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INTRODUÇÃO
O mercado está se aprimorando cada vez mais para que novas
ferramentas sejam meios de facilitar o acesso do investidor às novas
estruturas de negociações, novos produtos de investimentos e assim
recriando um ambiente mais transparente, seguro e de alta qualidade.

Diante disto queremos abordar um assunto técnico e de vários


assuntos complexos. Por isso buscamos trazer um conteúdo mais
simples, porém de muita relevância, pois sem isso muitos de nós
estaríamos sem conhecimentos suficientes para tomada de decisões
em casos específicos que o mercado nos traga.

A Bolsa de Valores é algo tão complexo, que somente neste


estudo não temos como aprender todos os aspectos dela, nem mesmo
todas as regras e diretrizes que ela possui, mas isto não quer dizer que
somos impossibilitados de alcançar tais conhecimentos.

Partindo deste estudo poderemos ter uma linha de raciocínio


para pesquisas pessoais no dia-a-dia, buscando conhecimento que nos
agregará novos dias nessa profissão, e com certeza não seremos mais
os mesmos profissionais de dias atrás.

Todo conteúdo deste estudo busca trazer conhecimento sobre


bolsa de valores, títulos de renda fixa e renda variável, não sendo isto
um conselho ou indicação de qualquer tipo de investimentos.

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SUMÁRIO
BOLSA DE VALORES, 05
*REGULAMENTO OPERACIONAL DO SEGUIMENTO BOVESPA, 05
*SISTEMA DE NEGOCIAÇÃO, 06
*MECANISMO DE RESSARCIMENTO DE PREJUÍZO (MRP), 12
*NOVO SISTEMA DE ATENDIMENTO, 14
*HORÁRIOS DE NEGOCIAÇÃO, 14
*CIRCUIT BREAKER, 17
*TABELA DE HORÁRIOS, 18
*BOOK ENTRY, 19
*LEILÕES, 20
*CASOS ESPECIAIS DE LEILÃO, 21
*ACESSO AO SISTEMA ELETRÔNICO DE NEGOCIAÇÃO (MODELO MDA 1,2,3,
E 4) ESTRUTURAS DE CONEXÕES, 23
*A RESPONSABILIDADE DAS CORRETORAS E DOS AGENTES DE
COMPENSAÇÃO, 25

O MERCADO A VISTA, 27

MERCADO DE DERIVATIVOS, 28
*MERCADO FUTURO, 30
*MERCADO A TERMO, 35
*MERCADO DE OPÇÕES, 37
*MERCADO SWAP, 38

FUNDO DE INVESTIMENTOS, 38
*FUNDOS DE CURTO PRAZO, 40
*FUNDOS DE LONGO PRAZO, 40
*FUNDO ABERTO E FUNDO FECHADO, 40
*IMPOSTO DE RENDA SOBRE FUNDOS, 41
*COME COTAS, 43
*IOF – IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS, 44
*ETF - EXCHANGE TRADED FUND, 45

TÍTULOS DE RENDA FIXA E RENDA VARIÁVEL, 47


*RENDA FIXA, 47
*RENDA VARIÁVEL, 48
*TÍTULOS PÚBLICOS, 48
**PRINCIPAIS TÍTULOS PÚBLICOS, 49

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**PRINCIPAIS TÍTULOS PRIVADOS, 51
*DEBÊNTURES, 54

MERCADO INTERNACIONAL, 56
*ADR’S (AMERICAN DEPOSITARY RECEIPTS), 57
*BDR’S (BRAZILIAN DEPOSITARY RECEIPTS), 57
*GDR’S (GLOBAL DEPOSITARY RECEIPTS), 57

OS PRINCIPAIS ÓRGÃOS INTERNACIONAIS, 58

CONCLUSÃO, 71

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BOLSA DE VALORES
REGULAMENTO OPERACIONAL DO SEGMENTO BOVESPA

Este regulamento tem como objetivo o estabelecimento de regras


e procedimentos para os Sistemas de Negociação administrados pela
B3, consolidando:

▪ O regulamento de operações do Segmento B3 – Sistemas de


Negociação de Derivativos;
▪ A consolidação da sistemática Operacional de Pregão, efetuada
pela Diretoria Executiva de Operações e TI;

O regulamento encontra-se disponível no site da B3, ele é


complementado e regulamentado pela BM&F e Bovespa, por
intermédio de ofícios circulares e do estabelecimento de
procedimentos e critérios técnicos e operacionais, sendo passível de
atualização periódica, pela incorporação de novas regras e
procedimentos, que serão neles automaticamente consolidados pela
BM&F e Bovespa conforme a mesma sistemática adotada para a sua
elaboração.
A bolsa realizará diariamente o Pregão eletrônico por meio do
Sistema Eletrônico de Negociação.

ATIVOS/PRODUTOS NEGOCIADOS

De acordo com o Regulamento de Operações do Seguimento


Bovespa, são admitidos para negociação os seguintes ativos e
produtos:

▪ Ações, debêntures e demais títulos mobiliários de emissão de


companhia aberta;
▪ Carteiras referenciadas em valores mobiliários negociados em
bolsa de valores ou mercado de balcão organizado;

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▪ Derivativos sobre os valores mobiliários admitidos à
negociação;
▪ Notas promissórias registradas para distribuição pública;
▪ Quotas de fundos de investimento tipo fechado;
▪ Quotas representativas de certificados de investimento
audiovisual;
▪ Certificados de depósito de valores mobiliários – BDR’s com
lastro em valores mobiliários de emissão de companhias
abertas, ou assemelhadas, com sede no exterior;
▪ Opções não padronizadas (Warrants) de compra e de venda
sobre valores mobiliários;
▪ Outros títulos e valores mobiliários autorizados pela CVM e
pelo Diretor Presidente da Bolsa.

SISTEMA DE NEGOCIAÇÃO

A B3 processa eletronicamente as ordens de compra e venda,


possibilitando melhor formação de preços e transparência na
execução dos negócios.
O investidor pode enviar ordens de compre e venda diariamente
à corretora ou via internet, ter acesso a cotações, acompanhando seus
investimentos nos diferentes mercados da Bolsa.
O acesso dos investidores aos pregões é feito através do modelo
DMA (Acesso Direto ao Mercado), por meio da internet, investidores
cadastrados podem visualizar em tempo real o livro de ofertas dos
diferentes mercados e enviar ordens de compra e de venda, e essas
ordens transforma-se em ofertas.
A B3 dispõe uma série de contratos de ativos financeiros e
commodities para negociação, entretanto seu maior volume de
negociação é representado pelos contratos de ativos financeiros, tais
como DI (depósito interfinanceiro), Dólar comercial e Ibovespa futuro.
No Segmento BM&FBOVESPA, a B3 administra uma única
plataforma de negociação multiativos – o PUMA Trading System e o

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Bovespa Fix. Os sistemas congregam as operações com ativos
de renda variável, renda fixa, derivativos e commodities.
As regras atualmente válidas na Estrutura Normativa da B3
relacionadas à negociação no Segmento BM&FBOVESPA estão
disponíveis no Regulamento de Negociação (Regulamento) e no
Manual de Procedimentos Operacionais de Negociação da B3
(Manual).
As versões, disponíveis desde 26/09/2018, do Regulamento e
do Manual visam unificar, atualizar e aperfeiçoar as regras, os
procedimentos operacionais e os critérios técnicos relativos ao
ambiente de negociação eletrônica dos segmentos BM&F e Bovespa,
administrados pela B3. (fonte: site da B3)

Câmara de Ações
ANTIGA CBLC

Após a fusão que ocorreu entre a Bovespa e a BVM&F em 2008, a


nova bolsa chamada de BVM&FBovespa (e hoje chamada de B3) é
responsável pela administração de quatro câmaras de liquidação
(Clearing House), entre elas a câmara de ações.

Veja mais sobre estas quatro Clearing Houses:

• Câmara de Ações: A câmara de ações é a antiga CBLC


(Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). A CBLC foi
criada ainda em 1997, e antes de seu funcionamento a
liquidação dos negócios á vista realizados em Bolsa de Valores
era realizada pela própria Bovespa.

• Câmara de Derivativos: A câmara de derivativos é a


responsável pela liquidação dos negócios realizados em
mercados futuros e de commodities.

• Câmara de Câmbio: Funciona como a contraparte das


operações realizadas entre bancos de Câmbio Pronto.

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• Câmara de Ativos: Responsável pela liquidação e custódia de
operações realizadas com compromissadas de títulos públicos
federais.

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Sobre os contratos de ativos negociados na bolsa, temos as seguintes
codificações (codificação ISIN) dos seus vencimentos:

Os ativos são codificados com o “código+mês de vencimento+ano de


vencimento”

Ex: DOLK19 (contrato futuro de dólar)

DOL K 19

ATIVO MÊS DE VENCIMENTO ANO DE VENCIMENTO

EX: WINJ08 (mini contrato futuro de índice)

WIN V 08

ATIVO MÊS DE VENCIMENTO ANO DE VENCIMENTO

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Meses de vencimento e respectivos códigos:

Sendo como descrito acima= DOL (código do ativo contrato futuro de


dólar) + x (o mês de vencimento deste contrato) + 20 (o ano de
vencimento deste contrato), e ao lado a tabela dos códigos de cada
mês de vencimento.

Outro exemplo:

WIN J 21

VENCIMENTO DO CONTRATO EM 2021

VENCIMENTO DO CONTRATO EM ABRIL

MINI CONTRATO DE ÍNDICE

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TEMOS DOIS TIPOS DE CONTRATOS FUTUROS MAIS UTILIZADOS
NO MERCADO: CHEIO E MINI (ÍNDICE e DÓLAR)

ÍNDICE CHEIO IND

ÍNDICE MINI WIN

VENCIMENTO A CADA 2 MESES

VENCIMENTO TODA QUARTA-FEIRA MAIS PRÓXIMA DO DIA 15

DÓLAR CHEIO DOL

DÓLAR MINI WDO

VENCIMENTO MENSAL

VENCIMENTO ÚLTIMO DIA DO MÊS

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MECANISMO DE RESSARCIMENTO DE PREJUÍZO (MRP)

Este é um mecanismo de proteção aos investidores contra


alguns problemas causados por participantes da bolsa de valores.
Ele permite um ressarcimento ao investidor no valor máximo de
120 mil reais por prejuízos causados pela ação ou omissão de
participantes do mercado no que se refere aos negócios realizados em
bolsa de valores ou serviço de custódia.

Este mecanismo cobre ainda prejuízos decorrentes de


intervenção ou liquidação extrajudicial da instituição (corretora, por
exemplo). Sendo o ressarcimento em situações específicas como:

▪ Quando uma corretora encerra as suas atividades;


▪ Quando a corretora não executa uma ordem, ou executa
incorretamente;
▪ Quando a corretora entrega aos investidores ativos
ilegítimos ou de circulação restrita;
▪ Quando há um valor irregular de títulos ou numerários;
▪ Encerramento das atividades.

Este mecanismo não protege o investidor de prejuízos


decorrentes das oscilações do mercado e transações
realizados no mercado de balcão organizado.

A primeira opção é tentar o contato com a própria corretora ou


serviço de atendimento ao cliente para solicitar esclarecimentos e
resolução do problema. Caso isso não traga resultados, existem dois
caminhos: procurar a B3 (empresa responsável por administrar a
Bolsa de Valores) ou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM, órgão
do governo que fiscaliza essa parte do setor financeiro).

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Para acionar o MRP, o pedido é primeiramente analisado pela
BSM, e em caso de averiguação de prejuízo a BSM aconselha o
investidor a procurar a sua corretora para solucionar o problema.

Mas se mesmo assim o problema não for solucionado, é


necessário acionar a bolsa através do Ombudsman da B3 que recebe
queixas dos investidores no que se refere a processos de negociação,
custódia ou liquidação, e que faz o processo de intermediação entre as
partes.

Em último caso não ocorrendo o ressarcimento, então o


investidor deve apresentar uma reclamação formal ao MRP para
averiguação e execução.

Instituído há mais de dez anos, o ombudsman da Bovespa é um


mediador entre clientes e corretoras. Ele está à disposição dos
investidores para atender consultas e queixas relacionadas ao
processo de negociação, custódia e liquidação de operações
realizadas na Bolsa.

É necessário, primeiro, entrar em contato com o Serviço de


Atendimento ao Público da Bolsa, pelo telefone ou via internet,
preenchendo um formulário. Em ambas as situações, será gerado um
número de protocolo de atendimento, que permite acompanhar o
caso. Em seguida, para contatar o ombudsman, é preciso ligar para o
0800, tendo em mãos o número de protocolo do atendimento. Para
solicitar o ressarcimento, o investidor nãos precisa de advogado e não
há cobrança de taxa.
As demandas acatadas pelo ombudsman serão respondidas,
sempre para o e-mail fornecido pelo interessado na apresentação da
reclamação, em até 30 (trinta) dias. Esse prazo poderá ser prorrogado
por mais 15 (quinze) dias, conforme a complexidade do caso em
análise. Vale lembrar, porém, que o ombudsman não tem poderes para
impor quaisquer eventuais medidas contra os participantes do
mercado.

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NOVO SISTEMA DE ATENDIMENTO
Antes, o investidor apresentava sua reclamação ao MRP em
papel, e toda a comunicação com a BSM era feita por meio de carta,
agora, com o MRP Digital, a apresentação de Reclamação ao MRP, seu
acompanhamento e toda a comunicação com a BSM, tanto pelo
investidor quanto pela corretora, são feitos pela internet. Isso
representa mais agilidade, comodidade e, principalmente, redução de
custos.
O investidor tem até 18 meses a contar da ocorrência do
prejuízo para apresentar uma reclamação ao MRP. “Vale lembrar que
o ressarcimento não é automático”. É necessária a análise do caso
concreto com intuito de avaliar se estão presentes os requisitos
fundamentais para o ressarcimento como, por exemplo, evidências de
prejuízo por ação ou omissão da corretora.

Atenção: no caso de pedido de ressarcimento ser negado, o


investidor reclamante poderá recorrer da decisão da CVM.

HORÁRIOS DE NEGOCIAÇÃO

A B3 funciona das 9h00 às 18h00, já o horário oficial de


negociação do mercado à vista (onde se negocia ações) é das 10h00 às
17h00 (fora do horário de verão).

Além do horário de negociação (abertura e fechamento), o dia


na Bolsa se divide entre outros períodos, como a Pré-abertura, o Call
de Fechamento e After Market, período extra para operar, mesmo
depois do fechamento.

OS DIAS E HORÁRIOS DE NEGOCIAÇÃO:

o O Horário de negociação será fixado pela Diretoria;


o Não haverá pregão aos sábados, domingos e feriados;
o O Diretor Presidente poderá determinar a não realização do
pregão em dia útil, dando ciência à Comissão de Valores

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Mobiliários a respeito dos motivos que levou a tomar esta
decisão;
o O Diretor Presidente poderá alterar, retardar ou antecipar o
inicio e o encerramento do pregão, cientificando a CVM;
o As operações a prazo, cujos vencimentos ocorrerem em dia em
que não houver funcionamento do pregão, ficam
automaticamente prorrogadas para o primeiro dia útil
subseqüente em que houver negociação.
o A bolsa divulgará, anualmente, o calendário para o ano seguinte,
que juntamente com o horário de negociação, fará parte do
Manual de Procedimentos Operacionais;
o A tabela de horários para commodities e ativos financeiros
encontra-se no site da B3.
As negociações no mercado de ações são realizadas através de
mercado eletrônico, cujo principal objetivo é viabilizar a realização
de operação de compra e venda de títulos, principalmente ações,
em mercado livre e aberto.

Manter ambiente de negociações de forma que permita, dentro


de altos padrões éticos, o ajuste de preços de acordo com a
variação de oferta e da procura, é a finalidade principal das bolsas e
a justificativa essencial de sua existência. A Instrução CVM nº387,
estabelece normas e procedimentos a serem observados nas
operações em bolsa de valores.

Esse sistema compreende as operações de compre e venda à


vista de ações e de opções sobre ações e índices de ações,
realizadas pelas sociedades corretoras, credenciadas para este fim,
mediante a utilização de terminais de vídeo conectados ao sistema
eletrônico de processamento de dados das bolsas e também
aquelas registradas através de conexões eletrônicas.

Na B3, as operações realizadas através do sistema de


negociação eletrônica, e os ativos admitidos a negociação, são

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regulados, controlados e fiscalizados segundo as normas
determinadas no Manual de Procedimentos Operacionais.

O sistema eletrônico permite que se efetuem milhares de


negócios em um só dia, de forma segura, livre e ágil através de ordens
dadas as corretoras e ofertas registradas eletronicamente nos
seguintes horários:

PRÉ-ABERTURA E PRÉ-FECHAMENTO

o Pré-abertura: intervalo antes do início das negociações do


pregão regular, no qual é feito o registro de ofertas de compre
e venda que tem por objetivo dar origem à formação do preço
que servirá de base para quando do inicio dos negócios;
É o leilão que acontece antes da abertura da bolsa. Ele dura 15
minutos (dura 15 minutos no mercado à vista e 5 minutos no
mercado futuro) e registra o valor de ofertas de compra e de
venda, porém, mesmo que o preço de compra e venda se casem
o negócio só é fechado na abertura do mercado de ações.

o Pré-fechamento: intervalo antes do término do período de


negociação regular no qual é feito o registro de ofertas de
compra e venda, tendo por objetivo dar origem à formação do
preço de fechamento do ativo em referência.

NEGOCIAÇÃO AFTER-MARKET

o São realizadas das 17h30min às 18h exclusivamente


através do sistema eletrônico e integram o movimento do
dia e obedecerá ao ciclo de liquidação deste dia, de
acordo com as regras e procedimentos estabelecidos pela
CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).
No período de After- Market, que funciona das 17h30 às
18h00, é possível fazer negociações de compra e venda de
ativos, mesmo depois do fim do pregão.
Nele, é possível negociar apenas os papéis que fazem parte de
alguma carteira de índice da B3, como o Ibovespa.

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Os negócios poderão ser realizados em lote-padrão ou seus
múltiplos, e no mercado a vista, também em lote fracionário.
A oscilação máxima de preços em relação ao preço de
fechamento do pregão regular é de 2%.

CIRCUIT BREAKER
É um mecanismo de controle de oscilação do índice Bovespa que
interrompe as negociações na bolsa em caso de:
• Quando o Ibovespa atingir limite de baixa de 10% em relação
ao fechamento do dia anterior, sendo todas as negociações
em bolsa, interrompidas por 30 minutos;
• Reaberto as negociações e aconteça uma variação de 15%
em relação ao fechamento do dia anterior, todas as
negociações em bolsa serão interrompidas por 1 hora;
• Reaberto as negociações, e o índice atinja uma variação de
20% em relação ao fechamento do dia anterior, a bolsa
poderá determinar suspensão das negociações por prazo a
ser definido a seu critério, comunicando ao mercado pó meio
da Agência de Noticias (ABO-Operações).

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TABELA DE HORÁRIOS

PRÉ CALL DE AFTER


NEGOCIAÇÃO
ATIVO ABERTURA FECHAMENTO MARKET

INICIO FIM INICIO FIM INICIO FIM INICIO FIM

AÇÕES 09:45 10:00 10:00 17:00 16:55 17:00 17:30 18:00

FUTUROS DE 09:00 16:00 15:55 16:00 15:30 18:00


COMMODITIES

FUTUROS DE 08:55 09:00 09:00 18:00 17:55 18:00


DÓLAR

FUTUROS DE 08:55 09:00 09:00 17:55 17:50 17:55


ÍNDICES

OPÇÕES DE 09:45 10:00 10:00 16:55 16:50 16:55


AÇÕES

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BOOK ENTRY
As ofertas registradas não fechadas quando de sua inclusão no
sistema ficam registradas no Livro de Ofertas, sendo que a prioridade
de execução é “preço/cronológica”. As únicas exceções são o direito
intencional e as ofertas por spread, que têm prioridade em relação à
apregoação por oferta com preço idêntico.
As ofertas que envolvam lotes fracionários são processadas em
separado e não interferem nos negócios realizados com lotes- padrão
e seus múltiplos inteiros.

o Desmaterialização e registro eletrônico


A central depositária foi pioneira na desmaterialização dos
ativos (substituição de documentos físicos por registros
eletrônicos). Todos os registros de propriedade dos ativos, bem
como as suas movimentações, são feitos de forma escritural e
eletrônica em um processo conhecido como “Book Entry”. Esta
característica é um diferencial frente a seus pares no mundo,
que eleva a eficiência e a segurança, pois automatiza os
processos, reduz custos e elimina falhas. Os ativos são
registrados em contas individualizadas e mantidos sob a
responsabilidade de uma instituição financeira escolhida pelo
investidor.

o Codificação ISIN
Todos os ativos mantidos na central depositária possuem
codificação ISIN (padronização internacional para a codificação
de títulos financeiros, que atribui a cada ativo um código único
de identificação), o que permite sua perfeita identificação em
qualquer parte do mundo. A B3 é a agência numeradora
brasileira: única instituição autorizada a atribuir ISINs a títulos
financeiros no Brasil (ações, títulos de renda fixa e títulos
públicos federais).

o Conciliação diária com os emissores e com os agentes de


custódia
Para assegurar a integridade dos ativos sob sua guarda, a
central depositária realiza uma série de processos de
conciliação diária.

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Com os emissores: executa a comparação diária do número de
ativos mantidos em seus registros com o número de ativos
registrados em sua propriedade fiduciária nos livros de registro
dos emissores, bem como todas as movimentações de ativos
entre o livro de registro e o ambiente da central depositária
(depósitos e retiradas). Este processo de conciliação é feito de
forma automatizada por meio da troca diária de arquivos
eletrônicos.

Com os agentes de custódia: concilia diariamente suas posições


com os registros proprietários mantidos pelos agentes de
custódia, considerando não somente os saldos mantidos, mas
também as movimentações ocorridas entre contas. Todo o
processo de conciliação ocorre no nível das contas
individualizadas, ou seja, do investidor final.

o Estrutura de contas individualizadas em nome dos


investidores finais
A central depositária mantém uma estrutura de contas
individualizadas em nome do investidor final. Este
procedimento viabiliza a prestação de vários serviços, mas não
implica em um relacionamento direto entre a instituição e o
investidor final. O representante do investidor perante a central
depositária é sempre o agente de custódia. A segregação de
contas é um mecanismo adicional de proteção do investidor,
uma vez que possibilita a perfeita identificação dos direitos de
propriedade sobre um ativo a qualquer momento. A central
depositária informa diretamente aos investidores finais o
estoque de ativos deles mantidos sob sua responsabilidade.

LEILÕES

Existem várias formas de leilão na bolsa de valores, então vamos


citar alguns deles:

O Leilão de Pré-abertura acontece 15 minutos antes da abertura do


pregão, e nesse período os investidores podem registrar suas ofertas
de compra e venda de ações, mas as ofertas só serão negociadas
quando o pregão abrir. Este leilão e fundamental para a formação de

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preço do ativo na abertura do pregão, e uma vez lançada a oferta, ela
não será mais possível retirar.

O Leilão de Fechamento acontece nos últimos 5 minutos do pregão, e


apenas as ações que fazem parte de algum índice da Bovespa podem
participar. Em geral as ofertas feitas no leilão não podem ser
canceladas, somente em casos de oscilações muito atípica de um ativo.

Há várias razões pelas quais a bolsa pode anunciar um período de


leilão. Os principais são:

• Valorização ou desvalorização a partir de 10% no preço de


uma ação em relação ao preço de fechamento do dia anterior,
antes da abertura do pregão

• Valorização ou desvalorização a partir de 10% no preço de


uma ação em relação ao preço de abertura do dia, no
decorrer da sessão

• Oscilação de preço entre 10% a 20% em relação ao último


preço do papel antes de entrar em leilão.

A duração do leilão é de cinco minutos, mas o tempo pode ser


prorrogado por mais cinco. Pode, ainda, ser feito inúmeras vezes
em uma sessão para que haja a oscilação necessária de preços.

Casos especiais de leilão

• Quando ocorrer a divulgação de fato relevante ou notícia


sobre algum provento para um ativo negociado, a bolsa
poderá colocar a respectiva negociação do ativo em leilão
pelo prazo a ser determinado pelo Diretor de Pregão, a
fim de preservar a boa continuidade dos preços.

• Negócios fechados por encerramento de um leilão em que


uma ou mais Sociedades Corretoras foram prejudicadas
por problemas técnicos, devidamente comprovados por
área específica da bolsa.

• Nos casos em que uma ou mais Sociedades Corretoras


comunicarem problemas técnicos antes do enceramento
de um leilão, o horário de encerramento será retirado e,

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após resolvido o problema, caso o horário de
encerramento original tenha sido ultrapassado, será
marcado novo horário com prazo de 5 minutos.

• Para ativos que tem alta volatilidade nos preços, a bolsa


poderá adotar procedimento de leilão de 30 minutos para
o primeiro negócio do ativo (preço de abertura) e novos
leilões durante o horário de negociação do pregão regular,
com duração de 15 minutos, caso o preço proposto de
negociação apresente oscilação igual ou superior a 3% em
relação ao ultimo preço praticado. Tal procedimento
consta no artigo 8º da instrução CVM 168 ao estabelecer
que procedimentos especiais são aqueles que visem o
oferecimento de condições adequadas à participação
equitativa dos investidores nas operações realizadas em
bolsa de valores.

Denomina-se apregoação por leilão aquela realizada com


destaque das demais, mencionando-se, obrigatoriamente, o
ativo, o lote e o preço. As apregoações por leilão poderão ser
realizadas sob duas formas:

o Por leilão comum


Denomina-se apregoação por leilão comum toda aquela
em que é facultada a interferência de vendedores ou
compradores, observando o critério de interferência
estabelecido no Manual de Procedimentos Operacionais.

o Por leilão especial

Apregoação por leilão especial é toda aquela realizada


com destaque das demais e em que é somente permitida a
interferência de operadores compradores, observando o
critério de interferência estabelecido no Manual de
Procedimentos Operacionais.

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Acesso ao Sistema Eletrônico de Negociação
(MODELO DMA 1,2,3 E 4) ESTRUTURA DE CONEXÕES

O DMA é um modelo de conexão oferecido pela Bolsa, por


intermédio de uma Corretora, que permite ao investidor acesso direto
ao ambiente de negociação para execução de ordens em tempo real,
com agilidade e segurança.
Dessa forma, o investidor negocia seus papéis diretamente no sistema
eletrônico da Bolsa, com:

• Alta performance com estabilidade, sigilo, segurança e


transparência, através das modernas plataformas de DMA;
• Envio de ordens eletrônicas e visualização do livro de ofertas
nas diversas bolsas em tempo real;
• Maior velocidade e autonomia no controle de envio, alteração,
cancelamento e confirmação de ordens;

A partir de 01/09/2010 a B3 (BM&FBOVESPA) autorizou a seguinte


estrutura para o acesso aos mercados do seguimento Bovespa:

MODELO 1 DMA tradicional

MODELO 2 DMA via provedor

MODELO 3 DMA via Conexão Direta

MODELO 4 DMA via conexão direta


Co-location investidor

O modelo DMA representa para o cliente final (em qualquer


estrutura) acesso direto ao ambiente eletrônico de negociação em
bolsa, autorizado por uma corretora participante e sob sua
responsabilidade.

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O acesso direto ao mercado pode ser oferecido pela corretora a
qualquer investidor, sendo exclusivamente da corretora a decisão e
responsabilidade sobre tal concessão do serviço.

Modelo 1 – DMA tradicional


As ordens enviadas pelo cliente trafegam pela infraestrutura
tecnológica da corretora antes de alcançar o sistema eletrônico de
negociação.
Podem existir duas situações:
o Cliente se conecta diretamente à infraestrutura tecnológica da
corretora, e está à bolsa;
o Cliente se conecta à uma empresa prestadora de serviço DMA
(empresa provedora de Software, como a Nelógica), essa empresa se
conecta à corretora e esta, por fim, à bolsa.

Modelo 2 – DMA via Provedor


Roteamento de ordens via infraestrutura tecnológica fornecida
por empresa provedora de serviços de roteamento de ordens
(empresa provedora de DMA). O vínculo lógico entre o cliente e a
corretora é controlada pelos sistemas da bolsa e da empresa
provedora de DMA. Uma vez que as mensagens enviadas pelo cliente
não trafegam pela infraestrutura tecnológica da corretora, mas sim
pela infraestrutura da empresa provedora de DMA.

Modelo 3 – DMA via Conexão Direta


Envio de ofertas via conexão direta do cliente à bolsa, sem
utilização da infraestrutura tecnológica intermediária. Como no
modelo 2, há o vínculo lógico entre o cliente e a corretora que lhe
concede acesso, onde são estabelecidos limites operacionais e
monitoramento de suas operações.

Modelo 4 – DMA via conexão direta – Co-location investidor


Mantém-se o vínculo lógico entre o cliente e a corretora.
Para fins de monitoramento, configuração de parâmetros,
administração e manutenção, o cliente possui acesso remoto ao
seu equipamento.

Estrutura e conexões

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 24


Com implantação dos novos modelos de DMA no seguimento
Bovespa, foi extinta a vinculação das portas de acesso à categoria do
investidor, mantendo-se, no entanto, a segregação das ordens
enviadas:
o Pela mesa de operações da corretora
o Diretamente pelo investidor, por meio de acesso direto ao
mercado
o Por gestores
o Por repassadores de ordens

Sob a nova estrutura, as conexões automatizadas passaram a


ser denominadas “sessões” (sessões FIX) e foram agrupadas e
classificadas de seguinte forma:

Sessão DMA: acessada direta e exclusivamente pelo cliente final;


Sessão repassador: acessada exclusivamente pelo repassador de
ordens de clientes finais;
Sessão DMA Gestor: acessada exclusivamente por gestores de
ordens.
Sessão Mesa de operações: destinada exclusivamente ao envio de
ordens por profissionais da mesa de operações da corretora, incluídas
as ordens para a carteira própria da corretora.

A RESPONSABILIDADE DAS CORRETORAS E DOS AGENTES


DE COMPENSAÇÃO

A adoção de qualquer modelo de DMA não altera as


responsabilidades atribuídas as corretoras e aos agentes de
compensação pela legislação e pela regulamentação em vigor.
Assim, a corretora é responsável pelo acesso de seus clientes ao
sistema de negociação, por todas as ordens enviadas, direta ou
indiretamente, bem como por todos os negócios delas originados.
Em qualquer modalidade deve existir entre o cliente e a
corretora um vínculo lógico como:
o A capacidade de interferência no fluxo de ordens;
o A responsabilidade pelas ordens e pelas posições delas
decorrentes.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 25


A corretora responsável pelo cliente deverá, por meio de
funcionalidades de sistema, ser capaz de:
o Autorizar e suspender o acesso do cliente ao sistema de
negociação;
o Definir limites operacionais para o cliente, que serão verificados
antes da aceitação de ordens;
o Acompanhar em tempo real, todas as ordens enviadas e ofertas
registradas, podendo em qualquer tempo as cancelar, bem como
acompanha os negócios fechados pelo cliente.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 26


O MERCADO A VISTA
O mercado a vista é onde se realizam operações de compra e
venda de ações emitidas por empresas de capital aberto registradas
em Bolsa de Valores.
Pode-se definir mercado à vista como sendo um ambiente de
negociação onde se negociam títulos-objeto, onde normalmente se
tem objetivo final de posse deste título no caso da compra, ou de
liquidação de posição no caso da venda.

Neste mercado cabe ao comprador realizar o pagamento do


valor financeiro acordado e ao vendedor, a entrega dos títulos-objeto,
no prazo estabelecido pelo ambiente de bolsa em questão.

A liquidação física e financeira, que é a entrega e pagamento da


operação à vista, no caso da bolsa brasileira (Bovespa) se dá em três
dias úteis (D+3).

Títulos-objeto: São todas as ações de emissão de empresas


listadas na bolsa, também são títulos-objeto seus direitos de
subscrição e seus recibos, bem como outros ativos autorizados pela
Bolsa.

Este mercado caracteriza-se por ter preços das ações com


cotação atual e pelo fato de as operações serem liquidadas em três
dias, se não houver atraso por parte do vendedor na entrega das
ações vendidas ou falta de pagamento por parte do comprador,
referente às ações compradas.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 27


O MERCADO DE DERIVATIVOS
Antes de abordarmos o assunto, precisamos entender o que são
derivativos. Eles podem ser definidos como instrumentos financeiros
cujos valores dependem (ou derivam) dos valores de outros ativos.
Um exemplo é o mercado de contratos futuros, onde o seu preço é
determinado pelo ativo do qual ele derivou, ou seja, um contrato
futuro de dólar irá variar de acordo com o valor da moeda.
Os derivativos podem ser instrumento de mercado mais eficaz
para eliminar os riscos da variação de preços dos bens econômicos,
permitindo a permuta desses riscos (ou sua transferência para
especuladores) sendo esta a sua função básica.
Empresas que querem efetuar uma operação de compra ou
venda de um produto que seja sensível as variações do mercado, como
por exemplo uma empresa agrícola do setor de milho, que fará uma
venda de uma safra de milho mas quer reduzir seus riscos, ela fará
uma outra operação no mercado futuro, usando os contratos futuros
para eliminar os riscos de sua operação. Vamos simplificar isto:
o Uma empresa agrícola fará um plantio de milho para ser colhido
e vendido daqui um ano, então ela irá calcular os custos dessa
operação e seu lucro para chegar a um preço final de cada saca
de milho.
o Tendo o preço já calculado agora lhe resta vender esta safra ao
preço estabelecido por ela como justo
o Para não correr o risco de vender a um “preço hoje” que seja
menor do que um preço de “amanhã”, ela terá que criar uma
proteção dessa venda, que chamamos de Hedge (ou seja,
proteção)
o Se a intenção for se proteger de uma queda dos preços, ela terá
que abrir uma operação de compra no mercado futuro, usando o
contrato futuro sobre o preço do milho.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 28


Ex:

COMPRA DE
PREÇO DA SACA DE PREÇO DA SACA DE CONTRATO FUTURO AO
MILHO VENDIDO A MILHO AO CUSTO PREÇO DE R$26,00
R$26,00 HOJE DE R$28,00 custando hoje
R$28,00

Na venda da saca à R$26,00 ele teria perdido R$2,00 por saca, mas
teria ganhado no contrato futuro R$2,00 por contrato:

26-28=-2 porém -2+28=26


Veja que houve um equilíbrio no seu preço, eliminando seu risco
de oscilação do preço da saca. Mas da mesma forma que ela elimina o
seu risco de prejuízo na venda da saca, a empresa também não terá
um ganho maior na venda em caso do preço da saca ter uma queda.

Por outro lado, esta mesma empresa pode ter riscos não
provenientes de sua atividade principal, por exemplo, se ela tem seus
custos em reais, mas sua venda é para outro país recebendo em
dólares por saca vendida, ela terá o risco sobre a variação da moeda
estrangeira.

Por isto foram criadas ferramentas para eliminar estes riscos,


conhecido hoje como Derivativo, onde temos feito um Hedge
(proteção) sobre as operações.

No mercado de derivativos temos os seguintes seguimentos:

• Mercado Futuro
• Mercado a Termo
• Mercado de Opções

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 29


• Mercado Swap

MERCADO FUTURO
Mercado futuro é um ambiente onde se negocia contratos de
compra e venda de produtos que só serão realizados no futuro. Esses
produtos são de diversos tipos como Milho, Café, Soja, Boi Gordo, Dólar,
Índice Bovespa..

Qualquer um pode investir no mercado futuro, pois os


contratos não são negociados pelo seu valor total.

Também não é preciso fornecer ou comprar nenhum produto.


Ao adquirir os contratos, você compra apenas o direito sobre as
oscilações do valor sobre ele.

Como em qualquer título de investimento, a oferta e procura faz


o ativo oscilar. Se você comprar na baixa e vender na alta ganha, se
fizer o contrário perde.

A grande diferença, é que você pode comprar obter


rendimentos sobre valores de contratos acima do que você realmente
investiu, gerando uma forte alavancagem.

Características do mercado futuro

• Os contratos sofrem ajustes diários (se teve lucro ou perda, sua


conta é ajustada no mesmo dia)
• Liquidez elevada
• Negociados somente em Bolsa (BM&F)
• Possibilidade de vender seus ativos a qualquer momento

Como dito, você não comprará o ativo em si, que são as sacas,
arrobas, dólares, juros e pontos de índices, mas sim os contratos.
Como na bolsa, eles são vendidos em lotes mínimos.

Para investir nesses contratos, é preciso dispor uma margem de


garantia seja em dinheiro ou bens como ativos. É como se fosse
uma caução de aluguel comum onde o dono do imóvel tem a garantia
dos recebimentos dos aluguéis. Sendo seu passo a passo idêntico a de
compra e venda de ações.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 30


No mercado financeiro os contratos futuros são os ativos mais
negociados entre os traders, pois além de terem maior liquidez no
mercado eles possuem maior volatilidade que o normal.
Neste mercado temos alguns contratos futuros mais negociados
em bolsa como, por exemplo:

CONTRATO CONTRATO CONTRATO


CONTRATO
FUTURO DE FUTURO DE FUTURO DE
FUTURO DE
ÍNDICE EURO
DÓLAR DI
BOVESPA

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 31


Ativo-objeto: valor mobiliário de referência do contrato futuro.
O código do mercado futuro BM&F utiliza uma combinação de 3 (três)
caracteres para indicar o ativo de referência do contrato.
Mês de vencimento: mês de expiração da validade do contrato
futuro, representado pelo quarto caractere do código de futuros
BM&F, seguindo o padrão internacional.
Ano de vencimento: ano de expiração da validade do contrato
futuro, representado por uma combinação numérica na quinta e na
sexta posição da estrutura do código de opções BM&F.

ISU Contrato Futuro de Açúcar Cristal Especial

BGI Contrato Futuro de Boi Gordo com Liquidação Financeira

ICF Contrato Futuro de Café Arábica

ETN Contrato Futuro de Etanol Denominado em Dólar Americano

ETH Contrato Futuro de Etanol Hidratado com Liquidação Financeira

CCM Contrato Futuro de Milho com Liquidação Financeira

CTM Contrato Futuro de Base de Preço de Milho / Triângulo Mineiro (MG)

COP Contrato Futuro de Base de Preço de Milho / Cascavel (PR)

CVR Contrato Futuro de Base de Preço de Milho / Rio Verde (GO)

CPG Contrato Futuro de Base de Preço de Milho / Paranaguá (PR)

OZ1 Contrato Futuro de Ouro

SFI Contrato Futuro de Soja com Liquidação Financeira

IND Contrato Futuro de Índice Ibovespa

BRI Contrato Futuro de Índice Brasil-50

IGM Contrato Futuro de Índice Geral de Preços do Mercado

IAP Contrato Futuro de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

JSE Contrato Futuro BVMF do Índice FTSE/JSE Top 40

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HSI Contrato Futuro BVMF do Índice Hang Seng

MIX Contrato Futuro BVMF do Índice MICEX-RTS

BSE Contrato Futuro BVMF do Índice SENSEX-BSE

ISP Contrato Futuro BVMF do Índice S&P 500

DDI Contrato Futuro de Cupom Cambial

DDM Contrato Futuro de Cupom de IGP-M

DAP Contrato Futuro de Cupom de IPCA

DI1 Contrato Futuro de Taxa Média de Depósitos Interbancários de 1 Dia

DIL Contrato Futuro de Taxa Média de Depósitos Interbancários de Longo Prazo

SCC Contrato de Swap Cambial com Ajuste Periódico

A18 Contrato Futuro de A-Bond

BC7 Contrato Futuro de Swap de Crédito de 7 Anos da Dívida Soberana do Brasil

B19 Contrato Futuro de Global Bond Due 2019

B20 Contrato Futuro de Global Bond Due 2020

T10 Contrato Futuro de US Treasury Note de 10 Anos

DOL Contrato Futuro de Dólar Americano Comercial


AUD Contrato Futuro de Dólar Australiano

CAD Contrato Futuro de Dólar Canadense

NZD Contrato Futuro de Dólar Neozelandês

EUR Contrato Futuro de Euro

CHF Contrato Futuro de Franco Suíço

JPY Contrato Futuro de Iene

CNY Contrato Futuro de Iuan

GBP Contrato Futuro de Libra Esterlina

TRY Contrato Futuro de Lira Turca

CLP Contrato Futuro de Peso Chileno

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MXN Contrato Futuro de Peso Mexicano

ZAR Contrato Futuro de Rande Sul-africano

WBG Contrato Futuro Mini de Boi Gordo

WCF Contrato Futuro Mini de Café Arábica

WDO Contrato Futuro Mini de Dólar Americano Comercial


WEU Contrato Futuro Mini de Euro

WIN Contrato Futuro Mini de Índice Ibovespa

Mini-contratos futuros são mais acessíveis que muitas ações


disponíveis no mercado, pois conta da exigência de uma margem e não
o valor integral do contrato. Mas por outro lado o risco é grande para
quem está começando no mercado, pois é necessário um bom tempo
de estudo e simulações para ter êxito em suas operações neste
mercado.
Algumas corretoras até reduzem a margem exigida para atrair
investidores a operar no mercado futuro, mas muitas vezes isto não é
recomendado, pois isto desequilibra o seu gerenciamento de risco.
O que é recomendado fazer neste caso, é operar com margem
de garantia que lhe dê um gerenciamento mais controlado, e que não
incentive as operações compulsivas.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 34


MERCADO A TERMO
No mercado a termo são negociados contratos para compra ou
venda de quantidade específica de ações, para liquidação em uma data
futura, em prazo determinado, a um preço fixado. Geralmente, os
prazos dos contratos a termo podem variar entre 16 e 999 dias
corridos. Neste mercado os preços dependem do valor da ação no
mercado à vista e da taxa de juros esperado para o período do
contrato.
Nas negociações a termo o sistema de compensação e
liquidação da bolsa exige um depósito de garantia que podem ser
oferecidas na forma de cobertura ou margem.

Sua liquidação pode ser por decurso de prazo (vencimento do


contrato), ou antecipada (antes da data do vencimento do contrato).

Exemplo de Hedge no Mercado a Termo:

Este exemplo é simplificado, não levando em consideração os custos


de contrato.
Um produtor de café irá colher sua safra de café em uma data futura,
mas teme que quando for vendê-la no mercado (dentro de 90 dias) os
preços estejam abaixo do esperado. Para garantir um preço de venda
capaz de garantir sua margem de lucro, procura um comprador que
esteja acreditando num cenário oposto (uma alta dos preços), mesmo
com a nova safra entrando, porque há uma ameaça de crise em outras
regiões produtoras.
Os dois fecham um acordo a um preço de 150 dólares a saca, em um
contrato de 100 sacas e numa data de liquidação em 90 dias. Se o
negócio for fechado e realizado em Bolsa deverão ser seguidas as
especificações preestabelecidas pela Bolsa para contrato padrão.
Supondo que 90 dias mais tarde (no vencimento do contrato) o preço
à vista esteja em 140 dólares, o produtor entregará o café a 150
dólares por saca (nos termos do contrato) lucrando em 10 dólares por
saca em relação ao preço no qual o mercado está negociando,
enquanto o comprador pagará 150 dólares por saca de mercadoria
que esta valendo 140 dólares, perdendo assim 10 dólares por saca.
Caso o cenário seja o oposto, o preço de mercado da saca estiver a
160 dólares, a situação se inverterá, tendo o produtor entregando a

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 35


saca por 150 dólares e perdendo 10 dólares por saca, enquanto o
comprador estará lucrando 10 dólares por saca.

Ao analisarmos este contexto pensamos logo que um dos lados


estaria perdendo se o preço fosse ao contrário do que eles
acreditaram, mas a realidade é que nenhum deles perderia, pois para
o produtor ele já havia fixado um preço que cobrisse seus custos e
lhe rendesse um lucro, e para o comprador estaria fixado um preço
que lhe pudesse ser vendido sem maiores prejuízos.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 36


MERCADO DE OPÇÕES

São contratos onde se negociam o direito, por um determinado


período, de comprar ou vender um lote de ações por um preço fixado,
o preço de exercício ou strike.
Um seguro de carro comum funciona de forma parecida. Ao
fazer um, você adquire o direito de vender o carro por um valor fixado
mesmo que haja um imprevisto que o desvalorize.
As opções são um ótimo instrumento de defesa para fazer Hedge de
seus investimentos. No entanto, também podem ser usadas para
alavancagem.
Trata-se dos contratos de um dos mercados derivativos. Embora
muitas pessoas acabem se assustando com a aparente complexidade
desse tipo de mercado, que contém operações de futuros, a termo ou
de opções, ele pode ser entendido com facilidade.
O mercado de derivativos baseia-se na
negociação de contratos que dependem (derivam) de outros ativos.
Eles servem para transferir riscos de flutuações a terceiros por
um valor (o prêmio).
Por exemplo, o mercado de opções das ações da Vale. A cotação da
opção da Vale varia de acordo com o valor das ações da Vale no
pregão.
Assim, o mercado de opções é um ambiente onde se negociam
os direitos de compra e venda de ações com preços e prazo pré-
fixados, mas não sua obrigação. Apenas o direito!
Quem faz a compra de uma opção sempre será o Titular. Já quem faz a
venda da opção sempre será o Lançador. Eles não negociam o ativo em
si no primeiro momento, mas o Prêmio. Um valor monetário que
garante o direito sobre a compra ou venda de um ativo-objeto.
Ambos precisam combinar um valor de venda ou compra no
momento do contrato, o chamado strike price ou preço exercido.
Esse tipo de negociação é usado por investidores como uma
forma de proteção para suas ações contra possíveis perdas devido aos
riscos inerentes de operar na bolsa.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 37


MERCADO SWAP
Um contrato Swap nada mais é que uma troca de riscos entre
duas partes, ou seja, troca de indexadores dos contratos. Onde é
firmado um acordo entre duas partes para trocarem o risco de uma
posição ativa (credora), ou passiva (devedora), em uma data futura,
conforme critérios preestabelecidos. Estas trocas (swap) são comuns
em posições envolvendo taxas de juros, moedas e commodities.

1) A empresa “X” exporta seus produtos recebendo toda sua


receita em dólares (US$), porém, grande parte dos seus custos de
produção foram pagos em reais.

2) Uma outra empresa importadora, a “Y”, recebe toda sua receita


em reais (R$), porém, usou dólares para comprar os produtos
importados.

Se nada mais for feito, qualquer variação cambial neste meio


tempo afetará diretamente o resultado dessas duas empresas,
para bem ou para mal.
Como ambas as empresas não querem ficar expostas ao risco de
câmbio, elas decidem realizar uma operação swap.

Ambas acordam que, trocarão o risco das moedas, de modo que,


quando ocorrer uma variação no câmbio, nenhuma delas estará
exposta e não sofrerá grandes variações em seu lucro, sejam elas
boas ou ruins.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS
È uma forma de investimento em coletivo, podendo ser
comparado a um condomínio de investidores, onde existem regras
internas a serem seguidas, um administrador, um gestor, um auditor,
um custodiante e um cotista.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 38


Podemos definir como uma comunhão de recursos, constituída
sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em ativos
financeiros, podendo ser constituído bob a forma de condomínio
aberto, em que os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a
qualquer tempo, ou sob forma de condomínio fechado, em que as
cotas somente poderão ser resgatadas ao término do prazo de
duração do fundo.
A lei que rege os fundos de investimentos é a Instrução CVM
555 que está disponível no site da própria CVM.
Segundo a ANBIMA (Associação Brasileira das entidades dos
Mercados Financeiro e de Capitais) os fundos se dividem nos
seguintes níveis:

Primeiro nível
No primeiro nível, os fundos estão agrupados por classe de ativos:
o Fundos de renda fixa
o Fundos de ações
o Fundos multimercados
o Fundos cambiais

Segundo nível
Neste nível, os fundos são classificados conforme o tipo de
gestão (passiva ou ativa). Para a gestão ativa, a classificação é
desmembrada conforme a sensibilidade à taxa de juros. São eles:
o Fundos indexados
o Fundos ativos
o Fundos de investimento no exterior

Terceiro nível
Neste nível os fundos são classificados de acordo com a
estratégia. Enquadram-se aqui, por exemplo, os fundos soberanos, os
fundos dinâmicos e os setoriais, entre outros. Veja nas páginas
seguintes a descrição de cada um deles em suas respectivas
categorias.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 39


Os fundos além de serem divididos em níveis, também são
divididos em períodos, ou prazos:

Fundos de curto prazo


Os fundos de investimento de curto prazo têm por objetivo
reproduzir as variações das taxas de juros e das taxas pós-fixadas,
investindo seus recursos em títulos públicos federais ou em títulos
privados de baixo risco de crédito com prazo máximo de 375 dias e
prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias.
A rentabilidade dos fundos de investimento de curto prazo está
associada à variação das taxas SELIC ou CDI. São considerados
conservadores quanto ao risco, sendo compatíveis com objetivos de
investimento de curto prazo, pois suas cotas são menos sensíveis às
variações das taxas de juros. O crédito do resgate do valor parcial ou
total investido pelo cotista deste fundo de investimento costuma ser
executado no mesmo dia de sua solicitação

Fundos de longo prazo


São considerados Fundos de Investimento de Longo Prazo
aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a
365 dias. Eles estão sujeitos à incidência de IR na fonte. Neste tipo de
fundo se o cotista resgatar cotas por um período superior a dois anos,
ele pagará 15% de IR sobre o rendimento do Fundo no período.

Os fundos também são classificados de acordo com sua forma


de atuação no mercado perante os investidores, sendo eles:

Fundo aberto e fundo fechado


o Os fundos de investimento abertos permitem a entrada de
novos investidores ou o aumento da participação dos antigos
por meio de investimentos adicionais, assim como é permitido o
resgate de cotas, mediante a venda de ativos do fundo para a

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 40


entrega do valor correspondente ao cotista que efetuou o
resgate, total ou parcial, de suas cotas.
o Os fundos de investimento fechados não permitem a entrada e
a saída de investidores. Após um período determinado, não são
mais admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos
antigos cotistas no fundo. Além disso, também não é permitido o
resgate de cotas por decisão do cotista. O prazo para
encerramento do fundo também é previamente definido.
Muitos fundos de investimento fechados são listados em
mercados da BM&FBOVESPA. Assim, quando o investidor
decide comprar ou vender cotas de um fundo fechado, pode
enviar suas ordens através de alguma corretora da mesma
forma como negocia ações e outros valores mobiliários.

Imposto de renda sobre fundos


Segundo determinação da Secretaria da Receita Federal, os
Fundos de Investimento são classificados em três categorias para
efeitos de Imposto de Renda, e a incidência do imposto dependerá do
período em que cada aplicação permanecer no Fundo:

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 41


Fundos de ações:
PRAZO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA DE IR

INDEPENDENTE DO PRAZO DE 15%


APLICAÇÃO

Esses fundos contam com alíquota única de IR na fonte, seja


qual for o prazo em que o investidor permanecer com os
recursos investidos. O imposto será cobrado sobre o
rendimento bruto do Fundo, no momento do resgate.

Fundos de curto prazo:


PRAZO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA DE IR

ATÉ 180 DIAS 22,5%


ACIMA DE 180 DIAS 20%

Para fins de tributação, são considerados Fundos de


Investimento de Curto Prazo aqueles cuja carteira de títulos
tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. Eles estão
sujeitos à incidência de IR na fonte.

Fundos de longo prazo:


PRAZO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA DE IR

ATÉ 180 DIAS 22,5%


DE 180 a 360 dias 20%
DE 361 a 720 DIAS 17,5%
ACIMA DE 720 DIAS 15%

Para fins de tributação, são considerados Fundos de


Investimento de Longo Prazo aqueles cuja carteira de títulos
tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Eles estão
sujeitos à incidência de IR na fonte. Neste tipo de fundo se o
cotista resgatar cotas por um período superior a dois anos, ele
pagará 15% de IR sobre o rendimento do Fundo no período.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 42


COME COTAS
Os impostos cobrados sobre fundos de investimentos são
conhecidos pelo nome de Come Cotas, pois o valor dos impostos não é
descontado no valor final da rentabilidade do investimento, mas sim
sobre a quantidade de cotas que o cliente possui.
Assim sendo, a cada 6 meses (sempre no último dia útil dos
meses de maio e novembro) os fundos, automaticamente deduzem
esse imposto de renda dos cotistas, considerando o rendimento
obtido no período.
Para cada fundo de investimento é recolhido o valor referente
ao seu prazo, onde temos 20% sobre fundos de curto prazo e 15%
sobre fundos de longo prazo.
Além disso, no momento do resgate da aplicação do investidor,
se for o caso, será feito o recolhimento do IR, de acordo com a alíquota
final devida, conforme o prazo de permanência desse investimento no
fundo.
Não há a incidência de “come-cotas” em Fundos de Ações,
sendo aplicada somente a alíquota de 15% no resgate do rendimento
bruto.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 43


IOF (imposto sobre operações financeiras)

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incide sobre o


rendimento nos resgates feitos em um período inferior a 30 dias. O
percentual do IOF pode variar de 96% a 0%, dependendo do número
de dias decorridos da aplicação, incidindo sobre o rendimento do
investimento.

Outra forma de investir em ações também usa fundos de


investimentos para que o investidor não precise comprar várias ações
para acompanhar certo índice.

Digamos que um investidor queira que seu investimento


acompanhe o desempenho do índice Bovespa, mas seu capital não
suporta a compra de todos os ativos que integram este índice, então ele
terá a opção de investir em um fundo de investimento que replique o
desempenho do IBOVESPA. Estes fundos são chamados de ETF:

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 44


ETF (EXCHANGE TRADED FUND)
Estes fundos são conhecidos por ser uma forma eficiente de investir
em ações, diversificando e baixando o custo do investimento. Na prática
são fundos que replicam o desempenho de índices e são negociados em
bolsa de valores. Eles permitem acesso à mercados amplos sem a
necessidade de comprar ativos individualmente.
Temos ETF’s sobre índices de bolsas estrangeiras, onde podemos
acompanhar o desempenho do S&P500, por exemplo, ou podemos
acompanhar aqui no Brasil o nosso índice Bovespa, onde temos um ETF
chamado BOVA11. Vamos explicar:

1º Os investidores têm a necessidade de comprar um ativo que faça o


mesmo desempenho do IBOVESPA, mas eles não têm a quantia
necessária para comprar todos os ativos que o índice possui.
2º Os investidores compram cotas do ETF BOVA11 que por sua vez
compra todos os ativos que compõem o índice Bovespa.
3º O investidor tem cotas que representam todos os ativos comprados do
índice.

IBOVESPA
AÇÕES QUE COMPÕEM O
IBOVESPA
ETF ATIVO ATIVO ATIVO

ATIVO ATIVO ATIVO

ATIVO ATIVO ATIVO

ATIVO ATIVO ATIVO

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 45


Além de um ETF replicar um índice de ações, eles também podem
replicar um índice de um setor específico, como o PIB por exemplo. E a
diferença entre um fundo indexado e os ETF’s é o custo de investimento,
sendo o ETF a forma mais barata.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 46


TÍTULOS DE RENDA FIXA E RENDA VARIÁVEL

RENDA FIXA

Os títulos de renda fixa são caracterizados por terem suas regras de


remuneração já pré estabelecidas, ou seja, quando se adquire um título de
renda fixa já são fixados os juros de rendimentos, os prazos de começo e
fim do contrato, ou mesmos indexadores como, por exemplo, inflação,
câmbio e etc.
Os títulos podem ser pré-fixados ou pós-fixados. E o que difere um
de outro é: no pré-fixado a remuneração é determinada no momento da
aplicação, também seu prazo e seus impostos. Já no pós-fixado funcionam
de forma diferente, pois quando há um investimento em um pós-fixado o
investidor só saberá o quanto vai receber somente no final da aplicação.
Isso ocorre porque o rendimento é determinado pela variação de um
certo indicar e mais uma taxa de juros determinada no inicio.
Então título de renda fixa é uma aplicação no qual o investidor
compra títulos de bancos, empresas ou do Governo Federal e recebe uma
rentabilidade que pode ser determinada já no momento da aplicação (ou
não), e a rentabilidade será o valor da aplicação, mais os juros pelo
período em que o dinheiro ficar investido. Tendo como base de taxa de
juros a “Taxa Básica de Juros e a inflação”. Não esquecendo que temos
dois modelos de renda fixa:

• Título de renda fixa pré-fixado


• Título de renda fixa pós-fixado

Os títulos de renda fixa, como fonte de captação de recursos dos


agentes superavitários, podem ser emitidos pelo Governo ou por
empresas (instituições financeiras e não financeiras), sendo classificadas
como: Títulos públicos e Títulos privados.

Os títulos de renda fixa podem ser emitidos no país de origem ou no


exterior, sendo os de emissão do exterior conhecidos como:

o Corporates Notes e Corporates Bonds

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 47


RENDA VARIÁVEL

Ativos de renda variável são aqueles cuja remuneração ou retorno


de capital não pode ser dimensionado no momento da aplicação, podendo
variar positivamente ou negativamente, de acordo com as expectativas
do mercado. Os mais utilizados são: ações, fundos de renda variável
(fundo de ação, multimercado e outros), quotas ou quinhões de capital,
Commodities (ouro, moeda e outros), derivativos (contratos negociados
nas Bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas), e
imóveis (FIIs, especulação e retorno de aluguéis).

A maior confusão entre que é renda variável e título pós-fixado é


que, no título pós-fixado nós podemos fazer uma projeção de ganho
indexando o ativo a um índice, já na renda variável não temos como
projetar.

Títulos Públicos
Os títulos públicos federais são mecanismos de financiamento do
Governo Federal via mercado financeiro, onde o Banco Central vende
estes títulos para instituições financeiras, a uma determinada taxa de
juros. E são conhecidos como títulos da dívida pública por ter finalidades:

o Financiar o déficit orçamentário;

o Realizar operações para fins específicos, definidos em lei;

o Refinanciar a dívida pública.

Os títulos são emitidos no mercado interno sob as formas de ofertas


públicas para instituições financeiras (por meio de leilões), ofertas
públicas para pessoas físicas (por meio do Tesouro Direto) e emissões
diretas para finalidades definidas em lei.

O Tesouro Nacional emite títulos para atender a política fiscal. O


banco Central utiliza os títulos do Tesouro para realizar política
monetária, por meio de operações de compra e venda no mercado
secundário.

Já as instituições financeiras utilizam os títulos públicos para:

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 48


o Compor as carteiras de fundos;

o Cumprir depósitos compulsórios;

o Assegurar a rentabilidade de outras aplicações.

Os títulos públicos têm sua taxa baseada em 252 dias úteis, tendo esses
dias como base anual onde são expressas as suas taxas.

PRINCIPAIS TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS


LTN - letras do Tesouro Nacional
Trata-se de um título emitido pelo Tesouro Nacional para cobertura
de déficit orçamentário do governo, sendo de renda pré-fixada (que não
tem indexação nenhuma) e um dos títulos mais fáceis de investir.

O maior risco de se obter este título, é a oscilação da taxa de juros no país,


vamos explicar:

o Se comprarmos uma LTN a uma taxa pré-fixada de 5% e a taxa Selic


hoje for 4,5% estaremos com um ganho chamada de Ágio.
o Mas caso a taxa Selic tenha uma alta de 4,5% para 8%, teremos
então uma desvalorização deste título chamado de Deságio, pois o
título irá render menos que a taxa básica de juros praticada no
mercado. Por este motivo o governo poderá recomprar seu título a
um valor mais baixo do que foi pago, pois um título que rende 4,5%
será mais difícil de vender do que um título que rende 8%.

Quando um país está em transição de governos, este título pode


sofrer pelas variações da taxa de juros, pois não sabemos quando haverá
uma alta na taxa para cobrir déficit de governos anteriores.

Este é um título com valor nominal de R$1000,00 na data de


vencimento, e ele é denominado como sendo pré-fixado porque sua
rentabilidade é determinada no momento da compra pela diferença entre
o preço de compra e o valor nominal no vencimento (R$1000,00). Por se
tratar de um raciocínio confuso, isto será explicado melhor na aula do
EAD.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 49


NTN-F – Tesouro pré-fixado com juros semestrais
Esta nota funciona da mesma forma que o Tesouro pré-fixado,
porém a sua diferença é que este paga um cupom semestral, ou juros
semestrais, onde as datas são retrospectivamente a cada seis meses a
partir da data do vencimento da NTN-F, e o pagamento do ultimo cupom
coincide com o resgate do principal da nota.

É importante notar que os títulos que pagam cupom seguem uma


dinâmica própria. O parcela de cupom paga antes de seis meses de
investimento será taxada em 22,5%, o pagamento seguinte terá 20% do
lucro descontado na fonte, e assim por diante, mesmo que o investidor
não se desfaça da aplicação. É por esse motivo que o investidor de longo
prazo não deve comprar papéis com pagamento de cupom.

LFT – Letra Financeira do Tesouro (Tesouro Selic)


Tesouro Selic é um título público com rentabilidade pós-fixada,
sendo como o próprio nome diz indexada a taxa Selic.
Este título é muito utilizado em momentos de crise, quando o
governo tende a aumentar os juros na intenção de conter o consumo e a
alta da inflação, atrair a atenção dos investidores ou mesmo aumentar a
credibilidade das contas públicas.
Mesmo sendo um título sem cobertura pelo FGC ele ainda acaba
sendo um dos mais seguros para se investir, pois é o próprio governo
quem garante o seu investimento. Sendo sua rentabilidade sempre maior
que a poupança, ele também segue a tabela regressiva de imposto.

Como faço para resgatar meu dinheiro?


Quando compra um título com vencimento em 2035, por
exemplo, o investidor não precisará esperar até lá para pegar seu
dinheiro de volta corrigido com juros. As aplicações no Tesouro Direto
possuem liquidez semanal. O governo recompra os papéis em poder
do público todas as quartas-feiras – com exceção das semanas em que
há reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), quando
as recompras são feitas na quinta-feira. Quando revende um título e

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 50


resgata seus recursos, o investidor ganha a rentabilidade do papel
correspondente até aquela data.

PRINCIPAIS TÍTULOS PRIVADOS


Títulos são papéis que diferentes entidades podem emitir para
arrecadar recursos. Ou seja, um título é um papel de dívida da
entidade emissora, que se compromete a devolver o dinheiro para o
investidor com juros. É isso mesmo! Comprando um título, você
emprestará dinheiro a juros para a entidade que o emitiu.

Os títulos privados são emitidos por bancos, financeiras ou


empresas, dependendo do tipo. Há algumas diferenças importantes
entre cada um dos títulos privados, como regras, diferentes de
tributação, níveis distintos de risco, etc. Por isso, é importante estudar
em detalhes o investimento que te interessa e entender as regras que
se aplicam em cada caso.

CDB – Certificado de depósito bancário


Este Certificado é um título de captação de recursos utilizados do setor
privado. São oficialmente conhecidos como depósitos a prazo, emitidos
por bancos comerciais, bancos múltiplos, bancos de investimento, bancos
de desenvolvimento e a Caixa Econômica Federal. Sendo um título
negociável por meio de transferência de titular.

Seu prazo mínimo varia dependendo do tipo de remuneração contratada,


podendo ser pós-fixado, pré-fixado e híbrido:

o Pré-fixado: Nos CDB’s pré-fixados, a taxa de juros já é definida no


momento da aplicação, sendo possível determinar quanto renderá o
investimento antes do vencimento do prazo do título. Para investir
neste título é importante observar a situação atual do mercado e
avaliar os indicadores econômicos do país.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 51


o Pós-fixado: neste caso a rentabilidade é determinada através de um
percentual sobre um índice, como por exemplo, a taxa CDI (a mais
utilizada nas aplicações em CDB).
o Híbrido: este é uma junção do CDB pré-fixado com o pós-fixado,
sendo uma parte da rentabilidade estabelecida no momento da
aplicação e a outra parte é atrelada a um índice econômico, como o
IPCA, por exemplo.

Este título é muito conhecido por ter sua rentabilidade maior que a
poupança, podendo chegar ao dobro de rentabilidade, tendo uma
segurança pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), tendo uma liquidez
diária e uma facilidade de investimento através da internet ou outros
meios. Sendo eles tributados na tabela regressiva de imposto de renda,
incidente sobre o ganho nominal de 252 ou 360 dias úteis.

LCI - Letra de crédito imobiliário


Este título é emitido por instituições financeiras, sendo lastreados por
empréstimos imobiliários, podendo ser pré-fixado ou pós-fixado, sendo
isenta de imposto de renda que garante uma rentabilidade melhor no
longo prazo. Também sendo garantida pelo FGC, este título se torna uma
viabilidade de investimento melhor que muitos outros títulos negociados
no mercado.

A liquidez é a principal desvantagem da LCI, sendo possível ser resgatado


somente no vencimento e o dinheiro não poderá ser resgatado até lá.

LCA – Letra de crédito do agronegócio


Já este título não tem muita diferença do LCI, o que muda é o lastro do
papel. As LCA são títulos emitidos por instituições financeiras garantidos
por empréstimos concedidos ao setor do agronegócio.

Esses títulos foram criados pelo governo com o objetivo de ampliar os


recursos disponíveis ao financiamento agropecuário, sendo eles pré-

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 52


fixado ou pós-fixado, isentos de imposto de renda e garantidos pelo FGC.
Não sendo possível o seu resgate antes do vencimento.

LC – Letra de câmbio
Embora o nome possa sugerir esse ativo não está associado à taxa de
câmbio, mas sim se trata de um ativo que parece mais com um CDB, onde
trata-se de uma forma de empréstimo que o investidor faz a uma
instituição financeira em troca de juros, assim como acontece no CDB.
Mas a maior diferença entre um e outro está na sua emissão, sendo o CDB
por um banco, e as Letras de Câmbio por financeiras. Sendo sua
tributação e rentabilidade igual a um CDB, seguindo a tabela regressiva
de IR e apurando somente no resgate do investimento.

LH – Letra hipotecária
A Letra Hipotecária é um título de dívida, emitido por Instituições
Financeiras autorizadas a conceder créditos hipotecários, ou seja, Caixa
Econômica Federal, Bancos Múltiplos com Carteira de Crédito
Imobiliário, Associações de Poupança e Empréstimo, Sociedades de
Crédito Imobiliário e Companhias Hipotecárias.

São usadas pelos bancos como forma de captação, para a formação de


linha de crédito imobiliário, e podem ser emitidos com juros pós ou pré-
fixados. Elas são sempre emitidas com os vencimento pré-estabelecidos,
com um prazo mínimo de 180 dias (6 meses) e uma prazo máximo, em
média, de 24 meses.

A Caixa Econômica Federal é hoje a maior emissora desse tipo de


investimento no país, mas outras instituições também trabalham bastante
com letras hipotecárias. Temos com exemplos os Bancos Múltiplos com
Carteira de Crédito Imobiliário, Associações de Poupança e Empréstimo,
Sociedades de Crédito Imobiliário e Companhias Hipotecárias. Cada
instituição terá suas próprias regras e peculiaridades no que trata da
contratação das letras hipotecárias, mas no geral a situação do
investimento em risco e liquidez continua praticamente a mesma.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 53


COE – Certificado de operações estruturadas
Este certificado possui um propósito semelhante ao CDB, LCI e LCA, ou
seja, é usado para um investidor emprestar dinheiro ao banco emissor.

De forma mais prática, o COE permite que o investidor faça uma


aplicação mais complexa e lucrativa em ativos como ações, moedas,
índices, commodities (como boi gordo, milho, café), e ativos
internacionais. OU seja, este certificado será atrelado a qualquer outro
ativo de renda variável, mas terá uma parte da aplicação investida em
renda fixa.

Debêntures

È uma forma de captação de recursos que as empresas usam para


financiar suas operações onde a emprese emitente não pode ser uma
instituição financeira. É emitido um título re renda fixa pré ou pós fixada,
podendo algumas serem isentas de imposto de renda (chamadas de
Debêntures incentivadas) e as Comuns. Ao adquirir uma debênture o
investidor se torna um credor da empresa em questão e recebe juros
fixou ou variáveis ao final do período acordado.

Estes títulos podem ser de 2 tipos:

o Conversíveis: podem ser convertidas em ações da empresa que


emitiu o título.
o Simples: onde não podem ser convertidas em ações.

Estes títulos podem ter três formas de rentabilidade:

o Pré-fixados: onde a rentabilidade será acordada no momento da


emissão do título;
o Pós-fixada: onde será atrelada a um indexador como o DCI ou a
Selic;
o Híbrida: sendo um misto de juros fixos com juros variáveis.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 54


Como citado acima, as debêntures podem ser incentivadas ou
comuns, no qual as incentivadas não pagam imposto de renda, e as
comuns seguem a tabela regressiva de imposto.

Existe aí uma questão muito importante de se observar antes de


adquirir uma debênture, pois seu rendimento muitas vezes vai ser mais
atrativo, mas devemos levar em consideração os impostos que teremos
que pagar no ato do resgate. E muitas vezes as Debêntures incentivadas
serão de menor rentabilidade, porém no ato do resgate vemos que a
isenção de impostos a torna muito mais viável que uma Debênture
comum. Vejamos o exemplo de um investimento de R$30.000,00 no
prazo de 1 ano com rendimento de 12% ao ano na Debênture comum, ou
10% ao ano na Incentivada:

COMUM INCENTIVADA

12% AO ANO = R$3.600,00 10% AO ANO = R$3.000,00

IMPOSTO DE 20% = R$720,00 ISENTA

LUCRO LÍQUIDO = R$2.880,00 LUCRO LÍQUIDO = R$3.000,00

Neste caso, o melhor investimento seria a Debênture incentivada. Mas


caso o investidor opte por investir um valor de R$50.000,00 para um
prazo maior (3 anos, por exemplo) com a mesma rentabilidade, a
Debênture Comum seria a mais viável:

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COMUM INCENTIVADA

12% AO ANO = R$20.246,40 10% AO ANO = R$16.550,00

IMPOSTO DE 20% = R$3.036,96 ISENTA

LUCRO LÍQUIDO = R$17.209,44 LUCRO LÍQUIDO = R$16.550,00

O Prazo de Investimento destes títulos é de médio prazo à longo prazo,


mas normalmente são estipulados em pelo menos para 2 anos e podem
chegar até 10 anos. Mas o seu maior risco de investimento é o de crédito,
pois dependendo do desempenho da empresa, ela poderá não honrar com
seus compromissos, pois elas não possuem cobertura pelo FGC.

MERCADO INTERNACIONAL
Hoje temos a possibilidade de investir no mercado internacional
sem nem mesmo saber falar em outra língua, pois isso só foi possível a
partir da globalização e da internet que nos trouxe informações que antes
não tínhamos.
Isso começou a ser mais comum no Brasil a partir do momento em
que o risco de investimento no país tornou-se maior, devido às
instabilidades políticas.
As corretoras Brasileiras começaram a tornar o acesso à esses
investimentos mais fáceis, pois muitos não investiam fora pelo fato de
terem que abrir conta em corretoras fora do país, trazendo insegurança
de várias formas.
Assim como brasileiros, outros investidores de outros países
também têm interesse em investir fora de seus países de origem, por isso
foram criadas formas de investimentos que possibilite o investidor
escolherem o país que deseja investir.
Antes temos que lembrar alguns aspectos que dificultam os
investimentos fora do Brasil, tais como abertura de conta em corretora
estrangeira, oscilação da moeda estrangeira, impostos sobre lucro em
capital estrangeiro etc., onde muitas informações não chegam aos

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 56


investidores e dificultam o conhecimento para viabilizar o investimento
fora do Brasil.

Vamos citar algumas das formas de investimentos:

ADR’s (American Depositary receipts)


Esse tipo de recibo foi criado para que empresas estrangeiras
pudessem participar do mercado de ações nos Estados Unidos, e os
investidores americanos, por sua vez, conseguissem comprar ações de
outros países.
Ou seja, para as ações de uma empresa brasileira serem
negociadas em bolsa nos Estados Unidos, como na NYSE (Bolsa de
Nova York) ou na NASDAQ, não basta que elas estejam listadas na B3,
elas precisam ser emitidas em forma de títulos, e esses títulos são
chamados ADRs.
Os ADRs são emitidos por bancos americanos e negociados em
bolsa através de corretoras de valores, assim como ações e outros
títulos, e as principais empresas brasileiras participam deste mercado.
Portanto, investidores estadunidenses conseguem investir na
Bolsa de Valores brasileira, indiretamente, comprando um ADR da
PETR4, da Vale ou da Gerdau, por exemplo, da mesma forma que
compram ações de empresas do seu país.

BDR’s (Brazilian Depositary Receipt)


São resumidamente ativos que o investidor brasileiro pode adquirir
para investir em empresas fora do país. Mas isto não quer dizer que o
investidor se torna um sócio da empresa que ele comprou o BDR, pois
este título é apenas um título lastreado em um ativo estrangeiro, não
sendo necessariamente o próprio ativo. Apesar de terem os seus valores
influenciados pelas cotações das empresas pertencentes ao BDR e
também pela variação do câmbio, esse ativo é negociado em na nossa
moeda local, ou seja, em Reais, facilitando, dessa forma, o trâmite para
quem deseja participar dos negócios de empresas de outros países,
extinguindo-se assim, a necessidade de abertura de conta em instituições
estrangeiras e demais questões burocráticas que se fazem necessárias
para quem pretende realizar investimentos diretos em outros países.

GDR’s (Global Depositary Receipts)

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 57


São títulos lastreados em ações de empresas estrangeiras, ou seja, é
um certificado negociado internamente em um país, que representa um
conjunto de ações de uma empresa no exterior. Seu maior objetivo é que
investidores possam investir em ativos de bolsas estrangeiras sem
precisar enviar capital para fora do país.
O GDR garante aos seus investidores os mesmos direitos que um
acionista normal teria, como dividendos, desdobramento de ações,
subscrição de ações e quaisquer outras garantias.

Os principais órgãos internacionais


O mercado financeiro é sensível a eventos que acontecem no
mundo todo, seja um índice econômico na China, ou uma projeção de juro
nos estados Unidos, ou mesmo uma política fiscal na Europa.
E isto nos força a ter conhecimentos de alguns dos mais importantes
influenciadores do mercado, como órgãos governamentais, bancos
centrais, conselhos monetários e etc.
Alguns personagens como presidentes de bancos centrais,
economistas, governantes e grandes investidores sempre aparecem
sempre com discursos que deixam o mercado em certas expectativas,
sejam elas boas ou más.

Primeiro vamos citar os principais do mercado Norte Americano:

FED – FEDERAL RESERVE SYSTEM

Este é o banco central dos Estados Unidos da America, sendo


responsável por formular a política monetária no país, além de
regulamentar e supervisionar o sistema bancário norte-americano.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 58


Sendo criado em 1914, depois de uma série de quebras de bancos
ocorrida em 1907 onde convenceu o Congresso Americano de que os
EUA precisavam de um banco central para garantir a saúde do sistema
bancário do país. Sendo ele hoje administrado por seu Conselho de
Governadores (Board of Governos) e tendo algumas tarefas principais:

o Regular as atividades dos bancos e garantir a saúde do sistema


bancário
o Controlar a quantidade de moeda disponível na economia
o Executa as políticas econômicas através da compra e venda de
títulos públicos.

Este órgão americano tem forte influência sobre a Bolsa de Valores


brasileira, pois o estabelecimento da taxa de juros, a oferta de dólar e a
compra de títulos americanos mexem fortemente com os preços dos
nossos principais ativos.
Sua estrutura de formação é:
- Um Conselho de Governadores, liderado pelo presidente do órgão
- 12 presidentes do Federal Reserve Banks regionais
- Vários representantes de bancos privados dos Estados Unidos
- Diversos conselhos consultivos
- FOMC (Federal Open Marketing Committee ou Comitê Federal de
Mercado Aberto), que é um dos responsáveis pelo estabelecimento da
política monetária norte-americana.

Temos hoje (2019) como Presidente do FED Jerome H. Powell e seu


mandato vai até 2022. Além desta função, ele também atua como
Presidente do Comitê Federal de Mercado Aberto. Powell já foi estudante
no Bipartisan Policy Center, onde se profissionalizou em questões fiscais
federais e estaduais. Ele também já foi sócio do Grupo Carlyle.

Sempre lembrando que os membros da diretoria do FED têm um peso


muito forte em seus discursos e entrevistas.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 59


Dentro do FED temos o FOMC:

FOMC – FEDERAL OPEN MARKET COMMITTEE

Traduzindo para o português: Comitê Federal de Mercado Aberto,


sendo uma das mais importantes comissões que compõem o FED, sendo
formado com o propósito de supervisionar operações de mercado aberto
dos EUA. Também é responsável por decisões cruciais em relação a taxa
de juros básica da economia norte-americana e sobre o crescimento da
oferta do dólar.

ICE – INTERNATIONAL CURRENCY EXCHANGE

Mesmo sendo uma empresa global de câmbio, ela é responsável por


transmitir informações sobre moedas negociadas no mundo,
principalmente o dólar, principalmente o Índice DX (índice do valor do
dólar americano em relação a uma cesta de moedas estrangeiras).

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 60


SEC – SECURITIES AND EXCHANGE COMMISSION

A história da SEC (no português, Comissão de valores


mobiliários) se dá logo após o grande Crash de 1929 (conhecido como
quinta-feira negra) quando as bolsas norte americanas quebraram de
uma forma tão devastadora que a data ficou lembrada como o início
da Grande Depressão americana que duraram doze anos.

Em 1934 foi criado então a SEC como uma agência federal que
regulamentaria o mercado de ações para evitar uma nova recessão. O
poder da SEC ia desde assuntos relacionados à emissão de novas
ações e a negociação destas até a fiscalização das companhias listadas
na bolsa americana e as corretoras de valores.

Ela é formada por cinco comissários que devem ser indicados


pelo presidente além de aprovados no Senado com mandatos de cinco
anos. A divisão também deve respeitar a regra de que não pode haver
mais de três comissários de um mesmo partido para que não aconteça
um jogo de interesse partidário.

A comissão de valores mobiliários americana possui tamanha


relevância que ela detém o poder de aplicar penas aos indivíduos e
empresas que cometerem algum tipo de infração as suas leis.

Os crimes mais comuns de que a SEC se encarrega são:

• Fraudes contábeis.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 61


• Especulação.

• Emissão de informações falsas pelas empresas.

• Insider Trading (quando algum indivíduo que possui


informações relevantes a todos os investidores, mas que ainda
não foram divulgadas realiza negociações para benefício
próprio).

Para poder fiscalizar todas as empresas nas bolsas americanas a SEC


exige de toda e qualquer empresa com capital na bolsa que lhe envie um
relatório periódico (mensal, trimestral, anual e etc.) com informações como
dados financeiros, explicações de fatos relevantes, planos de investimentos
futuros dentre outros.

Vamos citar os principais influenciadores Europeus:

EUROPEAN SECURITIES AND MARKETS AUTHORITY

A Autoridade Européia dos Valores Mobiliários e dos Mercados


é uma agência reguladora financeira da União Européia e uma
Autoridade Européia de Supervisão, localizada em Paris. A ESMA
substituiu o Comité das Autoridades de Regulamentação dos
Mercados Europeus de Valores Mobiliários em 1 de janeiro de 2011.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 62


EUROPEAN CENTRAL BANK
Traduzindo para o português: Banco Central Europeu, é uma
instituição que integra o Sistema Europeu de Bancos Centrais dos
países-membros da União Européia.
O BCE tem sua sede em Frankfurt na Alemanha e é responsável
pela emissão do euro (moeda), fixação das taxas de juros concedidos
aos bancos comerciais na zona do euro, controle da oferta monetária
e da inflação.
Tendo hoje (2019) como Presidente o economista
“Mario Draghi”, que também já foi Governador do banco da Itália,
professor de ciência política e diretor executivo no Banco Mundial.
Sendo seu discurso um grande peso no mercado financeiro global.
Como bem sabemos, o euro tem um peso de 60% sobre o dólar,
então é de extrema importância todo o evento que envolve o BCE e o
seu presidente atual.
No módulo sobre Administração de riscos iremos abordar muito
sobre a influência dos bancos centrais e seus presidentes.

Existem diversas agências de rating espalhadas pelo mundo


inteiro. Porém, as três agências de risco mais importantes e
com maior credibilidade em todo o mercado são a Moody's, a Fitch e
a S&P (Standard & Poor's). Estima-se que estas três agências
detenham cerca de 95% do mercado global de análise de risco.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 63


A Moody's Corporation, muitas vezes referida como Moody's, é uma
empresa americana de serviços financeiros e empresas. É a holding da
Moody's Investors Service, uma agência americana de classificação de
crédito, e da Moody's Analytics, uma provedora americana de
software e serviços de análise financeira. É ela quem classifica o grau
de risco de investimento dos ativos financeiros pelo mundo todo.

A Fitch Ratings é uma das três maiores agências de classificação de


risco de crédito, ao lado da Standard & Poor's e da Moody's.

Standard & Poor's é uma divisão do grupo McGraw-Hill que publica


análises e pesquisas sobre bolsas de valores e títulos. É uma das três
maiores agências de classificação de risco, ao lado da Moody's e da
Fitch Ratings.

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 64


E aqui temos a lista de alguns órgãos que administram e fiscalizam os
mercados financeiros e mercados vertentes de cada país:

País Nome Completo Sigla

África do Sul Autoridade de Conduta do Setor Financeiro FSCA

Alemanha Autoridade Federal de Supervisão Financeira BaFin

Arábia Saudita Autoridade de Mercado de Capitais CMA

Argentina A Comissão Nacional de Valores CNV

Comissão de Valores Mobiliários e Investimentos da


Austrália ASIC
Austrália

APRA - Autoridade de Regulação Prudencial


Austrália APRA
Australiana

AUSTRAC - Centro Australiano de Relatórios e


Austrália AUSTRAC
Análises de Transações

Áustria Autoridade Reguladora dos Mercados Financeiros FMA

SCB - Comissão de Valores Mobiliários das


Bahamas SCB
Bahamas

Bahrein Banco Central do Bahrein CBB

Bélgica Autoridade de Serviços Financeiros e de Mercados FSMA

Belize Comissão Internacional de Serviços Financeiros IFSC

(NBFIRA) Autoridade Reguladora das Instituições


Botsuana NBFIRA
Financeiras Não-Bancárias

Brasil Comissão de Valores Mobiliários do Brasil CVM

Bulgária Banco Nacional da Bulgária BNB

Organização Regulatória da Indústria do


Canadá IIROC
Investimento do Canadá

CIPF (Fundo de Proteção para Investidores no


Canadá CIPF
Canadá)

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 65


País Nome Completo Sigla

Catar Banco Central de Qatar QCB

China Comissão Reguladora de Valores da China CSRC

China Comissão de Supervisão Financeira FSCEY

Chipre Comissão de Valores Mobiliários do Chipre CySEC

Cingapura Autoridade Monetária de Cingapura MAS

Agência de Supervisão de Serviços Financeiros da


Croácia HANFA
Croácia

Dinamarca Autoridade de Supervisão Financeira DFSA

Egito Autoridade de Supervisão Financeira do Egito EFSA

Emirados Árabes
Autoridade de Serviços Financeiros de Dubai DFSA
Unidos

Emirados Árabes
Banco Central dos Emirados Árabes Unidos U.A.E
Unidos

Emirados Árabes Autoridade de Valores Mobiliários e Commodities


SCA
Unidos dos Emirados Árabes Unidos

Comissão Nacional do Mercado de Valores


Espanha CNMV
da Espanha

Estônia Autoridade de Supervisão Financeira FSAEE

Ministério de Assuntos Econômicos e


Estônia MKM
Comunicações

Comissão de Comércio de Futuros de Commodities


EUA CFTC
dos EUA

EUA Autoridade Reguladora da Indústria Financeira FINRA

EUA Associação Nacional de Futuros NFA

Comissão de Valores Mobiliários dos


EUA SEC
Estados Unidos

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 66


País Nome Completo Sigla

Corporação para a Proteção dos Investidores das


EUA SIPC
Bolsas de Valores

EUA Corporação Federal de Seguro de Depósitos FDIC

EUA Lei de cumprimento fiscal de conta estrangeira FATCA

Filipinas Comissão de Valores Mobiliários das Filipinas SEC

Finlândia Autoridade de Supervisão Financeira FINFSA

França Autoridade de Mercados Financeiros AMF

Comitê de Instituições de Crédito e Empresas de


França CECEI
Investimento

França O Registro de Empresas Financeiras REGAFI

Autoridade Francesa de Supervisão Prudencial e


França ACPR
Resolução

Geórgia Banco Nacional da Geórgia NBG

Gibraltar Comissão de Serviços Financeiros FSC

Grécia Comissão do Mercado de Capitais CMC

Holanda Autoridade de Mercados Financeiros AFM

Hong Kong A Comissão de Valores Mobiliários e Futuros SFC

Hong Kong A Comissão Financeira FinCom

Hungria Autoridade Húngara de Supervisão Financeira HFSA

Hungria Banco Central da Hungria CBH

Ilhas Cayman Autoridade Monetária das Ilhas Cayman CIMA

Ilhas Virgens
Comissão de Serviços Financeiros FSC
Britânicas

Índia Comissão de Valores Mobiliários da Índia SEBI

Índia Central Depository Services Limited CDSL

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 67


País Nome Completo Sigla

Índia National Securities Depository NSDL

Agência Reguladora de Comércio de Futuros de


Indonésia CoFTRA
Commodities

Irlanda Banco Central da Irlanda CBI

Israel Autoridade de Valores Mobiliários de Israel ISA

Itália Comissão Nacional para a Sociedade e a Bolsa CONSOB

Jamaica Comissão de Serviços Financeiros FSC

Associação dos Agentes de Valores Mobiliários do


Japão JSDA
Japão

Japão Agência de Serviços Financeiros FSA

Jordânia Comissão de Valores Mobiliários da Jordânia JSC

Kuwait Câmara de Comércio e Indústria do Kuwait KCCI

Letônia Comissão do Mercado Financeiro e de Capitais FCMC

Líbano Banco Central do Líbano BDL

Líbano Federação Árabe de Bolsas de Valores AFE

Comissão de Valores Mobiliários da República da


Lituânia LSC
Lituânia

Luxemburgo Commission de Surveillance du Secteur Financier CSSF

Malta Autoridade de Serviços Financeiros de Malta MFSA

Marrocos Autoridade dos Mercados Financeiros de Marrocos CDVM

Maurícia Comissão de Serviços Financeiros FSC

México Comissão Nacional Bancária e de Valores CNBV

Nova Zelândia Registro de Provedores de Serviços Financeiros FSPR

Nova Zelândia NZX NZX

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 68


País Nome Completo Sigla

Nova Zelândia Serviço de Resolução de Disputa Financeira FDRS

Panamá Superintendência do Mercado de Valores SMV

Paquistão Comissão de Valores Mobiliários do Paquistão SEC

Polônia Autoridade de Supervisão Financeira da Polônia PFSA

Comissão Nacional do Mercado de Valores de


Portugal CMVM
Portugal

Quênia Autoridade dos Mercados de Capitais do Quênia CMA

Reino Unido A Autoridade de Conduta Financeira FCA

República Tcheca Banco Nacional Tcheco CNB

Comissão Nacional de Valores Mobiliários da


Romênia CNVMR
Romênia

Comissão Federal de Mercado de Valores


Rússia FCSM
Mobiliários

Centro de Regulação de Instrumentos Financeiros e


Rússia CRFIN
Tecnologias de Mercado de Balcão

Naufor - Associação Nacional dos Participantes do


Rússia Naufor
Mercado de Valores Mobiliários da Rússia

Regulação das relações entre os centros nos


Rússia CROFR
mercados financeiros

Rússia Banco Central da Rússia CBR

Rússia Associação de Bancos da Rússia ARB

Associação de Bancos Regionais da Rússia


Rússia ASROS
(ARBR)

Centro de Regulação de Relações nos Mercados CROFR


Rússia
Financeiros (ЦРОФР)

Centro de Regulação de Relações nos Mercados


Rússia FMRRC
Financeiros

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País Nome Completo Sigla

São Vicente e
FSA FSA
Granadinas

Sri Lanka Banco Central do Sri Lanka CBSL

Sri Lanka Security and Exchange Comission do Sri Lanka SEC

Suécia Autoridade de Supervisão Financeira FSA

Suíça Autoridade Suíça de Supervisão Financeira FINMA

Tailândia Banco Comercial de Siam SCB

Tailândia Banco da Tailândia BOT

Turquia Conselho de Mercado de Capitais da Turquia CMB [SPK]

Comissão Nacional de Valores Mobiliários e


Ucrânia NSSMC
Mercado de Ações

Centro Ucraniano de Desenvolvimento de


Ucrânia Instrumentos Financeiros e Tecnologias de UCRFIN
Mercado de Balcão

Vanuatu Comissão de Serviços Financeiros Vanuatu VFSC

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CONCLUSÃO
A bolsa de valores no Brasil tem suas normas e diretrizes
diferentes das bolsas de outros países, mas a sua finalidade é
praticamente a mesma, sendo exclusivamente para proporcionar um
ambiente de negociações entre investidores e empresas. Então temos
que ter como objetivo profissional a busca de conhecimento e
aprimoramento sobre nossas funções, direitos e deveres dentro da
bolsa.

Cada investidor segue a sua estratégia, mas todos seguem as


mesmas normas, então não devemos negligenciar nossos direitos e
deveres no mercado financeiro, pois muitas das vezes nos deparamos
com deveres que desconhecemos, principalmente sobre custos de
bolsa (como o custo de custódio, por exemplo) e corretagens.

Quando tramamos de bolsa de valores, também devemos


lembrar sobre a globalização dela, ou seja, nas bolsas de valores pelo
mundo não teremos apenas ativos oriundos do seu mercado interno,
mas teremos inúmeros ativos oriundos de países pelo mundo inteiro, e
isso nos coloca em possibilidades de investimentos e deveres fiscais
com nosso governo.

Como vimos no módulo “Introdução ao Mercado”, o mercado


financeiro tem algumas vertentes, e no mercado de capitais não é
diferente, pois dentro de várias possibilidades de investimentos
temos vertentes e vertentes.

È muito importante observar que o investidor desse mercado


precisa estar ciente que não existe dinheiro fácil e retornos
extraordinários em um curto espaço de tempo, o que existe é muito
estudo de mercado, de investimentos, de análises e de tendências,
para que o ganho seja rápido e fácil.

Agora podemos entender o quanto nossas operações em Day


Trade vão além das telas cheias de gráficos e números, onde há todo
um conhecimento que nos leva a tomadas de decisões em que

BOLSA DE VALORES E TÍTULOS DE RENDA FIXA E VARIÁVEL Página 71


mercado atuar, em que seguimento, em qual contrato investir. Tanto o
mercado financeiro quanto suas vertentes estão com muitos produtos
e serviços que vivem em constante aperfeiçoamento, e isso nos coloca
como eternos aprendizes.

Devo lembrar a todos que sempre fiquem atentos as novas


normas de bolsa de valores, normas da CVM, do Governo Federal
(impostos), da CMN, do Banco Central e até mesmo dos bancos e
corretoras, pois isso pode impactar nas suas operações, nos seus
investimentos, e até mesmo na sua carreira como investidor e
operador.

Finalizando, podemos dizer que o mercado é para todos, mas


todos que estão dispostos a correr riscos, dispostos a buscar
conhecimento todos os dias, todos que querem sair de uma zona de
conforto para elevar a sua vida financeira, pois isso é possível no
mercado financeiro através de tudo isso.

Sempre foi dito que a educação muda o futuro de uma nação,


mas agora é a hora de pôr isto em prática, pois durante anos , todo o
conhecimento sobre mercado financeiro e sobre finanças pessoais
estiveram na mão de pessoas que não compartilhavam, mas através
de algumas delas que conseguiram e compartilharam hoje temos a
possibilidade de alcançar novos patamares.

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