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GUIA DE ESTUDO DA CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS

C
STURION & STURION
CAPITULO
1 ASPECTOS RADIOLÓGICO
olaboradores
DOS OSSOS NORMAIS

INTRODUÇÃO:

Prefácio
É muito importante que se familiarize com a anatomia radiográfica normal (tanto com os
acidentes ósseos com os centros de ossificação), recorrendo se for preciso à confecção de seu atlas
radiográfico com incidência de ossos normais. Existem alguma características da anatomia normal,
José
que Carlos
possuem um de Araujo
particular significado no momento da interpretação das radiografias de casos
clínicos.
Apesar da aparente natureza inanimada dos tipos de osso , o osso do animal vivo não é um tecido
estático, sendo capaz não só de crescer como também de responder aos traumas e regenerar-se . A
radiografia permite a visualização das alterações vitais que ocorrem no osso , embora , a princípio, as
Renata Bonine Pardo
obtidas em um dado momento só registrarão uma etapa do processo progressivo, processo que
somente poderá ser reconhecido como radiografias seriadas. Mesmo assim, a radiografia serve para
interpretar Aos inexistência
processos que de ocorrem
um guiano detecido
estudos mole antestraumatologia
sobre de calcificar-se, ou pelo contrário,
radiográfica a
na literatura
descalcificação do tecido ósseo já existente.
Nacional, e a dificuldade dos alunos ao acesso a literatura internacional sobre este assunto nos
levaram a elaborar o presente guia de estudo radiográfico das fraturas.
COMPOSIÇÃO E FUNÇÃO:
Observamos que na prática diária de muitos clínicos e alunos ocorrem falhas no
apredizado, talvez pela falta de interesse como pelo pouco tempo que o aluno tem em se
dedicarTecido ósseo éde
as práticas constituído
interpretaçõesde tecidodasconjuntivo
radiografiasespecializado
clínicas, e(com
dessacélulas
forma,e fibras)
algumascujavez
principal característica
fornecendo diagnosticoé a rigidez.
incoerentes O osso composto
ou émesmo por muitos
deficientes tecidos, vasos
de detalhes. Foi pore cartilagens
alguns desses,
tecidos conjuntivos fibroso , gordura e tecido hematopoiético, complexo
motivos que fomos motivados a escrever essa obra, que servirá como fonte de estudo, como e dinâmico.
O ossocolegas
para outros no vertebrado
servirarealiza
como algumas
um atlas funções
ondecaracterísticas tais como:
poderá encontrar soluções paras as dúvidas
- Sustentação
diárias e corriqueiras, sobre para tecidos moles
fraturas.
- Proteção
Este guia procurapara órgão avitais
abordar classificação das fraturas se completas ou incompletas, se
- Alavanca
completa classificada para movimentos
quanto a causa, extensão da lesão, resistência da pele, estabilidade,
- Banco de, minerais
número de fragmentos linha da (Homeostase mineral,ainda
lesão, ilustrando constituíndo uma reserva
com figuras de casosde cálcio
clínicos
específicos para cada fosfato e alguns outros
classificação. íons) assim oferecer ao clínico estudo completo e
Procuramos
- Tecido hematopoiético
objetivo do traumatologia em pequenos animais. Oferece ainda oportunidade da realização do
estudo dirigido- emCélulasclasseosteogênicas
com a retirada ( osteoblastos , osteoclastos
das analises e osteócitos
radiográficas das ).figuras, permitindo
assim que o aluno procure
A cararcterísticas ósseasem como
outrasrigidez,
bibliografias complementares
seu remodelamento a classificação
e o poder de regenerare no final do
quando
estudo comparar
agredido com o guia
são conseqüências de doiscompleto
fatores com todas as classificações.
que compõem o osso e que são:
Os erros e-omissões contidos
Matriz orgânica nessa obra
( colâgeno devem ser trazidos
, proteoglicanos ). a nós que teremos o maior
prazer em corrigi-los, já quemineral
- Matriz para melhorar
( fosfato deé preciso
cálcio , sempre
magnésio, conhecer.
etc.
Agradecemos a todos que acreditaram e compartilharam conosco o conhecimento
tempo Ose paciência
ossos podem para queser se tornasse
dividido dereal os nossos
várias formassonhos.
como estudado na Anatomia, porém
adotaremos uma divisão conforme o tipo do osso e sua ossificação:

Dedicamos esse livro a todos que como nos,


apaixonados
D. J. STURION
&
pelos animais
M.A.T. STURION

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 1
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STURION & STURION

- Ossos longos - Crescem longitudinalmente por ossificação endocondral ,


a partir de uma matriz cartilaginosa pré-formada, centro de
ossificação formados na vida fetal e centro secundário de
ossificação (placas de crescimento) que se afastam até as porções
dístal e proximal dos ossos longos (epífises) Ex: fêmur , tíbia ,
úmero, etc. .
- Ossos curtos – Como os do carpo e tarso, apresentam dimensões
similares no comprimento, largura e espessura. Sua principal
função parece ser aquela de difusão dos choques. Sua ossificação
é endocondral. ex: carpos, tarsos e alguns sessamóides.
- Ossos chatos ( planos) – São expandidos em duas direções. Eles
proporcionam área para a inserção dos músculos e protegem os
órgãos que cobrem, como exemplo temos a escápula e muitos
ossos do crânio, e possuem ossificação intramembranosa.
- Ossos sessamóides - se formam em tendões ou em tecidos ligamentoso,
de acordo com a direção dos tendões.
- Ossos irregulares – São as vertebras e os ossos da base crânica. São
medianos e ímpares, com funções várias e não tão claramente
especializado como aquelas classes precedentes.

DESENVOLVIMENTO:

O osso se desenvolve geralmete de duas formas bem cararcterística que será descrita
sucintamente:
- Ossificação endocondral - o osso se desenvolve a partir de uma matriz
cartilaginosa pré-formada ( osso longo )
- Ossificação intramembranosa - diretamente a partir do tecido
conjuntivo, sem estrutura cartilaginosa prévia . Ossos chatos
(planos ), como por exemplo os encontrados no crânio.

ESTRUTURAS ÓSSEAS:

Em uma radiografia do sistema ósseo , é possível reconhecer-se uma série de


estruturas de grande importância para a interpretação das radiografias, e que se apresentam e
podem ser reconhecidas em qualquer osso:

a - Calcificação - Trata-se da deposição de sais de cálcio nos ossos, o que os converte


em radiopácos , Como conseqüência , a maior parte dos Raios X é absorvida pelo osso , e uma
pequena parte deles alcança e impressiona a zona da película radiográfica situada abaixo do
osso , que aparecerá mais clara , contrastando com os tecidos moles adjacentes . Este é o
motivo pelo qual as regiões não calcificadas dos ossos , como ocorrem nas epífises dos ossos
de cães muito jovens que não se registram radiograficamente.
No osso normal, é provável que se estejam utilizando graus de exposição compatíveis ,
o grau de radiopacidade registrada na placa dependerá da profundidade do tecido penetrado, o
que permite o reconhecimento das partes ósseas descritas a seguir:

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b - Protuberâncias - São as regiões ósseas de maior espessura que têm que atravessar o
feixe de raios X, Ex: trocanter maior,.

c - Centros acessórios de ossificação - Processo ancôneo ( ulna ) , tuberosidade de tíbia ,


epífise de radio e ulna (olécrano-ulna).

d - Periósteo - Lâmina de tecido conjuntivo denso, atada ao osso compacto (cortical),


cobre todo o osso exceto a superfície articular . Possui camada osteogênica (osteoblasto) , que se
atrofia no animal maduro e só se ativa quando há injúria óssea . A camada externa serve para
inserção de ligamentos , músculos e tendões .
e - Endósteo - lâmina sobre a cavidade medular, composta de células osteogênicas e
osteóclastos muito importante no reparo ósseo.
f - suprimento sangüineo - A partir da artéria nutrícia , artéria metafisária e arteríolas do
periósteo.

PARTES DO OSSO :

Durante o crescimento, um osso longo e composto de: Diáfise, metáfise epífise e placa de
crescimento.
Diáfise – é cilíndrica , formada por osso compacto e denso ( cortical ), que cerca a cavidade
medular e que possui a medula óssea.
Epífise – É a extremidade caracterizada por osso esponjoso , trabeculado e tecido
hematopoiético. Coberta por osso compacto e cartilagem articular . Ao alcançar sua completa
calcificação, a epífise apresenta uma periferia estreita e sumamente densa e uma estrutura
formada por trabéculas finas e quase longitudinais.
Metáfise - Área de tecido esponjoso , separando a epífise da diáfise. Esta área corresponde
ao osso esponjoso ao lado da linha epifisária. . Durante o período de crescimento sofre um
processo de involução que supre o crescimento do corpo do osso e um remodelamento de sua
forma , antes de que tal período termine. Como conseqüência da intensa proliferação que está se
produzindo , no animal jovem é mais largo o bordo epifisário da metáfise que no animal adulto,
porém não muito bem visualizada, já que se encontra pouco calcificada.
Placa de crescimento- ( placa epifisária, linha fisária, cartilagem epifisária )
É a área na qual termina o osso esponjoso e na qual a epífise é remodelada a medida que se
processa o crescimento ósseo, condensando-se e transformando-se em córtex óssea, prolongação
da diafíse., desaparecendo assim no animal adulto, quando a epifise se funde com a metáfise.

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CAPITULO
2 NOMECLATURAS E TERMINOLOGIAS DE
POSICIONAMENTO

As dificuldades geralmente encontradas no cotidiano de centro radiológico é a


necessidade da utilização de uma terminologia padrão para que essa seja versátil afim de
orientar com precisão ao fornecer um laudo radiológico. Essas necessidade são observadas
na denominação de algumas regiões , ou então para indicar no laudo como os Raios X
incidiram no paciente
Para iniciar o estudo de uma radiografia é necessário ao examinador conhecer algumas
propriedades fundamentais tais como:
O conhecimento anatômico da região estudada.
Conhecimento dos plano e eixos anatômicos
Conhecimento da Nomeclatura usada para patologia e ou trauma estudado
Semiologia Radiográfica
As sombras radiográficas, aparência/aspecto da linha radioluscentes entre os fragmentos

Muitos Médicos Veterinários utilizam termos como anterior (ou ântero) e posterior. Superior e
interior, esses termos são muito bem empregados em humanos por serem bipedes, porém no caso dos
animais domésticos que geralmente são quadrupedes podem haver conotações diversas. Por essa
razão é aconselhavel evitar a utilização desses termos.
Devem ser usados nomeclaturas dos eixos e planos de construção do corpo do dos animais
tais como: Planos ventral,dorsal; Plano laterais(direito e esquerdo); Plano cranial e caudal. Também
devem ser usados os eixos (que são dois pontos imaginários compostos por uma reta, essa reta corta
imaginariamente o paciente ou orgão em duas porções), São importantes para informar a direção em
que os raios incidiram no paciente, sendo: Eixo craniocaudal, dorsoventral e laterolateral

PLANOS DE DELIMITAÇÃO:
Os planos de delimitação tem sua aplicação para definiçãp dos planos de delimitação, o corpo
do animal é descrito, considerando-se a estação forçada em posição, isto é, os membros estão em
aprumo normal e apoiados no solo. Traçando planos tangeciais à sua massa corpórea, inclui-se o
animal em um paralelepípedo são: (A,B) dois planos verticais, um tangente à cabeça, plano cranial, e
outro a cauda, plano caudal. (C,D) dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e, outro
ao ventre do animal, plano ventral; (E,F) dois planos verticais, cada um tangente a um lado do animal,
são os planos laterais direito e esquerdo.

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Plano Cranial: é um plano vertical, que tangencia a fronte do animal, oposto ao plano
caudal.

Plano Caudal: é um plano perpendicular tangeciando a cauda do animal.

Plano Dorsal: é um plano geralmente horizontal e tangencia o dorso do paciente, este


plano esta oposto ao plano ventral.

Plano Ventral: esta localizado em animais quadrupedes paralelo com o chão (ou solo),
toda estrutura que dele se aproximar podera ser indicada por esse plano, sendo oposto ao plano
dorsal.

Plano Laterais: São planos verticais que tangeciam as faces laterais do corpo do paciente.

EIXOS DE DIRECIONAMENTO DOS RAIOS X:

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Eixo Craniocuadal: É definido com a união dos pontos de intersecção das diagonais
do plano cranial ao ponto homologo do plano caudal, ou seja esse eixo percorre o animal do
ponto cranial para caudal .

Eixo Caudocranial: como tambem do ponto caudal para cranial . Esse eixos são
importantes quando se estuda os membros pois e necessario indicar a posição por onde os feixes
de Raio X percorreram o paciente.

Eixo Dorsoventral: É estabelecido com a união dos pontos de intersecção das


diagonais do plano dorsal com o seu ponto homólogo ventral, esse eixo percorre o paciente do
ponto dorsal para o ventral denominado de dorsoventral

Eixo Ventrodorsal: esse eixo percorre do ponto ventral para o ponto dorsal denomindo
nesse caso de Ventrodorsal, incidência essa muito usada parar diagnosticar displasia coxo-
femoral.

Eixo Laterais: pode percorrer o animal do ponto lateral esquerdo indo ao ponto lateral
direito denominado de Lateral esquedo-direito ou inverso nesse caso denominado de Lateral
direito-esquerdo. Porém existem casos, como os membro que podem ser denominados de
Lateromedial ou Mediolateral esses termos são usados para simplificar termo Laterais já citados
e podem causar dúvidas no momento que se quer reanalizar uma radiografia. Assim é
aconselhavel evitar a utilização dos termos Mediolateral e Lateromedial e em hipótese alguma
utilizar o termo laterolateral.

OUTROS PLANOS INDICATIVOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO:


A seguir citaremos as definições dos seguintes termos: lateral, medial, intermédio,
mediano, cranial, caudal, dorsal, ventral, medio, externo e interno, proximal, distal, palmar e
plantar e nos ruminantes axial e abaxial.
Algumas vezes medicos veterinarios por não terem uma boa base em sua formação,
principalmente relacionado com as primeiras aulas de anatomia, ficam prejudicaos e algumas
por falta de interesse não se preocupam em aprender e assimila esses termos, tambem sabemos
que outros profissionais por dificuldade pessoal confudem termos com dorsal e cranial, isso é
observado com bastante frequencia com as posições laterais esquerda e direita, o texto a seguir
tem com objetivo esclarecer e informar a alunos sobre a importacia e principalmente sua
utilização:

Lateral e Medial, Intermédio e Mediano: são indicados para designar as faces de um


órgao que estejam voltados para os planos lateral e sagital mediano. A localização e posição dos
orgão sã tambem indicados em função destes planos. Um órgão localizado próximo ao plano
mediano é medial ou situa-se medialmente em relação a outro que lhe fica lateralmente, isto é,
mais próximo ao plano lateral direito e esquerdo. O termo intermédio determina a posição

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intermediária entre um estrutura anatomica que lhe é lateral e outra que esta posicionada
medialmente. As vertebras que estao situadas no plano sagital mediano, são consideradas
da posição mediana.

Cranial e Caudal: a estrutura anatomica. Orgão ou face, é considerada cranial


quando localizada, proxima ou voltada para a porção cranial do animal. É comum
denominar-se de caudal a parte de um orgão voltada para a porção caudal, e de cranial a
parte de um órgão voltada entre dorsal e ventral.

Externo e interno: são termos normalmente utilizados para as cavidades,


indicando as faces que estejam voltadas, para o exterior ou para o interior das cavidades.
Por exemplo, a face interna de uma costela é a que está mais proxima do conteúdo da
cavidade toracica, enquanto que a face oposta, voltada para a pele, é a face externa. Os
termos superficial e profundo significam mais perto ou mais afastado da superficie do
corpo, respectivamente, ou externo e interno à fáscia muscular

Proximal e Distal: são termos empregados em membros e órgãos, que significam


que uma estrutura está proxima da raiz de um membro (proximal) ou distante da raiz de um
membro (distal). Exemplificando, o número está numa posição proximal em comparação
com o rádio que esta numa posição distal

Axial e Abaxial: nos ruminantes é posivel empregar estes termos, pois em todas
as especies em que o eixo funcional do membro passa entre os dedos III e IV, a facevoltada
para o eixo é chamada de axial e a face oposta abaxial.

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CAPITULO
AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO TECIDO
3
ÓSSEO

Interpretação a partir da semiologia - cortical intacta -


radiográfica: Diferenciar normal X anormal cortical afetada
( raça, idade , etc.) - periósteo regular -
1 - Identificar o tipo de alteração: periósteo irregular
- Densidade - tipo - progressão lenta -
- unica ou mista progressão rápida
- predominância 5 - Alterações de tecido moles adjacentes
- Reação periosteal - tipo Ex: aumento de voluma
- Contorno e tamanho - idade do animal calcificação
- ossos adjacentes Alterações da densidade dos tecidos
- alt. concorrentes moles.
- Trabeculação 6 - Determinação do quadro radiográfico e
- Neoformação - periosteal elaboração das hipóteses diagnósticas.
- calo ósseo 7 - Avaliar as articulações : Alinhamento /
- osteófito congruência
2 - Determinar a localização: Espaço articular
- em um osso ( interlinhas radiográficas ).
- em vários ossos 8 - Elaboração do laudo diagnóstico
3 - Determinar a localização no osso ( radiodiagnóstico)
envolvido : 9 - Elaboração de hipoteses diagnósticas.
- Generalizada - cortical
( multifocal) - medular
- periosteo
localizada - cortical
(focal) - medular
- periosteo
metafise / proximal / distal
diáfise
epifise
4 - Determinar a agressividade da lesão :
BENIGNA ( POUCO AGRESSIVA )
MALIGNA ( MUITO AGRESSIVA)
- trensição bem definidas -
transição mal definidas
- margens distintas -
margens indistintas
- bordas escleróticas -
bordas desgastadas

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CAPITULO
4 CLASSIFICAÇÃO DE FRATURA

1. I NTRODUÇÃO:
Fratura é a perda completa ou incompleta da continuidade de uma superfície óssea ou
cartilagem. Em alguns casos pode estar associada com deslocamento dos fragmentos,
determinando vários graus de injúrias aos tecidos moles circunjacentes (órgãos internos ou
vitais), comprometer o suprimento sangüíneo e as comunicações nervosas.
Existem varias causas que leve a uma fratura, porém estatisticamente de 75 a 80%
dos casos com fratura são causados por acidentes automobilísticos ou veículos motorizados.
Nos membros estão a maior frequência de fraturas, cerca de 80% dos casos (as
fartura se encontram geralmente nos ossos longos tais como Úmero, Radio Ulna, Fêmur e
Tíbia).
As fraturas são encontradas de diversas formas, podem estar comunicando com o
meio externo e assim chamadas de fraturas exposta, ou na maioria dos casos o local fraturado
não estar comunicando com o meio externo e desta forma são chamadas de fraturas
fechadas.
Quanto ao osso fraturado, empregamos o termo fratura seguido do segmento afetado
(p. ex. Fratura de Radio no terço distal , Fratura de Tíbia no médio). Se a fratura ocorrer
obedecendo a razões patológica isto é o osso é sede de uma determinada lesão, empregamos
a denominação de fratura patológica ou expontânea (p. ex. Fratura patológica do Fêmur, Tíbia)
Para termos uma prática radiologia competente é necessário e imprescindível que a
qualidade das radiografias sejam nítidas. Uma radiografia realizada de mal forma leva a erros
ou falhas na interpretação radiográfica, e consequentemente falha no tratamento. O mau
posicionamento do animal, também podem trazer dificuldades ao se observar os acidentes
ósseos. Este posicionamento inadequado geralmente promove sobreposição de estruturas
delicadas e dessa forma esconde detalhes importantes que devem ser observados.

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2. E TIOLOGIA DAS FRATURAS:


2.1. FATORES PREDISPONENTES : 2.2. FATORES DETERMINANTES :
Os fatores predisponentes de uma
forma didática é dividido em fatores
predisponentes Locais e os predisponentes
Gerais, que são descritos a seguir:
Esta dividido em dois grupos
Predisponentes Locais: São as que
denominados de Ação Traumática e Ação
diminuem a resistência óssea em determinada
Muscular.
região. São aquelas em que predomina a
fragilidade óssea.
Ação traumática: São agentes que atuam por
Ex.: osteomalácea, raquitismo, osteogénese
pressão, tração e flexão e que colocam a
imperfeita, osteite, osteosarcoma, tuberculose,
resistência em perigo.
osteomielite, ou conseqüências de
predisposição local de caráter individual de
Ação muscular: Através de contrações
família.
musculares intensas são produzidas forças
geralmente nas áreas de inserção muscular
Predisponentes gerais: Estes são
onde possuas uma resistência incompetente ou
dispostos em quatro causas predeterminadas
deficitária e consequentemente realizando
que são dispostas em idade, espécie, regime
fraturas nestas áreas fragilizadas.
alimentar e sexo, que seriam:
1- Idade: nos animais idosos os raios ossos se
tornam rígidos e perdem elasticidade,
depende da proporção dos tecidos osteóide
e sais de cálcio. Nos jovens os ossos são
pobres em cálcio e riscos em tecidos
osteoides, daí a grande elasticidade,
sucendo o contrario com os animais idosos.
Nos jovens há o deslocamento ou
arrancamento das extremidades articulares,
porque a cartilagem que reunemos diversos
núcleos de ossificação não está ainda
ossificado.
2- Espécie: as fraturas se apresentam mais
nos animais expostos a traumatismos
externos (cão e o cavalo) dependem do
gênero de serviço e de vida.
3- Regime alimentar: há animais que
recebem alimentos pobres em P e Ca ou
desequilibrados.
4- Sexo: Fadiga muscular na gestação
5- Outras causas: anestesia nos membros,
neurectomia (falso apoio) insensibilidade das
extremidades, paralisias, a taxias
locomotores e hereditárias.

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3.C LASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE


FRATURAS:
O osso pode fraturar no local de ação de
violência, determinando a fratura direta ou
extrínsecas . Pode ocorrer a distancia do local
onde o trauma agiu, denominando de fartura
indireta (intrínsecas) ou por contragolpe.

Há dois fatores responsáveis pela causa das fraturas: causas Extrínsecas e causas
Intrínsecas, tendo as duas causas subdivisões:

3.1. CAUSAS EXTRINSECAS:


Violência direta - mais comum trauma
3.2. CAUSAS INTRINSECAS:
direto, atropelamento, quedas. Dificilmente
efeitos muito variáveis (Fraturas múltiplas e
comunitivas).

Violência indireta - mais possíveis que


o trauma direto. Força traumática do osso de
forma especifica, fratura em locais mais frágeis.
(p.ex.: avulsão do tubérculo tibial,
fratura do colo femoral).

Forças de curvação - local especifico,


superando a elasticidade da diáfise.

Foças de torção - eixo longitudinal


extremidade fixa e outro forçada e rotacionar
(espiral).
Força de compressão - ao longo do eixo forcar
porção lisa sobre as epífise.(p.Ex: impactação,
compressão.)

Forças de deslizamento - força


traumática ao longo do eixo ósseo e não é
transferida a uma porção do outro osso, que seja,
quebra o que impede a transmissão . Ex: côndilo,
a força e paralela a força aplicada.

As fraturas podem ser ocasionadas


quando a resistência do osso esta diminuída (são
as fraturas patológicas ou expontâneas) ou
quando as forças vencem a resistência do osso
atingido.
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3.3. FRATURAS DIRETAS:


Fraturas diretas são produzidas nos grandes traumatismos e quase sempre
se apresenta com alteração dos tecidos moles. Se o agente traumatizante age
diretamente ele produz a fratura e lesão dos tecidos moles. Essas fraturas
determinadas pelo mecanismo de deslizamento ou tesoura que seria a fratura
originada no ponto de junção (encontro) de duas forças opostas. Essas duas forças
são perpendiculares ao plano ósseo resultando quase sempre em fratura transversal.
São fraturas perpendiculares ao plano onde as forças atuaram, com predominância de
uma das forças para produzir fraturas. Os cães são mais sujeitos a esses tipos de
fratura.

3.4. FRATURAS INDIRETAS:


Nas fraturas indiretas teremos alguns acasos a flexão exagerada produz no
mecanismos por torção, flexão, pressão e tração. lado côncavo um fragmento.
Parece-nos que as indiretas são as mais comuns 3- PRESSÃO – A força do trauma exercida em
e o mecanismo por deslizamento ou por tesoura. sentido transversal, perpendicular ao
longitudinal ao eixo maior do osso produz um
1- TORÇÃO – são provocadas pelas forças que compressão das muralhas do tecido,
atuam em forma de rosca, helicoidal ou em resultando em fissura ou em fraturas uni ou
espiral. Os ossos estão mal preparados para multifragmentada. Outras vezes a força
resistir a esse tipo de mecanismo. Quase produtoras faz penetrar a diafise na epífise.
sempre a torção vem associada a flexão e 4- TRAÇÃO - a primeira vista parece impossível.
esse mecanismo é comum nas fraturas da Quase sempre vem acompanhado com a
espécie eqüina. Assim é que quando o cavalo flexão ou a torção. Essas fraturas quase
fica com um membro fixo no solo e faz sempre aparece em determinado estado
movimento de rotação e assim da fratura a patológico do osso, que diminui a resistência
distancia. Acontece quando um dos membros óssea. Na veterinária se observa este tipo de
é preso pela extremidade distal, há um fratura no arrancamento da saliências ósseas,
obstáculo e ele procura se defender girando de inserção tendinosa a ou ligamentosa. Ex.:
sobre si mesmo, imprimindo o movimento de Extremidade do olecrano.
torção.
2- FLEXÃO – Por esse mecanismo se produzem
a maioria das fraturas mas geralmente as
fraturas assim produzidas são incompletas.
Constituem o resultado de encurtamento
exagerado pela ação de duas forças opostas.
O osso rompe em primeiro lugar na parte
convexa, sem atingir côncava. É o que se
denomina fratura em vara verde, pela
elasticidade do tecido ósseo é mais comum
nos jovens. Se as forças prosseguirem
aumentando a flexão, a resistência de ossos
será vencida atingindo a parte côncava. Em

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4. C LASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS:


A classificação poder ser feita de varias formas, pois existe diversas nomenclaturas e termos
para um mesmo fim todas são úteis para descrever, porem se aconselha a usar uma mesma base de
classificação para todas as fraturas.
As fraturas podem estar disposta de diversas formas e em diferentes regiões, pois a maior
incidência de fratura e causado por fatores diretos(p. ex.: atropelamentos e quedas).
A localização de uma fratura e sua extensão pelo osso variam muito de um caso para outro,
podem se apresentar estáveis, pela disposição da linha de fratura apresentada(transversa,
impactada, transversa), e em alguns casos pode se mostrar instáveis (obliqua, em espiral, múltipla).

4.1. SEGUNDO A EXTENSÃO DA LESÃO:

Fig

FIG.1 –
NCIDÊNCIA

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A linha da fratura se apresenta em


angulo reto (90º) com relação ao eixo longitudinal
do osso atingido. Usualmente produzido por uma
força aplicada diretamente no local da fratura
com lesão associada de tecidos. Observado
também em fraturas patológicas como:
Osteomalacia, e Osteodistrofia fibrosa
(Hiperparatireoidismo secundário nutricional).

FIG.4 -

INCIDÊNCIA

A B

FIG. 5.
FIG. A - INCIDÊNCIA
FIG. B - INCIDÊNCIA

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4.1.1.2. F R.ATURA OBLÍQUAS

Encontra-se a linha de fratura em


diagonal ao eixo longitudinal do osso. Existe
instabilidade da fratura pois os fragmentos
tendem a se sobreporem deslizando um sobre o
outro, por esta razão deve ser fixada a fratura
para se obter uma estabilidade. As extremidades
da fratura são geralmente curtas e
grosseiramente arredondadas.

FIG. 6 -

Fr

INCIDÊNCIA

FIG. 7 - FIG. 8 -

INCIDÊNCIA INCIDÊNCIA

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STURION & STURION

F RATURAS EM ESPIRAL –
Produzida por uma força em rotação ou torção, a
linha de fratura é uma curva em forma de um “s”
pouco acentuado, a extremidades são longas,
agudas e pontiagudas. Geralmente são causada
por força indireta, essa geralmente agride em
menor grau os tecido moles adjacentes, porem
podendo haver rotação e existe a instabilidade
dos fragmentos.

FIG.9 -

NCIDÊNCIA

FIG. 10 . FIG. 11 -

INCIDÊNCIA INCIDÊNCIA

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 1
6
GUIA DE ESTUDO DA CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS
STURION & STURION

FRATURA POR AVULSÃO – Essas


fraturas se dão geralmente por contração de uma
massa muscular contra resistência, o local de
inserção do músculo, tendão ou ligamento, se
destaca do osso, como resultado de uma tração A
vigorosa.

OSSO A

MÚSCULOS

B
FRAGMENTO ÓSSEO
RELATIVO AO OSSO B FIG. 12 - .
FIG.A –

OSSO B FUG.B.-

NCIDÊNCIA:

FIG. 14 -

INCIDÊNCIA

FIG. 13 -

.
INCIDÊNCIA
RADIOLOGIA VETERINÁRIA 1
7
GUIA DE ESTUDO DA CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS
STURION & STURION

FRATURAS MÚLTIPLAS - Ocorrem


geralmente o estilhaçamento ou fragmentação, a
linha da fratura se mostra em vários locais e não
se tem um ponto comum do local atingido,
apresentam-se com três ou mais fragmentos
grandes, comumente produzida por causas
diretas, a fratura se encontra instável e os
fragmentos se encontram freqüentemente
sobrepostos.

FRATURA MÚLTIPLA
FIG. 15
FRAGMENTADA, COMINUTIVAS E
FARINÁCEA – Ocorre o estilhaçamento ou
fragmentação do osso, com inúmeros fragmentos
grandes (levando o nome de fragmentada) , NCIDÊNCIA
pequenos (levando o nome de cuminutiva) e
fragmentos farináceos (decorrente de projetil
balístico atingindo o osso) no local atingido.
Geralmente por violência direta, são relativo os
graus de injurias aos tecidos adjacentes esse tipo
de fratura se encontra instável.

A B C

FIG. 16 - MODELO: FRATURA COMPLETA


MÚLTIPLAS
FIG. A – FRATURA MÚLTIPLA FRAGMENTADA
FIG. B - FRATURA MÚLTIPLA COMINUTIVA
FIG. C - FRATURA MÚLTIPLA COMINUTIVA COM

FIG. 17 -

NCIDÊNCIA

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STURION & STURION

CORPO BALÍSTICO

FIG.18 -

FIG. 19 -

NCIDÊNCIA

A B
FIG. 20 -
FIG. A – INCIDÊNCIA.
FIG. B – INCIDÊNCIA –

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STURION & STURION

FIG.21 -

FIG. 22

INCIDÊNCIA –

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STURION & STURION

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 2
1
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STURION & STURION

F RATURA FISEAL – Ocorre


geralmente em animais jovens, em fase de
crescimento. Ocorre a separação da placa de
crescimento do osso ou na linha epifiseal. Podem
ser classificadas em 5 graus segundo Salter-
Harris

FIG. 23 -
FIG. 24 - MODELO SALTER HARRIS
RADIOLOGIA VETERINÁRIA 2
FIG A – NORMAL; FIG B – FRATURA EPIFISEAL DA EPIFICE DISTAL; FIG C – FRATURA
2
METAEPIFISEAL DA EPÍFISE DISTAL; FIG D – FRATURA COM FRAGMENTO EPIFISEAL DA EPÍFISE
NCIDÊNCIA
DISTAL; FIG E – FRATURA COM FRAGMENTO METAEPIFISEAL DA EPÍFISE DISTAL; FIG E –
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STURION & STURION

A B

FIG.25 -

FIG. A – INCIDÊNCIA –
FIG. B – INCIDÊNCIA –

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STURION & STURION

FIG. 26 -

FIG. 27 -
Incidência –

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 2
4
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STURION & STURION

F RATURA CONDILEA – É
encontrada somente no fêmur e úmero, a linha da
fratura se encontra passando por um dos
condilos, dever ser especificado quanto a
localização medial ou lateral.

FIG. 28 -

FIG.29 – FIG.30 -

Incidência –

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 2
5
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STURION & STURION

F RATURAS INTERCONDILEAS –
A linha da fratura encontra-se passando entre os
dois condilos. Podemos ainda ter as fraturas em
“T “ou em “Y “ nos condilos do úmero.

FIG.31 –

INCIDÊNCIA.

FIG.32 –

INCIDÊNCIA

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 2
6
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STURION & STURION

F RATURA IMPACTADA – Esse tipo


de fratura é rara de ser observada, por ser
causada frequentemente por quedas. A linha da
fratura em muitas vezes é radiopaca, podendo a
linha ser completa ou incompleta, os fragmentos
ósseos se encontram firmemente compactados, e
os fragmentos geralmente estão estáveis. A linha
de fraturas em alguns casos se torna difícil de se
observar por ser (radiopaca e não radiolucente)
diferente de todas as outras linhas citadas acima.

FIG.33 –

FIG.34 – FIG.35 –

Incidência NCIDÊNCIA

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7
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STURION & STURION

F RATURAS INCOMPLETAS -
Quando não há a ruptura da continuidade do
ossos, e a linha da fratura não passa de uma das
bordas periostal. (p. ex. fratura em galho verde e
fratura em fissura).

FIG.2 –

NCIDÊNCIA

FIG.3 –
]
NCIDÊNCIA

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 2
8
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STURION & STURION

FRATURAS INCOMPLETAS podem ser


classificadas conforme a linha de fratura: Fratura
em galho verde e Fratura em Fissura.

FRATURA EM GALHO VERDE -


Ocorre comumente em animais jovens e em fase
de crescimento. Observa-se uma deformidade do
osso, assim radigraficamente se comprova que
um dos lados do osso esta fraturado porem o
outro se encontra somente curvado, a fratura se
encontra estável. Causado geralmente por
FIG.36 –
hiperparatireoidismo nutricional.

NCIDÊNCIA

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STURION & STURION

SEGUNDO A RESISTÊNCIA DA
PELE :: Simples, Subcutânea e Exposta.

SIMPLES – São as fraturas fechadas,


são aquelas que não comunicam-se com o meio
externo.

FIG.38 –.

FIG.39 -

NCIDÊNCIA

FIG.40 -

NCIDÊNCIA

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 3
0
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STURION & STURION

S UBCUTÂNEAS – São aqueles caso


que os fragmento se deslocam porem não
ultrapassando a tela subcutânea.

FIG.41 –

NCIDÊNCIA

A B
FIG. 42 -
FIG. A - INCIDÊNCIA
FIG. B - INCIDÊNCIA

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STURION & STURION

EXPOSTAS – O local fraturado se


comunica com o meio externo, essas fraturas
estão muito sujeitas a contaminações por essas
razão é tipo de fratura que requer mais cuidados

FIG.43 –

FIG. 44 - Fratura completa obliqua do terço médio


da tíbia e fibula , com exposição do fragmento.

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STURION & STURION

SEGUNDO A ESTABILIDADE , podem ser :


Estável ou Instável

FRATURA ESTÁVEL – São aquelas


que resistem as forças de redução. As
extremidades da fratura se encontram próximas
ou no angulo original do osso. E a fixação tem
como objetivo manter esse angulo (p. ex. Fratura
em galho em verde, fratura transversa,
impactação).

FIG.45 -

FIG.46 –
NCIDÊNCIA

FIG.47 – FIG.48 -

RADIOLOGIA VETERINÁRIA 3
3
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STURION & STURION

FRATURAS INSTÁVEIS – Os
fargmentos se encontram geralmente interpostos e
ou em rotação, e não se ligam, em alguns casos
deslizam sobre si e ficam fora da sua posição
original. O alinhamento e o comprimento estão
comprometidos se não realizar a fixação. (p. ex.:
Obliqua, em Espiral, Múltipla)

FIG.49 –

FIG.50 – FIG.51

NCIDÊNCIA NCIDÊNCIA

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4
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STURION & STURION

B IBLIOGRAFIA:

BURK,R.L. ; ACKERMAN, N. Small animal radiology and ultrasonography a diagnosis


atlas and text., W.B.Saunderns, Philadelphia, 1996, 644p.

DOUGLAS , S.W. & WILLIAMSON, H.D. Diagnóstico radiológico Veterinário ,


Acribia , São Paulo , 1975, p.

HERNANDEZ, M.M., Radiologia Veterinária pequeños animales, Interamericana,


Madrid, 1992, 493 p.

KEALY ,J.K. Diagnostic radiology of the dog and cat, 2 ed. , W.B. Saunderns Philadelphia
1987, 547p.

MORGAN, J. P. Radiology in veterinary orthopedics. Lea & Fibeger, Philadelphia,


1972,406 p.

MORGAN, J.P. Radiology of Small Animal Fracture Management. W.B. Saunders,


Philadelphia, 1995.

TICER, J.B. Técnica Radiológica na Prática Veterinária 2 ed, Roca, São Paulo, 1987.

NEWTON, C.J.D. ; NUNAMACKER, D.M. Textbook of small animal orthopedics, J.B.


Lippincott, Philadelphia, 1995, 1140p

SCHEBITZ , H. ; WILKENS,S.H. Atlas of radiolographic anatomy of the dog and cat. W.


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SLATTER, D.H. Textboob of small animal surgery, 2 ed. , W.B. Saunderns, Philadelphia,
1993, 2V., 2362p.

TRALL, D.E. Textbook of veterinary diagnostic radiology,, 2 ed. W.B. Saunderns,


Philadelphia, 1994, 621p.

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CAPITULO
5 CONFIRINDO OS
CONHECIMENTOS

DIAGNOSTICO
RADIOGRAFICO:____________________
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INCIDENCIA:_______________________
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DIAGNOSTICO
RADIOGRAFICO:____________________
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DIAGNOSTICO
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DIAGNOSTICO
RADIOGRAFICO:____________________
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DIAGNOSTICO
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DIAGNOSTICO
RADIOGRAFICO:____________________
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INCIDENCIA:_______________________
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DIAGNOSTICO
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DIAGNOSTICO
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DIAGNOSTICO
RADIOGRAFICO:____________________
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DIAGNOSTICO
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DIAGNOSTICO
RADIOGRAFICO:____________________
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INCIDENCIA:_______________________
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DIAGNOSTICO
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INCIDENCIA:_______________________
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STURION & STURION

Í NDICE:

INTRODUÇÃO ............................................................................................. 01
ETIOLOGIA DAS FRATURAS .................................................................. 02
Causas Predisponentes ..................................................................................02
Causas Determinantes ...................................................................................02
CAUSAS DAS FRATURAS ......................................................................... 03
Causas Extrínsecas ....................................................................................... 03
Causas Intrínsecas ........................................................................................ 03
Fraturas Diretas ............................................................................................ 04
Fraturas Indiretas .......................................................................................... 04
CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS ........................................................ 05
Fratura Completa .......................................................................................... 05
Fraturas Incompletas ....................................................................................... 06
CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS COMPLETAS .............................. 07
Fratura Transversa ........................................................................................ 07
Fratura Oblíquas ........................................................................................... 08
Fratura em Espiral .........................................................................................09
Fratura por Avulsão ...................................................................................... 10
Fratura Múltiplas .......................................................................................... 11
Fratura Fiseal ................................................................................................ 14
Fratura Condilea ............................................................................................17
Fratura Intercondilea .....................................................................................18
Fratura Impactada ......................................................................................... 19
CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS INCOMPLETAS ......................... 20
Fratura em Galho Verde ............................................................................... 20
CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A RESISTÊNCIA DA PELE ................. 21
Simples ......................................................................................................... 21
Subcutânea .................................................................................................... 22
Exposta ..................................................... ....................................................
23
CLASSIFICAÇÃO DA ESTABILIDADE .................................................. 24
Fratura Estável............................................................................................... 24
Fratura Instável ............................................................................................. 25
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................... 26

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NOTAS BIBLIAGRAFICAS DOS AUTORES

DOMINGOS JOSÉ STURION é Professor de Radiologia e Radiodiagnostico e Patologia


Cirurgica da Universidade Norte do Paraná, sendo Professor aposentado da Universidade Estadual
de Londrina, onde foi Professor de Radiologia Animal e Patologia Cirurgica, formado pela
Universidade Estadual de Londrina em 1976; concluiu a especialização em Radiodiagnostico e
Energia Nuclear pela Universidad do Chile em 1977; com Mestrado em Medicina Veterinária na
área de Cirurgia Animal, concluido em 1980 na Universidade Federal de Santa Maria – RS; Com
Doutorado em Fisiopatologia Clinica, área de Cirurgia concluido em 1990 na UNESP – Campus
Botucatu – SP.

MARCO AURÉLIO T. STURION é Professor de Radiologia e Anatomia Veterinaria,


conclui a especialização de clinica e cirurgia de pequenos animais na UNOPAR -2003; possui
mestrado em Radiologia Animal pela UNESP – Campus Botucatu – SP concluído em 2006;

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