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LABORATÓRIO DE

ELETRICIDADE BÁSICA

EL 4110 EL 7110 NE 9110

8. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

data: / / turma:

número: nome:

RECUSADO ACEITO

HUGO BUTKERAITIS

FEV/00
8. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

8.1 INTRODUÇÃO

Praticamente toda a energia elétrica que dispomos no Brasil provém da energia


mecânica obtida da conversão da energia hidráulica existente em várias regiões do país;
porém devemos observar que estes recursos hídricos geralmente se encontram distantes
dos grandes centros consumidores distribuídos ao longo da costa brasileira.
O que leva à escolha da energia elétrica ser obtida a partir de nossos recursos
hídricos está basicamente ligado à existência do transformador aliado ao custo
relativamente baixo da transmissão dessa energia.
Observado que devemos vencer grandes distâncias para o transporte da energia,
desde a usina geradora até o centro de consumo, é conveniente que a transmissão seja
feita em alta tensão, diminuindo com isso a corrente, pois as perdas na linha dependem do
quadrado desta última.
Restrições técnicas fazem com que os geradores forneçam tensões relativamente
baixas, se comparadas com os valores necessários à transmissão.
O problema pode ser resolvido com o emprego do transformador junto à estação
geradora, que elevará a tensão até um valor conveniente, chamado tensão de transmissão,
usado para chegar até uma subestação abaixadora, já próxima do centro consumidor, e aí
outro transformador, num processo inverso, abaixará a tensão para um valor conhecido
como tensão de distribuição primária.
Esta rede primária poderá atingir diretamente grandes consumidores, ou, através
de transformadores abaixadores colocados em postes, fornecer através de rede própria a
tensão de distribuição secundária que alimentará os consumidores residenciais, e o
pequeno comércio e indústria, para os quais supõe-se uma carga total instalada inferior a
75 kW.
A figura 8-1 ilustra, de uma forma bem simples o processo descrito anteriormente.

DISTR. DISTR.
GERADOR TRANSM.
TR TR PRIMÁR. TR SECUND.
2,2 a 20kV 40 a 500 2,2 a 35 110 a 380
kV kV V

figura 8-1

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8.2 TENSÕES DISPONÍVEIS PARA O USUÁRIO

No nosso curso trataremos unicamente da distribuição secundária de energia. Na


figura 8-2 representamos um dos possíveis sistemas usados pelas concessionárias de
distribuição de energia e as tensões nominais de fornecimento de energia elétrica, na
freqüência de 60 Hz.

v V

115 230

127 220

220 380

figura 8-2

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A tabela 8-1 mostra um dos possíveis tipos de atendimento feitos por uma
concessionária.

TIPO NO DE FIOS NOME DOS FIOS

A 2 FASE E NEUTRO

B 3 DUAS FASES E NEUTRO

C 4 TRÊS FASES E NEUTRO

tabela 8-1

As limitações impostas para os diversos fornecimentos encontram-se descritos em


normas as quais levam em conta a carga instalada e o local de atendimento.
Observamos, finalmente, que se o consumidor possui equipamentos com carga de
flutuação brusca ( máquinas de solda, raio X, etc. ), estas serão tratadas como cargas
especiais que poderão exigir a instalação de equipamentos corretivos e/ou obras
necessárias, que evidentemente exigirão pagamentos extras à concessionária.

8.3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Com o objetivo de fornecer apenas noções básicas de instalações elétricas,


abordaremos no que segue apenas as instalações elétricas residenciais, deixando as
instalações industriais para cursos específicos dentro do curso de engenharia elétrica.
Frisamos ainda que pretendemos mostrar apenas noções muito simples destas
instalações, o que permitirá ao aluno projetar ou mesmo providenciar alguns reparos em
pequenos ambientes, familiarizando-se com a maioria das instalações que o cerca
A figura 8-3 ilustra um diagrama de blocos elementar, onde pretendemos mostrar
as principais partes constituintes de uma instalação elétrica residencial.

CIRC. 1
ENTRADA PROTEÇÃO QUADRO
E E ALIMENT. DE CIRC. 2
MEDIÇÃO COMANDO DISTRIB. :
CIRC. N

figura 8-3

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Entende-se por entrada o circuito compreendido entre o ponto de entrega e o
medidor de energia elétrica; o ponto de entrega é considerado como o ponto até o qual a
concessionária se obriga a fornecer energia elétrica. A entrada poderá ser aérea ou
subterrânea.
A medição deve ser vista como a área que compreende o medidor propriamente
dito, bem como dispositivos necessários ao registro do consumo de potência ativa ou
reativa; a instalação de equipamentos é de competência da concessionária.
A execução das obras necessárias à entrada e medição são de responsabilidade do
consumidor, que deverá seguir normas estabelecidas e, em funcionamento terá o acesso
permitido apenas aos técnicos da companhia de eletricidade.
O setor que abrange o dispositivo de proteção e comando se situa ao lado do ponto
de medição. É constituído de uma chave seccionadora capaz de interromper o
fornecimento de energia a toda a instalação, propiciando uma manutenção de toda a rede
com segurança. Além da chave são também colocados dispositivos de proteção
dimensionados para proteger o alimentador contra eventuais sobrecargas. As duas ações
descritas, ou seja, o comando e a proteção, poderão ser realizadas por um único
dispositivo, um disjuntor.
Alimentador é o nome dado aos condutores encarregados de transportar a energia
do ponto de comando e proteção até o quadro de distribuição principal que deverá estar
localizado no centro de cargas, e, preferencialmente colocado num local de fácil acesso,
pois é a partir do mesmo que se comanda toda a instalação interna; este quadro é dotado
de um barramento conveniente para permitir uma divisão do circuito de entrada em vários
circuitos parciais.
A utilização de circuitos parciais se justifica pela possibilidade de utilização de
condutores com bitolas menores nos diversos ramais, propiciando um menor custo, bem
como, num eventual acidente em um circuito os demais permanecem funcionando
normalmente.
A idéia para a definição dos circuitos parciais é dividir a residência em setores
específicos ( social, serviço, etc. ) ou a divisão da carga total instalada em frações
convenientes. As normas recomendam a separação dos circuitos de iluminação dos de
força. É comum também reservar circuitos parciais para o atendimento isolado de
equipamentos mais sofisticados como computadores ou grandes consumidores de energia,
como aquecedores centrais.

8.4 CONDUTORES ELÉTRICOS EM INSTALAÇÕES RESIDENCIAIS

O material mais empregado atualmente na fabricação de condutores elétricos para


uso residencial é o cobre, o qual ficará subentendido em tudo o que segue.
Utilizamos a designação fio para um condutor sólido, maciço, com seção
geralmente circular, o qual será utilizado nas instalações como condutor de eletricidade,
devendo, portanto, ser envolvido por uma camada de material isolante.
O termo cabo é reservado para designar um conjunto de fios não isolados
individualmente e que, encordoados se encarregarão de transportar eletricidade e, como
tal, receberá uma isolação externa
Se comparado ao fio, o cabo possui uma maior flexibilidade o que justifica seu
emprego em instalações elétricas, uma vez que os condutores devem ser instalados em
eletrodutos, onde curvas e emendas nem sempre favorecem a passagem dos mesmos.

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A isolação dos condutores é feita revestindo-os externamente com material
adequado, por exemplo o PVC, o que criará uma elevada resistência elétrica entre os
diversos condutores e entre estes e as superfícies constituintes da instalação.
Comercialmente os condutores elétricos são encontrados em diversas cores e
bitolas.
As cores tem como objetivo uma fácil construção e identificação dos condutores em
qualquer parte da instalação. Algumas concessionárias de energia padronizam para a
entrada a utilização de condutor azul claro para designar o neutro, devendo o verde ser
reservado para circuitos de proteção. Entendemos que é razoável continuar com esta
padronização para o restante dos circuitos internos e indicamos como sugestão a
utilização das cores vermelha, preta e amarela para os condutores fase, bem como
reservar a cor branca para os retornos.
As bitolas, que num passado não muito distante seguiam o padrão AWG (American
Wire Gage), são atualmente fornecidas numa escala milimétrica. A bitola mínima
recomendável para uso em instalações elétricas é 1,5 mm2 para iluminação e 2,5 mm2
para tomadas; bitolas menores são permitidas apenas em circuitos de sinalização e
controle. As diferentes bitolas são encontradas em valores padronizados, e, as mais
utilizadas em instalações residenciais são: (1,5), (2,5), 4, 6, 10, 16, 25, 35, e 50 mm2.
O critério para o dimensionamento de condutores elétricos leva em conta, entre
outros fatores, a tensão de trabalho, as correntes envolvidas, as quedas de tensão
admissíveis, local e forma de instalação, etc.; em nosso estudo simplificado adotaremos
como critério apenas as correntes máximas admissíveis por bitola, observado que
trataremos de um pequeno ambiente, onde os ramais de entrada serão supostos muito
curtos.
Para projetos mais elaborados, existem disponíveis no mercado softwares voltados
para o dimensionamento de instalações elétricas, o que vem a facilitar enormemente o
trabalho dos profissionais do setor.

8.5 UM PROJETO ELÉTRICO SIMPLES

O objetivo principal deste item é familiarizar o aluno com os principais elementos


constituintes de um projeto elétrico, tornando-o capaz de compreender as instalações
elétricas que o circundam, além de possibilitar que o mesmo projete e até mesmo execute,
por exemplo uma pequena ampliação em sua residência. O computador que deve ser
instalado, ou qual o motivo do chuveiro desligar na metade do banho poderão ser
resolvidos.
Com este pensamento simples, deixaremos de lado fatores como a demanda, ou a
adoção de critérios mais cuidadosos para o estudo luminotécnico, ou da distribuição de
pontos de tomadas dentro do projeto. Evidentemente quando se faz necessário um
refinamento no projeto, há a necessidade de consulta a normas técnicas específicas, bem
como a obras especializadas no assunto.
Ao iniciarmos um estudo para uma instalação elétrica, é conveniente dispormos de
uma planta do local, na qual deverão ser localizados os diversos pontos de atendimento,
além das características das cargas a serem instaladas.
O trabalho pode ser iniciado com a determinação de uma iluminação adequada
para cada ambiente, levando-se em conta principalmente a utilização de cada local. Se

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adotarmos iluminação incandescente e locais com paredes claras e pé direito da ordem de
2,5m, a tabela 8-2 dá uma idéia razoável da potência necessária para a iluminação de
diversos cômodos de uma residência.

ÁREA DO POTÊNCIA ( W )
AMBIENTE SALA / COPA /
DORMITÓRIO BANHEIRO
( m2 ) COZINHA
até 6 60 60 60
de 6 a 8 100 100 60
de 8 a 12 150 100 100

CORREDOR até 3 m de comprimento 40 W


E de 3 a 5 m de comprimento 60 W
ESCADA de 5 a 7 m de comprimento 100 W

tabela 8-2

O próximo passo consiste na distribuição de tomadas pelo ambiente. Neste ponto é


conveniente fazer uma distinção entre as tomadas:
a-) as tomadas de uso específico, para o atendimento de equipamentos fixos tais como
chuveiros, lavadoras de louça e roupa, condicionadores de ar, etc.; estas possuem
quantidades, potências e locais determinados;
b-) as tomadas de uso geral, para o atendimento de aparelhos portáteis, como os
eletrodomésticos, aparelhos de som, etc., para os quais devemos prever um
número mínimo de pontos tendo em vista um razoável conforto. Para efeito de
levantamento de cargas, a cada um destes pontos atribuiremos 100 W .
Como ponto de partida podemos adotar o seguinte critério para determinar
o número mínimo de tomadas, considerando a potência de cada uma de 100W:
b1-) dependências com área inferior a 8 m2: 1 tomada;
b2-) dependências com área acima de 8 m2:
b2.1-) salas, dormitórios e corredores: 1 tomada para cada 5m
lineares ou fração;
b2.2 ) banheiros: 1 tomada alta perto da pia;
b2.3) copa e cozinha: 1 tomada alta a cada 3,5m lineares ou fração.
Ressaltamos que a norma recomenda que para a primeira tomada
destinada à cozinha seja atribuída a potência de 600W;
b2.4) subsolos, sótãos, garagens e varandas: 1 tomada.
Em seguida devemos providenciar um levantamento da potência total instalada, a
partir da qual podemos determinar um número conveniente de circuitos para o
atendimento total, sendo este critério muito pessoal, e levará a um maior ou menor valor a
ser desembolsado em função da comodidade proporcionada. Neste ponto convém ressaltar
que o equilíbrio das fases deve ser buscado.

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Na posse da quantidade de circuitos parciais podemos escolher um quadro de
distribuição adequado, não esquecendo de prever uma folga técnica para futuras
ampliações.
A localização do quadro é de suma importância, pois se colocado convenientemente
no centro de cargas, proporcionará uma boa economia de condutores, sem contar que um
fácil acesso ajudará na hora dos problemas, que estatisticamente sempre ocorrem nos
momentos mais impróprios, e portanto apesar de sua aparência nem sempre muito
simpática, atrás da geladeira nem sempre é recomendável sua colocação.
A partir da tensão e da potência de cada circuito, determina-se as correntes em
cada um deles, valores que levados a uma tabela de condutores levará às bitolas dos
diversos circuitos parciais. Nos ANEXO 1 e ANEXO 2 transcrevemos dados que poderão
ser utilizados para o trabalho proposto no final deste assunto.
Os dispositivos de proteção a serem colocados em cada circuito parcial deverão ser
dimensionados para uma corrente nominal que não ultrapasse a capacidade de corrente
dos condutores utilizados. O ANEXO 3 fornece disjuntores e fusíveis Diazed ou NH
atendendo este requisito.

8.6 DIAGRAMA UNIFILAR

Um diagrama unifilar é uma apresentação do projeto onde, através de uma


simbologia própria, são mostrados os diversos pontos de atendimento interligados por
eletrodutos contendo o número de condutores com as respectivas bitolas.
Na tabela 8-3 indicamos alguns símbolos mais comumente utilizados em diagramas
unifilares.

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SÍMBOLO SIGNIFICADO

Eletroduto no teto ou parede

Eletroduto no piso

Eletroduto de 1” contendo um neutro, dois fases, um retorno e


um terra, todos na bitola 2,5mm2 e pertencentes ao circuito
no 5

Disjuntor de 10A

Fusível de 30A

Chave de faca monofásica

Quadro de distribuição no 4

Ponto de luz incandescente no teto para 100W, pertencente ao


circuito no 5

Ponto de luz fluorescente no teto para 4 lâmpadas de 40W,


pertencente ao circuito no 7

Interruptor simples unipolar

Interruptor simples bipolar

Interruptor paralelo

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Interruptor intermediário

Tomada baixa para 127V

Tomada alta para 127V

Tomada baixa para 220V

Tomada alta para 220V

tabela 8-3

8.7 EXEMPLOS DE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

a-) uma lâmpada de 127V comandada por um interruptor simples, conforme mostra as
figuras 8-4a e 8-4b:

figura 8-4a

O esquema da figura 8-4a não é recomendado, pois o condutor fase estará


permanentemente ligado à lâmpada e o operador corre o risco de choque elétrico ao
trocar uma lâmpada. O circuito correto é o representado na figura 8-4b:

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figura 8-4b

b-) circuito de 127V contendo uma tomada, uma lâmpada e um interruptor simples,
mostrado na figura 8-5:

figura 8-5

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c-) circuito contendo um chuveiro de 220V, como na figura 8-6:

figura 8-6

d-) circuito de 127V contendo uma lâmpada comandada por dois interruptores
paralelos e um intermediário, figura 8-7:

O esquema elétrico correspondente é:

figura 8-7

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8.8 LIGAÇÃO À TERRA

De uma maneira geral as carcaças dos equipamentos elétricos são


superfícies com possibilidade de acesso ao usuário, portanto em condições normais
de funcionamento as mesmas não devem estar sujeitas à tensões elétricas.
Na eventualidade de um defeito, algum condutor energizado poderá vir a
tocar ou mesmo ficar muito próximo da carcaça de um aparelho, além da
possibilidade de uma descarga atmosférica atingir a rede elétrica e equipamentos
ligados a ela ficarem submetidos a tensões elevadas, ou mais especificamente como
ocorre em chuveiros, cargas elétricas poderão migrar, através da água, para a
superfície externa; em qualquer destes casos o operador, que geralmente está em
contato com a terra, poderá vir a tocar num ponto energizado e portanto estará
sujeito a correntes algumas vezes perigosas.
A fim de evitar este tipo de problema, as instalações elétricas devem possuir
um circuito especial chamado circuito de aterramento que é constituído de um
eletrodo fincado na terra ao qual será conectado o fio terra que será levado ao
quadro de distribuição, e deste a todos os equipamentos em que se julgar
conveniente este tipo de proteção.
De uma maneira geral, motores, chuveiros, torneiras elétricas microondas e
equipamentos de informática necessitam de um aterramento, e, especialmente neste
último recomenda-se uma resistência de terra nunca superior a 5 ohms.
Convém periodicamente medir a resistência de terra, e, sempre que este
valor ultrapassar 25 ohms uma correção se faz necessária. Para a correção podem
ser adicionados nas proximidades do eletrodo de aterramento produtos específicos
ou mais simplesmente a colocação de sal de cozinha, porém observando que este
último é levado facilmente pelas chuvas.

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8.9 PARTE PRÁTICA

Com base nas informações fornecidas, e dada a planta do ANEXO 4,


construir o diagrama unifilar correspondente, do qual deverão constar a
iluminação, as tomadas de uso geral e específico, conforme relação fornecida pela
tabela 1-4, ficando a definição da localização das mesmas por conta do aluno;
observamos que os circuitos de iluminação deverão estar separados dos circuitos de
tomadas.

QUANT. APARELHO V W

1 CHUVEIRO 220 4400


1 TORNEIRA ELÉTRICA 220 3500
1 CONDICIONADOR DE AR 220 1800
1 LAVADORA DE ROUPAS 127 1500
1 FREEZER 127 500
1 GELADEIRA 127 400
1 MICROONDAS 127 1200
1 FERRO DE PASSAR ROUPAS 127 1200
1 COMPUTADOR 127 300

tabela 1-4

Fica a critério do aluno acrescentar outras tomadas de uso específico que


julgar conveniente ao projeto.
A residência em questão está localizada numa região onde suporemos que a
concessionária fará o atendimento pelo sistema estrela com neutro, no tipo B.
Indicar a localização do quadro de distribuição, bem como um detalhe do
mesmo com os dispositivos de proteção.
O projeto deverá ser feito numa planta na escala 1:50, bem como ser
fornecida a relação de cargas por circuito e a apresentação do quadro de
distribuição.

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ANEXO 1

Capacidade de condução de corrente de um circuito utilizando condutores de cobre


recobertos com PVC à temperatura de 30oC, instalados em eletroduto:

CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE
CORRENTE ... ( A )
SEÇÃO
( mm2 ) 2 CONDUTORES 3 CONDUTORES
CARREGADOS CARREGADOS
1,5 17,5 15,5
2,5 24 21
4 32 28
6 41 36
10 57 50
16 76 68
25 101 89
35 125 111
50 151 134
70 192 171
95 232 207
120 269 239
150 309 272
185 353 310
240 415 364
300 473 419

Fatores de correção a serem empregados para agrupamento de circuitos:

NÚMERO DE CIRCUITOS 2 3 4 5
FATOR 0,80 0,70 0,65 0,60

Obs.: considerar como condutor carregado os condutores fase e neutro, exceto


quando este último fizer parte de um circuito trifásico equilibrado.

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ANEXO 2

Ocupação máxima sugerida para eletrodutos de PVC

NÚMERO DE CONDUTORES NO ELETRODUTO


SEÇÃO
( mm2 ) 2 3 4 5 6 7 8 9 10
TAMANHO NOMINAL DO ELETRODUTO ... ( mm )
1,5 16 16 16 16 16 16 20 20 20
2,5 16 16 16 20 20 20 20 25 25
4 16 16 20 20 20 25 25 25 25
6 16 20 20 25 25 25 25 32 32
10 20 20 25 25 32 32 32 40 40
16 20 25 25 32 32 40 40 40 40
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50
35 25 32 40 40 50 50 50 50 60
50 32 40 40 50 50 60 60 60 75
70 40 40 50 50 60 60 75 75 75
95 40 50 60 60 75 75 75 85 85
120 50 50 60 75 75 75 85 85 -
150 50 60 75 75 85 85 - - -
185 50 75 75 85 85 - - - -
240 60 75 85 - - - - - -

Obs.: conversão do tamanho nominal do eletroduto( mm para polegada)

mm 16 20 25 32 40 50 60 75 85
pol. ½ ¾ 1 1¼ 1½ 2 2½ 3 3½

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ANEXO 3

Corrente nominal de disjuntores ( D ) e fusíveis Diazed ou NH ( F ) para


proteção de condutores instalados em eletrodutos na temperatura de 30oC:

SEÇÃO CORRENTE NOMINAL MÁXIMA DOS


NOMINAL DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO ... (A)
DOS 2 CONDUTORES 3 CONDUTORES
COND. CARREGADOS CARREGADOS
VIVOS
( mm2 ) D F D F

1,5 15 12 15 12
2,5 20 16 20 16
4 30 25 25 20
6 40 36 35 32
10 50 50 50 40
16 70 63 60 50
25 100 80 70 80
35 125 100 100 100
50 150 125 125 100
70 175 160 150 125
95 225 200 200 160
120 250 200 225 200
150 300 250 275 250
185 350 315 300 250
240 400 315 350 315
300 450 400 400 315

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ESCALA 1:100
1:100
ANEXO 4

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