da Lua apresentar uma fina camada de atmosfera, explica essa variação de
temperatura. Além disso, a escassa atmosfera não oferece nenhuma proteção aos raios
solares.
A falta de uma atmosfera mais espessa, também explica a superfície lunar apresentar
inúmeras crateras, resultado dos contínuos impactos com meteoros, cometas e asteroides.

A Lua gira em torno do seu próprio eixo (movimento de rotação) com a mesma velocidade que
gira ao redor da Terra. Por isso, da Terra vemos sempre a mesma face da Lua.

Seu período de rotação ao redor da Terra é de 27 dias terrestres, contudo leva 29 dias para
atingir a mesma posição em relação ao Sol.

Estrutura e Composição
A Lua é formada por núcleo, crosta e manto. O núcleo é sólido e rico em ferro. Seu raio é de
aproximadamente 240 km.

O manto, que é a camada intermediária entre o núcleo e a crosta, é formado basicamente por
magnésio, ferro, silício e oxigênio.

Na crosta lunar encontramos oxigênio, silício, magnésio, ferro, cálcio, alumínio e pequenas
quantidades de titânio, urânio, tório, potássio e hidrogênio.

Influência sobre as marés


Sem a existência da Lua, a Terra não teria marés. O fenômeno nos mares ocorre em
consequência da força de atração gravitacional exercida pelo satélite natural e pelo Sol.

Essa força é proporcional as massas dos corpos envolvidos e inversamente proporcional à


distância entre eles. Neste caso a massa do Sol é muito maior que a massa da Lua.

Entretanto, a menor distância entre a Lua e a Terra, faz com que a força exercida por nosso
satélite seja o dobro da força exercida pelo Sol.

Na verdade, a maré é o resultado da combinação das forças exercidas tanto pela Lua, quanto
pelo Sol, em função da suas posições relativas à Terra.

Na Lua cheia e na Lua nova, as duas forças se somam formando marés cheias mais altas e
marés baixas mais baixas. Já no quarto crescente e no quarto minguante esse efeito será
atenuado.
VEJA TAMBÉM: Força Gravitacional

Fases da Lua
A Lua não tem luz própria, entretanto, conseguimos vê-la brilhante pois ela reflete a luz
proveniente do Sol. Assim, de acordo com a sua posição em relação ao Sol e a Terra, a
veremos iluminada de diferentes maneiras.

Essas diferentes maneiras são chamadas de fases da Lua. Em função do ângulo de incidência
da luz solar sobre a sua superfície temos quatro fases distintas. São elas: lua crescente, nova,
minguante e cheia.
VEJA TAMBÉM: Fases da Lua

Vídeo
O Vídeo produzido pela Nasa, faz um passeio pela superfície do nosso satélite natural, com
incríveis imagens. Você não pode perder!

Curiosidades
 A sonda soviética Lunik 2 foi o primeiro artefato a aterrissar no solo lunar em 1959.
 Somente doze homens pisaram até hoje em solo lunar, o primeiro foi Neil Armstrong em
20 de julho de 1969.
 Ao mapear a superfície da Lua, foi descoberta uma cratera onde a temperatura é de - 238
ºC, essa é a temperatura mais baixa, até agora, encontrada no sistema solar.
 Existiam na Lua vulcões ativos, entretanto estão adormecidos a milhões de anos.
Quer complementar sua pesquisa? Leia também:
 Satélites Naturais
 Satélites Artificiais
 Sistema Solar
 Galileu Galilei
 Corpos Celestes
 Características do Sol
 O que é Universo?
 Planetas do Sistema Solar
 Eclipse Lunar
 Eclipse Solar
 Viagem do homem à Lua

1. BIOGRAFIAS

Nicolau Copérnico
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

Nicolau Copérnico, um dos pais da astronomia moderna, nasceu em Tourum, na Polônia, em


19 de fevereiro de 1473. Seu nome de batismo era MIkolaj Kopernik.

Copérnico era monge, matemático e astrônomo. É autor da Teoria Heliocêntrica, segundo a


qual o Sol é o centro do sistema solar.

Até então, a Igreja Católica – que controlava o poder religioso, político e econômico na Idade
Média – adotava a Teoria Geocêntrica, em que a Terra era o centro do universo.
Essa teoria tinha como base os estudos de Aristóteles e foi elaborada por Cláudio Ptolomeu,
um astrônomo e geógrafo do século II. Por isso, também era chamada de Teoria Ptolomaica.

Biografia

Nicolau Copérnico: o filósofo do firmamento


Nicolau Copérnico ficou órfão aos 10 anos de idade e foi criado por seu tio materno Lucas
Watzelrode, que se tornou mais tarde bispo de Ermland.

Entrou em 1491 na Universidade de Cracóvia, onde estudou artes liberais e também


Matemática e Astronomia.

Mais tarde estudou grego na Universidade de Bolonha. Frequentou ainda a universidade de


Pádua onde se formou em Medicina e da universidade de Ferrara recebeu o título de Doutor
em Direito Canônico.

Retornou em 1501 à Polônia, local em que assumiu as funções de cônego de Franenburg e


onde exerceu também a medicina.

Trabalhando de maneira paralela como astrônomo, construiu um precário observatório para


estudar o movimento dos corpos celestes.

Os resultados, contudo, só eram apresentados para amigos que receberam em 1507 um


modelo cosmológico, mas nada era oficial.

Em 1515 começou a escrever sua principal obra “De Revolutionibus Orbium Coelestium”, que
só foi publicada no ano de sua morte.

Teoria Heliocêntrica
Em sua obra, Copérnico afirma que a Terra não está fixa no centro do universo, e sim girando
em uma órbita circular ao redor do Sol, assim como os demais planetas.

Apesar do erro com relação à órbita circular dos planetas, a sua teoria heliocêntrica abriu
caminho para a busca de uma maior compreensão do universo.

Deduziu, após sucessivos cálculos matemáticos, que é a Terra o corpo celeste que executa um
movimento completo em torno do próprio eixo, explicando o porquê do dia e da noite.

Copérnico também ordenou os planetas por suas distâncias em relação ao Sol e concluiu que
quanto menor a órbita, maior a velocidade orbital.
Para saber mais, leia também Geocentrismo.

Descrição das órbitas dos


planetas
Principal Obra
As teorias de Nicolau Copérnico só foram apresentadas em 1530 em um manuscrito chamado
“Revolutionibus Orbium Coelestium – Das Revolução dos Corpos Celestes”.

A publicação só foi permitida em 1540, sob a responsabilidade de George Joaquim Rhäticus,


discípulo de Copérnico.

Foi somente em 1543, que Rhäticus conseguiu permissão de Copérnico para imprimir e fazer
circular em Nuremberg a obra completa de seu mestre. Apresentada de maneira científica e
não mais como uma hipótese.

O prefácio da publicação era de autoria do papa Paulo III, mas fora substituído por outro,
assinado por Andreas Osiander. Nela, ele apontava a teoria de Copérnico ainda como uma
hipótese.

Dividida em seis volumes, a obra apontava que todos os planetas, inclusive a Terra, giravam
em torno do próprio eixo e ao redor do Sol.

Os historiadores não têm consenso se Copérnico conseguiu ver o primeiro volume da obra
“Das Revoluções dos Corpos Celestes”. A impressão ocorreu no ano de sua morte, em 24 de
maio de 1543.

A Santa Inquisição
Os estudos de Copérnico demoraram 30 anos e sua prudência era justificada também pelas
constantes condenações da Igreja a quem questionasse suas doutrinas oficiais.

Em geral, as condenações resultavam em morte sob a acusação de heresia pela Inquisição.

Os questionamentos à teoria que colocava a Terra no centro do Universo eram um embate


direto ao pensamento religioso. Isso tirou, além do planeta, o próprio homem do centro do
universo.
Entre os principais dogmas da Igreja Católica está o de que o homem é feito à imagem e
semelhança de Deus, estando, portanto, no centro do universo.

Somente 20 anos após a divulgação dos primeiros comentários de Copérnico, que o frade
dominicano Giordano Bruno revelou seus estudos sobre o universo infinito. Ele foi condenado à
morte pela inquisição.

O estudioso Galileu Galilei – que viveu entre 1564 e 1642 – conseguiu comprovar a Teoria
Heliocêntrica de Nicolau Copérnico. Galileu, porém, negou os estudos por receber ameaça de
excomunhão e morte pela Santa Inquisição.

Mais tarde, Isaac Newton (1642 a 1727), explicou a base física da gravitação dos planetas ao
redor do Sol.

Ainda assim, o Vaticano manteve a ideia do geocentrismo até 1835. O Papa Gregório XVI
mandou retirar a obra das Revoluções dos Corpos Celestes da lista dos livros censurados pela
Santa Sé e admitiu o erro dos antecessores.

Frases
 "Saber que sabemos o que sabemos, e saber que não sabemos o que não sabemos, esta
é a verdadeira sabedoria".
 "Não estou tão encantado com minhas próprias opiniões para ignorar o que os outros
possam pensar delas".
 "A ciência é filha da verdade e não da autoridade"

Leia também sobre Aristóteles.


1. QUÍMICA
2. ›
3. QUÍMICA NUCLEAR

Fusão Nuclear

Fusão Nuclear é a junção de átomos que têm núcleos leves. Da junção desses átomos,
resulta um átomo com núcleo mais pesado.
Submetidos a uma temperatura bastante elevada (cerca de 10 milhões de graus Celsius), o
deutério (H2) e o trítio (H3), que são isótopos de hidrogênio (H), se unem. Dessa união resulta a
liberação de uma grande quantidade de energia e são formados núcleos de hélio.
O processo de fusão nuclear dá origem ao funcionamento das bombas de hidrogênio (as
bombas atômicas mais destrutivas que existem). Da fusão decorre também a produção de
energia solar.

Reator de Fusão Nuclear


A fusão nuclear libera bastante energia. Por esse motivo há um compromisso muito grande da
comunidade científica em tornar possível a energia nuclear como uma opção energética a partir
do processo de fusão.

Para esse fim, é necessário um reator capaz de produzir e controlar a fusão nuclear.

Tokamak é o nome que se dá aos reatores que estão sendo desenvolvidos em vários locais do
mundo.

Quais as suas Vantagens?


A energia gerada pela fusão nuclear seria uma forma que garantiria segurança e limpeza
ambiental. Isso porque, a fissão nuclear produz energia principalmente através do urânio (um
dos principais elementos radioativos).
Uma vez que a quantidade de combustível utilizado é menor, decorre que
a radioatividadetambém seja inferior e, logo, também seja menor a produção de lixo nuclear.

O combustível utilizado para fusão pode ser obtido na água do mar e no trílio do próprio reator
nuclear. Na fissão, é o urânio que é utilizado para esse fim, mas esse não é facilmente
extraído.

Leia também:
 Descoberta da Radioatividade
 Energia Nuclear
 Energia Não Renovável
 Bomba de Hidrogênio
 Bomba Atômica

A Fusão Nuclear e as Estrelas


No interior das estrelas ocorrem reações termonucleares, ou seja, nelas acontece o processo
de fusão nuclear. O Sol é um exemplo.
As estrelas são formadas de hidrogênio, cujo núcleo é leve. A alta temperatura promove a
fusão formando um núcleo de hélio, elemento mais pesado. Muita energia é gerada nesse
processo violento que dá energia à energia solar.

Fusão Nuclear a Frio


Trata-se de uma tese dos químicos Martin Fleischmann e Stanley Pons de que o processo de
fusão nuclear poderia acontecer não em temperaturas altíssimas, mas em temperatura
ambiente.

A hipótese foi descartada pela comunidade científica, uma vez que os químicos não
conseguiram comprovar que tinham conseguido obter a fusão nuclear a frio.

E o que é a Fissão Nuclear?


A fissão nuclear é um processo que decorre justamente de forma contrária ao processo de
fusão nuclear.

Ao invés da fusão dos núcleos atômicos, o que acontece é a sua quebra.

Quer saber mais? Leia Fissão Nuclear.

Veja questões de vestibulares sobre o tema na lista que preparamos: Exercícios sobre
radioatividade.

1. GEOGRAFIA

Aurora Boreal
A aurora boreal é um fenômeno muito bonito da natureza que ocorre no polo norte da Terra.
Ela resulta do impacto dos ventos solares com o campo magnético do planeta.

As luzes brilhantes caracterizam essa manifestação da natureza que pode ser vista em apenas
alguns lugares do mundo.

Foto da aurora boreal

Como e Onde Acontece?


Além de emitir luz, o Sol também emite os ventos solares, que estão repletos de partículas
subatômicas carregadas de energia.
Chamadas de plasma, essas partículas provocam o fenômeno de luz quando entram em
contato com os campos magnéticos dos polos.

Ilustração de esquema da aurora boreal e austral. Fonte: Marco Brotto


É a Ionofesra a camada da atmosfera mais afetada pelos campos magnéticos.

As principais cores formadas são o verde e o vermelho. O verde é formado pela emissão de
átomos de oxigênio em altas camadas atmosféricas.

O vermelho é formado pela emissão de átomos de nitrogênio, em maior quantidade, e de


oxigênio, em camadas mais baixas.

A aurora boreal é visível a olho nu. Pode ser vista nos finais da tarde e durante a noite, nos
primeiros meses do ano, particularmente em janeiro, fevereiro e março, quando a maioria da
neve já caiu e o céu está limpo no hemisfério norte.

Também pode ser vista no outono, nos meses de setembro e outubro.

O fenômeno é visível na Noruega, Suécia, Dinamarca, Alasca, Finlândia, Escócia, Rússia,


Islândia, Groenlândia e Canadá.

E a Aurora Austral?

Foto da aurora austral na Nova Zelândia


O mesmo fenômeno de luzes, resultado da atividade solar, ocorre também no hemisfério sul do
planeta. Nesse hemifério, é chamado de aurora austral, nome criado pelo navegador inglês
James Cook.

A cidade de Ushuaia, capital da Província da Terra do Fogo na Argentina, é um dos lugares


que podemos observar a aurora austral. Trata-se da cidade mais austral do mundo e, por isso,
é chamada de “fim do mundo”.

Além dela, esse fenômeno pode também ser observado na Austrália, Nova Zelândia e na
Antártica.
Curiosidades
O nome Aurora Boreal foi criado pelo cientista Galileu Galilei no ano de 1619. Trata-se de uma
homenagem à Aurora, deusa romana do amanhecer, e Borias, seu filho, representante do
vento norte.

Um dos lugares preferidos para presenciar o fenômeno é na cidade de Thomsø, na Noruega.

Leia também:

 O que é Atmosfera?
 Equinócio
 Escandinávia

1. GEOGRAFIA

Planeta Netuno

Netuno é o oitavo planeta a partir do Sol. É um gigante gasoso, bem como Júpiter, Saturno e
Urano. Está distante 4,5 bilhões de quilômetros do Sol e demora 156 anos terrestres para
completar uma órbita. Foi descoberto em 1846 e recebeu o nome do deus romano do mar.
A comunidade científica denomina os planetas com nomes da mitologia greco-romana. O
planeta demora 16 horas terrestres para completar o movimento de rotação – duração de um
dia neptuniano. Possui 13 luas confirmadas e uma ainda aguarda a confirmação por cientistas.

Características
O planeta Netuno é composto, principalmente, de água muito quente, amônia e metano em seu
núcleo, que tem aproximadamente o tamanho da Terra. A atmosfera é formada por hidrogênio,
hélio e metano. Assim como Urano, a cor azulada brilhante de Netuno resulta da elevada
quantidade de metano na atmosfera.

Por conta das peculiaridades do núcleo e atmosfera, Netuno também é chamado de gigante de
gelo. Foi observado a primeira vez em 1612 por Galileu Galilei, mas sua descoberta só foi
confirmada em 1845 pelas pesquisas de Johann Gottfried Galle, no Observatório de Berlim.

A sua principal lua, Tritão, foi descoberta 17 dias depois. Desde que foi descoberto, a primeira
volta ao Sol de Netuno ocorreu em 2011. O planeta é invisível a olho nu por causa de sua
extrema distância da Terra. O campo magnético de Netuno é cerca de 27 vezes mais potente
que o da Terra.

Netuno também é chamado de gigante de gelo


Os Anéis de Netuno
Netuno tem seis anéis conhecidos, todos localizados após as observações da sonda Voyager
2. Os anéis são não uniformes, mas têm quatro grossos Regiões (massas de poeira) chamado
arcos e seriam jovens, com poucos bilhões de anos. Somente em 1984, astrônomos
encontraram evidências da existência do sistema de anéis em torno de Netuno.

O conjunto é formado por três anéis proeminentes, denominados Liberdade, Igualdade e


Fraternidade. Mais fracos, também foram descobertos os anéis, Adams, Leverrier, Galle e
Arago, cuja extensão varia de 42 mil quilômetros a 62 mil quilômetros.

As Luas de Netuno
As 13 luas de Netuno são nomeadas após vários deuses do mar e ninfas na mitologia grega.
Uma última foi descoberta em 2013 pelas observações da sonda Voyager 2 e ainda é
aguardado o reconhecimento. Esse corpo celeste orbita em um dos anéis de Netuno.

A principal lua de Netuno, Tritão, foi descoberta pelo matemático inglês William Lassell, que era
um astrônomo amador. A descoberta ocorreu em 10 de outubro de 1846, mas somente em
1989, a sonda Voyager 2 visitou o planeta e descobriu os fracos anéis a orbitar Netuno. As
demais luas foram descobertas entre 2002 e 2003 e todas recebem os nomes de deuses e
ninfas da mitologia grega.

Tritão é um corpo celeste peculiar e considerado excêntrico, porque orbita no sentido contrário
do planeta principal. As observações da Voyager 2 permitiram identificar que a superfície de
Tritão é semelhante a uma casca de melão com muitos vulcões de gelo a emitirem nitrogênio
líquido, metano e poeira que congelam instantaneamente, transformam-se em neve e retornam
à superfície. É um dos objetos mais frios do sistema solar, com 240ºC negativos.

Planeta Terra
O Planeta Terra é um dos 8 planetas que fazem parte do Sistema Solar. Também chamado de
"Planeta Azul",recebe esse denominação posto que grande parte do planeta é formado por
água. De partida, vale destacar que os planetas são corpos celestes sólidos e arredondados
que não possuem luz própria e nem calor.
O planeta Terra é o único planeta do sistema solar em que existe água em estado líquido,
característica que junto ao oxigênio, torna possível a vida no planeta. Essa água corresponde
cerca de 70% da superfície do planeta, local chamado de hidrosfera. A Terra é composta de
diversos gases, de forma que em sua atmosfera encontramos principalmente, o nitrogênio
(78%) e oxigênio (21%).
Ademais, a Terra é o terceiro planeta a partir do Sol o qual dista cerca de 149 milhões de Km
do Sol. Situado na Via Láctea, a Terra formou-se cerca de 4,5 bilhões de anos atrás e possui
12.757 km de diâmetro, sendo considerado o quinto maior planeta em tamanho.
Para saber mais: Planetas e Sistema Solar.
Estrutura do Planeta Terra
O planeta terra é dividido em partes internas e externas, a saber:

 Camadas Internas: formada pelo Núcleo, composto basicamente de ferro e níquel; e


o Manto (magma pastoso), camada intermediária composta de silício, ferro e magnésio
situado acima do núcleo.
 Camadas Externas: formada pela Litosfera (crosta terrestre), corresponde a camada
mais superficial da terra, sendo composta de rochas e minerais. Além da Litosfera, a
estrutura interna do planeta possui a Hidrosfera, formada pelas águas do planeta;
a Atmosfera que compõem os gases presentes no planeta; e, por fim, a Biosfera, local
onde vivem os seres vivos.

Movimento Terrestre
Os movimentos realizados pelo planeta Terra em torno de seu eixo ou do sol, são
denominados de rotação e translação. Assim, a rotação é o movimento que o planeta Terra
realiza em torno de si mesmo (de oeste para leste) que leva aproximadamente 23 horas, 56
minutos e 4,095 segundos, correspondente ao tempo que dura um dia. Esse movimento
explica a existência dos dias e das noites.

Por sua vez o movimento de translação é quando a Terra gira em torno do sol e que dura 365
dias e um quarto, o que significa o tempo de 1 ano, embora nos anos bissextos os dias
totalizam 366. Assim, o movimento de translação determina as quatro estações do ano
(Solstícios e Equinócios), o que interfere diretamente no clima, dependendo da incidência solar
em determinado local do globo terrestre.

Para saber mais: As Estações do Ano, Solstício e Equinócio.

Curiosidades
 Geologia é o nome atribuído a ciência que estuda a história da Terra, dividida nas
chamadas "Eras Geológicas".
 A Terra é o corpo celeste mais denso do Sistema Solar sendo seu satélite natural a Lua.
 O núcleo terrestre pode atingir temperaturas de até 5000 °C.
 O planeta Terra possui uma área total de aproximadamente 510 milhões, sendo 150
milhões de Km2, as terras emersas e 360 milhões de Km 2 correspondem a área coberta
pelos mares e oceanos.
 A profundidade média dos oceanos no planeta Terra gira em torno de 3800m.
 Dia 22 de abril é comemorado o “Dia Mundial do Planeta Terra”.

Veja também Planeta Marte.

1. GEOGRAFIA

Planeta Saturno
Saturno é o sexto planeta a partir do Sol, e o segundo maior do sistema solar. O primeiro
é Júpiter. É conhecido pelo complexo sistema de anéis formados principalmente por gelo e
poeira cósmica e possui 53 luas conhecidas e outras nove em pesquisa.

O diâmetro de Saturno é de 119,3 mil quilômetros e o seu volume é 755 vezes maior que a
Terra. Possui uma das mais rápidas rotações do Sistema Solar de oeste para leste, demorando
10 horas e 39 minutos para dar a volta sobre si mesmo.

O movimento de translação – em volta do Sol – é feito em 29 anos, 167 dias e 6 horas


terrestres a 34,7 quilômetros por hora. É um planeta gasoso, juntamente com Júpiter, Urano e
Netuno e a temperatura na superfície é de 125º C negativos.
O planeta Saturno foi descoberto em 1610 pelo astrônomo italiano Galileu Galilei e recebeu o
nome do deus romano da agricultura. É o planeta mais distante que pode ser observado da
Terra a olho nu.

Características
Por ser um planeta gasoso, é composto principalmente por hidrogênio e hélio. Ou seja, não há
superfície sólida. O centro de Saturno é composto por um núcleo denso de rocha, gelo e água.

Há também outros compostos feitos sólido pela pressão e calor intensos. O planeta é recoberto
por hidrogênio metálico líquido, dentro de uma camada de hidrogênio líquido

O planeta já foi explorado por cinco missões espaciais. A última, a Cassini, iniciou a exploração
em 2004 e a Nasa prevê concluir os trabalhos em 2017.

Os anéis de Saturno
As observações realizadas em Saturno indicam que os anéis do planeta são formados por
pedaços de cometas, asteroides e luas despedaçadas. Os anéis mais conhecidos são
denominados A, B e C, mas há sete no total, todos representam letras do alfabeto à medida em
que foram descobertos. Cada um tem milhares de quilômetros de extensão, chegando a 282
mil quilômetros, mas são, em geral, de espessura média a 1 quilômetro.

Os anéis de Saturno são formados por pedaços


de cometa, asteroides e luas despedaçadas

Curiosidades
As primeiras observações dos anéis de Saturno foram realizadas por Galileu Galilei, mas só foi
possível ter maiores detalhes da formação por meio das explorações das sondas Voyager 1 e
Voyager 2, em 1980. A complexidade ainda impede a indicação precisa da composição dos
anéis, que são orbitados por duas luas, Encke e Keeler gaps.
Embora permaneçam em torno de Saturno, os anéis orbitam em velocidades diferentes. Na
composição de anéis, as divisões também têm suas próprias características, como a Divisão de
Cassini, uma lacuna medindo 4,7 mil quilômetros.

As Luas de Saturno
A primeira lua de Saturno a ser descoberta foi Titã, por Christiaan Huygens, em 1655. Em
seguida, Giovanni Domenico Cassini descobriu Iapetus (1671), Rhea (1672), Dione (1684), e
Tétis (1684). As luas Mimas e Enceladus foram descobertas por William Herschel em 1789 e
50 anos mais tarde foram observadas Hyperion (1848) e Phoebe (1898).

Com a melhoria no sistema de observação, no século 19 foram descobertas outras luas a


orbitar Saturno, totalizando 18. Em decorrência dos trabalhos da missão Cassini já foram
identificados 53 satélites.
1. GEOGRAFIA

Planeta Urano
Urano é o sétimo planeta a partir do Sol, o terceiro maior do Sistema Solar e foi o primeiro a ser
encontrado por meio de um telescópio, pelo astrônomo William Herschel em 1781. Demora 84
anos terrestres para completar uma rotação ao sol. Urano é o nome do deus grego do céu.

Assim como Vênus, Urano gira de leste a oeste. Observações mais detalhadas do planeta
foram realizadas pela sonda Voyager, em 1986 e pelo telescópio Hubble. Juntamente com
Netuno, é um dos dois gigantes de gelo do céu. É formado, principalmente, por hidrogénio e
hélio, sendo classificado também como planeta gasoso.

Características
A velocidade da órbita de Urano é de 27,4 mil quilômetros por hora e a massa é 14,5 vezes
maior que a da Terra. A atmosfera de Urano é constituída, principalmente, de hidrogênio, hélio
e metano. A temperatura na superfície chega a 216ºC negativos. A cor azulada resulta da
absorção de luz vermelha do metano nas camadas superiores da atmosfera.
A cor azul de Urano é resultado da absorção da
luz vermelha do metano

Curiosidades
O planeta Urano exibe 13 anéis. As observações mais evidentes dos anéis de Urano ocorreram
em 1977, por equipes do Airborne Observatory Kuiper e do Observatório de Perth, da Austrália.
Na ocasião, foram descobertos cinco anéis, denominados Alpha, Beta, Gamma, Delta e
Epsilon, considerando a ordem crescente de distância do planeta pelos pesquisadores do
Airborne Observatory.

Já a equipe de Perth identificou seis mergulhos distintos na luz das estrelas, que eles
chamaram anéis de 1 a 6. Após as observações da Voyager 2, em 1986, foram descobertos
mais dois anéis.

Os anéis estão localizados na parte interna das órbitas dos satélites, têm muitas divisões, são
opacos e estreitos. A composição dos conjuntos de anéis de Urano não é conhecida, mas
assim como os de Saturno, seriam formados por gelo e partículas escuras que não refletem
luz. A formação teria ocorrido por choques de satélites, mas não há dados conclusos.

As Luas de Urano
O planeta possui 27 luas conhecidas que são nomeadas com personagens das obras de
William Shakespeare ou Alexander Pope. As primeiras quatro luas, Titania, Oberon, Ariel e
Umbriel foram descobertas entre 1787-1851. A mais complexa de todas, Miranda, foi
descoberta em 1948.

1. ASTRONOMIA

Atmosfera dos Planetas

Atmosfera é a camada de gases que envolve vários planetas e satélites do Sistema Solar.
Cada atmosfera tem uma composição diferente, a maior parte dela é bastante rarefeita.
É importante destacar que a composição da atmosfera da Terra é a única no Sistema Solar
que permite a existência da vida tal como a conhecemos. Esse diferencial ocorre,
principalmente, pela ação da camada de ozônio.

Características da Atmosfera dos


Planetas
Mercúrio
A atmosfera de Mercúrio é quase inexistente. Fatores como a gravidade baixa e a temperatura
elevada levaram ao seu desaparecimento.

Uma vez que a sua massa é muito pequena, a atmosfera desse planeta é bastante rarefeita.
Composição da atmosfera: 42% de oxigênio, 29% de gás de sódio, 22% de hidrogênio, 6%
de hélio e 0,5% de potássio.
Além desses, em Mercúrio é encontrado argônio, dióxido de carbono, Criptônio, neônio,
nitrogênio, vapor d’água e xenônio.

Vênus
A atmosfera de Vênus é considerada extremamente densa. Dessa densidade resulta que uma
grande porcentagem de luz solar é refletida, o que torna Vênus brilhante e, assim, dificulta a
observação da sua superfície.

Vênus é o planeta mais quente do Sistema Solar, com temperaturas que podem chegar a 467
ºC.

Composição da atmosfera: 96,5% de dióxido de carbono e 3,5% de hidrogênio.

Além desses, há pequenas proporções de argônio, dióxido de enxofre, hélio, monóxido de


carbono e vapor d'água.

Terra
A composição química da atmosfera da Terra favorece a existência de vida no Planeta.

A camada atmosférica terrestre tem cerca de 10.000 quilômetros de espessura. Como


apresenta características diferentes à medida que avançamos para o espaço, é dividida em
camadas. São elas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

Composição da atmosfera: 78% de nitrogênio e 21% de oxigênio.


Além desses, há pequenas proporções de argônio, dióxido de carbono e água.

Marte
A atmosfera de Marte é rarefeita e bastante empoeirada. A cor avermelhada do planeta é
atribuída à elevada quantidade de poeira na atmosfera.

Composição da atmosfera: 95,3% de dióxido de carbono, 2,7% de nitrogênio e 1,6% de


argônio.
Além desses, na atmosfera de Marte é encontrado metano, oxigênio e vapor d’água.

Júpiter
O campo magnético de Júpiter permite a criação de intensa atividade boreal. Os ventos na
superfície do planeta provocam uma tempestade atmosférica conhecida como "grande mancha
vermelha".

A composição atmosférica do planeta, um gigante de gás, é responsável pela grande emissão


de descargas elétricas e atividade radioativa.

Composição da atmosfera: 75% de hidrogênio e 24% de hélio.


Além desses, nele é encontrado amônia e metano.

Saturno
Saturno tem uma atmosfera espessa.

A radiação ultravioleta do Sol provoca na atmosfera superior de Saturno uma série de reações
químicas que originam a denominada grande mancha branca. Esse fenômeno pode ser
observado a cada 30 anos da Terra.

Composição da atmosfera: 93,2% de hidrogênio e 6,7% de hélio.


Além desses, na sua atmosfera é encontrado acetileno, amônia, etano e metano.

Urano
A atmosfera de Urano é extremamente clara e fria.
O planeta Urano apresenta aspecto azulado, o que decorre da presença de metano na sua
atmosfera. Isso porque o metano consome luz vermelha.

Composição da atmosfera: 83% de hidrogênio, 15% de hélio e 2% metano.


Além desses, é encontrado amônia e água em estado sólido.

Netuno
A atmosfera de Netuno é densa.

A pequena quantidade de metano na atmosfera do planeta é o suficiente para lhe conferir a cor
azulada, tal como acontece em Urano.

Mas enquanto Netuno apresenta uma cor azul viva, o azul de Urano é bastante claro.

Composição da atmosfera: 80% de hidrogênio e 19% de hélio.


Plutão e Satélites Naturais
Plutão não é um dos planetas do Sistema Solar, mas é um planeta anão.

A sua atmosfera é fina e composta, principalmente, por nitrogênio, metano e monóxido de


carbono. A sua superfície é coberta de gelo, os quais são formados dos componentes químicos
mencionados.

Quando Plutão se aproxima do Sol sua atmosfera apresenta-se de forma gasosa. Com o
afastamento do Sol, apresenta-se de forma sólida em decorrência das baixas temperaturas.

Titã, satélite de Saturno, e Tritão, satélite de Netuno, contam com a presença de atmosfera. A
camada atmosférica de Tritão é bastante tênue.

Já Titã, conta com uma camada de gases densa. Na sua composição é encontrado 98,4% de
nitrogênio e 1,6% de metano.

A atmosfera de Tritão é formada principalmente de nitrogênio, mas também apresenta metano


na sua composição.

Complemente sua pesquisa. Consulte:


 O que é Atmosfera?
 Camadas da Atmosfera
 Tipos de Planetas
 Camada de Ozônio
 Sistema Solar

1. GEOGRAFIA

Planeta Júpiter

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, o quinto a partir do Sol e o quarto corpo celeste
mais brilhante no céu – os demais são o Sol, a Lua e Vênus. A massa é 318 vezes superior à
da Terra e maior que todos os planetas do Sistema Solar juntos.

Tem cerca de 143 mil quilômetros de diâmetro no equador, o que equivale a 11 vezes mais que
o diâmetro da Terra. É orbitado por 67 satélites naturais, situando-se a uma distância média de
778,3 milhões de quilômetros do Sol.
Júpiter

Curiosidades
Foi batizado com esse nome em homenagem ao governante do Olimpo, Júpiter, o deus dos
deuses. Júpiter, assim como Saturno, exibe um sistema de anéis, contudo são tênues e menos
brilhantes, não observáveis a partir da Terra e que só foram descobertos em 1979 pela sonda
Voyager 1. É um dos quatro Gigantes Gasosos, juntamente com Saturno, Urano e Netuno.
Gigantes Gasosos são compostos, principalmente pelos gases hidrogênio, hélio e metano e,
ainda, um pequeno núcleo sólido no interior.

Características
A atmosfera de Júpiter é composta por hidrogênio e hélio, tendo, ainda, traços de metano,
amônia, vapor d'água e outros componentes a uma temperatura de 103ºC. O planeta, cujo
formato é de uma esfera oblata, tem elevada pressão atmosférica e a intensidade provoca a
quebra dos átomos hidrogênio, que se transforma em metal.

Também são encontrados na atmosfera traços de metano, vapor de água, amoníaco, sílicas,
carbono, etano, sulfeto de hidrogênio, néon, oxigênio, fosfina e enxofre. Na parte externa da
atmosfera há cristais de amônio congelado e traços de benzeno.

A atmosfera do planeta é dividida em diversas faixas, em várias latitudes, resultando em


turbulência e tempestades. A mais conhecida é a Grande Mancha Vermelha, descoberta no
século XVII e cujos ventos chegam a 500 quilômetros por hora. Essa tempestade tem um
diâmetro transversal duas vezes maior do que a Terra.

Júpiter foi observado a primeira vez por Galileu Galilei, em 1610, quando também foi possível a
identificação de quatro de seus 63 satélites, Io, Europa, Ganimedes e Calisto. A primeira sonda
a visitar Júpiter foi a Pioneer 10 em 1973. Também foram usados como instrumentos de
observação as visitas das sondas Pioneer 11, Voyager 1, 2 e Ulisses. A sonda Galileu orbitou
Júpiter durante 8 anos, terminando o seu serviço em Setembro de 2003. É ainda observado
regularmente pelo Telescópio Espacial Hubble.
Demora menos de 10 horas a completar uma rotação sobre si próprio. É o movimento de
rotação mais rápido dos planetas do Sistema Solar. Já o movimento de translação ocorre cerca
de 11,86 anos terrestres. O núcleo de Júpiter é quente, o interior irradia mais calor que recebe
do Sol, mais uma característica dos Planetas Gasosos.

Os Anéis de Júpiter
Bastante diferente dos complexos anéis de Saturno, Júpiter tem anéis compostos por
partículas de poeira e que estão dentro do campo magnético do planeta. Os anéis são Halo,
Principal e Gossamer. Os principais satélites conhecidos são Métis, Adrástea, Amalteia, Tebe,
Io, Europa, Ganimedes, Calisto, Leda, Himalia, Lisitea, Elara, Ananke, Carme, Pasifaé e
Sinope de um total de 67.

Veja também sobre o Planeta Marte.


1. ASTRONOMIA

Plutão

Plutão é um planeta anão que está localizado a 5,9 bilhões de quilômetros distante do Sol.
Vale ressaltar que Plutão não é mais considerado um planeta do sistema solar desde 2006.
Nesse ano, a União Astronômica Internacional o classificou como um "planeta anão" por conta
das novas classificações que definiam um corpo celeste como planeta.
Assim, o grupo, formado por 2,5 mil cientistas, estabeleceu que para ser considerado um
planeta, o corpo celeste deve:

 assumir a forma arredondada;


 ter gravidade própria a partir de sua volumosa massa;
 orbitar em torno de uma estrela;
 ser dominante na órbita.

Plutão foi rebaixado à categoria de


Planeta Anão em 2006

Características de Plutão
Um dia plutoniano demora 153 horas terrestres (cerca de 6 dias) e acontece por meio
do movimento de rotação. Já um ano plutoniano corresponde a 248 anos terrestres. Isso
corresponde ao tempo que ele leva para completar uma volta em torno do Sol através
do movimento de translação.
Vale notar que a rotação de Plutão é retrógrada, girando de leste a oeste, como ocorre com
Urano e Vênus.

O planeta tem semelhanças a um cometa porque sua atmosfera, descoberta em 1988, é frágil
e se expande quando está mais próximo ao Sol. Ao mesmo tempo, ele executa o movimento
inverso quando está distante, contraindo-se.

Plutão é constituído por um núcleo rochoso sobre um manto de gelo e metano congelados. A
temperatura estimada é de 220 ºC negativos e, por isso, é conhecido também como Anão
Gelado.
Ele está localizado numa zona do espaço denominada Cinturão de Kuiper. O local é
preenchido por milhares de corpos celestes congelados em miniatura e denominados de
"objetos transnetunianos".

Ali, ele chega a cruzar com Netuno na órbita em torno do Sol. A sua órbita é bastante elíptica e
chega a aproximar-se do Sol mais que Netuno. Quando está próximo ao Sol, a superfície
gelada derrete temporariamente.

Embora cientistas acreditem na existência um oceano escondido sob a superfície de Plutão, a


vida como a conhecemos não seria suportada no planeta.

As Luas de Plutão
A principal das cinco luas a orbitar Plutão é Caronte, descoberta em 1978. É quase tão grande
quanto Plutão e demora seis dias terrestres para completar o movimento de rotação.

Somente em 2005, após observações do telescópio espacial Hubble, foram descobertas as


luas Nix e Hidra. Já em 2013, os cientistas identificaram Kerberos (Cérbero) e Styx (Estige).

Pesquisas em Plutão
Em 2015, a Nasa (Agência Espacial Norte-americana) realizou pesquisas para detalhar as
características de Plutão e suas luas por meio da sonda New Horizons.

A sonda apontou detalhes das órbitas das luas Nix e Hidra, cujos tamanhos ainda não foram
determinados.

Curiosidades
 Plutão foi descoberto em 1930 pelo astrônomo estadunidense Clyde Tombaugh (1906-
1997).
 Plutão foi considerado o nono planeta a orbitar o Sol até 2006, quando passou a ser
classificado como planeta anão pela União Astronômica Internacional.
 Plutão é o nome do deus romano do submundo.
 Além de Plutão, outros planetas anões que merecem destaque são: Éris, Ceres, Haumea
e Makemake.
Leia mais sobre o tema:
 Corpos Celestes
 Planeta Anão
 Atmosfera dos Planetas
 Planetas do Sistema Solar

1. BIOGRAFIAS

Johannes Kepler
Johannes Kepler foi um astrônomo, astrólogo e matemático alemão, sendo conhecido por suas
leis chamadas de “Leis de Kepler”.

Elas descrevem os movimentos dos planetas do sistema solar a partir de modelos


heliocêntricos.

Kepler foi uma das principais figuras do Renascimento Científico, ao lado de Copérnico,
Galileu, Newton, Descartes, Francis Bacon, Leonardo da Vinci, dentre outros.

Biografia

Johannes Kepler nasceu no dia 27 de dezembro de 1571 na cidade de Weil der Stadt, no sul
da Alemanha. Desde pequeno, Kepler demostrou interesse pela área da astronomia. Isso
porque fora incentivado por seu pai.

Ainda com 5 anos de idade viu um cometa e com 10 anos, um eclipse lunar. Esses eventos
foram essenciais para o transformar num dos maiores cientistas do renascimento.

Formou-se na Universidade de Tübingen. Foi professor de matemática na Universidade de


Graz, na Áustria.

Por conta da perseguição protestante, Kepler foi para a cidade de Linz, e lá também lecionou
matemática.

Em 1597, Kepler casou-se com Barbara Müller. No entanto, casou-se novamente em 1613 com
Susanna Reuttinger. Com ela, teve seis filhos, embora três deles morreram ainda bebês.

Por ser um visionário em sua época, Kepler foi perseguido pela igreja católica durante a contra-
reforma. Esse fato fez com que ele fosse viver na Alemanha.

Faleceu na cidade alemã de Ratisbona, dia 15 de novembro de 1630, com 58 anos.

Principais Obras
 Mistérios do Universo (1596)
 Astronomia Nova (1609)
 Stereometria (1615)
 Sobre a harmonia do mundo (1619)
 Compendium da Astronomia Copernicana (1621)

Descobertas
Os estudos de Kepler foram essenciais para o desenvolvimento da astronomia e da
matemática.

Em relação à astronomia, Kepler provou o movimento elíptico dos planetas em torno do sol.
Isso tudo baseado no heliocentrismo de Copérnico, onde o sol é o centro do universo.

Além da astronomia, Kepler foi um astrólogo notável e chegou a escrever diversos almanaques
astronômicos.

Nas palavras do cientista:

“Deus provê a cada animal seu meio de sustentação. Para o astrônomo, ele proveu a astrologia.”
Escreveu ainda, sobre ótica e a geometria euclidiana. Segundo ele:

“A Geometria existiu antes da criação...ela forneceu a Deus um modelo de criação...A geometria é


Deus.”

Leis de Kepler
As chamadas “Leis de Kepler” são três leis que regem os movimentos celestes. Foram
propostas no século XVII nas obras intituladas “Astronomia Nova” (1609) e “Sobre a Harmonia
do Mundo” (1619).

 Primeira Lei de Kepler: chamada de “Lei das Órbitas” onde os planetas descrevem
órbitas elípticas em torno do Sol, ao invés de circulares.
 Segunda Lei de Kepler: chamada de “Lei das Áreas”, os segmentos (raio vetor) que
unem o sol aos planetas correspondem a áreas e intervalos de tempo iguais
 Terceira Lei de Kepler: chamada de “Lei dos Períodos”, onde ele aponta a existência da
relação entre a distância de cada planeta e seu período de Translação.

Frases de Kepler
 “A natureza usa o mínimo possível de tudo.”
 “As leis da Natureza nada mais são que pensamentos matemáticos de Deus.”
 “Os caminhos que conduzem o homem ao saber são tão maravilhosos quanto o próprio
saber.”
 “Tão logo alguém descubra a arte de voar, não faltarão humanos vivendo na Lua e em
Júpiter.”
 “São grandes as vantagens industriais derivadas do princípio econômico da divisão do
trabalho, porém, por causa disso, privou-se o trabalho do homem de alma e de vida.”
 “A Geometria existe por toda a parte. É preciso, porém, olhos para vê-la, inteligência para
compreendê-la e alma para admirá-la.”

Leia também:

 Heliocentrismo
 Geocentrismo
 Renascimento Científico

1. ASTRONOMIA

Movimento de Translação
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

Translação é o nome do movimento descrito pelos planetas em torno do Sol. A trajetória


descrita por eles neste movimento, apresenta a forma de uma elipse, com o Sol em um dos
seus focos.
O fato dos planetas não estarem a uma mesma distância do Sol, faz com que suas velocidades
de translação sejam bem diferentes.

Enquanto Mercúrio leva apenas 87,97 dias para completar uma volta ao redor do Sol, Netuno
só consegue completar uma volta após 163,72 anos.

Translação da Terra
O período de translação da Terra é de cerca de 365,242199 dias. Notamos que esse valor não
coincide exatamente com o ano civil, que é de 365 dias.
Ao final de 4 anos, essas horas que vão "sobrando" formam um dia (24h), e esse dia é
acrescentado ao calendário no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias, nos anos
chamados bissextos.

Como a órbita da Terra não é circular e sim uma elipse, a distância entre o planeta e o Sol não
é constante. O ponto onde a Terra se encontra mais próxima do Sol é chamado de periélio, e o
mais afastado, afélio.

No periélio, a distância entre o nosso planeta e o Sol é de aproximadamente 147,1 milhões de


km, já no afélio essa distância é de 152,1 milhões de km.

A velocidade de translação da Terra também não é a mesma ao longo de sua trajetória,


apresentando velocidades ligeiramente diferentes de acordo com sua posição em relação ao
Sol.

No periélio sua velocidade é maior, sendo igual a 30,3 km/s, já no afélio a velocidade cai para
29,3 km/s.
VEJA TAMBÉM: Planeta Terra
As estações do ano
Existem duas razões para que ocorra as estações do ano. A primeira é o fato do eixo de
rotação da Terra ser inclinado com relação ao seu plano de translação. A outra é o fato da
Terra apresentar o movimento de translação.

A maior ou menor distância da Terra ao Sol por si só não é a responsável por existir as
estações, pois se assim o fosse, em um mesmo período a estação seria a mesma em todo o
planeta.

Na verdade, o que constatamos é que as estações do ano são opostas nos dois hemisférios,
ou seja, quando é inverno do hemisfério sul é verão no norte e vice-versa.

Equinócio e solstício
A inclinação do eixo da Terra, associado ao movimento de translação, faz com exista uma
diferença de irradiação de luz sobre os hemisférios e, por isso, sentimos as mudanças das
estações (primavera, verão, outono e inverno).

A esta inclinação é dada o nome de obliquidade da eclíptica, que forma um ângulo de 23º 27´ e
gera diferença na incidência dos raios solares sobre a superfície terrestre.

Contudo, existem dois momentos em que os hemisférios recebem a mesma quantidade de


radiação, que são os equinócios, ou seja, o dia e a noite com a mesma duração. Nestes dias,
os raios solares incidem perpendicularmente no Equador.

Em 21 de março ocorre o equinócio da primavera no hemisfério norte e o de outono no


hemisfério sul; e em 23 de setembro o de outono no hemisfério norte e o da primavera no
hemisfério sul.

O início do verão no hemisfério sul ocorre no dia 21 de dezembro. Este dia é chamado
de solstício de verão e é o dia mais longo do ano e a noite mais curta.

No hemisfério norte ocorre neste dia exatamente o contrário, isto é, o início do inverno e o dia
mais curto e a noite mais longa.

O solstício de inverno no hemisfério sul ocorre no dia 21 de junho e é quando ocorre a noite
mais longa e o dia mais curto do ano nesta região, ocorrendo o contrário no hemisfério norte.
VEJA TAMBÉM: Características do Sol

Outros movimentos da Terra


Além do movimento de translação, a Terra ainda apresenta outros movimentos. Entre eles
o movimento de rotação, em que a Terra gira ao redor do seu próprio eixo.

Para completar uma volta em torno do seu próprio eixo, a Terra leva em média 24 horas e
esse movimento é o responsável de termos dias e noites.
Existem ainda outros movimentos da Terra: precessão dos equinócios, nutação, obliquidade da
eclíptica, variação da excentricidade da órbita, entre outros.

Para saber mais, veja também:

 Planetas do Sistema Solar


 Camadas da Terra
 Sistema Solar

1. ASTRONOMIA

Características do Sol
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

O Sol é uma estrela situada no centro do nosso sistema solar. Sua gravidade mantém girando
em sua órbita desde os maiores planetas até pequenas partículas de detritos.
No interior do Sol são produzidas enormes quantidades de energia, através de reações de
fusão do hidrogênio em hélio. Essa intensa energia é a nossa fonte de luz e calor e sem ela
não existiria vida na Terra.

É uma estrela anã amarela e sua idade é de cerca de 4,6 bilhões de anos. Estima-se que
levará em torno de 6,5 bilhões de anos até se transformar em uma anã branca.

O Sol é o centro do nosso Sistema Solar

Conhecendo o Sol
 A superfície do sol tem a temperatura de 5,5 mil graus Celsius e aumenta em direção ao
núcleo onde atinge cerca de 15 milhões de graus Celsius.
 Seu campo gravitacional é fortíssimo.
 O período de rotação no equador é de 25 dias terrestres e nos polos aumenta para 36
dias.
 Ele está distante da Terra cerca de 149,6 milhões de quilômetros.
 O Sol é tão grande que caberiam dentro dele 1,3 milhão de planetas do tamanho
da Terra.
 As interações entre o Sol e a Terra produzem as estações do ano, o tempo, o clima e as
correntes oceânicas terrestres, bem como todos os fenômenos semelhantes que ocorrem
nos demais corpos celestes do Sistema Solar.
 Ele não possui uma superfície sólida.
 A luz solar demora cerca de oito minutos para chegar à Terra.
Composição e estrutura
A massa do Sol corresponde a 99,8% da massa do nosso sistema solar. Ele é formado por
gases, sendo que 70,6% de sua massa é de hidrogênio e 27,4% por hélio.

O Sol apresenta seis regiões, são elas:


 Núcleo - parte mais quente e com maior quantidade de massa do Sol. Tem cerca de 139
mil quilômetros. É na região do núcleo que é produzida a energia solar.
 Zona de radiação - nessa zona, a energia do núcleo propaga-se através da radiação.
 Zona de convecção - é a porção do Sol onde ocorrem as correntes de convecção de
calor. Essas correntes levam a energia para a parte externa da superfície solar.
 Fotosfera - é a parte visível a Terra.
 Cromosfera - é a parte onde ocorre a transição entre a fotosfera e a coroa do Sol.
 Coroa - é constituída por plasma. É a parte luminosa do Sol. Nessa região, a temperatura
atinge 2 milhões de graus Celsius.

A estrutura do sol e suas regiões

Explosões Solares
As reações de fusão termonucleares que ocorrem no interior do Sol, produzem uma enorme
quantidade de energia. Essa energia é levada para fora pela zona de convecção.

Esse escape ocorre com a explosão de gigantes bolhas de plasma quente compostas por
átomos ionizados que se movem para cima.

A superfície solar, a fotosfera, é composta por cerca de 500 quilômetros de espessura. É dessa
região que escapa a maior parte da radiação do Sol.

As atividades solares ocorrem em ciclos de aproximadamente 11 anos. Elas acontecem em


virtude da mudança de polaridade dos seus polos geográficos.

Nos períodos de maior atividade solar ocorrem tempestades solares (manchas solares,
erupções solares e ejeções de massa coronal), que liberam uma enorme quantidade de
energia e partículas.

Vídeo
Veja no vídeo da Nasa incríveis imagens de uma tempestade de radiação solar captadas pelos
satélites.

Curiosidades
A maior e mais brilhante estrela de nosso Sistema Solar inspirou e influenciou culturas por todo
o mundo.
Povos antigos, como egípcios, astecas, incas, maias e outros, reverenciaram os movimentos
do Sol e da Lua e os registraram em rochas e monumentos.

Calendários e monitoramentos de estações foram elaborados com base no movimento da luz


solar. O nome Sol era usado pelos romanos, os gregos o chamavam Hélios.

Leia ainda:
 Eclipse Solar
 Planetas do Sistema Solar
 Satélites Naturais
 Estrelas
 Heliocentrismo
 Relógio de Sol

1. ASTRONOMIA

Eclipse Lunar
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

O Eclipse Lunar é um fenômeno celeste que ocorre quando o planeta Terra está entre o Sol e
a Lua. Nessa posição, a Lua fica total ou parcialmente invisível por algum tempo.

Eclipses da Lua em 2019


Em 2019 está previsto acontecer um eclipse total e outro parcial da Lua. O eclipse total
acontecerá no 21 de Janeiro e o parcial no dia 16 de Julho.

Ambos os eclipses serão visíveis no Brasil, sendo que o primeiro será perceptível ainda nos
demais países das Américas, Europa e África e o segundo nos países da América do Sul, além
da Europa, África, Ásia e Austrália.

O eclipse do dia 21 de Janeiro alcançará seu ponto máximo às 5 h e 13 min, já o eclipse do dia
16 de Julho terá seu ponto máximo às 21 h e 31 min.

Como acontece o Eclipse Lunar?


O eclipse da Lua acontece pelo menos duas vezes ao ano, quando a Lua está na fase cheia.
Importa referir que é a sombra que propicia a ocorrência do fenômeno. Essa sombra é
produzida pela existência de um corpo (barreira).
Descrição esquemática do eclipse lunar
Note que existem duas regiões da sombra projetadas pela Terra. Elas são denominadas umbra
e penumbra.

A umbra caracteriza a região formada pela ausência de luz, onde não há iluminação direta do
Sol.

Já a penumbra é uma região de escuridão parcial, onde apenas uma parte recebe iluminação
solar enquanto a outra parte é bloqueada.

O eclipse solar, por sua vez, ocorre quando a Lua está na fase nova.

Note que os eclipses não ocorrem sempre pelo fato de existir uma inclinação (ângulo) entre o
plano da órbita elíptica (plano da órbita da Terra ao redor do Sol) e o plano da órbita da Lua.

Se não existisse essa inclinação teríamos 2 eclipses por mês: um solar (lua nova) e um lunar
(lua cheia).

A frequência na ocorrência dos eclipses lunares dependem da posição entre os planos das
órbitas da Lua e da Terra, da distância entre a Lua e a Terra e da posição da Lua ao longo da
sua trajetória.

Leia também os textos:

 Características da Lua
 Fases da Lua
 Planetas do Sistema Solar

Fases do Eclipse
Em um eclipse total, antes da Lua ficar totalmente encoberta pela sombra da Terra, ela passa
pela região de penumbra.

Nesse ponto o que ocorre é uma redução do brilho da Lua. Ao atingir a região de umbra, partes
da Lua começam a não serem mais visíveis.

Ao penetrar totalmente na sombra da Terra, a Lua aparecerá obscurecida, com uma coloração
avermelhada.

Essa coloração se deve ao fato dos raios de luz provenientes do Sol e que tangenciam a Terra,
sofrerem refração devido a atmosfera terrestre.
Além disso, como a luz azul sofre um maior espalhamento, a luz vermelha é a que é refletida
pela superfície da Lua, conforme vemos na animação abaixo:

Lua com coloração avermelhada em um eclipse total


Tipos de Eclipse
De acordo com a posição da Lua e da sombra projetada pelo planeta, esse fenômeno pode
ocorrer de três maneiras: total, parcial e penumbra.

 Eclipse Total: ocorre quando a Lua está na área denominada “umbra”. Nesse caso, a
Lua fica totalmente encoberta pela sombra do planeta Terra.
 Eclipse Parcial: nesse caso, somente parte da Lua está localizada na região da “umbra”
(escuridão total), o que implica na visualização parcial do satélite, que permanece
encoberto pela sombra da Terra.
 Eclipse Penumbral: Difícil de observar, os eclipses penumbrais ocorrem na medida em
que a Lua encontra-se numa área denominada “penumbra”, uma região de escuridão
parcial, projetada pela sombra do planeta.

Para saber mais sobre os tipos de eclipses da Lua, assista também o vídeo abaixo.

Que tal conhecer agora o Eclipse Solar?


1. ASTRONOMIA

Via Láctea
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

A Via Láctea está entre as centenas de bilhões de galáxias do Universo e onde está situado o
nosso Sistema Solar.
O nome latino – Via Láctea – deriva da palavra grega "Kiklios Galaxios", cujo significado é
círculo leitoso.

Considerando a estimativa da idade do Universo, a Via Láctea tem aproximadamente 14


bilhões de anos terrestres.

Nossa galáxia: Via Láctea


Os cientistas acreditam que a Via Láctea e outras galáxias grandes se formaram ao longo de
bilhões de anos a partir das interações entre galáxias menores e, em particular, a captura
gradual de muitas estrelas de galáxias anãs próximas (galáxias pequenas com centenas ou
milhares de vezes menos estrelas do que a Via Láctea).

Estrutura e Localização do Sistema Solar


A Via Láctea tem aproximadamente 200 bilhões de estrelas, além de nuvens de gás e poeira.
Possui o formato de uma espiral e é constituída por um disco com um núcleo e um halo.

A região central da Via Láctea apresenta uma densidade estelar maior que as regiões
exteriores. Contém um objeto central massivo, que acredita-se ser um enorme buraco negro.

Seu diâmetro tem aproximadamente 100.000 anos-luz e sua espessura 80 mil anos-luz. Já o
diâmetro do núcleo tem cerca de 30 mil anos-luz no sentido norte-sul e 40 mil anos-luz no
sentido equatorial.

A Via Láctea exibe braços espirais. Sendo Perseu, Sagitário, Centauro e Cygnus os braços
principais. O nosso sistema solar está localizado em um braço chamado Orion.
Localização e movimento do Sol na Via Láctea
O nosso Sol se encontra a 26.000 anos-luz do centro da Via Láctea. Sua velocidade em torno
do núcleo galáctico é de 250 km/s e leva cerca de 200 milhões de anos para dar uma volta
completa em torno da galáxia.

Via Láctea vista da Terra


É possível observar a Via Láctea da terra em lugares sem iluminação artificial e com o ar
límpido.

Em noites sem nuvens e lua vemos claramente no céu uma faixa esbranquiçada que atravessa
o hemisfério celeste de um horizonte a outro. A parte mais brilhante fica na constelação de
Sagitário.

No Hemisfério Sul é melhor observável durante as noites de inverno (junho e julho).

Imagem da Via Láctea

Grupo Local
A Via Láctea pertence a um conglomerado de galáxias denominado pelos cientistas de “Grupo
Local”, constituído por cerca de 50 galáxias.

Entre as mais conhecidas galáxias deste grupo estão a Via Láctea, Andrômeda e Triângulo. As
demais são galáxias anãs que orbitam a Via Láctea ou Andrômeda.

Conforme as observações dos cientistas, essas duas galáxias estão em rota de colisão,
aproximando-se a uma velocidade de 480 000 quilômetros por hora, e irão colidir em 5 bilhões
de anos.
Via Láctea e principais galáxias que formam o Grupo Local

Observações da Via Láctea


As primeiras observações da Via Láctea foram feitas pelo astrônomo grego Demócrito, que
viveu entre 460 e 370 a.C.

Já o primeiro mapa da galáxia foi elaborado por William Herschel em 1785, que estudou e
mediu a distribuição de estrelas no espaço. Herschel contou as estrelas e concluiu que
formavam um grande disco.
Em 1918, o astrônomo Harlow Shapley estimou o tamanho total da Via Láctea e a posição do
Sistema Solar.
Os cientistas acreditavam até o fim de 1920, que o Universo limitava-se à Via Láctea. Contudo,
a crença foi desfeita a partir das observações de Edwin Hubble, que percebeu manchas
difusas no espaço e concluiu que eram, na verdade, galáxias separadas.
Para saber mais, leia também:

 Galáxias
 Estrelas
 Buraco Negro
 Teoria do Big Bang
 O que é universo
 Principais constelações

1. ASTRONOMIA

Buraco Negro
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

Buracos negros são lugares no espaço cuja velocidade de escape é maior que a velocidade da
luz. Nessas regiões existe um intenso campo gravitacional e matéria armazenada em espaços
muito pequenos.

A massa concentrada de um buraco negro pode ser até 20 vezes maior que a do Sol. O
tamanho, contudo, varia; há grandes e pequenos, e cientistas apostam que há buracos negros
do tamanho de um átomo.

Como seu campo gravitacional é muito intenso , nem mesmo a luz pode escapar. Desta forma,
são invisíveis e não é possível estimar a quantidade existente, por exemplo, na Via Láctea.

Primeira Imagem de um Buraco Negro


(2019)
Em abril de 2019 os cientistas apresentaram a primeira foto de um buraco negro, que está
localizado no centro da galáxia Messier 87 (M87).

A massa deste buraco negro é 6,5 bilhões de vezes maior que a do Sol e sua distância da
Terra é de 55 milhões de anos-luz.

Na imagem, vemos um anel brilhante ao redor de um centro escuro. Esse anel é o resultado da
luz que se dobra ao redor do buraco negro devido a sua forte gravidade.

Primeira imagem de um buraco negro

Essa imagem foi obtida através de 8 radiotelescópios espalhados por diversos pontos da Terra
e que fazem parte do projeto Event Horizon Telescope (EHT).

Como é possível "ver" um buraco negro?


Embora não possam ser vistos de forma direta, o comportamento dos astros ao redor indicam
a presença de um buraco negro porque a gravidade afeta as estrelas e o gás presente nas
vizinhanças.

A intensa força gravitacional dos buracos negros captura os gases que estão próximos e estes
gases ao serem sugados têm sua energia potencial gravitacional gradativamente transformada
em energia cinética, térmica e radiativa.

A trajetória descrita pelo gás rumo ao buraco negro tem a forma de espiral e ao longo do
caminho ocorre a emissão de fótons, que escapam antes de atingirem o limiar do buraco
negro.

Esta emissão forma ao seu redor um anel brilhante, o que permite a sua observação indireta e
representa a parte visível na primeira imagem captada de um buraco negro.
VEJA TAMBÉM: Estrelas

Tipos de buracos negros


Os buracos negros são classificados em estelares ou supermassivos. Os pequenos são
chamados estelares e os maiores são denominados de supermassivos e podem ter a massa
de 1 milhão de sóis juntos.

Estudos da NASA (Agência Espacial Norte-americana) indicam que toda grande galáxia tem no
centro um buraco negro supermassivo.

A Via Láctea abriga um buraco negro supermassivo denominado Sagitário A, que tem a massa
estimada de 4 milhões de sóis.

O pressuposto é de que os supermassivos formaram-se ainda na origem do Universo,


enquanto os estelares resultam da morte de uma estrela supernova.

Nem mesmo a luz escapa da gravidade de um buraco negro

O Sol não deve transformar-se em um buraco negro porque não tem energia suficiente para
alterar a gravidade atual.

Teoria do Buraco Negro


Durante muito tempo acreditava-se que a velocidade da luz era infinita. Contudo, em 1676, Ole
Roemer descobriu que a luz se propaga com velocidade finita.

Esse fato levou Laplace e John Michell, no final do século XVIII, a acreditarem que poderiam
existir estrelas com campo gravitacional tão forte que a velocidade de escape fosse maior que
a velocidade da luz.

A teoria da relatividade geral de Albert Einstein apresentou a força da gravidade como


resultado da deformação do espaço-tempo (espaço curvo). Isso abriu caminho para o
enquadramento teórico da existência dos buracos negros.

Albert Einstein um dos maiores exploradores do espaço - NASA

No mesmo ano da apresentação do famoso estudo da teoria da relatividade geral, o físico


alemão Karl Schwarzschild encontrou a solução exata da equação de Einstein para as estrelas
massivas e relacionou seus raios com suas massas. Assim, ele demonstrou matematicamente
a existência dessas regiões.

No início da década de 70, Stephen Hawking começou a pesquisar sobre as características


dos buracos negros.

Como resultado das suas pesquisas, ele previu que os buracos negros emitem radiação que
podem ser detectada por instrumentos especiais. Sua descoberta possibilitou o estudo
detalhado dos buracos negros.

Assim, com o desenvolvimento de telescópios que medem emissores de raios X provenientes


de fontes estrelares, se tornou possível observar de forma indireta os buracos negros.
VEJA TAMBÉM: Albert Einstein

O Buraco Negro Sagitário A


Cientistas estimam que as galáxias elípticas e espirais - como a Via Láctea - têm um buraco
negro supermassivo. Este é o caso de Sagitário A, que está a 26 mil anos-luz da Terra.
O excesso de poeira cósmica na galáxia impede a observação no entorno de Sagitário A.
Diferente dos demais corpos celestes, que emitem luz, os buracos negros não podem ser
observados pelos métodos usuais. Assim, o trabalho é efetivado por meio de ondas de rádio e
raio X.

Buraco Negro Gigante


O maior buraco negro tem a massa 12 milhões de vezes maior que o Sol. A descoberta, feita
por cientistas chineses da Universidade de Pequim foi divulgada em 2015.

O buraco negro fica no centro de uma galáxia - como ocorre com os supermassivos.

A estimativa dos cientistas é de que tenha se formado há 12,8 bilhões de anos terrestres e
tenha quantidade de luz 420 trilhões de vezes superior ao Sol.

A partir do choque de dois buracos negros foi possível comprovar a existência das ondas
gravitacionais.

Leia mais sobre o tema:


 Teoria do Big Bang
 Gravidade
 O que é Universo?
 Teoria das Cordas

1. ASTRONOMIA

Cometas
Cometas são corpos celestes de massa pequena e órbitas irregulares. São praticamente bolas
de neve, rocha e poeira congeladas.

Entre os cometas mais conhecidos está Halley. Sua irregularidade orbital os traz para muito
próximo ao Sol e os jogam para além da órbita do planeta-anão Plutão.

O maior cometa identificado pelos cientistas, KuiperBelt tem cerca de 100 quilômetros de
diâmetro, o que equivale um vigésimo do tamanho de Plutão. Não têm luas, anéis ou satélites.
Até 2010, os astrônomos haviam observado ao menos 4 mil cometas no nosso Sistema Solar.

A estrutura do cometa é composta pelo núcleo e por um material de nome inusitado – coma ou
cabeleira – que cresce em tamanho e brilho à medida em que se aproxima do Sol.

Em geral, o núcleo é pequeno, com cerca de 10 quilômetros de diâmetro e fica visível no meio
do coma. O núcleo do cometa, que é sua porção sólida, está envolto em uma nuvem de gás e
poeira chamado de coma.

Somente quando se aproxima do Sol, o cometa dá origem ao coma a partir da reação do


núcleo, que tem baixa atração gravitacional.

Por sua pequena massa nuclear, o cometa movimenta-se rapidamente. A cabeleira ou coma
do cometa aparece sob a forma de nebulosidade no núcleo e é composta por uma base de
hidrogênio e oxigênio.

Saiba mais: Cometa Halley.

Formação da Cauda
Os cometas só têm cauda quando se aproximam do Sol. Isto acontece porque quando chegam
perto ao Sol, o gelo que compõe o núcleo começa aquecer e vaporizar, liberando gases e
partículas de poeira em uma nuvem na atmosfera. É a esta reação que os cientistas deram o
nome de coma.

Quanto mais próximo ao Sol, mais partículas de poeira e gases são liberadas e levadas para
longe da estrela em decorrência da pressão e da radiação solar.

É assim que se forma a cauda que, se for brilhante o suficiente, pode ser vista da Terra e
estende-se a milhões de quilômetros também devido aos ventos solares. A cauda desaparece
quando o cometa distancia-se do Sol.

Idade
Os cometas guardam a história do Universo e se formaram há cerca de 4,5 bilhões de anos.
No nosso Sistema Solar, uma nuvem de gelo aproximava-se do Sol em contínuo aquecimento.

A pressão solar fez com que a nuvem girasse de maneira rotativa e, já distante do Sol, o
material gelado aglomerou-se, formando cometas.

Esses corpos celestes orbitam o Sol a pelo menos cada 200 anos, em média. A maioria está
situado no Cinturão de Kuipe, que fica além da órbita de Netuno.

Um dia em um cometa dura em torno de dois a sete dias terrestres. O cometa Halley demora
76 anos terrestres para completar uma órbita em torno do Sol.

A última passagem do Halley pela Terra ocorreu em1986

1. FÍSICA

Arquimedes
Arquimedes foi um dos mais importantes cientistas, inventores e matemáticos gregos da
antiguidade clássica.
Foi considerado por muitos historiadores um dos maiores matemáticos de todos os tempos.
Além disso, Arquimedes aprofundou seus conhecimentos nas áreas da física, engenharia e
astronomia.

Biografia
Arquimedes (do grego, Arkhimedes) nasceu na província de Siracusa (Magna Grécia), atual
Sicília, Itália, no ano de 287 a. C. e viveu desde jovem em Alexandria, centro intelectual da
época.

Começou a se aprofundar nos estudos da Matemática, Física e Astronomia. Isso aconteceu em


decorrência da convivência com muitos cientistas, tais como Euclides de Alexandria, Canon de
Samos, Erastótenes de Cirene, dentre outros.

Muito admirado pelo seu povo, conforme relato de Vitrúvio, um dos grandes episódios de sua
vida consiste no pedido do rei de Siracusa, Hiero.

Hiero convocou Arquimedes para desvendar o mistério de uma coroa e a quantidade de ouro
presente nela. O rei desconfiava da quantidade utilizada pelo ourives, o qual declarava ser feita
inteiramente de ouro.

Intrigado com o caso, enquanto se banhava, Arquimedes notou que a banheira derramava
água no momento em que ele entrava nela.

Assim, saiu correndo nu pela rua gritando "Eureka!" (expressão que do grego significa “achei”,
“encontrei” ou “descobri”). Desse evento, ficou estabelecido o “Princípio de Arquimedes”, o qual
se baseava na “gravidade específica”.

Segundo esse princípio “todo corpo mergulhado num fluido recebe um impulso de baixo para
cima igual ao peso do volume do fluido deslocado. Por esse motivo, os corpos mais densos
que a água afundam, enquanto os menos densos flutuam”.

Durante a segunda guerra púnica, mais precisamente no momento do Cerco à Siracusa (214-
212 a.C.), Arquimedes foi morto por um soldado romano, das tropas do general romano
Marcellus Claudius.

O general havia violado as ordens impostas, as quais determinavam de Arquimedes não


deveria ser ferido, afinal os romanos tinham grande admiração por ele.

Assim, Arquimedes faleceu em 212 a. C., Siracusa (Grécia), guerreada com armas que ele
inventara, as quais tinham sido eficientes na defesa de Siracusa contra os romanos durante 3
anos.

Obras
Arquimedes foi um gênio da época, um ávido cientista, inventor e estudioso. Uma vez que suas
contribuições teóricas surgiram nas áreas de geometria, aritmética, hidrostática, mecânica,
estática, física.

Nesse ínterim, uma importante contribuição teórica na área da física é a “Lei de Empuxo”
(Teorema de Arquimedes) e a “Lei da Alavanca”.

Ademais, Arquimedes se destacou como inventor. Dentre as quais podemos citar armas de
guerras (catapultas), alavancas e polias, parafuso sem fim, balança e espiral de Arquimedes,
roda dentada, relação da circunferência com o diâmetro (o número pi), quadratura da parábola,
polia composta, dentre outras.

Algumas de suas obras que se destacam:

 Da Esfera e do Cilindro
 A Medida do Círculo
 Dos Esferoides e dos Conoides
 Das Linhas Espirais
 Do Equilíbrio dos Planos
 Dos Corpos Flutuantes
 A Quadratura da Parábola
 O Contador de Areia
 O Método
 O Stomachion - Jogo Geométrico
 O Problema dos Bois
VEJA TAMBÉM: Biblioteca de Alexandria

1. ASTRONOMIA

Tipos de Planetas
Basicamente, conhecemos e classificamos os planetas conhecidos de nosso sistema solar,
subdividindo-os em:

 Planetas interiores, menores, terrestres ou telúricos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte),


caracterizados pelas pequenas dimensões, grandes densidades e poucas ou nenhuma
lua.
 Planetas exteriores, gasosos ou gigantes (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno), os quais
se destacam pelas enormes dimensões, baixa densidade e inúmeras luas.

Contudo, a descoberta de mais de 1800 possíveis “Planetas Extrasolares, intergalácticos ou


extragalácticos”, expandiram os horizontes humanos para além daquelas categorizações.

Principais Características dos Planetas


Extra-solares
A principal característica dos extra-solares é que eles não orbitam o Sol, mas sim estrelas
pulsares e anãs castanhas. Há também aqueles que não orbitam estrelas e se movem
livremente pelo Espaço.

A classificação mais comum segue a análise estrutural dos planetas, ponderando aspectos de
sua composição (planeta telúrico ou planeta gasoso) e sua temperatura (Júpiter Quente,
Júpiter Frio) ou categoriza segundo em relação à posição no Espaço (planetas
transnetunianos).

A maior parte dos exoplanetas são gigantes gasosos com o tamanho aproximado ao de
Júpiter, subdivididos ainda em: “gigantes gasosos” e “gigantes gelados”; mas há ainda aqueles
que possuem tamanho aproximado ao da Terra, mas com temperaturas elevadíssimas e
translação muito acelerada.

A descoberta destes planetas é efetuada mediante metodologias de detecção indiretas, como a


análise dos efeitos gravitacionais que alguns corpos celestes exercem sobre as estrelas em
que orbitam.

Assim, entre 1988 e 1989, astrônomos de várias partes do mundo mapearam alguns corpos
celestiais a centenas de anos-luz da Terra e, de lá pra cá, muitos mais foram descobertos. Por
sua vez, entre os anos de 1992 e 1995, descobertas cabais (como o 51 Pegasi) confirmaram a
existência dos planetas extra-solares.

No ano de 2006, é lançada ao Espaço a sonda Corot; em 2008 o telescópio espacial Hubble; e,
em 2009, o telescópio a Kepler, todos com a missão de procurar exoplanetas.

Classificações
Dentre as várias categorias que se formaram com o aprimoramento da Astronomia, destacam-
se:

 Planetas Principais: que orbitam o Sol


 Planetas Secundários: que orbitam outros planetas;
 Planetas Menores: com tamanho pequeno (asteroides e cometas)

Quanto a sua composição, temos:

 Planetas Silicatos: o tipo mais comum de planetas terrestres


 Planetas de Diamante de Carbono: compostos de minerais à base de carbono
 Planetas Metálicos: formados sobretudo de ferro
 Planetas de Lava: com temperatura muito alta e rocha fundida na superfície
 Planetas Oceanos: com a superfície inteiramente coberta com água líquida
No que tange a temperatura, podemos classificar segundo a região que ocupam no Espaço
em: quente, temperado e frio, onde temos hypopsychroplanètes (muito
frio), psychroplanètes (frio), mésoplanètes (temperatura média), thermoplanètes (quente)
e hyperthermoplanètes (muito quente).

Vale destacar também os:

 Planetas Ultracurtos: com translação menor que um dia terrestre


 Planetas Menores Transneptuninos: formados por asteroides além da órbita de Netuno
 Anãs Marrons ou Anãs Castanhas: com massa demais para ser um planeta e de menos
para ser uma estrela
 Anãos Gasosos: planeta gasosos menores
 Planetas “Júpiter”: com raio de 6 a 15 vezes o raio terrestre
 Super-Júpiter: com massa 2/3 a de Júpiter
 Super-Terras: planetas terrestres com até cinco vezes a massa da Terra.
Leia também:
 Planetas
 Planetas do Sistema Solar
 Planeta Anão

1. GEOGRAFIA

Galáxias
Galáxias são aglomerados de estrelas, planetas, gás e poeira ligados pela força da gravidade e
energia suficiente para formação de estrelas e planetas.

Tipos de Galáxias
Existem três tipos de galáxias: elípticas, espirais e irregulares. A nossa Galáxia é a Via
Láctea, que tem formato de espiral e está situada no conglomerado denominado Grupo Local,
onde também está localizada Andrômeda.
Saiba mais: Via Láctea

A distância estimada entre as duas é de 2,3 bilhões de anos-luz de distância. Existem pelo
menos 100 milhões de galáxias no Universo de todos os tamanhos, formas e cores. O Sol é
apenas uma das 100 milhões de estrelas da Via Láctea, com a possibilidade de cada uma
delas ser orbitada por planetas.

Formação das Galáxias


Os cientistas concluíram, principalmente após as observações permitidas com o telescópio
Hubble, que após o Big Bang, o Universo era composto de radiação e partículas subatômicas.
Após a explosão, as partículas começaram a juntar-se lentamente e de maneira gradual,
formando estrelas, aglomerados de estrelas e, eventualmente, as galáxias.
As formas das galáxias são influenciadas pelo comportamento dos vizinhos. Algumas colidem.
A própria Via Láctea está em rota de colisão com sua vizinha Andrômeda no Grupo Local, onde
há mais 50 galáxias. Mais jovem que a Via Láctea – que é uma galáxia gigante – Andrômeda já
teria batido em várias outras galáxias.

Andrômeda
A vizinha mais famosa da Via Láctea é a galáxia de Andrômeda, também chamada de M31.
Andrômeda é uma galáxia gigante em formato espiral e com extensão de 2 milhões de anos-
luz de distância e 61 mil anos-luz de comprimento e conta com milhares de estrelas. Além da
densa matéria escura, poeira e gases, a galáxia tem dois núcleos, descoberta recente a partir
das observações do telescópio Hubble.

Entre as explicações para os dois núcleos observados em Andrômeda está o fenômeno


denominado “canibalismo entre galáxias”. Um dos núcleos de Andrômeda seria remanescente
de uma galáxia engolida.

A Agência Espacial Norte-americana (NASA) previu em 2012 que a colisão de Andrômeda com
a Via Láctea acontece em quatro bilhões de anos. A essa altura, o Sol será arremessado a
uma nova região da Via Láctea, que hoje está distante 2,5 milhões de anos-luz de Andrômeda.
As duas galáxias se aproximam por atração mútua gravitacional e pela matéria escura e
invisível que as rodeia.
Após a colisão, as duas formarão uma galáxia única em formato elíptico e o nosso Sistema
Solar ficará distante do núcleo que ocupa atualmente. Além de Andrômeda, a NASA previu que
a galáxia Triângulo, também conhecida como M33, também vai colidir com a Via Láctea.

1. ASTRONOMIA

Planeta Anão
Planetas anões são corpos celestes que orbitam uma estrela. No nosso Sistema Solar, o
planeta anão mais conhecido é Plutão, rebaixado em 2006 após a revisão das definições de
planeta realizadas pela União Astronômica Internacional.

A entidade estabelece que um planeta anão é um corpo celeste que orbita o sol, tem massa
suficiente para assumir uma forma quase redonda e não é uma lua. Em geral, planetas anões
são menores que Mercúrio.

Entre os principais diferenciais de planeta e planeta anão está a órbita. Os planetas anões,
diferentes dos planetas, orbitam em zonas com objetos semelhantes e que podem cruzar-se
em seu caminho em torno do Sol.

A principal distinção entre um planeta anão e um planeta é que os planetas têm abriu o
caminho em torno do sol, enquanto planetas anões tendem a orbitar em zonas de objetos
semelhantes que podem cruzar o seu caminho em torno do Sol.

Além de Plutão, entre os cinco planetas anões reconhecidos, Ceres , Eris , Makemake e
Haumea. Há, contudo, ao menos cem outros, conforme a Nasa.

Ceres
Ceres foi descoberto em 1801 pelo astrônomo siciliano Giuseppe Piazzi. Em princípio, foi
classificado como planeta, mas depois rebaixado a asteroide e, em 2006, reclassificado como
planeta anão juntamente com Plutão e Eris. Ceres é o nome da deusa grega romana do milho
e das colheitas.

É descrito como um "planeta embrionário” porque a interferência gravitacional de Júpiter


impediu que se tornasse um planeta de pleno direito há bilhões de anos. Assim, Ceres
terminou entre resíduos da formação planetária no principal cinturão de asteroides entre Marte
e Júpiter.
Tem composição semelhante à Terra e Marte e é formado, principalmente por água em estado
sólido. A estimativa é de que Ceres tenha 25% mais água que toda a água doce da Terra.

Ceres é um dos planetas-anão mais


conhecidos

Eris
Eris foi descoberto vez em 2003, por Mike Brown, professor de astronomia planetária no
Instituto de Tecnologia da Califórnia; Chad Trujillo, do Observatório Gemini; e David
Rabinowitz, da Universidade de Yale.

A descoberta só foi confirmada em janeiro de 2005, e chegou ser apresentado como um


possível décimo planeta do nosso Sistema Solar. Foi o primeiro objeto no Cinturão de Kuiper
encontrado maior do que Plutão.

Eris é a deusa grega da discórdia e a sua única lua é chamada Dysnomia deusa demônio da
ilegalidade. Esse planeta demora 557 anos terrestres para completar uma órbita em tono do
Sol – movimento de translação. A temperatura da superfície varia entre 217ºC negativos e
243ºC negativos.

Makemake
Makemake foi observada pela primeira vez em 2005, mas somente em 2008 foi oficialmente
reconhecido como um planeta anão pela União Astronômica Internacional. Este planeta
demora 310 anos terrestres para completar uma órbita ao redor do Sol. Makemake é o deus da
fertilidade na mitologia Rapanui.

Haumea
O planeta anão Haumea foi descoberto em março de 2003 no Observatório Sierra Nevada, na
Espanha. O anúncio oficial de sua descoberta veio em 2005, quando também foram
descobertas suas duas luas, Hi'aka e Namaka.

Haumea demora quatro horas terrestres para desenvolver uma volta sobre o próprio eixo e 285
anos para completar o movimento de translação. Menor que Plutão, assim como Eris, está
situado no Cinturão de Kuiper, na órbita de Netuno. Haumea é deusa havaiana do parto e da
fertilidade.

Leia mais:
 O que são Planetas?
 Tipos de Planetas
 Planetas do Sistema Solar
 Plutão

1. BIOGRAFIAS

Stephen Hawking
Rosimar Gouveia

Professora de Matemática e Física

Stephen Hawking (1942-2018) foi um cientista, professor e autor de diversos livros sobre
Cosmologia. Seus estudos sobre buracos negros lhe renderam notoriedade e reconhecimento.
Contribuiu significativamente para a ampliação do conhecimento da criação, evolução e
estrutura atual do universo.

Além de suas pesquisas, a publicação de livros sobre ciências com uma linguagem mais
acessível para o grande público, tornaram-no o astrofísico mais conhecido atualmente.
Stephen Hawking foi um dos maiores cientistas do séc. XX.

Biografia
Stephen Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, Inglaterra, em meio a segunda
guerra mundial.

Filho de Frank e Isobel Hawking, era o mais velho dos quatro filhos do casal.

No início da sua vida acadêmica era considerado um bom aluno, mas nada de excepcional.

Seu pai, que era médico, queria que seu filho mais velho estudasse medicina. No entanto,
Hawking desde cedo apresentava aptidão para as ciências.

Aos 17 anos foi admitido na Universidade de Oxford,para estudar Ciências Naturais com
ênfase em Física, se formando em 1962.

No mesmo ano foi fazer doutorado em Cosmologia na Universidade de Cambridge. Lá


conheceu Jane Wilde, com quem se casou 2 anos mais tarde.

Em 1963, foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Ao terminar o doutorado, passou a ser pesquisador e mais tarde se tornou professor em


Cambridge. Iniciou seus estudos em singularidades e buracos negros . Deixou o Instituto de
Astronomia, em 1973.

Em 1979 entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica. Ocupou a


cátedra de professor Lucasiano em Matemática, também ocupada por Isaac Newton.
Permanecendo até 2009.
O artigo “Black Hole Explosion" (explosão do buraco negro) é publicado em 1974. Onde
apresenta a teoria que o proporcionou notoriedade.

Publica a teoria da ausência de fronteiras, em 1982, que descreve como o universo pode ter
surgido do nada.

Em 1985 tem uma pneumonia e quase morre. Passa por uma traqueostomia, que o impede de
falar de forma natural.

O livro “Uma breve história do tempo” é publicado em 1988 e tem recorde de vendas. O que
torna Hawking um dos cientistas mais conhecidos do grande público.

Stephen Hawking morreu no dia 14 de março de 2018, aos 76 anos de idade.

Doença
Aos 21 anos de idade, Stephen Hawking foi diagnosticado com uma doença neurodegenerativa
chamada de esclerose lateral amiotrófica. Os médicos previram que ele teria pouco tempo de
vida.

A doença, que provoca fraqueza e deterioração muscular, o levou a viver confinado em uma
cadeira de rodas. Começou também a ter problemas para falar.

Após complicações de uma pneumonia, necessitou fazer uma traqueostomia e em


consequência disto perdeu completamente a capacidade de se expressar pela fala.

Passou a se comunicar através de um computador que controla com os músculos faciais e um


sintetizador que produz uma voz artificial.

Esposa e Filhos
Hawking se casou duas vezes. A primeira esposa foi Jane Wilde, licenciada em Línguas. Se
conheceram em Cambridge quanto ele ainda fazia o doutorado.

Casaram-se em 1965 e se separaram em 1990. Tiveram três filhos: Robert, Lucy e Timothy.

Elaine Mason era sua enfermeira e se tornou sua segunda esposa em 1995. Eles se
separaram em 2006.

O filme "A Teoria do Tudo" foi baseado na biografia escrita por sua primeira esposa sobre a
vida conjugal do casal.

Curiosidades
Stephen Hawking nasceu exatamente 300 anos após a morte de Galileu Galilei (8 janeiro de
1642), famoso físico e astrônomo italiano.

Como um grande incentivador das viagens espaciais, em 2007 teve a oportunidade de


experimentar um ambiente sem gravidade ao participar de um voo que simula a sensação de
uma viagem ao espaço.

Principais Teorias
Junto com Roger Penrose, fez estudos baseados na Teoria da Relatividade e demostrou que
no passado o universo se encontrava num estado de densidade infinita chamado de
singularidade. Propôs que o espaço e o tempo teriam um começo no Big Bang e um fim num
buraco negro.

Descobriu que em situações especiais, um buraco negro emite partículas subatômicas. Esses
emissões foram chamadas de radiação Hawking. Além disso, demonstrou que os buracos
negros também possuem temperatura, não são totalmente negros e podem ainda evaporar e
desaparecer.
Sua teoria da ausência de fronteiras, em parceria com James Hartle, declara que
o universonão possui limites. Desta forma, o início do universo aconteceu pelas determinações
das leis da ciência.

Principais Livros
Além do seu importante trabalho como cientista, Hawking também escreveu diversos livros.
Dentre eles podemos destacar:

 Uma breve História do Tempo


 O universo em poucas palavras
 Uma história mais breve do tempo
 O grande projeto
 O universo numa casca de noz
 Uma nova história do tempo
 A teoria do tudo
 Aos Ombros dos Gigantes
 A Minha breve história

Publicou, junto com sua filha Lucy, livros infantis de ficção sobre ciência. A chave secreta do
universo e George e o Big Bang são alguns exemplos.

Principais prêmios, títulos e medalhas


 Medalha Pio XI de Ciência, concedida pelo Vaticano em 1975
 Medalha Albert Einstein, concedida pela Sociedade Albert Einstein, de Berna na Suiça em
1978
 Comandante da Ordem do Império Britânico em 1982
 Medalha Paul Dirac, concedida pelo Centro Internacional de Física Teórica de Londres,
em 1987
 É integrado a Ordem dos Companheiros de Honra, em 1989
 Medalha Presidencial da Liberdade, EUA, em 2009
 Recebe um prêmio especial de Física Fundamental no valor de 3 milhões de dólares

Apesar dos inúmeros prêmios que recebeu ao longo de sua vida e do reconhecimento mundial
do seu trabalho, ele não recebeu o prêmio Nobel.

Seus trabalhos são em Física teórica e nesta área é mais difícil ser reconhecido pela Academia
Real das Ciências da Suécia, que concede a premiação, devido a dificuldade de provar suas
teorias.

1. ASTRONOMIA

Meteoros
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física

Meteoros são corpos celestes que atingem a atmosfera terrestre. O atrito desses sólidos com
os gases atmosféricos faz com que deixem um rastro luminoso, por isso, também são
chamados de estrelas cadentes.
Um corpo sólido que se move pelo espaço e apresenta dimensões inferiores a dos asteroides
(menos de 1 km), é chamado de meteoroide.

Quando um meteoroide penetra na atmosfera da Terra passa a ser chamado de meteoro. Esta
palavra tem origem no termo grego, meteoron e significa "fenômeno no céu".
O rastro luminoso dos meteoros pode ser de curta ou longa duração e quando apresentam um
brilho igual ou mais luminoso que os planetas mais brilhantes, são chamados de bólidos ou
bolas de fogo.

Muitos desses meteoros, ao serem vaporizados pelo atrito atmosférico, se desintegram e são
transformados em pó. Se o atrito com a atmosfera não for suficiente para desintegrar
totalmente um meteoro, o material que atinge o solo, é denominado meteorito.

Os meteoritos são classificados em três tipos principais: sideritos (metálicos), siderólitos


(mistos) e aerólitos (rochosos).

Os metálicos são constituídos principalmente por ferro e níquel. Os rochosos são formados
basicamente de silicatos e os mistos são aqueles que possuem quantidades próximas de
metais e silicatos.
VEJA TAMBÉM: Meteoritos

Chuvas de Meteoros
Em determinadas épocas do ano ocorre um aumento na incidência dos meteoros que é
chamado de chuva de meteoros. Quando um meteoro não está associado a nenhuma chuva é
denominado esporádico.

Quando a Terra orbita por uma região com um grande número de gases e poeira oriunda da
passagem de um cometa, aumenta a incidência desse tipo de fenômeno.

Durante uma chuva de meteoros temos a sensação que todos surgem de uma mesma região
do céu. Essa região é chamada de radiante.

As chuvas de meteoro são denominadas de acordo com o nome da constelação da radiante.


Algumas dessas chuvas são bastante conhecidas como Perseídas, que surge na direção da
constelação de Perseus e Leônidas que irradiam da constelação de Leão.

Na tabela abaixo, indicamos a previsão das principais chuvas de meteoros que ocorrerão em
2019:
VEJA TAMBÉM: Cometas

Como observar uma chuva de meteoros?


Apesar de algumas chuvas de meteoros ocorrerem com uma certa periodicidade, não é fácil
prever em que momento acontecerá o maior número de ocorrência. Por isso, a primeira dica é
ter paciência.

No vídeo abaixo, confira mais algumas dicas para observar esse fenômeno.

Que tal saber mais, veja também:

 Corpos Celestes
 O que São Planetas?
 Características da Lua
 Estrelas
 Eclipse Lunar
 Eclipse Solar

1. ASTRONOMIA

Apollo 11
Juliana Bezerra

Professora de História
A missão Apollo 11 possibilitou a descida na Lua em 20 de julho de 1969 e marcou um grande
feito científico e político para os Estados Unidos.
A tripulação era composta por Neil Armstrong e Edwin 'Buzz' Aldrian, os primeiros homens a
pisarem na Lua e Michael Collins que permaneceu no módulo de comando.

Missão Viagem à Lua


O Programa Apollo consistia numa série de experimentos e viagens orbitais com o fim de levar
o homem a pisar no solo lunar. Calcula-se que cerca de 150 mil cientistas, entre engenheiros,
projetistas e matemáticos, trabalharam no projeto.

A nave era o cume de uma cadeia de experimentos realizados há dez anos pela Agência
Espacial Americana (NASA, na sigla em inglês) desde o começo da década de 60.

A missão Apollo 11 decolou às 09.32, em 16 de julho de 1969, rumo à Lua

A atuação americana na Era Espacial começou com o Projeto Mercury (1958-1963). Mais tarde
seria substituído pelo Projeto Gemini (1961-1966) que pôs o primeiro americano, Jonh Glenn
(1921-2016), em órbita, em 20 de fevereiro de 1962.

Por sua vez, o Projeto Apollo começou em 1961 e sua primeira missão não chegou ir ao
espaço, pois os astronautas escolhidos sofreram um acidente mortal ainda na fase de testes.

Da Apollo 2 até a Apollo 10, os cientistas americanos foram aprendendo e corrigindo os erros
observados para que a viagem fosse segura tanto na ida como na volta.

Deste modo, escolheram projetar uma nave espacial dividida em três módulos e apenas um
estaria especialmente preparado para alunizar.

A nave da missão Apollo 11 consistia em:

 Módulo de Serviço: com propulsão, energia, oxigênio e água.


 Módulo de Comando: uma cabine para os três tripulantes (esta parte voltou a Terra).
 Módulo Lunar: chamado “Eagle” (Águia), para pousar no satélite.
Para colocar esta em órbita, os cientistas criaram o foguete mais potente jamais criado: o
Saturno V.

A missão da Apollo 11 foi um sucesso e sem grandes incidentes na viagem de ida. Os


astronautas permaneceram duas horas e quarenta e cinco minutos na Lua, fincaram a bandeira
dos Estados Unidos e recolheram pedras e areia.

Também deixaram um sismógrafo que enviou informações sobre as atividades sísmicas da Lua
por cinco semanas. Igualmente, puseram uma placa com a mensagem assinada por eles e
pelo presidente Richard Nixon:

"Aqui os homens do planeta Terra puseram pela primeira vez os pés na Lua, em 20 de julho de 1969.
Viemos em paz em nome de toda a Humanidade".
Somente na hora de voltar houve uma dificuldade. Ao voltar para o módulo lunar, Aldrin
percebeu que a peça que ligaria o disjuntor havia caído. Após muitas conjecturas, ele ligou o
aparelho acionando o disjuntor com uma caneta hidrográfica.

Depois de voltarem à Terra, os astronautas ainda ficaram 21 dias de quarentena para ter
certeza que não haviam trazido nenhum organismo que pudesse pôr em risco o planeta.

Homens na Lua

Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin 'Buzz' Aldrian, a tripulação da Apollo 11

A tripulação da Apollo 11 era composta por três astronautas veteranos em viagens pelo
espaço:

Neil Armstrong
Nascido em 5 de agosto de 1930, Neil Armstrong era engenheiro espacial e serviu como piloto
de caça durante a Guerra da Coreia (1950-1953). Após o conflito, trabalharia como piloto de
testes para companhias de aviação.

Foi um dos nove escolhidos para o Projeto Gemini e fez seu primeiro voo orbital em 1966. Três
anos mais tarde, foi selecionado para ser o comandante da Apollo 11 por seu sangue-frio e seu
caráter reservado.

Após retornar do voo espacial, participaria ainda da investigações de acidentes ocorridos na


NASA e se dedicaria à docência na Universidade de Cincinatti. Faleceu em 2012 aos 82 anos.
VEJA TAMBÉM: Neil Armstrong

Michael Collins
Nasceu em 1930 numa família de tradição militar. Ingressou na Força Aérea dos Estados
Unidos e serviu como piloto americano da OTAN em missão na Europa. Entrou para o
programa espacial em 1963 e fez sua primeira viagem em 1966 quando "caminhou" pelo
espaço.

Collins permaneceu no módulo de comando enquanto Armstrong e Aldrin passeavam pela Lua.
Apesar de não ter alunizado, a missão de Collins era importantíssima, pois dele dependia a
volta para casa.

Após o retorno, Collins foi diretor do Museu Nacional Aerospacial dos Estados Unidos, do
Instituto Smithsonian e professor na Universidade de Harvard.

Edwin 'Buzz' Aldrian


Nascido em 1930, Aldrian era considerado o mais inteligente dos três. Foi piloto da Força
Aérea americana e entrou para o programa da NASA em outubro de 1963 e fez parte da última
viagem do projeto Gemini, 1966.

Selecionado para a Apollo 11, desenvolveu um método que o permitisse pilotar o


módulo Eagle sem precisar de auxílio quando fosse o momento de voltar.

Ao contrário dos seus companheiros de viagem, Aldrian continua um entusiasta das viagens
pelo espaço e apoia ativamente as missões ao planeta Marte.
VEJA TAMBÉM: Viagem do homem à Lua

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